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Xeque-Mate! - Garry Kasparov contra os socialistas apoiadores de Bernie Sanders

A lenda viva do xadrez, Garry Kasparov — nascido no Azerbaijão, criado na Rússia comunista e hoje vivendo na Croácia —, irritou toda a esquerda-chique americana ao postar, em sua página no Facebook, um desenho fazendo troça do pré-candidato democrata (e assumidamente socialista) à presidência dos EUA, Bernie Sanders. 

Na caricatura postada por Kasparov, Sanders utiliza um boné com a frase "Make America Greece Again".

Essa frase é, ao mesmo tempo, uma paródia do slogan de Donald Trump ("Make America Great Again" — Façamos a América Grande Novamente) e uma síntese do que aconteceria caso Sanders ganhasse a eleição ("Make America Greece Again" pode ser traduzido como "Façamos a América a Grécia Novamente").


sandersgreece.jpg

Na legenda da caricatura de Sanders, Kasparov escreveu:

Um boné de Bernie Sanders para concorrer com Trump!  Obrigatório para nos prepararmos para mais outro grande triunfo do socialismo, depois de Grécia e Venezuela.

Desnecessário dizer que toda a intelligentsia e todo o beautiful people ficaram de-sa-pon-ta-dís-si-mos com Kasparov, e invadiram seu perfil para lhe repreender e dar sermões grandiosos e eloquentes sobre quão realmente belas e humanas são as propostas socialistas de Sanders.

Kasparov, no entanto, não se fez de rogado.  E escreveu:

Estou adorando a ironia de ver os americanos que apóiam Sanders explicando pomposamente para mim, um ex-cidadão soviético, todas as glórias do socialismo e o que ele realmente significa!

O socialismo soa bonito em frases curtas e slogans postados no Facebook, mas, por favor, mantenham-no confinado aí.  Na prática, o socialismo corrói não apenas a economia, mas também o próprio espírito humano, acabando com a ambição e as conquistas que possibilitaram ao capitalismo moderno retirar milhões de pessoas da pobreza.

Falar sobre as belezas do socialismo é um enorme luxo; um luxo ao qual só é possível nos darmos graças aos êxitos do capitalismo.  A desigualdade de renda é, sim, um grande problema; mas a ideia de que a solução é ter mais governo, mais regulamentações, mais endividamento e menos arrojo empreendedorial é perigosamente absurda.

Acuados, os defensores de Sanders tentaram contra-argumentar dizendo que o senador de Vermont não defende exatamente o socialismo, mas sim uma versão das social-democracias escandinavas.

Ao que Kasparov respondeu, em uma surpreendente demonstração de conhecimento econômico e, acima de tudo, histórico:

Sim, por favor, tomem a Escandinávia como exemplo!  Implantar alguns elementos socialistas APÓS já ter se tornado uma economia capitalista rica é uma medida que irá funcionar somente se você não estrangular exatamente aquilo que lhe tornou rico em primeiro lugar.

De novo, o socialismo é um item de luxo que não deve ser confundido com aquele item que realmente está fazendo o sistema funcionar [o capitalismo].  Muitos fazem essa confusão.

E não se esqueçam de que praticamente todas as incontáveis invenções, inovações e criações industriais do século XX, as quais tornaram o resto do mundo desenvolvido tão eficiente e confortável, vieram dos EUA.  E isso não foi uma simples coincidência. 

Enquanto a Europa podia contar com os [empreendedors dos] EUA incorrendo em riscos e investindo ambiciosamente — e, sim, gerando "desigualdade" —, ela pôde se dar ao luxo de apenas se beneficiar desses resultados sem ter de fazer os mesmos sacrifícios.

Quem será a América da América?

Os oponentes, então, simplesmente deitaram o rei no tabuleiro e se retiraram da mesa.


