Menos Marx, Mais Mises - tudo o que você precisa saber sobre a teoria econômica do socialismo

Neste domingo, dia de 13 de março, aproximadamente 10.000 balões com a frase "Menos Marx, Mais Mises" estarão na Avenida Paulista, em São Paulo.

O Instituto Atlantos estará distribuindo este folheto:


E preparou também um guia completo — utilizando artigos deste Instituto — para explicar sucintamente como as teorias econômicas da Escola Austríaca enterraram as bases teóricas do socialismo, separando leituras aprofundadas sobre cada uma destas teorias.

Eis o básico sobre o socialismo, explicado pelos grandes nomes da Escola Austríaca, que todo leigo inteligente tem de saber.

Ludwig von Mises

Bem antes de Mises atacar as bases teóricas do socialismo, socialistas e não-socialistas já haviam percebido que o socialismo sofria de um grave problema de incentivos.

Se, por exemplo, todos os indivíduos em um sistema socialista fossem receber uma mesma renda — ou, em sua variante, se todos fossem produzir "de acordo com suas capacidades", mas recebessem "de acordo com suas necessidades" —, então, parodiando aquela famosa pergunta: quem, no socialismo, fará o trabalho de recolher o lixo?  Ou seja, qual será o incentivo para se efetuar os trabalhos sujos?  Mais ainda, quem fará esses trabalhos?  Ainda pior: qual será o incentivo para se trabalhar duro e ser produtivo em qualquer emprego?

No entanto, a singularidade e a crucial importância do desafio lançado por Mises aos defensores do socialismo é que seu argumento estava totalmente dissociado desse problema do incentivo.  Mises, com efeito, disse: muito bem, vamos supor que os socialistas tenham sido capazes de criar um poderoso exército de cidadãos genuinamente ávidos para seguir todas as ordens de seus mestres, os planejadores socialistas. 

Fica a pergunta: o que exatamente esses planejadores mandariam esse exército fazer?  Como eles saberiam quais produtos seus escravos deveriam produzir?  Em qual etapa da cadeia produtiva cada exército deveria trabalhar?  Quanto de cada produto deve ser produzido em cada etapa da cadeia de produção?  Quais técnicas ou quais matérias-primas devem ser utilizadas na produção como um todo?  Qual a quantidade de matérias-primas a ser utilizada?  Onde especificamente fazer toda essa produção?  Como eles saberiam seus custos operacionais ou qual processo de produção é mais eficiente?

O comitê de planejamento central não tinha como responder a essas perguntas, pois o socialismo não dispõe daquela indispensável ferramenta que só existe em uma economia de mercado, e a qual empreendedores utilizam para fazer cálculos e estimativas: existência de preços livremente definidos no mercado.

Mises atentou para o fato de que sem propriedade privada dos meios de produção não há como estabelecer preços no mercado.  Se os meios de produção (fábricas, máquinas e ferramentas) não possuem proprietários definidos (eles pertencem ao estado), então não há um genuíno mercado entre eles.  Se não há um mercado entre eles, é impossível haver a formação de preços.  Se não há formação de preços, não há cálculo de lucros e prejuízos e, consequentemente, não há como direcionar o uso de bens de capital para atender às mais urgentes demandas dos consumidores da maneira menos dispendiosa possível.

Sem preços livres, e sem poder fazer cálculo de custos, é impossível haver qualquer racionalidade econômica, o que significa que uma economia planejada é, paradoxalmente, impossível de ser planejada.

Sendo assim, as decisões do comitê central necessariamente teriam de ser completamente arbitrárias e caóticas.  Caso seja aplicado, o socialismo resultará invariavelmente em uma irracional alocação de recursos na economia devido ao estabelecimento artificial e arbitrário de preços pela autoridade governamental, culminando em escassez generalizada de bens.

Consequentemente, a existência de uma economia socialista planejada é literalmente "impossível" (para utilizar um termo que foi muito ridicularizado pelos críticos de Mises).

Para estudos aprofundados:

O cálculo econômico sob o socialismo 

Se o socialismo é economicamente inviável, por que ele dura tanto tempo? 

Os anticapitalistas de hoje continuam ignorando os problemas mais básicos do socialismo 


Friedrich Hayek

Por sua vez, o prêmio Nobel em economia Friedrich Hayek demonstrou que, no mundo real, a informação está dispersa entre uma imensidão de indivíduos. 

Por isso, somente os indivíduos que possuem esses fragmentos de informação podem estabelecer uma ordem de mercado espontânea e descentralizada capaz de suprir as demandas existentes de maneira eficaz, criando um sistema de preços que coordena as ações individuais das pessoas na sociedade.

Por exemplo, apenas o proprietário de uma fábrica em Novo Hamburgo pode saber de detalhes muito específicos sobre as máquinas de sua linha de produção; é impossível que os planejadores centrais encastelados em Brasília tenham esse mesmo conhecimento.  É impossível que esses planejadores socialistas encastelados em Brasília tenham como levar em conta esses detalhes conhecidos apenas pelo proprietário da linha de produção.

E é impossível que, não sabendo destes detalhes, eles possam planejar "eficientemente" a economia, direcionando, por meio de decretos, os recursos e os fatores de produção do país para as finalidades que julgam ser as mais desejadas.

Tentar estabelecer um planejamento central econômico seria não só uma atitude presunçosa, mas extremamente danosa à sociedade, pois impossibilitaria que aqueles que possuem de fato as informações fizessem o melhor uso das mesmas.

Hayek argumentou também que o sistema de preços em uma economia de mercado pode ser visto como um gigante "sistema de telecomunicações", o qual rapidamente transmite os fragmentos essenciais do conhecimento de um ponto localizado até outro.  Tal arranjo de "rede" só funciona bem se não for obstaculizado por uma hierarquia burocrática, através da qual cada fragmento de informação teria de fluir até o topo da cadeia de comando, ser processado pelos planejadores centrais, e então fluir de volta até os subordinados.

Por tudo isso, é impossível que o órgão planejador encarregado de exercer a coerção para coordenar a sociedade obtenha todas as informações de que necessita para fornecer um conteúdo coordenador às suas ordens.  O planejador da economia teria de receber um fluxo ininterrupto e crescente de informação, de conhecimento e de dados para que seu impacto coercivo — a organização da sociedade — obtivesse algum êxito.  

Só que é obviamente impossível uma mente ou mesmo várias mentes obterem e processarem todas as informações que estão dispersas na economia.  As interações diárias entre milhões de indivíduos produzem uma multiplicidade de informações que são impossíveis de serem apreendidas e processadas por apenas um seleto grupo de seres humanos.

Para estudos aprofundados:

O caminho da servidão

O uso do conhecimento na sociedade 

O que é realmente o socialismo e qual o seu maior problema

Apenas em uma economia de mercado o planejamento econômico pode funcionar

 

Eugen von Böhm-Bawerk

Böhm-Bawerk foi quem, antes de todos, refutou a famosa mais-valia e todas as demais teorias da exploração que os socialistas tanto gostam de citar. 

O capitalista remunera o trabalhador com $100, esse trabalhador gera mercadorias, e essas mercadorias são vendidas por $120. Segundo Marx, esse lucro de $20 só foi possível de ocorrer porque houve uma parte do trabalho que não foi remunerada pelo capitalista.

Essa diferença seria justamente a mais-valia, que é a mensuração exata da "exploração da mão-de-obra do trabalhar" — ou seja, o trabalhador prestou um serviço para o capitalista e não obteve a devida remuneração.

O que há de errado com essa teoria da exploração de Marx é que ele não compreende o fenômeno da preferência temporal, explicado por Böhm-Bawerk.

Você realmente acredita que ter $1.000 hoje é o mesmo que ter $1.000 apenas daqui a 5 anos (e assumindo zero de inflação de preços), mesmo que ambos os valores contenham o mesmo tempo de trabalho?

Pois é exatamente esse o raciocínio por trás de toda a análise marxista da exploração.

Os capitalistas adiantam bens presentes (salários) aos trabalhadores em troca de receber — somente quando o processo de produção estiver finalizado — bens futuros (lucros). Existe necessariamente uma diferença de valor entre os bens presentes dos quais os capitalistas abrem mão (seu capital investido na forma de salários e maquinário) e os bens futuros que eles receberão (se é que receberão).

Os capitalistas, ao adiantarem seu capital e sua poupança para todos os seus fatores de produção (pagando os salários da mão-de-obra e comprando maquinário), esperam ser remunerados pelo tempo de espera e pelo risco assumido. Por outro lado, os trabalhadores, ao receberem seu salário no presente, estão trocando a incerteza do futuro pelo conforto da certeza do presente.

Os trabalhadores que os capitalistas empregam não precisam esperar até que os bens sejam produzidos e realmente vendidos para receberem seus salários.  O empregador "adianta" aos trabalhadores o valor de seus serviços enquanto o processo de produção ainda está em andamento, precisamente para aliviar seus empregados de terem de esperar até que as receitas da venda dos produtos aos consumidores sejam recebidas no futuro.

O fato de o trabalhador não receber o "valor total" da produção futura simplesmente reflete o fato de que é impossível o homem trocar bens futuros por bens presentes sem que haja um desconto no valor. O pagamento salarial representa bens presentes, ao passo que os serviços de sua mão-de-obra representam apenas bens futuros.

A relação trabalhista, portanto, é apenas uma relação de troca entre bens presentes (o capital e a poupança do capitalista) por bens futuros (bens que serão produzidos pelos trabalhadores e pelo maquinário utilizado, mas que só estarão disponíveis no futuro).

Sem o empreendedor e o capitalista para organizar, financiar e dirigir o empreendimento, seus empregados não teriam trabalho e nem receberiam salários antes que um único produto fosse fabricado e vendido.

Segundo Böhm-Bawerk: "Parece-me justo que os trabalhadores cobrem o valor integral dos frutos futuros do seu trabalho; mas não é justo eles cobrarem a totalidade desse valor futuro 'agora'."

Para estudos aprofundados:

A teoria marxista da exploração não faz nenhum sentido 

Os economistas austríacos que refutaram Marx e sua tese de que o trabalho assalariado é exploração 

O capitalista possui um papel insubstituível na economia 

Capitalistas e empreendedores não exploram nenhum trabalhador 

A teoria marxista da exploração e a realidade 

Por que a ideia de que o capitalista explora o trabalhador é inerentemente falsa 


Carl Menger

Menger foi o fundador da Escola Austríaca de economia, à qual pertenciam os outros três economistas anteriores.  Ele foi o primeiro a demonstrar que o valor de qualquer bem ou serviço é subjetivo, o que levou à revolução marginalista na economia, resolvendo o paradoxo da água e do diamante e aposentando a teoria clássica do valor-trabalho.

Marx dizia que o valor de uma mercadoria depende diretamente da quantidade total de trabalho utilizada em sua produção. Se a quantidade de trabalho exigida para a construção de uma bicicleta for a mesma exigida para a fabricação de um bolo, então o valor de mercado da bicicleta será o mesmo que o do bolo.

Já Menger explicou que o valor de um bem não deriva da quantidade de trabalho despendida em sua fabricação. Um homem pode gastar centenas de horas fazendo sorvetes de lama, mas se ninguém atribuir qualquer serventia a estes sorvetes de lama — e, portanto, não os valorizar o suficiente para pagar alguma coisa por eles —, então tais produtos não têm nenhum valor, não obstante as centenas de horas gastas em sua fabricação.

Assim como a beleza, o valor — como diz o velho provérbio — está nos olhos de quem vê. O valor de um bem é subjetivo: depende do uso e do grau de importância pessoal (subjetiva) que alguém confere a esse bem (seja ele uma mercadoria ou um serviço).  Se o bem servir para algum fim ou propósito, então terá valor para ao menos uma pessoa.

Nenhum objeto, seja uma banana ou um automóvel, possui um valor econômico intrínseco.  Ao contrário: somente uma mente humana pode atribuir valor a estes itens; e somente então podem os economistas classificar estes itens como sendo bens.  Um objeto só é valioso se houver ao menos um ser humano que acredite que este objeto poderá ajudar a satisfazer seus desejos subjetivos. 

Por exemplo, uma determinada raiz que cure o câncer.  Se ninguém souber deste fato, esta raiz não terá nenhum valor econômico, e as pessoas não trocarão dinheiro por ela.  Consequentemente, o valor é gerado pelos desejos subjetivos de um indivíduo e por suas crenças quanto às propriedades causativas de um determinado item.

Portanto, e ao contrário do que diz a teoria marxista, bens e serviços não têm valor por causa da "quantidade de trabalho" consumida em sua produção. Já uma determinada habilidade de trabalho pode ter grande valor caso seja considerada útil (como um meio produtivo) para se alcançar um objetivo que alguém tem em mente.

Consta que Menger teria enviado sua obra para Marx, que então teria desistido de publicar os volumes seguintes de O Capital, visto que toda a base de sua teoria havia desmoronado com a revelação da verdadeira origem do valor.

Para estudos aprofundados:

A teoria do valor-trabalho ainda assombra a humanidade e segue causando estragos

Menger, o Revolucionário

A utilidade marginal decrescente é uma lei 

A virtude do lucro

 

Finalmente, um artigo contendo um resumo geral e cronológico da evolução das teorias de Menger, Böhm-Bawerk, Mises e Hayek contra o socialismo:

A Escola Austríaca e a refutação cabal do socialismo


7 votos

SOBRE O AUTOR

Equipe IMB


"O Warren Buffett tem uma frase que para mim é sensacional, certa vez ele disse que "você deve confiar o seu dinheiro apenas a única pessoa que você tem certeza que nunca irá lhe passar a perna, você mesmo!".

Se for para investir em fundos ou qualquer outra aplicação gerida por terceiros prefiro ficar na renda fixa mesmo."

Isso me deixou curioso. Pelo que eu saiba o Warren Buffett investe em fundos de ações.

E mais, muitos empresários(ou trabalhadores que ganham muito) quando tem uma rentabilidade que deixa uma margem para investimentos pessoais, ele não o faz sozinho e sim por meio de holdings familiares apenas e exclusivamente para isso, e essas holdings são geridas por terceiros ou as mesmas se associam com um private banking de um banco ou vários bancos.
Pego exemplo o Abílio Diniz, ele tem a Península Participações, onde por meio desse fundo ele investe em outros fundos, ações, títulos e etc. Aliás os próprios banqueiros fazem isso, eles não colocam todo o dinheiro em seu próprio banco para investir, e investe parte dele em fundos de investimentos.
Os empresários que venderam recentemente suas empresas parece ser a regra, a grande maioria deles investem em fundos de invetimentos ou private banking porque não conhecem ou não sabem como gerir o dinheiro que auferiram na venda de sua empresa.

Portanto fica as seguintes perguntas: O private banking(clientes ricos) acaba se tornando pior do que investir sozinho? Se sim o por que?
Investir em um fundos de investimentos acaba se tornando pior do que investir sozinho? Se sim o por que?

Obs: Se a resposta for sim em todas as respostas, então vocês deveriam falar isso para os bilionários do private banking e dos fundos de investimentos que eles estão fazendo errado em confiar seu dinheiro em terceiros e começar a agir diferente, investir sozinho seus próprio dinheiro. E o que falar dos bancos de investimentos? Era para o UBS já ter ido a falência, porque obviamente os bilionários não são burros.
Sr. Capital Imoral

O artigo por você comentado, brilhantemente escrito, diga-se, refere-se à soberania que todo indivíduo deve ter para fazer diversas escolhas, em particular, ao direito de portar uma arma de fogo para defender-se.

O sr. dá a entender que acredita que por viver em coletividade um homem ou mulher não tem individualidade. Com todo o respeito, é algo bastante tacanho. Mas, não me surpreende vindo de alguém que diz buscar "socialismo e liberdade" ao mesmo tempo em que nega ser "dono"de si.

Por favor, divirta-nos mostrando como alguém que não é dono de si pode ser livre...

Ah, e antes que eu me esqueça, por favor, divirta-nos também contando mais sobre essa sua tese de que os traidores são os "neoliberais".

Deve ser por isso que Luiz Carlos Prestes, um comunista de carteirinha, entregou a sua esposa judia Olga Benário, grávida de 7 meses, a Getúlio Vargas, para ser deportada diretamente para a Alemanha nazista de Adolf Hitler em troca da sua liberdade.

Deve ser por isso que Fidel Castro traiu o governo dos EUA, que o apoiou na derrubada da ditadura de Fulgêncio Batista.

Certamente é por isso que socialistas/comunistas praticavam seus justiçamentos, para tanto bastando simplesmente desconfiar.

Provavelmente é por isso que governos socialistas/comunistas matam justamente o seu povo. Inclusive boa parte daqueles que ingenuamente os apoiavam por acreditar, como você, que socialismo significa liberdade e, chocados, começarem a perceber a cilada em que caíram tão logo os governos que ajudaram a subir ao poder chegam a ele.

Se isso não é "trair o coletivo", então, por favor, conte-nos o que é.

O Homem, com "H" maiúsculo, vive em coletividade. A coletividade é uma característica da espécie humana.

O homem, assim como a mulher, são indivíduos. E como tais, fazem suas escolhas. Coletivas e individuais. Inclusive quanto a quais coletivos pretendem seguir. E devem ter direito a elas. Isso inclui o poder de decisão sobre portar ou não arma de fogo.

Exatamente aí está o ponto. Aliás, vocês esquerdistas sabem muito bem usar o direito à individualidade quando ele lhes serve para vender suas idéias esdrúxulas. Ou você agora vai negar que as "feminazis" adoram bradar "meu corpo, minhas regras!"?

Seria divertido também ver o senhor, um orgulhoso filósofo e escritor, que diz que "já refutou Mises", explicando à essas mulheres sobre não ser seu dono, ser apenas uma ideia em prol do coletivo.

