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Odiar o governo e os governantes não é o mesmo que defender a liberdade
O establishment sabe resistir a arroubos revolucionários ou reacionários que possam causar tumulto

Há sempre aqueles defensores da liberdade que, ao verem a ascensão de candidatos radicais que representam uma ameaça à ordem política estabelecida — como o caso de Donald Trump —, se sintam animados, pois isso, segundo eles, representa um aberto descontentamento com o status quo.

Mas há um problema: o poder estatal ao qual nos opomos não é idêntico à elite governante (o establishment) que rejeitamos.  É perfeitamente possível você derrubar o establishment e, ainda assim, ficar com uma gigantesca máquina de exploração legalizada.  Todas as agências reguladoras, todas as leis criadas por políticos, todas as regulamentações e todos os demais poderes estatais continuam intactos.

E com um novo problema: outra pessoa estará agora no comando do estado.  Simplesmente houve uma troca da elite governante.  E o novo establishment pode ser ainda pior do que aquele do qual você acabou de se livrar.

Com efeito, normalmente é.  Talvez sempre.

A anatomia do establishment

O que é um establishment

Trata-se de uma grande rede de lobistas e grupos de interesse, que cooperem entre si e que já desenvolveram uma confortável, longa e estável relação com o poder estatal.  O establishment inclui os grandes bancos, as empreiteiras que conseguem contratos polpudos com o estado, os grandes sindicatos, o funcionalismo público, as grandes indústrias protegidas por tarifas de importação, e as grandes empresas protegidas por agências reguladoras.  

Todas essas instituições operam em uma relação de troca de favores com os políticos, com os burocratas responsáveis pelas regulamentações, com as famílias tradicionais da política, com os intelectuais e jornalistas pró-estado etc.

A história é antiga.  A Rússia czarista já apresentava um establishment profundamente enraizado: a igreja, as grandes empresas, o governo e a aristocracia — todos atuavam em conjunto por meio de uma estável e confortável relação.  A corrupção era explícita.  E então, a partir de 1915, com a guerra, com o recrutamento compulsório e com a inflação galopante, a situação se tornou intolerável.  O establishment fracassou e foi derrubado.  O que surgiu em seu lugar foi um governo de transição e, em seguida, o regime bolchevista.

A República de Weimar, na Alemanha, também tinha um establishment enraizado: grandes bancos, governo, grandes empresas e todo o estamento burocrático trabalhavam em conjunto.  A corrupção era óbvia.  E então se tornou intolerável com a hiperinflação e com a profunda recessão econômica.  As pessoas sofrerem profundas privações e começaram a buscar respostas.  Nesse ambiente, a mensagem e os discursos de Hitler começaram a ressoar e ele passou a ser visto como um mensageiro da verdade.  Ninguém esperava os resultados.

A lista de establishments fracassados que foram substituídos por outros ainda piores é, com efeito, bem longa: no século XX, México, Rússia, Espanha, Itália, Cuba, Argentina, Venezuela; no século atual, Iraque, Síria e Líbia.

A fusão entre estado e establishment fez com que vários movimentos revolucionários dessem errado.  O Leste Europeu derrubou seus establishments em 1989, mas manteve seus estados, dando origem a economias mistas e social-democratas.  A Rússia se livrou dos bolcheviques em 1990 e colocou em seu lugar uma oligarquia autoritária.  Sim, em ambos esses casos, os regimes subsequentes eram melhores do que os anteriores.  Porém, como bem ilustram os exemplos italiano, russo, francês e alemão, isso nem sempre ocorre.  Os resultados diferem de acordo com os planos e desígnios dos novos detentores do poder.

Revolução boa?

O caso clássico de uma revolução tida como bem-sucedida é a Revolução Americana.  Segundo seus apologistas, os americanos se livraram da monarquia britânica e inventaram o conceito de liberdade.  Mas será?  A própria guerra pela independência criou um novo establishment formado por políticos, generais militares, financistas que emprestavam dinheiro para o governo, e latifundiários influentes.  Doze anos após a Declaração de Independência, estes grupos se uniram e formaram um novo governo que, com o tempo, se tornou tão opressivo e restritivo quanto — em alguns quesitos, muito mais que — aquele que os revolucionários derrubaram.

E isso ocorreu não obstante a existência de uma cultura intelectual — bem como de normas políticas — de cunho liberal-clássica.

Não obstante todo esse passado, vários dos atuais defensores da liberdade se tornaram tão extasiados com a ideia de simplesmente se opor ao establishment, que acabaram perdendo o foco do real objetivo, que é estabelecer a liberdade.  É por essa razão que, em vários países, muitos estão se deixando levar pelas mensagens de demagogos que alegam merecer seu apoio em suas cruzadas eleitorais pelo simples fato de serem abertamente vocais contra o establishment

A questão é: por que isso seria positivo para a liberdade?  Tais pessoas, mesmo que genuinamente bem intencionadas, praticamente nada podem fazer para desmantelar o establishment e todo o poder estatal.  Em outras ocasiões, já escrevi que não é a classe política quem comanda as coisas.  Políticos vêm e vão.  A classe política é apenas o verniz do estado; é apenas a sua face pública.  Ela não é o estado propriamente dito.  Quem de fato comanda o estado, quem estipula as leis e as impinge, é a permanente estrutura burocrática que comanda o estado, estrutura esta formada por pessoas imunes a eleições.  São estes, os burocratas e os reguladores, que compõem o verdadeiro aparato controlador do governo.

O establishment é como Maquiavel descreveu: uma máquina estável que mantém seus desafiadores acuados e que sempre procura fazer o sistema funcionar em benefício de si próprio.  O establishment resiste a qualquer arroubo revolucionário ou reacionário que possa causar tumulto e, consequentemente, atrapalhar um esquema tão bem está lhe servindo.

A fogueira das vaidades

Para entender Maquiavel, tenha em mente que sua besta-fera foi o clérigo Savonarola, o proto-ditador de Florença que liderou um movimento de massa formado por malucos pietistas que praticavam a pilhagem e queimavam posses materiais acreditando que isso seria um caminho para o céu.  A Fogueira das Vaidades, 1487, foi um dos resultados.

Este é exatamente o tipo de comportamento que os establishments se esforçam para manter reprimido.

É o ápice da ingenuidade política e da ignorância histórica acreditar que o populismo anti-establishment e a defesa da liberdade humana são aliados na mesma batalha.  Não são.

Veja os casos recentes do Iraque e da Líbia.  A julgar pelos relatos, as massas estavam lutando contra déspotas e fazendo de tudo para serem derrubados, com a esperança de ter um futuro com direitos humanos e democracia.  O que obtiveram foi o total oposto.  Tarde demais as massas perceberam  que os tão odiados establishments que compreensivelmente estavam tentando derrubar era tudo o que havia entre elas e o reinado do terror irrestrito.

Esse é o problema com as revoluções políticas: um grupo de pessoas lidera a revolução enquanto todos os outros apenas seguem.  Se a revolução for bem-sucedida, os líderes esperam ser recompensados.  E a principal recompensa é o controle do aparato estatal que irá assumir o lugar do establishment que foi derrubado.  Faz sentido que o novo regime seja ainda mais impiedoso, implacável, vingativo e sanguinário do que tudo o que veio antes.  Apenas pense em Cuba.

Isso, obviamente, não é um argumento em defesa do establishment.  É, isso sim, um argumento contra a adoção de uma postura anti-establishment como sendo a ideal.  O ideal é a liberdade, e não a simples derrubada da estrutura das atuais elites governamentais.  Um populismo desenfreado e irrestrito pode ser um inimigo da liberdade tão grande quanto o domínio de uma elite governamental já enraizada.

É de extrema importância atentarmos para essa diferença.  Um movimento em prol de uma liberdade duradoura tem de pensar no longo prazo, e jamais pode se deixar encantar pela lábia de demagogos e de partidos que prometem resultados imediatos, por mais afinados que estejamos com as palavras proferidas por eles.  O objetivo, além da derrubada do establishment, é sua substituição por uma sociedade de direitos humanos negativos e que funcione de acordo com padrões civilizados.

De cima para baixo ou de baixo para cima?

Golpes políticos feitos de cima para baixo são particularmente perigosos na atualidade.  O establishment já está um tanto perdido por causa das inovações tecnológicas.  A elite governante está gradualmente perdendo o controle das comunicações, da educação, do desenvolvimento industrial, do planejamento civil, do consumo e de quase todo o resto.  Os modelos antigos se tornaram antiquados e desacreditados, e os novos os estão substituindo, organicamente, de maneira duradoura.

Um novo autocrata, seja de esquerda ou de direita, pode colocar tudo isso em risco.  Um movimento político impulsionado pelo ressentimento pode conferir poder a uma nova forma de controle oligárquico, resultando em uma calamidade que ninguém almejava — e que, tão logo tenha poder, ninguém poderá controlar.

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Leia também:

Não haverá nenhuma revolução 

As revoluções matam seus idealizadores


10 votos


  • Carlos Nigro   10/02/2016 14:43
    Hegel percebeu melhor do que ninguém que o Estado é a mais vasta e complexa criação da inteligência humana, a encarnação suprema da Razão.

    Acima da comunidade científica, acima da "opinião pública" mais letrada que se possa imaginar está o Estado, o juiz supremo e final de todos os conhecimentos humanos.

    Esse círculo vicioso não será quebrado enquanto o monopólio estatal da razão não for desmascarado.
  • Diego  11/02/2016 16:38
    Concordo totalmente!

