Alerta aos intelectuais: as pessoas fogem da igualdade

Quando se discute o êxodo de pessoas dos regimes comunistas, como o cubano, é normal descrever tais fugas como sendo uma "fuga da opressão" ou uma "busca pela liberdade".

Essas expressões são evocativas e corretas; porém, se o objetivo é aprofundar o entendimento das causas que estão na raiz desse processo migratório, seria mais correto pensar nesse processo como sendo uma "fuga da igualdade". 

"Fugir da igualdade" é uma descrição provocativa que também contribui intelectualmente para toda e qualquer discussão sobre o tema 'desigualdade'.

Ideologias coletivistas se baseiam na ideia de que a vida de um indivíduo não pertence ao indivíduo, mas sim à sociedade na qual ele está inserido.  O indivíduo não é reconhecido como um ser que possui direitos inalienáveis — como o de não ter sua propriedade confiscada, sua liberdade tolhida e sua vida retirada —, mas sim como um ser amorfo que deve abrir mão de seus valores e interesses em nome do "bem maior" da sociedade.

O ideal comunista identifica o coletivo como sendo a unidade central da preocupação moral.  Na visão coletivista da moralidade, os únicos direitos que um indivíduo possui são aqueles que a sociedade autorize que ele tenha.

Em contraposição a isso, o libertarianismo afirma que cada indivíduo é moralmente um fim em si próprio, e possui o direito moral de agir de acordo com seu próprio juízo, livre da coerção estatal. Foi assim que o individualismo impulsionou a inovação, as revoluções agrícola e industrial, e a mais inspiradora explosão na criação de riqueza e na redução da pobreza que o mundo já vivenciou.

Não obstante seu imbatível e inigualável histórico de redução da pobreza, o individualismo — o qual representa essencialmente nossa busca pela liberdade pessoal — tem sido impiedosamente castigado por intelectuais coletivistas como sendo uma filosofia que exalta o egoísmo e que, por isso, deve ser substituída por um igualitarismo imposto pelo estado.  E, no entanto, é justamente dessa igualdade forçada que aqueles indivíduos estão fugindo ao desertarem em massa de regimes coletivistas.

A liberdade é individual, e não coletiva.  A liberdade não é negociável.

Cubanos que fogem daquela trágica ilha já vivenciaram as devastadoras consequências morais e econômicas de políticas coletivistas que buscam modelar uma sociedade igualitária — um experimento fracassado que buscou criar um "novo homem", o qual teria uma visão de mundo comunal e se sacrificaria sempre em prol do "bem comum".  Esse experimento resultou em uma sociedade anti-utópica e economicamente falida, que tem como principais características a miséria generalizada e um incrivelmente repressivo sistema de controle social, gerido por um governo com poderes ilimitados sobre seus cidadãos.

Sendo bem claro, a igualdade da qual milhões fogem é a igualdade de resultados econômicos imposta pela elite governante.  Esses milhões de pessoas rejeitam o igualitarismo e, de certa maneira, são a refutação viva de todas as teses e políticas que clamam por redistribuição de renda.  Os defensores da redistribuição de renda não entendem que, quando se confisca a riqueza de uma pessoa, estamos diretamente violando sua liberdade e seu direito de propriedade.

Não é insensível explicar que, por definição, em qualquer sociedade livre e a qualquer período da história, 20% da população estará no quintil mais baixo da renda (os pobres) e 20% da população estará no quintil mais alto da renda (os ricos).  Porém, em uma economia de livre mercado, que está continuamente em expansão, a renda irá crescer para ambos os quintis.  Sim, os ricos ficarão mais ricos, mas os pobres também enriquecerão.

Se o objetivo é melhorar as condições de vida das pessoas, dando um padrão de vida digna a todos, então a preocupação tem de ser com a pobreza, e não com a desigualdade.  O objetivo tem de ser enriquecer os pobres e não empobrecer os ricos.

