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Um resumo da crise política brasileira - para os portugueses

O brasileiro é o português — dilatado pelo calor, escreveu Eça de Queirós.

A analogia é perfeita para iluminar uma personagem central da crise brasileira (e um da portuguesa): Luiz Inácio Lula da Silva é o José Sócrates dilatado pela ambição política. A diferença territorial entre Brasil e Portugal é proporcional ao que parece ser o apetite de ambos pelo poder e pelo uso do estado em benefício próprio, do partido e da ideologia que ambos representam.

Até recentemente, o ex-presidente Lula gozava um prestígio internacional que já não desfrutava tão amplamente no Brasil como anos atrás. Sua imagem foi duramente golpeada a partir das investigações da Operação Lava-Jato, conduzida pelo juiz federal Sérgio Moro com uma equipe de procuradores e policiais federais.

O esquema de corrupção na Petrobras

O conjunto de provas reunidas até agora revelou indícios de várias irregularidades. A começar pela compra de um apartamento tríplex no Guarujá e a aquisição e reforma de um sítio em Atibaia, ambas as cidades no estado São Paulo. O pagamento teria sido feito por empreiteiras com dinheiro oriundo do mega-escândalo de corrupção na Petrobras descoberto pela Operação Lava-Jato.

Até agora, a investigação já descobriu a movimentação de R$ 200 bilhões entre as empresas envolvidas; e, desse total, R$ 6,7 bilhões foram desviados da Petrobras. Cerca de R$ 300 milhões foram devolvidos para a estatal e os acordos obtidos pelos procuradores com os investigados permitirão recuperar em torno de R$ 1,7 bilhão.

As informações levantadas até agora mostram que o esquema de corrupção na Petrobras atendia aos interesses do PT e de seus aliados. Houve um aparelhamento completo da estatal, aparelhamento este que seguiu o estilo de — segundo a definição dos procuradores federais — uma organização criminosa, a qual drenou o dinheiro da petrolífera para financiar o projeto de poder político.

O resultado para a empresa foi desastroso. Em abril de 2015, a estatal divulgou perdas de R$ 6,194 bilhões com a corrupção e uma redução de R$ 44,3 bilhões no valor de seus ativos. O balanço financeiro mais recente divulgado pela Petrobras, relativo ao terceiro trimestre de 2015, registrava prejuízo líquido de R$ 3,759 bilhões e uma dívida líquida de R$ 402,3 bilhões no período entre janeiro e setembro do mesmo ano (em 2014, o endividamento total era de R$ 282 bilhões). O lucro líquido nos nove meses, no valor de R$ 2,102 bilhões, foi 58% menor do que o registrado no mesmo período de 2014.

O ex-presidente também é suspeito de receber, pelo Instituto Lula, vantagens indevidas de empreiteiras investigadas sob a justificativa de pagamento por palestras. Também recai sobre o ex-presidente a suspeição de que tenha exercido tráfico de influência para favorecer a empresa Odebrecht com empréstimos — subsidiados pelo Tesouro, isto é, pelos brasileiros pagadores de impostos — concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Marcelo Odebrecht, presidente da empreiteira, foi condenado no dia 8 de março a 19 anos e 4 meses de prisão pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e por integrar organização criminosa.

No desenrolar das investigações, veio o golpe mais duro contra o "mito Lula" e o símbolo que ele e o PT representavam: as diligências da 24ª fase da Lava-Jato, com apreensão de documentos e com o depoimento do ex-presidente para a Polícia Federal.

Dilma em socorro de Lula

Diante do risco iminente, o PT e o governo Dilma Rousseff passaram a buscar uma solução que impedisse uma eventual prisão do ex-presidente. E o expediente encontrado foi nomear Lula como ministro de estado para que ele fosse blindado das ações do juiz federal Sérgio Moro, que conduz a Operação Lava-Jato junto com uma equipe de procuradores e policiais federais.

Uma vez no ministério, Lula passaria a ter foro privilegiado e, no futuro, seria julgado pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e não mais por um juiz federal. E assim foi feito, segundo o conteúdo das conversas telefônicas gravadas por autorização da justiça federal.

Em uma delas, gravada no dia de assumir o cargo de ministro da Casa Civil, a presidente Dilma Rousseff diz que um portador iria entregar a Lula o termo de posse para que ele o utilizasse "em caso de necessidade" (caso um mandado de prisão fosse expedido e a polícia tentasse prendê-lo).

