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Imposto de renda retido na fonte - um esquema diabolicamente brilhante que ilude a mente

Uma amiga minha, que já vem declarando imposto de renda há 15 anos, teve de lidar com uma situação atípica este ano.  Em vez de receber uma restituição — como ocorre com a imensa maioria das pessoas que declaram imposto de renda —, ela se descobriu pertencente ao grupo daquela minoria que tem de pagar ainda mais ao estado.

Ato contínuo, ela teve de fazer o cheque.  Dinheiro que poderia ter ido para o conserto do seu carro, para as manutenções da casa ou até mesmo para a compra de um novo smartphone teve de ser coercivamente redirecionado para o governo federal.

Essa é a palavra chave: coerção. 

É claro que toda e qualquer modalidade de tributação significa que recursos estão coercitivamente sendo confiscados de nós e deixados de ser usados da maneira como queremos para que, em vez disso, financiemos o governo coercivamente.  No entanto, no mundo de hoje, essa brutal realidade é genialmente encoberta por uma cortina de fumaça contábil que utiliza o empregador, e não o empregado, como a ferramenta que faz o serviço de coleta — não-assalariada — em prol do estado.

Quando você tem de pagar impostos diretamente, toda a sua visão de mundo é alterada.  Repentinamente, o slogan "imposto é roubo" começa a fazer sentido. Você começa a se fazer perguntas do tipo:

  • Como o governo consegue cometer esse roubo descarado e se safar?
  • O que o governo está fazendo com esse meu dinheiro?
  • Como pode ser bom para a economia eu ser obrigado a dar meu dinheiro para financiar todo um aparato burocrático (que irá atender a grupos de interesse) em vez de eu próprio dar voluntariamente esse meu dinheiro para empreendimentos que ofertam bens e serviços?
  • Quem disse que o governo sabe utilizar o meu dinheiro melhor do que eu mesmo?

Essas são perguntas sensatas.  São perguntas que absolutamente todos os pagadores de impostos deveriam estar se fazendo anualmente no mês de abril. 

O problema é que a maioria das pessoas nunca teve de se fazer essas perguntas.  E por um genial motivo: o imposto de renda retido na fonte.

Em vez de ser coletados diretamente do pagador de impostos, o governo coleta esses impostos "na fonte", ou seja, quando o salário é pago, este já vem descontado do valor do imposto de renda.  Na prática, portanto, o governo obriga as empresas que pagam os salários dos trabalhadores a lhe repassar imediatamente o valor do imposto de renda desses assalariados — e em nome deles.

Como disse o comediante Chris Rock durante um stand-up: "Você nem paga os impostos; o governo toma os impostos. Você recebe seu salário, o dinheiro já se foi.  Isso não é um pagamento, isso é um roubo."

No entanto, de alguma maneira, a retenção na fonte faz com que as pessoas sejam menos propensas a pensar no imposto como um "roubo".  Sabe por quê?  Porque a partir do mês de junho, quando todas as possíveis deduções do imposto de renda são levadas em conta, a maioria das pessoas acaba recebendo uma restituição.  Isso, por si só, fornece todos os incentivos para que as pessoas façam corretamente suas declarações do imposto de renda.  Afinal, se você não declarar, você fica sem essa restituição.

O resultado é uma das mais incrivelmente brilhantes inovações do estado moderno.  Essa reformulação do sistema — a criação da instituição da retenção na fonte — conseguiu criar a ilusão de que, ao declarar impostos, você está recebendo dinheiro.

Quando a restituição cai na conta bancária (no Brasil, ela vem inclusive corrigida pela SELIC), o pagador de impostos é tentado a pensar: nossa, isso é realmente sensacional!

Uma espoliação foi manipulada e passou a se parecer com um presente.

Como tudo isso surgiu?  Foi durante um período de guerra, em 1943, e o governo americano não queria ter de esperar um ano para obter toda a receita de impostos.  As receitas eram necessárias para custear a guerra imediatamente.

Um jovem e sagaz Milton Friedman foi o mentor de uma ideia da qual, mais tarde, ele viria a se arrepender.  Os impostos seriam coletados pelo empregador, ou seja, seriam retidos diretamente do salário do empregado.

"À época", escreveu Friedman, "estávamos concentrados exclusivamente no esforço de guerra.  Não demos nenhuma consideração para qualquer eventual conseqüência de longo prazo.  Nunca me ocorreu, à época, que eu estava ajudando a criar a máquina que tornaria possível aquele agigantamento do estado que eu, mais tarde, viria severamente a criticar como sendo intrusivo e destruidor das liberdades econômicas e individuais.  No entanto, era exatamente isso o que eu estava fazendo."

