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O socialismo clássico já foi rechaçado; o inimigo agora é outro
Keynesianismo, social-democracia e o conluio entre políticos e empresários são o atual problema

O século XX testemunhou o surgimento, a expansão e o fim do mais trágico experimento da história humana: o socialismo.  O experimento resultou em significativas perdas humanas, destruição de economias potencialmente ricas, e colossais desastres ecológicos.  O experimento terminou, mas a devastação irá afetar as vidas e a saúde das futuras gerações.

A real tragédia deste experimento é que Ludwig von Mises e seus seguidores — que estão entre as melhores mentes econômicas deste século — já haviam explicitado a verdade sobre o socialismo ainda em 1920, mas seus alertas foram ignorados. — Yuri Maltsev (1990).

O socialismo está morto tanto como ideologia quanto como movimento político.  Trata-se de um exemplo de um deus que fracassou.

O socialismo é uma forma muito específica de opinião econômica.  Um socialista acredita que o governo deve ser o proprietário dos meios de produção.  É isso que o socialismo sempre significou: controle estatal dos meios de produção.

Quando Ludwig von Mises refutou o socialismo em 1920, ele tinha em mente exatamente esse enfoque econômico. 

Eis o seu argumento comprovando que o socialismo é uma impossibilidade prática: se o governo detém todos os bens de capital (máquinas, ferramentas, instalações etc.) de uma economia, então não há um mercado para esses bens.  Não havendo mercado para esses bens, não há uma correta formação de preços para eles. Sem preços, os planejadores não têm como estabelecer o valor dessas ferramentas. Consequentemente, não há como uma agência de planejamento central determinar quais são os custos de produção dos bens de consumo mais demandados. Com efeito, não há sequer como determinar quais os bens de consumo mais demandados. É necessário haver um livre mercado para que haja uma precificação dos bens de consumo e dos bens de capital.  Em uma economia socialista, não há nenhum dos dois. Portanto, disse Mises, um planejamento econômico socialista é inerentemente irracional.

Esse argumento de Mises foi ignorado pela vasta maioria dos socialistas, e nunca foi levado a sério pelos keynesianos.

No entanto, quando a economia da União Soviética entrou em colapso no final da década de 1980, ficou claro pelo menos para Robert Heilbroner, professor de economia multimilionário e de esquerda, que Mises estava certo.  Ele próprio admitiu isso em um artigo na revista The New Yorker intitulado "Após o Comunismo" (10 de setembro de 1990). Ele literalmente disse a frase: "Mises estava certo". 

Ato contínuo, Heilbroner disse que os socialistas teriam de mudar de tática, parando de acusar o capitalismo de ineficiência e desperdício, e passar a acusá-lo de destruição ambiental.  Consequentemente, deveriam ser criadas inúmeras burocracias, regulamentações e leis com a explícita intenção de subverter totalmente as características do capitalismo a ponto de fazer com que, segundo os próprios socialistas, o novo arranjo social gerado não possa de modo algum ser considerado capitalismo. 

Adicionalmente, Heilbroner disse que o socialismo era simplesmente uma ideologia morta.

No momento, não há virtualmente ninguém fora da América Latina, da Coréia da Norte e do Zimbábue que abertamente argumente em favor do socialismo clássico.  Coréia do Norte e Cuba oficialmente são economias comunistas.  Como consequência, são assolados pela miséria.  Suas economias não têm influência nenhuma no mundo.  Ninguém mentalmente são utiliza esses países como modelo econômico. O Zimbábue é gerido por uma tribo marxista, e também ninguém quer imitá-lo.

Theodore Dalrymple fez o seguinte, e preciso, comentário sobre o marxismo africano:

Embora os marxistas costumassem alegar que as deficiências da União Soviética nada tinham a ver com o marxismo, o fato é que a humilhante dissolução de um regime que sempre afirmou ser marxista representou um profundo e fatal golpe para a ideologia.

Conheci vários marxistas no norte da Nigéria.  Eles eram jovens e confusos, mas acreditavam em uma explicação vagamente marxista para seu descontentamento.  Eles não eram militantes, exceto mentalmente.  Se houvesse uma manifestação, eles talvez se juntassem a ela, mas não matariam ninguém pela ideologia.  Eles se contentavam meramente em proferir palavras.

Com o colapso da União Soviética, surgiu um vácuo ideológico para aquelas pessoas que buscavam uma explicação total para seu descontentamento — pessoas que, graças à difusão cultural, eram provavelmente mais numerosas e estavam mais desesperadas do que nunca.  A única alternativa disponível, e uma muito mais profunda do que o marxismo, era o islamismo fundamentalista.  O islã prospera naqueles locais onde o marxismo não mais possui grande influência.

O principal inimigo é outro

Com o colapso do socialismo clássico ocorreu o fortalecimento dos social-democratas. 

Estes aceitam a existência de uma economia de mercado e também aceitam a propriedade privada sobre a maior parte dos meios de produção.  Aceitam também que o mercado precifique grande parte dos bens de consumo de uma economia. 

Mas, assim como os socialistas, eles defendem políticas redistributivistas.  Assim com os socialistas, eles defendem o confisco de uma fatia da renda dos indivíduos produtivos da sociedade e sua subsequente distribuição para os não-produtivos.  Assim como os socialistas, eles acreditam que os burocratas do governo devem intervir no mercado e redistribuir riqueza.  Eles não se importam se isso irá reduzir o crescimento econômico.  Eles são motivados pela inveja.  Eles estão dispostos a ver uma economia produzindo menos desde que isso satisfaça sua demanda por algo que seja semelhante a uma igualdade econômica.

Mas há diferenças.

Ao passo que, para os socialistas clássicos, o objetivo era a estatização dos meios de produção, a erradicação da classe capitalista, e a tomada de poder pelo proletariado, os social-democratas entenderam ser muito melhor um arranjo em que o estado mantém os capitalistas e uma truncada economia de mercado sob total controle, regulando, tributando, restringindo e submetendo todos os empreendedores às ordens do estado. 

O objetivo social-democrata não é necessariamente a "guerra de classes", mas sim um tipo de "harmonia de classes", na qual os capitalistas e o mercado são forçados a trabalhar arduamente para o bem da "sociedade" e do parasítico aparato estatal.  Os social-democratas, muito mais espertos que os socialistas, entenderam que têm muito mais a ganhar caso permitam que os capitalistas continuem produzindo e gerando riquezas, ficando os social-democratas com a tarefa de confiscar uma fatia dessa riqueza e redistribuí-la para suas bases.

Politicamente, os socialistas clássicos queriam uma ditadura do partido único, com todos os dissidentes sendo enviados para os gulags.  Já os social-democratas preferem uma ditadura "branda" — aquilo que Herbert Marcuse, em outro contexto, rotulou de "tolerância repressiva" —, com um sistema bipartidário em que ambos os partidos concordam em relação a todas as questões fundamentais, discordando apenas polidamente acerca de detalhes triviais — "a carga tributária deve ser de 37% ou de 36,2%?".

E há características de atuação ainda mais nefastas.

Ao mesmo tempo em que os social-democratas mantêm os pequenos empresários sob restritos controles e regulamentações, eles fornecem trânsito livre para os grandes empresários, os quais, em troca de propinas e doações de campanha, usufruem a liberdade de fazer conluio com políticos e burocratas e, com isso, auferirem grandes privilégios e favores.  Políticos concedem a seus empresários favoritos uma ampla variedade de privilégios que seriam simplesmente inalcançáveis em um livre mercado.  Os privilégios mais comuns são contratos privilegiados com o governo, restrições de importação, subsídios diretos, tarifas protecionistasempréstimos subsidiados feitos por bancos estatais, e agências reguladoras criadas com o intuito de cartelizar o mercado e impedir a entrada de concorrentes estrangeiros

(E estamos aqui desconsiderando os privilégios ilegais, como as fraudes em licitações e o superfaturamento em prol de empreiteiras, cujas obras são pagas com dinheiro público).

Em troca desses privilégios (legais e ilegais), os grandes empresários beneficiados lotam os cofres de políticos e burocratas com amplas doações de campanha e propinas.

Ou seja, neste arranjo social-democrata, quem realmente arca com a fatura são os pequenos empresários e os assalariados que trabalham nessas pequenas empresas.

Economicamente, os social-democratas são keynesianos. Mas é um grande erro dizer que o keynesianismo é socialista. O keynesianismo claramente não é socialista. O keynesianismo defende as características básicas do capitalismo. Sempre defendeu. O próprio Keynes poderia ser considerado um defensor do capitalismo. Ele acreditava que, para aditivar a economia, o estado deveria intervir no mercado aumentando seus gastos. Para isso, ele defendia que o estado ou criasse dinheiro do nada ou pegasse dinheiro emprestado dos capitalistas. Keynes queria que o estado saísse comprando bens e serviços para estimular a economia. Ele queria ver uma expansão do capitalismo, mas ele acreditava que os déficits orçamentários do governo e a inflação monetária do banco central seria a melhor maneira de restabelecer a produtividade econômica do capitalismo durante uma recessão.

Na prática, o keynesianismo é uma política que beneficia grandes empresários.  Sempre que o governo aumenta os gastos públicos e incorre em déficits orçamentários, ele aumenta os lucros de alguns empresários privilegiados (ou ineficientes) à custa dos pagadores de impostos.

