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A parábola da improdutividade

João, o frustrado

João é inteligente e nasceu numa família de classe alta. Estudou em boas escolas e entrou para uma universidade pública, gratuita, no curso de Engenharia. Formado, viu que os melhores salários iniciais de engenheiros estavam em R$ 5 mil. Decepcionou-se.

Fez então concurso para um cargo de nível médio num tribunal: salário de R$ 9 mil mais gratificações, aposentadoria integral, estabilidade, expediente de seis horas.

Os pagadores de impostos custearam a formação de um engenheiro e receberam um arquivador de processos muito bem remunerado com o dinheiro de impostos.

Amanhã João estará em frente ao Congresso, com seus colegas, todos em greve por aumento salarial. Não terá o dia de trabalho descontado nem se sente remotamente ameaçado de demissão.

Pedro, o incapaz

Pedro não tem muito talento intelectual. Mas sua família pôde pagar uma boa escola, o que lhe garantiu uma vaga num curso não muito concorrido em universidade pública. Carente de habilidades acadêmicas, Pedro não se adaptou e mudou de curso duas vezes, deixando para trás centenas de horas-aula desperdiçadas e duas vagas que poderiam ter sido ocupadas por outros estudantes que jamais terão acesso àquela universidade. Foi fácil desistir dos cursos, pois Pedro nada pagou por eles. 

Após oito anos na universidade, Pedro finalmente se formou em Biologia. Sonha em ter um emprego igual ao de João.

Entrou num cursinho preparatório para concursos públicos. Lá conheceu centenas de jovens formados em universidades públicas que, em vez de irem para o mercado de trabalho aplicar os seus conhecimentos, estão em sala de aula decorando apostilas para conseguirem um emprego público. 

Jorge, Manuel e Márcia - os atravessadores

Jorge, o dono do cursinho, é um brilhante advogado que poderia contribuir para a sociedade redigindo contratos empresariais. Mas descobriu que ganha mais dinheiro preparando candidatos ao serviço público.

Um dos professores do cursinho de Jorge é Manuel, que também abandonou sua formação universitária e mudou de ramo. Ao perceber que jamais exercerá a profissão original, ele pediu desfiliação do respectivo conselho profissional.

Mas não consegue, porque Márcia, funcionária daquele conselho, tem como missão criar todo tipo de dificuldade às desfiliações e manter em dia a arrecadação compulsória. Manuel desistiu e vai pagar a contribuição pelo resto de sua vida profissional, ainda que não se beneficie em nada e pouca satisfação seja dada pelo conselho profissional acerca do uso desse dinheiro.

O destino de Pedro 

As limitações acadêmicas de Pedro o impedem de ser aprovado em concurso público. Ele vai ser um medíocre professor numa escola de ensino fundamental de segunda linha (pública ou privada), oferecendo ensino de baixa qualidade às novas gerações das famílias que não podem pagar por uma escola melhor.

Pedro só conseguiu essa vaga porque há uma reserva de mercado: por lei, as escolas de ensino fundamental só podem contratar professores com diploma de nível superior. Fosse permitido contratar universitários, diversos graduandos em Biologia — mais talentosos e motivados que o diplomado Pedro — estariam em sala de aula, oferecendo boas aulas às crianças.

Chico, o sindicalista

Chico é um líder talentoso. Dirige uma central sindical que congrega os sindicatos dos companheiros do Judiciário e dos professores, entre outras categorias. Chico está em frente ao Congresso Nacional apoiando a greve de Pedro por melhores salários. Faz um discurso contra os neoliberais, que só pensam em cortar gastos públicos e arrochar os trabalhadores.

Chico não tem muito do que reclamar (embora, como líder sindical, a sua especialidade seja, justamente, reclamar): além da remuneração paga pelo sindicato (e custeada pelo imposto sindical, cobrado obrigatoriamente dos trabalhadores), ele está aposentado pelo INSS desde os 52 anos de idade. Até o fim da sua vida receberá muito mais do que contribuiu para a Previdência.

Quem sustenta todos

Antônio é tão brilhante quanto João. Daria um excelente engenheiro, mas nasceu em família pobre e estudou em escola pública. Teve professores limitados, no padrão de Pedro, e a desorganização administrativa da escola piorava as coisas: muitas vezes não havia professores em sala. Falta com atestado médico não dá demissão.

Antônio até conseguiu passar no vestibular de Engenharia em universidade pública, pelo sistema de cotas, mas sua formação deficiente em Matemática foi uma barreira intransponível. Abandou o curso, deixando mais horas-aula perdidas e mais uma vaga ociosa na conta dos pagadores de impostos.

Antônio, porém, é empreendedor. Não se abalou com o insucesso universitário, aprendeu a consertar eletrônicos por meio de vídeos no YouTube. Montou um pequeno negócio de manutenção de smartphones e computadores. Seu talento poderia torná-lo um grande empresário. Mas para crescer ele precisa transferir sua empresa do regime de tributação Simples para a tributação normal, pagando impostos muito mais altos, pois o governo precisa de muito dinheiro para pagar altos salários, para custear a universidade gratuita que desperdiça vagas e para sustentar escolas públicas que não dão aula, entre outras despesas.

Mesmo assim, o governo permanece em déficit e toma empréstimo para se financiar, aumentando a taxa de juros. Com impostos altos e crédito caro, Antônio prefere manter seu negócio pequeno. A grande empresa e seus empregos morreram antes de nascer.

Conclusão

Nenhum dos personagens acima citados tem comportamento considerado ilegal. Eles jogam o jogo de acordo com as regras que estão postas. O erro está nas regras. Mudá-las requer superar as dificuldades das decisões coletivas. Não mudá-las implica continuar desperdiçando talentos profissionais, queimando dinheiro público, criando empregos improdutivos, destruindo empregos produtivos, fazendo com que potenciais permaneçam inexplorados, mantendo o gasto público excessivo, gerando oportunidades perdidas, e fornecendo incentivos errados.

Uma parábola de improdutividade. 

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Leia também:

Assim se destrói um país 

O funcionalismo público e a drenagem dos cérebros


6 votos

autor

Marcos Mendes
tem graduação, mestrado e doutorado em economia, custeados pelos contribuintes, em universidades públicas. Não se anuncia como 'economista', pois não é filiado ao conselho regional de economia e não quer ser processado por isso. É servidor público bem remunerado.


  • Pablo Rocha  15/03/2016 00:43
    Desperdício de mentes e da livre iniciativa custeado pelos verdadeiros trabalhadores brasileiros.
  • Roberval  15/03/2016 02:01
    Tirando o cara que paga a conta, pergunte para o resto da cambada se eles querem largar o osso. Esse é o detalhe e o motivo do PT estar no poder. E o candidato que tentar mudar o sistema (collor e fhc mudaram um pouco, já foi pior) são discriminados e mal visto por essa cambada e pelo povão em geral. Por isso que as privatizações,nem que seja o mínimo, são muito importantes e pelo menos garantem um mínimo de qualidade a custos menores.
  • Alexander   15/03/2016 00:45
    O que eu sempre falo: um dos piores problemas de pindorama: o concurseiro profissional.

    Alguém sabe se há algo semelhante em outros países?
  • Filipe  15/03/2016 02:03
    Entao vc quer o que? Extinguir os cargos publicos? Quer viver sem juízes, funcioarios dos tribunais, funciorios nas prefeituras?

    Voce tem ideia de quanto a iniciativa privada explora?

    Melhor ser um servidor publico, servir a sociedade, do que ganhar 2 mil por mes pra trabalhar 14 horas por dia pra alguem que vai ganhar 100 vezes isso em cima de mim.
  • Neto  15/03/2016 02:13
    "Melhor ser um servidor publico, servir a sociedade,"

    Servir à sociedade? Acho que você quis dizer "se servir da sociedade", né? Pois é isso o que o funcionalismo faz.

    O engenheiro que passa da iniciativa privada para o cargo público não se transmuta num ser altruísta. Ele continua priorizando sua carreira, seu "polpudo salário" e sua estabilidade. Já o rapaz que vende coco na praia está servindo ao público, os pedreiros que construíram os prédios da sua cidade estavam servindo ao público, os engenheiros que conceberam a tela em que você está lendo este artigo estavam servindo ao público. Servidores públicos somos nós, da iniciativa privada.

