Quanto mais governo, menos autoestima, menos bons modos
Quanto mais o governo está envolvido na vida das pessoas, piores elas se tornam

Eu realmente não gosto de reclamar do governo. Acho perda de tempo fazê-lo.  E também considero uma estratégia ruim. Estou convencido de que é muito mais proveitoso ignorar toda a bagunça e imoralidade e se concentrar em coisas melhores e mais produtivas.

No entanto, e infelizmente, grande parte da humanidade ainda se encontra emocionalmente acorrentada ao governo, e — a menos que você trabalhe para o governo e tenha um alto salário, ou seja um grande empresário que obtenha subsídios e privilégios protecionistas do governo (em ambos os casos, você se deu bem) — creio ser válido demonstrar o quão danoso é esse relacionamento com o estado.

Sendo assim, falarei sobre algo que não recordo ter visto em nenhum outro lugar. Começarei pelo "o quê" e avançarei para o "por quê".

Observações

Ao longo de muitos anos, observei um certo fenômeno e de variadas formas distintas.   Eis o fenômeno:

Quanto mais o governo está envolvido na vida das pessoas, piores essas pessoas se tornam.

O exemplo mais premente certamente é o da 'classe' (ou, talvez, deveria dizer 'classes') dependente do assistencialismo estatal — pessoas cujas vidas dependem quase que inteiramente do dinheiro repassado pelo governo. Em praticamente todas as cidades, os piores bairros são aqueles que têm a maior porcentagem de pessoas dependentes do governo. Sim, alguns ideólogos linha-dura certamente irão protestar dizendo que primeiro veio a pobreza e depois, só depois, veio a ajuda do governo.  Só que isso nem sempre é verdade, de modo que tal afirmação serve apenas para ofuscar uma verdade muito mais importante: tornar adultos dependentes do governo é algo que, inevitavelmente, degrada a moral, a ética e a autoestima dessas pessoas.

Já que estou falando de minhas observações, acrescento que, sim, já estive em contato próximo com muitos guetos e com pessoas permanentemente dependentes do governo durante a minha vida. E já tive amigos que fugiram de atrozes projetos habitacionais implantados pelo governo. Portanto, não estou apenas repetindo e reciclando as opiniões de terceiros.

Viver de repasses do governo não é apenas degradante; quem tenta escapar desse ciclo vicioso é duramente punido. Se você é dependente do assistencialismo e então começa a trabalhar um pouco, seus repasses poderão ser cortados drasticamente. Sendo assim, a não ser que você tenha um emprego realmente bom à vista (e quantas pessoas realmente tem?), esqueça a possibilidade de abandonar o sistema.

Esse tipo de vida receosa destrói a dignidade, a autoestima, a capacidade de ter opinião própria, os bons modos e muito mais. Se você quisesse arruinar um grupo de pessoas, você as tornaria dependentes do assistencialismo, com aumentos contínuos, porém módicos, no valor das bolsas e os as aglomeraria em locais de alta densidade — exatamente o que foi feito em minha cidade na década de 1960, por supostos benfeitores progressistas que amavam os pobres.

Mas não é somente com os pobres que isso ocorre.  Há pessoas de classe média que estão agora vivendo de assistencialismo ou encostadas no seguro-desemprego. Estas também estão sendo degradadas.  E isso ocorre em todos os continentes.

Poucos anos atrás, vivi em uma grande cidade europeia, e era traumatizante ver quantas pessoas totalmente capacitadas não queriam nem saber de trabalhar, pois já usufruíam benefícios assistencialistas suficientes para sobreviver. No bairro em que morei, a maioria dos comerciantes era formada de imigrantes, já que as antigas famílias de comerciantes nativos haviam fechado suas lojas há um bom tempo.

E viver do assistencialismo realmente degradou os bons modos. Você dificilmente acreditaria na quantidade de fezes caninas que emporcalhavam as calçadas. Era difícil caminhar sem ter seu sapato premiado. As pessoas simplesmente não se importavam em recolhê-las. Adicionalmente, assaltos e roubos de bicicletas eram coisas endêmicas.  E tudo isso em um "bairro decente", em uma cidade "de primeiro mundo".

Causas

Viver do assistencialismo estatal abole o senso de cooperação em nossas vidas. Em qualquer tipo de empreendimento, temos de interagir e cooperar com dezenas de pessoas. Temos de obter informações, adquirir suprimentos delas, fornecer bens a elas, trabalhar e produzir para satisfazê-las etc.  Elas têm de confiar em nós, e nós temos de confiar nelas. A confiança tem de ser mútua. Tudo isso ajuda a fortalecer os bons modos, a responsabilidade própria, a pontualidade, a integridade e a dignidade. Também ajuda a melhorar as habilidades importantes, como a comunicação e até mesmo a dicção.

Já as pessoas que se refugiam no assistencialismo ficam de fora dessa integração.  Ao contrário, ficam assistindo a reality shows na televisão.

Outro fator relevante é que as pessoas dependentes do governo não fazem escolhas; as suas vidas são ditadas pelo governo. Esse não é um comportamento natural do ser humano. Seres humanos não foram desenhados para funcionar desta maneira. Seres humanos têm de saber escolher e, principalmente, saber arcar com as consequências de suas escolhas. Daí vem o sentido de responsabilidade própria. Ser dependente do estado elimina essa possibilidade. Você vira um autômato. Sua vida perde o sentido. E os humanos simplesmente não podem prosperar dessa forma.

Fomos criados para realizar e prosperar. Ter as coisas perpetuamente dadas a nós, sem que tenhamos de nos esforçar para obtê-las, é algo que nos degrada, e muito. Quando vivemos uma vida de dependência, jamais aprendemos a superar as nossas limitações, a sermos melhores. Com efeito, nas culturas que prezam a dependência, tentativas de auto-aperfeiçoamento são vistas com rancor, causam inveja e são punidas — e, muitas vezes, de forma violenta.

O próprio envolvimento do governo na "educação" é degradante. Esse é um de meus principais argumentos contra as escolas: as crianças são forçadas a relacionamentos inescapáveis. E isso degrada as crianças. Pergunte aos pais que optaram pelo regime de homeschooling; eles dirão que a maioria dos maus hábitos que seus filhos adotaram são consequência do período que permaneceram em contato com outras crianças em escolas públicas. Um arranjo de integração forçada é simplesmente um péssimo plano para quem deseja saúde e o progresso humano.

No final

Minha conclusão ao longo desses vários anos de observação é que, quanto mais o governo se envolve na vida das pessoas, pior é a conduta que elas adotam e passam a demonstrar abertamente.  A situação é continuamente degradante.  As pessoas perdem a ambição, perdem a vontade própria, perdem o desejo de se aprimorarem e perdem os bons modos. (E sei que não estou sozinho nesta opinião).

Existem exceções? Claro, e provavelmente há milhares. Que bom. Mas, no final, a seguinte afirmação continua sendo verdadeira:

O assistencialismo do governo é uma maldição para aqueles que dele dependem. O assistencialismo degrada as pessoas e as tornam piores, e não melhores.