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SOBRE O AUTOR

Equipe IMB


OFF-TOPPIC: pessoal do IMB, seria possível vocês redigirem um artigo refutando as teorias conspiratórias sobre o Nióbio que abundam desde a época do Enéias? Quinta-feira o Instituto Liberal reiniciou o debate, e seria ótimo se vocês dessem continuidade. Eis o que comentei no website do IL, é o que resumidamente penso do assunto:

"Se há indícios concretos ou, ao menos, motivos para crer que as empresas autorizadas pelo Estado brasileiro a retirarem do solo e comercializarem este metal estão cometendo fraudes de qualquer natureza, em conluio com grupos estrangeiros ou não, a solução é, em se confirmando as irregularidades, rescindir os contratos de permissão em vigor e abrir este mercado para mais empresas interessadas no empreendimento - seja lá de onde elas forem. A que oferecer a melhor barganha leva as jazidas - e paga impostos sobre tudo o que produzir. Elevar o preço na marra? Claro, abusar desta condição de quase monopolista pode funcionar no começo, mas no médio prazo surgirão alternativas de melhor custo-benefício para atender a demanda daqueles insatisfeitos com a situação. Deixar de vender o Nióbio como comodittie e agregar valor ao mineral em nossa indústria da transformação? Seria ótimo, se nosso parque industrial não estivesse parado no tempo desde meados do século passado. Só falta criarem a estatal NIOBRÁS no Brasil, que dará origem ao escândalo do NIOBRÃO. O brasileiro não aprende mesmo: sempre achando que vai encontrar um bilhete premiado no chão e poderá passar o resto da vida bebendo e sambando."
"Tal afirmação nunca foi feita. Em ponto nenhum do artigo. E nem em nenhum outro artigo"

Não me refiro à uma frase ou texto escrito nos artigos do IMB. Estou questionando a percepção daqueles que defendem esse modelo de afrouxamento da terceirização proposto pelo governo, pois essa discussão toda é parte da realidade em que estamos vivenciando. Aliás, não creio que esse artigo seja uma mera exposição teórico-dissertativa acerca do que seria e quais os benefícios de uma terceirização segundo os liberais, muito menos um texto desvinculado da conjectura atual, como você transparece para quem lê. Logo, minha indagação é pertinente, ainda que, o que questiono, não esteja explicitamente escrito no artigo.

Em relação ao artigo linkado, em momento algum vi algo a mostra que abordasse diretamente o problema terceirização-corporativismo privado que eu levantei acima. O que mais se aproxima seria esse trecho:
"Em primeiro lugar, a ideia de que custos menores para empresas é algo ruim. Além do fato de que custos baixos permitem maior acúmulo de capital — o que possibilita mais investimentos e mais contratações —, falta explicar como que custos de contratação menores podem ser ruins para pessoas à procura de emprego."
Sim, não há problema algum em um empresário tentar reduzir seus custos para se adequar a concorrência e auferir maiores lucros. O entrave se encontra, como eu falei, no empresário monopolista que não possui um fator invísivel para motivá-lo à otimizar sua produção. A mão visível do Estado garante que seu produto inevitavelmente será consumido e, com isso, seu lucro será certeiro. Por conseguinte, não há a preocupação constante deste em inovar, melhorar a qualidade, aumentar a produtividade da sua mão de obra. Nesse sentido, a terceirização beneficia esse empresário, justamente por rebaixar seus custos com contratados (temporários ou não) à niveis abaixos daquilo que os empregados produzem, sabendo se que eles estão confortáveis em relação aos processos trabalhistas que enfrentarão (ajudinha estatal). Bem como, estagna ou retarda as inovações, tendo em vista que sua produção atual será adquirida pelos consumidores à um preço "monopolístico" durante um tempo maior que o de uma concorrência que existiria num livre mercado. Ademais, seu produto foi feito empregando mão-de-obra com um ônus muito abaixo daquilo que ela de fato produz. Desse modo, a margem de lucro é gigantesca, sendo que esse lucro pode sim ser revertido em capital para futuras melhoras, o que, na minha opinião, não aflinge ou preocupa de modo algum uma empresa monopolista, pois esta pode facilmente pegar crédito subsidiado de bancos estatais, ou ser empreendido em outros investimentos pessoais e, na minha percepção, fúteis e de pouco potencial de gerar valor no futuro.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Gabriel  02/03/2016 22:15
    Eleitores do Bernie Sanders:



