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Assim se destrói um país

Em 2005, segundo o IBGE, cinco milhões de brasileiros estavam interessados em concursos públicos. Em 2010, esse número já havia mais que duplicado, passando para 11 milhões de pessoas.  Imagina quantos são hoje?

No entanto, foi só ao ler um artigo recente, escrito por um holandês, que concluí em definitivo algo de que apenas suspeitava: o número de jovens que almeja a carreira pública está crescendo preocupantemente.

O artigo se chama: "Por que o Brasil não consegue crescer ainda mais?", do autor Kieren Kaal [por ser holandês, ele se refere aos valores monetários em euros].  Em dado momento, ele escreveu, com muita precisão, o seguinte:

Uma economista brasileira muito inteligente contou-me em uma casa de samba sobre os novos planos para a sua carreira.

'Serei fiscal da Receita. Cinco mil euros de salário inicial, um horário de trabalho legal e me aposentar cedo. O que eu quero mais?'

Um sorriso debochado brilhou no seu rosto. Quando eu a conheci, essa jovem talentosa de 20 e poucos anos ainda tinha ambições muito diferentes. Ela seria uma escritora brilhante ou uma empresária — não uma funcionária pública enferrujada. Mas a tentação é grande. Nada menos que três em cada cinco jovens brasileiros sonham com um emprego no governo, de preferência como funcionário público federal.

Pois bem, o que tenho visto diariamente na prática docente é justamente isso: um grupo de jovens cuja maior ambição é se preparar em um curso técnico/superior para um futuro concurso público estadual, ou preferencialmente federal, para garantirem suas vidas logo no início delas, com salários gordos e cargos vitalícios, e assim poderem ter a certeza de que daqui a alguns anos irão se aposentar e morrer em paz.

É deprimente entrar em uma turma de Direito e perguntar aos alunos quantos dali pretendem fazer concurso e em torno de 90% (às vezes mais) levantarem seus braços. Estamos mediocrizando o país.

Devemos lembrar que o estado não produz nada

Nosso país possui uma economia doentia, na qual existem cidades que se sustentam única e exclusivamente dos vencimentos dos servidores públicos, das transferências de renda (bolsa-família etc.), e nas aposentadorias dos mais velhos. Toda a economia girar em torno de recursos oriundos dos cofres públicos é absurdo.  No geral, mais da metade da população brasileira depende de pagamentos do governo.

Enquanto isso, o governo, tal qual um leviatã, no melhor modelo hobbesiano, parasita as poucas empresas, retirando o máximo possível por meio da carga tributária, atraindo alguns dos mais promissores talentos do mercado por meio de salários e planos de carreira aos quais o setor privado não tem como fazer frente.

Por que se arriscar no setor privado, sofrendo cobranças e tendo de apresentar eficiência, se você pode simplesmente ganhar muito no setor público, tendo estabilidade no emprego e sem ter de apresentar resultados?

[N. do E.: E é justamente o setor privado quem tem de sustentar a farra do setor público.  Daí os baixos salários pagos na iniciativa privada.  Toda a carga tributária existente no Brasil, que impede aumentos salariais na iniciativa privada, existe justamente para sustentar o setor público e seus funcionários que ganham salários magnânimos e vivem à custa dos trabalhadores da iniciativa privada, os quais ganham pouco justamente porque têm de bancar os membros do setor público.]

Não deixa de ser irônico ver os editais de alguns concursos exigirem o estudo de matemática ou economia. No caso da economia é triste porque geralmente não é economia, mas sim uma cartilha político-partidária de acordo com o "P" que esteja no comando do país/estado/município do certame. No mais, é de certa forma absurdo que certos órgãos peçam que seus futuros funcionários estudem matemática ou economia, visto que basta realizarem alguns cálculos básicos, matemática elementar, e irão perceber o buraco em que o país está se metendo.

Enquanto isso, a demagogia oficial se vale do "estado do bem-estar social" para buscar votos, prometer o impossível e, com isso, sacrificar as gerações futuras emitindo um cheque sem fundo, que a maior parte de seus técnicos sabe que não poderão ser pagos.

O Brasil gasta demais com funcionários públicos, e não há quem se comprometa a pôr um freio nesta farra.

A questão é: como irão fechar as contas sem recorrerem a mais impostos? Se assim o fizerem, poderá chegar o dia em que irão inviabilizar as empresas, que são quem mantém toda essa estrutura.  Ironicamente, sem o setor produtivo, o número de funcionários públicos bem pagos cairá a zero.


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autor

Sandro Schmitz
é analista e consultor internacional. Sócio-diretor da Dealers Negócios Internacionais, coordenador de Direito Internacional, Econômico e Tributário da Junqueira Schacker Advogados. Graduado em Direito, é professor de Direito do Comércio Internacional, Direito Internacional e diretor de Relações Internacionais na Câmara de Comércio Brasil-Argentina do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.


  • Bruno Almeida   02/03/2016 01:02
    Essa é a idéia da esquerda: enfraquecer a iniciativa privada colocando tudo em mãos do governo. É um plano doentio e de longo prazo que está há mais de doze anos evoluindo no Brasil.

    Estratégia de longo prazo para destruir a liberdade. 1984 Feelings.
  • Renan Machado  02/03/2016 01:03
    Olha, especificamente no curso de direito ou você já tem família rica e empreende um escritório que só vai ser sustentável depois de uns 3-5 anos, ou você vai pra iniciativa privada ganhar 900-1500 reais, salário equivalente a um gari.

    Por que será que 90% prefere concurso público?
  • Estupefaciente  02/03/2016 02:10
    Pois isso tem q mudar
  • Viking  02/03/2016 10:54
    isso chama-se lei da oferta e da procura. O Brasil tem mais faculdade de Direito do que todo o resto do mundo SOMADO!!!!!
    e isso quem diz é a própria OAB! não tem como querer ganhar bem com tanto profissional no mercado

    www.oab.org.br/noticia/20734/brasil-sozinho-tem-mais-faculdades-de-direito-que-todos-os-paises
  • Fernando  04/06/2016 23:13
    Para a autora do texto. Países desenvolvidos incentivam empreendedores, diga-se: engenheiros, cientistas, arquitetos e professores. Advogado trabalha com a burocracia e é um empreendedor do estado burocrático, para ter uma ideia no Japão não existem mais empregos para advogado, então não se inclua na classe dos empreendedores.
  • FL  02/03/2016 11:18
    Caro Renan, qual é a diferença deste ramo (direito) para tantos outros?
    Em qualquer ramo de trabalho, você começa trabalhando (provavelmente num estágio) ganhando pouco e, se demonstrar algum valor, vai sendo promovido e tendo aumentos. Em qualquer ramo de trabalho existem pessoas "herdam" um negócio da família e por isso têm um caminho "mais fácil". Em qualquer ramo existem pessoas que empreendem e dão certo, e que empreendem e dão errado.
    Me corrija se eu estiver errado, mas seu comentário me pareceu o típico mimimi esquerdista que tenta justificar o injustificável... algo na linha de "trabalho no setor público pq o setor privado não me deu oportunidades"
  • Mendigo  02/03/2016 13:12
    Isso, soou como "a sociedade não me deu oportunidades"
  • Sluan  02/03/2016 13:29
    Prezado FL, me desculpe, mas o comentário do Renan está absolutamente certo.
    Fala-se muito que dentro de uma ideologia de livre mercado, ter leis mais brandas facilitaria a livre concorrência e consequentemente os mais efetivos poderiam gozar de salários maiores.

    O que se vê no mundo jurídico é exatamente o contrário.

    Os escritórios de grande porte, local em que os acadêmicos deveriam se digladiar para conseguirem uma vaga, são os grandes responsáveis por esse efeito contrário..Trabalhar para um grande escritório é sinal de exploração, grandes exigências e salário pífio.

    Aliás, para se chegar em um grande escritório as primeiras exigências são, pós, carro e experiência, para uma contraprestação de R$1500,00 a R$2000,00.

    São requisitos caros, alguns simplesmente não tem como ter.

    Quem não tem tais qualificadoras que se prepare, pois irá receber propostas de um salário mínimo a R$1200,00...é triste!

    Aliás, quem não tem carro que se prepare, passará um perrengue para se consolidar no mercado, visto que os escritórios muitas vezes buscam um "motoboy com oab"

    Nesse sentido:
    blog.portalexamedeordem.com.br/blog/2014/09/tem-carteira-da-oab-mas-nao-tem-carro-as-coisas-serao-um-pouco-mais-dificeis-para-voce/

    acertodecontas.blog.br/sala-de-justica/oab-sp-anuncia-emprego-para-moto-advogado/

    (não me aprofundei muito na pesquisa)

    O pior de todo esse cenário é saber que os escritórios não se submetem a legislação trabalhista, mas também não respeitam o profissional autônomo. Exigem que o Advogado seja um funcionário, fique sempre a disposição, trabalhe finais de semanas, mas não pagam para tal.

    Aliás, se o Advogado tenta formar uma carteira de clientes dentro desse escritório ele recebe a animadora notícia de que ficará com 20% dos lucros oriundos dos clientes que trouxer...Quem é do ramo sabe o quão difícil é para se conquistar um cliente, aí você consegue e o escritório resolve ficar com todos os lucros...Sem falar que não pagam honorários para os casos em que o advogado está atuando para o escritório.

    A escolha pelo concurso público torna-se algo natural para os menos "abastados", pois não há plano de carreira dentro dos escritórios, e montar seu próprio escritório é difícil...Além dos autos custos com aluguéis e afins, o dinheiro demora pelo menos 3 anos para entrar, visto que as causas começam a ter resultado nesse período de tempo.

    Não se trata de mimimi de esquerdista, mas o mercado que poderia dar o exemplo aos outros acabou dando margem aos que defendem governos intervencionistas.

    O livre mercado não foi responsável por eliminar os piores escritórios..o Que se viu foi uma união dos maiores escritórios estabelecendo salários pífios e concentrando os lucros nos sócios majoritários.

    Para piorar a OAB que poderia acabar com tal cenário prefere incentivar, pois não intervém nos grandes escritórios e prejudica os menores que querem crescer.

    Atualmente sou advogado e estou sinceramente a um passo de desistir do ramo privado, pois não consigo ver expectativas. Mas continuo lutando e tentando provar que o ramo privado é algo melhor, pois defendo tal ideologia.

    Vejo colegas que se mataram por um escritório perdendo um cargo importante para o sobrinho do tio da namorada do dono do escritório, vinte anos mais novo e sem grande competência para exercer a função. A meritocracia é falácia.todos aqui sabemos disso.

    Quem não tem "nome" e "família" paga um preço alto, e realmente sofre nesse mercado, os fatos não negam.

  • Demolidor  02/03/2016 15:07
    Deus do céu, e desde quando advocacia é livre mercado?!