Sr. Capital Imoral, seus argumentos se baseiam inteiramente em uma visão completamente distorcida dos fatos. Algo, aliás, típico em esquerdistas. Distorcem a realidade ao sabor das suas conveniências para tentar adaptá-la à sua linha de raciocínio, se é que podemos dizer que há algum raciocínio em gente que nega a realidade à sua volta.

" Eu sou uma ideia, eu sou um espirito coletivo da busca pelo socialismo
e liberdade".

Sinto dizer, mas você terá de se decidir. Ou escolhe buscar o socialismo, ou o faz buscando a liberdade. Os mais de 100 milhões de mortos por esse regime nefasto e suas famílias (as que sobreviveram) certamente têm muito a dizer sobre liberdade no socialismo.

Diga em qual lugar do mundo socialismo e liberdade andaram juntos. A história mostra justamente o contrário. Socialismo sempre mostrou-se o oposto à liberdade e um sinônimo de autoritarismo. Norte-coreanos, cubanos, chineses, russos, venezuelanos, vietnamitas, cambojanos, romenos, poloneses, etc, têm muito a ensinar sobre isso.

Talvez você mesmo possa nos contar sobre como pode significar liberdade um regime que foi capaz de matar mais que a soma de todas as guerras do século XX. Pior: os mortos por esse regime eram do povo dos próprios países socialistas, não de países inimigos. Os povos que viveram sob esse regime sabem como ninguém o que é traição.

Mas, o senhor, iluminado como diz ser, poderia nos enriquecer contando quais países cujos governos adotaram idéias liberais provocaram o mesmo efeito.

Regimes socialistas só foram implementados às custas de repressão, violência e autoritarismo, com muito sangue derramado. Nem mesmo esse método e imposição garante a sua sobrevivência. Todos os regimes socialistas caíram de podres. Os que ainda sobrevivem estão cada vez mais fracos, sua vez de desmoronarem não tardará. E isso ocorre exatamente por causa da realidade. Não se pode negá-la eternamente.

Um dos grandes erros de vocês socialistas é tentar vender o capitalismo como se ele fosse uma espécie de entidade, algo criado artificialmente. Não percebem que o capitalismo é simplesmente a realidade entre as relações comerciais entre as pessoas. Liberais defendem o curso natural das coisas. O livre mercado.

Diferentemente do socialismo/comunismo, que um conjunto de teorias criadas por "pensadores" baseados exatamente na distorção da realidade. E que só pôde ser efetivamente implementado à força.

A julgar pelo fato de os mais bem sucedidos países do mundo adotarem, em variados graus, idéias liberais; mostra que quanto maior a interferência do Estado no cotidiano do cidadão, piores são as condições de vida da população, do coletivo.

Aí está uma lição para você pesquisar e estudar, sr. Capital Imoral. Tire os óculos ideológicos e observe o mundo à sua volta. Nada mais anti-socialista. Veja os rankings dos países com melhor IDH, com melhores indicadores de desenvolvimento. E veja quais são os países que mais implementam idéias liberais. Silogismo em estado puro.

Quanto à propriedade nada mais é que uma conquista daquele que trabalha duro por ela. Só questiona o direito à propriedade aquele que quer aquilo que pertence aos outros. Duvido que você abra mão das suas propriedades para ser coerente com o seu discurso contrário à ter esse direito.

Quando o fizer, senhor filósofo e escritor, aponte-nos, por favor, países sob regimes socialistas que estejam entre os primeiros em qualidade de vida, renda per capita, desenvolvimento humano, etc

Aí sim você estará refutando Mises. Do contrário, toda a sua ladainha de esquerdista só confirmará o quão ele está certo.





11 horas

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • MAIS MISES MENOS MARX  12/03/2016 20:29
    Entendeu agora, comentarista Pobre Paulista?

    Captou o espírito da coisa?

    Estamos aplicando os ensinamentos de Rothbard: a liberdade precisa conquistar corações e mentes.
  • Henrique Zucatelli  13/03/2016 18:18
    Boa iniciativa, mas no campo prático não vai dar em nada, não por falta de mérito de Mises, mas pela luta de classes pela teta.

    É só seguir o curso da história. A liberdade é pacífica, mas foi conquistada pelas armas.
  • Pobre Paulista  14/03/2016 17:10
    Claro que entendi. Nada como aproveitar uma manifestação política para divulgar ideais essencialmente anti-políticos, não é mesmo?

    Também não me escapa a ironia do termo "corações e mentes" ser título de uma música dos esquerdistas Titãs.

    De qualquer maneira, eu desejo sucesso a todas as empreitadas individuais. Quantos panfletos você distribuiu? Quantas pessoas você convenceu que estar lá na manifestação não resolveria absolutamente nada? Estou curioso e ansioso para ver os efeitos positivos da sua incursão.

    No aguardo.
  • MAIS MISES MENOS MARX   14/03/2016 18:30
    "Nada como aproveitar uma manifestação política para divulgar ideais essencialmente anti-políticos"

    So what? Como é delicioso ficar brincando de encontrar contradições com joguinho de palavras... Ah, por favor, meu caro...


    "Também não me escapa a ironia do termo 'corações e mentes' ser título de uma música dos esquerdistas Titãs"

    So what? Ah, como é deliciosa essa brincadeira juvenil de "veja, essa expressão um esquerdista já usou, nossa...". Eu nem me lembrava da existência dessa banda, e até onde sei eles não são - e nem poderia ser - donos da expressão "corações e mentes".


    "Quantas pessoas você convenceu que estar lá na manifestação não resolveria absolutamente nada?"

    Eu já disse que o objetivo não seria "convencer alguém de que estar lá não resolveria nada"; na melhor das hipóteses, vc não quer entender; e na pior das hipóteses, vc quer mistificar o que eu disse, que, de toda sorte, acabou sendo encampado pelo artigo supra.

    Seja como for, quem "está no aguardo" de uma atitude consistente sua sou eu: vamos lá, propugne o fim do IMB e a extinção desse site. Aliás, carece de sentido a sua visitação a esse site, haja vista a inocuidade do site para convencer quem quer que seja, sendo ele irrelevante para obter quaisquer "efeitos positivos".
  • Pobre Paulista  14/03/2016 19:34
    Meu caro, você deixou claro sua intenção de tentar impor uma ideologia específica à pessoas que não estão necessariamente interessadas. Você engrossou uma manifestação cujo resultado é deterministicamente contrário aos ideais libertários, como mostrei em outro post. Você usou seu precioso tempo em busca de um "bem maior" ao invés de cuidar de sua própria vida.

    Você pode espernear à vontade, mas suas ações não foram a favor dos ideais libertários, por mais que você ache que tenham sido. Ações mudam a realidade, intenções não. Qualquer um que tenha ido às ruas no dia 13/03/2016 colaborou para um estado mais presente na vida dos indivíduos, independentemente de suas intenções ou orientações políticas. E isso vai na sua conta.

    Eu lhe perguntei o que exatamente você fez e não obtive resposta, vou lhe dar outra chance: Quais ações tornaram o Brasil mais libertário depois de 13/03/2016?

    E ainda não entendi como você chegou à estapafúrdia conclusão que eu devo sugerir a extinção do IMB.
  • MAIS MISES MENOS MARX  14/03/2016 20:51
    "você deixou claro sua intenção de tentar impor uma ideologia específica à pessoas que não estão necessariamente interessadas"

    Continua falseando o que eu disse. Eu não quero "impor" nada para ninguém; eu acho importante tentar persuadir - pela via do argumento racional - as pessoas da superioridade moral e econômica da liberdade individual; acho importante persuadir pessoas - pela via do argumento racional - de que o mal a ser combatido é o estado. As pessoas podem se interessar por isso, e são capazes de se interessar por isso, pq nem todas são débeis mentais, burras ou de má-fé. E pessoas "não interessadas" podem passar a ser interessadas por isso mediante a contraposição de ideias.


    "Você engrossou uma manifestação cujo resultado é deterministicamente contrário aos ideais libertários, como mostrei em outro post"

    Você não "mostrou" nada; dizer que o "resultado" da manifestação é "contrário aos ideais libertários" não é mostrar nada, mormente pq eu disse a vc que eu não visara ao "resultado" de um "movimento".


    "Você usou seu precioso tempo em busca de um 'bem maior' ao invés de cuidar de sua própria vida"

    Não estava buscando um "bem maior"; estava cuidando da minha própria vida, e cuidar da minha própria vida inclui usar a minha liberdade para tentar (quando eu quiser e nos momentos em que eu tiver disposição e tempo) persuadir algumas pessoas de que o mal a ser combatido é o estado. E só eu posso dizer o que está incluído no âmbito do "cuidar de minha própria vida".


    "suas ações não foram a favor dos ideais libertários, por mais que você ache que tenham sido"

    Minhas ações são, e foram, tão a favor dos ideais libertários como o são as ações desse site consistentes em publicar diariamente artigos em favor da liberdade individual para que pessoas possam lê-los e se convencerem de que o mal a ser combatido é o estado.


    "E isso vai na sua conta"

    Nossa, que peso vc me deixou na consciência agora; nem vou dormir hoje.

    No artigo supra está escrito assim:

    "Neste domingo, dia de 13 de março, aproximadamente 10.000 balões com a frase 'Menos Marx, Mais Mises' estarão na Avenida Paulista, em São Paulo. O Instituto Atlantos estará distribuindo este folheto: (...). E preparou também um guia completo — utilizando artigos deste Instituto — para explicar sucintamente como as teorias econômicas da Escola Austríaca enterraram as bases teóricas do socialismo, separando leituras aprofundadas sobre cada uma destas teorias. Eis o básico sobre o socialismo, explicado pelos grandes nomes da Escola Austríaca, que todo leigo inteligente tem de saber"

    Vamos lá, meu caro: diga que também vai para a conta do IMB ter "colaborado" para um estado mais presente na vida dos indivíduos.


    "Eu lhe perguntei o que exatamente você fez e não obtive resposta, vou lhe dar outra chance: Quais ações tornaram o Brasil mais libertário depois de 13/03/2016?"

    Sua teimosia embaralha seu raciocínio. No primeiro parágrafo você se dirige à minha conduta ("você usou seu precioso tempo em busca de um "bem maior" ao invés de cuidar de sua própria vida"); agora você vem me perguntar das "ações do Brasil"? Vc enxerga uma coletividade; eu não penso em termos de coletividades. Além disso, eu nunca disse que o dia 13/03 teria aptidão de tornar o "Brasil mais libertário". Isso foi coisa criada por sua cabeça.


    "E ainda não entendi como você chegou à estapafúrdia conclusão que eu devo sugerir a extinção do IMB"

    Esforce-se mais para entender, então: você disse que "você usou seu precioso tempo em busca de um 'bem maior' ao invés de cuidar de sua própria vida".

    Eu disse achar importante tentar persuadir - pela via do argumento racional - as pessoas da superioridade moral e econômica da liberdade individual (e, de conseguinte, de que o mal a ser combatido é o estado); esse site existe para mostrar, via artigos com argumentos racionais, a superioridade moral e econômica da liberdade individual (e, de conseguinte, de que o mal a ser combatido é o estado).

    Destarte, vc acha que a equipe responsável pelo site perde seu "precioso tempo em busca de um 'bem maior' ao invés de cuidar de suas próprias vidas".

    E antes que vc diga algo como "é diferente existir um site e participar de uma manifestação", eu te copio esse trecho:

    "Neste domingo, dia de 13 de março, aproximadamente 10.000 balões com a frase 'Menos Marx, Mais Mises' estarão na Avenida Paulista, em São Paulo. O Instituto Atlantos estará distribuindo este folheto: (...). E preparou também um guia completo — utilizando artigos deste Instituto — para explicar sucintamente como as teorias econômicas da Escola Austríaca enterraram as bases teóricas do socialismo, separando leituras aprofundadas sobre cada uma destas teorias. Eis o básico sobre o socialismo, explicado pelos grandes nomes da Escola Austríaca, que todo leigo inteligente tem de saber".

    Abço.
  • Pobre Paulista  14/03/2016 23:19
    "Continua falseando o que eu disse bla bla"

    Certo. Então você não estava tentando impor ideais, mas persuadir a pessoas. Legal, não vamos brigar por picuinhas semânticas. Estamos de acordo aqui.

    "Você não "mostrou" nada..."

    Mostrei neste comentário. Você leu e deu seu primeiro piti. Aliás, você disse que não estava interessado na manada, mas foi lá fazer parte.

    "Além disso, eu nunca disse que o dia 13/03 teria aptidão de tornar o "Brasil mais libertário"

    Nem eu disse que você disse isso. Você disse claramente que iria disseminar os ideais libertários. E eu perguntei: Disseminou? Mas na verdade, pouco importa a resposta. Sua simples presença implicou num headcount em um evento que pede clemência por mais estado, ainda que você estivesse lá disseminando ideais contrários a isso. E ponto. Esse é meu ponto. Não precisa de ataques e textões para dizer que você acha que a utilidade da possível disseminação de conhecimento superaria o sucesso do movimento contrário aos ideais disseminados. Eu entendo que não, você entende que sim. Eu tenho alergia a contradições, você não vê problemas em abrir pequenas exceções. O individualismo é algo fenomenal, né?

    Ah, a propósito, as consequências das manifestações já estão aparecendo, agora temos um risco potencial de ter um Lula Ministro. Não que eu me importe com isso, mas duvido que esse fosse um objetivo da manifestação. Também duvido que isso seja algo a favor os ideais libertários. Parece que não aprendemos nada a respeito do "que não se vê" né?
  • MAIS MISES MENOS MARX  15/03/2016 00:28
    "Mostrei neste comentário"

    O seu comentário citado é o mesmo a que fiz alusão acima. Não "mostra" absolutamente nada.

    "você disse que não estava interessado na manada, mas foi lá fazer parte"

    Eu não fui fazer parte de uma "manada"; vc que quer me incluir numa coletividade ("manada"), pq o que vc afirma precisa dessa "inclusão" numa "coletividade".

    "Sua simples presença implicou num headcount em um evento que pede clemência por mais estado"

    E pq vc não diz que o IMB "implicou num headcount em um evento que pede clemência por mais estado"?

    A Equipe IMB escreveu isso no site:

    "Neste domingo, dia de 13 de março, aproximadamente 10.000 balões com a frase 'Menos Marx, Mais Mises' estarão na Avenida Paulista, em São Paulo. Neste momento, e mais do que nunca, é crucial explicar aos leigos todos os problemas com a teoria econômica do socialismo. Mais ainda: explicar sucintamente como a Escola Austríaca de economia enterrou definitivamente todas as bases teóricas do socialismo (...). O Instituto Atlantos estará distribuindo este folheto [...]. E preparou também um guia completo — utilizando artigos deste Instituto — para explicar sucintamente como as teorias econômicas da Escola Austríaca enterraram as bases teóricas do socialismo, separando leituras aprofundadas sobre cada uma destas teorias".

    E aí, te falta coragem para dizer que o IMB, mediante a publicação do artigo supra, "implicou num headcount em um evento que pede clemência por mais estado"?

    "para dizer que você acha que a utilidade da possível disseminação de conhecimento superaria o sucesso do movimento contrário aos ideais disseminados"

    Em momento algum coloquei minha conduta em termos de trade-off com eventual "sucesso" de "movimento". Vc só quer enxergar coletividade, e não indivíduos. Explicitei isso mais de duas vezes: eu disse achar importante tentar persuadir - pela via do argumento racional - as pessoas da superioridade moral e econômica da liberdade individual (e, de conseguinte, de que o mal a ser combatido é o estado). Vc precisa ajustar sua interpretação de texto.

    "Eu tenho alergia a contradições"

    Comece sanando as suas, então (incluindo a insistência em só enxergar coletivos). Comece a tentar ver aquilo que vc não está vendo.

    Meu caro, todos nós vivemos em um cenário adverso aos ideais libertários. Para usar as suas próprias palavras, vivemos um constante "movimento contrário" aos ideais disseminados pelo IMB. Mas você entende que não há "utilidade" alguma em disseminar conhecimento sobre libertarianismo/liberdade individual. Então você entende - segundo vc mesmo - como perda de tempo a publicação de artigos (e, pois, a disseminação de conhecimento) num site libertário.
  • John Galt  14/03/2016 23:23
    Não estou a par da discussão mas esse debate me levou a uma dúvida.

    Segundo você, Pobre Paulista, o fato de o IMB mostrar a quem quiser acessar vonluntariamente o conteúdo que se presta a apresentar vai contra o "ideal libertário"? Você quis dizer que pessoas que são adeptas ao "ideal libertario" não deviam estar presentes na manifestação porque isso "reforça" a presença do estado na vida da pessoa?

    Sinceramente tentei e falhei em enxergar uma conexão entre uma coisa e outra, ainda mais dita por um brasileiro que sabe a carência que o país tem desse tipo de conteúdo ou qualquer conteúdo que saia da extrema esquerda e progressismo.

    Na sua concepção, em um pais que desce ladeira abaixo na falacia coletivista alguem que defenda e queira viver em liberdade individual deve ficar em casa "cuidado do seu negocio", na esperança de que talvez em 50 anos, em um passe de mágica toda a doutrinação ideologica suma, que todos adquiram um estado elevado de consciencia racional e ele finalmente possa levar a vida com certa liberdade individual?
  • Pobre Paulista  22/03/2016 19:23
    Opa, esqueci desta thread.

    Perguntei em outro artigo, mas acho mais pertinente perguntar aqui.

    Você foi à manifestação do dia 18/03/2016 para disseminar ideais libertários?

    Por favor, não me decepcione com incoerências. Me responda que sim.

