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“Sem o estado, quem cuidará dos pobres?”

Um leitor nos enviou a seguinte pergunta:

"Concordo que o estado é ineficiente, propenso à corrupção e ao desperdício.  Concordo também que ele gera vários privilégios para quem está dentro da máquina pública.  Mas vocês ao menos concordariam que, se não fosse o estado, os pobres seriam ainda mais pobres, certo?"

Outro leitor enviou um comentário no mesmo sentido da pergunta acima:

"Dizem que não se deve dar o peixe ao povo, que deve ensiná-lo a pescar. Mas, se lhe tiramos o barco, os anzóis, a vara de pescar, temos que começar a lhe dar o peixe.  Sem o Bolsa-Família, o que seria dos pobres?"

Outro leitor complementou:

"O problema é que o estado só é mínimo na vida dos pobres."

Na mesma linha, outro leitor concluiu:

"Se não fosse o estado, o que seria das pessoas que vivem na extrema pobreza e com pouca expectativa de vida?"

E outro, finalmente, arrematou (provavelmente parodiando Thomas Hobbes):

"E como seria a vida dos pobres sem o estado? Inimaginável, sórdida, solitária, bestial e curta".

O que é interessante é que, por trás de todas as afirmações acima, há a ideia — já dada como certa — de que o estado é o solucionador (ou, pior das hipóteses, o remediador) da pobreza. 

Segundo os defensores do assistencialismo, o estado — por mais defeitos que tenha — é quem impede que os pobres sejam ainda mais pobres, que a miséria se torne mais profunda, e que a expectativa de vida decline ainda mais.

Alguns — como é o caso do primeiro leitor — até conseguem ver o estado como uma máquina ineficiente que representa um grande entrave ao desenvolvimento.  No entanto, e curiosamente, quando se trata de amenizar e até mesmo acabar com a pobreza — algo infinitamente mais complicado do que simplesmente atravancar o progresso —, aquela máquina ineficiente e corrupta miraculosamente se transforma na solução suprema e inquestionável.

Como o estado é capaz de operar essa transubstanciação?

As perguntas que devem ser feitas

Eis uma pergunta raramente feita: por que as pessoas adoram debater sobre assistencialismo estatal (contra ou a favor), mas quase ninguém fala sobre as políticas governamentais que empurraram as pessoas para a pobreza?

Eis outra pergunta raramente feita: por que o estado nunca é visto como o causador da pobreza que ele próprio se propõe remediar?

Segundo os defensores do assistencialismo, o estado socorre os pobres, transfere-lhes poder de compra e lhes garante condições mínimas de vida. 

Beleza.  Mas isso nos leva às seguintes perguntas:

1) Quem é que detém o monopólio da moeda e, consequentemente, adota políticas que destroem o poder de compra dessa moeda, perpetuando a pobreza dos mais pobres?

2) Quem é que, ao estimular o setor bancário a expandir o crédito — e, com isso, fazer com que a inflação de preços se mantenha continuamente alta —, intensifica a redução do poder de compra dos mais pobres?

3) Quem é que, ao incorrer em déficits orçamentários e com isso desvalorizar a moeda e a taxa de câmbio, não apenas aniquila o poder de compra dos mais pobres, como também os impede de utilizar seu já escasso poder de compra para adquirir produtos importados, o que melhoraria bastante seu padrão de vida e bem-estar?

4) Quem é que, além de desvalorizar a moeda, a taxa de câmbio e gerar inflação de preços, ainda impõe tarifas protecionistas para proteger o grande baronato industrial — e, com isso, impedir duplamente que os mais pobres possam adquirir produtos baratos do exterior?

5) Quem é que, ao estimular a expansão do crédito imobiliário via bancos estatais, encarece artificialmente os preços das moradias e joga os pobres para barracões, favelas e outras áreas com poucas expectativas de vida?

6) Quem é que impede que os moradores de favelas obtenham títulos de propriedade, os quais poderiam ser utilizados como garantia para a obtenção de crédito, com o qual poderiam abrir pequenas empresas, fornecer empregos e, de forma geral, se integrar ao sistema produtivo?

7) Quem é que tributa absolutamente tudo o que é vendido na economia, e com isso abocanha grande parte da renda dos pobres?

8) Quem é que, por meio de agências reguladoras, carteliza o mercado interno, protege grandes empresários contra a concorrência externa e, com isso, impede que haja preços baixos e produtos de qualidade no mercado, prejudicando principalmente os mais pobres?

9) Quem é que cria encargos sociais e trabalhistas que encarecem artificialmente e mão-de-obra e, com isso, gera desemprego, estimula a informalidade e impede que os salários sejam maiores?

10) Quem é que confisca uma fatia do salário do trabalhador apenas para que, no futuro, quando este trabalhador estiver em situação ruim, ele receba essa fatia que lhe foi roubada de volta (e totalmente desvalorizada pela inflação)?

Após responder a todas as perguntas acima (dica: a resposta é a mesma para todas elas), você verá o quão "sensata" é essa ideia de que é o estado quem salva os mais pobres.

Após ter criado toda essa cornucópia de intervenções e com isso destruir o poder de compra dos mais pobres, o estado criou um esquema de assistencialismo para tentar mitigar os efeitos nefastos causados pelas intervenções acima descritas.

Em vez de simplesmente abolir todas as causas da perpetuação da pobreza, a entidade que criou os problemas quer apenas remediá-los com novas intervenções. E ainda consegue a simpatia dos incautos e ingênuos. E também das vítimas.


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SOBRE O AUTOR

Leandro Roque
é o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.


"Por exemplo, o relativo à questão estrutural, que devido ao orçamento praticamente ser engessado pelos gastos com servidores, aposentados e pensionistas, tem-se muita dificuldade em fazer qualquer redução ou enxugamento da máquina estatal."

Na verdade, isso foi abordado no artigo.

O fato é: durante a expansão do crédito, quando a quantidade de dinheiro na economia aumentava continuamente, a arrecadação dos governos estaduais não parava de subir. Consequentemente, os governadores não paravam de criar novos gastos. Era uma farra que foi vista como perpétua.

Agora que o crédito secou, a oferta monetária estancou e a economia degringolou (com o fechamento de várias empresas), o aumento previsto das receitas não ocorreu. Na verdade, pelos motivos explicados no artigo, as receitas estão caindo. Mas os gastos contratados continuaram subindo.

Gastos em ascensão e receitas caindo -- é claro que a conta não vai fechar.

O RJ teve o problema adicional da lambança feita na Petrobras, o que reduziu bastante as receitas do estado com a extração de petróleo. Mas, mesmo que a Petrobras estivesse supimpa, a situação do estado continuaria calamitosa. Um pouquinho melhor do que é hoje, mas calamitosa.

Lição: é impossível brigar contra as leis da economia.

"a partir de 2009, os estados puderam voltar a se endividar. [...] Aí os estados passaram a se financiar, ou a financiar seus investimentos, através de endividamento e não de a partir de suas receitas. E mais com o dado de que o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, assinou (uma a uma) autorizações de crédito pra estados e municípios que tinham classificação de crédito C e D."

Como você corretamente colocou, os estados eram avalizados pelo governo federal. Eles só podiam pedir emprestado se o governo federal fosse o fiador do empréstimo.

Vale ressaltar que esses empréstimos aos estados são efetuados pelos bancos estatais (com a garantia do governo federal). E esse foi exatamente o tema do artigo.

Esses empréstimos dos bancos estatais direcionados aos governos estaduais também permitiram que eles inchassem suas folhas de pagamento, mas sem qualquer garantia de que as receitas futuras continuariam cobrindo esse aumento de gastos.

Como a realidade se encarregou de mostrar, isso não ocorreu.

No final, tudo passa pelos bancos estatais e sua expansão do crédito de acordo com critérios políticos.

Obrigado pelas palavras e grande abraço!
Posso me meter nessa contenda.

Roberto, analisei o nexo temporal de necessidade x invenção dos medicamentos e diria que sim, Thiago está correto.

E pensando sobre isso, a necessidade antes da criação engloba tudo aquilo que escapa a ação humana e interfere em nossas vidas, como doenças, mudanças climáticas e a gênese química e biológica. Porém o cerne da Lei de Say não é o apriorismo da criação como antecedente da necessidade, mas sim de como o mercado valora a criação, e se por essa valoração intrínseca ela se perpetua ou não através do tempo. Mas vamos voltar ao exemplo do Thiago.

Por exemplo, se analisarmos técnicas de irrigação em uma biosfera árida, e existem centenas delas. A partir daqui conseguimos estabelecer o cenário de solo árido (criado por... enfim eu acredito em Deus, mas quem quiser acredite no ocaso), a necessidade subjetiva de irrigação para agricultura, e a ação humana, que irá mover recursos escassos para ali produzir, calculando custos e impondo preços, e em contrapartida novamente a ação humana, que irá verificar se esses custos são viáveis, comprando ou não os frutos daquela terra.

Com isso conseguimos estabelecer um nexo causal entre a necessidade primeira e a criação posterior, onde o agente primário criador daquele cenário árido não está entre nós. Não sabemos o por quê de ser árido. O criador desse quadro não o vendeu para nós, logo esse agente não busca o mesmo resultado que nós - o lucro. Só nós, o solo e a oportunidade subjetiva de aproveita-lo para produzir e prosperar.

O mesmo paralelo podemos estabelecer entre a doença e a medicina, onde nós somos o terreno criado pelo agente oculto, e neste terreno habitam doenças causadoras de distúrbios (também criadas pelo mesmo agente).

Apriorísticamente desde quando nascemos existe a necessidade primária de solução, ou o resultado é muitas vezes a morte. A partir dessas quase infinitas necessidades, profissionais de todas as partes do mundo criam desde os primórdios da nossa espécie técnicas e substâncias para, se não possível resolver, mitigar a necessidade trazendo conforto ao doente.

Nesse emaranhado de técnicas foram se perpetuando as mais eficientes E mais econômicas, tanto ao doente quanto ao profissional. Novamente conseguimos enxergar o nexo causal, onde a ação humana só existe após a doença, e com ela cessada, a ação humana também cessa. Sendo mais lúdico, remonto as palavras do Mestre: "Os sãos não precisam de médico".

Para concluir, os homens que estão a frente de seu tempo são aqueles que não somente criam antes da necessidade, basicamente inventando-a (afinal, quem diria como um Iphone é útil sem saber que ele existe?), mas aqueles que conseguem lidar com a necessidade criada pelo agente oculto de forma mais efetiva que seus pares, em menos tempo, e de forma mais econômica.

Obrigado por quem leu até aqui.
Leandro, me referi que em um período ou em uma ''reforma'' anunciada, seria mais racional seguir essa ordem..