    Você sabe o que é OAB? Você sabia que a OAB é um cartel oficialmente protegido pelo estado, tendo conseguido a façanha de ser mencionada três vezes na 'Constituição besteirol' de 1988, sendo o único caso no mundo em que um clube de profissionais conseguiu sacralização no texto constitucional?

    Você sabia que, graças ao conluio da OAB com o estado, só é possível advogar quem a guilda autoriza? E que se você quiser advogar sem autorização da guilda você vai em cana?

    Isso é livre mercado?

    Acorda pra vida, cidadão.

    O cartel dos advogados
    STF dá vitória ao corporativismo e mantém exame de ordem
    A questão da regulamentação de profissões
  • Henri  03/03/2016 14:35
    Tentar explicar lei de oferta e procura a uma pessoa da esquerda é como recitar a biblia a uma pessoa com surdez total: ela não vai entender nunca!!! Desiste...rsrsrs
  • Viking  02/03/2016 15:15
    vou colar de novo, porque pelo visto você não leu:

    isso chama-se lei da oferta e da procura. O Brasil tem mais faculdade de Direito do que todo o resto do mundo SOMADO!!!!!
    e isso quem diz é a própria OAB! não tem como querer ganhar bem com tanto profissional no mercado

    www.oab.org.br/noticia/20734/brasil-sozinho-tem-mais-faculdades-de-direito-que-todos-os-paises
  • FL  02/03/2016 16:58
    Sluan, talvez vc nem tenha percebido, mas vc falou a mesma coisa do comentário do Destruidor....

    "Para piorar a OAB que poderia acabar com tal cenário prefere incentivar, pois não intervém nos grandes escritórios e prejudica os menores que querem crescer."

    Vale exatamente a mesma pergunta: onde está o livre mercado nessa situação?

    Você mesmo está querendo mais intervenção para corrigir os problemas causados pela intervenção, não faz nenhum sentido
  • Pobre Paulista  02/03/2016 17:36
    Não bastasse a estupidez dos comentários ainda temos que ler que R$2.000,00 é um salário pífio. Nem parece que metade da população ganha menos que isso.

    Aqui no Brasil não se dá valor a nada mesmo. Ao invés de agradecer por ter um emprego e uma chance de aprender e crescer profissionalmente, o cara fala que o salário é pífio.

    É brincadeira.
  • Marcos  07/03/2016 13:19
    Pobre Paulista o valor real do dinheiro e o poder de compra, que mundo que vc vivem, e claro que um salario de 2000 reais e pifio não dá para nada.
  • tobias  16/03/2016 11:20
    e quem é responsável por impedir que o advogado explorado possa abrir o próprio escritório? Porque é tão difícil abrir uma empresa? quem coloca regras e regulamentações intransponíveis?
  • Anderson  15/06/2016 08:54
    Permita-me esclarecer o que impede o advogado iniciante de abrir um escritório. Aluguel em área de grande movimento cerca de R$ 1.000,00 (o imóvel mais barato, fora as revisões que oodem encarecer ainda mais, sem incluir iptu,água,luz e taxas da imobiliária). Internet - não menos do que R$ 120,00. Mesa, cadeiras, sofá para a área de espera, computador e impressora com scanner investimento inicial de R$ 3.000,00 (isso se vc comprar nos usados). Cursinhos, livros, apostilas todo o ano para continuar atualizado - um livro jurídico escrito por autor de renome custa cerca de R$ 150,00 (multiplicar pelo número de áreas de atuação do advogado) e os cursinhos juridicos mais longos de R$ 1000,00 a R$ 2.000,00 (até mais). Pós, mestrado e doutorado - só o mestrado (em um bom curso em São Paulo) custa cerca de R$ 8.000,00. Anuidade da OAB uns R$ 100,00. Gasolina ou ônibus ou metrô ou trem, refeições, terno, gravata. Sapato, camisa social, previdência social, impostos municipais e por aí vai. Aí o advogado recém aprovado na oab entra em um mercado concorrido, sem experiência, sem cliente e sem nome tendo que bancar toda essa estrutura por meses até que o primeiro cliente caia de paraquedas na cadeira do escritório. Depois de um bom tempo, é possível formar uma clientela mas é necessário ter uma reserva pra bancar todo o negócio por pelo menos 1 ou 2 anos. Para muitos o caminho óbvio acaba sendo o concurso ou os escritórios maiores por não ter condições bancar tudo isso.
  • Anita Brignoni  02/03/2016 13:40
    Muito esclarecedor o texto.Brasil sem futura, pois, sacrifica muito o setor produtivo que produz as riquezas. Precisa mudar.
  • Luiz Carlos G. Filho  02/03/2016 18:17
    De onde você tirou esse salário de R$ 900 a 1.500 ? O sindicato dos advogados de cada estado estipula um piso salarial, um advogado que está iniciando ganha entre R$ 2.000 a 3.500, podendo ser mais, dependendo da empresa e o que o advogado tem a oferecer, como certificados, pos, doutorado.
  • Estupefaciente  02/03/2016 18:33
    E esse nem é o ponto mais fundamental na questão (a questão trazida no artigo):

    o ponto mais fundamental é o seguinte: queremos salários maiores na iniciativa privada? Pois precisamos diminuir (e, pois, parar de aumentar) o número de funcionários públicos em geral, e o número de funcionários públicos ganhando polpudos vencimentos em especial.
  • Luiz Carlos G. Filho  02/03/2016 20:49
    A administração pública não pode parar de contratar e muito menos reduzir a quantidade de servidores, pelo contrário deve-se aumentar.
    Concordo que deve haver uma reestruturação de pessoal e de quadros, disponibilizar pessoal excedente de uma área, para outra área compatível, mas que não tenha pessoal suficiente e algumas repartições deixarem de existir ou se anexar com outra, evitando assim gastos desnecessários com alugueis de imóveis.
    Hoje existe um defict muito grande de servidores públicos, em todas as áreas, médicos, advogados, militar, engenheiros e por ai vai.Um 'pequeno' detalhe que o autor não colocou no texto é que o Brasil tem proporções continentais e isso não se resume ao tamanho, mas a quantidade de pessoas também. Gerir as necessidades e resolver conflitos de tanta gente, demanda muito da administração pública.
    Um fator que faz a Suíça um país de referência é a tamanho da população, menos pessoas, menos gastos públicos, claro que também entra outros fatores como cultura, politica, educação e saúde.
  • Fernando  04/06/2016 23:16
    Não concordo.E o pior é manter o privilegiado sistema de aposentadoria dos militares. Pasmem tem militar aposentado aos 42 anos de idade.
  • Marcos  07/03/2016 20:09
    E claro que 2000 e muito pifio Pobre Paulista.
  • Juan Domingues  08/03/2016 19:14
    Choradeira.
    Conheço advogados novos, em início de carreira (menos de 5 anos de formados), que não vieram de família rica nem tinham contatos.
    Trabalham em escritórios grandes e ganham bem.
    O que eles fizeram? São EXCELENTES no seu trabalho. Só isso. Por isso o escritório deles os valorizam e muitos já tem até proposta para fazer parte da sociedade.
  • Wilson de Carvalho   02/03/2016 01:04
    Ontem estava conversando exatamente sobre isso com um jovem quase formado em computação numa das melhores universidades do país: ele e outros amigos, na casa dos 20 e poucos anos, só pensam em fazer concurso pra ter estabilidade de emprego.

    Isso mesmo: um jovem cuja formação custou rios de dinheiro público só pensa em ter estabilidade no bolso alheio.
  • Juliano Kerne Pedroso   02/03/2016 01:04
    A questão é que em determinado momento esta cultura da moleza vai entrar em colapso, se já não entrou.
  • IRCR  02/03/2016 01:16
    Apenas descordo com final "Ironicamente, sem o setor produtivo, o número de funcionários públicos bem pagos cairá a zero."

    Sem o setor produtivo, todos se tornarão funcionários públicos, logo tudo será do estado, assim viveremos num socialismo pleno.

    Korea do Norte é logo ali.
  • Magno  02/03/2016 01:26
    Eles serão bem pagos? Como? O estado poderá apenas imprimir dinheiro para pagá-los, mas aí você sabe qual será o resultado, certo?

    Aliás, sem o setor produtivo, não há nem o que os burocratas comprarem com seus salários pagos com dinheiro impresso pelo governo...
  • Saullito  02/03/2016 01:33
    Ainda há mais outras coisas.
    Enquanto um concurseiro está estudando ele não está produzindo absolutamente nada. E ainda está estudando coisas que na maioria são e serão inúteis para toda a sociedade. Enquanto alguns cientistas estão estudando por exemplo a cura de uma doença, outros estão estudando logaritmos para assistência de almoxarifado. Não desmerecendo quem seja assistente de almoxarifado, mas estudar logaritmos para isso é completamente inútil, não agrega valor algum. Lembrando que para que o salário desse assistente que vai ganhar com certeza mais que ele realmente gera é dinheiro tirado daquele mesmo cientista que vai ficar mais desmotivado.
  • Juan  02/03/2016 02:05
    O mais impressionante é que não se questionam como isso tudo se sustenta. Na mente dos aspirantes a funcionários públicos é como se o estado detivesse recursos infinitos. Lastimável.
  • Sociólogo da USP  02/03/2016 02:44
    Querem dizer então que quando dou minhas aulas de sociologia às terças e quintas de 12h às 16h eu não gero valor?

    E que o meu salário não condiz com a realidade?

    E que mesmo passando em uma das formas mais justas de empregar alguém(que é um concurso público, ao contrário da iniciativa privada, que depende de ''indicações'') eu não tive méritos?

    O funcionário público paga imposto e paga duas vezes: com a força do seu trabalho e com o imposto propriamente dito que é descontado do salário.
  • Eder  02/03/2016 09:33
    Só as terças e quintas? Não faz mais nada no resto da semana?
  • Dissidente Brasileiro  02/03/2016 16:39
    Ele faz sim.

    Vem aqui no IMB escrever esse monte de asneiras e encher o saco dos comentaristas. Há outra coisa que ele poderia fazer?
  • Andre B.  02/03/2016 12:32
    Sociólogo da USP,

    a) Eu diria que seu salário condiz com a realidade, se:
    1) você lecionasse numa faculdade paga, e não "gratuita". Numa faculdade paga, só iria fazer o curso quem realmente quisesse cursá-lo. Mas, como é "gratuita", muitos fazem qualquer curso, apenas para ter um diploma.
    2) o seu salário fosse definido com base na oferta e procura, e não arbitrariamente por algum burocrata que diz: "o salário do professor universitário deve ser X".

    b) você está dizendo que só entra na iniciativa privada quem consegue "indicações"? Não existe análise de currículo, entrevista, nada? E mais: se você entrar sem mérito, e não gerar valor para o seu empregador, uma hora você vai ser demitido, a não ser que o empregador queira fazer caridade, e aí ninguém tem nada com isso, já que o dinheiro é dele. Diferente de um emprego público, em que, mesmo que você não gere valor, ninguém vai te demitir.

    c) o seu salário só lhe foi pago, porque o estado, antes, recolheu impostos de outras pessoas. O seu salário já é proveniente de impostos! Se não houvesse impostos da iniciativa privada, você não receberia salário nenhum! Então não venha arrotar que paga "imposto propriamente dito que é descontado do salário".
  • Batista  02/03/2016 16:26
    "[...] quando dou minhas aulas de sociologia às terças e quintas de 12h às 16h [...]"

