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A teoria monetária da Escola Austríaca aplicada ao mercado financeiro

Nesta primeira aula sobre a Escola Austríaca e o Mercado Financeiro, o professor Fernando Ulrich mostra como a teoria monetária da Escola Austríaca pode ser aplicada ao mercado financeiro.

Ulrich cita o autor Benjamin Graham e sua obra The Intelligent Investor ("O Investidor Inteligente"), a qual menciona a teoria de investimento de valor baseada em análises fundamentalistas, sendo seu conteúdo complementar à teoria austríaca. A teoria consiste em analisar o setor de uma empresa, sua equipe de gestão, as oportunidades de mercado e alguns outros fatores.

A aula discorre sobre o crash da bolsa de valores americana de 1929 e mostra as críticas feitas por Mises e outros economistas austríacos a respeito da inevitabilidade das distorções geradas pela expansão monetária, as quais levaram ao crash.  Ulrich lista também outras bolhas anteriores a este evento.

Também são estudados o colapso do sistema de Bretton Woods, a bolha imobiliária e acionária japonesa, a bolha da Nasdaq, a grande crise do século XXI, e a pior crise econômica da história do Brasil.

Todos estes episódios têm em comum a expansão monetária conduzida pelos bancos centrais em conjunto com o sistema bancário.

Ulrich fecha a aula falando sobre um dos grandes erros corporativos da história, envolvendo a ThyssenKrupp AG e seus relatórios anuais, bem como as lições que os economistas podem tirar deste caso concreto, além de ressaltar a importância da teoria monetária da escola austríaca e a teoria austríaca dos ciclos econômicos para estratégias de investimento de sucesso.

Para conferir a aula completa, acesse:


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SOBRE O AUTOR

Equipe IMB


OFF-TOPPIC: pessoal do IMB, seria possível vocês redigirem um artigo refutando as teorias conspiratórias sobre o Nióbio que abundam desde a época do Enéias? Quinta-feira o Instituto Liberal reiniciou o debate, e seria ótimo se vocês dessem continuidade. Eis o que comentei no website do IL, é o que resumidamente penso do assunto:

"Se há indícios concretos ou, ao menos, motivos para crer que as empresas autorizadas pelo Estado brasileiro a retirarem do solo e comercializarem este metal estão cometendo fraudes de qualquer natureza, em conluio com grupos estrangeiros ou não, a solução é, em se confirmando as irregularidades, rescindir os contratos de permissão em vigor e abrir este mercado para mais empresas interessadas no empreendimento - seja lá de onde elas forem. A que oferecer a melhor barganha leva as jazidas - e paga impostos sobre tudo o que produzir. Elevar o preço na marra? Claro, abusar desta condição de quase monopolista pode funcionar no começo, mas no médio prazo surgirão alternativas de melhor custo-benefício para atender a demanda daqueles insatisfeitos com a situação. Deixar de vender o Nióbio como comodittie e agregar valor ao mineral em nossa indústria da transformação? Seria ótimo, se nosso parque industrial não estivesse parado no tempo desde meados do século passado. Só falta criarem a estatal NIOBRÁS no Brasil, que dará origem ao escândalo do NIOBRÃO. O brasileiro não aprende mesmo: sempre achando que vai encontrar um bilhete premiado no chão e poderá passar o resto da vida bebendo e sambando."
"Tal afirmação nunca foi feita. Em ponto nenhum do artigo. E nem em nenhum outro artigo"

Não me refiro à uma frase ou texto escrito nos artigos do IMB. Estou questionando a percepção daqueles que defendem esse modelo de afrouxamento da terceirização proposto pelo governo, pois essa discussão toda é parte da realidade em que estamos vivenciando. Aliás, não creio que esse artigo seja uma mera exposição teórico-dissertativa acerca do que seria e quais os benefícios de uma terceirização segundo os liberais, muito menos um texto desvinculado da conjectura atual, como você transparece para quem lê. Logo, minha indagação é pertinente, ainda que, o que questiono, não esteja explicitamente escrito no artigo.