E mais, eu disse:

''Eu entendo que cortar as tarifas e permitir importar carro usado, iria de fato ser positivo, ao mesmo tempo aumentaria o desemprego substancialmente nessa grave recessão e pior: O desemprego iria continuar se o empreendedorismo continuasse como esta''

Ai que ta, mesmo sobrando dinheiro para as pessoas consumirem, investirem, pouparem e empreenderem, nessa recessão e nessa burocracia asfixiante o efeito não seria tão significante, imagine nesse cenário nacional onde empreender é coisa pra maluco, uma recessão tremenda, um governo intervindo mais novamente e etc, como que poupança vai surgir, consumo, empréstimo, renda....
Repito, você esta completamente correto sobre esses efeitos lindos, só que isso em um país fora de recessão e um pouquinho mais livre... Não vejo que esses feitos aconteceriam no Brasil nesse caos atual, uma economia que no ranking de liberdade economica fica junto a países socialistas....Entende?

Sera mesmo que os resultados seriam significantes?
Essa a questão sobre ''a situação atual''.

Mas você fez eu perceber um ponto que eu antes não havia pensado, muito obrigado!

''A única maneira garantida de fazer reformas é havendo uma "ameaça" concreta e imediata. No Brasil, sempre foi assim.

Por outro lado, ficar empurrando a situação com a barriga, à espera do surgimento de uma "vontade política" para fazer uma mudança que não é urgente (e não será urgente enquanto não houver livre comércio) é garantia de imobilismo.''

Ainda acho essa ameaça utópico aqui, porque:
Que político estaria disposto a abrir a economia mas continuar engessando a economia nacional? Uma contradição pura, se algum burocrata eleito tiver disposto a abrir a economia, muito provável que ele também estará disposto a facilitar o comercio nacional. Nunca vi um exemplo de um cara que chegou e falou ''temos que abrir a economia pro mundo, mas devemos criar toda dificuldade para as pessoas empreenderem''
Ele nunca daria esse tiro no pé e criar essa ameaça que você falou, até porque mesmo que fizesse, os empresários chorariam pela volta da reserva de mercado porque é caro a produção aqui e o burocrata voltaria a estaca zero...

Por outro lado você exagerou um pouco sob minha colocação:

''Essa ideia de que primeiro temos de esperar o governo ter a iniciativa de arrumar a casa para então, só então, conceder a liberdade para o indivíduo poder comprar o que ele quiser de quem ele quiser é inerentemente totalitária''

Acho que o que der pra fazer primeiro que faça, não acho que devemos esperar o governo arrumar pra então abrir.
No meu comentário eu também quis dizer que se algum presidente estivesse disposto a fazer uma reforma pró-mercado, que então fosse assim, acredito que seria mais eficiente e com menos ''choro'' assim. Você sabe, Argentina, Brasil e afins são países inviáveis, você quer fazer reforma trabalhista nego chora, reforma da previdência nego chora.... Imagine o que os empresários brasileiros não iriam fazer quando soubessem que um presidente esta disposto a destruir as reservas de mercado amanha....
Eu acho que ''politicamente'' também seria mais eficiente do jeito que eu falei...

Agora se tivermos a oportunidade de acabar com as reservas de mercado amanha, antes de qualquer outra reforma, que ACABE!. Seria uma conquista e um passo rumo a liberdade e por isso os resultados não importariam, eu questionei a significancia desses resultados no Brasil de hoje, não acredito que seria como você disse por causa do nosso desastre e dessa economia estatal. Nunca que vou ser contra esse passo, no máximo como eu falei, em uma reforma liberal geral eu iria ''adia-la por um ano''.
Principalmente olhando mais pra realidade ''Política'' e como o País e seu povo é.

''Não faz sentido combater estas monstruosidades criando novas monstruosidades. Não faz sentido tolher os consumidores ou impor tarifas de importação para compensar a existência de impostos, de burocracia e de regulamentações sobre as indústrias. Isso é querer apagar o fogo com gasolina. ''

Não tem lógica mesmo, nesse seu comentário brilhante você respondeu como se eu fosse um protecionista, o que não é o caso kkk.
Eu apenas levantei a reflexão que: Se tivesse um cara do IMB na presidência, com carta branca pra fazer o que quiser, acho que seguir a ''ordem'' que eu disse seria mais racional, politicamente mais viável (daria pra conter melhor o choro) e por ai vai...

Nesse seu trecho, você não esta me contra-argumentando e sim um protecionista que eu não presenciei..kkkk

Novamente, não defendo o protecionismo de maneira alguma, só disse que em uma reforma austríaca no Brasil, as tarifas de importação deveriam ser extintas depois de certas reformas(não demoraria, seria uma das prioridades sim).
E questionei a significancia dos efeitos sob nossa situação atual.
Se esse fosse o tema do referendo amanha, eu votaria contra?
Obvio que não, independente de qualquer coisa....

Foi isso que eu quis passar....

tudo de bom e Grande Abraço!
Sim. A sorte é que, na prática, elas não são impingidas. Há tantos requisitos que têm de ser encontrados para que tais restrições sejam impingidas que, na prática, isso não ocorre.

https://www.hoganlovells.com/~/media/hogan-lovells/pdf/publication/competition-law-in-singapore--jan-2015_pdf.pdf

Aliás, veja que interessante: o caso mais famoso em que essa medida foi aplicada foi quando a CCS (Competition Commission of Singapore) multou 10 financistas por eles terem pressionado uma empresa a retirar uma oferta do mercado.

Ou seja, o governo, uma vez que ele existe, atuou exatamente naquela que é a sua função clássica: coibir a coerção a terceiros inocentes. No caso, coibiu uma pressão que estava sendo feita a uma empresa que estava vendendo produtos (seguro de vida) mais baratos.

www.channelnewsasia.com/news/business/singapore/10-financial-advisers/2611160.html

Eu quero.
Opa, eu também tenho correlações irrefutáveis!

tylervigen.com/images/spurious-correlations-share.png

i.imgur.com/OfQYQW8.png

https://img.buzzfeed.com/buzzfeed-static/static/enhanced/webdr02/2013/4/9/15/enhanced-buzz-25466-1365534595-12.jpg

www.tylervigen.com/chart-pngs/10.png

i.imgur.com/xqOt9mP.png

Caso queira mais é só pedir!


P.S.: ah, só para você não mais ser flagrado como desinformado, os irmãos Koch financiam o Cato Institute, que é inimigo figadal do Mises Institute. Os Koch desprezam o Mises Institute e seus integrantes. E o Mises brasileiro sobrevive das doações de voluntários, como você. Faça a sua parte!

www.mises.org.br/Donate.aspx
Sim e não.

De fato, se todo o crédito fosse para consumo -- uma coisa irreal, pois o crédito para consumo é o mais caro e arriscado --, o efeito imediato seria o aumento dos preços dos bens e serviços. Muitas pessoas estariam repentinamente consumindo mais (maior demanda) sem que tivesse havido qualquer aumento na oferta.

Só que tal aumento de preços mandaria um sinal claro para empreendedores: tais setores estão vivenciando aumento da demanda; ampliem a oferta daqueles bens e serviços e lucrem com isso.

Ato contínuo, a estrutura de produção da economia será rearranjada de modo a satisfazer essa nova demanda impulsionada pelo crédito.

Mas aí, em algum momento futuro, acontecerá o inevitável: se essas pessoas estão se endividando para consumir, como elas manterão sua renda futura para continuar consumindo? A única maneira de aumentar a renda permanentemente é produzindo mais, e não se endividando mais.

Tão logo a expansão do crédito acabar, e as pessoas estiverem muito endividadas (e tendo de quitar essas dívidas), não mais haverá demanda para aqueles bens e serviços. Consequentemente, os empreendedores que decidiram investir na ampliação daqueles setores rapidamente descobrirão que estão sem demanda. Com efeito, nunca houve demanda verdadeira por seus produtos. Houve apenas demanda artificial e passageira.

É aí que começa a recessão: quando vários investimentos errados (para os quais nunca houve demanda verdadeira) são descobertos e precisam ser liquidados.

E de nada adiantará o estado tentar estimular artificialmente a demanda para dar sobrevida a esses investimentos errados. Aliás, isso só piorará a situação.

Se um empreendedor investiu em algo para o qual não havia demanda genuína, ele fez um erro de cálculo. Ele imobilizou capital em investimentos que ninguém realmente demandou. Na prática, ele destruiu capital e riqueza. Cimentos, vergalhões, tijolos, britas, areia, azulejos e vários outros recursos escassos foram imobilizados em algo inútil. A sociedade está mais pobre em decorrência desse investimento errôneo. Recursos escassos foram desperdiçados.

O governo querer estimular o consumo de algo para o qual nunca houve demanda natural irá apenas prolongar o processo de destruição de riqueza.

O que realmente deve ser feito é permitir a liquidação desse investimento errôneo. O empreendedor que errou em seu cálculo empreendedorial -- e que, no mundo real, provavelmente estará endividado e sem receita -- deve vender (a um preço de desconto, obviamente) todo o seu projeto para outro empreendedor que esteja mais em linha com as demandas dos consumidores.

Este outro empreendedor -- que está voluntariamente comprando esse projeto -- terá de dar a ele um direcionamento mais em linha com os reais desejos dos consumidores.


Traduzindo tudo: a recessão nada mais é do que um processo em que investimentos errôneos -- feitos em massa por causa da manipulação dos juros feita pelo Banco Central -- são revelados e, consequentemente, rearranjados e direcionados para fins mais de acordo com os reais desejos dos consumidores.

A economia entra em recessão exatamente porque os fatores de produção foram mal direcionados e os investimentos foram errados.

Nesse cenário, expandir o crédito e tentar criar demanda para esses investimentos errôneos irá apenas prolongar esse cenário de desarranjo, destruindo capital e tornando a recessão (correção da economia) ainda mais profunda no futuro. E com o agravante de que os consumidores e empresários estarão agora bem mais endividados, em um cenário de inflação em alta -- por causa da expansão do crédito -- e sem perspectiva de renda.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Daniel Brazil   10/04/2016 14:56
    Medidas para resgatar a cidadania e o Brasil:

    1 - Diminuir drasticamente o tamanho do estado, instaurando-se no Brasil o voto distrital, o recall, o fim do voto obrigatorio, e o fim do foro privilegiado.

    2 - Diminuir e simplificar os impostos; descentralizando-se a arrecadaçao e o poder central, restaurando-se o federalismo, com maior autonomia politica, econômica e judicial aos estados e municípios.