    Tem uma coisa errada aí.

    Poxa, e o seu horário de almoço? Não está cumprindo os 60 minutos obrigatórios pela lei?

    E não duvido nada que, nos outros dias da semana, quiçá até aos sábados, estejas lecionando por 12 horas ininterruptas, sem almoçar e nem tomar café. Você não sabe que isso está errrrado?

  • Hugo  12/04/2016 18:22
    Acho que é bait né galera... um sociólogo da USP admitir que trabalha apenas 8 horas por semana e falar que seu salário é justo? Tá bom demais pra ser verdade.
  • Eu mesmo  11/10/2016 16:25
    Não, vc não gera valor algum, vc doutrina um monte de militante de esquerda a ser parasita como vc!
  • Rodrigo Fabbio  02/03/2016 04:07
    Caro Sandro Schmitz, concordo que o funcionalismo público em excesso em detrimento à iniciativa privada pode ser um problema para o país e sou totalmente a favor de medidas e legislações trabalhistas mais liberais, além da redução de salários e benefícios na esfera pública, principalmente os exorbitantes, e a favor de medidas que tornem a iniciativa privada mais atrativa e menos onerosa. Porém ao meu ver me parece que o campo dos concursos pode criar um certo mercado e também gerar lucro e emprego para outros setores e não apenas prejuízos como os mais liberais dizem. Por exemplo: um estudante ao se preparar para um concurso provavelmente vai ter gastos com livros, cadernos, canetas, lápis e "xerox". Os mais abastados poderão adquirir computadores, tablets, smartphones e outras tecnologias para otimizar os estudos. Cursos preparatórios, livrarias, papelarias saem ganhando e estas também devem investir em tecnologias e recursos humanos para atrair alunos, leitores e clientes, enfim me parece que essa parte não é muito lembrada pelos mais liberais quando o funcionalismo público é citado.

    "De acordo com dados da Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos (Anpac), os participantes de concursos públicos investem cerca de R$ 50 bilhões por ano em concursos."

    "Como explica Thereza Sombra, "temos uma média e 10 a 12 milhões de inscrições por ano nas três esferas do poder. Fizemos um levantamento do quanto o segmento de concursos públicos movimenta no país. Segundo Thereza, os concursos que demandam maior investimento são para cargos jurídicos como o de juiz ou promotor, com gasto médio de R$ 1.200, enquanto que para concursos de nível médio o valor chega a R$ 200, em média."

    "Segundo Vanderlan Teixeira, coordenador do curso preparatório Tiradentes os gastos apenas com o curso podem variar entre R$ 500 e R$ 2 mil, conforme o nível e área do concurso. Para ele, os gastos de um concurseiro, com apostila e livros, vão de R$ 100 a R$ 500."

    (www.opovo.com.br/app/opovo/economia/2013/02/26/noticiasjornaleconomia,3012223/mercado-de-cursos-movimenta-bilhoes.shtml)









  • Bastiat  02/03/2016 12:20
    Jesus, a "falácia da vidraça quebrada" levada para o ramo dos concursos públicos!

    Só mesmo no Brasil...

    O que é a falácia da vidraça quebrada? É a ideia de que atividades destruidoras de riqueza criam mais riqueza.

    Se um moleque quebra uma vidraça de uma padaria, obrigando seu proprietário a incorrer em gastos para trocar a vidraça, um economista keynesiano diria que tal ato de vandalismo foi bom para a economia, pois, ao ser obrigado a gastar dinheiro com uma vidraça nova, o padeiro não apenas irá estimular o mercado de vidros, como também irá estimular toda a economia.

    O vidraceiro terá mais dinheiro para gastar com seus fornecedores, e os fornecedores terão agora mais dinheiro para gastar com outros setores da economia. Toda a economia sairá ganhando. A vidraça quebrada proporcionou dinheiro e emprego em várias áreas.

    Porém, há as consequências que não são vistas.

    O padeiro ficará com menos dinheiro, fazendo com que ele deixe de comprar um terno. Se antes ele teria a vidraça e o terno (ou o equivalente em dinheiro), agora ele terá apenas a vidraça.

    O alfaiate deixou de ganhar dinheiro.

    Os fornecedores do alfaiate deixaram de ganhar dinheiro.

    Igualmente, os fornecedores de insumos para a padaria — plantadores de trigo, criadores de fermento, cultivadores de leite etc. — também deixarão de ganhar dinheiro, pois a padaria teve de economizar para trocar a vidraça.

    O que o vidraceiro ganhou, o alfaiate, todo o setor de tecidos e todo o setor de fornecedores perderam. Estes não poderão gastar este dinheiro com outros setores da economia. Sendo assim, não houve nenhuma criação líquida de emprego.

    Em suma, se a vidraça não houvesse sido quebrada, o proprietário da padaria poderia ter gasto seu dinheiro para melhorar sua situação em vez de meramente restaurá-la. Isto é o que não é visto.

    Portanto, sim, meu caro Rodrigo Fabbio, aqueles setores ligados à indústria de concursos públicos sem dúvida irão prosperar. Mas o farão à custa e em detrimento de todo o resto da sociedade, que estará agora mais pobre por causa deste sumidouro de dinheiro. Não são atividades criadoras de riqueza. Não se está criando nada que aumente a produtividade; não se está descobrindo a cura de doenças; não se está criando novos produtos. Não se está inventando novos bens e serviços.

    Está-se apenas criando todo um setor voltado ao estímulo do parasitismo. Sigo à espera de argumentos que comprovem que isso enriquece todo um país (a Coréia do Norte gostará bastante de utilizá-los).

    A persistente tendência de os homens verem apenas os efeitos imediatos de uma dada política, ou apenas seus efeitos sobre um determinado grupo de indivíduos, e negligenciarem quais serão os efeitos de longo prazo daquela mesma política sobre todos os outros grupos de indivíduos -- esta é exatamente a postura que arruína um país: a incapacidade de ignorar as consequências secundárias.


    P.S.: a paixão do brasileiro por uma boquinha e por uma mamata é tamanha, que o sujeito se rebaixa ao ponto de reverter a lógica. Parasitismo se torna criação de riqueza.
  • Andre B.  02/03/2016 12:44
    Hahaha, "a 'falácia da vidraça quebrada' levada para o ramo dos concursos públicos" (rir pra não chorar)!
  • Taxidermista  02/03/2016 13:07
    Caro Rodrigo,

    esse seu argumento é o mesmo que dizer, p.ex., que os donos de restaurantes (privados) sofrerão prejuízos com a a extinção da repartição pública onde os restaurantes funcionam. Sucede que vc não pode fazer um juízo de valor conclusivo sobre a questão com base apenas nesses visíveis prejuízos dos donos (e empregados e fornecedores, etc.) desses restaurantes.


    Dois textos imprescindíveis aqui do site sobre a temática:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=850

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1378
  • Rodrigo Fabbio  02/03/2016 14:28
    Obg. pela resposta, quero deixar claro que em nenhum momento discordei do artigo, mas acho que essa é uma variável que muitas vezes não é deixada muito clara e talvez seja preciso apresentar e mensurar as idéias de forma mais abrangente até para o esclarecimento dos menos entendidos como muitas vezes eu mesmo me encontro em determinados assuntos, no mais acredito que é um tema que deve ser mais aprofundado e discutido.
  • Saullito  02/03/2016 15:16
    Acabei de citar isso mais acima... Esses investimentos em estudo em sua grande maioria não retornam em nada em benefícios para toda a economia e a sociedade, sendo esses estudos puramente feitos para um processo seletivo.
  • Isaias Lobao  02/03/2016 17:09
    Outro exemplo, além da metáfora do Bastiat, é o borracheiro que monta sua empresa numa estrada ruim ou joga pregos na estrada. Ele ganha dinheiro com o prejuizo dos outros. Os recursos que poderiam ser alocados na compra de outros bens, são alocados na compra de um pneu novo.
  • Dissidente Brasileiro  02/03/2016 05:28
    O artigo se chama: "Por que o Brasil não consegue crescer ainda mais?", do autor Kieren Kaal [por ser holandês, ele se refere aos valores monetários em euros]. Em dado momento, ele escreveu, com muita precisão, o seguinte:

    Uma economista brasileira muito inteligente contou-me em uma casa de samba sobre os novos planos para a sua carreira.

    'Serei fiscal da Receita. Cinco mil euros de salário inicial, um horário de trabalho legal e me aposentar cedo. O que eu quero mais?'


    O que você quer mais? Roubar os outros, é lógico. E ainda poder levar os produtos roubados, ops, "mercadorias apreendidas" para casa. Que tal afanar aquele carregamento de smartphones que entrou no país com "documentação irregular"? Beleza, abasteço minha lojinha de eletrônicos e ainda pego um para uso pessoal, pois ninguém é de ferro... Ou aquele MacBook Pro maneiro que um otário, ops, "contribuinte" adquiriu pela Internet mas deconhecia os burocráticos procedimentos de importação, além dos escorchantes valores do assalto, ops, imposto, e como não pôde apresentar "prova de compra" ficou retido na alfândega?

    Você é uma ladra debochada e sem-vergonha, um claro exemplo da mentalidade asquerosa e comportamento abominável presente na sociedade bananeira. Afinal de contas, "se todo mundo rouba e não acontece nada, eu quero a minha parte também". Jeitinho brazilêro elevado a enésima potência! País desgraçado do c******

    E para completar, tinha que estar em uma "casa de samba". Para os "gringos", bananeiro só sabe mesmo ou encher a cara, conforme disse uma polonesa a meu irmão, ou sambar, conforme disse um francês a uma amiga minha. Isso quando não pensa em tirar vantagem de alguém, conforme a mulher mencionada no artigo cinicamente pretende fazer.
  • Zico  02/03/2016 13:42
    A Lei de Gérson É a efetiva "Constituição" do Brasil.
  • Emerson Luis  02/03/2016 10:39

    Quando grande parte da população de um país quer ser funcionário público, há algo muito errado acontecendo. O triste é que, se o Brasil tivesse uma alta liberdade econômica, em alguns anos seria relativamente fácil na iniciativa privada obter rendas ainda maiores que a mediana dos funcionários públicos.

