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Capitalismo, felicidade e beleza

Os críticos fazem duas acusações ao capitalismo.  A primeira consiste em dizer que a posse de um carro, de um aparelho de televisão e de uma geladeira não faz o homem feliz.  A segunda é que ainda existem pessoas que não possuem nenhum desses objetos.  Ambas as proposições são corretas, mas não conseguem denegrir o sistema capitalista baseado nas transações voluntárias e na cooperação social. 

As pessoas não se esforçam e se afligem a fim de obter a felicidade perfeita, mas a fim de eliminar ao máximo as dificuldades que se apresentam e, assim, tornarem-se mais felizes do que eram antes.  O homem que compra um televisor deixa evidente o fato de que a posse desse aparelho aumentará seu bem-estar e o tornará mais contente do que antes.  Caso contrário, ele não o teria comprado.  

A tarefa do médico não é a de tornar o paciente feliz, mas sim de eliminar a dor e deixá-lo em melhor disposição para que possa atingir o objetivo principal de todo ser humano, qual seja, a luta contra todos os fatores nocivos à sua vida e ao seu bem-estar. 

É verdade que existem entre os monges budistas, que vivem de esmolas, na sujeira e na penúria, alguns que se sentem perfeitamente felizes e não têm inveja de nenhum ricaço.  Todavia, é verdade que, para a grande maioria das pessoas, uma vida assim parece insuportável.  Para elas, o impulso no sentido de incessantemente almejar a melhoria das condições externas de vida é inato.  Quem ousaria apontar um pedinte asiático como exemplo para um norte-americano de classe média?  Um dos maiores sucessos do capitalismo é a queda da mortalidade infantil.  Quem pode negar que este fenômeno, ao menos, removeu uma das causas da infelicidade de muitas pessoas? 

Não menos absurda é a segunda acusação lançada contra o capitalismo: que as inovações tecnológicas e terapêuticas não beneficiam a todos.  As mudanças nas condições humanas são conseguidas pelo pioneirismo dos homens mais inteligentes e mais dinâmicos.  Eles assumem a liderança, e o resto da humanidade os segue pouco a pouco.  A inovação é, no início, um luxo de apenas alguns até que, gradativamente, passa a ficar ao alcance da maioria.  

Não é a objeção consciente ao uso de sapatos ou talheres que faz com que eles se propaguem lentamente e com que ainda hoje milhões de pessoas vivam sem eles.  As delicadas senhoras e os cavalheiros que primeiro se utilizaram do sabonete foram os precursores da produção de sabonetes em larga escala para o homem comum.  Se quem hoje dispõe de meios para adquirir um televisor resolvesse se abster de comprá-lo porque algumas pessoas não têm recursos para isso, não estaria promovendo, mas sim retardando a popularização desse aparelho.

E há também os descontentes que atacam o capitalismo pelo que julgam ser seu sórdido materialismo.  Como eles não podem negar que o capitalismo tem a tendência de melhorar as condições materiais da humanidade, eles apenas recorrem ao argumento de que o capitalismo tem afastado os homens de objetivos mais elevados e nobres.  Segundo eles, o capitalismo alimenta os organismos mas enfraquece os espíritos e as mentes.  Provocou a ruína das artes.  Esquecidos estão os dias dos grandes poetas, pintores, escultores e arquitetos; nossa era produz apenas lixo. 

O problema é que o juízo a respeito dos méritos de uma obra de arte é totalmente subjetivo.  Algumas pessoas estimam o que outras desprezam.  Não existe uma medida para julgar o valor artístico de um poema ou de um edifício.  Quem se encanta com a Catedral de Chartres e com As meninas, de Velásquez, talvez julgue que os que permanecem insensíveis a essas maravilhas são pessoas rudes.  Muitos estudantes se aborrecem ao máximo quando a escola os obriga a ler Hamlet.  Apenas as pessoas tocadas pela centelha da mentalidade artística têm condições de apreciar e de desfrutar da obra de um artista. 

