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A emancipação da mulher, a pobreza e o analfabetismo - o que há em comum?

Nas últimas décadas, as mulheres conquistaram o mercado de trabalho, ganharam mais liberdade para usar a roupa que preferem, conseguiram criminalizar a violência doméstica e convencer o marido a participar da troca de fraldas.

Por que só agora essas questões entraram no debate público?

Herbert Spencer, sociólogo inglês do século XIX, pode ajudar. Spencer dizia o seguinte: "O grau de preocupação pública sobre um problema ou fenômeno social varia inversamente à sua incidência real".

Quanto mais raro um fenômeno, mais ele nos chama a atenção. Quanto mais próximo da solução, mais lamentamos um problema social. Do mesmo modo, quanto mais frequente um comportamento, menos atenção e revolta ele desperta.

As mulheres eram 15% do mercado de trabalho no Brasil em 1920, 32% em 1960 e são 48% hoje. Até os anos 1960, usar biquíni era questão de polícia; até a década de 1980, elas tinham vergonha de se dizerem divorciadas. As mulheres de hoje certamente não vivem num mundo perfeito, mas desfrutam de muito mais liberdade que há 30 ou 50 anos. E, apesar disso, nunca falamos tanto sobre as "questões de gênero".

Há muitos exemplos interessantes da Lei de Spencer. A pobreza, regra da humanidade até a Revolução Industrial, só causou espanto quando começamos a deixar de ser pobres. A parte recém-enriquecida da população inglesa olhou para a parte ainda pobre e se espantou: "vejam a pobreza!".

Durante a Idade Média, quando menos de 10% dos europeus sabiam ler, pouca gente considerava o analfabetismo um problema social. O fenômeno só entrou na agenda pública no fim do século XIX, quando estava prestes a desaparecer. Em 1870, ano em que a educação pública virou lei na Inglaterra, 75% dos ingleses já eram alfabetizados.

Por que isso acontece?

O historiador britânico Stephen Davies aposta num problema de percepção. "Quando um fenômeno como a pobreza, o trabalho infantil ou o maltrato às mulheres é disseminado, ninguém o percebe, pois é simplesmente tido como parte do jeito que as coisas são", diz ele. Já se o problema deixa de ser tão frequente, nas poucas vezes em que ocorre desperta indignação, e não mais indiferença.

Não dê bola para as militantes radicais. Há muito o que se comemorar neste Dia Internacional da Mulher.


1 voto

SOBRE O AUTOR

Leandro Narloch
é jornalista e autor do Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, e do Guia Politicamente Incorreto da História do Mundo, além de ser co-autor, junto com o jornalista Duda Teixeira, do Guia Politicamente Incorreto da América Latina, todos na lista dos livros mais vendidos do país desde que foram lançados. Escreve para a Folha de S. Paulo.



O estado matou a liberdade dos açougues em prol dos empresários corporativistas

Há dez anos havia uma predominância muito maior de açougues de bairro. Eram comércios na maioria das vezes confiáveis e a procedência das carnes normalmente não era tão duvidosa quanto a vendida no supermercado.

Geralmente os donos desses açougues eram pais de família que manipulavam a carne com certo rigor, contratavam gente da vizinhança pra dar aquela força no comércio, faziam o bom e velho fiado pra quem não podia pagar na hora, enfim, era um tempo onde havia maior proximidade entre os produtos de consumo e o consumidor.

Mas eis que apareceu o governo e suas "bondades". E aí o açougueiro foi para o abismo com uma série de taxações, regulações, decretos, portarias, leis inúteis, legislações pesadas e tudo o mais necessário para acabar com um negócio promissor e confiável sob a desculpa de proteger os clientes daquele "malvadão" que – absurdo! – quer trabalhar e lucrar com o comércio de carnes.

E são tantas regras "protecionistas" que, sabendo da impossibilidade dos donos em cumpri-las de forma plena, os fiscais do governo se aproveitam da situação para caçar "irregularidades" como "a cor da parede", pedindo aquele salário mínimo para assinar o alvará de funcionamento.

Enquanto isso, o estado isentou as grandes empresas de impostos e multas sempre que possível, bem como das regras sanitárias que o açougueiro da esquina tem que cumprir. Enquanto o dono do açougue do bairro era impedido de obter uma mísera linha de crédito para investir em seu negócio, o governo fornecia uma gorda verba para as grandes empresas por meio do BNDES.

