clube   |   doar   |   idiomas
Ter de trabalhar é o equivalente a ser escravo? Para a esquerda, sim
Já a relação genuinamente coercitiva entre indivíduo e estado é ignorada por ela

Ter de trabalhar é algo coercivo? Ter de trabalhar representa um atentado contra as liberdades individuais? A se julgar pelo que dizem as esquerdas, e até mesmo a esquerda libertária, sim.

Para muitos progressistas, todo o necessário para se abolir as liberdades de um indivíduo é fornecer a ele um emprego considerado ruim (segundo os padrões progressistas). A Amazon, por exemplo, é constantemente criticada pelo seu ambiente de trabalho, com vários detratores como o site Business Insider chamando-o de "campo de escravos".

[N. do E.: segundo a reportagem — que beira o cômico para os padrões brasileiros —, a Amazon comete o inaceitável crime de pagar um salário mínimo (em libras esterlinas), exige metas de produtividade, e maliciosamente se recusa a empregar uma vultosa mão-de-obra permanente (pois não quer correr o risco de lidar com sindicatos grevistas), preferindo utilizar a agências de emprego para conseguir empregados temporários. Para completar, a reportagem, em tom de espanto, diz que "apesar dos baixos salários, há várias pessoas à procura desse emprego"].

Pode-se dizer que essa comparação entre "empregos ruins" e campos de trabalho forçado — um luxo comparativo a que se podem dar apenas os países ricos —, no mínimo, faz uma confusão básica a respeito da natureza fundamental da coerção.

Vários esquerdistas, dentre eles a própria esquerda libertária — como, por exemplo, Susan Webber do site Naked Capitalism —, argumentam que, dado que temos de trabalhar para viver, o trabalho é uma atividade coerciva. Se você tem de fazer X para viver, então certamente quem controla sua capacidade de fazer X está coagindo você.

O problema com esse argumento é que o estado natural em que vivemos não é um paraíso rousseauniano, mas sim um lugar brutal no qual a maioria morreria rapidamente caso o trabalho e o progresso não houvessem criado moradias, vestuários e uma crescente quantidade de alimentos. O estado natural do homem é o da pobreza. A pobreza sempre foi a condição natural e permanente do homem ao longo da história do mundo.  

E, caso ainda estivéssemos nesse estado, estaríamos hoje diariamente efetuando um infindável trabalho exaustivo e maçante apenas para caçar, matar e cozinhar qualquer coisa que fosse capaz de nos manter vivos. A jornada de trabalho abrangeria todo e qualquer momento do dia em que estivéssemos acordados, e o salário seria apenas a refeição ocasional que conseguíssemos fazer.

E foi o capitalismo — empreendedorismo, divisão do trabalho, propriedade privada, acumulação de capital e investimentos — quem praticamente aboliu essa condição miserável e nos proveu com a abundância com a qual hoje estamos acostumados.

Não há nada impedindo as pessoas de voltarem a viver nesse estado de coisas no mundo moderno — por exemplo, isolando-se numa floresta —, mas a beleza do capitalismo é que ele nos oferece uma maneira para sairmos dessa existência desgraçada e miserável.

As relações de trabalho são voluntárias

Quando uma empresa oferece um emprego a um indivíduo, ela não o está ameaçando com a frase "trabalhe ou morra!", da maneira como faziam os senhores de engenho; ela está simplesmente prometendo a este indivíduo que, se ele ajudar a empresa a ser bem-sucedida, a empresa lhe dará dinheiro, o qual representa um meio para melhorar seu padrão de vida. Trata-se de um arranjo moral: você me ajuda, eu lhe ajudo.

Há também outro argumento progressista muito frequentemente repetido: o ambiente de trabalho seria coercivo em virtude de uma desigual distribuição de poder. Segundo tal raciocínio, o fato de os patrões poderem demitir aqueles empregados que não fizerem X seria um ato de coerção.

Tal raciocínio, obviamente, desconhece a natureza do trabalho e ignora o poder dos empregados.

Coerção, de acordo com o Oxford English Dictionary, significa "a prática de induzir, pressionar ou compelir alguém a fazer algo pela força ou ameaça." Envolve uma ameaça de ferir alguém caso tal pessoa não faça X.  Em uma prisão ou campo de trabalho forçado, prisioneiros podem ser espancados ou mortos por não cumprirem ordens.

Isso é fundamentalmente diferente da promessa de um empregador normal, o qual manterá uma relação voluntária com os empregados enquanto essa relação for mutuamente benéfica. Enquanto o empregado estiver desempenhando um bom serviço, a empresa continuará o ajudando a melhorar seu padrão de vida. No entanto, se o empregado não mais oferecer valor para a empresa para a qual trabalha, então essa empresa não tem nenhuma obrigação de continuar a ajudá-lo.

Recusar-se a continuar ajudando alguém que não mais lhe ajuda é fundamentalmente diferente de usar de "força ou ameaça", estas sim inerentes à coerção. O chicote de um senhor de engenho piora a situação de uma pessoa que não faz o que lhe mandam. Os salários continuamente pagos por um patrão melhoram a situação de uma pessoa que faz o que lhe pedem.

Sim, é verdade que ser demitido pode deixar um empregado em uma situação ruim. E isso é ainda pior se ele for demitido sem aviso prévio.Trabalhar para uma empresa muito exigente, em conjunto com a possibilidade real de ser repentinamente demitido caso não faça um bom trabalho todos os dias, não constitui um tipo de emprego com o qual todos nós sonhamos.  

Porém, dizer que isso é igual a um trabalho escravo chega a ser inclusive desrespeitoso para com os empregados, pois se está denegrindo a empresa para a qual trabalham.

A comparação ignora o poder dos empregados. Eles podem sair de uma empresa sempre que quiserem. Nada os proíbe disso. Mais ainda: o fato de poderem sair da empresa sempre que quiserem lhes concede o poder de deixar seu empregador em uma situação difícil. Em uma pequena empresa, um empregado que pede demissão pode deixar a empresa sem a força de trabalho necessária para continuar com seus serviços. Se um contador repentinamente sair de uma empresa de contabilidade durante o período de acerto do Imposto de Renda, essa empresa pode ficar em sérias dificuldades para cumprir o prazo de seus acordos com seus clientes.

Mesmo em empresas grandes, empregados que repentinamente pedem demissão geram custos para seus patrões. Os custos para se encontrar substitutos e treiná-los podem variar entre 20 e 50% do salário anual desse empregado.

Ademais, esse tipo de comparação também ignora o fato de que as pessoas tendem a encontrar empregos que representam sua melhor alternativa. Esse é o caso da Amazon no Reino Unido, que foi severamente criticada em 2013 por ter construído seus "centros de processamento" em regiões que, segundo o The Guardian, são "locais de alta taxa de desemprego e poucas oportunidades econômicas". Ora, mas isso foi ótimo para esses desempregados. Trabalhadores que até então estavam sem empregos, correram para a Amazon sabendo que, embora não fosse o trabalho dos sonhos, representaria uma alternativa superior à realidade vigente deles: o desemprego.

Conclusão

A questão da coerção é importante de ser entendida porque representa o cerne da diferença entre o governo e o setor privado. Se você não fizer X, o governo irá punir você: ele pode confiscar seus ativos, jogar você na cadeia e até mesmo matar você. Isso sim é genuína coerção. Em comparação, se um patrão pede a você para fazer X, ele não pode lhe ameaçar; tudo o que ele pode fazer caso você diga 'não' é parar de continuar lhe dando dinheiro.

Essa diferença ressalta a essencial liberdade que há no mercado. Em qualquer tipo de relação de mercado, um lado pode optar por se retirar e o outro lado não pode lhe infligir nenhum malefício. Essa é uma liberdade que notavelmente não existe em nossa relação com o governo.


11 votos

autor

Julian Adorney
é diretor de marketing da Peacekeeper, um aplicativo de smartphone que oferece uma alternativa para serviços de emergência.  É também historiador econômico, tendo como base a economia austríaca.  Já publicou nos sites do Ludwig von Mises Institute do EUA, Townhall, e The Hill.