    * * *
  • Zico  02/03/2016 13:25
    Bem observado, Emerson
  • Fernando  02/03/2016 11:14
    Esse "welfare state" está parecendo mais um "hellfare state".
  • Thiago Oliveira  02/03/2016 13:29
    O Brasil ainda possui déficit de servidores públicos para bom atendimento ao cidadão. Falta médicos, policiais, militares para patrulhamento de fronteiras, fiscais de meio ambiente e etc.
    Os maiores salários são uma exceção no funcionalismo publico, não é regra. Em todo país se explode greves por melhores salários e melhores condições de trabalho.
    O serviço publico é ruim mas é pelo fato de haver um número insuficiente de funcionários, além da maquina ser usada para fins políticos eleitoreiros, como tem mostrado o noticiário sobre a operação Lava-Jato e quadro "Cadê o dinheiro que estava aqui?" do programa dominical. A função de atender ao público não existe no Brasil.
    O contribuinte sustenta uma máquina que não funciona, é muito insuficiente, ainda precisamos de mais concursos e mais investimento em órgãos públicos para que de fato venham prestar bons serviços.
    Outra coisa, o Brasil é basicamente exportador de comodities, produtos pouco elaborados em nível tecnológico, com isso, precisa-se de mão de obra pouco qualificada assim força-se os salários pra baixo. Fica mais barato contratar um técnico que um engenheiro, por exemplo.
    Para mudar o nível de salário será preciso, entre outras coisas, mudar a matriz produtiva do Brasil, precisamos dar esse salto tecnológico, de exportador de matérias primas para produtos mais elaborados.
    Além disso, a sonegação de impostos precisa ser combatida. A sonegação é 50 vezes mais nociva que a corrupção.
    Enfim, mudanças estruturais e de postura de nós cidadãos serão necessárias para um melhor controle dos gastos públicos e assim melhorar a qualidade de vida
  • Destruidor  02/03/2016 14:57
    "Os maiores salários são uma exceção no funcionalismo publico, não é regra. Em todo país se explode greves por melhores salários e melhores condições de trabalho."

    Como, por exemplo, as greves dos auditores da Receita Federal, que recebem R$ 20 mil e querem receber R$ 30 mil.

    www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/09/1677089-fiscais-da-receita-dizem-que-greve-ja-afeta-arrecadacao-de-impostos.shtml

    Ou a greve dos policiais federais, que querem receber R$ 15 mil.

    www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/10/1539891-apos-ameaca-de-greve-senado-aprova-reajuste-salarial-para-a-policia-federal.shtml

    Derramo lágrimas.

    "O serviço publico é ruim mas é pelo fato de haver um número insuficiente de funcionários [...] A função de atender ao público não existe no Brasil."

    Ou seja, mesmo com todo o salário de marajás, esses vagabundos não fazem nem o basico, que é atender ao povo. Aí vem você e diz que, se aumentarmos os quadros (algo que, por definição matemática, levará a uma redução dos salários per capita), as coisas irão melhorar.

    Mágica.

    "O contribuinte sustenta uma máquina que não funciona, é muito insuficiente, ainda precisamos de mais concursos e mais investimento em órgãos públicos para que de fato venham prestar bons serviços."

    Gênio!

    A coisa é cara e não funciona. Exatamente por isso, a solução é expandir essa coisa cara que não funciona, tornando-a ainda mais cara e mais disfuncional.

    Por essa sua lógica, se um restaurante oferece péssimos serviços e só serve comida estragada, a solução é obrigar ainda mais pessoas a freqüentá-lo e a dar dinheiro para ele. Aí sim o serviço melhora.

    A ignorância do brasileiro é poço sem fim.

    "Outra coisa, o Brasil é basicamente exportador de comodities, produtos pouco elaborados em nível tecnológico, com isso, precisa-se de mão de obra pouco qualificada assim força-se os salários pra baixo. Fica mais barato contratar um técnico que um engenheiro, por exemplo.
    Para mudar o nível de salário será preciso, entre outras coisas, mudar a matriz produtiva do Brasil, precisamos dar esse salto tecnológico, de exportador de matérias primas para produtos mais elaborados."


    E como aumentar a qualidade da mão-de-obra e aumentar os salários do setor privado se você defende que o governo confisque ainda mais dinheiro do setor privado (dinheiro esse que poderia ser utilizado em investimentos e em aumentos salariais) para sustentar as mamatas do setor público?

    Como aumentar a qualidade da mão-de-obra do setor privado se você defende que os melhores cérebros sejam desviados para o setor público?

    Você entende o mínimo de matemática?

    "Além disso, a sonegação de impostos precisa ser combatida. A sonegação é 50 vezes mais nociva que a corrupção."

    A sonegação é exatamente a única e última linha de defesa do empreededor. É a sonegação que permite que ele retenha para si um mínimo de dinheiro, o que lhe permite contratar mais pessoas e fazer mais investimentos. Vagabundos como você, que certamente nunca empreendeu na vida, acham que o estado deve sugar cada centavo de empreendedores e trabalhadores do setor privado para sustentar os políticos, burocratas e parasitas do setor público.

    Quem não entrega seu dinheiro para a máfia e, em vez disso, o utiliza para empregar pessoas, investir, e criar renda -- este sim é o verdadeiro herói que deve ser reverenciado.

    Quem critica sonegação não tem a coragem moral de dizer que está simplesmente defendendo que políticos tenham mais dinheiro para si e para dar aumentos salariais para os parasitas do setor público. Lixo moral.
  • Thiago Oliveira  02/03/2016 20:07
    O Brasil possui deficit de funcionários públicos em comparação a Europa, Estados Unidos e países da América Latina, como a Argentina. Enquanto que na França a razão de funcionários/cidadãos é de 1 funcionário para cada 12,5 habitantes, no Brasil essa relação é de 1/32, quase três vezes menos funcionários. Nos EUA, 22% dos trabalhadores são funcionários públicos. Para manter o bom serviço, precisa-se de um bom número de funcionários. Na lógica do restaurante, se existe um numero grande de frequentadores, precisamos de um numero maior de garçons para mantermos o bom atendimento, se aumentarmos a demanda e não aumentarmos a oferta, o negócio quebra mesmo, e é isso que os estudos tem demonstrado. O serviço publico está quebrado por falta de investimento, nesse caso, investimento é salário justo e número suficiente de funcionários.
    A sonegação, a corrupção e a dívida pública são os maiores vilões do orçamento de Estados e Municipios, consomem boa parcela do investimento, além do mais, as empresas sonegam impostos e isso é bem mais prejudicial que a corrupção, pura realidade e diversos estudos indicam isso. Para melhorar isso, precisamos de transparência, controle sobre os gastos públicos, principalmente nos investimentos voltados ao povo, sem isso, não avançaremos na melhora dos serviços oferecidos.
    No quesito mão de obra, como nossa produção é essencialmente produtos pouco elaborados e nosso parque industrial é voltado para montadoras, as empresas não contratam pessoas analistas, apenas os técnicos já satisfazem as necessidades, isso faz os salários serem nivelados por baixo, lei de mercado, oferta e procura.
  • Sarkozy  02/03/2016 22:18
    "Enquanto que na França a razão de funcionários/cidadãos é de 1 funcionário para cada 12,5 habitantes, no Brasil essa relação é de 1/32, quase três vezes menos funcionários. Nos EUA, 22% dos trabalhadores são funcionários públicos."

    Cadê as fontes?

    Aqui neste site você precisará de um pouquinho mais do que meras frases de efeito.

    Favor apresentar as fontes do número de funças na ativa e aposentados, para civis, legislativo, judiciário e militar.
  • Thiago Oliveira  03/03/2016 16:08
    brasildebate.com.br/aparelhamento-do-estado-mito-ou-verdade/

    www.valor.com.br/brasil/3046800/ibge-funcionarios-publicos-eram-16-da-populacao-brasileira-em-2012

    www.cartacapital.com.br/economia/sonegacao-de-impostos-e-sete-vezes-maior-que-a-corrupcao-9109.html;

    blog.estadaodados.com/veja-quais-estados-tem-mais-e-melhores-funcionarios-publicos/

    epoca.globo.com/ideias/noticia/2014/10/brasil-gasta-demais-com-bfuncionarios-publicosb.html

    www.perspectivacritica.com.br/2014/08/ocde-comprova-paises-de-maior-idh-e.html
  • anônimo  03/03/2016 17:17
    Link da "Carta Capital" dizendo que "sonegação é pior que corrupção"?

    Vai criar vergonha na cara, sujeito!
  • Magno  03/03/2016 17:18
    Seu primeiro link fala apenas de funças federais (ignora estaduais e municipais), não mostra o total de aposentados (mostra apenas quantos se aposentaram em determinado ano), termina em 2010, é totalmente partidário, e não traz fontes (diz apenas que a tabela foi elaborada por um ilustre desconhecido).

    O segundo link é melhorzinho, mas ignora completamente os aposentados, os militares e o legislativo. Também não serve.

    O terceiro link é a própria definição da piada. Para ser muito educado e tolerante, digo apenas que nada se falou de aposentados, militares e funças estaduais.

    O quarto link é o melhor de todos, mas fala apenas de funças estaduais ativos.

    O quinto link reafirma exatamente tudo o que presente artigo diz. Não entendi por que você acreditou que ele daria suporte à sua afirmação. Aliás, neste mesmo link está escrito:

    "Os gastos dos governos federal, estaduais e municipais com o funcionalismo público somam 12% do Produto Interno Bruto (PIB). Isso coincide com a média da OCDE, de acordo com um relatório sobre o Brasil."

    Logo, não parece que estamos muito atrás de França, EUA e demais países ricos.

    Já o último link é interessantíssimo: dentre todos os países, o Brasil é o único -- o único! -- para o qual não há dados para o "setor público". Nem a Economist conseguiu contabilizar o que de fato é o setor público no Brasil e o que ele abrange.

    No entanto, pelo bem do debate, assumamos que ele esteja corretíssimo. Aí fica a questão: como aumentar o número de funças se já estamos lhes pagando salários semelhantes aos da França (como comprova o quinto link)? Ou seja, se temos serviços públicos piores e menos funcionários públicos que os países desenvolvidos, mas gastamos como funças o mesmo tanto que os países desenvolvidos, como poderemos aumentar o número de funças?

    Resposta: teria de haver uma redução substantiva dos seus salários.

    E é exatamente disso que trata o presente artigo.

    Ou seja, voltamos exatamente ao ponto de partida.
  • Thiago Oliveira  04/03/2016 14:12
    "A questão é: como irão fechar as contas sem recorrerem a mais impostos? Se assim o fizerem, poderá chegar o dia em que irão inviabilizar as empresas, que são quem mantém toda essa estrutura. Ironicamente, sem o setor produtivo, o número de funcionários públicos bem pagos cairá a zero."

