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Vamos perguntar de novo: quem outorgou a eles esse “direito”?

N. do E.: agora que os petistas foram — ao menos temporariamente — apeados do poder e estão sentindo o "prazer" de ser governados por um grupo que eles não escolheram e o qual não reconhecem como legítimo, há alguma chance de eles finalmente entender como nós, libertários, nos sentimos em relação a todo e qualquer governo eleito.

Quem sabe, por algum milagre, eles começam a entender aquele velho problema para o qual nós, os libertários, sempre alertamos?  Não custa tentar.

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Há várias maneiras de demonstrar que a mitologia ensinada ao público sobre o "governo" é contraditória em si mesma.

Uma das maneiras mais simples de demonstrar isso é perguntando: como um indivíduo adquire o direito de governar o outro?

As antigas superstições afirmavam que certas pessoas eram especificamente escolhidas e ordenadas por um deus, ou por um grupo de deuses, para que governassem as outras. Inúmeras lendas relatam feitos sobrenaturais que determinavam quem tinha o direito de governar terceiros.

Felizmente, em grande medida, a humanidade superou e transcendeu essas tolas superstições. 

Porém, e infelizmente, essas antigas superstições foram substituídas por novas superstições que conseguem a façanha de serem ainda menos racionais.

Os mitos antigos ao menos atribuíam a algum "poder superior" a tarefa de escolher determinadas pessoas como soberanas e governantes de todas as outras (algo que uma deidade poderia, pelo menos teoricamente, fazer).  Já as atuais justificativas para "a autoridade governamental" afirmam a existência dessa mesma e assombrosa façanha sem qualquer assistência sobrenatural.

Em poucas palavras — e ignorando todos os complexos rituais e todas as convolutas racionalizações —, toda a crença moderna no governo se apóia na noção de que meros mortais podem, mediante certos procedimentos políticos, outorgar ou conferir a algumas pessoas vários direitos que nenhum indivíduo sozinho possui.  Em outras palavras, o governo se mantém porque as pessoas acreditam que podem outorgar a terceiros um direito que nem elas mesmas possuem.  A inerente demência de tal noção deveria ser óbvia. 

Não há nenhum ritual ou documento por meio do qual um grupo de pessoas possa delegar a outro grupo de pessoas um direito que nenhum indivíduo sozinho possua.  E essa verdade, por si mesma autoevidente, desmonta qualquer possibilidade de governo legítimo.

O cidadão comum acredita que "o governo" possui o direito de fazer coisas que, caso fossem feitas por um indivíduo normal, o colocariam na cadeia.  A pergunta óbvia é: Esses indivíduos que estão no governo adquiriram esses direitos como?

Por exemplo, não importa se você queira dar a este ato o nome de "roubo" ou de "impostos".  A questão é: esses indivíduos que estão no governo, o que eles fizeram para adquirir o direito de confiscar a propriedade alheia pela força, propriedade essa que foi adquirida honestamente, com o suor do próprio rosto?  Nenhum eleitor possui semelhante direito de roubar.  Sendo assim, como pode um eleitor que não possui o direito de roubar outorgar esse direito inexistente a um grupo de políticos?

No mundo moderno, todos os estatismos são baseados na presunção de que "as pessoas podem delegar um direito que não possuem".

A constituição federal pretende dar ao congresso o direito de impor tributos e de "regular" certas atividades.  Mas os próprios autores da constituição não teriam esses mesmos direitos em suas vidas privadas.  Consequentemente, tais pessoas não podem, por definição e por uma questão de lógica, outorgar semelhante direito a nenhum grupo de pessoas.

Em termos muito simples, você não pode dar algo que não tem.

E essa simples verdade, por si só, anula toda a justificativa lógica e legal para a existência de um governo.  Se esses indivíduos que estão no governo podem ter apenas os mesmos direitos daqueles que foram às urnas, então o "governo" perde exatamente esse ingrediente que o faz ser "governo".

Se os políticos não têm mais direitos do que você, então todas as suas exigências, todos os seus rituais, todas as leis que eles criaram arbitrariamente (aquelas leis que não respeitam os direitos naturais), e todos os tribunais que existem para impingir essas leis injustas nada mais são do que os sintomas de uma psicose delirante.

Nada do que eles façam pode ter uma legitimidade maior do que aquilo que você faria por conta própria.  No entanto, eles, de alguma maneira inexplicável, adquiriram direitos que você mesmo não possui. Só que isso é uma impossibilidade prática e jurídica, uma vez que ninguém nessa terra, nem nenhum grupo de pessoas, pode de alguma maneira ter outorgado a eles direitos sobrehumanos, os quais nenhum indivíduo possui.

Se você não possui determinados direitos, então você não pode outorgar esses direitos fictícios a nenhum outro grupo.  É difícil entender isso?

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Leitura complementar:

O "Contrato Social" e o consentimento do governado

O que deve ser feito para nos livrarmos da opressão estatal

Artigos sobre secessão

Artigos sobre anarcocapitalismo


2 votos

autor

Larken Rose
é ativista libertário famoso por protestar abertamente contra a legalidade do Imposto de Renda, já tendo ido para a cadeia por isso.  Veja seu website.


  • Pensador anti-PT  17/05/2016 15:43
    Eles estão sentindo na pele o que nós sentimos em relação a qualquer governante,eu enquanto libertário não defendo nenhum governante e nessa crise toda procuro sempre criticar que assaltem menos o meu bolso,por que se dependesse de mim eu decretaria a extinção desse dinossauro público e maléfico em nossas vidas diárias na canetada que nem Waldir Maranhão tentou fazer com o processo do impeachment.