  • Henrique Zucatelli  22/10/2015 13:51
    É o cúmulo do absurdo a esquerda não entender algo tão básico. Todos são livres para fazerem o que quiser, porém sem o capitalismo, em alguns anos voltamos a idade da pedra.

    E aqueles que não acreditarem no artigo, vejam esse filme.
  • ANDRE LUIS  23/10/2015 14:02
    Henrique, tudo é uma questão de lógica. No capitalismo quem trabalha come, já no socialismo quem OBEDECE come (nem sempre).
  • marxista  22/10/2015 14:12
    Eu não consigo ver diferença entre os senhores de engenho do século XVII e os usineiros modernos....

    A relação de trabalho até pode ser diferente do tempo da escravidão, mas as relações de propriedade e de produção não são diferentes. Assim como o senhor de engenho era o proprietário dos antigos canaviais de cana-de-açucar, o usineiro moderno é o proprietário dos canaviais de cana-de-açúcar.

    Alguém poderia me responder como um cortador de cana pode sair da condição em que se encontra?
  • Böhm-Bawerk  22/10/2015 14:25
    "Eu não consigo ver diferença entre os senhores de engenho do século XVII e os usineiros modernos...."

    Permita-me, então, apresentá-lo ao mundo.

    Antes, o senhor de engenho tinha trabalho escravo. Hoje, o usineiro tem mão-de-obra assalariada.

    Antes, o proletário era proibido de ser dono dos meios de produção. Atualmente, absolutamente nada impede isso.

    Proletários, aliás, são totalmente livres para formarem cooperativas e -- utilizando os próprios fundos ou pedindo empréstimos -- adquirirem meios de produção.

    Mudou um pouquinho, não?

    A relação de trabalho até pode ser diferente do tempo da escravidão, mas as relações de propriedade e de produção não são diferentes. Assim como o senhor de engenho era o proprietário dos antigos canaviais de cana-de-açucar, o usineiro moderno é o proprietário dos canaviais de cana-de-açúcar.

    Essa é uma descoberta digna de ser analisada pela Royal Society e Londres.

    Quem é o proprietário da sua geladeira, você ou a sua empregada doméstica?

    "Alguém poderia me responder como um cortador de cana pode sair da condição em que se encontra?"

    O que você chama de "sair da condição em que se encontra"? saírem do canavial e irem morar em mansões no Jardim Paulista?

    Para começar, eles podem contar com a sua prestimosa ajuda. Você certamente já está trabalhando na criação de um grupo filantrópico voltado para fazer doações a cortadores de cana. Você certamente está fazendo campanha para arrecadar fundos que serão doados a eles. Certo? Com as redes sociais, isso é bem fácil de ser feito. Não me deixe pensar que você é incoerente ou que você só fala as coisas da boca pra fora, fazendo o chamado "ativismo de sofá".

    Assim, com a sua ajuda, com a doação de vários outros ativistas caridosos como você, e com uma poupança própria, eles podem se associar e montar suas cooperativas. Isso é totalmente válido e legal. Não era na época da escravidão.

    E aí? A quantas anda a arrecadação? Por gentileza, coloque aqui o link do website que você certamente já criou para ajudá-los. Tenho certeza de que vários leitores aqui irão cooperar de muito bom grado.
  • Luiz Filipe  22/10/2015 15:03
    Böhm-Bawerk, só faltou alguém gritar "TURN DOWN FOR WHAT" e vc por os óculos cara !
  • MICHELE  22/10/2015 16:05
    CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP (10.000 X)
  • Edson Brusque  22/10/2015 18:00
    Böhm-Bawerk, excelente resposta.

    Só faltou explicitar um "detalhe" que na minha opinião é o ponto chave da definição de trabalho escravo.

    Os senhores de engenho eram proprietários não apenas dos meios de produção mas também dos trabalhadores.

    Abraço!
  • Patrick Wiens  22/10/2015 18:12
    Eu digo a raiz disso tudo. Em vez de nas escolas e na mídia ser ensinado empreendedorismo, noções básicas de economia e finanças pessoais, nas escolas é ensinado que você é pobre porque o próximo é rico, que você é um coitadinho oprimido que nada pode fazer. Se as pessoas tivessem idéia do poder que elas tem em se associar livremente para criar algo, elas veriam todas as mentiras que foram ditas. E o pior, veriam que o real opressor é o governo. O próprio governo que dita os rumos da educação...
  • marxista  23/10/2015 00:57
    Para começar, eles podem contar com a sua prestimosa ajuda. Você certamente já está trabalhando na criação de um grupo filantrópico voltado para fazer doações a cortadores de cana. Você certamente está fazendo campanha para arrecadar fundos que serão doados a eles. Certo? Com as redes sociais, isso é bem fácil de ser feito. Não me deixe pensar que você é incoerente ou que você só fala as coisas da boca pra fora, fazendo o chamado "ativismo de sofá".

    Isto seria o equivalente a dizer a um abolicionista na época da escravidão: já que vc defende os escravos, crie um grupo filantrópico para comprar a alforria dos escravos. Faça uma campanha para arrecadar fundos para comprar a alforria dos escravos...
  • Francisco Costa  23/10/2015 11:48
    É sério que essa é sua resposta? Cara você foi detonado.....kkk
    Talvez um dia você e seus amiguinhos esquerdopatas descubram uma coisa mágica chamada MERITOCRACIA, e passem a buscar melhorar sua condição através do esforço próprio e talvez parem com esse coitadismo de merda! O canavieiro embora esteja em uma situação dificil, por falta de mérito de seus pais e de seus antepassados, ele pode através do estudo e do esforço próprio melhorar sua condição a de seus filhos e assim sucessivamente, entendeu? Ou você acha que o mais justo é tomar a riqueza acumulada por outrem e dividir para quem não acumulou nada? Vai trabalhar e para de fumar maconha!
  • marxista  23/10/2015 14:21
    Meritocracia é pura falacia inventada pela burguesia. Um cortador de cana trabalho muito e recebe menos do que um jogador de futebol...
  • Anonimo  23/10/2015 14:40
    Mas o valor que um jogador de futebol cria é maior
  • Böhm-Bawerk  23/10/2015 14:41
    Correto. Meritocracia é um conceito vago que não significa muito. O que interessa não é o trabalho exaustivo, mas sim a criação de valor para o consumidor.

    Cortador de cana oferece um produto tão mundialmente farto, que o valor marginal que ele gera é quase nulo. Daí o baixo valor do seu trabalho.

    Não é a meritocracia; é o valor que se cria
  • renan andrade  26/10/2015 13:17
    Excelente cara, humilha ele mesmo. Esse esquerdista só fala merda
  • MHR  22/02/2017 16:23
    Amigo, você estragou a conversa! Disse tudo, um pouco mais e esmagou o esquerdopata inocente. Meu aplauso.
  • Barcelos  27/10/2015 12:57
    Existem 2 grupos/tipos de " classe menos favorecida". Uma,representa o que os esquerdistas tanto focam quando o assunto é meritocracia: São aqueles pobres ao extremo, lá do interior do Maranhão (ex.), que com seus 40 anos de idade não conseguem nem mesmo escrever o próprio nome com meia dúzia de letras. Estes, estão em total desvantagem para serem competitivos e vencer no embasamento da meritocracia. Porém, o culpado disso não é o cidadão mais bem remunerado ou os ricos como o socialismo, até mesmo o liberal, aponta com tanto ódio. A culpa disso é do governo sem escrúpulos que temos hoje em nosso País, que acha que um Bolsa família da vida ajuda as pessoas nessa situação.
    Mas esta " classe" representa 5% , se tanto, dos " menos favorecidos".
    Os outros 95% (que os direitistas falam) são pessoas que, aprendem no colégio desde pequenos que a culpa de existir a pobreza é a riqueza, e que se eles não tem uma condição X de vida eles são oprimidos, não tiveram oportunidades e que devem lutar para desapropriar terras privadas, abolir os empresários opressores e se juntar a algum movimento de 5° categoria para "lutar" pelos seus " direitos".
    Se ao invés disso ensinassem sobre economia, educação financeira e empreendedorismo, essas pessoas " amarguradas com o sucesso alheio" também poderiam provar o gosto de conquistar algo pelo próprio esforço.
    Mas isso nunca acontecerá, pois com uma educação de qualidade e sem a ideologia do coitadismo, diversos partidos políticos não existiriam.Logo, percebemos interesse político e econômico no que diz respeito á doutrinação do coitadismo e vitimismo
  • Fernando  23/10/2015 13:40
    Isso não seria nenhuma restrição. Na época da escravidão nos EUA, tornaram-se populares as estradas de ferro subterrâneas, pelo meio das quais vários escravos fugiam para estados onde seriam livres ou para o Canadá, com a ajuda de abolicionistas.