A divulgação das conversas telefônicas caiu como uma bomba no país. Logo depois da posse de Lula na quinta-feira (dia 17 de março), dois juízes federais (um de Brasília e uma do Rio de Janeiro) suspenderam em caráter provisório a nomeação do ex-presidente. Na sexta-feira (dia 18 de março) as duas decisões foram derrubadas, mas uma terceira liminar da justiça federal (de Assis, em São Paulo) impediu que o ex-presidente se tornasse ministro.

E na noite de sexta-feira (18 de março), o ministro do STF Gilmar Mendes suspendeu a nomeação e determinou que a investigação envolvendo o ex-presidente seja mantida com o juiz federal Sérgio Moro. Agora a decisão do ministro só pode ser reformada se houver recurso para o plenário do Supremo.

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Os brasileiros realizaram a maior manifestação popular do país, exigindo a saída de Dilma

No mesmo dia da posse de Lula como ministro, milhares de manifestantes voltaram às ruas do país depois de terem, no domingo (dia 13 de março), realizado a maior manifestação popular da história brasileira a pedir a saída da presidente e a prisão de todos os envolvidos no mega-escândalo de corrupção revelado pelas investigações da Lava-Jato e que tem como centro de operações a empresa estatal Petrobras.

A nomeação do ex-presidente e a divulgação pela justiça federal das gravações telefônicas também fortaleceram a oposição ao governo na Câmara dos Deputados, que na quinta-feira elegeu os membros da comissão especial que analisará o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff que foi apresentado em dezembro do ano passado por três juristas.

A tramitação do processo deve durar 45 dias, segundo o presidente da Câmara, o deputado Eduardo Cunha, que no início de maio foi denunciado por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro pelo Procurador-Geral da República.

A pior crise de sempre. Pior que a de 1947

A crise política brasileira é o resultado daquele que talvez seja o mais desastroso governo da história do país. Nos últimos sete trimestres, a economia encolheu em seis deles, e ficou estagnada em um. Essa é a pior marca desde que o índice começou a ser calculado em 1947. De 2014 até o fim de 2016, a projeção é de queda acumulada de 8,7%. A taxa de desemprego está em 8,5%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Dilma Rousseff cometeu uma sucessão de erros de gestão econômica em um país em que o estado é excessivamente intervencionista.  Desde o início do primeiro mandato, sua presidência acumula escândalos envolvendo desde a sua ex-assessora no gabinete, Erenice Guerra, a ministros de seu governo com denúncias de corrupção, favorecimento de empresários pelo BNDES e de aliados, perseguição a adversários, e aquele que marcaria de vez o final de seu primeiro governo e o início do segundo: o Petrolão, apontado como sendo o maior esquema de corrupção e desvio de dinheiro da história da política brasileira (e do mundo) e que tem sido alvo de investigação da Operação Lava-Jato.

Como mostro no meu livro Pare de Acreditar no Governo – Por que os Brasileiros não Confiam nos Políticos e Amam o Estado (Editora Record, 2015), enganam-se aqueles que acreditam que práticas como as evidenciadas pelo Mensalão e Petrolão sejam meros desvios éticos; são, substantivamente, elementos estruturais da ideologia e da práxis de partidos socialistas que veem seus próprios crimes como sendo algo nobre, uma "marca característica de autenticidade", e os adversários e demais ideologias como "oponentes a serem eliminados".

O aprofundamento das descobertas da Operação Lava-Jato tem mostrado ao país (e agora ao mundo) a profundidade da degradação ética e moral envolvendo a elite política do país, especialmente o PT. O mito Lula e a simbologia antes representada pelo partido estão ruindo.

A utopia do PT era, afinal, uma distopia

Quando Lula foi eleito em 2002, os raros críticos que se levantavam contra o infame projeto de poder do PT esbarravam no paredão de certo consenso público em face do significado histórico de sua eleição e dos valores que ambos diziam ser portadores. Uma coisa, porém, é aquilo que alguém diz ser; outra é o que realmente é.

O partido se apresentava como o empreiteiro de um futuro glorioso e o supremo portador das virtudes públicas. Com esse discurso, muitos foram seduzidos e enganados pela retórica que pretendia dissociar o PT de todos os outros partidos políticos sob a aura da pureza ética. Isto, porém, não elimina o fato maciço e imperturbável: acreditou nos petistas quem quis acreditar. E o país hoje paga por isso.

Ao final de seus dois mandatos, beneficiado por uma conjuntura econômica internacional favorável e por decisões ortodoxas que garantiam ao país confiança interna e externa, Lula conseguiu eleger para a presidência a sua sucessora, Dilma Rousseff. O que poucos perceberam é que Lula havia reduzido a política, as instituições e uma parte da sociedade à sua própria estatura, a qual hoje está sendo revelada pela Operação Lava-Jato.