    Engraçado muitos criticam a justiça ser privatizada num futuro Ancap,mas o fantástico deu um exemplo pratico de como uma lei neste país pode ser burlada,Tadeu Schimidt com seu humor brilhante ao apresentar os gols da rodada costuma mencionar o regulamento(Fictício é claro,pura gozação)do quadro por ele apresentado e sempre que um atacante marca 3 gols ele pode pedir um música,mas eis que o craque vascaíno nenê pediu para tocarem a música por ele ter marcado 3 gols no sábado,Tadeu Schimdt novamente com sua fina ironia disse que só goleadores da primeira divisão do Brasileirão teriam direito a essa regalia citando um artigo do regulamento(Fictício)do quadro dominical que proíbe tal regalia para goleadores das demais divisões do Brasileirão,mas eis que entra em cena o casuísmo do programa ao inventar uma situação esdrúxula de que havendo 3 empates na rodada e média de gols abaixo de 1,5 por partida,os artilheiros das outras divisões poderiam pedir a música desejada para ser tocada no quadro gols da rodada do fantástico e como foi o que aconteceu na rodada deram o direito para o nenê goleador do Vasco pedir sua musica predileta ser tocada,quer dizer a globo de olho na audiência vascaína e atendendo ao apelo do jogador e da torcida vascaína atropelou o próprio regulamento(Fictício)numa demonstração clara de privilegiar o público vascaíno por bairrismo e interesses comerciais(Audiência vascaína)e isso me fez lembrar da nossa realidade,pois nossos deputados e senadores,ora por corporativismo,ora para favorecer os lobbies em troca de propinas e financiamentos de campanha agem da mesma forma criando brechas e mais brechas nas leis elaboradas e discutidas entre eles,fazendo emendas e casuísmos para favorecerem o governo,eles mesmos e seus amigos em detrimento de nós pagadores(assaltados)de impostos e criando insegurança jurídica onde ficamos a mercê de interpretações dúbias de magistrados legalistas e burocráticos apegados ou não a letra da lei,enfim prefiro a justiça privatizada e ancap onde os magistrados concorrentes,julgaram com base na técnica,bom-senso, costumes,direito natural e na equidade pois só assim eles ganharam mercado,credibilidade e respeito de todos gerando segurança e paz para todos os seus clientes,já que os conflitos humanos são a exceção e não a regra,redundâncias a parte é isso ai pessoal prefiro a Liberdade e justiça privatizada do que a tirania das leis estatais e seus tribunais lentos e sua legislação mal-feita que só beneficiam grupos de interesses ou seja a minoria em detrimento da maioria esmagadora.
  • Amo-PT  17/05/2016 23:02
    Mais um da elite sem visão clara dos fatos. É uma pena tanta manipulação dos fatos. Mais um que é contra o que o PT fez no Brasil nestes anos todos. Mais a acreditar na mídia golpista. Mais um que tem um tapume colado nos olhos e não consegue enxergar um palmo na frente. Mais um que não suporta ver os pobres progredindo, frequentando shoppings e aeroportos, alunos pobres tendo acesso à universidade, famílias tendo acesso à proteína barata. Mais um... Não consigo entender a visão de mundo de vocês fascistas. O que vocês querem? Acabar com o Brasil?
  • Fora/PT  19/05/2016 20:06
    A quem "ama" o partido dos trambiqueiros favor responder: Fazer campanha afirmando uma coisa para ganhar as eleições e depois fazer o oposto não é golpe? Expoliar os cofres públicos até mergulhar o país num buraco de 150 bilhões não é golpe? Deixar 11 milhões desempregados por causa de uma ideologia fracassada não é golpe? Fazer do roubo desenfreado a política de governo não é golpe? Comprar jornalistas e "artistas" idiotas com dinheiro público (recolhido do trabalho honesto dos outros) para fazer propaganda enganosa com o fito de continuar no poder não é golpe? Tudo isso só para citar uns poucos exemplos. Agora, aprenda, quem trabalha diuturnamente, progredindo, apesar do governo, e se indignando contra o descalabro que está aí, não é elite. Aprenda, a não julgar as pessoas pela "classe" que elas ocupam, pois cada um é um e lhe asseguro que a maior parte das pessoas quer, sim, que os que estão abaixo também progridam. Aprenda, que o suposto "bem" que o partido da trambicagem fez não passou de ilusão que não se sustenta e isso podemos hoje constatar a olhos vistos. Aprenda, a ler um texto e entendê-lo, apresentar argumentos, e não ficar repetindo chavões ridículos, crente de que é possuidor exclusivo da verdade e que vai "salvar" o mundo. Reoriente-se. Passar bem!
  • Amo-PT  21/05/2016 15:27
    Vocês estão no poder desde a chegada de Pedro Álvares Cabral e continuamos nesta pobreza. 50% da população ainda não tem esgoto. Vocês tiveram mais de 500 anos e não fizeram nada neste tempo todo. Isto mostra como vocês da direita golpistas são incompetentes.
  • Flavio  03/06/2016 18:51
    MAIS UM PETISTA FOGE DAS PERGUNTAS LANÇADAS PELO "FORA/PT" E TENTA ARGUMENTAR COM FALACIAS, CHEGA AO EXTREMO DO AMOR INCONDICIONAL PELO PT.
  • Pessimista  17/05/2016 16:03
    Alguns bandidos tramaram para expulsar outros bandidos e tem liberal que ficou esperançoso.
  • Jocelino Barbacena  17/05/2016 16:15
    Ah má ói que gente mais ranzinza sô! Bom é ligar a TV e assistir a vida perfeita que passa nela, lá não tem essa negatividade não! É tudo melhor e com final feliz, eu memo chego da roça e bora assistir "Eta Mundo bão!".
    Pra quê esse negócio de política, economia? Ah vá! Isso eu vejo no noticiário, assim ó: "inflação acumulada é alta, e foi causada pelo aumento generalizado nos preços". Taí ó, já sei como é a inflação no Brasil! Agora é só creditar no Teme que ele ponha a casa em órdi!
    Nóis temo cultura no Brasil! Tudo por casa da tal ascenção da classe C, que o Partido dos Trabaidô ajudou. Agora nóis temo cultura de massa! Minha filha dispois que foi pra cidade com a meninada ensimesmou-se de curtir um tal de pancadão, urtimamente ela anda com o estômo enjoado, que sera hein?
  • Zero  17/05/2016 16:16
    Posso estar sendo muito pedante, mas o contexto do artigo é sobre um caso concreto (o estado), enquanto ele parece tentar argumentar na esfera abstrata, que a mera idéia de "dar algo que não tem" é errada. Acredito que a argumentação é equivocada, pois posso criar um cenário "libertário" em que essa argumentação se invalida (pelo menos é o que me parece):