    Acho que você é só mais um ativista de sofá mesmo, como bem apontou o Böhm-Bawerk.
  • Marcos  28/02/2017 21:11
    Não sei se você sabe, mas os abolicionistas de fato compravam cartas de alforria para libertar escravos...

    No aguardo da ONG para ajudar cortadores de cana.
  • William Wilberforce  23/10/2015 12:27
    Caro marxista,

    Isso não excluiu a sua responsabilidade pelos seus ideais. Seja vc um bandido, político ou qq outro tipo de pária.
  • lucas de figueiredo  24/02/2017 19:17
    Como calar um esquerdopata: basta ter um conhecimento razoável. Ah, n ser esquizofrênico ajuda bastante também.
  • Suiço  26/02/2017 12:40
    Engraçado o marxista falar de condições de trabalho..
    Na suiça os trabalhadores dos vinhedos (podemos fazer uma analogia simples com a cana de açucar) fazem a colheita de carrinho eletrico e o mais incrivel, cortador eletrico. Não precisam nem fazer mais esforço. Maldito capitalismo, não? kkkk
  • André  08/03/2017 17:35
    Simples!Estudando, trabalhando e persistindo como os usineiros fizeram...ninguém sonha com socialismo na hora de ajudar a limpar um terreno, adubar e plantar mas na hora de colher...
  • anônimo  22/10/2015 14:17
    Eu pensava assim, quando era jovem e sustentado pelo meu pai.

    Não consigo acreditar que existam pessoas sérias que realmente pensam isso.
  • Edu Jatahy   22/10/2015 14:26
    Aquela série largados e pelados é um exemplo prático da condição natural do homem. O nível de trabalho necessário para conseguir comer, beber e ter onde dormir é muito superior ao pior emprego "explorado" do mundo capitalista. Agora vai explicar isto para quem acredita em bobagem marxista....
  • Rhyan  22/10/2015 14:26
    Antes do capitalismo a humanidade vivia no jardim do éden onde não existia escassez. Maldito capitalismo que destruiu tudo...
  • Guilherme Gonzales Rangel   22/10/2015 14:27
    O pior é ter que trabalhar com salário de R$ 1.300 sabendo que poderia estar recebendo o dobro se não fosse o estado. E ainda tem mais impostos sobre comida, água, luz, transporte etc.. Que motivação um libertário sem capital teria de trabalhar numa bosta de país igual o nosso?
  • Ragnister  22/10/2015 14:54
    Quanto questionei isso, recebi a seguinte resposta:

    "Experimente não trabalhar para ver se seus problemas são resolvidos"
  • Diego  22/10/2015 14:28
    Ter que respirar também é uma coerção da natureza contra o indivíduo!
  • Marconi Soldate  22/10/2015 14:44
    É, mas...

    com a palavra o maior de todos, Sir. Adam Smith


    "Os salários correntes do trabalho dependem do contrato estabelecido entre duas partes, cujos interesses não são, de modo algum, idênticos. Os trabalhadores desejam obter o máximo possível; os patrões, dar o mínimo. Os primeiros se unem para elevá-los; os segundos, para rebaixá-los".

    "Não é difícil, no entanto, prever qual das partes vencerá na disputa e forçará a outra a aceitar suas condições. [...]os patrões podem resistir durante muito mais tempo. Um proprietário de terras, um colono, um comerciante ou um fabricante podem, normalmente, viver um ano ou dois com os capitais que já adquiriram, sem ter que empregar nenhum trabalhador. Em troca, muitos trabalhadores não poderiam subsistir uma semana, alguns poucos poderiam fazê-lo durante um mês, e um número escasso deles poderia viver durante um ano sem emprego. Ao longo prazo, o trabalhador é tão necessário para o patrão como este o é para ele, mas a necessidade do patrão não é tão imediata."
  • Magno Alves  22/10/2015 15:16
    "O maior de todos?!"

    Adam Smith foi simplesmente o sujeito que inventou a teoria do valor-trabalho, a imbecilidade que diz que o valor de algo depende da "quantidade de trabalho despendida na sua fabricação" (o que significa que cavar um buraco na rua para em seguida tapá-lo novamente gera mais valor do que uma cirurgia de remoção do apêndice).

    Foi Adam Smith que, com sua teoria do valor-trabalho, forneceu a Marx todas as bases para se criar a teoria da mais-valia, que tanto desgraça trouxe ao mundo. Não houvesse Smith não haveria Marx.

    P.S.: em tempo, não que eu me importe com isso, mas devo alertá-lo: a frase que você colou acima é um hoax. Ela não é encontrada em nenhum lugar da obra de Smith. Foi difundida por um ativista belga, e todo mundo caiu no conto.
  • Liberal das antigas  22/10/2015 15:27
    Não seja tão injusto.

    Adam Smith tem muita importância histórica ao pensamento liberal. Ele não teve culpa por ter cometido alguns erros teóricos que demoraram algumas décadas para serem esclarecidos.

    Agora sobre "Não houvesse Smith não haveria Marx."

    Isso é ingenuidade, haveria Marx de qualquer jeito. O seu sucesso do socialismo nunca se deu por algum mérito da teoria socialista, mas simplesmente porque certas pessoas querem acreditar naquilo, por inveja ou por ignorância.

    A mais-valia já foi refutada há mais de 100 anos, e mesmo assim as pessoas continuam falando dela
  • Marconi Soldate  22/10/2015 15:35
    favor provar que a frase é de um hoax. kd o link?
  • Perillo  22/10/2015 15:49
    Ei, Marconi, no mundo civilizado, pessoas que fazem uma citação é que estão intelectualmente obrigadas a mostrar suas fontes. Quem fez a citação foi você. Logo, quem tem de mostrar que ela é verdadeira é você. Em qual livro e página Smith fala isso?

    P.S.: de minha parte, nem duvido de que ele realmente tenha dito isso. Afinal, quando ele era vivo, ainda havia escravidão genuína no mundo. Mas também queria saber em qual obra (e página) se encontra essa frase.

    P.S.2: lembro-me vivamente de que, em 2008, quando houve a crise financeira mundial, começou a circular pelo Orkut (sim, Orkut) uma frase atribuída a Karl Marx que era bastante profética em relação àquela crise. A frase era tão profética, que logo foram procurar a fonte dela. Até hoje, ninguém encontrou. Era um hoax.
  • Liberal das antigas  22/10/2015 17:14
    As duas frases do Adam Smith são verdadeiras sim.

    Ambas se encontram no livro A riqueza das nações, capítulo VIII - Os Salários do Trabalho.

    Página 118 e 119.

    Mas de fato Smith está longe de ser o "O maior de todos". Principalmente como liberal. Sua importância é no máximo histórica.
  • Ricardo  22/10/2015 18:02
    Não vejo problema nenhum nessa frase de Adam Smith. Ele está dizendo a verdade: o capitalista sobrevive perfeitamente sem o empregado; já o empregado morreria sem um capitalista. O capitalista não depende de terceiros para sobreviver. Já um empregado depende da existência de um capitalista para sobreviver. Sem um capitalista, as pessoas comuns morreriam. Os capitalistas são sua salvação.