Proteger-se de uma investigação num ministério de governo parece ser um dos atos de encerramento da peça de teatro de um político hábil e carismático que, em vez de se recolher e esconder-se sob o manto do mito que ainda havia, decidiu continuar a ser quem sempre foi.

O governo do PT e os petistas construíram a sua própria realidade e pretendiam encarcerar o Brasil nela. Mas não contavam com a parcela da sociedade que, ao descobrir o que está acontecendo, se recusa a ser reduzida à sua estatura ética e moral. As revelações diárias e as crises política e econômica são politicamente simbólicas ao mostrarem que a grande utopia do PT era, afinal, uma abominável distopia. Os brasileiros estão a mostrar que querem um outro país.

Luiz Inácio Lula da Silva é o José Sócrates dilatado pela ambição política? Sócrates está em prisão domiciliar, com a polícia à porta, e está a ser investigado por corrupção, fraude fiscal e branqueamento. Parece que o destino reserva o mesmo destino para o seu amigo Lula.

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O artigo acima foi publicado no site português Observador.


3 votos

SOBRE O AUTOR

Bruno Garschagen
é autor do best seller "Pare de Acreditar no Governo - Por que os Brasileiros não Confiam nos Políticos e Amam o Estado" (Editora Record). É graduado em Direito, Mestre em Ciência Política e Relações Internacionais pelo Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa e Universidade de Oxford (visiting student), professor de Ciência Política, tradutor, blogger (www.brunogarschagen.com), podcaster do Instituto Mises Brasil e membro do conselho editorial da MISES: Revista Interdisciplinar de Filosofia, Direito e Economia.



OFF-TOPPIC: pessoal do IMB, seria possível vocês redigirem um artigo refutando as teorias conspiratórias sobre o Nióbio que abundam desde a época do Enéias? Quinta-feira o Instituto Liberal reiniciou o debate, e seria ótimo se vocês dessem continuidade. Eis o que comentei no website do IL, é o que resumidamente penso do assunto:

"Se há indícios concretos ou, ao menos, motivos para crer que as empresas autorizadas pelo Estado brasileiro a retirarem do solo e comercializarem este metal estão cometendo fraudes de qualquer natureza, em conluio com grupos estrangeiros ou não, a solução é, em se confirmando as irregularidades, rescindir os contratos de permissão em vigor e abrir este mercado para mais empresas interessadas no empreendimento - seja lá de onde elas forem. A que oferecer a melhor barganha leva as jazidas - e paga impostos sobre tudo o que produzir. Elevar o preço na marra? Claro, abusar desta condição de quase monopolista pode funcionar no começo, mas no médio prazo surgirão alternativas de melhor custo-benefício para atender a demanda daqueles insatisfeitos com a situação. Deixar de vender o Nióbio como comodittie e agregar valor ao mineral em nossa indústria da transformação? Seria ótimo, se nosso parque industrial não estivesse parado no tempo desde meados do século passado. Só falta criarem a estatal NIOBRÁS no Brasil, que dará origem ao escândalo do NIOBRÃO. O brasileiro não aprende mesmo: sempre achando que vai encontrar um bilhete premiado no chão e poderá passar o resto da vida bebendo e sambando."
"Tal afirmação nunca foi feita. Em ponto nenhum do artigo. E nem em nenhum outro artigo"

Não me refiro à uma frase ou texto escrito nos artigos do IMB. Estou questionando a percepção daqueles que defendem esse modelo de afrouxamento da terceirização proposto pelo governo, pois essa discussão toda é parte da realidade em que estamos vivenciando. Aliás, não creio que esse artigo seja uma mera exposição teórico-dissertativa acerca do que seria e quais os benefícios de uma terceirização segundo os liberais, muito menos um texto desvinculado da conjectura atual, como você transparece para quem lê. Logo, minha indagação é pertinente, ainda que, o que questiono, não esteja explicitamente escrito no artigo.