    Só porque o sujeito extrai sua renda do imposto que você paga, e não do produto que você compra, isso não significa que ele serve mais ao público do que seu semelhante da iniciativa privada.

    Na verdade, são exatamente os funcionários públicos, os burocratas, que menos servem ao público. Como não produzem, mas sobrevivem dos tributos, eles precisam extrair a sua renda do setor produtivo da sociedade. Ao passar do setor produtivo pro estatal, o profissional competente está passando do numerador para o denominador da economia: extraindo mais recursos do que criando.

    "Voce tem ideia de quanto a iniciativa privada explora? Melhor ser um servidor publico do que ganhar 2 mil por mes pra trabalhar 14 horas por dia pra alguem que vai ganhar 100 vezes isso em cima de mim."

    E como é que você quer que os salários na iniciativa privada aumentem? Você realmente acha que é só uma questão de "querer"? Com que dinheiro?

    No dia em que você realmente empreender, finalmente perceberá que os custos de um empregado para um patrão são dobro do salário que ele realmente ganha. Um trabalhador que recebe R$ 1.500 custa mais de R$ 3.000 para o patrão, por causa dos encargos sociais e trabalhistas.

    No Brasil, as empresas têm de lidar não apenas com os encargos sociais e trabalhistas que incidem sobre a folha de pagamento, como também com toda a carga tributária que incide sobre a receita e sobre o lucro das empresas, o que impede aumentos salariais, contratações a salários atraentes e, principalmente, a acumulação de capital.

    Por exemplo, vejamos os impostos incidentes sobre as empresas. No Brasil, a alíquota máxima do IRPJ é de 15%. Porém, aqui as coisas são mais avançadas. Não bastasse o IRPJ, há uma sobretaxa de 10% sobre o lucro que ultrapassa determinado valor, há também a CSLL (Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido), cuja alíquota pode chegar a 32%, o PIS, cuja alíquota chega a 1,65% e a COFINS, cuja alíquota chega a 7,6%. PIS e COFINS incidem sobre a receita bruta. Há também o ICMS, que varia de estado para estado, mas cuja média é de 20%, e o ISS municipal. Não tente fazer a conta, pois você irá se apavorar.

    É impossível haver uma grande acumulação de capital desta forma. Lucro que poderia ser reinvestido na compra de bens de capital modernos, que aumentariam a produtividade dos trabalhadores — e, consequentemente, seus salários — é confiscado pelo governo e desperdiçado no sustento da burocracia e no salário de seus parasitas. A atividade governamental é destruidora de capital. Ela impede o enriquecimento de empresas e trabalhadores.

    Adicionalmente, dentre os encargos sociais, temos o INSS, o FGTS normal, o FGTS/Rescisão, o PIS/PASEP, o salário-educação e o Sistema S. Dentre os encargos trabalhistas temos 13º salário, adicional de remuneração, adicional de férias, ausência remunerada, férias, licenças, repouso remunerado e feriado, rescisão contratual, vale transporte, indenização por tempo de serviço e outros benefícios.

    No entanto, você jura que lidar com tudo isso é uma moleza, e que nada disso afeta salários. Vá empreender, então -- já que, para pagar melhores salários, basta querer...
  • FL  15/03/2016 14:26
    Caro Neto, apenas para adicionar ao seu comentário:

    Não apenas as empresas têm que arcar com todos estes impostos, como também têm que arcar com os salários e benefícios dos funcionários que cuidam disso.

    Por experiência própria, posso ver o absurdo que é isso na prática: trabalho numa multinacional de 400 funcionários, e a área fiscal tem 20 pessoas, que cuidam de guias de impostos, apurações diversas, obrigações acessórias e todas as diferentes legislações (ao Filipe, fica um desafio simples: entender e pensar na aplicação prática de todas as regras de ICMS e ICMS-ST) de IPI, ICMS, diferentes NCMs com base de cálculo aumentada em 700% e por aí vai. É um desperdício de tempo e dinheiro imenso, apenas para (tentar) cumprir tudo que o governo exige.

    Pra ficar ainda mais legal, ouvimos frequentemente os diretores da matriz dizendo que "não vale e pena expandir a operação no Brasil por causa do caos tributário"
  • Alexandre Aniceto  15/04/2016 01:16
    Concordo plenamente, ser funcionário público é uma mamata, mas existe coisa pior, o sistema de aposentadoria dos militares, pasmem tem gente aposentada aos 42 anos de idade. Além disto, segundo dados divulgados pelo ministério do planejamento, o déficit da previdência dos militares sozinho é superior a todo resto do serviço público federal somado. Então, dentro desta "parábola improdutiva", não podemos esquecer da situação dos militares.
  • ethan  22/11/2016 01:33
    Meu Deus! Não sou muito de entrar nas discussões, mas depois de ler esse comentário lindo, essa aula, tiro meu chapéu. Fica cada vez mais evidente de que imposto é roubo e que o Estado é um grande gordo que só pensa em comer cada vez mais.
  • Rennan Alves  15/03/2016 02:22
    Não quero você me servindo. Como faço para deixar de remunerá-lo?

    Ahh é mesmo, não posso. Se eu deixar de pagar, serei preso.

    Quem serve a quem mesmo?
  • Taxidermista  15/03/2016 03:23
    Filipe, quatro perguntas pedagógicas p/ vc:

    Pq vc acha que o funcionário público "serve a sociedade" e quem trabalha no setor privado não "serve a sociedade"?

    Pq vc acha que o empreendedor privado "explora" e o funcionário público não "explora"?

    Pq vc acha que só haveria essas duas opções: ser servidor público ou ser empregado ganhando 2 mil para trabalhar 14 horas?

    Se existe alguém que ganha 100 vezes isso em cima de alguém, pq vc não pode ser esse alguém (que ganha essa diferença toda aí)?
  • Viking  15/03/2016 10:30
    Sim, a gente quer que o estado vá se foder!

    Não precisamos dele, não agrega nada! Ele só agride e rouba as pessoas!
  • Andre  15/03/2016 10:30
    "Voce tem ideia de quanto a iniciativa privada explora?".

    E você vai continuar contribuindo para essa exploração comprando comida em supermercados privados que exploram os trabalhadores ou vai pra Cuba?
  • Roberval  15/03/2016 10:48
    """Melhor ser um servidor publico, servir a sociedade, do que ganhar 2 mil por mes pra trabalhar 14 horas por dia pra alguem que vai ganhar 100 vezes isso em cima de mim.""" O engracado dessa cambada do PT e esse tipo de pensamento. O sujeito se preoculpa com o quanto o dono do negocio ira ganhar. O socialismo e pura inveja mesmo.
  • Renato Arcon Gaio  15/03/2016 12:21
    Melhor ser um servidor publico, servir a sociedade, do que ganhar 2 mil por mes pra trabalhar 14 horas por dia pra alguem que vai ganhar 100 vezes isso em cima de mim.

    Errado, esse pensamento egoísta é que afunda cada vez mais o Brasil. Entendam de uma vez por todas quem sustenta o funcionalismo publico farto é a iniciativa privada, se acabar o incentivo a produtividade vai acabar a mamata desse povo sugador de dinheiro.

    Pessoas tem que usar o talento em prol do capitalismo para arrecadar dinheiro, não tem exploração nenhuma nisso. Fica difícil para as pessoas acomodadas com a vida entender isso.

    Abraços
  • Ref  16/03/2016 01:58
    "Errado, esse pensamento egoísta é que afunda cada vez mais o Brasil. Entendam de uma vez por todas quem sustenta o funcionalismo publico farto é a iniciativa privada, se acabar o incentivo a produtividade vai acabar a mamata desse povo sugador de dinheiro."
    Há alguns estados hoje no brasil que já não fecham mais suas contas justamente pelo excesso de gasto com a maquina publica e começaram a atrás os pagamentos de seus funcionários... o RS é um que nem com o aumento de impostos recente está conseguindo segurar essa mamata de funcionários que fazem o trabalho de meia pessoa mas custam 2 vezes mais que um privado.
  • Aham  15/04/2016 15:18
    100 vezes de lucro em cima do teu trabalho? Bá, você deve ser um empregado muito talentoso, me admira um outro empresario nao te oferecer um emprego onde ele tire duas a tres vezes lucro em cima de ti afinal ele ainda estaria em vantagem, nao eh mesmo? Se vc produz tanto assim por que nao solicita ajuda da familia e amigos ou talvez emprestimo de banco p abrir seu proprio negocio??
  • Matias  05/05/2016 18:22
    não tem jeito não, parece que já cristalizou a ideia de que todo servidor público trabalha mal e infeliz.
    mas o recalque não para por aí, tem que vir na internet expressar toda a raiva.

