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De onde veio a Escola Austríaca de Economia?

É sobre esta trajetória histórica que o Professor Ubiratan Iorio trata em sua aula "O Nascimento da Escola Austríaca", ministrada no Mises Summer School de 2016.

Considerando a Escola Austríaca um corpo heterogêneo, cujas contribuições decorrem do desenvolvimento das ideias de diversos pensadores, o professor Iorio refere-se às diferentes contribuições como ordens espontâneas, ou seja, frutos da contribuição humana individual, não-planejadas, mas que surgem a fim de compor e modernizar os pensamentos centrais da Escola Austríaca.

O professor Iorio afirma que as diferenças de pensamento são apenas meta-etiquetas que, na realidade, constroem o pensamento austríaco.  A Escola Austríaca é formada por três elementos básicos: ação humana, tempo (definido como fluxo permanente) e conhecimento. 

Além desses elementos básicos, há também os chamados "elementos de propagação" — utilidade marginal, subjetivismo e ordens espontâneas.

Iorio discorre, ainda, sobre as consequências para a Filosofia Política, a Epistemologia e a Economia, e explica como, para os austríacos, o papel do economista é dizer aos governos como não intervir no mercado.

Pontuando as diferenças entre Ciências Sociais e Ciências Exatas, Iorio explica como e por que a Escola Austríaca se afasta de previsões quantitativas do ponto de vista econômico.

Iniciando a jornada do nascimento da Escola Austríaca com os pós-escolásticos, vemos como padres e monges foram os primeiros a falar em leis econômicas, impostos e regulamentações. Representam esta época Juan de Mariana, Tomás de Mercado, Leonardo Léssio, entre muitos outros. Este período é caracterizado pelo reconhecimento do subjetivismo, do individualismo, da propriedade privada, da ação humana, da percepção da interdisciplinaridade e da liberdade de preços, entre outros princípios.

Estudando nomes como Bandini, Turgot, Galiani, Cantillon, Delfico, Say, Bastiat e Balmes y Urpiá, a aula nos ensina a reconhecer os fundadores da ciência econômica, da teoria monetária e da  marginal.

Tratando ainda de autores como Gossen e Gustave de Molinari, estudamos as origens do minarquismo e do anarcocapitalismo, até chegar a Carl Menger, autor de fama subestimada que é considerado oficialmente como o fundador da Escola Austríaca de pensamento econômico.

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SOBRE O AUTOR

Equipe IMB


O estado matou a liberdade dos açougues em prol dos empresários corporativistas

Há dez anos havia uma predominância muito maior de açougues de bairro. Eram comércios na maioria das vezes confiáveis e a procedência das carnes normalmente não era tão duvidosa quanto a vendida no supermercado.

Geralmente os donos desses açougues eram pais de família que manipulavam a carne com certo rigor, contratavam gente da vizinhança pra dar aquela força no comércio, faziam o bom e velho fiado pra quem não podia pagar na hora, enfim, era um tempo onde havia maior proximidade entre os produtos de consumo e o consumidor.

Mas eis que apareceu o governo e suas "bondades". E aí o açougueiro foi para o abismo com uma série de taxações, regulações, decretos, portarias, leis inúteis, legislações pesadas e tudo o mais necessário para acabar com um negócio promissor e confiável sob a desculpa de proteger os clientes daquele "malvadão" que – absurdo! – quer trabalhar e lucrar com o comércio de carnes.

E são tantas regras "protecionistas" que, sabendo da impossibilidade dos donos em cumpri-las de forma plena, os fiscais do governo se aproveitam da situação para caçar "irregularidades" como "a cor da parede", pedindo aquele salário mínimo para assinar o alvará de funcionamento.

Enquanto isso, o estado isentou as grandes empresas de impostos e multas sempre que possível, bem como das regras sanitárias que o açougueiro da esquina tem que cumprir. Enquanto o dono do açougue do bairro era impedido de obter uma mísera linha de crédito para investir em seu negócio, o governo fornecia uma gorda verba para as grandes empresas por meio do BNDES.

E veio o período maquiavélico de "aos amigos os favores, aos inimigos a lei", onde não há nada que impeça as grandes empresas. As dívidas caíam de 1 bilhão para 320 milhões, a "fiscalização" sanitária se tornou aliada e o Ministério da Agricultura passou a conceder seus selos livremente para os amigos do governo. Claro que isso teve um custo, pago com aquela verba pra campanha eleitoral para "resolver" tudo.

E o resultado não poderia ser diferente: nos baseando na confiança em um selo estatal e no sorriso técnico do Tony Ramos afirmando que "carne confiável tem nome!".

O corporativismo, ou seja, a aliança entre estado e grandes empresários, nos trouxe resultados deploráveis. Mas o malvado continua sendo o seu José da esquina, aquele que queria vender suas carnes e terminou fechando por excesso de burocracia estatal. Enquanto isso, os corporativistas da JBS, BRF e companhia cairão no esquecimento em breve.

O corporativismo brasileiro é um desastre sem fim.
Prezado Paulo, você reclama que teve emprego e salário, mas não ganhava tanto quanto os funcionários mais antigos e experientes. Você foi contratado a um salário menor e achou isso injusto. Queria já chegar ganhando o mesmo tanto que funcionários melhores e mais experientes, que já estavam lá há anos. É isso mesmo?

Não posso acreditar.

Outra coisa: você teve salário e emprego (e ainda teve plano de saúde!) graças à possibilidade de terceirização. E se fosse proibida a contratação de terceirizados? Será que você teria tido esse emprego e esse salário? Será que você sequer teria tido essa chance?

Desculpe, mas parece que você está cuspindo no prato que comeu. Você teve emprego e renda (e plano de saúde!) graças a uma liberdade de contrato, e agora vem dizer que essa liberdade foi ruim para você? Bom mesmo seria se o mercado de trabalho fosse restrito. Aí sim você já seria contratado como presidente...

É interessante como você parte do princípio de que o mundo não só lhe deve emprego e renda (e plano de saúde!), como ainda lhe deve um emprego extremamente bem-remunerado imediatamente após a contratação (você já quer entrar ganhando o mesmo tanto que os funcionários mais antigos e experientes).

De fato, ainda estamos deitados em berço esplêndido. Aqui todo mundo só quer saber de direitos.


P.S.: ainda no aguardo de você responder à pergunta do Leandro (a que aparentemente te deixou assim tão zangado): a terceirização nada mais é do que permitir que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Wesley  30/05/2016 23:21
    Agradeço por disponibilizar os vídeos para aqueles que não puderam comparecer.

    O Instituto Mises cada vez mais se supera!!!
  • Julio Cesar Boluda  02/06/2016 03:09
    Um presente este vídeo! Poder conhecer os precursores, pensadores italianos, espanhóis, belgas, alemães que ajudaram a construir um pensamento tão refinado, prático e de acordo com a realidade quanto a escola Austríaca, é um privilégio. Parabéns à Equipe e ao professor Iorio.
  • Teco  02/06/2016 18:53
    veja.abril.com.br/noticia/mundo/maduro-esta-torcendo-por-amigo-revolucionario-sanders-em-eleicao-nos-eua
  • Souto  02/06/2016 19:29
    https://mises.org/library/political-economy-juan-de-mariana


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