Em relação ao artigo linkado, em momento algum vi algo a mostra que abordasse diretamente o problema terceirização-corporativismo privado que eu levantei acima. O que mais se aproxima seria esse trecho:
"Em primeiro lugar, a ideia de que custos menores para empresas é algo ruim. Além do fato de que custos baixos permitem maior acúmulo de capital — o que possibilita mais investimentos e mais contratações —, falta explicar como que custos de contratação menores podem ser ruins para pessoas à procura de emprego."
Sim, não há problema algum em um empresário tentar reduzir seus custos para se adequar a concorrência e auferir maiores lucros. O entrave se encontra, como eu falei, no empresário monopolista que não possui um fator invísivel para motivá-lo à otimizar sua produção. A mão visível do Estado garante que seu produto inevitavelmente será consumido e, com isso, seu lucro será certeiro. Por conseguinte, não há a preocupação constante deste em inovar, melhorar a qualidade, aumentar a produtividade da sua mão de obra. Nesse sentido, a terceirização beneficia esse empresário, justamente por rebaixar seus custos com contratados (temporários ou não) à niveis abaixos daquilo que os empregados produzem, sabendo se que eles estão confortáveis em relação aos processos trabalhistas que enfrentarão (ajudinha estatal). Bem como, estagna ou retarda as inovações, tendo em vista que sua produção atual será adquirida pelos consumidores à um preço "monopolístico" durante um tempo maior que o de uma concorrência que existiria num livre mercado. Ademais, seu produto foi feito empregando mão-de-obra com um ônus muito abaixo daquilo que ela de fato produz. Desse modo, a margem de lucro é gigantesca, sendo que esse lucro pode sim ser revertido em capital para futuras melhoras, o que, na minha opinião, não aflinge ou preocupa de modo algum uma empresa monopolista, pois esta pode facilmente pegar crédito subsidiado de bancos estatais, ou ser empreendido em outros investimentos pessoais e, na minha percepção, fúteis e de pouco potencial de gerar valor no futuro.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Carlos Kramer  22/03/2016 00:11
    Não foi o PT que inventou a corrupção.

    Mas também não foi o Ayrton Senna que inventou o automóvel, não foi o Pelé que inventou o futebol, não foi Bach o inventor da música. É perfeitamente possível ser o melhor naquilo que outros inventaram.
  • Andrea Castilho  22/03/2016 00:23
    A síndrome de Robin Hood é muito pueril para que estes criminosos a utilizem como desculpa para todos esses malfeitos em nome dos mais carentes...
  • Carlos Antonio  22/03/2016 18:17
    Perfeito
  • Sandra  22/03/2016 00:24
    O PT não inventou a corrupção, mas fez dela uma profissão. Petista e corrupto profissional são sinônimos.
  • mauricio barbosa  22/03/2016 02:42
    O meu maior temor é o projeto ditatorial,a estatização dos meios de produção(Hipótese remota,mas plausível),controle e censura de imprensa e internet,cerceamento da liberdade de expressão,perseguição a dissidentes,enfim a perda de liberdade,essa é a minha preocupação e que devemos combater e denunciar diariamente e quanto a corrupção,sinceramente acho muito sensacionalismo,teatro e show midiático,principalmente por parte de congressistas e cia limitada,pois os casos de corrupção sempre existiram e continuarão existindo e o molusco sendo condenado que pague pelos seus crimes e quem sabe ele também faça delação premiada e entregue mais comparsas(PT,demais partidos e empreiteiros),pois um esquema de corrupção dessa magnitude deve ter mais gente envolvida além das atuais,espero que no final disso tudo entre mortos e feridos,os salvos(Nós)sejamos brindados com mais ética e seriedade na política e que essa lambança do PT seja uma página virada em nossa história republicana.Viva Moro cabra macho e o ministério público federal do Paraná pelo exemplo,seriedade e zelo nestas investigações apelidado pelo molusco de república de Curitiba e que mais repúblicas de Curitiba pipoquem Brasil afora e varra da política estes parasitas,mais parasitas que os demais para o bem do nosso suado dinheiro duas vezes roubados(Impostos e desvios de corrupção).Viva o IMB e um abraço a todos os libertários e homens de bem dessa terra castigada,terra de santa cruz.
  • Emerson Luis  22/03/2016 10:09

    Mas Sócrates tinha um projeto de poder totalitário ou foi "apenas" um corrupto comum?