  • Marcos Eliziario Santos  22/11/2016 11:25
    Cara, se na iniciativa privada só pagam 2.000 para voce, e no servico publico te pagam 9.000, quem está explorando alguém aqui é você a nós pagadores de impostos.
    Ora, a iniciativa privada só paga 2000 porque tem gente disposta a aceitar esse salário.
    Qual a lógica do Estado tirar do meu bolso para te pagar 9.000 se a iniciativa privada prova por A+B que seria perfeitamente possivel preencher as mesmas vagas pagando 2.000?
  • Adriano Azeredo  22/11/2016 14:13
    Prezado.
    Acredito que você não sabia administrar absolutamente nada ou você paga 8.000 para a sua secretária do lar?
    Ah, sei. Você não tem empregada doméstica. Usa diarista.
    Então vou lhe ajudar.
    Receita: dinheiro que entra através de vendas, contratos de prestação de serviços entre outros. Todo dinheiro que entra.
    Despesa: todo dinheiro que sai, fornecedores, energia, água, telefone, Internet, contabilidade, impostos (para BANCAR O SALÁRIO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS e POLÍTICOS) salários dos funcionários e, digo e, se sobrar o pró-labore.
    Então a conta é simples
    Receita - Despesas: lucro ou prejuízo.
    Então faço a proposta de empregar um funcionária com salários de 8.000. E veja como se sai, patrão.
  • Daiane Gabriela  15/03/2016 02:03
    Vários amigos meus saem de instituições de ponta como ITA e IME e viram servidores públicos, pois irão ganhar muito mais e trabalhando menos do que se forem para o mercado privado. Você realmente não acha estranho um engenheiro do ITA ganhar mais em um serviço burocrático do que exercendo a engenharia? Você não acha economicamente problemático um monte de jovens de alta qualificação se enfurnarem em repartições ao invés de mostrarem seus talentos no mercado?

    Qual o nexo econômico de se pagar mais para um cargo de nível médio do que para um engenheiro?
  • Pedro  16/03/2016 09:40
    Quero é prova que engenheiro do ITA ganhará mais no serviço público! Isso é falácia.
    E porque o Estado não pode ter os melhores funcionários? Quanto melhor os funcionários, mais produtivo espera-se que seja o órgão. O problema não é o serviço publico mas as pessoas. Na iniciativa privada também temos pessoas improdutivas, o Brasil é um país improdutivo. Você nunca foi mal atendido em supermercado? Em banco privado? Enfim, como disse o colega eh direito reclamar e dever denunciar! Denuncie o mal atendimento prestado nas ouvidorias!
  • Wesley  16/03/2016 12:40
    Você ainda não entendeu que pessoas respondem a incentivos. Não importa se é o melhor profissional do mundo, se o emprego público gera incentivos para que ele sente e se acomode, recebendo os mesmos benefícios que receberia se estivesse trabalhando com disposição total.

    Outra coisa, que lógica é essa de pensar que as ouvidorias públicas são instâncias perfeitamente produtivas? São tão ineficientes quanto o resto, e por isso não funcionam direito.
  • Maria  16/03/2016 19:33
    Não pense que é tão simples ser servidor público, a maioria tem uma ideia bem errada do que acontece. O serviço publico funcionaria bem se fosse bem administrado, mas não é. Em universidades colocam como diretor professores que não possuem a maior noção de mundo, muitos nem uma planilha de Excel conseguem fazer, quanto mais tomar decisões financeiras. As maioria dos funcionários novos entram em um cargo público não tendo a mentalidade vagabunda, mas começam a desanimar depois de ver como as coisas funcionam, quanto mais você tenta fazer o trabalho certo mais você é rechaçado e repreendido, muitas vezes até te isolam por fazer as coisa certa, fora isso existe a maior burrocracia do mundo pra você seguir. Não pense também que as empresas não se beneficiam com os orgãos públicos. As licitações são a maior prova, empresas que aparecem em pregões com valores exorbitantes e saem com bastante lucro, fazendo conchavos entre si. Embora a grande parcela dos funcionários seja sim vagabundos sem vontade nenhuma de fazer a melhor coisa, principalmente pessoas mais velhas, existe a minoria dedicada que tenta fazer um serviço decente sim.
  • Patrick  24/03/2016 17:52
    Eu não quero saber se um supermercado funciona ou não, pois eu tenho opção em não utilizar esse supermercado.
  • Alexandre Aniceto  15/04/2016 01:20
    Pior seria se continuassem a carreira militar, dentro do sistema de aposentadoria dos militares, igualmente improdutivo, e pasmem tem gente aposentada aos 42 anos de idade. Além disto, segundo dados divulgados pelo ministério do planejamento, o déficit da previdência dos militares sozinho é superior a todo resto do serviço público federal somado. Então, dentro desta "parábola improdutiva", não podemos esquecer da situação dos militares.
  • Alexandre Aniceto  15/04/2016 01:13
    Existe sim, mas pouco é falado da situação mais preocupante, o sistema de aposentadoria dos militares, pasmem tem gente aposentada aos 42 anos de idade. Além disto, segundo dados divulgados pelo ministério do planejamento, o déficit da previdência dos militares sozinho é superior a todo resto do serviço público federal somado. Então, dentro desta "parábola improdutiva", não podemos esquecer da situação dos militares.
  • Nilton Melo   15/03/2016 00:46
    Só faltou acrescentar que universidade públicas só servem para chocar ovos das víboras marxistas.
  • Augusto Barrozo  15/03/2016 01:29
    Eu sempre tento falar pras pessoas o desperdício de recursos que é a universidade pública, com cursos inúteis e formandos que não trazem benefício nenhum para o "povo", que no entanto é quem que paga pelo curso. Sou recebido como se estivesse falando latim.
  • anônimo  15/03/2016 03:07
    E o autor do texto é formado em economia por universidade pública e servidor público bem remunerado?
  • Matheus Lopes  01/02/2017 10:38
    Com certeza ninguém aqui é formado em economia e nem é servidor público. Pode ter sido um dia, mas se arrependeu depois que descobriu a verdade.
  • Emerson Luis  15/03/2016 09:40

    As pessoas reagem a incentivos: em um país praticamente socialista é vantajoso ser funcionário público. Porém, a população paga caro por isso com a perpetuação da pobreza geral.

    Como alguém disse, somos divididos em duas classes sociais: pagadores de impostos versus recebedores de impostos. E a minoria organizada explora a maioria desorganizada.

    Marcos Mendes, escreva mais sobre Conselhos Regionais de profissões!

    * * *
  • Caio Fernandes  15/03/2016 11:33
    Uma observação. Não seria Parábola em vez de Fábula? Fábulas usam animais com características humanas. A parábola transmite uma lição ética através de uma prosa metafórica, de uma linguagem simbólica e diferencia-se da fábula por ser protagonizada por seres humanos.
  • Felipe R  15/03/2016 11:56
    conheço muito bem a história do João...
  • Erick  15/03/2016 12:24
    Excelente artigo, parabéns!
    Só consigo pensar no Brasil. Triste país improdutivo!
  • Pedro  15/03/2016 14:54
    Concordo com o texto. Agora, não creio que devamos demonizar todo funcionario publico. Não sou anarco capitalista, acho que temos que ter um Estado mínimo. Juízes, policiais, são funcões básicas. Pode ser que um juiz não PRODUZA, mas ele TRABALHA. O funcionario da fábrica trabalha para produzir, o juiz trabalha para fazer a lei ser cumprida. São funcões complementares para a sociedade. O que deveria ser feito é enxugar ao máximo a máquina pública.
  • Bernardo Neves Pantaleão  15/03/2016 15:18
    Parabéns por publicarem esse texto sensacional do Marcos Mendes.
    Aos que quiserem ler outras coisas do autor, sugiro "Por que o Brasil cresce pouco". Livro sensacional.
  • Capital imoral  15/03/2016 15:25
    A Fabula do pobre sem oportunidades

    Heliu é um rapaz pobre da periferia. Todo santo dia, heliu sai a procura de emprego e não encontra. Um belo dia, Heliu encontrou um emprego de repositor, assim como em todo emprego da classe baixa, heliu era humilhado diariamente, e não durou muito no Emprego.