Essa medida de emergência não foi abolida após a guerra.  Ela era, do ponto de vista do governo, brilhante e conveniente demais para ser abolida.  Por que não continuar escondendo do trabalhador o fato de que ele está sendo roubado a uma taxa cada vez maior?  Os políticos podiam agora aumentar os impostos de uma maneira que o cidadão comum nem sentiria. 

E não só o imposto de renda: os encargos sociais (que abiscoitam uma fatia ainda maior que o imposto de renda) podiam agora ser retidos na fonte também.

Afetando a mente

A retenção na fonte alterou dramaticamente a psicologia de se pagar impostos.  Para muitos, parece que não se está pagando imposto nenhum.  O assalariado se acostuma com o valor líquido (pós-retenção) do seu salário e se adapta rapidamente.  E então, quando chega o mês de abril, não há mais a ser pago.  Ao contrário: você faz a declaração e descobre que terá direito a uma restituição.  E isso faz parecer como se você estivesse recebendo um inesperado presente do governo, na forma de dinheiro depositado em sua conta bancária.

No entanto, é claro, sua restituição nada mais é do que a devolução de um dinheiro a mais que você foi forçado a dar ao governo.

Se realmente quiséssemos fazer uma mudança profunda em prol da transparência e da decência, uma que de fato alterasse a percepção das pessoas em relação aos reais custos do governo, a retenção dos impostos na fonte teria de ser abolida completamente.  Em princípio, isso não alteraria quase nada as expectativas de receita do governo federal.  A diferença é que cada assalariado teria de pagar, de uma só vez, a quantia total devida ao governo federal todos os meses de abril, e receberia as eventuais restituições, também de uma só vez, no resto do ano.

O mesmo se aplicaria aos encargos sociais e trabalhistas.

Esta mudança aparentemente pequena teria um dramático efeito sobre a percepção do público a respeito da tributação e do governo (tanto é que IPTU e IPVA, que são pagos de uma só vez e sem retenção na fonte, sofrem muito mais resistência a qualquer menção de aumento).  Desde a adolescência, cada cidadão teria uma pungente lembrança dos custos do governo.  Não mais viveríamos a ilusão de que podemos conseguir algo em troca de nada, e que sustentar o governo não é realmente tão caro quanto dizem.

Tal mudança significaria que as pessoas teriam de bancar o governo da mesma maneira que pagam o aluguel, suas roupas, suas refeições e seu supermercado.  Pagamos o custo total daquilo que consumimos.  A sensação de estarmos sendo roubados aumentaria caso fossemos nós, e não nosso patrão, quem tivesse de pessoalmente direcionar todo o dinheiro de imposto ao governo, sob pena de aprisionamento caso não o fizéssemos.

Isso, por si só, poderia inspirar uma atitude diferente em relação ao governo.  Talvez até mesmo uma revolução anti-governo.


5 votos


  • Henrique Zucatelli  12/04/2016 14:52
    Bom dia liberais.

    Não sabia que a retenção na fonte não era uma jabuticaba, e sim inventada justamente por um Milton Friedman. Irônico...
  • Guilherme  12/04/2016 15:05
    Estranho você não saber disso, que é algo extremamente famoso em termos de incoerência. Aqui mesmo, neste site, é algo recorrentemente mencionado.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=935
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1065
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1390

    Sempre lembrando que os chicaguistas sempre tiveram uma tara com "tornar o estado mais eficiente".
  • Henrique Zucatelli  12/04/2016 20:38
    Realmente eu não sabia. Tenho de estudar muito ainda Guilherme.

    Obrigado pelos artigos, vou absorve-los essa noite.
  • Rodrigo Vaz  13/04/2016 06:03
    Eu também não sabia, Henrique. Vivendo e aprendendo! rs
  • Mais Mises...  15/04/2016 20:40
    Também sou um que não sabia disso. E confesso que não gostei de saber. rsrsrs
  • suerly gonçalves  10/12/2016 17:38
    O IR se encontra todo desonesto. Em principio não se exclui uma só pessoa que não teria direito de buscar todo o seu imposto ou parte dele contra a Receita. Só possui forma e aspecto de honesto. Em primeiro lugar a declaração desenvolvida não abrange situações individuais. Estaria ferindo o principio da individualização do tributo ou capacidade tributária. Mais do menos, não combina os ítens da cesta básica, nem as garantias da saúde, dando um tiro ao vento, alvejando quem possa. Em faixas menores desatende ao principio constitucional do piso mínimo legal.É valentemente ou leão contra a distribuição de renda, pois fixa e presume gastos com educação de parcela dedutiva não real. Só exemplo e o mesmo vale para vários itens. Covarde, o IR financia trapaças dos economicamente mais fortes, vertendo isenções de todo gênero, fazendo gracinhas a título de incremento ao desenvolvimento. Atua como bancos, pegando o dinheiro dos desfavorecidos, e atua como os salários de países pobres, não havendo igualdade de direitos e proporcionalidade nas bocadas. As declarações obrigatórias anualmente são falaciosas e preguiçosas invertendo o ônus da prova, o que contraria o principio da dignidade humana. Se torna medida de Príncipe, não permitida pela Constituição Federal, existente somente em casos de graves prejuízos à ordem econômica e social, o que seria só permitido com o respaldo do congresso. Para quebrar um pouco essa fuga dos objetivos éticos de Estado, até se poderia cogitar da sua apresentação de cinco em cinco anos. É feito guerra,e possui até armísticio pois dispo e de uma série de princípios que permite o ladrão sair pela porta da frente, via atitudes de prescrições e decadência. Só governos e juristas sabem engendrar um galope desses.
  • Antonio Petroni  12/04/2016 15:08
    Tendo futebol e cerveja gelada o povo "escravizado" brasileiro está cagando para fazer cálculos e verificar o retorno do roubo estatal dos seus ganhos.
  • Andre Henrique  13/04/2016 13:11
    Esquecestes do carnaval...
  • Luiz Carlos  12/04/2016 15:09
    Imposto de renda retido na fonte é inconstitucional.