    * * *
  • mauricio barbosa  22/03/2016 15:07
    Emersom luis "a esperança é a última que morre",quando eu faço este desabafo aqui,estou com isso querendo dizer que a corrupção não acabará tão cedo(O estado é uma máquina corrupta)e não podemos ser ingênuos,e quando digo que no final disso tudo renasçerá um país e uma política mais ética é no sentido de ver a diminuição da corrupção de preferência a patamares irrisórios ou seja eu enquanto libertário torço e prego(Sem proselitismo,afinal a teoria libertária não é religião,mas uma filosofia gostosa de expor e debater no dia a dia)a dissolução deste estado gigantesco e injusto que os românticos do PT pregam como se fosse a solução final de nossos problemas,quando na realidade o que precisamos é de liberdade para resolvermos nossos problemas principalmente de ordem material,pois resolvendo-os poderemos nos dedicar a filosofia,religião,família e entretenimento com mais satisfação e já que essa realidade ainda está distante(O sonho libertário)que pelo menos a corrupção seja diminuída pois"dos males o menor".
  • Emerson Luis  23/03/2016 09:30

    Concordo que a corrupção tende a sempre ocorrer no Estado.

    Mas o que o PT fez não diferencia-se apenas em sua quantidade ou sistematização. Trata-se de um projeto criminoso de poder para gradualmente implementar um Estado totalitário no Brasil (como a URSS) aparelhando os três poderes e toda a sociedade e ajudar outras ditaduras. Daí a minha pergunta:

    Sócrates também tinha um projeto de poder totalitário ou foi "apenas" um corrupto comum?

    * * *
  • 'aluno  22/03/2016 14:45
    Bruno Garschagen, simplesmente fantástico o seu artigo.

    Olha, o PT não inventou a corrupção, mas a aperfeiçoou ao nível de Estado, isso ninguém pode negar mais, principalmente depois desses dois mega escândalos do Mensalão e da Lava Jato. E olha que esse ultimo escândalo ainda está em andamento, agora imagina depois que terminar tudo isso.

    A natureza do projeto de poder deste partido está também cada vez mais se evidenciando por meio destas tentativas que estão em curso na atualidade por meio do governo. O mais importante a observar é que mesmo nós brasileiros tendo instituições com falhas, mesmo assim estamos conseguindo passar por este período turbulento sem maiores rupturas na sociedade, ainda bem. Vamos torcer que essa operação Lava Jato leve de fato a cadeia as figuras centrais de tudo isso.
  • Anonimo  23/03/2016 02:30
    Se esqueceu do BNDS.
  • Conservador  22/03/2016 18:16
    Excelente, Bruno.
  • Lucas  22/03/2016 23:32
    Brasil, um país de macacos.
  • Dissidente Brasileiro  23/03/2016 00:58
    Brazika, oras :-)
  • fabiana leite andrade  02/08/2016 23:05
    tambem fomos colonizados por quwm kkkk
  • Antonio  23/03/2016 13:43
    No Manifesto Comunista Max escreveu que a burguesia plasmou um mundo à sua imagem e semelhança. Miguel Reale em sua filosofia do direito escreveu que "o homem, cujo ser é o seu dever ser, construiu o mundo da cultura à sua imagem e semelhança,". Considerando essas duas abordagens teóricas para aplicar na realidade brasileira podemos constatar claramente o fiasco desse pensamento esquerdista. Um PT tentando plasmar e submeter a sociedade brasileira aos seus próprios interesses políticos e demonizando qualquer outro adversário que o criticava publicamente e, por último, estamos vendo aquele homem, isso mesmo, aquele homem (o cumpanheiro Lula) buscando uma tábua de salvação como ministro. Mas, "pera aí Mano", não era esse o salvador do Pátria esperado pelos pobres que o povo brasileiro elegeu em 200! Como que agora o sujeito busca se safar num ministério oferecido pela sua pupila Dilma? Pois é, este foi o mundo projetado e criado pela esquerda no Brasil e que, agora em sua adolescência no poder com 13 anos dá mostras que dificilmente chegará a uma idade adulta. Pessoalmente, espero que não chegue. Por outro lado, coincidências ou não, a operação Lava Jato no Paraná corre na 13ª Vara. Olha aí que coisa interessante. Zagallo ficaria alegre com isso. E apostando no futuro, quem sabe no dia 13 de Abril próximo, a "Presidenta" Dilma como gosta de ser chamada, não será cassada. Caso isso isso não aconteça, as ruas do Brasil podem aguardar.
  • anônimo  23/03/2016 15:53
    Alguém já reparou que as teorias de marx tem muitas analogias com a biblia?



  • anônimo  24/03/2016 05:40
    Realmente tem várias...e a maior delas é NÃO ROUBARÁS
  • Emerson Luis  24/03/2016 09:14

    São mais do que analogias, são versões secularizadas mesmo.

    Para usar a expressão da moda: são "apropriação cultural".