Entre os que se pretendem homens educados existe muita hipocrisia.  Assumem ares de conhecedores e simulam entusiasmo pela arte do passado e pelos artistas falecidos há muito tempo.  Não demonstram a mesma simpatia pelo artista contemporâneo que ainda luta por reconhecimento.  A aparente adoração pelos velhos mestres é para eles um meio de depreciar e ridicularizar os novos artistas que se afastam dos cânones tradicionais para criar os seus próprios.

John Ruskin será sempre lembrado — junto com Thomas Carlyle, Sydney e Beatrice Webb, George Bernard Shaw e outros — como um dos coveiros da liberdade, da civilização e da prosperidade britânica.  Caráter desprezível, tanto na vida particular como na vida pública, ele glorificava a guerra e a carnificina e fanaticamente difamava os ensinamentos da economia política, que não chegava a compreender.  Era um fanático detrator da economia de mercado e um romântico enaltecedor das guildas.  Prestava homenagem às artes dos séculos primitivos.  

Porém, ao defrontar-se com a obra de um grande artista vivo, Whistler, censurou-a numa linguagem tão sórdida e injuriante, que foi processado por difamação e declarado culpado pelo júri.  Foram as composições literárias de Ruskin que popularizaram o preconceito de que o capitalismo, além de ser um péssimo sistema econômico, substituiu a beleza pela feiúra, o esplendor pela trivialidade, a arte pelo lixo. 

Como há muita discordância na apreciação das obras artísticas, e dado que esse tema é totalmente subjetivo, não é possível refutar os rumores sobre a inferioridade artística da era do capitalismo da mesma maneira irrefutável com que se pode contestar os erros num raciocínio lógico ou na apresentação dos fatos da experiência.  Assim mesmo, nenhum homem normal seria capaz de depreciar o esplendor das realizações artísticas da era do capitalismo. 

A mais proeminente arte desta época de "sórdido materialismo e enriquecimento" foi a música.  Wagner e Verdi, Berlioz e Bizet, Brahms e Bruckner, Hugo Wolf e Mahler, Puccini e Richard Strauss, que ilustre desfile!  Que período notável em que mestres como Schumann e Donizetti foram ofuscados por gênios ainda maiores! 

Foi aí que surgiram os grandes romances de Balzac, Flaubert, Maupassant, Jens Jacobsen, Proust, e os poemas de Victor Hugo, Walt Whitman, Rilke e Yeats.  Como seriam pobres nossas vidas se não tivéssemos conhecido as obras desses gigantes e as de muitos outros autores não menos importantes. 

Não podemos esquecer os pintores e escultores franceses que nos ensinaram novas maneiras de olhar para o mundo e de apreciar a luz e a cor. 

Ninguém jamais contestou que essa era incentivou todos os ramos da atividade científica.  Porém, afirmam os descontentes, tudo isso era apenas um trabalho de especialistas ao qual faltava "síntese".  Não é possível distorcer de modo mais absurdo os ensinamentos da matemática moderna, da física e da biologia.  E o que dizer dos livros de filósofos como Croce, Bergson, Husserl e Whitehead

Cada época tem caráter próprio em suas realizações artísticas.  A imitação das obras-primas do passado não é arte; é repetição.  O que valoriza uma obra são as características que a tornam diferente de outras.  Isto é o que se chama o estilo de uma época. 

Em certo sentido, os enaltecedores do passado parecem estar certos.  As últimas gerações não nos legaram monumentos tais como as pirâmides, os templos gregos, as catedrais góticas, as igrejas e palácios da renascença e do barroco.  Nos últimos cem anos, muitas igrejas e até mesmo catedrais foram construídas, assim como palácios do governo, escolas e bibliotecas.  Mas não apresentam qualquer concepção original; refletem velhos estilos ou mistura de vários estilos antigos.  Apenas nos prédios de apartamentos, nos edifícios comerciais e nas casas particulares notou-se uma evolução que poderá ser considerada como um estilo arquitetônico de nossa era.  Embora pareça pedante deixar de admirar o esplendor peculiar de espetáculos como a silhueta da cidade de Nova York, pode-se admitir que a arquitetura moderna não alcançou o destaque da dos últimos séculos. 