    Cenário: nenhuma pessoa em determinado território tem o direito de roubar. Se *todas* as pessoas deste território livremente aceitarem serem roubadas, desde que elas cheguem em um *acordo* sobre quem serão os ladrões, então seria delegado à esses ladrões um direito que antes ninguém possuía. Quem outorgou a eles esse "direito"? No caso, 100% das pessoas do território, livremente.

    O artigo parece tentar dizer que esse conceito em si está errado, mas não há nada de errado, certo? O autor deixa bem claro que é este conceito fundalmental que ele está criticando:

    "Não há nenhum ritual ou documento por meio do qual um grupo de pessoas possa delegar a outro grupo de pessoas um direito que nenhum indivíduo sozinho possua."

    "Sendo assim, como pode um eleitor que não possui o direito de roubar outorgar esse direito inexistente a um grupo de políticos?"

    "Em termos muito simples, você não pode dar algo que não tem."

    No caso concreto este raciocínio leva a diversos problemas, a seção de "leitura complementar" tem bons artigos sobre eles (ex: democracia, secessão, etc). Diria até que é impossível/inviável termos no que conhecemos como "estado" e "país" um cenário como o que construí. Mas o que me incomoda é que o artigo tenta argumentar abstratamente e, no meu julgamento, falha.
  • Mil  17/05/2016 16:41
    "Acredito que a argumentação é equivocada, pois posso criar um cenário "libertário" em que essa argumentação se invalida (pelo menos é o que me parece):"

    Vejamos.

    "Cenário: nenhuma pessoa em determinado território tem o direito de roubar. Se *todas* as pessoas deste território livremente aceitarem serem roubadas, desde que elas cheguem em um *acordo* sobre quem serão os ladrões, então seria delegado à esses ladrões um direito que antes ninguém possuía. Quem outorgou a eles esse "direito"? No caso, 100% das pessoas do território, livremente."

    Correto. Nesse cenário -- completamente fictício -- em que absolutamente todas as pessoas aceitam voluntariamente serem roubadas em prol de um grupo exclusivo de pessoas, o arranjo é moralmente aceitável.

    Mas, ora, o fato de que 100% das pessoas incorreram em um arranjo voluntário não apenas não é uma refutação da teoria libertária, como, ao contrário, é a exata representação dela.

    "O artigo parece tentar dizer que esse conceito em si está errado, mas não há nada de errado, certo? O autor deixa bem claro que é este conceito fundalmental que ele está criticando"

    O autor trabalha com o mundo real, ao passo que você se abstraiu em um mundo fictício que você próprio criou e que não encontra respaldo na realidade. O autor trabalha com o modelo de estados-nação atual, no qual certamente há pelo menos um indivíduo que se opõe a este arranjo e, pior ainda, este indivíduo é proibido de viver paralelamente a este arranjo. Se ele não entregar parte da sua propriedade para um regime ao qual ele se opõe, ele vai pra cadeia. E ele é obrigado a ter sua propriedade espoliada simplesmente porque terceiros outorgaram a políticos o direito de fazer isso.

    "Diria até que é impossível/inviável termos no que conhecemos como "estado" e "país" um cenário como o que construí."

    Exato.

    "Mas o que me incomoda é que o artigo tenta argumentar abstratamente e, no meu julgamento, falha."

    Qual o erro de falar que "você não pode dar algo que não tem"?

    Mesmo no cenário fictício que você criou, as pessoas estão, sim, dando algo que têm: o consentimento dos governados.

    Acho que foi essa a falha do seu raciocínio: quando o cenário é de consentimento pleno e total, então, sim, as pessoas estão dando algo que têm.

    Abraços.
  • O MESMO de SEMPRE  18/05/2016 19:42
    .
    Exato!
    Se todos estão consentido em ceder seus bens para que alguns deles usufruar ou deliberem da forma que desejam ou que combinaram, não se trata de roubo. Afinal, todos concederam a este grupo os seus próprios bens E NÃO OS BENS ALHEIOS.

    Portantyo, caso TODOS MENSO UM fizessem tal concessão, ESSE "UM" não estaria concedendo aos demais o direito sobre seus bens e portanto OS DEMAIS, SEM DIREITO de ROUBAR, NÃO PODERIAM CONCEDER ESSE DIREITO INEXISTENTE para que tal grupo ROUBASSE esse "UM" que não concedeu direito sobre seus bens a quem quer que seja.

    Independentemente de "APELOS AO FANTÁSTICO" a verdade é sempre verdadeira. Seja em casos teóricos ou praticos a verdade é SEMPRE uma SÓ.
  • Caio  17/05/2016 17:11
    Meu caro, o seu exemplo é muito interessante, mas deixa passar um detalhe que faz toda diferença: Se eu aceito livremente ser roubado, estou cedendo o direito de roubarem a MINHA e APENAS A MINHA propriedade.

    Fora do seu exemplo e no mundo real eu também posso fazer isso, com aquilo que ME PERTENCE, mas não posso delegar este mesmo direito em relação aos bens de terceiros (que é o que ocorre no modelo democrático, onde 50% + 1 pessoa magicamente transfere esse direito a governantes pelos outros 50%-1).

    O artigo está muito bem explicado, como todos os outros excelentes deste instituto! Parabéns pelo ótimo trabalho do IMB!

