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Bresser-Pereira nunca decepciona

Luiz Carlos Bresser-Pereira, cuja mente assombra o mundo com ideias originalíssimas — como aquela que substituiu um plano (Plano Cruzado) que se baseava no congelamento de preços, aluguéis e salários por outro plano (Plano Bresser) que se baseava no congelamento de preços, aluguéis e salários —, nunca decepciona.

Sempre que ele faz um comentário sobre economia, a diversão é maior que aquela propiciada por uma esquete de Ricky Gervais.

A mais recente contribuição da invejável mente de Bresser-Pereira para os anais da teoria econômica foi a sua recente postagem em seu perfil no Facebook.  Disse ele:

Confirma-se que o Brasil está saindo da crise

Enquanto os economistas ortodoxos ficam tolamente indignados porque o ajuste fiscal "não é suficiente para tirar o país da crise" e os economistas da esquerda igualmente ficam também tolamente indignados porque "o ajuste fiscal está aprofundando a crise", eu tenho insistido que o ajuste principal o mercado (a lei da oferta e da procura) já fez — o da taxa de câmbio — e tenho previsto que logo a economia brasileira estará saindo da recessão. O pessimismo de um lado e de outro é mera incompetência.

Pois bem, afinal as notícias começam a confirmar minha previsão. O superávit comercial de 2015 foi "supreendentemente" maior do que se esperava. E hoje o Valor informa que os bens industrializados voltaram a liderar as exportações depois de um longo inverno de liderança das commodities. Um dia ortodoxos e a esquerda conseguirão revogar a lei da oferta e da procura, mas enquanto isto não acontecer vamos tratar de ver o que acontece com os preços macroeconômicos, principalmente com o mais estratégico (e mais esquecido porque mais temido) de todos: a taxa de câmbio. Ela já está além do equilíbrio competitivo, que estimo ser hoje de cerca de R$ 3,80 por dólar, as as boas empresas brasileiras voltaram a ser competitivas.

Comecemos pelo básico: Bresser-Pereira recorre ao truque de deixar subentendido que as exportações estão se recuperando e que isso decorre da desvalorização do câmbio.  Ambas estão erradas.

Não houve absolutamente nenhuma recuperação das exportações.  Ao contrário: as exportações seguem caindo, não obstante toda a desvalorização cambial (que Bresser-Pereira diz ser o elixir para o crescimento).  O que ocorre é que as importações caíram ainda mais que as exportações, daí o "surpreendente superávit comercial de 2015".

Ou seja, a recessão no Brasil está tão forte, e a queda no poder de compra da população está sendo tão intensa, que o povo simplesmente não está conseguindo importar como vinha fazendo antes.  Ao mesmo tempo, a economia está tão desarrumada e a incerteza está tão grande, que não está havendo investimentos capazes de aumentar a produção e impulsionar as exportações. 

Apresento a Bresser-Pereira este gráfico do Banco Central:

expimp.png

Como é possível ver, tanto as exportações quanto as importações desabaram ao mesmo nível de 2007. Regredimos de 9 anos na economia. 

Em números mais claros, as exportações em 2015 tiveram uma queda de 14,1% em relação a 2014, sendo que o câmbio em 2015 foi consistentemente mais desvalorizado que em 2014.  

Já as importações tiveram uma queda de impressionantes 24,3% em relação a 2014, dando a dimensão de como o poder de compra da população se esfacelou.

No entanto, segundo Bresser, "o Brasil está saindo da crise" e "as boas empresas brasileiras voltaram a ser competitivas".

Resta saber em qual dimensão o economista habita.

Como disse o presidente do IMB, Helio Beltrão:

Bresser Pereira parece residir em um mundo da fantasia. Enquanto os brasileiros perdem poder aquisitivo, perdem emprego e perdem seu presente e futuro, Bresser está feliz pois o dólar subiu.

As 'boas empresas brasileiras' que Bresser diz que se beneficiam estão valendo em média 25% menos em reais, e menos da metade em moeda forte do que valiam há pouco mais de um ano. Keynesianos e neodesenvolvimentistas como Bresser destroem os país com suas ideologias destrutivas, e mesmo em face de todas as evidências em contrário, seguem em sua defesa.

Na realidade, Bresser-Pereira faz parte daquela escola desenvolvimentista que nós, do IMB, nunca nos cansamos de denunciar: pessoas para quem uma taxa de câmbio desvalorizada é o elixir do progresso. 

Para essa turma — que tem uma estranha e insaciável tara com a destruição do poder de compra da moeda —, dizimar o poder de compra da população é algo bom para a economia.

Segundo tais pessoas, a desvalorização do câmbio — ou seja, a destruição do poder de compra da moeda — é o segredo para impulsionar a indústria e o setor exportador brasileiro.  Ao se desvalorizar o câmbio, dizem os gênios, as exportações são estimuladas e, liderada por um aumento nas exportações, a indústria volta a produzir e, por conseguinte, toda a economia volta a crescer.