Como explicado aqui, se o governo disser que irá gastar mais com assistencialismo, os bancos irão financiar o déficit e os pagadores de impostos ficarão com os juros.  Se o governo disser que irá gastar mais com saúde, além dos bancos, as empresas do ramo médico — desde as grandes fornecedoras de equipamentos caros aos mais simples vendedores de luvas de borracha — também irão lucrar mais. Se o governo disser que irá gastar mais com obras e investimentos públicos, além dos bancos, todas as empreiteiras selecionadas serão beneficiadas.

Quando o governo decide "estimular" a economia por meio de mais gastos, ele pode fazer duas coisas: ou ele pode contratar uma empresa privada para fazer alguma obra de infraestrutura, ou ele pode executar seus dispêndios por meio de alguma estatal, o que inevitavelmente também gerará toda uma série de lucros privados, não apenas em prol de seus empregados, mas também e principalmente em prol de empreiteiras, fornecedores, clientes etc.

Reconheça o inimigo

Social-democratas são keynesianos e são defensores do estado assistencialista e do capitalismo de estado.  Eles defendem regulação da economia, impostos sobre todo o setor produtivo e privilégios para grandes empresas.  Isso custa caro em termos de impostos e regulamentações para os pequenos empresários.

Eles querem dirigir o sistema capitalista da mesma maneira que os fascistas da década de 1930

Eles defendem que os meios de produção sejam propriedade privada, mas querem especificar aos proprietários o que eles podem e o que eles não podem fazer com seu capital.  Eles querem dirigir a produtividade do capitalismo. 

Em troca disso, concedem favores e privilégios aos grandes empresários.

Eles, a princípio, não defendem estatização dos meios de produção (isso é um fetiche marxista).  Eles apenas querem ter o porrete para dirigir o sistema produtivo, mas não querem a responsabilidade por ter feito isso.

Eles estão satisfeitos em ter um sistema corporativo produtivo o suficiente para beneficiar o governo com grandes receitas.  Eles gostam dessa galinha dos ovos de ouro.  Parasitas não querem matar seus hospedeiros. 

Já o socialismo é, por definição, uma filosofia econômica na qual o hospedeiro é morto.  A esquerda atual é majoritariamente composta por parasitas, idealistas e bon vivants, e não por comunistas linha dura.  A esquerda atual quer manter os ovos de ouro fluindo para seus cofres.

O keynesianismo, a social-democracia e o conluio entre políticos keynesianos e grandes empresários são os inimigos atuais.

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Leia também:

Odebrechts, Eikes e Joesleys: como surgem os bilionários no Brasil?

O empresário em um ambiente de livre mercado e em um ambiente estatista

Precisamos falar sobre o "capitalismo de quadrilhas"

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Murray N. Rothbard (1926-1995) foi um decano da Escola Austríaca e o fundador do moderno libertarianismo. Também foi o vice-presidente acadêmico do Ludwig von Mises Institute e do Center for Libertarian Studies.

Gary North, ex-membro adjunto do Mises Institute, é o autor de vários livros sobre economia, ética e história.

Juan Ramón Rallo, diretor do Instituto Juan de Mariana e professor associado de economia aplicada na Universidad Rey Juan Carlos, em Madri.  É o autor do livro Los Errores de la Vieja Economía.


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Diversos Autores

  • LG  16/12/2015 13:24
    Um dos melhores textos das últimas semanas. Extremamente elucidativo. Certamente será impresso, favoritado e citado por mim de aqui em diante.
  • Oliveira  16/12/2015 13:36
    Ao aprimorar os meus conceitos sobre a ideia libertária, o que responder quando me interpelarem acerca de Mises ter sido ministro da economia numa ditadura austríca? Estou rodeado de sociais-democratas (marxistas enrustidos) e não quero que o debate seja vencido por eles!
  • Mattos  16/12/2015 13:53
    Pra começar, Mises nunca foi ministro da fazenda. E a única ditadura que houve na Áustria foi a dos nazistas, os quais perseguiram Mises (invadiram seu apartamento e confiscaram todos os seus escritos).

    Impressionante a incapacidade da esquerda de não recorrer a mentiras e espantalhos.

    O que Mises realmente fez, e a esquerda jamais lhe perdoou por isso, foi impedir que a Áustria virasse comunista.

    Após a Primeira Guerra Mundial, Otto Bauer, líder do Partido Social-Democrata Austríaco, era o mais influente intelectual e conselheiro de toda a nação, mas ele era um devoto marxista linha-dura. Em uma época em que os rumos da Áustria eram incertos, e os bolcheviques estavam em ascensão, Ludwig von Mises reuniu-se durante várias noites com Bauer e sua esposa marxista, para discutir teoria econômica e política.

    Otto queria a implementação imediata do socialismo. Mises se esforçava para explicar que tal experimento era economicamente ilógico e iria entrar em colapso rapidamente. Viena dependia de importações para alimentar sua população. Sem propriedade privada dos meios de produção, seria impossível fazer cálculos econômicos. O investimento ficaria desorganizado e rapidamente seria paralisado. Consequentemente, a oferta rural de comida iria desaparecer e todos os moradores de Viena começariam a morrer de fome em aproximadamente uma semana.

    Mises enfatizou essa questão como somente ele sabia fazer, até que finalmente Bauer aquiesceu e admitiu que Mises tinha razão.

    Mas não impunemente. Bauer jamais perdoou Mises por este tê-lo convencido a abrir mão de suas convicções. Ele iniciou uma ferrenha guerra acadêmica contra Mises, e jamais voltou a conversar com ele. Bauer foi decisivo em impedir que Mises conseguisse um cargo pago na Universidade de Viena.

    Este é o destino de um economista que ousa dizer a verdade a políticos que sonham em utilizar o estado para controlar e elevar a sociedade. O economista genuíno diz ao político: Com todo o seu poder e todas as suas teorias, você ainda assim não tem a capacidade de fazer aquilo que alega querer fazer. Qualquer tentativa irá levar à calamidade.
  • Karl  16/12/2015 13:56
    Como é que é?

    "Mises ter sido ministro da economia numa ditadura austríaca"??
  • Rhyan  16/12/2015 21:47
    Acho que ele se refere a está parte da vida do Mises:

    "Entre 1904 e 1914, Mises assistiu aulas do economista austríaco Eugen von Boehm-Bawerk. Mises lecionou na Universidade de Viena de 1913 a 1934, e também trabalhava como conselheiro econômico do governo fascista de Engelbert Dollfuss na Áustria bem como trabalhara para Otto von Habsburg[2] . Como um judeu, Mises temia por sua integridade física diante do avanço Nazista na Europa, tendo o assassinato de Dollfuss pelos Nazistas o impulsionado a fugir do país em 1934 em direção a Genebra na Suíça, onde passou a lecionar no Instituto Universitário de Altos Estudos Internacionais até o ano de 1940."

    Wikipédia

    Não conheço muito bem a história, alguém sabe?
  • Marcos  16/12/2015 22:40
    Engelbert Dollfuss foi o chanceler austríaco que tentou impedir que os nazistas tomassem a Áustria e que por isso foi assassinado. Ele ficou apenas 1 ano no poder (com a nova constituição).

    Mises não tinha nenhum cargo efetivo no governo de Dollfuss. Ele apenas dava palpites sobre política monetária.

    Em março de 1934, Mises mudou-se para Genebra. E em julho de 1934, Dollfuss foi assassinado após ter ficado apenas 1 ano no poder (com a nova constituição) e ter adotado políticas abertamente corporativistas. Ou seja, neste curto período de tempo, qual foi a influência de Mises? Nenhuma.
  • Rhyan  17/12/2015 00:10
    Obrigado!
  • Dissidente Brasileiro  16/12/2015 23:45
    Cuidado com qualquer coisa relacionada à Wikipédia, principalmente os verbetes em português. Aquilo é infestado de comunistas, tente escrever qualquer coisa contrária ao "pensamento único" deles, você é banido e tem sua conta bloqueada. Se não acredita em mim, então experimente você mesmo.
  • Partidário da Causa Operaria  17/12/2015 00:52
    Obrigado pela informação. Já vinha percebendo uma tendência nesse sentido em alguns artigos.
  • Rhyan  17/12/2015 07:21
    Verdade, mas tem a mesma coisa na en.wiki:

    "Mises was chief economist for the Austrian Chamber of Commerce and was an economic adviser of Engelbert Dollfuss, the austrofascist but strongly anti-Nazi Austrian Chancellor,[7] and later to Otto von Habsburg, the Christian democratic politician and claimant to the throne of Austria (which had been legally abolished in 1918).[8] In 1934, Mises left Austria for Geneva, Switzerland, where he was a professor at the Graduate Institute of International Studies until 1940."