    3 - Extinguir o poder regulatório por atos executivos. Lei legítima é aquela que vem das casas legislativas.

    4 - Extinguir a EBC - Empresa Brasileira de Comunicação. Governo não tem que fazer propaganda nem ser agente de notícias. Basta uma assessoria de imprensa e só.

    5 - Extinguir o BNDES, Privatizar todas as empresas estatais e extinguir todos os monopólios.

    6 - Extinguir todos os impostos e contribuições paraestatais: OAB e Conselhos de Classes, imposto sindical, Sistema S e UNE.
    TODOS.

    7 - Extinguir o INCRA, e criminalizar e responsabilizar o MST.

    8 - Abrir o comércio exterior, se descolando do Mercosul, com tratados de livre comercio com os EUA e Uniao Europeia.

    9 - Flexibilizar a legislação trabalhista, revogando-se a CLT e extinguindo-se a Justiça do Trabalho.

    10 - Um voto no Brasil deve valer por um voto.
    Enquanto um voto Nordestino valer por 30 Paulistas, nao se pode chamar isso de democracia.

    11 - Redução do número de deputados para 250, e redução de número de senadores para um por estado, representado o vice-governador.

    12 - O fim do fundo de campanha e fundo partidario e de propaganda televisiva.
    Se os votos nulos e brancos superarem 51%, nenhum dos candidatos é eleito e novas eleições, com outros candidatos sao convocadas.
  • Fã do Dissidente  10/04/2016 15:45
    Boa!
  • anônimo  10/04/2016 16:22
    Diria mais:

    - Para ser habilitado ao voto, apenas indivíduos acima de certa idade - vinte e cinco? - e com alguma responsabilidade oficial - empregado, proprietário de empresa, ong ou casa, e/ou casado.

    - Mudança do sistema de votos pela urna eletrônica (impedindo-a de nos enganar).

    - Para cada aumento nas alíquotas dos impostos/tributos pelo Poder Executivo, uma votação deveria ocorrer entre os parlamentares, para decidir se concordariam ou não; e mesmo que aprovem-na, o cidadão teria direito de recorrer, caso consiga um número satisfatório de assinaturas.
  • Rafael Ribeiro  10/04/2016 18:39
    Acho complicado abolir o voto universal em pleno século XXI. Concordo com a elevação da idade mínima para dezoito anos (que é a idade legal para a vida adulta). Sou a favor da descentralização pelo voto distrital.
  • anônimo  10/04/2016 19:20
    10 - O voto no Brasil é unitário. O voto de um pernambucano é igual a o voto de um paulista. Nas últimas eleições a minoria paulista que votou em dilma equivaleu a 16 milhões de pessoas. Em Pernambuco os 80% que votaram em dilma foram de 3 milhões de pessoas. Ou seja, a minoria paulista que votou em Dilma é 4 vezes maior que a maioria pernambucana. O nordeste não elegeu dilma. Foram os brasileiros mesmo.
  • Goiano  13/04/2016 15:54
    Calcula-se o vencedor de uma eleição através da porcentagem e não por números absolutos.

    Os pernambucanos escolheram mais a Dilma do que os paulistanos. Dilma venceu em Pernambuco e Aécio venceu em São Paulo.

  • Gustavo Barreto  10/04/2016 19:24
    Fantásticas propostas. Concordo com quase todas.
  • opinador  11/04/2016 10:54
    "10 - O voto no Brasil é unitário. O voto de um pernambucano é igual a o voto de um paulista. Nas últimas eleições a minoria paulista que votou em dilma equivaleu a 16 milhões de pessoas. Em Pernambuco os 80% que votaram em dilma foram de 3 milhões de pessoas. Ou seja, a minoria paulista que votou em Dilma é 4 vezes maior que a maioria pernambucana. O nordeste não elegeu dilma. Foram os brasileiros mesmo."

    Mas pra que se preocupar com o governo federal ?

    Com o federalismo nem precisaria de governo federal, apenas um chefe de estado, as forças armadas e no máximo a padronização de idioma e moeda (claro que permitindo a livre circulação de moedas). nem de banco central precisaria.

    Poderia exitir no maximo um conselho com um representante de cada estado que nada apitariam, pois a soberania de cada estado e municipio estaria garantida.

    Então esse problema nem existiria.

  • hercules  11/04/2016 02:33
    ROQUE ,FALTOU A PROPOSTA DOS VEREADORES: ACABAR COM O CARGO DE VEREADOR REMUNERADO E ADOTAR O VEREADOR VOLUNTARIO, APARTIDARIO, COM ESTABILIDADE ECONOMICA, TER EXERCIDO CARGOS DE COMANDO E NAO PODER CONCORRER A CARGO PUBLICO . FORO : DELEGACIA DE POLICIA.

    ABRACO
  • Felipe Lange S. B. S.  11/04/2016 12:00
    Eu ainda adicionaria um Currency Board, de forma que o real fosse ancorado ao ouro.
  • Andre Cavalcante  11/04/2016 18:34
    Olá,

    Meus pitacos (e ninguém não tem nada com isso, ok?)

    "Medidas para resgatar a cidadania e o Brasil:"

    Cidadão eu sou cidadão do brasil, com os dedinhos devidamente cadastrados na polícia (como um criminoso comum), desde os 16 anos. Acho que temos é cidadania demais e liberdade de menos...

    Mas continuemos...

    "1 - Diminuir drasticamente o tamanho do estado, instaurando-se no Brasil o voto distrital, o recall, o fim do voto obrigatorio, e o fim do foro privilegiado."

    voto distrital não diminui o tamanho do estado. Se assim fosse, a Europa seria minúscula o que, obviamente, não o é. Fim do voto obrigatório é legal mas nos EUA o voto não é obrigatório e o país, apesar de ainda muito livre, caminha a passos largos para o intervencionismo descarado que há no brasil. Se o foro privilegiado fizesse o que a ele compete, que é julgar os crimes de estado, seria muito mais rápido do que todo o trâmite, desde a primeira instância até chagar no Supremo (o dito foro privilegiado), e no final continua não dar em nada. Logo, o problema nunca foi o foro, mas os foras que o supremo dá. Se funcionasse, preferia tratar todo político logo no supremo e em alguns meses ou o cara tava em cana ou tava livre.

    Última coisa: que diabos é recall? Só conheço recall de produtos, como automóveis, mas ligados a eleição? realmente preciso de uma luz... :)


    "2 - Diminuir e simplificar os impostos; descentralizando-se a arrecadaçao e o poder central, restaurando-se o federalismo, com maior autonomia politica, econômica e judicial aos estados e municípios."

    É um passo. Federalismo na veia. O certo mesmo é o direito a secessão.


    "3 - Extinguir o poder regulatório por atos executivos. Lei legítima é aquela que vem das casas legislativas."

    Não entendi os "atos do executivo". No meu entender, o que não pode haver é medida provisória.


    "4 - Extinguir a EBC - Empresa Brasileira de Comunicação. Governo não tem que fazer propaganda nem ser agente de notícias. Basta uma assessoria de imprensa e só.

    5 - Extinguir o BNDES, Privatizar todas as empresas estatais e extinguir todos os monopólios."

    Beleza, tá começando a ficar bom. Mas, se é pra extinguir e privatizar, que tal TODOS os mistérios?


    "6 - Extinguir todos os impostos e contribuições paraestatais: OAB e Conselhos de Classes, imposto sindical, Sistema S e UNE.
    TODOS."

    Desses não precisa exinguir nada, só precisa quebrar o monopólio. Em vez de um CREA, uma OAB, um CRM, deixe que os profissionais se juntem no conselho que eles acharem melhor. Claro que as "contribuições" virariam realmente contribuições, voluntárias.

    "7 - Extinguir o INCRA, e criminalizar e responsabilizar o MST."

    É só valer o que está na constituição e que o brasil respeite a propriedade privada. Não precisa mudar uma virgula da lei, basta ter um judiciário que não aceite desapropriações se não for por acordo entre o proprietário e quem vai comprar o terreno.


    "8 - Abrir o comércio exterior, se descolando do Mercosul, com tratados de livre comercio com os EUA e Uniao Europeia."

    Isso pode ser feito unilateralmente por ação do presidente. Não precisa nem passar no congresso, basta querer e colocar o imposto de importação em zero ou próximo disso, deixar o IOF zerado, e instituir o IR flat = 0%.


    "9 - Flexibilizar a legislação trabalhista, revogando-se a CLT e extinguindo-se a Justiça do Trabalho."

    Nem precisa flexibilizar nada. Basta um artigo dizendo que o contrato de trabalho é supremo e que as partes recorrerão à CLT apenas em caso de ausências/recursos. Para isso também transformar o trabalhador em completamente capaz.

    "10 - Um voto no Brasil deve valer por um voto.
    Enquanto um voto Nordestino valer por 30 Paulistas, nao se pode chamar isso de democracia."

    Tá errado. Um voto de um nordestino vale como um de um paulista. Isso já é assim e dá no que dá. O que você está querendo argumentando é outra coisa: que a representação em brasília seja proporcional à população. Isso também não resolve. O certo mesmo é não ter representação alguma ou, se tiver, que seja paga pelas pessoas diretamente (e viva o lobby oficializado). Se você não gostar do trabalho do "seu" representante, simplesmente para de pagar e o sujeito ou arruma outro incauto ou morre de fome. Neste arranjo não precisa nem de eleição!


    "11 - Redução do número de deputados para 250, e redução de número de senadores para um por estado, representado o vice-governador."

    Isso é legal mas paliativo. Diminuir o número de deputados irá aumentar os valores das propinas na corrupção. Há alhos e bugalhos aí. Talvez o caminho seja exatamente o contrário: mais deputados acaba saindo mais barato que poucos.


    "12 - O fim do fundo de campanha e fundo partidario e de propaganda televisiva."

    Fim do fundo partidário: OK. Que a propaganda televisiva seja paga pelo candidato.


    "Se os votos nulos e brancos superarem 51%, nenhum dos candidatos é eleito e novas eleições, com outros candidatos sao convocadas."

    Sempre quis ver algo assim. Melhor ainda, para contabilizar os 51% deve-se contar TODA a população votante e o voto ser não obrigatório. Assim a gente ao menos ganha a gasolina do vereador/deputado no dia eleição (e vota nulo pra ter outra eleição e ganhar mais uma boquinha).

  • Erick  12/04/2016 12:39
    Excelente!!!