  • MAIS MISES MENOS MARX   24/03/2016 13:53
    Como você não é desprovido de inteligência mínima (embora desprovido de conhecimento acerca do que os grandes autores austro-libertários pensam sobre disseminação de ideais libertários), esse seu intento de assimilação entre uma coisa (manifestação dia 13) e outra (manifestação dia 18) só pode ser fruto de má-fé.


    A Equipe IMB não apenas expressamente convocou e conclamou pessoas, via artigo específico (supra), como esteve na manifestação dia 13 (e obviamente não esteve na manifestação dia 18).

    Apesar disso, você segue prestigiando diariamente o site dessa mesma Equipe, que, para você, é incoerente;

    apesar disso, você segue visitando freneticamente o site dessa mesma Equipe, que, marcando presença na manifestação dia 13, segundo você, "implicou num headcount em um evento que pede clemência por mais estado".

    Você prestigia - demonstrando grande interesse diário, inclusive pela seção de comentários - o site de uma Equipe que para você é incoerente e que participa de "evento que pede clemência por mais estado".


  • Pobre Paulista  22/03/2016 19:31
    Eu é que não estava entendendo seu argumento, "John Galt", mas por fim entendi.

    Não ligo para o "país". Não ligo para linhas imaginárias em um mapa. Não quero um "Brasil" melhor nem pior, nem com mais nem com menos corruptos. Quero é me livrar dele, isso sim.

    Quem foi à manifestação lutou por um Brasil melhor. Eu luto por Brasil nenhum, no meu dia a dia, sem exigir nada de ninguém, simplesmente porquê não tenho nem o direito e nem o dever de exigir nada de ninguém.

    Libertário que se preza fica LONGE do estado. Mas parece hoje em dia parece que só tem libertário de butique né?

    Deu pra entender?

    PS: Não tenho nada contra os LIBERAIS que foram à manifestação, esses sim estão coerentes com suas ideologias. Só não concordo 100% com ela. À esses, desejo sorte em suas empreitadas, apesar de acreditar que no fim dela continuaremos na mesma porcaria.
  • Diego  12/03/2016 20:48
    Ótimo artigo imb, a cada dia se superam mais.
    Agora gostaria de pedir um favor.estou pretendendo fazer faculdade de economia mas não conheço nenhuma que ensina a partir de um viés libertário.será que vcs poderiam me dar algumas sugestões?
  • Ze  12/03/2016 21:36
    Notícia ruim, Diego: infelizmente, não existe.
  • Felipe Sembay  12/03/2016 22:15
    Estou me formando em Economia. Cara, não curse economia, achando que você estudará esses caras na faculdade. Desses 4 autores você vai estudar apenas um que é Carl Menger, pois além de fundador da Escola Austriaca o período em que ele viveu se enquadra nos Neoclássicos. Então se você pretende cursar economia para aprender sobre a Escola Austríaca, me desculpe te decepcionar. O que você estudará na realidade, é um mar de socialismo e keynesianismo.

    Mas ainda sim, se quiser cursar economia e aprender sobre Escola Austríaca, o IMB é o melhor lugar para isso.
  • Guilherme  13/03/2016 02:25
    Diego,

    Estou concluindo o curso de economia na USP, então, acredito que posso te prestar algumas informações úteis.

    Primeiramente, não curse economia se seu objetivo é aprender sobre escola austríaca. O IMB possui vasto material sobre o assunto e os cursos em faculdades não abordarão nada específico sobre essa escola.

    Faculdades como USP, FGV e INSPER possuem bons cursos de economia com alguma proximidade e relevância para o mercado de trabalho. Além disso, seus cursos são considerados "ortodoxos", ou seja, são cursos que possuem grades curriculares estruturadas em matérias empírico-quantitativas e teoria econômica (macro e microeconomia) tradicional.

    A teoria microeconômica que aprenderá é extremamente útil para o entendimento econômico, mas, infelizmente, os livro-textos não levantam os problemas como o da coordenação e se resumem a "brincar" com cálculo aplicado a funções de produção. Assim, será fácil passar pela matéria sem compreender do que ela trata. A macroeconomia da graduação não terá micro fundamentações, assim, se resumirá aos modelos keynesianos. Outras matérias que deve cursar: economia internacional advogará pelo livre comércio (consenso); e economia monetária trará um entendimento dos sistemas financeiros.

    Fique tranquilo que não encontrará teorias marxistas dentro do currículo base de cursos tradicionais (usp, fgv e insper), marx não tem qualquer relevância para a economia moderna (neoclássica). Em outras faculdades, infelizmente, a heterodoxia ainda é existente, assim como abordagens muito distantes do entendimento liberal.

    No mais, pense em que área pretende trabalhar e só então escolha o que cursar. Minha opinião é a de que se não pretende seguir para área acadêmica e/ou não consegue cursar nas faculdades que mencionei, escolha outro curso. Gosto de contabilidade, TI e engenharias, acho que terá fácil entrada e boa colocação no mercado para qualquer uma delas.

    Confira esse texto do Rafael:
    spotniks.com/7-dicas-para-quem-quer-ser-economista/

    Concordo com quase tudo no texto dele, discordaria apenas quanto ao curso de administração. Minha opinião, após cursar várias matérias optativas da adm, é a de que o curso beira a inutilidade e poderia ser resumido em alguns poucos livros. A menos que, por sobrar muito tempo livre, consiga estudar e obter outras certificações em ferramentas úteis à parte durante o curso (programação em banco de dados sql, softwares estatísticos, excel, cfa...), recomendaria outra escolha.
  • diego  13/03/2016 17:31
    Guilherme,acabei de ler o texto e realmente ajudou muito. Eu particulamente pensava em cursar economia com o objetivo de ser empreendedor,investidor,especulador, etc, e o diploma seria mais para um plano B caso isso desse errado. Mas se a faculdade de economia não é boa para fazer esse tipo de coisa, o que voce sugere que seria um curso mais útil?
  • Anderson d'Almeida  13/03/2016 22:17
    Diego,


    Desculpe-me a minha intromissão.

    Já que queres ser um empreendedor, um curso bom para ti seria Administração, Ciências Contábeis ou Logística. O primeiro curso é o básico, nele tu tens cadeiras voltadas à empresa e ao mercado, podes conseguir (em caso de plano B, como disseste) um cargo de gerência em uma empresa; em contabilidade, tu terás algumas cadeiras comuns à administração, além de aprender conceitos e ferramentas de controle, orçamento, balanço e coisas relacionadas (é um excelente curso); e ainda há o de Logística, se quiseres fazer algo mais leve e rápido.

    Enfim, espero tê-lo ajudado um pouco. Aliás, para melhor compreensão, recomendo-te pesquisar sobre os cursos citados e como anda o mercado deles.

    Abraços!
  • diego  14/03/2016 00:35
    pode atrapalhar o quanto quiser, quanto mais informação melhor. Obrigado pelas dicas e informações sobre os diversos cursos, vcs ajudaram bastante

    abraço.
  • Guilherme  15/03/2016 01:18
    Diego,

    Não há escolha certa, tudo depende de você, seu perfil e suas preferências.

    Também tenho vontade de empreender e pretendo fazê-lo em algum momento futuro. Agora, não há uma função de produção para inovação ou guia para sucesso em novos empreendimentos. A atividade do empreendedor é basicamente a de "descoberta", muito dependente da perspicácia do empreendedor em avaliar e identificar o desejo do consumidor.

    O que posso fazer é dizer o que eu faria caso não tivesse escolhido economia. Nesse caso, explicarei o porquê da escolha.

    Minha primeira opção seria ciências da computação. Acho que é um curso abrangente, em uma área promissora. O conhecimento obtido me daria mais opções no momento de decidir em que empreender e os salários na área são bons (melhoram bastante com o tempo, experiências e certificações). Tenha em mente que nesse caso o curso exigirá maior dedicação a faculdade.

    Outra opção seria contabilidade. O conhecimento também seria bastante útil, a aplicação seria inevitável em seu negócio e não dependeria, necessariamente, da área em que decidisse empreender (como dependeria no outro curso que mencionei). O curso será mais fácil e terá mais tempo livre.

    A faculdade dará uma certificação de que vc cumpriu o currículo por eles determinado e, se isso significar que se tornou mais produtivo, possibilitará que vc receba salários maiores.

    Conhecimento é algo que independe de certificação e será indispensável se quer ser bem-sucedido. Poderá obter qualquer conhecimento que citei em livros e na internet, a preço zero ou quase zero.

    Novamente, tudo dependerá de você. Minha sugestão é a de que decida onde quer trabalhar como funcionário e só então escolha o curso. Lembre-se, a faculdade te dará um certificado. O certificado resolve um problema de assimetria de informação, ele será útil para seu empregador decidir se vale a pena empregá-lo.

    Meu diploma é em economia, mas estou aprendendo um pouco de programação em Python e PHP, e em breve aprenderei C e vba para excel. Também acumulo algum conhecimento em eletrônica e já estou começando a aprender uma quarta língua. Para obter conhecimento útil para seu negócio não precisa de diploma. Escolha a área com que mais se identifica e com a qual se disporia a levantar as 5 hrs da manhã de segunda sem precisar reclamar de que terá que trabalhar.

    Espero tê-lo ajudado. Boa sorte na escolha. Sucesso.

    Abraços
  • Marcelio  14/03/2016 02:06
    Esses últimos tempos fiquei com bastante vontade de fazer Economia, mas o problema é que não sou bom em matemática. O artigo do Spotniks é bem interessante, mas preciso melhorar bastante em matemática para entrar em um desses cursos.
  • Luis En Carvalho  12/03/2016 21:06
    Que ótimo ! Eu sempre refutei o Socialismo porém até bem pouco tempo não conhecia Ludwig Von Mises. Fui conhecer em um dos protestos de 2014 quando vi um cartaz com os mesmos dizeres. Aí pesquisei e cheguei à ele e a esta página também.
  • Marcos Maroni   12/03/2016 21:08
    Marcos Maroni Menos Governo, mais Iniciativa Privada...
  • Vinicius Bastos  12/03/2016 21:13
    Por que não ensinam isso nas escolas quando estão falando de Karl Marx? Pelo menos nas universidades os estudantes iriam perder muito menos tempo ouvindo teorias marxistas novamente.
    Há de se concordar que se há uma teoria que explora o homem é o marxismo/socialismo/comunismo.
  • Miguel Heinen  12/03/2016 23:20
    Desgraça da Nova República (1988/2016)

    Para você entender o cenário brasileiro

    PMDB = Esquerda Prostituta
    PSDB = Esquerda Corporativista
    PT = Esquerda Gramscista
    PCdoB = Esquerda Comunista
    PSOL = Esquerda "Engana-Jovem"
    DEM = Corporativista "Maria-vai-com-as-outras"
    PP = Centro Timidão
    PDT = Brizolão (esquerda)
    PCO = Marxista Ortodoxo
    PSTU = Esquerda Jargão Old School
    PSB = Esquerda Tamo Junto
    PCB = Esquerda Comunista II
    REDE = Esquerda "não-sou-de-esquerda-nem-de-direita"
    PV = Esquerda Jardinagem
    PSL = Direita Liberal Adolescente
    PSC = Direita Conservadora Adolescente
    NOVO = Direita Liberal Infanto-Juvenil
    Outros = Centrão "não-sei-o-que-to-fazendo-aqui"
    Outros 2 = Centrão "bora-roubar-também-então"
  • Azônimo  12/03/2016 23:34
    Boa.
  • André  12/03/2016 23:40
    Ótimo resumo.
    Bem completo.
  • Mr Citan  13/03/2016 04:15
    República no Brasil : Projeto de fracasso eterno.
  • Fabiano  13/03/2016 04:22
    PSL é uma vergonha para a direita. Até mais que vergonhoso que o PSC e o NOVO.

    Realmente espero que os leitores daqui não cometam a bobagem de apoiar um partido bleeding-heart libertarian. A "preocupação social" do PSL somente servirá para fortalecer os partidos de esquerda daqui e a "função social" da Constituição bostileira.
    Libertarianismo de esquerda distorce completamente o que é libertarianismo.

    LIBER é único que se salva aí.
  • Luiz  13/03/2016 07:36
    Ou seja, enquanto aqui se refuta, eles estão no poder. O que não adianta muita coisa. Parece que estamos falando com as paredes.
  • Sociólogo da USP   13/03/2016 14:17
    Eu vejo de outra forma...

    PMDB = partido neoliberal que levou o PT para o mau caminho
    PSDB = partido neoliberal, elitista, conservador, fascista, imperialista, corporativista...
    PT = partido de raízes esquerdistas que vem abraçando o neoliberalismo
    PCdoB = representa o nosso sindicato
    PSOL = idem PT
    DEM = idem PSDB
    PP = idem PT
    PDT = idem PP
    PCO = idem PCdoB
    PSTU = idem PCdoB
    PSB = idem PT
    PCB = idem PCdoB
    REDE = new PSDB
    PV = 99% ambientalista, esquerdista mas aquele 1% é neoliberal...
    PSL = new PSDB
    PSC = partido neoliberal, ultra-conservador e cristão, uma afronta ao progressismo.
    NOVO = ápice do liberalismo econômico inspirado por Adam Smith e deve ser aniquilado o mais cedo possível(mais nocivo que o PSDB)

    Faltam partidos políticos que representem a esquerda. Chega de partidos neoliberais!
  • Rhyan  13/03/2016 22:29
    "Direita Liberal"

    Isso prova o seu nível de conhecimento, acha que liberalismo é de direita.
  • Nolan  14/03/2016 14:00
    Sim, Rhyan. Liberalismo econômico é de direita tanto pelo Diagrama de Nolan, tanto pelo Espectro Político tradicional.

    É só estudar um pouquinho para saber o que significa "direita" nos espectros políticos e não através do que esquerdistas falam sobre seus oponentes.
  • Daniel  14/03/2016 16:39
    O diagrama de Nolan não faz muito sentido. Se formos seguir o que ele diz, Stálin não era de esquerda, coisa que ninguém possui a cara de pau de afirmar. O espectro político é melhor.
  • Antônimo  14/03/2016 14:19
    Rhyan,

    existe direito liberal sim.

    Você está confundindo libertarianismo (que não é nem direita nem esquerda) com liberalismo econômico mais tradicional que pode, sim, estar associado à direita (vide, p.ex., Thatcher).
  • Fernando  13/03/2016 00:18
    Eu vou estar na Paulista, mas acho que o correto seria estar em frente ao fórum da Barra Funda.

    Essa pátria que o povo quer, não se sustenta sem uma justiça correta.

    Em Brasília, a manifestação deveria ser mais próxima do STF do que do congresso.

    O povo ainda não entendeu que a justiça é o poder permanente, que deveria proteger o governo dos políticos. Políticos são como parasitas e carrapatos.

    Eu vou protestar contra os socialistas. Essa pátria precisa sofrer uma reforma liberal radical, que respeite os interesses dos individuais.

    A grande diferença dos liberais, é que nós não terceirizamos as coisas. Não precisamos de governo para fornecer produtos e serviços às pessoas. Não necessitamos de ajuda fazendo expropriação de bens das pessoas. Não precisamos roubar pessoas para ajudar outras. Também defendemos a capacidade das pessoas pensarem por seus próprios interesses. Enfim, quem respeita os interesses das pessoas são os liberais.

  • O MESMO de SEMPRE  13/03/2016 10:02
    Um grande erro dos críticos do socialismo se deve ao fato de serem críticas meramente utilitaristas.

    O primeiro pensador, e unico, a criticar o socialismo MORALMENTE foi NETZSCHE. Pois foi o único que esclareceu que o socialismo não passava de uma reivindicação de Poder absoluto para a organização Estado. Na verdade foi o único que desprezou o moralismo cristão do socialismo. Afinal, a cultura da ideologia cristã que confronta-se com o judaísmo (sim, é uma contradição ao judaísmo) não permite uma critica moral ao socialismo ou marxismo. Exatamente devido a isso as críticas ao socialismo se focavam no utilitarismo, já que uma crítica moral levaria junto o cristianismo. Aliás a afirmação estórica* é que o tal Jesus era um judeu essênio, sendo que os essênios eram adeptos de uma seita "comunista".

    As ideias socialistas precederam em muito as ideias marxistas e mesmo Tomas More, ainda no sec XV, escreveu sua funesta UTOPIA com base na moral cristã. Moral esta sob forte influência da república de Platão. Como More admitiu.

    Na verdade as IDEOLOGIAS (amontoado de ideias que prometem um objetivo supremo ou FIM REDENTOR para a humanidade) visam estabelecer uma organização que se apropria da população, como se esta fosse um REBANHO à disposição do pecuarista e seus vaqueiros.

    O soci8alismo não apenas ruim por ser um fracasso econômico, mas é repulsivo por ser eticamente condenável e mesmo moralmente abjeto, tal a INJUSTIÇA que propõe.

    O sociaismo advoga uma sociedade hierarquizada no MESMO MOLDE do FEUDALISMO.

    O marxismo que tripudiava do socialismo cristão, chamando-o de socialismo utópico, propunha um socialismo como uma efetiva luta de classes que terminaria no fantasioso comunismo. Só então através da mirabolante ABUNDÂNCIA absoluta o tal comunismo poderia se estabelecer com o fim do Estado e a presença de um povo paradisiaco.

    A farsa marxista nem mesmo escondeu sua inspiração cristã para aaproveitar-se do necessário SINCRETISMO: Marx prometia um apocaliPTico e inevitável sociaismo que estabeleceria um "reino socialista" de MIL ANOS. Impossível não perceber o DELIBERADO SINCRETISMO a fim de não ter que firmar uma cultura ideológica completamente nova.
    Essa estratégia do marxismo permitiu a este pular etapas já levadas a cabo pelo cristianismo, mantendo a mesma promessa APOCALIPTICA com direito a um Paraíso final onde reinaria a felicidade absoluta, já sem dor ou sofrimento, mas com absoluta empatia de todos com todos.