    Abraço
  • Augusto  17/05/2016 17:17
    O Caio matou a charada.

    Você pode autorizar apenas a sua propriedade a ser esbulhada. Você não pode autorizar a minha propriedade a ser esbulhada.

    E, mesmo que eu porventura autorize a minha propriedade a ser esbulhada, ela só pode ser esbulhada por quem eu autorizar, da maneira que eu descrever, na quantidade que eu permitir, e pela duração de tempo que eu estipular.

    Não dá pra ser mais claro do que isso.
  • Wesley  18/05/2016 02:59
    Esse texto me lembrou algo que há um tempo venho pensando, a questão de o que faz seu direito ser de fato seu. "Quem lhe dá o direito?", seria literalmente essa a pergunta. Isso é fácil de compreender pra mim, uma vez que compreendo e endosso a filosofia libertária. Entendo que esse é o arranjo social onde as coisas tendem a funcionar melhor. O difícil fica em demonstrar isso para os que ainda não enxergam (ainda mais com a carga que recebemos de filosofia pró-estado desde pequenos).

    Então quando leio um texto desses, penso logo que ele poderia ser ótimo para explicar para um esquerdista (intelectualmente honesto) ou para um leigo este raciocínio elementar, que esclarece tudo.
    E sempre fico antecipando quais serão as possíveis objeções. Daí a pergunta acima, que certamente será levantada por um deles.

    Perceba que nós libertários entendemos facilmente que existem direitos negativos e que estes prevalecem como os que são moralmente aceitáveis. Também entendemos que existem instituições (direito, moeda, etc.) que foram aperfeiçoadas ao longo dos séculos pela humanidade. Eles não entendem assim. Então, quando o Larken pergunta com que direito o Estado faz coisas que o indivíduo não tem direito de fazer, os esquerdistas pensam logo que é porque nós (leia-se: "a sociedade"), em algum momento de nossa evolução, criamos um código moral que permite a existência de um ente abstrato chamado Estado que não é igual aos outros perante a lei e por isso tem legitimidade para fazer tais coisas.

    Aí um libertário alega: "Se você não possui determinados direitos, então você não pode outorgar esses direitos fictícios a nenhum outro grupo. É difícil entender isso?"

    E o esquerdista responde: "Viu, é exatamente por isso que precisamos ter o Estado! Em algum momento as pessoas viram que sem Estado as coisas não funcionavam, justamente porque não havia uma autoridade sobre os demais. Todos naquela ocasião abriram mão um pouco de seus direitos para anexar ao código moral vigente à época (digamos, um código moral mais libertário) a necessidade de se criar o Estado. Assim, todos entendem que é direito o Estado fazer o que foi permitido naquela ocasião."

    E a conversa vai ficar andando em círculos nesse ponto sem ninguém sair satisfatoriamente convencido...

    Então pergunto: o que legitima afirmar que um direito vale mais do que outro? Ou indo mais a fundo, o que torna um código moral melhor do que outro, de forma absoluta? Porque para mim esse é o ponto fundamental a ser respondido. Porque senão a discussão sempre vai morrer nesse ponto citado, cada um com um opinião.

    (Mais um exemplo, só pra esclarecer melhor: em alguma sociedade hipotética, pode ser legítimo cortar o dedo de um indivíduo que rouba a propriedade de outros. Quem pegar o ladrão tem este direito e pronto, sem discussão. Mas pode haver outra sociedade hipotética em que isso não é permitido, tanto faz. Na primeira sociedade, "quem dá o direito" à vítima do roubo de cortar o dedo do ladrão? A democracia? Todos concordaram alguma vez na vida com isso e o costume pegou? E todos os que futuramente nascerem nesta sociedade tem que aceitar?)
  • O MESMO de SEMPRE  18/05/2016 19:55
    .
    Quem dá o direito da vítima cortar o dedo do ladão É O PRÓPRIO LADRÃO.

    Se o ladrão se permite violar o direito alheio, implicitamente esta anuindo que seu direito seja violado.

    A isso chamamos de JUSTIÇA. JUSTIÇA É ANTES DE TUDO RECIPROCIDADE!!!

    Não é justo matar alguém inocente.

    Alguém que não violou qualquer DIREITO NATURAL ou LEGITIMAMENTE ADQUIRIDO não pode ter qualquer direito seu violado por quem quer que seja.

    Um bom exemplo, o da LEGITIMA DEFESA.

    - Um maníaco aponta uma arma e mata outro indivíduo inocente. Isso feito ele sai andando para sua casa. Quem deu à policia o direito de prende-lo ou de atirar nele caso esteja fugindo????

    FOI ELE MESMO que DEU ESSE DIREITO!!! Não só à polícia, MAS A QUALQUER UM. Afinal, quem não respeita direitos alheios, É JUSTO que não tenha seus direitos respeitados.

    Ou seja, é tolo querer usar isso a fim de invocar ou reivindicar uma suposta arbitrariedade estabelecida APENAS COMO COSTUME ou TRADIÇÃO.

    Não se trata de moral segundo tradições ou costumes, mas SIM de ética COMO FILOSOFIA DA MORAL VISANDO ESTABELECER UM ABSOLUTO MORAL OBEJETIVO.
  • O MESMO de SEMPRE  18/05/2016 19:35
    .
    O racicinio que contesta a afirmação de que "um indivíduo que não possui o direito de roubar não pode concede-lo a outro" PARECE correto, mas trata-se de uma FALACIA ou FALSA LÓGICA.

    Contudo foi ótima a contestação a fim de esclarecer através do próprio exemplo usado para contestar aquilo que foi exposto no artigo.

    VEJAMOS:

    - Ninguém tem o direito de roubar e, portanto, não pode ceder a outro algo que não possui. Isso é um FATO, pois alguém que não possua um carro não poderá dar a outro um carro. Para melhor entender a OBJETIVIDADE da afirmação, exempliofico que quem não possui uma VARINHA MÁGICA, não pode dar tal varinha a ninguém, afinal tal objeto sequer existe.