    Essa tese, aliás, foi esposada nestes artigos:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1368

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=714

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1623
  • Taxidermista  22/10/2015 18:11
    Tem esse aqui também:


    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1856
  • Marconi Soldate  22/10/2015 18:23
    Parem de viajar na maionese..

    o que ele (Ele? rsrs) diz é claro.

    O rico tem grana guardada, por isso pode viver mais tempo sem nenhuma produção, só com o que acumulou. O empregado não tem reserva longa, logo entrará no desespero de aceitar qualquer merreca. Logo, o empregado se encontra em desvantagem na negociação de salário.
  • Ricardo  22/10/2015 18:49
    Ué, e não foi exatamente isso o que eu disse acima?

    "O empregado não tem reserva longa, logo entrará no desespero de aceitar qualquer merreca. Logo, o empregado se encontra em desvantagem na negociação de salário."

    Tradução: sem capitalista, nem sequer haveria esse "desespero". Haveria era morte certa por inanição.

    Agora, se o empregado é uma mão-de-obra qualificada, aí a situação muda. E muito.

    A irrelevância da necessidade do trabalhador e da ganância do empregador na determinação do salário

    "O rico tem grana guardada, por isso pode viver mais tempo sem nenhuma produção, só com o que acumulou"

    Sendo o rico um empreendedor (pois essa é a única maneira moral e ética de enriquecer, portanto nosso debate se foca nisso), como ele enriqueceu? E quantas pessoas ele enriqueceu nesse processo de enriquecimento? Quantas pessoas ele empregou?

    "Parem de viajar na maionese.."

    Qual a foi a "viagem na maionese"?
  • Liberal das antigas  22/10/2015 19:03
    "o empregado se encontra em desvantagem na negociação de salário"

    A frase é uma generalização grotesca e errada, e eu explico:

    1) Empregado não brota do chão. Em geral, ele nasce e cresce sendo sustentado por uma família. Ao procurar emprego ele não está na rua faminto, pelo contrário, ele está bem alimentado e vestido, logo essa desvantagem é um mito criado.

    2) O empregado tem todo o poder de reverter essa situação. Basta ele poupar e adquirir reserva, qualquer pessoa hoje é capaz de fazer isso, mesmo com baixo salário. O que ocorre é que a maioria das pessoas não fazem um mínimo de planejamento, não poupam e tem filhos aos montes, e isso infelizmente não é culpa do capitalista.
  • Marconi Soldate  22/10/2015 20:56
    Não é um mito. Não é do interesse do patrão ter empregados doentes ou mortos, afinal, se morrerem, ele é que terá de executar o trabalho.

    O interesse do patrão é pagar o suficiente pros empregados se manterem e se reproduzirem, nada além disso.
  • anônimo  23/10/2015 00:05
    segundo você, ninguém deveria ganhar mais que o mínimo, já que o patrão só paga o necessário para o cara sobreviver. Além disso, nenhum pobre deveria ter uma tv, um celular, uma geladeira, afinal é só o mínimo para sobreviver.

    E me diz uma coisa, como os patrões deteminam esse mínimo "necessário para a subsitência"? eles se reunem em uma salinha secreta?
  • Ali Baba  23/10/2015 10:01
    @Marconi Soldate 22/10/2015 20:56:39

    Não é um mito. Não é do interesse do patrão ter empregados doentes ou mortos, afinal, se morrerem, ele é que terá de executar o trabalho.

    Fundamentalmente errado. Se morrerem, outros empregados vão ser contratados no lugar para executar o trabalho.

    Na verdade, não é do interesse do empregado ficar doente ou morrer. Para o patrão é indiferente.

    No improvável extremo: sim, o patrão teria de executar o trabalho... Mas se todos estiverem mortos, para que ele o faria? Supondo que ainda tivesse justificativa para o trabalho, pelo menos o patrão sabe fazer o trabalho do empregado. E o empregado, sabe fazer o trabalho do patrão?

    O interesse do patrão é pagar o suficiente pros empregados se manterem e se reproduzirem, nada além disso.

    Não é verdade. Bons empregados ganham muito e são ativos valiosos de qualquer empresa.

    Mesmop que fosse verdade, qual seria o problema com isso? Vá sacar em outro site, aqui você será sumariamente exposto pelo coletivista assassino que é!

    Como estou em uma manhã particularmente condescendente vou expor gentilmente o erro do seu raciocínio. Faça bom proveito:

    Seu raciocínio está cabalmente errado por que parte da premissa de uma sociedade de castas imutáveis. Empregado sempre será empregado e seus filhos sempre serão da mesma casta. Ignora completamente que agentes econômicos mudam de "casta" a toda hora e que se o empregado quer deixar de ser empregado ele pode acumular capital e se lançar a algum empreendimento, tornando-se o próprio patrão ou empregando outros e tornando-se o patrão desses.

    Você quer o que todo coletivista quer: usufruir das benesses do capital (o que significa consumir e não acumular) ao mesmo tempo que exporta os riscos de sua construção a outrem. Você é como os saqueadores da Revolta de Atlas: você sequer tem a mais mínima ideia do que fazer para gerar valor, logo quem tem essa capacidade deve ser seu escravo.

    Empregados que, como você, contentam-se em ser uma engrenagem do mecanismo, sem ter a menor ideia de onde se encaixam, sequer teriam um lugar ao sol não fosse pelas pessoas que sabem onde colocar as engrenagens. Você estaria nu, na selva, armado com as próprias mãos, lutando do amanhecer ao crepúsculo para garantir a próxima refeição. Mas pela "ganância" de quem sabe montar um mecanismo você, a engrenagem, passa a ter alguma utilidade e, como recompensa, pode vestir-se, usar ferramentas e ter muito tempo livre com refeições garantidas.

    E, associado a esses benefícios, ainda vem a possibilidade de fazer o mesmo: acumular capital, investi-lo em uma ideia e tornar-se você mesmo o criador de mecanismos. Nesse caso, sua própria "ganância" é o que vai garantir o lugar ao sol de quantas outras engrenagens?
  • Rennan Alves  22/10/2015 21:54
    Nem importância tal senhor merece. Adam Smith falhou em seu revisionismo histórico sobre a tradição escolástica do pensamento econômico, abandonou as contribuições anteriores centradas na teoria subjetiva do valor, a função empresarial e o interesse em explicar os preços que se verificam no mercado real, substituindo a todas pela teoria do valor trabalho.

    E, como já relataram, o resultado foi catastrófico. Mais detalhes aqui:

    As raízes escolásticas da Escola Austríaca e o problema com Adam Smith.
  • Dom Comerciante  22/10/2015 15:02
    Esse artigo encaixa perfeitamente com a recente notícia de que a Finlândia pretende pagar toda a população para não fazerem nada. Mas uma esquerdice anti-desigualdade. A notícia: [linkwww.brasil.rfi.fr/economia/201=51020-finlandia-vai-testar-sistema-em-que-trabalhar-e-uma-escolha]Fim-lândia[/link].
  • Pobre Paulista  22/10/2015 15:20
    Permita-me corrigir o link:

    Fim-lândia

    Dica: Sempre clique em "Visualizar", ao lado de "Enviar comentário", antes de enviar seu comentário, para ter certeza que ele estará corretamente mostrado.

