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O "aedes unicampi"

Eles são terríveis por seu poder destrutivo, perigosos por sua capacidade de prestidigitação, assustadores por sua arrogância e aterradores por sua personalidade traiçoeira.

Podem ser encontrados em todos os cantos do Brasil, da América Latina e também, embora em menor número, na Europa e nos Estados Unidos, mas sua incidência é maior aqui entre nós, nas universidades, na mídia e em escritórios de órgãos e empresas estatais.

Os focos maiores dessa desastrosa mosquitama e nos quais as larvas há anos encontram ambiente favorável à reprodução, no entanto, se localizam em Campinas, no bairro carioca da Urca e nas universidades públicas de todo o país. Não voam, mas dão aulas; não picam, porém escrevem artigos; e não se reproduzem em águas paradas, mas nos livros e artigos em que aprendem suas falsas teorias. Falsas sim, porque todas foram — para usarmos a linguagem de Popper — falsificadas à exaustão, sempre que foram postas em prática no mundo real, aquele velho mundão da ação humana voluntária.

São os economistas heterodoxos, a mosquitaria de aedes unicampi, seres que se julgam tão inteligentes a ponto de crerem que podem refutar princípios elementares, substituindo-os por mirabolantes engenhocas, como os cinco congelamentos de preços da segunda metade dos anos 80 e início dos anos 90.

E não é que esses seres arrogantes, pretensiosos e despreparados, no primeiro mandato da senhora Dilma, foram ao lixão e recuperaram, uma a uma, todas as teses já tornadas putrefatas pela história, e as juntaram em um quebra-cabeças macabro a que deram o nome de "Nova Matriz Econômica"? E não é que o ministério da Fazenda, há poucos dias, foi entregue a outro desses exemplares? E que o anterior mosquito-chefe, da espécie Mantega mantegae, foi substituído, após um ano de levyandades, pelo seu ex-assessor, da espécie Barbosa barbosae?

Destruíram impiedosamente — e criminosamente, via "pedaladas" — fundamentos duramente conquistados, sob a alegação de que não são necessários e são recessivos e que as teorias que os sustentam são falsas verdades, que podem ser desmistificadas por sua heterodoxia de mágicos de quinta categoria.

Não aprenderam as lições nos anos 1940, por ocasião do famoso debate entre o saudoso Professor Eugênio Gudin e o protecionista Roberto Simonsen; não aprenderam nos anos 1950, quando JK resolveu colocar em prática o receituário torto da Cepal de Prebisch, Rangel, Furtado e outros para fazer o Brasil "avançar 50 anos em 5"; não aprenderam no final dos anos 1970 e início dos anos 1980, quando o "desenvolvimentista" Delfim derrubou Mario Henrique Simonsen e mergulhou a economia do país, entre uma "medida" e outra, na estagflação; não aprenderam na segunda metade dos anos 1980 e na primeira dos anos 1990, quando conduziram cinco desastrosos "planos" com congelamentos de preços; e não aprenderam com o sucesso do Plano Real, que criticavam irresponsável e acerbamente.

Quando a "nova matriz" foi anunciada, por volta de 2010, cobriram-na de aplausos; agora, que a economia passa por uma das maiores estagflações de nossa história, se fazem de rogados e atribuem o triste quadro atual da economia a um "ajuste fiscal" que sequer foi esboçado, dado o apego ideológico ao estado, serôdio, extemporâneo e demodée da senhora que nos governa e de seu partido e a uma pretensa "ortodoxia" levytica, que se limitava quase que exclusivamente a tentar ressuscitar a CPMF.

Entenderam? A culpa pela crise não é deles, de suas teorias estapafúrdias, nem da inépcia do governo para cortar seus gastos; a culpa é do "conservador" Levy — o mesmo que passou um ano inteiro sem nada fazer de concreto. Mas eles são, afinal, "progressistas"...