    Enfim, a ideologia socialista não passa de uma escaramuça psicológica com a finalidade de ADESTRAR REBANHOS HUMANOS PARA ASSENTIREM COM O PODER ABSOLUTO de UMA CLASSE (governante) HIERARQUIZADA SOBRE TODA A SOCIEDADE.

    A PROMESSA IDEOLÓGICA de se construir um paraíso em FUTURO INCERTO é a moeda que compra parte das consciencias inseguras, carentes de autoestima e ansiosas por estima alheia sistematizada. Outra parte é ALICIADA por vislumbre mais racional e planejado. Essa outra parte de adePTos é formada pelos aportunistas e canalhas em geral. Estes percebendo a oportunidade de inserirem-se como membros da hierarquia governante (Estado) adotam a religião socialista em seu culto ao deus Estado milagreiro e provedor de todas as demandas, bastando que se o cultue obedecendo cegamente às deliberações de seus intermediários políticos - um novo Clero - que pregam a redenção ideológica e atuam através da burocracia hierarquizada - a nova Nobreza. Nesta promessa de utopia após a construção da abundância sob o comando dos UNGIDOS ideológicos, as novas cruzadas e purificações não se podem dispensar das perseguições a hereges, blasfemos e malvados seguidores da maldade.

    Toda a ideologia socialista se justifica na promessa de um Paraíso Comunista num futuro incerto e sem data sob promessa de uma entidade que poderá operar milagres em benefício dos ESCOLHIDOS como "as melhores pessoas", que viverão e usufruirão do prometido Paraíso na Terra.

    Conclusão:

    PLUS ÇA CHANGE PLUS C'EST LA MÊME CHOOSE!
  • O SEMPRE do MESMO  13/03/2016 17:52
  • Emerson Luis  14/03/2016 10:24

    Caro Mesmo:

    Desanimei de ler seu comentário quando percebi que é daqueles maiores do que o artigo, porém cheguei a ver o começo.

    Existem debates quanto ao que Nietzsche quis dizer com certas afirmações, mas ele realmente criticou a imoralidade do socialismo, que considerou uma forma de idolatria moderna - não sei se foi o Nietzsche que cunhou o termo "religião secular", mas ele aplicou o conceito ao socialismo, o que explica o antagonismo deste à religião tradicional.

    Quanto ao "cristianismo", ele chamou de "platonismo para as massas" ou algo assim. Grande parte do que se ensina como ensinos "cristãos" na verdade são conceitos platônicos e pagãos que foram adotados pelas igrejas. O cristianismo original foi uma vertente do judaísmo do primeiro século do nosso calendário.

    Assim, uma crítica moral ao socialismo só atinge as versões mais paganizadas do "cristianismo". Ou seja: além de tudo, o socialismo é uma forma de neopaganismo.

    * * *
  • O MESMO de SEMPRE  15/03/2016 17:30
    Emerson,

    diz-se que o lendário Jesus o Cristo (sim, cristop era o messias prometido)era um judeu, um judeu ESSÊNIO.
    Os essênios era uma seija judia pretensamente COMUNISTA.
    João Batista era ESSÊNIO.

    Conforme a bíblia diz, JC louvava os pobres como moralmente superiores ao ricos e dando à pobreza méritos por si só.
    A ode à inveja até é bem ostensiva quando afirma que aqueles que sorriem irão chorar e aqueles que sofrem irão sorrir e blá blá blá!!!

    Na bíblia é exaltado o ignorante e mal falado aqueles que buscam o conhecimento. Isso é fácil de perceber quando diz que o sábio é um tolo e que os ingênuos (bobos) é que são sábios perante deus.

    Enfim, LIVROS SAGRADOS estão sempre entulhados de asneiras e contradições. Marx bem sabia disso e escreveu idiotices uma maior que a outra em meio a uma inundação de contradições. Sim, Marx percebeu que os DESEJOS HUMANOS SÃO CONTRADITÓRIOS e por isso ideologias cheias de contradições fazem grande sucesso.

    Por exemplo o humano quer justiça e privilégios uns ante outros ao mesmo tempo.

    Marxistas e socialistas em geral não conhecem suas ideologias e tão pouco seus livros sagrados. Essa é mais uma coincidência entre ideologias. Cada um que se encanta por estas bobagens passam a repetir papagaiosamente alguns TRECHOS, sobretudo fora de contexto, e "INTERPRETAR" outros trecho fantasiosamente. Se atém ao que podem falsificar e que lhes é dito para repetirem como "DISCO ARRANHADO".
  • Taxidermista  14/03/2016 13:36
    Meu caro, talvez te interesse:

    existe um autor belga que escreveu um livro em defesa do anarcocapitalismo utilizando Nietzsche (além do trio austríaco Mises-Rothbard-Hayek):

    www.amazon.com/The-Road-Anarchy-economics-philosophy-ebook/dp/B00Y5TGGZU


    Abraço.
  • anônimo  16/03/2016 17:41
    Dizer que o marxismo é similar ao cristianismo porque promete um mundo melhor e sem opressão, é o mesmo que dizer libertarianismo é similar ao cristianismo porque promete uma vida melhor e sem opressão.

    Isso se chama falácia da conclusão sofismática.

    Qualquer ideologia materialista ou não-materialista promete uma vida melhor em sua propaganda para ser espalhada.
  • O MESMO de SEMPRE  21/03/2016 11:57
    Falacia é a conclusão "non sequitur".

    A crítica e a comparação não se deu por "promessas de um mundo perfeito e maravilhoso", NÃO!

    A crítica se deu por pontos defendidosem conformidade. Aliás a promessa de Marx para:
    MIL ANOS de SOCIALISMO tal e qual na bíblia o cristianismo promete MIL ANOS do REINO de DEUS.

    não é repetida pelo Liberatarianismo. Aliás Libertarianismo NÃO É uma IDEOLOGIA porque NÃO PROMETE COISA ALGUMA PARA UM FUTURO INCERTO, mas, SIM, É UMA TEORIA ou mesmo FILOSOFIA fundamentada EM PRINCÍPIOS e NÃO EM FINS.

    O LIBERTARIANISMO SE propõe através de um PRINCÍPIO AXIOMÁTICO: O não inicio da agressão e daí segue-se toda uma teoria filosófia SEM PROMESSA DE FIM REDENTOR ou OBJETIVO SUPREMO NENHUM.
    Não há promessa de PARAÍSO FUTURO no Libertarianismo e portanto, anônimo, você É UM FALASTRÃO e FALSIFICADOR.

    No cristianismo como no socialismo HÁ a PROMESSA de um PARAÍSO FUTUROI e em nome desse OBJETIVO SUPREMO e REDENTOR reivindica-se a OBEDIÊNCIA CEGA AOS LÍDERES sob a FINALIDADE de alcançar este Paraíso através do AMONTOADO de IDEIAS (sempre DESCONEXAS) que se AFIRMAM a RECEITA para atingi-lo (a IDEOLOGIA).

    Adeptos de IDEOLOGIAS são todos IGUAIS: FARSANTES, MENTIROSOS, DETURPADORES e intelectualmente limitados para a análise da ideologia, pois que AFEITOS UNICAMENTE AO FANTASIOSO FIM PROMETIDO.
  • anônimo  21/03/2016 14:17
    O MESMO de SEMPRE, Libertarianismo é uma ideologia (ou filosofia, pois toda filosofia pressupõe uma ideologia) baseada no Princípio de Não-Agressão que tem a Liberdade (todos os indivíduos serem livres da opressão do Estado) como seu principal objetivo (o seu fim). Libertários buscam maximizar a autonomia e liberdade de escolha, enfatizando as Liberdades políticas, associações voluntárias e a primazia do julgamento individual.
    Libertarianismo promete que o Livre-Mercado aliado ao PNA resolverá todos os problemas da humanidade e que todos os indivíduos serão livres e por isso é uma analogia ao "paraíso futuro".
    Libertarianismo não é uma teoria, você está confundindo libertarianismo com as teorias econômicas, como o ciclo econômico, da Escola Austríaca. São coisas completamente diferentes.
    Marx NUNCA afirmou ou prometeu "mil anos de socialismo" isso é uma invenção sua.
    Marx queria ACABAR com o cristianismo. O Marxismo é totalmente materialista e anti-cristão. Leia esse artigo do Rothbart que ele explica exatamente isso: Karl Marx e seu caminho escatológico para o comunismo
    Como eu disse anteriormente, sua comparação é a falácia da conclusão sofismática.
  • O MESMO de SEMPRE  22/03/2016 13:01
    Pô anônimo!

    Você falar que Marx não prometeu, LITERALMENTE, mil anos de socialismo tal e qual a bíblia promete mil anos de reino de deus é mostrar que unca leu Marx ou que é um desavergonhado EMBUSTEIRO.

    FILOSOFIA e TEORIA PARTEM DE PRINCÍPIOS para se desenvolver.

    IDEOLOGIA PARTE dos FINS PROMETIDOS.

    Essa éa diferença entre uma teoria ou filosofia em oposição a uma IDEOLOGIA.

    As ideologias PROMETEM FINS a serem alcançados através de seu amontoado de asserções (pretenso cjto de ideias). Por ser um amontoado desconexo de afirmações predominantemente DOGMATICAS É QUE AS IDEOLOGIAS SE "fuindamentam" NOS FINS QUE PROMETEM.

    Quer um exemplo:
    Um dos dez mandamentospassados a Moisés é "NÃO MATARÁS", mas no Velho Testamento o que Javé mais determina, inclusive a Moisés, é que seus fiéis MATEM HOMENS, MULHERES e CRIANÇAS até de peito. Está lá no Deuterônomio, Levitico, Números, Samuel e etc..

    Isso é ideologia.

    Quando se parte de um princípio trata-se de uma teoria ou fiolosofia. As ciências exatas, POR EXEMPLO, não são ideologias porque PARTEM de PRINCÍPIOS e assim PROGRIDEM paulatinamente nop CONHECIMENTO. A matemática, por exemplo, não iz que seguindo-a se atyingirá um nirvana qualquer. Ela simplesmente progrediu e progride através doss conhecimentos já obtidos como base para novos conhecimentos.

    Uma religião, ou IDEOLOGIA, se FUNDAMENTA nos FINS que promete, em PARAÍSOS assim literalmente definidos.

    O Libertarianismo NÃO PROMETE COISA ALGUMA, mas faz um JULGAMENTO ÉTICO AXIOMÁTICO: NENHUM INDIVÍDUO TEM DIREITO de INICIAR uma AGRESSÃO CONTRA OUTRO, SEJA LÁ SOB QUE OBJETIVO FOR.

    Eis a GRANDE diferença entre uma ideologia e uma filosofia ou mesmo uma teoria.

    Afirmar estupidamente que o Libertarianismo promete isso ou aquilo é mostrar que é um EMBUSTEIRO DESAVERGONHADO. Um mero sequitário I(DIOTIZADO por uma IDEOLOGIA que o SEDUZIU com a PROMESSA de que IRÁ VIVER ETERNAMNENTE NUM PARAÍSO caso SIGA CEGAMENTE os ditames dos LÍDERES IDEOLÓGICOS.

    Ideologia = Baseia-se nos FINS prometidos, sendo mero amontoado de idéias alegadas como os meios de atingir tais fins alardeados para despertar EMOÇÕES.

    Filosofia ou Teoria = Baseia-se em PRINCÍPIOS axiomáticos que formam novos conhecimentos para assim prosperar em mais conhecimentos, sem dogmatismo ou SENTIMENTALISMO para COMOVER.
  • O MESMO de SEMPRE  22/03/2016 13:19
    Anônimo você é demasiado limitado e prova isso ao escrever:

    "você está confundindo libertarianismo com as teorias econômicas, como o ciclo econômico, da Escola Austríaca. São coisas completamente diferentes.
    Marx NUNCA afirmou ou prometeu "mil anos de socialismo" isso é uma invenção sua."

    Um falastrão que sai falando asneiras com o mesmo descaramento de um petista.

    Libertarianismo é antes de tudo uma teoria ética, uma filosofia, e ao defender a economia livre esta apenas defendendo uma CONSEQUÊNCIA do seu PRINCÍPIO.

    LIBERDADE É UM PRINCÍPIO ÉTICO e não um Paraíso prometido. Liberdade exige responsabilidade e NÃO HÁ apelos para ENTIDADES MIRABOLANTES, deuses ou Estado, como instância de ARBÍTRIO SUPERIOR sobre a humanidade ou sociedade.

    PQP!!! ...ideologias IMBECILIZAM aqueles que são seduzidos por seus galanteios e promessas. Daí a lambança que fazem em suas mentes perturbadas.
  • anônimo  22/03/2016 15:52
    Não, O MESMO de SEMPRE.

    Toda filosofia pressupõe uma ideologia. Já que parte do princípio de que toda filosofia constrói um pensamento sobre o mundo que usa para ser construída.

    Ideologia, por mais que tenha se afastado do sentido original da palavra, ficou marcada pelo uso no Marxismo. Que quer dizer o conjunto de idéia e valores de um sentido para o que quer que seja.

    O que se reflete hoje em dia é que toda a filosofia, em retrospecto, ideologicamente é baseada no princípio de que o ser humano é uma raça superior e mais nobre que todos os outros animais. Toda religião e filosofia partem desse pressuposto.

    Que depois que os genealógicos, como Nietzsche gostava de se intitular, e todos os desconstrutores fizeram seu trabalho só fizeram é dizer que o ser humano é tão animal tanto quantos os outros e sua ideologia de que é superior é uma farsa. O que nos diz que devemos refazer todo nosso pensamento se baseando em uma premissa de como viver nossas vidas com total paridade com as outras raças terrestres.


    A critica ao pensamento ideológico formulada até aqui dá margem, evidentemente, a muitas dúvidas; uma delas é se, ao se adotar um conceito mais estrito de ideologia, como falsa consciência, não estaríamos caindo na concepção ingênua que separa o conhecimento ideológico, ou valorativo, do conhecimento supostamente científico, ou "objetivo". Na verdade, a noção de ideologia é freqüentemente utilizada em sentido muito mais amplo, para denotar o fato de que todo o conhecimento humano e todas as formas de atividade social estão carregados de preferências e valores. O que é importante ter em mente aqui é que o fato de a moderna epistemologia e sociologia do conhecimento reconhecerem o caráter social e histórico das formas de conhecimento e produção intelectual não elimina o que essas formas de conhecimento têm de especifico e irredutível. Existe, por exemplo, um paralelo significativo entre a mecânica celeste newtoniana e a idéia de uma "mão invisível" a governar os destinos do mundo, que era parte integrante dos valores liberais do início da revolução burguesa. Isso não significa, evidentemente, que a qualidade científica da física newtoniana possa ser avaliada politicamente. O famoso "caso Lysenko", na biologia soviética, é um exemplo dos extremos aonde a visão ideológica da atividade científica pode chegar; o mesmo vale, mutatis mutandis, para toda a tragédia do "realismo socialista", na esfera das artes e da literatura. O conceito de ideologia utilizado em um sentido muito amplo tende facilmente a gerar esse tipo de absurdos. Existem instâncias próprias institucionais, organizacionais, culturais, gnoseológicas nas diversas áreas de produção intelectual que não são estanques e auto-suficientes, mas não são redutíveis, a priori, às características econômicas e de divisão de classes das sociedades a que pertencem. O problema real é determinar, em cada caso e em cada momento histórico, qual o inter-relacionamento que de fato existe entre diversas áreas da atividade humana.

    A questão do relacionamento entre ciência e ideologia merece uma digressão um pouco maior. Ciência e ideologia fazem um estranho par numa dança confusa em que os papéis são constantemente trocados, os parceiros se atraem e se rechaçam ao mesmo tempo, se repelem mas se mantêm inseparáveis. A Ciência, principalmente quando vestida de C maiúsculo, vem sempre cercada do manto da ideologia do reino da razão, da verdade científica como verdade suprema, das promessas de um futuro radioso que faz a todos que queiram ajudá-la a crescer e a florescer; as ideologias ocidentais, secularizadas, buscam sua fonte de apoio na Ciência e na Razão, e não mais, como no passado ou ainda hoje em grandes áreas do Oriente, na religião ou nos mitos nacionais ou raciais.

    No entanto, não é difícil distinguir uma coisa de outra, se pensamos nos diferentes usos que a sociedade faz dessas duas formas de conhecimento, As ideologias pretendem, essencialmente, dar uma interpretação global e significativa ao mundo social, político e mesmo sobrenatural, ou religioso, em que vivem os homens. É nesse sentido que elas se constituem em "sistemas de crença", ou interpretações, que combinam em diversos graus observações empíricas, avaliações, generalizações e certeza a respeito do passado e do futuro. Não existe uma resposta simples à questão de o que faz com que as pessoas aceitem determinada ideologia, mas não há dúvida que eventuais demonstrações técnicas ou sistemáticas a respeito da verdade ou inverdade de seus postulados e teses são muito menos convincentes do que o sentido de ordem, pertencimento e certeza que elas eventualmente trazem a seus portadores. As ideologias tendem a envolver um grande número de pessoas, e são tipicamente formuladas por alguns poucos líderes que, por uma série de critérios pessoais, são aceitos como porta-vozes da verdade. Modernamente, um dos mais importantes desses critérios é que esses líderes tenham acesso à Ciência - tanto quanto era importante que os profetas ouvissem a voz de Deus. É nesse momento que as ideologias se apresentam como "científicas", e a dança infernal tem seu início.