O primeiro grande problema é que, no mundo globalizado em que vivemos, vários exportadores são também grandes importadores.  Para fabricar, com qualidade, seus bens exportáveis, eles têm de importar máquinas e matérias-primas de várias partes do mundo.  E elas também têm de comprar, continuamente, peças de reposição. 

Se a desvalorização da moeda fizer com que os custos de produção aumentem — e irão aumentar —, então o exportador não mais terá nenhuma vantagem competitiva no mercado internacional.

Aliás, não deveria causar nenhuma surpresa o fato de a própria indústria automobilística ter vindo a público admitir que a desvalorização cambial — ao contrário do que pregam os economistas desenvolvimentistas — não apenas está encarecendo a produção, como também está gerando incertezas para o setor.

Vale lembrar, adicionalmente, que a desindustrialização no Brasil chegou ao auge justamente no período em que a moeda mais se desvalorizou.  A desindustrialização está ocorrendo é justamente agora, quando temos uma moeda fraca, inflação alta, e as maiores tarifas protecionistas da história do real

Exatamente ao contrário do que defendem os economistas desenvolvimentistas, é justamente quando o câmbio está se apreciando (como ocorreu de 2005 a 2008, e de 2010 a 2011 no Brasil), que a indústria fica mais forte.  E é justamente quando o câmbio se desvaloriza (2009, e 2012 em diante), que a indústria encolhe. (Veja todos os gráficos aqui).

E o motivo é óbvio, o que nos leva ao segundo ponto: câmbio desvalorizado significa moeda com menos poder de compra.  Moeda com menos poder de compra significa renda menor para a população e preços em contínua ascensão (o IPCA de 2015 fechou em 10,67% majoritariamente por causa da desvalorização cambial defendida por Bresser). 

E renda menor em conjunto com preços em contínua ascensão significa que a demanda por bens de consumo diminui. 

E isso afeta todo o setor industrial e atacadista.  Afeta toda a cadeia produtiva, que entra em contração e gera o efeito contrário ao imaginado pelos desenvolvimentistas.

No entanto, para essa turma da qual Bresser faz parte, uma desvalorização cambial é algo perfeitamente possível de ser isolado do resto da economia.  Não há efeito colateral nenhum.  A desvalorização irá ajudar a indústria e não prejudicará mais ninguém.  Todos ganham.  Quanto mais desvalorizado for o câmbio — ou seja, quanto menor for o poder de compra da população —, mais rica será a economia.  Faz sentido, não?  Quanto mais pobre você está, quanto menos você consegue comprar, mais rico você é.

"Destrua o poder de compra da moeda, e surgirão uma Apple, uma Microsoft e uma Google", parece ser o lema deles. Desvalorize o câmbio, e o país vira uma potência industrial. 

Enquanto o ideário econômico estiver sendo ditado por essas pessoas, nossa aspiração será a Venezuela.

______________________________

Artigos que aprofundam as visões aqui expostas:

Uma radiografia da destruição do real - ou: não há economia forte com uma moeda doente 

A nossa "depreflação" e o ajuste fiscal que não virá: a necessidade de um novo Plano Real

Três consequências da desvalorização da moeda - que muitos economistas se recusam a aceitar 

Para impedir a destruição do real e do setor industrial, o Banco Central tem de ter concorrência 

A impiedosa destruição do real (números atualizados para agosto)


1 voto

SOBRE O AUTOR

Leandro Roque
é o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.


OFF-TOPPIC: pessoal do IMB, seria possível vocês redigirem um artigo refutando as teorias conspiratórias sobre o Nióbio que abundam desde a época do Enéias? Quinta-feira o Instituto Liberal reiniciou o debate, e seria ótimo se vocês dessem continuidade. Eis o que comentei no website do IL, é o que resumidamente penso do assunto:

"Se há indícios concretos ou, ao menos, motivos para crer que as empresas autorizadas pelo Estado brasileiro a retirarem do solo e comercializarem este metal estão cometendo fraudes de qualquer natureza, em conluio com grupos estrangeiros ou não, a solução é, em se confirmando as irregularidades, rescindir os contratos de permissão em vigor e abrir este mercado para mais empresas interessadas no empreendimento - seja lá de onde elas forem. A que oferecer a melhor barganha leva as jazidas - e paga impostos sobre tudo o que produzir. Elevar o preço na marra? Claro, abusar desta condição de quase monopolista pode funcionar no começo, mas no médio prazo surgirão alternativas de melhor custo-benefício para atender a demanda daqueles insatisfeitos com a situação. Deixar de vender o Nióbio como comodittie e agregar valor ao mineral em nossa indústria da transformação? Seria ótimo, se nosso parque industrial não estivesse parado no tempo desde meados do século passado. Só falta criarem a estatal NIOBRÁS no Brasil, que dará origem ao escândalo do NIOBRÃO. O brasileiro não aprende mesmo: sempre achando que vai encontrar um bilhete premiado no chão e poderá passar o resto da vida bebendo e sambando."
"Tal afirmação nunca foi feita. Em ponto nenhum do artigo. E nem em nenhum outro artigo"

Não me refiro à uma frase ou texto escrito nos artigos do IMB. Estou questionando a percepção daqueles que defendem esse modelo de afrouxamento da terceirização proposto pelo governo, pois essa discussão toda é parte da realidade em que estamos vivenciando. Aliás, não creio que esse artigo seja uma mera exposição teórico-dissertativa acerca do que seria e quais os benefícios de uma terceirização segundo os liberais, muito menos um texto desvinculado da conjectura atual, como você transparece para quem lê. Logo, minha indagação é pertinente, ainda que, o que questiono, não esteja explicitamente escrito no artigo.