    Se o governo te "restitui", é porque ele não deveria ter te cobrado o imposto. Logo, se ele ficou com o seu dinheiro para depois te devolver, isso foi um "empréstimo compulsório".

    A constituição traça rígidos requisitos para permitir o empréstimo compulsório. Ou seja, o governo burla a constituição apenas trocando o nome das coisas.
  • Rene  12/04/2016 16:41
    Cara, não fale isso muito alto. Se alguém do governo escuta, eles podem simplesmente parar de pagar as restituições. Aumentaria a arrecadação e não seria inconstitucional.
  • Pobre Paulista  12/04/2016 18:02
    Como se a constituição tivesse que ser levado a sério...
  • Trasímaco  12/04/2016 18:54
    Não tem (que ser levada a sério).

    O problema é que ela é levada a sério pelos agentes estatais apenas quando é para desfavorecer o indivíduo (especialmente, o empreendedor em especial e o pagador de impostos em geral).

    Quando a Constituição (em tese) serviria para coibir ações estatais contra o indivíduo, aí ela não é levada a sério pelos agentes estatais.
  • Taxidermista  12/04/2016 18:50
    "o governo burla a constituição apenas trocando o nome das coisas"

    E faz isso não apenas no que tange ao IR retido na fonte, caro Luiz Carlos.

    A atividade diária da "Fazenda Pública" é expropriar o patrimônio das pessoas por meio (dentre outras coisas) da troca do nome das coisas (como, p.ex., patrimônio, renda, lucro, capital social, salário, ativos, cotas, etc. e etc.)
  • Rodrigo Vaz  13/04/2016 06:09
    Luiz, infelizmente não é inconstitucional pelo ordenamento jurídico brasileiro.

    Quem dera se fosse!
  • André  14/04/2016 19:16
    Outro empréstimo compulsório criado recentemente é a multa do FGTS paga mensalmente pelos empregadores domésticos. O valor de 3,2% sobre o salário é pago mensalmente pelo empregador e, caso a demissão seja por justa causa ou à pedido do empregado, o valor é devolvido ao empregador, corrigido pelo FGTS, 5, 10 ou quem sabe 20 anos depois!
  • Tobias Botelho  12/04/2016 15:15
    Esta reforma no pagamento do IR seria um primeiro e importante passo para a abolição dos ditos "direitos trabalhistas", que nada mais são do que variantes desta mesma espoliação mascarada. Fundo de Garantia que não lhe dá garantia nenhuma caso a escolha seja mudar de emprego, um seguro-desemprego que não assegura nada, pois o teto pode impedir que o pagamento seja suficiente para manutenção do padrão de vida em momentos de necessidade, o INSS que está em frangalhos há décadas e que alimenta nossos aposentados com frações cada vez menores dos anos de contribuição. Enfim, nada como ser um profissional autônomo, ciente das suas obrigações e dos seus diretos nas relações trabalhistas, comprometido com suas finanças e garantidor das suas próprias reversas. Tudo de maneira consciente e transparente, sem um Estado para lhe roubar antes mesmo de ver a cor do seu próprio dinheiro.
  • Guilherme  12/04/2016 15:16
    Tem outro efeito, que é o aumento do desemprego. As pessoas passam a considerar como salário efetivo o líquido, e não o bruto sem imposto. Assim, os empregadores, para tornar mais atrativo os cargos que oferecem, ou para viabilizarem seus negócios, podem oferecer determinados empregos com salários mais baixos ou mais altos, dependendo da situação.
  • Mario Henrique  12/04/2016 15:26
    Eu mesmo conheço gente extremamente culta que reverencia o governo de São Paulo por causa das mini-restituições do ICMS na Nota Fiscal Paulista. Se gente culta é facilmente ludibriada ao ser espoliada, imagine os mais ignaros?
  • Viking  12/04/2016 15:40
    eu fui um pato que caiu nessa por um bom tempo.
    hoje não peço mais nota fiscal de nada. só recebo nota fiscal ainda das compras online, porque elas vem de qualquer jeito
  • Geraldo Walkman  12/04/2016 18:27
    Olha lá, com o programa da nota fiscal paulista pedir nota fiscal é ato de cidadania! Peça a sua. Receberei um crédito de R$ 106,00 daqui a alguns dias porque pedi nota fiscal em minhas compras. Seja cidadão você também! SEFAZ SP: "TRIBUTOS: QUANDO TODOS PAGAM, TODOS PAGAM MENOS".
  • Andre Cavalcante  17/04/2016 13:29
    Kkkk. Leia-se: quando ninguém paga o governo morre!
  • Anônimo  12/04/2016 15:39
    Qual o real significado de liberal? Nos EUA serve para falar de esquerdistas e não gente que defende menos Estado.
  • FL  12/04/2016 16:44
    Mero problema de tradução.

