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Rapidinhas sinceras

No Brasil, o que chamamos de "governo" não é nada além de um esquema de quadrilhas voltadas para o enriquecimento próprio, custe o que custar. É assim de alto a baixo, de Brasília a Pinguelinha do Mato-Dentro.

Com todo respeito — ou nem tanto —, se você ainda não percebeu isso ou você faz parte da gangue ou merece viver sob a espada dela.

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Como em 2016 o brasileiro vai tomar menos cerveja, ou seja, vai passar muitas horas mais sóbrio, espero que ele entenda que o governo é o problema, não a solução para o colapso econômico.

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Sabe aquela ideia genial que você teve e que só se tornou viável por causa do jurinho camarada do BNDES?

Então... Seu negócio nunca deveria ter existido; ele só existe em função de uma economia populista e artificial produzida pelo PT.

Em outras palavras, não há demanda para seu produto/serviço. Ao menos, não no volume que você inicialmente imaginou.

Está descobrindo só agora, né? Conselho: feche antes que as dívidas fiquem impagáveis.

Ah, pesquise "escola austríaca de economia" e boa sorte da próxima vez.          

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O fato de usarmos a torto e a direito a expressão "pedaladas fiscais" representa uma importante vitória da máquina de propaganda petista, máquina essa que vai desde o topo da cadeia de comando até as mídias patrocinadas pela verba estatal, passando, é claro, pelo grupo de eunucos que alega ser a oposição.

Não existe, em absoluto, pedalada fiscal. O que acorreu — e está em curso ainda — são fraudes fiscais, são ilegalidades, são explícitos crimes de responsabilidade. Pedalada passa a impressão de algo inocente, pueril, um deslize — ou, na estranha língua da presidente oligofrênica, seria no máximo um "malfeito".

Ora, não dá para sequer pensar em tirar o PT do poder se aceitamos inclusive a linguagem corrupta proposta por eles. A solução de um problema começa com um diagnóstico minimamente honesto — e, em prol da verdade, ainda que a expressão seja engraçadinha, ela é ordinária.

Quem pedala é ciclista; quem frauda contas públicas é criminoso e deve ser tratado como tal.


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SOBRE O AUTOR

Daniel Marchi
é economista graduado pela FEA USP Ribeirão Preto e membro do Instituto Carl Menger, em Brasília.



OFF-TOPPIC: pessoal do IMB, seria possível vocês redigirem um artigo refutando as teorias conspiratórias sobre o Nióbio que abundam desde a época do Enéias? Quinta-feira o Instituto Liberal reiniciou o debate, e seria ótimo se vocês dessem continuidade. Eis o que comentei no website do IL, é o que resumidamente penso do assunto:

"Se há indícios concretos ou, ao menos, motivos para crer que as empresas autorizadas pelo Estado brasileiro a retirarem do solo e comercializarem este metal estão cometendo fraudes de qualquer natureza, em conluio com grupos estrangeiros ou não, a solução é, em se confirmando as irregularidades, rescindir os contratos de permissão em vigor e abrir este mercado para mais empresas interessadas no empreendimento - seja lá de onde elas forem. A que oferecer a melhor barganha leva as jazidas - e paga impostos sobre tudo o que produzir. Elevar o preço na marra? Claro, abusar desta condição de quase monopolista pode funcionar no começo, mas no médio prazo surgirão alternativas de melhor custo-benefício para atender a demanda daqueles insatisfeitos com a situação. Deixar de vender o Nióbio como comodittie e agregar valor ao mineral em nossa indústria da transformação? Seria ótimo, se nosso parque industrial não estivesse parado no tempo desde meados do século passado. Só falta criarem a estatal NIOBRÁS no Brasil, que dará origem ao escândalo do NIOBRÃO. O brasileiro não aprende mesmo: sempre achando que vai encontrar um bilhete premiado no chão e poderá passar o resto da vida bebendo e sambando."
"Tal afirmação nunca foi feita. Em ponto nenhum do artigo. E nem em nenhum outro artigo"

Não me refiro à uma frase ou texto escrito nos artigos do IMB. Estou questionando a percepção daqueles que defendem esse modelo de afrouxamento da terceirização proposto pelo governo, pois essa discussão toda é parte da realidade em que estamos vivenciando. Aliás, não creio que esse artigo seja uma mera exposição teórico-dissertativa acerca do que seria e quais os benefícios de uma terceirização segundo os liberais, muito menos um texto desvinculado da conjectura atual, como você transparece para quem lê. Logo, minha indagação é pertinente, ainda que, o que questiono, não esteja explicitamente escrito no artigo.