Em relação ao artigo linkado, em momento algum vi algo a mostra que abordasse diretamente o problema terceirização-corporativismo privado que eu levantei acima. O que mais se aproxima seria esse trecho:
"Em primeiro lugar, a ideia de que custos menores para empresas é algo ruim. Além do fato de que custos baixos permitem maior acúmulo de capital — o que possibilita mais investimentos e mais contratações —, falta explicar como que custos de contratação menores podem ser ruins para pessoas à procura de emprego."
Sim, não há problema algum em um empresário tentar reduzir seus custos para se adequar a concorrência e auferir maiores lucros. O entrave se encontra, como eu falei, no empresário monopolista que não possui um fator invísivel para motivá-lo à otimizar sua produção. A mão visível do Estado garante que seu produto inevitavelmente será consumido e, com isso, seu lucro será certeiro. Por conseguinte, não há a preocupação constante deste em inovar, melhorar a qualidade, aumentar a produtividade da sua mão de obra. Nesse sentido, a terceirização beneficia esse empresário, justamente por rebaixar seus custos com contratados (temporários ou não) à niveis abaixos daquilo que os empregados produzem, sabendo se que eles estão confortáveis em relação aos processos trabalhistas que enfrentarão (ajudinha estatal). Bem como, estagna ou retarda as inovações, tendo em vista que sua produção atual será adquirida pelos consumidores à um preço "monopolístico" durante um tempo maior que o de uma concorrência que existiria num livre mercado. Ademais, seu produto foi feito empregando mão-de-obra com um ônus muito abaixo daquilo que ela de fato produz. Desse modo, a margem de lucro é gigantesca, sendo que esse lucro pode sim ser revertido em capital para futuras melhoras, o que, na minha opinião, não aflinge ou preocupa de modo algum uma empresa monopolista, pois esta pode facilmente pegar crédito subsidiado de bancos estatais, ou ser empreendido em outros investimentos pessoais e, na minha percepção, fúteis e de pouco potencial de gerar valor no futuro.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Típico Universitário  07/01/2016 22:48
    Bresser é gênio infalível. Compartilhou da minha exata tese no resultado da balança comercial. Meus olhos se enchem de lágrimas pois se alcancei tão alto foi aos ombros de um gigante. Não importa se os senhores insistem que ele está nu. Somente os magnânimos enxergarão as roupas dele.

    Os ortodoxos reacionários, entreguistas e loucos não são bem-vindos em nosso "mundo da fantasia". Aqui do alto da careca do mestre tudo que os terrenos falam é ruído. Nós só conversamos com deuses quem carregam estrelas no peito. Seus arautos nos permitem interfones para que o mundo baixo todo ouça nossas novidades. Então às formigas só resta gritar porque é fútil fugir da sombra de um colosso.

    Sinto muito, coxinhas nuggets: daqui de cima o chão só serve para pisar.

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
  • Típico Universitário  08/01/2016 02:13
    Para quem ainda não sabe, uma coxinha nugget é uma coxinha de Miami que quer se fingir de estrangeiro com todos os luxos que a superexploração capitalista pode comprar (quem é que precisa de bens de capital de ponta no mundo globalizado, afinal?). Ficam amuados quando o dólar fica uma merreca aos 4 reais. Querem "Currency Board" porque acham que isso é câmbio desvalorizado. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Esperem 6 meses e vocês verão o que é um câmbio competitivo de verdade. Os nuggets vão fritar. O senhor Bresser já está caducando e não tem mais a ambição da juventude, perdoem-o.
    Não vai haver arrocho fiscal. O câmbio que o partido nos presenteará fará com que os suspiros apaixonados nas salas de aula da Unicamp sejam escutados do sertão à cidade grande.

    Felizmente os roncos de estômago dos traidores também vão ecoar.

    Prepare-se para o TEU impeachment, povo brasileiro. A revolução não está parando.

    #stflindo #daiacesar #taguardado
  • Luiz   17/02/2016 01:14
    O típico universitário é realmente um idiota.
  • Anderson  05/04/2016 16:11
    Vamos esperar então. ..
  • JOSE OLIVEIRA  07/01/2016 23:47
    Excelente ARTIGO e didaticamente bem apresentado.Parabéns. ... Roberto Campos:Acabem com Os Economistas da UNICAMP(SP) ou Os economistas da UNICAMP(SP) nos Acabarão........(https://www.youtube.com/watch?v=slrnSWtT1lo)
  • Gabriel  08/01/2016 00:03
    Eu sinceramente ainda não sei como tem gente que consegue levar a sério esse cidadão, só pelo simples fato de ele ter tido a "brilhante" ideia de combater uma hiperinflação com congelamento de preços já era hipótese para esse sujeito ser visto como um incompetente, até porque além disso ele deixou um baite de um pepino que está até hoje pendente de resolução pelo Supremo Tribunal Federal.