    O texto sugere que os salários dos funcionários públicos devam baixar para equilibrar com os da iniciativa privada que são menores.

    O texto traz uma provocação, e apenas uma, mas também não prova que o baixíssimo número de altos salários dos funcionários compete na produção de altos salários da iniciativa privada.

    O texto coloca que os jovens sem perspectiva de emprego, tem como principal opção, estudar para concursos públicos. Isso é realmente grave. Volto a dizer, nossa matriz industrial é voltada para produtos pouco elaborados tecnologicamente, não agrega valor na mão de obra, nos salários e também faz o número de empregados seja diminuto.

    O número de empresas que transformam matéria prima em produtos industrializados é baixíssimo no Brasil e aliás o parque industrial brasileiro está sucateado, defasado e estagnado, como aumentaremos salários se não há industrias competitivas?

    O último artigo que postei mostra que o número de funcionários tem que ser proporcional a população para que haja bom atendimento e eficiência nos serviços prestados. Como melhorar o atendimento se não há pessoas suficientes para isso?

    Se as empresas sonegam para se manterem, precisa-se discutir a reforma tributária e precisamos controlar e fiscalizar a aplicação desses impostos. Não é possível achar que sonegar é a solução desse quadro.
  • Rebatedor  04/03/2016 15:07
    "O texto sugere que os salários dos funcionários públicos devam baixar para equilibrar com os da iniciativa privada que são menores."

    Não só. Bizarrices como estabilidade, benefícios, penduricalhos, quinquênios são ainda mais importantes do que o valor salarial.

    E tudo isso não deve ser baixado só porque são maiores que os da iniciativa privada, mas sim porque é a iniciativa privada quem banca isso tudo, e, enquanto ela tiver de bancar isso tudo, é impossível que seus próprios integrantes tenham melhorias.

    "O texto traz uma provocação, e apenas uma, mas também não prova que o baixíssimo número de altos salários dos funcionários compete na produção de altos salários da iniciativa privada."

    O texto "não prova" simplesmente porque isso está provado nos quatro hyperlinks contidos nele (os quais, pelo visto, você não viu). Ei-los:

    exame.abril.com.br/carreira/noticias/bons-salarios-e-cargos-vitalicios-o-doce-servico-publico

    epoca.globo.com/ideias/noticia/2014/10/brasil-gasta-demais-com-bfuncionarios-publicosb.html

    noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2016/02/14/extincao-de-supersalarios-renderia-uma-cpmf-aos-cofres-publicos.htm

    Por que o texto -- na verdade, uma postagem de blog, e não um artigo -- se alongaria desnecessariamente para fazer o mesmo serviço que já foi feito (de forma extremamente completa) nas matérias jornalísticas a que ele se refere?

    Você está claramente desesperado para tentar contraditar algo de que não gostou, mas não consegue fazer isso pela via do debate honesto, tendo então de inventar mentiras.

    O restante de suas colocações já foram respondidas e refutadas três vezes nos comentários acima, os quais você acintosamente desconsiderou (por não ter como contra-argumentar) apenas para insistir na tática do "vencer pelo cansaço", repetindo as mesmas coisas de sempre e desconsiderando que elas já foram rebatidas, com a esperança de que chegará um momento em que você terá um passe-livre.
  • Mitchell  04/03/2016 19:23
    "o parque industrial brasileiro está sucateado, defasado e estagnado, como aumentaremos salários se não há industrias competitivas?"

    E a sua sugestão para alterar esse quadro é aumentando o número de funcionários públicos; vc acha que com o aumento do setor público se incrementará a competitividade da indústria?
    Então vc é, efetivamente, um ignorante completo.


    "Não é possível achar que sonegar é a solução desse quadro"

    Ninguém aqui falou que "sonegar é a solução desse quadro", cidadão.
  • Fuinha  02/03/2016 22:36
    Vc parece um papagaio de pirata ou alguém que engoliu um gravador.

    Fingiu que não leu a resposta do leitor "Destruidor" para simplesmente repetir a mesma coisa em outras palavras (e inclusive nas mesmas palavras)?
  • Zico  02/03/2016 15:41
    "Os maiores salários são uma exceção no funcionalismo publico, não é regra. Em todo país se explode greves por melhores salários e melhores condições de trabalho"

    Do fato de os servidores fazerem greve toda hora vc infere que os salários do funcionalismo público "não são altos" (relativamente à iniciativa privada)???

    Então se o funcionário público que ganha 15 mil entrar em greve, vc, automaticamente, concluirá que o salário dele "não é alto"?

    Meu Deus do céu, vai te esconder, cidadão!

  • Pirilampo  02/03/2016 15:52
    "A sonegação é 50 vezes mais nociva que a corrupção"


    Só um pouquinho, deixa eu ver se entendi:

    então para vc o sujeito que retém o próprio dinheiro (a própria propriedade/patrimônio) - ou seja, reluta que um bando o exproprie à força - é "50 vezes pior" do que aquele que ROUBA dinheiro público (dinheiro dos pagadores de impostos), ou seja, dinheiro que não é dele?

    Vc está nos dizendo que o sujeito que reluta em entregar seu dinheiro para uma pessoa que, sistematicamente, tira esse dinheiro alheio à força é "50 vezes pior" do que aquele que, além de tirar esse dinheiro à força (via tributação), ainda rouba dinheiro dos outros (corrupção)?

    E vc não tem qualquer constrangimento moral em vir aqui cantar isso aos quatro ventos?

  • Edujatahy  04/03/2016 20:51
    Vale ressaltar que se não fosse pela sonegação dos brasileiros nossa vida estaria AINDA pior.
    Recomendo a leitura do seguinte artigo:
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2109
  • Pirilampo  02/03/2016 15:55
    "mudança de postura de nós cidadãos serão necessárias para um melhor controle dos gastos públicos"


    Como vc tem coragem de falar em "necessidade" de "mudança de postura" com esse comentário abjeto, cidadão?
  • Batista  02/03/2016 16:33
    Fake tentando copiar o típico economista/sociologo/universitario/filosofo/etc...
  • Juan Domingues  08/03/2016 19:22
    "O contribuinte sustenta uma máquina que não funciona, é muito insuficiente"
    Ou seja, a genial conclusão é:
    Há décadas o "contribuinte" (eufemismo para parasitado) sustenta uma máquina que é muito ineficiente. Logo a solução é investir ainda mais no financiamento dessa máquina, pois se nas sete mil vezes anteriores não deu certo, na 7001 dará.
    Excelente lógica.
  • josé Carvalho  02/03/2016 17:11
    Cada comentário lamentável aqui, isso é a cultura Brasileira , de funcionários publicos a do setor privado , concordo que muitas pessoas só entram no setor publico pelo salario,e sim no brasil os impostos são abusivos, tanto pra pagar salários principalmente dos nomeados (esses sim nem concurso passam, e um secretario municipal ganha 10 mil) , como corrupção , e sistemas publicos ineficazes, mas pelo comentaria de muitos aqui parece que os empreendedores do setor privado são santos!!! disser que o cara sonega imposto pra dar mais oportunidades de emprego é forcar a barras demais, Um apreendedor aqui da minha cidade disse: -Hoje é difícil ter um negocio pois os funcionários querem demais seus direitos"
    Cultura dos Brasileiros é essas querem serviço publico achando que vão trabalhar menos e ganhar mais, e a maioria do setor privado quanto menos puder pagar, menos vai. Botar a culpa somente nos funcionários publicos é ser cego e hipócrita.
  • Bartolo de Sassoferrato  02/03/2016 20:09
    De fato, a "cultura brasileira" está bem representada no seu comentário: um atentado à inteligibilidade e à língua portuguesa.
  • Max Rockatansky  02/03/2016 20:18
    "Um apreendedor aqui da minha cidade disse: -Hoje é difícil ter um negocio pois os funcionários querem demais seus direitos"

    Cidadão, o problema da cultura brasileira é justamente as pessoas não enxergarem que o problema está nos obstáculos ao empreendedorismo correspondentes aos custos gerados pelo estado, notadamente pela legislação fiscal e trabalhista (e seu arsenal de "direitos").



    P.S.: ninguém aqui disse nem insinuou que "empreendedores são santos".


    P.S.2: Sobre essa sua frase "a maioria do setor privado quanto menos puder pagar, menos vai", por favor, meu caro, preste bastante atenção no que segue:


    "É claro que todos os empregadores querem pagar o menor preço possível pelas coisas que compram — como os serviços de mão-de-obra —, e cobrar o maior preço possível pelas coisas que vendem. Quem não quer? Todos queremos. Porém, a realidade econômica impõe limites a estas quimeras.

    Nos mercados de trabalho, a concorrência entre os empreendedores garante que haja uma íntima relação entre os salários e a 'produtividade marginal da mão-de-obra'. A produtividade marginal da mão-de-obra mensura o aumento da produção (ou seja, a produção marginal) em decorrência do emprego de uma unidade adicional de um fator de produção — um bem de capital como uma máquina, por exemplo.

    Esse produto adicional, ao ser vendido, trará um aumento da "receita marginal", que é justamente a receita trazida pela venda dessa produção adicional.

    A multiplicação da produção marginal — bens ou serviços que o trabalhador produziu em um determinado período de tempo — pelos preços finais pagos pelos consumidores por estes produtos fornece a 'receita marginal da produção', que é o que irá determinar os salários dos trabalhadores.

    Para resumir toda esta ladainha microeconômica: quanto maior a produtividade de um empregado, mais bens ele produz utilizando os mesmos insumos. Consequentemente, mais bens a empresa pode vender. Consequentemente, maior será a sua receita. E quanto maior a receita de uma empresa, maior tende a ser o salário de seus trabalhadores.

    Os trabalhadores, portanto, se tornam mais valiosos para os empregadores se a sua produtividade aumentar. E as medidas que aumentam a produtividade são o investimento em capital feito pelos empregadores (o que torna a mão-de-obra mais produtiva e, consequentemente, mais valiosa), o aperfeiçoamento tecnológico (os quais normalmente são o resultado de investimentos feitos pelos empregadores em pesquisa e desenvolvimento) e a melhora do capital humano, que é resultado da educação, do treinamento, da experiência e de aprendizagens de todos os tipos.
    "


    Leia todo o artigo, por favor: www.mises.org.br/Article.aspx?id=1433





  • Leonardo Souza  02/03/2016 21:31
    Enquanto a iniciativa privada continuar pagando salário de fome, cobrando resultados cada vez mais absurdos, haverá essa corrida famigerada em busca de cargos públicos. E sabe por que isso incomoda tanto os "empreendedores"? Porque vai chegar a hora que eles terão que aceitar baixar suas margens de lucro e começar a pagar salários melhores, se quiserem manter bons profissionais. E é exatamente isso que a burguesia não quer, pois, para esse povinho burguês de Direita, baixar margem de lucro por causa de "peão" é coisa de comunista.
  • Emílio  02/03/2016 22:17
    Já que as margens de lucro são tão insanas e fartas assim, e já que a vida do empreendedor é tão boa, fácil e despreocupada, então por que você não tira a bunda do sofá, vai empreender, fatura uma grana preta e então redistribuiu todo esse dinheiro para aqueles que recebem "salários de fome"?

