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Pensaram que todos nós fôssemos como eles

O discurso de Dilma Rousseff durante a posse de Lula como Ministro-Chefe da Casa Civil demonstrou, de forma cabal, que ela e todos os seus apoiadores vivem em um plano de realidade imaginária.

Por isso, todas as menções que ela faz às instituições, ao respeito à lei e à democracia devem ser entendidas à luz de um profundo rompimento com o mundo real.

Há uma explicação para esse comportamento dissociado da realidade.

No livro "The End of Commitment: Intellectuals, Revolutionaries, and Political Morality", o professor Paul Hollander mostra que, nos países comunistas, os defensores fervorosos do regime tinham uma "capacidade elástica de tolerar ou recusar determinadas ações políticas ou transgressões morais", e que essa tolerância era determinada por aquilo que servia ou não ao partido e ao projeto de poder.

Segundo Hollander, esses crentes políticos (que ainda existem e usam outras qualificações ideológicas e políticas) acreditam piamente que

1) suas convicções e compromissos merecem todo o apoio e dedicação;

2) os fins pretendidos são realizáveis e os meios usados na sua procura, quaisquer que sejam, são aceitáveis e moralmente perfeitos;

3) sua postura tem sempre de ser a de proteger o objetivo final contra quaisquer eventuais ameaças e ataques.

O governo do PT e todos os petistas e seus defensores construíram sua própria realidade e querem encarcerar o Brasil nela. Mas não contavam com aquela parcela da sociedade que se recusa a ser reduzida à mesma estatura ética e moral deles.

O PT não é o Brasil. E o Brasil não é o PT.


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SOBRE O AUTOR

Bruno Garschagen
é autor do best seller "Pare de Acreditar no Governo - Por que os Brasileiros não Confiam nos Políticos e Amam o Estado" (Editora Record). É graduado em Direito, Mestre em Ciência Política e Relações Internacionais pelo Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa e Universidade de Oxford (visiting student), professor de Ciência Política, tradutor, blogger (www.brunogarschagen.com), podcaster do Instituto Mises Brasil e membro do conselho editorial da MISES: Revista Interdisciplinar de Filosofia, Direito e Economia.



OFF-TOPPIC: pessoal do IMB, seria possível vocês redigirem um artigo refutando as teorias conspiratórias sobre o Nióbio que abundam desde a época do Enéias? Quinta-feira o Instituto Liberal reiniciou o debate, e seria ótimo se vocês dessem continuidade. Eis o que comentei no website do IL, é o que resumidamente penso do assunto:

"Se há indícios concretos ou, ao menos, motivos para crer que as empresas autorizadas pelo Estado brasileiro a retirarem do solo e comercializarem este metal estão cometendo fraudes de qualquer natureza, em conluio com grupos estrangeiros ou não, a solução é, em se confirmando as irregularidades, rescindir os contratos de permissão em vigor e abrir este mercado para mais empresas interessadas no empreendimento - seja lá de onde elas forem. A que oferecer a melhor barganha leva as jazidas - e paga impostos sobre tudo o que produzir. Elevar o preço na marra? Claro, abusar desta condição de quase monopolista pode funcionar no começo, mas no médio prazo surgirão alternativas de melhor custo-benefício para atender a demanda daqueles insatisfeitos com a situação. Deixar de vender o Nióbio como comodittie e agregar valor ao mineral em nossa indústria da transformação? Seria ótimo, se nosso parque industrial não estivesse parado no tempo desde meados do século passado. Só falta criarem a estatal NIOBRÁS no Brasil, que dará origem ao escândalo do NIOBRÃO. O brasileiro não aprende mesmo: sempre achando que vai encontrar um bilhete premiado no chão e poderá passar o resto da vida bebendo e sambando."
"Tal afirmação nunca foi feita. Em ponto nenhum do artigo. E nem em nenhum outro artigo"

Não me refiro à uma frase ou texto escrito nos artigos do IMB. Estou questionando a percepção daqueles que defendem esse modelo de afrouxamento da terceirização proposto pelo governo, pois essa discussão toda é parte da realidade em que estamos vivenciando. Aliás, não creio que esse artigo seja uma mera exposição teórico-dissertativa acerca do que seria e quais os benefícios de uma terceirização segundo os liberais, muito menos um texto desvinculado da conjectura atual, como você transparece para quem lê. Logo, minha indagação é pertinente, ainda que, o que questiono, não esteja explicitamente escrito no artigo.