Igualmente importante é o fato de que, em economias de mercado, a população de ambos os quintis está continuamente mudando.  Ao se analisar todos os históricos de como a renda é distribuída em sociedades de mercado, observa-se um notável grau de mobilidade de renda, com indivíduos subindo e descendo nas escalas da distribuição de renda à medida que as circunstâncias econômicas vão se alterando (veja ótimos exemplos aqui e aqui).  Ou seja, os quintis sempre estarão preenchidos por alguém, mas nem sempre pela mesma pessoa. 

Sociedades de livre mercado oferecem a oportunidade de se escapar dos quintis mais baixos.  Sociedades de livre mercado oferecem a oportunidade de se escapar da igualdade (e da pobreza) forçada imposta pelo coletivismo.

Sendo assim, uma das atrações das sociedades livres é que elas são caracterizadas por aquilo que os sociólogos rotulam de "rodízio de elites", em que ninguém é impedido de fazer parte da elite econômica.  Em economias de mercado, as elites econômicas estão sempre abertas a novos membros; já em sociedades mais estatizadas, essas elites econômicas tendem a ser estáticas, fortemente dependentes ou do poderio militar ou das ligações com os membros do governo. Havia mobilidade social na URSS?  Há mobilidade social em Cuba ou na Coréia do Norte?

Há inúmeros exemplos de indivíduo que abandonaram seu país natal — cujo mercado era severamente restrito e tolhido pelo governo em troca de privilégios para grupos de interesses politicamente influentes — e que, no espaço de uma geração, conseguiram se tornar extremamente bem-sucedidos em economias de mercado, ascendendo da pobreza para o quintil mais alto da renda.  Os cubanos que moram em Miami são um grande exemplo.

Sempre que políticos e intelectuais começarem a falar sobre redistribuição de renda, vale a pena, antes de tudo, tentar entender por que as pessoas fogem justamente dessa igualdade que está tentando ser imposta. 

O cientista social José Benegas diz que escravidão é quando a renda decorrente da mão-de-obra de um indivíduo lhe é 100% expropriada.  Apropriar-se coercivamente de qualquer fatia da renda de um indivíduo é escravidão parcial.


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SOBRE O AUTOR

José Azel
é acadêmico sênior do Instituto para Estudos Cubanos e Cubano-Americanos, da Universidade de Miami.  Azel foi exilado político de Cuba aos 13 anos de idade, em 1961, e é o autor do livro Mañana in Cuba.



OFF-TOPPIC: pessoal do IMB, seria possível vocês redigirem um artigo refutando as teorias conspiratórias sobre o Nióbio que abundam desde a época do Enéias? Quinta-feira o Instituto Liberal reiniciou o debate, e seria ótimo se vocês dessem continuidade. Eis o que comentei no website do IL, é o que resumidamente penso do assunto:

"Se há indícios concretos ou, ao menos, motivos para crer que as empresas autorizadas pelo Estado brasileiro a retirarem do solo e comercializarem este metal estão cometendo fraudes de qualquer natureza, em conluio com grupos estrangeiros ou não, a solução é, em se confirmando as irregularidades, rescindir os contratos de permissão em vigor e abrir este mercado para mais empresas interessadas no empreendimento - seja lá de onde elas forem. A que oferecer a melhor barganha leva as jazidas - e paga impostos sobre tudo o que produzir. Elevar o preço na marra? Claro, abusar desta condição de quase monopolista pode funcionar no começo, mas no médio prazo surgirão alternativas de melhor custo-benefício para atender a demanda daqueles insatisfeitos com a situação. Deixar de vender o Nióbio como comodittie e agregar valor ao mineral em nossa indústria da transformação? Seria ótimo, se nosso parque industrial não estivesse parado no tempo desde meados do século passado. Só falta criarem a estatal NIOBRÁS no Brasil, que dará origem ao escândalo do NIOBRÃO. O brasileiro não aprende mesmo: sempre achando que vai encontrar um bilhete premiado no chão e poderá passar o resto da vida bebendo e sambando."
"Tal afirmação nunca foi feita. Em ponto nenhum do artigo. E nem em nenhum outro artigo"