Em relação ao artigo linkado, em momento algum vi algo a mostra que abordasse diretamente o problema terceirização-corporativismo privado que eu levantei acima. O que mais se aproxima seria esse trecho:
"Em primeiro lugar, a ideia de que custos menores para empresas é algo ruim. Além do fato de que custos baixos permitem maior acúmulo de capital — o que possibilita mais investimentos e mais contratações —, falta explicar como que custos de contratação menores podem ser ruins para pessoas à procura de emprego."
Sim, não há problema algum em um empresário tentar reduzir seus custos para se adequar a concorrência e auferir maiores lucros. O entrave se encontra, como eu falei, no empresário monopolista que não possui um fator invísivel para motivá-lo à otimizar sua produção. A mão visível do Estado garante que seu produto inevitavelmente será consumido e, com isso, seu lucro será certeiro. Por conseguinte, não há a preocupação constante deste em inovar, melhorar a qualidade, aumentar a produtividade da sua mão de obra. Nesse sentido, a terceirização beneficia esse empresário, justamente por rebaixar seus custos com contratados (temporários ou não) à niveis abaixos daquilo que os empregados produzem, sabendo se que eles estão confortáveis em relação aos processos trabalhistas que enfrentarão (ajudinha estatal). Bem como, estagna ou retarda as inovações, tendo em vista que sua produção atual será adquirida pelos consumidores à um preço "monopolístico" durante um tempo maior que o de uma concorrência que existiria num livre mercado. Ademais, seu produto foi feito empregando mão-de-obra com um ônus muito abaixo daquilo que ela de fato produz. Desse modo, a margem de lucro é gigantesca, sendo que esse lucro pode sim ser revertido em capital para futuras melhoras, o que, na minha opinião, não aflinge ou preocupa de modo algum uma empresa monopolista, pois esta pode facilmente pegar crédito subsidiado de bancos estatais, ou ser empreendido em outros investimentos pessoais e, na minha percepção, fúteis e de pouco potencial de gerar valor no futuro.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Bartolomeu Tiburcio  06/01/2016 19:40
    Muito bom, Daniel.

    Governo é um amontoado de hienas disputando a carniça em putrefação.
  • FL  06/01/2016 19:55
    Li em algum lugar algo assim:

    Chamar o que está sendo feito de "pedalada fiscal" é como chamar um estupro de "travessura erótica"
  • brendo  06/01/2016 20:05
    Só uma pergunta quem é que vai julga o estado?
  • otavio  07/01/2016 16:05
    o estado
  • Luiz Fernando Velho  06/01/2016 20:48
    Ou nem uma coisa nem outra. Podem ser pessoas de bem que acreditam no sistema de boa fé. Acho importante o Instituto Mises Brasil não desvalorizar o próprio trabalho de esclarecimento. Para tanto, respeitar os leitores sem dúvida é um dos melhores caminhos.
  • Donato  06/01/2016 21:33
    Do que você está falando, Luiz Fernando?
  • Luiz Fernando Velho  06/01/2016 23:01
    Há uma alternativa entre merecer viver sob a espada ou fazer parte da gangue, caso alguém não tenha percebido que "'governo' não é nada além de um esquema de quadrilhas voltadas para o enriquecimento próprio, custe o que custar". Há o cidadão de bem, que de boa fé acredita no sistema, mas que pode mudar de opinião quando tem acesso a informações e a outros pontos de vista. Mas, ao não reconhecer outra alternativa que não seja acusar o leitor, desvaloriza-se o próprio trabalho de esclarecimento. Um pouco mais de modéstia e respeito não fariam mal.
  • Theodoro   07/01/2016 00:14
    "Há uma alternativa entre merecer viver sob a espada ou fazer parte da gangue, caso alguém não tenha percebido que [...]"

    Não, não há. Compulsoriamente você é obrigado a sustentar a máfia. E esse é o inferno.

