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A incoerência dos liberais e minarquistas

Juro não entender o consenso entre os liberais — definidos aqui como de qualquer estirpe, conquanto que defendam a existência de algum estado — em delegar ao estado a provisão dos serviços de segurança, justiça, saúde e educação.

Os liberais dominam com maestria a teoria econômica e explicam como poucos o quão inerentemente ineficiente é o estado para prover qualquer serviço ou produto. Mas, por algum motivo — politicamente estratégico, talvez —, se recusam a aplicar as suas próprias lições à questão da segurança, justiça, saúde e educação.

Se essas são as funções essenciais em uma sociedade — como a maioria dos liberais alega — por qual razão deste mundo sujeitar os mais necessitados a esse arranjo no mínimo insensível?

Quando defendem — e com razão — a redução do estado em favor da sociedade, eles prontamente concedem que, muito embora sua diminuição seja necessária, a sua existência para algumas funções básicas é absolutamente necessária.

Para resolver essa incongruência, seria preferível apenas defender a redução do estado — e nada além disso — a estar sujeito a ser atacado por defender posições ilógicas.

Deixemos a discussão das "funções essenciais" para daqui a algumas décadas ou séculos.

__________________________

Acréscimo do editor

Ainda nessa linha, os próprios minarquistas — que defendem que o estado se ocupe apenas de serviços de segurança e do judiciário — não escapam da incoerência atroz: segundo eles, o mesmo estado que é incapaz de gerenciar eficientemente uma escola e um hospital irá, miraculosamente, prover com grande eficiência serviços policiais e "manter o império isonômico da lei e da ordem" — algo que, convenhamos, é um tantinho mais difícil do que gerenciar uma escola e um hospital.


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SOBRE O AUTOR

Fernando Ulrich
é mestre em Economia da Escola Austríaca, com experiência mundial na indústria de elevadores e nos mercados financeiro e imobiliário brasileiros. É conselheiro do Instituto Mises Brasil, estudioso de teoria monetária, entusiasta de moedas digitais, e mantém um blog no portal InfoMoney chamado "Moeda na era digital". Também é autor do livro "Bitcoin - a moeda na era digital".

 


OFF-TOPPIC: pessoal do IMB, seria possível vocês redigirem um artigo refutando as teorias conspiratórias sobre o Nióbio que abundam desde a época do Enéias? Quinta-feira o Instituto Liberal reiniciou o debate, e seria ótimo se vocês dessem continuidade. Eis o que comentei no website do IL, é o que resumidamente penso do assunto:

"Se há indícios concretos ou, ao menos, motivos para crer que as empresas autorizadas pelo Estado brasileiro a retirarem do solo e comercializarem este metal estão cometendo fraudes de qualquer natureza, em conluio com grupos estrangeiros ou não, a solução é, em se confirmando as irregularidades, rescindir os contratos de permissão em vigor e abrir este mercado para mais empresas interessadas no empreendimento - seja lá de onde elas forem. A que oferecer a melhor barganha leva as jazidas - e paga impostos sobre tudo o que produzir. Elevar o preço na marra? Claro, abusar desta condição de quase monopolista pode funcionar no começo, mas no médio prazo surgirão alternativas de melhor custo-benefício para atender a demanda daqueles insatisfeitos com a situação. Deixar de vender o Nióbio como comodittie e agregar valor ao mineral em nossa indústria da transformação? Seria ótimo, se nosso parque industrial não estivesse parado no tempo desde meados do século passado. Só falta criarem a estatal NIOBRÁS no Brasil, que dará origem ao escândalo do NIOBRÃO. O brasileiro não aprende mesmo: sempre achando que vai encontrar um bilhete premiado no chão e poderá passar o resto da vida bebendo e sambando."
"Tal afirmação nunca foi feita. Em ponto nenhum do artigo. E nem em nenhum outro artigo"

Não me refiro à uma frase ou texto escrito nos artigos do IMB. Estou questionando a percepção daqueles que defendem esse modelo de afrouxamento da terceirização proposto pelo governo, pois essa discussão toda é parte da realidade em que estamos vivenciando. Aliás, não creio que esse artigo seja uma mera exposição teórico-dissertativa acerca do que seria e quais os benefícios de uma terceirização segundo os liberais, muito menos um texto desvinculado da conjectura atual, como você transparece para quem lê. Logo, minha indagação é pertinente, ainda que, o que questiono, não esteja explicitamente escrito no artigo.

Em relação ao artigo linkado, em momento algum vi algo a mostra que abordasse diretamente o problema terceirização-corporativismo privado que eu levantei acima. O que mais se aproxima seria esse trecho:
"Em primeiro lugar, a ideia de que custos menores para empresas é algo ruim. Além do fato de que custos baixos permitem maior acúmulo de capital — o que possibilita mais investimentos e mais contratações —, falta explicar como que custos de contratação menores podem ser ruins para pessoas à procura de emprego."
Sim, não há problema algum em um empresário tentar reduzir seus custos para se adequar a concorrência e auferir maiores lucros. O entrave se encontra, como eu falei, no empresário monopolista que não possui um fator invísivel para motivá-lo à otimizar sua produção. A mão visível do Estado garante que seu produto inevitavelmente será consumido e, com isso, seu lucro será certeiro. Por conseguinte, não há a preocupação constante deste em inovar, melhorar a qualidade, aumentar a produtividade da sua mão de obra. Nesse sentido, a terceirização beneficia esse empresário, justamente por rebaixar seus custos com contratados (temporários ou não) à niveis abaixos daquilo que os empregados produzem, sabendo se que eles estão confortáveis em relação aos processos trabalhistas que enfrentarão (ajudinha estatal). Bem como, estagna ou retarda as inovações, tendo em vista que sua produção atual será adquirida pelos consumidores à um preço "monopolístico" durante um tempo maior que o de uma concorrência que existiria num livre mercado. Ademais, seu produto foi feito empregando mão-de-obra com um ônus muito abaixo daquilo que ela de fato produz. Desse modo, a margem de lucro é gigantesca, sendo que esse lucro pode sim ser revertido em capital para futuras melhoras, o que, na minha opinião, não aflinge ou preocupa de modo algum uma empresa monopolista, pois esta pode facilmente pegar crédito subsidiado de bancos estatais, ou ser empreendido em outros investimentos pessoais e, na minha percepção, fúteis e de pouco potencial de gerar valor no futuro.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Rodrigo Pereira Herrmann  31/12/2015 12:48
    melhor trocar o título pra "A incoerência de Mises, Bawerk, Menger, Ricardo, Say, Hayek, Bastiat, Ayn Rand, ...".


    Agora liste os ilustres coerentes do libertarianismo e compare os dois grupos.
  • Malthus  31/12/2015 13:42
    Bawerk, Menger, Ricardo, Say e Bastiat nunca pronunciaram abertamente sobre o assunto.

    Hayek tinha um pensamento convoluto nessa área, mas suas próprias idéias -- as que ele defendia no final de sua vida --, se levadas ao pé da letra, são anarcocapitalistas. E não precisa confiar em mim, não. Quem diz isso é um hayekiano não-anarcocapitalista.

    Mises defendia abertamente, e reiteradas vezes, o direito de um indivíduo se separar por completo do estado. Veja o que ele escreveu ainda em 1940:

    "O liberalismo não conhece nenhuma subjugação, nenhuma anexação; assim como ele é indiferente ao próprio estado, o problema do tamanho do estado também lhe é indiferente. O liberalismo não obriga ninguém a se manter contra a sua vontade dentro da estrutura do estado. Quem quiser emigrar ou viver em uma legislação própria não deve ser impedido. Quando uma fatia da população quiser deixar de pertencer a uma união, o liberalismo não irá impedi-la de consumar tal propósito. Colônias, cidades ou distritos que quiserem se tornar independentes estão livres para fazê-lo. Uma nação é uma entidade orgânica e, como tal, não pode ser nem aumentada nem reduzida por mudanças na formação de seus estados; o mundo como um todo não é prejudicado por esse novo arranjo. (Nation, State, and Economy, pp. 39-40)"

    Já Ayn Rand era uma confusão só. Ela defendia que o estado existisse para cuidar da segurança, mas não queria que ele fosse financiado via impostos, mas sim por meio de financiamentos voluntários. Ela chegou, inclusive, a sugerir a criação de lotéricas voltadas para esse fim.

    "Agora liste os ilustres coerentes do libertarianismo e compare os dois grupos"

    Tendo respondido tudo acima, acrescento um nome: Gustave de Molinari

    Da próxima vez, apresente argumentos em vez de faniquitos.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  31/12/2015 17:29
    a ignorância é proporcional à soberba auto-persuasiva.

    "Bawerk, Menger, Ricardo, Say e Bastiat nunca pronunciaram abertamente sobre o assunto."

    Mentira. a aceitação/necessidade de um mínimo de governo e estado está lá. basta uma simples leitura:

    - Tratado de Economia Política - Jean-Baptiste Say
    www.libertarianismo.org/livros/jbstdep.pdf

    - A Lei - Frédéric Bastiat
    www.mises.org.br/files/literature/A%20Lei%20-%20miolo%20capa%20brochura.pdf

    - Lectures to Crown Prince Rudolf of Austria - Carl Menger
    https://play.google.com/store/books/details?id=ip5DayYV0ecC&rdid=book-ip5DayYV0ecC&rdot=1&source=gbs_vpt_read&pcampaignid=books_booksearch_viewport

    - Bawerk (ministro de estado, public advisor; defensor de restrições orçamentarias e responsabilidade fiscal, não do fim do estado)
    https://mises.org/library/b%C3%B6hm-bawerk-austrian-economist-who-said-no-big-government
    https://mises.org/library/positive-theory-capital (teoria construída sempre dentro de uma estrutura jurídico-estatal-governamental)


    keep trying.
  • Auxiliar 12  31/12/2015 20:12
    Keep trying?

    Vc não ofereceu NENHUM argumento. Apenas apelou a nomes.

  • Malcolm  03/01/2016 22:15
    "Se a natureza da humanidade é tão má que não é seguro permitir que pessoas vivam em liberdade, como pode a natureza de seus planejadores ser sempre boa?" -- Frédéric Bastiat

    Desculpe-me, Rodrigo, mas essa frase não parece ser de um minarquista.
  • Jung  03/01/2016 23:43
    "L'État c'est la grande fiction à travers laquelle tout le monde s'efforce de vivre aux dépens de tout le monde."

    Essa frase também não pode ser dita por um minarquista.
  • Rhyan  02/01/2016 20:07
    Seria o mesmo que culpar os clássicos por não serem marginalistas. Não tem como culpar gerações anteriores de um erro científico ou lógico de uma evolução que ocorreu depois deles.
  • Olisomar Pires  03/01/2016 21:06
    Boa noite a todos, este texto está além da minha compreensão e conhecimento, preciso estudar mais, só queria deixar registrado para que outras pessoas não se intimidem com o quanto não sabemos.
  • Toyah  04/01/2016 20:11
    Bacana, Oliosmar.
  • Paraninfo  31/12/2015 15:13
    Esse questionamento é pertinente.

    O conservadorismo não permite mudanças radicais. Eu não acredito em revoluções do dia para a noite. As mudanças mais significativas acontecem quando alguma coisa não é mais necessária.

    A tendência é que menos estado, seja o caminho para mais liberdade.

    A grande maioria das pessoas não quer acabar com a polícia e ir para o shopping comprar armas.

    As coisas precisam ser feitas com calma. Ninguém troca uma asa com o avião voando.

    Além disso, eu dúvido que alguém pediria o fim do estado com alguns países vizinho querendo tomar nosso território. Muitas pessoas não querem ser soldados. Eles preferem pagar a conta das forças armadas.


  • Renan Leomardi da Silva  31/12/2015 18:00
    Eu sou um liberal clássico e minarquista, mas não acredito que o Estado deva fornecer serviços de saúde, educação...
    Somos a favor de que o Estado defenda esses direitos naturais, mas não somos necessariamente a favor de serviços públicos. Em uma sociedade ideal, para mim o Estado não precisa ter ruas, tribunais, escolas ou hospitais. Para mim este Estado deveria apenas criar leis para proteger os direitos de propriedade, a autopropriedade e a liberdade, além de ter um exército para proteção e para garantir que elas sejam cumpridas em situações onde a segurança privada não fosse possível, e observar se tribunais estam cumprido-as também.
  • Andróide   31/12/2015 20:14
    Sim, e aí?
  • anônimo  31/12/2015 22:41
    Pelo que eu saiba, a maioria dos liberais, minarquistas e conservadores não querem que o Estado forneça saúde e educação para a população.

    Querem o estado mínimo para a "Lei e Ordem" e pela defesa dos direitos naturais.
  • Ed  01/01/2016 01:17
    O estado ou seja lá como queiram chamar é, em essência, coerção.

    Não se negocia com estelionatários, bandidos ou invasores. Logo, o estado deve existir para isso e somente isso. Para coibir aqueles que violam direitos naturais.

    Não vejo contradição nisso.
  • Rennan Alves  01/01/2016 14:57
    O estado se mantém através dos impostos. Impostos são, por definição, uma imposição de um encargo financeiro sobre os contribuintes. Por obrigação, eu devo fornecer parte de minha renda adquirida para o estado, independente de quaisquer circunstâncias.

    Logo, explique-me como o estado deve existir "para coibir aqueles que violam direitos naturais" se ele é o principal violador de um destes direitos naturais, o direito a sua propriedade honestamente adquirida?

    E você jura que não vê contradição?
  • Ed  02/01/2016 14:48
    Se sua propriedade está envolta por uma área comum que pertence a um terceiro ou é dividida entre vários donos, sim, você deve pagar para mantê-la. É algo análogo a um condomínio.

    Qual a contradição nisso?
  • Max  03/01/2016 17:14
    O estado é "análogo a um condomínio"?
  • Rennan Alves  04/01/2016 01:11
    Juro que também não entendi essa. O cidadão acha que o estado ao tributar as transações que eu faço, o meu salario, o seguro do meu carro, a comida que eu compro, etc. é "análogo a um condomínio".

    Fiquei sem palavras para responder.
  • Ed  04/01/2016 03:24
    Juro que também não entendi essa. O cidadão acha que o estado ao tributar as transações que eu faço, o meu salario, o seguro do meu carro, a comida que eu compro, etc. é "análogo a um condomínio".

    Você realmente não entendeu. Eu não defendi nada disso. Releia tudo que escrevi.
  • Rennan Alves  04/01/2016 13:12
    Não prezado, você que precisa reler minha primeira resposta. O estado confisca através de tributos/leis coercivamente sobre a minha propriedade honestamente adquirida sob ameaça de violência: meu salário, minha comida, etc. sem sequer estar presente ou ciente da situação.

    Creio que você esteja confundindo "propriedade" com terreno. Se for o caso peço desculpas por não ter clarificado este termo.
  • Pintor de Rodapé  04/01/2016 13:31
    Ed, qual o seu ponto, afinal?
  • Ed  05/01/2016 01:28
    Pintor de Rodapé, meus pontos são:

    - estados não são todos iguais. Mesmo entre os pequenos e bastante livres Liechtenstein, Mônaco, Cingapura, Andorra, Bahamas, Ilhas Maurício e outros há diferenças imensas. Tem gente que considera Cuba, a antiga Alemanha Oriental ou Coréia do Norte como pequenos. Eu não. Mas são exemplos de que mesmo estados com territórios relativamente reduzidos também podem ser muito autoritários. Assim como muitos condomínios o são. Logo, não devem ser deixados soltos.

    - ter um estado mínimo, que cuide só da propriedade em comum (ruas e algumas estradas, não todas), que sirva como referência legal e defesa é uma coisa. Uma eficiência como de Hong Kong ou Cingapura não seria algo lá muito difícil. São países administrados quase como se fossem propriedade privada, exceto pelo fato de que algumas atividades são restritas.

    Já dizer que o anarquismo é a solução, com cada um colocando sua arma na cintura e sem nenhuma autoridade reconhecida para resolver conflitos sobre propriedades é outra coisa.

    Primeiro que se só armas nas mãos de cidadãos resolvesse, o governo americano ou suíço não teriam crescido tanto. E olha que a população suíça é praticamente um exército profissional.

    Segundo que onde houve uma redução ou supressão do aparato coercivo estatal (polícia/exército), o resultado não foi o surgimento de anarco-capitalismo. No lugar disso, tivemos traficantes extremamente autoritários seguidos por milícias em favelas cariocas e EI no Iraque. E que não tiveram força para barrar a incursão de outros estados em seu "território". Logo, esta não parece ser uma solução sensata.

    Pior, são aparatos para-estatais que exploram serviços que deveriam ser privados (exploração de petróleo, venda de drogas, gás, gato de TV, etc.). Difícil imaginar que em um ambiente anárquico as próprias empresas não se tornariam um estado.

    Posto isso, só nos resta controlar o tamanho do estado e os indivíduos que nele atuam. Impedir que exerça atividades que não são aquelas de estado. Separar economia de estado, assim como separa-se religião do mesmo. Isso só pode ser obtido através de cultura, de aristocracia, de mecanismos de controle rígidos. Sigo o pensamento de Thomas Paine: o estado é mal e perigoso, mas infelizmente é um mal necessário.
  • Tucídides  05/01/2016 11:37
    "Segundo que onde houve uma redução ou supressão do aparato coercivo estatal (polícia/exército), o resultado não foi o surgimento de anarco-capitalismo. No lugar disso, tivemos traficantes extremamente autoritários seguidos por milícias em favelas cariocas"

    Afirmativa absolutamente falsa. Não existe redução ou supressão do aparato coercivo estatal nas favelas cariocas.
  • Ed  05/01/2016 12:20
    Afirmação nem um pouco falsa.

    Primeiro que eu disse que existiu. Quando Brizola proibiu a polícia de subir o morro, houve uma supressão do aparato coercivo estatal.

    Segundo que isso não foi extinto totalmente. Brasil afora, há muitas favelas onde polícia não entra, até hoje. Não só no Rio. Se isso não é supressão do aparato coercivo, não sei o que é.
  • Tucídides  05/01/2016 17:15
    De fato, você não sabe o que é.

    A "polícia não entrar no morro" não tem nada a ver com "supressão do aparato coercitivo estatal".

    Não se deixe levar pelas aparências, meu amigo.
  • Anonimo.  07/01/2016 13:24
    'Se sua propriedade está envolta por uma área comum que pertence a um terceiro'
    Meu filho, decida-se.Se pertence a um terceiro, não é minha propriedade.Se é minha propriedade, não pertence a um terceiro.Se está 'envolta', não interessa, o que é meu é meu e o que é dele é dele.
  • Anonimo.  01/01/2016 16:38
    'Não se negocia com estelionatários, bandidos ou invasores. Logo o estado, que é feito de estelionatários bandidos e invasores, deve existir para isso e somente isso. Para coibir através da violação dos direitos naturais aqueles que violam os direitos naturais.'

    Realmente faz todo o sentido.
  • Ed  02/01/2016 14:45
    Generalização grotesca. Se formos considerar isso como verdadeiro, temos que incluir aí o Princípe de Liechtenstein ou o presidente de Cingapura.
  • Anonimo.  02/01/2016 22:03
    Ou então os EUA minarquista não é mesmo? Aquele que virou o maior governo da terra?
    Estude mais pra aprender que todo estado mínimo tem os incentivos e os meios pra se tornar máximo.É só uma questão de tempo.
  • Ed  03/01/2016 22:12
    Assim como tem incentivos para se tornar menor quando a coisa aperta. A Nova Zelândia é um exemplo disso, embora ainda não esteja no tamanho ideal.

    É uma questão cultural antes de tudo.

  • Anonimo.  04/01/2016 11:25
    Não, essa é uma falsa diminuição.Falsa no sentido de que ele nunca chega realmente no ponto do estado mínimo.Entre altos e baixos o que acontece é que a 'direita' libera uma coisinha aqui, corta um ou dois impostos alí, e no longo prazo o estado continua crescendo, só a taxa de crescimento varia.
    Na nova zelândia vai ser a mesma coisa que na argentina, no chile, etc.Um pouquinho de liberdade vai gerar riqueza e depois a esquerda volta pra 'redistribuir' a riqueza.
    O que estou dizendo é que entre esses aparentes altos e baixos, na média, no longo prazo, o estado sempre cresce.
  • Anonimo.  04/01/2016 12:00
    Veja a Venezuela por ex:
    noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2013/04/12/apesar-de-apoiar-o-chavista-maduro-lula-vira-modelo-politico-de-capriles.htm

    Entre subidas e descidas, na média o estado sempre vai crescendo.
  • Anderson S  01/01/2016 07:33
    "Ainda nessa linha, os próprios minarquistas — que defendem que o estado se ocupe apenas de serviços de segurança e do judiciário — não escapam da incoerência atroz: segundo eles, o mesmo estado que é incapaz de gerenciar eficientemente uma escola e um hospital irá, miraculosamente, prover com grande eficiência serviços policiais e "manter o império isonômico da lei e da ordem" — algo que, convenhamos, é um tantinho mais difícil do que gerenciar uma escola e um hospital."


    Não é esta a questão. Não "concedemos" o monopólio da força ao estado, em relação à lei e ordem, por motivos de eficiência (embora os levemos em consideração); mas, principalmente, por ser um órgão "neutro" e coercivo por natureza, o que o colocaria, idealmente, numa categoria de punidor e assegurador da ordem. O mercado, para ser mercado, deve servir aos indivíduos, diferentemente de um punidor (não inteiramente, claro, já que têm casos judiciais em que há mediações) que chega a agir contra indivíduos.

    OBS: Neutro numa perspectiva minarquista, em que o estado seria pequeno e leve, e sem poderes sobre a economia de um país.
  • Luis  01/01/2016 11:46
    Para quem ainda nao conhece a historia de Cospaia, uma pequena vila anarquista:
    jornalggn.com.br/noticia/cospaia-provas-tecnicas-de-anarquismo-republica-da-cospaia
  • Thomas  05/01/2016 19:13
    Obrigado.
  • Sérgio  01/01/2016 14:16
    Tem coisas que o estado tem regular e até proibir. Por exemplo, pornografia daria audiência pras emissoras de TV (afinal, o mercado, ou seja, o povão, gosta destas coisas). O que impediria as emissoras, sedentas por audiência, transmitir pornografia em qualquer horário, se não houvesse um estado e uma lei estatal para proibir? E as crianças? (aliás, mesmo existindo uma lei proibindo isso, existem programas como "Amor e Sexo").

    Então, eu acho que um estado tem que existir, certas coisas tem que ser proibidas.
  • Max  03/01/2016 17:17
    Quem tem q cuidar das crianças são os pais, não o estado.
  • Sérgio  06/01/2016 22:18
    Os pais atualmente cagam e andam para a educação dos filhos. Se houvesse pornografia na TV, os pais modernos não só permitiriam, como incentivariam, assim como aprovam e incentivam as filhas a dançar funk...

    Observe a realidade à sua volta. Hj em dia crianças ouvem e cantam "músicas" como essa (com a aprovação dos pais e da mídia):

    Dom, dom, dom, dom, dom, dom
    Tava aqui no baile, escutando aquele som
    Dom dom dom, dom dom dom
    Vi logo uma novinha que faz um boquete bom
    Dom dom dom, dom dom dom
    Ajoelha se prepara e faz um boquete bom
    Dom dom dom, dom dom dom
    A novinha é experiente já nasceu com esse dom

    Para quem não sabe, o autor dessa "música" é MC Pedrinho, com 12 anos de idade, famoso por cantar músicas "infantis" como essa...
  • Anonimo.  07/01/2016 10:33
    Que lógica bizarra essa. O moralmente correto é que o pai faça X, ele não faz, e isso justifica o poder do estado? Bote uma coisa na sua cabeça, estado não está nem aí pra educação do seu filho, o estado não quer pessoas conscientes, ele quer GADO HUMANO que ele possa controlar.
  • Max Rockatansky  07/01/2016 12:19
    Isso, Sergio, bem certinho.