    João, o jovem de classe alta, que agora está estudando para entrar na usp, com o cursinho pago pelo papai, afirmou para Heliu: Você é um vagabundo mesmo, desperdiçou essa oportunidade. Mal sabe joão que empregos de classe baixa, alimentam o ciclo da pobreza, através da baixa cultura. Cedo ou tarde Heliu, será refém da baixa cultura.

    Porque?
    Porque empregos que não exige o uso da mente humana, mantem os mais pobres na ignorância, está mesma ignorância mantem eles na pobreza. O corpo humano tem duas opções, ou carrega uma caixa durante o dia inteiro, ou senta a bunda na cadeira e usa a mente em troca de dinheiro. A segunda opção é reservada a elite.


    No final todos sabem que não há mais Jeito para Heliu, sua renda dificilmente vai passar dos 1200 reais por mês, em resumo Heliu vive do resto da sociedade.

    A pergunta é: Porque heliu não consegue crescer?
    Não adianta fazer julgamentos da valor da conduta de Heliu para a vida, pois ele é somente mais um personagem no meio de tantos, no meio de uma cultura inteira.

    Heliu procura empregos que paga mais, mas sempre encontra exigências do mercado, como por exemplo ter faculdade, essa mesma faculdade que o pai de joão está bancando e heliu não tem condições. Coitado Heliu queria trabalhar no mercado financeiro, mas não tem intelecto nem para fazer contas básicas.


    A questão é que sempre vai voltar nas duas escolhas, ou você usar sua energia física para o mercado, ou você usa sua mente. A impossibilidade econômica, privou heliu da segunda opção. A primeira opção alimenta a ignorância ao qual heliu afunda-se cada vez mais.

    Heliu mal começou esse jogo, e já perdeu.
  • anônimo  15/03/2016 18:06
    Deixa eu recontar a história de Heliu.

    Heliu é um rapaz pobre da periferia. Todo santo dia, heliu sai a procura de emprego e não encontra. Isso por conta das legislações trabalhistas, que dificulta pessoas com baixa qualificação de se realocarem no mercado.

    João, o jovem de classe alta, que agora está estudando para entrar na usp e ser bancado por pessoas como hélio, afirmou para o mesmo: Você é um vagabundo mesmo, não quer trabalhar. Mal sabe joão que empregos para a classe baixa são mais dificeis, devidos as legislações trabalhistas.

    Porque?
    Porque as legislações trabalhistas tornam mais caro a contratação de pessoas, o que dificulta pessoas com baixa qualificação de realocarem, e desta maneira dificulta na conquista dos primeiros empregos, essencial para o desenvolvimento profissional, contribuindo assim para uma geração de desempregados que vivem de bolsas do governo.

    Heliu mal começou esse jogo, e já perdeu.
  • Capital imoral  15/03/2016 18:30
    Fala como se não houvesse empregos, ao qual o empregador praticamente implora para te contratar. Cito exemplos como : telemarketing, agente imobiliário, repositor, vigia.

    Vá no infojobs e irá encontrar vários destes. O problema nunca foi o emprego em si, mas o que é antagônico a ele. ou seja a humilhação, o sentimento de que a vida não está sendo aproveitada (em um sentindo intelectual da palavra),o sentimento de que existe algo de errado. (e existe)

    Nesses empregos, os pobres já perceberam, existe algo de errado, eles não sabem dizer exatamente o que, mas eles sabem que existe.


    Em um sentido filosófico, o homem que deveria ser o fim em si mesmo, torna-se o meio eterno. Eles não sabem que serão eternamente o meio, justamente por causa da pobreza cultural que os empregos baixos criam.


  • Estado assistencialista  15/03/2016 20:59
    Mandou bem, Capital imoral...
    É aí que eu entro na jogada. Se eu der uma bolsa de estudos para o Heliu, ele vai poder estudar sem trabalhar, e assim, o garoto vai ter mais oportunidades no mercado.
    Vamos bolar um plano mais ou menos assim: Você primeiro tem que fazer os pobres acreditarem que eles são vítimas da sociedade, que eles não tiveram oportunidades iguais, que eles são explorados e humilhados pelos patrões... Depois eu vou surgir do nada, dizendo que vou acabar com todas essas injustiças, tirar dos ricos e dar para os pobres... Mas que fique claro, eu tenho que ficar no poder.
  • Wesley  16/03/2016 03:37
    Se a vida não está sendo aproveitada porque você precisa beber, comer, morar, etc., reclame com a natureza. Pela sua lógica, parece que é ela quem está te humilhando.

    Fico pensando, talvez para você um emprego de gari seja humilhante. Imagine, ter que se sujeitar ao trabalho pesado de varrer ruas, sem usar a mente. Exploração. Não é mesmo?

    Mas também me veio a mente, quem varre sua casa?

    Se é você, então você se explora? Faz sentido você ser explorador de si mesmo?

    Outra pessoa varre? Seu hipócrita explorador!

    Ah, já sei!
    Olha aí a natureza te humilhando de novo! E na sua própria casa...

  • Capital imoral  16/03/2016 12:40
    Se a vida não está sendo aproveitada porque você precisa beber, comer, morar, etc., reclame com a natureza. Pela sua lógica, parece que é ela quem está te humilhando.
    -------------
    è engraçado essa afirmação, porque ela só vale para os pobres. A natureza e a busca pela sobrevivência, segundo o autor, só vale para os pobres.
    que tal falar sobre busca pela sobrevivência, para algum burgues que está a mais de uma década vivendo do máximo de luxo que o homem pode ter? A luta pela sobrevivência talvez nem seja uma palavra conhecida pela elite brasileira, sobreviver, ter que matar um leão todos os dias, só vale para o pobre.

    Sem contar que o autor, ignora totalmente o principal argumento: O pobre não necessariamente luta para sobreviver, o capital que alienou ele, e criou uma baixa cultura. Faz ele lutar e se endividar por coisas banais, como um tennis por exemplo de mil reais.

    A realidade, é que o pobre, vai encontra-se em uma situação, em que o sentido da vida é totalmente destruído, ele se torna o meio, o fluxo eterno de trabalho, sem reflexões, sem profundidade.


    Fico pensando, talvez para você um emprego de gari seja humilhante. Imagine, ter que se sujeitar ao trabalho pesado de varrer ruas, sem usar a mente. Exploração. Não é mesmo?
    ---------------------
    Sim é exatamente isso, é um emprego degradante e humilhante. Ultimamente é preciso ter coragem para dizer o que as coisas realmente são. Nenhum homem deveria ser Gari, se porem ainda existe, é porque temos um problema social, criado pelo capital.

    Em resumo o Gari é homem que irá viver e morrer, sendo uma ferramenta. Ferramenta não pensa, ferramenta trabalha. Não existe nada belo ou conciliador nisso. Será que o homem que irá morrer, sem ter reflexições e profundidade da própria vida, terá explorado ao máximo a vida? Não, pois o gari é a eterna ferramenta. Quem nega o direito do homem de viver, é tão monstro quanto o pior dos ditadores, pois não mata por fora, mas por dentro.

    Mas também me veio a mente, quem varre sua casa?
    =----------
    Poxa que argumento inteligente, comparar um homem que fica mais de 8 horas na rua, lidando com todo tipo de lixo, com alguém que eventualmente limpa a própria casa. Só mostra a desonestidade intelectual do autor.
  • Felipe  16/03/2016 15:23
    Até hoje ainda não consigo ter certeza se o "Capital imoral" é só um personagem ou alguém que realmente acredita no que está escrevendo...
  • Wesley  16/03/2016 16:54
    Capital imoral,

    Há mais fé nos seus argumentos do que racionalidade. Não faz sentido discutir fé aqui.

    Você fez boas demonstrações para convencer quem lê de que o que diz não tem coerência lógica, apenas se baseia em dogmas marxistas. Obrigado pela contribuição.
  • Gari comunista  16/03/2016 18:35
    É por isso que o comunismo é a melhor das opções, cada indivíduo vai poder ser o que quiser, nada de exploração capitalista...