  • Alma sombria   17/12/2015 10:48
    Leia o livro memórias da segunda guerra mundial do Churchill, é um bom retrato da conjuntura política e social da época, fica evidente no livro o porco papel desempenhado pelos políticos que por motivos pífios que vão desde o ego, burrice,promessas de campanha até o favorecimento próprio conseguiram gerar o maior conflito da humanidade, lembrando que o livro e uma visão do autor sobre o ocorrido como ele msm deixou claro, Churchill tem várias virtudes mas tem também uma porrada de defeitos mas a leitura creio eu vale a pena
  • Ricardo Rocha  16/12/2015 13:48
    Lendo esse artigo percebo que os dois principais partidos brasileiros são unidos umbilicalmente,seria interessante se tivéssemos no Brasil uma experiência mais liberal, mas não vejo liderança que possa nos levar a tal situação. Precisamos rever muita coisa no nosso país, vivemos um excesso de burocratização que é como uma ancora para o crescimento, modernizar é a palavra de ordem.
  • vinicius  16/12/2015 15:24
    O Partido Novo é o único que se aproxima de um ideal mais liberal, não é perfeito, mas já é alguma coisa.
  • david  16/12/2015 15:58
    Não seria uma contradição existir um partido liberal ? Não seria a mesma coisa que uma bola quadrada ?
  • Economista Libertario  16/12/2015 16:46
    Amigo David.

    A Existência de um partido liberal (libertário) não é algo livre de discussão. Há muitas questões por trás.

    Por um lado, os anarcocapitalistas, por não aceitarem a existência de Estado, automaticamente precisam ser contra a existência de um partido libertário. Uma exceção FICA para o caso do anarcocapitalista ser também gradualista. Ou seja, aceita que a mudança do Estado atual em um anarcocapitalismo deve ser feito em etapas, e isso pode envolver a criação de um partido.

    Do ponto de vista minianarquista, existe um Estado para garantir uma pequena fração de ordem, seja através de justiça e segurança nacional, ou alguma forma similar. Para estes, dado que há um Estado, pode ser possível (não necessariamente) a existência de um partido libertário.

    Frisando que estou apenas esboçando um pouco do panorama. Há muitas discussões sobre esses conceitos, se são viáveis, se são boas idéias, etc.
  • David.  16/12/2015 18:26
    Na minha opinião, a existência do estado seria possível se o imposto que nós pagamos para o governo fosse opcional (se quiser paga, mas se estiver insatisfeito com os serviços governamentais pode também gastar seu dinheiro na propriedade privada). Neste caso não haveria nenhuma coerção por parte do governo.

    Então se o "partido novo" propor alguma coisa neste sentido, eu votaria nele.
  • Viking  16/12/2015 16:49
    Não é contradição.
    Liberais clássicos acreditam que deva existir um estado mínimo.
  • Rachewsky  16/12/2015 17:13
    É contradição sim.

    Capitalismo, o legítimo capitalismo laissez-faire ou capitalismo radical, requer absoluta separação do Estado da economia.

    Não compete ao governo atuar no mercado como mais um agente econômico através de estatais, taxações e regulamentações que violem os direitos individuais.

    A única função legítima do governo é proteger tais direitos.

    Governos que não protegem mas violam esses direitos, devem ser caracterizados como máfia e não como governos.
  • Dom Pedro XVI  16/12/2015 17:55
    Rachewsky, discordo. Não há nenhuma contradição. Certo, "o estado não deve se meter na economia", isso é ponto pacífico. Mas EXISTE um estado. Logo, pode (ou deve?) existir um partido que zelará exatamente pela não-intervenção do estado na economia. Haveria contradição apenas se este hipotético partido quisesse intervir na economia.
  • Edujatahy  16/12/2015 19:39
    E quando o estado tem monopólio sobre a segurança e o judiciário ele não se mete na economia? Seria isso?
  • Thiago Teixeira  17/12/2015 01:31
    Minarquista ter partido não é incoerencia nenhuma.

    Quero um estado tomando 15% da economia, você quer 0%, hoje está em 36%.

    Você vocifera, nao entra na política, nao elege legislador, nao tem nenhuma acao dentro da política para bloquear leis insanas.
    Eu entro para o NOVO, um dia empurraremos vário legisladores, estilo "Dr No", diminuiremos o estado efetivamente. Faremos mais por você que você mesmo.
  • Rafael  17/12/2015 02:02
    Thiago Teixeira, muito bom!
  • Anonimo  17/12/2015 02:30
    Vc não vai fazer nada, meu chapa. Pela democracia ninguém vai mudar nada, o povo brasileiro é vagabundo e ladrão há décadas, ele não se incomoda com o roubo, ele se incomoda de não ser um dos beneficiados do roubo.
    Ancap tem os pés no chão, já vcs são um desperdício de tempo e dinheiro.
  • Esclarecido  17/12/2015 17:53

    David: "Não seria uma contradição existir um partido liberal ? Não seria a mesma coisa que uma bola quadrada ?"

    Não é contradição nenhuma. O liberalismo não propõe o fim do estado, e suas principais vertentes optam pela democracia. Logo, as principais vertentes do liberalismo não rejeitam partidos políticos. Próximo!

    Rachewsky: "É contradição sim.

    Capitalismo, o legítimo capitalismo laissez-faire ou capitalismo radical, requer absoluta separação do Estado da economia."

    E desde quando liberalismo é "capitalismo radical" – esse capitalismo que só existe na cabeça de libertários? Nenhum liberal pregou por qualquer tipo de capitalismo utópico, radical, igual esse que você tem na cabeça. Não há contradição aqui.

    Anonimo: "Vc não vai fazer nada, meu chapa. Pela democracia ninguém vai mudar nada, o povo brasileiro é vagabundo e ladrão há décadas, ele não se incomoda com o roubo, ele se incomoda de não ser um dos beneficiados do roubo."

    E o que é melhor, fazer nada? Ficar esperando? Vamos ver o que você tem a dizer:

    "Ancap tem os pés no chão" hahahahahahahahahahahahah ahahahahhahahahaha

    "já vcs são um desperdício de tempo e dinheiro."

    Procurar viver num país melhor é desperdiçar dinheiro e tempo? Melhor não fazer nada, igual a maioria dos ancaps fazem? Que otário.
  • Max  17/12/2015 12:58
    "Quero um estado tomando 15% da economia", Thiago??

    Fiquei decepcionado com você.
  • Edujatahy  17/12/2015 14:59
    15% é minarquismo? Como assim? Porquê 15%?
  • Aprendiz  17/12/2015 12:11
    Sinto informar, amigo, mas ele e somente mais do mesmo.

    Vide em:
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1034
  • Leandro Tideman   16/12/2015 13:54
    Socialismo clássico é estatização dos meios de produção. Socialismo moderno é a estatização do capital.
  • Junior  16/12/2015 14:17
    Muito bom artigo, uma luz nessa nossa imprensa sombria.

    Mas na minha opinião fico com o Erik von Kuehnelt-Leddihn, que pelo que entendi no seu livro "Leftism, from de Sade and Marx to Hitler and Marcuse" (que aliás tem na biblioteca deste site), a Social Democracia nada mais é do que o socialismo chamado Fabiano (que o artigo não cita). Eles pregavam e pregam uma transição suave, e para tal reconhecem a necessidade de usar o capitalismo atual (Dúvidas, perguntem ao FHC).

    No entanto, para evitar confusões, acho importante chamá-los pelo nome: Socialistas sim. E ainda iria além e diria: Comunistas sim, escondidos sob a aparente versão mais branda da Social democracia.

    A diferença entre o estado Comunista auto-declarado e o Estado social democrata é a mesma entre o assaltante que te aponta a arma na cabeça e aquele te diz no ouvido que tem uma arma sob a camisa, pedindo-lhe educadamente que você lhe dê sua carteira (deixando algum para o ônibus).

    Além disso, desde a revolução francesa, os esquerdistas nunca deixaram de se associar a parte das classes dos nobres, dos aristocratas dos intelectuais. E mesmo na Rússia logo cedo já sabiam na prática o que Mises provou na teoria, pois tiveram de permitir mercados livres com algum controle "vista grossa" (assim como os há ainda hoje em Cuba e na Coréia do Norte).

    O inimigo continua sendo o Socialismo, clássico ou não. Duvido que o PT se associe às Camargo Correias, Engevix e Odebrechts da vida sem ter a intenção de no futuro colocar a todos no paredão e fuzilá-los.



  • mauricio barbosa  16/12/2015 14:19
    Leandro Tideman

    Socialismo clássico é estatização dos meios de produção. Socialismo moderno é a estatização do capital.
    Corrigindo: socialismo moderno é a estatização parcial dos meios de produção(Terra,Trabalho e capital)e coexistência intimidadora com o pequeno empresariado e subsídios e proteção ao grande empresariado.
  • Verival Pereira  16/12/2015 14:28
    Estou ainda conhecendo os trabalhos de Mises, embora veja que tenha inspirado muito Friedman. Aliás, natural de uma Universidade Federal Brasileira, estudei Economia e nem sequer me lembro de Mises. Enfim. Venho aqui aos amigos entender bem resumidamente até que ponto Mises vê o papel do Estado numa Economia de livre mercado total. Poderiam sugerir um artigo daqui?
  • Esclarecido  17/12/2015 17:56
    Leia seu livro Liberalismo, disponível aqui no IMB: mises.org.br/Ebook.aspx?id=35

    Ele diz que o principal (e talvez único) papel do estado é "proteger a propriedade privada dos meios de produção". O estado é o "aparelho de compulsão e coerção" que serve para que "as pessoas respeitem as regras da sociedade".

