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A tardia extinção do Fundo Soberano do Brasil, uma criação estapafúrdia


Arno Augustin: "Estou tendo uma ideia genial!"
O governo Temer quer extinguir o Fundo Soberano do Brasil (FSB) para angariar recursos e ajudar a tapar o buraco fiscal — e também porque o FSB não serve para porcaria nenhuma. Que assim o faça, para ontem.

O FSB é um (mais um) dos maiores fiascos da era petista. No alto da megalomania, o governo de Lula criou o fundo de olho nos recursos futuros do pré-sal (alguém se lembra do pré-sal?). Criamos um fundo soberano antes de ter um mísero centavo proveniente da suposta benção do pré-sal!

Mas o fiasco não acaba aí. Aliás, esse foi apenas o começo. Após sua criação, em 2008, o FSB ficou subordinado à Secretaria do Tesouro Nacional, sob o comando de ninguém menos que o marxista Arno Augustin — a fabulosa mente criadora da Nova Matriz Econômica e das Pedaladas Fiscais.

Foi aí que Arno demonstrou toda a sua sagacidade.

Comprou ações da Petrobras quando estas valiam quase R$ 30. Após toda a destruição e ladroagem petista, as mesmas desabaram para R$ 8,50 (façam o cálculo do prejuízo).

Adotou igual procedimento em relação ao Banco do Brasil. Comprou ações do BB a R$ 34. Após todas as pedaladas dilmistas, as mesmas desabaram para R$ 17.

De resto, investiu em títulos públicos e depósitos na Conta Única do Tesouro no Banco Central (que rende SELIC, basicamente).

A barbeiragem de Arno não tem similares na história dos fundos soberanos.

E o que não é a ironia do destino. Concebido com o objetivo de investir os superávits que seriam gerados pelos recursos do petróleo, o FSB agora será usado para cobrir o legado de déficits da era petista.

Mais cômico ainda é ler os princípios norteadores do fundo e concluir que a estratégia adotada na prática foi justamente o oposto do que se pretendia.

Visão estratégica

"Consolidar-se, até 2023, como instrumento eficaz de gestão de riqueza soberana e de mitigação dos efeitos dos ciclos econômicos no Brasil"

Princípios que norteiam a gestão dos ativos

• Prudência;

• Excelência;

• Transparência;

• Responsabilidade socioambiental; e

• Integridade.

 Filosofia de investimentos

 "A busca de alocações de seus recursos que conciliem, por um lado, a maximização da rentabilidade esperada, considerando níveis de tolerância a riscos compatíveis com o perfil de longo prazo do Fundo, e por outro, a manutenção de níveis adequados de liquidez financeira de curto prazo, visando a sua atuação, tempestiva e eficaz, como instrumento de política econômica anticíclica"

Pronto.

Riam sem moderação.

Mais uma tragicomédia que só o socialismo faz para você.


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SOBRE O AUTOR

Fernando Ulrich
é mestre em Economia da Escola Austríaca, com experiência mundial na indústria de elevadores e nos mercados financeiro e imobiliário brasileiros. É conselheiro do Instituto Mises Brasil, estudioso de teoria monetária, entusiasta de moedas digitais, e mantém um blog no portal InfoMoney chamado "Moeda na era digital". Também é autor do livro "Bitcoin - a moeda na era digital".

 


O estado matou a liberdade dos açougues em prol dos empresários corporativistas

Há dez anos havia uma predominância muito maior de açougues de bairro. Eram comércios na maioria das vezes confiáveis e a procedência das carnes normalmente não era tão duvidosa quanto a vendida no supermercado.

Geralmente os donos desses açougues eram pais de família que manipulavam a carne com certo rigor, contratavam gente da vizinhança pra dar aquela força no comércio, faziam o bom e velho fiado pra quem não podia pagar na hora, enfim, era um tempo onde havia maior proximidade entre os produtos de consumo e o consumidor.

Mas eis que apareceu o governo e suas "bondades". E aí o açougueiro foi para o abismo com uma série de taxações, regulações, decretos, portarias, leis inúteis, legislações pesadas e tudo o mais necessário para acabar com um negócio promissor e confiável sob a desculpa de proteger os clientes daquele "malvadão" que – absurdo! – quer trabalhar e lucrar com o comércio de carnes.