    Lá, o que aqui comumente se chama de "liberal", é um Libertarian. Os left-wing (Democratas) nos EUA são "liberals", enquanto os right-wing (Republicanos) são "conservatives"
  • Renan  12/04/2016 17:11
    Se bem que os democratas hoje são social democratas
  • Taxidermista  12/04/2016 18:43

    Segundo os libertários, não se trata de "mero problema" de tradução não; trata-se de estratégia linguística deliberada dos esquerdistas:

    "Os progressistas têm um jeito com as palavras que chega a ser realmente impressionante. Talvez tudo tenha começado quando eles roubaram, nos EUA, o termo 'liberal' dos libertários. Desde então, a coisa virou uma bola de neve e saiu totalmente de controle.
    De 'justiça social' a 'pró-escolha' (exceto quando a escolha se refere a armas ou lâmpadas incandescentes), passando por vários 'ismos' criados pejorativamente para rotular seus opositores, os progressistas são especialistas em tais feitos linguísticos. E embora os conservadores e até mesmo os libertários também, e infelizmente, utilizem várias frases triviais em vez de argumentos sólidos, os progressistas são os campeões invictos neste quesito. A melhor prova disso é o próprio termo progressista que eles utilizam tão excessivamente: quando se referem a uma medida que apóiam, tal medida é progressista; quando se opõem a algo, tal medida é reacionária
    ." (www.mises.org.br/Article.aspx?id=1909)

    A propósito, vale lembrar que até o termo "libertarianismo" também já foi 'apropriado' pelos esquerdistas (vide o tal de "left-lib").
  • Pobre Paulista  12/04/2016 19:18
    A propósito, vale lembrar que até o termo "libertarianismo" também já foi 'apropriado' pelos esquerdistas (vide o tal de "left-lib")

    Divirta-se lendo a página de discussão da wikipedia a respeito do Libertarianismo (Note que já o título começa errado).
  • Taxidermista  12/04/2016 20:59
    É, meu caro, é brabo...

    Outro exemplo é o tal de "bleeding-heart libertarians", preocupados com a "justiça social" (note que lá estão inclusive Roderick Long e Steve Horwitz)...
  • Henrique Zucatelli  12/04/2016 22:38
    No meu ver o termo liberal se refere aquele que defende a liberdade, mas ainda com a existência de um Estado para meios de defesa e império das leis de comércio e penais, sendo este democrático, privado ou uma monarquia. Em suma, um liberal é um minarquista.

    Em contrapartida, o libertário defende a abolição completa do Estado, posição análoga aos anarcocapitalistas.
  • Taxidermista  13/04/2016 00:15
    Meu caro Zucatelli:
    não é exatamente assim.

    Nem todo libertário é ancap. O Ron Paul, por exemplo, é libertário, mas não é ancap; logo, existem libertários minarquistas (defendem 'night-watchman state') e libertários ancaps. Claro que, diante disso, a diferença entre libertário e liberal (no sentido do liberalismo clássico) fica mais tênue (tanto que, nos EUA, como a esquerda se apropriou da expressão "liberal", quem é um liberal clássico hoje precisa ser identificado como "libertarian"), mas é importante ter presente isso.

    Outro exemplo: a Ayn Rand é considerada uma libertária, mas sempre foi contra o anarcocapitalismo.


    Esse livro aqui esmiúça essa questão conceitual (além de falar sobre o posicionamento do austro-libertarianismo em questões práticas):

    https://mises.org/library/libertarianism-today

    Abço.