Se eu tivesse sido o responsável pelo Cruzado II, sinceramente, teria vergonha até de sair na rua; no entanto, seu principal mentor — o ministro da época — deita falação contra o ajuste fiscal (em meio a suas surradas papoulas) e diz que não teve nada a ver com a matriz da Dilma. Se eu tivesse errado todas as previsões sobre a economia que fiz e, além disso, tivesse sido presidente de meu clube de futebol e o tivesse levado à falência, trataria de enfiar o rabo entre as pernas e estudar a boa teoria econômica; no entanto, o economista que se enquadra nessa incompetência profissional ainda tem a desfaçatez de negar a necessidade de um ajuste fiscal, além, obviamente, de "tirar o seu da reta", negando qualquer afinidade com a referida e desastrosa matriz.

A mais recente manifestação do aedes unicampi foi a "nota de repúdio" ao texto do economista Alexandre Schwartsman, em sua coluna semanal na Folha de São Paulo, "O Porco e o Cordeiro", uma fábula econômica com um diálogo entre animais. Uma infestação de 154 profissionais da espécie aedes unicampi, como relata Mansueto Almeida em seu blog, lançou-se contra Schwartsman, reclamando da linguagem cifrada e, segundo eles, desrespeitosa, com que teria tratado as pessoas de quem discorda, mas que, na verdade, é uma alusão à famosa obra de 1945, Animal Farm (A revolução dos Bichos) de Geroge Orwell.

Como observa Mansueto, o "interessante é que muitos dos que assinam a Nota de Repúdio não são também muito educados no debate público e costumam usar adjetivos bastante fortes para descrever ideias com as quais não concordam, seja em artigos, seja nos posts nas redes sociais".

Infelizmente, teremos de passar por mais dificuldades para que esses mosquitos mortíferos à economia e à sociedade sejam erradicados e mais algumas décadas para eliminarmos todos os seus possíveis focos de reincidência. Mesmo assim, esperando que, depois de 516 anos (sem contar os dois ou três seguintes, em que suas teorias certamente causarão ainda mais estragos), tenham aprendido a distinguir causas de efeitos.

Enquanto tivermos no governo esses exemplares de aedes unicampi ditando regras malucas na economia e enquanto esses perigosos insetos continuarem infestando nossas universidades e nossa mídia, iludindo muitos milhões de indivíduos que não entendem de economia, estaremos abrindo alas para um destino de atraso.

Quem semeia ventos colhe tempestades e quem semeia heterodoxia econômica, no tempo certo da colheita terá recessão, inflação, desemprego e estará roubando os sonhos de muitos milhões de inocentes.

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Veja também:

Keynesianos não querem assumir a paternidade da filha


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SOBRE O AUTOR

Ubiratan Jorge Iorio
é economista, Diretor Acadêmico do IMB e Professor Associado de Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).  Visite seu website.


OFF-TOPPIC: pessoal do IMB, seria possível vocês redigirem um artigo refutando as teorias conspiratórias sobre o Nióbio que abundam desde a época do Enéias? Quinta-feira o Instituto Liberal reiniciou o debate, e seria ótimo se vocês dessem continuidade. Eis o que comentei no website do IL, é o que resumidamente penso do assunto:

"Se há indícios concretos ou, ao menos, motivos para crer que as empresas autorizadas pelo Estado brasileiro a retirarem do solo e comercializarem este metal estão cometendo fraudes de qualquer natureza, em conluio com grupos estrangeiros ou não, a solução é, em se confirmando as irregularidades, rescindir os contratos de permissão em vigor e abrir este mercado para mais empresas interessadas no empreendimento - seja lá de onde elas forem. A que oferecer a melhor barganha leva as jazidas - e paga impostos sobre tudo o que produzir. Elevar o preço na marra? Claro, abusar desta condição de quase monopolista pode funcionar no começo, mas no médio prazo surgirão alternativas de melhor custo-benefício para atender a demanda daqueles insatisfeitos com a situação. Deixar de vender o Nióbio como comodittie e agregar valor ao mineral em nossa indústria da transformação? Seria ótimo, se nosso parque industrial não estivesse parado no tempo desde meados do século passado. Só falta criarem a estatal NIOBRÁS no Brasil, que dará origem ao escândalo do NIOBRÃO. O brasileiro não aprende mesmo: sempre achando que vai encontrar um bilhete premiado no chão e poderá passar o resto da vida bebendo e sambando."
"Tal afirmação nunca foi feita. Em ponto nenhum do artigo. E nem em nenhum outro artigo"