Em relação ao artigo linkado, em momento algum vi algo a mostra que abordasse diretamente o problema terceirização-corporativismo privado que eu levantei acima. O que mais se aproxima seria esse trecho:
"Em primeiro lugar, a ideia de que custos menores para empresas é algo ruim. Além do fato de que custos baixos permitem maior acúmulo de capital — o que possibilita mais investimentos e mais contratações —, falta explicar como que custos de contratação menores podem ser ruins para pessoas à procura de emprego."
Sim, não há problema algum em um empresário tentar reduzir seus custos para se adequar a concorrência e auferir maiores lucros. O entrave se encontra, como eu falei, no empresário monopolista que não possui um fator invísivel para motivá-lo à otimizar sua produção. A mão visível do Estado garante que seu produto inevitavelmente será consumido e, com isso, seu lucro será certeiro. Por conseguinte, não há a preocupação constante deste em inovar, melhorar a qualidade, aumentar a produtividade da sua mão de obra. Nesse sentido, a terceirização beneficia esse empresário, justamente por rebaixar seus custos com contratados (temporários ou não) à niveis abaixos daquilo que os empregados produzem, sabendo se que eles estão confortáveis em relação aos processos trabalhistas que enfrentarão (ajudinha estatal). Bem como, estagna ou retarda as inovações, tendo em vista que sua produção atual será adquirida pelos consumidores à um preço "monopolístico" durante um tempo maior que o de uma concorrência que existiria num livre mercado. Ademais, seu produto foi feito empregando mão-de-obra com um ônus muito abaixo daquilo que ela de fato produz. Desse modo, a margem de lucro é gigantesca, sendo que esse lucro pode sim ser revertido em capital para futuras melhoras, o que, na minha opinião, não aflinge ou preocupa de modo algum uma empresa monopolista, pois esta pode facilmente pegar crédito subsidiado de bancos estatais, ou ser empreendido em outros investimentos pessoais e, na minha percepção, fúteis e de pouco potencial de gerar valor no futuro.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • JP  18/03/2016 18:45
    Por isso que a crença - enquanto estado de consciência inferior - é idiotizante. O crente acredita pela simples necessidade de acreditar. O crente é o fanático. O fanático religioso, o fanático político, até mesmo cientistas fanáticos em suas teorias. Quando falo de crença não estou relacionando à Fé, esta - enquanto não subjugada pela crença - é atributo natural da psiquê humana que busca resultados pela compreensão de certos fatos evidenciáveis por si. O crente por medo de perceber a realidade em si, cria uma para ele mesmo.
  • Dilmas  18/03/2016 19:31
    "Os fins justificam os meios" mesmo que não existam fins.
  • Paulo  18/03/2016 19:33
    Petista é igual a corno apaixonado: você fala, mostra prova, mostra fotos, mostra fatos reais, explica, desenha… mas não adianta!

    No fim, ele continua cego de amor e você sai como o errado, o destruidor de lares.
  • Sandro  18/03/2016 20:01
    Infelizmente mesmo você mostrando fatos, áudios, vídeos. eles encontram no mundinho deles uma desculpa para justificar os absurdos cometidos pelos seus heróis.
  • mauricio barbosa  18/03/2016 20:01
    Eles precisam descer do pedestal antes que a canoa afunde de vez ou será que eles querem dar um golpe de estado?E só uma pergunta pois tais coisas são comum em republiquetas feita a nossa terra de santa cruz,essa terra castigada do pior tipo de parasita que existe na face da terra(políticos e financiadores de campanha).
  • Emerson Luis  19/03/2016 09:48

    Socialistas têm certeza absoluta de que não existe verdade absoluta e ao mesmo tempo se consideram os donos da razão.

    Acreditam que o futuro está predeterminado pela inexorável Marcha da História e ao mesmo tempo lutam para realizar essa revolução final.

    Invertem totalmente seus critérios para avaliar um comportamento como adequado ou inadequado de acordo com a conveniência do momento: "Quem fez é um dos nossos?"

    Acusam sistematicamente os outros de corrupção, mas consideram aceitável que um dos seus roube e minta pela causa e reclamam de perseguição quando este é preso.

    A lista de autocontradições poderia prosseguir.

    * * *
  • Ernesto  20/03/2016 01:43
    Me esforço para acreditar que a maior parte dos socialistas crêem de fato que suas ações visam melhorar a vida dos menos afortunados, pois um dia assim eu fui, e continuo um otimista. Quero crer que se trata apenas de um erro sistemático da parte deles, por desconhecerem que seus métodos são os principais obstáculos à verdadeira prosperidade. A alternativa é a conclusão de que atuam em benefício próprio, para se locupletar pela espoliação da riqueza alheia. Os fatos ligando o PT a corrupção indicam um modus operandi delinquente, próprio de malfeitores contumazes. Não resta dúvida.
  • Emerson Luis  20/03/2016 10:06

    Dizem que existem três níveis de socialistas:

    (1) a massa de manobra de ignorantes totalmente ludibriados;

    (2) os intelectuais e artistas "esquerda caviar" e "idiotas úteis" (pesquise porque Stalin usou esse termo) que são um caso intermediário e

    (3) os psicopatas que só querem autoridade para fazer o que quiserem e apenas fingem acreditar no socialismo.

    * * *
  • Adriano  05/09/2016 17:07
    Essa posse do Lula foi uma das maiores piadas da história desse pais.

    Felizmente não durou nada.

    Como disse, o PT não é o Brasil e o Brasil não é o PT.

    Saudações!


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