  • Gustavo  13/04/2016 04:08
    O termo "libertarianismo", na verdade, foi criado pelos esquerdistas (ancoms, mutualistas, etc), e depois foi apropriado pelos minarquistas, liberais clássicos e ancaps nos EUA.
  • Henrique Zucatelli  13/04/2016 09:47
    Entendi.

    Embora eu não goste muito do termo libertário (acho um pouco prosaico) e me posiciono hoje como liberal, acabo por ser um libertário - mesmo que minarquista, já que a left wing americana tomou o termo liberal para si.

    E agradeço pela leitura Taxidermista, vou absorver no final de semana.

    Abs
  • Ron Paul  17/04/2016 16:01
    Quem defende o livre-mercado lá nos EUA são denominados "conservatives" ou "libertarians".
  • anônimo  25/06/2016 16:20
    Conservative é muito diferente de libertarian.Na maioria das vezes esses 'conservatives' na verdade são neocons, gente que historicamente se infiltrou na direita original pra misturar liberdade, livre mercado com as coisas da agenda deles lá.
  • Renan  12/04/2016 16:02
    Eu sei que não tem muito há ver com assunto mas esses dias eu entrei em um certo site governista que não vale nem apena citar mas é uma revista pautada pelo Lula dizendo em um artigo que a culpa do Brasil era a sonegação. E Mole? Se com sonegação o Lula tem um triplex e um sitio, sem sonegação ele teria um feudo e um castelo
  • Anderson  12/04/2016 16:38
    É possível nos livrarmos desse estado? Enquanto isso não ocorrer ainda será melhor fazer parte do leviatã do que ficar de fora?
  • Guilherme  12/04/2016 18:20
    Nesse sentido concordo com a chicaguista Deidree McCloskey. Enquanto o ideal libertário não estiver disseminado e as pessoas forem ignorantes em relação à teoria econômica sólida e as consequências das intervenções estatais, há poucas esperanças em relação à avanços concretos, ou seja, é preciso dominar a educação.
  • Pobre Paulista  12/04/2016 19:06
    Libertários querendo dominar o estado? Hmmmmmm....
  • Guilherme  12/04/2016 19:57
    Não o estado, a educação. O primeiro passo é acabar com o monopólio estatal nesse sentido na minha humilde opinião.
  • AAA  12/04/2016 20:34
    Aí sim
  • Anderson  12/04/2016 22:22
    Me referi que pra as pessoas seria melhor um emprego público ou uma vantagem publica, o "jeitinho brasileiro" pois as pessoas precisam se virar para ultrapassar os obstáculos impostos pelo estado. Eles oprimem o povo, mas o povo não deixa barato e sempre desobedece para sobreviver.
  • Henrique Zucatelli  12/04/2016 22:46
    Concordo Guilherme, mas não precisamos da permissão do Estado. Para isso existe o youtube.

    Eu mesmo estou montando um canal e fiz um convite a quem quiser participar e contribuir com vídeos, montar pautas e futuramente, se o bom Deus assim permitir, fazer o encontro público liberal para discutir ideias e traçar metas - tudo registrado claro.

    É um projeto de médio prazo, que não custa um centavo a princípio, apenas a boa vontade daqueles que querem lutar no campo das ideias, como orientou Mises. Minha pretensão é começar com 10 vídeos, o que acham?

    Quem quiser participar, deixo meu contato: hzucatelli2@gmail.com
  • Guilherme  13/04/2016 10:43
    Muito boa a iniciativa Henrique, realmente não precisamos da permissão do Estado, muito menos quero que as pessoas sejam obrigadas a aprender A ou B como sugere o Pobre Paulista. Só quis dizer que, para mudar algo, é preciso disseminar a aceitação de ideias diferentes.
  • Pobre Paulista  12/04/2016 22:13
    Então, os pais, ao invés de darem a educação que desejam dar para seus filhos, devem ensinar os ideais Libertários? Hmmmmmmm.....
  • anônimo  13/04/2016 00:02
    cada um ensina o que quiser

  • anônimo  25/06/2016 16:32
    Sim, moralmente eles devem.Do mesmo jeito que devem ensinar também matemática, física, etc, pro moleque ter uma noção de como funciona o mundo.
    Qual seu problema com isso?
  • Renato  12/04/2016 17:44
    Reclamam do estado e não batem naqueles que mantém o estado: A CLASSE POLÍTICA.

    Se queremos ficar livres dessa corja temos que aos poucos alertar a todos sobre como é danoso para o bolso das pessoas e para os cofres do país a existência dessa classe parasitária chamada político.

    Em artigos anteriores eu percebi o aumento dos interessados que gostaram da minha ideia de criar um grupo para essa finalidade: A ELIMINAÇÃO DOS POLÍTICOS COMO CLASSE.