  • Marcela  16/12/2015 14:45
    A solução para isso é partido Novo-30.
  • Economista Libertario  16/12/2015 16:54
    Amiga Marcela

    Acho que precisamos ter muita cautela antes de falar de qualquer partido político. Devemos olhar com muita desconfiança para o Partido Novo. Acreditar que eles serão bastião da moralidade é inocência. Veremos se não são farinha do mesmo saco que PT e PSDB.

    Por enquanto, eles só podem falar. E enquanto falam dizem um discurso RELATIVAMENTE bonito. Mas será que isso irá se traduzir em atitude? E em qual tipo de atitude? Em regulamentação? Em mais leis?

    Quem viver, verá.
  • 4lex5andro  03/01/2017 17:41
    Em um país tradicionalmente estatista e perdulário como o Br, que depois do militarismo não tinha nenhum partido no mínimo de centro-direita o Partido Novo já é um progresso.
  • Claudio  16/12/2015 14:55
    O que o(s) autor(es) descreveu de alta tributação e de muitas regulamentações é o populismo.

    A social-democracia possui alta tributação, mas as regulamentações não são muitas. No quesito regulamentações está muito mais próximo de uma economia liberal do que uma economia socialista.

    A Dinamarca, por exemplo, é uma social democracia que possui mais liberdade econômica do que os EUA (2015), mesmo tendo o dobro de carga tributária.

    Creio que essa confusão de nomes se deva ao fato de ser um artigo antigo, quando ainda não estava bem definido os tipos de esquerdismos que não são puramente marxistas.
  • luiz  16/12/2015 15:03
    "Eis o seu argumento comprovando que o socialismo é uma impossibilidade prática: se o governo detém todos os bens de capital (máquinas, ferramentas, instalações etc.) de uma economia, então não há um mercado para esses bens. Não havendo mercado para esses bens, não há uma correta formação de preços para eles. Sem preços, os planejadores não têm como estabelecer o valor dessas ferramentas. Consequentemente, não há como uma agência de planejamento central determinar quais são os custos de produção dos bens de consumo mais demandados. Com efeito, não há sequer como determinar quais os bens de consumo mais demandados. É necessário haver um livre mercado para que haja uma precificação dos bens de consumo e dos bens de capital. Em uma economia socialista, não há nenhum dos dois. Consequentemente, disse Mises, um planejamento econômico socialista é inerentemente irracional".

    Entendi a lógica argumentativa, mas gostaria que alguém me desse um exemplo claro, rápido e concreto para ser explicado para alunos de ensino médio que não tem intimidade com economia, de forma a tornar esse argumento fácil e completamente passível de ser desenvolvido por eles em uma prova sobre teoria marxista,por exemplo... e aí? Alguém me ajuda?!
  • Discípulo   16/12/2015 15:41
  • Rene  16/12/2015 16:06
    Abri uma pequena indústria e preciso comprar uma máquina de solda industrial. Quanto custa este equipamento? Eu não faço ideia. Será que 200 reais é um preço razoável para uma máquina de solda industrial? Ou será que eu precisaria desembolsar algo como 500 mil reais para comprar uma destas? Aliás, será que existe mais de um tipo de máquina de solda industrial? Destes tipos, qual eu realmente preciso?

    Para responder a todas estas perguntas, eu precisaria, em primeiro lugar, olhar outras indústrias com o mesmo porte que a minha e no mesmo segmento, para saber qual máquina elas usam e quanto elas estaria dispostas a pagar por ela. Depois, eu precisaria procurar os fabricantes disponíveis no mundo, avaliar preço, qualidade, além de avaliar a demanda deste produto que eu quero produzir, para só então comprar a máquina. Mas pera aí. Vivemos em um país socialista. Tanto a fábrica de máquinas de solda como a pequena indústria que eu quero abrir são minhas, e o único cliente do fabricante de máquinas de solda sou eu mesmo. Tanto faz pagar 200 reais como pagar 500 mil nesta máquina. O dinheiro vai sair do mesmo bolso, afinal. Posso até pegar a máquina de graça, se eu quiser.

    Assim, pago 200 mangos na máquina de solda, e lanço este valor para ser depreciado ao longo de 10 anos na contabilidade. Depois de um tempo, a fábrica de máquinas de solda começa a enfrentar problemas financeiros. Como eu mesmo sou o dono dela, retiro dinheiro do tesouro para cobrir o rombo e aumento os impostos da população para fazer caixa no governo. Como o fabricante da máquina de soldas industrial não tinha muitas opções para venda, visto que o único cliente dela é o governo, a máquina de solda acabou não sendo 100% adequada à nova indústria. Os produtos começam a sair da linha de produção com defeitos, mas não há problema nisso. Como não há concorrência, e como eu sou o único fornecedor dos insumos, posso pedir o preço que eu quiser neste produto. Se o preço não cobrir meus custos, o tesouro faz um aporte na empresa e tudo ficará bem.

    Se eu terminar a historinha dizendo que a minha mini indústria vai produzir um outro bem de capital e que este sim é que será usado para atender ao proletário que trabalha nas fábricas, já dá para ter uma ideia de que não há qualquer possibilidade deste sistema funcionar.
  • FL  16/12/2015 17:13
    Luiz, procure o texto "Eu, o lápis", do Leonard E. Read.
    Existem também alguns vídeos relativamente curtos sobre o texto.
  • Arthur Gomes  16/12/2015 18:32
    Luiz(ensino médio).

    Se você quer falar a respeito de socialismo para alunos do ensino médio, isso é excelente. Neste site do mises, existe os artigos sobre o socialismo na página principal. Veja os exemplos da URSS, China, Venezuela, e todos os outros países desde a revolução francesa.
    Para falar sobre a formação de preços, basta você pensar que tudo pertence ao estado, logo o estado não saberá quanto custa o preço de um parafuso para fazer o carro, não saberá o preço do aço para fabricá-lo. Pense na sua casa para fazer uma travessa de lasanha(os preços dos frios, massa, molho de tomate.E quanto custou a mão de obra?, ela é sua. Assim pergunto quanto custou a lasanha?. Mas o melhor é você começar a falar dos experimentos socialistas no mundo, as mortes, assassinatos e tudo mais.
    Revolução francesa - 20.000 mortes
    URSS(internacional socialismo) - 40 milhões
    Ucrania - 7 milhões de mortes de fome (1932 - 1933)
    Alemanha(nacional socialismo) - 14 milhões + 50 milhões da guerra
    China (república popular) - 70 milhões
    Guerra Civil da Espanha - 400 mil mortes
    México (Guerra Cristera) 20 mil mortes
    Camboja - 2 milhões de mortes, a população era de 6 milhões.
    Cuba - 100 mil mortes.
    Africa(regimes marxista/socialista) - 150 mil mortes

    Os regimes socialista/marxista/comunistas é um rio de sangue.
  • Esclarecido  17/12/2015 17:58
    Esse vídeo aqui tem o objetivo especificamente de explicar de forma mais clara o problema do cálculo para leigos. Ele dá o exemplo da construção de uma estrada: https://www.youtube.com/watch?v=f3J0ivbKc0Q
  • Artilheiro de metralhadora (pergunta off topic)  16/12/2015 15:30
    Olá pessoal!

    Tenho grandes dúvidas:

    Qual a probabilidade de haver desabastecimento alimentício, a volta da hiperinflação, o desemprego em massa no Brasil em 2016 (Esclarecendo em relação ao desemprego: qual a possibilidade de haver uma convulsão social por conta do mesmo), e se também há alguma possibilidade de haver guerra civil no Brasil em 2016 (mesmo com a população desarmada-praticamente).

    Pois acredito pessoalmente que o "gado" só acordará assim (da pior maneira).

    Agradeço desde já as respostas e tudo de bom para todos!!!
  • anônimo  16/12/2015 16:28
    Hiperinflação é quase impossível(só não digo impossível porque esse governo é tenebroso).

    É o seguinte: Aquela hiperinflação antes do Plano Real era resultado da monetização de déficits do governo, ou seja, o Banco Central simplesmente imprimia um papel colorido(mais conhecido como Cruzeiro, Cruzado, Cruzeiro Novo, Cruzado Novo, Cruzeiro Real) pra pagar as despesas(que inteligente, não? rs). Só que a vida não é tão simples, e esse aumento da quantidade de dinheiro na economia resultava nesse aumento de preços. Imagine por exemplo que todos da sua cidade decidissem imprimir bilhões de reais, muito provavelmente os comerciantes iriam aumentar os preços de seus produtos pois a quantidade de dinheiro aumentou, mas a de produtos continuou a mesma, aí pra contrabalancear isso os preços aumentam.

    Desde o Plano Real o Banco Central não pode mais fazer isso. Quem decide se o dinheiro entra na economia são os bancos(o dinheiro entra quando o banco empresta dinheiro à alguém). Ou seja, só se os bancos decidissem emprestar dinheiro a rodo ou se mudassem o estatuto do Banco Central e deixassem ele monetizar a dívida do governo(difícil, mas tendo em vista a turma de aloprados que está no poder...)