  • anônimo  02/03/2016 22:35
    Engraçado esses jovens americanos preocupados com a desigualdade. Porque eles não passam na África e doam seus bens? Já que a desigualdade entre eles e os africanos é pior que a desigualdade entre eles e os bilionários de wall street.
  • Renato Arcon Gaio  03/03/2016 12:47
    Verdade, mas para esses jovens americanos é fácil falar de socialismo e fim do capitalismo sendo sustentado pelos pais, na verdade quem sofre com as contas e crueldade do governo são os pais, aposto que se entrevistar os pais as respostas serão um pouco diferente, claro que toda regra tem sua exceção.

    Abraços
  • Caudio  03/03/2016 13:08
    Não sei o que é pior, votar no Sanders ou achar q Obama é a favor do livre mercado. kkkkk
  • Nilton  03/03/2016 20:53
    Só uma duvida o rapaz que esta no meio das meninas (aparece em 3:35) esta a fim de pegar qual delas???
  • Bruno Salvino  02/03/2016 23:59
    Só errou ao dizer que desigualdade de renda é um problema.
  • Andre  03/03/2016 17:00
    quando a desigualdade de renda é causada por consequência do estado, é um problema, como por exemplo no Brasil a enorme desigualdade de renda entre trabalhadores na iniciativa privada e funcionários públicos.
  • W.Teixeira  02/03/2016 23:59
    "Sim, por favor, tomem a Escandinávia como exemplo! Implantar alguns elementos socialistas APÓS já ter se tornado uma economia capitalista rica é uma medida que irá funcionar somente se você não estrangular exatamente aquilo que lhe tornou rico em primeiro lugar."

    Bem, acho que podemos considerar que os EUA já são uma "economia capitalista rica", então para funcionar basta não "estrangular exatamente aquilo que lhe tornou rico".
  • Ericsson  03/03/2016 00:36
    Caso você consiga fazer esta arte, você irá, na melhor das hipóteses, se manter estagnado. Na melhor.

    A lógica nem sequer chega a ser econômica, mas sim matemática: para que uma economia que faz uso maciço de políticas assistencialistas e redistributivas continue crescendo, sua produtividade tem de ser muito alta. E crescente. E para a produtividade ser alta e crescente, seu capital acumulado já tem de ser muito alto. E tem de ser cada vez mais produtivo. Apenas um alto grau de capital acumulado, e de alta produtividade, pode permitir uma crescente oferta de bens e serviços, os quais gerarão uma renda crescente, a qual então será tributada.

    Ou seja, o país tem de já ser muito rico.

    Apenas um país que já enriqueceu e já acumulou o capital necessário (e já alcançou a produtividade suficiente) pode se dar ao luxo de adotar abrangentes políticas assistencialistas por um longo período de tempo. Assistencialismo é algo que só pode funcionar — e, ainda assim, por tempo determinado — em sociedades que já enriqueceram e já alcançaram altos níveis de produtividade. Não dá para redistribuir aquilo que não foi criado.

    (É por isso que adotar um modelo sueco em um país sudanês não daria muito certo...)

    Ainda em 1970, a OCDE classificava a Suécia como o quarto país mais rico do mundo. No entanto, no ano 2000, a Suécia já havia despencado para a 14ª posição.

    Em um artigo (infelizmente disponível apenas em sueco) publicado em 2009 no periódico Ekonomisk Debatt, da Associação de Economia Sueca, os economistas Bjuggren e Johansson, do Ratio Institute, mostraram a triste verdade. Baseando-se em dados públicos divulgados pela agência governamental Estatísticas Suecas ("SCB" em sueco, um acrônimo para Bureau Central de Estatísticas) e utilizando um novo sistema de classificação para designar o tipo de propriedade das empresas, eles descobriram que não houve absolutamente nenhum emprego criado no setor privado de 1950 a 2005.