    * * *
  • Leo  24/03/2016 14:12
    Não Matarás e Amar o teu próximo como a si mesmo também.
  • arnaldo ou israel  28/03/2016 20:52
    O ESPIRITA, AS REDES SOCIAIS E A CRISE POLÍTICA

    Boa-tarde! queridos irmãos.


    Nosso país enfrenta um dos mais delicados, sérios e conturbados momentos. Uma crise de natureza moral sem precedentes arrasta de roldão as lideranças políticas nas quais a população depositou sua confiança. Ao mesmo tempo, a desordem econômica se instala e o quadro de recessão se aprofunda dia após dia, custando o emprego e a dignidade de homens e mulheres que nada fazem a não ser batalhar diuturnamente pelo seu sustento, o sustento de suas famílias e para conquistar alguma melhoria de vida.

    Em resumo, o cenário é gravíssimo e, lamentavelmente, a onda de pessimismo tem sido incessantemente alimentada por discursos de ódio recíproco entre os partidários daqueles que ora são investigados por supostos crimes de corrupção e os que exigem justiça e o expurgo destes do poder. De tal forma que milhões de brasileiros estão atirando gasolina a uma fogueira já quase incontrolável, havendo inclusive o temor do surgimento de uma convulsão social inédita no Brasil, que desaguaria numa guerra civil de consequências imprevistas.

    Na condição de rede social mais acessada no Brasil, o Facebook transformou-se no palco para que desde os mais anônimos cidadãos até artistas, jornalistas, celebridades, intelectuais e políticos expressem seu ponto de vista e gritem seus posicionamentos.

    Algumas centenas de milhares desses internautas o fazem com veemência, valendo-se de compartilhamento de conteúdos de sites até bem pouco tempo desconhecidos, vídeos, áudios, fotos e textos, quase que em geral de conteúdo extremista, assustadoramente raivosos e – o que é mais preocupante – sem qualquer possibilidade de verificação de veracidade das informações que divulgam, constituindo, assim, uma gigantesca máquina que produz calúnias, impropérios, xingamentos, expressões chulas referindo-se, ora às autoridades constituídas, ora direcionando metralhadora implacável a quem se encontra na oposição.
    O tom do "nós contra eles" jamais foi elevado a patamares tão altos. O discurso do ódio ao diferente e a intolerância entre partidários desta ou daquela ideia está rachando o Brasil e colocando irmãos em trincheiras distintas, como se o que todos desejassem não fosse a mesma coisa: o bem da nação, a prosperidade e o reequilíbrio da governabilidade. Em resumo, a paz social aliada ao progresso.

    Até certo ponto é compreensível que uma massa gigantesca de espíritos encarnados ignorantes das verdades evangélicas se deixe arrastar pela onda de pessimismo e de ódio que é própria de nosso estágio evolutivo ainda tão primário. É possível entender que multidões de espíritos encarnados ainda enredados em teias tenazes de paixões inferiores, ainda cegas aos conhecimentos das Leis Naturais, permaneçam servindo de joguetes de interesses de forças que buscam somente desestabilizar o Coração do Mundo, a Pátria do Evangelho.

    Entretanto, assistir a espíritas militantes da causa maior cederem ao clima de ódio e darem vazão ao desequilíbrio em suas postagens, compartilhamentos e comentários, é entristecedor.

    Aqueles que somos conhecedores da Lei de Causa e Efeito, aqueles que nos dizemos discípulos do Mestre Jesus, aqueles que nos debruçamos todos os dias sobre as páginas inspiradoras do Evangelho, não podemos ser os portadores da desesperança, mas da esperança acima de todo o desalento; não podemos abraçar a causa do ódio, mas fazer tremular a bandeira do amor; não podemos engrossar as fileiras da intolerância, mas gritar a plenos pulmões que somos todos irmãos e que haveremos de encontrar no diálogo e na convergência a solução dos graves problemas que assolam o Brasil.

    Nós, que pretendemos nos tornar os homens e mulheres de bem que dirigirão um planeta de regeneração, não podemos esquecer que o Evangelho nos ensina que "O homem de bem (...) tem fé no futuro, por isso coloca os bens espirituais acima dos bens temporais. Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções, são provas ou expiações e as aceita sem murmurar. (...) Respeita nos outros todas as convicções sinceras, e não lança o anátema àqueles que não pensam como ele. Em todas as circunstâncias a caridade é o seu guia (...). Não tem ódio, nem rancor, nem desejo de vingança; a exemplo de Jesus, perdoa e esquece as ofensas, e não se lembra senão dos benefícios; porque sabe que lhe será perdoado conforme ele próprio houver perdoado. É indulgente para com as fraquezas alheias, porque sabe que ele mesmo tem necessidade de indulgência, e se lembra dessas palavras do Cristo: aquele que estiver sem pecado lhe atire a primeira pedra." (Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo XVI, item 3)
    Não podemos perder de vista que somos discípulos daquele que, do alto da cruz, pediu ao Pai que perdoasse seus algozes, aquele que durante a sua missão, lidou de maneira sábia e respeitosa até mesmo com os corruptos e poderosos, exatamente porque sabia que eles apenas detinham temporariamente o poder e a condição de mando, depois disso, só teriam o compromisso de resgatar os erros dos desmandos que perpetraram no exercício do poder.