Não me refiro à uma frase ou texto escrito nos artigos do IMB. Estou questionando a percepção daqueles que defendem esse modelo de afrouxamento da terceirização proposto pelo governo, pois essa discussão toda é parte da realidade em que estamos vivenciando. Aliás, não creio que esse artigo seja uma mera exposição teórico-dissertativa acerca do que seria e quais os benefícios de uma terceirização segundo os liberais, muito menos um texto desvinculado da conjectura atual, como você transparece para quem lê. Logo, minha indagação é pertinente, ainda que, o que questiono, não esteja explicitamente escrito no artigo.

Em relação ao artigo linkado, em momento algum vi algo a mostra que abordasse diretamente o problema terceirização-corporativismo privado que eu levantei acima. O que mais se aproxima seria esse trecho:
"Em primeiro lugar, a ideia de que custos menores para empresas é algo ruim. Além do fato de que custos baixos permitem maior acúmulo de capital — o que possibilita mais investimentos e mais contratações —, falta explicar como que custos de contratação menores podem ser ruins para pessoas à procura de emprego."
Sim, não há problema algum em um empresário tentar reduzir seus custos para se adequar a concorrência e auferir maiores lucros. O entrave se encontra, como eu falei, no empresário monopolista que não possui um fator invísivel para motivá-lo à otimizar sua produção. A mão visível do Estado garante que seu produto inevitavelmente será consumido e, com isso, seu lucro será certeiro. Por conseguinte, não há a preocupação constante deste em inovar, melhorar a qualidade, aumentar a produtividade da sua mão de obra. Nesse sentido, a terceirização beneficia esse empresário, justamente por rebaixar seus custos com contratados (temporários ou não) à niveis abaixos daquilo que os empregados produzem, sabendo se que eles estão confortáveis em relação aos processos trabalhistas que enfrentarão (ajudinha estatal). Bem como, estagna ou retarda as inovações, tendo em vista que sua produção atual será adquirida pelos consumidores à um preço "monopolístico" durante um tempo maior que o de uma concorrência que existiria num livre mercado. Ademais, seu produto foi feito empregando mão-de-obra com um ônus muito abaixo daquilo que ela de fato produz. Desse modo, a margem de lucro é gigantesca, sendo que esse lucro pode sim ser revertido em capital para futuras melhoras, o que, na minha opinião, não aflinge ou preocupa de modo algum uma empresa monopolista, pois esta pode facilmente pegar crédito subsidiado de bancos estatais, ou ser empreendido em outros investimentos pessoais e, na minha percepção, fúteis e de pouco potencial de gerar valor no futuro.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Freddy Krugher  28/10/2015 14:02
    É a pura verdade !

    Eu mesmo estou querendo pegar um barco até os Estados Unidos ou uma carona até o Chile. Se não der certo, vou acabar indo para o Paraguai. Esses 12% de impostos no Paraguai estão bem atrativos.
  • anônimo  28/10/2015 16:04
    "Esses 12% de impostos no Paraguai estão bem atrativos."

    E são só sobre renda obtida no Paraguai, diga-se de passagem. Se tua renda vem de outro país, é isenta. O Paraguai é a única jurisdição com um sistema de tributação territorial em todo o continente sul americano.
  • Viking  28/10/2015 17:00
    tem vaga pra engenheiro civil lá? rs
  • anônimo  28/10/2015 19:24
    O problema do Paraguai nunca foram seus impostos e sim suas regulamentações.
  • Liberal Clássico  28/10/2015 14:13
    Esse planejamento central é uma ofensa à inteligência das pessoas.