    Mas como o Brasil é o pais onde impera a incompetência espécies como Bresser Pereira tem um terreno fértil não só para sobreviverem como também para se reproduzirem. É aquele velho problema que essa semana o IMB destacou, o "aedes unicampis".
  • Diego  08/01/2016 00:20
    Excelente, Leandro, excelente!

    Infelizmente continuaremos em situação difícil enquanto absurdas análises desenvolvimentistas como essa tiverem tanta repercussão, como teve hoje, e enquanto uma massa de doutrinados sem capacidade crítica continuarem fornecendo suporte para tal.
  • Gabriel  08/01/2016 01:16
    Eu estava lendo outro dia um estudo dele de 1989 sobre inflação inercial. Eu tinha quase certeza que ele era uma toupeira, mas depois de ler o estudo, virou certeza absoluta.
    Eu queria compartilhar algumas das tantas bobagens que ele fala.

    Confundindo causa com efeito:

    "demonstrarei que a necessidade de zerar o déficit público que surge nessa ocasião não
    significa que a teoria da inflação inercial considere o déficit público a causa da
    inflação. Na verdade, e da mesma forma que a oferta de moeda, o déficit público é em
    grande parte conseqüência de altas taxas de inflação e certamente fator sancionador
    dessa mesma inflação"

    Congelamento de preço como solução e novamente confundindo causa com efeito:

    "não é tão fácil controlar a inflação. Os mecanismos de mercado garantem a
    manutenção do patamar de inflação. Políticas monetárias e fiscais não logram reduzir a
    inflação a não ser a custos insuportáveis. Para suspender o funcionamento automático
    do componente inercial real da inflação é muito mais eficiente recorrer a políticas
    administrativas de controle dos preços, que poderão ser graduais se a inflação inercial
    estiver em um nível relativamente baixo, mas que deverão recorrer necessariamente ao
    congelamento de preços, à "solução heróica de combate à inflação" (Bresser Pereira e
    Nakano, 1984a), ao "choque heterodoxo" (Lopes, 1984a), se esta já estiver muito alta."

    Eu vi algumas entrevistas dele recentemente e parece que ele continua com as mesmas opiniões. É assustador.
  • Merlin  08/01/2016 02:00
    Haha, o vídeo do Gervais com o Liam Neeson é sensacional. Quase tão gozado quanto os comentários do Bresser (que não deve ser zoado pois está visivelmente gagá).
  • André Clayton  08/01/2016 02:05
    Eu sei bem como esse aí entende de "CRISE". Na época que esse tralha era ministro e implantou seu "plano Bresser" passei as maiores privações da minha vida. Graças a ele os assalariados brasileiros foram nivelados ao mais baixo nível de pobreza econômica. Inacreditável que algum veículo de comunicação ainda dê ouvidos a esse sujeito que deveria ser inscrito na lista negra do ostracismo intelectual brasileiro.
  • Alexandre Frazão  08/01/2016 02:16
    Bresser é tão bom economista que quando foi ministro elaborou um plano que jogou o Brasil numa recessão que o país levou quase 10 anos para se recuperar e que até hoje há discussões na Justiça sobra as tais "perdas do Plano Bresser"
  • Gutenberg  08/01/2016 05:27
    Fico curioso pra saber como ele chegou na estimativa da taxa de câmbio de 3,80.
    Ele deve ter resolvido o problema do cálculo econômico e a gente ainda não sabe! ????
  • PESCADOR  08/01/2016 15:22
    Também fiquei com essa dúvida. Ele deve acreditar ser um ente iluminado, algo próximo de um profeta.
  • Gabriel  08/01/2016 21:15
    Pois é, também me chamou atenção isso. Acho que foi contratar o Bresser e abrir uma empresa de investimentos, com ele prevendo o futuro das cotações de ações não tem como não ficar milionário.
  • Viking  08/01/2016 10:26
    uma curiosidade que notei no gráfico: todo começo de ano as exportações diminuem abruptamente. Isso se deve ao recesso de fim de ano que ocorre na maioria das industrias?
  • Rene  08/01/2016 13:16
    O prior de tudo é o Leandro ter que usar seu precioso tempo para refutar a um ignorante como o Bresser. Se o estudo da economia fosse sério neste país, um comentário imbecil como este que o cidadão fez nem seria levado a sério. Aliás, o Bresser nem seria reconhecido como um economista, e suas previsões seriam menos valorizadas do que as de uma cartomante que anuncia seu trabalho colando cartazes em postes.