E são tantas regras "protecionistas" que, sabendo da impossibilidade dos donos em cumpri-las de forma plena, os fiscais do governo se aproveitam da situação para caçar "irregularidades" como "a cor da parede", pedindo aquele salário mínimo para assinar o alvará de funcionamento.

Enquanto isso, o estado isentou as grandes empresas de impostos e multas sempre que possível, bem como das regras sanitárias que o açougueiro da esquina tem que cumprir. Enquanto o dono do açougue do bairro era impedido de obter uma mísera linha de crédito para investir em seu negócio, o governo fornecia uma gorda verba para as grandes empresas por meio do BNDES.

E veio o período maquiavélico de "aos amigos os favores, aos inimigos a lei", onde não há nada que impeça as grandes empresas. As dívidas caíam de 1 bilhão para 320 milhões, a "fiscalização" sanitária se tornou aliada e o Ministério da Agricultura passou a conceder seus selos livremente para os amigos do governo. Claro que isso teve um custo, pago com aquela verba pra campanha eleitoral para "resolver" tudo.

E o resultado não poderia ser diferente: nos baseando na confiança em um selo estatal e no sorriso técnico do Tony Ramos afirmando que "carne confiável tem nome!".

O corporativismo, ou seja, a aliança entre estado e grandes empresários, nos trouxe resultados deploráveis. Mas o malvado continua sendo o seu José da esquina, aquele que queria vender suas carnes e terminou fechando por excesso de burocracia estatal. Enquanto isso, os corporativistas da JBS, BRF e companhia cairão no esquecimento em breve.

O corporativismo brasileiro é um desastre sem fim.
Prezado Paulo, você reclama que teve emprego e salário, mas não ganhava tanto quanto os funcionários mais antigos e experientes. Você foi contratado a um salário menor e achou isso injusto. Queria já chegar ganhando o mesmo tanto que funcionários melhores e mais experientes, que já estavam lá há anos. É isso mesmo?

Não posso acreditar.

Outra coisa: você teve salário e emprego (e ainda teve plano de saúde!) graças à possibilidade de terceirização. E se fosse proibida a contratação de terceirizados? Será que você teria tido esse emprego e esse salário? Será que você sequer teria tido essa chance?

Desculpe, mas parece que você está cuspindo no prato que comeu. Você teve emprego e renda (e plano de saúde!) graças a uma liberdade de contrato, e agora vem dizer que essa liberdade foi ruim para você? Bom mesmo seria se o mercado de trabalho fosse restrito. Aí sim você já seria contratado como presidente...

É interessante como você parte do princípio de que o mundo não só lhe deve emprego e renda (e plano de saúde!), como ainda lhe deve um emprego extremamente bem-remunerado imediatamente após a contratação (você já quer entrar ganhando o mesmo tanto que os funcionários mais antigos e experientes).

De fato, ainda estamos deitados em berço esplêndido. Aqui todo mundo só quer saber de direitos.


P.S.: ainda no aguardo de você responder à pergunta do Leandro (a que aparentemente te deixou assim tão zangado): a terceirização nada mais é do que permitir que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Guilherme  24/05/2016 22:23
    Quase tão hilário quanto a sigla do PSOL , "Socialismo e Liberdade".
  • Tânia  25/05/2016 00:51
    Onde tem dinheiro sobrando tem petista levando.
  • Ronaldo  25/05/2016 00:55
    Essa queda de 5% nas ações do BB após o anuncio da possível extinção desse fundo, acontece pq? sou meio leigo no assunto
  • Caiado  25/05/2016 01:36
    Porque o FSB já anunciou que vai vender todas as ações. Se uma grande entidade anuncia que vai "desovar" ações, o preço dessas ações cai. Questão de oferta e demanda.
  • Marcos Roland  02/06/2016 20:57
    Não seria um bom momento de se comprar ações do BB?
  • saoPaulo  25/05/2016 01:15
    Visão estratégica

    "Consolidar-se, até 2023, como instrumento eficaz de gestão de riqueza soberana e de mitigação dos efeitos dos ciclos econômicos no Brasil"