    Ao empreender com uma margem de lucro baixinha, "esse povinho burguês de Direita" sofrerá o impacto da sua concorrência, e acabará baixando margem de lucro e, com isso, beneficiará o "peão".

    Caso você não faça isso, comprovar-se-á que você é um mero ativista de sofá, que fala grosso na internet e late fino na vida real. Em suma, um simples rola-bosta.
  • Max Rockatansky  03/03/2016 13:56
    Tem que ser muito, mais muito, ignorante para dizer que os salários baixos da iniciativa privada (em comparação aos vencimentos dos funcionários públicos) seriam decorrência da "maldade" de empreendedores.

    Olha aqui cidadão, presta atenção nisso:

    "É claro que todos os empregadores querem pagar o menor preço possível pelas coisas que compram — como os serviços de mão-de-obra —, e cobrar o maior preço possível pelas coisas que vendem. Quem não quer? Todos queremos. Porém, a realidade econômica impõe limites a estas quimeras.

    Nos mercados de trabalho, a concorrência entre os empreendedores garante que haja uma íntima relação entre os salários e a 'produtividade marginal da mão-de-obra'. A produtividade marginal da mão-de-obra mensura o aumento da produção (ou seja, a produção marginal) em decorrência do emprego de uma unidade adicional de um fator de produção — um bem de capital como uma máquina, por exemplo.

    Esse produto adicional, ao ser vendido, trará um aumento da "receita marginal", que é justamente a receita trazida pela venda dessa produção adicional.

    A multiplicação da produção marginal — bens ou serviços que o trabalhador produziu em um determinado período de tempo — pelos preços finais pagos pelos consumidores por estes produtos fornece a 'receita marginal da produção', que é o que irá determinar os salários dos trabalhadores.

    Para resumir toda esta ladainha microeconômica: quanto maior a produtividade de um empregado, mais bens ele produz utilizando os mesmos insumos. Consequentemente, mais bens a empresa pode vender. Consequentemente, maior será a sua receita. E quanto maior a receita de uma empresa, maior tende a ser o salário de seus trabalhadores.

    Os trabalhadores, portanto, se tornam mais valiosos para os empregadores se a sua produtividade aumentar. E as medidas que aumentam a produtividade são o investimento em capital feito pelos empregadores (o que torna a mão-de-obra mais produtiva e, consequentemente, mais valiosa), o aperfeiçoamento tecnológico (os quais normalmente são o resultado de investimentos feitos pelos empregadores em pesquisa e desenvolvimento) e a melhora do capital humano, que é resultado da educação, do treinamento, da experiência e de aprendizagens de todos os tipos
    ." (www.mises.org.br/Article.aspx?id=1433)
  • Andre  03/03/2016 14:59
    Mas o governo está preocupado com estes jovens que não querem empreender e providenciou esta crise para jogá-los a força no empreendedorismo:

    www.oimparcial.com.br/_conteudo/2015/07/ultimas_noticias/urbano/177286-numero-de-empresas-abertas-em-2015-tem-o-maior-aumento-desde-2010.html

    empreendedor.com.br/noticia/norte-e-centro-oeste-tem-maior-aumento-no-numero-de-pequenas-empresas/

    g1.globo.com/economia/pme/noticia/2015/11/numero-de-novas-empresas-criadas-em-2015-ultrapassa-15-milhao.html
  • Antonioni Rocha  04/03/2016 16:52
    No país nem todo servidor público ganha bem, ao contrário, a maioria concentrada na Educação detêm os piores salários (superiores ganham pior que médios do Judiciário e Legislativo, que são grande minoria).

    De resto, salários pomposos e vida boa mesmo têm a turma do alto escalão do Executivo, e quase todos dos outros dois poderes. Fail...
  • Argento  04/03/2016 17:31
    "a maioria concentrada na Educação detêm os piores salários"

    Graças ao Portal da Transparência, tive acesso aos salários de todos os meus professores universitários.

    Se aquilo ali é ganhar mal, não quero nem imaginar o que seriam "salários pomposos". Cheio de professor incompetente, que não sabe explicar nada, ganhando R$ 12 mil. O piorzinho -- e, por ironia, o melhor professor de todos -- ganhar R$ 9.750.
  • Dede  04/03/2016 18:34
    O pior é o que não pode ser contabilizado. Essa semana estava conversando com uma amiga, o pai dela faleceu e como ele era militar ela está recebendo pensão em conjunto com a mãe.

    O que ela fez? Disse que não vê futuro na iniciativa privada, pediu demissão e disse que irá se dedicar só a concurso.

    Ela me disse que estava fazendo cursinho a mais de um ano com foco em tribunais e agora iria fazer curso de resolução de questões pela manhã e curso normal a noite.

    Não há vagas para todo mundo. Fico imaginando os que ficam pelo caminho. Perdem dois, três anos da vida e não logram êxito. E isso deve acontecer com centenas de milhares. Toda uma riqueza que deixou de ser gerada por pessoas capazes que estavam numa sala de aula ou em casa decorando assuntos que não servem para nada no mundo real. Esse é um prejuízo que não temos como contabilizar.
  • Marcos  07/03/2016 13:06
    Mises força a barra em seu víes ideologico e parcial demais, a maioria dos funcionarios publicos ganham mau ainda mais da área de educação, e mesmo as carreiras tipica de Estado está com salario em defasagem da inflação, só uma pequena minoria que chega a ganhar o teto salarial, e mesmo esse teto esta abaixo que os executivos e diretores nas empresas ganham. Os Executivos ganham de 70 mil para cima.
  • O Cavalheiro  11/03/2016 17:03
    O piso dos professores está por volta de uns dois mil por mês (pesquisei no google), é mais do que grande parte dos brasileiros.

    Sabia que a inflação é causada pelo governo? Você está falando que o diretor de uma padaria ganha mais do que o teto salarial público? Não, isso não acontece, os executivos de grandes empresas podem ganhar bem, mas a maioria das empresas não é grande (e a maior parte dos empregados não está nas grandes empresas). Juízes ganham 70 mil pra cima, executivos apenas se entregarem resultados (e apenas nas grandes empresas, dessas que estão na bolsa de valores) e podem ser demitidos a qualquer momento, os funças não.

    As pessoas tem que entender que o dinheiro é tirado das pessoas que passam a ter menos para que os funças tenham mais. Isso mata o país, está tudo escrito no artigo acima...

    E sobre seu outro comentário, o sistema bancário é mantido desse jeito pelo governo, se eu quiser concorrer com um banco não posso... E sua solução de mais governo, não é uma boa solução, apenas agravará o problema.

    Obrigado.
  • Andre  11/03/2016 18:49
    A remuneração da área da educação tem que ser baixa mesmo, a escola só ensina coisas inúteis, se ensinasse coisas úteis, professor estaria em absoluta escassez, já que se supõe que este usaria o que ensinou para se dar bem na vida.
    Mas o retrato é que professor é a típica profissão de quem não deu certo na vida e apela para lecionar para ter uma vida melhor do que teria produzindo valor real e tangível.
  • Marcos  07/03/2016 13:15
    O Brasil gastam muito e com os Bancos.
  • C. Silva  15/03/2016 18:56
    Ao invés de atacar quem decide se voltar para os concursos públicos, deveria se questionar quais os reais motivos de jovens e não tão jovens assim, decidirem fazer essa escolha.

    Eu sou concursado, tenho 36 anos e somente saí da iniciativa privada depois de 17 anos de trabalho nela. Infelizmente não deu, a tal meritocracia na verdade não existe na iniciativa privada como se falam, na verdade é muito parecido com a iniciativa pública: quem cresce são apenas os amigos do rei. E olhe que trabalhei em grandes empresas, só não falo os nomes para não ter problemas.

    O que se vê na iniciativa privada é tão nefasto como o que acontece no setor público e as vezes até pior.

    São empresários que pagam metade do seu salário por fora, são empresas que criam cartões de benefícios para lhe dar bônus que não entram nos contracheques e por isso estão fora da mira dos impostos, foram empresas que usavam estagiários de fachada para fraudar as leis trabalhistas, foram empresas que estipulavam metas difíceis com altos bônus e depois que você atingia sua meta, simplesmente as regras do jogo mudavam para não lhe pagar os bônus prometidos, pois perceberam que o seu ganho seria muito alto.

    Foram empresas nas quais você se preparava 3 a 4 anos para um posto executivo, todos sabiam que seria você ou qualquer outra pessoa, porém entra a esposa do gerente ou amigo do filho do diretor na empresa e em apenas 7 meses ela ou ele são promovidos e todos os demais ficam a ver navios, foram empresas que dificultam que seus funcionários fizessem uma graduação, um mestrado, uma especialização, pois a cultura da empresa é chegar as 7:30 da manha e sair as 19:30 da noite ou mais, e sem horas extras é claro. São empresas que reclamam quando um funcionário tira as suas duas horas do almoço, são empresas que você bate suas metas nos últimos 24 meses e quando não bate por 2 ou 3 meses seguidos, simplesmente você não presta.

    São empresas que quando sabem que estão em perigo, seus empresários saqueiam a empresa e deixam os funcionários sem seus direitos, são empresas que quebram e deixam empregados, parceiros, fornecedores e o estado sem seus direitos e logo esse mesmo empresário esta com outra empresa fazendo as mesmas peripécias empresarias e quebrando outra empresa, muitas vezes com laranjas.

    Desculpem-me, mas não é aversão a risco e querer sombra e água fresca, muitos estão apenas desiludidos, frustrados com o setor privado, quem faz concurso sabe como é o nível das pessoas nas salas das provas, são pessoas que tem graduação, pós graduação, mestrados, até doutorados, são pessoas com vivência internacional, são pessoas com 10, 15, 20 e até mais anos de experiência na iniciativa privada. Não podemos dizer que essas pessoas são apenas avessa ao risco e querem apenas ganhar sem trabalhar, isso não é justo, honesto e muito menos verdadeiro.

    Enfim é muito triste que os gênios estejam indo para o funcionalismo público, de verdade, eu penso assim também, porem o foco deveria ser o porquê isso esta acontecendo e não atacar alguém que com 20 anos de carreira na iniciativa privada decide aos 40 anos de idade ir para o setor público.