    Eu já expus aqui um principio de como iniciaríamos essa empreitada:

    Criaríamos um empreendimento para a função de alerta aos empreendedores. Sejam eles pequenos, médios ou grandes empreendedores.

    Um grupo poderia ser criado, mostrando o nosso cartão de visita, para fazer o trabalho de divulgação entre os empresários. Assim que contratados, de comum acordo com os mesmos (troca voluntária), estabeleceríamos um preço razoável para começar a imprimir cartilhas explicando as pessoas, dentro do estabelecimento do contratante, se assim esse desejar, mais principalmente nas ruas.

    Poderíamos também criar grupos de associados para que cada vez mais a mensagem de anti-políticos ganhasse mais força através de palestras e encontros.

    Mostraríamos aos poucos para as pessoas que pagar impostos é uma falácia. Só serve para sustentar a classe política...e também mostraríamos a existência de moedas digitais, como o bitcoin, por exemplo, para o empresário e para as pessoas comuns.

    Aos poucos vamos tirar essa mentalidade estatal da cabeça das pessoas.

    Como eu sou da CIDADE do Rio de Janeiro, ficaria melhor que pessoas daqui entrassem em contato comigo.

    Trabalharíamos como se fossemos "fantasmas". O investimento seria feito diretamente com empresários que assim solicitasse nosso serviço.

    É claro que esse grupo crescendo vamos criar e ter contato com pessoas de outros estados e até mesmo em nações estrangeiras.

    Para os interessados meu email NOVO é galenoeu@gmail.com
  • Arnaldo  19/04/2017 17:51
    quem mantem o estado são os pagadores de impostos meu caro.
  • Rhyan  12/04/2016 18:08
    Qual era a base do Irwin Schiff (RIP) pra defender que o IR era/é inconstitucional?
  • Ricardo  12/04/2016 21:33
    Eu estava esperando em algum momento do texto, escrever q foi a Dilma q inventou o IR
  • Rossi  12/04/2016 23:22
    E, só de curiosidade, por que você estava esperando isso?
  • Ernesto Mello  13/04/2016 02:50
    Vejo uma profusão de opiniões divergentes e quase nenhum consenso. Esse fenômeno tomou conta das redes sociais. A informação esta ao alcance das mãos, e cada vez mais temos especialistas e peritos nos mais variados temas. Vejo aqui recomendação para sonegar impostos, crime tipificado em lei. Certamente não vamos progredir, desde que a desobediência civil e o crime são apontados como solução. Combater o bom combate, educar as pessoas sobre o que é a boa economia, a importância de reduzir o tamanho do estado e da liberdade econômica não mais são instrumentos de mudança, suplantados que foram pelo discurso fácil da ilegalidade.
    Faço um apelo às pessoas para ouvir mais que falar. Estejamos atentos ao que os verdadeiros pensadores nos legaram, Mises, Hayek, Bastiat. Tenho certeza de em nenhum livro deles ter lido alguma apologia ao crime.
  • Emerson Luis  13/04/2016 10:06

    Conheci um professor de filosofia que tem muita dor de cabeça por causa do imposto de renda. Ele é funcionário público tanto do município quanto do estado, pagando IR retido na fonte em ambos os empregos, mas a soma dos dois salários faz com que suba de alíquota e precisa fazer um pagamento adicional.

    Detalhe: ele é marxista, católico praticante e defende a redistribuição de renda.

    * * *
  • Arnaldo  19/04/2017 17:01
    Bem feito!
  • Reserva de mercado  19/04/2017 17:17
    Se ele defende a distribuição de renda, então pra ele o imposto não deveria ser dor de cabeça, muito pelo contrário, ele deveria pagar feliz, pois está fazendo na prática o que ele defende.
  • Castle Bravo  13/04/2016 10:53
    Muito americano este texto. Aqui no Brasil, a maioria acha o Imposto de Renda algo "justo", por "distribuir riqueza" ou cobrar apenas dos "ricos". Mesmo que não fosse retido em fonte, o IR teria milhões de apoiadores no país.
  • anônimo  13/04/2016 13:23
    Mudando um pouco de assunto, isso do imposto retido na fonte me lembrou de uma dúvida muito séria sobre o libertarianismo que é a seguinte:

    Como seria possível a pesquisa científica sem o estado? Atualmente são gastos bilhões pelos estados em pesquisa científica de base que não é muito lucrativa do ponto de vista do empresário, e mesmo as maiores universidades privadas do mundo recebem mais da metade de suas receitas para pesquisas e etc de subsídios do governo. Como seria possível manter uma pesquisa em ciência de base de ponta sem intervenção governamental ou sem imposto retido na fonte?