    O que verdadeiramente precisa ser desmascarado e demolido completamente é o MITO do "Estado como Provedor"! O problema é que esse MITO, essa FALÁCIA, é perpetuada pela "casta" da Intelectualidade, que têm para com o Estado uma relação de apadrinhamento.
  • Samuel Assis  10/02/2016 14:49
    É por esses e outros motivos que sou anarco-capitalista!
  • O MESMO de SEMPRE  30/11/2016 18:35
    Esse artigo esta péssimo, parece coisa de intelectual petista.

    O establishiment é exatamente a quadrilha estatal imutável e hereditária.
    Portanto alguém que se oponha ao establishment é o melhor começo.

    O artigo esta o samba do crioulo doido.
    O que o autor esta oferecendo como caminho para a liberdade: que todos se dirijam a uma igreja e fiquem rezando aves marias e pais nossos?

    Tudo tem que ter um começo e alguém que fale o que tem que ser dito e se oponha ao establishment é o melhor começo para se colocar em debate o estado como quadrilha de saqueadores.
  • Guilherme  30/11/2016 23:04
    "Portanto alguém que se oponha ao establishment é o melhor começo. [...] Tudo tem que ter um começo e alguém que fale o que tem que ser dito e se oponha ao establishment é o melhor começo para se colocar em debate o estado como quadrilha de saqueadores."

    Então todos os seus problemas estão resolvidos. Há hoje no Brasil um cidadão que fala abertamente contra o establishment, contra a "quadrilha de saqueadores" e que se apresenta como a única alternativa a "tudo que aí está". O nome dele? Ciro Gomes.

    Fala mal de todos os políticos, diz que todos são um "ajuntamento de assaltantes", uns "canalhas", uns "filhos da puta", uns "ladravazes" etc. Ou seja, é o seu candidato.

    Se você realmente acredita no que acabou de falar acima, então você tem de votar em Ciro Gomes. Por definição.

    Maravilhoso, né?

    Agora, recuperando a inteligência, é de uma ingenuidade atroz -- para não dizer ignorância -- acreditar que um indivíduo pode se infiltrar no establishment e alterá-lo por completo. Quando foi que isso já aconteceu alguma vez na história da humanidade?

    Veja o Trump. Passou a campanha inteira falando contra o establishment. Venceu as eleições. O que fez? Todos os nomeados por ele até agora são figuras que passaram toda a sua vida adulta no establishment: Rudy Giuliani, Mitt Romney, Jeff Sessions, Reince Priebus. E seu Secretário do Tesouro é do Goldman Sachs.

    Muito anti-establishment, né?

    Trump é o perfeito exemplo de que odiar políticos (como todos odeiam a Hillary) não significa nenhuma ameaça ao establishment. O povo americano votou num anti-político. Ganhou em troca mais establishment.

    Entenda o básico: establishments ou se mantêm ou são derrubados violentamente e substituídos por outros ainda piores (como bem ilustrou o artigo).

    Existe uma -- e apenas uma -- solução pacífica. E é esta aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2341

    Qualquer outra que não seja essa não passa de enganação, burla e wishful thinking.


    P.S.: O seu raciocínio, este sim, foi o samba do crioulo doido, pois você já havia comentado anteriormente e nada falou de crítico.
  • O MESMO de SEMPRE  01/12/2016 12:00
    .
    Ciro Gomes?
    Francamente, você entende que Ciro Gomes é o sujeito que se opõe ao establishment???

    Se você acha mesmo isso, baseado no que ele fala, então você deve pedir a volta de Lula, com base na sua "lógica" e interpretação de discursos. ...Francamente!

    Então o que se deve fazer? ...Rezar e pedir ao grnde deus para nos salvar, é isso?

    Ora, diz o artigo que atacar o establishment não é bom. Então devemos aceitar o governo totalitário porque atraca-lo e indignar-se com ele não adianta.
    Ninguém deve atacar o establishment porque isso é bobagem. Então o melhor deve ser amar o inimigo e se submeter a ele como OVELHAS RESIGNADAS. No máximo ir rezar ao todo poderoso "senhor dos exércitos" pós convertido ao cordeiro que se sacrifica orgulhosamente. ...rsrs

    Então o Guilherme vai votar no Lula e rezar para Lula se tornar um sujeito bonzinho e convencer o establishment que não devem se previlegiarem à custa dos outros. Que lindoooooo!!!
  • Francisco  01/12/2016 12:55
    "Ora, diz o artigo que atacar o establishment não é bom."

    Aí tá escrito lá no artigo, de todo tamanho:

    "Um movimento em prol de uma liberdade duradoura tem de pensar no longo prazo, e jamais pode se deixar encantar pela lábia de demagogos e de partidos que prometem resultados imediatos, por mais afinados que estejamos com as palavras proferidas por eles. O objetivo, além da derrubada do establishment, é sua substituição por uma sociedade de direitos humanos negativos e que funcione de acordo com padrões civilizados."

    E o autor complementa:

    "É o ápice da ingenuidade política e da ignorância histórica acreditar que o populismo anti-establishment e a defesa da liberdade humana são aliados na mesma batalha. Não são."

    Sinceramente, não sei por que a moderação permite que analfabetos funcionais palpitem aqui nesta propriedade privada. Aliás, analfabetos funcionais não: caluniadores.
  • Roberto  30/11/2016 23:07
    Embora discorde de alguns pontos do artigo, sou obrigado a contragosto a concordar com o Guilherme e a discordar do "Mesmo de Sempre": essa história de que devemos ao menos apoiar alguém que se diga anti-establishment é a maior cilada da história.

    Você vota contra o establishment e ganha ainda mais establishment.

    Esse é o maior truque já criado pelo próprio establishment para se perpetuar no poder ao mesmo tempo em que fornece ao populacho uma aparência de que está havendo mudança. De fato, tem de ser idiota para cair nesse conto.

    A única coisa que realmente afeta um establishment é o separatismo, por mais mínimo que seja. A saída do Reino Unido da UE foi um golpe muito maior ao establishment do que a eleição de Trump.

    Aliás, se o intuito é atacar o establishment desde dentro, como defende o "Mesmo de Sempre", então ele também tem de ser fã de Hugo Chávez e de Nicolás Maduro. Veja como era a Venezuela de 1950 a 1980 (rica) e compare com hoje. Ali sim houve uma derrubada do establishment.

    Melhorou ou piorou?

    No Brasil, trocamos establishment petista pelo establishment peemedebista. Trocamos os larápios amadores pelos profissionais. E em 2018 elegeremos alguém anti-establishment que irá apenas fortalecer o establishment. A alternativa é o comunismo.

    Por isso mesmo, sem secessão, nada feito.
  • Fernando  10/02/2016 14:52
    A liberdade está sendo violada há séculos.

    O parque olímpico do Rio de Janeiro é o coliseu romano do século 21. O pão e circo existe até hoje. Não podemos duvidar da ignorância humana.

    O socialismo já existia no império romano. É inacreditável que pessoas acreditem em Berne Sanders, Lula, Francois Holand, Maduros, Putins, Cristinas, etc. As contas do governo romano também não suportaram o socialismo.

    O mundo está mudando graças à liberdade fornecida pela internet. Todos os meios de comunicação controlados pelo governo estão perdendo audiência.

    Os paradigmas da liberdade estão caindo. Todos os dias mais empresas privadas estão assumindo funções do governo.





  • Ibn Hassan-al  10/02/2016 15:07
    Antes de mais nada, quero parabenizar o site por dispor espaço para o contraditório.

    Concordo com o artigo, porém, creio que essa estrutura corrupta, tão bem representada por todos os exemplos possíveis, é a própria alma do Capitalismo. O Capitalismo Real, oposto ao utópico Livre-Mercado, é estruturado exatamente por essa relação entre um Estado (Bancada de negócios) e as grandes corporações e interesses do chamado grande capital. Os bancos, empresas grandes e multinacionais e grupos de representantes de seus interesses tem como grande objetivo a garantia de seus lucros pela apropriação do Estado para defender os seus interesses. Vide os exemplos históricos mais prementes, a polícia organizada surgiu na Inglaterra, a Metropol, exatamente para defender os empresários dos trabalhadores em greve de ocupações de fábricas e destruição do patrimônio. O próprio surgimento do Estado moderno foi simbiótico com os agentes do mercado que necessitavam de alguma universalização da moeda, pesos e medidas. O Estado existente é uma face necessária para o Capitalismo. Um livre-Mercado como o proposto não poderia existir, nem mesmo se todas as grandes empresas parasitárias e o próprio Estado fossem extintas, pois certamente seus sucessores buscariam estabelecer outro cão de guarda oficial.
  • Saddam  10/02/2016 16:30
    Isso não é capitalismo, mas sim corporativismo.

    A diferença é abismal:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2251
  • Bartolo de Sassoferato  10/02/2016 16:52
    Meu caro,

    por favor não confunda capitalismo laissez-faire com "capitalismo de estado" (ou "crony capitalism"). O que você chama de "capitalismo" é o "crony capitalism".


    E, por favor, também não confunda "universalização da moeda" com "monopolização da (produção da) moeda pelo estado".