    PS: Imagino o que acontecerá com a Finlândia assim que todos os Finlandeses resolverem aderir à isso.
  • Dom Comerciante  22/10/2015 16:00
    im nem havia me dado conta da péssima formatação do texto, mas ainda estou me habituando a escrever em smartphones, mas o link corrigido não tá funcionando, por isso vou postar novamente:Fim-lândia.
  • Felipe R  23/10/2015 08:23
    Isso aí terá o mesmo resultado do experimento da nota média na sala de aula.
  • Denison  24/10/2015 02:49
    Ha uns dias atrás li um relato de um finlandês que dizia que era questão cultural o estudo. Dos mais pobres até os mais ricos. Não sei dizer se também é cultura o trabalho mas, se for, talvez essa medida nem tome tanto impacto assim na economia.
  • anônimo  22/10/2015 15:43
    Sou totalmente a favor de imigração, mas ai depois não sabem pq muitos dos refugiados querem ir para estes países...rs
  • Milton  22/10/2015 15:50
    Não entendi essa celeuma com o negócio da Finlândia.

    Isso é justamente a concretização da ideia de Milton Friedman sobre o imposto de renda negativo e a renda mínima (desavergonhadamente copiada por Suplicy).

    Não sou nada fã de Milton Friedman (social-democrata demais), mas essa ideia aí, sejamos francos e honestos, é dele. Se socialistas estão comemorando, então isso apenas mostra quão desinformados eles são.
  • Andre Cavalcante  22/10/2015 15:52

    Interessante mesmo é que isso pode dar certo.

    Primeiro: para padrões Europeus, os valores colocados não são muito altos (apesar de, para padrões brasileiros, serem salários que estariam na última faixa do IRPF). Segundo: se for realmente para todos, é interessante voltar diretamente alguma parte do que você paga pro estado. Por fim: se, de fato, se o governo cortar todos os demais subsídios até que pode gastar menos, ou seja, vai poder diminuir a carga dos benefícios sociais sobre a sociedade. Agora, fazer isso na Europa, mãe de todo o estado social moderno, é que são elas...

    PS1.: o mais provável é que seja mais um "benefício" acumulado pelo já inchado estado de bem-estar social.

    PS2: fiz uma continha no Brasil. População: 200 milhões / 4 pessoas/família = 50 milhões de famílias * 12 salários mínimos (R$800,00 arredondando) por ano = 480 bilhões. Se o governo gastasse digamos 100 bilhões para arrecadar e redistribuir + 150 bilhões com justiça + 100 bilhões com polícia + 50 bilhões com militares = 880 bilhões que é METADE do que se gasta hoje com o governo. E com um salário de 800,00 reais dá pra pagar um seguro saúde familiar + escola pras crianças e ainda sobra um troco. O restante do rendimento viria do trabalho da família. Sem metade dos gastos hoje, o governo equilibraria as contas, o real se fortaleceria e voltaríamos a crescer. Produziríamos mais e os produtos baixariam de preço, ajudando a minimizar o problema da pobreza no Brasil. Pode parecer errado, mas a proposta da renda mínima com a abolição do estado de bem-estar social, acaba sendo benéfico para a sociedade. (sem falar que, para implementar isso, o governo teria que vender as escolas, hospitais, fechar um monte de ministérios e autarquias, porque desnecessários, demitir um monte de gente, que passaria a produzir mais na iniciativa privada etc.)

    Abraços


  • Marcelo  22/10/2015 16:08
    isso é a tal da focalização, não é?
    ao invés de dar bolsa pra tudo, dá o dinheiro e a pessoa decide gastar como quiser.
  • anônimo  22/10/2015 16:52
    Não sei não.

    Poderia ser uma arranjo melhor do que hj em termos de tributação.

    Agora isso não poderia criar uma desestimulo nas pessoas ?

    Se eu tenho certeza que tenho renda garantida isso não me geraria acomodação.

    Em muitas pessoas não iria, mas na maioria eu acredito que sim.

    Além de estar realocando muitos recursos de maneira artificial, ou seja, despejando dinheiro da economia sem que haja aumento de produção.

    Isso não iria fazer preços subirem, pois um monte de gente recebendo grana ao mesmo tempo ?

    Além de que, imagina se uma cidade inteira resolve viver de benefício ? rs






  • Flavio Rodrigues  22/10/2015 18:18
    Filho, de onde você tirou essas contas? Apenas para uma escola eu gasto R$ 1.300,00 por mês. Em um simples jantar com minha mulher vão-se lá uns R$ 400,00. Em que mundo você vive?
  • Vinicius  22/10/2015 18:49
    Na mensalidade da escola vai uns 26% de impostos direto e uns 20% de indiretos, a mensalidade sem a intervenção do estado seria de uns R$780.

    O jantar não sei exatamente, mas devem ser valores parecidos.

    O furo nessa renda mínima para a tal redistribuição de renda é bem antiga:
    "Na distribuição do bolo, o que importa é o controle da faca"
  • Ali Baba  23/10/2015 13:49
    O furo é mais embaixo ainda.

    O que aconteceu com o preço dos imóveis quando o limite para utilização do FGTS subiu para 750 mil? Aumentaram de preço, com muitos custando justamente 750 mil.

    Quando alguém recebe um salário de 800,00 garantido, subitamente o agregado dos preços de tudo aquilo que paga vai subir 800,00. Não tem mágica.
  • 4lex5andro  22/02/2017 21:10
    O limite do FGTS para financiamento agora abarca imóveis de até 1,5 milhão de reais.

    www.em.com.br/app/noticia/economia/2017/02/20/internas_economia,848857/novo-limite-para-compra-de-imoveis-com-o-fgts-comeca-a-valer-hoje.shtml
  • Maverique  22/10/2015 15:47
    O interessante que esse discurso, que trabalhar é o equivalente a ser escravo vai totalmente de encontro ao livro que estou lendo. No qual o autor comenta sobre ter levado a filosofia budista tibetana para a sua empresa e como o desenvolvimento destas ferramentas no ambiente de trabalho influência grandemente no desenvolvimento pessoal. Portanto características como desenvolver o empreendedorismo, conhecimento, comunicação e também a capacidade de tomar decisões seriam de um cunho extremamente importante para o desenvolvimento pessoal em conjunto profissional e de carreira. Para quem tiver interesse segue o título do livro: O trabalho como mestre de Arnaud Maitland.

    Mas o que eu queria mesmo, é saber a opinião do pessoal em relação a uma notícia. Onde a Finlândia vai testar um novo sistema onde se trabalha quem quer. Seria uma ajuda do governo para pessoas que não querem trabalhar, ou ao menos escolherem como ou quando trabalhar. Abaixo segue os links meios de comunicação, sendo que estes dão um enfoque diferente ao assunto.

    www.brasilpost.com.br/2015/10/21/renda-basica-finlandia_n_8350442.html

    www.brasil.rfi.fr/economia/20151020-finlandia-vai-testar-sistema-em-que-trabalhar-e-uma-escolha

    https://br.noticias.yahoo.com/na-finl%C3%A2ndia--s%C3%B3-trabalhar%C3%A1-quem-quiser-a-partir-do-ano-que-vem-121059718.html
  • Iceman  22/10/2015 15:58
    Já comentada logo acima.
  • Maverique  22/10/2015 16:58
    Obrigado pelo aviso. É que quando havia postado não tinha nenhum debate sobre esse tema. Buenas, agora é esperar que mais gente comente sobre isso e claro quem sabe futuramente saia algum artigo relacionado ao tema da Finlândia.
  • Taxidermista  22/10/2015 17:09
    Um detalhe:

    "esquerda libertária" é um oxímoro.

    Quem é esquerdista não tem como ser libertário, quem é libertário não tem como ser esquerdista.
    São duas posturas absolutamente incompatíveis.
    Não é à toa que o austro-libertarianismo enfatiza que não é nem de esquerda nem de direita; nem conservador nem progressista.

    "Eu sou um genuíno libertário": não sou "libertário de coração bom ou quente ou pulsante"; ou "libertário preocupado com justiça social", ou etc.

    "Eu sou um libertário" e ponto final:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1864

    Os libertários deveriam se abster de usar esse oxímoro.

    (Aliás, esse "jogo" de se "apropriar" de expressões é próprio à esquerda: vide o caso da expressão "liberal" nos EUA, a partir do New Deal).
  • Rennan Alves  22/10/2015 21:45
  • Taxidermista  23/10/2015 12:49
    "Explicado com detalhes neste artigo".