    Eu queria uma sugestão mais concreta, menos galgada em princípios de direitos ou menos vaga do que "o livre mercado iria providenciar", sendo mais claro, existiriam alguns bons exemplos práticos de como seria possível o financiamento científico de base sem o estado?

    Atenciosamente.
  • Cientista  13/04/2016 14:31
  • Kleber  13/04/2016 13:47
    Para quem ainda não conhece: www.prageru.com
  • jose  13/04/2016 23:06
    incrivel......mais pessoas pensando como eu...governo corupto...a população feita de bobos....tempos feudais
  • Felipe  14/04/2016 18:02
    Duvido muito que esse tipo de sistema de arrecadação de tributos seja viável do ponto de vista prático. Boa parte dos trabalhadores assalariados do nosso país são analfabetos, ignorantes, que não se importariam em recolher os tributos que viriam incidir sobre a sua remuneração. Isso provavelmente iria gerar uma queda drástica na arrecadação. É mais fácil responsabilizar e cobrar de 5 empresas do que fazer o mesmo com cada 15 trabalhadores dessas 5 empresas.

  • Dissidente Brasileiro  16/04/2016 22:00
    Quem vive do dinheiro alheio não deveria ter direito nem poder sobre a vida alheia. Isso serve para juízes, policiais, políticos, funcionários públicos e demais parasitas. Vocês são uma doença, é inaceitável que pessoas como juízes e policiais tenham poder sobre a vida daqueles que lhe pagam o salário, podendo prender, invadir, confiscar, condenar e até assassinar quem contraria suas ordens ou desafia sua "autoridade".

    Isso mostra a total inversão de valores existente neste mundo. Até quando este estado de coisas continuará?
  • Alexandra Moraes  23/04/2016 14:14
    O Brasil está exaurido de pagar tanto imposto. Nos últimos 15 anos, a carga de imposto passou de 27% para mais de 37% do Pib. Pagamos mais imposto e cada dia recebemos menos serviços.
  • 4lex5andro  24/02/2017 03:14
    É chegado a hora de declarar o IR: idg.receita.fazenda.gov.br/interface/cidadao/irpf

    E em 2017 e 2016, não houve reajuste da faixa de contribuição (mesmo assim o último ajuste foi abaixo da inflação em 2015).

    O que significa que o pente fino atinge o minímo de cerca de R$ 1900,00 de salário mensal, que certamente perdeu valor nos últimos três anos, e quando o desemprego ( que não era baixo em 2014/15) era bem menor.

    É exatamente transferência de renda de quem ganha salários medianos, (em geral de classe D que subiu o primeiro degrau, no rumo de talvez conseguir uma escola melhor ou pagar uma faculdade), para manter a mesma massa de contribuições pra sustentar a máquina do Estado.

    P.s. Nesses 22 anos a faixa de contribuição sempre esteve defasada e não compensou a inflação do período; se tivesse o governo, feito sua obrigação de pelo menos manter a faixa de tributação, o começo do confisco se daria nos R$ 3.400,00 (quase R$ 1.500,00 superior ao atual nível mínimo).
  • Graça Augusto  31/05/2016 09:21
    Excelente artigo, não sabia nada a respeito disto, e fazia-me muita confusão, sempre que falassem em retenção na fonte.
    Mas há uma coisa que não percebi e gostaria que me desses mas uma pequena explicacão, é acerca da restituição.
  • Álesson Vaz  25/06/2016 08:06
    Entendo que a diminuição do estado seja necessária. Mas o que não entendo é essa tendência de vocês de querem extinguir o estado. Quem ficaria responsável pelas obras de infraestruturas?
    Das, quais o setor privado não tem interesse em fazer!
    Por exemplo, um povoado distante, quem iria levar água, luz, e telefone. Sendo, que se seguisse a lógica capitalista de mercado o investimento seria considerado inviável.
    Se, seguirmos a lógica de privatizar de desregulamentar tudo, não poderíamos sequer anda 10 Km, dentro de uma cidade, porque teríamos que pagar um monte de pedágio para cada empresa responsável por um pedaço.
    Gosto da ideia de liberdade e creio que em determinados pontos o extremismo de direta é contraproducente. Aguardo uma explicação. E me perdoem, por ainda não entender alguns pontos da escola austríaca de economia. Ainda sou leigo no assunto.
  • anônimo  25/06/2016 16:27
    'Por exemplo, um povoado distante, quem iria levar água, luz, e telefone. Sendo, que se seguisse a lógica capitalista de mercado o investimento seria considerado inviável. '

    Tudo isso é coisa que dá pra se virar no livre mercado.Vc pode perfurar um poço, dessalinizar água do mar ou juntar água da chuva, pode ter energia 'de graça' com um painél solar e se comunicar com internet via satélite.