    De resto, o seu argumento de que "certamente seus sucessores buscariam estabelecer outro cão de guarda oficial" já foi respondido (e refutado) tantas vezes que já se tornou cansativo.
  • Ibn Hassan-al  11/02/2016 10:14
    Caro Bartolo,

    O surgimento do Estado moderno é sim concomitante com o desenvolvimento de uma classe politicamente ativa e economicamente poderosa ligada ao mercado. O mercantilismo exigia sim um suporte que somente um Estado, isto é, uma estrutura hegemônica em uma região que impusesse pesos, medidas e alguma universalização monetária.
    Leia sobre a história de POrtugal, o primeiro Estado Moderno, verá que seu desenvolvimento foi concomitante com o desenvolvimento mercantilista.
    RECOMENDO:
    HIST´ORIA CRITICA de Mário Schmidt
    HISTORIA DE PORTUGAL de Oliveira Martins.

    Sobre a questão que você afirma que já foi refutada... por quem? quando? QUal é a refutação?
  • anônimo  11/02/2016 12:21
    Você acha que porque existem empresas chorando por privilegios políticos a culpa do capitalismo de estado é do capitalismo?


    Para de falar besteira, o privilégio político ao empresarios ( ou capitalismo de estado ) só pode existir por apoio do estado, basta que a população abomine o protecionismo como abomina o racismo que o capitalismo de estado deixa de existir.

    E faça um favor, vai sacar em outro lugar, com esses chavões de professor de história do ensino médio :"ui, o estado moderno mimimi.." vc não engana ninguém aqui.
  • Ibn Hassan-al  14/02/2016 20:44
    Os discursos mais perigosos, segundo o liberal Popper, são esses que começam "basta que a população..." Se vc se diz liberal, não devia utilizar esse tipo de argumento.
    Recomendo
    A MISERIA DO HISTORICISMO - Popper
  • Bartolo de Sassoferato  11/02/2016 13:02
    "O surgimento do Estado moderno é sim concomitante com o desenvolvimento de uma classe politicamente ativa e economicamente poderosa ligada ao mercado. O mercantilismo exigia sim um suporte que somente um Estado, isto é, uma estrutura hegemônica em uma região que impusesse pesos, medidas e alguma universalização monetária"

    Sim, e daí? Por acaso isso infirma as colocações que fiz?

    Essa sua frase completely missed the mark, meu caro.

    Portanto, vou repetir (haja vista que vc incide no erro):
    não confunda capitalismo laissez-faire (economia de mercado) com "capitalismo de estado" (ou "crony capitalism"). O que você chama de "capitalismo" é o "crony capitalism".

    E, por favor, também não confunda "universalização da moeda" com "monopolização da (produção da) moeda pelo estado".

    Sobre o seu "argumento", ele já foi refutado aqui:

    https://mises.org/library/myth-national-defense-essays-theory-and-history-security-production

    https://mises.org/library/private-production-defence

    https://mises.org/library/power-and-market-government-and-economy

    https://mises.org/library/market-liberty-1

    https://mises.org/library/production-security





  • Ibn Hassan-al  11/02/2016 16:04
    A questão não é a produção da moeda, mas a garantia de sua validade por força de lei. Isso é que se desenvolveu com o Estado moderno. Poderiam e mesmo existiram muitas moedas de produção privadas, mas somente a lei poderia garantir o seu valor.
  • Bartolo de Sassoferato  11/02/2016 17:11
    "A questão não é a produção da moeda, mas a garantia de sua validade por força de lei. Isso é que se desenvolveu com o Estado moderno".

    Perogrullada e/ou tautologia. Dizer que a monopolização da moeda ("garantindo sua validade por força de lei") pelo estado "se desenvolveu" à medida em que o estado foi se desenvolvendo é como dizer que uma criança vai crescendo à medida em que vai ficando em posição ereta.


    "Poderiam e mesmo existiram muitas moedas de produção privadas, mas somente a lei poderia garantir o seu valor".

    Afirmação self-defeating. Se vc mesmo reconhece que existiram moedas de produção privadas - logo, meios privados de trocas, representativos de determinados valores -, não há como afirmar que "somente a lei poderia garantir o seu valor". A lei estatal não "garante" valor à moeda, meu caro. Mais uma vez você confunde "universalização de moeda" com "monopolização da moeda pelo estado".



  • Ibn Hassan-al  12/02/2016 11:11
    Não vou insistir com vc.

    A questão é que se não houver um aparato judiciário ao qual vc recorra no caso de alguém não honrar sua dívida com vc, por não reconhecer o seu dinheiro, esse dinheiro não terá validade alguma mesmo. O meio circulante é uma forma de garantir trocas em um grande território. Mas se a inadimplência não tiver consequências legais. O projeto da com burros n'água. Quanto maior a validade de um único meio circulante, mais abrangente se torna seu negócio, e mais garantido.
  • Bartolo de Sassorato  12/02/2016 15:44
    Isso, Ibn Hassan-al, o melhor que vc tem a fazer, com todo respeito, é não insistir em falar sobre um assunto - teoria monetária - que vc visivelmente desconhece.

    "A questão é que se não houver um aparato judiciário ao qual vc recorra no caso de alguém não honrar sua dívida com vc, por não reconhecer o seu dinheiro, esse dinheiro não terá validade alguma mesmo"

    Inverteu (e confundiu) tudo aí. Confunde "inadimplência" com "não-reconhecimento de dinheiro", e, com base nessa confusão, segue achando que o estado é que "confere validade" ao dinheiro.

    Meu caro, se um sujeito "não reconhece" o dinheiro apresentado por outro sujeito, não há troca indireta (via moeda) de bens, e se não há troca não há como alguém "não honrar a dívida" (por uma troca que não ocorreu). Ou seja, primeiro o meio de troca adquire um valor (o "valor de troca") para, só então, se tornar possível a troca indireta (via moeda), e daí, somente após o generalizado reconhecimento do valor de troca, e somente após a realização da troca propriamente dita, é que se poderá falar na possibilidade de alguém "não honrar a dívida".

    Então é absolutamente disparatado dizer que o "aparato judiciário" é que "confere validade ao dinheiro". Você confunde a segurança jurídica advinda da existência de um terceiro para solucionar conflitos com a atribuição de "valor" à moeda. São realidades completamente distintas.


    "se a inadimplência não tiver consequências legais. O projeto da com burros n'água. Quanto maior a validade de um único meio circulante, mais abrangente se torna seu negócio, e mais garantido"

    De novo: não é a atribuição de consequências legais à inadimplência que confere "valor" à moeda. O seu problema é que vc não consegue think outside the box estatal, então você acha que o fenômeno monetário é explicado pelas legal tender laws e pelos privilégios (e monopólio) estatais relativamente à produção (e uso) da moeda, instrumentos legais esses que explicam o "projeto" estatal de controle da moeda; mas, gize-se, não explicam o fenômeno monetário.

    Daí que, quando você diz "quanto maior a validade de um único meio circulante, mais abrangente se torna seu negócio, e mais garantido", vc, pela terceira vez, confunde "universalização de moeda (meio de troca)" com "monopolização da moeda pelo estado".

  • Ibn Hassan-al  12/02/2016 22:38
    Muita fé na boa vontade do homem de sua parte. Estou me referindo a casos de má-fé.
    Muito bom citar o valor de troca. O valor de troca no capitalismo somente existe se houver um meio circulante reconhecido por todos os envolvidos na troca e se dá na forma de contrato, expresso ou não expresso. A moeda é uma mercadoria universal, que expressa que há algo em comum entre as mercadorias trocadas.
  • Bartolo de Sassoferato  15/02/2016 12:27
    "Muita fé na boa vontade do homem de sua parte".

    Absolutamente nada do que eu disse depende da "fé" na "boa vontade do homem". A teoria monetária - e a explicação do fenômeno monetário - não depende de "fé" na "boa vontade do homem". Não sei de onde vc tirou isso.


    "Estou me referindo a casos de má-fé".

    Típico afirmação ad hoc de quem se nega a reconhecer o erro.

    Seja como for, então quer dizer que vc, ao sustentar que o "aparato judiciário" é que "confere validade ao dinheiro" (ou então que é a atribuição de consequências legais à inadimplência que confere "valor" à moeda), está se "referindo a casos de má-fé"? E para "casos de boa-fé" não se aplica a sua "tese"?

    Então o que já estava equivocado fica ainda mais equivocado, beirando o despropósito completo.


    "Muito bom citar o valor de troca. O valor de troca no capitalismo somente existe se houver um meio circulante reconhecido por todos os envolvidos na troca".

    Ah, é? E você não vai ter a honestidade intelectual de dizer que isso contradiz sua afirmativa imediatamente anterior ("estou me referindo a casos de má-fé"), e contradiz o que vc vinha sustentando até aqui (que o "aparato judiciário" é que "confere validade ao dinheiro")?

    Ibn Hassan-al, com todo respeito, siga seu próprio conselho: não insista nesse assunto.





  • Rodrigo  30/11/2016 13:33
    A lei não garante valor nenhum a moeda. A percepção e a fé das pessoas naquele valor é que garantem. O cruzado era garantido por lei, e não valia nada, apenas como exemplo.

    O biticoin não e garantido por lei, e tem valor. Por favor, vai sacar em outro lugar, aqui não somos tão tolos.
  • Bartolo de Sassoferato  11/02/2016 13:25
    Aliás, Ibn Hassan-al, você se auto-refuta:

    "Leia sobre a história de POrtugal, o primeiro Estado Moderno, verá que seu desenvolvimento foi concomitante com o desenvolvimento mercantilista"

    Viu só? Você acha que capitalismo laissez-faire e mercantilismo são a mesma coisa, meu caro. Erro crasso.