    "Explicado" o q, meu amigo? Ao citar um artigo, é de rigor que vc justifique a citação.


    Pois bem, o autor desse artigo que vc cita - artigo que eu conheço - acha "plausível" utilizar-se a expressão "libertarianismo de esquerda". Pois bem, eu acho uma deturpação, preferindo ficar, no ponto, ao lado de Walter Block na questão:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1864


    E isso vem explicado em detalhes no capítulo 2 dessa obra do austro-libertário Jacob Huebert:

    www.amazon.com/Libertarianism-Today-Jacob-H-Huebert/dp/0313377545
  • Rennan Alves  23/10/2015 14:41
    Prezado, não teria exposto tal artigo se não o tivesse lido, inclusive os comentários. Ademais, não creio que seja mandatório justificar um artigo citado. Neste caso, no meu entender, não justifiquei por achar desnecessário, dado que o título do artigo é autoexplicativo: "conceitos e diferenças".

    Apenas mostrei que a explicação para o termo "esquerda libertária" está lá. Faz sentido? Com certeza não. É compatível com a filosofia libertária? Óbvio que não. É paradoxal? Pode apostar. Então, porque indiquei o artigo? Porque ele explica o que é, como se originou e a ideologia da esquerda libertária. Apenas isso.

    E não precisa se alongar para me explicar que tal termo não faz sentido, o próprio Renato Souza na seção de comentários já identifica o non sequitur desta corrente de pensamento, que invariavelmente leva ao estatismo.

    Aliás, Hans-Hermann Hoppe o faz de forma ainda mais completa, mostrando o quão estapafúrdia é essa ideologia.
  • Taxidermista  23/10/2015 16:11
    Prezado Rennan:

    Bacana sua resposta, meu caro.

    Apenas um complemento: como eu havia consignado o que entendo ser um erro intelectual (mais do que um erro semântico) - posicionamento esse que, agora fico ciente, está de acordo com o seu -, você há de convir comigo que o seu comentário, logo após o meu, dizendo "Explicado com detalhes neste artigo: (...)", ao menos dera a entender que você estaria discordando do meu posicionamento, diferente do autor do artigo citado, que "justifica" o conceito de "esquerda libertária".

    Seja como for, agora está compreendido; estou de pleno acordo com você: "'esquerda libertária' faz sentido? Com certeza não. É compatível com a filosofia libertária? Óbvio que não."

    Abraço.
  • anônimo  23/10/2015 13:00
    "Explicado com detalhes neste artigo."

    Prezado, mais uma coisa: o autor desse artigo que vc cita é bem claro em dizer, inclusive nos comentários, que ele está justificando o posicionamento dele, que é controverso (e, portanto, questionável), a respeito da suposta legitimidade da designação "libertarianismo de esquerda".

    Veja lá você mesmo.

    Então seria de rigor que vc, ao citar o artigo, justificasse o pq de sua citação, e não simplesmente dissesse "explicado nesse artigo", como se o artigo estivesse a "demonstrar" uma "verdade inquestionável".
  • Taxidermista  23/10/2015 13:19
    Esqueci o nickname no comentário acima.
  • Taxidermista  23/10/2015 13:05
    E, de novo:

    "Os progressistas têm um jeito com as palavras que chega a ser realmente impressionante. Talvez tudo tenha começado quando eles roubaram, nos EUA, o termo 'liberal' dos libertários. Desde então, a coisa virou uma bola de neve e saiu totalmente de controle.
    De 'justiça social' a 'pró-escolha' (exceto quando a escolha se refere a armas ou lâmpadas incandescentes), passando por vários 'ismos' criados pejorativamente para rotular seus opositores, os progressistas são especialistas em tais feitos linguísticos. E embora os conservadores e até mesmo os libertários também, e infelizmente, utilizem várias frases triviais em vez de argumentos sólidos, os progressistas são os campeões invictos neste quesito. A melhor prova disso é o próprio termo progressista que eles utilizam tão excessivamente: quando se referem a uma medida que apóiam, tal medida é progressista; quando se opõem a algo, tal medida é reacionária."

    Fonte:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1909
  • Dória  23/02/2017 17:29
    Esquerda libertária existe. São os leftlibs (que ninguém gosta) e os anarcocomunistas.
  • anônimo  23/02/2017 03:25
    Por incrível que pareça isso existe.

    www.modoespartano.com.br/2015/07/o-malabarismo-da-esquerda-libertaria.html

  • Taxidermista  22/10/2015 17:38
    "Ter de trabalhar é o equivalente a ser escravo? Para a esquerda, sim."


    De fato; no ponto, vale lembrar o gigante George Reisman:

    "Quando nada da realidade se adapta à sua causa, o consumista [keynesiano/esquerdista] é exímio em apontar causas totalmente imaginárias que, segundo ele, levarão a inevitáveis catástrofes econômicas. Invariavelmente, a solução defendida é fazer com que aqueles que nada produziram possam consumir à custa daqueles que produzem. O objetivo sempre será o de demonstrar a necessidade e os efeitos benéficos do parasitismo — apresentar o parasitismo como uma fonte de prosperidade geral." (mises.org.br/Article.aspx?id=850)


    Repita-se: o objetivo do esquerdista "sempre será o de demonstrar a necessidade e os efeitos benéficos do parasitismo — apresentar o parasitismo como uma fonte de prosperidade geral".

    Por entender que "trabalhar é o equivalente a ser escravo", o esquerdista quer que o Estado transforme - e ele conseguiu esse objetivo, desgraçadamente - o empreendedor em escravo, deixando grande parte dos seus ganhos para o Estado nutrir seus parasitas. Só que o esquerdista não se dá conta de que o mesmo Estado que rouba o empreendedor (em geral, o empregador) é quem rouba parte do salário do trabalhador/empregado (notadamente, via tributação). O esquerdista reputa o empreendedor como "alguém que escraviza", mas ele próprio, esquerdista, é escravizado por aquele ente parasitário que ele quer que escravize o seu suposto "algoz" (o empreendedor).

    Aliás, essa é a "filosofia de vida" - "ter de trabalhar é o equivalente a ser escravo" - que é aplicada no dia-a-dia da grande maioria do funcionalismo público nesse país.

  • Taxidermista  22/10/2015 17:45
    Sobre o comentário que fiz anteriormente, gostaria de ilustrar:

    "Os progressistas têm um jeito com as palavras que chega a ser realmente impressionante. Talvez tudo tenha começado quando eles roubaram, nos EUA, o termo 'liberal' dos libertários. Desde então, a coisa virou uma bola de neve e saiu totalmente de controle.
    De 'justiça social' a 'pró-escolha' (exceto quando a escolha se refere a armas ou lâmpadas incandescentes), passando por vários 'ismos' criados pejorativamente para rotular seus opositores, os progressistas são especialistas em tais feitos linguísticos. E embora os conservadores e até mesmo os libertários também, e infelizmente, utilizem várias frases triviais em vez de argumentos sólidos, os progressistas são os campeões invictos neste quesito. A melhor prova disso é o próprio termo progressista que eles utilizam tão excessivamente: quando se referem a uma medida que apóiam, tal medida é progressista; quando se opõem a algo, tal medida é reacionária."