___________________________

Leia também:

O ciclo da dependência pode ser quebrado

A maneira como ajudamos as pessoas não ajuda as pessoas


8 votos

SOBRE O AUTOR

Paul Rosenberg
é o presidente da Cryptohippie USA, uma empresa pioneira em fornecer tecnologias que protegem a privacidade na internet.  Ele é o editor FreemansPerspective.com, um site dedicado à liberdade econômica, à independência pessoal e à privacidade individual.



A meu ver, essa "desregulamentação" estatal sobre a terceirização não passa de uma intervenção, de feição "liberal", que não implicará nos efeitos desejados e previstos.

Basicamente, pelo que eu entendi, a intenção do governo é gerar mais empregos que de fato paguem salários realmente vinculados à riqueza produzida pelo empregado. Com isso, busca se mover a economia, através de poupanças, maior capital do empregador para investimento e consumo real dos empregados. Desse modo, o Estado pode arrecadar mais, pois, na análise de Smith que é complementanda pelo autor do artigo, a especialização (terceirização) gera riqueza e prosperidade. Fugindo, portanto, do ideal keynesiano de que quanto maior o consumo de quem produz maior o progresso, negligenciando a possível artificialidade dessa troca.

Minha objeção consiste em afirmar que a regulamentação do modo que foi feita não é benéfica para o Estado, logo, como tudo no Brasil, querendo ou não, está ligado à esse ente, não torna se benéfica ao indivíduo.

Primeiro, pelo fato de que, as empresas que contratam outras empresas terceirizadas podem ter um elo empregatício direito com os empregados dessa última. Nessa perspectiva, caso uma terceirizada, receba os repasses do contratante, porém não esteja pagando os benéfícios/ salários dos seus empregados em dia, sob alegações diversas, iniciará se um processo judicial entre a empresa contratada e o contrante para solucionar esse caso, haja vista que é do interesse do terceirizado receber o que lhe é devido. Consequentemente, o tempo depreendido, os custos humanos e financeiros são extremamente onerosos para a empresa contratante, de modo que, sua produtividade e poder de concorrencia no mercado é reduzida. Ou seja, a continuidade do desrespeito aos contratos firmados e a morosidade da Justiça, práticas comuns no país, muitas vezes, anulam a ação estatal que visa gerar mais empregos e melhorar a produtividade das empresas. O que afeta principalmente os empreeendedores com um capital menor e que operam em mercados menos regulados. Logo, busca se intervir para corrigir um problema, sendo que o corolário dessa nova intervenção é exaurido por uma ação feita anteriormente

Outro ponto pouco abordado por vocês é que as terceirizações beneficiam também os empresários oriundos de reservas de mercado. Logo, uma ação estatal que, a posteriori privilegia os amigos dos políticos, não pode implicar nas consequências previstas a priori. Isso porque, a possibilidade contratação de terceirizados a partir de salários menores do que de fato seriam em um contexto natural/equilibrado torna se muito mais viável para os corporativistias, pelo simples fato de que seus acordos com agências e orgãos públicos influenciam também nas decisões judiciárias que envolvem a sua empresa e a empresa terceirizada. Desse modo, o megaempresário contrata a empresa terceirizada e estabelece um acordo onde há um repasse menor da grande empresa para a terceirizada e, na sequência, apenas uma parte muito pequena, não correspondente ao valor gerado, desse repasse para a empresa terceirizada é convertida em salários para os terceirizados, onde a empresa terceirizada acaba lucrando mais, ao ter menos gastos. Portanto, um terceirizado que trabalha para uma empresas monopolística (no sentido austríaco) possui maiores chances de ser ludibriado e não lhe resta muitas opções de mudança de nicho, haja vista que infelizmente inúmeros setores do mercado brasileiro sofrem regulação e intervenção constante do governo.

No mais, ótimo artigo.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Alexandre Celú   14/01/2016 14:05
    Só o livre mercado dá ao cidadão a liberdade de fazer escolhas e o liberta do estado. Quanto mais burocratizada a economia menos escolhas ele pode fazer, maior a dificuldade de mudar de profissão, de emprego ou de passar a empreender em outro ramo da economia.

    BUROCRACIA= A INIMIGA NÚMERO UM DA LIBERDADE
  • cristian william  16/01/2016 22:12
    Concordo. Plenamente.
  • Werber Vieira  14/01/2016 14:20
    Seres humanos têm livre-arbítrio, conforme diz o dicionário: possibilidade de decidir, escolher em função da própria vontade, isenta de qualquer condicionamento, motivo ou causa determinante.
  • Felipe Navarro  14/01/2016 14:20
    Como seria possível qualquer tipo de democracia funcionar quando os índices de QI das populações estão baixando com a diversidade? Tá aí um assunto que ninguém tem coragem de falar. Tabu
  • cmr  14/01/2016 15:00
    E quem foi que te disse que a democracia funciona ?.

    www.mises.org.br/Subject.aspx?id=11
  • anônimo  14/01/2016 15:13
    E você tem algum dado que prova que os índices de QI estão baixando em relação a outras épocas e sociedade? E tem alguma prova que é a mistura racial que está provocando isso?
  • Tannhauser  14/01/2016 17:44
    Aguardando o Felipe Navarro divulgar os artigos sobre o assunto.
  • anonimol  14/01/2016 22:25
    Aguardando o Felipe Navarro divulgar os artigos sobre o assunto.'
    Google: end of Flynn effect
  • Tannhauser  15/01/2016 12:45
    Tá difícil encontrar os estudos, não é mesmo?


    O Efeito Flynn representou um aumento no QI comparando-se os testes de pessoas que viveram nos anos 50 com testes de pessoas contemporâneas. Isso ocorreu por diversos fatores, como melhoria na nutrição e mais acesso a informação, etc.

    Agora, extrapolar que o fim do aumento de QI é na verdade uma queda no QI e ainda culpar a "diversidade" fica meio complicado.


    Ainda aguardando o link com os estudos que apontam a queda no QI devido à "diversidade".
  • anonimo  27/01/2016 08:39
    www.dailymail.co.uk/sciencetech/article-2730791/Are-STUPID-Britons-people-IQ-decline.html

    Quanto à diversidade, favor ver os vídeos do Molineux.
  • Dom Pedro XVI  14/01/2016 15:13
    É exatamente assim que a democracia funciona... Democracia é um artifício para que políticos possam submeter a elite econômica e intelectual a seus próprios interesses, utilizando para isso os votos baratos da massa semi-analfabeta. Como disse Nelson Rodrigues, a única coisa que a democracia fez foi mostrar aos idiotas que eles são numericamente superiores...
  • Stefan  14/01/2016 15:17
    O Stefan já falou sobre as diferenças entre as raças e (apenas um pouco) sobre miscigenação.






  • Luis  14/01/2016 20:08
    assstam ao filme "Idiocracia"
  • Taxidermista  14/01/2016 15:32
    Meu caro,

    vide:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1571

    (tem um tópico intitulado "mediocridade e padrões mais baixos")


    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1287
  • Taxidermista  14/01/2016 15:44
    Observação: meu comentário foi para o Felipe, q disse "q ninguém fala sobre isso". Tem artigos aqui no site que tocam no ponto (embora não especificamente quanto à redução de QI).
  • opinador  14/01/2016 16:25
    O problema é a democracia em si.