Os motivos são muitos.  No que diz respeito às construções religiosas, o acentuado conservadorismo das igrejas afasta qualquer inovação.  Com o passar das dinastias e das aristocracias, o estímulo para construir novos palácios desapareceu.  A riqueza dos empresários e capitalistas, por mais que os demagogos anticapitalistas possam fantasiar, é tão inferior à dos reis e príncipes, que eles não podem se permitir tão luxuosas construções.  Ninguém hoje é suficientemente rico para planejar palácios como os de Versailles ou o Escorial.  

As autorizações para a construção dos edifícios do governo não mais emanam de déspotas que tinham a liberdade — a despeito da opinião pública — de escolher um arquiteto por quem tinham alta estima e para patrocinar um projeto que escandalizava a grande maioria. Comissões e juntas administrativas não estão dispostas a adotar as idéias dos ousados pioneiros.  Elas preferem situar-se do lado seguro. 

Jamais houve uma época em que a maioria estivesse preparada para fazer justiça à arte contemporânea.  O fato de reconhecer os grandes autores e artistas sempre foi limitado a pequenos grupos.  O que caracteriza o capitalismo não é o mau gosto das multidões, mas o fato de que essas mesmas multidões, tornadas prósperas pelo capitalismo, passaram a ser "consumidoras" de literatura — obviamente da literatura de baixa qualidade.  O mercado de livros está invadido pela literatura banal destinada aos semibárbaros.  Mas isso não impede que grandes autores criem obras imortais.

Os críticos derramam lágrimas pela suposta decadência das artes industriais.  Comparam, por exemplo, as mobílias antigas preservadas nos castelos das famílias aristocratas europeias e nas coleções de museus, com as peças baratas geradas pela produção em larga escala.  Não percebem que esses artigos dos colecionadores foram feitos exclusivamente para os abastados.  As arcas entalhadas e as mesas marchetadas não poderiam ser encontradas nas miseráveis choupanas das camadas mais pobres.  

Quando a indústria moderna começou a suprir as massas com todos os instrumentos e parafernália que melhoraram a qualidade de vida destas massas, seu principal objetivo era produzir o mais barato possível, sem qualquer preocupação com os valores estéticos.  Mais tarde, quando o progresso do capitalismo elevou o padrão de vida das massas, a indústria voltou-se pouco a pouco para a fabricação de coisas mais refinadas e bonitas.  

Somente uma predisposição romântica pode induzir um observador a ignorar o fato de que cada vez mais os cidadãos dos países capitalistas vivem num meio que não pode ser simplesmente tido como feio.

 

Texto originalmente publicado em 1954


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autor

Ludwig von Mises
foi o reconhecido líder da Escola Austríaca de pensamento econômico, um prodigioso originador na teoria econômica e um autor prolífico.  Os escritos e palestras de Mises abarcavam teoria econômica, história, epistemologia, governo e filosofia política.  Suas contribuições à teoria econômica incluem elucidações importantes sobre a teoria quantitativa de moeda, a teoria dos ciclos econômicos, a integração da teoria monetária à teoria econômica geral, e uma demonstração de que o socialismo necessariamente é insustentável, pois é incapaz de resolver o problema do cálculo econômico.  Mises foi o primeiro estudioso a reconhecer que a economia faz parte de uma ciência maior dentro da ação humana, uma ciência que Mises chamou de "praxeologia".