  • Ibn Hassan-al  11/02/2016 16:01
    Não, não acho que capitalismo laissez-faire e mercantilismo são a mesma coisa. Se deixei transparecer isso, engano meu.
    O LAissez-faire é uma ideia iluminista que guiava ideologicamente os liberais revolucionários, o mercantilismo foi um período real no qual se desenvolveram bancos como aqueles das repúblicas italianas e de Flandres.
    Não confundo também o Capitalismo de livre-mercado e o "Crony Capitalism", a questão é que o primeiro nunca se observou sistematicamente na história do mundo.
    A respeito da população abominar o protecionismo, sinto muito mas é um argumento infantil. Se as empresas que tiverem recursos puder se associar e até criar um Estado para se proteger da concorrência e garantir o lucro, ela fará e não há nada que a boa vontade da mentalidade da população possa fazer.
  • Ibn Hassan-al  14/02/2016 23:17
    O mercatilismo formou a base do capitalismo posterior. O que disse foi que o Estado MOderno e o Capitalismo heróico, ou selvagem, (que não é mercatilismo) foram gestados juntos, com base material no mercatilismo.
    Antes do hoje veio, veio o ontem, e antes o anteontem, etc..., etc...
  • void  12/02/2016 18:17
    Eu vivi para ver alguém recomendar a leitura do autor de "A nova história crítica", o manual de doutrinação do MEC, no site do IMB. Ah, internet, sua louca.
  • Ibn Hassan-al  13/02/2016 12:49
    Uai Void, ler um livro de História, não é como ler a Biblia, vc pode e deve discordar. Esse livro tem uma boa bibliografia no final que vc pode pesquisar para achar outros livros.
    Livro de ensino médio é melhor que blog de internet, isso eu garanto.
  • void  15/02/2016 17:00
    Tem razão, um livro de história não é a bíblia (aparentemente não há discordância quanto as interpretações ou mesmo à validade do livro, vou avisar aos protestantes (as milhares de denominações), católitos cismáticos ou não, gnósticos, certos ateus, muçulmanos, entre outras pessoas que estão o tempo todo concordando entre si).
    Sobre o livro citado, e nem vou tocar no nome do autor, considerando que é feito sob medida à camarila governamental do MEC (aquela que estabelece o "cânone" daquilo que será ensinado aos nossos filhos), podemos dizer que cumpre uma função doutrinal muito além mesmo de uma "bíblia" de Hubbard.

    E pegando o gancho no bate-boca sobre idealismo, nada mais idealista que crer na idoneidade, e no espaço aberto ao contraditório, da academia - e de orgãos governamentais -, especialmente em História. Mas, finalizando, só achei engraçada a recomendação (a insistência, então), sem querer ofender.
  • Max Rockatansky  10/02/2016 16:56
    Ibn Hassan-al,

    vc diz que "essa estrutura corrupta é a alma do capitalismo", e depois diz que o "livre mercado é algo utópico".


    Pois bem.

    Então a sua opinião é no sentido de que "assim sempre foi; assim é; e assim sempre será".

    Seria isso?

  • Ibn Hassan-al  12/02/2016 10:54
    Dentro do sistema Capitalista, sim! Ele criou e foi criado pelo Estado moderno.
    Os liberais devem buscar reformas guiadas na utopia do livre-mercado. Utópico não é pejorativo, é uma forma de movimento.
  • Taxidermista  10/02/2016 19:26
    Ibn Hassan-al,

    o historiador francês Jean Baechler, na obra "The Origins of Capitalism", defende algo diametralmente contrário ao q vc sustenta no seu comentário.

    "The first condition for the maximization of economic efficiency is the liberation of civil society with respect to the state . . . The expansion of capitalism owes its origins and raison d'être to political anarchy." (The Origins of Capitalism, Oxford, England: Basil Blackwell, 1975, pp. 77, 113).
  • Ibn Hassan-al  11/02/2016 10:35
    TAXIDERMISTA

    Vou procurar a indicação
    .
    Tenho dúvidas a respeito disso, pois, os exemplos de países poderosos e influentes são exatamente aqueles que mantém Estado gigantesco, como os EUA, que tem 15% das ocupações no setor público (Brasil tem 10,7, IPEA), além disso, injetam bilhões na economia através de encomendas aeroespaciais e militares, tem lobbies atuantes que garantem leis que propiciam privilégios para empresas e setores Outro exemplo é a própria Alemanha. Agora, fazer o Estado crescer não é fórmula para o crescimento, pois, há uma divisão geopolítica do peso de cada país na economia, a velha teoria da dependência. As relações geopolíticas entre os países impõem a participação dos subdesenvolvidos e aqueles em desenvolvimento em um setor e fecha os mais produtivos.

    RECOMENDO:
    Ruy Mauro Marini
  • Mendes Couto  11/02/2016 16:31
    Como é que é?

    Você recomenda Ruy Mauro Marini?

    Aquele que organizou "na UnB, com a participação de Theotonio dos Santos e Vania Bambirra entre outros, um círculo de estudos de O Capital de Karl Marx, onde pretende analisar as sociedades latino-americanos à luz da teoria marxista, que se tornou base para a formulação da Teoria da Dependência. Formula-se uma visão crítica e alternativa às visões da CEPAL e do PCB sobre o processo de desenvolvimento brasileiro, retomando o pensamento do imperialismo de Lenin e de Rosa Luxemburgo, e de desenvolvimento desigual e combinado de Trotski, além da concepção crítica sobre o desenvolvimento latino-americano formulada por André Gunder Frank, que tem por sua vez origem no conceito de subdesenvolvimento de Paul A. Baran e Paul Sweezy, abrindo enfim caminho para a teoria marxista da dependência", e que publicou "Dialética da Dependência"????

    Dispenso sua recomendação.
  • Ibn Hassan-al  12/02/2016 11:00
    Mendes Couto, se vc já leu, que bom. Mas temos que ler aqueles que discordamos e aqueles que concordamos, não só para criticar aqueles discordamos, entende?
    Estou lendo, agora. Hayek, Popper e Marx
    Tem ótimas análises nos três, algumas que me fizeram repensar posições.
    Vamos repensar esse dogmatismo.
  • Ibn Hassan-al  11/02/2016 10:58
    TAXIDERMISTA

    Não há correlação entre liberdades civis e crescimento econômico.
    Exemplos: Arábia Saudita, EAU, desenvolvimento da Coréia do Sul, EUA nos anos 50 e 60, Qatar.
  • Taxidermista  11/02/2016 13:39
    E o que isso tem a ver com o meu comentário (que fez referência à sua colocação de cunho histórico/genético)?

    A rigor, você está fazendo questão de deixar claro que seu argumento (supostamente) descritivo embute um posicionamento normativo.
  • Filoso confuso  11/02/2016 00:32
    Ibn Hassan-al,

    Você disse que o liberalismo é utópico e todo sistema capitalista levará ao capitalismo de estado.


    Pois bem, você só esquece que a estrutura de um estado é formada por ações humanas, tais ações não são determinadas por uma força maior, e sim por ideias.

    Se as ideias corretas estiverem na mente do população poderiamos ter uma constituição que protegesse e garantisse o livre mercado.

    Se as pessoas, por exemplo, abominassem protecionismo, agências regulatórias e impostos como abominam a palavra nazismo, o corporativismo estaria extinto.

    A possibilidade de um país liberal pode ser vista no mundo, basta olhar com cuidado. Nem todos os países possuem o mesmo grau de intervenção, nem todos os setores possuem a mesma relação com o estado e nem todos países tiveram o mesmo grau de intervenção ao longo da sua história.


    O liberalismo é sim possível, basta haver uma constituição que proteja todos os proprietários e acabe com qualquer privilégio político, pois é contra isso que a filosofia liberal luta, contra o privilégio político.

    E mais importante, será sempre necessário que os homens de bem lutem contra aqueles que buscam privilégios as custas dos outros, e essa será uma batalha eterna.
  • Imparcial  11/02/2016 12:07

    "Pois bem, você só esquece que a estrutura de um estado é formada por ações humanas, tais ações não são determinadas por uma força maior, e sim por ideias.
    Se as ideias corretas estiverem na mente do população poderiamos ter uma constituição que protegesse e garantisse o livre mercado."

    Só que as ideias corretas não estão na mente da população justamente porque elas são determinadas por uma força maior. O sistema de ensino e a grande mídia, por exemplo, tem o poder de colocar essas ideias na mente da população, de criar um senso comum de acordo com o seu interesse.

    Os políticos não têm o poder sobre essas instituições. Acabar com os seus privilégios, ou até mesmo com a sua classe, poderia evitar gastos desnecessários, mas jamais, iria acabar com o poder de instituições que já estão consolidadas.
  • O MESMO de SEMPRE  11/02/2016 13:23
    O problema é MORAL!!!

    No ocaso do Império Romano já não mais interessava uma moral GUERREIRA em apoio às conquistas (Dominação e SAQUES) de outros povos a fim de ampliar o PODER do soberano estabelecido cuisteando exécitos e apaniguados FALADORES para acirrar um frenesi popular através da EXCITAÇÃO das MASSAS.

    Sim, o objetivo era obter a permissão para EXPLORAR a PRÓPRIA POPULAÇÃO. Pra isso tinham que torna-la VOLUNTARIAMENTE SUBMISSA.

    Tal aberração só é possuel ATRAVÉS da MANIPULAÇÃO moral. Ou seja, ATRAVÉS da MANIPULAÇÃO da VAIDADE humana.
    A moral estabelece o VALOR do INDIVÍDUO na COMUNIDADE e a VAIDADE humana faz o indivíduo desejar ser bem visto, admirado, bem aceito no grupo e valorizado em sua individualidade. Ora, a ideia de GRUPO (comunidade) tende a GERAR SOLIDARIEDADE entre os iguais induzindo que o valor do indivíduo está na sua SERVENTIA para O GRUPO. É DAÍ QUE SURGE O COLETIVISMO.