    O que eu conheço de branco burro não está escrito.

    As vezes o cara vai, estuda em uma ótima escola, faz uma ótima faculdade e depois presta um concurso publico...rs

    Lembre-se que o Brasil é um país de renda média.

    E não tem revelancia nenhuma em inovação e tecnologia.

    Não associo isso a miscegenação, mas a cultura mesmo.

    Isso não tem nada haver, pegue Cingapura e veja como é lá.

    É um caldeirão de etnias...

    Na verdade o que pega é o fator cultural mesmo.

    E a liberdade economica.
  • Bruno  15/01/2016 00:32
    Não, Cingapura foi colonizada por britânicos que pregavam o liberalismo, já a Índia n teve a mesma sorte, pegou uma safra de britânicos socialistas. Stefan Molyneux vai direto ao ponto ao constatar que é só ver que os lugares q deram certo são aqueles com uma maioria de descendentes de europeus ou orientais (cultura de trabalho duro resultado de ambientes desafiadores para agricultura).

    Até nos EUA isso eh contatado, onde cidades de maioria negra ou hispânica possuem os piores índices de desenvolvimento.

    O que não descarta exceções como Chile, por exemplo. Note que no Brasil, os lugares apatentemente mais equilibrados e sãos estam no Sul.
  • anônimo  15/01/2016 09:08
    "os lugares q deram certo são aqueles com uma maioria de descendentes de europeus ou orientais "

    Isso é verdade, e ao invés de louvar os méritos da cultura asiática e européia, a esquerda passou a culpa esses povos pelo sucesso.

    Baste ver a diferença, a cultura africana e indigena sempre foi associada a danças e festas, enquanto a cultura asiatica sempre foi associado ao trabalho disciplinado e a cultura européia ao empreendedorismo. E ainda tem gente que não entende a desigualdade econômica.
  • opinador  15/01/2016 12:53
    Cingapura era uma colonia de exploração.

    Era uma favela a ceu aberto.

    O que fez com que Cingapura se tornasse rica não foi a questão racial, cultural,etc.

    Foi a liberdade ecomomica.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2059


    https://pt.wikipedia.org/wiki/Singapura

    Dados demográficos de Cingapura:

    "Vários grupos linguísticos chineses formam 74,2% dos moradores de Singapura, malaios são 13,4%, 9,2% são indianos, enquanto euroasiáticos, árabes e outros grupos formam 3,2% da população."




  • anônimo  16/01/2016 13:54
    E um ditador que implantou a liberdade econômica à força, com fortes restrições à liberdade de expressão. Leia a biografia do grande líder de Cingapura. Se o liberalismo econômico não for imposto de cima para baixo, por um governo autoritário e que controle aspectos culturais do país, ele não dá certo. A exceção, que atualmente está afundando, são os EUA, que foram fundados sob uma base completamente diferente dos outros países. Lá havia em muitas pessoas um sentimento forte de solidariedade, respeito mútuo, uma capacidade de inovar e de trabalhar fantásticas, além de um apreço pela liberdade que nenhum povo nos últimos 200 anos jamais teve.
    Se o sistema econômico tiver que ser escolhido pelas pessoas, uma parte considerável delas, via de regra, vai querer o pão e o circo. Isto já é suficiente para legisladores demagógicos botarem para ferrar com o sujeito que trabalha e empreende.
  • opinador  15/01/2016 12:59
    A questão africana é uma questão de falta de liberdade economica mesmo.

    A questão indigena é uma questão de necessidade. SE vc morasse em um lugar com abundancia de água, comida e recursos a necessidade de trabalho é bem menor.

    Posso aplicar a áfrica neste caso tb.

    Pegue os povos europeus e veja as dificuldades que passaram.

    Tiveram que aprender a cultivar, estocar alimentos, criar animais, inventar roupas para escapar do frio extremo.

    Agora compare os indios brasileiros com os astecas.

    Os astecas viviam em um ambiente bem mais escasso. O seu desenvolvimento foi muito maior.

    Agora outra questão que refuta a falacia racial.

    Coreia do Norte e Coreia do sul.

    Existem pessoas da mesma familia que vivem nesse dois paises.

    Um pais é rico e outro miserável.

    Cara eu sigo a ciencia e não achismos como marxistas e esquerdistas...rs

  • bruno  15/01/2016 13:33
    A questão é que não dá pra se apoiar em exceções como Cingapura ou Chile. É o mesmo que louvar aquela escola pública do Maranhão com as maiores notas de 2º grau como "modelo". Não é um modelo, e sim um "acidente".

    Seja na África ou em países hispânicos,de fato, há minorias que abraçaram a liberdade. Porém, uma maioria não. Idem para os países islâmicos.

    Lembro que escutei em algum lugar, acho que foi o Stefan Molyneux que relatou. Foi o caso de negros nascidos na Alemanha, filhos de combatentes da II Guerra. Eles foram assimilados pela cultura alemã e se deram muito melhor que os negros dos EUA (contidos em guetos e apenas influenciados pela cultura negra). Note, na Alemanha eles eram minoria e por isso assimilaram a cultura da liberdade e do trabalho duro.

    Não é falácia, é tomar exceções como regra. É inegável, por exemplo que países hoje "independentes" tem seus habitantes em pior situação do que quando eram colonizados por europeus. A África do Sul é o melhor exemplo que consigo pensar, vá hoje para lá e constate o nível de decadência do lugar.

    A questão não é a raça, é a dificuldade de sobrevivência que motiva à formação de uma cultura empreendedora. Melhor aprender isso com os mestres disso do que esperar por uma era glacial - ou algo do tipo - aqui em banânia.
  • anônimo  15/01/2016 13:35
    "Cara eu sigo a ciencia e não achismos como marxistas e esquerdistas...rs"

    Quem está dando uma de achismo é você.

    A cultura influência as instituições que por consequência influenciarão a liberdade econômica.

    Quem acha que fatores culturais e étnicos não explicam o desenvolvimento de um povo no mínimo está se enganando, pois a realidade mostra o contrário.
  • cmr  15/01/2016 13:56
    Se você é um rei com poderes absolutos, e o seu reino está precisando urgente de importar muitas pessoas.
    Não tem como você pessoalmente conhecer todos os que estão tentando entrar no seu reino, pois nem tempo para isso você teria (conhecer alguém leva tempo, conhecer uma multidão seria impossível).

    De um lado você tem uma multidão de japoneses, sul coreanos, americanos, alemães, etc...
    Do outro lado você tem uma multidão de negros, muçulmanos, latinos, etc...

    Para quem você abriria as portas do seu reino ?.

    Isso ilustra a questão do "preconceito" racial e religioso. É uma questão de estatística, tem negros e latinos de alta capacidade intelectual e grande cultura, mas quantos eles são ?. Com certeza bem menos do que brancos germânicos e amarelos. Os resultados podem ser conferidos mundo a fora.