  • Frederico  29/11/2015 14:08
    O capitalismo em relacao a arte, realça e materializa o sonho que cada pessoa carrega em ser artista. E em qualquer área. Se por exemplo hoje é facil obter uma câmera, as fotos com poses de famosos tornaram-se clichê. Qualquer desafinado pode cantar com a facilidade eletrônica e o barateamento de tais objetos. Porem, existe um abismo entre os comuns e os mitos. Fica notório que é normal haver uma enxurrada de pseudos artistas. O êxito que a feiúra dessas artes alcança entre a massa, nada mais é que o sucesso do feio entre os feios. Mesmo assim, gera lucro e felicidade. Nesse mundo artistico atual, é comum milionarios míseros de requinte artisticos se compararmos ao passado. Essa é mais uma das milhares de beleza que o capitalismo proporciona.
  • Capital imoral  29/11/2015 14:32
    Mises está se justificando para o maior crime cometido pela liberdade, pelo capitalismo: a morte da beleza, a morte das pequenas sociedades, a morte da herança histórica e cultural. Eu imputo a Mises a morte do Passado.
    Ele focou demais no indivíduo, e esqueceu que em sua volta existe uma sociedade que é afetada pelas escolhas subjetivas de tais indivíduos. Essa sociedade como toda, pega o preço por tais escolhas, em um sentido maligno da palavra. Quando um socialista luta pela preservação da herança histórica, herança arquitetônica, quanto luta pela defesa da zona rural contra os "agentes de mercado", Ele está defendendo a sociedade contra a ampla liberdade do "progresso", pois sabe o valor sagrado dessas coisas para tais indivíduos na sociedade, e não somente o preço subjetivo que alguns poucos atribuem. Dar ampla liberdade, significar atacar todos valores deste indivíduos na sociedade.

    O Marx lindão, estabeleceu um contraste importante entre a verdadeira liberdade, que nos chega através do relacionamento com outros indivíduos, e a escravidão oculta, que aparece quando nossos empreendimentos externos não estão relacionados aos indivíduos, mas a objetos. Segundo ele devemos distinguir a realização do eu, nas relações voluntárias com outras pessoas, da alienação do eu no sistema das coisas. Um homem que só busca o lucro em um empreendimento imobiliário sem respeitar a história arquitetônica, embora que indiretamente poderá ajudar poucas pessoas,tem como consequência um ataque a história de tal sociedade (todo o resto) como um todo.

    E isto me leva ao papel da cultura e da arte. Uma cultura é uma maneira de transmitir, de geração para geração, o hábito do juízo. Este hábito é crucial para julgamento moral, por isso uma sociedade sadia requer uma cultura sadia, e não os meros "subjetivismo" de Mises. Abaixo vou usar alguns escritos de Roger Scruton.

    Mises:
    Segundo eles, o capitalismo alimenta os organismos mas enfraquece os espíritos e as mentes.  Provocou a ruína das artes.  Esquecidos estão os dias dos grandes poetas, pintores, escultores e arquitetos; nossa era produz apenas lixo. 

    O problema é que o juízo a respeito dos méritos de uma obra de arte é totalmente subjetivo.
    --------------------------------- -
    È verdade que os juízos a respeito de objetos estéticos e obras de arte são subjetivas, isso todavia, não quer dizer que são subjetivos no sentido de não admitirem argumentos a favor ou de não se relacionarem a experiencia e emoções importantes que podem ser testadas pela vida.

    Vamos pegar o exemplo de Roger Scruton, em que ele argumenta sobre o Riso e a relação com a arte. Segundo ele, Todos seres Racionais Riem, Todos seres Racionais se beneficiam do Riso. Como resultado surgiu a piada, uma apresentação reiterada, em palavras e gestos, visto como um objeto de riso.

    O riso é uma resposta a algo, que também inclui um Juízo a cerca desta coisa. Alem disso não é apenas uma peculiaridade individual como um tique nervoso ou um espirro. A risada é uma manifestação de divertimento, e o divertimento é um estado de espirito socialmente fecundo voltado ao mundo exterior.

    Isso não quer dizer que o riso seja subjetivo no sentido de "qualquer coisas serve" ou que é acrítico em relação a seu objeto. Ao contrário piadas são objeto de disputa ferozes e muitas são rejeitadas como "sem graça" , de "mau gosto", "ofensivas" e assim por diante. O hábito de rir das coisas não está desvinculado do habito de julga-las como merecedoras de uma risada.
    Uma piada de mau gosto não é apenas uma falha: é uma ofensa, e um dos aspectos mais importantes da educação moral é ensinar a criança a não cometê-la.