E veio o período maquiavélico de "aos amigos os favores, aos inimigos a lei", onde não há nada que impeça as grandes empresas. As dívidas caíam de 1 bilhão para 320 milhões, a "fiscalização" sanitária se tornou aliada e o Ministério da Agricultura passou a conceder seus selos livremente para os amigos do governo. Claro que isso teve um custo, pago com aquela verba pra campanha eleitoral para "resolver" tudo.

E o resultado não poderia ser diferente: nos baseando na confiança em um selo estatal e no sorriso técnico do Tony Ramos afirmando que "carne confiável tem nome!".

O corporativismo, ou seja, a aliança entre estado e grandes empresários, nos trouxe resultados deploráveis. Mas o malvado continua sendo o seu José da esquina, aquele que queria vender suas carnes e terminou fechando por excesso de burocracia estatal. Enquanto isso, os corporativistas da JBS, BRF e companhia cairão no esquecimento em breve.

O corporativismo brasileiro é um desastre sem fim.
Prezado Paulo, você reclama que teve emprego e salário, mas não ganhava tanto quanto os funcionários mais antigos e experientes. Você foi contratado a um salário menor e achou isso injusto. Queria já chegar ganhando o mesmo tanto que funcionários melhores e mais experientes, que já estavam lá há anos. É isso mesmo?

Não posso acreditar.

Outra coisa: você teve salário e emprego (e ainda teve plano de saúde!) graças à possibilidade de terceirização. E se fosse proibida a contratação de terceirizados? Será que você teria tido esse emprego e esse salário? Será que você sequer teria tido essa chance?

Desculpe, mas parece que você está cuspindo no prato que comeu. Você teve emprego e renda (e plano de saúde!) graças a uma liberdade de contrato, e agora vem dizer que essa liberdade foi ruim para você? Bom mesmo seria se o mercado de trabalho fosse restrito. Aí sim você já seria contratado como presidente...

É interessante como você parte do princípio de que o mundo não só lhe deve emprego e renda (e plano de saúde!), como ainda lhe deve um emprego extremamente bem-remunerado imediatamente após a contratação (você já quer entrar ganhando o mesmo tanto que os funcionários mais antigos e experientes).

De fato, ainda estamos deitados em berço esplêndido. Aqui todo mundo só quer saber de direitos.


P.S.: ainda no aguardo de você responder à pergunta do Leandro (a que aparentemente te deixou assim tão zangado): a terceirização nada mais é do que permitir que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • anônimo  09/03/2016 02:11
    Realmente, quanto mais a pobreza cai no mundo, mais gritaria se ouve quanto à pobreza ainda remanescente. A pobreza nunca foi tão baixa em nossa história e nunca se ouviu tanta gritaria sobre ela.

    Dá até a impressão de que a pobreza é algo recente e que só começou há alguns anos, sendo que a pobreza sempre foi a condição natural do homem em toda a história.

    O mesmo se pode dizer dos direitos especiais dados aos gays. Quanto mais privilégios eles ganham, mais eles gritam que estão sendo discriminados. E quando realmente eram discriminados, nenhum pio.