    Da mesma forma que as empresas em sua grande maioria só pensam em si e no seus lucros, agora empregados e trabalhadores infelizmente estão fazendo o mesmo e estão querendo o setor público, aqui na Bahia tem um ditado popular que diz " farinha pouca, meu pirão primeiro " é apenas isso que essas pessoas que escolhem o setor público como salvação estão fazendo.

    Tem empresas boas? Sim, claro que sim, mas uma grande parte fazem atrocidades ainda, vejo grande parte de meus amigos querendo ir para a setor público, desejam qualidade de vida, um pouco de tempo para família, para os estudos, comer melhor com um pouco de tempo, ter um salário digno.

    Eu não gostaria de ter ido para o setor público, não mesmo, e até penso em sair, mas penso em sair para algo meu e não de alguém que vai apenas me explorar.

    Ahhhh mas agora todo mundo esta falando não muito dos dos concurseiros, eu já sei, vou deixar meu cargo publico federal ganhando 10 Mil reais e trabalhando muito sim e vou para iniciativa privada ser pegar meu diploma de Administrador e ser gerente de uma empresa ganhando 3 mil reais e trabalhando 12 hora por dia e sem saber todo mês se estarei empregado, pois eu amo meu país e tem uma monte de gente achando que eu não deveria esta na vaga que estou no serviço publico federal

    E se eu fosse medico? Ahhhh ai eu irei para a iniciativa privada ganhar 3 mil por 2 plantões e ganharia 8 mil por trabalhar 7 dias na semana. Ou então alugar uma sala e fazer consultas onde ganharei 50 reais dos planos de saúde.

    Talvez eu poderia fazer um processo trainee onde vai me exigir inglês, vivencia internacional e faculdade de primeira linha e vão me pagar 3.500,00 e vão me dar uma sala muito colorida, com instrumentos musicais, vídeo games para trabalhar para eu me sentir bem com a merda de salário que vão me pagar.

    Enquanto eu deixo o órgão publico federal e vou para iniciativa privada, os comentarias e economistas liberais do Mises irão pagar a escola de minha filha, o plano de saúde dela, e irão pagar o meu aluguel, afinal com 3 mil não vai dar para eu pagar a prestação do meu apartamento e por isso terei que devolver ele e ir para o aluguel, tudo isso por acreditar nesse lindo texto, onde me coloca como um quase ladrão da sociedade por eu não esta na iniciativa privada e sim no serviço publico

    Enfim, sucesso a todos e espero que todos possam ter a liberdade de escolher o melhor para suas vidas.
  • Auxiliar  15/03/2016 19:13
    Ou seja, a sua reclamação é que as empresas, além de exigirem que seus funcionários trabalhassem, fossem eficientes e perseguissem o lucro (ó, que crime!), faziam de tudo para pagar salários sem, ao mesmo tempo, repassar uma fatia para a máfia de Brasília.

    Pois eu lhe digo: quem faz isso é herói.

    Quem paga salários dos funcionários e se recusa a dar dinheiro para a quadrilha do governo federal deve ser louvado.

    Por outro lado, faz sentido você criticar empresas por pagaram "por fora" e com isso escaparem dos impostos: você já estava de olho nesse butim que deixou de ir para o governo federal. E hoje, mamando nas tetas dos pagadores de impostos, você condena quem diligentemente se recusa a sustentar sua vida nababesca.

    De resto, como é que você quer que os salários na iniciativa privada aumentem? Você realmente acha que é só uma questão de "querer"? Com que dinheiro?

    No dia em que você realmente empreender, finalmente perceberá que os custos de um empregado para um patrão são dobro do salário que ele realmente ganha. Um trabalhador que recebe R$ 1.500 custa mais de R$ 3.000 para o patrão, por causa dos encargos sociais e trabalhistas.

    No Brasil, as empresas têm de lidar não apenas com os encargos sociais e trabalhistas que incidem sobre a folha de pagamento, como também com toda a carga tributária que incide sobre a receita e sobre o lucro das empresas, o que impede aumentos salariais, contratações a salários atraentes e, principalmente, a acumulação de capital.

    Por exemplo, vejamos os impostos incidentes sobre as empresas. No Brasil, a alíquota máxima do IRPJ é de 15%. Porém, aqui as coisas são mais avançadas. Não bastasse o IRPJ, há uma sobretaxa de 10% sobre o lucro que ultrapassa determinado valor, há também a CSLL (Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido), cuja alíquota pode chegar a 32%, o PIS, cuja alíquota chega a 1,65% e a COFINS, cuja alíquota chega a 7,6%. PIS e COFINS incidem sobre a receita bruta. Há também o ICMS, que varia de estado para estado, mas cuja média é de 20%, e o ISS municipal. Não tente fazer a conta, pois você irá se apavorar.

    É impossível haver uma grande acumulação de capital desta forma. Lucro que poderia ser reinvestido na compra de bens de capital modernos, que aumentariam a produtividade dos trabalhadores — e, consequentemente, seus salários — é confiscado pelo governo e desperdiçado no sustento da burocracia e no salário de seus parasitas. A atividade governamental é destruidora de capital. Ela impede o enriquecimento de empresas e trabalhadores.

    Adicionalmente, dentre os encargos sociais, temos o INSS, o FGTS normal, o FGTS/Rescisão, o PIS/PASEP, o salário-educação e o Sistema S. Dentre os encargos trabalhistas temos 13º salário, adicional de remuneração, adicional de férias, ausência remunerada, férias, licenças, repouso remunerado e feriado, rescisão contratual, vale transporte, indenização por tempo de serviço e outros benefícios.

    No entanto, você jura que lidar com tudo isso é uma moleza, e que nada disso afeta salários. Vá empreender, então. Já que, para pagar melhores salários, basta querer, e já que ser empreendedor é ser explorador, então você terá lucros fáceis, fáceis...
  • anônimo  15/03/2016 19:31
    'Enquanto eu deixo o órgão publico federal e vou para iniciativa privada, os comentarias e economistas liberais do Mises irão pagar a escola de minha filha, o plano de saúde dela, e irão pagar o meu aluguel, afinal com 3 mil não vai dar para eu pagar a prestação do meu apartamento '

    Nós já pagamos isso tudo pra vc, funça parasita.
    Por enquanto é só o PT mas a sua hora tb vai chegar.
  • Lyihmmah  15/03/2016 20:05
    Talvez a premissa da carreira no funcionalismo público seja o fato de que o setor privado não valorize adequadamente e não ofereça tantas oportunidades necessárias.
  • Leilah  15/03/2016 22:15
    Defina "valorize adequadamente" e "oferecer tantas oportunidades necessárias".

    Feito isso, explique por que você, ao perceber essa enorme brecha no mercado, não está lucrando horrores em cima disso.

    Sim, pois se você descobriu uma enorme mão-de-obra extremamente capacitada e muito pouco valorizada, então basta você contratar essa mão-de-obra capacitada para produzir coisas excelentes, e pagar a ela um salário um pouquinho acima do que lhe foi oferecida por outros empregadores que não enxergaram a luz, e você ainda terá uma margem de lucro tremenda.
  • Funça Envergonhado  28/03/2016 02:05
    Governo gasta 39,2% de suas receitas no pagamento de servidores públicos

    economia.estadao.com.br/noticias/geral,governo-gasta-39-2-de-suas-receitas-no-pagamento-de-servidores-publicos,10000023309

    Taxa é 1 ponto porcentual superior à média dos últimos três anos e o maior nível desde 1995


    Gasto com 980 mil servidores é igual ao de todo o INSS

    economia.estadao.com.br/noticias/geral,governo-gasta-39-2-de-suas-receitas-no-pagamento-de-servidores-publicos,10000023309
  • Emerson Carneiro  28/03/2016 14:32
    Eu acho muito engraçada essa ambiguidade que existe no Brasil. Todos reclamando do inchaço do estado, mais tudo mundo querendo inchá-lo até estourar.

    As pessoas querem entrar para a vida pública, não para mudar, inovar ou melhorar o que está péssimo. Simplesmente querem fazer igual ou pior do que os que estão lá. só querer um teta bem gorda pra ficar chupando e depois ainda reclamam que o serviço é péssimo que é tudo um bando de vagabundos.

    Tem que rever esses salários absurdos só pra uma pessoa bater um carimbo. Tem que acabar realmente com a estabilidade desses empregos, que geram verdadeiros vagabundos se escorando num estado falido e que não é de hoje.

    O brasileiro adora um discurso de moralismo, defensor da pátria e contra corrupção e ilegalidades, mais na prática, muitos que reclamam do outro que tem privilégios, é somente uma invejinha recalcada, morto de vontade de ficar no lugar e ainda quando é pego ou querem moralizar um setor, falam que é direito adquirido. Pra mim é direito adquirido, para o outro e safadeza. A grande maioria das pessoas vivem na dependência do estado e não digo de programas sociais não. Digo dos milhões que ganham literalmente sem trabalhar em todas as esferas do setor público. Seja municipal, estadual ou federal. Gente que entra para a polícia, por exemplo, mais não corre atrás de bandido. Gente que é para fiscalizar e fica sabe Deus onde é todo mundo fazendo o que bem entende. O governos federal sustenta todos os estados e municípios, mesmo os estados sendo os maiores arrecadadores de impostos, sempre dizem estarem quebrados e pegam grana do governo federal. Alguém aí conhece alguma empresa que gasta 95% do seu faturamento com folha de pagamento e fica só com 5% pra pagar fornecedores, investir e fazer o resto das coisas ?

    O governo federal é o maior comprador de livros do Brasil e um dos maiores do mundo em volumes de compras e pra quê ? Com conteúdo totalmente questionável. O maior empreendedor e construtor. Nenhuma empresa privado constrói tanto e emprega tanta gente como o governo. Isso está totalmente errado.

    Outra coisa que desestimula uma pessoa a continuar a iniciativa privada no país é que a grande maioria as empresas e dos empresários, ainda estão com as cabeças lá no século 18. Na época da escravidão. Exigem uma qualificação que na maioria das vezes não tem nada haver com a função real que a pessoa irá exercer e ainda pagam tanto pra faxineira, como para o mais qualificado, praticamente a mesma coisa. Não que a faxineira mereça morrer de fome. Digo isso no sentido de equiparação com responsabilidades e qualificação. E isso desmotiva qualquer um. Você gastar uns 20 mil reais para estudar e se formar e vai ganhar um pouca a mais que o salário mínimo. Ainda vejo gente reclamar que a pessoa é vagabunda e não quer trabalhar. Que fica escolhendo emprego. Que está muito difícil de encontrar gente para trabalhar.