    Pense a esse respeito, e veja que, apesar da dificuldade que possa existir para definir conceitos como os de "juízos" e "gostos", estes são absolutamente indispensáveis para a sobrevivência humana.


    Mises:
    Não existe uma medida para julgar o valor artístico de um poema ou de um edifício.  Quem se encanta com a Catedral de Chartres e com As meninas, de Velásquez, talvez julgue que os que permanecem insensíveis a essas maravilhas são pessoas rudes. 

    ----------------------------------
    Se qualquer coisa pode ser considerada arte, então a arte deixou de ter relevância. Tudo o que resta é o fato curioso, embora infundado, de que algumas pessoas gostam mais de observar certas coisas e outras gostam de olhar para outras pessoas. O reality show é tão bom quanto Shakespeare, Wesley safadão é tão bom quanto Brahms, não há uma necessidade de procurar por uma melodia ou harmonia sonora.

    A verdade é que existe de fato a busca por valores objetivos e monumentos duradouros do espirito humano, Não existe uma medida para avaliar, mas existe a performasse, assim como um patinador pode fazer uma boa performasse, um pintor, escritor, artista também pode, mas tendo em mente as regras do jogo. Isso pode ser encontrado mais especificamente neste site: https://www.artrenewal.org/

    O erro de Mises
    O erra está em pensar a arte como aquilo que John Stuart Mil, chamou de um "tipo natural", como água, o carbono de cálcio, ou um tigre. Um tipo cuja essência é determinada não pelos interesses humanos, mas por como são as coisas. A arte porem não é do tipo natural, mas do tipo funcional. A palavra "arte" funciona como a palavra "mesa". Ex: Qualquer coisa é uma mesa se puder ser utilizada como as mesas o são. Para apoiar as coisas ao sentarmos, para trabalhar, comer. Um caixote pode ser uma mesa, um antigo urinol poder ser um mesa, um escravo humano pode ser um mesa. Isso não torna o conceito arbitrário, nem os impede de distinguir mesas boas de ruins.

    A beleza que foi traída pelo capitalismo
    Os filósofos iluministas viam a beleza como o modo pelo qual as concepções morais e espirituais duradouras adquiriam contorno sensuais. Nenhum pintor, músico ou escritor romântico negaria que a beleza era o verdadeiro objeto da arte. Mas, em algum momento durante o modernismo, a beleza deixou de receber tais homenagens. A arte, cada vez mais visava a pertubação, subverter ou transgredir as certezas morais, e o que valia agora, não era a beleza, mas a originalidade e a expressão. Adicione a isso o movimentos pró liberdade e um culto a utilidade, este ultimo ficou claro na arquitetura moderna, sendo um estilo de arquitetura que surgiu colocando a função, a utilidade e os efeitos de curto prazo no lugar do povoamento, da permanência e da moradia. O que era para ser o paraíso na terra virou o inferno, a traição do homem pelo homem. O que vemos é a tristeza humana profunda, uma onda de suicídios, por pessoas que nem sabem o porque querem morrer, mas não querem estar na terra.
  • Frederico  29/11/2015 18:57
    Cara, nunca havia lido tanta bosta (arte socialista) igual suas palavras embrutecidas. Quando vejo nosso dinheiro financiando suposta arte progressista: "Macaquinhos"
    https://catracalivre.com.br/sp/agenda/barato/22o-festival-mix-brasil-apresenta-pecas-de-teatro-com-teor-sexual/