    EUREKA!!!!

    Ninguém pode dar a outro aquilo que não existe!!! ...E o direito de roubar NÃO EXISTE!!!

    Portanto, alguém que NÃO POSSUI algo, só pode dar AQUILO que a OUTROS PERTENCE. PORÉM NINGUÉM POSSUI o DIREITO de DAR O QUE É DOS OUTROS.

    No exemplo do contestador, que tem seu brilhantismo, quando TODOS ACEITAM SEREM ELES MESMOS SEREM "roubados", na verdade estão ACEITANDO SEREM PRIVADOS DAQUILO QUE LHES É DE DIREITO: SUAS próprias PROPRIEDADES e NÃO AS ALHEIAS.

    Afinal, nobre contestador com uma falsa lógica muito enganadora para desatentos, se todos se aceitam serem expropriados, NÃO ESTÂO CONCEDENDO o DIREITO de ROUBAR, porque não o possuem, MAS SIM ESTÃO CONCEDENDO o DIREITO ALHEIO - desses outros indivíduos - de tomarem para si aquilo que lhes pertence por direito.

    Simplificando:
    Se todos concedem a alguns outros indivíduos o direito de lhes subtrair bens, NA VERDADE ESTÃO CONCEDENDO O DIREITO QUE POSSUEM SOBRE SEUS BENS.

    Caso não fossem TODOS a conceder tal direito, aquele que não concedesse não poderia ser roubado. Afinal, ninguém tem direito de roubar. ROUBAR significa obter bens alheios sem que estes tenham sido concedidos. Se todos concedem, não se esta dando direito de roubar, mas apenas cedendo aquilo a que se tem direito de ceder. Porém, todos menos 1 (um) não podem conceder a quaisquer outros o direito de roubar ESSE UM, PORQUE NENHUM POSSUI ESSE DIREITO.
  • Wesley  19/05/2016 14:10
    Perfeitamente, você explicou a tese principal do artigo usando uma lógica mais minuciosa e então obeteve a mesma conclusão. Conduzindo mais seu raciocínio, a gente chega na secessão individual, o que seria moralmente correto na minha opinião.

    Mas a minha pergunta não foi essa. Meu foco é mais em como responder - satisfatoriamente - o ponto de vista esquerdista de entender que é direito do Estado roubar, expropriar, matar, etc., em prol do famoso "bem comum".

    Note que é apenas uma questão de definição de premissas. Para esbalecer o que é direito ou não, você precisa construir um código moral. Definir o que é certo e errado no seu código.

    Nós libertários entendemos que todos devem ser iguais perante os princípios de direito, inclusive o Estado. Logo, como percebemos que na prática o Estado quebra os direitos dos indivíduos, usando coerção, então atacamos este ponto. Em geral alegamos: "O Estado não podem fazer o que faz, é errado. Tal arranjo é perverso e no longo prazo não funciona, leva à sociedade à miséria.". Esse é nosso código.

    Os esquerdistas acreditam em outro código. No deles, o Estado pode fazer o que faz. É legítimo, para eles, que o Estado tenha mais direitos sobre os demais, mesmo que estes direitos se superponham aos dos indivíduos. Eles acreditam que o "todo" é mais importante que as "partes". Num conflito entre os dois, o "bem social" deve sempre prevalecer. E todas as baboseiras que já conhecemos...

    A questão é: como definir qual código é superior? Como afirmar - satisfatoriamente - que um conjunto de direitos é melhor que outro conjunto?
  • O MESMO de SEMPRE  20/05/2016 14:26
    Essa tua argumentação esta esquisita. Parece que você não leu ou não entendeu nada do que foi até explicado.

    Quem dá ao Estado o direito de ROUBAR?

    São os indivíduos! ...a suposta maioria, mas que é apenas a maioia eleita, não a maioria representada pelos eleitos.
    Fazendo-se uma conta simples, percebe-se que o congresso em sua totalidade representaria a minoria da população.

    Então nem mesmo é uma maioria representada que concede tal direito, mas apenas a maioria dos eleitos que representam uma minoria bem pequena da população.

    Cabe então a pergunta aos estatista sobre em quê ele se baseia para aaceitar que o Estado tenha direito de ROUBAR.

    Quem tem que explicar é ele, o esquerdista adorador do Estado, pois não é possível tirar tal conclusão sob nenhum raciocínio lógico.

    A pergunta do texto esta exatamente questionando uma MERA AFIRMAÇÃO SEM BASE ALGUMA, um DOGMA esquerdista de "TODO PODER AO ESTADO". Na ,elhor hipotese o socialismo apelaria para a TRADIÇÃO, mas eles não se dizem "PROGRESSISTAS".

    Ao que parece você, Wesley, é simpático à esquerda e se apresenta libertário, mas apenas quer inventar contestações em favor de seu desejo.
    NÃO há esse DIREITO do ESTADO! ...e quem deve explicações para tal atribuição é quem o afirma. Afinal, há contestação a tal canalhioce SOB VARIADOS PONTOS DE VISTA que sempre chegam na mesma conclusão:

    O ESTADO, diga-se os indivíduos hierarquizados que o comandam, NÃO POSSUI DIREITO de ROUBAR os demais indivíduos em benefício próprio e de mais quem quer quie seja.

    O direito de ALGUNS INDIVÍDUOS SOBRE OUTROS INEXISTE NATURALMENTE e TÃO POUCO LHES É CONCEDIDO TAL pretenso DIREITO POR AQUELES QUE O POSSUEM POR NATUREZA.

    O direito de uns sobre outros que não o concederam, NÃO EXISTE!!!!!
  • Wesley  22/05/2016 17:55
    Ao O MESMO de SEMPRE,

    "Ao que parece você, Wesley, é simpático à esquerda e se apresenta libertário, mas apenas quer inventar contestações em favor de seu desejo."