    Se não acabarem com a estabilidade no setor público, com os salários mega altos e com as máfias instaladas no setor e as empresas realmente remunerarem quem tem qualificação e não quem lambe a bunda ou bajula o patrão. Aí sim começaremos a ter uma nova visão das coisas.
  • Isis Monteiro  28/03/2016 18:00
    Atualmente não vale a pena investir no Brasil. É um ambiente bastante inóspito para os empresários. Além dos altos impostos, as empresas tem que conviver com uma legislação trabalhista bastante ruim para que quer empreender.
    Já ouvi de diversos empresários que o melhor é deixar o capital investido no mercado financeiro. Fora disso, segundo eles o risco é altíssimo.
  • Alexandra Moraes  28/03/2016 18:10
    Infelizmente, o Brasil vai na contra mão da racionalidade e produtividade. Estamos prontos para a derrocada se nada for feito para que o estado caiba dentro do estado.
    Os remédios serão amargos e muitos interesses serão afetados se realmente tivermos governantes responsáveis. Será muito díficil.
  • Anderson  07/04/2016 03:20
    Não generalizem. Países desenvolvidos também tem funcionários públicos, e não ganham merreca. Querem funcionários melhores? Eduquem essa criançada inútil que não quer nada com nada, ensinem a respeitar os outros, e também ensinem a não afrouxar na moleza.
    Afinal, se o cara fica na moleza, aprendeu com alguém não é?
  • Concurseiro  12/04/2016 02:53
    Geralmente quem reclama são os que tentaram passar em concurso e não obtiveram êxito. Desta forma, tiveram que enfrentar a iniciativa privada na atual situação do Brasil. Quer um conselho? Continue estudando para concurso que quem sabe um dia você passa. ;)
  • Pobre Paulista  12/04/2016 03:16
    Caro Troll,

    Diga por você mesmo. Eu passei em um concurso público em 2004, no entanto, na hora da convocação (lá nos idos de 2006) acabei "amarelando" e fui encarar a iniciativa privada, por um salário de cerca de um terço do que eu ganharia no "serviço público". E isso foi antes de eu conhecer os ideais libertários/ancap, eram apenas meus princípios anti-estatistas falando mais alto na hora H.

    Atualmente, 10 anos depois, tenho um emprego regular e uma empresa start-up. Não tenho nenhuma "estabilidade", ao contrário disso, eu tenho é a liberdade de fazer o que eu quiser com o meu tempo e com a minha vida, sabendo que sou remunerado de acordo com o que gero para meus contratantes e clientes.

    Passar em concurso é fácil. Quero ver vc gerir uma empresa no Brasil.
  • rodrigo  12/04/2016 03:31
    Toda vez é igual. A pessoa pensa que todo mundo quer ser parasita.
    Duas coisas me chamam atenção:

    1 - que alguém possa ter inveja de um trabalho lixo. Sendo improdutivo e aguentando chefes paraquedistas ainda mais imconpetentes.

    2- que eles acham que os salários de 10.000 sao de dar inveja em pessoas quê se.espelham em empresários e funcionários que produzem milhões.
  • Max Rockatansky  12/04/2016 04:43
    Qual o cargo público q vc exerce?
  • Isis Monteiro  20/04/2016 12:33
    Nos últimos anos temos assistido uma grande degradação no ambiente econômico e político do Brasil. Vivemos um nó político que difícilmente será desatado nos próximos 12 meses. Enquanto isso a economia ficará estagnada. Neste período deixaremos de fazer as reformas muito relevantes para sairmos do buraco. Se nada acontecer urgentemente, 2017 estará perdido. Crescemos 0,1% em 2014. Descrescemos 3,7% em 2016 e as melhores estimativas indicam quase 4% de descrescimo em 2016. Vivemos o pior dos mundos.
  • Anderson  22/04/2016 23:21
    O Brasil precisa urgentemente abrir o mercado para concorrência, aqui vivemos em uma economia de cumpadres. Infelizmente o setor privado paga bem para "alguns" basta vc conhecer algum engenheiro ou gestor para abrir uma empresa e começar a pegar serviços dentro da empresa privada e assim lucrar muita grana, pois, o gestor da empresa já tem os valores da concorrência em mãos e aí é só vc fazer um preço menor que certamente conseguirá o contrato.

    Isso acaba por explorar os trabalhadores, pq vc mata a concorrência para favorecer os chegados, e como não tem outras empresas vc precisa se acostumar com os abusos e assédio moral pq vc não tem para onde ir.

    A cada dia que passa me desanimo mais com meu país, tão atrasado, e tão rico.
  • Nunes  22/04/2016 23:32
    Prezado Anderson, não entendi nada do seu comentário.

    Como assim, para abrir uma empresa "basta você conhecer algum engenheiro ou gestor"? Ora, para abrir uma empresa você tem de molhar a mão de vários burocratas e reguladores, passar por uma corrida de obstáculos de mais de 180 dias de burocracia, conseguir alvarás, ter permissão da prefeitura, do governo do estado, de vários órgãos do governo federal e, dependendo do setor, de agências reguladoras.

    Além disso, você tem de decifrar todo o código tributário, toda a cornucópia de impostos, toda a papelada, todas as exigências da burocracia estatal. Além disso, quando finalmente estiver operando, você tem de arcar com encargos sociais e trabalhistas, com pressão de sindicatos, com as ameaças dos fiscos estadual e federal, com a Justiça do Trabalho etc.

    E você diz que quem realmente "fecha o mercado e mata a concorrência" é uma empresa que tem um engenheiro bem informado?! As barreiras artificiais impostas pelo estado não contam?
  • Anderson  23/04/2016 00:39
    Quando digo que mata a concorrência, me refiro aos cumpadres de empresas privadas, que para ter algum serviço dentro dessa empresa, basta conhecer quem requisita o serviço e se essa pessoa quizer te favorecer basta ela lhe mostrar os valores que a concorrência oferece para assim sua empresa oferecer menos e pegar o serviço.

    Isso mata a concorrência e prejudica os funcionários, pois eles não tem mais concorrência para poder barganhar aumentos de salários ou mudar de empresa.

    Empresas privadas, devem desenvolver mecanismos para evitar esse tipo de situação.
  • Alexandra Moraes  25/04/2016 21:54
    A "Nova Matriz Economica" forjada no governo Lula e Dilma puseram uma pá de cal no crescimento do Brasil. Em 2014, crescemos 0,1%, ou seja, nada. Em 2015, decrescemos 3,7%. A previsão para 2016 vai de -3,8% a -6%. Em 2017, vários economistas apuram zero de crescimento.
    Em nenhum momento do Brasil, nem na grande depressão de 29 vivemos algo parecido.
    A nossa situação fiscal é precária. Todos os setores da economia tem sofrido intensamente.
    O governo está paralisado. Não governa. O cardápio principal e único é como escapar do impeachment. A oposição nada propõe e somente trabalha para derrubar a presidente.
    O País parou.
  • Matias  05/05/2016 18:34
    depois de 6 anos: uma graduação, uma pós e uma mba, dando cabeçadas no setor privado através do CIEE, finalmente consegui um cargo público.
    não me cobram veículo próprio e nem de disponibilidade de horário.
    é tão bom não ter que ficar enviando 15 currículos por semana esperando alguma empresa que esteja disposto a contratar inexperientes.
    pra quem tá na mesma, o mcdonalds treina e contrata pessoas com zero experiência.
  • anônimo  04/06/2016 09:35
    Acho que essa questão do funcionalismo público é um tanto simples, mas ao mesmo tempo bastante complicada.

    Simples no sentido de que a preferência ao funcionalismo público é um dado um tanto objetivo, ou seja, paga-se bem mais e existem mais benefícios no setor, além da desejada estabilidade.

    Complicada porque apesar dos grandes benefícios para os funcionários públicos, se você analisar a questão de forma mais abrangente, ou seja, ampliando o escopo para o país como um todo, os benefícios se transformam em malefícios porque a atividade pública não produz a riqueza para se auto-sustentar, dependendo da iniciativa privada para tal, e nesse movimento a iniciativa privada é sufocada e desaparelhada, devido à excessivas as exigências burocráticas, tanto nos recursos de maquinário e ferramentas quanto nos recursos humanos, e destes últimos recursos, ou seja, as pessoas, estas vão saindo cada vez mais da iniciativa privada pois se "frustraram" e optam em entrar na esfera pública, e portanto, podendo gerar uma imensa bola de neve destrutiva da economia.

    Agora, como resolver isso? O sujeito que possui um cargo não irá, de uma forma consciente e, digamos, altruística, pedir exoneração em nome da saúde econômica do país, tão pouco irá aceitar a perda de seus direitos adquiridos repentinamente, a solução, portanto, não sairá de "baixo para cima", em outras palavras, não será o funcionário ou o concurseiro que deixará facilmente de exercer seu papel para o bem do país, mas, acredito eu que a solução terá de sair das esferas governamentais, ou numa dada pressão a essas esferas para que ou retire direitos dos novos funcionários públicos e/ou desafogue a iniciativa privada das famigerada burocracia.
  • Dianari Roriz  11/10/2016 02:14
    Gente, é louvável ser funcionário público e ter estabilidade......ganhar seus R$15.000/20.000 bruto e ponto. Acabou aí..... dai pra frente é viver esperando a mesma quatidade no final do mês e mais nada até o dia de aposentar/morrer!! (Depende do perfil e estilo de vida de cada um)

    Já fui funcionário da Ambev, Vontorantim entre outras e a pouco mais de 5 anos resolvi empreender.... Hoje emprego 7 pessoas....faturo mais de R$200.000 mês (obs.: Fat. Bruto e mto diferente de líquido - analise DRE e vale mencionar, sou mto grato a toda a experiência que adquiri como empregado durante 17 anos).

    Sinceramente, embora meu prolabore líquido ainda seja pequeno, me sinto mto mais útil a sociedade e mais orgulhoso da minha pessoa e carreira.

    Não tinha a menor idéia do que era empreender até passar pela experiência nestes últimos anos.

    Garanto pra vcs não há sensação melhor!! O orgulho de si mesmo, da equipe, da empresa, produzir algo a partir do zero,.... É impressionante!!

    Da mto trabalho, horas a fio, prejuízos, funcionários difíceis, problemas com fornecedores e clientes, matar um leão por dia...más é do caralho!!!

    É energia em movimento, produzir e criar a todo momento, reconhecimento da sociedade (...aparece mto puxa saco), mérito, orgulho, dinheiro na conta, qq um se sente poderoso qdo é por mérito!!!!

    Entender o mercado e abrir janelas e mais janelas de oportunidades é estimulante!!!

    Sempre quiz q minha existência nesse planeta fosse algo mais do q nascer e morrer. Hoje sinto q estou no caminho certo e não prentendo voltar atrás ou pensar em concursos nunca mais.

    Agradeço ao Flavio Augusto (GV) entre outros pela inspiração. Graças a Deus consegui enchergar que ganhar o mundo vale o risco..... e mto melhor que levar um vida medíocre e fica acreditando na "conversinha" esquerdista.

    Quero ser multimilionário e ajudar minha família e os mais próximos!!!


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