    Sim, você leu corretamente: não houve nenhum aumento líquido no número de empregos no setor privado na Suécia durante um período de 55 anos. Em outras palavras, em um período que começou cinco anos após o fim da Segunda Guerra Mundial, a economia sueca ficou completamente estagnada.

    O socialismo nórdico congelou no tempo um povo que outrora era empreendedor e próspero. Com algumas poucas exceções, as grandes empresas suecas têm muito poucos incentivos para inovar (e elas não inovaram), e várias empresas sobrevivem hoje exclusivamente graças a contratos de fornecimento para o governo, contratos esses cujos valores são impossíveis de serem corretamente determinados sem um sistema de livre mercado capaz de estabelecer preços para bens e serviços.

    A Suécia conseguiu viver confortavelmente por décadas apesar de suas políticas "socialistas" somente porque um grande estoque de capital e riqueza já havia sido criado nas décadas anteriores por seus laboriosos empreendedores. Primeiro a Suécia enriqueceu e acumulou muito capital (e tal tarefa foi auxiliada por uma continuamente austera política monetária, que fez com que a Suécia jamais conhecesse um período prolongado de alta inflação de preços).

    Depois, só depois de ter enriquecido, é que o país começou a implantar seu sistema de bem-estar social no final da década de 1960.

    No entanto, o consumo deste capital acumulado está erodindo a riqueza da Suécia.

    Quanto aos EUA, estes já possuem generosíssimos esquemas redistributivistas. Quantos mais querem criar?
  • anônimo  03/03/2016 00:47
    Vale acrescentar que o povo escandinavo é muito produtivo. Em qualquer país sua etnia costuma está no topo da pirâmide.
  • W.Teixeira  03/03/2016 02:13
    Ericsson, o segredo está aí, é aliar o crescimento econômico com doses de assistencialismo, de forma que o país não entre em recessão e tenha os maiores índices de qualidade de vida, ou bem estar social, renda bem distribuída, baixa desigualdade, com alto PIB per capta, como na noruega.

    Tornar um estado um pouco mais assistencialista não significa estrangular exatamente aquilo que lhe tornou rico, é possível ter um mercado relativamente livre e oferecer assistência ao povo, como na austrália, onde há sistema universal de saúde, e acesso gratuito à faculdade(promessas de Bernie Sanders).
  • Guilherme  03/03/2016 03:32
    Ué, mas é exatamente isso o que o Brasil faz. Aqui há "doses de assistencialismo", um sistema universal de saúde e todo o ensino é público.

    No entanto, não apenas não temos "maiores índices de qualidade de vida, ou bem estar social, renda bem distribuída, baixa desigualdade, com alto PIB per capta", como também estamos em recessão profunda, ao contrário do que você disse que ocorreria.

    Ou seja, todo o sistema que você defende já se encontra completamente aplicado no Brasil, e o resultado foi o exato oposto do que você disse que ocorreria.

    Estranho, não?
  • W.Teixeira  03/03/2016 03:47
    Guilherme, por favor né amigo, sério que tu quer comparar brasil com australia e noruega? Olha o tamanho do estado brasileiro, olha o tanto de regulações que temos aqui, a burocracia, muito maior que nesses paises citados, o Brasil passou da dose, foi além da faculdade gratuita e do sistema de saúde, interpretação mandou abraço amigão.
  • Leonardo  03/03/2016 15:01
    W.Teixeira "" olha o tanto de regulações que temos aqui, a burocracia""