    Acrescento:

    - Fim do foro privilegiado. Essa Excrescência! Não são todos iguais perante a justiça?
    - Tornar corrupção crime hediondo
    - Fim de todos os impostos para alimentos básicos (não industrializados)
    - Diminuir número de ministérios.
    - Demitir todos os cargos comissionados
  • Fernando Furtado   12/04/2016 16:11
    Movimento Brasil Eficiente:

    https://www.brasileficiente.org.br
  • Rafael  31/10/2016 14:12
    Daniel, sugiro que procure o partido novo de sua cidade. Se filie, participe e promova encontros e leve suas ideias!
    Sou filiado em BH, e temos Grupos de discussão semanais. Seja você mesmo a mudança que você quer ver!
  • anônimo  03/11/2016 00:08
    Foi muito feliz e certeiro em tudo que comentou. Concordo!
  • Tiago  13/02/2017 00:54
    É exatamente isso o que propõe o movimento monarquista.
  • Alexandre Lorenzoni   10/04/2016 14:57
    Sem os pobres, o que será do estado?
  • Gustavo S  12/02/2017 15:35
    Simplesmente a melhor pergunta feita neste artigo
  • Wellington Henrique  10/04/2016 14:58
    O estado te quebra as pernas para depois te dar uma cadeira de rodas e se proclamar seu protetor e cuidador.
  • Fernando  10/04/2016 15:29
    Quem gasta 8 bilhões por ano em publicidade estatal ?

    Quem criou exame médico admissional, demissional e periódico para trabalhadores, retirando milhares de médicos do atendimento emergencial ?

    Quem cobra imposto sobre trabalho ?

    Quem confisca fgts, aposentadoria e fat dos trabalhadores ?

    Quem cobra ipva e não asfalta as ruas ?

    Quem fornece serviços de educação que forma 40% de analfabetos ?

    Quem gasta 10 bilhões por ano em um congresso federal ?

    Quem gasta 1 bilhão em fundo partidário ?

    Quem gasta 400 bilhões por ano com juros de dívidas ?

    Quem fornece serviços de saúde e deixa os pacientes morrerem na fila ?

    Quem gasta 30 bilhões com jogos olímpicos ?

    Enfim, mesmo se o estado fosse apenas um tranferidor de renda e não prestasse nenhum serviço, temos a certeza de que muito dinheiro iria sumir.

    Os assaltos ao bolsa família, Incra, obras públicas, estatais e concessões, transformaram o governo no maior assaltante do mundo. Esse é a maior violação aos direitos humanos da face da terra.

    O socialismo é o inferno na terra.
  • Josias Silva  10/04/2016 15:30
    9 - Flexibilizar a legislação trabalhista, revogando-se a CLT e extinguindo-se a Justiça do Trabalho.

    Boa patrao!
  • Ali Baba  10/04/2016 20:02
    @Josias Silva 10/04/2016 15:30:30

    "9 - Flexibilizar a legislação trabalhista, revogando-se a CLT e extinguindo-se a Justiça do Trabalho.

    Boa patrao!"


    Você não precisa da CLT se houver concorrência pelos seus serviços. Só quem precisa da CLT é quem não quer evoluir. Não está feliz? Se demita!
  • Taxidermista  10/04/2016 21:15
    Ali Baba,
    seguindo na sua linha, eu diria mais para o Josias aí em cima: não está feliz (como empregado)? Start a business!

    (Aliás, como empreendedor ele poderá ver e sentir a "mão" desse welfare state, "mão" essa que, como empregado, ele reputa benevolente).



  • Taxidermista  10/04/2016 15:49
    A propósito, vale rememorar aquele artigo do Andreas Marquat:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1769
  • Joao Ernesto  10/04/2016 15:49
    Em relação ao estado, aplico a máxima do jornalista conhecido como Barão de Itararé: "de onde menos se espera, daí é que não sai nada".
  • Juan Domingues  10/04/2016 15:52
    Esse tipo de pensamento deriva da famosa Síndrome de Estocolmo:
    Eu aceito que o estado me estupre e me mantenha em cativeiro, afinal pelo menos ele me dá um pouco de comida para manter minha subsistência.
  • Charleno Pires  10/04/2016 15:54
    Penso ser pertinente esse tipo de debate e concordo com essa linha de raciocínio. Mas penso que no geral, não haverá consciência sobre isso e dessa forma nos menos favorecidos. Porém, fica como sugestão a criação de infograficos para explanação melhor. Penso que se querer realmente vender a idéia de estado mínimo que criem um espaço onde cultivem infograficos com a condição de compartilhamento. Sem isso. O público maior não lerá e não compreenderá. O único publico a ler é o que já gira em torno e que já apóia a idéia de estado minimo. Fica a sugestão
  • Viking  11/04/2016 11:29
    vamos contratar um designer através do Fiverr!
  • Pobre Paulista  10/04/2016 16:07
    Mas ainda tem leitor que ainda acredita que um "Estado Liberal" é a solução para tudo.
  • Alexandre Aniceto  10/04/2016 16:22
    Reforma da Previdência, inicialmente teria como foco as mais deficitárias, a do militares e as especiais. Segundo dados divulgados pelos entes federativos, 60% do deficit no RJ é PM e Bombeiro, 52% em SP e 55% em MG. Na união, o deficit da Previdência dos Militares sozinho já é superior a todo resto do serviço público somado. Tudo isto se deve a baixíssima idade de aposentadoria, pasmem tem milico aposentado com 42,43 ou 44 anos de idade.
  • anônimo  10/04/2016 17:15
    Como é que o pobre vai ter acesso à saúde? Os planos de saúde cobram caro....
  • Guilherme  10/04/2016 17:58
  • Bruno Carpes   10/04/2016 20:11
    Por trás de tudo isso, para as pessoas que veem o Estado como soldado de reserva, que garante o mínimo aos pobres em caso de necessidade extrema, está a falta de confiança no ser humano em se organizar e negociar livremente. Assim, necessário um ente abstrato que pense no interesse público, pois largar "tudo" na mão das pessoas seria muito arriscado.

    Para sair desta lavagem cerebral feita desde as nossas infâncias é necessário muito estudo, raciocínio e honestidade intelectual.
  • opinador  11/04/2016 10:58
    Perefeito !

    Tocou no ponto exato pq as pessoas querem estado.

    o estado não é necessario, é sim conveniente.
  • Cristian  31/10/2016 15:32
    EXATO! O Estado é uma apólice de seguro para a maioria das pessoas. Lar eu não atingir meus objetivos posso ter seguro-desemprego, cargo público, aposentadoria, posso ter amizade com político.... Na boa, é isso! Mais do que amor aos pobres!
  • Thiago Henrique Porto  10/04/2016 20:12
    Isso sem contar que o estado não consegue ver alguém que encontrou alguma forma de ganhar dinheiro sem ir lá correndo ver se dá para regulamentar alguma coisa e tirar a parte dele. Na verdade o estado pode até distribuir umas migalhas aqui e ali, mas ao mesmo tempo faz de tudo para dificultar o trabalho das pessoas.
  • Neuron Upheaval  10/04/2016 21:50
    Qual é a função primordial de um Estado?
  • Pobre Paulista  11/04/2016 02:01
    Essa é fácil: A função do estado é manter o estado!
  • Fernando  11/04/2016 04:55
    A função primordial do estado é roubar o trabalhador.

    Como o estado não produz nada, ele só pode fazer alguma coisa roubando os trabalhadores.

    As empresas estatais acham que produzem alguma coisa, mas sempre dependem de verbas do governo. O BB e a Caixa seriam nanicos, se não fossem os pagamentos e cobranças realizadas pelo governo.
  • Neuron Upheaval  11/04/2016 13:20
    Mas se a moeda é emitida pelo Estado, ele não tem obrigatoriamente que cobrar impostos para manter o ciclo econômico? É uma função básica do Estado manter a economia em equilíbrio quasi-estável.
  • Blast  11/04/2016 14:44
    Oi? Mas hein?

    Me explica melhor essa "lógica" aí, por favor.

    O que tem a ver emissão de moeda com cobrança de imposto? E o que tem a ver impostos com "equilíbrio semi-estável"? Aliás, o que é "equilíbrio semi-estável"? Quando se alcança a "semi-estabilidade"? E por que não almejar a "plena estabilidade"?
  • Neuron Upheaval  11/04/2016 22:47
    Digamos que o Estado (E) tenha apenas dois vassalos, um que produza implementos agrícolas (I) e outro, que seja exímio agricultor (A), além de um transeunte que nada faz, mas se alimenta com eventuais esmolas (T).

    Vamos supor que E = M0 = 10 patacas. Como ninguém nesse pequeno exemplo de sociedade tem meio de troca de valor, o Estado tem que emprestar dinheiro a eles em troca de garantias.

    O Estado então divide M0 da seguinte forma:

    * A = 3 patacas, em troca de seu pedaço de terra
    * I = 2 patacas, em troca de sua oficina
    * T = 1 pataca, gratis

    Sobram E = 3 patacas para o Estado.

    Todos nessa sociedade têm que se alimentar; T, I e E, indiretamente este último, dependem de A para sobreviver. Se cada saca de arroz e feijão custar 1 pataca e durar dois meses, no primeiro mês o balanço financeiro dos meios de produção será

    A = 5
    I = 1
    T = 0
    E = 2

    Fica claro nessa iteração que a entidade A vai cada vez mais acumular riqueza, em detrimento dos demais, inclusive do Estado. Para que isso não ocorra, o Estado deve cobrar um imposto sobre todos os indivíduos, na medida em que eles forem se enriquecendo proporcionalmente mais.
  • Bartolo de Sassoferrato  12/04/2016 17:03
    "Como ninguém nesse pequeno exemplo de sociedade tem meio de troca de valor, o Estado tem que emprestar dinheiro a eles em troca de garantias"

    Como é que é??

    O estado "tem que emprestar dinheiro" para que passe a existir "meio de troca de valor" nessa sociedade hipotética? Isso não é sério, né? Vc já teve algum contato com teoria monetária na vida?


    E vc supõe que "E = M0 = 10 patacas", para dizer que "o Estado então divide M0 da seguinte forma: (...)", para depois dizer que a "solução" é "o Estado cobrar um imposto sobre todos os indivíduos"?

    Ou seja, você cria um cenário artificial que parte da premissa do estado fazendo divisão/distribuição inicial entre as pessoas componentes do seu cenário para chegar à conclusão de que uma dessas pessoas, por força dessa mesma divisão/distribuição estatal, vai ficar "acumulando" riqueza, e a solução para evitar isso só pode ser uma intervenção do estado para corrigir uma suposta consequência advinda da divisão/distribuição inicial feita por esse mesmo estado?

    Há tempo não se via um absurdo desse tamanho por aqui.
  • Neuron Upheaval  12/04/2016 17:38
    O estado "tem que emprestar dinheiro" para que passe a existir "meio de troca de valor" nessa sociedade hipotética? Isso não é sério, né? Vc já teve algum contato com teoria monetária na vida?