    "Na sociedade comunista, porém, onde cada indivíduo pode aperfeiçoar-se no campo que lhe aprouver, não tendo por isso uma esfera de atividade exclusiva é a sociedade que regula a produção geral e me possibilita fazer hoje uma coisa, amanhã outra, caçar de manhã, pescar à tarde, pastorear a noite, fazer crítica depois da refeição, e tudo isto a meu bel-prazer, sem por isso me tornar exclusivamente caçador, pescador ou crítico" (Marx, 1976: 41).
  • Estado Empregador  17/03/2016 02:55
    Gari comunista,

    Devo avisá-lo de que você, gari, é um funcionário estatal?
    Dito isto, perceba que você não é explorado por capitalistas, mas é explorado por mim, o Estado! Sou eu quem te causa probreza cultural!

    Uhahahaha!!!

    Que ótimo trabalho de alienação!
    Como me orgulho do que faço!

    P.S.: Viva a esquerda!
  • Gari capitalista  17/03/2016 12:22
    "É por isso que o comunismo é a melhor das opções, cada indivíduo vai poder ser o que quiser"

    Nada impede você de ser o que quiser dentro de uma sociedade capitalista, apenas sua própria capacidade.

    Justamente porque os meios de produção são privados, é que você tem a possibilidade de produzir e trabalhar com o que quiser.

    Apenas em uma sociedade em que todos os meios sejam estatais (leia-se comunismo) é que você não poderá fazer o que bem entender, já que tudo terá que ter autorização do líder supremo.
  • Capital imoral  21/03/2016 01:39
    Nada impede você de ser o que quiser dentro de uma sociedade capitalista, apenas sua própria capacidade.
    -----------------------
    Gari capitalista, você caiu no conto do livre mercado.

    Acorde para Realidade, Milhares de pessoas não podem ser o que querem, dentro desta sociedade capitalista e isso no mundo todo. Alguns vão viver no lixo e vão morrer no lixo eternamente, imagine isso, ETERNAMENTE!

    Não, mas é falta de esforço...mentiram para você, o capital mentiu para você. È um jogo de cartas marcadas, existe as classes dominantes e dominadas. Quem é da classe dominada será escravo mental. A classe dominante já nasce do berço pronto para o feudo chamado mercado, os destinos já são traçados a partido do hospital que você nasce.


    È engraçado porque esses dias em quanto eu caminhava pela rua, eu vi um cidadão na rua, desdentado, no momento eu tinha um pão com mortadela e queijo na bolsa, e dei para ele.
    Ao me aproximar para oferecer, notei que ele havia perdido até a capacidade de falar corretamente o português.

    Fico pensando, será que esse homem vai trabalhar nas empresas Heliu associados investimentos na bolsa? Será que ele vai trabalhar no Mises university? Será que ele vai entrar no insper?

    Talvez seja só questão de esforço mesmo né...
  • Gari capitalista  22/03/2016 11:19
    Capital imoral,

    Em nenhum momento eu falei sobre esforço, apenas sobre capacidade, o que não é a mesma coisa.


    Não é fácil sair do lixão, mas é possível sim, o que não falta são exemplos de pessoas que cresceram na vida.

    Ai você diz: "Ah mas a maioria fica na mesma situação"

    Sim, mas a maioria não poupa, não procura estudar, e principalmente não planeja sua vida familiar, vai ter filho antes mesmo de ter completado o ensino médio, e isso não é culpa do "sistema" ou das instituições, mas da própria pessoa.

    Agora : "È um jogo de cartas marcadas, existe as classes dominantes e dominadas"

    Bom, que eu saiba são os Castros em Cuba e a família Jong na Córeia que estão há mais de 50 anos no poder....
  • Troll do Capital imoral  22/03/2016 12:43
    - "Alguns vão viver no lixo e vão morrer no lixo eternamente, imagine isso, ETERNAMENTE!"

    Capital imoral, ETERNAMENTE não é bem a palavra que se usa para algo que MORRE, gênio!

    -----

    - "È engraçado porque esses dias em quanto eu caminhava pela rua, eu vi um cidadão na rua, desdentado, no momento eu tinha um pão com mortadela e queijo na bolsa, e dei para ele."

    Cara, você deu um pão com mortadela e queijo para um cara que nem tem dentes?!?!
    De fato, você acertou seu nome... Imoral!
    Mas é bom saber que o Capital no fundo do coração é generoso.
  • Tom  16/03/2016 11:20
    E me conta ai, quantos empregos assim você já vivenciou? com quantos "Helius" você já conversou?

    Bom, eu já vivi um pouco na área de atendimento e vou te dizer o que eu vi: muito gente com smartphone, se endividando com cartão de crédito, prestação de carro, muitas mães solteiras e pouquíssima preocupação em poupar e estudar.

    Em outras palavras, muitas pessoas que pouco fazem para melhorá a situação. Não poupam, não estudam, não planejam sua vida familiar e no final das contas ficam como vítimas do sistema.
  • Wesley  16/03/2016 03:26
    Eu daria mais credibilidade a seu texto se você não fosse o João da história, tentando explicar o que se passa na vida do Heliu, sem nunca ter vivido as experiências que o Heliu viveu. Provavelmente nem ele pensa como você.

    E se você alegar que passou por dificuldades semelhantes àquelas que Heliu passou, segundo seus argumentos, não teria "cultura" para escrever este texto. E se tem, demonstra que é possível dar a volta por cima.

    Logo, você é o João ou não percebeu sua contradição.

    ----------

    Joãozinho, tarefa de casa:
    Troque "Heliu" por "Silvio Santos" e releia seu texto.
    Admita, que ridículo ficou, não?
    Mas Heliu e Silvio Santos começaram sob as mesmas condições...



  • Economista da UNICAMP  15/03/2016 18:34
    Improdutividade do setor público, haha. Essa falácia já foi obliterada pelo grande Márcio Pochmann, pupilo da UNICAMP, faz tempo já.

    A verdade é que o setor público por empregar utilizando concursos intelectuais já sai na frente do setor privado, que utiliza critérios totalmente randômicos e duvidosos. Enquanto em um é necessário estudar e estar entre os ''x'' melhores, o outro as vezes basta ter um bom contato...

    Sobre a fábula, o que eu vi foram jovens fazendo escolhas e empregos sendo criados a partir dessas escolhas(vide Jorge, Manuel e Márcia). Todos esses entrando no mundo e economicamente ativo e fazendo a roda da economia girar.

    Aqui um vídeo de um assaltante ensinando economia para os senhores:

    www.youtube.com/watch?v=pE9Qh9mvmLc
  • anônimo  15/03/2016 18:46
    Essa papo de ter "bom contato" é para quem mal conhece o mercado de trabalho.

    Sim existe claro, mas não é a regra.

    Uma indicação pode te ajudar a conseguir uma entrevista, mas não te garante a vaga.

    O que pesa muito na contratação é a experiência profissionais e a maturidade na hora da entrevista.
  • Diego  15/03/2016 22:18
    Economista da Unicamp,
    O que define/justifica o alto salário do concursado público? A dificuldade que ele teve para passar na prova? O que seu querido pupilo da Unicamp fala sobre isso?
    Já dizia Roberto Campos, ou acaba com os economistas da Unicamp ou eles acabarão com país!
  • Alexandre Aniceto  15/04/2016 01:24
    Muito bom.
  • Erick  16/03/2016 16:44
    Hahahahah sou fã desses trolls!
    Eles fazem a mesma pegadinha 1 milhão de vezes e sempre vai ter alguém que ainda leva a sério e responde hahahaha É a seção de humor dos comentários!
  • Danilo   15/03/2016 20:08
    No Brasil, é melhor estudar e conseguir um emprego ou cargo por mérito, do que trabalhar no setor privado, e ver colegas puxa-saco, e também, as gostosinhas "fáceis" ganharem cargos melhores por favores escusos aos gerentes e diretores, que nada produzem.
  • C_Silva  16/03/2016 01:47
    Muito se fala sobre como "é fácil conseguir cargo na iniciativa privada sendo uma gostosa e dando pro chefe ou puxando o saco do patrão", mas os concurseiros convenientemente escondem o fato de que se você for amigo ou namorada de um fiscal, a vaga já é sua sem precisar fazer a prova. Isso sem falar nos carguinhos comissionados.