Em relação ao artigo linkado, em momento algum vi algo a mostra que abordasse diretamente o problema terceirização-corporativismo privado que eu levantei acima. O que mais se aproxima seria esse trecho:
"Em primeiro lugar, a ideia de que custos menores para empresas é algo ruim. Além do fato de que custos baixos permitem maior acúmulo de capital — o que possibilita mais investimentos e mais contratações —, falta explicar como que custos de contratação menores podem ser ruins para pessoas à procura de emprego."
Sim, não há problema algum em um empresário tentar reduzir seus custos para se adequar a concorrência e auferir maiores lucros. O entrave se encontra, como eu falei, no empresário monopolista que não possui um fator invísivel para motivá-lo à otimizar sua produção. A mão visível do Estado garante que seu produto inevitavelmente será consumido e, com isso, seu lucro será certeiro. Por conseguinte, não há a preocupação constante deste em inovar, melhorar a qualidade, aumentar a produtividade da sua mão de obra. Nesse sentido, a terceirização beneficia esse empresário, justamente por rebaixar seus custos com contratados (temporários ou não) à niveis abaixos daquilo que os empregados produzem, sabendo se que eles estão confortáveis em relação aos processos trabalhistas que enfrentarão (ajudinha estatal). Bem como, estagna ou retarda as inovações, tendo em vista que sua produção atual será adquirida pelos consumidores à um preço "monopolístico" durante um tempo maior que o de uma concorrência que existiria num livre mercado. Ademais, seu produto foi feito empregando mão-de-obra com um ônus muito abaixo daquilo que ela de fato produz. Desse modo, a margem de lucro é gigantesca, sendo que esse lucro pode sim ser revertido em capital para futuras melhoras, o que, na minha opinião, não aflinge ou preocupa de modo algum uma empresa monopolista, pois esta pode facilmente pegar crédito subsidiado de bancos estatais, ou ser empreendido em outros investimentos pessoais e, na minha percepção, fúteis e de pouco potencial de gerar valor no futuro.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Fernando  08/06/2016 14:21
    Tô precisando disso mesmo. Obrigado Mises.
  • Juliana  08/06/2016 15:50
    É um pouco tarde para fazer a pergunta, então vou apenas deixar uma observação. As postagens aqui no site não estão seguindo a ordem cronológica em que as aulas foram dadas, e isso pode dificultar um pouco tanto a conexão entre uma e outra como (e principalmente) a oportunidade de esclarecer alguns pontos, cujas perguntas ou colocações, teoricamente, deveriam ter sido feitas antes. Se houver uma boa justificativa para isto, eu gostaria de ouvir.

    Mas achei excepcionalmente ótimas as aulas. Parabéns a todos, e muito obrigada por compartilharem!
  • Porta-Voz  08/06/2016 16:31
    A ordem dos eventos dependia dos palestrantes.

    Mas em nada prejudica a compreensão dos temas.
  • Juliana  09/06/2016 15:21
    Obrigada, Porta-Voz! Mas a questão nem é tanto sobre a compreensão dos temas.

    Veja qual o problema: uma pessoa que tenha assistido, digamos, às aulas "Teoria Monertária da Escola Austríaca" (TMEA), também do Ulrich, e "Teoria Austríaca dos Ciclos Econômicos" (TACE), do professor Iorio, pode perfeitamente considerar cada uma excelente. Porém, vendo de uma perspectiva mais crítica, as teorias pareceram insufucientes para serem aplicadas à realidade. Só para dar um exemplo, ambos fizeram questão de enfatizar que, para a Escola Austríaca (EA), inflação é aumento da oferta monetária, e não aumento do nível de preços — como amplamente é difundido por aí. E, para resumir, no final das contas o 'aumento do nível de preços' acabou sendo uma variável não considerada. Além é claro de tantas outras que influenciam o uso da moeda como taxa de câmbio, "choques externos", expectativas, etc. Seria mais interessante que o Ulrich estivesse se oucupado em fazer antes uma aula com o nome "Teoria da Escola Austríca das Moedas Estatais" do que essa aí do mercado financeiro. Tem uma série de conhecimentos relativos ao assunto, desenvolvidos por gente da EA, que estão soltos por aí. Era só juntá-los e organizá-los para aplicar.

    Tanto que a aula do Hélio, sobre a EA e as crises atuais, foi muito mais informativa do que explicativa. Não podemos dizer que ele só ludibriou, porque ele pelo menos foi mais humilde e no título colocou que seria sobre as crises atuais como um desafio para a EA. Mas sinceramente, até agora eu não estou muito certa se devemos ou não jogar as teorias da Escola Austríaca no lixo.

    Para concluir, pela falta de ordem das aulas, não tivemos a chance de perguntar: "Por quê deveríamos assistir à essa aula do Ulrich?".

  • Oi  08/06/2016 16:35
    Valeu!
  • Joselino Barbacena  09/06/2016 20:08
    É troll
  • Luiz Novi  12/06/2016 15:06
    Muito legal a palestra. Trabalho com gestão de fundos de investimentos e sou adepto ao Valuae Investing de Benjamim Grahan. Realmente tenho aprendido com a escola austríaca que podemos enxergar mais além no horizonte e observar quando uma política econômica é insustentável.


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