    Fonte:
    texto desse site:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1909
  • mauricio barbosa  22/10/2015 17:59
    Bem é verdade que chega-se a um ponto em que rótulos mais atrapalham do que explicam qual a posição tomada por uma pessoa,mas existem palavras e frases que não causam confusão na hora de defendermos nossas convicções,como exemplo:"Não agredir ninguém","não tomar a propriedade de ninguém","não defender ideias estatizantes",não defender a "exploração do homen pelo homen" seja em nome de que causa for,creio eu que com estas expressões já fica claro o que defendemos,agora quanto ao artigo o trabalho é uma benção e sua maldição consiste no cansaço que o mesmo gera ou seja se você trabalhar fatalmente irá se cansar do contrário o cansaço é opcional,agora o trabalhador pode sim esperar por melhores condições de trabalho ficando ocioso na medida em que ele economizar a maior parte de seu salário enquanto estiver solteiro e formar poupança suficiente para períodos de desemprego longo,estudando novas ocupações pois uma vez "peão sempre peão" não cola e mudar de ocupação deve ser um processo constante e investimento com retorno garantido e quanto a Finlândia ela corre o risco de falência(Com o tempo as pessoas passam a produzir menos e sem produção não há geração de riquezas e sem ela o programa vira uma distribuição de pobreza) com essa medida extrema vide o modelo soviético que prometeu o paraíso na terra e deu no que deu,portanto tenho essas ressalvas em minha modesta opinião...
  • Taxidermista  22/10/2015 18:17
    Caro mauricio barbosa diz:
    "sua maldição consiste no cansaço que o mesmo gera ou seja se você trabalhar fatalmente irá se cansar do contrário o cansaço é opcional,agora o trabalhador pode sim esperar por melhores condições de trabalho ficando ocioso na medida em que ele economizar a maior parte de seu salário enquanto estiver solteiro e formar poupança suficiente para períodos de desemprego longo,estudando novas ocupações pois uma vez "peão sempre peão" não cola e mudar de ocupação deve ser um processo constante"

    Prezado, você poderia, por gentileza, deixar mais inteligível para os leitores esse seu excerto?
  • mauricio barbosa  22/10/2015 19:27
    Taxidermista pois não, o que pretendo dizer com isso é que nem sempre a pessoa desempregada,ociosa,parada no tempo é vagabunda ou coisa que o valha pois se a mesma poupou mais do que o suficiente para curtir esse tempo de folga é problema dela e de mais ninguém,quanto ao cansaço do trabalho é a maldição que a bíblia se refere no livro de gênesis quando DEUS lançou essa maldição sobre Adão ao falar-lhe"com o suor do seu rosto ganharás o teu pão",em suma DEUS não estava condenando o trabalho em si mas o tornou pesado e cansativo por causa do "pecado original" e ao longo do tempo os poderosos tem jogado esse peso,esse custo,esse cansaço nas costas de terceiros e basta você perguntar para qualquer um se o mesmo prefere trabalhar em um ambiente fechado com ar condicionado ou debaixo de um sol escaldante ganhando a mesma faixa salarial e você terá a resposta já sabida que é lógico debaixo do ar condicionado do contrário só se o salário for compensador ele irá preferir ficar debaixo de um sol escaldante e principalmente agora com essa seca e altas temperaturas que estamos enfrentando no sudeste, só para te relembrar existe no calendário judaico a pratica bíblica do ano sabático em que descansava-se a terra e seu proprietário ia curtir o seu merecido descanso com sua família e também no Sétimo ano de escravidão o escravo deveria ser liberto de seu cativeiro,enfim a bìblia tem muito a nos ensinar independente de religiosidade que é questão de foro intimo.
  • Taxidermista  22/10/2015 22:03
    "o que pretendo dizer com isso é que nem sempre a pessoa desempregada,ociosa,parada no tempo é vagabunda ou coisa que o valha"

    Mas alguém disso isso por aqui, meu caro?

    E não se logra depreender qual seria a relação entre "cansaço no trabalho" e o artigo em pauta.
  • mauricio barbosa  22/10/2015 23:44
    Taxidermista você entendeu o que eu quis dizer basta refletir que o trabalho pesado tem de ser feito por alguém e papo de esquerdista tem forte apelo sobre quem trabalha debaixo de sol escaldante ou você não sabe que a maior parte dos votos da dilma veio dessa parcela de trabalhadores,essa parcela gosta de se vitimizar ao invés de poupar para sair dessa condição de pobreza,dificuldades e angustias,enfim o sujeito só sai da pobreza poupando e investindo o dinheiro de forma sábia e não invejando o sucesso alheio,afinal pobre também inveja o outro pobre que porventura estiver melhorando de condição,quanto ao artigo meu comentário vem contribuir para o debate pois trabalho nunca foi escravidão mas os estatistas com seus tributos contribuem para essa condição de precariedade do trabalho,e na bíblia a escravidão só era permitida temporariamente(6 anos e no sétimo era libertado)em pagamento de dívida ou seja o sujeito só era compelido a tal condição para pagar seu credor e somente por isso,portanto trabalho não é escravidão mas sim uma benção e o cansaço sua maldição e pergunte a um workaholic se ele para o trabalho devido ao cansaço pois se não fosse trabalharia 24 horas por dia...
  • Taxidermista  22/10/2015 18:20
    Em complemento ao artigo supra, vale a leitura desse:

    "Ou temos capitalismo ou temos escravidão - não há terceira via":

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1742
  • Rafael Dias  22/10/2015 19:33
    Obra prima o artigo. Simplesmente TOP.
    As vezes o óbvio precisa ser dito e escrito para quem sabe os esquerdistas abrirem os olhos e acordar.Mas o pior cego é aquele que não quer ver. Fato corriqueiro com esquerdistas e comunistas...

    Além disso, copiando o que um amigo já disse:
    "discutir com um esquerdista é como jogar xadrez com um pombo, ele sobe no tabuleiro, caga no tabuleiro, derruba todas as peças e sai de peito estufado dizendo que ganhou o jogo"

    Com relação ao comentário sobre Adam Smith, também devo defendê-lo.
    Apesar de falhas teóricas, ele nos deu grandes contribuições iniciais.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  22/10/2015 22:38
    O artigo só faz sentido se for um Capitalismo Livre de impostos. Cobrar impostos é algo vergonhoso. Não faz sentido trabalhar 6 meses só para sustentar o governo brasileiro e não ter nada em troca. Não faz sentido pagar impostos só por ter dono de alguma coisa, como um carro ou uma casa. Isso é roubo. O brasil é irracional.
  • Taxidermista  23/10/2015 00:39
    "O artigo só faz sentido se for um Capitalismo Livre de impostos"

    Meu caro, quer dizer que em um "capitalismo não-livre de impostos" você discorda do autor do artigo, quando ele afirma que "para a esquerda ter de trabalhar é o equivalente a ser escravo"?
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  22/10/2015 22:44
    brasil = imposto sobre o trabalho ou renda, sobre a propriedade, salários baixos, inflação alta, corrupção e burocracia elevadas, etc... Dá para dizer que podemos gostar disso? Eu, não.
  • Anônimo  23/10/2015 00:01
    Vejam como é o funcionalismo público e até mesmo os funcionário das agências bancárias (que estão em greve atualmente), por exemplo. Se não está bom para eles, porque não procuram outro emprego? Muitos queriam ter a oportunidade de estar no lugar deles. Eu estou desempregado. Se existir um funcionário público ou funcionário de um banco que esteja insatisfeito com seu emprego pode trocar de lugar comigo. Aceito numa boa.
  • Marcelo  23/10/2015 09:57
    é o que digo: só faz greve quem é protegido pelo governo.
    tu já viu greve de professor em escola particular? de engenheiro, advogado, operário que trabalha em empresa privada (exceto aquelas que são protegidíssimas pelo governo)?
    pois é, não tem.
  • Fernando  23/10/2015 00:30
    É uma pena que não temos um Pinochet para fuzilar os socialistas e comunistas.

    O Pinochet fez algumas cagadas intervencionistas, mas limpou o Chile dos comunistas por anos. Só agora apareceu a retardada socialista Barchelet para começar a destruir a liberdade dos chilenos.

    O maior lixo do universo é o socialista.

    Alguém tentando acabar com a criminalidade e mortes não é estranho. O dificil é aguentar esses lixos socialistas.

    Por pior que seja ruim ter países socialistas, pelo menos nós temos como mostrar como Fidel e Maduro, nunca deveriam ter nascido.

    Contra o socialismo só nos resta a guerra.




