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Por que os economistas austríacos falam tanto em método?

O professor Fabio Barbieri ressalta, nesta aula, que é possível falar em Economia sem se utilizar de dados econométricos ou dados fornecidos pelos governos. 

Afirma que a tarefa da economia é também a de identificar a causa da prosperidade ou do empobrecimento de uma nação, comparando conjuntos de "regras do jogo" por meio do subjetivismo e da complexidade da coordenação dos agentes.  

O professor fala do excesso de psicologismo e da crença no realismo de instrumentos métricos, por meio dos quais a simplicidade de um modelo matemático é transferida para a vida real, que é bem mais complexa.

Por causa dessa matematização da economia, os economistas costumam gerar símbolos de representação gráfica, sem se aprofundar no significado de cada um, transformando todo o capital da economia em uma entidade autônoma.  Como consequência, o capital fica desconectado do subjetivismo dos agentes econômicos e da complexidade da economia — o que é totalmente incompatível com os planos de ação dos indivíduos.           

O dilema metodológico básico está na análise de dados, no qual o economista é escravo do método utilizado e tem de procurar respostas onde elas não estão, o que aumenta a dificuldade em obtê-las. Autores antigos falam em "fases metodológicas": a primeira fase, com John Stuart Mill, contra o uso da matemática. A segunda fase, com Mises, generaliza as atividades, negando a divisão entre economia e extra-economia, promovendo uma interdisciplinaridade.

Olhando ao longo das décadas, tudo o que os austríacos afirmaram ser ciência — e que é sistematicamente negado pelo mainstream econômico — passou a ser incorporado na fundamentação de problema econômico das outras escolas.

Para compreender melhor a Praxiologia e o Método da Economia, assista à aula do professor Fabio Barbieri, disponível no link:


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Equipe IMB

  • Pobre Paulista  01/06/2016 03:20
    O subjetivismo é perfeitamente modelado por variáveis aleatórias, e muito bem aproveitado na estatística Bayesiana, onde a interpretação individual é tão importante quanto à coleta e análise de dados (chamado de evidências). Até mesmo modelos de teoria da decisão "mainstream" se baseiam nestas ferramentas. O conhecimento a priori (subjetivo e individual) é protagonista, assim como em toda a análise praxiológica.

    O fato de muitos economistas fazerem mal uso da matemática não quer dizer que a matemática não é uma ferramenta apropriada para a análise econômica.
  • fabio barbieri  02/06/2016 01:34
    em nenhum momento foi afirmado q matematica é inutil porque é mal usada por muitos ou ainda seja onutil na analise.
    quanto ao prineiro ponto, o "perfeitamente modelado" só faz sentido se vc restringir sobremodo o tipo de problema considerado.
  • Gandolfo Dias  01/06/2016 03:46
    Ótima aula. Obrigado por disponibilizar o conteúdo.

    Fugindo um pouco do assunto, notei que, de tempos cá, o IMB tem escrito praxiologia aos invés de praxeologia. Trata-se de uma correção? Sempre me acostumei à grafia com "e" e a troca deixou-me curioso.

    Em tempos de "presidenta", este tipo mudança pode causar algum desconforto.
  • Myst  02/06/2016 18:55
    veja.abril.com.br/blog/carreira/autoconhecimento/voce-esta-preparado-para-as-mudancas-que-estao-acontecendo-no-mercado-de-trabalho/


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