    Os pais não estão nem aí para seus filhos? Coloquemos ainda mais o estado (e seus burocratas) a cuidar de nossas crianças! Coloquemos o Ministro da Educação a dizer o que nossos filhos devem ou não assistir; o que eles devem ou não estudar na escola.

    Aliás, atualmente muitos fornecedores de serviços (p.ex., empresas de telefonia) cagam e andam para os consumidores, né? Coloquemos ainda mais o estado para evitar esses abusos! Que se dê mais poder aos burocratas para interferirem nesse mercado. Precisamos do estado para "proibir" certas práticas, não é mesmo? Mais poder para a ANATEL!

    Aliás, no mercado aéreo, a mesma coisa. Mais poder para a ANAC! No elétrico, a mesma coisa: mais poder para a ANEEL! Aliás, precisamos proibir certos abusos no âmbito da concentração de empresas também, né? Mais poder ao CADE!

    No mercado financeiro e bancário também, né? Mais poder para o estado regular isso!

    Mas também precisamos proibir certas coisas no âmbito da agricultura... A solução é mais estado!

    E mais: as pessoas atualmente cagam e andam para os pobres que ficam pedindo dinheiro nos semáforos? Ora, o estado não pode permitir uma coisa dessas... Mais políticas de redistribuição de riqueza!

    O sistema de saúde também não está a contento? Claro, pq o estado precisa proibir certas práticas que ainda ocorrem nesse âmbito! Mais poder ao Ministro da Saúde!

    Isso, Sergio, continue assim: continue achando que a perversão da moralidade é "culpa" da ausência do estado; que o "remédio" para o descaso dos pais com seus filhos é colocar mais estado em nossas vidas. Dissemine o máximo essa sua opinião, e aplique ela para todos os âmbitos (afinal o estado precisa estar sempre proibindo certas coisas, não é mesmo?).

    Com suas ideias colocadas em prática, esse país voltará a tomar o rumo certo!
    Esse é o caminho!
  • Anonimo.  07/01/2016 12:57
    Aliás se os pais não estão nem aí pros seus filhos a culpa também é dessa cultura imunda, do gramscismo e do marxismo cultural, e adivinha só quem patrocina e lucra com o marxismo cultural? O estado.
  • Sérgio  07/01/2016 22:02
    Não responderam a minha pergunta: como lidar com as crianças, se não houvesse uma lei estatal proibindo a pornografia na TV aberta? Como eu disse, se não houvesse uma lei estatal que proibe a pornografia na TV aberta, se fosse tudo na anarquia do mercado, muitas (ou todas as) emissoras, sedentas por audiência, colocariam pornografia em horário nobre, sem responsabilidade com as crianças, pois isso dá audiência, e isso é o que importa no livre mercado: vender. E como eu falei, os pais hj cagam e andam para as crianças...
  • Flamarion Augustus  08/01/2016 12:07
    Se vc acha que ainda "não foi respondido", não há mais o que fazer por vc.


    Como última tentativa:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1510

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1490

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1385

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1906

  • Andre Cavalcante  08/01/2016 13:28
    "Não responderam a minha pergunta: como lidar com as crianças, se não houvesse uma lei estatal proibindo a pornografia na TV aberta?"

    Uai, da maneira que sempre se tratou isso: deliga a tv.

    "Como eu disse, se não houvesse uma lei estatal que proibe a pornografia na TV aberta, se fosse tudo na anarquia do mercado, muitas (ou todas as) emissoras, sedentas por audiência, colocariam pornografia em horário nobre, sem responsabilidade com as crianças, pois isso dá audiência, e isso é o que importa no livre mercado: vender."

    Se dá audiência é porque você, como pai acha muito bonito e mantém a tv ligada.
    Eu desligo a minha

    "E como eu falei, os pais hj cagam e andam para as crianças..."

    E isso é problema seu, do estado ou dos pais? Eu creio seja problema dos pais. Mas posso estar enganado. Você pode ser um ser superior a todos os demais, talvez um deus encarnado, então deve se importar com isso mais que todos os outros, e então já deve estar criando um grande abrigo, com seu próprio dinheiro (claro, porque você é uma boa pessoa e não vai roubar ninguém!), para receber e dar muito amor e carinho, e se importar com todas as crianças do mundo em que os pais não estão nem aí para os filhos.

  • Andre Cavalcante  08/01/2016 13:36
    Se acham que é zoação essa minha sugestão ao final do comentário anterior, não é não. Teve gente que arregaçou as mangas e fez acontecer: www.mansaodocaminho.com.br/mansao/apresentacao/.

    É muito fácil falar que os outros não prestam, que os pais não estão nem aí para os filhos, que a sociedade poderia ser melhor, etc. (mesmo sendo verdade) e não fazer nada! Filosofia de sofá, não mais...

  • Sérgio  09/01/2016 19:52
    Eu até acho que pornografia na TV poderia ser legalizada, mas com restrições de horário e aviso de idade, apenas durante a madrugada, quando não há criança vendo, tipo da 1:30 da madrugada até as 5:00 da manhã. Mas tem libertário que é contra até isso, acha que tem que ser liberada em qualquer horário, sem nem sequer a imposição de um aviso, como "esta programação só é recomendada para maiores de 18 anos."
  • Anonimo.  09/01/2016 21:50
    'Não responderam a minha pergunta: como lidar com as crianças, se não houvesse uma lei estatal proibindo a pornografia na TV aberta?'
    https://www.lifesitenews.com/news/madonna-says-tv-is-trash-my-kids-dont-watch-tv
  • O Homem de 18/2 Dedos  10/01/2016 00:06
    O que mais há na TV é porcaria. Mas as crianças tendem a assistir o que é para elas.

    Se você se importa tanto sugiro que leia:

    [link=www.ofcom.org.uk/static/archive/itc/research/what_children_watch.pdf][/link]

    Por que é que alguém vai colocar propaganda pornográfica em programação infantil? É como fazer comercial de carro em canal de criança. Não existe. Quem faz perde dinheiro. Quem faz algo com sadismo e mau gosto perde também a boa fé das pessoas. Não existe lei regulando cada canto de como a propaganda deve ser mas há limites bem rígidos de criatividade já atualmente. O maior deles se chama a opinião dos espectadores.

    Muita gente tem programação inapropriada (nudez, violência...) na televisão. O que mais há é cadeados para monitorar conteúdo assistido (se um moleque de 6 anos quer ver conteúdo adulto o menor problema dos pais é a programação). Sim: não tem nenhum funça na sua casa certificando-se que seu filho seguirá padrões de decência. Estranhamente as coisas funcionam.

    Antes de fazer um questionamento ao voluntarismo sugiro jogá-lo ao estado primeiro.
  • Sérgio  10/01/2016 13:21
    Que o estado está restringindo a programação infantil e isso é ruim, isso é fato. Concordo 100%. Que o estado sob o governo do PT está promovendo a marxismo cultural, isso é fato.

    Mas em nome do PNA não podemos justificar a libertinagem em um canal aberto. Quem quiser pagar uma TV a cabo para ver pornografia, deve ter o direito de fazê-lo, aí é outra história. No entanto, uma TV aberta, invadir a casa das pessoas com sua programação suja, é uma agressão. Podem argumentar: por que quem se sente ofendido não troca de canal ou desliga a TV? Mas a questão não é essa, até pq alguém pode estar passando casualmente, ao trocar de canal, e se deparar com pornografia em um momento em que sua filha menina ou seu filho estejam por acaso na sala.
  • Flamarion Augustus  11/01/2016 11:28
    "Que o estado está restringindo a programação infantil e isso é ruim, isso é fato"

    "Não responderam a minha pergunta: como lidar com as crianças, se não houvesse uma lei estatal proibindo a pornografia na TV aberta?"


    Seu discurso já não tem mais qualquer coerência.
  • Daniel Moreno  13/01/2016 23:24
    O problema amigo é que o que é "pornografia" para você pode ser ligeiramente diferente do que é para outra pessoa. Um beijo na bochecha pode ser altamente ofensivo, então quem é que julga qual o limite aceitável? E a história e a prática cotidiana mostram que, depois que o Estado começa a exercer esse tipo de poder, é praticamente impossível fazê-lo parar. Ademais, é pouco razoável acreditar que aqueles que controlam uma Tv comercial são incapazes de agir com bom senso, enquanto aqueles responsáveis pela censura terão bom senso todo o tempo.
  • Andre Cavalcante  02/01/2016 02:49
    O problema que vejo é que as pessoas confundem necessidade de líderes com o estado.
    Precisamos de líderes. Vários! Mas não precisamos de estado (como o que existe hoje).
    É possível outro arranjo social, com líderes natos aparecendo e exercendo a direção que qualquer grupo necessita, sem coerção e sem o monopólio da coerção, principalmente da decisão sobre impostos.
    Olha só um exemplo simples: num condomínio, há o pagamento de um valor mensal, mas este valor é definido por quem paga, não pelo síndico. Já seria um arranjo muito melhor que o estado que temos hoje.
    O ideal seria algo como tudo privado (incluindo ruas, praias, mares, rios, o ar, ...) com alguém sendo escolhido para uma função de representante (rei/chanceler/etc.) do território para dar um ar aristocrático ao esquema.
    Se você vai chamar este outro arranjo de minarquia é uma questão de palavras...

  • Thiago Teixeira  02/01/2016 04:11
    A contradição foi bem levantada. Tenho poucos argumentos para rebatê-la. Talvez apenas tentar justificar como uma necessidade de escolher um ending point na proposta de desestatizacao.
    Entao resta tentar explicar como eu cheguei a um pensamento pró-direito a segurança/justiça, educação e saúde; e a regulacao de sistemas viarios, distribuicao de energia, de agua e captacao de esgoto. (Excluí portos, aeroportos, e feracao de água e tratamento de esgoto de
    Propósito, podem ser privados).

    Seguranca se for em estilo ancap pode degenerar para milícias rivais e gerar o caos.
    E simplesmente nao consigo manejar um sistema movido a incentivos financeiros e convorrencia.
    Jutica seria a aplicacao de uma constituicao pelos juizes; esta poderia ser enxuta e se basear no tripé vida-propriedade-liberdade.
    Aqui eu já aceito uma desestatizacao: há a opcao da mediacao privada.

    Educacao: é de interesse de todas as pessoas de um país que as criaças recebam ensino básico. Saibam ler, escrever, fazer conta...
    Todos se beneficiam de uma baixa quantidade de adultos analfabetos. Vale a pena para mim, para o que recebe o direito, e até para o estado...
    Óbvio que a gestao nao precisa ser totalenbte estatal. Simpatizo com os vouchers.

    Saúde: só me vem à cabeça o paciente com insuficencia rebal cronica que só sobrevive por causa da diálise 3 cezes por semana.
    Se o direito desse cara for cancelado? Vai chegar no dia seguinte, carregado de ureia no corpo, tentar dialisar e nao conseguir nunca mais...
    Tem tambem o paciente que aparece um cancer, que só sobrevive se derem para ele um tratamento top.
    Há alternativas: vouchers, caridade privada...

    A regulacao dos servicos supra-citados por serem algo como "monopólios naturais".

    Abc!

  • Andre Cavalcante  02/01/2016 20:37
    Olá,


    "A contradição foi bem levantada. Tenho poucos argumentos para rebatê-la."

    Começou bem...

    "Talvez apenas tentar justificar como uma necessidade de escolher um ending point na proposta de desestatizacao."

    ????

    "Entao resta tentar explicar como eu cheguei a um pensamento pró-direito a segurança/justiça, educação e saúde; e a regulacao de sistemas viarios, distribuicao de energia, de agua e captacao de esgoto. (Excluí portos, aeroportos, e feracao de água e tratamento de esgoto de Propósito, podem ser privados)."

    Pelo que entendi, você parte do princípio que deve haver um estado que controle isso tudo?


    "Seguranca se for em estilo ancap pode degenerar para milícias rivais e gerar o caos."

    Pressuposição falsa. Governos são milícias, só que devidamente justificadas. O mundo é ancap do ponto de vista da comunidade de países e, nem por isso, vemos guerra entre todos a todo momento e nem que o fato de haver guerras localizadas entre alguns gere o caos.



    "E simplesmente nao consigo manejar um sistema movido a incentivos financeiros e convorrencia."

    ???? O que quer dizer isso? O mundo atual já é movido a incentivos financeiros e à concorrência. O fato de VOCÊ não entender disso não significa que não existe ou não funciona.


    "Jutica seria a aplicacao de uma constituicao pelos juizes; esta poderia ser enxuta e se basear no tripé vida-propriedade-liberdade."

    Se se basear neste tripé, não pode haver liberdade, correto? Ou então você entra na contradição apontada pelo articulista: voc? defende uma entidade que é antiliberdade para garantir a liberdade; isso simplesmente não é possível.



    "Aqui eu já aceito uma desestatizacao: há a opcao da mediacao privada."

    Se a justiça for privada, então não há monopólio sobre a justiça em um determinado território. Se não há esse monopólio não há como existir uma entidade que tome a decisão final sobre impostos, e não haverá estado (como o conhecemos hoje).


    "Educacao: é de interesse de todas as pessoas de um país que as criaças recebam ensino básico. Saibam ler, escrever, fazer conta...
    Todos se beneficiam de uma baixa quantidade de adultos analfabetos. Vale a pena para mim, para o que recebe o direito, e até para o estado...
    Óbvio que a gestao nao precisa ser totalenbte estatal. Simpatizo com os vouchers."

    Você está pressupondo que a educação não possa ser fornecida por meios privados. Também está pressupondo que não existiriam entidades que forneceriam gratuitamente instrução e que a família não tem capacidade de educar os seus. Todas essas pressuposições simplesmente são falsas. Basta olhar a história e o mundo atual para saber que educação pode ser privada, e pode ser fornecida gratuita para os menos favorecidos e que a família é a parte mais importante do processo.


    "Saúde: só me vem à cabeça o paciente com insuficencia rebal cronica que só sobrevive por causa da diálise 3 cezes por semana.
    Se o direito desse cara for cancelado? Vai chegar no dia seguinte, carregado de ureia no corpo, tentar dialisar e nao conseguir nunca mais...
    Tem tambem o paciente que aparece um cancer, que só sobrevive se derem para ele um tratamento top.
    Há alternativas: vouchers, caridade privada..."

    Aqui não entendi. Você está a favor ou contra o estado agir sobre os serviços de saúde?


    "A regulacao dos servicos supra-citados por serem algo como "monopólios naturais".

    Defina monopólios naturais. Depois mostre que, sem o estado, naturalmente a iniciativa privada iria criar monopólios em certas áreas. Historicamente não há um mísero caso em que um monopólio tenha sido criado pelas empresas privadas, sem o consentimento ou mesmo sob a supervisão do estado. Se voc? não conseguir mostrar isso, então favor se retratar ou vai parecer desonestidade intelectual e má fé descarada.



  • mauricio barbosa  06/01/2016 20:59
    "Seguranca se for em estilo ancap pode degenerar para milícias rivais e gerar o caos."

    Engraçado esse raciocínio pois ele peca pelo simplismo e ignorância(Sem querer te ofender apenas querendo enriquecer o debate).
    Então vejamos,o que impede que os guardas-costas(fazem a segurança e a escolta dos seus clientes seja como autônomo ou via empresas de segurança)de um mafioso ou de um rico empresário o sequestrem e exijam das famílias milhões de dólares de resgate?
    A resposta é clara esses profissionais tem ética,responsabilidade,compromisso,confiança e são pessoas honradas(A maioria esmagadora)pois se for para conjecturar alguém pode dizer que eles temem a polícia,mas há policiais corruptos que também poderiam entrar nesta atividade criminosa(Sequestro)e saírem impunes,enfim tudo passa pela ética,antes de passar pelo poder das armas ou do mais forte,pois as armas são inertes e seu proprietário normalmente só usa para se defender e bandidos usam-nas para atacar.
    Ou seja hoje a agência monopolista nos extorque via impostos em nome da nossa segurança mas em uma sociedade ancap poderia ocorrer conflitos entre agências mas com certeza uma eventual guerra por território entre elas seria rápida devido ao altíssimo custo deste conflito e também a perda de credibilidade com suas clientelas,clientela essa que também estaria armada para se autodefender e até chegar ao ponto de dispensar seus serviços,enfim esse temor por ter milícias privadas de segurança em contraposição ao monopólio atual é descabida e não precisa ser são tomé nesse caso...E relembrando que em um território ancap não reinaria a paz(Ausência total de violência) sonhada por todos mas sim a paz de não mais ser extorquidos e se autodefender e escolher a agência mais acessível,eficiente ou seja de acordo com a escala de preferência de cada um,isso para mim na minha humilde opinião não é utópico e é tão viável que o controle da agência monopolista é disputada a tiros e agressões verbais pelos políticos,profissionais da mentira e do parasitismo(Salvos as exceções,são uns filhotes do capeta)...
  • Anonimo.  02/01/2016 21:54
    'Seguranca se for em estilo ancap pode degenerar para milícias rivais e gerar o caos.
    E simplesmente nao consigo manejar um sistema movido a incentivos financeiros e convorrencia.'

    Isso porque libertarianimo é necessário, mas não suficiente.
    O ideal é libertarianismo + valores de direita.
  • Thiago Teixeira  03/01/2016 23:26
    Putz, terceira tentativa de postagem...

    Bons questionamentos, André. E tambem tenho essas contestacoes sobre o estado.

    Minha maior conviccao pela minarquia acaba sendo a justica e seguranca.

    Sobre a saude estatal, sou contra existir, mas preocupo-me com a transicao durante sua eliminacao.

    Sobre o "ending point", quis dizer: sua meta é quantos "por cento" de estado no fim do processo? Pra voce, zero por cento. Para mim, uns 10%, e de forma gradual, o que faria passar pelos 10% para chegar ao 0%.

  • Trabucaço  04/01/2016 20:14
    "monopólio natural" é um mito:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1309
  • Thiago Teixeira  08/01/2016 04:47
    Bom artigo.

    O mior nó na minha cabeça era aduplicação excessiva.
  • Célio Passos  02/01/2016 21:00
    Alguns argumentos a favor de um Estado para, no mínimo, garantir a segurança de agressores externos:

    1 - Como no ancap não há Estado, todas as tropas e forças militares são privadas, logo não passam de mercenários. Mesmo havendo alguns soldados voluntários, eles são a exceção. "O fato é que eles - mercenários - não têm nenhuma razão para continuar no campo de batalha que não o soldo, o qual não é suficiente para fazer com que estejam dispostos a morrer por você." (Maquiavel)
    2 - No ancap, o mercado de exércitos é totalmente dependente da necessidade de se ter exércitos. A oferta não aumenta na mesma velocidade que a demanda cresce e isso acarretaria problemas sérios no setor defensivo. Por exemplo: um Estado estrangeiro, que antes não era uma ameaça considerável, do dia para a noite pode se tornar uma e em menos de uma semana invadir o seu ancapistão. Seria impossível o mercado suprir a nova demanda por tropas nesse curto espaço de tempo. (poderia ser até um espaço de tempo maior, mas ainda sim existiria a possibilidade do mercado não suprir a demanda). O único modo de solucionar este problema seria com a presença de um Estado que criasse uma necessidade artificial de se armar bem em tempos de paz.
    3 - O único argumento a favor do ancap na guerra é a hipótese de que eles teriam melhores armas, simplesmente por serem mais livres para criar novas armas. Mas numa sociedade com um Estado interventor no setor defensivo, esse estímulo artificial teria o potencial de ser muito mais efetivo que o modelo ancap.

    Estou interessado em saber como irão refutar isso. :)
  • Rennan Alves  03/01/2016 14:00
    Isso já foi refutado tantas vezes...

    www.mises.org.br/Subject.aspx?id=31
  • Celio Passos  03/01/2016 14:15
    Cara, pelo título vi que a maioria desses artigos não falam sobre o assunto que eu toquei (exército e defesa nacional). Muito fácil ficar apontando artigos no meio da discussão, é o mesmo que a esquerda mandando ler Marx.

    Se possível, refute cada um dos 3 argumentos que eu fiz.
  • Thiago Teixeira  03/01/2016 21:48
    Boa, Célio.

    Sejamos realistas, os Suíços não se arrependeram do serviço militar obrigatório quando se ergueu a Alemanha nazista...
  • cmr  04/01/2016 13:50
    Sejamos realistas, os Suíços não se arrependeram do serviço militar obrigatório quando se ergueu a Alemanha nazista...

    Há muito romantismo nisso tudo, mas é uma história bonita e dá um bom filme "roliudiano".
  • Anonimo.  07/01/2016 13:20
    'Sejamos realistas, os Suíços não se arrependeram do serviço militar obrigatório quando se ergueu a Alemanha nazista...'

    Isso significa que eles também estariam dispostos a financiar voluntariamente ou a entrar voluntariamente num grupo privado qualquer que fizesse resistência à essa mesma ameaça.

    É a mesma coisa 'eu não me incomodo com os impostos se o governo retornar um serviço decente'.Ora, se vc quer um serviço decente e não se icomoda de pagar, vc não precisa de governo.
  • Rennan Alves  04/01/2016 00:54
    Eu esperava que você procurasse a resposta nestes artigos, dado que este tema já foi demasiado debatido. Mas se é assim que deseja.

    1) Qual o problema com o nome "mercenários"? As forças armadas também recebem verba, eles não fazem o seu trabalho de graça. Aliás, é muito melhor um arranjo com mercenários do que com força militar local. Enquanto o primeiro é obrigado a fazer um trabalho impecável (senão, não recebe e têm sua reputação manchada) o segundo não possui tal preocupação (e se possui, é em grau ainda menor que a do primeiro). Sua citação de Maquiavel é ainda mais estranha, devo mandar soldados para morrer por mim ou para fazerem um trabalho impecável, sem sacrificar suas vidas?

    2) Se a oferta não cresce na mesma velocidade da demanda, então como o estado vai se preparar para invadir o "ancapistão"(nem sei porque estou incluindo este termo, no anarcocapitalismo não existe estado, logo não há "país") se também não há oferta para ele? Como ele seria uma "ameaça do dia para a noite" com oferta tão baixa? Quem oferecerá os recursos para ele? A única maneira dele criar uma "necessidade artificial" seria através da mentira e da tributação compulsória. E mesmo que este consiga o feito de se tornar "uma ameaça do dia para a noite", as demais regiões começariam a demandar por mais exércitos e a oferta aumentaria exponencialmente nestas regiões, afinal, ninguém perderia a oportunidade de ganhar com tamanha demanda. Aliás, nem precisaria ser um exército, basta uma milícia enviada para assassinar o(s) governante(s) do estado invasor. Ou, em tempos modernos, basta drones.

    3) Porque? Como ele seria mais efetivo? Neste estado interventor não há mercado de exércitos. Logo, não há qualquer racionalidade para alocar recursos. Logo, os preços seriam exorbitantes para o estado, enquanto nas demais "regiões ancaps" a concorrência é tamanha que o preço de contratar exércitos é bem mais baixo. Como esse modelo estatal é mais efetivo que o modelo ancap?
  • Batista  04/01/2016 13:21
    Vejo essa questão militar como um ponto delicado na ideologia ancap.

    A Suíça mantem "um exército em cada casa"; se não houvesse um planejamento central bélico por parte do estado, eles teriam reagido a eventuais ataques na 2ª Guerra, mas creio que ocorreria algo similar ao que houve nos guetos de Varsóvia: você resiste até certo ponto, mas daí o exército do outro lado tem mais recursos e um planejamento central bem definido nesse sentido e acaba por acampar e ocupar os espaços.

    Com exemplos próximos. Não sei se a Colombia teria um aparato militar para combater eventuais ataques do seu vizinho socialista. O Brasil também poderia ser uma presa fácil, assim como a própria Argentina, o Peru e tantos outras nações com praticamente "zero" em inovação e investimento bélico.

    De um lado há a ameaça de vizinhos armados até os dentes, com dinheiro, apoio internacional dos seus pares e uma militância disposta a qualquer coisa para garantir um dinheiro. Do outro, uma nação sem um exército organizado e equipado. A simples ameaça, ou até mesmo existência, do regime concorrente do país vizinho obriga as outras nações a montar uma estrutura, talvez não de ataques, mas principalmente de defesas.