    A ideia de MORAL é a receita para uma inserção solidária num grupo ou comunidade. A moral estabelece o valor do indivíduo para O GRUPO ao PRESCREVER O COMPORTAMENTO para os integrantes do grupo.

    Assim a ideia de IDEOLOGIA como pretenso estudo para estabelecer um conjunto/AMONTOADO de ideias/ALEGAÇÕES apresentadas como A RECEITA para um OBJETIVO SUPREMO ou FIM REDENTOR.

    Afinal, a FANTASIA MARAVILHOSA assumida como UM BEM ABSOLUTO para a HUMANIDADE imediatamente faz do seu seguidor um "ALGUÉM MELHOR", um "SALVADOR da HUMANIDADE" ou um HEROI repleto de valor e4 utilidade para o grupo/comunidade de "SALVADORES" superiores aos RELES MORTAIS que por eles serão salvos para "VIVEREM em um PARAÍSO" ou Utopia qualquer.

    Assim inventou-se a IDEOLOGIA CRISTÃ em absurda contradição com o judaísmo, no qual JAVÉ seria o "SENHOR dos EXÉRCITOS" protegendo seu "POVO ESCOLHIDO" para reinar nos terrítorios por JAVÉ a seu povo concedido. Ou seja, O CRISTIANISMO propunha NÃO MAIS uma MORAL de GUERREIROS, mas uma MORAL de CORDEIROS.

    Sim, o Estado Romano não tinha mais povos a conquistar para SAQUEA-LOS e custear seu Poder. O Estado/GOVERNO Romano tinha ELEVADO CUSTO de MANUTENÇÃO e precisava EXPLORAR a PRÓPRIOA POPULAÇÃO e isso implicaria em RISCO de REBELIÃO da população contra o Estado Romano e sua estrutura caríssima.

    Com isso a NOVA POLÍTICA INVENTOU o CRISTIANISMO com sua MORAL CAPITULACIONISTA, onde o MAIOR VALOR do indivíduo seria sua SUBMISSÃO aos governantes (VIDE EPISTOLAS de PAULO ou em ROMANOS).

    A NOVA MORAL CRISTÃ preconizava o "dar a outra face", o RESIGNAR-SE ante o sofrimento e ansiar apenas pela "VIDA ETERNA" no futuro incerto (toda ideologia promete um futuro incerto e maravilhoso em data igualmente incerta).

    Assim o Estado Romano DOMESTICOU as MASSAS IMPONDO UMA NOVA MORAL PROPAGANDEADA como O VAOLOR VERDADEIRO para os indivíduos. Valor este DITADO por UM DEUS ou SEMI DEUS que opunha-se francamente as ideais de seu "deus pai".

    Com essa NOVA MORAL a politica INDUZIU o ÓDIO aos RICOS chamados de "GANANCIOSOS", "AVARENTOS", "GULOSOS" etc.. Atribuindo a estes FACILMENTE INVEJÁVEIS e POR TAL ODIAVEIS todas as culpas e DEMÈRITOS ao mesmo tempor que GLAMURIZAVA os MISERÁVEIS como se a miséria LHES FOSSE MÉRITO.

    Com essa NOVA POLÍTICA o Estado ROMANO JUSTIFICOU-SE NO SAQUE CONTRA SUA PRÓPRIA POPULAÇÃO induzindo o ÓDIO contra os RICOS não simpáticos à EXCESSIVA COBRANÇA de IMPOSTOS perpetrada contra eles pelo Estado/governo.

    Não por acaso foram inventados pecados da AVAREZA e da GULA bem como a condenável GANÂNCIA por riquezas ou por "acumular tesouros na terra".

    Os pobres e miseráveis imediatamente sentiram-se GALANTEADOS pela NOVA IDEOLOGIA que na sua MORAL atribuia grande valor moral aos necessitados, COMO SE A NECESSIDADE LHES ATRIBUISSE MÉRITOS. Assim deu-se inicio ao POPULISMO na melhor interpretação de SUN TZU: semeando a discórdia dentre os setores/classes da sociedade a qual o Estado/governo pretendia DOMINAR e EXPLORAR.

    A política cristã é a origem do populismo e a causa do socialismo e do alegado "comunismo" impossível e injusto.
    Enquanto persistir essa MORAL PIEGAS do cristianismo a TIRANIA e a SAFADEZA tem futuro garantido.

  •   11/02/2016 13:43
    Avulta um viés nietzschiano aí, ou é impressão minha?
  • Rafael Dias  11/02/2016 15:02
    Maestria! parabéns!
  • Marcio  12/02/2016 11:08
    Parabéns pela postagem "O MESMO de SEMPRE", falou a verdade real da nossa condição
  • Matias  24/02/2016 23:23
    Impressionante a quantidade de bobagem condensada em um único comentário.
    Vá estudar, meu jovem.
  • Ibn Hassan-al  14/02/2016 14:54
    Filósofo Confuso

    Seu comentário é muito idealista.
    O Estado é um ambiente de luta pelo poder, geralmente muito distante das ações das pessoas.
    O que você quer dizer com correto? Igual ao seu?
    A correlação material de força é anterior as ideias esparsas na sociedade.
  • Pobre Paulista  10/02/2016 15:37
    A maioria das pessoas é medíocre, vivendo apenas para garantir estarem vivas no dia seguinte. Não têm e nem se dão um propósito às próprias vidas. Por isso é tão fácil o establishment se manter: Ninguém está nem aí em levar uma vida de semi-escravidão.

    O futuro é sombrio e sem esperanças para os amantes da liberdade.
  • André  10/02/2016 17:31
    "A maioria das pessoas é medíocre, vivendo apenas para garantir estarem vivas no dia seguinte. Não têm e nem se dão um propósito às próprias vidas. Por isso é tão fácil o establishment se manter: Ninguém está nem aí em levar uma vida de semi-escravidão.".

    Exatamente.
    A maioria é estatista.
  • Dissidente Brasileiro  11/02/2016 01:02
    A maioria das pessoas é medíocre, vivendo apenas para garantir estarem vivas no dia seguinte. Não têm e nem se dão um propósito às próprias vidas. Por isso é tão fácil o establishment se manter: Ninguém está nem aí em levar uma vida de semi-escravidão.

    E o povo bananeiro, ops brazilêro, é a suprema encarnação desse estilo de vida.

    Basta ver os foliões "divertindo-se" no carnaval como se não houvesse amanhã. Ou estou enganado?
  • Júlio Costa  10/02/2016 16:07
    O último parágrafo cai como uma luva para os que sentem odiozinho do PT.
  • anônimo  11/02/2016 03:56
    Como assim?
  • TuroKxwx  10/02/2016 17:09
    Esse texto serve muito bem para a grande maioria dos "revolucionários" que interpretam a liberdade com restrições...não existe meia liberdade, ou se tem liberdade ou não...e assim como dito no texto, a troca de establishment não representa a representa
  • Daniel Marchi  10/02/2016 17:12
    Excelente texto. É muito interessante ver o comportamento do estamento burocrático atualmente no Brasil. Todo esse estamento beneficiou-se incrivelmente com os governos petistas. No entanto, com a mera ameaça do regime ruir, praticamente todos se transformaram do dia para a noite em anti-petistas e críticos do intervencionismo. A burocracia é bastante ágil quando o assunto é a manutenção do seu poder de influência.
  • K.  10/02/2016 20:05
    Pude perceber que o artigo conjuga "algum" ponto em comum com a literatura marxista, especialmente e principalmente no 18 Brumário de Luis Bonaparte. Afinal, como um títere, o sobrinho de Napoleão apenas obedecia às manipulações de uma estrutura muito maior, mais "racional" do que o estúpido sobrinho célebre.
    Trouxe esta mera observação não provocar ou ironizar, mas, acima de tudo, constatar que o esfacelamento (ou quase-esfacelamento) de uma monarquia absolutista por intermédio de um repentino golpe de estado redundou tão-somente no agravamento da situação política francesa.
    Compreendo sim que os catalizadores deste golpe ou daquela revolução não são os mesmos, aliás podem até ser se se levar em conta o elemento geral da insatisfação; no entanto, perceber que duas correntes ideológicas distintas possam comunhar de um mesmo ponto, ainda que ínfimo, pode ser um pequeno espectro da verdadeira realidade político-econômico-social vivida por nós.
    Afinal, não seria pela contradição que encontraríamos a verdade? Ei-la.
  • Batista  11/02/2016 15:01
    No trecho do artigo:

    "Golpes políticos feito de cima para baixo são particularmente perigosos na atualidade. O establishment já está um tanto perdido por causa das inovações tecnológicas. A elite governante está gradualmente perdendo o controle das comunicações, da educação, do desenvolvimento industrial, do planejamento civil, do consumo e de quase todo o resto. Os modelos antigos se tornaram antiquados e desacreditados, e os novos os estão substituindo, organicamente, de maneira duradoura.

    Um novo autocrata, seja de esquerda ou de direita, pode colocar tudo isso em risco. Um movimento político impulsionado pelo ressentimento pode conferir poder a uma nova forma de controle oligárquico, resultando em uma calamidade que ninguém almejava — e que, tão logo tenha poder, ninguém poderá controlar.
    "

    Permita-me discordar. Não acredito que o governo esteja perdido, sem o controle da situação. Esses itens citados estão sob domínio, só não vê quem não quer.