    Só pra esclarecer, amigo (e se eu tiver que fazer isso de novo vou te considerar um pé no saco e vou parar a discussão): minha posição política é libertário. Ponto.

    "Ah, mas parece"... Achou errado, fera! Vê se aprende logo que focinho de porco não é tomada.

    De vez em quando, o inconveniente de prestar um bom papel de "advogado do diabo" é que algumas pessoas se confundem e acham que você é o próprio. Deixei bem claro que parte dos meus comentários era como se fosse um esquerdista respondendo, e não como se EU estivesse respondendo, captou?

    Uma lição clássica de estratégia é que você precisa saber como pensa seu oponente para ganhar uma disputa (no nosso caso, uma disputa intelectual que perdura por séculos).

    Então nós libertários precisamos saber como pensa um esquerdista e que meios ele usa para convencer leigos.
    Não parece impressionante que mesmo nós tendo argumentos mais consistentes e mais lógicos que eles, ainda assim eles consigam convencer mais facilmente pessoas leigas? É uma boa reflexão, que deixo para todos.

    Feita tal ressalva, acho que devemos prosseguir com um pouco mais de comedimento e sobriedade. Meu objetivo é debater idéias, não conflitar egos.

    Há tempos percebo que alguns, quando se convencem que a filosofia libertária é a mais correta, parecem ficar enraivecidos com tudo o que há e começam a descontar essa raiva a qualquer um que faça um questionamento. Só que acabam confundindo quem está com boas intenções de quem está fingindo. Se continuarem colocando tudo no mesmo bolo, nunca vão agregar mais pessoas ao movimento. Esse parece ser um estágio em que muitos libertários se encontram e não conseguem sair. Apelam para o sarcasmo, mas acabam dando a impressão de serem arrogantes. Temos todos que tomar cuidado com isso. Para nós é fácil alcançar os cérebros (a lógica que seguimos é muito boa), mas às vezes é difícil alcançar os corações (e a esquerda já entendeu isso faz tempo).

    Vou parar por aqui que o post já está ficando muito grande. Acho que minha dúvida já foi bem explicada acima e acho que vai em linha com o que o Estevam (17/05/2016 17:15:54) escreveu logo abaixo.
    Ainda aguardo uma resposta ou indicação de artigo para entender mais sobre a questão e espero encontrar logo. Enquanto isso, vou lendo os artigos que foram recomendados pelo Leandro.
  • Sven  09/04/2017 08:54
    Wesley, a resposta para a sua pergunta, sobre os esquerdistas, é a Ética. O estatismo só pode ser defendido através de uma ética consequencialista ou utilitarista. A ética utilitarista admite qualquer ação que cause o maior bem ao maior número de pessoas. Então esses estatistas de alguma forma aceitam que os direitos individuais podem ser violados a fim de alcançar este bem maior. No entanto, ainda que aceitando uma ética utilitarista, recai sobre os defensores do Estado o fardo de provarem que o Estado em alguma das suas variedades, é a melhor forma de organizar a sociedade. Ou seja, ainda precisam demonstrar que a sociedade organizada sob um Estado, é o arranjo que causa o maior bem ao maior número de pessoas.

    Já nós libertários adotamos uma ética deontológica, como a ética do imperativo categórico de Kant. A ética do dever.
    É nosso dever respeitar os direitos naturais e a autopropriedade de todos os indivíduos.
  • Pobre Paulista  17/05/2016 16:40
    Muito bom!
  • Renan  17/05/2016 16:44
    Ai vem o socialista e diz a "SOCIEDADE"
  • Taxidermista  17/05/2016 16:48
  • Estevam  17/05/2016 17:15
    Só acho que ele confundiu direito com poder. Você pode abdicar de um direito e reconhecer o de outro.
    O que não pode ser dado que não se tem é algo material ou alguma limitação intelectual. Capacidade de roubar todos têm.
    Acho que este tema é melhor abordado do ponto de vista ético: não é moral fazer algo através de uma instituição que também seja imoral ao indivíduo fazer.
    Legitimidade não é a mesma coisa que moralidade, e ao meu entender, na legitimidade cada um lega conforme quer. É isso o que deve ser tratado. O que é moral legar?
  • Henrique Zucatelli  17/05/2016 17:16
    Mesmo partindo das correntes libertárias que a minarquia é uma ilusão temporária, criadora de um Estado máximo, eu não consigo ver cenário mais palpável dentro deste século, com a ascensão do progressismo mesmo dentro dos EUA, a terra da liberdade.

    Enxergo a endemia maior da questão Estado na sua mutabilidade, ou seja, na volatilidade de suas leis e de suas bases morais, conforme o gosto do momento ou daquela geração. Se a atual for mais perdulária o Estado aumenta; se for mais pragmática o Estado diminui.

    Por que não lutamos, ao menos pelo momento, por um tamanho definido do Estado, buscando aristocraticamente incutir no meio intelectual um panorama de estabelecimento de um tamanho máximo para o mesmo. Agora finalmente temos algumas referências que puderam sair do exílio e estão ganhando notoriedade, podemos traçar uma linha firme de pensamento para ser encaminhada ao congresso.

    Mais especificamente, atrelo esse pensamento ao Direito Natural associado a algumas concessões culturalmente risíveis que não poderemos mudar em menos de 30 anos. Falo da segurança pública, da saúde e da educação.

    Sei que não há como dourar a pílula em muitos aspectos, mas a liberdade além de um direito, como aspecto cultural não pode mais fugir da doutrina. E para doutrinar um povo que recebeu décadas de marteladas socialistas pregando direitos positivos, é imprescindível que esta parcela crescente de libertários estabeleça um ponto pacífico para que possamos prosseguir.