  • Christopher Cantwell  09/03/2016 04:31
    O lugar da mulher é cuidando da casa, da alimentação e da prole.
  • Anderson Nascimento Nunes  09/03/2016 13:38
    Não és o verdadeiro Christopher Cantwell, mas imitas bem.
  • anônimo  10/03/2016 02:34
    O Stefan e o Christopher são mitos.
  • Diego  12/03/2016 11:22
    Precisamos de mais libertários brutalistas igual o Cantwell. Chega de libercucks.
  • Rosa   29/03/2016 20:47
    O lugar da mulher e do homem é onde ele quiser e puder estar!
    O ser humano tem alma e a alma de cada um nasceu independente e com livre arbítrio para ser o que quiser ser, devendo viver sem ser escravizada por ninguém, porque nem mesmo Deus ousou escravizar o homem; razão pela qual o homem só se aprisiona ao seu próprio pecado!
    Há mulheres super felizes em serem donas-de-casa:cuidam felizes do marido, dos filhos e da sua casa. Outras, querem fazer isto até o período da infância dos filhos (até os 12 ou até os 15 anos), mas, depois querem fazer outras coisas porque acham que já cumpriram sua meta familiar e já podem se dedicar a outros projetos (sim, cuidar da família é projeto de vida fiquem sabendo, de modo que, ele tem início, meio e fim).
    Mas, enquanto estão assim - até bem felizes e realizadas - fazendo o que lhes agrada fazer se vêem às voltas ou com maridos ingratos que parecem não identificar o esforço da mulher em cuidar da casa, filhos, marido, e só se dão conta disto quando os filhos estão obesos, falando palavrões, usando drogas ou álcool, pagando conta de psicólogos, abandonando os estudos, usando remédios antidepressivos, babás agressivas ou pouco carinhosas, constantemente substituídas, custeando empregadas, cozinheiras, faxineiras, etc, etc. Enquanto dona-de-casa, a mulher por vezes tem que estar a mendigar recursos para coisas elementares que vão desde um sapato, uma roupa, um sapato, uma maquiagem, até mesmo um medicamento (uma pílula anticoncepcional): coisas bem simples. Ou seja, a mulher é tratada como uma empregada doméstica que trabalha 24 horas por dia, sete dias na semana, mas, não recebe salário para isto, e, assim, é tia como uma inútil porque "não ganha dinheiro". Sem se ter a conformação de que quem economiza dinheiro ganha muito mais dinheiro por vezes, do que quem trabalha fora. E, só quem enfrentou algum dos problemas acima pode opinar sobre o custo de que falo.
    Quando não é o caso acima se vê a mulher forçada a ouvir as vizinhas ou "amigas" que se julgam muito superiores a falar arrogantemente : Ah, você é dona-de-casa? Não fica cansada de não fazer nada?" ( o dia inteiro trabalhando dentro de casa e não está fazendo nada?) Ou ainda ter que ouvir os discursos chatíssimos, nada originais e patéticos das "feministas?" de plantão ( que sem terem procuração de nenhuma delas) se arrogam no direito de defenderem o "direito das mulheres" ou que elas acham que as mulheres querem. Como se todas as mulheres saíssem da mesma forma e quisessem a mesma coisa. Então são chavões e chavões.
    Da minha parte, comecei a trabalhar aos 16 anos porque a necessidade das famílias pobres é bem diferente das de família rica; assim, uma mulher pobre não poderá nunca se dar ao luxo de dizer que não irá trabalhar. Mesmo após estar casada porque a vida já a obrigou a uma rotina de dupla jornada. Então, se esforça duas vezes mais que qualquer homem (porque meu amigo, eu enfrentei um preconceito brutal para me firmar na minha profissão de advogada, numa época em que não haviam tantas advogadas e a CF/88 só foi criada depois disto; e um assédio profundo que enfrentei com a cara fechada para que aprendessem a respeitar minha pessoa, minha profissão e o meu trabalho). Portanto, nunca ouse dizer onde uma mulher deva ou não estar se não é você que paga suas contas.
  • Kai  30/03/2016 14:10
    Aí estão os resultados desastrosos da "independência feminina" para as vidas dos outros indivíduos.

    https://www.youtube.com/watch?v=l4nT1TcifIY
  • anônimo  31/03/2016 11:08
    'O lugar da mulher e do homem é onde ele quiser e puder estar! '
    Correto, mas de onde se deduz daí que alguém precisa do estado pra chancelar isso?
  • Veritas  09/03/2016 09:55

    As feministas não se importam com as mulheres reais.

    Elas só querem bancar as vítimas revoltadas para angariar poder e também destilar seu ódio contra os homens, contra a liberdade, contra a vida e até contra as mulheres femininas.
  • Gustavo Cardoso  09/03/2016 10:45
    E quando tudo for igualitário e conquistado, a luta das militantes será pela reparação da dívida histórica. Aposto.
  • The Donald  09/03/2016 19:15
    Aproveitando a deixa, essa eu tenho que compartilhar porque foi engraçada demais. E mostra bem o nível de demência a que o politicamente correto rebaixou as pessoas.

    No último debate entre os pré-candidatos do Partido Democrata, Bernie Sanders acusou Hillary de ser amiguinha de Wall Street. A esquerda aplaudiu. Hillary tentou se defender, mas Sanders levantou o dedo e disse: "Excuse me, I'm talking" (pois ele ainda estava dentro do seu tempo).