    Me desculpem, mas não vejo na teoria anarco onde seria resolvida, de maneira eficaz, essa questão militar.
  • Taxidermista  04/01/2016 13:29
    Prezado Batista:

    no capítulo 12 do livro "The Problem of Political Authority", do filósofo Michael Huemer, há uma resposta para essa questão:


    www.owl232.net/book3.htm
  • Batista  04/01/2016 14:02
    Taxi,

    Obrigado pela sugestão!

    Encontrei o pdf aqui.

    Comprometo a ler e tentar entender um pouco mais a linha de pensamento.
  • Taxidermista  04/01/2016 14:17
    De nada, prezado Batista.

    Abraço cordial.
  • Taxidermista  14/01/2016 11:53
    Amigo Batista,

    acho q esse PDF aí não corresponde ao "The Problem of Political Authority", do Michael Huemer, livro, reitero, fantástico.

    Abraço fraternal p/ vc.
  • Batista  14/01/2016 13:28
    Você tem o link para pdf? Não encontrei na net.
  • Taxidermista  14/01/2016 14:03
    Meu caro,

    infelizmente, dei uma procurada para passar p vc, mas também não achei.

    Eu tenho o livro (físico). Eu te recomendo.

    Todavia, em compensação te repasso, em formato digital, uma obra bem completa sobre austro-anarcocapitalismo (que inclui a discussão sobre a defesa externa).

    Batista, é uma leitura excelente, meu caro.

    Aí vai:

    https://mises.org/library/spontaneous-order-capitalist-case-stateless-society


    Um abração!
  • Batista  03/02/2016 15:08
    Taxi,

    Obrigado, encontrei o referido livro!
  • Taxidermista  03/02/2016 19:07
    Maravilha, estimado Batista!

    Abração cordial para vc
  • mauricio barbosa  04/01/2016 13:52
    Caro Batista você foi infeliz na comparação da Suíça com o gueto de Varsóvia,pois são estruturas completamente diferente, vejamos a população suíça já na época era na casa dos milhões de habitantes enquanto no gueto de Varsóvia era um punhado de judeus armados que resistiram heroicamente o quanto pôde.Os suíços desde criança aprendem a manejar arma de fogo, homem e mulher são treinadas com armas de grosso calibre e ai eu te pergunto qual exercito vai encarar uma massa humana igual a essa preparadíssima para qualquer ataque externo enquanto no gueto de Varsóvia a maioria de seus moradores eram cidadãos desarmados,portanto seja coerente em seus argumentos e compare as coisas de forma serena e sensata.
  • cmr  04/01/2016 14:40
    Os suíços desde criança aprendem a manejar arma de fogo, homem e mulher são treinadas com armas de grosso calibre e ai eu te pergunto qual exercito vai encarar uma massa humana igual a essa preparadíssima para qualquer ataque externo...

    Você está falando de uma guerra atual, século 21 ?.
    O inimigo lançaria mísseis e bombas em cima dessa massa preparadíssima.

    As armas dos suíços só os protegem hoje de criminosos, nada mais. (o que já é bom)
  • cmr  04/01/2016 14:51
    Toda essa história romântica sobre a Suiça dá um bom filme "roliudiano" com "Tom Cruzes" na pele de um expatriado americano casado com uma mulher suíça, que vive no campo.

    A Suíça é invadida e "Tom Cruzes" lidera a resistência suíça, com direito na cena que antecede a grande batalha final, discursos patrióticos americanos bem manjados e com a bandeira listrada tremulando ao vento. E é claro, clichês a vontade, sacação do início ao fim, etc...

    Daria um grande "blockbuster" para os fãs da "invencível" Suíça.
  • mauricio barbosa  04/01/2016 18:03
    CMR você se esquece que não adianta nada jogar uma bomba ou míssil em cima dos suíços e arrasar-los,aniquila-los do mapa pois tal tal fato seria um genocídio, e governante nenhum por mais déspota,ditador sanguinário que seja terá moral para fazer isso Hitler tentou isso com os judeus e até hoje os alemães tem vergonha do holocausto,portanto quem está sendo infantil e romântico aqui é você ao estupidamente citar tom cruise e operação terra arrasada só funciona exercito x exercito o japão foi derrotado na 2 grande guerra ao ver hiroshima e nagasaki destruida por ter sido uma guerra de exercito x exercito e contra uma população japonesa desarmada ou seja ou o imperador japonês capitulava ou ele seria deposto pela população amedrontada e revoltada com sua inércia diante de mais bombas que poderiam ser lançadas e os eua lançaram aquelas bombas visando acabar de uma vez por todas com o conflito que estava se arrastando tempo demais e tal evento foi um divisor de águas pois a paz armada está estabelecida entre as grandes potências e tal conflito hoje entre elas se restringe a guerras regionais feito essa da siria,isis,mas entre elas tão cedo haverá um conflito catastrófico afinal ninguém,nem mesmo os terroristas querem destruir o planeta com estes artefatos nucleares e os conflitos entre as grandes potencias nucleares se dá hoje no campo diplomático com os dois lados blefando tentando conquistar a opinião pública para o seu lado ou seja"cada um puxando a sardinha para o seu lado" afinal as sanções econômicas impostas pelos eua e união europeia a rússia de putim(Por causa da ucrânia) no passado sem armas nucleares já seria uma declaração de guerra e ai eu te pergunto quem teria coragem de fazer o genocídio de um povo pacifico(Sempre neutro ao longo da historia)que nem os suiços cara pálida e se não me engano quem argumenta que os suíços não foram atacados por Hitler por eles serem fortemente armados é HOPPE em um artigo aqui postado no IMB defendo a posse de armas pelo cidadão de bem procure e acharás pois não tenho o link do mesmo e se não acredita em mim pergunte ao Leandro Roque e da próxima vez argumente ao invés de relinchar feito um MAV petista ironias sem graça,faça-se me esse favor...
  • cmr  04/01/2016 19:53
    próxima vez argumente ao invés de relinchar feito um MAV petista ironias sem graça,faça-se me esse favor...

    MAV petista que relincha, eu ??? (ad hominem)

    Não gostou da minha ironia e ou trocadilhos ?, que pena !!!
  • mauricio barbosa  04/01/2016 20:30
    Cadê o argumento contra HOPPE,GENOCÌDIO,ETC,você continua relinchando bravatas sem nexo,para não dizer outra coisa...
  • Heródoto  04/01/2016 20:47
    Esse comentário merece ir para o Guinness.

    30 linhas sem um ponto final. Ou: uma oração de 30 linhas.
  • cmr  05/01/2016 12:52
    Vou explicar porque não levo fé nesse "preparadíssimo" exército dos alpes.

    É muito simples, é um exército sem qualquer experiência operacional. Nenhum soldado desse exército vivenciou uma situação real de combate, nunca mataram ninguém, nunca viram um colega ser morto, nunca experimentaram os horrores de uma guerra. Ou seja, é um exército virgem.

    Experiência em combate é vital para qualquer exército, o exército de Israel é tido como o que possuí os melhores soldados do mundo; claro, eles respiram guerra, lá guerra é todo dia.

    Nem todos tem o perfil para ser um guerreiro, um combate separa os guerreiros do resto, daí se torna possível montar uma unidade de verdade, fazendo uma seleção. No caso suíço, os oficiais nunca viram os seus soldados em um combate real, não conhecem eles de verdade, o que dizer dessa tropa de "virjões" ?.

    E a população civil, quais são os que tem um perfil real de insurgente ?. Pois a maioria iria se acovardar ao ver um amigo ser despedaçado por uma bomba, morto por um tiro, etc... Quem a princípio mataria um soldado inimigo sem hesitação ?. Eles estão acostumados a atirar em alvos de papel.

    Eu levo mais fé no exército da Palestina e nos insurgentes do Hamas, aqueles pés de chinelo pelo menos tem experiência em combate. Eles tocariam o terror nos alpes facinho, facinho, nos primeiros anos de ocupação, até brotar os guerreiros de verdade da Suíça. Só que até lá, a Suíça brigando sozinha, já estaria toda destruída.





  • Batista  05/01/2016 12:57
    Sr. Mauricio,

    Apesar de seus textos estarem um pouco confusos, raciocínios desconexos (e alguns desonestos, alias") vamos tentar decifrá-los, ainda que você rotule os demais comentários como insensatos (meu caso) e estúpidos (caso do Cmr). Como você me citou diretamente, vou perder um pouco do meu tempo contigo.

    "CMR você se esquece que não adianta nada jogar uma bomba ou míssil em cima dos suíços e arrasar-los,aniquila-los do mapa pois tal tal fato seria um genocídio, e governante nenhum por mais déspota, ditador sanguinário que seja terá moral para fazer isso..."

    Basta procurar na história que você encontrará alguém que fez isso. E foi na 2ª Guerra.

    "...e os eua lançaram aquelas bombas visando acabar de uma vez por todas com o conflito que estava se arrastando tempo demais..."

    Aqui entra em contradição, pois vemos que você sabe da historia e afirma que "nenhum governante o faria". E pior, mostrou-se um baita intervencionista.

    "... e tal evento foi um divisor de águas pois a paz armada está estabelecida entre as grandes potências e tal conflito hoje entre elas se restringe a guerras regionais feito essa da siria,isis,..."

    Primeiro, você precisa definir em que situação está utilizando o termo "paz armada". Historicamente, não tem nada a ver com o contexto atual. Aliás, o contexto atual não é de "apenas guerras regionais"; vide o bombardeio russo na Síria, tensões entre Rússia e Ucrânia, Irã e sauditas. Enfim, quando você diz que restringe, esta sendo leviano para com a historia e demonstra profundo desconhecimento do contexto.

    "...mas entre elas tão cedo haverá um conflito catastrófico afinal ninguém,nem mesmo os terroristas querem destruir o planeta com estes artefatos nucleares..."

    Os terroristas querem o bem do planeta? Quando você diz "planeta", refere-se ao somente planeta Terra em si, ou ao planeta com todos seus habitantes?

    "...que nem os suiços cara pálida e se não me engano quem argumenta que os suíços não foram atacados por Hitler por eles serem fortemente armados é HOPPE em um artigo aqui postado no IMB defendo a posse de armas pelo cidadão de bem procure e acharás pois não tenho o link do mesmo e se não acredita em mim pergunte ao Leandro Roque..."

    O tal artigo talvez seja esse. Se for, onde fala do Hoppe? E se esse cara citasse meu nome, assim como o fez com o leandro, eu fingiria que nem conheço. Numa boa.

    Olha, eu já estava pensando em relaciona-lo a um MAV. Ou o cara é um MAV assumido ou é um "idiota útil". O seu texto não faz sentido, seu português é ininteligível, seus argumentos são desconectados da realidade e numa linha do tempo totalmente surreal. Isso é característica dessa militancia analfabeta que foi formada em tendas e que fica pulando de site em site com uma linguagem péssima (raríssimas exceções), tentando refutar o irrefutável.

    O seu modo de argumentar é fraquíssimo e só engana aos incautos. Pare de ficar tomando bola nas costas. Recomendo a leitura (e entendimento) do livro "Como vencer um debate ser precisar ter razão", de Arthur Schopenhauer, com comentários de Olavo de Carvalho. Baixe aqui.






  • mauricio barbosa  05/01/2016 15:33
    Caro CMR,você presume em sua vã filosofia que os suíços estão despreparados para um eventual ataque de forças externas,quando indaguei-te que ataques com mísseis seria genocídio você recuou e agora compara os suíços de forma inferiorizada com os extremistas islâmicos (fruto do teu preconceito televisivo pois todo dia somos bombardeados com notícias do oriente médio)creio eu que se a suíça estivesse sendo atacada da mesma forma que o estado islâmico está sendo hoje você estaria elogiando os guerreiros suíços como valentes e resistentes e o ponto aqui é que nós libertários confiamos em nossa autodefesa e não precisamos de exércitos para nos defender quando muito poderíamos sim contratar milícias também para nos ajudar e quanto a genocídios isso acontece mas a condenação internacional é implacável e quanto a achismos pense do jeito que você quiser e tenha mais argumentos sólidos pois continuas a relinchar bravatas feito um MAV petista ou adolescente do contra.

    Esse sr Batista se acha o dono da razão e quanto ao meu português o sr tanto entendeu que já baixou o nível me atacando de idiota útil(Só te perdoarei se você também não for outro MAV petista tumultuador),caríssimo colega comentarista para" bom entendedor meia palavra basta" e contesto sua tese de que cidadãos armados não possam enfrentar exércitos preparadíssimos,você se esquece que o que ganha guerras nem sempre é o mais forte mas sim o mais inteligente e com a melhor estratégia, vide a independência dos estados unidos contra o poderoso exercito britânico de então e quando chamo o sr CMR de MAV petista é porque ele é incoerente em seus argumentos coisa incomun entre libertários e ele parece querer tumultuar e semear a discórdia entre nós só isso e vá ler sobre os suiços e depois venha refutar-me.
  • Batista  05/01/2016 19:29
    Sr. Mauricio,

    Estava eu a falar sobre exército e relacionando fatos, que não iguais, mas que poderiam basear raciocínios acerca de forças armadas nacionais. Aí vem um cabra dizendo que tenho de ser sensato e chamando um semelhante de estupido. Veja, o Senhor agiu. Eu simplesmente reagi. Você usa de forma descarada o recurso FDP do Lenin: "Acuse-os do que você faz, xingue-os do que você é". Não se faça de vítima.

    Olha só como você tenta refutar o CMR:

    "...e quanto a genocídios isso acontece mas a condenação internacional é implacável e quanto a achismos pense do jeito que você quiser e tenha mais argumentos sólidos pois continuas a relinchar bravatas feito um MAV petista ou adolescente do contra."

    Desde quando, cara pálida, o tribunal internacional ou a opinião da mídia internacional condenaram alguma coisa que fosse fora do politicamente correto? Acaso o distinto colega, que se diz "libertário", já viu algum site do establishment, juiz, jornal, condenando os 100 MILHÕES da cota do comunismo?

    "... Esse sr Batista se acha o dono da razão e quanto ao meu português o sr tanto entendeu que já baixou o nível me atacando de idiota útil(Só te perdoarei se você também não for outro MAV petista tumultuador)..."

    Não sou um expert do Português, mas ele é a nossa língua materna, padrão. Se não soubermos nos comunicar da forma correta, não há porque ficarmos espantados quando alguém critica nossa fala.

    Informando. Idiota útil, se você não sabe, é uma expressao que o Lênin cunhou:

    Lênin: "Usaremos o "idiota útil" na linha de frente. Incitaremos o ódio de classes. Destruiremos sua base moral, a família e a espiritualidade. Comerão as migalhas que caírem de nossas mesas." Detalhe: Os idiotas úteis serão descartados como simples objetos sem valor algum para o Estado, ou para o projeto de poder do partido. - M. Thatcher

    Entendedor não é leitor de dialetos, não é adivinho. Seja inteligível, e ninguém ira acusá-lo.

    "... e contesto sua tese de que cidadãos armados não possam enfrentar exércitos preparadíssimos,você se esquece que o que ganha guerras nem sempre é o mais forte mas sim o mais inteligente e com a melhor estratégia,... "

    Numa guerra hipotética, entre Einstein x um iraquiano armado, o alemão venceria? Se inteligencia ganhasse, sozinha, uma guerra, os japoneses seriam os donos do mundo? Não generalize!

    Rapaz, vá pra casa, vá estudar um pouco mais. Eu não sou la um expert, mas você já esta passando vergonha nesse site. Se você deve é um simpatizante de alguma ideia daqui, vá se desintoxicar primeiro, dê um tempo, e só daqui a um tempo você volta. TCHAU!
  • Batista  05/01/2016 11:31
    Sr. Maurício,

    Desculpe, mas o sr. foi infeliz no seu limitado entendimento. Vejamos o que escrevi:

    "A Suíça mantem "um exército em cada casa"; se não houvesse um planejamento central bélico por parte do estado, eles teriam reagido a eventuais ataques na 2ª Guerra, mas creio que ocorreria algo similar ao que houve nos guetos de Varsóvia: você resiste até certo ponto, mas daí o exército do outro lado tem mais recursos e um planejamento central bem definido nesse sentido e acaba por acampar e ocupar os espaços."

    A comparação que fiz é para ter uma ideia do que estou querendo mostrar, não um retrato fiel da situação, não uma situação IDÊNTICA à Suíça. Comparei situação e reação, não potencial de armamento e poder econômico entre ambos.

    O meu exemplo foi para mostrar como civis, armados, mas de certa forma desorganizados, poderiam resistir (o que de fato ocorreu na 2ª Guerra e seria parecido na Suíça se não houvesse exército central); porém, sem um comando militar central, seriam uma potencial vítima de exércitos organizados e tao preparados quanto. Isso eu disse sem ainda ter lido o livro indicado pelo Taxi.

    E mais, Hitler de fato optou por não encarar a Suíça, mas isso não quer dizer que não derrotaria a tão "preparadíssima" força popular dos Alpes, ainda que isso significasse uma "vitoria de Pirro".

    Portanto, se houver uma forma de fazer uma exata alusão, por gentileza, mostre-nos. E de forma sensata, ok?

    Aí você tropeça e até o colega Cmr refuta seu comentário:

    "Os suíços desde criança aprendem a manejar arma de fogo, homem e mulher são treinadas com armas de grosso calibre...

    Alto lá! Você se refere à Suiça ou a algum pais do Oriente Médio!? Que saibamos, o ensinamento militar/bélico suíço não adestra criancinhas de 5 anos a manusear uma arma .


  • mauricio barbosa  05/01/2016 12:31
    Sr.Batista reconheço que me equivoquei com o treinamento de crianças,mas sugiro os seguintes artigos do IMB:

    Como o porte irrestrito de armas garantiu a liberdade dos suíços

    por Carlos Stagnaro, terça-feira, 10 de maio de 2011


    Palmas para os suíços

    por Paul Green, terça-feira, 12 de janeiro de 2010

    Quanto ao sr.CMR em outro artigo do IMB do mês de agosto ele afirmou categoricamente que os insurgentes iraquianos expulsaram o exercito norte-americano de lá,isso para mim é incoerência e debater com pessoas incoerentes é perda de tempo...
  • cmr  05/01/2016 14:06
    Quanto ao sr.CMR em outro artigo do IMB do mês de agosto ele afirmou categoricamente que os insurgentes iraquianos expulsaram o exercito norte-americano de lá,isso para mim é incoerência e debater com pessoas incoerentes é perda de tempo...

    Desculpe, mas não entendi nada.
  • mauricio barbosa  05/01/2016 15:50
    Em defesa do armamento da população - fatos e dados sobre as consequências do desarmamento
    19/08/2015 por
    Paulo Kogos
    Sr cmr incoerente em seus comentários só para relembrá-lo foi neste artigo que vossa senhoria se contradiz.
  • cmr  05/01/2016 19:46
    Mauricio Barbosa,
    Você está usando a falácia do espantalho com todos os participantes desse debate;

    Uma das formas desta falácia tem a seguinte forma:
    Pessoa A defende o argumento X
    Você apresenta o argumento Y (uma versão distorcida de X)
    Você ataca a posição Y
    Logo, X é falso.




  • mauricio barbosa  06/01/2016 22:38
    Sr. BATISTA
    Rapaz, vá pra casa, vá estudar um pouco mais. Eu não sou la um expert, mas você já esta passando vergonha nesse site. Se você deve é um simpatizante de alguma ideia daqui, vá se desintoxicar primeiro, dê um tempo, e só daqui a um tempo você volta. TCHAU!

    Lênin: "Usaremos o "idiota útil" na linha de frente. Incitaremos o ódio de classes. Destruiremos sua base moral, a família e a espiritualidade. Comerão as migalhas que caírem de nossas mesas." Detalhe: Os idiotas úteis serão descartados como simples objetos sem valor algum para o Estado, ou para o projeto de poder do partido. - M. Thatcher

    O seu modo de argumentar é fraquíssimo e só engana aos incautos. Pare de ficar tomando bola nas costas. Recomendo a leitura (e entendimento) do livro "Como vencer um debate ser precisar ter razão", de Arthur Schopenhauer, com comentários de Olavo de Carvalho.

    Sr.CMR
    Você está falando de uma guerra atual, século 21 ?.

    O inimigo lançaria mísseis e bombas em cima dessa massa preparadíssima.

    As armas dos suíços só os protegem hoje de criminosos, nada mais. (o que já é bom) Sejamos realistas, os Suíços não se arrependeram do serviço militar obrigatório quando se ergueu a Alemanha nazista...

    Há muito romantismo nisso tudo, mas é uma história bonita e dá um bom filme "roliudiano"

    A Suíça é invadida e "Tom Cruzes" lidera a resistência suíça, com direito na cena que antecede a grande batalha final, discursos patrióticos americanos bem manjados e com a bandeira listrada tremulando ao vento. E é claro, clichês a vontade, sacação do início ao fim, etc...

    Daria um grande "blockbuster" para os fãs da "invencível" Suíça.

    Vou explicar porque não levo fé nesse "preparadíssimo" exército dos alpes.

    É muito simples, é um exército sem qualquer experiência operacional. Nenhum soldado desse exército vivenciou uma situação real de combate, nunca mataram ninguém, nunca viram um colega ser morto, nunca experimentaram os horrores de uma guerra. Ou seja, é um exército virgem.

    Experiência em combate é vital para qualquer exército, o exército de Israel é tido como o que possuí os melhores soldados do mundo; claro, eles respiram guerra, lá guerra é todo dia.

    Sr BATISTA e Sr CMR,quer dizer que eu sou SIMPATIZANTE de alguma idéia Daqui ,então estou intoxicado pelas idéias do Leandro Roque, e por causa disso eu sou um "IDIOTA ÚTIL",sendo que a discussão toda começou por eu defender o modelo SUÍÇO de defesa E vocês me achincalharam neste" espaço público"que é a seção de comentários do IMB, E apontado como MAV enrustido só por concordar com a posição do IMB...
    Então engula essa seus arrogantes e vaidosos e tenham a hombridade de contestar o Leandro Roque.


    Em uma sociedade sem estado, os déspotas não assumiriam o controle?

    por Robert P. Murphy, sexta-feira, 29 de maio de 2009

    Leandro 22/11/2012

    Prezado Arthur, embora a resposta do leitor Ricardo tenha sido um pouquinho acima do tom, confesso que concordo 100% com ele -- e não há uma semana em que um leitor não venha aqui fazer exatamente essa mesma pergunta sua, daí o compreensível stress dele.

    Bom, pelo que entendi, você disse que se o Brasil virasse um federalismo (pois é isso o que defendemos na prática: secessão de Brasília e depois que cada estado tome seu rumo), forças externas viriam nos dominar. Mas por quê? E como elas fariam isso? Se um estado se separou de Brasília, tornou-se autônomo e seus cidadãos estão armados, quem iria invadir esse estado e por quê? Mais ainda: invadiria como?

    Um conceito básico de estratégia de guerra é que, ao se invadir um território, você tem primeiramente de tomar seu poder centralizado. Em uma operação de guerra, como uma invasão seguida de tomada de poder, é primordial que o invasor assuma o controle de pontos estratégicos. Como fazer isso em uma cidade, ou em um estado, ou em um país recheado de estados independentes, cada um com várias agências de segurança independentes? Qual o ponto estratégico? Não há. Veja a facilidade com que os americanos tomaram Bagdá (onde havia um poder central) e compare com a impossibilidade que é dominar a Somália (onde não há esse poder).

    Caso queira um exemplo prático dessa impossibilidade, recomendo esse artigo que explica como e por que os nazistas, já tendo dominado quase toda a Europa, não se meteram com a minúscula Suíça.

    Como o porte irrestrito de armas garantiu a liberdade dos suíços

    Abraços!