    Planejamento central é doença mental !
  • Vanderlei Correa  28/10/2015 14:32
    A História ensina, de forma prática, sobre as devastadoras consequências morais e econômicas de políticas coletivistas que buscam modelar uma sociedade igualitária.
  • Perdido  28/10/2015 15:24
    Os Livros do MEC dizem o contrário...
  • Antropólogo  28/10/2015 14:42
    Mentira! o coletivismo funcionou muito bem em comunidades indígenas.
  • Refugiado do socialismo  28/10/2015 16:48
    A comunidade indigena não é um modelo que deve ser seguido.

    O índio fica deitado na rede o dia inteiro e só levanta pra caçar, pescar e fazer roda de dança. A índias é que trabalham de verdade.

    Os índios parecem os nossos socialistas. Eles ficam na rede e abusam das índias que trabalham.

    O coletivismo é isso ! Ele não funciona até em comunidades indigenas.
  • Rodrigo Silva Santos  28/10/2015 18:13
    Funcionou tão bem que tem o mesmo padrão de vida há 500 anos, e eu acho que não é um padrão muito elevado.
  • anônimo  28/10/2015 18:19
    mises.org.br/Article.aspx?id=1037
  • Tannhauser  29/10/2015 11:03
    Não tinha conhecimento deste artigo. Realmente muito bom.
  • Alessandro  30/10/2015 20:22
    Acho que vcs cairam na isca do antropólogo. Ele ta zuando claramente.
  • Marcio de Lima Coimbra  30/10/2015 20:53
    Os indígenas brasileiros são absolutamente predadores. Fora as miçangas, pertencem ao mesolíco. Assim, fica difícil conceituá-los à luz do mundo civilizado.
    Agora, sempre haverá espaço para Peri e Ceci mas também para Paulinho Paiakan.
    Há para todos os gostos e sabores.
    A pergunta é: Como MELHORAR MESMO este estado de coisas?
  • Carlos Henrique Loyola   28/10/2015 15:35
    E o pior: as que fogem são as mais produtivas, as mais inteligentes, as mais preparadas para ofertar trabalho no sentido de melhorar o bem estar da população.
  • luiz  28/10/2015 15:44
    Suponha que vc tenha uma curva de gaus normal que distribui qualquer atributo natural do ser humano, seja altura, peso, QI, vc sempre tem as raridades numa ponta extrema os gigantes e na outra os anões, isso é um dado da natureza.

    Para a riqueza ocorre o mesmo, os milionários e os miseráveis são raros, mas vejam que interessante a distorção na curva de gauss é fortíssima para a riqueza, ficando os milionários ainda mais raros do que era de se esperar e um contigente enorme de pobres a engordar a base do gráfico, e isto ocorre, esta distorção é ainda maior quanto maior for a intervençao do Estado para igualar a sociedade, em países comunistas a elite burocrática é uma nesga de toda a sociedade em contra ponto às hordas de miseráveis que eles precisam trucidar para poder sobreviver como regime político, em países liberais a classe média é muito maior, mais significativa.