    Pena que o IMB não possui os comentários no disquss. Seria bem mais dinâmico.
  • Igor  17/05/2016 18:09
    Um fórum seria muito bom.
  • Pobre Paulista  17/05/2016 18:52
    Pelo que sei estão migrando o sistema de comentários, mas estão sofrendo com bugs de aninhamento dos comentários antigos.
  • Apartidário  17/05/2016 19:10
    Existem três tipos de libertários:

    - Clássicos

    - Minarquistas

    - Anarcocapitalistas

    Você só precisa saber qual você se enquadra e defender aquilo que acredita.


    Agora se você for a favor do governo de alguma forma, você se enquadra como paternalista ou estatista ou até mesmo os dois que isso é um esquerdopata convicto, se você não se livrou da doença do estatismo, intervencionismo, estado de bem estar social, sinto em lhe dizer, mas você tem a doença dos brasileiros, você está com cancêr maligno, só com muito esforço você será um libertário clássico, caso contrário você já era.
  • Henrique Zucatelli  17/05/2016 21:05
    Na verdade o libertário clássico e o ancap são basicamente a mesma coisa.

    Acreditar em um Estado mínimo, com autonomia limitada geograficamente e apenas em certos aspectos não é defender o governo, mas respeitar o fato de que a maior parte das pessoas está há mais de um século ouvindo continuamente que possuem direitos que devem ser entregues pelo Estado.

    O que quero dizer com isso (e o disquss nessa hora seria ótimo não) é que ideologicamente devemos fazer o mesmo agora que ganhamos espaço e vulto novamente depois de décadas de socialismo.

    Filosoficamente temos de doutrinar o povo. É criar uma disciplina, uma escola de pensamento com diretrizes de fácil entendimento e com clareza, é doutrinar aqueles que necessitam de uma fonte digamos, palatável.

    O trunfo do socialismo sempre foi a noção distorcida da igualdade (mesmo que a troco do dinheiro alheio).

    Sabe qual será o nosso? A noção clara da justiça. Do império das leis perante o Direito Natural.

    De certo que os ancaps não confiam nas minarquias, mas a maior parte da população doutrinada pelo Estado não acredita em si mesma.

    É basicamente essa minha proposta: através do liberalismo, propor um gradual aumento na confiança do indivíduo, que ele resgate sua autonomia e vá deixando a sua dependência ao Estado com o passar do tempo, até elimina-lo.

    Mas não acredito nisso em menos de 30 anos, infelizmente.



  • O MESMO de SEMPRE  19/05/2016 12:37
    .
    Show de bola!

    A idéia de anter o Poder sobre os governados e explorados sempre se deu através de induzi-los à se crerem despreziveis.

    Toda ideologia sempre incutiu nas mentes que o indivíduo é um ser reles e que por tal deve se representar em MITOS superiores à individualidade repugnante.

    É assim que a adoração foi incutida nas mentes para que se adorasse "seres fantásticos" ou Ídolos e na sequencia se adora mitos ainda mais abstratos de cunho COLETIVISTA como a PÁTRIA, a IGREJA a qual se pertence, a CLASSE, a HUMANIDADE, um TIME de FUTEBOL e quais quer asneiras que se possa conceber como MITO AGREGANTE ou MITO COLETIVISTA.

    Ou seja, a idéia é fazer os indivíduos pertencerem a grupamentos pretensamente representativos, sendo que a estes os indivíduos devem SUBMETEREM-SE através do quê??? ...heim??? Ora ora! ATRAVÉS das LIDERANÇAS que se farão INTERMEDIÁRIAS entre o MITO e a MASSA.

    Ai os trouxas ficam felizes porque não valem por si mesmos, mas pela organização que os representa e comanda: o indivíduo é um lixo, mas pertence e se faz representar por um MITO GRANDIOSO muito maior que qualquer individualidade.

    Os recalcados tendem entãio ao FANATISMO pela ÂNSIA de imporem a todos a submissão a esta liderança. Assim se fanatiza sob a estúpida idéia de que ser UM PEDAÇO de ALGO GRANDIOSO é MEELHOR do QUE SER UM INDIVÍDUO COMPLETO. Afinal, ao olhar para si SÓ VÊ LIXO!!!
  • Apartidário p/ Zucatelli  17/05/2016 20:37
    A porta de entrada para o libertarianismo, é o liberalismo clássico, mas esse só é a porta de entrada e muitas vezes e referência, pois os livros de mil, são referências e serve como base para muita coisa, pois boa parte é minarquista é a outra parte é ANCAP.


    Basta você escolher
  • Apartidário  17/05/2016 17:19
    Os Governantes do Brasil vive de ficção, geralmente leram muito lixo marxista em suas adolescências, e por isso são assim adultos ou velhos débeis mentais, se tivessem entendido aquele lixo, iriam parceber que é tudo ficção, pois transformar o estado em um paraíso que só existe na mente desses psicopatas, é loucura, loucura, loucura... Os apartidários continuam certos, criticam todos os governos e não tem esperança em nenhum. Ter esperança nesses governos, e voltar a ser criança é voltar a acreditar em papai noel. O Brasil só irá mudar, quando todos serem apartidários, aí ninguém tem esperança, aí sim vão colocar o Brasil nos eixos.

    E decepcionante ver liberais/libertários com esperança nos políticos atuais do Brasil em mudança, esses caras não vão mudar o seu país, deixem de serem crianças e parem de terem ilusões, quando destruírem o socialismo do voto obrigatório, destruir todos os partidos, colocar um modelo de democracia moderna, e contruir novos partidos, no máximo quat partidos, o Brasil se torna país de 1º mundo.


    Enquanto tiver esse lixo de governo no Brasil, a economia não irá crescer
  • Renato  17/05/2016 17:53
    Por isso vou repetir sempre:

    Reclamam do estado e não batem naqueles que mantém o estado: A CLASSE POLÍTICA.