    Trazendo para a nossa realidade:

    O Brasil precisa de mais imigração européia e japonesa. Não será importando haitianos, muçulmanos, africanos, que é o que está acontecendo atualmente, que conseguiremos fazer desse país um grande país.

    O problema é: que europeu, japonês ou americano seria doido de vir para cá hoje ?. Isso aqui só é interessante para a mulambada do mundo.




  • opinador  15/01/2016 15:21
    A questão cultural influencia claro.

    Mas não racial.

    O que dá para entender é que existe raça inferior ou raça superior.

    E não é, mas sim fatores ambientais (mas no inicio da civilização) , e fatores politicos (nos dias atuais)

    Chile e Cingapura são exceções pois tem um ingrediente muito importante: a liberdade economica.

    Agora vocês diz que mulçumanos não estão abertos a liberdade. Sim.

    Mas por outro fator que depois do estado trouxe um enorme atraso: A religião.

    Até a questão da pobreza africana pode ser atribuida a religião.

    Ai irão vir dizendo: mas o mundo ocidental é cristão e desenvolvido.

    É desenvolvido apesar de ser cristão e não por causa disso.

    Inclusive foram as ideias iluministas e racionalistas que acabaram com o fanatismo cristão da idade média e permitiu o desenvolvimento.

    Agora vc diz para quem eu abriria meu reino: para qualquer um com um ótimo potencial e não por um rótulo.

    E não sou mulçumano, nem tenho qualquer parentesco, sou ateu, minha familia toda é cristã.

    Tenho parentes descendentes de europeus de primeiro grau.

    Tenho miscegenação indigena.

    E por isso não fico me prendendo a rótulos de raça, povo e outras frescuras.

    Agora vc gostaria de ser associado ao estereótipo de brasileiro preguiçoso e burro ?

    Vc concorda com a generalização ?

    Claro que não.

    É por isso que a generalização só entorpece o julgamento.

    Agora é lógico que existem grupos de risco.

    OU vc acha pq os EUA pedem visto pra brasileiro ? rs

    www.e-konomista.com.br/d/preconceitos-brasileiros-exterior/








  • bruno  15/01/2016 15:57
    Novamente, vc está doido para nos acusar de racista, só esperando o momento certo.

    Vc ao menos percebe que Alexandre Dumas, Walter Williams ou Thomas Sowell são exceções de seus povos?

    Se sim, consegue entender que os mesmos só conseguiram desenvolver seus potenciais em ambientes de liberdade, sustentados por europeus e seus descendentes?

    Agora vc diz para quem eu abriria meu reino: para qualquer um com um ótimo potencial e não por um rótulo.

    Isso não é prático, meu caro. Como vc mede o potencial de uma pessoa o qual vc nem conhece?! Veja o que os europeus estão sofrendo com os sírios... em poucos meses de abertura de fronteiras um sírio ajudou no ataque à Paris, outros estão abusando de alemãs e suecas.

    É difícil perceber que estatisticamente é preferível se confiar em um europeu ou asiático, aleatoriamente, do que em um brasileiro, aleatoriamente, por exemplo?

    Desculpe, mas vc e eu somos vistos de maneira muito negativa pelos povos livres deste planeta, caso não saiba.
  • anonimo  16/01/2016 11:15
    'É desenvolvido apesar de ser cristão e não por causa disso.
    (...)
    E não sou mulçumano, nem tenho qualquer parentesco, sou ateu, minha familia toda é cristã.'


    Posts como esse mostram como ateus são desonestos e hipócritas, eles dizem só acreditar em algo se houver evidências, MENTIRA.Qual a evidência de que os EUA se desenvolveu APESAR da religiosidade deles?
  • opinador  16/01/2016 13:18
    O que vc disse ? rs

    Qual e evidencia que os EUA se desenvolveram apesar da religiosidade deles ?

    Pelo que eu saiba os EUA são um país de primeiro mundo...rs

    Agora só tenho certeza que não é pela religião.
  • anonimo  16/01/2016 14:13
    Ah é, eu sempre esqueço que estou falando pra gente com deficiência de leitura e interpretação.

    'Qual a evidência de que eles se desenvolveram APESAR da religiosidade' significa: qual a evidência de que a religiosidade foi algo que atrapalhou o desenvolvimento bem sucedido deles'

    Quando na verdade todas as evidências apontam na direção contrária.Google: a ética protestante e o espírito do capitalismo.
  • Felipe Lange S. B. S.  04/01/2017 22:39
    Isso me parece conversa de elitista e, por que não, eugênica. O problema está no sistema. O sistema democrático se sustenta dessa forma, manipulando as massas e distorcendo a moral e a ética.
  • Apenas um leitor  14/01/2016 14:28
    Uma bela reflexão.
  • Andre Cavalcante  14/01/2016 15:25
    O ideal seria abolir de vez a conta segurança nacional e deixar somente a previdência e privatizá-la.

    Mas sei que tal proposta está longe de ser ao menos cogitada na mente da maioria e, para aqueles que querem gradualismos, há uma outra abordagem: renda mínima para TODAS as famílias. São 60mi delas. Um valor de R$800,00/mês, dá algo como R$9.600,00/ano, sem abono natalino, obviamente; isso dá R$570bi. Se o governo gastasse, digamos, R$130bi para fazer o recolhimento e a redistribuição (bem ineficiente, eu sei, mas sabe como é governo né!), mais R$100bi para a "justiça", mais R$100bi para a defesa (+ do dobro do atual), mais R$100bi para os políticos, teríamos R$1tri em gastos governamentais (metade do atual). Tais gastos poderiam ser supridos por uma carga tributária da ordem de 20% do PIB (1/5 dos infernos, hoje são 2/5=40%). Tal arrecadação poderia vir de 3 impostos: sobre o consumo interno (20% flat), um sobre as movimentações financeiras (1%), e um sobre as importações: (40% flat) (só pra acalmar os exportadores). Tudo recolhido pelo município, que pode decidir sobre a alíquota sobre o consumo (para baixo, sempre!), os estados pela alíquota da movimentação financeira (para baixo, sempre!) e o federal que pode decidir sobre a alíquota de importação (para baixo, sempre!)



  • Tarciso Melez   14/01/2016 15:36
    Sou médico, trabalho no SUS e lido com dezenas e dezenas de pessoas desse perfil. Concordo com cada palavra que foi dita nesse artigo.
  • Max  14/01/2016 17:56
    Muito bom vc passar essa informação, Tarciso.
  • Ricardo De Abreu Barbosa  14/01/2016 15:39
    Homens dependentes do Estado: é o que fizeram com nossos conterrâneos. Precisaremos de 50 a 100 anos para desconstruir essa triste realidade cultural do brasileiro.
  • anônimo  14/01/2016 18:45
  • João Girardi  14/01/2016 19:14
    Assistencialismo, nesse caso, poderia ser resumido com uma palavra: escravidão.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  14/01/2016 19:48
    Infelizmente, acabar com esse arranjo não é tarefa para ser feita já. Cabe instruir as novas gerações a cuidar de seus próprios interesses sem "depender" de governos. É preciso educá-las.
  • Artilheiro de metralhadora (pergunta off topic)  14/01/2016 23:16
    Alguém poderia me indicar livros da Escola Austríaca que falem de R.I. (relações internacionais)?! Sei que a Escola Austríaca trata de economia, porém a Escola Austríaca também trata de Relações Internacionais?!