    Que conclusão maravilhosa: quanto mais Estado agindo pela igualdade, mais se cria desigualdade
  • Leinad  29/10/2015 14:29
    Na verdade a naturesa é sábia, que vença o mais forte, o melhor adaptado, o mais inteligente ou o de melhor sorte!a femea não quer filhos "fracos",ela vai copular com o mais forte, assim como o novo lider do bando não vai criar filho dos outros, e todos trabalham para comer senão morreram de fome ,é a história da cobra que não anda não come sapo. No momenmto que criaram os bolsas vadiagem ninguém, mais quer trabalhar então sobra tempo pra fazer mais vádios ( raras as exceções) então a "CURVA DE GAUSS" se transformou numa SENOIDAL deformada como se fosse uma chicotada ou em uma TSUNAMI que vai trazer sérias consequências. É simples observar que quando há uma ruptura da cadeia alimentar ou a modificação da base da piramide social haverá um desarranjo. Se a cocacola está logo ali as abelhas vão deixar de polinisar as flores,as quais serão os futuros frutos, aquela agua com açucar que se bota para os beija flores causa o mesmo efeito . Se você mata as onças, as capivaras e os javalis vão comer toda a plantação . Outra observação é que sempre haverá um chefe ou um lider não há a dita igualdade pregada pelo comunismo, ou alguém já viu Lula , Fidel e outros lideres Capinarem uma roça ou mexer um traço de concreto . Quem realmente trabalha nunca vai perder aquele dedo nem em martelada nem em serra circular ou de fita!
  • Rubens Gomes Lima  28/10/2015 16:06
    Não podemos ser igualados se temos necessidades e expectativas diferentes de vida. O que é bom para alguns não o é para outros, ou mesmo a maneira de conseguirmos objetivos comuns.
  • Tannhauser  28/10/2015 18:28
    Errado. O Coletivismo funcionou durante a maior parte da humanidade. No entanto, ele só funcionou porque os recursos eram virtualmente infinitos, dado que a comunidade era de baixa densidade.

    Para que o coletivismo volte a funcionar, temos duas opções: continuar aplicando o capitalismo e multiplicando a riqueza até que os recursos tornem-se virtualmente infinitos ao homem; ou voltar ao coletivismo na marra, como na URSS e Cuba, através de uma redução de mais de 99% da população mundial (ex: genocídio, fome, guerra, etc.).

    Também teríamos que abrir mão do conforto da tecnologia, dado que sem produção de capital a tecnologia iria se deteriorar até desaparecer.
  • vladimir  31/10/2016 16:42
    O problema do coletivismo é que não tem tolerância a indivíduos inteligentes que resolvem problemas, e sim a indivíduos insanos que sede de poder absoluto.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  28/10/2015 18:53
    Falam muito de cuba e não enxergam o brasil: país safado!
  • Henrique Zucatelli  28/10/2015 23:56
    Porque aqui não é contra lei (ainda) ter uma empresa.

    Mas passo a passo caminhamos rumo a intervenção total. Só não chegamos a isso porque ainda contamos com a geração passada que é relativamente conservadora e liberal, ainda produz. Já a atual é sombria: estudar para eles é sinônimo de concurso público. Pesquisa científica é sinônimo de bolsa paga pelo Estado. E emprego para eles é sinônimo de receber por mês sete vezes aquilo que você produz.

  • Marcus Farias  28/10/2015 23:57
    Excelente texto...dos mais claros e instrutivos que li nos últimos meses!
  • Marcelo Simões Nunes  29/10/2015 00:27
    Existe um lado extremamente perverso das politicas de distribuição de renda. Elas implicam na elevação de impostos e na criação de novos impostos e em outros mecanismos nefastos como inflação etc. Paralelamente, governos intervencionistas frequentemente transferem renda não apenas aos mais pobres mas também aos ricos que se alinham com suas políticas desenvolvimentistas. E o resultado disso, nem sempre percebido, é que a mobilidade social, que é uma coisa invejável no livre mercado, acaba por ser travada, gerando uma situação em que o rico luta para não perder o que tem e o pobre deve conformar-se com sua pobreza, pois as portas para o empreendedorismo lhe foram fechadas. O socialismo só é eficiente para gerar pobreza e estagnação. No fundo é um sistema de castas, de um lado a cabeça, os iluminados que conduzirão o país, de outro, o corpo, os braços e as pernas, ou seja, o povo, cujo destino, traçado pela NOMENKLATURA, é a escravidão eterna.
  • INFIEL  29/10/2015 01:39
    Em OFF: Voces viram essa noticia?
    "Finlândia vai testar pagar 'salário' a TODOS os habitantes"
    economia.uol.com.br/empregos-e-carreiras/noticias/redacao/2015/10/22/finlandia-estuda-pagar-renda-minima-para-todos-cidadaos-ricos-ou-pobres.htm
    --------------------------
    Isso não vai acabar bem!!!
  • Auxiliar  29/10/2015 02:41
    Isso é justamente a concretização da ideia de Milton Friedman sobre o imposto de renda negativo e a renda mínima (desavergonhadamente copiada por Suplicy).