    Falta de produtos geralmente ocorre em cenário de hiperinflação. O governo começa a congelar os preços para maquiar os números. Pega o exemplo que eu te dei acima, só que imagina se o governo proibisse os comerciantes de aumentar seus preços. Provavelmente todo mundo iria comprar tudo até esgotar os estoques(igual na era Sarney). Também é difícil que aconteça, mas como o Brasil sempre foi um país que demonizou os empresários, não é impossível(e eu acredito que seria até bem recebido por 70% da população)

    Já o desemprego eu não me arrisco muito. Mas eu creio que a tendência é que piore, porque tá difícil de empreender aqui.
  • Joaquim Saad  16/12/2015 18:07
    Não havendo até agora nenhuma limitação legal p/ o tamanho da dívida bruta (hoje quase em R$5 trilhões, incluindo aí todos os títulos em poder do BC, tanto os já compromissados como também os de sua carteira livre, e igualmente a Petrobras e a Eletrobras, inacreditavelmente de fora das contas oficiais !), associado à plena vigência do famigerado sistema de controle de juros pela autoridade monetária (através do qual ela simplesmente impede de forma quase religiosa que as taxas superem a meta pré-estabelecida, ainda que colocada em patamar bem mais alto que o atual), não consigo imaginar por quê os bancos comerciais iriam passar a recusar a compra de papeis do Tesouro nos leilões primários, já que podem assim repassá-los no mesmo dia ao Bacen (compromissado c/ a manutenção do teto da SELIC), repondo suas reservas momentaneamente empregadas nessas subscrições e ainda por cima lucrando c/ o spread (entre juros dos mercados primário e secundário) que lograrem empurrar goela abaixo do Tesouro (cada vez mais "refém" da própria irresponsabilidade), tornando na prática sem eficácia tanto a exigência de emissão de dívida pública como contrapartida a qualquer expansão da base monetária, como também inócua a vedação de financiamento direto do governo pelo BC (CF88 & LRF2000), deixando o Brasil portanto em situação virtualmente idêntica à que vigorava até o Plano Real, ao menos no que se refere a proteções reais contra o disparo e o desdobramento de um processo inflacionário, como a propósito pelo visto já estamos vivenciando (e talvez podendo virar "hiper" ?).
  • Tax the 1%!  16/12/2015 17:05
    Conhecendo o povo brasileiro como eu conheço, a probabilidade de guerra civil é zero.
  • Artilheiro de metralhadora  16/12/2015 23:45
    Olá!!!

    Muito obrigado pelo enorme esclarecimento de todos. :)

    Tudo de bom!!!
  • O Homem de 9 Dados  17/12/2015 00:46
    Guerra? Para quê-quê-quê guerra? Vamos abrir uma cachaça que é cura divina para as chagas do mundo, restaura da dor de cotovelo à dor de contracheque.

    Isto aí é coisa de gringo, cumpanhêro. Aqui é tudo na mesa do bar. Briga é só no futebol. Só não proíbe o Whatsapp, o carnaval, a manguaça e o Corinthians e tudo fica numa boa. :)

    País patrimonialista é assim. Quem pode, manda; quem não pode bebe.

    Finge que o grilhão não dói no braço e segue adiante.

    A pinga é anestesia.
  • Fábio  16/12/2015 15:44
    No Brasil, como sempre, vivemos no século XX: PT é a última trincheira desse marxismo. PSDB são os keynesianos.
  • Pobre Paulista  16/12/2015 15:49
    Hum, então a frase "FHC é facista!" procede?
  • Pedro  16/12/2015 18:12
    E ai, xaropão.

    Até aqui tu destila tua xaropice.

    Kkkkk

    Cheers!
  • Edujatahy  16/12/2015 19:43
    E o pior é que sim. O governo de FHC foi corporativista, assim como o de Lula e ainda mais o da Dilma.
    A pergunta é: o Collor foi fascista no seu governo?
  • Rogerio DaSilva  16/12/2015 16:10
    Muito bom artigo mesmo, bem elucidadtivo, claro e preciso. Somente gostaria de lembrar de um fato que o autor esqueceu de mencionar e que considero muito importante: as carascterísticas do povo que está sob o domínio deste tipo de governo (ous situação política). Devemos lembrar que as caractetísticas da população onde esses governos prevalecem deve ser estudada, pois normalmente vemos populações completamente alienadas, em países onde essas idéias progridem essas idéias centralizadoras da economia. Para mim, a capacidade intelectual da população (e suas características culturais) também estão intimamente ligadas ao poder que os social-democratas têm em alguns paises, principalmente se olharmos o caso do Brasil e de boa parte da América Latina.
    A cultura latina normalmente veio no berço de uma necessidade cada vez maior de mais estado. É normal para o brasileiro, por exemplo, sempre colocar a culpa no outro, por qualquer erro que ele cometa. É um comportamento inato da maior parte da população: a falta de raciocínio lógico, a falta de auto-censura, e isso a cada dia que passa ainda ecoa nas vozes que o povco mais gosta de escutar: os políticos e os jogadores de futebol. Enquanto a maior parte da população não for claramente colocada na sua justa posição de ré dentro deste processo de homicídio de um país, nada vai mudar.
  • Vitor  16/12/2015 16:23

    "Mas, assim como os socialistas, eles defendem políticas redistributivistas. Assim com os socialistas, eles defendem o confisco de uma fatia da renda dos indivíduos produtivos da sociedade e sua subsequente distribuição para os não-produtivos. Assim como os socialistas, eles acreditam que os burocratas do governo devem intervir no mercado e redistribuir riqueza. Eles não se importam se isso irá reduzir o crescimento econômico. Eles são motivados pela inveja. Eles estão dispostos a ver uma economia produzindo menos desde que isso satisfaça sua demanda por algo que seja semelhante a uma igualdade econômica."

    Discordo dessa parte. Defendo o sistema de voucher em aspectos básicos da sobrevivência. Contanto que o Estado não monopolize a prestação de tais serviços, isso não seria uma "luta contra a desigualdade", mas sim dar o mínimo para o mercado se desenvolver e prosperar mais ainda. O mercado se tornar competitivo em patamares mais interessantes. Não é oneroso para nós enquanto sociedade esses tipos de ajuda, ainda mais tendo em vista que isso volta para o mercado. Onerosos são os mega projetos estatais, os bancos estatais, o inchaço da máquina que nada trazem de retorno a não ser para os amigos do rei.

    Os sociais democratas visam regulação, centralização do poder no Estado, eles são corporativistas. Esse é o problema deles.
  • Magno  16/12/2015 16:47
    Não entendi. Você discorda do quê?
  • Economista Libertario  16/12/2015 17:02
    Amigo Vitor

    Se você fala de Voucher educação, ou voucher alimentação, ou qualquer outro tipo de voucher, sabia que é ilusão achar que o custo é baixo.

    O maior problema de qualquer política de proteção de renda mínima, de acesso mínimo, etc, é que a classe política degenera o sistema. Ora, é óbvio que um beneficiado por um programa assistencial irá apoiar o partido que concedeu o benefício, como o PT com o minha casa minha vida, bolsa família, etc. Com o apoio dos eleitores/beneficiados, o partido qualquer que seja, tem incentivos em expandir a abrangência e o volume da ajuda destinada. O custo pode começar baixo, mas sempre vai explodir.

    Se você estava falando de proteção para indústrias, fica uma pergunta: Por que eu quero uma indústria que não é lucrativa? O custo é alto sim, se o dinheiro perdido com as políticas de proteção fossem devidamente usados, o crescimento econômico seria mais vigoroso do que o (possível) crescimento futuro da industria nascente. Isso acontece pq o dinheiro seria usado para atender às demandas genuínas. O mundo não precisa de uma fábrica de automóveis por país. Nem uma fábrica de aviões por país. Então proteger a criação de industrias desse tipo é jogar dinheiro no ralo.
  • Bolivariano  16/12/2015 17:08
    O sistema de voucher aumenta ainda mais o poder estatal na educação nacional.
  • Auxiliar  16/12/2015 19:28
    A sua (suposta) discordância não guarda relação com o trecho transcrito.
  • Rachewsky  16/12/2015 16:46
    "Capitalismo de Estado" é uma contradição em termos.

    Capitalismo é livre mercado enquanto Estado é coerção. Compadrio entre corporações e o Estado, instituído pela coerção, é fascismo.

    Capitalismo e Fascismo são sistemas com fundamentação, implementação e resultados totalmente diferentes.

    Para mim, usar expressões do tipo "capitalismo de compadrio", "capitalismo de quadrilha", "capitalismo de Estado" serve aos relativistas anti-capitalistas que não gostam de ser chamados de fascistas. Fascistas de verdade.
  • Emerson Luis  16/12/2015 17:05

    "Economicamente, os social-democratas são keynesianos. Mas é um grande erro dizer que o keynesianismo é socialista. O keynesianismo claramente não é socialista."

    Não me parece muito que é um "grande erro", nem que seja tão "claramente" assim.

    * * *
  • Max  16/12/2015 21:44
    Boa observação, Emerson.