    Libertarianismo é uma ideologia (ou filosofia, pois toda filosofia pressupõe uma ideologia, como disse anteriormente) baseada no Princípio de Não-Agressão que tem a Liberdade (todos os indivíduos serem livres da opressão do Estado e de indivíduos que violam a PNA) como seu principal objetivo (o seu fim). Libertários buscam maximizar a autonomia e liberdade de escolha, enfatizando as Liberdades políticas, associações voluntárias e a primazia do julgamento individual.
    Libertarianismo promete que o Livre-Mercado aliado ao PNA resolverá todos os problemas da humanidade e que todos os indivíduos serão livres e por isso é uma analogia ao "paraíso futuro".

    Alguns libertários defendem capitalismo laissez-faire, fortes direitos de propriedade e a supremacia do indivíduo. Outros libertários, especificamente os socialistas libertários procuram abolir o próprio capitalismo junto com a propriedade privada dos meios de produção em favor de sua socialização.[9] [10] Ainda existe outra distinção entre libertários que pode ser feita entre minarquistas e anarquistas - enquanto minarquistas sustentam que um governo centralizado mínimo é necessário, os anarquistas propõe eliminar completamente a existência do estado.

    Em seu mínimo denominador comum, libertários são aqueles que apoiam a expansão das liberdades individuais tanto econômicas quanto sociais, ou seja, uma justaposição entre liberdade econômica e social

    O termo "libertarianismo" originalmente se referia a uma crença filosófica no livre arbítrio, mas depois tornou-se associado com o socialismo antiestatista e influenciou movimentos políticos iluministas críticos das autoridades institucionais, a quem taxavam como aparatos de dominação social e injustiça. Embora o termo tenha mantido geralmente seu uso político original, como sinônimo de qualquer anarquismo social ou anarquismo individualista em boa parte do mundo, nos Estados Unidos o termo tem sido usado para descrever uma vertente mais radical do liberalismo econômico pró-capitalista, do que os tradicionais anti-capitalistas adeptos do igualitarismo.

    Em diversas partes do mundo, o termo se confunde com a definição de liberalismo, embora o uso do termo libertarianismo para descrever capitalistas radicais tenha ganhado força a partir da expansão do movimento libertário nos Estados Unidos, é importante ressaltar que naquele país o adjetivo "liberal" se refere à esquerda política - diferentemente do que ocorre no Brasil, onde os chamados "liberais" referem a esta ala direitista do liberalismo econômico, que defende o livre mercado e adere ao princípio da não-agressão.
  • anônimo  22/03/2016 15:56
    Em seu livro A política da prudência *, Kirk dedica um capítulo aos libertários dogmáticos, e outro aos neoconservadores, para contestar ambas as posturas ideológicas. Kirk, diga-se de passagem, é contra a própria ideologia, para ele uma religião secular perigosa.

    Confesso que já vi muitos libertários desse tipo descrito por ele, e seu fanatismo realmente não combina com o libertarianismo que defendo. Em várias ocasiões já tive a sensação de que eram mais parecidos com os marxistas do que com os liberais clássicos. Abaixo, seguem alguns trechos do livro:
    "
    Qualquer um que tenha sido muito influenciado pelo pensamento de Edmund Burke (1729-1797) e de Alexis de Tocqueville (1805-1859) – como o professor Hayek e este comentarista – põe-se firmemente contra a ideologia; e o libertarianismo é uma ideologia simplista, apreciada por um tipo de gente a quem Jacob Burckhardt (1818-1897) chamou de "os terríveis simplificadores".

    […] enquanto os libertários se posicionarem contra uma política de dominação norte-americana ao redor do globo, estou ao lado deles.

    Numa época em que muita gente está disposta a – ou melhor, desejosa de – trocar a própria independência por "direitos", os libertários exortam-nos a andar virilmente com os próprios pés.

    […] o que podemos dizer do libertarianismo, amistosamente, é que tem sido amiúde um espaço de recrutamento de jovens conservadores, ainda que os libertários não tenham a menor intenção de fortalecer a crença nos costumes, na convenção e na política da "consagração do uso".

    O que podemos afirmar é que, em geral, são anarquistas "filosóficos" em trajes burgueses. Das antigas instituições sociais, manteriam somente a propriedade privada. Buscam uma liberdade abstrata, que nunca existiu em civilização alguma – nem entre qualquer povo bárbaro ou selvagem. Dariam cabo do governo político; nisso, subscrevem a noção de Karl Marx (1818-1883) da extinção do Estado.

    Precisamos limitar os poderes do Estado, é claro, e a constituição nacional o faz – se não perfeitamente, ao menos de modo mais eficaz do que qualquer outra constituição nacional. A Constituição dos Estados Unidos decididamente não é um ensaio de libertarianismo.

    "Partindo da liberdade ilimitada", escreveu Fiódor Dostoiévski (1821-1881), "chego ao despotismo ilimitado".

    Os libertários do século XX são discípulos da noção de natureza humana e das doutrinas políticas rousseaunianas.

    O típico libertino de 1992 (ano da publicação do livro) deleita-se com a excentricidade – tanto na vida privada como na política. Sua liberdade, ou licenciosidade, é do tipo que resulta no colapso social.

    No tocante à excentricidade libertária, o sonho de uma liberdade privada absoluta é uma daquelas visões que amanham dos portões de marfim; e a desordem na qual a sociedade seria lançada em conseqüência dos desejos já é ilustrada pela desordem moral dos assuntos privados.

    O modelo de libertário da presente década não tem senso de humor, é intolerante, farisaico, mal instruído e enfadonho. […] estou desmascarando as pretensões dos doutrinários intolerantes e libertinos pomposos que se aprisionaram numa ideologia "libertária" tão confinadora e irreal quanto o marxismo – ainda que menos persuasiva do que esta cruel ilusão.

    A liberdade e a justiça só podem ser estabelecidas depois que a ordem esteja razoavelmente assegurada. Os libertários, porém, dão primazia a uma liberdade abstrata.

    Ao exaltar uma "liberdade" absoluta e indefinível à custa da ordem, os libertários colocam em perigo a própria liberdade que louvam.

    Em suma, a função primária do governo é a restrição; e isso é anátema para os libertários, embora seja um artigo de fé para os conservadores.

    Por tais defeitos dos libertários estarem muito evidentes, os conservadores recordam a admoestação de Edmund Burke a respeito dos reformistas radicais: "Homens imoderados nunca podem ser livres. As paixões lhes forjam os grilhões".

    O que os libertários doutrinários nos oferecem é uma ideologia de egoísmo universal – no momento em que o país precisa, mais do que nunca, de homens e mulheres que estejam prontos a subornar os interesses privados, caso necessário, à defesa das coisas permanentes. Nós, criaturas humanas imperfeitas, já somos bastante egoístas sem precisarmos de estímulo para buscar o egoísmo como princípio.
    "
  • SP  22/03/2016 18:31
    Um libertário não quer liberdade "absoluta" (seja lá o que isso signifique). Um libertário quer se ver livre do jugo estatal que, por se fundar intrinsecamente na violência contra pessoas pacíficas, é imoral por natureza. Apenas isso. Por que um dito conservador se recusa a ver algo tão simples?
  • O MESMO de SEMPRE  23/03/2016 00:23
    Coisa de petista: Todos roubam também.

    O Anônimo diz: filosofia é também ideologia e aí inventa fins como objetivo para os princípios. ...rsrs

    IDEOLOGIAS SÃO COLETIVISTAS!
    O cristianismo É COLETIVISTA tal e qual o socialismo e o "comunismo".

    Jesus era um judeu ESSÊNIO e os ESSÊNIOS eram judeus COMUNISTAS. João Batista era ESSÊNIO TAMBÉM.

    Porém ideológicos são cegos em seu besteirol. Isso facilmente se percebe nas religiões, como por exemplo os MANÍACOS ISLAMICOS, capazes de matar e morrer por sua ideologia estúpida e nada há que se possa fazer para demove-los de sua estupidez, já que suas mentes já estão inteiramente DETERIORADAS pela IDEOLOGIA que lhes PROMETE UM FIM REDENTOR, onde os fiéis mais dedicados ao ponto de matarem e morrerem poderão usufruir de delícias mil, como até de VIRGENS renováveis.

    Enfim, a idéia ideológica é que OS FINS é que fazem os meios verdadeiros.
    Assim, para se viver a vida eterna num Paraíso qualquer, BASTA OBEDECER e SE SUBMETER às LIDERANÇAS ou "PASTORES IDEOLÓGICOS" que ARBITRAM como os fiéis devem pensar e se comportar PARA CONQUISTAREM SEU LUGAR NO PARAÍSO PROMETIDO em meio a PERORAÇÕES e apelos à inveja e à cobiça contra os bem sucedidos.

    É assim que no cristianismo se condena os ricos e se atribui méritos aos pobres por serem pobres.

    TODAS AS IDEOLOGIAS SÃO UM AMONTOADO DE IDEIAS DESCONEXAS. Por exemplo:

    Jesus manda dar a outra face, amar o inimigo, não se preocupar com bens materiais, dar a todo aquele que te pedir, PERDOAR e AMAR o proximo incondicionalmente.

    Que lindo!...

    Mas esse mesmo Jesus (Cristo era o Messias prometido pelo judaísmo) que prega o perdão e o dar a outra face e o desprezo por bens materiais É O MESMO QUE ATACA COM VIOLÊNCIA OS MERCADORES DO TEMPLO E OS OFENDE CHAMANDO-OS DE LADRÕES por estarem "NA CASA DE MEU PAI" ...quando antes sugeriu que poderia destruir o templo e reconstrui-lo em 3 dias ...e o "templo" seria o corpo. ...RSRS

    IDEOLOGIAS SÃO CONTRADITÓRIAS e FAZEM ENORME LAMBANÇA NAS MENTES SIMPLÓRIAS, POR ELAS FANATIZADAS com AFIRMAÇÕES DESCONEXAS ...Marx percebeu isso.

    Aliás MARX profetizou MIL ANOS de Socialismo após o apocalipse proletário. Hitler também não se furtou a prometer MIL ANOS para o Terceiro Reich ...Ideologias são TUDO o MESMO AMONTOADO de ASNEIRAS DESCONEXAS e se SINCRETIZAM para facilitar a captura de tontos.
  • Anônimo  23/03/2016 01:41
    O MESMO de SEMPRE, Marx não prometeu "mil anos de socialismo" isso é pura invenção sua que já foi exposta e você continua repetindo.
    Marx prometeu que um sistema comunista traria prosperidade para os trabalhadores. DA MESMA FORMA que o Libertariasmo promete que o Livre Mercado + o PNA traria prosperidade para todos.

    O Marxismo é uma ideologia baseada na Luta de Classes, o Libertariasmo é uma ideologia baseada no Princípio de Não-Agressão.
    Uma ideologia prometeu o que cumpriu, enquanto a outra não. Mas isso não tira o fato que as duas ideologias prometeram alguma coisa.
    Mas tanto o Marxismo como o Libertariasmo são ideologias materialistas.

    Portanto, usando a mesma falácia da conclusão sofismática sua, podemos concluir que:

    1. O Marxismo é uma ideologia materialista que promete trazer prosperidade para todos.
    2. O Libertariasmo é uma ideologia materialista que promete trazer prosperidade para todos.
    3. Logo, o Marxismo é similar ao Libertarianismo.

    www.mises.org.br/EbookChapter.aspx?id=720

    "...Pelo contrário, os historiadores agora têm percebido que a própria Revolução Americana não apenas foi ideológica, como foi o resultado da devoção ao credo e às instituições do libertarianismo. Os revolucionários americanos estavam embebidos no credo do libertarianismo, uma IDEOLOGIA que os levou a resistir com suas vidas, suas fortunas e com sua honra sagrada às invasões de seus direitos e liberdades cometidas pelo governo imperial britânico..."

    Por uma nova liberdade - O Manifesto Libertário

    Murray N. Rothbard
  • O MESMO de SEMPRE  23/03/2016 04:17

    MARXISMO É UMA RELIGIÃO

    Marx é seu profeta e líder salvador que profetizou MIL ANOS de SOCIALISMO após a revolução SOCIALISTA

    O COMUNISMO foi prometido por MARX apenas DEPOIS de haver a ABUNDÂNCIA ABSOLUTA.
    Vai daí que a URSS e todos os demais são países SOCIALISTAS e não comunistas.

    O tal comunismo é só mais uma FANTASIA IDIOTA e IMPOSSÍVEL.

    Tomas More, um FERVOROSO CRISTÃO, bem antes de MARX propôs um tipo de COMUNISMO que ele explicou bem em sua UTOPIA.

    Hitler também prometeu um terceiro Reich de mil anos.

    Ou seja estas promessas estúpidas se repetem pois IDEOLOGIAS SÃO TODAS IGUAIS e IGUAIS MORALMENTE e INTELECTUALMENTE SÃO TODOS OS ADEPTOS de IDEOLOGIAS.

    IDEOLOGIAS SE FUNDAMENTAM NOS FINS que PROMETEM como justificadores dos MEIOS que alegam como RECEITA para atingi-los.

    Filosofias OU teorias SE FUNDAMENTAM EM PRINCÍPIOS.

    O CRISTIANISMO NEM MESMO se OPÔS à ESCRAVIDÃO, ao contrário, o cristianismo e seu farisaico Jesus RECOMENDA QUE O ESCRAVO AME o SEU SENHOR, sobretudo ao senhor mau, pois que não há mérito em amar os bons.
  • Anonimo  23/03/2016 13:39
    Ih, repetiu tudo o que já foi respondido...

    "MARXISMO É UMA RELIGIÃO"

    Não, Marxismo é uma ideologia materialista, da mesma forma o Libertarianismo é uma ideologia materialista. Religião vem do latim ¨religare¨, tem o significado de religação. Essa religação se refere entre uma nova ligação entre o homem e Deus. Ideologias, como Libertarianismo e o Marxismo, são parecidas com uma Religião, mas não são religiões.

    "Marx é seu profeta e líder salvador que profetizou MIL ANOS de SOCIALISMO"

    Não, filho, Marx prometeu PROSPERIDADE para os trabalhadores sob um sistema comunista. DA MESMA FORMA que o Libertariasmo através de diversos "autores e salvadores" promete que o Livre Mercado + o PNA traria prosperidade para todos.

    "O tal comunismo é só mais uma FANTASIA IDIOTA e IMPOSSÍVEL."

    Não poderia concordar mais. Só que ambas ideologias prometeram alguma coisa, se elas foram cumpridas ou não, não muda esse fato.

    "Tomas More, um FERVOROSO CRISTÃO, bem antes de MARX propôs um tipo de COMUNISMO que ele explicou bem em sua UTOPIA."

    Até hoje existem cristãos comunistas, mas a imensa maioria dos comunistas são ateus. O que você cometeu nesse trecho se chama falácia Red Herring, de inserir algo irrelevante para a discussão. Libertarianismo e Marxismo são ideologias, enquanto Cristianismo e Ateísmo são religiões (ou ausência de religião). Você pode ateu comunista, cristão comunista, ateu libertário, cristão libertário, etc.

    "...IDEOLOGIAS SÃO TODAS IGUAIS e IGUAIS MORALMENTE e INTELECTUALMENTE SÃO TODOS OS ADEPTOS de IDEOLOGIAS..."

    "...Pelo contrário, os historiadores agora têm percebido que a própria Revolução Americana não apenas foi ideológica, como foi o resultado da devoção ao credo e às instituições do libertarianismo. Os revolucionários americanos estavam embebidos no credo do libertarianismo, uma [b]IDEOLOGIA que os levou a resistir com suas vidas, suas fortunas e com sua honra sagrada às invasões de seus direitos e liberdades cometidas pelo governo imperial britânico...[/b]
    Por uma nova liberdade - O Manifesto Libertário
    Murray N. Rothbard

    Como pode ver, nem todas as ideologias são ruins. O Libertarianismo é uma delas.

    "IDEOLOGIAS SE FUNDAMENTAM NOS FINS que PROMETEM como justificadores dos MEIOS que alegam como RECEITA para atingi-los."

    Não cansa de repetir as mesmas coisas respondidas em Caps Lock?
    Uma Ideologia não precisa necessariamente de um "fim" para ser considerada uma ideologia.
    Ideologia são as "lentes" que "estão na frente dos olhos" que uma pessoa usa para enxergar o mundo.
    Ideologia é a ótica de como uma pessoa vê os fatos da realidade.
    Ideologia é o conjunto de ideias, filosofias e princípios que caracterizam o pensamento de uma pessoa ou de um grupo de pessoas.

    "O CRISTIANISMO NEM MESMO se OPÔS à ESCRAVIDÃO"

    Mais uma vez utilizou a falácia Red Herring de desviar de assunto e inserir algo irrelevante para a discussão.

    Há uma diferença ESSENCIAL entre o significado de escravidão atual com o significado que existia na época de pagamento de dívidas [2Reis 4:1] e vender a si mesmo para ter seu sustento e da sua família (que geralmente não eram escravos) garantido [Levítico 25:39].
    Não vou te responder de forma completa porque não é isso que estamos discutindo, pesquise por você mesmo.

    Abraços.
  • O MESMO de SEMPRE  23/03/2016 14:44
    .
    Você parece não conhecer bem o seu livro sagrado.

    Em Levitico há mesmo recomendações de Javé para que se escravize indivíduos dos outros povos.

    O JAVÉ que fornece o mandamento "NÃO MATARÁS" é o mesmo que constantemente manda MATAR HOMENS, MULHERES e CRIANÇAS (até de peito, ressalta) em várias ocasiões em vários livros como Deuterônomio, levitico, Samuel e etc..