    Este site não é nada fã de Milton Friedman (social-democrata demais), mas essa ideia aí, sejamos francos e honestos, é dele. Se socialistas estão comemorando, então isso apenas mostra quão desinformados eles são.
  • Refugiado do socialismo  29/10/2015 10:13
    Se a Finlândia quer pagar renda básica, significa que todos os outros beneficios não funcionaram. O pacotão de beneficios finlandês ainda deixou pessoas precisando de dinheiro ? Uma dos melhores sistemas de educação pública do mundo, ainda deixou pessoas precisando de dinheiro ?

    Será que eles precisam de renda básica ou é luxo de socialista ?

  • Vinicius  29/10/2015 10:57
    Pois é, vamos ver onde vai dar, aparentemente o estado finlandês vai economizar, pois entregar essa renda mínima sai mais barato que gerenciar um monte de programas assistencialistas.
    Mas ainda vamos ver o estrago no mercado de trabalho e no sentimento geral da população.
  • myself  29/10/2015 10:53
    Off-topic:

    novamente o FOMC manteve a taxa de juros americana próxima de zero. Uma das justificativas é que persiste a inflação baixa por lá.

    Como já foi explicado neste site, a inflação segue baixa porque o FED está pagando juros sobre todo o dinheiro depositado nele pelos bancos (acho que se chama excess reserves)

    Segundo pesquisei, esses juros são de 0,25%.

    Agora pergunto: essa taxa de 0,25% já não estaria funcionando na prática como taxa básica da economia americana? Afinal, acho que nenhum banco emprestaria dinheiro por menos que isso, se pode ganhar isso do FED com risco zero.

    Nesse momento me parece que um aumento da taxa do FED para 0,25% seria totalmente inócuo, devido à esta taxa paga sobre as reservas depositadas no FED.
  • Jean  29/10/2015 13:15
    Interessante o texto. As pessoas tendem a ser individualista e egoísta por natureza.
  • Charles  29/10/2015 15:34
    É ingenuidade nossa achar que os próprios "planejadores centrais" não sabem que esse sistema é fadado ao fracasso, dentre poucas exceções, acredito eu.

    Porém, cheguei à conclusão de que o planejamento central, restrição de mercados, interferencias economicas, controle de capitais etc... são as ferramentas necessárias para que os mandatários articulem acordos e conchavos, angariem apoio dos seus pares politicos e obtenham sustentação da elite empresarial para que cheguem ao poder e lá se mantenham, tudo isso em detrimento da população.

    Portanto, analiso sempre a saude financeira e moral de um país pelo seu sistema de governo e como a população reage a ele. Por exemplo, no Brasil, a grande revolta da grande massa não é pelo fato do roubo do dinheiro publico nem tampouco pelas constantes violações legais e morais da nação, mas sim pelo fato de que a festa acabou.

    Diante disso, sou a favor de que a recessão se instale e perdure o tempo necessário para que a população aprenda a lição e passe a ter consciência real das suas demandas.

    Nações hoje ricas passaram por grandes privações num passado não muito distante e isso fez com que o "gene da sobrevivência" fosse passado cromossomicamente aos seus descendentes e com isso uma sociedade mais civilizada fosse levantada e mantida. E isso não ocorre no Brasil, onde repetimos a história de fracasso em apenas 50 anos de historia.