    EM MEU CORAÇÂO BATE E EM MINHA MENTE VIVE A CHAMA E A DEFESA DA LIBERDADE, E COERÊNCIA FAZ BEM A TODO MUNDO E MEU OBJETIVO NUMCA FOI HUMILHÁ-LOS MAS SIM COBRAR COERÊNCIA... POIS ONDE NÃO HÁ COERÊNCIA REINA A CONFUSÃO E ATAQUE MUTUOS O QUE FATALMENTE EMPOBRECE QUALQUER DEBATE...
  • anônimo  07/01/2016 12:39
    Com todo respeito, Mauricio, mas, acompanhando a discussão, não vi qualquer "humilhação" de sua parte relativamente aos demais, muito menos "falta de coerência" dos outros leitores referidos por vc; tampouco vi os seus interlocutores "passando vergonha". Acho que vc está com ego indevidamente inflado, cidadão.

    O que extraí foi algo completamente distinto (isso quando se consegue extrair inteligibilidade nos seus comentários).
  • Batista  07/01/2016 12:53
    Maurício,

    Vou colocar meu último comentário sobre esse assunto com você. Vou pegar dois trechos do seu texto e mostrar que você tem sintomas graves de histeria e contradição:


    "...EM MEU CORAÇÂO BATE E EM MINHA MENTE VIVE A CHAMA E A DEFESA DA LIBERDADE, E COERÊNCIA FAZ BEM A TODO MUNDO E MEU OBJETIVO NUMCA FOI HUMILHÁ-LOS MAS SIM COBRAR COERÊNCIA..."

    VOCÊ chamou o colega de "estúpido", mas diz que seu objetivo não é humilhar ninguém.


    "...POIS ONDE NÃO HÁ COERÊNCIA REINA A CONFUSÃO E ATAQUE MUTUOS O QUE FATALMENTE EMPOBRECE QUALQUER DEBATE..."

    Aí depois você diz que "reina a confusão e ataques mútuos". Você não sabe o que significa a palavra "mútuos"? Você está batendo e também toma porrada; aí, fica bravo, diz que não queria bater em ninguém e alega estar apanhando injustamente.

    A seu texto possui dificuldades de entendimento, você não sabe dividir e organizar seus textos em parágrafos, seu português é fraco, e ainda fica insatisfeito quando alguém te revela isso.

    Não vou perder meu tempo discutindo e batendo cabeça com dialética erística.
  • cmr  07/01/2016 14:51
    Então engula essa seus arrogantes e vaidosos e tenham a hombridade de contestar o Leandro Roque.

    O grande Leandro Roque é incontestável; Leandro falou, a água parou. kkkkkkkkkkkkk

    OBS: Eu reconheço os méritos do Leandro Roque. Não venha distorcer minhas ironias. kkkkkkk (pedir isso para você é o mesmo que pedir: distorça tudo kkkkk)

    Eu encerro minha participação aqui, foi muito divertido e construtivo esse debate, pena que se esgotou. Daqui pra frente nada de útil será tirado.
  • mauricio barbosa  11/01/2016 15:09
    Um recado aos todos os libertários ,FAÇO MINHAS AS PALAVRAS DO ECONOMISTA do IPEA ,
    ADOLFO SACHSIDA em seu blog-UM BLOG DEDICADO A LIBERDADE
    .
    "O que quero dizer aqui é que se queremos estabelecer uma frente ampla contra os inimigos da sociedade aberta precisamos focar nos pontos que nos unem, e não em nossas diferenças. Não somos uma seita, não somos esquerdistas. Somos indivíduos unidos contra os que querem usurpar nossa liberdade, contra os que querem centralizar em Brasília todas as decisões deixando aos indivíduos e famílias a exclusiva tarefa de obedecer. Vamos dar as boas-vindas a todos que querem se juntar a nós e, enquanto mostrarem respeito a nossas diferenças, vamos focar no que nos une!"
  • Gustavo   03/01/2016 00:08
    É da natureza de uma legislação penal que ela seja imposta: um estuprador jamais concordaria com uma lei que punisse o estupro. Alguém ainda poderia dizer: "uma pessoa como essa estaria condenada ao isolamento caso não aceitasse viver contratualmente sob tal legislação". Imaginemos, pois, que o sujeito preferisse ser eremita.Como ele poderia ser punido se estuprasse alguém que contratou uma legislação antiestupro, sem que tal punição não representasse uma agressão ao seu direto de optar?
  • Lima  03/01/2016 00:30
    De onde você tirou essa de "contratar legislação antiestupro"? Não existe isso de "contratar legislação".

    O direito natural é claro e imutável: todo indivíduo tem o direito de que não tirem sua vida, não violem sua propriedade (inclusive a mais sagrada de todas, que é o próprio corpo), e não tolham sua busca pela liberdade.

    Quem estupra está violando um direito natural básico. Ponto. Não tem isso de "contratar legislação antiestupro". Não sei de onde você inventou essa.
  • Gustavo  03/01/2016 03:41
    Não inventei coisa nenhuma. Quem fala em legislação voluntária são os anarcocapitalistas.

    Ninguém aqui negou que se trata de uma violação a um direto natural. Isso está, na verdade, implícito na suposição. Se eu citei um violador, é óbvia a violação.

    Ademais, se você ler com um pouquinho de atenção, vai perceber justamente que eu disse que "não existe isso de 'contratar legislação'". Está logo na primeira frase.
  • Lima  03/01/2016 13:07
    "Não inventei coisa nenhuma. Quem fala em legislação voluntária são os anarcocapitalistas."

    Antes, pensei que você era mentiroso. Agora, vejo que é ignorante. Nenhuma teoria anarcocapitalista fala sobre "legislação voluntária". A lei é uma só: o direito natural.

    Você tem todo o direito de não concordar com uma teoria. Agora, é muita desonestidade intelectual imputar a uma teoria de que você não gosta coisas que ela não diz. Seja mais honesto.
  • Gustavo  03/01/2016 15:44
    Antes, pensei que você estava dando uma de desentendido, mas agora vi que falta estudo mesmo, como do capítulo 12 d'O Manifesto Libertário.
  • Ajudante  03/01/2016 15:59
    Gustavo, ainda q se fale em "legislação voluntária", isso não significa propugnar pela existência de "contratos por legislação antiestupro". Isso é uma besteira q vc inventou.
  • Anonimo.  03/01/2016 13:21
    Quando um ancap fala em legislação voluntária está implícito que é uma legislação que não viola os direitos naturais.
  • Auxiliar 6  03/01/2016 14:43
    Gustavo, esse seu último parágrafo é de uma desonestidade intelectual chocante. Na primeira frase do seu primeiro comentário vc disse q "a legislação penal tem q ser imposta" como uma inequívoca tentativa de contrapor aquilo q, segundo sua última frase do seu primeiro comentário, seria algo componente do ancap (a tal "contratação de legislação antiestupro").
    A sua pergunta retórica colocada ao final do seu primeiro comentário foi posta como um "desafio" ao ancap, meu caro.
    Está ali, claramente, para todo mundo ver.
    Agora vc vem dizer q falou q "não existe isso de contratar legislação"? Ah, por favor, meu caro.

    E os ancaps não falam em "legislação voluntária". Mas, por favor, não vá dizer q vc não disse isso no seu próximo comentário.
  • Anonimo.  03/01/2016 11:23
    'sem que tal punição não representasse uma agressão ao seu direto de optar?'
    Não existe 'direito de optar' se a opção for agredir os outros.
    Estude mais antes de falar besteira.
  • Pobre Paulista  03/01/2016 02:02
    E nós anarco-capitalistas ainda precisamos ouvir dessa gente que somos "xiitas", "extremistas", "inflexíveis", etc.

    Será que é tão difícil assim ser uma pessoa coerente?
  • Gustavo Ramos  03/01/2016 14:08
    Não acredito ser a questão de incapacidade, e sim de tamanho, foco. Com Estado focado, não existe espaço para o "aparato estatal". No judiciário não há - ou não deveria haver - espaço para ideologias, crenças e livres interpretações. Um colegiado deve sempre se ater ao que está escrito nos contratos sociais. O que estiver na constituição é imperioso. O desafio, ao meu ver, é em ter-se uma constituição enxuta, baseada nos direitos naturais e na racionalidade, além de sempre estar atualizada com os novos tempos.
  • MarcioAB  03/01/2016 14:09
    "Funcoes essenciais" devem ser elencadas atraves de priorizaçao, uma vez que o grupo tem "recursos escassos".
    Como conduzir essa priorizacao poderia ser tratada em um outro topico, mas eu diria que existe uma grande chance de justamente esses 4 itens (segurança, justiça, saude e educaçao) despontarem como os 4 primeiros selecionados pelo grupo para investir os escassos recursos do grupo.

    A eficiencia dos executores desses servicos deve ser constantemente avaliada pelo grupo e assim como um mau motorista é afastado do Uber, maus executores tambem seriam prontamente afastados.
  • Tales  03/01/2016 14:15
    Amigos. Em debates no facebook acerca da possível vinda do Lyft, para concorrer com o uber, e como isso contribuiria para uma redução de preços, fiquei intrigado com este comentário, abre aspas:

    "Quando lyft ou outras chegarem, dificilmente irá mudar alguma coisa pq quem dirige pra um, dirige pra outro então quando um motorista estiver atendendo pelo lyft, estará off no Uber e vice e versa....
    Pessoal, a matemática eh simples... Quer usar uber sem doer no bolso... Vai de uber até x3...mais q isso, vai de táxi, busao, carona ou a pé... O q N da eh usar o serviço e resolver seu problema de locomoção, depois vir chorar em rede social achando q irá ganhar um entorno no grito.

    Só pra lembrar, isso acontece no mundo todo, aconteceu ano passado aki (só q bem menos motoristas e usuários)... Vai acontecer mais vezes esse ano.. Pq o sistema eh assim... Ele se renova de motoristas e usuários todos os dias... Sai 1 entra 100!"

    A parte que interessa é essa: "Quando lyft ou outras chegarem, dificilmente irá mudar alguma coisa pq quem dirige pra um, dirige pra outro então quando um motorista estiver atendendo pelo lyft, estará off no Uber e vice e versa...."

    O qual respondi:

    Interessante o seu argumento. O número de pessoas trabalhando no setor, de fato, é finito. É esse o seu argumento? Pode detalhar mais? Partindo desse pressuposto o preço apenas diminuiria se, também, mais pessoas entrassem no setor? Mas seria condição necessária que aqueles que ingressarem, ingressem no concorrente? Observe que o aumento do preço, iria atrair mais pessoas para o setor, reduzindo novamente o preço. Mas isso até o momento em que não houvesse mais pessoas dispostas a vir. Parece um paradoxo. Ele já tem solução?

    O que vocês acham?
  • Bruno Johannsen  03/01/2016 14:27
    Incoerência é a dos anarcocapitalistas em não se darem conta de que já vivemos no ancapistão.

    Quem está impedindo os libertários de fundarem uma agência privada de defesa para libertar o país da gangue de criminosos denominada "República Federativa do Brasil"?

    Se o mercado de defesa é mais eficiente do que o monopólio estatal, então não deveria haver dificuldade nenhuma em vencer uma guerra ou negociar um tratado com o Estado brasileiro.

    E se o mercado é uma ordem espontânea que opera sem a necessidade de boas intenções e planejamento consciente, também não deveria haver dificuldade nenhuma em convencer os brasileiros da necessidade de agirem no seu interesse egoísta e contratarem os serviços dessa agência privada. Afinal, se é viável ofertar serviços de defesa a um preço menor e a uma qualidade melhor do que a do Estado, então tais serviços já deveriam estar sendo ofertados na praça e caindo nas graças do público, e os empreendedores que estavam atentos para a oportunidade, ficando ricos.

    Ora, se Antônio Conselheiro conseguiu convencer baianos descamisados e analfabetos a se revoltarem contra o governo federal em Canudos apenas dizendo que a república era coisa do diabo, por que vocês não conseguem convencer os paulistas a se revoltarem contra Brasília para pagarem menos imposto?

    Aliás, a própria noção de "monopólio estatal da defesa" é problemática.

    Os rothbardianos afirmam que a concentração de market-share por si só não compromete em nada a eficiência econômica e que mercados dominados por cartéis e monopólios podem ser estruturas ótimas -- com a condição de que essa concentração resulte naturalmente do processo de mercado (i.e., lucros para as firmas que atendem às preferências dos consumidores e prejuízos para as que não) e não de barreiras legais impostas pelo Estado.

    No mercado de serviços de defesa, entretanto, essa condição não pode se aplicar, em razão da própria natureza do serviço: uma agência de defesa que deixasse de operar por causa de barreiras coercivas impostas por uma outra organização (p. ex., a máfia, o tráfico, as milícias ou o Palácio do Planalto) seria, por definição, uma agência impotente e ineficiente na prestação desses serviços.

    Logo, não existindo barreiras legais de entrada, o mercado de defesa está sempre aberto a novos competidores. Basta que a nova agência supere as barreiras naturais de entrada (i.e., os altos custos de produção do serviço, que provavelmente exigiriam uma produção em escala similar à dos Estados, para que o investimento se tornasse viável -- razão pela qual exércitos mercenários como a Blackwater em regra vendem seus serviços para governos e, muito excepcionalmente, para grandes corporações, nunca para cidadãos comuns).

    E se tais barreiras naturais não são superadas e, em razão disso, apenas um único agente consegue operar no mercado, então é incoerente -- do ponto de vista rothbardiano -- querer falar em "monopólio estatal da defesa" (que faria sentido apenas nos modelos neoclássicos, que definem a concorrência em função do número de agentes).

    Ademais, se os rothbardianos fossem coerentes com a própria teoria rothbardiana do monopólio, pensariam duas vezes antes de proclamarem a ineficiência do Estado em prover esses serviços.

    Uma das implicações mais conhecidas da teoria é que, se um agente domina o mercado e começa a "abusar" dessa posição dominante, cobrando um preço supostamente maior do que cobraria se existisse outro agente, ainda assim não se poderia dizer que ele estaria cobrando um "preço de monopólio" e, portanto, alocando recursos de forma ineficiente. Vide:

    "On the free market there is no way of distinguishing a 'monopoly price' from a 'competitive price' or a 'subcompetitive price' or of establishing any changes as movements from one to the other. No criteria can be found for making such distinctions. The concept of monopoly price as distinguished from competitive price is therefore untenable. We can speak only of the free-market price. Thus, we conclude not only that there is nothing 'wrong' with 'monopoly price,' but also that the entire concept is meaningless. (…) A 'monopoly' would be of importance only if it led to a monopoly price, and we have seen that there is no such thing as a monopoly price or a competitive price on the market. There is only the 'free-market price.'" (ROTHBARD, Murray N. Man, economy and state. Scholar's edition. Auburn: LvMI, 2004, p. 698).

    Se a conclusão de Rothbard é verdadeira, então o fato de o Estado fixar unilateralmente o preço cobrado do consumidor por si só também não diz nada sobre a ineficiência do serviço, uma vez que, por maior que seja o preço cobrado, ele não atrai concorrentes tentando explorar essa suposta ineficiência estatal.

    Pode-se contra-argumentar que existem leis proibindo a evasão fiscal e que, por isso, a população seria oprimida e não existiria ganho de bem-estar.

    Só que esse contra-argumento é falho, pois o simples fato de não existirem agências concorrendo com o Estado prova, na melhor das hipóteses, que não existe demanda por elas (e que o Estado, portanto, satisfaz as preferências da maioria absoluta da população); ou, na pior delas, que os custos são proibitivos e que o negócio simplesmente carece de viabilidade.

    Qualquer que seja o caso, o Estado é a única agência fornecendo esse serviço (seja porque é desejado pela maioria absoluta da população, seja porque é um 'mal necessário', sem alternativa economicamente viável) e pode, por isso, em tese, cobrar o preço que quiser, sem que isso implique necessariamente ineficiência.

    Quando o povo acha que está sendo tributado em excesso, o que ele normalmente faz é se revoltar, derrubar o governo vigente e colocar outro governo no lugar, ou, então, emigrar para um outro Estado -- não demandar serviços de agências ancaps que ninguém vê em lugar nenhum.

    Isso tudo sugere fortemente que o atual sistema internacional de Estados (em que a defesa é prestada por mais ou menos 200 Estados em competição por tax-payers, ao invés de milhões de agências ancaps) é apenas o melhor equilíbrio que a humanidade encontrou para lidar com os altos custos de produção do serviço.

    E, por fim, o fato de existir na população uma minoria anarquista contrária à existência do Estado (que preferiria ter milhões de opções de agências de defesa, ao invés de apenas 200) e obrigada a pagar impostos também não é necessariamente imoral nem ineficiente.

    Não é imoral porque, de acordo com os próprios rothbardianos, em uma sociedade ancap, a maioria teria o direito de fundar comunidades por contrato e impor às minorias, por meio desses contratos sociais, quaisquer sanções que achasse necessárias à vida em comunidade; e se a minoria não aceitasse os termos do contrato, seria excluída fisicamente do grupo (quem leu "Democracy: the god that failed" sabe do que estou falando). Ou seja, em substância, não seria muito diferente do "Brasil: ame-o ou deixe-o"; apenas a forma de governo que seria mais descentralizada.

    Não é ineficiente porque a maioria pode considerar a defesa produzida em escala pela agência dominante como um "bem público" e, para controlar o free riding, impor à minoria o dever de contribuir para o financiamento dela, sob pena de exclusão social. E se a minoria anarquista dá mais valor à sua permanência no grupo do que ao dinheiro desembolsado com essas contribuições, então a troca é Pareto-eficiente.

    No mais, acho uma incoerência sem tamanho uma ideologia querer pregar a liberação do uso de drogas pesadas sob o argumento de que o indivíduo deve ser livre para destruir o próprio corpo e depois, por puro radicalismo adolescente, dar piti quando esse mesmo indivíduo decide (supostamente) destruir o próprio bolso apoiando o Estado. Se a utilidade é subjetiva, então quem pode o mais deveria poder o menos.
  • Magnussen  03/01/2016 15:48
    "Quem está impedindo os libertários de fundarem uma agência privada de defesa para libertar o país da gangue de criminosos denominada "República Federativa do Brasil"?"

    O estado, que não apenas detém o monopólio das armas, do exército, da polícia e do judiciário, como ainda detém o monopólio da violência, o que significa que ele é livre para esmagar qualquer movimento antagonista, sem ser judicialmente penalizado por isso.

    Isso é tão básico, que é necessário estar além da ignorância para fazer uma pergunta desse tipo.

    Dado esse seu "início triunfal", nem perderei meu tempo lendo resto, que certamente deve ser uma bobagem tremenda. Quem inicia uma argumentação partindo de premissas asininas não tem nada de útil para contribuir.
  • Ajudante de Pedreiro  03/01/2016 16:30
    "se tais barreiras naturais não são superadas e, em razão disso, apenas um único agente consegue operar no mercado, então é incoerente -- do ponto de vista rothbardiano -- querer falar em "monopólio estatal da defesa". (...).
    Se a conclusão de Rothbard é verdadeira, então o fato de o Estado fixar unilateralmente o preço cobrado do consumidor por si só também não diz nada sobre a ineficiência do serviço, uma vez que, por maior que seja o preço cobrado, ele não atrai concorrentes tentando explorar essa suposta ineficiência estatal.
    "

    Dado q vc diz isso com base numa "condição" hipotética (e não real) posta no seu raciocínio - a relembrar: "logo, não existindo barreiras legais de entrada, o mercado de defesa está sempre aberto a novos competidores" -, cumpre lhe perguntar: é isso mesmo o q vc quis dizer, meu caro? Vc está nos dizendo q não existem outros competidores no mercado de defesa pelo fato de q esse mercado não "atrai" concorrentes interessados em explorar essa ineficiência estatal?

    Outra questão: explique essa de q "já vivemos no ancapistão".
  • Travis  03/01/2016 17:28
    "acho uma incoerência sem tamanho uma ideologia querer pregar a liberação do uso de drogas pesadas sob o argumento de que o indivíduo deve ser livre para destruir o próprio corpo e depois, por puro radicalismo adolescente, dar piti quando esse mesmo indivíduo decide (supostamente) destruir o próprio bolso apoiando o Estado."

    Vc acha "incoerente" um puro delírio da sua cabeça.

    Quer dar dinheiro p o estado por sua espontânea vontade? Vá em frente. Nenhum libertário vai se opor a isso. Os libertários são contrários à coerção/agressão no sentido de obrigar o sujeito, sob ameaça de violência, a dar dinheiro ao estado.

    Quem não enxerga essa diferença fica enxergando "pitis" inexistentes.
  • Anonimo.  03/01/2016 20:48
    ' o simples fato de não existirem agências concorrendo com o Estado prova, na melhor das hipóteses, que não existe demanda por elas (e que o Estado, portanto, satisfaz as preferências da maioria absoluta da população); ou, na pior delas, que os custos são proibitivos e que o negócio simplesmente carece de viabilidade.'

    E convenientemente ignorando o fato de que o governo não deixa essas agências existirem?

    'E, por fim, o fato de existir na população uma minoria anarquista contrária à existência do Estado (...) e obrigada a pagar impostos também não é necessariamente imoral nem ineficiente.

    Não é imoral porque, de acordo com os próprios rothbardianos, em uma sociedade ancap, a maioria teria o direito de fundar comunidades por contrato e impor às minorias, por meio desses contratos sociais, quaisquer sanções que achasse necessárias'


    Sério que pra vc a coerção do governo e a 'coerção' do 'contrato social' é a mesma coisa?
  • Anonimo.  03/01/2016 20:54
    'incoerência sem tamanho uma ideologia querer pregar a liberação do uso de drogas pesadas sob o argumento de que o indivíduo deve ser livre para destruir o próprio corpo e depois, por puro radicalismo adolescente, dar piti quando esse mesmo indivíduo decide (supostamente) destruir o próprio bolso apoiando o Estado. '

    Não tem incoerência nenhuma, quem quer se matar se mate, mas vá sozinho.
    Essa é a diferença principal entre as duas situações, que o seu intelecto limitado não te permite compreender.
  • Tibúrcio  03/01/2016 22:21
    Bruno, muito boa a sua exegese de Rothbard.

    Muito boa como uma peça de humor, claro.

    São tantas as falácias - dentre elas a pura e simples contradição, os saltos lógicos e a falácia de confundir ser e dever-ser - nesse seu comentário q chega a ser difícil arrolá-las.

    Mas, a rigor, basta uma simples e banal constatação q faz ruir toda essa sua ginástica verbal (pura groselha, na verdade): existem barreiras legais no mercado de segurança. Só o estado pode prestar esse serviço, tudo sob ameaça de violência.

    Pronto.

    Você mesmo diz q o estado é a única agência q presta esse serviço, invocando, em seu raciocínio, uma "condição" hipotética de q "caso não existissem barreiras legais nesse mercado...". Mas elas existem, e até uma criança de 5 anos sabe disso.
  • Engels  03/01/2016 14:57
    É contraditório ser anarcocapitalista e monarquista?
  • Pobre Paulista  03/01/2016 16:53
    Depende.

    Se considerarmos que o monarca é o legítimo proprietário daquelas terras, então não há nada de errado nem de incoerente em existir uma monarquia dentro de um sistema anarco-capitalista. O Rei é simplesmente o dono daquele país.

    Claro que é meio ridículo o dono do terreno achar que não precisa trabalhar e precisar de uma coroa de ouro para ser identificado, porém, em sua essência, não há nada de errado com essa idéia.
  • Pedreiro  03/01/2016 17:10
    Errado.

    Monarquia implica existência de estado. Um rei, apesar de dono da território, também exerce tributação. Logo, é incompatível postular pelo fim do estado (anarcocapitalismo) e pela presença de (um determinado regime de) estado (monarquia).

    O q se pode é achar q, dentre os cenários estatistas, a monarquia é aquilo q há/haveria de menos pior.
  • Pobre Paulista  03/01/2016 22:19
    Sendo ele o legítimo proprietário da terra, ele pode tributar ou não ao seu bel prazer. Se os "habitantes" (na verdade, meros hóspedes) do seu país (ou de sua casa) aceitarem voluntariamente morar lá pagando o tal tributo (que também poderia ser chamado de "aluguel"), então não há nada de errado nem de contraditório com o anarco-capitalismo.

    No entanto a história já mostrou que esta é uma péssima estratégia. Veja o que aconteceu com a França e a Rússia por exemplo.