    Concordo com você.
  • Carlúcio  16/12/2015 17:25
    O Comunismo estatiza a fábrica de sorvetes e logo começa a produzir com gosto de merda. A Social-Democracia regula o setor, retira a concorrência, a primazia do consumidor e o espirito do empresário, conseguindo, assim, o mesmo gosto de merda.
  • Luiz  16/12/2015 20:01
    Acho que tem alguns pontos que precisavam ser melhor analisados. O socialismo não pregava "propriedade estatal dos meios de produção", pois "propriedade" parte do pressuposto de haver uma ordem legal, que concede o reconhecimento da propriedade.

    Segundo os socialistas, a única maneira de assaltar o burguês capitalista e transferir os meios de produção para o proletário, era solapar a ordem legal, tornando-se não um proprietário, mas um controlador absoluto. Não há como se tronar "proprietário" solapando a estrutura legal.

    No socialismo há o controle brutal e imune a qualquer responsabilidade legal, é aquilo que Marx chamava de "Capitalismo cru". Ou seja, eles dizem que os "burgueses" exploram todos na sociedade, mas o burguês tem de responder perante o Estado, a população, os sindicatos, etc. O socialismo, como controlador brutal, sem ordem legal acima (em alguns casos o próprio partido é um espécie de "ordem") não deve satisfação alguma para ninguém, sendo um controlador brutal. O socialismo sempre foi sinônimo de perversão, exploração, destruição de recursos, fome, miséria, iniquidade. Exemplos disso foi a URSS, e o atual socialismo chinês, o sistema mais predador que já existiu na face da Terra. O Socialismo é muito mais cruel do que o que eles chamam de "capitalismo selvagem".

    Só que esse processo de controle absoluto, mostrou-se inviável, como o Ludwig von Mises já explanou. Acabaria virando uma total desordem, não seria possível fazer qualquer tipo de cálculo econômico e não sendo possível o socialismo existir.

    O socialismo fabiano não busca a propriedade estatal dos meio de produção, mas controle, de qualquer maneira, de uma maneira camuflada. Vejam quando acontece alguma coisa na Petrobrás, eles sempre culpam quem? Os acionistas! Na tragédia de Minas Gerais, mesmo o Estado sendo um dos principais responsáveis, culpam exclusivamente quem? A empresa privada somente! Depois vão lá e fazem leilões e concessões... Isso não tem nada a ver com hipocrisia. É socialismo fabiano!! Ao mesmo tempo em que sufocam os capitalistas com tributos, impostos, regulações, criam um sistema onde fogem da responsabilidade e as passam somente para os capitalistas, que são feitos de escravos, compadres, marionetes etc! É uma ditadura horrenda, que já estamos vivendo! Nesse sistema o Estado cria condições onde se esquiva da responsabilidade, ao mesmo tempo subjuga os capitalistas. Quando acontece algum desastre, quem vai pra cadeia? Os capitalistas! Quem fica com os lucros? O partido! Nós já vivemos em um regime socialista, isso já uma China.


  • Leo  16/12/2015 21:09
    Off Topic!

    Neste artigo
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2213

    Se disse que o FED não poderia aumentar as taxas de juros americanas por causa do "prêmio" (inédito na história dos bancos centrais) pago pelo FED aos bancos, qual seja, juros anuais de 0,25% sobre todo e qualquer dinheiro que os bancos voluntariamente deixassem parado no Fed.

    Porém hoje, saiu a noticia de que os juros aumentaram pela primeira vez em uma década.

    g1.globo.com/economia/noticia/2015/12/bc-dos-eua-eleva-juros-pela-primeira-vez-em-quase-uma-decada.html

    Talvez não seja o artigo apropriado, mas poderia alguém tentar esclarecer o que houve.

    Agradeço
  • Moreira  16/12/2015 21:48
    Era só você ter clicado em "comentários" naquele artigo e ter rolado a página até lá em baixo. Tá rolando discussão sobre isso neste exato momento.
  • Bolivariano  16/12/2015 21:39
    Uma página muito interessante pra quem se interessa pelo fenômeno da "mentalidade anticapitalista". Com muitos artistas e pessoas públicas, mostrando a argumentação e grande confusão intelectual dos esquerdistas. Os videos começam no dia 14.
  • Pedro Morais  16/12/2015 22:45
    Pessoal do IMB,eu sei que vocês vão rir da pergunta,mas Carlos Lacerda pode ser considerado um opositor do estatismo dos anos 30 e do bem estar social/keynesianismo?Ou até mesmo um pouco libertário?
  • Esclarecido  17/12/2015 18:01
    Com certeza ele ainda está muito distante dos padrões pregados pelos caras do IMB (que eu particularmente acho utópicos). Mas ele foi uma importante opositor do estatismo no Brasil. Para os padrões brasileiros, um cara igual ele foi muito importante. Tem uma série de artigos sobre isso no Instituto Liberal.

    www.institutoliberal.org.br/blog/carlos-lacerda-e-a-doutrina-udenista/
  • Paraninfo  16/12/2015 23:54
    Essa questão dos impostos é deshumana ! Enquanto um vendedor ganha 5% de comissão em uma venda, o governo ganha mais do que o próprio vendedor cobrando impostos.

    Nem a igualdade do lucro eles respeitam. Eles querem ganhar mais do que o próprio vendedor.



  • Leila  17/12/2015 00:00
    Vivemos hoje nessa pseudo democracia. O que mais revolta é a maneira camuflada com que as coisas acontecem. Nem na idade média durante o sistema feudal as pessoas viviam nessa ignorância - cada um conhecia o seu papel. Hoje as pessoas pensam que vivem numa democracia, não têm ideia do papel que estão desempenhando.
  • Aristocrata  17/12/2015 01:19
    Ao contrário. Vivemos em uma democracia plena, por isso mesmo estamos em tal estado.
  • Paraninfo  17/12/2015 00:27
    As operadpras de telecomunicações pagam 50 bilhões de reais por ano em impostos. A grande dúvida é se os donos dessas operadoras lucraram 50 bilhões por ano.

    Parece que o governo está lucrando mais do que os empresários, sem fazer nada, exceto atrapalhar os negócios.
  • Patrono  17/12/2015 00:51
    Esse seu valor está muito inflado. Em um mês muito bom, elas pagam R$ 3 bilhões de reais em impostos.

    www.sucesusc.org.br/com-crise-ir-recolhido-pelas-teles-cai-4312-em-outubro-diz-receita/

    E, ainda que elas paguem mais impostos do que tenham de lucro líquido (o que é provável), é tudo uma questão de tradeoff: você paga o arrego para máfia e, em troca, a máfia proíbe a vinda da concorrência e garante sua reserva de mercado.

    É um ótimo negócio. Eu toparia.

    Já se a máfia liberar o mercado, você continua pagando imposto do mesmo jeito, mas agora com muita concorrência e, consequentemente, com receitas muito menores.

    Eu preferiria o primeiro arranjo.
  • Paraninfo  17/12/2015 08:06
    Olá, o valor não está inflado, porque são vários impostos e leilões. Com o Fust, Funttel e Fistel são quase 10 bilhões. Vários leilões de telefonia celular arrecadaram 8 bilhões. Já tivemos um leilão que chegou a 18 bilhões.

    Você deve estar contabilizando apenas o icms, pis e cofins.

    O pior é que leiloaram as frequência de celular, mas não desligaram a transmissão das TV analógicas. E ainda mandaram as operadoras comprar filtros de frequência para os consumidores.
  • 4lex5andro  03/01/2017 17:52
    Mas em contrapartida as operadoras de teles vão receber o patrimônio da telebras.
    Longe de ser uma infra-estrutura moderna mas para as teles vai sair menos caro do que começar do zero.
  • Thiago Teixeira  17/12/2015 04:15
    Off-toppic: e a queda do whatsapp, hein?
    Que estado coercivo...
  • Alberto Teixeira  17/12/2015 11:29
    "Ao mesmo tempo em que os social-democratas mantêm os pequenos empresários sob restritos controles e regulamentações, eles fornecem trânsito livre para os grandes empresários, os quais, em troca de propinas e doações de campanha, usufruem a liberdade de fazer conluio com políticos e burocratas e, com isso, auferirem grandes privilégios e favores. Políticos concedem a seus empresários favoritos uma ampla variedade de privilégios que seriam simplesmente inalcançáveis em um livre mercado. Os privilégios mais comuns são restrições de importação, subsídios diretos, tarifas protecionistas, empréstimos subsidiados feitos por bancos estatais, e agências reguladoras criadas com o intuito de cartelizar o mercado e impedir a entrada de concorrentes estrangeiros. "

    Isso é o que mais acontece aqui no Brasil, ou estou errado?
  • Max  17/12/2015 12:42
    Sim, meu caro, por isso a foto que acompanha o artigo.
  • Aprendiz  17/12/2015 13:26
    Bom dia a você MODERADOR que está a ler este comentário.


    O que vou falar aqui é em relação aos comentários que podem ser feitos.

    Já ocorreu comigo umas três vezes eu comentar respondendo um outro comentário e esse meu comentário ficar fora de posição. Lendo os comentários também da pra perceber que outros leitores também passam por isso.

    Eu sugiro que verifiquem esse sistema de comentários do site para que possamos ter um debate melhor e sem confusão.