    Ainda preciso fazer um exercício mental enorme para entender como é que um economista consegue não só sobreviver, mas ter destaque, tendo uma abordagem completamente descolada da realidade.
  • Vinicius  08/01/2016 15:49
    Sendo pago e promovido por aqueles que se beneficiam de suas idéias desastrosas.
  • Coeficiente 100%  08/01/2016 13:44
    Consta no "Financista":

    "A inflação alcançou em 2015 o maior patamar desde 2002. Os preços administrados subiram 18% e foram os principais responsáveis por essa alta, com destaque para combustíveis e energia elétrica – itens reajustados com anuência do governo. A eletricidade, por exemplo, ficou 51% mais cara, em média, em todo país. Ou seja, o maior responsável pela inflação ter estourado o teto da meta estabelecido pelo governo foi o próprio governo."

    www.financista.com.br/noticias/precos-administrados-saltam-18-08-e-levam-inflacao-a-patamar-recorde

    Observação 1: a expressão "preços administrados" já dá náuseas. (E mostra que a "escola" de Bresser segue aí, aplicando suas 'ideias' e causando estragos).

    Observação 2: o governo é responsável não apenas por essa inflação; o responsável pela inflação (qualquer inflação) SEMPRE é o governo.
  • Andre  08/01/2016 14:50
    É um economista do mundo da fantasia.
  • Andre  08/01/2016 16:07
    moro fora do Brasil e aqui no supermercado a picanha brasileira está cada vez mais barata. Obrigado Dilma! Próximas eleições tenciono ir até a embaixada votar no PT para continuar comprando carne brasileira a preços baixos.
  • Coeficiente 100%  08/01/2016 18:47

    Leandro Roque,

    a título de colaboração:

    vale dar uma olhada no índice do Big Mac Index da The Economist. Ali se fala na (des)valorização cambial em sua relação com a exportação-importação:

    www.oantagonista.com/posts/corra-para-comprar-um-big-mac

    www.economist.com/content/big-mac-index
  • Marconi  09/01/2016 10:44
    Kkkkk bom demais essa resposta ao Bresser! Boa Leandro!
  • Rodrigo  12/01/2016 17:34
    Leandro,

    Esse conceito de "dominância fiscal" -- que começou a ser usado com frequência de um tempo para cá -- faz algum sentido?

    Abraço!
  • Leandro  12/01/2016 18:31
    Sim e não. Aguarde artigo sobre o tema.
  • Rodrigo  12/01/2016 18:36
    Obrigado!
  • Marconi Soldate  12/01/2016 20:12
    Significa que não adianta o BC subir mais os juros pra segurar a inflação, porque o problema da inflação é culpa do governo gastador. Os juros do BC não freiam os gastos do governo da mesma maneira/intensidade quanto freiam os gastos/investimentos privados.
  • Gabriel  15/01/2016 00:00
    Pelo que tenho acompanhado aqui nos artigos do IMB a inflação brasileira tem três causas e nenhuma delas é controlada pela taxa de juros. A primeira são os déficits do governo (e consequente aumento da dívida), a segunda é a expansão dos gastos públicos e a terceira foi o reajuste dos preços controlados pelo governo (que estavam congelados).

    Mas já estou ansioso pelo artigo sobre o tema.
  • Pobre Paulista  15/01/2016 11:40
    "Déficits do governo" e "Expansão dos gastos públicos" não são a mesma coisa?

    Note também que vc falou que existe apenas UMA causa para a inflação: O Governo ;-)
  • anônimo  15/01/2016 12:29
    Caro Gabriel,

    Não confunda a definição correta de inflação. Inflação não é aumento de preços, mas a causa desse.

    Inflação é o aumento no volume de moeda, sua definição foi distorcida justamente para confundir, já que o único que pode aumentar o volume de moeda é aquele que controla o sistema monetário, ou seja, o governo.

  • Taxidermista  15/01/2016 13:21
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1296

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=101

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=577

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1302

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1779
  • Marcelio  16/01/2016 20:38
    Olá Leandro e demais leitores do Mises Brasil.

    Gostaria que vocês me explicassem essa notícia:

    www.redebrasilatual.com.br/economia/2015/08/brasil-e-o-terceiro-pais-mais-atrativo-para-investidores-estrangeiros-7517.html

    Nela fala que mesmo com a atual crise, o Brasil ainda é atrativo para investidores estrangeiros.

    Em uma crise, isso deveria ser ao contrário, não?

    Se puderem citar livros e artigos que esclareçam essa minha dúvida, ficarei agradecido!

    Abraço
  • Ribeiro  16/01/2016 23:16
    Não há nem livros nem artigos que expliquem essa "notícia", pois ela é falsa (tanto é que vem de um site governista).

    Eis o gráfico do investimento estrangeiro direto no Brasil (selecione o "10Y" para ver o histórico dos últimos 10 anos):

    www.tradingeconomics.com/brazil/foreign-direct-investment

    Mesmo como toda a liquidez de dólares e euros no mundo, com taxas de juros quase zero, o investimento estrangeiro está nos mesmos níveis de 2007.

    Achava que os leitores deste site eram mais espertos ao ponto de não serem enganados por sites governistas...
  • Andre  17/01/2016 15:15
    Marcelio, como o Ribeiro já demonstrou você foi enganado.