    Sim meu amigo isso se chama o socialismo, ou você acha que nos outros países é diferente? E que essa ideologia ridícula se sustenta como? Você acha que se arrebenta e arrebentou com qualquer Estado como? Gastando o dinheiro dos outros, criando expectativas de maravilhas e bem estar social onde já é previsto e comprovado que vai dar uma grande M... e colocando a culpa em inimigos imaginários pelo fracasso. Mas sempre tem alguém inovando o mesmo de sempre como se fosse dar certo. Em relação ao Brasil, que você fez o velho joguinho sujo de rotular o comentário com absurdo, ou fora do sério, pois o Brasil não só quebrou grandes estatais como a Petrobrás, como obrigou financiamento de suas "bondades" também pelos bancos e pelo BNDES, deixando um grande rombo e sem prestar o mínimo do tal "bem estar social" seja na saúde, educação, segurança. Me desculpa mas defender essa ideologia maldita que já foi desmascarada em todas as suas faces em 9 de 10 postagens do Mises é pura falta de caráter ou coisa de bobo alegre mesmo
  • W.Teixeira  03/03/2016 17:01
    Leonardo, meu caro, aponte para mim onde disse que defendo socialismo, ninguém aqui é socialista não, tenho aversão ao socialismo, leia novamente meus comentários mais atentamente, abraço.
  • Pega no meu e cheira  04/03/2016 05:43
    Teixeira, seu sistema que você defende é completamente parasita e estagnante.

    https://www.newworldencyclopedia.org/entry/List_of_countries_by_Human_Development_Index#Historical_data

    Veja o ranking de IDH histórico. Suécia, Dinamarca, Islândia e Finlândia antes do ano 2005 ficaram por muito tempo se alternando nos primeiros lugares, hoje não estão nem entre os 10 primeiros. Conseguiram o façanha de serem ultrapassados por um país que era agrário nos anos 60 (Singapura), mas adotou uma economia bastante desregulamentada (liberal) e com pouco parasitismo público.

    Países social-democratas param no tempo. E você só pode fazer seu país parar no tempo assim que os trabalhadores tiverem uma alta renda per capita e o país ter um bom IDH, algo que o Brasil está longe de possuir.

    A Suécia antes de se tornar um Estado assistencialista era o terceiro país mais rico da Europa em 1950 (antes do SAP começar políticas assistencialistas, mas assumiu o poder antes).

    https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_regions_by_past_GDP_%28PPP%29#cite_note-Western_and_Eastern_Europe-12
    www.nationmaster.com/country-info/stats/Economy/GDP-per-capita-in-1950

    Se o camarada Obama fizer a mesma coisa, os EUA não terão o 5º maior IDH e a 8ª maior renda per capita em paridade de compra do mundo "por causa do Estado assistencialista" e sim por causa da posição que os EUA atingiu através da sua economia capitalista de mercado ANTES de ser implementado um Estado de bem estar social.

    Social-democracia é sistema parasita, espoliador e imoral.
  • W.Teixeira  05/03/2016 01:13
    Interessante você dizer isso, "Pega no meu e xeira", porque nos primeiros links que encontrei noruega, Dinamarca, austrália continuam no top 5 desde 2005, inclusive, a noruega subiu de posição junto com a austrália.

    Quando disse que deve-se aliar o crescimento econômico com doses de assistencialismo é o seguinte, focar no crescimento econômico com políticas liberais e a medida do possível dar algum benefício social sem diminuir muito o crescimento econômico, é óbvio que benefícios sociais diminuem o crescimento econômico de um país, mas o ponto é justamente esse, até onde deve-se sacrificar um pouco do crescimento com o objetivo de dar assistência pro povo?

    Se tu achas que políticas de bem-estar social e redistribuição de renda são erradas por que o governo não deveria decidir o que fazer com o seu dinheiro, aí beleza, eu entendo seu ponto de vista e não discordo.