    EIS A CONTRADIÇÃO em SUA PLENA ESTUPIDEZ!

    Copiar e colar falatório alheio só demonstra a MENTE DETERIORADA que não pensa por si, MAS APENAS PAPAGUEIA BESTEIROL ALHEIO.

    O Jesus que manda dar a outra face, desprezar tesouros na terra (bens materiais), que afirma "a César o que é de César e a deus o que é de deus" é o MESMO QUE FALA da TERRENA e MATERIAL "CASA de MEU PAI" e SAI ATACANDO FEROZMENTE os MERCADORES.

    Sim, o governo romano QUERIA INIMIZAR O POVO aos EMPRESÁRIOS, nada diferente do LULISMO.
    Em Romanos ou Epistolas de PAULO, este diz que os GOVERNANTES ASSIM o SÃO POR VONTADE de DEUS e que DEUS QUER QUE o POVO PAGUE IMPOSTOS AOS GOVERNATES.

    O Jesus que ataca com VIOLÊNCIA os mercadores do templo é exatamente aquele que ESQUECE que mandou AMAR e PERDOAR, sobretudo o inimigo, DAR a OUTRA FACE e resignar-se, bem como DESPREZAR BENS MATERIAIS ...MAS fica VIOLENTO qdo mercadores estão comercializando "NA CASA de MEU PAI" ...PQP!!! ...Que EMBUSTE mais contraditório!!!
  • Anônimo  23/03/2016 23:02
    O MESMO de SEMPRE, você adora tirar as coisas do seu contexto, mas irei respondê-las mesmo assim.

    Deus afirma para Moisés conquistar outros povos [2Crônicas 28:8 | Daniel 1: 3,4], mas LIBERTÁ-LOS depois. Ele é bem claro sobre isso.

    "Consagrem o quinquagésimo ano e proclamem libertação por toda a terra a todos os seus moradores. Este lhes será um ano de jubileu, quando cada um de vocês voltará para a propriedade da sua família e para o seu próprio clã" (Levítico 25:10)

    Lv 25.44-46 – Fala-nos que Deus instruiu o seu povo a comprar pessoas como escravas de outras nações. Um israelita por sua vez não deveria ser escravo de outro israelita. No entanto poderia ser escravo de um estrangeiro (v. 47).
    Mas você pode dizer: "O Israelita que fosse vendido a um estrangeiro deveria ser resgatado por um parente, já o estrangeiro não tinha esse direito!" Certo. Mas a possibilidade de um israelita ser libertado não significava que ele seria, se um parente não tivesse recursos para isso! Era uma possibilidade. Óbvio que, ele tinha muitas vantagens, mesmo que alguém de sua parentela não tivesse condições. Ele seria escravo até o Ano do Jubileu (Ex 21.1; Lv 25. 39,40). Ao passo que o estrangeiro comprado seria 'perpetuamente'. Porém observe bem. Um Israelita poderia ser escravo! Sendo o 'povo soberano' naquele território nacional, ainda sim ele poderia ser escravo! Isto revela, e deixa bem latente que a escravidão nesse contexto não era algo terrível, como estamos acostumados a ler.

    Em diversas ocasiões, Deus dizia aos seus filhos que eles deveriam lembrar-se que foram escravos no Egito. Esse procedimento pedagógico seria normativo, mantendo um tratamento humano para com os escravos. Veja alguns exemplos:

    Êx 20.10; Dt 5.13,14. O Sábado: Toda semana os israelitas, o povo de Deus, lembravam-se que foram escravos. E nesse dia de adoração ao Senhor, Deus os obrigava a deixarem os escravos descansarem. Esse era um tratamento humano concedido ao escravo. Uma das principais Leis divinas beneficiava os escravos.

    Lv 23.7,8,21,35,39. Outros descansos periódicos: Os escravos também teriam esse tipo de descanso no sétimo mês e no sétimo ano, além de terem a páscoa, pentecostes, dia da expiação e a festa dos tabernáculos (uma semana), tendo em vista que várias dessas festas solenes eram chamadas de 'sábados', ou seja, 'feriados santos', semanal, mensal e anual, o escravo teria muitos 'direitos trabalhistas'.

    Dt 16.11,14. Festas com os escravos: Os descansos oficiais e impostos (Dt 16.12) acima descritos, não eram apenas descansos religiosos em que os escravos participariam. O elemento celebrativo estava incluído. Ou seja, os escravos participavam da mesa festiva que seus donos usufruíam.

    "Nesse ano do jubileu cada um de vocês voltará para a sua propriedade" (Levítico 25:13)

    Essa lei, além de beneficiar o servo, ainda servia de ajuste social para evitar a extrema pobreza em Israel, já que neste ano do jubileu as propriedades sempre tinham que voltar aos seus donos originais, e de graça:

    "[A propriedade] será devolvida no jubileu, e ele então poderá voltar para a sua propriedade" (Levítico 25:28)

    Na bíblia a palavra "escravo" nem sempre tem o mesmo sentido com o qual estamos familiarizados! É uma palavra usada de forma ambígua. O escravo nos tempos bíblicos nem sempre era um "produto" ou "mercadoria". Geralmente ele era um trabalhador comum. Para entender isso basta conhecer um pouco a etimologia das palavras utilizadas pela bíblia para se referir aos escravos.
    A bíblia usa pelo menos duas palavras para se referir aos escravos: "ebed" (hebraico) e "doulos" (grego).
    Essas palavras podem ser usadas para se referir a um subordinado na escala social, como, por exemplo, um vassalo de um rei, que mesmo sendo um cidadão livre, podia ser chamado de "ebed ou doulos" (escravo ou servo). Até mesmo um rei poderia ser chamado de "escravo ou servo" dos deuses (por estar numa posição inferior). Portanto, é notório que as palavras traduzidas na bíblia como "escravo" podiam ser usadas em referência a qualquer pessoa em posição de subordinação, como um trabalhador diante de seu patrão, por exemplo

    Em geral, o "escravo" trabalhava para seu senhor por um período muito breve, porque era raro alguém contrair dívidas tão grandes no sistema vigente em Israel, que regulamentava rigorosamente o tanto de riquezas e consequentemente evitava que alguém empobrecesse muito. Por isso, os casos em que alguém ficava muito tempo como servo eram geralmente quando um criminoso roubava algo de alguém, era descoberto e tinha que devolver aquilo que roubou, acrescentando mais um quinto do valor roubado (Lv.6:5). Em alguns casos excepcionais, o ladrão tinha que restituir o dobro (Êx.22:7), ou até mesmo quatro ou cinco vezes mais daquilo que foi roubado (Êx.22:1). Se alguém roubasse muitas vezes, ou algo de muito valor, iria contrair uma dívida muito grande e consequentemente passaria muito tempo em servidão. Êxodo 22:3 diz:

    "Um ladrão terá que restituir o que roubou, mas se não tiver nada, será vendido para pagar o roubo" (Êxodo 22:3)

    Além do servo israelita não ser nem perto de um "escravo" na concepção popular do termo, ele ainda era dotado de uma série de privilégios e benefícios que nunca, em momento nenhum da história, algum escravo de outra nação jamais possuiu. Por exemplo, independentemente do tamanho da dívida contraída, o tempo limite de trabalho era de seis anos. Depois disso, não importa o quanto ainda faltasse para quitar a dívida, ele tinha que ser liberado e voltar para sua casa sem dever mais nada, e sem ter que trabalhar mais para seu antigo senhor:

    "Se seu concidadão hebreu, homem ou mulher, vender-se a você e servi-lo seis anos, no sétimo ano dê-lhe a liberdade. E, quando o fizer, não o mande embora de mãos vazias. Dê-lhe com generosidade dos animais do seu rebanho, do produto da sua eira e do seu lugar. Dê-lhe conforme a bênção que o Senhor, o seu Deus, lhe tem dado. Lembre-se de que você foi escravo no Egito e que o Senhor, o seu Deus, o redimiu. É por isso que hoje lhe dou essa ordem" (Deuteronômio 15:12-15)

    Você tira as coisas completamente do seu contexto. Escravidão da Bíblia não possui a mesma definição de escravidão moderna. "Servo" citado na Bíblia também não possui a mesma definição de "servo" que se usa atualmente.

    "Em Romanos ou Epistolas de PAULO, este diz que os GOVERNANTES ASSIM o SÃO POR VONTADE de DEUS e que DEUS QUER QUE o POVO PAGUE IMPOSTOS AOS GOVERNATES."

    Mais uma vez cometendo a falácia Red Herring. E ainda assim está afirmando algo errado. Os dois artigos em questão respondem exatamente o que o que você está afirmando.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1997

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1998

    "IDEOLOGAIS SÃO TODAS IGUAIS"

    Não, o Libertarianismo não é igual ao Marxismo. O Marxismo não é igual ao Cristianismo. O Libertarianismo não é igual ao Cristianismo.
    Você continua cometendo a mesma falácia da conclusão sofismática.

    O Marxismo é uma ideologia materialista e anti-cristã e você possui a cara de pau de afirmar de que Marx tirou a teoria dele do Cristianismo mesmo eu mostrando um artigo do Rothbard mostrando o exato oposto.

    Marxismo não possui absolutamente nada a ver com Cristianismo. Nem mesmo a caridade, pois o Marxismo não possui caridade alguma, é tudo na base da violência da Luta de Classes.
    Marx não prometeu nenhum paraíso na Terra, ele prometeu o que o sistema comunista melhoraria a vida dos trabalhadores.

    Jesus, o maior liberal que já existiu | Engenheiros Libertários
  • O MESMO de SEMPRE  24/03/2016 13:47
    A religião petista:
    São notórios os apelos de petistas, mais precisamente esquerdistas, por democracia e igualmente notória é a admiração e até culto que dedicam a Tche Guevara e ao regime cubano - literalmente um regime ...rsrs.

    As ideologias são intrinsecamente CONTRADITÓRIAS.
    A Alemanha Oriental com sua Stasi (polícia política) tinha em seu nome a expressão "REPÚBLICA DEMOCRÁTICA", bem como a Coréia do Norte também se nomeia "REPÚBLICA DEMOCRÁTICA" tal e qual a China também o faz.

    Ou seja, as ideologias desprezam completamente a lógica e OS FATOS, pois que os seguidores se amparam no APOIO MÚTUO e não nas próprias consciências. Esta é a razão de tanto se incomodarem com as críticas e ambicionarem CALAR os CRÍTICOS de suas ideologias ou religiões. Note-se que o mundo islâmico efetiva ataques de MORTE contra os "blasfemos" e mesmo o bondoso cristianismo ao se instalar passou a perseguir e torturar até a morte os HEREGES, chegando ao cúmulo de OFICIALIZAR a PERSEGUIÇÃO estabelecendo os TRIBUNAIS do SANTO OFICIO através da INQUISIÇÃO.

    Marx efetivamente criou uma RELIGIÃO. Sobretudo se pode facilmente perceber - VON MISES bem comentou - o quanto Marx é MÍSTICO em seu besteirol.

    Marx atribui à HISTÓRIA um caráter místico, como se esta fosse uma ENTIDADE com ação própria a ponto de PREDESTINAR a revolução dos proletários (apocalipse socialista) que daria origem ao MILÊNIO SOCIALISTA, num FRANCO SINCRETISMO com o cristianismo.

    Marx em seu misticismo historicista acabou por atribuir ao Estado um caráter mistico, como se fazendo uma RELIGAÇÃO deste com o "povo escolhido", os proletários. De forma que o Estado se faria uma estidade de representação mistica do proletariado.

    VON MISES - que nomeia este instituto - não pode negar a DIVINIZAÇÃO que Marx faz do Estado como entidade gestora da DITADURA do PROLETARIADO.

    Ou seja, Marx foi meramente um MÍSTICO que apresentava-se como um UNGIDO, o PROFETA da HISTÓRIA. Atribuindo a esta uma capacidade de ação ao PROFETIZAR a INEVITABILIDADE do Socialismo fundamentando-se na sua INSPIRAÇÃO HISTÓRICA. Tal foi o caráter religioso que Marx atribuiu a sua ideologia que desprezou a ideia de explicar o funcionamento do Socialismo Marxista Histórico (Ditadura do proletariado) afirmando que a sua inevitabilidade como estágio superior fazia desnecessário tal explicação. Ou seja, a verdade revelada pelo "profeta inspirado" dispensaria explicações, pois que tal seria uma predestinação da história eassim não caberia perder tempo com explicações sobre o que seria INEVITÁVEL e, segundo a predestinação histórica, condição superior a atual.

    Um mistico que se furtava à lógica e a explicações sobre a coerência de sua ideologia, ou religião. Como se invocando que a verdade revelada pelo "PROFETA UNGIDO" pela história dispensaria explicações para torna-la verossimil.
  • Roberto  23/03/2016 12:39
    "DA MESMA FORMA que o Libertariasmo promete que o Livre Mercado + o PNA traria prosperidade para todos"

    Não, não, não e não. Mil vezes não. Libertarianismo não é teologia da prosperidade.
  • Anonimo  23/03/2016 14:06
    atlas.sct.embrapa.br/houaiss2009/cgi-bin/HouaissNet.exe

    prometer

    1 obrigar-se verbalmente ou por escrito a (fazer, dar, dizer etc. algo); comprometer-se

    2 fazer promessa de dar (algo); comprometer-se a dar

    3 afirmar, declarar de antemão (algo)

    4 anunciar com antecipação, por indícios; prenunciar, pressagiar

    5 mostrar indícios de sucesso, de boas realizações futuras; dar sinais de progresso

    6 comprometer-se a conseguir; dispor-se a lutar por; empenhar-se por, apostar-se em

    A "propaganda" libertária nas postagens do Facebook é bem clara quando promete que políticas de livre-mercado adotadas trarão prosperidade. Se cumprirá ou não, não muda o fato que prometeu prosperidade para um futuro que ainda não ocorreu.
  • Andre  23/03/2016 16:44
    "A "propaganda" libertária nas postagens do Facebook é bem clara quando promete que políticas de livre-mercado adotadas trarão prosperidade.".

    Explicar as consequências de alguma coisa é absolutamente diferente de prometer suas consequências.

    Quando uma pessoa explica para você que você irá morrer se pular de um penhasco ela não está prometendo que você vai morrer, ela apenas está explicando o efeito que resultará dessa ação.
    Assim como quando um libertário explica que a economia cresce mais em um livre mercado também não há nenhuma promessa, é apenas uma explicação do tipo "se isso for feito, tal coisa irá acontecer, por causa disso, daquilo e daquilo mais, etc...".
    Assim como um médico lhe explica que se você tem uma infecção bacteriana e tomar um antibiótico você irá melhorar.

    Já os socialistas dizem que todos estarão em melhores condições se o estado controlar a economia. Alguém poderia afirmar que eles também estão apenas "explicando" quais as consequência de uma maior intervenção do estado na economia.
    Mas como as explicações dos socialistas não possuem lógica alguma (Mises e outros já os refutaram completamente) elas são apenas promessas vazias que "parecem" ter lógica para pessoas que caem facilmente em argumentos falaciosos.
    Assim como um vendedor de elixir da saúde ao lhe dizer que o elixir dele pode curar qualquer
    doença com explicações mirabolantes e argumentos falaciosos ele está apenas fazendo promessas.

    No final das contas, se você acha que as explicações dos libertários de que livre mercado traz prosperidade estão erradas tente refutar eles então.

    Mas se você acha que as explicações dos socialistas de que o controle da economia por parte do estado traz prosperidade NÃO tente refutar eles. Eles odeiam quem discorda deles. E usarão um ad hominem (argumento falacioso) para dizer que você só está dizendo que discorda do socialismo por que é um burguês opressor.
    É uma falácia óbvia, mas funciona muito bem para convencer as massas idiotas de que os empresários são todos malvadões.
  • anônimo  23/03/2016 17:04
    CLAP CLAP CLAP!!!

    Perfeito, André:

    "Explicar as consequências de alguma coisa é absolutamente diferente de prometer suas consequências.

    Quando uma pessoa explica para você que você irá morrer se pular de um penhasco ela não está prometendo que você vai morrer, ela apenas está explicando o efeito que resultará dessa ação."


    Brilhante e sintético!!!

    Sempre podemos descobrir brilhantes explicações de uma simplicidade GENIAL!
  • Anônimo  23/03/2016 22:39
    Andre, afirmar que o Livre Mercado trará prosperidade no futuro mesmo dando evidências de experiências passadas e teorias econômicas para fundamentar a sua afirmação de que o livre mercado trará prosperidade no futuro, ainda é uma promessa. É uma promessa, pois o futuro ainda não aconteceu e promessa significa "afirmar, declarar de antemão", "anunciar com antecipação, por indícios; prenunciar, pressagiar", "mostrar indícios de sucesso, de boas realizações futuras" e "comprometer-se a conseguir; dispor-se a lutar por; empenhar-se por, apostar em".

    A sua analogia, mesmo não estando correta pois são casos diferentes, ainda não sustenta a sua afirmação, pois uma pessoa que se joga do penhasco nunca possui 100% de chances de morrer e um remédio nunca possui 100% de chances de curar o que promete curar, pois a causa da infecção pode ser de uma bactéria resistente ao determinado antibiótico receitado. E por isso tal antibiótico não irá curar tal infecção, mesmo o médico prometendo que iria curar.

    O Marxismo também utiliza direto alguns artifícios econômicos de "se isso for feito, tal coisa irá acontecer, por causa disso, daquilo e daquilo mais, etc..." para afirmar que "queda do Capitalismo" será eminente no futuro e que o Socialismo será inevitável. Se isso aconteceu ou não, não muda o fato que isso continua sendo uma promessa do Marxismo. Pois promessa significa "afirmar, declarar de antemão", "anunciar com antecipação, por indícios; prenunciar, pressagiar", "mostrar indícios de sucesso, de boas realizações futuras" e "comprometer-se a conseguir; dispor-se a lutar por; empenhar-se por, apostar em".