    Nesse caso eu recomendo o seguinte livro:

    www.submarino.com.br/produto/114596527/livro-o-minimo-que-voce-precisa-saber-para-nao-ser-um-idiota
  • Chaves  18/02/2016 15:44
    O que eu gostei mesmo foi da referência que foi passada:
    epocanegocios.globo.com/Economia/noticia/2016/01/producao-industrial-tem-6-queda-seguida-em-novembro.html

    Segue uma breve passagem:
    A maior pressão veio da indústria extrativa, cuja atividade recuou 10,9% no período, apontou o órgão.

    O que se quer é falar de hoje a partir de informações do passado, francamente!

  • Juliana  04/03/2016 22:01
    Olá!

    Eu vejo muita descrença por aqui. E, no final das contas, há uma (muitíssimo) pequena possibilidade de uma solução, mais baseada na teoria austríaca, ser aceita e agradar justamente o Bresser-Pereira — é claro, infelizmente não pelos mesmos motivos.

    De acordo com Bresser-Pereira (e os demais desenvolvimentistas), com a taxa de câmbio entre R$ 3,80 e R$ 4,00 em relação ao Dólar e o baixo preço das commodities, agora sim nós alcançamos um câmbio competitivo, que vai fazer o empresário industrial investir e consequentemente desprimarizar a pauta de exportações brasileiras. A questão agora é manter essa taxa de câmbio competitiva no longo prazo, porque será um grande problema se essa taxa de câmbio daqui a pouco começa a se valorizar. Daí um regime de câmbio fixo seria uma excelente solução. Mas, antes de um Currency Board ser aprovado como uma solução para esse "problema", é preciso esclarecer:

    Primeiro é que, para implantar o Currency Board, é recomendado deixar o câmbio flutuar por cerca de um ou dois meses, período esse em que se espera uma apreciação cambial, e só depois fixar o valor. Mas, que diferença faria se fosse pulada essa fase tão "brutal" de valorização cambial e fixada a taxa de câmbio nesse patamar em que está hoje (mas fora isso, obedecendo rigorosamente toda a ortodoxia do Currency Board) ?

    O segundo é que é uma grande inquietação na vida do Bresser-Pereira o fato de o Brasil não possuir um mecanismo de neutralização da 'doença holandesa', que em tese ocorre quando um país se torna forte exportador de commodities, apreciando o câmbio e tornando inviável o investimento na indústria. Agora, sendo o ouro (uma commoditie) e o Dólar os dois candidatos à âncora cambial desse Currency Board, e tendo os dois uma relação inversa de preços, que papel teria um e outro em uma possível neutralização da 'doença holandesa'? (E se é diferente ou não.)

    P.S.: Um pouco mais de fé, pessoal! Pelo menos nesse ponto do câmbio, o Bresser-Pereira pode não ser tão ruim assim. Se os propósitos baterem, podemos apresentar, agora mesmo, uma solução muito melhor e mais satisfatória para ele mesmo, do que essa proposta de retenção cambial. E pior que isso, todos aqui teriam que ser tornar seus devotados apoiadores.
  • Gabriel Medeiros  04/03/2016 23:25
    Bresser: "uma reforma que permita ao governo garantir às empresas que a taxa de câmbio real permanecerá no nível atual."

    Creio que um CB não tem como fixar o câmbio real, apenas o nominal. Alguém me corrija se eu estiver errado.

    Tem vários motivos para achar que as ideias do BP não devem ser levadas a sério. Um deles é esse da desindexação. Fica claro que ele continua querendo resolver as coisas, tal como no Plano Bresser, a partir dos efeitos e não das causas.

    Eu tenho algumas dúvidas - peço, novamente, o auxílio do pessoal - sobre a chamada Doença Holandesa. O que ela causou na Holanda? A industria morreu? Morreu e nasceu outra em seu lugar? Enfim, como é que a Holanda encarou esse problema?
  • Leandro  05/03/2016 01:37
    "Creio que um CB não tem como fixar o câmbio real, apenas o nominal. Alguém me corrija se eu estiver errado."

    Correto.

    No entanto, vale dizer que, ao se fixar o câmbio nominal via Currency Board, a inflação de preços interna tende a ficar muito próxima da inflação de preços do país da moeda-âncora, o que gera um câmbio real (em relação ao país da moeda-âncora) contante.

    Mas não é isso, obviamente, o que Bresser defende. Quando ele diz que quer manter o câmbio real "no nível atual", ele está dizendo que, para cada 1 ponto percentual de aumento do IPCA, o câmbio deve ser desvalorizado também em 1 p.p., pois um desenvolvimentista treme de medo que um aumento nos preços internos estimule as "malditas" importações.

    Obviamente, um ignorante econômico como Bresser não liga causa e efeito, e jura que é possível desvalorizar o câmbio sem que isso se traduza em novos aumentos do IPCA. Para ele, uma desvalorização cambial é algo perfeitamente possível de ser isolado do resto da economia. Não há efeito colateral nenhum. Se o IPCA subir, basta você desvalorizar o câmbio na mesma intensidade e, puf!, mágica feita sem nenhuma consequência negativa.