    By the way, não sou um esquerdista e essa não é minha ideologia, esta ainda está em construção, de qualquer forma eu apoio um mercado mais livre e um governo menor, só acho que algumas políticas sociais são interessantes dependendo do nível de desenvolvimento de um país onde essas políticas não ameaçam a economia deste, diferentemente do Brasil, onde as políticas de benefícios não só sociais mas também empresariais contribuíram muito para crise em que estamos.

    Se seu nome teve a intenção de me ofender eu sinto muito por você, saiba que eu respeito a sua opinião, abraço ,(seja lá qual for o seu nome).
  • João Almeida  05/03/2016 05:21
    Você só confirmou o que ele disse que é um sistema parasita, estagnado, ladrão e imoral.

    Social democracia só "funciona" em países ricos e só "funciona" por um pouco tempo já que destrói riqueza.
    Funciona está entre aspas porque roubar dinheiro de quem produz e dar dinheiro para quem não produz seja por qualquer maneira qualquer macaco sabe fazer.

    Aí está o sucesso da sua social democracia parasita destruindo em menos de 200 anos o que foi construído em muitos séculos na Europa e estagnando economias que possuíam potencial de serem as primeiras do mundo (coisa que não são mais).
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2132

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2017

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2224

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1077

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2265

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2260
  • W.Teixeira  06/03/2016 18:07
    João, há duas maneiras de ver as coisas, exite uma visão mais individualista, na qual o sistema social democrata é parasita, ladrão e imoral, pois nessa visão só você tem o direito de dizer o que fazer com o seu dinheiro, e o que eu disse foi que eu não discordo dessa visão, é uma maneira de ver as coisas, portanto se vivêssemos em um país com mercado livre sem benefícios sociais assim como vocês propõem, eu não iria me opor. Existe também um visão mais coletivista, na qual todas as pessoas contribuem para o bem de todas as pessoas. Nessa visão, cria-se um certo "dever" de cidadão, que encarrega todas as pessoas de contribuírem. De fato eu confirmei o que ele disse, mas sobre a ótica da primeira visão.

    Também não discordo que Social democracia só funciona em países ricos, se funciona por pouco tempo é o que vamos ver, de qualquer forma dura mais que 4 anos. Daqui alguns anos vamos dar uma olhada nas economias dos países citados para ver se eles estão em queda constante.

    "Vc ACHA que não é socialista mas defende medidas socialistas.Assim é muito fácil."
    E por que que tem que ser difícil? hahaha.
    Não é que eu defendo medidas socialistas, é que às vezes me pergunto por que tudo tem que ser 8 ou 80, por que ou o estado deve abdicar completamente da vida do povo ou intervir em tudo, existem "50 tons de cinza" entre um país liberal e um país social democrata, às vezes penso que entre esses dois modelos pode haver uma solução mais eficaz, ou não.

    Edujatahy, concordo com tudo que disse.
  • anônimo  05/03/2016 05:21
    Vc ACHA que não é socialista mas defende medidas socialistas.Assim é muito fácil.
  • Edujatahy  05/03/2016 12:21
    Caro W.Teixeira.
    Eu entendo a sua preocupação em ajudar os necessitados. Mas deves compreender que políticas assistencialistas não são a única forma de se ajudar os necessitados.
    Países prósperos e ricos (ou seja, com livre mercado) possuem um nível de doação (ou caridade) muito maior do que países de estado grande.

    Porque isso acontece?

    Porque ajudar o próximo é uma obrigação MORAL da grande maioria dos homens prósperos (seja pela suas crenças, costumes, necessidade de ser bem visto pelos outros ou o nome que quiser dar).

    No momento que o estado interfere (sempre de forma ineficaz em QUALQUER país do mundo) ele faz com que muitas destas pessoas não se sintam mais "obrigadas moralmente". Afinal, o estado já está tirando o dinheiro delas para fazer isso.