    Não tive contato com teoria monetária, você já?

    ---
    E vc supõe que "E = M0 = 10 patacas", para dizer que "o Estado então divide M0 da seguinte forma: (...)", para depois dizer que a "solução" é "o Estado cobrar um imposto sobre todos os indivíduos"?

    Ou seja, você cria um cenário artificial que parte da premissa do estado fazendo divisão/distribuição inicial entre as pessoas componentes do seu cenário para chegar à conclusão de que uma dessas pessoas, por força dessa mesma divisão/distribuição estatal, vai ficar "acumulando" riqueza, e a solução para evitar isso só pode ser uma intervenção do estado para corrigir uma suposta consequência advinda da divisão/distribuição inicial feita por esse mesmo estado?

    O Estado pode por lei estabelecer o uso de uma moeda em troca de ativos. Isso é legítimo. O que estou também enfatizando aqui é que, se as 10 moedas forem todas transferidas do Estado para o povo, não haverá dinheiro para contingências do Estado - emprestar mais dinheiro, ou inclusive imprimi-lo.

    ---
    Há tempo não se via um absurdo desse tamanho por aqui.

    O que há de absurdo no que foi dito? Poderia explicar?
  • Bartolo de Sassoferrato  11/04/2016 15:40
    Cidadão,

    Qual a correlação entre "cobrança de imposto" e "manutenção de ciclo econômico" pelo estado?


    E estado tendo como "função básica" "manter a economia em equilíbrio quasi-estável"?

    O q é isso? Alguma "lição" nova do desenvolvimentismo da Unicamp?
  • Juan Domingues  13/04/2016 03:32
    "Se a moeda é emitida pelo Estado..." a sua premissa já começa pressupondo que isso seja necessário, o que não é, absolutamente.
    As pessoas vão trocar coisas com o Estado, sem o Estado ou apesar do Estado, e durante a história utilizaram para isso os mais diversos meios (mero escambo, especiarias, metais preciosos), só recentemente surgiu a moeda estatal, que hoje em dia não vale literalmente nada na medida em que seu valor é apenas artificialmente mantido pelos respectivos bancos centrais. Modernamente, com o advento das criptomoedas, a extinção de moedas estatais não seria problema algum.
  • Neuron Upheaval  21/09/2016 19:09
    As pessoas vão trocar coisas com o Estado, sem o Estado ou apesar do Estado, e durante a história utilizaram para isso os mais diversos meios (mero escambo, especiarias, metais preciosos), só recentemente surgiu a moeda estatal, que hoje em dia não vale literalmente nada na medida em que seu valor é apenas artificialmente mantido pelos respectivos bancos centrais. Modernamente, com o advento das criptomoedas, a extinção de moedas estatais não seria problema algum.

    Digamos que no mundo real em que vivemos exista o real e o dólar como garantias reais em detrimento de Bitcoins e outros. Ou melhor, digamos que não exista moeda, e que um agricultor queira pão e o padeiro queira sal, e o saleiro queira arroz. Qual é a quantidade correta de pão, sal e arroz equivalente para cada caso?
  • Pedro  10/04/2016 22:20
    A operadoras (Oi, Vivo...) anunciaram recentemente que todos os seus planos de internet fixa serão oferecidos com limite de dados... Em outras palavras, as operadoras poderão cortar ou reduzir a velocidade da internet quando o usuário atingir o limite. Atualmente, os planos de internet fixa são regulados por velocidade, e não há volume máximo de dados. Um consumidor pode baixar filmes, músicas e assistir vídeos o quanto quiser, pagando apenas pela velocidade com que esses dados trafegam. Com um limite de consumo, a experiência do usuário é seriamente prejudicada. Limite mais alto (e mais caro) oferecido pela de 130GB.

    Podem até culpar as agências reguladoras, mas eu acho que mesmo num mercado livre e irrestrito, as empresas de telefonia fariam isso.... Com ou sem Anatel, as empresas que quisessem fazer isso, fariam, e pior: sem impedimento e regulação nenhuma.
  • Aleixo  10/04/2016 23:36
    É? E aí o que impediria todas as outras empresas estrangeiras -- como a AT&T, Vodafone, Verizon, T-Mobile, e Orange, que têm muito capital e estão ansiosas por novas margens de lucro -- de virem para cá e, ao oferecer serviços melhores, roubarem boa parte da fatia de mercado dessas empresas hoje protegidas pela Anatel?

    Essas empresas, inclusive, muito provavelmente até distribuiriam celulares de graça e ofereceriam vários outros serviços gratuitos, inclusive Internet, que, aí sim, finalmente seria universal.

    A mentalidade estatizante do brasileiro impede que ele vislumbre novos mundos. Isso é compreensível: quem nasceu e viveu dentro de um curral não sabe como é a vida em liberdade.


    Enviado do meu iPad
  • Pedro  11/04/2016 00:04
    "Essas empresas, inclusive, muito provavelmente até distribuiriam celulares de graça e ofereceriam vários outros serviços gratuitos, inclusive Internet, que, aí sim, finalmente seria universal."

    Essas empresas que vc citou fazem isso nos países em que atuam, ou onde o mercado é "mais livre"?
  • Aleixo  11/04/2016 11:46
    Nem haveria por que fazerem isso, dado que lá já há um mercado estabelecido e solidificado. Não há muito o que se fazer em termos de market share.

    Aqui, por outro lado, há um mercado extremamente fechado, com apenas quatro operadoras -- o mesmo número de operadoras da Guatemala -- para 200 milhões de habitantes. Sendo assim, de olho neste mercado apetitoso, valeria tudo para conseguir clientes. Qualquer operadora que aqui entrasse e conseguisse míseros 10% de fatia de mercado já estaria conseguindo 20 milhões de cliente. Para conseguir esses 10%, distribuir celulares de graça em troca de cliente seria um excelente negócio.
  • Max Rockatansky  11/04/2016 00:40
    Vc mesmo está dizendo q elas vão fazer isso apesar da Anatel e apesar da regulação existente, como então vc vem dizer q "pior seria sem regulação"? O pior cenário está ocorrendo, segundo vc mesmo, e vc vem dizer q pior seria "sem regulação"?

    O estatismo atrofia a capacidade de raciocínio das pessoas.

  • Thiago  11/04/2016 06:21
    O que falar do Panamá?


    Baixos impostos, sem Banco Central. Uma economia estável e em crescimento. Há mais de 100 anos.


    E 25% de sua população vivendo abaixo da linha da pobreza...

  • Aguirre  11/04/2016 11:24
    Beleza. Agora coloca aí qual a definição de pobreza para o Panamá (dica: a definição de pobreza varia de país para país. Um pobre americano faria inveja à classe média brasileira).

    Vamos debater.

    O que se sabe ao certo é que a renda per capita do Panamá é de US$ 19.455 e a do Brasil é de US$ 16.096, o que significa que cada brasileiro 17% mais pobre que um panamenho, não obstante todo o nosso estado paternalista que tanto nos ama.
  • Thiago  11/04/2016 16:37
    A definição não é minha, mas sim do Banco Mundial:

    data.worldbank.org/country/panama
  • Aguirre  11/04/2016 16:46
    Beleza.

    Qual é então a definição de pobreza, do Banco Mundial, aplicada ao Panamá? Procurei e não encontrei.

    Como tenho a certeza de que você sabe -- pois você não seria leviano ao ponto de fazer uma afirmação categórica e logo depois se esquivar dela --, gostaria que você fizesse a bondade de colocar aqui tal conceito.
  • Thiago  11/04/2016 16:53
    Mais interessante do que o conceito é este artigo do Banco Mundial, que examina a pobreza panamenha:


    web.worldbank.org/WBSITE/EXTERNAL/TOPICS/EXTPOVERTY/EXTPA/0,,contentMDK:20207841~menuPK:443285~pagePK:148956~piPK:216618~theSitePK:430367,00.html


    E qual o seu argumento, que a pobreza do Panamá é igual à pobreza dos Estados Unidos ou de outro país desenvolvido, ou seja, uma pobreza que faz inveja ao Brasil?
  • Aguirre  11/04/2016 17:36
    Você tá de zoeira, né? Este "artigo do Banco Mundial, que examina a pobreza panamenha" é de 1997!!!

    Por que todo esse desespero?

    Quanto à sua pergunta sobre minha posição, ora, estou apenas reagindo ao seu disparate. Você veio dizer, em tom irônico, que o Panamá é pobre mesmo sem ter Banco Central e sendo dolarizado. Já eu limitei-me apenas a perguntar qual a definição de pobreza que você adotou.

    Até agora, você não respondeu. Pior ainda: foi buscar refúgio em um artigo de 1997, que utiliza indicadores sócio-econômicos de 1997!

    Sério mesmo, volte apenas quando tiver algo substantivo. Não se auto-humilhe tanto assim.

    P.S.: dizer que uma economia que esteve sob a ditadura de Manuel Noriega até 1989 -- e que sofreu todos os tipos de sanções dos EUA por causa disso -- é uma economia "estável há mais de 100 anos" mostra bem seu nível de ignorância.
  • Thiago  11/04/2016 19:10
    Sobre a liberdade econômica panamenha, artigo deste próprio site: www.mises.org.br/Article.aspx?id=1279


    Perceba que a análise de 1997, neste contexto, não perde relevância. O Panamá nunca teve Banco Mundial e sua economia sempre foi dolarizada. A ditadura militar de Manuel Noriega não alterou esta paisagem econômica. Deste modo, sob a perspectiva defendida neste artigo, que uma economia livre é a melhor solução para o problema da pobreza, o Panamá não deveria ter mais pobres em 1997, 94 anos depois de sua independência e a consequente da dolarização de sua economia.


    De todo modo, caso você acredite que o Panamá esteja livre, atualmente, da pobreza, recomendo uma visita ao bairro de Cólon.

    www.nytimes.com/2013/03/24/world/americas/frustrations-in-colon-panama-as-economic-growth-skirts-by.html.


    E só mais um adendo: o Panamá de fato diminuiu o problema da pobreza nas últimas duas décadas (assim como o Brasil) . Como? Através de programas estatais de combate à pobreza...
  • Professor  11/04/2016 19:50
    "O Panamá nunca teve Banco Mundial e sua economia sempre foi dolarizada. A ditadura militar de Manuel Noriega não alterou esta paisagem econômica."

    Espera aí. Você está dizendo que a simples dolarização já resolve todos os problemas econômicos?!