    Aconteceu comigo agora nesse comentário que, aliás, peço para corrigirem pois eu respondi em relação ao leitor "vinicius":

    vinicius 16/12/2015 15:24:21
    O Partido Novo é o único que se aproxima de um ideal mais liberal, não é perfeito, mas já é alguma coisa.


    Espero que possam resolver esse problema. Só quero sugerir isso para um melhor desenvolvimento dos debates aqui no site.

    Desde já agradeço a compreensão de você, moderador, e de todos da equipe IMB.
  • Moderador  17/12/2015 13:45
    Sim, isso é um problema do algoritmo, o qual está sendo solucionado para a nova versão do site, que entra no ar em fevereiro próximo.

    Em alguns momentos o comentário fica imediatamente abaixo da pessoa para quem você está respondendo; em outros momentos, ele vai lá para o final da fila.

    É um bug. Mas, com fé na TI, ele será solucionado.

    Obrigado pela compreensão e por jamais desistir.
  • Aprendiz  17/12/2015 14:47
    Nunca!


    Só no capitalismo para tudo poder ser mais eficiente indefinidamente.
  • Nelio  17/12/2015 16:04
    Uma dúvida:

    Onde se encaixam os países Nórdicos? Na Social Democracia?

    Porque o Estatistas adoram usar esses países como "cases de sucesso" de um Estado gigante

    Grato
  • Taxidermista  17/12/2015 16:45
    Nelio,

    O estimado Leandro Roque tem uma resposta que ele guarda prontinha para essa dúvida, tendo em vista a frequência desse questionamento.

    Aguarde, e a resposta dele virá.

  • Leandro  17/12/2015 17:18
    Já que o povo pede:

    Segundo o site Doing Business, por exemplo, nas economias escandinavas,

    1) você demora no máximo 6 dias para abrir um negócio (contra mais de 130 no Brasil);

    2) as tarifas de importação estão na casa de 1,3%, na média (no Brasil, se você quiser importar pela internet, pagará no mínimo 60%);

    3) o imposto de renda de pessoa jurídica é de 25% (no Brasil, chega a 34%);

    4) o investimento estrangeiro é liberado (no Brasil, é cheio de restrições);

    5) os direitos de propriedade são absolutos (no Brasil, grupos terroristas invadem fazendas e a justiça os convida para um cafezinho);

    6) o mercado de trabalho é extremamente desregulamentado. Não apenas pode-se contratar sem burocracias, como também é possível demitir sem qualquer justificativa e sem qualquer custo. E tudo com o apoio dos sindicatos, pois eles sabem que tal política reduz o desemprego. Não há uma CLT (inventada por Mussolini e rapidamente copiada por Getulio Vargas) nos países nórdicos.

    O único quesito em que os nórdicos superam o Brasil em ruindade é no IRPF, cuja alíquota máxima lá é maior que a daqui.


    Mas recomendo com veemência os dois artigos linkados pelo Brandt, e acrescento mais este outro:

    Mitos escandinavos: "impostos e gastos públicos altos são populares"
  • Esclarecido  17/12/2015 18:04
    Os países nórdicos são o que muitos chamam de liberalismo social. Isso é uma doutrina que sustenta que deve existir um mercado aberto, porém com o estado redistribuindo recursos em busca da igualdade.
  • Nelio  21/12/2015 16:13
    Obrigado pelos esclarecimentos!
  • de saco cheio de tudo.  19/10/2016 23:06
    O liberalismo social escandinavo tá é atraindo um monte de imigrantes ilegais para lá.
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  17/12/2015 19:14
    É preciso eliminar qualquer resquício desse trágico período da história humana.
  • Juliana  17/12/2015 22:50
    Artigo excelente, e certamente um dos que mais fielmente consegue descrever a realidade. É bem isso mesmo: social-democratas, assim como os socialistas, atribuem a si mesmos toda a sabedoria, todo o entendimento, toda a capacidade de gerir a sociedade e os recursos, beneficiando a todos. Por outro lado, tem-se essa grande diferença de que ninguém mais precisa manifestar-se contra o capitalismo, a propriedade privada, um enriquecimento maior de alguns, etc.

    E uma boa demonstração disto ocorreu recentemente, quando foi noticiado que em 2009 o então presidente Lula viajou para outros países para fazer lobby, logicamente para seu seleto grupo de grandes empresários. E, ao contrário da reação de indignação e repúdio que se esperaria de um socialista, ele foi explicitamente defendido por alguns senadores — como se fossem com os mais arrazoados argumentos. Inclusive com o seguinte: o de que o ex-presidente "é o responsável por ter mudado, através de uma política determinada, a vida dos brasileiros para melhor. Os milionários ficaram bilionários; aqueles que não tinham carro têm carro; aqueles que não tinham um salário têm um salário de carteira assinada; todos ganharam no governo do presidente Lula", além de muitos outros (que podem ser vistos aqui, propositalmente colocado depois dos 6:10, que é onde começa ficar mais interessante). Mas, evidentemente, tudo em defesa das empresas, dos empregos, e do desenvolvimento do país...

    Por fim, não é preciso nem dizer que quem alega possuir as ferramentas do pensamento econômico que permite que os mercados possam ser guiados da melhor maneira possível para todos, é o keynesianismo. E com ambos, social-democracia e keynesianismo convictos disto, temos aí um casamento perfeito. Entretanto, eu acho que o pior disso tudo é que apesar de a maioria das pessoas não aprovarem essas práticas, elas não têm coragem de mudar por causa de falta de conhecimento e, principalmente, por causa do medo.

    Abraços!
  • Pastor  18/12/2015 01:17
    "Coréia do Norte e Cuba oficialmente são economias comunistas"

    O que difere economia comunista de socialista ?

    Grato !
  • Conservador  19/12/2015 19:23
    Saudações conservadoras...

    Para que haja socialismo deve haver uma parcela de "iluminados". São eles que vão prover a "igualdade", tão utópica.

    O comunismo (o da teoria) não existe, nunca existiu e nem nunca existirá na prática. É absolutamente impossível uma sociedade "comum", de maneira que todos são incapazes de serem exatamente iguais em riqueza, classe, comportamento.

    A social-democracia é tão mais diabólica que o socialismo do século XX, pois ela é discreta e fomenta as relações obscuras com as empresas, ocasionando o chamado corporativismo. Corrompe a ética e destrói a moralidade, financiando cartéis criando reserva de mercado, regulamentando o mercado ocasionando o afogamento da economia, com muita corrupção através de sua influência imoral com a iniciativa privada e com o arrecadamento de tributos cada vez mais alto.

    Inevitavelmente, uma sociedade que vive na social-democracia desanda num futuro a médio/longo prazo, no mais perfeito comunismo (o da prática, de Cuba e da Coreia do Norte), formando uma pequena parcela tão rica e imoral que só se sustenta às custas de uma parcela gigantesca que produz mas não consegue sair da miséria.

    Os social-democratas abrangem talvez grande parte das economias ao redor do mundo, muito por conta do seu apoio globalista, através das grande corporações que simplesmente desprezam a liberdade de mercado por conta da livre-concorrência. Afinal, é muito mais fácil para uma grande empresa se aliar ao Estado na tentativa de desmotivar o livre-mercado do que concorrer com inúmeras outras empresas em pé de igualdade, livre de qualquer agente estatal.
  • Artilheiro de metralhadora  18/12/2015 11:02
    "O Homem de 9 Dados":

    Hahahaha!!!

    Eu até que gosto de 51 (minha bebida alcoólica preferida),rsrs...

    Futebol, carnaval ou whatsapp fazem meu gosto. Hehehe!!!

    "[...]Só não proíbe o Whatsapp, o carnaval, a manguaça e o Corinthians e tudo fica numa boa. :)" A ditadura comunista já proibiu, ontem e hoje (17/18 de dezembro), hehehe!!!

    "País patrimonialista é assim. Quem pode, manda; quem não pode bebe.

    Finge que o grilhão não dói no braço e segue adiante.

    A pinga é anestesia."

    Sim, país oligarca, coronelista, servilista e patrimonialista é assim mesmo. A alienação é f*d@!

    Tudo de bom!!!

  • Ze Ninguem  20/12/2015 11:52
    Esse é o resultado do keynesianismo.

    No caso de políticos honestos, eles não foram capazes de ajudar as pessoas na vidas privada, e resolveram usar o governo para resolver problemas com o dinheiro dos outros.

    Isso não poderia resultar em outra coisa, a não ser a apropriação indevida de recursos públicos e esquemas de perpetuação no poder.

    Se um político não é liberal, ele é apenas um canalha ou alguém que não conseguiu ajudar as pessoas na vida privada.

    A grande maioria dos políticos do Brasil são pessoas incapazes de ajudar alguém na vida privada. Com essa incapacidade e limitação, eles resolvem ajudar as pessoas com o dinheiros dos outros.

