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Individualismo e Coletivismo – parte I

O professor Alberto Oliva fala, na primeira parte da aula ministrada no Summer School do IMB, sobre a diferença entre as noções de coletividade e coletivismo.

Fala sobre a tendência brasileira em relacionar o individualismo com o egoísmo — ignorando a definição de que individualismo é autonomia individual — e discorre também sobre o emprego nocivo da palavra "coletivismo", a qual os intervencionistas exploram.

Quem tem desígnios, objetivos e tira conclusões não é a "classe social", mas sim seus indivíduos, que dificilmente teriam desígnios, objetivos e conclusões homogêneos —cenário ignorado pelos intervencionistas que atribuem ao coletivo uma personalidade superior à do indivíduo.

O professor fala sobre como o coletivismo foi transformado em ferramenta fundamental para a luta de classes, numa suposta ação cooperativa. Afirma que acreditar em mentes supra-individuais é neurologicamente impossível e tal concepção tornaria os indivíduos marionetes do sistema, neutralizando a responsabilidade individual sobre a ação humana e, consequentemente, a atribuição de culpa.

Atualmente, o conceito de um nível consciente "superior" ao do indivíduo deixou de ser necessariamente referente à "classe", para ser substituído por "etnias", "gênero", "raça", "culturas" etc.

Alberto Oliva dá exemplos do vocabulário típico coletivista, os aspectos históricos do individualismo, fala da noção kantiana de felicidade individual e trata o coletivismo como álibi para não assumir a responsabilidade devida pelos próprios atos.

Confira a primeira parte de Individualismo e Coletivismo, com o professor Alberto Oliva.

 

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autor

Equipe IMB

  • Bartolo de Sassoferrato  02/06/2016 22:20
    "Individualismo e interesse próprio não são egoísmo":

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2079
  • Rodrigo Pereira Herrmann  02/06/2016 23:26
    dois ótimos insights:

    1) "pra o coletivismo quem age são as classes" (como entidades ontológicas), não mais os indivíduos;

    2) "a politização do mal, ou a imanentização do mal no mundo", não mais na alma do homem.

    very good, professor.


    imagino que ele tocará na questão de Deus, já que a perda do horizonte religioso foi crucial pra o livre desenvolvimento da sociologia e dos coletivismos (processo que começa pra valer em kant).
  • John Mitchell  03/06/2016 15:08
    www.saraiva.com.br/a-revolta-de-atlas-03-volumes-3093154.html
  • Max Rockatansky  03/06/2016 16:33
    unioneditorial.net/biblioteca-austriaca?page=shop.product_details&flypage=flypage.tpl&product_id=90&category_id=6
  • anônimo  04/06/2016 02:13
    Ótimo tema! E aqui vai uma lamentação sobre o assunto... O jornal mais lido da minha cidade "maravilhosa" está cada vez mais difícil de engolir. Assumiu de vez o papel de lobista feminista, sobretudo após o caso da menina X. Coletivismo emburrece e divide, sempre digo isso aqui em casa. Como não tenho mais 15 anos e não me preocupo mais em ser chamada de "conservadora" e afins, contesto tudo o que está relacionado a coletivismo. Não sou bem recebida, mas procuro mostrar que o coletivismo transformou todos os aspectos da nossa vida em luta política. Será que estou sendo radical demais ou apenas uma mulher sensata? Com a palavra, os ilustríssimos comentaristas...
  • Fernando Melo  21/06/2016 01:31
    Muito bom.


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