    Ou seja, além da arrogância, sentam no próprio rabo pra compensar a falta de escrúpulos. Não dá pra esperar muito de mercenários egoístas e inconsequentes.
  • Curioso  16/03/2016 20:02
    "colegas puxa-saco, e também, as gostosinhas "fáceis" ganharem cargos melhores por favores escusos aos gerentes e diretores, que nada produzem"

    Boa descrição do setor público, com suas incontáveis boconas e boquinhas.
  • Danilo  16/03/2016 20:38
    Me referi aos concursados, e não aos que possuem cargos comissão.
  • Curioso  16/03/2016 20:49
    Pois então, "é melhor conseguir um emprego" cuja remuneração é extraída do setor privado, não é mesmo?

    Agora me responda, cidadão: e se o setor privado, demonizado por vc, fosse extinto? O que aconteceria com o "emprego público", tão "meritório" e que "tanto produz"?
  • O Cavalheiro  22/03/2016 16:46
    As pessoas precisam entender que cada 1 real que alguém ganha no setor público, é 1 real tirado do setor privado.

    Então quando alguém diz que que ganha pouco no setor privado e muito no público, significa dinheiro tirado da parte privada, que não tem como investir, é na verdade um círculo vicioso, com resultado desastroso.

    Obrigado.
  • cmr  23/03/2016 13:32
    Antes se fosse na proporção de um para um.
  • Valentin  22/11/2016 13:14
    Gosto do site e das suas ideias, mas nem tudo é céu ou inferno. Sou servidor público, pesquisa agropecuária, e para cada real investido em pesquisa retornamos 12 reais para a sociedade - o feijão com arroz que você come, vem da pesquisa pública. Poderia ser privatizada? Talvez sim , mas determinadas funções, principalmente pesquisa de processos que não geram, no mercado atual, receita direta, mas indireta, são de difícil privatização (falo de preservação de recursos genéticos, conservação dos solos e águas, entre outras). Quanto ao salário - já ganhei melhor e pior que a iniciativa privada, houveram períodos que embora eu seja engenheiro com mestrado, ganhasse menos que os motoristas de ônibus da cidade. Nem todos tem os salários do judiciário que são privilegiados no setor. No longo prazo, talvez cobrando por serviços ambientais, todas as atividades poderiam ser privatizadas desde que houvesse organização social suficiente para entender a necessidade e prover o recurso.
  • Guilherme  22/11/2016 13:49
    "Sou servidor público, pesquisa agropecuária, e para cada real investido em pesquisa retornamos 12 reais para a sociedade"

    Que sensacional!

    Quer dizer então que se cada indivíduo der todo o salário para vocês, ele ficará 12 vezes mais rico? Mais ainda: se toda a população do país der todo o dinheiro para vocês, o povo brasileiro ficará 12 vezes mais rico?

    Pô, isso não é nem mágica, é milagre divino.

    Por favor, tenha a bondade de desenhar aí como esse milagre da transubstanciação ocorre. Quero fazer parte dele. Se eu mandar para você toda a minha conta bancária, você me promete um retorno de 12 vezes?

    Parece até as propagandas da Empiricus...

    "o feijão com arroz que você come, vem da pesquisa pública"

    Caramba, e eu achando que vinha do trabalho e do suor do bravo produtor rural. Descobri agora que meu feijão com arroz nasce nas repartições públicas do Brasil, sendo cultivado por caridosos e abnegados burocratas. Como vivi tanto tempo sem saber disso?

    O burocrata brasileiro é tão escroto, que quer se apossar até mesmo do trabalho alheio. Opa, mas eles realmente já fazem isso: afinal, de onde vem o salário dessa gente senão dos impostos que pago sobre a receita do meu trabalho?
  • Valentin  22/11/2016 16:55
    Antes de responder aos comentários deixa eu reforçar algo já dito por diversas pessoas que por aqui passam – vocês são muito grossos, não tem um mínimo de gentileza nas repostas. Eu também sei ser grosso, mas se o objetivo é atrair pessoas e argumentar com elas para a mudança de mentalidade essa é uma péssima forma de fazê-lo, pois as pessoas se fecham para o argumento antes mesmo de compreendê-lo. Isso para mim, ou é arrogância, ou insegurança.
    Agora indo ao que interessa.

    Sou servidor público, pesquisa agropecuária, e para cada real investido em pesquisa retornamos 12 reais para a sociedade"

    Que sensacional!

    Quer dizer então que se cada indivíduo der todo o salário para vocês, ele ficará 12 vezes mais rico? Mais ainda: se toda a população do país der todo o dinheiro para vocês, o povo brasileiro ficará 12 vezes mais rico?


    O cálculo é feito a partir da economia de insumos e da melhoria de produtividade obtida através de melhores processos. Nos últimos 40 anos a área plantada aumentou 150% e a produtividade 400% - fruto de melhores técnicas e processos resultantes da pesquisa. Então sim, se você é produtor rural e aplicar seu dinheiro em tecnologia, resultante da pesquisa você vai ganhar mais dinheiro, tanto economizando em insumos de produção, quanto em aumento de produtividade. É lógico que o cálculo leva em consideração os impactos na cadeia produtiva como um todo e não apenas em um produtor específico.

    "o feijão com arroz que você come, vem da pesquisa pública"
    Caramba, e eu achando que vinha do trabalho e do suor do bravo produtor rural. Descobri agora que meu feijão com arroz nasce nas repartições públicas do Brasil, sendo cultivado por caridosos e abnegados burocratas. Como vivi tanto tempo sem saber disso?


    Você é tão escroto que não sabe a diferença entre um burocrata e um pesquisador de campo, embora ambos sejam servidores públicos. O produtor rural faz parte da cadeia produtiva, mas não faz tudo sozinho. Esse produtor na década de 70 puxava cabo de enxada e colhia 400 kg de feijão por hectare. Hoje ele trabalha com tração mecanizada e por fruto de seleção genética e melhoria de processos colhe 2500 kg de feijão na mesma área. Se não fosse a pesquisa, não teria semente para esse produtor e não teria feijão na sua mesa. Isso pode ser feito por privados. Pode, mas hoje em grande parte não é. E ninguém faz isso por caridade, é um trabalho remunerado como outro qualquer.
  • Rogério Fasano  22/11/2016 18:01
    "deixa eu reforçar algo já dito por diversas pessoas que por aqui passam – vocês são muito grossos, não tem um mínimo de gentileza nas repostas."

    Vitimismo típico. Você chega aqui desmerecendo o trabalho de empreendedores e trabalhadores, querendo puxar para o estado (que nada produz e a tudo suga) todos os méritos, e ainda acha ruim que recebeu respostas ríspidas?

    As respostas foram bastante polidas, até.

    "O cálculo é feito a partir da economia de insumos e da melhoria de produtividade obtida através de melhores processos."

    Até aí, tudo certo. Mas nada disso envolve estado, mas sim otimização da gestão feita por empreendedores e trabalhadores.

    "Nos últimos 40 anos a área plantada aumentou 150% e a produtividade 400% - fruto de melhores técnicas e processos resultantes da pesquisa."

    Graças aos bens de capital, às máquinas e aos insumos criados por empreendedores capitalistas, e não por funcionários públicos (já que você se irritou com o termo "burocrata"). Pra mim é novidade que funcionários públicos "aumentem a área plantada e a produtividade agrícola".

    "Então sim, se você é produtor rural e aplicar seu dinheiro em tecnologia, resultante da pesquisa você vai ganhar mais dinheiro, tanto economizando em insumos de produção, quanto em aumento de produtividade."

    Ué, ninguém discorda disso. A pergunta é: o que isso tem a ver com funcionalismo público? Não foi o funça quem criou a tecnologia; não foi o funça quem criou os insumos; não foi o funça quem fez aumentar a produtividade do agricultor.

    A própria pesquisa -- que é a sua defesa -- é inteiramente financiada com dinheiro de impostos extraídos do próprio produtor rural.

    "Você é tão escroto que não sabe a diferença entre um burocrata e um pesquisador de campo, embora ambos sejam servidores públicos."

    Ambos recebem dinheiro que foi coercivamente extraído da fatia trabalhadora e empreendedora da população. Por favor, explique a diferença então.

    "O produtor rural faz parte da cadeia produtiva, mas não faz tudo sozinho."

    Não, o burocrata certamente faz a outra metade...

    "Esse produtor na década de 70 puxava cabo de enxada e colhia 400 kg de feijão por hectare. Hoje ele trabalha com tração mecanizada e por fruto de seleção genética e melhoria de processos colhe 2500 kg de feijão na mesma área."

    E, de novo, pela quarta vez: onde entra o funcionário público nessa história? Por acaso foi o funça quem inventou a tração mecanizada? Foi o funça quem criou a seleção genética? Foi o funça quem implantou toda a melhoria de processos?