    Enfim, a política virou um lugar de incapazes, canalhas e ditadores.
  • João Emiliano Martins Neto  21/12/2015 21:30
    Falou-se nos inimigos atuais, quero falar-vos dos amigos atuais que são os de sempre e os amigos somos nós cristãos, pois só o Cristianismo só os alter Christus, isto é, os outros cristos, podem ser ajudar que a sociedade se fortaleça de tal forma, convertendo até mesmo inclusive o coração empedernido de empresários venais para que tenhamos uma sociedade forte, cheia de amor e boa para ajudar o órfão, o doente, o vicioso e a viúva e não precise mais de um Estado com essa desculpinha assistencialista como custódio da sociedade. Em uma sociedade aonde há o amor ao próximo, a compaixão, o perdão e a caridade não há espaço para um Estado querendo encampar atividades que podem muito bem ser geridas pela sociedade pelos indivíduos bem formados pelo Evangelho.
  • Paulo Neves  28/01/2017 19:43
    Notável que a direita e a esquerda mantem irrelutantemente suas utopias. Nem todos seguem o Evangelho, nem querem seguir. Este também é um postulado de liberdade...
  • Andre  28/01/2017 20:50
    Não ambicionam a liberdade e sim o poder de impor seu modo de vida sobre seus semelhantes.
  • corsario90  27/12/2015 11:06
    BOM DIA!! O texto esta perfeito! Apenas para somar, alguém poderia do IMB publicar artigo sobre a escola de frankfurt. Acho que ela se soma e agrega o socialismo fabiano e fabiano e se infiltrou bem nas universidades federais do brasil e na igreja! Aquela escola usa uma técnica gradual e sutil do marxismo que talvez mereça uma atenção aqui e destrinchá-la sobre a ótica brasileira.
    Como o combate é contra o marxismo cultural, vou com o Partido Novo pelas idéias que propaga de estado mínimo. Como não existe mundo ideal, quanto mais reduzir o tamanho do estado, melhor para sociedade!
    Se o cara está com 200kg, para chegar a 70kg sadiamente, precisa passar por 170 kg, 150 kg, 120 kg, 100 kg.....batalha diária, mas é possível!!
  • Flavio Ribeiro  02/02/2016 00:36
    Matou a pau. Texto magnífico. Está lá o modelo de dos partidos siameses alternando o poder.
  • Bruno Queiroz  11/10/2016 16:57
    Ainda tem professores na minha faculdade que defendem abertamente uma ditadura do proletariado. No entanto, os sociais-democratas se tornaram o grande câncer atual.
  • Rafa  11/10/2016 20:05
    Perfeita análise, é o retrato do Brasil. E ainda tem gente que acredita ser o PSDB um partido de direita, e não cúmplice do PT...
  • Carlos S Damasceno  11/10/2016 20:54
    Um dos melhores textos lidos por mim nos últimos meses....

    Sintetizou como ninguém o atual cenário nacional!

    Parabéns, mais uma vez!
  • André Moraes  11/10/2016 21:18
    Além do keynesianismo, social-democracia e corporativismo, há também o Gramscismo que deve ser ativamente combatido.
  • Marcos Antonio Ferreira  11/10/2016 21:29
    Boa noite!
    Interessante texto...
    Entretanto, parece-me que, seja "socialismo clássico" ... seja "capitalismo de estado", os meios de produção estarão sob o domínio estatal e, por conseguinte, de um "governo temporário com prazo certo" (caso não seja uma ditadura). Se for assim, tanto um arranjo como outro estarão a concentrar em total ou larga medida os meios de produção ao domínio estatal, a afastar a livre iniciativa.
    No caso concreto do Brasil, porque não se fala mais em diminuição do número de ministérios... saída do arranjo estatal de atividades não inerentes a seu escopo...
    Por favor, é possível uma orientação?
    Obrigado!
  • Jr  12/10/2016 01:38
    Concordo em gênero, número e grau.
    Artigos como este deveriam ser levados aos estudantes do ensino fundamental ao superior, para que eles aprendam alguma coisa sobre o mundo real.

  • Frederic  12/10/2016 23:21
    Texto maravilhoso. Que lição de história econômica. Sintese brilhante.
    Uma pena que tais informações não cheguem através do professorado (medíocre, aloprado e atrasado) aos estudantes pseudos revolucionários que estão a ocupar colégios e faculdades Brasil afora.
  • NATALIA  16/10/2016 23:57
    Poderiam responder a esse comentário? É do Pablo Villaça:

    'Os discursos de esquerda encheram o saco do povo é isso. Até porque a esquerda vive só de discurso mesmo. Até eu cansei. Mas não dei meu voto a ninguém.'

    Ele respondeu ironicamente:

    É, tirar o Brasil do mapa da fome foi só discurso. Melhorar o acesso da população ao sistema de saúde foi só discurso. Aumentar significativamente o número de negros nas universidades foi só discurso.
  • Timberg  17/10/2016 10:45
    "É, tirar o Brasil do mapa da fome foi só discurso."

    Nossa! Políticos acabaram com a fome?! Mas que seres super-humanos! Quer dizer então que eles arregaçaram as mangas e foram plantar mais arroz, feijão e tomate para a população?

    Estou com lágrimas nos olhos. Vamos canonizá-los! Foram os políticos que plantaram comida e a puseram fartamente no prato do povo! Que santos!

    Será que isso só aconteceu no Brasil? Será que é só aqui que temos políticos sacrossantos? Será que na opressora Suíça também foi assim?

    Agora, hora de sair das aulinhas da oitava série:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2509
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2191

    Sou suinocultor e meu produto (barato) enche a barriga dos pobres. Considero extremamente ofensivo um filhinho de papai (facilmente constatável pelo uso da adolescente gíria "sério mesmo?") vir aqui dizer que quem sacia a fome dos pobres são os políticos e não o produto do meu árduo trabalho.

    Lamentável ver a mentalidade estatista e coitadista do brasileiro médio.

    Outra coisa: qual país minimamente sério do mundo ainda tem problema de fome?

    Em qual arranjo econômico há realmente pessoas com fome?

    Mesmo aqui no Brasil, em nossa economia semi-socialista, qualquer indivíduo fazendo malabarismo no sinal consegue o suficiente para comprar comida numa padaria. E mesmo aqueles que não querem fazer malabarismo recebem esmolas e compram comida. Você simplesmente não vê ninguém morrendo de fome nas cidades do sul, sudeste e centro-oeste (mais capitalistas). Quando há assaltos, é para comprar drogas.

    "Melhorar o acesso da população ao sistema de saúde foi só discurso."

    O sistema de saúde estatal melhorou?! Essa é novidade pra mim. Só ouço crescentes reclamações.

    Mas, ora, se a saúde estatal melhorou -- estou partindo do princípio de que este sujeito não seria leviano ao ponto de confundir "acesso" com "melhora dos serviços" --, então não há mais motivos para reclamar dela, certo? Que bom que avançamos. Podemos agora nos concentrar em tópicos mais importantes, como nanotecnologia, tecnologia da informação, biotecnologia, semiótica etc.

    "Aumentar significativamente o número de negros nas universidades foi só discurso".

    Colocar pessoas em universidades é a coisa mais fácil que tem. É só você colocar mais bancos e mesas em uma sala. Dá pra colocar até 100 pessoas por sala de aula. A questão é: e a qualidade do ensino?

    Segundo todos os rankings internacionais, o ensino no Brasil é latrinário. Estamos sempre em último ou em penúltimo. E essa elite intelectual pró-governo (governo anterior, é claro) vive dizendo que está tudo supimpa. São os maiores responsáveis pelo nosso atraso.

    P.S.: quem é Pablo Villaça? É alguém importante? Não gastei meu Google com isso...
  • Taxidermista  17/10/2016 13:24
    Meu caro, apenas mais um artigo para o tal "villaça":


    www.mises.org.br/Article.aspx?id=794
  • NATALIA  18/10/2016 01:46
    É crítico de cinema kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
  • Andre  17/10/2016 11:32
    Tirar o Brasil do mapa da fome: dentista, engenheiro, advogado, médico e qualquer outra profissão você usa algumas vezes em toda sua vida, mas você certamente usa um fazendeiro 3 vezes por dia;

    Melhorar o acesso da população à saúde: essa é mentira descarada, fico feliz que um irremediável petista tenha falado tal absurdo, assim escancara o divórcio com a realidade que vive essa gente;

    Aumento de negros nas universidade: o colega Timberg já respondeu, só vou complementar, e o emprego para estes negros formados aumentou? Estão torrando nosso dinheiro para educar mal pessoas que nunca vão exercer suas "profissões", a economia do Brasil está recuando e se tornando mais tosca e serviços mais básicos estão muito melhor pagos que as ditas profissões tradicionais.
  • WDA  19/10/2016 12:13
    Esse artigo é genial e acerta na mosca para entendermos com o que estamos lidando hj, quem são essas figurinhas e o mal que geram com o tipo de prática que elas impõem à nossa sociedade.

    Muito esclarecedor!
  • de saco cheio de tudo.  19/10/2016 22:58
    A "turma do grande demais para quebrar" tá mandando brasa.
  • Gasparino Adolfo Pires  22/10/2016 22:19
    Obrigado pela AULA.
  • Blanch Van Gogh  26/02/2017 23:49
    Um dos melhores textos que já vi. Defendendo o ponto de vista e apontando o dedo para as reais feridas existentes. Social democracia é um LIXO!
  • vitor  16/07/2017 23:43
    Desde que não se explodão ( geralmente por causa de um revanchismo derivado de intervenção militar em seus paises ) não vejo problema em eles irem morar lá. Lembrando que em todos os papaises há isso.


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