    Recorto trecho do livro A Revolução do Niilismo, do autor Hermann Rauschning, em artigo do Olavo de Carvalho:

    ""O poder e os recursos do Estado moderno tornam as revoluções civis virtualmente impossíveis... Tudo o que é possível é [...] o golpe ou revolução mediante arranjo, desde cima, sob o patrocínio dos poderes constitucionais.

    "Para atingir os fins revolucionários sem colocar as massas em ação, golpes que sigam a tática de inocular nas leis o impulso revolucionário, de manipular a legalidade até que ela tenha passado de um estágio de revolução mascarada para emergir como uma nova legalidade, são empreendidos a pretexto de prevenir um período de anarquia, de manter o controle dos acontecimentos, de impedir que o país seja entregue à mercê de incalculáveis elementos 'demoníacos'. Depois que a legalidade revolucionária foi instituída sem sangue, o curso dos acontecimentos fica à mercê, precisamente, desses elementos incalculáveis e demoníacos. Este método desfere um golpe muito mais paralisante na justiça e no senso de justiça do que uma revolução aberta... A revolução-mediante-arranjo termina na exaustão geral. Pois em sua artificial combinação de forças ela inclui elementos irreconciliáveis... cada um pretendendo secretamente sobrepujar o outro na primeira oportunidade" ( The Revolution of Nihilism. Warning to the West , New York, Alliance Book, 1939, pp. 10-12.)
    ""
  • Emerson Luis  23/02/2016 10:28

    Por isso os conservadores "de boa estirpe" dizem que revoluções não funcionam, que mudanças devem ser implementadas de forma prudente e negociada, não de forma explosiva e coercitiva como querem muitos esquerdistas (e alguns direitistas). Liberalismo e conservadorismo, se bem compreendidos, são complementares.

    * * *
  • Max Stirner  30/11/2016 14:28
    O que podemos perceber ao longo desse artigo é que o tempo passa mas a história continua se repetindo... grupos estão constantemente brigando por poder. Os grupos usam diversas ideologias, palavras mágicas para controlar seu rebanho, o IMB não muito diferente se utiliza da palavra "liberdade". Outros grupos já usaram "democracia", outros ja usaram a "liberdade" também. Enfim... todos querem poder, querem controlar, querem derrubar o "establishment" para colocar os seus e formar um novo "establishment". É a briga constante pelo poder.
  • Brasileiro  30/11/2016 14:49
    O nível de investimentos ficará em queda livre até o Brasil parar no tempo?

    g1.globo.com/economia/noticia/2016/11/queda-forte-de-investimentos-segue-derrubando-pib-dizem-analistas.html

    É uma catástrofe. O índice NÃO PARA de cair. Isso depois de suscetivas quedas mensais.
  • Andre  30/11/2016 16:10
    Sim, vai continuar caindo, olha a situação desse chiqueiro comunista, você investiria?
    Essa queda nos investimentos só reforça minha suspeita que 2017 emplacaremos nosso terceiro ano seguido de recessão, mas o pior está reservado para 2019 e além, quando nossa dívida pública flertar com os 100% do PIB.
  • Leandro  30/11/2016 16:19
    A primeira vez que apontei para a intensificação deste fenômeno, mostrando que não havia expectativa de reversão, foi ainda no longínquo setembro de 2014.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1943

    Fui chamado de pessimista, panfleteiro e reacionário pelos governistas.

    Hoje, olhando em retrospecto, vejo que minha análise acima foi até otimista.
  • Brasileiro (por enquanto)  30/11/2016 17:15
    Eu li seu artigo em 2014, Leandro. Ele é horripilantemente atual e isso mostra que o Brasil está parado no tempo.

    Jurava que seria fácil para a taxa de investimentos subir depois de uma queda de 5,4%.

    Passaram dois anos e a situação só fica pior.

    Honestamente, o Brasil já não tem mais jeito. Só faço minha fezinha que meu Sul vai se cansar de Brasília e vai deixar os comunistas gaúchos lá mesmo para criarmos um país que preste. Eu sei que vai dar em '"Argentina", mas vale a pena tentar.
  • Henrique Zucatelli  30/11/2016 16:40
    Brasileiro, boa tarde.

    Infelizmente sim. E vai continuar caindo. É como uma bola de neve: investidores vem e vão em manada. Quando percebem que as coisas saíram do controle, correm para longe e direcionam seu dinheiro para outro lugar mais seguro.

    Como eu havia dito, nossa economia potencial está morta. E a existente está doente. Sem fundamento econômico esquece. Lembre-se da Grécia.
  • Fernando  30/11/2016 18:41
    Se "O establishment sabe resistir a arroubos revolucionários ou reacionários que possam causar tumulto" como a classe nobre de proprietários de terras da rússia czarista não pôde resistir?
  • Gontijo  30/11/2016 19:11
    Exato. E ele foi substituído pelo quê mesmo? Pois é, pelo comunismo. Eu acho que passo. Preferiria, e muito mais, o czarismo.

    Ou seja, quando um establishment foi finalmente derrubado (no ano de 1917), ele foi substituído por outro ainda pior. Aliás, o artigo fala exatamente sobre isso.
  • Bruno Feliciano  30/11/2016 20:26
    Hélio e todos os leitores e membros do IMB. Olha que ABSURDO ISSO!

    Se vocês passaram mau com o que o Leandro Karnal falou sobre empreendedorismo, melhor nem assistir esse vídeo aqui.

    Esse sujeito é metido a achar que refuta os liberais. O mais engraçado é que ele xinga de os ''neoliberais'', diz que os Liberais são os únicos que conseguem manter uma conversa de alto nível. Ele argumenta sempre contra ''neoliberais'',
    ''Esses neolibereloides insistem nessa ideia de laizzes-faire e livre mercado'' kkkkkkkk.

    Chega até ser engraçado, da uma olhada. Ele diz que quem reclama que o estado atrapalha, é um verdadeiro fracassado.


    https://www.youtube.com/watch?v=W3jvJkfXVnM



    Abraço e boas risadas.
  • Minarquinista  30/11/2016 20:58
    Boa Noite Austríacos,

    gostaria de deixar minha contribuição para um novo modelo de Estado que vocês poderiam fazer uma matéria e colocar em discussão.

    Conceito de Minarquinismo: Derivado da palavra minarquismo, caracterizado pelo Estado mínimo em função de poucas atividades econômicas como saúde, segurança, educação e justiça. Portanto, o minarquinismo é baseado essencialmente no conceito de
    minarquismo, mas os minarquinistas não aceitam o Estado cuidar de atividades econômicas que poderiam ser facilmente empregados na iniciativa privada com preços baixos em função da concorrência. Portanto, os minarquinistas alegam que o Estado deve exercer suas funções apenas no quesito segurança interna, que no caso seria a Polícia Militar, Civil e Federal, e a segurança externa, que no caso seria às Forças Armadas: Exército, Marinha e Aeronáutica.

    Nesse modelo de minarquinismo, algumas identidades do Estado Moderno seriam extintos como a Prefeitura e Governo Estadual. E a razão ideológica é porque não precisamos desse poder coercitivo para determinadas funções que os próprios cidadãos de algum bairro, cidade ou estado poderiam resolver.

    Mas por qual razão abolir a Prefeitura?

    Simples caro cidadão. A razão da existência da Prefeitura é gerenciar bairros de seu círculo territorial, para isso ele usa impostos ou melhor dizendo, uma ação coercitiva para se financiar em detrimento dos cidadãos que poderiam estar investindo em alguma atividade financeira ou econômica e assim melhorando a economia do país e agregando valor ao país. Uma dessas ações coercitivas(imposto) é conhecida pelo nome de IPTU, uma alíquota sobre o seu valor de imóvel ou tamanho do terreno dependendo de cada situação. Para exemplificar de um modo mais chamativo e alarmante, seria como se fosse o Estado coletar ano após ano, um pedaço do seu imóvel e assim financiar
    cargos comissionados, burocratas e com algumas ponderações para a atividade corrupta.

    Mas como se daria a gerência dos bairros e cidades?

    Novamente muito simples. Mesmo com toda a estrutura estatal atualmente gerenciando os bairros e cidades, existem associações de
    moradores de um bairro com objetivo de encontrar soluções para determinados problemas encontrados na localidade. O dinheiro do IPTU que iria alimentar bocas famintas da função estatal, seria agora usada em seu bairro com a sua autorização e transferência de recursos
    para essa associação de moradores que ficaria a cargo de um presidente que seria cobrado pelos moradores de seus determinados bairros. Essa transferência de recursos seriam para asfaltar ruas do bairro que essa associação atua, a coleta do lixo e outras atividades.

    Nesse modelo como você pode ver, o seu dinheiro não é tirado sobre o seu imóvel e sim com a sua liberdade e complacência com o dever comum de ajudar seu bairrro. Um outro motivo seria que a gerência ficaria muito mais observada pelos moradores do próprio bairro,
    eliminando qualquer coerção estatal, quando houver motivos de quaisquer problemas nos bairros, os presidentes das associações seriam cobrados pelos moradores e até poderiam destituir esse presidente alegando incompetência para gerir os recursos dados dos moradores para fazer reformas no seu bairro. Um motivo não de dever comum, mas econômico, seria o cidadão ser instruído pelos próprios vizinhos
    que contribuindo para a associação de asfaltar ou reformar seu bairro, estaria automaticamente valorizando seu imóvel e assim seu patrimônio aumentaria e você estaria mais rico.
    O Estado não tem o poder e a moral de se apropriar de seu imóvel quando você deixa de pagar e isso o minarquinismo é a solução para esse problema que muitos brasileiros atualmente detém. Enquanto esse imposto não for abolido, você será coercitivamente um eterno inquilino do governo.
    Um motivo pessoal seria que a gerência estatal é falha, mas também não concordo que o meu dinheiro fosse utilizado para fazer reformas onde meu imóvel não sofreria alterações de valorização, exemplo seria eu contribuindo morando em um bairro A, e a prefeitura fazendo reformas no bairro B.
    Veja que as ruas dos bairros não seriam privatizadas, mas associadas de acordo com os moradores de seus próprios bairros.