Não me refiro à uma frase ou texto escrito nos artigos do IMB. Estou questionando a percepção daqueles que defendem esse modelo de afrouxamento da terceirização proposto pelo governo, pois essa discussão toda é parte da realidade em que estamos vivenciando. Aliás, não creio que esse artigo seja uma mera exposição teórico-dissertativa acerca do que seria e quais os benefícios de uma terceirização segundo os liberais, muito menos um texto desvinculado da conjectura atual, como você transparece para quem lê. Logo, minha indagação é pertinente, ainda que, o que questiono, não esteja explicitamente escrito no artigo.

Em relação ao artigo linkado, em momento algum vi algo a mostra que abordasse diretamente o problema terceirização-corporativismo privado que eu levantei acima. O que mais se aproxima seria esse trecho:
"Em primeiro lugar, a ideia de que custos menores para empresas é algo ruim. Além do fato de que custos baixos permitem maior acúmulo de capital — o que possibilita mais investimentos e mais contratações —, falta explicar como que custos de contratação menores podem ser ruins para pessoas à procura de emprego."
Sim, não há problema algum em um empresário tentar reduzir seus custos para se adequar a concorrência e auferir maiores lucros. O entrave se encontra, como eu falei, no empresário monopolista que não possui um fator invísivel para motivá-lo à otimizar sua produção. A mão visível do Estado garante que seu produto inevitavelmente será consumido e, com isso, seu lucro será certeiro. Por conseguinte, não há a preocupação constante deste em inovar, melhorar a qualidade, aumentar a produtividade da sua mão de obra. Nesse sentido, a terceirização beneficia esse empresário, justamente por rebaixar seus custos com contratados (temporários ou não) à niveis abaixos daquilo que os empregados produzem, sabendo se que eles estão confortáveis em relação aos processos trabalhistas que enfrentarão (ajudinha estatal). Bem como, estagna ou retarda as inovações, tendo em vista que sua produção atual será adquirida pelos consumidores à um preço "monopolístico" durante um tempo maior que o de uma concorrência que existiria num livre mercado. Ademais, seu produto foi feito empregando mão-de-obra com um ônus muito abaixo daquilo que ela de fato produz. Desse modo, a margem de lucro é gigantesca, sendo que esse lucro pode sim ser revertido em capital para futuras melhoras, o que, na minha opinião, não aflinge ou preocupa de modo algum uma empresa monopolista, pois esta pode facilmente pegar crédito subsidiado de bancos estatais, ou ser empreendido em outros investimentos pessoais e, na minha percepção, fúteis e de pouco potencial de gerar valor no futuro.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Gabriel  04/01/2016 20:29
    Roberto Campos já dizia lá na década de 90 que "Ou o Brasil acaba com os economistas da unicamp ou os economistas da unicamp acabam com o Brasil", e o pior que essa frase dita a mais de 25 anos atrás continua muito atual.

    Sempre que eu vejo essas idéias esquerdistas malucas dos "engenheiros sociais" me vem a cabeça uma frase onde Mises dizia

    "Não existe ameaça mais perigosa para a civilização do que um governo de homens incompetentes, corruptos e infames. Os piores males que já teve a humanidade de suportar, lhe foram infligidos por maus governos."
  • Bartolomeu Tibúrcio  04/01/2016 20:39
    Texto espetacular, Prof. Ubiratan.

    Excelente mesmo.