    A proposta não é que nós os espíritas fechemos os olhos à corrupção e vivamos como se nada estivesse acontecendo, tal como alienados ou imbecilizados. Somos, isso sim, conclamados a interferir com equilíbrio, enriquecendo o debate, qualificando a discussão, evangelizando, sem pieguismos ou pieguices, o meio virtual e mesmo os debates cara a cara, nos meios sociais em que circulamos.

    "Sede prudentes como as serpentes e simples como as pombas", disse Jesus aos seus discípulos ao os enviar às aldeias para pregarem a Boa Nova. É exatamente isso que Ele nos diz ao coração hoje, a nós que somos os pregadores da Boa Nova no Brasil do século XXI. Sejamos prudentes em relação aos que praticam e estimulam a corrupção, o ódio, a intolerância, os abusos de poder. Entreguemo-los à justiça, para que esta apure no patamar terreno seus possíveis crimes e os puna com a severidade que as leis brasileiras – imperfeitas, é verdade – determinam.

    Nós, espíritas, sabemos melhor que ninguém, que a Lei Maior os alcançará a todos, cedo ou tarde. Aquilo que a lei humana não conseguir reparar ou educar, será feito pela doutra Lei, esta sim implacável, absolutamente justa e incorruptível, plantada na consciência de cada um de nós.

    Por fim, sejamos simples como as pombas, guardando sempre uma palavra de esperança para os que postam conteúdos de desatino, uma palavra de caridade para aqueles que publicam conteúdos de ódio; uma palavra de fé para aqueles que estão demonstrando nas suas postagens que estão cada dia mais desacreditados no futuro da nação; uma palavra de tolerância para aqueles que pregam a destruição do diferente e a depredação das instituições.

    E se não tivermos nada de engrandecedor para postar ou para dizer, preservemos o silêncio típico daqueles que se mantêm em oração e em vigilância ao invés de atear mais lenha à fogueira.
    Os corruptos passarão, tanto os que hoje estão no poder quanto aqueles que permanecem na oposição, esperando a sua chance de pilharem o país. Assim como passarão os homens e mulheres de bem que estão em ambos os lados. A vida física cessará, cedo ou tarde para todos. E cada um reencontrar-se-á com a sua consciência, confrontar-se-á com as suas atitudes, pagará o preço suave ou pesado de suas escolhas, colherá os frutos, doces ou amargos, do que tiver semeado.

    O Brasil sobreviverá, se recuperará e se erguerá acima das nações, porque sua destinação é nobre. No cenário do planeta de regeneração, ele cumprirá papel estratégico.

    As obras das trevas jamais poderão ofuscar a luz do Amor Maior, mesmo que até alguns espíritas deem publicidade a elas.


    Ronaldo Pereira da Silva


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  • João Ivanildo Araujo  25/09/2016 12:59
    A propaganda do PT, desde o princípio tinha a finalidade de se firmar como o dono da honra, da honestidade, da moral dos bons costumes etc e tal! Tentaram rebaixar militares, fazendo apologia a bandidos; de maneira a deteriorar a segurança pública do país! Agora todos podem ver a realidade do PT, DEMAGOGIA; pura demagogia achavam que todos seriam TOLOS como essa meia duzia de militantes que davam dinheiro para essa bandeira vermelha que representa hoje a maior farsa política da história!
  • arnaldo ouisrael  11/10/2016 20:24
    A CONDUTA DO CRISTÃO NO MOMENTO HISTÓRICO DO BRASIL
    VIVA JESUS!


    Boa-tarde! queridos irmãos.

    Inegavelmente, vivemos no Brasil um momento de decisões históricas, conforme acentuou o confrade Divaldo Pereira Franco, ao conceder uma entrevista sobre as manifestações públicas da atualidade, que foi veiculada pelas redes sociais.