    A também temos a diferença que o receptor de caridade tem um nível de agradecimento e também uma vontade de sair daquela situação de forma totalmente diferente do que o receptor do assistencialismo estatal (afinal, é um "direito").
    Vide a crise da imigração que a Europa hoje sofre, a grande maioria dos refugiados querem ir exatamente para países onde se terá "benefícios estatais". O modelo não é sustentável, não dura mais do que algumas gerações. O estado tem que continuamente procurar medidas para resolver o problema que ele mesmo criou.

    Nunca será ético se tirar coercitivamente de uns para dar a outros. Mas é totalmente ético pessoas VOLUNTARIAMENTE ajudarem umas às outras.
  • Pega no meu e xeira  03/03/2016 01:46
    Enquanto a Europa podia contar com os [empreendedores dos] EUA incorrendo em riscos e investindo ambiciosamente — e, sim, gerando "desigualdade" —, ela pôde se dar ao luxo de apenas se beneficiar desses resultados sem ter de fazer os mesmos sacrifícios.

    Quem será a América da América?
  • FL  03/03/2016 00:18
    Quero ver alguém questionar a lógica do maior jogador de xadrez da história
  • Constatação  03/03/2016 00:37
    Que surra :v
  • Andre  03/03/2016 01:02
    Eu não sou um tolo que cai na falácia da autoridade.
    Então jamais acreditaria em qualquer coisa que o Kasparov dissesse apenas porque foi ele que disse.

    Dito isso, concordo com o que ele disse, menos a parte da desigualdade ser algo ruim.
    E acho bom que ele tenha dito essas coisas, pois estou ciente que ao contrário de mim
    a maioria esmagadora das pessoas vive caindo na falácia da autoridade feito PATOS.

    Então ter uma pessoa que é considerada uma autoridade criticando o socialismo, servirá para fazer uma parte dessa massa de idiotas parar para pensar que o socialismo talvez seja mesmo uma bela porcaria como as pessoas que escaparam de países socialistas vivem dizendo o tempo todo.
  • Henrique Gogó  03/03/2016 02:50
    Ele tem autoridade para falar não por ser um enxadrista profissional, mas por ter vivido num país socialista e ter conhecido os malefícios do socialismo.
    O fato dele ser enxadrista de fato não o torna melhor que ninguém para falar sobre o assunto.
    Qualquer pessoa, portanto, que tenha sofrido o socialismo pode, com autoridade maior de quem não viveu, falar sobre o assunto. O fato dele ser uma personalidade conhecida apenas fez com que a voz dele tivesse mais alcance (devido seu grande número de seguidores), mas não é o fato dele ser conhecido que o torna mais capaz de falar sobre, mas o fato dele ter vivenciado.
  • Willian  03/03/2016 11:45
    É interessante essas questões. Ainda esses dias me deparei com um documentário no History onde mostravam a realidade de uma família russa. Fiquei realmente chocado quando vi o patriarca e a matriarca da família, que viveram o final da era comunista, além do processo de abertura ao capitalismo até os dias atuais, dizerem que sentiam saudades dos tempos comunistas porque podiam ter acesso a uma cerveja por 11 centavos de rublo e hoje a mesma custa 36 rublos (números aproximados, não me recordo exatamente).

    Além disso, eles declararam que "naquela época se sentiam socialmente protegidos". Para eles, o fato de terem que dividir um apartamento simples de 2 quartos com outras 2 famílias (apartamento estatal) não era nenhum incômodo. Fizeram diversas colocações, como "hoje se alguém está se afogando, tem que dar um jeito de se salvar sozinho".

    Fiquei imaginando o quanto esta família foi acondicionada a receber tudo de mão beijada do Estado... hoje, vivendo em uma sociedade onde precisam empreender esforços para obter o que precisam, eles simplesmente não sabem o que fazer, não são capazes de enxergar o enorme horizonte de possibilidades que se abre diante deles, que eles são capazes de fazer qualquer coisa, desde que se empenhem. E o mais triste é que toda esta mentalidade já foi transmitida ao seu filho adolescente pelos pais.