    "Eu tenho algumas dúvidas - peço, novamente, o auxílio do pessoal - sobre a chamada Doença Holandesa. O que ela causou na Holanda? A industria morreu? Morreu e nasceu outra em seu lugar? Enfim, como é que a Holanda encarou esse problema?"

    "Doença holandesa" é a tese de que existiria uma tendência fatal à sobrevalorização das taxas de câmbio nos países exportadores de commodities em decorrência da entrada de capitais externos, o que acarretaria a "desindustrialização".

    O nome ocorre em homenagem ao fato de que, na Holanda da década de 1960, uma descoberta seguida de volumosa exportação de gás natural apreciou a taxa de câmbio e, supostamente, teria derrubado as receitas dos outros exportadores.

    O argumento é o mesmo mercantilismo de sempre.

    A primeira pergunta é: e aí? Destruiu o país? A Holanda empobreceu? Virou uma África? Pois é. Essa teoria não se sustenta, e o motivo está explicado em detalhes aqui.

    Essa teoria da "doença holandesa" faz sucesso apenas em países subdesenvolvidos, principalmente no Brasil, cuja economia são controladas protecionistas e mercantilistas a serviço da FIESP (tanto é que seu centro de difusão está nas universidades paulistas).

    Não obstante, vale dizer que "doença holandesa" ocorre justamente em um cenário de câmbio flutuante. Com câmbio fixo por um Currency Board, que é o arranjo mais propício para países em desenvolvimento, não há doença holandesa.

    Todos os países ricos do Oriente Médio que são exportadores de petróleo trabalham com câmbio fixo em relação ao dólar. Na prática, é como se estivessem em um padrão-ouro, só que com o dólar no lugar do ouro. O princípio é o mesmo.
  • Gabriel Medeiros  24/03/2016 09:45
    Leandro, existe alguma relação entre poupança e taxa de câmbio?
    O Samuel Pessoa, por exemplo, fala que o câmbio desvalorizado da China se deve a alta taxa de poupança.
  • Leandro  24/03/2016 11:59
    Essa é uma teoria neoclássica que não se sustenta e não faz sentido nenhum.

    Na prática, o sujeito está dizendo que, quanto mais poupadora e prudente for uma sociedade, menos sua moeda valerá. Que sentido faz isso?

    A tese dessas pessoas é a seguinte: quando a taxa de poupança é alta, há uma grande oferta de crédito. Havendo grande oferta de crédito, os juros são menores. Sendo os juros menores, há menor atração de capital estrangeiro para a compra de títulos públicos. Logo, o câmbio fica mais desvalorizado.

    Isso, obviamente, não faz sentido nenhum.

    Em primeiro lugar, o que define o câmbio -- como inúmeras vezes explicado neste site -- é o poder de compra da moeda. E o poder de compra da moeda não é definido por taxas de juros.

    Em segundo lugar, há um grande furo na teoria acima: se os juros são baixos ao ponto de desestimularem investimentos estrangeiros em títulos do governo, então esse mesmo investimento estrangeiro será destinado a atividades produtivas, o que configuraria uma medida ainda mais poderosa para o fortalecimento da moeda.

    Em suma, sem lógica nenhuma.

    P.S.: o câmbio chinês -- pelo menos até meados do ano passado -- funcionava como um Currency Board. Não fosse esse arranjo, a moeda chinesa iria se valorizar perante o dólar, como sempre foi a tendência desde 2005.
  • Gabriel Medeiros  24/03/2016 13:54
    Grato pela resposta, porém muitos nós em minha cabeça agora.

    Essa teoria do câmbio estar relacionada ao poder de compra da moeda tem relação com a teoria do Paridade de Poder de Compra de Gustav Cassel?

    De modo simplificado, o poder de compra da moeda é o quanto os bancos centrais inflacionam a moeda? Se sim, as taxas de juros não teriam influência no câmbio? Visto que quanto menor os juros maior é a tendência de emissão de moeda.
  • Leandro  24/03/2016 15:34
    "Essa teoria do câmbio estar relacionada ao poder de compra da moeda tem relação com a teoria do Paridade de Poder de Compra de Gustav Cassel?"

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2018
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1087
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2175

    "De modo simplificado, o poder de compra da moeda é o quanto os bancos centrais inflacionam a moeda?"

    Isso influencia, mas nem de longe define. A confiança dos investidores estrangeiros no governo, a política fiscal (se há déficit ou superávit orçamentário) e a demanda estrangeira geral por essa moeda são igualmente importantes.

    "Se sim, as taxas de juros não teriam influência no câmbio? Visto que quanto menor os juros maior é a tendência de emissão de moeda."

    Essa relação entre juros e emissão monetária não se observa. Em vários casos -- como no Brasil de hoje versus o da década de 1980, quando a Selic estava acima de 1.000% --, ela é oposta.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2304
  • JOSE MARCOS BARBOSA  30/04/2016 21:15
    1987

    Plano Bresser fracassa na tentativa de vencer inflação recorde e o país caminha para a hiperinflação

    Abril 1987 - Bresser Pereira é o novo ministro da fazenda

    Junho 1987 - governo lança novo plano econômico e retira o gatilho salarial. Segundo o Dieese o governo vai provocar o maior confisco salarial da história do trabalhador.