    Desde já agradeço as respostas!

    Tudo de bom!
  • Artilheiro de metralhadora  15/01/2016 14:49
    Olá!

    Muito obrigado Taxidermsita (os dois primeiros links "caem" em que não existem - mesmo assim muito obrigado :))!

    Tudo de bom!
  • Taxidermista  15/01/2016 16:02
    Meu caro, quanto aos dois primeiros links, copie e cole na busca que aparecerá.

    Abração
  • Artilheiro de metralhadora  16/01/2016 01:13
    Puxa!

    Muito obrigado mesmo Taxidermista, pelas dicas (sobre os dois primeiros links).

    Abração!!!
  • Barros Túlio  15/01/2016 16:02
    Quanto mais Eu Leio, aprendo e tenho consciência de que sou um escravo do Estado, mais Eu fico com Raiva do Sistema. A parte de informar aos desinformados Eu estou fazendo e muitos já estão questionando o sistema, é um trabalho de formiguinha comparado a desinformação da mídia, mas hoje temos a internet para nos ajudar.

    Obrigado IMB!
  • Andre  15/01/2016 19:16
    vale ler o livro "Fuga do campo 14" e sobre os problemas de adaptação de norte coreanos a sociedades ocidentais, é um exemplo extremo desse texto.
  • Estado Assistencialista  15/01/2016 23:30
    Discordo completamente. O assistencialismo estimula o altruísmo no indivíduo. Quando uma pessoa recebe algum tipo de ajuda, ela naturalmente vai sentir vontade de ajudar também. O governo, quando ajuda as pessoas, da o exemplo que faz as pessoas serem melhores. Um pobre, por exemplo, que não quer trabalhar, não o faz porque não liga para o dinheiro, para o status, e assim merece receber uma bolsa como recompensa pelo seu ato exemplar.
  • O Homem de 27/3 Dedos  16/01/2016 00:48
    É ironia, eu sei. Basta você colocar que a "ajuda" na verdade é roubo. E roubo ocorre justamente quando você não pode negociar nem produzir. O que é completamente oposto de algum tipo de generosidade. É justamente a substituta da doação / negociação / produção.

    No mundo ideal do personagem irônico todos estão morrendo de fome no meio do campo porque comida não é produzida por milagre. Ninguém vai trabalhar porque vai ser forçado a alimentar um vagabundo que supostamente "vai ter vontade de ajudar". Comportamento exemplar.
  • Benzoato de Sódio  04/01/2017 19:18
    Ao contrário colega. Eu tenho a experiência de ajudar pessoas (por simples caridade cristã) e um fato que percebi é que as pessoas ajudadas depois de um tempo começam a achar que você tem a obrigação de ajudá-las. Por isso passei a ajudar as pessoas anonimamente, sem que elas saibam quem está as ajudando, por isso se eu não tiver meios para ajudar no futuro, não vou ter que ver ninguém olhando de cara feia para mim.
    Raramente você percebe algum altruísmo.
  • Estado Assistencialista  16/01/2016 19:08
    Se todos os indivíduos vivem em um planeta é necessário que, tudo seja compartilhado, pois todos dependem dos mesmos recursos que só podem ser extraídos de um lugar. Na verdade não estamos sendo roubados, estamos compartilhando a comida que o pobre que não tem dinheiro para comprar.
  • Rafael  17/01/2016 03:53
    Você quer compartilhar alguma coisa, amigo irônico?
    Vá em frente, mas não subtraia NA MARRA de maneira
    compulsória do setor produtivo da sociedade.
    Caridade deve ser espontânea por definição.
  • Emerson Luis  17/01/2016 14:03

    Outro detalhe é a arrogância que muitos beneficiados desenvolvem.

    Por exemplo, algumas pessoas que têm "direito" aos lugares reservados em ônibus e trens tratam os usuários comuns que lhes cedem estes bancos com um desprezo impressionante.

    * * *
  • Meyer Lansky  04/01/2017 14:03
    Pergunta off topic:

    A quem puder responda-me, por favor:

    Qual o país com menos ministérios no mundo?!

    Meu muito obrigado desde já!

  • Alex Rafael  04/01/2017 15:23
    O assistencialismo está travestido de estabilidade, principalmente no "INFUNCIONALISMO" público. As pessoas não entendem ou não querem enxergar que na "instabilidade" do livre mercado é que a prosperidade e a auto-realização ocorrem. Depois reclamam que estão sofrendo de ansiedade e depressão, nada mais natural, já que não constroem nada e não realizam nada de gratificante para sí mesmo e para a sociedade da qual faz parte. Vivem uma existência desprovida de significado e propósito!
  • Benzoato de Sódio  04/01/2017 17:29
    Concordo totalmente com o artigo. Muito bom.
  • Bruno Feliciano  04/01/2017 23:55
    Pessoal, tenho certas duvidas sobre o ANCAP, por gentileza se alguém puder me responder e colaborar ficarei grato, sei que o pessoal aqui sempre colabora nos estudos (:

    Aparece umas duvidas as vezes mas esqueço sempre, mas tem algumas que estão martelando na minha cabeça pedindo resposta a dias... Aqui vai:

    - Demanda Criminosa: Eu chamo de Demanda Criminosa, tudo aquilo que houver mercado(demanda e oferta) pro crime.
    Por exemplo:
    Compra de órgãos que foram tirados a força das pessoas, vulgo roubo. Mesmo que no ANCAP existisse o mercado de compra e venda de órgãos voluntario, poderia existir pessoas que preferem comprar órgãos roubados por alguma motivo, principalmente por TALVEZ serem mais baratos que os vendidos voluntariamente.

    Pornografia infantil: Na deepweb é muito comum existir esse mercado, a internet é quase um exemplo de Anarquia De Mercado e vemos essa prática ser muito comum.
    Em um ANCAP, um mercado ''submerso'' e ''mudo'' como o de pornografia infatil poderia existir facilmente, sem nenhuma punição coercitiva a aqueles que a pratica.

    Mercado de peças e objetos roubados: Se há demanda, há oferta. Portanto como já existi hoje, como ficaria a punição de quem comprasse e vendesse peças e objetos roubados?

    O que eu não entendo é que, parece que os ANCAPS acham que as pessoas olhariam a ficha criminal de cada um antes de fazer uma troca. Até certo ponto é verdade, uai ninguém quer fazer negócio com estelionatario ou assassino. O problema é que, caloteiro e genocida, realmente fazem diferença na hora da troca, já que é um risco de você acabar se dando muito mal. O problema é quando um crime não tem significancia ou relevancia na troca. Se um pedófilo vende carros com preço baixo e de muita quailidade, ninguém deixaria de comprar carro dele por causa disso.
    Ou melhor, ele não iria a falência por causa disso, existiria ainda muita demanda pras sustentar o seu negócio, ou você acha que as pessoas deixariam de fazer um bom negócio por causa de acusações de pedofilia sob o sujeito?
    Se é lucrativo de todas as maneiras fazer negocio com um pedófilo, ninguém vai assumir um prejuizo ou um lucro menor por essa razão.