    O Botswana, a República de Maurícia e a ilha de Santa Lúcia possuem o Mercado bem livre e ainda não são nações prósperas, mas baseado em experiências passadas e em teorias econômicas, a promessa de que tais nações serão prósperas possui algum fundamento, mas ainda são promessas.

    Espero que não me chame de socialista, pois sou um anarcocapitalista. Mas precisa definir bem as palavras, e tanto o Libertarianismo tanto o Marxismo prometem algo (se cumpriram ou não, são outros quinhentos), pois, como mostrei acima a definição do Houaiss, promessa significa "afirmar, declarar de antemão", "anunciar com antecipação, por indícios; prenunciar, pressagiar", "mostrar indícios de sucesso, de boas realizações futuras" e "comprometer-se a conseguir; dispor-se a lutar por; empenhar-se por, apostar em".
  • Andre  24/03/2016 00:52
    """
    Mas precisa definir bem as palavras, e tanto o Libertarianismo tanto o Marxismo prometem algo (se cumpriram ou não, são outros quinhentos), pois, como mostrei acima a definição do Houaiss, promessa significa "afirmar, declarar de antemão", "anunciar com antecipação, por indícios; prenunciar, pressagiar", "mostrar indícios de sucesso, de boas realizações futuras" e "comprometer-se a conseguir; dispor-se a lutar por; empenhar-se por, apostar em".
    """

    Se você usar o significado da palavra "promessa" de forma tão abrangente você acaba pegando coisas demais.
    E dessa forma até a física seria igual ao Marxismo, já que ela promete que seus modelos matemáticos poderão ser usados para prever o resultado físico resultante de determinadas interações da matéria e energia.
    E mesmo a física não garante nada 100%, pois as teorias da física sempre podem ser melhoradas e substituídas por teorias melhores.

    Só a matemática escaparia de fazer promessas, já que na matemática não existe empiria.
  • Anônimo  24/03/2016 02:17
    Sim, você está certo. A Física é mais abrangente do que o Marxismo. Física é uma ciência que engloba várias teorias, o marxismo é uma teoria dentro de alguma ciência.

    Mas mesmo em ciências exatas, uma teoria pode ser reformulada várias vezes antes de ser abandonada por completo pelos seus adeptos.
  • anônimo  24/03/2016 05:39
    Marxismo não é teoria de nada.Uma teoria tem afirmações falseáveis, marxismo é mais uma religião onde os otários acreditam em tudo cegamente.
  • Anonimo  24/03/2016 02:25
    Além do fato que o Marxismo não é apenas uma teoria e sim uma própria ideologia de enxergar o mundo.

    Dificilmente será abandonada.
  • Andre  23/03/2016 13:24
    "DA MESMA FORMA que o Libertariasmo promete que o Livre Mercado + o PNA traria prosperidade para todos.".

    Não promete.
    O libertarianismo tem o principio da não agressão.
    E ele justifica o porquê desse principio ser ético.

    Depois finalmente os libertários explicam que seguindo esse principio haveriam menos problemas na sociedade. Eles não PROMETEM menos problemas, muito menos ZERO PROBLEMAS (paraíso).
    Eles apenas explicam o que aconteceria se esse principio fosse seguido pela maioria das pessoas.
  • O MESMO de SEMPRE  23/03/2016 14:17
    IDEOLOGIAS SE FUNDAMENTAM NOS FINS que PROMETEM como justificadores para os MEIOS que alegam como RECEITA para atingi-los.

    Filosofias OU teorias SE FUNDAMENTAM EM PRINCÍPIOS.


    Essa é a diferença entre IDEOLOGIA e TEORIA ou FILOSOFIA.

    A VONTADE de DETURPAR as palavras para EMPULHAR leva a que as palavras adquiram INÚMEROS SIGNIFICADOS ATÈ CONTRADITÓRIOS.

    Contudo, etimologicamente, A ORIGEM da PALAVRA para EXPRESSAR um FATO diz respeito a um ESTUDO ou CONJUTO de IDÉIAS.
    IDÉIAS NÃO SIGNIFICAM UM CORPO COERENTE, mas INSPIRAÇÕES. Diferente de CIÊNCIA: Ter uma idéia não é o mesmo que ter um CONHECIMENTO.

    As ideologias RELIGIOSAS ou POLÍTICAS são estabelecidas como um CONJUNTO de IDÉIAS para ATINGIR um OBJETIVO PROPOSTO é apenas um RECEITUÁRIO, OS MEIOS, que sendo seguidos conduzirão ao OBJETIVO PRECONIZADO.

    Muito diferente disso é uma TEORIA ou FILOSOFIA. Estas NÃO SE GUIAM POR OBJETIVOS PREVIAMENTE ESTABELECIDOS, mas SIM POR PRINCÍPIOS AXIOMÁTICOS que dão origem a NOVOS CONHECIMENTOS.

    Ou seja, numa teoria ou filosofia:
    PARTE-SE de UM PRINCÍPIO AXIOMÁTICO, não DOGMÁTICO, e a partir dele se vai PROSPERANDO no CONHECIMENTO.
    Uma ideologia, ao contrário, se apresenta como um "CAMINHO a SEGUIR" para se atingir um objetivo. POR ESTA RAZÃO as IDEOLOGIAS SÃO DOGMÁTICAS e por isso se EMBRENHAM EM CONTRADIÇÕES, pois visam UNICAMENTE ATRAIR ADEPTOS e não construir um conhecimento.

    IDEOLOGIA = MERAMENTE um CONJUNTO (AMONTOADO) de IDÉIAS preconiozadas como o CAMILNHO para ATINGIR um OBJETIVOP PRÉ ESTABELECIDO.

    Assim os MEIOS SÃO MOLDADOS PELOS FINS. Por exemplo as RELIGIÕES estabelecem uma doutrina e um COMPORTAMENTO que CONDUZIRÁ A um PARAÍSO QUALQUER, à VIDA ETERNA e ETC..

    O MARXISMO É UMA IDEOLOGIA porque promete um PARAÍSO na TERRA exatamente igual àquele prometido pelo cristianismo: onde todos serão ANJINHOS, sem ambições ou interesses EGOISTAS.


    Etimologicamente: Significa apenas um estudo ou Conjunto de IDEIAS (ideia - logia).

    ...mas interesses lhe adicionam EXTENSOS SIGNIFICADOS DESCONEXOS:

    "
    1 Conjunto de ideas que forman el cuerpo o la base de una doctrina, creencia, sistema político o económico etc. y que sirven de guía a un individuo, movimiento social, movimiento religioso, movimiento cultural, institución, etc.

    2 Conjunto de ideas que reflejan las necesidades y aspiraciones de un individuo, un grupo, una clase o una cultura, etc."


    (concepção neutra) ciência que estuda a formação e a origem das ideias'

    (concepção neutra) conjunto de ideias, crenças e doutrinas, próprias de uma sociedade, de uma época ou de uma classe

    (concepção neutra) maneira de pensar inerente a um indivíduo ou a um grupo de indivíduos
    sistema organizado e fechado de ideias que serve de base a uma luta política
    (concepção crítica (marxismo)) crença falsa ou falsa consciência das relações de domínio entre as classes resultante da distorção ou inversão proposital da realidade
  • anônimo  23/03/2016 22:44
    Religião vem do latim ¨religare¨, tem o significado de religação. Essa religação se refere entre uma nova ligação entre o homem e Deus (um ser espiritual que não pertence ao mundo material).

    Ideologia é o conjunto de ideias, filosofias e princípios que caracterizam o pensamento de uma pessoa ou de um grupo de pessoas.

    O Cristianismo é uma religião e uma ideologia. O Marxismo e o Libertarianismo são ideologias, mas não são religiões.
  • O MESMO de SEMPRE  24/03/2016 03:48
    Se o Estado é uma entidade mistica com plenos direitos sobre tudo e todos e a ele todos devem estar ligados: O Socialismo é uma religião.

    Religião então é uma ligação com uma entidade mistica chamada de deus e que se sobrepõe a toda humanidade com direitos misticos sobre esta e sobre toda a vida terrena: É de deus que emana a verdade, a luz e a justiça e etc.

    O socialismo advoga que o Estado é uma entidade mistica à qual o povo deve estar ligado e que tal possui direitos plenos sobre a população e a vida: É do Estado que emana a verdade, a luz e ajustiça.

    Portanto:

    O Socialismo é uma religião.

    Aliás Marx chamava o Socialismo dos cristãos de SOcialismo Utópico e dizia ser tal socialismo uma SEITA.

    Religião é um culto a um deus milagreiro, com poderes e direitos plenos sobre tudo e todos.

    No Marxismo ao defender a Ditadura do Proletariado que imporia o MILÊNIO SOCIALISTA inevitável, conforme o MISTICISMO HISTÓRICO que INSPIROU Marx, o Estado assume o Papel de uma Entidade mistica que cuida da vida do povo.
    Ou seja, no Socialismo o Estado é uma entidade onipotente de onde emana a verdade e a luz.

    Portanto, o Socialismo é uma religião.

    Afinal trata-se de uma ligação do povo ao Estado milagreiro e senhor sobre tudo e todos.
  • Jarzembowski  24/03/2016 11:33
    Tudo errado.
    Não existe promessa nenhuma de paraíso futuro no cristianismo, no sentido material de paraíso;
    e muito menos o cerne da doutrina cristã -- que é a salvação da alma -- está condicionado à obediência cega a determinados líderes - esse espantalho grosseiro sim é coisa de vigarista e palpiteiro que nunca abriu um livro de teologia na vida.
    O objetivo derradeiro do cristianismo é de ordem transcendente e não se refere a nada deste mundo, como o próprio Cristo deixou claro - é um caminho pessoal de santificação e não pode jamais servir como fundamento para a ordem politica e social, como acontece no islã, por exemplo.
    Compará-lo ao comunismo como ideologia é uma vigarice típica de moleque ateísta.
    A verdade é que você está muito mais próximo dos comunistas do que qualquer cristão - como Eric Voegelin observou, o materialismo militante é uma religião política que fomenta
    o vácuo moral invariavelmente preenchido pelo totalitarismo - TODOS os regimes totalitários tinham seu arcabouço teórico fundamentado na negação da ordem transcendente. O totalitarismo foi SEMPRE secular e antiteísta. Tem um livro inteiro aqui pra calar tua boca:

    www.amazon.com/Totalitarianism-Political-Religion-Intellectual-History/dp/0804781303

    Dizer que o marxismo veio do cristianismo não é nem digno de resposta - merece uma cusparada na cara.Você não sabe distinguir a doutrina cristã dessa bobagem de teologia da libertação, seu moleque?
    O marxismo se fundamenta no gnosticismo e no milenarismo, como se observa na obra de Eric Voegelin, e de modo indireto em Mircea Eliade e Hans Jonas.
  • O MESMO de SEMPRE  23/03/2016 14:26

    IDEOLÓGICOS ENVERGONHADOS querem jogar todos na VALA COMUM.

    Vide os petistas que se "justificam" e defendem acusando todos de serem igualmente ladrões como eles.

    Não é bem assim.

    RELIGIÃO NÃO SE FUNDAMENTA EM PRINCIPIO ALGUM. Seu objetivo é CONDUZIR O REBANHO a um NIRVANA QUALQUER. Pode-se mesmo dizer que subjetivamente os adeptos de religiões consideram que tal é o "SENTIDO da VIDA", sempre o SERVIR a UMA ENTIDADE SUPERIOR.

    Os adeptos do SOCIALISMO consideram o ESTADO como uma ENTIODADE SUPERIOR AO INDIVÍDUO e MESMO à SOCIEDADE, devendo ser CULTUADO.

    Seguindo Marx após o milênio socialista (na forma de ditadura do proletariado) haveria a ABUNDÂNCIA PLENA e assim TODOS ESTARIAM SATISFEITOS EM SEUAS NECESSIDADES e o ESTADO Se ESBOROARIA POR SI MESMO e então o prometido COMUNISMO estarioa estabelecido.

    Sim, sob o comunismo não haveria Estado, daí o flerte com o anarquismo de BAKUNIN que logo percebeu o EMBUISTE MARXISTA e o amaldiçoou.

    O Socialismo profetizado por Marx como inevitável seria a ditadura do proletariado, o MILÊNIO SOCIALISTA ao qual seguiria o COMUNISMO quando não mais haveria Estado porque todos seriam SANTINHOS e ANJINHOS.
  • O MESMO de SEMPRE  23/03/2016 14:55
    O Marxismo na visão de um apologista cristão


    Quanto o INCONTESTÁVEL SINCRETISMO do marxismo com o cristianismo não há melhor forma do que ver um apologista cristão comenta-lo. Pelo menos há cristãos honestos embora tentando uma desculpa para afastar-se do inquestionável.

    Vale a pena ler:

    www.cacp.org.br/o-marxismo-na-visao-de-um-apologista-cristao/

    É uma opinião de insofismável reconhecimento de uma verdade, mesmo tentando negar a conclusão.

    Marx inspirou-se no Cristianismo valendo-se do SINCRETISMO para criar a sua RELIGIÃO marxista sob o embuste de transformar o homem num "novo homem" efetivamente ASCÉTICO ou transforma-lo em SANTO ou ANJO para viver no PARAISO aqui na TERRA mesmo.

    IDEOLOGAIS SÃO TODAS IGUAIS:
    Até HITLER PROMETEU MIL ANOS para o TERCEIRO REICH, afinal era um empedernido cristão.
  • Magno  24/03/2016 03:50
    Governos de países comunistas eram ateus militantes declarados, perseguiram e executaram padres e sacerdotes, fecharam e destruíram a maioria das igrejas, mesquitas e templos, fizeram propaganda antireligiosa nas escolas e mataram milhões de cristãos em campos de trabalho forçado APENAS por serem cristãos junto com outras milhões de pessoas por outros motivos de uma ideologia materialista e o iluminado MESMO de SEMPRE possui a cara de pau de afirmar que marxismo possui origem no cristianismo.
    Honestidade nível esquerdista.

    Ainda continua repetindo mesmo tendo sido refutado com fontes libertárias e ainda xinga os outros que estão expondo suas mentiras.

    O cristianismo não possui nada de abolição da propriedade privada e da família, que é a essência do marxismo/comunismo.

    https://en.m.wikipedia.org/wiki/Persecution_of_Christians_in_the_Soviet_Union

    https://en.m.wikipedia.org/wiki/Marxist–Leninist_atheism

    https://en.m.wikipedia.org/wiki/USSR_anti-religious_campaign_(1928–41)

    https://en.m.wikipedia.org/wiki/USSR_anti-religious_campaign_(1970s–87)

    https://en.m.wikipedia.org/wiki/Persecution_of_Christians_in_the_Eastern_Bloc

    O cristianismo não possui nada de abolição da propriedade privada e da família, que é a essência do marxismo/comunismo.
  • anônimo  22/03/2016 16:04
    www.mises.org.br/EbookChapter.aspx?id=720

    "...Pelo contrário, os historiadores agora têm percebido que a própria Revolução Americana não apenas foi ideológica, como foi o resultado da devoção ao credo e às instituições do libertarianismo. Os revolucionários americanos estavam embebidos no credo do libertarianismo, uma ideologia que os levou a resistir com suas vidas, suas fortunas e com sua honra sagrada às invasões de seus direitos e liberdades cometidas pelo governo imperial britânico..."

    Por uma nova liberdade - O Manifesto Libertário

    Murray N. Rothbard
  • anônimo  22/03/2016 16:11
    orkut.google.com/c10530490-t72d58a71b533a543.html

    fernando chiocca - 24 de julho de 2010

    Uma ideologia que tornará a sociedade livre 100% e que respeita todos os direitos inerentes ao homem já existe... e vc já está na comunidade dela.
  • anônimo  21/03/2016 14:51
    Mas pode ser a falácia non sequitur também.
  • Maia  13/03/2016 16:08
    Pessoal,

    Um professor comunista de Economia veio com o seguinte raciocínio durante a aula para justificar a sua ideologia nefasta:

    "Pense em uma comunidade anarquista -- uma comuna -- sem qualquer organização política e econômica central. Onde todos trabalham naquilo que tem vocação, e trocam entre si os bens produzidos e/ou serviços prestados. Não haveria a necessidade de acumulação de capital. Não haveria nada 'supérfluo'."

    Ele deu ênfase no acúmulo de capital, considerando isso um grave erro e causa de todos o males. Disse que ninguém deve acumular capital.
    Citou nossa Constituição, "os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa", para condenar a livre iniciativa, dizendo que o trabalhador não consegue empreender sem acumular capital e, acumular capital está errado, logo o trabalhador deveria ser dono daquilo que produz.

    Enfim, na hora ninguém conseguiu discordar dele com eficiência. Como seria possível contra-argumentar esse raciocínio dele?
  • Leandro  14/03/2016 11:12
    Incrível como esse tipo de asneira prospera.

    Há um artigo inteiro sobre isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1379

    Em todo caso, esse professor é livre para ir morar no meio do mato, longe de toda e qualquer possibilidade de acumular capital. O fato de ele não fazer isso -- e preferir gostosamente trabalhar em troca de salário e viver no luxo da cidade propiciado pela acumulação de capital -- mostra o real desejo.

    De resto, há uma cidade que tentou colocar em prática isso que ele defende. Trata-se de um local que a esquerda mundial passou a venerar: a cidade espanhola de Marinaleda.

    Primeiro, assista ao vídeo. É rapidinho.

    Assistiu? Então vamos lá.