    Por esse viés(ou orifício) esquerdista debiloide, o mundo está indo literalmente para o buraco.
  • Anonimo  29/11/2015 21:25
    Macaquinhos somos todos nós, já que somos nós que pagamos por esta m....
  • cmr  29/11/2015 20:44
    Então aproveite o embalo dos macaquinhos e coloque a sua boca no Arsch dos outros.
  • Alex sousa  20/06/2017 01:11
    Nossa! quanta mediocridade! capital imoral
    https://www.google.com.br/search?q=Uma+Teoria+do+Socialismo+e+do+Capitalismo&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwjLrKjlnsvUAhXFTJAKHVwiDIcQ_AUIDCgD&biw=1024&bih=499#imgrc=cY_86zrxxipwvM:

    https://www.google.com.br/search?q=Uma+Teoria+do+Socialismo+e+do+Capitalismo&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwjLrKjlnsvUAhXFTJAKHVwiDIcQ_AUIDCgD&biw=1024&bih=499#imgrc=p32aZP5feYe7wM:
  • Anderson S  29/11/2015 15:13
    Um artigo para entender o motivo da arte ter se tronado tão feia (bizarra) :

    www.libertarianismo.org/index.php/artigos/arte-tornou-feia/
  • Maverique  29/11/2015 15:46
    Que texto primoroso. Normalmente, para dizer sempre que leio os textos aqui do Mises não leio o inicialmente o autor. A verdade, é falta de atenção mesmo. Até então tinha achado fantástico a capacidade de simplificar em texto simples argumentos. E claro no final a surpresa de saber que o artigo é do próprio Mises.
  • Eu sou o cara mais inteligente do mundo  29/11/2015 16:06
    Ué, Ludwig von Mises não está morto? Como ele escreveu esse artigo?
  • Dissidente Brasileiro  29/11/2015 19:59
    Se você tivesse realmente lido todo o texto, teria visto isto aqui

    Texto originalmente publicado em 1954

    publicado logo abaixo do último parágrafo. Mas certamente você viu e está apenas fazendo gracinha e perturbando o ambiente como todo brazilêro gosta de fazer, não é mesmo?
  • Zé Ninguém  29/11/2015 16:41
    A maconha californiana produziu uma indústria multimilonária de cinema, música e arte. A cannabis é a grande responsável por tirar centenas de negros da pobreza, transformando-os em grandes artistas. Mesmo com altos impostos, a maconha americana criou essa indústria da arte. Vivaldi, Bethoven e Mozart ficariam espantados com os novos artistas.

    As pessoas ainda não entendenderam que o discurso do ódio é o maior criador de problemas, seja contra o capitalismo, raças, drogas, religiões, etc.

    Esse discurso do ódio e contra as liberdades já esgotou a paciência. Essa doutrinação socialista e discurso de ódio precisa acabar.
  • Dissidente Brasileiro  29/11/2015 20:26
    Mesmo com altos impostos, a maconha americana criou essa indústria da arte. Vivaldi, Bethoven e Mozart ficariam espantados com os novos artistas.

    Ah, eles ficariam sim... Snoop Dog, 50 Cent, will.i.am e outras tranqueiras que o digam. Todos discípulos da "indústria multimilonária[sic] de cinema, música e arte" produzida pela "maconha californiana" como você bem disse. Mas se você considera isso como "arte", aí é sua opinião.

    Esse discurso do ódio e contra as liberdades já esgotou a paciência. Essa doutrinação socialista e discurso de ódio precisa acabar.

    Não. O que esgotou a paciência é esse papinho politicamente correto que rejeita qualquer argumento contrário a doutrina do establishment. Isto e o fato do artigo não ter nada a ver com maconha demonstra seu estado mental já bem afetado pelo THC, visto que seus neurônios não parecem funcionar bem (se é que você tem ainda algum funcionando...).
  • Ze Ninguem  29/11/2015 21:30
    Como o próprio Mises disse, a arte é subjetiva. Há quem goste e quem não goste. A beleza da arte é subjetiva. Você pagaria 10 milhões por um quadro com rabiscos ?

    Não sou politicamente correto. O debate nunca é esclarecedor quando há discurso de ódio. Prender maconheiros e traficantes não resolve o problema. Da mesma forma que tirar dinheiro dos ricos não resolverá o problema. As pessoas são livres. É isso o que interessa ! Seja fumando maconha e fazendo música ou empreendendo. O ódio contra os maconheiros parece ser o mesmo problema do ódio contra os ricos.