    O mesmo vale pro aborto, há uma porrada de gente que é a favor do aborto, logo há demanda pra sustentar as clinicas e inclusive manter uma sociedade inteira funcionando economicamente, muitas pessoas estariam dispostas a realizar trocas tranquilamente com abortistas, como eu disse, aborto não implica na troca, principalmente se a pessoa não vê problemas no ''crime'' que o outro cometeu(como é o caso do aborto). É impossível proibir o aborto em um ANCAP, já que é algo polêmico, o mesmo vale pra eutanasia e afins..

    Acho que deu pra pegar a linha de raciocínio...

    Outra coisa seria como proibir os esquemas de piramide(ponzi) e demais esquemas fraudulentos.

    O libertarianismo acredita na total responsabilidade dos individuos, se eu entro em um avião que aparenta ser precário(e é dito por especialistas), logo eu estarei assumindo o risco de aceitar um serviço nessas condições.
    O problema é que, até onde é minha responsabilidade de assumir o risco e até onde é fraude.

    No caso do esquema de piramide, eu tenho responsabilidade em assumir os ricos dos meus investimentos e empreendimentos, ao aderir em um esquema de piramide, eu sou obrigado a saber dos riscos, se alguém passar a perna em min eu fui trouxa? Imagina o Charles Ponzi, como esse cara seria punido no ANCAP, um cara que fugiu de país a país cometendo esquemas fraudulentos e estelionato profissional?
    O dinheiro que ele arrecadou, daria pra viver uma vida toda. E existiriam sim pessoas que ainda sim fariam negocio com ele, caso ele pegasse um pouco mais de confiança em determinado local. Enfim, ele teria diversas formas de se passar por outra pessoa e etc pra continuar fazendo trocas voluntarias para a sua sobrevivência.

    Outra coisa que já falei aqui também, é os conflitos do direito de propriedade.
    Expulsar alguém do meu avião há dez mil pés, é assassinato ou defesa da propriedade(se o mesmo violou uma regra).
    E se eu desse paraquedas a ele?

    E de um navio, se eu desse boias ou um bote inflável?


    Eu simpatizo com o ANCAP, mas eu vejo algumas coisas que é meio inseguro e vago, acho que determinadas coisas precisa de um poder central coercitivo, se não fica muito ''solto'' a decisão das próprias pessoas.
    Acho que a coerção estatal tem que ser sob quem viola direitos naturais, somente isso...
    E um imposto(roubo) que fosse tão pequeno, que agressão fosse insignificante.
    Estado tem que ser minimo e se possível inexistente!

    O libertarianismo esta coberto de razão, impossível refutar a imoralidade do estado, o libertarianismo quando traz a ética e a moral, se demonstra irrefutável.


    Abraços


  • Jarzembowski  05/01/2017 15:44
    Isso é porque você ainda não entendeu o que é o anarcocapitalismo.
    Você não pode cobrar de uma teoria ética que ela explique como serão resolvidos todos os problemas da humanidade.
    O que é certo é certo, e é APENAS DISSO que o libertarianismo/anarcocapitalismo se trata. Agredir inocentes e violar sua propriedade é errado e ponto final.
    As exigências que você faz podem ser perfeitamente comparadas com o que se dizia do fim da escravidão: o que vamos fazer pra remodelar todo o modo de produção dependente de mão-de-obra escrava?
    O que vai ser desses escravos recém libertos?
    Quem vai aceitar um emprego que até dois dias atrás era feito exclusivamente por escravos?
    A resposta é que nada disso importa para o abolicionismo - só importa o fato de que a escravidão é moralmente indefensável.

    O engraçado é que você mesmo deu a resposta no fim do texto:
    "O libertarianismo esta coberto de razão, impossível refutar a imoralidade do estado, o libertarianismo quando traz a ética e a moral, se demonstra irrefutável. "
    Pronto, é só isso - é SÓ DE ÉTICA E MORAL que se trata o libertarianismo - nenhuma questão prática está acima disso, a menos que você aceite o relativismo moral dos utilitaristas.

    Deixo ainda um post sobre esse tema, feito por um libertário que tem escrito ótimas coisas no Facebook, o Lacombi Lauss - recomendo segui-lo:

    O entrave entre o estatismo e o libertarianismo não é mero detalhe de uma ou outra "política" particular - "e as estradas?", "e as externalidades?", "e o meio ambiente?", etc. A questão fundamental diz respeito com a mentalidade essencial da maioria das pessoas e como elas encaram seus problemas em sociedade. Quando as pessoas presas no paradigma autoritário perguntam: "Qual será a solução?", elas estão buscando uma decisão externa, final - uma que elas não são responsáveis ??por fazer ou executar - a ser forçosamente imposta através do poder físico esmagador do estado. A suposição por trás de cada pergunta estatista, "como isso será tratado?" mostra que a maioria das pessoas ainda não está disposta ou é incapaz de aceitar a realidade de que em uma sociedade livre, não haverá qualquer solução autoritária centralizada, monopolizada, forçosamente imposta a qualquer coisa.
    Ser livre exige que as pessoas cresçam. Requer uma mudança básica na forma como as pessoas vêem o mundo. Quando confrontado com o problema da fábrica poluindo o ar - ou apenas sobre qualquer outro problema ou conflito - em vez de cair para a tentação de pedir a besta chamada "governo" para fazer o seu lance, na esperança de receber alguma "solução" autoritária, você deve enfrentar a pergunta incômoda, "o que devo fazer sobre isso?" Você deve enfrentar o fato possivelmente desagradável que descobrir o que fazer, resolver conflitos e fazer a sociedade funcionar, é o seu trabalho, tanto quanto qualquer outra pessoa. Que em 2017 as pessoas sejam mais independentes, mais livres e consequentemente menos estatistas.

    -----
  • Bruno Feliciano  05/01/2017 17:40
    Essa não é minha duvida sobre ANCAP, no final eu deixei isso muito claro como você mesmo disse.

    O problema é que eu gostaria de saber se esses problemas teriam solução e qual seria a solução moral e ética sem violar os direitos naturais.

    Que o estado é imoral isso é fato, não é disso que eu estava falando.

    O problema é que o ANCAP, não resolve certos problemas que por ventura poderiam existir em uma sociedade ANCAP.

    Minha colocação foi só isso, como esses problemas seriam resolvidos perante a ética e a moral dos direitos naturais.


    ''Isso é porque você ainda não entendeu o que é o anarcocapitalismo.
    Você não pode cobrar de uma teoria ética que ela explique como serão resolvidos todos os problemas da humanidade.
    O que é certo é certo, e é APENAS DISSO que o libertarianismo/anarcocapitalismo se trata. Agredir inocentes e violar sua propriedade é errado e ponto final. ''


    Exatamente isso, o exemplo da escravidão é clássico.

    Escravidão é errado e ponto, não importa os problemas gerados pela abolição.