    Abraço.
  • Juliano Gazal  04/01/2016 20:56
    aedes unicamps: Belluzo, Delfim, Mantega, Maria da Conceicao, Pochman, Mercadante, Dilma, Barbosa...que merda de time! Só lixo.
  • Jean Rovaris   04/01/2016 20:57
    Acredito que a destruição da economia se ocorre propositadamente: é a tática de guerra da terra arrasada visando cooptar apoio político de estados e municípios falidos (vide RJ); também visa destruir a economia para quando a oposição tomar o poder em 2018 o PT possa aí ter um discurso.

    Fizeram o diabo para ganhar as eleições; estão fazendo o diabo para manter o poder e para retomar o poder ali adiante,mas sem ajuste algum.

    Típico de comunistas.
  • Jean  17/02/2016 15:28
    Exatamente.
  • Guido Gomes  04/01/2016 20:58
    Tem inseticida pra essa praga?
  • Vinícius Furlan  04/01/2016 23:48
    Tem sim Guido, da marca Hayek. Até mais!
  • Gustavo  10/02/2016 00:40
    Uma marca do Grupo Austrians
  • João Paulo Lima  04/01/2016 22:00
    Interessante é que no site da nota de repúdio não há um espaço "democrático" para comentários. Um abraço a todos.
  • Economista da UNICAMP  04/01/2016 22:10
    Mais perigoso que o aedes unicampi é o triatoma austríacos. Esse sim, perigosíssimo, transmite o Trypanosoma austeridadis que faz com que a pessoa rejeite tomar remédios, acreditando que uma tal ''mão invisível'' cura-lo-á.

    Nos EUA, o touro estava doente, mas o ''médico'' Bernanke estava lá pra injetar o remédio(QE). Hoje o touro está saudável e dando suas ''chifradas'' para o alto.

    Aqui no Brasil nos temos um touro adoecido desde 2014, fraturado pelas patadas do urso. Mas esse urso é valente, e está faminto por liquidez para voltar à sua saúde pujante de 2011. Porém está faltando o ''médico'' para aplicar o remédio, e esse médico se chama Guido Mantega.
  • Carlos  05/01/2016 12:59
    Pelo amor... Sério que algum idiota fala isso ainda se intitula economista???

    Vai procurar as razões da crise sua anta... E seu querido estadinho subsidiando e forçando juros baixos... Fannie Mae.

  • Luis  05/01/2016 17:47
    Típico filósofo, economista da Unicamp e outros são personagens que ironizam a heterodoxia assumindo o seu discurso.
  • Anônimus  05/01/2016 00:04
    Concordo com basicamente tudo que foi dito. Mas só tomem cuidado para não generalizar os que ensinam economia nestes instituições. Sou docente de uma delas, de formação ortodoxa, liberal de carteirinha, e sou uma exceção que vem crescendo na nova safra de docentes. Embora trabalhe com Econometria, e não com Economia Política, muitos alunos vêm me procurar para desenvolver pesquisas por não acreditarem na falácia política pregada pela maior parte do "clérigo" tradicional.
  • Tales Roberto  05/01/2016 01:19
    Não sou economista mas a minha formação me permite desenvolver um raciocínio que me faz acreditar na ineficácia da teoria econômica Keynesiana. Embora o princípio da conservação seja uma verdade, em um sistema complexo, o trabalho realizado não será totalmente transformado em energia mecânica. Sempre haverá um perda! Os fundamentos dessa não conservação pode ser explicado com base na segunda lei da termodinâmica. Transpondo essa verdade para as ciências econômicas somos levados a acreditar, intuitivamente, que a teoria Keynesiana torna o sistema menos eficiente. Este é o primeiro ponto. O segundo ponto, que seria o de que se seria possível ter a informação necessária para tomadas de decisão acertadas, deixo para outro desenvolver.