    Ora, ninguém, absolutamente ninguém, jamais mencionou qualquer coisa semelhante a isso. Dolarização, por si só, melhora acentuadamente o problema da inflação. E ponto. Se o país irá crescer ou não, se a pobreza irá diminuir ou não, isso já depende de um aparato de coisas: profundidade da divisão do trabalho, qualidade da mão-de-obra, poupança, acumulação de capital, respeito à propriedade privada, baixa tributação, segurança institucional, desregulamentação econômica, empreendedorismo da população, leis confiáveis e estáveis, arcabouço jurídico sensato e independente etc.

    O Panamá, sendo um país latino-americano e recém-saído de uma ditadura, possui instituições extremamente corruptas e débeis, como por exemplo o seu judiciário, o que traz enorme insegurança para investimentos produtivos, os quais ajudariam a combater a pobreza remanescente.

    No mais, dolarização por dolarização, o Equador também é dolarizado. E?

    "Deste modo, sob a perspectiva defendida neste artigo, que uma economia livre é a melhor solução para o problema da pobreza, o Panamá não deveria ter mais pobres em 1997, 94 anos depois de sua independência e a consequente da dolarização de sua economia."

    Considerando tudo o que acabei de explicar acima, e reforçando o que disse abaixo o leitor Jarzembowski -- que você convenientemente ignora, pois desmonta toda a sua "tese" --, não há qualquer suporte para dizer que o Panamá tem uma "economia livre" (66º lugar no ranking da Heritage) e que, por isso, não deveria haver pobres em 1997!

    Essa última -- que a pobreza (até mesmo sob as definições mais elásticas de pobreza, como a utilizada nos EUA) já deveria estar aniquilada em 1997 --, então, é completamente estapafúrdia.

    "De todo modo, caso você acredite que o Panamá esteja livre, atualmente, da pobreza, recomendo uma visita ao bairro de Cólon."

    Queridão, bairros pobres existem até mesmo na Suíça. Nos EUA, então, principalmente na Califórnia, há inúmeros...

    "E só mais um adendo: o Panamá de fato diminuiu o problema da pobreza nas últimas duas décadas (assim como o Brasil) . Como? Através de programas estatais de combate à pobreza..."

    Aqui você mostra sua completa dificuldade com causalidade e correlação. Vou lhe ensinar:

    1) Todos os países do mundo têm programas estatais de combate à pobreza;

    2) Todos os países do mundo reduziram a pobreza ao longo dos anos;

    3) Todos os países do mundo que apresentaram retração econômica -- mas que mantiveram seus programas -- vivenciaram um aumento da pobreza (como está ocorrendo no Brasil).

    Pergunta: o que realmente causa a redução da pobreza, o crescimento econômico ou os programas estatais?

    Outra pergunta: como você consegue demonstrar que foram exatamente os programas estatais, e não o crescimento econômico, que reduziram a pobreza?

    Mais outra: dado que sempre houve programas estatais, como você pode garantir que, sem eles, não haveria redução da pobreza?

    Última: sem crescimento econômico, será que os programas estatais sequer conseguem se manter?

    Fim da lição.
  • Taxidermista  11/04/2016 20:01
    Em complemento ao Professor:

    dois livros para quem acha que "programa estatal de combate à pobreza" "reduz" pobreza:

    Um mais baseado na empiria:

    www.amazon.com/Stealing-Each-Other-Welfare-Americans/dp/0313348227


    Outro mais na teoria:

    https://www.amazon.es/Contra-Renta-B%C3%A1sica-Sin-colecci%C3%B3n/dp/8423420957
  • Thiago  12/04/2016 02:10
    Sobre a intrínseca relação entre a abolição do banco central e a liberdade econômica: www.mises.org.br/Article.aspx?id=1015


    Perceba que esta é a perspectiva deste site (assim como com relação à liberdade econômica do Panamá) e não minha.


    Perceba, também, que sua comparação Panamá/Equador é indevida, pois é elemento fundador do Panamá a ausência de um Banco Central (o Panamá nunca teve um Banco Central), enquanto no Equador a dolarização da economia é algo consideravelmente recente (anos 2000, sendo que o Equador ainda possui um Banco Central).



    Perceba, também, que a comparação Panamá/EUA não é muito útil ao seu argumento. Ninguém considera os EUA como um exemplo de combate à pobreza, até porque o estado americano possui outras prioridades (principalmente a manutenção de sua condição hegemônica no sistema mundial, algo que força gastos absurdos em segurança nacional). A Califórnia é um caso ainda mais complexo, pois ali reside o problema da imigração ilegal.



    De resto, concordo com você: o combate à pobreza não se dá por decreto, exclusivamente por ação estatal. Ou seja, precisa de lastro, de crescimento econômico.


    Por outro lado, quando olhamos a história dos países que superaram o problema da pobreza (basicamente: países do noroeste europeu, da escandinávia, Canadá, Austrália e Nova Zelândia), percebemos uma extensiva ação estatal, a montagem de um welfare state, sobretudo nas décadas de 1950/60.


    Se esta superação da pobreza poderia ter se dado sem a ação estatal, exclusivamente através do crescimento econômico, é algo carente de comprovação histórica (na verdade, existem exemplos: Japão e Coréia do Sul - mas elas são pouco úteis ao argumento geralmente defendido neste site, afinal, o crescimento econômico destes países asiáticos foi alçado por um dirigismo estatal indireto, através do corporativismo).


    Também concordo com você quando você diz que apenas a liberdade econômica, por si, não é a receita para o crescimento econômico, que este deriva de diversos outros aspectos (como fatores sociais, históricos, de colocação no sistema econômico mundial, do caráter da população (se a população é empreendora ou não, etc)). Esta é uma lição que os auto-declarados libertários deveriam prestar bastante atenção...
  • Max Rockatansky  12/04/2016 12:57
    Uma lição fundamental que vc deveria prestar bastante atenção, Thiago, é a lição da honestidade intelectual:
    onde o Professor falou "dolarização" vc simplesmente substituiu por "liberdade econômica", como se isso não alterasse em nada o contexto do comentário (os itens arrolados pelo Professor tem estreita relação com a liberdade econômica, e foi por isso que ele disse que "dolarização" por si só não basta para crescimento econômico), e como se isso desse suporte às tuas besteiras: veja que vc passa a fazer contraposição entre "liberdade econômica" e os alguns itens citados pelo Professor (e mesmo nesse ponto específico vc falseia o que ele disse), alterando completamente o que ele disse.
  • Thiago  13/04/2016 00:18
    Max,


    "poupança, acumulação de capital, empreendedorismo da população"


    Estes fatores, muito bem colocados pelo professor, são os exemplos aos quais eu me referi. Um país pobre não se desenvolve apenas com liberdade econômica, posto que estes carácteres sociais e históricos são fundamentais.


    Do mesmo modo, "segurança institucional, leis confiáveis e estáveis, arcabouço jurídico sensato e independente" não são meros reflexos do sistema econômico de um país. Não podemos confundir causas causadas com causas causantes. A ausência da intervenção do Estado na economia, por si, não garante que estas pré-condições sejam alcançadas, como bem demonstra o exemplo do Panamá ou do Chile do Pinochet.


    É por isso que eu digo que o crescimento econômico não deriva exclusivamente da liberdade econômica. São necessárias pré-condições para que, da liberdade econômica, surja o crescimento econômico . Em países que não possuem estas pré-condições, um certo dirigismo estatal é muito bem vindo (para o fim de crescimento econômico,) como bem demonstram China, Japão, Coréia do Sul, etc (para nos atermos a casos mais recentes).





    Auxiliar,


    A sua resposta é uma digressão pouco útil à discussão que eu estou propondo. Caso você queira, podemos discutir o crescimento econômico coreano, as diferenças entre Coréia e Hong Kong, podemos, inclusive, seguir esta linha mais sentimentalista (ditadura militar x democracia, "desenvolvimentistas", "esquerdistas", etc) mas eu recomendo que nos atenhamos ao argumento central e não às exemplificações laterais.

    O argumento central é: o Panamá é um país com uma economia historicamente livre e ainda assim é um país com um problema histórico de pobreza. Há duas formas de contrariar este meu argumento: 1) o Panamá não é pobre e 2) a economia do Panamá não é livre.

    A pergunta que eu não respondi, ou seja, quais são os critérios utilizados pelo Banco Mundial para definir a pobreza panamenha, segue o contra-argumento 1. Não tenho esta resposta, mas creio que isto seja algo lateral ao meu argumento, posto que suponho que ninguém aqui defenda que o Panamá tenha superado o problema da pobreza (citaram até a Suíça...). Caso seja o caso, solicito que espere até sábado, quando terei tempo para fazer um dossiê sobre a pobreza no Panamá, tanto em termos históricos quanto atuais.

    O contra-argumento 2, por outro lado, utiliza o ranking do Heritage, que coloca o Panamá em uma posição intermediária no ranking mundial de liberdade econômica. Aqui, cumpre esclarecer que a liberdade econômica panamenha não é alardeada por mim, mas sim por este próprio site, conforme artigo que linkei em uma resposta anterior.

    Caso você não concorde com este artigo (ou seja, não creia que a economia do Panamá seja livre) podemos estender a discussão e buscar entender por que isto acontece, sendo que (seguindo outro artigo, também ja linkado) o principal instrumento de controle estatal (o Banco Central) é ali ausente.