    Se queremos ficar livres dessa corja temos que aos poucos alertar a todos sobre como é danoso para o bolso das pessoas e para os cofres do país a existência dessa classe parasitária chamada político.

    Em artigos anteriores eu percebi o aumento dos interessados que gostaram da minha ideia de criar um grupo para essa finalidade: A ELIMINAÇÃO DOS POLÍTICOS COMO CLASSE.

    Eu já expus aqui um principio de como iniciaríamos essa empreitada:

    Criaríamos um empreendimento para a função de alerta aos empreendedores. Sejam eles pequenos, médios ou grandes empreendedores.

    Um grupo poderia ser criado, mostrando o nosso cartão de visita, para fazer o trabalho de divulgação entre os empresários. Assim que contratados, de comum acordo com os mesmos (troca voluntária), estabeleceríamos um preço razoável para começar a imprimir cartilhas explicando as pessoas, dentro do estabelecimento do contratante, se assim esse desejar, mais principalmente nas ruas.

    Poderíamos também criar grupos de associados para que cada vez mais a mensagem de anti-políticos ganhasse mais força através de palestras e encontros.

    Mostraríamos aos poucos para as pessoas que pagar impostos é uma falácia. Só serve para sustentar a classe política...e também mostraríamos a existência de moedas digitais, como o bitcoin, por exemplo, para o empresário e para as pessoas comuns.

    Aos poucos vamos tirar essa mentalidade estatal da cabeça das pessoas.

    Como eu sou da CIDADE do Rio de Janeiro, ficaria melhor que pessoas daqui entrassem em contato comigo.

    Trabalharíamos como se fossemos "fantasmas". O investimento seria feito diretamente com empresários que assim solicitasse nosso serviço.

    É claro que esse grupo crescendo vamos criar e ter contato com pessoas de outros estados e até mesmo em nações estrangeiras.

    Para os interessados meu email NOVO é galenoeu@gmail.com
  • Zhumbira  17/05/2016 19:47
    boa
  • Gustavo S.  17/05/2016 18:43
    Esquerdistas nunca vão entender o que sentem os libertários porque eles não são contra agressão e roubo. Eles só são contra agressão e roubo que não estão ajudando a empurrar a agenda esquerdista.
  • Sem Pátria  17/05/2016 18:44
    O estado brasileiro é um estrume composto por lixo ideológico, solidários pagos, militantes pagos, jumentos, assaltantes, canalhas, lobistas, parasitas e todo tipo de verme.

    Parabéns aos sonegadores de impostos !
  • Andre Henrique  17/05/2016 19:36
    Meu caro, nem sempre a sonegação é ruim... vide item 6:
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2150
  • Fernando  17/05/2016 20:57
    O governo possui um programa espacial.

    Ê a bolsa astronauta !
  • Amo-PT  17/05/2016 22:48
    A míopia muitas vezes transfoma-se em verdadeira cegueira. O Brasil precisa de um exército de oftalmologistas para aumentar a lucidez do povo. O PT foi alijado do poder por forças da direita que não conseguiam conviver com o sucesso do governo do Lula e Dilma. Só não vê quem não quer. Aliás, no seu caso não é porque você não quer ver. É que você está cego e surdo. Existe um tapume colado aos seus olhos.
  • Respondendo  17/05/2016 23:58
    "como um indivíduo adquire o direito de governar o outro?"

    Governa porque ele recebeu esse poder dos seres humanos e o governo dado para ele para que gerenciasse e cuidasse de suas atribuições. Foi o meio encontrado pelo ser humano primitivo e as civilizações do passado para se defender dos invasores, da violência.
  • Tenta de Novo  18/05/2016 01:39
    "Governa porque ele recebeu esse poder dos seres humanos"

    Gozado. Eu sou um ser humano e não outorguei poder nenhum a ninguém para me governar, para me espoliar, para me prender caso eu não compactue com tudo isso, e para me matar caso eu resista a essa prisão.

    Por que o meu direito individual de escolha (não quero ter políticos dando ordens para mim) vale menos que o seu direito de escolher um mestre ao qual ser submisso e lhe dar ordens?

    Aguardo uma resposta sensata para essa minha pergunta.

    "e o governo dado para ele para que gerenciasse e cuidasse de suas atribuições."

    De novo: eu não consenti com isso, nem outorguei tal atividade a ninguém. Por que esse meu direito de não ter políticos me dando ordens não pode ser respeitado?

    "Foi o meio encontrado pelo ser humano primitivo e as civilizações do passado para se defender dos invasores, da violência."

    Eu, eu não participei de nenhuma reunião voluntária que deliberou sobre isso, nem muito menos postulei que preciso ter políticos mandando em mim porque, senão, o Paraguai irá invadir o Brasil. Mostre-me, por favor, as atas dessa reunião.
  • anônimo  19/05/2016 01:56
    O estado surge para garantir a segurança. Nos tempos primitivos, quando não havia estado, ocorria conflitos constantes. O Estado foi criado para ordenar aquela sociedade e evitar os conflitos, garantindo a segurança.
  • Zack  22/05/2016 23:25
    estado não "garante" segurança porcaria nenhuma
  • Fernanda Clara Coletti  21/05/2016 22:45
    O estado é violência.
  • pilates-lapa  18/05/2016 16:14
    O estado deve ser totalmente aparelhado por intelectuais partidários e simpatizantes, de modo a garantir a continuidade da longa marcha gramsciana da conquista das instituições culturais e sociais do país. Está foi uma estratégia utilizada nos últimos anos no Brasil. Ainda bem que o projeto deu errado e os pertencentes à esta seita foram colocados fora do poder.
  • Lorran  19/05/2016 04:21
    Excelente texto.
  • Emerson Luís  27/06/2016 16:37

    Triste pensar que não teremos mais artigos com a foto da Dilma...

    * * *
  • Eduardo R., Rio  08/11/2016 04:48


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