    Ele conhece a Teoria Austríaca dos Ciclos Econômicos?!?!?!?!
  • Thiago q. Landi  25/05/2016 02:46
    Outras pessoas sabem da existência dos ciclos econômicos, eles só não sabem de onde vem nem do que se trata, o mainstream acha que é um fenômeno "misterioso", uma falha "inerente do capitalismo".
  • Anderson  25/05/2016 21:12
    "Deixe me ir, preciso andar
    Vou por aí a procurar
    Sorrir pra não chorar"
  • Vitor  26/05/2016 20:42
    Lembro que anos atrás um juiz proferiu que o jogo Counter Strike era uma afronta ao "estado de direito". E Arno Augustin é o que? Só o Kogos pra bolar uma execução digna desse cara.
  • Henrique  29/05/2016 18:40
    O autor também está rindo do fundo soberano da Noruega?

    Abraços.
  • Meirelles  29/05/2016 21:51
    E você sabe como funciona na Noruega? Sabe ao menos a que o Fundo deles se destina?

    (Dica: tem a ver com o câmbio e não com uma "poupança do governo".)

    Coloque aqui os principais detalhes do Fundo norueguês (se é que você os conhece) para que possamos debater.

    Abraços.
  • Carbuncle  04/06/2016 05:30
    "Responsabilidade socioambiental"

    Sempre tem que ter esse tipo de parvoice no meio.
  • Jose Araujo  04/06/2016 21:58
    ...Após toda a destruição e ladroagem petista....Como você consegue ser tão inteligente e tão canalha ao mesmo tempo? Invejo sua inteligência e me enoja sua desonestidade. Qualquer cidadão com dois neurônios, mas um imenso bom caratismo discorda de sua afirmação...Se houve ladroagem ou não nem vem ao caso...como costuma dizer o Juiz Moro sobre falcatruas perpetradas por seus amigos..mas é sabido que a Petrobras chagou ao seu maior valor de mercado durante o governo do PT e se havia ou não corrupção ela cresceu nesse background..e ela foi quebrada intencionalmente por agentes similares aos da 5ª Coluna de Franco que trabalhando internamente ajudariam a destruir o país; estes agentes ligados ao ultraliberalismo lavou roupa suja na via pública visando desmoralizar e desvalorizar a empresa....Roubos na Petro existiam desde a sua fundação e sempre perpetrados por funcionários (Rennó, parente, Reichstul, Paulo Roberto, Cerveró, etc...etc...) e ela continuou existindo apesar deles e quanto aos políticos que receberam de empresas que prestaram serviços à empresa mas declararam ao TSE não há qualquer corrupção nisso - esta era a legislação eleitoral vigente até o ano passado...mas vocs distorçem as informações visando enriquecer seus argumentos e você nem precisa disto - acho você suficientemente inteligente para não precisar lançar mão destas artimanhas mistificadoras de informação...Caro amigo..continue inteligente e vou admirar mas abandone a canalhice que vai te envergonhar. A história é implacável e o juizo de D'us muito mais. Slow down!
  • Raphael Paiva  22/06/2016 02:43
    Qual o objetivo de um fundo soberano? Pelo que entendi seria formar uma poupança para ser utilizada em momentos de crise econômica, mas não seria mais interessante utilizar esses recursos extras para abater no valor da dívida pública?
  • Guilherme  22/06/2016 03:25
    Exato.
  • Lopes  22/06/2016 04:17
    Qual o objetivo de um fundo soberano?

    Na prática, criar cargos públicos, boquinhas e frentes para aparelhamento da máquina pública e tráfico de influência.

    Em teoria, a busca de alocações de seus recursos que conciliem, por um lado, a maximização da rentabilidade esperada, considerando níveis de tolerância a riscos compatíveis com o perfil de longo prazo do Fundo, e por outro, a manutenção de níveis adequados de liquidez financeira de curto prazo, visando a sua atuação, tempestiva e eficaz, como instrumento de política econômica anticíclica. Ou seja, criar um fundo de investimento para lidar com um excesso de superávit primário (?) que nunca saiu do fundo do poço aonde toda economia foi jogada.

    Quem sabe com o país na vala, o pré-sal não fique mais tão distante.


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