    Enfim, estas são apenas sugestões de discussão, às quais eu adiciono um pedido de mútuo respeito. Caso você prefira continuar falando da Coréia do Sul com este tom de deboche, também podemos seguir esta linha...
  • Juan Domingues  13/04/2016 04:01
    Você é um criador de espantalhos profissional. Assim realmente fica complicado.
    Nunca vi ninguém aqui afirmar que "a dolarização da economia" leva à "abolição da pobreza" - ilação que sustenta todo o restante da tese que você mesmo criou e, inutilmente, tenta refutar.
    Mais interessante ainda é perceber que você cita Canada, Escandinávia, Austrália e Nova Zelândia (todos países com boa liberdade econômica apesar de tudo) e ignora dezenas de outros países que adotaram pesadas políticas de Welfare state e não conseguiram "acabar com a pobreza" coisa nenhuma, como a maior parte da Europa ocidental, muitos países latino americanos e, sim, os próprios EUA, que desde a década de 50 tem aumentado exponencialmente as ajudas às pessoas mais pobres (food stamps, auxílio aluguel, renda extra para alimentação de crianças, e por ai vai). Então a maravilha das políticas de "Welfare" que, de acordo com você, são o fator determinante para "acabar com a pobreza" parecem funcionar em alguns locais, mas não em outros. É isso? A mesma figura pode ser um quadrado e um círculo ao mesmo tempo, basta mudar a fronteira? Interessante essa lógica.
    Mas a sua situação fica ainda pior, visto que esses países que você citou não "aboliram a pobreza" coisa alguma. In loco, é possível encontrar mendigos em Toronto, Montreal, Vancouver e qualquer outra grande cidade canadense. É possível encontrar usuários de heroína maltrapilhos desasistidos nas ruas de Helsinke na Finlândia, e por ai vai.
    Aliás, a ideia de que é possível "acabar com a pobreza" já demonstra uma completa simplificação de uma questão complexa. O que chamamos de "pobreza" é, via de regra, resultado de uma série de situações diversas e multifacetadas (famílias desestruturadas, uso de drogas pesadas, doenças físicas e mentais, má sorte, mau planejamento financeiro, más escolhas). Cada caso é um caso, e é muita petulância de qualquer indivíduo (e muito mais de um governo) imaginar que é possível "acabar com a pobreza" com alguma solução mágica que vá se aplicar a todos os indivíduos. Pessoas em situação vulnerável fatalmente vão existir pelos mais diversos motivos, e devem ser ajudadas caso a caso, por quem quiser ajudar de forma voluntária (palavra importantíssima e em falta nos dias de hoje).
  • Auxiliar  12/04/2016 03:20
    Não é verdade dizer que a Coréia do Sul "era pobre e aí foram adotadas políticas intervencionistas e aí ela enriqueceu". Mesmo porque isso é econômica e logicamente impossível.

    O que o general (aliás, ditador) Park fez foi adotar uma política extremamente favorável ao investimento estrangeiro (óbvio, pois a Coréia não tinha capital), principalmente de japoneses (com quem ele reatou relações diplomáticas) e americanos. Não fossem esses investimentos estrangeiros, o país continuaria estagnado.

    Os japoneses investiram pesadamente em infraestrutura, em indústrias de transformação e em tecnologia, o que fez com que a economia coreana se tornasse uma economia altamente intensiva em capital e voltada para a exportação. Esse fator, aliado à alta educação, disciplina e alta disposição para trabalhar (características inerentemente asiáticas), permitiu a rápida prosperidade da Coréia.

    Era economicamente impossível a Coréia enriquecer por meio de intervencionismo simplesmente porque não havia capital nenhum no país. Intervencionismo é algo possível apenas em países ricos, que já têm capital acumulado e que, por isso, podem se dar ao luxo de consumi-lo em políticas populistas. Já países pobres não têm essa moleza (por isso o intervencionismo explícito em países como Bolívia e Venezuela apenas pioram as coisas).

    De resto, chega a ser engraçado o desespero dos nossos desenvolvimentistas. Ao se apegarem com todas as forças ao mito de que a Coréia do Sul se desenvolveu graças à intervenção estatal, eles estão explicitamente apoiando uma ditadura militar (que foi o que ocorreu na Coreia)

    Aliás, vale destacar a desavergonhada defesa do mercantilismo e do corporativismo. Eles não têm o menor pudor em fazer propaganda protecionista em prol dos grandes conglomerados e dizer que o Brasil deve imitar esse modelo de privilégio estatal às grandes empresas. Ué, mas não foi exatamente isso o que foi feito no governo Dilma?

    Jamais imaginaria que a esquerda chegaria a tal desespero a ponto de defender mais privilégios para Eike Batista (que nada mais é do que uma grande Chaebol). Os políticos e os grandes empresários que têm pavor da concorrência adoram.

    Não há nenhuma dúvida de que protecionismo é bom para as grandes indústrias e seus empregados, mas resta ainda alguém explicar como é que restringir as opções de consumo, diminuir a oferta e encarecer os produtos disponíveis pode ser algo bom para o enriquecimento da população.

    O grande problema desses defensores da Coréia do Sul é que eles confundem abertamente correlação com causalidade, algo imperdoável para economistas.
    Hong Kong e Cingapura, sendo que ambos eram grandes favelas a céu aberto na década de 1970, hoje têm as maiores rendas per capita do mundo. E jamais aplicaram políticas protecionistas. Ambos são mais ricos que a Coréia do Sul em termos per capita. E olha que ambos são asiáticos -- logo, possuem relativamente a mesma cultura.

    Outra desonestidade é se concentrar na Coréia e não analisar os países que adotaram com ainda mais intensidade exatamente as políticas que eles defendem. Estes simplesmente não se desenvolveram. O que não é surpresa nenhuma.

    Mais um ponto: vamos fazer o jogo dessa gente e conceder -- por apenas um segundo -- que tarifas protecionistas sejam necessárias para o desenvolvimento das empresas. A pergunta é: no Brasil, as empresas já não tiveram o bastante? O mercado brasileiro está praticamente fechado há mais de um século e ainda é necessário dar mais tempo?

    Aos protecionistas ficam as seguintes perguntas: Tarifa de quanto? Por que tal valor? Por que não um valor maior ou menor? Por quanto tempo deve durar tal tarifa? Por que não um tempo maior ou menor? Qual setor deve ser protegido? Por que tal setor e não outro? E, finalmente, por que o segredo para a eficiência é a blindagem da concorrência?


    P.S.: e o Thiago segue batendo recordes. Não apenas não responde diretamente a uma só pergunta que lhe é feita, como segue sendo respondido em todos os seus comentários equivocados.
  • Jarzembowski  11/04/2016 11:59
    Não sei de onde saiu essa informação de que o Panamá tem uma economia estável e livre HÁ 100 ANOS - a verdade é que o Panamá nem é esse primor todo de liberdade econômica e segurança jurídica e institucional - está em 66º no ranking da Heritage(Moderately Free) - e isso foi algo que se intensificou nos últimos anos - sempre ouve instabilidade política, politização do sistema judicial, altos gastos governamentais e rigidez nas leis trabalhistas:

    " The judicial system remains overburdened, inefficient, politicized, and prone to corruption. Protection of property rights is weak."

    "Government spending amounts to 27.2 percent of GDP. The budget deficit, particularly in the non-financial public sector, has widened. Public debt is at a level equal to almost half of GDP."

    "The labor market lacks flexibility, and the non-salary cost of hiring a worker is relatively high."

    www.heritage.org/index/country/panama

    De qualquer forma, linha de pobreza não é métrica pra coisa alguma - é um número arbitrário definido pelo governo pra guiar as suas políticas sociais - e que surpresa, invariavelmente esses números vão indicar que o governo precisa gastar e intervir mais.
    Sobre a linha de probreza nos EUA, por exemplo:

    A linha de pobreza definida pelo governo americano para chegar a esse número é de US$ 10.400 anuais - quase 30 vezes maior que o guideline definido pelo banco mundial.
    Dos cidadãos americanos considerados mais pobres "99% têm eletricidade, água corrente, descarga e uma geladeira; 95% têm uma televisão; 92% têm forno-microondas, 88% têm um telefone; 71% têm ao menos um carro, 70% têm ar condicionado, mais de 60% têm TV a cabo e 42% moram em residências próprias.

    www.heritage.org/research/reports/2011/09/understanding-poverty-in-the-united-states-surprising-facts-about-americas-poor

    https://aspe.hhs.gov/2008-hhs-poverty-guidelines

    spotniks.com/mentiram-e-muito-para-voce-sobre-a-pobreza-nos-estados-unidos/
  • Nori  11/04/2016 12:57
    Vale lembrar também que, até 1989, o país era uma ditadura sob o comando de um maluco chamado Manuel Noriega, e que, por causa disso, sofreu sanções pesadas do governo americano.

    Em 1987, o governo dos EUA acusou Noriega de estar comando um narco-estado no Panamá. Ato contínuo, o governo americano congelou todos os ativos panamenhos nos EUA. E como o Panamá usava o dólar, o país acabou tendo de calotear o FMI. Essas sanções e esse confisco geraram, além de uma greve geral no país, o colapso do sistema bancário.

    Em dezembro de 1989, os EUA invadiram o Panamá (Operação Justa Causa) para capturar Noriega, que se entregou no início de janeiro de 1990. A invasão americana durou duas semanas e produziu 3.000 mortos, em sua maioria civis.

    Realmente, é difícil uma economia -- qualquer economia -- sair desse cenário, recuperar suas esfaceladas instituições e alcançar a completa pujança em apenas duas décadas.
  • Taxidermista  11/04/2016 13:01
    Caro Jarzembowski, vc suscita um ponto muito importante:

    "linha de pobreza é um número arbitrário definido pelo governo pra guiar as suas políticas sociais - e que surpresa, invariavelmente esses números vão indicar que o governo precisa gastar e intervir mais"

    É a partir daí que o welfare state institucionaliza o roubo de todos contra todos.

    Esse livro ("Stealing from Each Other - How the Welfare State Robs Americans of Money and Spirit") fala exatamente sobre isso:

    "Egalitarians claim, for instance, that markets are unfair and that we must have redistributive policies to produce social justice. This reasoning supposedly justifies the two-thirds of federal spending that simply robs Peter to pay Paul. We are stealing from each other"

    www.amazon.com/Stealing-Each-Other-Welfare-Americans/dp/0313348227

  • Jarzembowski  16/04/2016 04:07
    Ótima recomendação, Taxidermista!
  • Pedro Henrique Dantas Dias  11/04/2016 18:01
    Leandro Rocks!
  • Leandro  12/04/2016 11:51
    Só se for o das antigas.

    www.youtube.com/watch?v=T-yMlF_xpDY

    Obrigado pela expressão.

    Grande abraço!
  • Gustavo  12/04/2016 11:36
    Leandro

    Você é a favor de secessão? Ou federalização dos estados?

    Recentemente um colega me comentou que pode ser possível que um novo estado brasileiro separado do original seja ainda mais socialista-fascista que o atual.

    Gostaria de saber sua opinião sobre esses temas.

  • Leandro  12/04/2016 11:52
  • Taxidermista  12/04/2016 12:38
    Pedindo licença ao Leandro Roque:


    Gustavo, há um texto ótimo para vc ver a posição do Leandro Roque a respeito de federalismo:


    www.mises.org.br/Article.aspx?id=285
  • Igor  12/04/2016 12:09
    Leandro,

    Uma pergunta OFF: conversando com um colega sobre a futura cotação do dólar caso se resolva a situação política, eu falei que o dólar cai seria muito bom pois iria baratear muitos produtos.

    Eis que ele disse que alguns itens não iriam ficar mais baratos e sim mais caros. Citou o exemplo da carne dizendo que a margem dos exportadores iria diminuir e pra compensar aumentariam o preço no mercado interno.

    Espero ter conseguido explicar.

    O que me diz disso?

    Abraço!
  • Leandro  12/04/2016 12:44
    Não faz sentido nenhum.