    Na obra "Justiça e Amor", ditado pelo Espírito Camilo, através da mediunidade de José Raul Teixeira, há também uma importante orientação que merece maiores reflexões (capítulo VI – "Jesus e a violência").

    Diz o referido Espírito que: "São tempos difíceis e definidores, esses tempos atuais. São oportunidades para que as almas encarnadas na Terra possam escolher de que lado anelam ficar, se na luz, se nas sombras".

    De fato, são tempos difíceis, no qual muitas almas ainda vinculadas ao desvio moral, à falta de ética, ao egoísmo e às paixões angustiantes não desejam abandonar esses velhos hábitos, proporcionando danos individuais e coletivos, utilizando-se do mecanismo da negação ou da transferência para fugir das respectivas responsabilidades.
    Tais ocorrências confirmam que a Terra ainda é um mundo de provas e expiações, por conta da imperfeição moral de seus habitantes, mas há uma grande parte desses habitantes que, não obstante ainda tenham limites morais, já não suportam mais o mal, a violência, a corrupção, o crime etc.

    Por isso, estamos vivendo a era da transição planetária, porque essas pessoas de bem almejam um mundo melhor, mas necessitamos construir, hoje, o mundo regenerado do porvir.

    Dessa forma, os homens de bem devem agir nesta hora grave da nossa nação, colaborando com Israel, o benfeitor do Brasil, e com outros Espíritos que trabalham pela renovação moral da pátria brasileira.

    Não podemos mais adotar a indiferença, a passividade, o silêncio diante de tanta hipocrisia e falta de ética, de forma que, se for da nossa simpatia, poderemos participar das manifestações pacíficas e públicas que discordam da corrupção e da mentira.

    Na citada entrevista de Divaldo Franco, ele aduz que já foi a época em que o cristão fugia do mundo para servir a Deus, mas hoje compreendemos que o Pai Celestial está em toda parte, de tal sorte que estamos sendo convidados a "mostrar a outra face", a face do amor, do bem, da verdade e da ética cristã, que está acima das acirradas discussões ideológicas partidárias.

    A nossa conduta não se limitará às passeatas públicas, mas será dinâmica, porque abrangerá ainda as questões mais locais, como o Município e o Estado em que residimos.

    Em nossa cidade, sermos voluntários nas Associações de Bairro, nos Conselhos Municipais, fiscalizarmos os gastos com as verbas públicas, promovermos manifestações públicas, pacíficas e sem ideologias políticas e religiosas, denunciar irregularidades ao Ministério Público etc., portanto, não é hora de se acovardar diante das injustiças, mas de agir, com coragem, para a construção do mundo moralizado.
    Por essa razão, o Espírito Camilo, na aludida obra, disse que é um momento de definição, cabendo-nos a escolha de trilhar pela sombra ou pela luz.

    Qualquer omissão neste momento histórico e especial, não só do Brasil, mas também do Orbe Terrestre, nos situará nas faixas da sombra, porque, repita-se, o amor não pactua com a indiferença.

    Os espíritas em particular, porque têm acesso às informações e revelações que vertem da Espiritualidade Superior, devem conservar o otimismo, porque sabem de toda a ação dos Espíritos, sob a égide do Cristo, para a instalação da era nova.

    Devem, ainda, orar pela nossa nação, emitindo boas vibrações a colaborar pela efetiva mudança moral, bem como para entrar em sintonia com as energias sublimes da vida, a fim de se fortalecer para este momento histórico.

    Não deverá guardar qualquer ódio ou rancor das pessoas corruptas, pois exercitará a compaixão recomendada por Jesus, entendendo que são almas momentaneamente enfermas e que as leis divinas se encarregarão de educá-las.

    Repetindo a proposta de Paulo de Tarso, temos que ser "cartas vivas do evangelho", não nos omitindo diante das responsabilidades cristãs, que são bem definidas, e plenificam as nossas almas à medida que vamos cristianizando-nos.

    Em virtude da consciência que temos da transição planetária e da missão que nos cabe nesta hora tão difícil e definidora, oremos a Deus, rogando forças para que possamos empreender o "bom combate", e libertos do egoísmo e do orgulho, empenhemo-nos para amoldar as nossas ações às diretrizes do Evangelho, optando conscientemente pelo lado da luz, pois, assim procedendo, estaremos colaborando para a cristianização do mundo, inclusive da nossa amada nação.


    Alessandro Viana V. de Paula

    Clique aqui para ler mais: www.forumespirita.net/fe/accao-do-dia/a-conduta-do-cristao-no-momento-historico-do-brasil/#ixzz4Mn04HFUi




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