    Aí, meus amigos, acabou. O simples fato de Sanders ter pedido para continuar falando bastou para que a esquerda prontamente inundasse o Twitter para dizer que estava decepcionadíssima com Sanders, pois essa sua atitude teria sido -- estão sentados? -- machista e misógina. Sério.

    Tá tudo aqui:

    nymag.com/daily/intelligencer/2016/03/sanders-to-clinton-excuse-me-im-talking.html

    Ironicamente, é bem possível que isso derrube o rei do politicamente correto nas preferências dos politicamente corretos.

    Como diz o ditado, cria cuervos...

    Enquanto isso, nos debates dos Republicanos, os caras estão abertamente falando do tamanho de seus órgãos sexuais. Sério também.
  • Andre  09/03/2016 20:14
    "Há muito o que se comemorar neste Dia Internacional da Mulher.".

    Com certeza!!!
    Com tantos privilégios estatais eu também comemoraria MUITO se fosse mulher.

    Segue abaixo lista de privilégios copiada daqui: sexoprivilegiado.blogspot.com.br/2014/04/privilegios-femininos.html

    Os privilégios não estatais listados servem para mostrar que além dos privilégios naturais, as mulheres,
    ainda por cima, recebem privilégios estatais tornando seus privilégios naturais AINDA MAIORES.
    Por exemplo, mesmo vivendo mais elas podem ser aposentar mais cedo e assim sugar mais dinheiro do esquema de pirâmide INSS.

    ==============================================================================================================
    Alistamento Militar
    Mulheres nunca foram obrigadas a prestar serviço militar, conseqüentemente, nunca foram obrigadas a ir às guerras, como os homens sempre foram. Além disso, por elas não serem obrigadas a prestar o serviço militar, elas estão isentas de uma série de sanções das quais os homens não estão livres caso não prestem esse serviço.

    Aposentadoria
    Mulheres se aposentam cinco anos antes que os homens no Brasil, seja por idade, seja por tempo de contribuição, embora os homens contribuam mais e vivam menos.

    Expectativa de Vida
    Mulheres têm quase sete anos e meio a mais que os homens de expectativa de vida no Brasil.

    Fraude de Paternidade
    Mulheres são beneficiárias de uma lei inconstitucional, verdadeiramente falando, que é a lei de alimentos gravídicos, que obriga um homem a pagar pensão alimentícia, ainda no período de gravidez, mesmo sem a necessidade de exame que comprove a paternidade e da indenização dada ao suposto pai caso o resultado seja negativo.
    Mulheres que cometem fraude paternidade raramente são punidas, e além disso, quando os pais descobrem que não são os verdadeiros pais, estes ainda são duplamente punidos, obrigados a assumirem os filhos que não são seus, sendo imputados por uma "paternidade sócio-afetiva".

    Guarda dos Filhos
    Mulheres detêm 87,6% da guarda das crianças e adolescentes no Brasil em casos de divórcio.

    Educação
    Mais da metade das bolsas do ProUni e dos financiamentos do FIES são concedidos às mulheres.
    Mulheres correspondem a 60% dos alunos do Pronatec.
    Mulheres são 61,2% dos formandos em nível superior no Brasil. Há mais de duas décadas, elas têm sido a maioria.
    Mulheres são maioria entre os universitários brasileiros.
    Mulheres são maioria na modalidade "Ensino à Distância".
    As mulheres compõem 81,5% do total de professores da Educação Básica do país.
    Mulheres são 97% dos professores de Educação Infantil.
    Mulheres são 97,9% dos professores das creches.
    Mulheres são 82,2% dos professores do ensino fundamental.
    Mulheres são 64,1% dos professores do ensino médio.
    Mulheres são maioria dos alunos do ensino médio, ensino superior, e ensino fundamental de 5ª à 8ª série (ou 9º ano).
    Mulheres são quase 60% das inscrições no Sisutec.
    Mulheres foram maioria entre os candidatos ao Enem 2013.

    Política Eleitoral e Partidária
    Mulheres são beneficiárias de uma lei de cotas para partidos políticos que fixa obrigatoriamente um mínimo de 30% nas vagas para candidaturas nos partidos, mesmo sabendo que políticos de ambos os sexos nunca trabalharam em benefício dos homens, mas, quase que freqüentemente, em benefício das mulheres.