    Roubar é errado, não importa se o bandido não tem o que comer.

    Isso eu deixei claro como você mesmo percebeu...

    Agora por maior que um problema seja, ele nunca justifica a agressão aos indivíduos, é exatamente isso que a filosofia ANCAP diz. Não há justificativa para isso!!!

    Outro problema que eu vejo na teoria é que, poderia surgir um estado. Não digo empresa ou grupos, mas uma invasão externa por um grupo muito forte, é um risco de se estabelecer um novo estado pior ainda...

    Mas não podemos ficar que nem crianças querendo provar a existência de dinossauros na terra moderna, muitas vezes alguns problemas existem com ou sem estado...Entendo isso perfeitamente!


    Abraços
  • Matheus monteiro  05/01/2017 01:21
    a NASA contribui muito com a escassez das mateiras primas no planeta Terra e logo o encarecimento dos produtos derivado dessas matérias primas , que atinge o nosso dia -a-dia , a lista a segui são os matérias( lixo espacial )encontrado na orbita da Terra:
    Exemplos de lixo espacial:

    - Detritos e componentes (elétricos e eletrônicos) de satélites;
    - Restos de foguetes espaciais;
    - Ferramentas perdidas pelos astronautas;
    - Partículas de tinta;
    - Combustíveis.
  • FightBack  05/01/2017 09:11
    voces acham mesmo que nos permitirão voltar a uma anarquia se é justamente de lá que querem nos tirar os politicos?!



    https://pt.wikipedia.org/wiki/Política
  • Welfare state  05/01/2017 13:25
    É consenso para todos os liberais os efeitos sobre a oferta quando do controle de preços praticado pelo governo: quase sempre a escassez.
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1422
    https://www.institutoliberal.org.br/blog/controle-de-precos-origens-manutencao-acoes-e-efeitos/

    E quando o controle de preços é praticado pelo próprio mercado? Sem o uso de monopólios? Quando o próprio mercado artificialmente altera o balanço oferta x demanda?

    Vejam a notícia abaixo do jornal gazeta online do ES. O tomate, que até poucos meses atrás era o vilão da inflação, despencou de preço. Com isso os produtores da região descartam o excesso de produção. A população se pega a perguntar por que os produtores não doam o excesso da produção ao invés de desperdiçá-la? Porque os produtores entendem empiricamente de economia. Eles sabem que se assim o fizesse os preços tenderiam a cair ainda mais, pois a demanda pelo tomate também cairia. Com isso eles, propositalmente, descartam o excedente de produção, diminuindo a oferta, desbalanceando-a artificialmente frente a demanda e assim elevando os preços.
    A pergunta é: por que a população tem que pagar ARTIFICIALMENTE mais caro por algo? Dado que, como no exemplo, esse aumento artificial praticado pelo próprio mercado, diminui a capacidade da população de poupar e investir.


    Com preço baixo, toneladas de tomates são descartadas em Ibitirama.
    fonte: novo.gazetaonline.com.br/noticias/sul/2017/01/com-preco-baixo-toneladas-de-tomates-sao-descartadas-em-ibitirama-1014011229.html


  • Trabalhador  05/01/2017 13:47
    Os tomates são dos produtores. Eles fazem o que quiser com eles. No fundo, você está dizendo que existe um direito natural de se apropriar da produção alheia.

    Ademais, plantar tomates (ainda) é um mercado relativamente livre. Meu sogro mesmo planta tomates em seu sítio. Qualquer um pode fazer isso.
  • Victor Fernando  05/01/2017 15:49
    Se você ler a notícia inteira, vai ver que parte do excedente foi doado para instituições e para pessoas alimentarem o gado.
    O resto foi descartado porque não tinha quem consumir e pagar o caminhão para levar estes tomates para outros lugares acarretaria em prejuízo.
    Eles não escolheram desperdiçar a produção ao invés de doá-la como você questiona no seu comentário.
  • Max  05/01/2017 18:45
    "A população se pega a perguntar por que os produtores não doam o excesso da produção ao invés de desperdiçá-la?"


    Vc por acaso doa parte de sua renda para a população? Não? Então pq está cobrando isso dos outros? Vc quer que os outros sejam obrigados a doar sua propriedade privada para terceiros? É isso? Comece dando o exemplo então.

    Aliás, você já ouviu falar em "propriedade privada"? Não gostaria que um ladrão roubasse seu carro, não é mesmo? Pois então, meu amigo. Seja consistente.
  • Malaquias  06/01/2017 12:10
    Nesse seu exemplo não tem nada de mercado "artificialmente" alterando o "balanço oferta x demanda", cidadão.


    "a população tem que pagar ARTIFICIALMENTE mais caro por algo?"

    De onde vc tirou que nesse exemplo a população "tem que pagar por algo artificialmente mais caro", cidadão?

    Não tem nada de preço "artificialmente mais caro" aí, cidadão; o que se tem aí é o mercado em funcionamento; é a oferta-demanda em suas adaptações constantes conforme as circunstâncias de tempo e local.

    Dizer que esse exemplo seria "controle de preços pelo próprio mercado" é atestado de ignorância econômica.

  • Leonardo Estevam  05/01/2017 15:40
    Senhores, bom dia

    Prezados,

    Gostaria de contar com um palestrante do Instituto Mises num evento da minha empresa. Como fazer?

    Preciso de um feedback rápido.

    Favor ligar para

    081 9 9607 7592
  • Anderson  05/01/2017 20:45
    Acho melhor você entrar em contato com o Instituto via Email - o endereço está logo abaixo, ao fim da página do site.

  • Rafael  05/01/2017 19:02
    É triste ver tantos achando que a etnia é o fator preponderante da riqueza e até mesmo da intelectualidade.

    Se o local que você nasceu possui poucos (e conhecidos) predadores e o frio é o principal fator para sobrevivência, então... provavelmente você será um europeu, eslavo, etc.

    Se o local que você nasceu possui muitos predadores, inúmeras e até mesmo não catalogadas doenças, calor extremo de dia, frio extremo de noite e ainda assim conseguiu sobreviver, então existe a probabilidade de você ser um africano.

    Se o local que você nasceu é uma selva tropical (dispensa apresentações), você mora em uma máquina de devorar humanos, tudo em uma selva aparenta ser desenhado para lhe destruir. Parabéns, possível mente você é um indígena!

    Se nasceu em um altiplano, frio, nenhum predador (puma?), também é um indígena descendente de incas, povo com muito conhecimento matemático e astronômico.