    Pelo mesmo motivo é que fiquei fascinado pela escola Austríaca. É uma escola cuja as propostas e previsões encontram total respaldo na realidade objetiva. O juiz supremo de qualquer teoria é a experiência, e na impossibilidade desta, a própria observação da natureza. A escola austríaca é a que mais se aproxima dela. O homem é parte da natureza, assim como todas as suas realizações e, inclusive, a economia.

    Por outro lado, a realidade objetiva (a natureza) não perdoa a teoria Keynesiana.

    Acabei de ver um vídeo do Belluzo afirmando que o Hayek negava que economia pudesse ser tratada com uma ciência exata, em especial no que se refere a mecânica newtoniana. Belluzo equivoca-se, em um sentido mais amplo as ciências exatas não tratam apenas de fenômenos de natureza determinística. As ferramentas matemáticas podem ser utilizadas no tratamento de problemas de natureza complexa e não-determinística, a citar: a mecânica quântica, a termodinâmica, a física estatística etc.

    Hayek não negava as ciências exatas. Tanto que na palestra dele (na premiação do Nobel) afirmou que o que ele ia propor também era de interesse dos cientistas naturais. Ele, na minha opinião, simplesmente nega a natureza determinística da economia.

    Mas acho que talvez falte a escola austríaca um formalismo matemático que trate o problema da complexidade, sem se reduzir a simples relações de causa e efeito, tal como a teoria Keynesiana. Seria possível tal aproximação?

    Acho que o que falta é vir alguém e completar o trabalho de Hayek.
  • Tales Roberto  05/01/2016 01:29
    Seja quem for deverá repetir a máxima de Newton: "Se eu vi mais longe, foi por estar sobre ombros de gigantes." E o gigante é Frederich August von Hayek.
  • André Terra  11/02/2016 04:01
    Tales Roberto,

    Lendo acerca da falência do fundo LTCM, encontrei a seguinte passagem que pode esclarecer sua questão:

    "As leis matemáticas que regem o jogo de cara ou coroa repousam no fato de que "a moeda não lembra" que saiu coroa três vezes seguidas, as probabilidades na quarta jogada continuam sendo 50%.

    Mas o mercado tem memória. Às vezes uma tendência se mantém apenas porque os corretores esperam (ou temem) que isso aconteça. Depois de três jogadas ruins no mercado, a quarta pode não ser mais totalmente aleatória. Alguns corretores podem ter sofrido prejuízos e ser obrigados a vender; outros investidores, atentos, podem entrar em pânico e decidir vender ainda mais depressa."

    Quem tbm disse algo a respeito foi Isaac Newton, talvez intuindo a ideia acima, com a sua famosa frase:
    "Posso calcular o movimento das estrelas, mas não a loucura dos homens."

    Saudações,

  • Guilherme  05/01/2016 20:12
    Caro Tales, vou lhe encaminhar um artigo do professor Fabio Barbieri da USP acerca da relação do recente esforço dos teóricos da complexidade no campo da economia com as idéias de Hayek.

    ojs.econ.uba.ar/ojs/index.php/CIECE/article/view/492

    abraço
  • Thiago Teixeira  07/01/2016 13:46
    Hayek ergueu-se sobre os ombros de Mises.

    Mises dissertou sobre o dualismo metodológico: os métodos das ciencias naturais não se aplicam às ciencias humanas.
    Basicamente porque se você aplicar a um material qualquer determinada ação, pode esperar sempre a mesma resposta; se você submete o ser humano a mesma ação, sua reação pode ser diferente, é imprevisível. Então a abordagem metodológica tem que ser uma para as ciencias naturais, outra para a ação humana.
  • Amorim  14/01/2016 13:29
    Mises, identificou e expandiu a abordagem apriorística da lógica aplicada que é a ciência econômica ao formular e constatar que o axioma da ação humana era um juízo sintético a priori. Entretanto, quem identifica, teoriza e define a diferenciação entre as abordagens de investigação em busca de conhecimento é Kant.
  • Tales Roberto  05/01/2016 10:28
    Alguém poderia me indicar artigos científicos que tratem do problema da entropia e da teoria da informação sob a ótica Hayekiana?
  • Taxidermista  05/01/2016 11:52
    Meu caro, talvez possa te interessar:


    public.econ.duke.edu/~bjc18/docs/Reflections%20on%20Hayek's%20Sensory%20Order.pdf


    www.gmu.edu/depts/rae/archives/VOL13_1_2000/horwitz.pdf
  • Tales Roberto  05/01/2016 12:20
    Ademais, não sei se alguém já refutou isto. Mas, o argumento de que a escola austríaca falha no teste da falseabilidade é incorreto. A impossibilidade de se realizar experiências controladas não impede a observação da natureza. Os astrofísicos conhecem bem este conceito. Não é possível ir até as estrelas para realizar experiências, mas da simples observação (movimento e radiação deles provenientes) e com base nas teorias conhecidas é possível inferir as suas propriedades.

    Resumidamente, a natureza é uma grande experiência, apesar de não controlada.
  • Luis  05/01/2016 18:02
    Estudei na UFRJ e conheço bem estes exemplares, até porque os estudei profundamente seus totens (Keynes e Marx). Infelizmente, na minha época, a instrumentalização da ciência econômica foi possível mais por default neoclássico do que vitória heterodoxa. O professor Ubiratan é um exemplo de fuga da armadilha monetarista, vide sua passagem por Chicago.
    Quanto a mim, trabalhei com economista de Chicago e pude perceber que as críticas heterodoxas são muito mais contra um espantalho do que contra a ortodoxia e reflete carência de conhecimentos básicos da ciência econômica, inclusive o qu dá base para a heterodoxa (tem professor heterodoxo que até hoje critica a Lei de Say que o rpóprio Say desconhece, não entende alguns keynesianos interessantes como Minsky, que leu bem Wicksell, não tem teoria da inflação desenvolvida, seja a visão clássica, muito menos o conceito monetarista, etc. )
    Atualmente, tive contatos com alunos e recém-formados da UFRJ que deram raios de esperança: há muito mais "austríacos" hoje, inclusive grupo de estudos dedicados.
  • Leninmarquisson da Silva  06/01/2016 17:27
    Sou só eu que acredito que todas essas ações na economia são propositadas para destruir o país e se fortalecer do caos?

    Não é possível que esse pessoal seja tão estúpido. Me recuso a acreditar nisso. Mas sei muito bem que economia indo bem significa pobre independente, e pobre independente não é útil ao governo.
  • Zumbilandia  06/01/2016 17:38
  • Ronaldo  11/01/2016 21:16
    Só para corrigir um detalhe o nome científico é com a inicial maiúscula no gênero e sem vírgula separando o epíteto específico, por exemplo: não é barbosa, barbosae e sim Barbosa barbosae.
  • Amorim  14/01/2016 15:12
    O problema fundamental, professor Iorio, é a imunidade intelectual baixa. Esse sim um mal crônico brasileiro (entretanto, com diferentes graduações de intensidade, tem alcance mundial). O vetor da doença só causa algum mal por que o organismo intelectual é débil quando exporto ao agente infectante (marxismo e/ou keynesiamo). Em sua forma mais comum o paciente não costuma responder ao antídoto austro-liberal (embora ainda haja possiblidade de exceções) já em sua forma mais agressiva além da recusa ao tratamento costumam escrever sobre seus delírios em pseudo artigos e/ou, em alguns casos, gravar vídeos sobre suas alucinações ideológicas. Quando atingem a forma agressiva são causas perdidas e ainda fator de propagação para sociedade, já que contém o agente infectante dentro de si e geralmente encontram meios midiáticos de propagação.
  • Austregesilo Flamarion Carrillo Augustus  16/02/2016 13:04
  • Pobre Paulista  16/02/2016 13:18
    Hora de trocar LFT's por NTN-B's?


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