    Programas Sociais e Políticas Públicas
    Mulheres são as únicas beneficiárias de uma Secretaria de Políticas Públicas, a qual tem status de ministério.
    Mulheres ficam com os imóveis do programa "Minha Casa, Minha Vida" em casos de divórcio.
    Mulheres correspondem a mais de 67% dos beneficiados do programa "Brasil Sem Miséria", embora os homens correspondam a 82% dos mendigos do país.
    Mulheres representam 93% da titularidade do programa "Bolsa Família".
    Mulheres são donas de 72% das propriedades da reforma agrária.
    Mulheres têm prioridade, e são maioria, no registro do imóvel no programa "Minha Casa Minha Vida".
    Desde 2011, mais da metade dos postos de trabalho com carteira assinada foram concedidos às mulheres.

    Saúde
    Mulheres são as únicas beneficiárias em programa de assistência integral à saúde no Brasil.
    Mulheres são as únicas beneficiárias em programas nacionais de prevenção, pesquisa e tratamento de câncer no Brasil. Tanto é verdade que só existem dois programas nacionais de controle de câncer: "O Programa Nacional de Controle do Câncer do Colo do Útero e o Programa Nacional de Controle do Câncer de Mama", muito embora os homens tenham 77% mais chances de desenvolver câncer do que as mulheres, e 85% mais chances de morrer de câncer do que as mulheres.
    Mulheres são as únicas beneficiárias em serviços de atendimento a vítimas de violência sexual e de violência doméstica no Brasil.

    Sistema Penal
    Dos mais de meio milhão de encarcerados no Brasil, apenas 5,5% são do sexo feminino. Não consigo pensar em nenhum outro lugar da sociedade pós-moderna onde seja tão NÃO- representativo ou NÃO-dominado pelos homens do que o sistema penal — algo que, no interesse da igualdade entre os sexos, precisa mudar. A nossa sociedade ginocêntrico-feminista costuma considerar crimes apenas aqueles cometidos majoritariamente pelos homens. Além disso, e não menos importante, temos um problema gravíssimo que é a discriminação da aplicação das penas. Homens sempre foram tratados com mais rigor do que as mulheres, mesmo quando estas cometem crimes proporcionalmente iguais.

    Violência Doméstica
    Mulheres possuem um telefone específico para atendimento a denúncias de violência doméstica.
    Mulheres são as únicas contempladas pelo Estado brasileiro no que se refere ao combate à violência doméstica. Há uma lei disparatada, e inconstitucional, verdadeiramente falando, que foi criada em defesa da violência contra a mulher no Brasil, conhecida como lei "maria da penha", que deveria ser contestada pela sua inconstitucionalidade, sua natureza draconiana, sua carência de base científica (já que os homens são os maiores vitimados por esse tipo de violência), sua inclinação sexista, e pelo fato de subjugar os homens brasileiros. Uma lei que trouxe de volta ao ordenamento jurídico brasileiro o Direito Penal de Autor, que pune a pessoa não por ela ter agredido alguém, mas pelo fato dessa pessoa ser homem.

    Mais múltiplos privilégios femininos compilados por Alessandra Mattos

    30 privilégios que tenho como mulher na sociedade matriarcal:

    1 – Trabalhar ou não para mim é uma escolha, enquanto para o homem, trabalhar é uma obrigação.
    2 – Ninguém afirma que sou uma agressora em potencial só por causa de meu gênero.
    3 – A "Justiça" normalmente está o meu favor em relação à guarda dos filhos, por eu ser mulher.
    4 – Se cometo um crime, minha condenação provavelmente será bem menor que a de um homem que cometeu o mesmo crime.
    5 - Me aposentarei 5 anos mais cedo que um homem.
    6 – Provavelmente viverei mais que a média dos homens.
    7 – Não preciso passar pelo Alistamento Obrigatório.
    8 – Se sou agredida pelo sexo oposto, ninguém me ignora nem ri de mim.
    9 – Tenho menores chances de ser assassinada que um homem.
    10 – Nós mulheres sofremos pouquíssimos acidentes de trabalho em comparação ao que os homens sofrem.
    11 – Quando saio com um homem, é esperado que ele que pague a conta.
    12 – Minha beleza é exaltada.
    13 – Na escolha de um parceiro, o sexo oposto não se importa tanto quanto a minha condição financeira ou com qual carro que dirijo.
    14 – Quando choro, sou ouvida e consolada, e não ignorada.
    15 – Os investimentos para a minha saúde é levado a sério pelos órgãos governamentais.
    16 – Meu gênero não é frequentemente tão extorquido financeiramente através de divórcios.
    17 – Se sou agredida pelo sexo oposto não sou considerada como "frouxa", se revido a agressão, não sou atacada pela sociedade.
    18 – Não somos levadas à cometer suicídios tanto quanto os homens.
    19 – Usufruo de todas as tecnologias e invenções existentes graças à criatividade dos homens e de seus árduos trabalhos.
    20 – Provavelmente não irei pagar pelo meu próprio casamento, nem comprar minha aliança.
    21 – Meu gênero representa apenas uma pequena fração dos moradores de rua.
    22 – Nós mulheres controlamos a maior parte do consumo das famílias brasileiras. Gastamos nosso dinheiro e o dinheiro dos homens.
    23 – Possuo uma delegacia exclusiva para meu gênero.
    24 – Sou considerada mais amorosa e imprescindível às crianças só por ser mulher
    25 – Minha virgindade é valorizada, e não motivos para piada.
    26 – Minha vida é vista como mais valiosa que a vida de um homem: em naufrágios ou em desastres naturais, a vida da mulher tem preferência.
    27 – Sou sexualmente mais livre que um homem: Qualquer hora que eu desejar sexo, surgirão pretendentes aos montes.
    28 – Durante toda a historia da humanidade, meu gênero se encarregou de ficar com os trabalhos mais leves e se manter nos ambientes mais seguros da ordem social.
    29 – Nunca houve alguém que afirmasse que ser fêmea é um acidente biológico.
    30 – Não existe um movimento social do sexo oposto focado para ensinar ódio ao meu gênero.
    ==============================================================================================================
  • Robson  09/03/2016 21:39
    Muito bom. Aproveitando para complementar:

    imgur.com/gCntCZl

    >"Segundo dados do Creas-Pop, ao menos 92% dos moradores de rua são homens e uma grande parte é usuária de drogas, ingere álcool com frequência e já sofreu alguma desilução amorosa."
    www1.folha.uol.com.br/cotidiano/ribeiraopreto/2013/08/1331884-maioria-dos-moradores-de-rua-sao-homens-desiludidos-com-o-amor.shtml

    >"Os estudos existentes demonstram coincidentemente que a vitimização homicida no país é notada e fundamentalmente masculina. A feminina representa aproximadamente 8% do total de homicídios."
    www.mapadaviolencia.org.br/pdf2014/Mapa2014_AtualizacaoHomicidios.pdf (p. 105)

    >"Depósitos de porra são maioria no ingresso e na conclusão de cursos superiores"
    www.brasil.gov.br/educacao/2015/03/mulheres-sao-maioria-no-ingresso-e-na-conclusao-de-cursos-superiores

    >"Mulheres tentam o suicídio 4 vezes mais que os homens, mas os homens o cometem (isto é, morrem devido a tentativa) 3 vezes mais do que as mulheres."
    https://www.abcdasaude.com.br/psiquiatria/suicidio

    >"Homens são as principais vítimas da violência no Brasil"
    exame.abril.com.br/brasil/noticias/homens-sao-as-principais-vitimas-da-violencia-no-brasil

    >"Mulheres são maioria da população e ocupam mais espaço no mercado de trabalho"
    www.brasil.gov.br/cidadania-e-justica/2015/03/mulheres-sao-maioria-da-populacao-e-ocupam-mais-espaco-no-mercado-de-trabalho

    Mulher, o ser mais privilegiado que já existiu.

    https://www.youtube.com/watch?v=l4nT1TcifIY

    https://www.youtube.com/watch?v=G7c1BmhuAv4

    https://www.youtube.com/watch?v=hDo0EVZx9N4
  • Nosbor  15/03/2016 04:44
    >"Depósitos de porra são maioria no ingresso e na conclusão de cursos superiores"

    Essa expressão, "depósitos de porra", mostra que você copiou isso dos fóruns anônimos também conhecidos como "chans". Os mesmos fóruns onde os membros postam pedofilia, exaltação ao nazismo e onde o assassino de Realengo é chamado de "herói".