    Mas o fato de ser uma idéia ruim não faz com que ela seja incompatível com o anarco-capitalismo.
  • Engels  03/01/2016 23:03
    Obrigado, Pobre Paulista.
  • Pedreiro  03/01/2016 23:39
    Pobre Paulista, monarquia é um estado, com todos os elementos que definem um estado.

    Então, é incompatível existir uma sociedade sem estado (anarcocapitalista) e, ao mesmo tempo, um estado monárquico.

    O fato de uma monarquia ser menos pior q uma democracia não significa q monarquia não seja incompatível com uma sociedade sem estado (anarcocapitalista).

    O Rei podendo ou não tributar "ao seu bel prazer"?

    Pobre Paulista, volto a frisar: o fato de o rei ser proprietário do território não implica q a monarquia não seja estado; e, sendo estado (onde existe tributação), não pode haver compatibilidade com uma sociedade sem estado.
  • Hoppe  04/01/2016 07:59
    Pedreiro, você está confundindo anarcocapitalismo com livre mercado.

    Elas estão relacionadas, mas não são necessariamente a mesma coisa.

    Se o território é privado, o dono do território não precisa necessariamente permitir livre tributação e livre comércio para quem mora ou está vivendo temporariamente nesse território.
  • Pedreiro  04/01/2016 12:06
    Eu "confundindo" anarcocapitalismo com livre mercado?

    Negativo. Uma sociedade anarcocapitalista é uma sociedade sem estado, no âmbito da qual existe um livre mercado (trocas voluntárias).

    E vc vem dizer que eu estaria "confundindo" isso com essa frase?: "Se o território é privado, o dono do território não precisa necessariamente permitir livre tributação e livre comércio para quem mora ou está vivendo temporariamente nesse território".

    Onde que eu disse que o dono do território privado "precisa necessariamente permitir livre tributação"? Em lugar nenhum. O que eu disse é que monarquia é um estado, e que estado é uma entidade necessariamente tributante.

    Essa sua frase não infirma nada do que eu disse. Aliás, passou muito longe de sequer tangenciar o que eu disse.

    Repito: o que eu disse é que MONARQUIA É UM ESTADO. Não existe, nem nunca existiu, monarquia em uma sociedade sem estado. Monarquia é uma forma de governo (ou um regime político).

    Destarte, é logicamente impossível postular uma sociedade sem estado e uma monarquia ao mesmo tempo. E o anarcocapitalismo postula uma sociedade sem estado; logo, é incompatível com o monarquismo.

    O máximo que posso postular é que, tendo que escolher por um regime estatal, o menos pior é o regime monárquico.

    "Hoppe", leia o verdadeiro Hoppe:

    "O que quero argumentar aqui é que a antiga forma de governo, a monarquia, não só era muito mais limitada, como também era mais pacífica, menos totalitária e mais propensa ao desenvolvimento de um país do que a democracia. (...).
    O primeiro ponto a ser enfatizado é: estados — sejam eles monárquicos ou democráticos — não são empresas. Eles não produzem nada para ser vendido no mercado, e, como tal, suas receitas não advêm da venda voluntária de bens e serviços.
    Ao contrário: estados vivem da coleta de impostos, que são pagamentos coercivos coletados sob ameaça de violência.
    Portanto, sendo um anarcocapitalista, não sou apologista nem da monarquia e nem da democracia. Porém, se tiver de escolher um desses dois regimes maléficos, então é seguro dizer que a monarquia tem certas vantagens.
    ":

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=373
  • Hoppe  04/01/2016 14:37
    Pedreiro, duas perguntas simples:

    1- Monarquia é uma propriedade privada com regras (leis) próprias ou não é ?

    2- O Rei (Monarca) é o dono da propriedade que faz as regras (leis) da sua propriedade ou não é ?
  • Pedreiro  04/01/2016 15:44
    Uma pergunta ainda mais simples:

    Apesar das diferenças que a fazem ser menos pior que uma democracia,
    Monarquia é ou não é um estado que vive da coleta de impostos (que são pagamentos coercivos coletados sob ameaça de violência)?

  • Pobre Paulista  04/01/2016 17:08
    "Monarquia é ou não é um estado que vive da coleta de impostos (que são pagamentos coercivos coletados sob ameaça de violência)?"

    Meu caro, você não está entendendo o cerne do argumento.

    Se o Monarca é o legítimo proprietário do terreno, então ele pode fazer o que quiser com ele. Inclusive deixar pessoas irem morar lá em troca de um valor financeiro. Se esse valor financeiro se chama imposto, aluguel, taxa ou condomínio, isso é irrelevante.

    Agora, se o cidadão vai voluntariamente morar lá, sabendo dessas regras, e mesmo assim se recusa a pagar suas taxas (aluguel, imposto, chame como quiser novamente), então o Monarca (o DONO) está no seu legítimo direito de exigir os valores que foram combinados. Não se trata de coerção, se trata de exigir o cumprimento de contratos previamente acordados pelas partes.

    Repito: Isso tudo se considerarmos que o Monarca é o legítimo proprietário da terra.


    Aliás, esse é o problema central do conceito de República (Res publica, que significa "coisa pública" em latim). Numa república, o legítimo proprietário do pedaço de terra em questão (um país) é, necessariamente, o estado, pois, ao menos em teoria, a "coisa pública" pertence a todos, porém é o estado quem deve geri-la. Na prática, o estado é o dono, e portanto ideais republicanos são necessariamente estatistas.


  • Pedreiro  04/01/2016 17:58
    Estimado Pobre Paulista:

    não se trata de não ter entendido o cerne do argumento; eu entendi seu ponto, meu prezado.
    A questão é de discordância mesmo. Eu discordo de você, sempre com o máximo respeito.

    É o seguinte, meu caro:

    Do fato de o monarca ser proprietário do território não se segue que numa monarquia não exista tributação, no exato sentido de tributação tal como a conhecemos (exigência de pagamento compulsório, pelos cidadãos, de valores monetários).

    Veja essa sua frase:

    "Não se trata de coerção, se trata de exigir o cumprimento de contratos previamente acordados pelas partes"

    Não, meu caro. Definitivamente, não. Mais uma vez, vc claramente extrapola quanto ao reconhecimento do fato de ser o monarca proprietário do território: não se segue desse fato que ele seria um locador/contratante (e os cidadãos locatários/contratantes).

    Ora, malgrado o regime de propriedade pelo monarca, a monarquia é um estado; é um governo com um aparato de "compulsion":

    Veja de novo o Hoppe:

    "Having to begin small, the
    original form of government is typically that of personal rule: of private
    ownership of the governmental apparatus of compulsion (monarchy). (...) These two forms of government-private or public ownership of
    government (monarchy or democracy). (...)
    " (Democracy The God That Failed, p. 16/17)
  • Max Rockatansky  04/01/2016 18:28
    Pobre Paulista,

    Não é por aí, não.

    A se entender como você diz, todo proprietário de terra (um fazendeiro, p.ex.), com funcionários e/ou prestadores de serviços e pessoas que residem na terra (mediante um aluguel), seria um "monarca", e a fazenda do sujeito seria uma "monarquia".

  • Pobre Paulista  04/01/2016 16:39
    Tá difícil hein Pedreiro? Vamos tentar novamente.

    Você grita insistentemente que monarquia é um estado. OK, que seja, isso é irrelevante. Acompanhe as suposições a seguir:

    1. Por algum milagre irrelevante à argumentação, o mundo se torna anarco-capitalista da noite para o dia.
    2. Eu me torno dono, legitimamente, de um pedaço de terra do tamanho do estado de Sergipe.
    3. Eu uso do meu próprio capital e trabalho para colocar asfalto, iluminação nas ruas, demarcações adequadas, coloco muros em volta do meu terreno para protegê-lo, etc.
    4. Eu alugo parte dos terrenos com acesso à essas ruas para que as pessoas possam construir casas, comércio e o que mais elas quiserem.
    5. As pessoas voluntariamente vão morar no meu terreno, pagando o aluguel que eu estipulei.
    6. Eu vejo que a quantidade de dinheiro que este aluguel me rende é suficiente para eu me aposentar.
    7. Eu escolho a melhor região do meu terreno para construir um castelo de 100 quartos.
    8. Neste castelo eu crio uma sala com uma cadeira enorme revestida de tecidos caros e joias preciosas.
    9. Eu fico lá sentado o dia inteiro com uma coroa na cabeça, feito um pateta.
    10. Eu contrato algumas das pessoas que moram no meu terreno para cozinhar para mim, para me entreter, para cuidar do meu jardim, para me defender, entre outras coisas.
    11. Eu fico velho, morro, e deixo meu terreno de herança para meu filho fazer o que quiser com ele.

    Agora, por favor, me responda objetivamente:

    Pergunta A: Em que ponto da minha argumentação o anarco-capitalismo foi "violado"?

    Pergunta B: No que exatamente o meu sistema descrito acima difere de uma monarquia?

    No aguardo.
  • Pedreiro  04/01/2016 17:39
    "Você grita insistentemente que monarquia é um estado. OK, que seja, isso é irrelevante"

    O fato de uma monarquia ser um estado é "irrelevante" para fins de verificar sua (in)compatibilidade com o anarcocapitalismo?

    Ora, Pobre Paulista, por favor, meu caro...


    "Pergunta A: Em que ponto da minha argumentação o anarco-capitalismo foi violado?"

    Em nenhum ponto. Foi uma descrição bacana.


    "Pergunta B: No que exatamente o meu sistema descrito acima difere de uma monarquia?"

    No seu sistema descrito, você é um proprietário, que optou por se tornar locador e tomador de serviços, e, depois, resolveu colocar uma coroa na cabeça (com a intenção, infere-se, de ser chamado de "Rei").


    Todavia, não há no seu sistema a criação de uma instituição capaz de fazer com que todos os conflitos entre os habitantes de um dado território sejam trazidos a ela para que tome a decisão suprema e dê sua análise final; não há a criação de uma instituição capaz de fazer com que todos os conflitos envolvendo ela própria sejam decididos por ela ou por seus funcionários; não há a criação de uma instituição que detém o monopólio da tomada suprema de decisões para todos os casos de conflito dentro de um território; e que tenha o poder de proibir todos os outros de agirem como juiz supremo.
    Por mais que você queira ser "Rei", não há aí uma organização que (a) adquire seus rendimentos através de coerção física (impostos); e (b) alcança um monopólio compulsório da força e do poder de tomada de decisões finais em uma determinada extensão territorial.
    Logo, não há um estado monárquico.
  • Andre Cavalcante  04/01/2016 18:49
    Olá,

    Só me metendo... (hehehe)

    "Por mais que você queira ser "Rei", não há aí uma organização que (a) adquire seus rendimentos através de coerção física (impostos);"

    Sim, há. Se alguém diz que não pagará o "aluguel" naturalmente será coagido a tal, seja por uma organização própria do tal "Rei" ou por alguma organização contratada por ele. Se não houvesse ele simplesmente não teria nem como fazer o "contrato".

    " e (b) alcança um monopólio compulsório da força e do poder de tomada de decisões finais em uma determinada extensão territorial."

    Isso não há, exceto no caso de o Rei usar de um aparato coercitivo (próprio ou contratado) para forçar as pessoas a procurá-lo para que ele faça justiça (ou por uma organização contratada por ele).

    "Logo, não há um estado monárquico."

    Vejo que só neste último caso que citei seria um estado. Se não há essa coerção por parte do "Rei", concordo que não há estado monárquico.


    Abraços e boas discussões para todos...

  • Pedreiro  04/01/2016 19:13
    Estimado Andre Cavalcante:

    "Se não há essa coerção por parte do 'Rei', concordo que não há estado monárquico".

    Eis o ponto: não havendo estado monárquico, não há incompatibilidade com uma sociedade anarcocapitalista; havendo estado monárquico, há incompatibilidade com uma sociedade anarcocapitalista.

    Abço.
  • Pobre Paulista  04/01/2016 22:01
    Pedreiro, entendi seu ponto, pena que as minhas respostas estão em ordem invertida para esclarecer meu raciocínio.

    Eu pontuei ao final de meu último comentário (que ficou perdido lá no meio) que o verdadeiro problema está no conceito de república, e não na monarquia em si.

    Meu argumento é: Se considerarmos que o monarca é o legítimo proprietário de um país não há incoerência com o anarco-capitalismo.

    Você diz (resumindo): O monarca não é o legítimo proprietário do país.

    Note que não estamos em desacordo: eu estou pontuando uma relação de implicância e você está estabelecendo um princípio. E note também que eu não estou dizendo que, necessariamente, todas as monarquias se enquadram no sistema que eu descrevi. Na verdade eu não sei muito sobre a história das monarquias por aí, mas me parece que a época do feudalismo era algo muito parecido com o que eu descrevi.

    E só para esclarecer, se eu tivesse um pedaço de terra do tamanho de Sergipe, eu jamais fundaria um reino ;-)
  • Pedreiro  05/01/2016 14:06
    Meu estimado Pobre Paulista:

    infelizmente, você persiste no erro, e se nega a entender. Mas eu terei que fazer outra intervenção pq não posso permitir que você falseie o que eu disse.

    "Você diz (resumindo): O monarca não é o legítimo proprietário do país."

    Por favor, meu caro, não faça uma coisa dessas. Isso não é legal. Eu falei três vezes que o monarca/rei é proprietário do território onde fica o país.

    Vou copiar e colar as minhas frases, na exata ordem dos meus comentários:

    "monarquia implica existência de estado; um rei, apesar de dono da território, também exerce tributação"; "Pobre Paulista, volto a frisar: o fato de o rei ser proprietário do território não implica q a monarquia não seja estado"; e "do fato de o monarca ser proprietário do território não se segue que numa monarquia não exista tributação".

    Ora, diante disso, como vc pode fazer esse "resumo" aí?


    Vou te expor mais uma vez o meu argumento, agora de forma esquemática, para vc ver a relação de implicância:

    premissa inicial - o monarca é proprietário do território onde fica o país;

    1ª premissa intermediária - além de ser proprietário do país, o monarca também detém o monopólio compulsório da força e do poder de tomada de decisões supremas e finais em uma determinada extensão territorial;

    2ª premissa intermediária - detendo o monarca o monopólio compulsório da força e do poder de tomada de decisões supremas e finais em uma determinada extensão territorial, a monarquia configura-se como um estado (que corresponde à extensão territorial em questão, território do qual o monarca é proprietário); e

    conclusão - configurando-se como um estado, a monarquia é incompatível com uma sociedade anarcocapitalista, porquanto o anarcocapitalismo se opõe à existência de monopólio compulsório da força e do poder de tomada de decisões supremas e finais em uma determinada extensão territorial.


    Agora contrastemos com o teu argumento:

    "Meu argumento é: Se considerarmos que o monarca é o legítimo proprietário de um país não há incoerência com o anarco-capitalismo."

    Perceba: você se agarra em apenas uma característica da monarquia, impondo-se uma cegueira deliberada relativamente à outra característica essencial: o monopólio compulsório da tomada de decisões supremas e finais em uma determinada extensão territorial. E isso faz toda a diferença, meu caro. Você opera com um conceito incompleto de monarquia, o que dá azo ao equívoco do seu argumento.

    No arranjo do seu cenário hipotético, está ausente esse requisito do monopólio compulsório da tomada de decisões supremas e finais em uma determinada extensão territorial, e por isso no seu cenário não há um estado monárquico. E, por isso, na "época do feudalismo" a monarquia não era parecida como o que vc descreveu.

    Mais uma vez: para existir uma monarquia não basta existir um proprietário (que se torna locador e tomador de serviços/empregador de pessoas que residem na sua terra) que resolva colocar uma coroa na cabeça e deixar sua herança para os filhos; tem que existir, além do requisito da propriedade pelo monarca (do qual decorre a hereditariedade e a vitaliciedade), o monopólio compulsório da tomada de decisões supremas em uma determinada extensão territorial.
    Destarte, a existência de um monarca legítimo proprietário do território é condição necessária, porém não suficiente para a existência de uma monarquia.


    Assim, nunca houve monarquia sem monopólio compulsório da força e do poder de tomada de decisões supremas e finais em uma determinada extensão territorial.

    Confesso que não consigo compreender pq vc se nega a aceitar essa verdade/fato notório:
    o monarca é um chefe de estado; monarquia é um estado; ela implica a existência de governo; de funcionários públicos; de exército; de débitos públicos; de tributação.
    Você mesmo contrapõe república à monarquia: ora, só faz sentido essa contraposição na medida em que se reconhece que uma (república) e outra (monarquia) são formas de estado, de sorte que uma (república) e outra (monarquia) têm em comum o monopólio compulsório da força. Não faz sentido vc reconhecer que república é um estado mas, ao mesmo tempo, dizer que para existir monarquia bastaria existir um monarca como proprietário de um país. Além do requisito da propriedade do território pelo monarca, na monarquia também tem que existir o monopólio da força e da tomada de decisões supremas.


    Não quer acreditar em mim? Acredite no Hoppe então: ele diz que, além da propriedade pessoal do território, o rei detinha o privilégio monopolístico da força:

    "In order to preserve or possibly even enhace the value of his personal property, he will refrain himself in his exploitation policies. He will use his monopolistic privilege, of course; he will exploit." (Democracy, p. 47)

    Sobre a existência de tributos na monarquia:

    "There is no doubt that the amount of taxes imposed on civil society increased during the monarchical age." (p. 54)

    Sobre a existência de débitos governamentais na monarquia:

    "Throughout the monarchical age, government debts were essentially war debts." (p. 59)


    Preste atenção agora, em que ele deixa clara a incompatibilidade entre monarquia e anarcocapitalismo, haja vista o monopólio compulsório do rei quanto à tomada de decisões supremas e finais:

    "The monopolization of law administration led to higher prices and/or lower product quality than those that would have prevailed under competitive conditions, and in the course of time kings employed their monopoly increasingly to their own advantage." (p. 61)

    E, agora, de forma ainda mais inequívoca:

    " From this common classification as compulsory monopolies, a fundamental similarity of both princely and democratic government can be deduced: under monopolistic auspices, the price of justice and protection will continually rise and the quantity and quality of justice and protection fall; qua expropriating property protector, a tax-funded protection agency is a contradiction in terms and will inevitably lead to more taxes and less protection." (p. 81)

    Como se vê, Hoppe diz aí que a república democrática e a monarquia têm em comum o monopólio compulsório da força e tomada de decisões finais, e essa característica torna a monarquia (assim como a república democrática) incompatível com o anarcocapitalismo.

    Ou seja: monarquia implica propriedade do território pelo monarca + monopólio compulsório da força e tomada de decisões finais.

    Mais uma vez, então, Pobre Paulista, para arrematar: além de ser proprietário do território onde fica o país, o monarca também detém o monopólio compulsório da força e do poder de tomada de decisões supremas e finais em uma determinada extensão territorial, e isso torna a monarquia incompatível com o anarcocapitalismo.

    Se vc não se convenceu agora, não há mais o que possa ser feito a respeito desse assunto.

    Um abração fraternal, meu prezado.

















  • anônimo  05/01/2016 18:03
    Essa discussão apenas prova que o rumo espontâneo do anarcocapitalismo é a criação de diversos estados monárquicos. Pode querer dar à vontade outro nome, mas na prática vai ser algo próximo disso.

    Se a propriedade é de um dono (monarca ou qualquer outro nome que queiram dar) e ele não permite que as pessoas que moram dentro de seu território tenha armas (força) ou pratiquem livre comércio sem ser registrado (de maneira semelhante a uma fazenda, um shopping, um hotel, um condomínio ou uma vila), são as regras que o proprietário determinou para a sua própria propriedade privada. A pessoa não é obrigada a morar dentro de seu terreno. A pessoa apenas mora por causa que aceitou um contrato mútuo entre ela e o dono (não estou dizendo que as monarquias foram assim, apenas estou dizendo como seria em um mundo anarcocapitalista).

    Ser ou não chamado de estado não vai mudar o fato que o território é privado. E o que configura o Anarcocapitalismo não é o Livre Mercado ou todo mundo ter direito a poder usar a Força e sim que todos os territórios do planeta Terra sejam privados com regras (leis) determinadas pelo seu dono e haja uma livre imigração de indivíduos entre os territórios através de contratos voluntários.
  • anônimo  05/01/2016 18:14
    Só lembrando, que um rei (dono do território) se veria forçado a permitir o uso de armas pela população e o livre mercado, porque outros territórios privados permitiriam.

    Se outros territórios permitiriam, a maioria da população simplesmente se mudaria para o território privado que permite mais liberdade e abandonaria o território privado mais "socialista".

    Assim, o dono se veria obrigado (mas não seria obrigado, obviamente) a mudar as regras (leis), os tributos e as regulamentações de seu território para atrair pessoas e assim voltar a ter lucros pelos tributos. Seria um Mercado mesmo.
  • GGR  03/01/2016 15:30
    Prezados, e se formos pragmáticos?
    Como está a gestão de serviços de saúde, segurança e educação feita pelo estado, em nosso país? Em que medida, na prática, já não estamos transferindo para a iniciativa privada uma (grande) parcela desses serviços?
    Que lição podemos tirar desse experimento concreto?

    sds
  • Rafael OF  03/01/2016 16:10
    Creio que já passa da hora de os mantenedores desta página mudarem o nome do site para www.hayek.org.br.

    Mises, com todas as letras, disse que o anarcocapitalismo só daria certo numa terra de santos e anjos. Deixem o cara descansar em paz e parem de distorcer a sua obra!

    Obs.: por favor!
  • Michelângelo DE  03/01/2016 16:55
    Hayek?! Por quê?!

    E Mises nunca falou nada sobre anarcocapitalismo, termo cunhado apenas na década de 1970, quando Mises morreu.

    Mises falou apenas sobre anarcocomunismo e anarcossindicalismo, estes sim besteiras monumentais.

    Favor ir sacar pra cima de outros e só dar palpites sobre assuntos que você domine minimamente.

    Obs: por favor!
  • Batista  05/01/2016 14:48
    Michelangelo,

    Mas tem que dar no meio certo desse cara. Esse meliante pega fatos desconexos, fora da linha do tempo, e joga-os sobre a mesa como se fossem argumentos. É de uma desonestidade intelectual absurda.

    Vejamos o que está no livro Liberalismo: segundo a tradição clássica, capítulo I, página 64:

    "Em uma sociedade anarquista, estará descartada, totalmente, a possibilidade de que alguém possa, negligentemente, atirar um fósforo aceso e iniciar um incêndio ou, em um momento de raiva, ciúme ou vingança, infligir danos a seu compatriota? O anarquista compreende mal a verdadeira natureza do homem. O anarquismo somente seria praticável, num mundo de anjos e santos."

    Mises disse ANARQUIA. Mises não mencionou ANARCOCAPITALISMO. Ou seja, o cara tenta fingir de morto para assaltar o coveiro.

  • Salva-Vidas de Aquário  05/01/2016 17:09
    Batista, no ponto, em acréscimo ao seu comentário,
    vale acrescentar o que foi escrito pelo comentarista Monarquista mais abaixo:


    "Quanto à frase de Mises sobre o anarquismo, confesso espanto quanto à sua ignorância. Mises estava se referindo aos movimentos anarcocomunistas e anarcossindicalistas, muito em voga à época. Mises nunca falou nada sobre anarcocapitalismo, termo cunhado apenas na década de 1970, quando Mises morreu. Mises falou apenas sobre anarcocomunismo e anarcossindicalismo, estes sim besteiras monumentais. Confira Hoppe falando sobre isso aqui."
  • Magno  03/01/2016 16:59
    A quantidade de estatistas desesperados para defender o estado, mas sem oferecer um único argumento plausível e recorrendo apenas a clamores, chega a ser comovente. Com "liberais" assim, o PT está com a vida ganha.

    É o equivalente a dizer que a máfia é ruim, mas seria pior sem ela.

    Tristeza.
  • Bolsonaro Presidente  03/01/2016 17:26
    Tire o PT do poder e coloque o Bolsonaro e vc verá a diferença. Não é o estado que é mal, mas os idnivíduos que controlam a máquina.