  • Luiz Silva  30/10/2015 00:49
    Pros bons economistas daqui, o Mauro Iasi (PCB) já tem a solução: www.youtube.com/watch?v=tznmXqK6ECs
  • Refugiado do socialismo  30/10/2015 04:06
    Ontem foi um bom dia...Os comunistas chineses desregulamentaram o sexo entre pessoas casadas. Agora é possível ter mais de um filho.
  • jackson  30/10/2015 11:13
    Continua ruim, refugiado.
    agora o limite é 2. ou seja, o governo ainda dita pros chineses quantos filhos eles querem ter. o limite apenas aumentou, mas continua o estado se metendo na vida das pessoas
  • Hugo  30/10/2015 13:48
    A verdade é esta:
    Somos animais egoístas todos nós.
    Nenhum de nós quer e e aceita ser dominado por outro.
    Fingimos durante todo o tempo desde que tenhamos êxito com nosso fingimento.
    Somos amavelmente falsos para conquistarmos a paz.
    Aceitamos o outro porque precisamos dele.
    Quem aceita isso numa boa, vive mais feliz.
    Quem discorda é tão egoísta e falso como todos os outros.

    Um falso abraço a todos.
  • B.N.  30/10/2015 21:36
    Muito legal o texto. Contudo é uma pena que se prenda ao extremismo de países ultra-complicados, como Cuba e Coréia do Norte. Acho que seria mais correto discutir os níveis e a forma de igualdade, e não igualdade em si.
    Há muitas pessoas que saem da Alemanha, Suécia, Finlândia, França para ir morar no Reino Unido, EUA, Austrália onde a desigualdade e liberdade individual é maior. No entanto, os níveis de desigualdade nesses países são relativamente aceitáveis. E mais, a "igualdade forçada" no primeiro grupo é também tolerável dado o retorno do imposto.

  • Refugiado do socialismo  31/10/2015 21:21
    Os idiotas de plantão não percebem, que os socialistas vão usando pequenos benefícios para ir subornado a população até elas se sentirem socialistas.

    Essa renda básica da Filnândia é o maior suborno que já existiu.

    Se fosse no Brasil, uma simples renda básica de 100 reais para todas as pessoas, iria gerar um rombo de 250 bilhões somente com assistêncialismo. No meu caso, 100 reais seria um prejuízo, pois eu pago muito mais do que isso para o governo. Ou seja, que trabalha e ganha mais do que 2 salários mínimos seria prejudicado. Enfim, essa renda básica vem do bolso de alguém que produz alguma coisa.


    Os socialistas não entendem que não adianta nada ter dinheiro se não existe mercadoria. Dinheiro não se come. Dinheiro apenas compra coisas que foram produzidas. Portanto, a única maneira de tirar milhões de pessoas e proporcionar que elas possam consumir coisas é com aumento de produção e abundância de produtos. Se cimento, aço e tijolo custam pouco, mais pessoas terão casas. Casas são produzidas com cimento, tijolo e aço. Não se constrói casas colando notas de dinheiro.

    É por isso que as pessoas fogem do socialismo. Se elas não conseguem produzir para comprar bens, o melhor é sumir do país.

    A minha recomendação para quem vive no Brasil é mudar o idioma de todos os eletrônicos, mudar a região e localização dos eletrônicos, assistir apenas canais de tv estrangeiros, acessar sites estrangeiros e trabalhar com pessoas de outros países. por mais que você esteja no Brasil, tente mudar a sua rotina para se comunicar com pessoas de outros países.
  • Slaine  01/11/2015 09:38
    A sua educação também pode ser de alto nível e totalmente grátis, se vc procurar por conteúdo do EDX, Coursera ou da Khan Academy. Nível do MIT e similares.
  • Shmuel  07/11/2015 14:05
    Slaine, essa é uma ótima dica. Mas só para quem gosta de estudar, que no Brasil deve ser algo ao redor de 0,01% da população.
  • Emerson Luis  20/03/2016 12:53

    Quem nos defenderá de nossos pretensos defensores?

    Quem nos salvará de nossos pretensos salvadores?

    * * *


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