    Todos acima tinham reis, governo, para ajudar ( atrapalhar ) apesar do ambiente mais ou menos hostil. Não existe relação de Q.I. com etnia, isso não é nem assunto tabu, é assunto bobagem mesmo! Tudo é questão de liberdade, acredito até que fatores ambientais ajudem ou atrapalhem, pois restringem a liberdade, mas associar a etnia ao Q.I. ou ao progresso é falta de informação, mesmo! (e talvez preconceito)
  • Ricardo Bordin  06/01/2017 01:54
    O BIG GOVERNMENT nos torna fracos, covardes e indiferentes:
    https://bordinburke.wordpress.com/2017/01/03/o-estado-precisa-de-indiferentes-fracos-e-covardes-para-alastrar-se-irrefreadamente/
  • Cristiane de Lira Silva  06/01/2017 20:05
    Depende da pessoa que recebe a assistência. No Brasil há pessoas muito pobres que recebendo assistência do governo a usam para o seu crescimento e posterior indepêndência dessa mesma assistência. Quanto a Europa, onde a maior parte das pessoas não precisam de nenhuma ajuda do governo, eu não estou conseguindo entender o que está acontecendo por lá. Aparentemente as pessoas querem crescer e realizar, certo? Então o que as leva a preferirem viver de assistência governamental? o povo europeu está com preguiça de limpar até as próprias calçadas? Estou imaginando o nível de infelicidade dessas pessoas que não se sentem motivadas a fazer nada na vida!
  • Vitor  07/01/2017 02:05
    Olá, Cristiane. Tentarei contribuir com o que puder.

    Isso que você disse, "Quanto a Europa, onde a maior parte das pessoas não precisam de nenhuma ajuda do governo, eu não estou conseguindo entender o que está acontecendo por lá." é justamente o que se poderia deduzir, quase que evidentemente, deste artigo. Isto é, para uma social-democracia ser possível, é necessário o país ser rico. Porém, um país rico, não possui tanta necessidade de um uma social-democracia como tem um pobre.

    Objeções poderiam ser levantadas do tipo que, apesar de um país onde é implantada a social-democracia (Europa, por exemplo) ser rico, ainda há uma parta da população que é pobre necessitada e, por isso, a social-democracia é útil e relevante.

    Não pretendo discutir isto mas, no final, me parece que irá se resumir à visão das relações sociais à longo prazo. Isto é, se são harmônicas ou antagônicas.

    Para Bastiat, e devo dizer que eu concordo, em uma sistema de liberdade há uma harmônia entre as classes. Chegou a pronunciar o que muito provavelmente hoje seria visto com um riso sádico: "O lucro de um é o lucro de outro".

    Continuando. "Aparentemente as pessoas querem crescer e realizar, certo?" Sim, não possuo dúvidas de que todos nós, independente do país onde moramos ou de posicionamento políticos, não só nos sentiríamos felizes com uma melhora da qualidade de nossas vidas, como também, ou talvez ainda mais, com o da vida de nossos irmãos.

    "Então o que as leva a preferirem viver de assistência governamental?" Creio que seja aqui que esteja o problema, e está relacionado à sua primeira pergunta. Todos queremos crescer, de fato. O que acontece é que um crescimento em um livre mercado vem para o benefício das duas partes (O empregador, por exemplo, por possuir mais capital em sua posse pode fazer investimentos à longo prazo e mais arriscados, e receber sua recompensa apenas no futuro. O empregado, por possuir menos capital em sua posse possui uma maior tendência a preferir sua recompensa à curto prazo. Então, o empregador ganha com a mão de obra que tornará seu empreendimento mais produtivo e lucrativo, e que só será [caso seja! não esqueçamos dos riscos] lucrativo no futuro. O empregado ganha com o salário, uma recompensa presente e geralmente livre de riscos) enquanto que, um crescimento vindo por assistência governamental, necessariamente prejudica uma outra parte.

    Para utilizar o exemplo dado por Bastiat,

    "De fato, o Estado não é maneta e nem poderia sê-lo. Ele tem duas mãos: uma para receber e outra para dar, ou, melhor dizendo, a mão rude e a mão delicada. A ação da segunda subordina-se necessariamente à da primeira. A rigor, o Estado pode tomar e não devolver. Isso se explica pela natureza porosa e absorvente de suas mãos, que retêm sempre uma parte e às vezes a totalidade daquilo que tocam. Mas o que nunca se viu, não se verá jamais e não se pode mesmo conceber é que o estado devolva ao povo mais do que ele tomou. É, portanto, de maneira louca que nos colocamos diante dele numa postura de mendigos. É radical e totalmente impossível conceder uma vantagem particular a algumas pessoas que constituem a comunidade, sem infligir um prejuízo superior à comunidade inteira."
    Se fosse dar para cada pessoa apenas o mesmo que tirou, seria simplesmente inútil. Pior: seria contra-produtivo. Pois, além de devolver para cada um o que tirou, o Estado também precisa reter uma parte para si. Devolveria para cada um ainda menos do que retirou. Logo, o Estado precisa dar a um, o que retira de outro. Um é beneficiado, às custas de outrem.

    Parafraseando Bastiat (Apesar de que eu não gostei muito desta tradução publicada):

    "O homem repudia o sofrimento e a dor. E, contudo, ele é condenado pela natureza ao sofrimento da privação, se não se der a pena do trabalho. Ele só tem, portanto, uma escolha dentre esses dois males. Como fazer então para evitá-los ambos? Até agora ele só descobriu e só descobrirá um meio: aproveitar-se do trabalho de outrem. É fingir que o trabalho e a satisfação não são destinados naturalmente a cada um de nós e pensar que todo o trabalho cabe a alguns e todas as satisfações a outros. Daí surge a escravidão, a espoliação, seja sob que forma apareça: guerras, imposturas, violências, restrições, fraudes etc., abusos monstruosos, mas coerentes com o pensamento que os fez nascer.
    [...]Pois hoje, como antigamente, cada um, um pouco mais, um pouco menos, gostaria bem de se aproveitar do trabalho de outrem. Tal sentimento ninguém ousa proclamá-lo; nós o dissimulamos para nós mesmos. E então o que fazemos? Imaginamos a existência de um intermediário. E aí nos dirigimos ao estado. E cada classe social vem, por sua vez, dizer: "Você, que pode tirar, leal e honestamente, algo de alguém, tire do povo e nós partilharemos". Infelizmente o estado tem uma inclinação demasiadamente forte para seguir esse diabólico conselho, já que se compõe de ministros, de funcionários, de homens, enfim, que, como todos os homens, trazem no coração o desejo e aproveitam sempre com pressa a oportunidade de ver aumentar suas riquezas e sua influência. O estado compreende bem depressa o partido que pode tirar do papel que o povo lhe confia. Ele passa a ser o árbitro, o senhor de todos os destinos; ele tira muito, logo lhe resta também muito para si; ele multiplica o número de seus agentes, aumenta o âmbito de suas atribuições e acaba por adquirir proporções esmagadoras.

    Espero ter contribuído em algo. Grande abraço.
  • Hunaldo  12/01/2017 06:00
    O Brasil precisa de uma reforma do Estado urgente.
    Lógico que os poderosos dos 3 poderes não querem, que a elite governamental vai sujar o processo pra não perder seu quinhão etc.
    Mas o modelo não apenas está esgotado como destrói a vida dos cidadãos e o futuro em geral.
    Essa reforma tem que sair na marra. O povo está entendendo o que é o estado.
    Por ex: Há poucos anos atrás ninguém sabia o que era o STF, TCU, PRG

    É preciso matar o Leviatã, no nosso caso, seria mais simpático chamarmos de Frankenstein mesmo.


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