    Mas por qual razão abolir o Governo Estadual?

    Simples caro cidadão. A razão da existência do Governo Estadual é gerenciar os estados, usando impostos ou melhor dizendo, uma ação coercitiva para se financiar em detrimento dos cidadãos que poderiam estar investindo em alguma atividade financeira ou econômica e
    assim melhorando a economia do país e agregando valor ao país. Uma dessas ações coercitivas(imposto) é conhecida pelo nome de IPVA, uma alíquota sobre o valor de sua moto, carro, ônibus e caminhão(falta apenas taxar o velotrol, bicicleta e carrinho de bebê). Para exemplificar de um modo mais chamativo e alarmante, seria como se fosse o Estado coletar ano após ano, um pedaço do seu veículo automotivo e assim financiar cargos comissionados, burocratas e com algumas ponderações para a atividade corrupta.

    Mas como se daria a gerência dos Estados?

    Existem vários motivos que poderiam se encaixar no contexto da abolição do governo estadual. Um desses motivos seria justamente o abordado anteriormente que seria a abolição das prefeituras e a expansão das atividades das associações de moradores excluindo o poder estatal municipal e estadual. Com os bairros sendo gerenciados de uma forma mais direta com a participação dos moradores, o governo estadual seria obsoleto em suas funções e não teria mais motivos para atuar nessa aérea. Com o livre mercado atuando em determinados setores como educação, saúde, previdência e justiça(justiça privada é perfeitamente compatível com o livre mercado), o poder de gerência do governo municipal e estadual não seria mais adequado para a sociedade minarquinista, e assim sua extinção seria certa e estaríamos nos livrando de um poder estatal e ampliando ainda mais nossas liberdades individuais.
    A justiça privada seria uma gerência mais eficiente do que a pública, mas que seguiria as leis de acordo com a Constituição do mesmo jeito do que é atualmente. Todo processo atualmente você ou a outra parte paga, mesmo sendo justiça pública, portanto o que mudaria seria a gerência estatal para a privada e assim empreendedores poderiam abrir seu tribunal como qualquer atividade empresarial.
    O Estado não tem o poder e a moral de se apropriar de seu patrimônio(veículos) quando você deixa de pagar e isso o minarquinismo é a solução para esse problema que muitos brasileiros atualmente detém. Enquanto esse imposto não for abolido, você poderá ter seu carro tomado pelo governo.

    As estradas e autovias seria privatizadas e assim qualquer outra empresa poderia construir uma rodovia para eliminar o fluxo de veículos circulantes dessa estrada concorrente e assim a qualidade de nossas vias seriam motivo de inveja para o mundo pelo fator da concorrência. Essas empresas poderiam ser financiadas pelo pedágio, investidores na bolsa de valores, ou mesmo a construção e a gerência de uma estrada para a passagem de seus produtos ampliando rotas para seu destinatário final.
    Há várias formas de se argumentar que o governo estadual assim como o municipal poderiam ser extinto, mas aguardo mais informações, colaborações e conteúdos para ampliar essa imagem da sociedade minarquinista.

    O que sobraria?

    O governo federal.

    Como se daria a participação do governo federal na sociedade minarquinista?

    Sob a minha concepção de estado no minarquinismo, o imposto de renda seria entre 1% a 3%. Sim. Sob o arranjo de apenas o governo federal cuidando de somente segurança interna e externa é perfeitamente compatível com esta carga tributária. Haveria algumas funções essenciais, mas que não resultaria em grande soma de gastos correntes, atividades como receita federal para a coletação dos impostos e um cartório para o registro das atividades empresariais, validação de casamentos e etc.
    Um imposto de 3% não é grande o suficiente para impactar o ganho real dos salários de trabalhadores e das empresas. Os trabalhadores e empresas teriam a sua disposição 97% de suas rendas disponíveis para gastar no que quiser.
    Existiria apenas 2 impostos, de renda e de consumo. A taxa desses impostos seria de 1% a 3%, portanto a carga tributária seria essa porcentagem.
    Um imposto de 1% a 3% uma porcentagem do PIB suficiente para sustentar às Forças Armadas, polícias, receita federal e cartórios. Não há necessidade de outro valor, esse valor é estritamente compatível com o cenário de funcionalidade do governo federal cuidando de segurança interna e externa, receita federal e cartório.

    Minarquinismo na minha concepção de Estado -
    Governo Federal
    Forças Armadas
    Polícia Militar
    Polícia Civil
    Polícia Federal
    Receita Federal
    Cartório
    No caso de órgãos militares competentes da prefeitura e do governo estadual, não sofreriam mais intervenções das prefeituras e dos governadores estaduais já que seriam extintos, mas obedeceriam ordens do governo federal. As estruturas das organizaççoes militares estaduais seriam divididos pelos Estados, mas cumpririam ordens do governo federal com quem irá financiá-lo diretamente sem
    intermediários. A mesma aplicabilidade seria exercida nas organizações militares municipais, receita federal e nos cartórios dos
    municípios.

    O imposto de renda e consumo em 1% a 3% ficaria mais fácil o cálculo da carga tributária. Portanto, o PIB seria formado apenas pelos
    97%(98% ou 99%). A porcentagem restante seria retirada do cálculo do PIB, porque seria apenas a função governamental que não gera
    riqueza e prosperidade para ninguém.

    Imagine um PIB de US$1,7 trilhões.
    Carga tributária de 3% = US$51 bilhões.
    O governo teria um orçamento de 51 bilhões.
    Colocarei valores apenas para exemplificar:
    Forças Armadas: US$30 bilhões
    Policias: US$15 bilhões
    Receita federal: US$3 bilhões
    Cartórios: US$3 bilhões
    Total: US$51 bilhões

    Nesse arranjo, várias empresas tanto internacionais quanto nacionais, teriam mais capital para investir em mais produção e gerar riqueza. Teremos a menor carga tributária do mundo e o menor Estado do mundo, todas as empresas poderiam abrir capital na nossa bolsa, todas as empresas poderiam investir aqui sem nenhum custo, todas as empresas poderiam importar para o Brasil sem nenhum custo. Percebe-se que nesse cenário, o PIB cresceria talvez em 2 digitos anualmente.
    Assim os orçamentos das policiais, Forças Armadas e minoritariamente da receita federal e cartório cresceria junto com o PIB.

    Reflexão:

    Eu posso dizer que em termos militaristas, somos os maiores defensores do militarismo, em termos liberais, posso dizer que os minarquinistas são os mais liberais do mundo(com exceção dos anarcocapitalistas) e na condição do Estado mínimo, posso dizer que o minarquinismo é o menor Estado do mundo.

    Abraço
  • Bruno Feliciano  30/11/2016 22:03
    Oras, porque não secessão?

    Presidente de São Paulo seria o Alckmin..

    Deixe que os estados virarem países ou pelo menos, deixe o governo federal somente para a receita, justiça penal, segurança nacional em geral e só.

    De resto os estados(quase países) legislariam. Ou até mesmo, cidades seriam que nem Monaco. Teria um dono, a cidade seria um empreendimento. As cidade competiriam entre si, aquela que tiver melhor qualidade de vida atrairia mais moradores.
    Quase um ANCAP.

    Eu acho que o estado minimo tem que somente cuidar da segurança nacional(a segurança privada pode ser livre), a justiça penal(agir coercitivamente contra aqueles que atacam a propriedade privada alheia, obrigando-os a indenizar e trabalhar forçadamente pra pagar). Nada alem de um laizzes-faire.
  • Miniarquista ancapizado  30/11/2016 22:42
    Interessante meu caro.

    Se me permite complementar, eu iria ainda mais longe.
    Neste seu cenário, onde ter-se-ia apenas o governo federal com estas quatro instâncias é possível ser ainda mais ousado.

    Dado que impostos e taxas são uma agressão também se poderia zerar totalmente os impostos.

    E como se financiaria as forças armadas e polícia?

    Bem meu caro, neste caso se poderia financiar via aumento da base monetária. Ou seja, não se cobra imposto de ninguém (eliminando assim a necessidade de Receita Federal) e o aumento da base monetária (podendo se manter neste mesmo 1 a 3% do PIB) seria feito via Forças Armadas e Polícia.

    Imagine, meu caro, TODA empresa do mundo poder vir atuar em nosso país sem ter que se preocupar em ter um funcionário sequer preocupado com tributação, regulamentações e etc. Impostos e taxas custam muito mais do que o simples valor monetário que elas retiram, elas custam recursos escassos para empresas e pessoas, custam tempo de praticamente TODOS os cidadãos do país, custam pessoas que poderiam estar agregando valor à sociedade se especializando em algo imoral por natureza (e retirando valor da sociedade).

    Ou seja, o "estado" teria preocupação única e exclusivamente com o serviços que lhe foram exigidos.