    O discurso de ódio é a maior barreira para acordos de convivência pacífica.

    Que Jah esteja conosco !




  • anônimo  30/11/2015 08:29
    Zé Ninguém, discurso de ódio não é contra os princípios do libertarianismo.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=885

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=320

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=914
  • A Menina que Roubava Eleições  29/11/2015 20:37
    Concordo. Sei que é ironia, porém.

    Mas esta composição em particular, com rappers proeminentes, falando do compartilhamento de drogas como amizade, banalizando o assassinato de brancos, incluindo a menção de morrer no crime pelo seu "amigo" logo no refrão (que tipo de amigo é esse?) e até o abandono de mulheres serve como exemplo da primazia artística dos mestres americanos em suas 80 milhões de visualizações:

    https://www.youtube.com/watch?v=6l7J1i1OkKs
    (Não quero sujar um artigo do Mises com esse vídeo)

    O triste é pensar que há quem goste disso. Quem produziu a música é que não vai mais precisar viver o que incentiva. Eu imagino a tristeza do Sowell.
  • Ze Ninguem  30/11/2015 10:44
    Amigo, os negros foram escravizados e torturados por séculos. Os negros foram escravizados desde a época dos faraós. Qual é o problema dessa música ? É muito bom ver a liberdade triunfando !

    Há quem goste do Death Metal, do Trash Metal, etc. A arte é subjetiva.


  • Anonimo  30/11/2015 11:46
    Um problema com esse tipo de música é que ela emburrece, mente, empurra uma ideologia de parasitismo e vitimismo, incentiva o ódio e o crime, cria um monte de idiotas úteis dispostos a alimentar uma diferença de classes artificial, convenientemente 'resolvida' pelo estado babá.

    Outro problema é uma coisa mais sutil, a falsa associação dessa 'música' com a 'raça' negra, tem negros fazendo todo tipo de arte e todo tipo de música, mas só essa aí recebe atenção da mesma mídia chapa branca que vive de promover as causas 'sociais'.
  • Anonimo  30/11/2015 11:55
    'Amigo, os negros foram escravizados e torturados por séculos.'

    Os europeus também, os asiáticos também, os caras do oriente médio também...
    E o que os asiáticos por ex o que ganharam? Cotas reversas. Nas universidades gringas eles tiram notas tão altas, principalmente nas exatas, que criaram cotas lá pra ter MENOS asiáticos.
  • anônimo  30/11/2015 12:46
    "os negros foram escravizados e torturados por séculos."

    Brasil ano 2100: negros continuam na merda, culpam a escravidão e exigem cotas para gênios nos testes de QI (testes de QI terão que qualificar pelo menos 50% dos negros como "gênios")
  • anônimo  29/11/2015 21:52
    O historiador socialista inglês Eric Hobsbawn, apreciador do jazz, explora esta tese em seu livro "Era dos Extremos", sobre a história do século XX. Com o intenso crescimento econômico do século XX, milhões de pessoas foram inseridas no mercado de trabalho e na sociedade de consumo, a grande maioria destas pessoas com um nível educacional e cultural ainda bastante restrito e limitado. Assim, a arte popular do século XX teve inevitavelmente uma queda em sua qualidade geral, de forma a atender ao gosto comum destes milhões de novos consumidores.
  • Rapper Subsidiado à Força pelo Trabalhador  29/11/2015 23:06
    Aprecio o insight, mas para ser justo, o nível da arte não-aristocrata já era considerado baixo. No século XIX, era considerado arte ruim todo romance de crime, por exemplo. Oscar Wilde é um bom exemplo disso. É difícil saber o que é arte popular e não é olhando para trás porque sempre há um intelectual sem inspiração dizendo que o que ele faz é arte popular quando claramente não é o povo que o escuta (vide toda MPB da vida). E além disso, ninguém lembra do que realmente era popular e que as pessoas de verdade (e não classe média alta universitária e viciada travestida de "população") gostavam.