    Ali eu realmente entendi o poder destrutivo do socialismo que, mesmo depois de anos extinto, ainda deixa sequelas gravíssimas em todo um enorme país. Tomara que consigamos reverter a situação do nosso país de modo a não chegar neste enorme absurdo.
  • Andre  03/03/2016 12:46
    "Ele tem autoridade para falar não por ser um enxadrista profissional, mas por ter vivido num país socialista e ter conhecido os malefícios do socialismo.".

    Assim como existem cidadãos de países capitalistas que odeiam o capitalismo.
    Existem cidadãos de países socialistas que amam o socialismo.
    Portanto nem todo emigrante de país socialista é contra o socialismo.

    No vídeo abaixo temo um exemplo de um brasileiro que conseguiu fugir do Brasil.
    Mas ele ainda assim acredita que é possível haver saúde pública "gratuita" e de qualidade.



    Ele fugiu do socialismo brasileiro mas continua acreditando que com os políticos e funcionários públicos "certos" o SUS se tornaria "bom".
  • Rennan Alves  03/03/2016 03:20
    E falando em EUA:

    Após Super Terça, "como mudar para Canadá" dispara no Google.

    Parabéns aos envolvidos.
  • W.Teixeira  03/03/2016 23:03
    Está ciente que foi por causa do Trump, né?
  • Thiago  03/03/2016 14:52
    A repetição do apelo à falácia do "no true Scotsman" chega a cansar. Nunca é o "socialismo de outros carnavais" aquele que o messiânico vermelho apoia, mas um novo modelo, algo "diferente"; mas o quanto desta diferença é real e o quanto se traduz em qualquer desvio da derrocada clássica do sistema socialista nunca é informado. De tantas diferenças alegadas, nenhuma escapa de ser nova roupagem à dicotomia produção x redistribuição que é pródiga em gerar a falência econômica (e social) das nações que se entregam de corpo e alma ao socialismo.
    Neste ponto admiro Kasparov e tantos outros reféns da cortina de ferro (dos poucos que tive o privilégio de conhecer e trocar informações) quando expõe suas opiniões sobre o regime socialista: não são necessariamente especialistas em economia, história ou relações sociais, mas têm marcado na memória o geist de sua nação sob o jugo destes sistemas, falando com uma atenção aos detalhes muito grande sobre as cicatrizes deixadas. É por este motivo que são válidas as suas palavras, não pela "autoridade", mas pela precisão trazida pela experimentação de como são estes regimes na prática, especialmente quando implantados em países nos quais não há vasta e quase inesgotável riqueza a ser distribuída (situação que se adéqua à nossa condição latinoamericana, especialmente). Quanto a questão da autoridade, vale lembrar que é perfeitamente possível traçar lógica impecável entre premissas e conclusões inverídicas. É a qualidade da premissa o que interessa, o quanto ela se amolda ao mundo real ou a mera especulação.
  • Leon  03/03/2016 22:53
    O Socialismo é um boato que aplicado na pratica trás apenas pobreza e domínio dos políticos ditadores sobre o povo desarmado e indefeso contra os Comunistas que na realidade tornanram-se os socialistas de hoje!extinção do socialismo já!
  • Clovis Lagarto  05/03/2016 07:06
    Aos defensores de Sanders e da pataquada do socialismo mais um bom exemplo do que significa a expressão "vergonha alheia". Grande Kasparov.
  • Caio- SP  08/03/2016 15:05

    No Blog do Lew Rockwell- dia 3 de março 2016

    In fact, Denmark's own prime minister, Lars Lokke Rasmussen, finally had to correct the Vermont senator's (Ben Sanders) references to his country as "socialist." "I WOULD LIKE TO MAKE ONE THING CLEAR," Rasmussen said. "DENMARK IS FAR FROM A SOCIALIST PLANNED ECONOMY. DENMARK IS A MARKET ECONOMY."

    https://www.lewrockwell.com/2016/03/lew-rockwell/slavery-vs-freedom/

    Vale a pena ler o post todo.


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