    Em primeiro lugar, você deve ter visto que se trata de um arranjo que não tem nada de novo ou original. É como se fosse uma comunidade amish (com 2.700 pessoas não pode ser uma cidade), na qual as pessoas subsistem e trabalham apenas para se alimentar.

    Ali, como relatou a reportagem, há pleno emprego. Qualquer pessoa que quer trabalhar encontra trabalho.

    Só que o padrão de vida ali é extremamente precário. Note o semblante das pessoas e veja se há algum conforto ali. Tem gente ali que nem tem dente (certamente não deve ter dentista na comunidade). O local é parecido com o interior do Piauí. O trabalho agrícola mostrado é totalmente precário e pouco produtivo. Não há nenhuma máquina no campo (ou seja, não há a "temida" acumulação de capital). Tudo o que eles conseguem fazer na cooperativa é transformar a colheita (pimenta, azeitona e alcachofra) em azeite. Isso é vida do século XIX. Isso é algo que pode ser classificado como "imune à crise"?

    A veneração a este arranjo é a prova suprema de como as pessoas perderam completamente o senso de proporção. Não discuto que há quem goste de viver assim, e defendo totalmente a liberdade destas pessoas de fazerem isso. Mas dizer que aquela pobreza maranhense é um oásis invejável é de uma imbecilidade econômica grotesca.

    Ademais, qualquer pessoa que goste de trabalhar muito sem poder usufruir os frutos do trabalho -- isso é, trabalhar duro de sol a sol mas viver sem conforto nenhum e sem usufruir da tecnologia moderna -- é adepta da escravidão voluntária. Nada contra; só uma constatação.

    Mas dizer que quem vive ali sob aquelas condições de trabalho precárias está "bem" e que tal arranjo é um "oásis a ser imitado", bom, aí já é forçar bastante. Isso aí é desejo de retornar às condições de vida do século XIX. Bom proveito pra quem quer. Eu preferiria ser desempregado em Madri. A qualidade de vida é muito mais alta.

    Recomendo de novo a leitura deste artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1379
  • Emerson Luis  14/03/2016 13:31


    "o trabalhador não consegue empreender sem acumular capital e, acumular capital está errado, logo o trabalhador deveria ser dono daquilo que produz"

    Como é? Se algumas pessoas não conseguem ou não querem fazer algo, então quem consegue e quer deve ser impedido de fazê-lo? Por quê? O nome disso não é "inveja"?

    O "trabalhador" (ou melhor, o empregado) produz com quais recursos? Se o investidor trabalhou e poupou para ter os recursos que disponibiliza para seus empregados e continua trabalhando para que o negócio prospere, ele também não merece ser remunerado pelo seu trabalho?

    "Em todo caso, esse professor é livre para ir morar no meio do mato, longe de toda e qualquer possibilidade de acumular capital. O fato de ele não fazer isso -- e preferir gostosamente trabalhar em troca de salário e viver no luxo da cidade propiciado pela acumulação de capital -- mostra o real desejo."

    Além de pregar o socialismo enquanto usufrui o capitalismo (o pouco que existe deste no Brasil), como bom socialista ele não se contenta em expor essas ideias, seu desejo é impor esse modo de vida aos outros, enquanto ele próprio faria parte da elite dos "todos são iguais, mas alguns são mais iguais do que os outros"

    Com respeito à cidade espanhola do vídeo, vale notar que, além de tudo o que o Leandro escreveu, eles vendem sua pequena produção. Ou seja, essa experiência comunitária depende do capitalismo para sobreviver.

    * * *
  • Anderson  14/03/2016 00:19
    Eu defedo o liberalismo de Misses e Hayek, mas tenho uma pergunta: Por que a europa e até os EUA insistem em ingetar trilhões na economia e algums, como a França, em investir mais no estado social? Isso não criaria distorções econômicas?
  • FL  14/03/2016 19:10
    Caro Anderson, vc está correto, só esqueceu de um detalhe: nenhum governo/governante dá a mínima para "distorções econômicas", a única preocupação deles é em como se manter no poder, e nada além disso.
  • Rodrigo  22/03/2016 21:17
    Sim
  • Lel  14/03/2016 14:01
    Excelente postagem, IMB.
  • Arthur Cardoso  14/03/2016 18:07
    Artigo sensacional, digo de aplausos, síntese perfeita da superioridade austríaca sobre os conceitos marxistas
  • Luiz  14/03/2016 18:40
    Algumas teorias foram refutadas, e quem as sustenta hoje em dia
    não tem base alguma de economia, só as fala porque odeia o "capitalismo opressor"
    nem ao menos humildade para debater ou tomar conhecimento
    de coisas simples, conseguem. Pois defender essas teorias dá dinheiro, né?
    e outros que são pegos em sua própria ignorância, nunca leram marx
    mas odeiam a burguesia, porém, usufruem dos bens que o capital oferece.

    Mais Marx, menos Mises, é um jargão idiota, intimidam pessoas a jamais tocarem num livro
    Do sociólogo. É uma geração "Liberalismo Gourmet", vi pessoas usando camisa com a frase, assim como vejo pessoas criticando Keynes cegamente. Enfim, é uma nova geração que pouco lê, mais muito tem a dizer, sobre o que não conhece. É uma pena o Instituto incentivar esse tipo de prática.
  • Marinho  14/03/2016 19:39
    "Mais Marx, menos Mises, é um jargão idiota, intimidam pessoas a jamais tocarem num livro [...] vi pessoas usando camisa com a frase, assim como vejo pessoas criticando Keynes cegamente. Enfim, é uma nova geração que pouco lê, mais muito tem a dizer, sobre o que não conhece. É uma pena o Instituto incentivar esse tipo de prática."

    A frase é justamente um chamado à leitura, ao conhecimento e à descoberta das escritas de Mises. No entanto, segundo o erudito Luiz, a frase é idiota porque "intimida" as pessoas a não ler!

    Aliás, é curioso notar que, ao contrário das frases de efeito repletas de clichês tão utilizadas pelos marxistas e keynesianos -- como "tirar de quem tem para dar a quem não tem" ou "educação pública, gratuita e de qualidade" ou ainda "saúde é um direito de todos", ou "se todos pouparem, ninguém consome e a economia pára de girar" --, a frase "Menos Marx, Mais Mises" não carrega nenhum jargão, nenhum lugar-comum, e nenhum grito de guerra de cunho econômico. Ao contrário, aliás: é uma frase que faz tão-somente um chamado à descoberta das idéias de Mises. Em si só, ela não encerra nenhum truísmo econômico.

    Vá chorar e afogar suas mágoas e seu desespero (com a perda de hegemonia keynesiana) em outros sites. Aqui, com esse papinho de "isentão" (isento pró-keynesianismo), você não engana ninguém.
  • Reccanello  14/03/2016 19:28
    De longe, um dos melhores textos do site. Obrigado por fornecer a base de meus novos estudos!
  • Nelio  15/03/2016 12:13
    Excelente

    Tudo devidamente salvo
  • DIEGO ANTONIO COELHO CANCELAS  16/03/2016 03:02
    Parabéns pelo artigo bastante elucidativo sobre o tema,um verdadeiro mini-manual dos defensores do livre-mercado e inimigos dos estado interventor, principalmente, para os iniciantes no assunto!
  • Andre Henrique  16/03/2016 10:42
    Vocês também tem a seguinte pulga atrás da orelha?:
    Por que após 1 século de incontáveis experiências fracassadas ainda existem milhões, talvez bilhões de indivíduos que acreditam no socialismo, ou no mínimo em medidas socialistas?
    Afinal, cada dia que passa fica mais claro o quão melhor para a humanidade são mercado e sociedade livres...
    Serão os líderes socialistas/populistas mais eficazes no poder de convencimento que os libertários?
    Ou é somente impressão e o mundo está, cada dia que passa, menos socialista?
    Abç,
    AHR
  • Andre  16/03/2016 12:48
    "Serão os líderes socialistas/populistas mais eficazes no poder de convencimento que os libertários?".

    Sim, pois eles sabem usar falácias bem convincentes.
    Já os libertários preferem usar argumentos lógicos.

    E a maioria das pessoas pode ser facilmente convencida com falácias.
    E dificilmente será convencida do oposto com argumentos lógicos.
  • Andre Henrique  16/03/2016 17:12
    Então não estarão os libertários sendo "ingênuos" ao serem honestos?
    Nesse caso os fins não justificariam os meios?
    Afinal, são só palavras visando uma sociedade melhor, mais justa e desenvolvida.
  • Andre  16/03/2016 17:36
    "Então não estarão os libertários sendo "ingênuos" ao serem honestos?".

    Não acho que seja ingenuidade pois provavelmente qualquer um sabe que
    a maioria das pessoas são mais facilmente convencidas com falácias.
    Acho que é mais um caso de puritanismo em excesso.

    "Nesse caso os fins não justificariam os meios?
    Afinal, são só palavras visando uma sociedade melhor, mais justa e desenvolvida."

    Bem, usar argumentos falaciosos não é crime e as pessoas não ficam
    muito bravas quando descobrem que caíram em um argumento falacioso, quando descobrem.
    Então não seria o caso de dizer que "os fins justificam os meios".
    Pois como você mesmo disse são "só palavras".
    Seria apenas o caso de se dizer que existem estratégias mais eficientes
    para convencer a maioria das pessoas de alguma coisa.
  • Fabio Nogueira Leite  13/06/2016 22:35
    Alguém poderia por favor verificar minha tradução para o inglês? Obrigado.


    LESS MARX, MORE MISES: EVERYTHING YOU NEED TO KNOW ABOUT THE ECONOMICS OF SOCIALISM.

    This article is very succinct and it explain very well some of the most important refutations of the socialist concepts. It was written by the Brazilian Mises Institute's Team and it's been translated from Portuguese to English using the Google Translator. I've verified the translation, I've made some changes, and I think that it seems to be good, though my English isn't perfect. So, sorry for possible mistakes.

    Ludwig von Mises.

    Well before Mises has attacked the theoretical foundations of socialism, socialists and non-socialists had already realized that socialism was suffering from a serious incentive problem.

    If, for example, all individuals in a socialist system were receive the same income - or, in its variant, if everybody were produce "according to their abilities", but they were receiving "according to their needs" - then parodying that famous question: who, in socialism, would work to collect the trash? That is, what would the incentive to make the dirty work? Moreover, who would do these jobs? Even worse, what would be the incentive to work hard and be productive in any job?

    However, the uniqueness and the crucial importance of the challenge proposed by Mises to the socialism advocates is that his argument was totally dissociated from this incentive problem. Mises, in effect, said, well, let's assume that the socialists have been able to create a powerful army of citizens genuinely avid to follow all orders of their masters, the socialist planners. The question is: what exactly these planners would send the army do? How would they know which products their slaves should produce? At what stage of the productive chain each army should work? How much of each product should be produced in each productive chain step? What techniques or which raw materials should be used in the production as a whole? What is the amount of raw materials should be used? Where specifically should be done all this production? How could they know which operating costs or production process could be more efficient? The central planning committee couldn't answer these questions because socialism doesn't have that indispensable tool that only exists in a market economy, and which entrepreneurs use to make calculations and estimates: the existence of prices freely defined in the market.

    Mises realized the fact that without private ownership of the means of production there is no way to establish market prices. If the means of production (factories, machinery and tools) don't have defined owners (they belong to the state), then there isn't a genuine market between them. If there isn't a market between them, it is impossible to be price formation. If there isn't price formation, there isn't calculation of profits and losses and, consequently, there is no way to direct use of capital goods to meet the most urgent demands of consumers in the least expensive way possible.

    Without market prices, and without being able to calculate costs, it is impossible to have any economic rationality, which means that a planned economy is paradoxically impossible to be planned. Thus, the central committee's decisions necessarily have to be completely arbitrary and chaotic. If implemented, socialism invariably result in an irrational allocation of resources in the economy due to the artificial and arbitrary pricing by the government authority, culminating in widespread shortages of goods. Consequently, the existence of a socialist planned economy is literally "impossible" (to use a term that was much derided by critics of Mises).

    Friedrich Hayek.

    In turn, the Nobel Prize in economics Friedrich Hayek demonstrated that, in the real world, information is dispersed among a multitude of individuals. Therefore, only individuals who have these pieces of information can establish an order of spontaneous and decentralized market able to meet the existing demands effectively, creating a pricing system that coordinates the individual actions of people in society.

    For example, only the owner of a factory can know very specific details about the machines of its production line; it is impossible for central planners entrenched in their offices have this same knowledge. It is impossible that these socialist planners entrenched in their offices have ways to take into account these details known only by the production line owner. And it is impossible that, knowing these details, they can plan "effectively" the economy by targeting, through decrees, the resources and the country's production factors for the purposes they believe to be the most desirable. Try to establish an economic central planning would not only be a presumptuous attitude, but extremely harmful to society, because it will become impossible by who have in fact the information to do the best use of them.

    Hayek also argued that the price system in a market economy can be seen as a giant "telecommunications system", which quickly conveys the essential pieces of knowledge from one point to another. Such an arrangement of "network" is only works well if not hampered by a bureaucratic hierarchy, by which each piece of information would have to flow to the top of the chain of command, be processed by central planners, and then flow back to subordinates.

    For all these reasons, it is impossible that the planner body responsible for exerting coercion to coordinate society, get all the information they need to provide a coordinating content to their orders. The planner of the economy would have to receive a continuous and increasing flow of information, knowledge and data so that its coercive impact - the organization of society - could obtain some success. But it is obviously impossible for a mind, or even several minds, obtain and process all the information that is dispersed in the economy. Daily interactions between millions of individuals produce a multitude of information that is impossible to be seized and processed by only a select group of human beings.

    Eugen Böhm von Bawerk.

    Böhm-Bawerk was, before everybody, who refuted the famous labor theory of value and all other theories of exploitation that socialists so much like to quote.

    The capitalist pays the worker $100, the worker produces goods, and these goods are sold for $120. According to Marx, this profit of $20 was only possible to occur because there was a piece of work that wasn't paid by the capitalist. This difference would be just the added value, which is the exact measurement of "exploitation of hand labor of the work" - that is, the employee provided a service for the capitalist and did not get the remuneration due.

    What's wrong with this Marx's theory of exploitation is that he didn't understand the phenomenon of time preference, explained by Böhm-Bawerk. Do you really believe that having $1000 today is the same as having only $1000 in 5 years (and assuming price inflation zero), even if both values contain the same working time? For it is precisely the reasoning behind all the Marxist analysis of exploitation.

    Capitalists advance present goods (wage) to workers in exchange for receiving future assets (profits) only when the production process is completed. There is necessarily a difference of value between the present goods in which the capitalists give up (its invested capital in the form of wages and machinery) and the goods they will receive (if they receive). The capitalists, to advance their capital and savings for all their factors of production (paying wages of hand labor and buying machinery), expect to be paid for the waiting time and the risks assumed. On the other hand, the workers, to receive his salary at present, are changing the uncertainty of the future for the comfort of certainty of the present. The workers that capitalists employ don't have to wait until the goods are produced and actually sold to receive their salaries. The employer "advance" to employees the value of their services while the production process is still underway, precisely to relieve their employees of having to wait until the proceeds from the sale of products to the consumers are received in the future.

    The fact that the employee doesn't receive the "full value" of future production simply reflects the fact that it is impossible for man to exchange future goods for present goods without a discount in value. The wage payment represents present goods, whereas the services of his hand labor only represents future goods. The labor relationship, therefore, is only a relationship of exchange between present goods (capital and savings from the capitalist) for future goods (goods that will be produced by the workers and the machinery used, but that will only be available in the future).

    Without the entrepreneur and the capitalist organize, finance and direct the enterprise, their employees wouldn't have work and wouldn't receive salaries before a single product was manufactured and sold. According to Böhm-Bawerk: "It seems to me fair that workers charge the full value of the future fruits of their labor, but it isn't fair that they charge this full future value now."

    Carl Menger.

    Menger was the founder of the Austrian School of economics, which belonged the other three previous economists. He was the first to show that the value of any good or service is subjective, which led to the marginalist revolution in economics, solving the paradox of water and diamond and retiring the classical theory of labor value.

    Marx said that the value of a commodity depends directly on the total amount of work used in its production. If the required amount of work to construct a bicycle is the same as required to make a cake, then the market value of the bicycle is the same as the cake. On the other hand, Menger explained that the value of a merchandise doesn't derive of the amount of labor expended in its manufacture. A man can spend hundreds of hours making a mud ice cream, but if no one gives any usefulness to this mud ice cream - and thus it doesn't value enough to pay something for it - then this product has no value, despite the hundreds of hours spent in its manufacture.

    Like beauty, value - as the old saying says - is in the eye of the beholder. The value of an good is subjective: it depends on the use and the degree of personal importance (subjective) that someone gives to it (be it a good or a service). If the good serves to some end or purpose, then it will have value for at least one person.

    No object, either a banana or an automobile, has an intrinsic economic value. On the contrary, only a human mind can assign value to these items; and only then the economists can classify these items as goods. An object is valuable only if there is at least one human being who believes that this object can help satisfy his subjective desires. For example: a given root that can cure cancer. If no one knows this fact, this root will have no economic value, and people will not exchange money for it. Consequently, the value is generated by the subjective wishes of an individual and their beliefs about the causative properties of a particular item.

    Therefore, and contrary to what says the Marxist theory, goods and services haven't value because of the "amount of work" used in their production. On the other hand, a particular job skill can have a great value if considered useful (as a productive mean) to achieve a goal that someone has in mind.

    Reportedly Menger would have sent his work to Marx, who then would have given up to publish the following volumes of Capital, whereas the entire basis of his theory had collapsed with the revelation of the true source of the value.


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