    Olhe para as listas de álbuns mais vendidos na década de 80, por exemplo. Não vai encontrar muita gente que ainda seja lembrada hoje. O nível baixo da arte não é de hoje, nem é exclusividade do Brasil. É uma sensação bem antiga.

    Alguém lembra, por exemplo, da velha dupla sertaneja Toninho e Tinoco? Eles venderam mais do que qualquer outros músicos brasileiros. Mas o povo esquece rápido.
  • Castro  30/11/2015 18:53
    Por favor, pelo visto você se inclui nesse grupo, é Tonico e Tinoco a excelente e lendária dupla raiz.
  • opinador  30/11/2015 10:14
    Esse negócio de arte é subjetivo.

    Primeiro que não é papel do capitalismo dizer o que é melhor e o que é pior.

    Td é determinado aleatoriamente.

    Adotar a capitalismo não irá necessariamente refinar gostos artisticos, apenas irá criar mais liberdade criativa suficiente para fazer surgir tanto arte de "gosto duvidoso" como "arte de alto nivel".

    Mas isso é muito subjetivo.

    Um dia alguém deu um ótimo exemplo:

    "
    Eu gosto de comer arroz, feijão, batata-frita e bife.

    Pra mim isso é muito bom porém sei que não é a comida mais nutritiva.

    Meu amigo come salada, verduras e peixe.

    Sei que é melhor e mais nutritivo, mas não gosto."

    É mais ou menos assim com a arte...rs

    mises.org.br/Article.aspx?id=1975
  • Fernando  30/11/2015 11:46
    Hahaha! Então pode-se inferir que o funk ostentação é superior à Vila Lobos?
  • Critico  30/11/2015 16:06
    Fernando, defina "superior" por gentileza.

    Dependendo da tua definição, pode-se inferir que funk ostentação é "superior" à Vila Lobos ou não. A definição de "superior" de cada um é única e pessoal.

    Gosto a gente não discute, apenas lamenta.
  • Fernando  30/11/2015 16:20
    Crítico, vou fingir que você acredita no que está dizendo.
  • Batista  30/11/2015 15:05
    Capitalismo, felicidade e beleza!

    Vejamos o exemplo da mulher desprovida de beleza e que tenha de recorrer a técnicas de maquiagem e transformações mais diversas. Não existe coisa que mais influencia o bem-estar das mulheres do que a aparência.

    Antes, quando não existia uma gama de aparatos de beleza (diga-se: criados através do capitalismo) produtos, técnicas, cirurgias, plásticas, era uma coisa. Hoje mudou muito.

    Dizem que: "Não existe mulher feia e sim sem maquiagem." O correto seria: "Não existe mulher feia e sim sem dinheiro, descapitalizada."
  • Jorge  30/11/2015 18:32
    Capitalismo: o eterno culpado:

    www.libertarianismo.org/index.php/artigos/capitalismo-eterno-culpado/
  • Emerson Luis  04/12/2015 16:11

    Interessante como os críticos do liberalismo e do conservadorismo entram em autocontradição! Se bradam que a posse de certo objeto não pode tornar alguém feliz, então porque reclamam que nem todos podem tê-lo?

    Além disso, se alguém quer se iludir buscando a felicidade nos bens materiais, desde que não prejudique mais ninguém, a decisão é dele. Os "fascistas do bem" querem controlar a vida de todo mundo. Cuidem de suas próprias vidas!

    * * *
  • Erivam Galdino  06/12/2015 05:11
    Recomendo a leitura: A Mentalidade Anticapitalista, por Ludwig von Mises.
  • Renan  25/03/2017 21:47
    Faço faculdade de economia... Minha professora especialista em marxismo disse que o capitalismo irá acabar... isso tem algum sentido?
  • Galluf  26/03/2017 22:03
    Não, é uma hipótese comunista infundada que eles não cansam de insistir. O capitalismo é o melhor sistema econômico já concebido, onde as pessoas possuem estímulo para produzir e liberdade individual em diversos sentidos, ao contrário do sistema comunista em que isso não existe.


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