    Libertários são contraditórios, se consideram "individualistas", mas quando se trata do estado são coletivistas. Acham que o mal é o estado, e não quem gere o estado...

    No caso do Brasil, o mal é o PT, PCdoB e demais partidos de esquerda...
  • Tex  03/01/2016 20:32
    Pare de dizer asneira, cidadão.

    O mal é a existência de indivíduos q querem "gerir" o estado e daqueles q ficam babando o ovo desses "gestores".
  • Gabriel  03/01/2016 21:01
    ''Tire o PT do poder e coloque o Bolsonaro e vc verá a diferença. Não é o estado que é mal, mas os idnivíduos que controlam a máquina.''

    Simples assim? Você realmente acha que é só trocar de presidente que pronto, tudo se desenvolverá bem? E o congresso como é que fica? O que o Bolsonaro, caso fosse presidente, conseguiria aprovar ali? Absolutamente nada.
  • Anonimo.  03/01/2016 21:31
    E o judiciário petista? E o serviço público aparelhado? E a constituição esquerdista? Como é que vc muda isso com o seu votinho?
    Pra fazer alguma diferença o Bolsonaro teria que mudar tanta coisa que no mínimo, geraria uma revolução armada por parte do 'exército do Stedille' e afins.Aí quem sabe, depois de muita guerra, muita gente morrendo o brasil deixe de existir e cada estado fique sendo um país independente.
    Não existe saída além da secessão.
  • Trabuco  03/01/2016 22:02
    Bolsonaro é tão estatista quanto qualquer esquerdista, vide a declaração q ele deu sobre privatização da Vale.
  • Sião  03/01/2016 23:58
    Bolsonaro é adepto de um Estado Mínimo.

    Depois de muitos anos defendendo o estatismo, Bolsonaro se tornou em 2013 economicamente liberal, mas assim como o partido republicano dos EUA, mantém o Conservadorismo em assuntos sociais.



  • Batista  05/01/2016 15:39
    Não me lembro de quem, mas já ouvi essa frase:

    "Em se tratando de política, nada pode ser destruído se não for possível substituí-lo. Se derrubar ou refutar uma proposta, é preciso colocar outra no lugar, para que a anterior não volte."
  • Farias.  03/01/2016 17:25
    Um texto indigno de ser publicado aqui. Indigno não pelo seu mote, mas pela sua argumentação pueril. Os liberais defendem o conceito de "Welfare State". Erroneamente acredita-se que esse conceito se tenha surgido dentre os membros da esquerda fabiana, porém o Estado de Bem-estar Social surgiu com os liberais europeus no fim do século XIX, os quais acreditavam que para a política/economia funcionar era, grosso modo, necessário disponibilizar um mínimo àquela parcela da sociedade incapaz de assegurar-se por conta própria. A esquerda apenas reformulou o conceito de Welfare State - para os liberais era visto como um gasto ou custo necessário; para os socialistas, como um investimento ou coisa que o valha, ou seja, a esquerda apenas deu um tom "politicamente correto".
    Outro ponto a ser destacado é que, embora o neoliberalismo possa ser, para muitos, apenas um experimento teórico, ele possui conceitos e filosofias político-econômicas diversas às do liberalismo clássico. Um desses é a crítica ao Estado de Bem-estar Social. Os neoliberais não se aprazem dele - basta ler Rand para o confirmar.
    Os liberais sempre defenderam uma estrutura mínima do Estado, com funções voltadas à assegurar a propriedade privada - veja o Contrato Social segundo Locke. Não há incongruência no discurso liberal.
  • Lima  03/01/2016 20:01
    Como é que é, Farias?!

    Primeiro você começa falando de liberais clássicos, mentindo fragorosamente a respeito. Liberais clássicos, ao contrário do que você disse, nunca defenderam "welfare state". Tal defesa sempre foi feita pelos neoliberais, a quem você também faz confusão atribuindo a eles defesas que não fazem e negando a eles defesas que eles realmente fazem. Uma lástima.

    Aprenda o real conceito de neoliberalismo aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=920

    P.S.: indigno mesmo foi o moderador ter publicado um comentário mentiroso como o seu, que transmite informações falsas. Não apenas você mente quanto aos conceitos defendidos por liberais clássicos e neoliberais, como ainda mente se fazendo passar por leitor contumaz do site: quem realmente conhece esse site já domina há muito as diferenças entre liberalismo clássico e neoliberalismo.
  • Tales  03/01/2016 21:01
    Quero questioná-los acerca de algumas coisas referentes aos autores contratualistas. Eis algumas dúvidas acerca do contrato social:

    Quando se daria o aceite deste contrato? Quando o indivíduo nasce? Ou em outro momento? Ele seria tácito? Ele é obrigatório? Pode ser rescindido? A coletividade pode impô-lo ao indivíduo?

    Quando 5 pessoas fazem uma votação para decidir aonde jantar, e 3 decidem por um determinado lugar, os outros 2 são obrigados a ir neste mesmo lugar?

    No caso do Brasil: A atual presidente venceu no nordeste, mas perdeu no sul. No geral, venceu. É justo que ela tenha legitimidade no sul também. Esse pra mim é um paradoxo do contrato social. Como poderia ser resolvido? Se é que é possível.
  • IRCR  04/01/2016 01:48
    Então Mises estava errado ao dizer que o "monopólio da coerção" deve ser do estado ?

    Imagine empresas privadas aplicando a coerção quando por exemplo uma parte não cumprir um contrato firmado rsss.
  • Rex  04/01/2016 12:16
    Do fato de que o estado não deva ser monopolista (da coerção) não se segue que empresas privadas passariam a "aplicar" a coerção que o estado aplica, cidadão.

  • Douglas Fernandes Dos Santos  04/01/2016 02:03
    Após Kogos e Takaki, eis que surge mais um ser que confunde gênero com especie, vou me ater a três pontos:

    1 - Existe vertentes do liberalismo e cada delas é extremamente única e diferente, colocar todas como simplesmente "liberais" é ignorar os próprios métodos que se dizem usar, cuspindo assim no prato que comem dos clássicos da EA (nem mesmo o Hayek chegou a esse nível ao ter invertido os papéis e puxado sardinha ao falar das duas vertentes do liberalismo clássico), ignorar a complexidade e modelos econômicos, sociais e valores pregados por cada vertente é no minimo desonestidade, desonestidade pura, mas nada que me surpreenda vinda de ancaps

    2 - Criticas infantis que demostram que o autor jamais leu nenhum Clássico Liberal, as questões que ele implica são explicadas com vários pensadores, Aristóteles, Aquino, Hobbes, Spinoza, Bastiat, Locke, Tomas Gonzaga, John Milton, Nozick, Althussius Johannes, Montesquieu e etc

    3 - Anarquistas não têm nenhuma, repito, NENHUMA autoridade para proclamar soberba de lógica, coerência e funcionalidade, são utopistas que acreditam que todos, TODOS os problemas derivam do estado e que sem ele iremos viver num mar de rosas, paz e sucesso, ridículo, quem tem que demonstrar que a anarquia é o melhor modelo são vocês ancaps e não nós, já demonstramos que liberalismo clássico funciona na teoria e prática, se ha um modelo melhor que seja estabelecido em prática e teoria por vocês, e nem para entrarem em consenso vocês conseguem sobre temas complexos que são impossíveis de serem resolvidos sem um agente legitimo que seja eleito pelo povo local para estabelecer deveres e direitos.
  • Michael  04/01/2016 12:10
    1 - O seu item número é totalmente desconexo. Por ser incompreensível, ele nem sequer chega a estar errado. O autor dessa postagem de blog (que não deve ser confundida com artigo) em momento algum "ignora a complexidade e modelos econômicos, sociais e valores pregados por cada vertente", seja lá o que isso signifique.

    2 - Aristóteles, Aquino, Hobbes, Spinoza, Tomas Gonzaga, John Milton, Althussius Johannes, Montesquieu nunca foram liberais clássicos. Eram filósofos. Nada falavam sobre economia.

    Já Nozick era anarquista (embora seguisse uma corrente única).

    Os únicos que se salvam são Bastiat (que possui várias frases anti-estado) e Locke.

    3 - Ué, qual país adotou o liberalismo clássico? Qual país fez com que o governo cuidasse apenas de polícia, segurança nacional e tribunais? Cite-me um único país que tenha feito isso e que, com isso, "tenha demonstrado que liberalismo clássico funciona na teoria e prática".

    Obs: nunca, jamais, em tempo algum o autor desta postagem de blog afirma que o liberalismo clássico não funciona. Alem de analfabeto funcional, você é um calunioso.

    P.S.: a segurança de um indivíduo em suas idéias é inversamente proporcional à profusão de caixa alta que ele utiliza. Quando vejo um cidadão recorrendo à caixa alta para enfatizar suas idéias, já sei que estou lidando com um incapaz.
  • Coveiro  04/01/2016 13:03
    Michael, apenas uma observação ao seu comentário:
    Nozick não era anarquista. Era um libertário minarquista, que usou o mesmo argumento de Ayn Rand (o da "guerra entre agências privadas") contra o anarcocapitalismo.
  • Entregador de Pizza  04/01/2016 12:30
    Douglas

    1- O autor do texto usou a expressão "liberal" para designar aquilo que é comum ao liberalismo, em seu sentido amplo; caso não existisse nada em comum, nem sequer faria sentido usar a expressão "liberal", como vc mesmo o faz.

    2 - "Criticas infantis que demostram que o autor jamais leu nenhum Clássico Liberal".

    Quais críticas são "infantis"? Vc tem que dizer, meu caro. E é muito mais provável que quem não tenha lido seja vc, haja vista a salada de autores que você arrola, sendo que vc mesmo, na frase imediatamente acima, havia dito que "existe vertentes do liberalismo e cada delas é extremamente única e diferente, colocar todas como simplesmente 'liberais' é ignorar os próprios métodos". Ora, veja os autores que vc coloca como "liberais".

    Logo, seu comentário é self-defeating.

    3 - "Anarquistas são utopistas que acreditam que sem o Estado iremos viver num mar de rosas, paz e sucesso"

    Nenhum ancap disse ou diz isso. Nenhum ancap acha que o ser humano passaria a ser um anjo na ausência de estado, tampouco que se viveria um "mar de rosas". O ponto fulcral é outro. Dizer isso q vc diz é desonestidade intelectual.


  • opinador  04/01/2016 19:05
    O amigo disse em guerra de agencia privadas.

    Se fosse assim o banco A mandaria assaltar o banco B.

    As pessoas se esquecem que o estado e as leis são apenas uma questão de consentimento.

    São os valores da maioria (não confundir com a vontade da maioria como na democracia) que faz uma lei ser aceita.

    Imagina no Brasil, dos 200 milhoes de pessoas, 110 milhoes acham que roubar é correto.

    Vc acha que a policia ou exercito ou o superman dariam conta ?

    É o comum acordo é que faz algo ser legitimo.

    Ou seja, aceitar que a mulher de cabelo de fogo chamada dilma pode mandar a vida das pessoas é um questão de consentimento, por mais que a vontade delas seja outra.

    Então em um ambiente ancap, aceitar a legitimidade de uma agencia é apenas pagar a ela. Não aceitar é apenas não pagar mais.

    Vc colocaria seu dinheiro em um banco que manda assaltar o outro ? rs



  • Coveiro  04/01/2016 19:47
    observação:
    Eu acho furado o argumento da "guerra entre agências privadas" contra o anarcocapitalismo.
  • Monarquista  04/01/2016 20:19
    Óbvio que é. Quem recorre a esse argumento se revela um tremendo ignorante em teoria econômica, e em seu nível mais básico.

    Uma agência sair em guerra com outra é uma operação extremamente custosa. Toda e qualquer guerra é cara. Duas agências fortemente armadas guerreando entre si seria uma atitude economicamente suicida para essas empresas. Seus balancetes seriam dizimados.

    Pior ainda: seria absolutamente impossível prever se os eventuais benefícios compensarão os altos custos incorridos. Praticamente todas as instalações, todas as armas e boa parte do capital humano das empresas seriam dizimados. À vencedora não restaria nada a ser aproveitado da empresa derrotada.

    Guerra é algo que só o estado faz voluntariamente, pois conta com o dinheiro confiscado de terceiros para financiar seus assassinatos em massa.
  • Coveiro  04/01/2016 20:29
    Pois é, Monarquista, foi isso que a Ayn Rand e o Nozick não entenderam.

    E veja só você que interessante:

    Morris e Linda Tannehill, nos agradecimentos iniciais do "The Market for Liberty", escreveram o seguinte:


    "(...) the idea that Ayn Rand's 'competing governments' argument against anarchy is actually a devastating argument against government".


    file:///C:/Users/gabriel.KNK/Downloads/The%20Market%20for%20Liberty_2%20(1).pdf


    Abraço.
  • A moral nao depende do Estado  04/01/2016 18:26
    O seu item 3 claramente ataca um espantalho.
    Desconheço qualquer anarcocapitalista que diga que o mundo será, necessariamente, um mar de rosas. Ninguém tem a resposta para essa pergunta. É possível apenas fazer conjecturas. Podemos argumentar, com bastante segurança, que a possibilidade é que do ponto de vista econômico pelo menos as pessoas seriam bem mais prósperas.
    De todo modo é impossível negar, por uma mera questão de lógica filosófica, que um mundo sem Estado seria sem dúvida mais moral de acordo com princípios básicos de auto propriedade e não agressão (afinal não haveria uma entidade centralizadora roubando dinheiro à força dos indivíduos).
  • Minarquista  04/01/2016 14:08
    Não há incoerência nenhuma com os minarquistas (já com os liberais mais moderados, sim).

    Serviço de justiça não é igual ao serviço de saúde, educação, telefonia ou qualquer outro serviço/produto.

    Serviço de justiça tem uma natureza diferente, visa resolver conflitos entre 2 ou mais pessoas, portanto não pode está sujeito a vontade do consumidor, caso contrário, a sociedade se desintegra.
  • Max Rockatansky  04/01/2016 14:22
    "Serviço de justiça tem uma natureza diferente, (...) não pode está sujeito a vontade do consumidor, caso contrário, a sociedade se desintegra"

    PQ?
  • Pobre Paulista  04/01/2016 17:11

    1. Porquê um conflito entre 2 pessoas precisa de um 3o. para resolver?

    2. Porquê EU preciso pagar o salário dessa 3a. pessoa?
  • anônimo  06/01/2016 11:42
    "1. Porquê um conflito entre 2 pessoas precisa de um 3o. para resolver?"

    Porque ajuda a minimizar a lei do mais forte na resolução de conflitos, e assim dá mais segurança a investidores, empreendedores, proprietários de terra, poupadores e etc..

    "2. Porquê EU preciso pagar o salário dessa 3a. pessoa?"

    Porque esse 3° vai garantir seu direito de propriedade.

  • mauricio barbosa  06/01/2016 14:17
    Concordo com você anônimo em parte e vamos lá,explicarei nos minímos detalhes antes que algum MAV travestido de cordeiro(Agente secreto)venha distorcer minhas palavras,e eis um alerta pois há comentaristas por aqui que estão adotando nossas posições e opiniões para ganhar credibilidade entre nós e depois ficam destilando veneno tentando nos intimidar ao ridicularizar nossos comentários,erros de português,as vezes conseguindo nos afastar da seção de comentário.Ficam semeando discórdia e confusão como armas de dissuasão e intimidação com a arrogância de sempre,fica esse alerta a todos,pois só percebemos quando sentimos na pele o poder de fogo dessa gente.
    Agora voltando a vaca fria concordo em parte pois não tenho profundo conhecimento de como funcionaria tribunais privados concorrendo entre-si para resolver todos os conflitos pois as câmaras de arbitragem só resolvem questões comerciais o que já é um avanço e os tribunais estatais realmente tem a credibilidade da população enquanto instituição e só reclamam da sua morosidade que beneficia o governo principalmente,os ricos e grandes empresas pegam carona nas leis que beneficiam o governo e ai é a velha história a culpa é sempre do capitalismo selvagem.
    Agora é duro ter que defender que para existir a justiça estatal tenhamos que pagar impostos infernais em nome dessa credibilidade e eu acredito que o mercado possa resolver esse dilema vide o Uber que a pouco tempo ninguém imaginava a quebra do monopólio dos taxistas de forma pacífica quando vejo esses exemplos fico tentado a reconhecer que tribunais privados também podem ser viáveis,enfim por isso concordo em parte com você pois somos iguais a são tomé só acredita vendo e novamente antes que queiram distorcer minhas palavras sou libertário e ainda tenho minhas dúvidas que só com estudos e paciência dos colegas libertários defenderei com unhas e dentes a existência de tribunais privados concorrendo entre-si e tendo credibilidade e aceitação da população pois do contrário é uma temeridade e pena que o tribunal estatal excluindo os demais serviços públicos desnecessários seja tão caro,inacessível para a maioria e tão moroso.
  • Batista  07/01/2016 13:40
    "Concordo com você anônimo em parte e vamos lá, explicarei nos minímos detalhes antes que algum MAV travestido de cordeiro(Agente secreto)..."

    Agora o agente secreto vai tentar entender a explicação detalhada do colega.

    "...concordo em parte pois não tenho profundo conhecimento de como funcionaria tribunais privados concorrendo entre-si para resolver todos os conflitos..."

    Não tem profundo conhecimento, mas quer explicar nos mínimos detalhes? Como assim?

    "... e os tribunais estatais realmente tem a credibilidade da população enquanto instituição e só reclamam da sua morosidade que beneficia o governo..."

    Essa foi cruel! A justiça estatal é morosa, beneficia ao governo, mas a instituição tem credibilidade da população. Um exemplo de CONTRADIÇÃO ESTIMULATÓRIA.

    "Agora é duro ter que defender que para existir a justiça estatal tenhamos que pagar impostos infernais em nome dessa credibilidade e eu acredito que o mercado possa resolver esse dilema..."

    Algumas linhas depois, o mesmo comentarista, que outrora dizia que a justiça estatal tem credibilidade, passa a reclamar por bancá-la. E também concorda que o tribunal privado possa resolver esse dilema, esquecendo que no paragrafo anterior afirma que "não tem profundo conhecimento de como funcionaria tribunais privados".

    "... antes que queiram distorcer minhas palavras sou libertário e ainda tenho minhas dúvidas que só com estudos e paciência dos colegas libertários defenderei com unhas e dentes a existência de tribunais privados..."

    Quer dizer que você depende da "paciência dos libertários", ou seja, da paciência de alguém, para aprender e defender alguma coisa? Você começa dizendo que vai explicar nos mínimos detalhes, aí diz que a justiça estatal é uma instituição com credibilidade junto à população, depois diz que não tem profundo conhecimento da justiça privada, e finaliza dizendo que, a depender da paciência dos outros aliada aos estudos, irá defender a justiça privada com "unhas e dentes".

    Diria: "Vamos ter paciência com ele, pois está aprendendo ainda!". Todos nós estamos aprendendo e estaremos nessa condição a vida inteira. A questão é que você não deve chamar alguém de "estúpido" porque esse não entendeu o que está explicando de forma ininteligível. Sugiro ter uma atitude deferente perante os demais.

    "... pena que o tribunal estatal excluindo os demais serviços públicos desnecessários seja tão caro,inacessível para a maioria e tão moroso."

    Quer dizer, se a justiça estatal fosse barata seria melhor? O problema não é preço, o problema é ser estatal, ser serviço publico. Esse sistema não deu errado; esse sistema É ERRADO.
  • mauricio barbosa  08/01/2016 03:24
    Concordo em gênero,número e grau que ficou confuso,mas,você distorceu minhas palavras novamente,vejamos oh! Dono da razão e agora professor de português e revisor de texto.

    "...Agora o agente secreto vai tentar entender a explicação detalhada do colega".

    Nunca te chamei disso apenas tenho minhas suspeitas,o que é bem diferente,não coloque palavras em minha boca pois sou livre para suspeitar de qualquer pessoa incluindo você.
    "Não tem profundo conhecimento, mas quer explicar nos mínimos detalhes? Como assim?"
    Muito simples colega,explico,estou tentando dar minha contribuição ao debate,só isso.

    "...Essa foi cruel! A justiça estatal é morosa, beneficia ao governo, mas a instituição tem credibilidade da população. um exemplo de CONTRADIÇÃO ESTIMULATÓRIA".

    Explique para mim o que é CONTRADIÇÃO ESTIMULATÓRIA(Sem ofensas).Agora pergunte a qualquer peão se ele concorda com o fim da justiça estatal principalmente a trabalhista e você terá a resposta,lembre-se o povo é gado basta a TV(plim-plim)fazer uma super matéria mistificando o assunto e você verá a repercussão a olho nu e reafirmo,o maior beneficiado com a morosidade da justiça é o estado.

    "...Algumas linhas depois, o mesmo comentarista, que outrora dizia que a justiça estatal tem credibilidade, passa a reclamar por bancá-la. E também concorda que o tribunal privado possa resolver esse dilema, esquecendo que no parágrafo anterior afirma que "não tem profundo conhecimento de como funcionaria tribunais privados".

    Eu afirmei que a justiça estatal tem credibilidade pública e isso é fato pois ela tem o poder de coagir os perdedores a pagarem suas penas sejam pecuniárias ou a perda de liberdade(As cadeias públicas e penitenciárias estão lotadas) e pagamos impostos (indiretos principalmente) escorchantes e os tribunais privados podem resolver isso cobrando menos na prestação deste serviço vide as câmaras de arbitragem que cobram um preço acessível aos seus usuários,agora como seria o gerenciamento de um tribunal privado e qual o lucro gerado nesta atividade eu não tenho a menor idéia,mas acredito que o mercado irá criar os mecanismos para viabilizar essa punição e cumprimento de suas decisões ganhando com isso credibilidade e não me pergunte como seria isso pois eu não tenho a resposta, e relembrando quem não fica satisfeito com um processo de arbitragem pode recorrer a justiça comum por isto eu falei que é um pequeno avanço apesar de ainda não ser o ideal tribunais privados.

    "...Quer dizer que você depende da "paciência dos libertários", ou seja, da paciência de alguém, para aprender e defender alguma coisa? Você começa dizendo que vai explicar nos mínimos detalhes, aí diz que a justiça estatal é uma instituição com credibilidade junto à população, depois diz que não tem profundo conhecimento da justiça privada, e finaliza dizendo que, a depender da paciência dos outros aliada aos estudos, irá defender a justiça privada com "unhas e dentes".

    "...Diria: "Vamos ter paciência com ele, pois está aprendendo ainda!". Todos nós estamos aprendendo e estaremos nessa condição a vida inteira. A questão é que você não deve chamar alguém de "estúpido" porque esse não entendeu o que está explicando de forma ininteligível. Sugiro ter uma atitude deferente perante os demais".

    Essa parece confusa,devido a minha prolixidade,mas, até Adam Smith era prolixo então eu também posso ser,neste trecho estou sendo humilde em reconhecer que não sou dono da verdade e tenho direito de ter minhas dúvidas pois na minha limitada capacidade e ignorância no assunto não o estudei a fundo e não consigo vislumbrar um indivíduo aceitando pacificamente a decisão desfavorável de um tribunal privado,pois no tribunal estatal há varias instâncias para se recorrer e em último caso-transitado em julgado-não há mais recurso e o perdedor se desobedecer a decisão judicial será punido exemplarmente e o tribunal ganhara cada vez mais credibilidade e clientes daí se você me convencer como seria resolvido esse impasse te garanto que vou defender seu ponto de vista com unhas e dentes caro colega dono da razão(Sem ofensas) e devo adverti-lo que quem ironiza primeiramente o comentário alheio não merece deferência e merece o revide e concordo com você que na vida estamos sempre aprendendo é como dizia-se no passado "sou formado na universidade da vida",enfim conto com a paciência e compreensão dos demais colegas e porque não?

    "...Quer dizer, se a justiça estatal fosse barata seria melhor? O problema não é preço, o problema é ser estatal, ser serviço publico. Esse sistema não deu errado; esse sistema É ERRADO."