    Mas e como se controlaria o aumento da base monetária

    Já criamos uma tecnologia que permite um aumento pré-definido de base monetária que é IMPOSSÍVEL de ser alterado.
    Se chama bitcoin, ou melhor, é a tecnologia que dá suporte ao mesmo, o blockchain.

    Para a sociedade ter certeza que o leviatã seja TOTALMENTE impossibilitado de crescer além do pré-definido se deixaria programado o aumento da base monetária para as "endereços virtuais" das Forças Armadas e Polícia no protocolo. Em suma, toda a moeda nacional seria transformada em moeda digital e com um protocolo aberto e transparente.

    Mas e o "imposto inflacionário"?

    Sim, é verdade que ao se realizar aumento da base monetária colocando o dinheiro na mãos dos funcionários públicos se está realizando uma realocação de recursos escassos do resto da sociedade para os mãos destes primeiros "receptores" do novo dinheiro produzido.

    No entanto, a única forma de tornar ético este arranjo é: TORNANDO LIVRE E IRRESTRITA a comercialização e troca de outras moedas em território nacional.

    Ou seja, um determinado indivíduo que não concordasse e não aceitasse financiar este "estado mínimo" simplesmente não usaria a moeda nacional. Ele pouparia e comercializaria em outras moedas.

    Agora se um indivíduo considerasse importante o serviço prestado pelo "estado mínimo", ele usaria a moeda emitida por este estado, desta forma o financiando via "imposto inflacionário" por assim dizer.

    Que achaste desta situação meu caro?
    Será que este arranjo fica mais eficiente?

    Abraço,
  • Pobre Paulista  30/11/2016 22:45
    Você quer roubar de 1% a 3% de tudo o que eu consumo? E ainda me obrigar a usar o seu exército se e/ou quando precisar?

    Não, obrigado, não é muito diferente do que temos hoje. Mudam as taxas roubadas e os serviços que você pretende enfiar goela abaixo em mim, mas não muda a ideia de que não tem nada errado com isso.
  • Minarquinista  30/11/2016 23:34
    "Oras, porque não secessão? "

    Sair de um controle federal para se inserir em outro, faz sentido para você isso?

    "Você quer roubar de 1% a 3% de tudo o que eu consumo? E ainda me obrigar a usar o seu exército se e/ou quando precisar?"

    Estou dando uma alternativa mais plausível e muitas pessoas poderiam aderir a essa concepção de Estado do que simplesmente abolir o governo federal. Com esse pensamento de abolir o governo federal não iremos longe, pelo contrário, o Estado estará ainda mais forte.
    Abolir as prefeituras e governos estaduais seriam mais receptivos no imaginário popular.

    Quanto ao roubo de 1% a 3%, o que prefere um roubo de 35% da renda ou simplesmente 3%?
    Realmente esse pensamento teu não iremos chegar a lugar algum.

    Com o Brasil crescendo, podemos ir reduzindo a 1% do PIB.
  • Vladimir  01/12/2016 12:31
    Em vista dos comentários sobre estado máximo ou mínimo ou nenhum:
    O que precisamos é que TODOS queiram resolver problemas, gerenciar, criar, inovar, e não deixar que poucos carreguem nas costas os problemas como acontece em todos os lugares e épocas em que a maioria se aproveita das inovações, genialidade e desenvolvimento sem dar nada em troca, sugam como se fossem sanguessugas e depois posam de senhores, donos do mundo, não adianta propor projetos em que a minoria por preguiça, indolente, invejosa etc. Não participam deixado o ônus da responsabilidade na mãos de poucos, depois que esses poucos abusam do poder, reclamam querendo liberdade.
  • Minarquinista  01/12/2016 14:29
    Encontrar uma saída para a abolição dos governos estaduais e municipais tiraria grande peso do Estado nas nossas costas. Essa de secessão na minha opinião é furada porque sairíamos de um governo central para se inserir em outro. A secessão só vale a pena se todos os que votaram em um determinado lugar tivessem a ideologia que os leitores deste site e aí valia a pena defender a separação.

    Um país com 1060 Deputados Estaduais, 57.931 Vereadores, 27 Governadores e 5570 Prefeitos é realmente um grande Estado. Por isso o minarquinismo é a solução que eu encontrei para justamente acabar com estes 1060 Deputados Estaduais, 57.931 Vereadores, 27 Governadores e 5570 Prefeitos. Se vocês acham que o ideal não é acabar com estes cargos e simplesmente abolir o governo federal, me desculpem vocês estão errados.

    Um peso de um governo federal é de "apenas" 513 Deputados Federais e 81 Senadores.


  • Andre  01/12/2016 15:06
    Governo federal fica com 70% da arrecadação, legislações federais se sobrepõem às estaduais e municipais e é quem tem nas mãos a política econômica que causa nossa atual agonia.
    Podem ser menos numerosos, mas com certeza são muito mais danosos.
  • Minarquinista  02/12/2016 01:22
    Andre,
    olha meu comentário anterior e veja como seria o governo federal no modelo minarquinista.
  • Andre  02/12/2016 12:45
    Já conheço essa história, igual quando você fez com sua primeira namoradinha lá pelos 15 anos quando disse que iria enfiar só a cabecinha né?
  • Minarquinista  02/12/2016 13:28
    "Já conheço essa história, igual quando você fez com sua primeira namoradinha lá pelos 15 anos quando disse que iria enfiar só a cabecinha né?"

    Olha o argumento dele pessoal.
    Parabéns por mostrar o nível intelectual com quem estou conversando.
  • Andre  02/12/2016 16:28
    O instituto Mises requentou o artigo de hoje "A existência do estado é, acima de tudo, uma contradição jurídica" para te refutar Minarquista, então tomei a liberdade de tripudiar de quem, como disse o colega Vinicius, acredita que falo tem ombro.
  • Minarquinista  03/12/2016 17:10
    Andre,

    "O instituto Mises requentou o artigo de hoje "A existência do estado é, acima de tudo, uma contradição jurídica" para te refutar Minarquista, então tomei a liberdade de tripudiar de quem, como disse o colega Vinicius, acredita que falo tem ombro."

    A existência do Estado é, acima de tudo, uma contradição jurídica - Perfeito. Mas então por que vocês preferem abolir o governo federal ao invés da esfera municipal e estadual?
    Refutar minarquista - Não sou minarquista, sou MINARQUINISTA

    Agora faz todo sentido, você preferem sustentar 1060 Deputados Estaduais, 57.931 Vereadores, 27 Governadores e 5570 Prefeitos do que 216 políticos a nível nacional como eu propus na sociedade minarquinista

    Parabéns pela hipocrisia.

    ABRAÇO
  • Vinicius  02/12/2016 15:41
    Thug life pra você Andre, os EUA nasceram como estado mínimo dos sonhos do minarquista aí e olha no que deu, enquanto houver uma entidade com o mínimo de poder imoral que seja para comandar qualquer coisa, seu único objetivo será aumentar seu poder com mais imoralidade ainda.
    Também não acredito que falo tenha ombro, aliás está empírico.
  • Robson  01/12/2016 18:49
    Muito bom artigo. Entretanto, só vejo errôneo a citação de Savonarola.
    Quem conhece um pouco mais de Savonarola sabe que ele citado entre os pré-reformadores cujas ideias , ao se confrontar a autoridade do Papa, começariam a abalar a hegemonia da igreja católica medieval, fato esse que culminaria na Reforma Protestante no século XVI.
    Não podemos isolar o homem de seu contexto histórico. O que Savonarola fez foi algo libertador, porém era uma época de absolutismos. Obviamente, qualquer ação libertadora do julgo da Igreja Medieval que se implementada a época seguiria com o viés inevitavelmente absolutista. Não existia sequer noção de liberalismo político.
    Ainda assim, como consta na própria citação deste artigo, a época de Savonarola mas parece uma protodemocracia do que uma protoditadura, pois é citado que os próprios donos entregavam os bens materiais para serem queimados na fogueira e não um confisco sem controle implementado por um regime.
    Percebe-se aí uma certa legitimidade popular, porém lembrando que era em pleno século XV.
    Portanto, é historicamente injusto comparar Savonarola com Hitler, Fidel ou qualquer outro ditador moderno quando o liberalismo político já é conhecido.
    Aliás o século XX é único em termos de ditadura absolutista.
  • Constatação  03/12/2016 12:20
    Em conversas do dia-a-dia, quando o assunto é economia e política, o que mais ouço é"precisamos de um governo assim ou assado", ou "o governo deve fazer isso ou aquilo, que aí funciona". E isso partindo de gente supostamente esclarecida.

    Aqui na cidade, houve recadastramento biométrico eleitoral, e não o fiz. Por isso, fiquei impedido de votar, mas vendo o nível dos debates na TV, (nem vou entrar no restante), concluí o óbvio: não perdi coisa alguma. Mesmo assim, houve quem me criticasse com acidez por eu ter me "recusado a cumprir meu dever de cidadão". Eu não sabia se ria ou chorava, porque ouvi isso de familiares.

    A esmagadora maioria das pessoas, imclusive as que criticam as idéias de esquerda dizendo que elas são responsáveis pela atual situação do país (correto) nada deseja além de apeá-la do poder e substituí-la por algum tipo de "governo forte". Não há uma sequer, na minha convivência, que considere o estado desnecessário. No máximo, que ele deva ser reduzido. Então, até que se mude a cabeça do dito brasileiro médio e que ele aprenda a conviver com a idéia de libetdade, muito tempo ainda deve passar.
  • Edgar S. Gonçalves  10/12/2016 07:30
    Concordo.


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