    Se o real se apreciar em relação ao dólar (ou, o que dá no mesmo, se o dólar ficar mais barato em relação ao real), eis o que acontecerá:

    1) Exportadores de carne terão menos lucro vendendo para fora, o que fará com que eles redirecionem uma maior oferta para o mercado interno;

    2) Com o real mais forte, a importação de carne da Argentina e do Uruguai ficaria mais barata.

    Por favor, diga-me, como a conjunção dos dois itens acima leva a um aumento de preços da carne?
  • Igor  12/04/2016 13:35
    Sim, Leandro!

    O que tu disse é o que eu penso. Mas o pouco que argumentei ele respondeu: os exportadores não diminuiriam o volume exportado (mesmo não podem aumentar o preço no mercado externo) e compensariam a redução da margem aumentando no mercado interno...

    A única forma de o preço aumentar nessas circunstâncias seria os produtores diminuírem a produção (com o governo impedindo novos entrantes no mercado) e ao mesmo tempo o mesmo governo criar mais barreiras pra importação de carne da fora (aumento do imposto de importação e criação de barreiras alfandegárias).

    Estou raciocinando corretamente?
  • Leandro  12/04/2016 15:07
    "Os exportadores não diminuiriam o volume exportado (mesmo não podem aumentar o preço no mercado externo) e compensariam a redução da margem aumentando no mercado interno..."

    Como eles aumentariam os preços no mercado interno se está havendo importação de carne (a preços cada vez menores) da Argentina e do Uruguai?

    A única maneira de eles aumentarem preços e terem lucros ainda maiores é se o governo restringir a importação de carnes. Aí, sim, o raciocínio fará sentido.

    "A única forma de o preço aumentar nessas circunstâncias seria os produtores diminuírem a produção (com o governo impedindo novos entrantes no mercado) e ao mesmo tempo o mesmo governo criar mais barreiras pra importação de carne da fora (aumento do imposto de importação e criação de barreiras alfandegárias). Estou raciocinando corretamente?"

    Muito corretamente.
  • Raphael  12/04/2016 18:32
    Fantástico texto, Leandro!

    Nada mais paradoxal do que o governo se colocar para resolver ou minimizar os problemas que ele mesmo causa e as pessoas acreditarem nisso.

    Abraço!
  • pensador barato  13/04/2016 06:31
    O estado é uma maquina espoliadora de recursos e seus agentes são uns bisonhos ora eficientes isoladamente e ineficientes em conjunto ou seja o estado é uma besta ambulante usando nosso suado dinheiro em seus banquetes onde poucos são convidados e a esmagadora maioria dos seus mantenedores são escorraçados do mesmo,enfim é um baita sacana com todos nós contribuintes(Forçados).

    Esse THIAGO é um desonesto intelectual,vejamos porquê.

    Quando ele critica o Panamá ele pensa que está arrasando nossos argumentos pró fechamento do Banco Central ao mostrar o índice de pobreza do mesmo.Ele tenta nos acusar de ingênuos quando na realidade o que este brilhante site tenta mostrar é que existem outras alternativas e modelos de gestão de política monetária mundo afora e que tais modelos não são perfeitos e nem o mercado é perfeito,o mercado é um sistema de trocas voluntárias onde nós não precisamos da benevolência de ninguém ao contrário do estado onde prometem entregar o serviço com qualidade na teoria pois na prática é sempre entregue pela metade,é aquela velha dicotomia o mercado entrega um serviço bom,rápido e barato enquanto o estado entrega um serviço ruim,demorado e caro.

    Acontece que o anarcocapitalismo não é um sistema político anti-pobreza,ao contrário é uma filosofia política anti-estado,anti-intervenções,onde o indivíduo é senhor do seu destino e partindo desse princípio de liberdade a pobreza se torna uma escolha e não uma condição imposta por políticas públicas equivocadas ou não que são feitas para beneficiar grupos de interesses(Classe política,grandes corporações,grandes sindicatos,Altos funcionários da Burocracia,agremiações políticas,grandes igrejas,religiosos influentes,etc)em detrimento dos pobres que ficam com as migalhas achando ou não que estão sendo contemplados pelo messias ora no poder.

    Repetindo de novo para você Thiago no anarcocapitalismo o indivíduo é senhor do seu destino sem tutelas estatais,sem correntes nem grilhões do leviatã conduzindo seu caminho rumo a servidão,muito pelo contrário você escolhe seu caminho,riqueza e pobreza são opções e cabe a você somente a você escolher seu caminho e ser feliz nele ao contrário de hoje onde a lavagem cerebral nas escolas públicas levam os alunos incautos a se sentirem vítimas dos ricos e a odiarem o capitalismo e futuros patrões como se fossem os causadores da pobreza no mundo quando na realidade o grande vilão é essa agência do mal chamada estado,essa ficção que tentam nos vender diuturnamente como se fosse uma agência da benevolência e justiça contra o malvado capitalismo,graças a Deus e ao IMB estou livre desse pensamento hegemônico e mentiroso,essa lavagem cerebral do dia a dia via imprensa que é outro aparelho estatista da maquiagem da verdade e realidade.

    "Liberdade ainda que tardia",deve ser nosso lema anarcocapitalista.

    Um abraço a todos e Thiago reflita e saia dessa matrix para seu próprio bem,não defenda(o malvado Leviatã)o indefensável
  • Emerson Luis  13/04/2016 10:36

    A informação que tenho (corrijam-me se estiver errada) é que, de cada $100 arrecadados pelo município, $25 fica com o governo estadual e $70 vai para o governo federal, que o redistribui de volta como lhe apetecer. De cada $100 apenas $5 fica diretamente com o próprio município!

    * * *
  • Marcel   14/04/2016 12:24
    Prezado Leandro,

    Acompanhei o Instituto von Mises durante toda a minha graduação em economia. Eu devo dizer que nunca li um post ou um artigo tão bom quanto esse. Compartilhei com várias pessoas próximas a mim sem nenhum tipo de formação em economia e até mesmo aquelas que nunca tinham ouvido falar deste instituto elogiaram o artigo.

    Parabéns pelo excelente trabalho e continue assim.

    Abs
  • Leandro  14/04/2016 12:47
    Ora, muito obrigado pelo reconhecimento e pelo (exagerado) elogio, prezado Marcel.

    Grande abraço!
  • Ricardo  14/04/2016 15:07
    Poderiam cuidar melhor da conexão com o Facebook. Ao compartilhar o texto a foto disponibilizada é um lixo.
    Muitos acessam o link no Facebook a partir da imagem que acompanha o texto e neste caso está abaixo da crítica.
  • Novededos  14/04/2016 20:08
    Eu tô muinto feliz, Brasil tá na frente dus EUA, nosso Brasil elegeu o primeiro presidente operáriu, sem formação acadêmica, um cara que suou a camisa no chão de fábrica, meus cumpanheiros jovis tem acesso a FIES, na minha épuca eu num tinha não.
  • marcela  17/04/2016 18:49
    Esclarecedor artigo!Arrebatou meu espirito e abriu minha mente me fazendo descobrir o quão ignorantes somos e o quanto temos que aprender.Como bem disse o filósofo:quanto mais aprendo mais descubro que nada sei.
  • Mariana  30/05/2016 18:57
    Super esse artigo! E em muito boa hora, visto estarmos vivendo épocas que nos deixam perplexos. Concordo plenamente... causar para depois remediar! Parabéns pelo artigo!
  • anônimo  19/06/2016 17:52
    Ótimo artigo!
  • saoPaulo  06/09/2016 10:18
    Tenho batido nesta tecla ultimamente.
    Devemos reforçar continuamente a imoralidade em se cobrar impostos sobre pobres.
    Sim, sei que impostos são imorais não importa a classe social. Sei que a única maneira de se ter uma economia minimamente dinâmica, mais estado de bem estar social, é ter altos impostos sobre consumo e baixos impostos sobre renda.
    Mas vejo aqui uma janela de oportunidade única, a qual normalmente ignoramos.
    O brasileiro médio é a favor de um estado de bem estar social. Ao lhe cobrarmos coerência e lhe apontarmos a imoralidade de se cobrar impostos sobre pobres, principalmente quando o intuito seria tê-los como recebedores líquidos de tributos, podemos ganhar muitos aliados na luta contra impostos e crescimento estatal.
    Uma vez abolidos todos os impostos e tarifas sobre pobres (doce sonho...), a classe média se daria conta de todo o fardo que sobre ela resta, podendo mesmo começar a se perguntar se impostos são morais e se deveria existir um estado de bem estar social em primeiro lugar.
  • Neuron Upheaval  21/09/2016 19:22
    O Estado é massivo, até opressor, voraz, mas necessário. O mercado não funciona da forma ideal que se estuda nos livros; há interesses de vários tipos, e os agentes econômicos nem sempre jogam no time mais oferta mais procura. Vide cartéis, por exemplo. O que fazer quando todos os players do mercado se resumem a apenas um ou dois grandes conglomerados mundiais? Quem vai "desestabilizar" o mercado, se não existir agente ulterior a esses grandes players?
  • Realista  21/09/2016 20:52
    Ué, mas quem cria cartéis, oligopólios, monopólios e reservas de mercado é e sempre foi exatamente o estado, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (via agências reguladoras), seja por meio de subsídios a empresas favoritas, seja por meio do protecionismo via obstrução de importações, seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam.

    Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis, oligopólios e monopólios da atualidade se dão em setores altamente regulados pelo governo (setor bancário, aéreo, telefônico, elétrico, televisivo, TV a cabo, internet, postos de gasolina etc.).

    Artigos para você sair desse auto-engano:

    Brasil versus Romênia - até quando nosso mercado de internet continuará fechado pelo governo?

    A diferença entre iniciativa privada e livre iniciativa - ou: você é pró-mercado ou pró-empresa?

    Grandes empresas odeiam o livre mercado

    Romaria de grandes empresários a Brasília - capitalismo de estado explicitado

    E você ainda diz que é o estado quem vai impedir a concentração do mercado, aquela concentração que ele próprio cria e protege?

    Por outro lado, não há e nem nunca houve monopólios no livre mercado. Empiria pura. Pode conferir aqui:

    Monopólio e livre mercado - uma antítese

    O mito do monopólio natural
  • Acionista25  10/09/2016 15:38
    Parabéns pelo artigo e pela nova cara do site! Fiquei a me perguntar,será que estou no IMB? Os comentários também são muito bons,mas acredito que poderiam ser menos hostis ou menos irônicos!
  • Leonardo Piovesan   12/02/2017 14:16
    Resumindo... "O Estado te corta a perna e te empresta a muleta."


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