    O povo merece um serviço melhor e mais acessível porque não?seria uma solução transitória até o estado ser desmontado,mas,por serem crédulos e manipulados pela TV(plim-plim) e sabermos que a natureza tecnocrática e política do estado é só fachada para nos extorquir...É é realmente indefensável.

    Espero ter tirado sua dúvidas caro colega(Sem ofensas)
  • Batista  12/01/2016 12:44
    "Eu afirmei que a justiça estatal tem credibilidade pública e isso é fato pois ela tem o poder de coagir os perdedores a pagarem suas penas..."

    A fato de justiça ter o poder de coação confere a ela alguma credibilidade? Ué...


    "... até Adam Smith era prolixo então eu também posso ser..."

    Claro, se o Adam Smith tivesse sido um idiota e feito milhões de coisas erradas, que mal terias em ser/fazê-lo, não é mesmo?

    Como dizem os adeptos do lulismo: "Já que o lula fala errado, que mal há em fazer o mesmo?"


    Não ha dúvida alguma em relação a você, meu prezado. Já está sendo possível entender o que você quer dizer. Ainda que com um raciocínio prolixo, seu português e a formatação do texto estão melhorando consideravelmente. Basta continuar treinando. Você vai chegar lá, pode acreditar...

    Ah... obrigado pelo "professor de português"!
  • mauricio barbosa  12/01/2016 16:12
    Batista não sou eu que acredito no poder de coação da justiça estatal,quem acredita é o povão e tente convence=los em seus comentários.Pare de me atacar tentando ridicularizar meus comentários(Ridículo é comparar gueto de Varsóvia com as táticas de guerrilha do preparadíssimo exercito alpines),agora interessante é que quando eu faço comentários em outros artigos você se cala,será porque você é apaixonado com exércitos e teorias militares e não aceita que hitler cagou de medo dos suíços ou seja toquei na sua ferida pois você está de pit até hoje por causa disso...Meu Deus depois sou eu que tenho o ego inflado? E meu português é fraco por culpa da escola(Podre)pública que criou em mim um trauma de estudar português,portanto continue dando suas aulas de português pois para mim está sendo de grande valia e argumente ao invés de ficar me perseguindo feito um MAV asqueroso.

    Um abraço e fico no aguardo,dono da razão e caro professor de(Cruz credo)Português.
  • mauricio barbosa  12/01/2016 17:36
    "...apesar de ainda não ser o ideal tribunais privados"

    Esse meu português tosco acaba com minha reputação então é melhor eu desfazer o mal entendido,nesta passagem me atropelei de novo e o que eu quis expor é que o ideal são os tribunais privado e as câmaras de arbitragem são só um avanço mas não é o ideal que (Nós libertários) desejamos e sonhamos.
  • Batista  13/01/2016 12:46
    "E meu português é fraco por culpa da escola(Podre)pública que criou em mim um trauma de estudar português..."

    PQP... é tudo culpa dos outros!

    Seu português é ruim porque você não deve ter sido um bom aluno. A CULPA É SUA!

    Não venha por a culpa no professor, no sistema público de ensino, nos políticos, no MEC, nos colonizadores portugueses, nos comentaristas do blog... Assuma suas responsabilidades e busque aprimorar seu conhecimento.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  13/01/2016 14:27
    Claro que não, meu filho.

    A culpa pela alfabetização equivocada de milhões de brasileiros é de parte da intelectualidade e do governo. Crianças não são culpadas por serem educadas no sócio-construtivismo. O que temos no Brasil, para além do aspecto político, é uma tragédia metodológica de décadas. Daí o índice alarmante de analfabetismo funcional na população.

    Corrigir essas deficiências em idade adulta requer um esforço considerável, para um resultado, muitas vezes, pífio.

    Conhece o trabalho do prof. Carlos Nadalim? Pois é, tu não sabe nada sobre o tema e quer dar lição de moral nos outros. É o exemplo do que virou essa seção lamentável de comentários.
  • anônimo  13/01/2016 17:10
    E você entrou de gaiato no meio de uma conversa, sem qualquer atenção ao contexto, para reclamar da "área de comentários"
  • Batista  13/01/2016 18:47
    Sr. Rodrigo,

    Uma coisa é você defender que as crianças estão desprovidas de conhecimento devido ao sistema de ensino da turma "admirável" Paulo Freire e & Cia. CONCORDO.

    Outra é adovogar a favor de um marmanjo, quiçá até barbudo, que atribui a culpa ao estado por não saber o mínimo do idioma do seu país. Ou seja, o indivíduo vem há 5, 10, 20 anos cometendo erros primários no seu idioma nativo, e insiste que a culpa é do governo. E o que ele está fazendo para melhorar? Quais são as ações para mudar esse quadro? Acaso tem esforçado para aprender? E ai, vai ficar até os 70 anos reclamando que não sabe conjugação verbal? E qual seria a solução?

    "Corrigir essas deficiências em idade adulta requer um esforço considerável, para um resultado, muitas vezes, pífio."

    Vim da rede pública, pois infelizmente não tivemos condições, em nossa família, para bancar uma escola particular. E não me amparo nesse argumento para ficar escrevendo "nós foi ou nós vai" por aí. Ou faz o tal do "considerável esforço" ou fica na merd* com o português. O que é melhor?

    Contrariando seu pensamento, já vi vídeos e textos do Nadalim e, pelo pouco que vi e li, acredito que o trabalho dele seja bastante válido, principalmente no que se refere ao homeschooling.

    Agora, se você for advogado, deve estar numa miséria do caramba; sua defesa foi ridícula. Lamentável é você vir aqui para querer rebater comentários usando o argumento "tu não sabe nada sobre..." (Estratagema 14 - Falsa Proclamação de Vitória, de Schopenhauer). Sei que não sei nada nesse mundo, e isso me dará a condição de eterno aprendiz.

    VOCÊ já foi rechaçado diversas vezes aqui nos comentários, principalmente quando quer dar uma de Olavo de Carvalho (a quem respeito muito o trabalho), mas sem 0,00001 % do conhecimento do referido Professor.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  13/01/2016 19:23
    1) tanto não sabe que confunde o analfabetismo funcional (resultado da educação equivocada) com a 'inapreensão' de regras ortográficas e gramaticais.

    2) quem falou em olavo de carvalho, cara pálida?!

    3) você conhece a vida do outro comentarista pra saber dos esforços e dificuldades dele? parece-me que não.

    4) rechaçado where?! aponte aí! rechacei muito, isso sim. deixei anônimos sem resposta (pq não respondo pra quem não é homem de assinar). continuo 100% com minhas convicções, e a realidade tá mais do meu lado do que do mimimi, portanto...

    5) ao menos pare de afirmar que intencionei isso ou aquilo. é feio.


  • Batista  14/01/2016 10:27
    "1) tanto não sabe que confunde o analfabetismo funcional (resultado da educação equivocada) com a 'inapreensão' de regras ortográficas e gramaticais."

    Quem falou em analfabetismo funcional aqui?

    "2) quem falou em olavo de carvalho, cara pálida?!"

    Precisa desenhar, olavette?

    "3) você conhece a vida do outro comentarista pra saber dos esforços e dificuldades dele? parece-me que não."

    E você ainda vai continuar nessa cantilena sem responder ao que perguntei: "E aí, qual a solução então?". Você não respondeu.

    "4) rechaçado where?! aponte aí! rechacei muito, isso sim. deixei anônimos sem resposta (pq não respondo pra quem não é homem de assinar). continuo 100% com minhas convicções, e a realidade tá mais do meu lado do que do mimimi, portanto..."

    Ah, agora vou ficar garimpando artigo por artigo! Procure que irá encontrar. Você sabe muito bem que já levou bolada em vários comentários aqui. Inclusive seu blog já foi criticado nos comentários e você sequer rebateu.

    "5) ao menos pare de afirmar que intencionei isso ou aquilo. é feio."

    Feio foi você ter entrado de gaiato (como disseram), sendo que a discussão inicial com o Maurício já se deu por encerrada.

    Passar bem!
  • Batista  14/01/2016 13:13
    Ah, Sr. Rodrigo Pereira Herrmann,

    Olha só o que encontrei. Veja o tanto de voadora que você levou no artigo A liberdade requer coragem - inclusive para ver e ouvir o que não quer, bem como no artigo A posição libertária em relação a empresas que causam mortes e desastres ambientais.

    Vá lá. Não tem nenhum "anônimo" dando pancada em você. O pessoal, ao contrário do que você acusa, mostrou a cara. E não vi uma besteira sua que não tenha sido rebatida à altura. Ou você acredita que ficar no seu blog metendo o pau no Mises Brasil conferirá algum crédito?

    E ainda se esquiva, dizendo que não tem nada de Olavo nos seus comentários. Me responda uma coisa: e esse artigo lá do seu blog, chamado Enrabando um Libertário? Será que ele não tem nada a ver com o que o Professor Olavo já disse em seus vídeos?
  • Rodrigo Pereira Herrmann  14/01/2016 13:59
    Não, não tem (vc insiste em inculcar coisas nos outros. e já qualifiquei isso antes). Tem a ver com Voegelin, Aristóteles, Agostinho, Aquino, com os liberais clássicos, com o Mário. Mas se você achar algum artigo do olavo criticando o libertarianismo ou o hoppe, poste aí. será um prazer.

    Sobre 'A posição libertária em relação a empresas que causam mortes e desastres ambientais.', minha crítica inicial continua de pé: o artigo afirma que às famílias restará pouca ou nenhuma chance de receber indenização pelos danos causados, quando isso não só não se sustenta na prática (mais um link abaixo) como resulta de uma confusão entre as reparações das esferas do direito público e privado. Não só isso. O artigo ainda utiliza o caso (e a confusão jurídica) para argumentar dos benefícios e vantagens de um arranjo privado da Justiça, quando aí então restaria completo o paraíso libertário (quando isso sequer é uma decorrência lógica de tal conceito, pois nada impede que a Justiça seja voluntariamente pública e erga omnes).

    www.samarco.com/2016/01/02/samarco-comecara-a-indenizar-familias-impactadas/

    não adianta, velho.
  • anônimo  14/01/2016 15:32
    Eis a notícia:

    "Ao longo do mês de janeiro, cada família de pessoas desaparecidas ou falecidas em decorrência do acidente receberá R$100 mil como uma antecipação de indenização.

    Para os núcleos familiares que tiveram deslocamentos físicos, ou seja, perderam suas residências, serão disponibilizados R$ 20 mil, sendo que 50% desse valor não será considerado antecipação de indenização."

    Beleza.

    Agora, o que diz o artigo que você citou?

    Primeiro ele descreve longamente quem são as vítimas:

    1) Pessoas que perderam propriedades (casas, carros e escolas).

    2) Pessoas afetadas pela poluição das águas do rio, que se torna imprópria para ser captada para consumo (e que são obrigadas a pagar por caminhões-pipa)

    3) Pessoas cujo ganha-pão vêm do rio poluído, como pescadores.

    4) E (esta não foi contemplada no artigo, pois ainda não havia acontecido) os donos de hoteis em Abrolhos.

    Em seguida, explica o que deveria ser feito:

    "a mineradora não apenas tem de pagar por todos os danos, como ainda tem de ressarcir por todos os transtornos criados. Mais ainda: deve tentar restaurar (o que nem sempre é possível) a situação para o momento de antes do dano."

    Já no final do artigo, há a frase:

    "[há] pouca, ou nenhuma, esperança [de] que as verdadeiras vítimas recebam reparações no futuro próximo."

    Quais são as verdadeiras vítimas? Esses que foram descritas no artigo. Não são apenas as pessoas que perderam casas e familiares (mesmo porque a indenização destas, ainda que com valores simbólicos, ocorreria por mera pressão da opinião pública). As vítimas são também os pescadores que perderam o sustento em decorrência da poluição do Rio Doce, os moradores de todas as cidades atingidas, como Governador Valadares, Colatina e Baixo Guandu, que ficaram sem água para se banhar e para beber, e até mesmo os donos de hotéis em Abrolhos.

    Você tem todo o direito de discordar que tais pessoas deveriam ser indenizadas e ressarcidas. Sem problemas. Agora, é intelectualmente desonesto de sua parte dizer que "o artigo afirma que às famílias restará pouca ou nenhuma chance de receber indenização pelos danos causados, quando isso não só não se sustenta na prática"

    Tal frase nem sequer se encontra no artigo (o que lhe deixa bastante a descoberto). O artigo descreve longamente quais são as vítimas (todas aquelas citadas nessa minha resposta, e não apenas os familiares dos mortos e desalojados) e então, só então, diz que ""[há] pouca, ou nenhuma, esperança [de] que as verdadeiras vítimas recebam reparações no futuro próximo".

    Quando todas essas vítimas citadas forem indenizadas adequadamante, aí sim voltamos a conversar.

    P.S.: dessa vez a calúnia passou. Não haverá próxima.

    Ass: Moderador.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  14/01/2016 11:43
    faltou uma coisa.

    pode até ser que meu conhecimento seja infinitesimal em relação ao do prof. olavo (mas não, é bem maios do que 0,0001%), porém, nunca fui comunista, nunca pertenci a nenhuma tariqa islâmica, não me contradigo de semana em semana, não condeno pessoas por coisas que já fiz entusiasmadamente e não uso as pessoas pra depois descartá-las a pontapés (o último foi o episódio do kim). então não sei de onde tirou o 'olavete' (pelo visto, é um cacoete seu atribuir coisas aos outros).

    e, afinal de contas, qual a filosofia de tão ilustrado professor?! pois é.....

  • Batista  13/01/2016 13:07
    Infelizmente, essas deficiências assolam grande parte da população brasileira. Porém, há uma infinidade de recursos para aprendizagem do nosso idioma:

    www.gramaticaonline.com.br
    www.portugues.com.br
    www.soportugues.com.br/secoes/gramatica
    www.brasilescola.com/gramatica
    www.colegioweb.com.br/portugues
    www.paulohernandes.pro.br/glossario
    www.radames.manosso.nom.br/gramatica
    www.portuguesfacil.net

    Sem o básico do idioma nativo, sem o conhecimento mínimo para uma comunicação correta, fica difícil até para arranjar um emprego qualificado, de alto nível.
  • mauricio barbosa  13/01/2016 15:02
    Poxa Batista não precisa apelar,nem querer me humilhar pois se o português fosse fundamental não veríamos tantos empreendedores bem sucedidos e milionários, você continua tentando ridicularizar meus comentários,argumento que é bom nada, e cadê a refutação da comparação infeliz gueto de Varsóvia x Exército Suíço que até hoje você com esse seu português todo empolado mistura de erudição com esnobismo juvenil não me convenceu e sua argumentação foi tão fraca que até hoje você só sabe atacar o uso da linguagem coloquial que faço e quando afirmo que tenho um trauma com português não estou me vitimizando estou apenas expondo o quão tóxico é o ambiente escolar público e o mercado corrige essas deficiências gerando emprego para revisores de texto,secretárias,caligrafistas,enfim basta pagar o preço pedido e o cliente terá seu texto pronto e acabado dentro da norma culta do Português ou seja para que eu vou perder tempo com esse monte de regras(Boa parte sem lógica)chatas e sem falar que a lingua não é algo estático,fechada,pronta ao contrário ela é evolutiva,muda de acordo com os costumes ao longo do tempo e para tu refletir o acordo ortográfico assinado pelo molusco é contestado por vários catedráticos pois esses tipo de acordo visa beneficiar grupos de interesse(Editoras principalmente) e muitos destes catedráticos clamam pela simplificação dessas regras visando sua aprendizagem ser facilitada e veja bem as escolas públicas ensinam a memorizar essas regras atuais que são enfadonhas quando na realidade deveria ensinar a consultar a gramática passo a passo,afinal todos os grandes escritores fazem uso deste expediente(Consulta-las) visto ser impossível guardar tantas regras na cabeça,portanto admiro seu estilo mas contesto sua argumentação pois você se ofendeu por eu ter escrito isto.

    "...Caro Batista você foi infeliz na comparação da Suíça com o gueto de Varsóvia,pois são estruturas completamente diferente, vejamos a população suíça já na época era na casa dos milhões de habitantes enquanto no gueto de Varsóvia era um punhado de judeus armados que resistiram heroicamente o quanto pôde...Portanto seja coerente em seus argumentos e compare as coisas de forma serena e sensata".

    Sinceramente não vi ofensa nenhuma neste trecho e depois disso tenho só rebatido suas ofensas e esperado argumentos sólidos e convincentes ao estilo do Leandro Roque que quando responde as nossas dúvidas nos convence por ser embasadas na teoria sólida e sensata do nosso mestre Mises e não tenho vergonha de admitir que minha fonte é o IMB(Inclusive por isto defendendo o modelo de defesa da suíça) e que algumas vezes sou taxado de histérico,fanático religioso,extremista e outros adjetivos mais e sou assim por amar a liberdade desde criança e hoje eu conheço o valor da liberdade embasado em uma teoria sólida,inteligente e que responde as minhas dúvidas e anseios e esses embates com os outros comentaristas só engrandecem mais ainda meu conhecimento(A exceção são os MAVs petistas na sua esmagadora maioria burros de plantão,mas que tem uma minoria bem articulada,esperta que é capaz de ganhar um debate com jogos de palavras(Dialética)se estivermos despreparados)para desfazer idiossincrasias e falácias de nossos adversários(No campo das idéias,não faço discurso de ódio a petistas,apesar de as vezes ser rude nas palavras),enfim são tantas coisas para falar que não cabem nestas linhas e então vou ficar por aqui.

    Um abraço cordial e fico no aguardo.

  • Batista  13/01/2016 19:06
    Maurício, já respondi sobre a comparação que fiz entre guetos de Varsóvia e Suíça. Não se trata de comparação "ao pé da letra"; apenas fiz uma referência, para basear a minha ideia.

    Que o poderio militar Suíço era (e ainda é) superior ao "polonês das ruas" é mais do que certo, isso eu não tenho a menor dúvida. E concordo que Hitler não invadiu por temer sair de lá com uma Vitória de Pirro, na melhor das hipóteses.


    Batista 05/01/2016 19:29:12
    Sr. Mauricio,

    "Estava eu a falar sobre exército e relacionando fatos, que não iguais, mas que poderiam basear raciocínios acerca de forças armadas nacionais...
    "

    O que eu tiver falado e que tenha ofendido, favor desconsiderar, ok? Que a discussão seja pelo bem comum.
  • mauricio barbosa  13/01/2016 19:22
    Ok Batista,sem ressentimentos e vamos unir força contra esses MAVs estatistas sem argumentos.

    Um abraço cordial e valeu os ensinamentos de Português.
  • Batista  13/01/2016 20:38
    É sério, numa entrevista de emprego, estágio, isso conta muito. Os avaliadores verão com outros olhos, entende?

    Eu tb não costumava ater a formalismos. Mas fui vendo que era necessário me policiar e comecei a mudar. Ainda estou longe do ideal, mas vivo tentando.
  • A moral não depende do Estado  04/01/2016 18:19
    A diferença entre conservadores e anarquistas é que os conservadores não percebem a contradição óbvia do Estado: não pode o Estado, para ser o guardião da moralidade, se sustentar por meio de imoralidade. É bastante simples.
    De todo o resto, diria que concordo com muita coisa do que eles dizem. A importância de valores para uma relação harmoniosa entre indivíduos dentro da civilização, de papéis sociais, de certas instituições (como família) e de hábitos. Desde que as pessoas e grupos se organizem de maneira voluntária, não há problema algum. O problema do conservador é a contradição em usar a imoralidade (Estado) com a desculpa de defender a moralidade.
    Já com relação aos anarcocapitalistas, a crítica comum por parte dos conservadores parece ser o fato de que muitos aparentam ter uma visão meramente "dinheirista" da vida. E muitos libertários e anarcocapitalistas, especialmente os mais jovens, se expressam assim. Não significa que eles vejam a vida assim, mas o discurso faz parecer que sim. Quando se fala em "valor" por exemplo, alguns libertários e anarcocapitalistas parecem cometer o equívoco (semântico e filosófico) de associar automaticamente "valor" com "valor econômico", e é isso que me parece gerar confusão na cabeça de alguns conservadores. Eles acabam pensando que em um mundo anarcocapitalistas as pessoas seriam guiadas meramente por interesses financeiros, que seria o caos, que pessoas morreriam pelas ruas, que haveria um grande número de viciados, etc, etc, etc... Mas é, evidentemente, uma ideia equivocada, baseada na crença equivocada de que o Estado é garantidor da moralidade.
    A ausência do Estado não retira valores éticos e morais dos indivíduos, pelo contrário, pode até os fortalecer. Que o digam as comunidades americanas no início dos EUA, que se uniam de forma voluntária em busca de interesses em comum (seja contra a coroa Britânica mais a frente, seja na organização interna das comunidades, no estabelecimento de regras de boa convivência, etc...).

  • opinador  04/01/2016 18:57
    Eu sou super a favor do anarco capitalismo.

    Mas não acredito na sua implantação da noite para o dia.

    Não porque não funciona, mas porque as pessoas não querem.

    Eu acredito que poderia existir a redução do estado até uma minarquia.

    Esse governo minimo ficaria responsável pela segurança e justiça, porém..rs

    Porém seria liberado o acesso a armas, a justiça privada e a segurança privada.

    Depois de algum tempo esse governo minimo seria acionado apenas para eventuais conflitos em decisões judiciais privadas.

    Ele se sustentaria por um imposto unico pago por um boleto por exemplo..rs

    Iria chegar um momento que esse estado não teria função pratica algum e após um tempo seria decretado que esse imposto seria opcional.

    Pronto estaria implantado o anarco-capitalismo.

    Só que para isso ocorrer ao meu ver uma das condições seria o direito a autonomia e secessão de regiões

    Pois imagina no caso do Brasil, nem todo mundo iria comprar a ideia ao mesmo tempo.

    Isso permitiria regiões mais inclinadas ao libertariansimo a servirem de exemplo ou de opção para regiões mais estatizadas.

    E se a região assim resolvesse ele se tornaria um pais e seguiria o seu próprio caminho.
  • IRCR  04/01/2016 19:42
    MISES sobre a Coerção Estatal

    "A vida em sociedade seria, praticamente, impossível, se as pessoas que desejam sua continuada existência e que pautam sua conduta de modo apropriado tivessem de renunciar ao uso da força e da obrigatoriedade contra aqueles que estão prontos a minar a sociedade com seu comportamento. (…) Sem aplicação de obrigações e coerção contra os inimigos da sociedade, seria impossível a vida em sociedade."
    pg. 63

    Essa vai para os que se dizem liberais misesianos mas criticam a coerção estatal sobre condutas anti-sociais ou que criticam a ação da polícia na repressão ao crime, mesmo quando ela acontece dentro da legitimidade.
    Mises mostra que é absolutamente necessário que o estado reprima tais condutas mesmo que utilizando-se do seu monopólio da força.

    Outras afirmações semelhantes podem ser vistas na página 81:

    "Suprimir a conduta perigosa à subsistência da ordem social constitui a soma e a substância da atividade estatal."
    pg. 81 - 82

    "O liberalismo nem mesmo deseja ou pode negar que o poder coercitivo do estado e a punição legal de criminosos são instituições que a sociedade não poderia, em quaisquer circunstâncias, delas prescindir."
    pg. 82

    E ATENÇÃO AGORA - VEJA O QUE MISES PENSA SOBRE ANARQUISMO

    "Há, sem dúvida, uma facção que acredita que se poderia dispensar, com segurança, todo e qualquer tipo de coerção e basear a sociedade, totalmente, na observância voluntária do código moral. Os anarquistas consideram o estado, a lei e o governo instituições supérfluas"
    pg. 64

    Mais adiante na mesma página:

    "O anarquista, porém, se engana ao supor que todo mundo, sem exceção, desejará observar tais regras voluntariamente."

    "O anarquista compreende mal a verdadeira natureza do homem. O anarquismo somente seria praticável, num mundo de anjos e santos.
    O Liberalismo não é anarquismo, nem tem, absolutamente, nada a ver com anarquismo."