    Eu achava que quem fazia tudo isso eram empreendedores capitalistas e trabalhadores...

    (Entendeu agora por que você não foi recebido aqui com confetes e rosas?)

    "Se não fosse a pesquisa, não teria semente para esse produtor e não teria feijão na sua mesa. Isso pode ser feito por privados. Pode, mas hoje em grande parte não é."

    De onde vem o dinheiro que banca isso tudo? De quem ele é extraído? Acima de tudo: por que você dá de barato que, sem você e os impostos que você extrai dos trabalhadores, o mundo estaria passando fome?

    Essa arrogância do funcionário público é que é absolutamente intolerável.

    "E ninguém faz isso por caridade, é um trabalho remunerado como outro qualquer."

    Erradíssimo. Não é um trabalho "remunerado como qualquer outro". Todos os trabalhos feitos no setor voluntário da economia (ou seja, no setor privado) são remunerados de acordo com os desejos dos consumidores. Se eu quero comer em um restaurante, irei lá voluntariamente e remunerarei aqueles profissionais. Se quero cortar cabelo, faço o mesmo. Se quero comprar roupas, faço o mesmo. Se quero lavar meu carro, faço o mesmo.

    Já com o serviço estatal, não há esse elo. Sou obrigado a pagar por ele, queira eu ou não, goste eu dele ou não. Não tenho opção. Se eu não quiser mais seus serviços, ainda assim sou obrigado a continuar pagando por eles. E se eu não o fizer, sou mandado para a cadeia.

    Compare isso a almoçar num restaurante. Igualzinho, né?
  • Valentin  22/11/2016 19:18
    deixa eu reforçar algo já dito por diversas pessoas que por aqui passam – vocês são muito grossos, não tem um mínimo de gentileza nas repostas."

    Vitimismo típico. Você chega aqui desmerecendo o trabalho de empreendedores e trabalhadores, querendo puxar para o estado (que nada produz e a tudo suga) todos os méritos, e ainda acha ruim que recebeu respostas ríspidas?

    As respostas foram bastante polidas, até.


    Se você acha que chamar os outros de escroto é ser polido, então não dá para argumentar. E se você entende que uma observação é vitimismo, continue no mesmo caminho. Por fim, gostaria de saber onde desmereci o trabalho dos empreendedores, apenas disse que damos uma contribuição importante e que no caso específico o produtor rural é parte do processo e não faz tudo sozinho.

    "O cálculo é feito a partir da economia de insumos e da melhoria de produtividade obtida através de melhores processos."

    Até aí, tudo certo. Mas nada disso envolve estado, mas sim otimização da gestão feita por empreendedores e trabalhadores.


    De novo, a melhoria dos processos e de gestão foi desenvolvida por pesquisa pública e feito transferência de tecnologia para os empreendedores – que sim aplicaram. Poderia ter sido feita por entes privados, poderia, mas não foi.

    "Nos últimos 40 anos a área plantada aumentou 150% e a produtividade 400% - fruto de melhores técnicas e processos resultantes da pesquisa."

    Graças aos bens de capital, às máquinas e aos insumos criados por empreendedores capitalistas, e não por funcionários públicos (já que você se irritou com o termo "burocrata"). Pra mim é novidade que funcionários públicos "aumentem a área plantada e a produtividade agrícola".

    Talvez você não conheça a agricultura no Brasil, mas só para te dar um exemplo – técnicas como plantio direto, manejo de pragas e doenças, zoneamento agrícola – só para citar algumas, foram todas desenvolvidas pelo setor público e impactaram diretamente a produtividade do setor privado.

    "Então sim, se você é produtor rural e aplicar seu dinheiro em tecnologia, resultante da pesquisa você vai ganhar mais dinheiro, tanto economizando em insumos de produção, quanto em aumento de produtividade."

    Ué, ninguém discorda disso. A pergunta é: o que isso tem a ver com funcionalismo público? Não foi o funça quem criou a tecnologia; não foi o funça quem criou os insumos; não foi o funça quem fez aumentar a produtividade do agricultor.

    A própria pesquisa -- que é a sua defesa -- é inteiramente financiada com dinheiro de impostos extraídos do próprio produtor rural.


    Sim, foi o funça quem criou o baculovírus, descobriu o gene de resistência ao mosaico dourado, criou métodos de proteção das plantas, desenvolveu plantas resistentes ao frio e ao calor, entre outros. Com dinheiro dos impostos obviamente, mas como disse prestando serviço de alta qualidade. Pode ser privado no futuro? Pode, mas algumas coisas são de difícil absorção pelo privado, como disse anteriormente.

    "Você é tão escroto que não sabe a diferença entre um burocrata e um pesquisador de campo, embora ambos sejam servidores públicos."

    Ambos recebem dinheiro que foi coercivamente extraído da fatia trabalhadora e empreendedora da população. Por favor, explique a diferença então.

    O burocrata lida com as formalidades do setor público, o servidor de atividade fim executa projetos e atividades finalísticas. Pra você pode ser tudo igual, pra mim não.

    "O produtor rural faz parte da cadeia produtiva, mas não faz tudo sozinho."

    Não, o burocrata certamente faz a outra metade...

    Não disse que faz a outra metade, você está sendo irônico desnecessariamente. Na sua inteligência deve saber o que é uma cadeia de valor e sabe que sem a produção primária não existe o resto da cadeia, sem semente não tem produção.

    "Esse produtor na década de 70 puxava cabo de enxada e colhia 400 kg de feijão por hectare. Hoje ele trabalha com tração mecanizada e por fruto de seleção genética e melhoria de processos colhe 2500 kg de feijão na mesma área."

    E, de novo, pela quarta vez: onde entra o funcionário público nessa história? Por acaso foi o funça quem inventou a tração mecanizada? Foi o funça quem criou a seleção genética? Foi o funça quem implantou toda a melhoria de processos?

    Eu achava que quem fazia tudo isso eram empreendedores capitalistas e trabalhadores...


    Você desconhece a história da agricultura brasileira e não tem ideia de onde vieram as tecnologias utilizadas. O funça pode não ter inventado a seleção genética, mas foi ele quem aplicou esse conhecimento com método científico e desenvolveu milhares das variedades utilizadas hoje na nossa agricultura. A iniciativa privada é recém chegada nesse setor, depois que pesquisa pública destravou os principais problemas e transformou essa atividade em um negócio lucrativo.

    "Se não fosse a pesquisa, não teria semente para esse produtor e não teria feijão na sua mesa. Isso pode ser feito por privados. Pode, mas hoje em grande parte não é."

    De onde vem o dinheiro que banca isso tudo? De quem ele é extraído? Acima de tudo: por que você dá de barato que, sem você e os impostos que você extrai dos trabalhadores, o mundo estaria passando fome?

    Essa arrogância do funcionário público é que é absolutamente intolerável.


    Minha intenção não foi ser arrogante, mas valorizar o trabalho feito. Como você mesmo diz o dinheiro vem do imposto, como o do empresário vem do consumidor. Perceba que até a década de 1970 existiam mais pessoas no campo e mesmo assim o Brasil não produzia o suficiente para seu abastecimento – boa parte dos alimentos eram importados, inclusive o arroz e feijão que usei como exemplo. Foi a partir de um trabalho intenso de pesquisa, assistência técnica e extensão rural públicos que o Brasil reverteu essa situação, e embora com uma população muito menor no campo é um dos maiores exportadores de alimentos do mundo.
    Mas, ainda falando de arrogância, na boa, sou fã do site, mas os debatedores são muito arrogantes. Não sei qual a sua formação, deve entender muito de liberalismo, mas não entende nada de agricultura.

    "E ninguém faz isso por caridade, é um trabalho remunerado como outro qualquer."

    Erradíssimo. Não é um trabalho "remunerado como qualquer outro". Todos os trabalhos feitos no setor voluntário da economia (ou seja, no setor privado) são remunerados de acordo com os desejos dos consumidores. Se eu quero comer em um restaurante, irei lá voluntariamente e remunerarei aqueles profissionais. Se quero cortar cabelo, faço o mesmo. Se quero comprar roupas, faço o mesmo. Se quero lavar meu carro, faço o mesmo.