    Junho 1987 - a CUT convoca greve geral para o dia 15 de julho contra plano Bresser.

    Junho 1987 - o deputado Lula analisa efeitos negativos do plano Bresser.

    Junho 1987 - metalúrgicos marcam passeata de protesto contra o plano e se preparam para a greve geral.

    Junho 1987- CUT marca greve geral para 12 de agosto.

    Junho 1987- trabalhadores decidem ir à Brasília protestar contra o plano.

    Julho 1987- metalúrgicos mostram sua força. Cerca de vinte mil pessoas participaram da passeata de protesto pelas ruas de São Bernardo.

    Julho 1987- mais de 500 metalúrgicos de São Bernardo, Santo André e interior saem em passeata de protesto em Brasília contra o plano Bresser.

    Julho 1987- a greve geral é transferida para 20 de agosto com a participação da CGT.
  • Juarez Oliveira  12/05/2016 22:04
    Se piorar bastante (balança comercial), chegamos de novo nos níveis FHC.
  • Murdoch  16/02/2017 03:05
    Leandro OFF:

    1 - Se o dólar influencia o preço das commodities, por que de 2008 com o preço do petróleo em US$120(dólar mundialmente barato) e em 2009(dólar mundialmente barato) chegou a US$45? Foi a crise financeira que provocou essa queda repentina ou alguma outra variável? Se for, poderia me explicar como exatamente isso ocorreu?

    2 - Aproveitando a conversação sobre câmbio, existe algum artigo explicando como se daria a volta de um padrão-ouro?
    Uma dúvida com relação a isso, muitos economistas advertem que sob o padrão-ouro, teria que haver reservas em ouro e que essa estocagem seria caro demais para manter o funcionamento desse sistema monetário. É verdade?

    3 - Seria interessante um artigo sobre os modelos disponíveis de investimento em um país sem uma aposentadoria pública.

    4 - Outro assunto interessante é a reserva de mercado que a bolsa de valores detém em função das grandes empresas em detrimento das pequenas empresas e como isso afeta toda a economia.
  • Leandro  16/02/2017 11:22
    1 - Aqui você cometeu um erro factual. No início de 2009, o dólar estava mundialmente caro. Pode pesquisar. Em julho de 2008, o dólar chegou a custar R$ 1,56. Em dezembro, já estava em R$ 2,62. E continuou forte até o final de março de 2009.

    Na mesma toada, um dólar custava 0,62 euro em meados de 2008. Em março de 2009, já custava 0,79 euro.

    Finalmente, em termos de ouro, uma onça chegou a custar 1.000 dólares no início de 2008. Já no início de 2009, custava 770 dólares.

    O dólar se fortaleceu no início da crise financeira. Todos os agentes econômicos, em meio a toda aquela incerteza, correram para os títulos americanos, fortalecendo pontualmente a moeda.

    Minério e petróleo, consequentemente, baratearam fortemente. Essa relação entre dólar caro e commodities baratas (e vice-versa) não encontra exceção. Ela sempre ocorre. E nem poderia ser diferente, pois se trata de uma relação básica da economia: moeda forte tem alto poder de compra.

    Depois de março de 2009, o dólar voltou a se enfraquecer (mas não ao ponto em que estava antes). E as commodities voltaram a subir (mas não aos valores de antes).

    2 - www.mises.org.br/Article.aspx?id=2196
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2304

    3 - Sugeridos aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2589

    4 - Comentado neste artigo:

    "A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) foi criada em 1976, durante o governo de Ernesto Geisel, o que já diz bastante sobre sua natureza. Sua legislação - originalmente criada por Mario Henrique Simonsen e João Paulo dos Reis Velloso, dois notórios entusiastas do planejamento econômico - é toda voltada para a cartelização do mercado em prol das grandes empresas. A CVM já impediu o lançamento de ações de várias pequenas empresas, que poderiam crescer e concorrer com os gigantes comerciais e industriais, e vem se esforçando para diminuir a concorrência nos mercados de commodities e futuros."
  • Alfredo  03/03/2017 01:05
    Viram a última? O dólar caiu, o real se valorizou, o câmbio se apreciou fortemente e... as exportações aumentaram e a balança comercial não só foi para o positivo, como ainda teve o melhor fevereiro da história!

    Mais ainda: as exportações em fevereiro tiveram um aumento de 22,4% sobre o mesmo mês de 2016. Ou seja, o dólar caiu de R$ 4,20 para R$ 3,06 e as exportações dispararam!

    Os desenvolvimentistas devem estar implorando para ninguém lhes pedir explicações...

    g1.globo.com/economia/noticia/balanca-tem-superavit-de-us-45-bilhoes-em-fevereiro-maior-para-mes-em-29-anos.ghtml

    Parabéns ao IMB pela persistência de praticamente falar sozinho sobre este tema, expondo a ignorância de todos os outros "economistas".


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