    Nesses fóruns o ódio ao feminismo e às mulheres em geral é muito popular, porque os próprios membros admitem que têm grandes dificuldades em suas vidas amorosas e sexuais, e acham que se não existisse o feminismo e se as mulheres perdessem a liberdade e o direito de escolha eles teriam mais facilidade em ter acesso a elas e ao sexo.

    Pode me acusar de estar usando ad-hominem, mas eu teria vergonha de me misturar com esse tipo de gentalha.
  • Ikki  19/03/2016 19:04
    E o que que tem ele ter postado isso de um imageboard anônimo? Você deveria responder em relação ao conteúdo. Se não tem argumentos para isso, então você não consegue refutá-lo.

    >Os mesmos fóruns onde os membros postam pedofilia, exaltação ao nazismo e onde o assassino de Realengo é chamado de "herói".
    Você generalizou isso por que não consegue refutar o conteúdo do post dele? Você só apontou que há coisas ruins no local, ignorando tudo o que há de bom nele.


    Aliás, gostaria de mostrar como essa esquerda está querendo invadir o movimento libertário com dois posts de autores esquerdistas.

    www.libertarianismo.org/index.php/blog/patriarcado-infelizmente/

    www.libertarianismo.org/index.php/blog/cultura-estupro-falacia-moralizacao-feminina/

    Prestem atenção aos comentários dos dois artigos acima, pedindo mais intervenção e privilégio as mulheres.

    www.libertarianismo.org/index.php/artigos/liberdade-feminismo/

  • anônimo  20/03/2016 08:47
    'porque os próprios membros admitem que têm grandes dificuldades em suas vidas amorosas e sexuais, e acham que se não existisse o feminismo e se as mulheres perdessem a liberdade e o direito de escolha'

    Liberdade e direito de escolha não tem nada a ver com feminismo.O objetivo do feminismo é criar ódio mesmo, se vc não notou isso VC sim é a escória que os outros devem ter vergonha de se misturar.
    https://www.youtube.com/watch?v=pcb_4nk4t4Q
  • Douglas  20/03/2016 12:30
    Nosbor, refute os argumentos. Ah me esqueci, vocês progressistas não conseguem, por isso apelam ao puro ad hominem.

    Preste bem atenção, Nosbor.

    Feministas não querem apenas que o Capitalismo de Livre-Mercado melhore a vida das mulheres, feministas atuais querem IGUALDADE entre homens e mulheres. Já que Direitos Iguais não é sinônimo de Igualdade e que homens e mulheres não são iguais (igual entre os próprios homens não há igualdade), então feministas atuais querem nada mais e nada menos que o nosso querido e fracassado Socialismo. Lógico, não irão dar esse nome, mas na prática vai ser quase a mesma coisa. Não é nenhuma surpresa que tanto feministas militantes americanas quanto feministas militantes brasileiras sejam quase (perceba esse quase) 100% esquerdistas e socialistas. Para as feministas, o Capitalismo melhorar a vida das mulheres é passado e apenas o Progressismo Igualitário irá realizar o que elas desejam.

    Aqui no Mises Brasil a maioria dos leitores, pelos comentários, já perceberam como socialistas modernos agem (Feminismo, Desarmamentismo, Movimento Negro, Ambientalismo, Diversidade, etc). Você não engana ninguém aqui.

    Quem precisa se separar das feministas, dos progressistas e dos bleeding-heart libertarians é você. Eles estão se infiltrando e distorcendo o movimento libertário por causa de "libertários" como você.
  • Douglas  20/03/2016 12:56
    A propósito, ele ter pego os argumentos e dados de qualquer tipo de site não quer dizer que ele ou o IMB estão se misturando com o site que foi pego.

    Não sei qual a lógica usada por você para afirmar isso.
  • Tarantino  10/03/2016 02:51
    Esqueceu uma: a mulher SEMPRE tem certeza de que o filho é dela.
  • Moraes  29/06/2016 12:33
    Concordo: "Quanto mais raro um fenômeno, mais ele nos chama a atenção. Quanto mais próximo da solução, mais lamentamos um problema social. Do mesmo modo, quanto mais frequente um comportamento, menos atenção e revolta ele desperta." Isso é fato!


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