    O principal é entender que governo é feito de parasitas profissionais, eles querem sempre vc fraco e carente, eles querem que vc PENSE que depende deles pra tudo.Inclusive pras coisas que pode se virar sozinho.

    O Adam Kokesh estava criando algo parecido, n sei pq ele parou de atualizar.

  • Alesson Vaz  25/06/2016 22:12
    Concordo em partes com que vocês disse. Meu pensamento está meio aliado com o seu no que tange ao parasitismo do governo brasileiro ou melhor desgoverno.
    Mas, acho sempre necessário analisar os efeitos do seu discurso. Eu dei o exemplo do 'povoado'.
    Você replicou que há alternativas para as necessidades básicas de pessoas que estão afastadas dos grandes centros urbanos. Concordo com você que há alternativas. Mas creio que elas sejam difíceis de serem implantadas naquele exemplo. Levando-se em consideração que os moradores estão desprovidos de recursos tecnológico, financeiro e de capital intelectual. A terra não lhes pertence! E sobrevivem apenas do que plantam e comercializam através de uma cooperativa de agricultores.
    Levando em consideração que os trabalhadores possuem apenas as suas mãos de obra e o conhecimento de plantio. Quem estaria, realmente, interessados em lhes ajudar? Sendo que os seus produtos são caros já que não conseguem competir com os grandes produtores que vendem muito mais barato. Os bancos nesse cenário são todos privados. E só querem dar dinheiro a quem realmente consiga pagar.
    Restariam-lhes voltar para a cidade e fornecer suas mão de obra no mercado de trabalho que estaria saturado? Ou, eles deveriam ficar e se unir em prol da sua causa, utilizado-se de qualquer meio que possam para continuar com seus objetivos de sobrevivência?
    Como funciona o principio da equidade na sua visão? Ou a melhor maneira é não haver principio de equidade e tampouco economia solidaria? Com todo respeito sou apartidário é não tenho a pretensão de lhe ofender! Só fiquei com algumas dúvidas.
  • Sertanejo  26/06/2016 15:01
    Não há soluções sentimentais para essas pessoas. Se elas moram afastadas dos grandes centros urbanos, o máximo a que elas podem aspirar é que haja uma infraestrutura decente que as ligue até cidades vizinhas maiores e mais ricas, para as quais eles podem vender sua mão-de-obra, seus bens e seus serviços, e nas quais elas podem recorrer a serviços hospitalares e educacionais.

    No entanto, adivinha só? A infraestrutura é hoje um monopólio estatal. Mesmo se essas pessoas quisessem abrir uma estrada por conta própria e tivessem o capital para isso, o estado as proibiria. Elas inclusive poderiam ir para a cadeia.

    Se não houvesse estado, haveria essa estrada? Olha, levando-se em conta todos os exemplos empíricos já fornecidos pela humanidade, minha resposta é sim. Se houver demanda por essa estrada, será lucrativo construí-la. As pessoas que irão utilizá-la estarão vendendo sua mão-de-obra, seus bens e seus serviços nas cidades vizinhas. A estrada, portanto, não apenas será uma criadora de renda para essas pessoas, como também poderá ser paga pela renda auferida por essas pessoas.

    Essa é uma resposta sem realista, sem coitadismos e sem fantasias. Agora, fantasia de verdade é imaginar que o mesmo governo que mantém essas pessoas na pobreza irá criar todas as condições propícias para o enriquecimento dessas pessoas. Acreditar nisso é cair numa contradição total.
  • anônimo  25/06/2016 16:28
    'não poderíamos sequer anda 10 Km, dentro de uma cidade, porque teríamos que pagar um monte de pedágio para cada empresa responsável por um pedaço. '

    E daí? Vc já paga por isso, só que paga muito mais.
  • Alesson Vaz  25/06/2016 21:54
    E daí, que com o vácuo da inexistência do estado. Possivelmente, surgiria um grupo que queria tomar o poder (milícia, máfia, oligarquia ou cárter). Acho que não seria possível um individuo sozinho, combater os efeitos colaterais.
    A sociologia diz que o ser humano sempre viveu em sociedade. E algumas associações podem ter uma finalidade maléfica de controle. Por exemplo, o Nazismo. Se, não fosse o emprenho do Estado Norte Americano em combate-lo, ele já teria se enraizado pelo mundo.
    Então como é possível diminuir ou extinguir o estado e não permitir "esses efeitos colaterais"?
  • Rodrigo Pinto  17/09/2016 13:29
    Acredito que o ideal, além de abolir o imposto de renda retido na fonte, seria colocar os preços dos produtos sem os impostos nas prateleiras. Somente na hora de pagar que esse roubo fosse cobrado, semelhante ao que ocorre em outros países. Desse modo o povo saberia o quanto o custo do estado rouba da sua renda...


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