    Já com o serviço estatal, não há esse elo. Sou obrigado a pagar por ele, queira eu ou não, goste eu dele ou não. Não tenho opção. Se eu não quiser mais seus serviços, ainda assim sou obrigado a continuar pagando por eles. E se eu não o fizer, sou mandado para a cadeia.

    Compare isso a almoçar num restaurante. Igualzinho, né?


    Concordo com você, é imposto e não por escolha. Mas, ainda assim você se beneficia dele e nem sabe. Ontem, uma instituição pública de pesquisa agropecuária foi extinta, talvez daqui alguns dias a minha também seja. Vai fazer falta? Talvez de imediato não, mas vai demorar para a sociedade perceber que precisa comprar determinados serviços que hoje ela nem sabe que existem – por exemplo você sabia que existe um alerta geadas (serviço público) para diminuir perdas nas lavouras de café, que basta cadastrar um celular e você é avisado por sms quando o evento irá ocorrer?
    Não me entenda mal. Sou a favor de privatizar tudo, mas esse é um processo que demanda tempo e perspicácia. Se for tocado por brutos que não sabem nem dialogar, ou debater em alto nível será um desastre.
  • Andre  22/11/2016 14:00
    Pela sua afirmação a parasitagem pública na pesquisa do agronegócio garante lucro de 1100% ad infinitum, vamos fechar logo a Bovespa e investir tudo em você amigo, o mercado de capitais está fazendo tudo errado desde 1600.
    É cada cromo que aparece aqui.
  • Valentin  22/11/2016 16:56
    Veja resposta acima, e não seja desonesto porque não foi isso que eu disse.
  • Mário César Santana de Almeida  15/04/2016 02:47
    Pois é, tenho uma amiga que trabalhava na iniciativa privada até o início do governo Lula quando tornar-se funcionário público ficou mais vantajoso. Desde então inverteu-se a lógica do trabalho bem remunerado e estamos na situação de hoje. Hoje ela é funcionária pública e ganha muito mais do que na iniciativa privada. Quais vantagens o Brasil obteve em pagar mais linearmente para os funcionários públicos desde então?
  • Fábio  15/04/2016 16:01
    Boa tarde.

    Precisa incluir neste texto os improdutivos das forças armadas que não produzem uma vírgula pelo pais e ainda vão para a reserva com 50 anos de idade.
  • Josival  15/04/2016 16:26
    Forças Armadas também se enquadram na categoria de funças. Por definição, já estão incluídas nesse texto.
  • Sérgio   15/04/2016 19:01
    A pergunta central é : quem fez as regras que propiciaram este tipo de situação ?
  • Eduardo  16/04/2016 17:00
    Completaria com os recursos financeiros desviados.
  • Reginaldo  21/11/2016 23:42
    Gostei do texto. Interessante que o autor é funcionário público bem remunerado, formado em faculdade pública. É isso aí, jogamos com o que temos, mas o texto explica muito sobre o país que temos. O Estado tem o toque de Midas invertido, tudo que toca vira estrume.
  • Sandro Penha  22/11/2016 00:36
    Também sou funcionário público, não tão bem remunerado, todavia acima da média nacional. Não me formei às custas do erário; preciso me curvar à lógica e à visão de Brasil apresentado no texto.
    Os servidores não são os responsáveis pela realidade enferma desse país. As vagas foram disponibilizadas, e seriam fatalmente preenchidas. O serviço público no país é o melhor empregador. Isso deveria atrair bons trabalhadores, todavia estes esbarram em metodologias arcaicas de produção e uma gigantesca burocracia legal, que anulam a criatividade e o potencial produtivo do servidor. As mentes dos servidores são homogeneizadas e plastificadas, restando ao mesmo bater o ponto, obedecer as milhares de regras, portarias, instruções, pareceres e esperar pelo fim do expediente, num ciclo de 30 anos. Em geral são pessoas dignas e honestas, mas contra o Império do legalismo sucumbem. Todos tem contas a pagar, famílias a suster, então seguem adiante. Ponto final.
  • saoPaulo  25/11/2016 13:10
    Também sou funcionário público, não tão bem remunerado, todavia acima da média nacional. Não me formei às custas do erário; preciso me curvar à lógica e à visão de Brasil apresentado no texto.
    Parabéns pela clareza e honestidade.

    Os servidores não são os responsáveis pela realidade enferma desse país.
    Podem não ser os únicos responsáveis, mas têm uma grande porção da responsabilidade sim.
    Ou vai me dizer que vocês aceitariam de bom grado diminuição de salário e eliminação da estabilidade de emprego, para diminuírem um pouco o fardo sobre o resto da população? Nunca vi seus sindicatos defenderem isto!

    As vagas foram disponibilizadas, e seriam fatalmente preenchidas.
    As "vagas" para capangas de traficantes também serão fatalmente preenchidas, isto torna o trabalho deles moral ou apenas os torna cúmplices? Pois é.
    Sua única justificativa moral seria estar tentando destruir o sistema de dentro. Se nem isto está fazendo, sinto muito mas você vai ter que dormir sabendo que é um parasita, e dos piores.

    O serviço público no país é o melhor empregador. Isso deveria atrair bons trabalhadores, todavia estes esbarram em metodologias arcaicas de produção e uma gigantesca burocracia legal, que anulam a criatividade e o potencial produtivo do servidor. As mentes dos servidores são homogeneizadas e plastificadas, restando ao mesmo bater o ponto, obedecer as milhares de regras, portarias, instruções, pareceres e esperar pelo fim do expediente, num ciclo de 30 anos.
    E todas estas falhas são intrínsecas da burocracia. Entenda, tem como melhorar, claro, mas não será superior a um arranjo privado.

    Em geral são pessoas dignas e honestas, mas contra o Império do legalismo sucumbem. Todos tem contas a pagar, famílias a suster, então seguem adiante. Ponto final.
    E os oficiais nazistas estavam apenas cumprindo ordens. Em geral eram pessoas dignas e honestas, mas contra o Terceiro Reich sucumbiram. Todos tinham contas a pagar, famílias a sustentar, então seguiram adiante.
    Entendeu aonde quero chegar?
    Aparentemente você já compreendeu o sistema perverso no qual está inserido. Vai continuar se beneficiando dele em detrimento de todas as outras pessoas? Ou vai tomar sua responsabilidade moral para com seus semelhantes, e lutar para mudar esta perversão?
    Pense no pai de família desempregado, que não pôde comprar o remédio para seu filho doente, porque não tinha dez reais para pagar o imposto de importação embutido no produto. O dinheiro deste ser humano desesperado está proporcionando teu salário acima da média.
    O que você fará, agora que sabe disto?
    Eu defendo a isenção total de impostos sobre todos os produtos que ele consome! Mas para isso ser viável, precisamos demitir funcionários públicos. Você estaria disposto a ser o primeiro da fila?
  • José Ivan  23/11/2016 01:10
    Como viver bem no Brasil

    1 - Faça o concurso público mais perverso que você puder. Vire um auditor fiscal e viva diretamente do roubo estatal, sendo que sua função é garantir que o roubo estatal ocorra. Por sinal, surpreendente, auditor fiscal é um dos cargos públicos mais bem remunerados que há.
    2 - Pegue seu polpudo dinheiro e viva de renda fixa. Afinal, investir no Brasil desincentiva a tomada de risco, e renda fixa traz um retorno bem alto.
    3 - Depois que tiver muitos dinheiros consiga um empréstimo subsidiado. Afinal, pagar juros que custam menos que o mercado cobra, ou seja, crédito fácil, junto com a legislação protecionista existente no Brasil, gera investimentos a riscos baixos. E você pode até se tornar um campeão nacional bancado pelo BNDES!!!!!

    Se você conseguiu cumprir os três passos, parabéns! Seu enriquecimento foi totalmente às custas do serviço do trabalhador privado/empreendedor e você conseguiu um retorno absurdo com um risco quase inexistente! Você venceu o jogo da economia brasileira! E tudo isso dentro da lei!!!
  • Guilherme Gomes   25/11/2016 01:29
    Tem mais. Suponhamos um casal onde um é funcionário qualificado. O outro é comerciante, pode ser até rural. Eles tem vantagens em relação a um casal onde os dois gerem seu negócio. Por que? Devido aos bancos públicos. As relações funcionais interferem, e muito.
  • Andre  25/11/2016 11:14
    Assistam ao profissão repórter "crise no funcionalismo público" é bastante regozijante, salvo algumas exceções.


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