    E ainda mais adiante na página 66:

    "O liberalismo, portanto, está muito longe de questionar a necessidade da máquina do estado, do sistema jurídico e do governo. Trata-se de grave incompreensão associá-lo, de algum modo, à ideia de anarquismo, porque, para o liberal, o estado constitui uma necessidade absoluta"
    pg. 66
  • Monarquista  04/01/2016 20:11
    Nenhum anarcocapitalista é contra a coerção sobre criminosos. Muito pelo contrário, aliás. Dentre todos os libertários que eu conheço (eu sou um mOnarquista), os anarcocapitalistas talvez sejam os mais impiedosos em termos de coerção a criminosos. Praticamente todos defendem a pena de morte para assassinos.

    Portanto, essa sua coletânea de frases sobre coerção a criminosos é totalmente inócua. Nenhum anarcocapitalista discordaria dela. O debate se daria, isso sim, em quem comandaria essa coerção. Eu defendo que seja um rei (que é o proprietário do terreno). Minarquistas defendem que sejam os políticos. Anarcocapitalistas defendem que sejam agências privadas.

    Quanto à frase de Mises sobre o anarquismo, confesso espanto quanto à sua ignorância. Mises estava se referindo aos movimentos anarcocomunistas e anarcossindicalistas, muito em voga à época. Mises nunca falou nada sobre anarcocapitalismo, termo cunhado apenas na década de 1970, quando Mises morreu. Mises falou apenas sobre anarcocomunismo e anarcossindicalismo, estes sim besteiras monumentais. Confira Hoppe falando sobre isso aqui.

    O simples fato de você imaginar que anarcocapitalista é contra leis e contra repressão a criminosos já o desqualifica a priori para qualquer debate. Você tem todo o direito de ter ficado brabinho com o texto do Fernando, mas sair atribuindo idéias falsas a uma corrente de pensamento é uma impostura.

    Em tempo: jamais pegue uma obra escrita por um autor em seus primórdios e diga que ela define todo o pensamento do autor. O livro "Liberalismo" (de onde você tirou essas citação) foi escrito por Mises em 1927, quando as únicas opções viáveis eram o comunismo de um lado e o fascismo do outro. Nesse cenário, o liberalismo clássico obviamente é um bálsamo. Procure saber o que Mises pensava na década de 1970, logo antes de ele morrer. É justamente nessa etapa que o indivíduo chega à plenitude de seu saber.

    Rothbard, por exemplo, fez elogios a Che Guevara na década de 1960; já na década de 1990 ele havia se tornado culturalmente conservador, tornando-se um impiedoso crítico de todos os ícones da esquerda latinoamericana. Você citar o texto de Rothbard elogiando Che e dizendo que tal texto define Rothbard seria uma tremenda impostura intelectual da sua parte, não acha?
  • Trasímaco  04/01/2016 20:32
    Bem ponderado.
  • Breno Barreto  05/01/2016 13:35
    Apontar liberais como defensores da saúde e da educação governamentais é no mínimo uma generalização precipitada. Essa única ilação é mais polêmica que o restante do post e exigiria um grande esforço justificativo da sua parte.
  • Professor  05/01/2016 13:42
    Errado. Um liberal que defende educação e saúde estatais está sendo muito, mas muito mais coerente do que um liberal que defende segurança e justiça estatais.

    Prover educação é algo muitíssimo mais fácil do que prover segurança e serviços judiciários: todo o necessário é adquirir uma sala, comprar um quadro-negro e uma caixa de giz, e pagar um burocrata para ficar repetindo coisas que estão escritas em livros. Não é necessário nada mais do que isso.

    Prover saúde é um pouco mais complexo, mas ainda assim é mais fácil do que prover segurança e justiça. Pra começar, dado que existe um mercado privado para serviços de saúde, há livre formação de preços para remédios e serviços médicos. Consequentemente, é possível um burocrata se basear nos preços vigentes para fazer alguns cálculos de custos. O serviço será uma merda, obviamente; mas a atividade em si é possível.

    No extremo, o estado pode terceirizar a administração dos hospitais, repassar dinheiro de impostos os administradores terceirizados, dizer para eles "se virem com isso", e cobrar metas. Ficará muito mais dispendioso e será muito mais ineficiente do que uma saúde de livre mercado, mas é possível.

    Já prover segurança e serviços judiciários envolve uma logística muito mais elaborada. Envolve grande descentralização. Envolve constante reposição de equipamentos. Envolve serviços de inteligência e de informação dinâmica. Envolve um grande aparato tecnológico. Envolve, acima de tudo, a impossibilidade do cálculo econômico em uma área completamente estatizada: dado que o estado detém o monopólio dessa área, não há formação de preços para serviços policiais e judiciários. Consequentemente, sem preços, é impossível qualquer cálculo de custos.

    (Saúde e educação não enfrentam esse problema do cálculo econômico porque há um mercado privado atuando em paralelo, o qual faz o trabalho de fornecer os preços e, consequentemente, possibilita o cálculo de custos, lucros e prejuízos).

    Em suma, um liberal que defende saúde e educação estatais, mas não segurança e justiça, está sendo muito mais coerente (além de demonstrar superior conhecimento econômico) do que um liberal que defende segurança e justiça estatais, mas não saúde e educação.
  • João Girardi  05/01/2016 17:44
    Realmente, até mesmo a desculpa de que é necessário uma "grande organização" para defesa me parece absurda (já defendi isso). Ora, você tem o custo para fabricar as armas, os veículos, os uniformes, combustível, comida, água, remédios. O mercado sempre nos proporcionou tudo isso, o que faz as pessoas pensarem que a fabricação de um pacote de ração de campanha, só por ter o escudo do Exército Brasileiro na embalagem, de repente vai distorcer completamente as leis da economia?

    Já li o livro Da Produção de Segurança do liberal francês Gustave de Molinari em que ele aponta que o problema dos serviços de segurança não é o "monopólio" que o "produtor" (estado) de segurança impõe sobre os consumidores (cidadãos). De fato, ele até chama o imposto de "preço da segurança".

    Me pareceu que o que os libertários querem dizer com abolição do estado não significa necessariamente a abolição de governo e sim dos controles que possibilitam a integração e mantimento forçado de uma população a ele. O Hoppe é bem cuidadoso ao se referir ao Estado como uma "agência que exerce o monopólio compulsório da jurisdição de seu território" e ao lidar com o problema das elites naturais. Ele quer abolir o monopólio e não a agência.

    O que os libertários querem dizer é que esse monopólio não nos possibilita ter o poder real de escolher que tipo de governo queremos, não nos é dado realmente o poder de escolha. O Erik von Kuehnelt-Leddihn dizia que o que diferencia o liberalismo de outras correntes políticas é que enquanto estas perguntam "quem deve governar agora?", os liberais se perguntam "como o poder deve ser exercido em todos os momentos". O libertarianismo me parece uma evolução dessa pergunta: "que tipo de governo as pessoas estariam dispostas a "comprar"?". E a resposta é que os serviços de segurança deveriam estar à venda no mercado.

    O mais interessante quando se estuda a história da guerra, é que você vê que a "autossuficiência" no campo militar, ou melhor, a popularização de exércitos nacionais, assim como a conscrição, é algo relativamente novo, por exemplo, a conscrição surgiu junto com o sufrágio na Revolução Francesa, junto com a guerra total, quem se interessar leia Monarchy and War, do Kuehnelt-Leddihn. Durante a maior parte da história, as guerras foram travadas por soldados contratados, mercenários.
  • mauricio barbosa  05/01/2016 18:07
    Professor existem serviços privados de segurança e de investigações(Detetive particular).E existem câmaras de arbitragem(causas comerciais) disponibilizados em algumas associações comerciais Brasil afora(Portanto um exemplo de que o setor privado pode oferecer uma prestação de serviço nessa área também),portanto serviços de segurança e justiça também são precificáveis agora quanto a credibilidade este é subjetivo e questionável ou seja eu posso não concordar com a pena aplicada por um tribunal privado e desobedece-lo ai sim podemos discutir nesse quesito quanto a preços estes quatro setores(Saúde,educação,segurança e justiça)são precificáveis.
  • Professor  05/01/2016 18:49
    Prezado Mauricio, invadir favelas e combater traficantes são serviços precificados no mercado? Combater quadrilhas de sequestradores e assaltantes de banco são serviços precificados no mercado?

    Os serviços privados de segurança normalmente envolvem apenas escoltas pessoais e proteção a condomínios. Isso é o básico do básico.

    Quanto ao judiciário, há precificação no mercado para processos longos e morosos, como a Lava-Jato, no qual a Polícia Federal faz buscas e apreensões diárias?

    Pois é, não há. Logo, é tudo um salto no escuro. Inevitavelmente, há ineficiências e desperdícios.
  • opinador  05/01/2016 19:21
    Mas pelo que eu saiba policial não trabalha de graça ou trabalha ?

    E pelo que eu saiba as armas custam, a munição custa , o colete custa, a gasolina da viatura custa , a viatura custa.

    Gente não existe atividade humana que não é precificada. O contrário disso sim é utopia.

    Agora o batman sim trabalha por amor, gasta o dinheiro da sua fortuna pra caçar bandidos sozinho por ai e ainda vestido de morcego.

    Gente vamos ser realistas..rs
  • Professor  06/01/2016 00:20
    Quem está falando sobre trabalhar de graça?! Estamos falando sobre cálculo econômico em ambientes estatizados.

    Entenda o básico:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2156

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2136
  • mauricio barbosa  05/01/2016 19:06
    Mas já é alguma coisa o resto(Como será)será exercício de futurologia e o que eu quis dizer é que há sim como precificar agora as formas de cobrança e prestação desses serviços o mercado é sábio em encontrar os melhores arranjos e as soluções (tráfico,sequestro,assalto a bancos,assalto a cargas,etc)caso a caso o que não se pode é acreditar que só o estado monopolista é competente para isso.
  • Vitor  05/01/2016 19:07
    Os minarquitas no geral não são tão mínimos como se imaginam. Um estado verdadeiramente mínimo, com cada município se tornando uma cidade ficaria tão próximo do ideal ancap como 0,999...=1.
  • Thomas  05/01/2016 19:12
    ??
  • Felipe  05/01/2016 20:53
    Esse debate entre minarquia vs anarcocapitalismo, no cenário atual, é tão maçante e inútil...

    Porém teve mais de uma centena de comentários em poucos dias, então parece ter importância para um bom número de pessoas... Que pena.

    Mas cada um faz o que quiser com o seu próprio tempo.
  • Watanabe  05/01/2016 22:43
    Comentário inútil.
  • Felipe  06/01/2016 14:34
    Por que?
  • IRCR  06/01/2016 00:21
    Vamos supor que em tenha um contrato com um terceiro e ele quebre o contrato.
    Para analisar o caso judicialmente não vejo problema em termos tribunais, forums, juízes privados.

    Agora, para fazer com que o terceiro cumpra o contrato, não vejo outro modo sem ser pelo monopólio da coerção estatal. Imagina, que coisa bizarra empresas privadas competindo para fazer com o terceiro cumpra o contrato rsss.

    Diferente, de saude e educação que são apenas serviços, a justiça ou mesmo da segurança não é exclusivamente um serviço, há o lado da coerção tb.
  • Magno Silas  06/01/2016 11:58
    "Agora, para fazer com que o terceiro cumpra o contrato, não vejo outro modo sem ser pelo monopólio da coerção estatal. Imagina, que coisa bizarra empresas privadas competindo para fazer com o terceiro cumpra o contrato rsss"

    O "rsss" é para deixar clara a arrogância do sujeito. E de novo esse comentário, cidadão?


    Você simplesmente "descarta" a competição no âmbito da segurança e da justiça alegando que tal "competição" seria "bizarra"?


    Ofereça o argumento.

  • mauricio barbosa  06/01/2016 12:48
    Magno silas é possível precificar preços na prestação de serviços de justiça(conciliação e resolução de conflito)agora a grande dúvida é como fazer cumprir as decisões de um tribunal privado sem exercer coerção já que a credibilidade virá com a reputação em relação aos tribunais concorrentes este argumento da coerção da justiça monopolista estatal é fortissímo no seio da população e os estatistas exploram este temor com má-fé ou não.
  • Pobre Paulista  09/01/2016 23:05
    "Não responderam a minha pergunta: como lidar com as crianças, se não houvesse uma lei estatal proibindo a pornografia na TV aberta? "

    Uéééé.... que tal proibir seu filho de ver televisão aberta neste cenário? Ou é o estado quem deve educar o seu filho? Ou, pior ainda, você está querendo educar os filhos dos outros, e não os seus?

    Cada pergunta idiota que aparece aqui viu... Pergunta logo de uma vez o que faremos sem o estado no caso de uma invasão alienígena.
  • Bernardo Neves Pantaleão  12/01/2016 14:27
    Reflexão interessante, mas vamos parar de filosofia e trabalhar pra pagar o IPTU e o IPVA que vencem daqui a pouco!
    Num mundo onde até as empresas privadas precisam ser privatizadas, discutir a privatização da segurança e da justiça pode esperar.
    Foquem no que nos aproxima e no inimigo comum. Quando obtivermos a primeira vitória, poderemos discutir como continuar evoluindo. Quem sabe nossa quinta geração de descendentes consiga viver num mundo anarquista? Mas, por enquanto, vamos dar o primeiro passo.
    Ou bora pro bar.
  • Bruno Johannsen  13/01/2016 12:15
    Então, depois de 10 dias, isso foi o melhor que os anarquistas brasileiros conseguiram dizer em sua defesa?

    "Existe monopólio estatal da defesa sim. Você diz o contrário porque é feio e tem cabeça-de-melão".

    "Os ancaps querem um mundo onde a maioria possa impor qualquer coisa às minorias por meio de contratos sociais e ameaças de segregação do grupo. O que eles não querem é um mundo onde esse contrato social e essas ameaças sejam aplicados em escala nacional/estadual/municipal, ainda que, ironicamente, seja essa a vontade da maioria absoluta da população, contestada apenas pela minoria anarquista, que, também ironicamente, não tem legitimidade social nem mesmo para fundar um partido político e falar no parlamento".

    "Existe monopólio estatal da defesa sim. E a sua conversa é groselha. Pronto."

    Eu passo minha juventude lendo Rothbard e Hoppe com toda a boa-vontade e tentando entender por que o único lugar do mundo onde existem agências privadas de defesa é a biblioteca do Mises Institute; aí, um dia, já de saco cheio com essa ladainha revolucionária autista, faço-lhes o favor de expor as contradições mais óbvias dela (que vocês não viram porque estavam ocupados demais tentando chamar a atenção sendo os marxistas da direita) e nem mesmo uma crítica séria recebo?

    Considerando que é o IMB quem alimenta essa ladainha no Brasil, tal carência de argumentação substantiva deve ser uma amostra representativa da miséria intelectual do movimento como um todo.

    Só falta aparecer por aqui agora um rothbardiano-trotkista para dizer que a revolução anarcocapitalista é inviável em apenas um país e que, para o mecanismo de concorrência funcionar mesmo, é preciso que todos os Estados do planeta (não apenas o Estado brasileiro) autorizem o funcionamento das agências ancaps e se abstenham de iniciar agressão contra elas.
  • Giovanni Gentile  13/01/2016 14:04
    "Eu passo minha juventude lendo Rothbard e Hoppe com toda a boa-vontade e tentando entender por que o único lugar do mundo onde existem agências privadas de defesa é a biblioteca do Mises Institute"

    Nossa, que argumento fulminante.!

    Por essa lógica impecável, a única teoria econômica que funciona é o corporativismo/mercantilismo/fascismo/capitalismo de estado, pois este é, de fato, o único modelo econômico que realmente é aplicado em todos os países do mundo (exceção de Coreia do Norte), variando apenas o grau de intensidade com que é aplicado.

    Logo, se esse é o modelo econômico que é universalmente aplicado (em detrimento de todos os outros modelos possíveis), então certamente é porque ele é o único ético e moral. Certo?

    Fechemos o mundo; o senhor o Johannsen já elucidou todos os mistérios que assolam a humanidade.
  • Trasímaco  13/01/2016 14:26
    "marxistas da direita"; "rothbardiano-trotkista"...

    E fala em "carência de argumentação substantiva"...


    Esse Bruno Johannsen é muito divertido mesmo.

    E sua "exposição" foi contestada lá em cima, meu caro. Contra-argumente como um adulto.
  • Batista  13/01/2016 19:46
    Já que afirmas que não há monopólio da segurança no Brasil, explique então o governo não permite que as próprias pessoas cuidem da própria segurança, portando armas, e insistindo em dizer que a polícia estatal consegue dar conta?
  • Max Rockatansky  13/01/2016 20:19
    Bruno Johannsen

    "Os ancaps querem um mundo onde a maioria possa impor qualquer coisa às minorias por meio de contratos sociais e ameaças de segregação do grupo. O que eles não querem é um mundo onde esse contrato social e essas ameaças sejam aplicados em escala nacional/estadual/municipal, ainda que, ironicamente, seja essa a vontade da maioria absoluta da população, contestada apenas pela minoria anarquista, que, também ironicamente, não tem legitimidade social nem mesmo para fundar um partido político e falar no parlamento"


    Responda, por gentileza: esse é o seu "argumento" que "expõe a contradição"?
  • ancap do contrato social  13/01/2016 21:58
    Quero mesmo.E quero batatas fritas também.
  • Bartolo de Sassoferato  13/01/2016 22:39
    Bruno,

    você não apresentou nenhum argumento sério.

    Seu "argumento" é esse: "o arranjo econômico-político existente é o melhor pelo fato de ser o arranjo que aí está".

  • Daniel Moreno  13/01/2016 23:16
    Um dos argumentos prediletos dos antianarcocapitalistas (embora também um dos mais fracos) é aquele que lista uma série de problemas que supostamente tornar-se-iam insuportáveis numa sociedade sem Estado, fingindo ao mesmo tempo que tais problemas não são uma rotina exatamente na sociedade altamente estatizada em que vivemos: "Doentes morrerão sem tratamento! Corporações dominarão setores inteiros da economia! Os mais pobres morrerão sem proteção policial gratuita! Empresários desonestos deixarão de cumprir contratos, sem medo da coerção estatal! Comunidades serão dizimadas sem a proteção de um exército oficial!" O que deveriam fazer é explicar por que essas desgraças acontecem hoje, quando o papai Estado deveria supostamente estar justificando sua onipotente presença evitando que tudo isso já acontecesse...
  • Jean Rodrigues  18/01/2016 23:49
    Muito bom!

    Jean Rodrigues, Apaixonado por Tecnologia e profissional na área de Peças em MDF, São Paulo - SP
  • Felipe R  02/02/2016 18:56
    O melhor argumento a favor do minarquismo (mais especificamente o republicano, que eu defendo) é que a natureza humana é falha na sua raiz. SEMPRE haverá uma pessoa, ou grupo, tentando subjugar outro. É o fenômeno clássico do mais forte abusando do mais fraco.

    O anarcocapitalismo é amoral, assim como a natureza. O ser humano, para ter melhor chance de sobrevivência, precisa de regras morais. Aliás, morais e razoáveis. Imagina se uma cidade inteira resolve VOLUNTARIAMENTE contratar uma milícia para se defender de invasores externos, e proteger a ordem interna, , gasta uma energia desgraçada, e então parte da geração seguinte (filhos) não concorde em bancar aquela força militar/policial? Ela se retira? Desfazem uma vida inteira de trabalho dos pais, liquidando e vendendo tudo só para se mudarem para outro local? Ou expulsam (uso da força) quem que ainda quer a milícia?

    No mundo real, há vezes em que é necessário amputar um dedo podre para não perder a mão. A realidade é dura, mas é preciso entender que imposto estatal é inevitável. A briga deve ser para o mínimo possível - e necessário - seja cobrado, sempre. E a pena para quem quiser ampliar deve ser a mais dura possível. A liberdade é cara a todos nós.
  • Asiático   02/02/2016 19:42
    O melhor argumento a favor do anarcocapitalismo é que a natureza humana é falha na sua raiz, razão pela qual não devemos colocar o estado para "corrigir" essa natureza humana, pq o estado confere poder de violência institucionalizada para pessoas com a natureza falha, q SEMPRE subjugarão as demais pessoas. É o fenômeno clássico do mais forte (o estado) abusando do mais fraco (as pessoas submetidas ao regime de força e violência institucionalizada).

    Por isso o imposto estatal só é "inevitável" para quem coloca o estado como "solução" da natureza falha do ser humano.
  • anônimo  02/02/2016 20:17
    "O anarcocapitalismo é amoral".

    Ou seja, o cidadão acha que o estado é o "responsável" pela instituição de regras morais.

    Fantástico.
  • Malaio  02/02/2016 20:54
    Calma. Amoral não é sinônimo de imoral. Amoral é apenas aquilo que não enseja nem moralismo e nem imoralidade. O colega está correto. O anarcocapitalismo é amoral, ou seja, ele não impõe nenhuma moralidade e nem estimula nenhuma imoralidade.
  • anônimo  02/02/2016 21:17
    Malaio, eu concordo contigo, mas, se vc observar o comentário do colega na sua integralidade, vc verá que ele não quis dizer isso que você disse.

    Ele fez uma contraposição entre "anarcocapitalismo= ausência de regras morais" vs. "Estado=presença de regras morais".

    Veja que ele coloca "anarcocapitalismo é amoral" para, logo em seguida, iniciar uma argumentação contraposta, dizendo "mas a sociedade precisa de regras morais...", assim fazendo p se colocar como contrário ao anarcocapitalismo.

    Repito: basta vc apreender o contexto do comentário do colega.
  • Rennan Alves  02/02/2016 21:27
  • anônimo  02/02/2016 21:57
    Sim, talvez os mais comuns. E o Felipe R. embarcou neles.
  • Felipe R  04/02/2016 12:08
    Bom dia pessoal,

    Vou responder um a um.

    1 - Asiático: o Estado é a nossa tentativa falha de tentar fazer valer as regras mais importantes que uma sociedade deve ter; que o respeito à vida e à propriedade privada; digo que é falha, pois ela acaba agredindo parte de nosso patrimônio ou renda; porém, é um fato da natureza o "sacrifício"; assim como precisamos diversas vezes sacrificar nosso tempo para acumular recursos, ao invés de curtir a vida, o convívio social nos obriga a certas limitações, inclusive dispor de parte do que é nosso; como eu disse anteriormente, no caso extremo, é o dedo pela vida; a solução, para alguns, inclusive eu, é um Estado minúsculo, que reconheço estar sujeito à corrupção, como tudo nessa vida.

    2 - Anônimo: Eu fui Ancapitalista por algum tempo, mas fiquei marcado depois que estudei um pouco de história; na Itália medieval, exércitos eram privados, controlados pelos "condottieris", ou seja, uma mesma milícia que lutava por uma cidade ou feudo, alguns anos depois, poderia estar lutando por outra; naturalmente surgiram contratos de longo prazo, e os próprios donos das cidades passaram a investir em milícia própria; ache certo ou errado, é assim que aconteceu, assim é a realidade; na Inglaterra medieval, antes de Edward I, praticamente não havia Estado nas questões judiciais; predominavam os costumes, dos quais derivaram o "common law"; se você fosse acusado de roubo, o costume era que o acusador fosse em público, geralmente praças (courts, que depois viriam a ser courthouses) provar a acusação, sendo que o juri era a própria população ali presente; parece um sonho libertário, mas foi bem real naquela época; não defendo da forma como está hoje, e honestamente eu gostaria que fosse um sistema estilo "lex maritima", com cortes privadas, mas a realidade é bem diferente.

    3 - Rennan (e anônimo): quanto ao mito (iii), há sim duas regras morais muito fortes, as quais citei no item 2, mas, no caso, eu falava do anarcocapitalismo, que é sim, amoral; o mesmo vale em relação ao mito (v); aliás, minha crítica é a este artigo do Ulrich, e não ao libertarianismo; acho que todos concordamos que deve haver regras morais, e a diferença está em como torná-las efetivas em toda a sociedade; Estado minúsculo ou defesa pessoal, própria ou contratada; mas a realidade mostra que há grupos imorais que farão de tudo para subjugar as pessoas, inclusive se infiltrando um Estado pequeno, e tornando-o esse monstro que conhecemos hoje.


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