    E, desculpe-me a sinceridade, mas quem é ingênuo, tem boa fé, e por isso não percebeu a realidade, merece sim viver sob a espada. Ao menos até aprender. O mundo não é dos otários, e o autor fez bem em dar essa chacoalhada, sem meios termos.

    "Há o cidadão de bem, que de boa fé acredita no sistema,"

    Desculpe-me, mas quem acredita em quadrilhas, ainda que movido por genuína boa fé, é um ignóbil. Desses, não se pode esperar muito. Não estão preparados e, de novo, o autor faz muito bem em utilizar palavras duras para sacudir tais pessoas (se é que elas existem) da inércia.

    No Brasil, no entanto, é cada vez menor o número dessas pessoas que genuinamente "acreditam no sistema". Ou o sujeito é abertamente a favor do governo (pois depende dele para o seu sustento) ou é contra (por vários motivos, inclusive por não estar fazendo parte do esquema e se ressentir disso). Ambos, porém, acreditam na necessidade imperiosa de existir políticos. Ninguém nunca conseguir explicar por quê.

    Mas há uma boa notícia: idílicos que acreditam em um governo povoado por anjos e santos são cada vez menos. Todos sabem que políticos são ladrões e escroques que visam apenas ao seu próprio bolso. Pelo menos isso.
  • Luiz Fernando Velho  07/01/2016 01:20
    Esse julgamento excessivamente severo sobre as pessoas é um erro e vai contra a noção de liberdade tão cara aos adeptos da escola austríaca. Partindo do pressuposto de que quem não foi iniciado é um estúpido, esse site perde inclusive o sentido. Divida-se o mundo em estúpidos e não estúpidos e vamos todos para casa, deixando em paz a vasta maioria que simplesmente desconhece a obra de Ludwig von Mises. Afinal, eles cometeram um pecado e merecem viver sob a espada, não é mesmo? A menos que o interesse seja o de arrumar discípulos tão submissos que aceitem ser chamados de idiotas ou de gangsters sem reclamar. Lendo a obra de Mises, tenho certeza de que essa não foi a sua intenção.
  • brendo  07/01/2016 03:23
    palmas palmas falou tudo.
  • Luciano Medeiros  09/01/2016 13:59
    Parabéns pela argumentação, Luiz Fernando!

    Fiquei com uma dúvida: foi só no meu navegador que havia a frase "Envie-nos seu comentário inteligente e educado" sobre o formulário de encaminhamento de comentários?
  • Daniel  06/01/2016 23:50
    Só li verdades.
  • Erick  07/01/2016 11:58
    Excelente!

    Ou seja: a quadrilha, buscando se apoderar e roubar mais, deu dinheiro para seus capangas e cometeu fraudes fiscais, sendo fiscalmente irresponsáveis.
    Eis a maneira que a mídia deveria escrever se fosse honesta.
  • Antonio  07/01/2016 12:49
    O Artigo em questão me fez lembrar daquela fábula do Gavião e do Urubu e as razões dos parceiros de rapina. O que pode ser perfeitamente aplicado à nossa política brasileira.

    Encontraram-se o gavião e o urubu, velhos amigos.
    -- Estás magro, compadre! Disse o gavião. Há seis meses parecias mais forte...
    --- Carniça nesta época do ano é rara, respondeu o urubu.
    Quando todos estão nédios, eu definho. Bom tempo, o da seca, quando falece o alimento aos demais...
    --- Por que não fazes como eu? Mato e devoro.
    --- Matar eu não mato, nem para matar a fome. É uma questão de consciência...
    Nesse momento a juriti passou-lhes perto e se meteu na moita.
    --- É assim, compadre, que eu procedo!
    Como uma seta, o gavião atirou-se à presa. Mas o fez com tamanha infelicidade, que se espetou na ponta aguçada de um galho partido.
    --- Acode-me, compadre urubu! Tira-me deste espeto, que traspassa. Tem dó de mim? Eu morro...
    --- Matar eu não mato. Mas, salvar quem está morrendo?
    Não, não sou obrigado! ...

  • Miguel Rotebardo  09/01/2016 01:00
    O auge do texto em minha opinião é na simples, porém direta exposição da sujeira presente na novilíngua petista:
    "Quem pedala é ciclista; quem frauda contas públicas é criminoso e deve ser tratado como tal."


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