  • anônimo  26/10/2015 15:36
    Prefiro mil vezes viver em uma ditadura governada por Pinochet do que em uma democracia governada pela Dilma e o Lula.
  • Slaine  29/10/2015 09:07
    Democracia sempre dá nisso mesmo.Mas ditaduras também, uma hora elas acabam e vem a porcaria da democracia.Taí a Bachelat no Chile querendo uma constituição socialista...dá pena
  • Alexandre  23/10/2015 05:08
    É óbvio que, num cenário de escassez de empresas e de empregos, o patrão leva vantagem na negociação. Mas, se o governo tributasse e burocratizasse menos, haveria mais empresas e o trabalhador passaria a levar vantagem nessa negociação. Se o governo quisesse ajudar mesmo o trabalhador, daria cursos de empreendedorismo a todos.
  • Pedro  23/10/2015 06:17
    Ter de trabalhar, no sentido mais estrito, ou seja, trabalhar em alguma empresa dona de capital, é sim o equivalente a ser escravo, guardadas as devidas proporções.

    Ora, vide o outro artigo que diz que a genuína felicidade só pode ser encontrada no empreendedorismo. Ou seja, quem é empregado de alguém não pode ser feliz. Porque não é livre. Ou seja, é escravo.

    Claro que empreender também é trabalhar. Por isso considerei aqui trabalhar no sentido de ser assalariado.

    E não deveria haver problema em se reconhecer isso: você, se não for de família rica, deve começar como escravo de alguém e a partir daí acumular capital para ter seus próprios escravos ou então ser escravo a vida toda, se não se importar.
  • Barusco  23/10/2015 10:47
    "Ter de trabalhar, no sentido mais estrito, ou seja, trabalhar em alguma empresa dona de capital, é sim o equivalente a ser escravo, guardadas as devidas proporções."

    A definição de escravo é: ser forçado a trabalhar, sem nenhuma remuneração, sob a ameaça de violência física, e ser proibido de abandonar o trabalho, sendo punido com a morte caso isso aconteça.

    E você realmente vem dizer que trabalhar para alguma empresa "é sim o equivalente a ser escravo"? E quer ser levado a sério?

    De duas uma: ou você é funça ou você é daqueles bon vivant que treme só de pensar na hipótese de ter de acordar cedo para pegar no batente. Conheço o tipo. Quem realmente trabalha duro na vida nunca gemeu e nunca posou de vítima. É gente de caráter muito elevado.
  • Rafael  23/10/2015 11:35
    Quod erat demonstrandum
    Fatality
  • Liberal das antigas  23/10/2015 11:21
    Não confunda liberdade com vagabundagem.

    Ter que trabalhar é uma obrigação de qualquer pessoa, pois nada cai do céu.

    Se você não está disposto a poupar e investir, seja livre para trabalhar para os outros.
  • Cleiton  23/10/2015 11:49
    Esquerda libertária. Isso faz algum sentido?
  • Taxidermista  23/10/2015 13:23
    "Esquerda libertária. Isso faz algum sentido?"

    Prezado Cleiton:
    tem gente que acha que faz sentido; eu acho que não faz sentido: veja meus comentários acima.

    (Obs.: claro que isso, de forma alguma, coloca em questão a argumentação e a conclusão do artigo supra, que é realmente excelente. Eu também suscitei esse mesmo ponto que vc, mas a título de comentário lateral, digamos).
  • Cuba é lixo  23/10/2015 12:38
    A questão principal é que o socialista acha que as pessoas são debilóides, retardados, incapazes, ingênuos, incompetentes, vítimas, etc. A esquerda considera as pessoas incapazes de procurar algo melhor, se um emprego não estiver bom ou que não atenda as suas necessidades.

    Se alguém perdeu um dedo operando uma máquina ou caiu de um prédio em uma obra, a culpa é das leis trabalhistas, que dizem que a responsabilidade é do empregador. Se a responsabilidade é do empregado, ele vai tomar mais cuidado para não perder um dedo ou cair do prédio em construção. Eu acho muito dificil alguém aceitar um trabalho perigoso, se não tivesse garantias. Isso só aconteceria em casos de extrema necessidade.

    A esquerda não entende que só a rotatividade de funcionários, vai fazer o empresário gastar mais para segurar os bons trabalhadores. Não é com protecionismo trabalhista, que os funcionários irão ganhar mais.

    Só os socialistas acham que pagar um 13o salário vai aumentar a renda. Como se não fosse melhor receber tudo a vista e gastar como quiser.

    A esquerda não entende que empresa não é instituição de caridade. Qualquer coisa que se faça, mesmo de graça, é com intenções de propaganda ou imagem da empresa.
  • Thiago Diniz  23/10/2015 12:39
    Assunto interessante, exatamente o que estava buscando esses dias no mises.

    Particularmente tenho uma proposta para ser gerente, trabalhando domingo a domingo(praticamente, feriados, 10 horas por dia, para ganhar um salário razoavel aqui no Brasil.

    Em contrapartida, surgiu-me uma oportunidade no exterior, trabalhar menos, ganhar um pouco menos, porém, custo de vida bem inferior que o nosso país, obviamente. Não pensei 2x. Partiu!

  • Juan Domingues  23/10/2015 13:07
    "dado que temos de trabalhar para viver, o trabalho é uma atividade coerciva"
    Um péssimo argumento da esquerda, como de praxe, que o texto destrói muito bem logo em seguida.
    Pregar a não coerção entre humanos pacíficos é diferente de imaginar que o mundo é um lugar intrisecamente bom, não é, a observação empírica da natureza nos mostra isso.
    A "mãe natureza" é uma psicopata pronta para matar aqueles que por ventura deem mole. Uma picada de escorpião, de cobra ou de aranha venenosa, um raio na cabeça, um urso ou leão te comendo vivo, um tubarão de devorando no mar ou piranhas na água doce, uma bactéria causando pneumonia ou a peste bubônica. Quem disse que viver é fácil? É preciso um esforço contínuo para sobreviver na natureza.
  • Fernando  23/10/2015 14:53
    Em 1998 e 2002 votei no PT. Adorava a ideologia do partido dos trabalhadores. Adorava o discurso, a lógica petista. Me decepcionei.
    Em 2015, aderi à ideologia que prega este site. Liberalismo, Estador menor, etc etc. Quem garante que estou certo desta vez? Eu estou me convencendo que cada vez mais o debate econômico tem como pano de fundo ideologias de determinados grupos de interesse na sociedade. O que passer disso é vento no vazio.
  • Anônimo  23/10/2015 15:36
    Se os "interesses" aqui defendidos são os de pessoas que fazem coisas úteis às outras e não querem usar força, eu não vejo problema. Assim como a abolição da escravatura certamente não representa os "interesses" dos escravocratas, mas de quem acha errado uma pessoa ser dona da outra e de quem não quer competir com salários de trabalho escravo.

    Não há nada errado em interesses. A conotação negativa vem com interesses da força. Gente que quer utilizar o estado para fazer coisas ao invés de desfazer.
  • Taxidermista  23/10/2015 16:21
    "Eu estou me convencendo que cada vez mais o debate econômico tem como pano de fundo ideologias de determinados grupos de interesse na sociedade. O que passer disso é vento no vazio."

    A Escola Austríaca é, obviamente, uma das escolas que se propõem a fazer o debate econômico.

    Rememorada essa platitude, gostaria que o amigo explicasse qual seriam os "grupos de interesse" que "estariam como pano de fundo" da Escola Austríaca.

    Por gentileza, seja mais claro e específico.

    Enquanto a sua resposta não vem, gostaria de indicar ao amigo dois artigos do site:

    "A diferença entre iniciativa privada e livre iniciativa - ou: você é pró-mercado ou pró-empresa?": www.mises.org.br/Article.aspx?id=2049

    "Seria o liberalismo uma ideologia a serviço de empresários?": www.mises.org.br/Article.aspx?id=1714
  • Fernando  23/10/2015 16:34
    Levantei essa questão aqui pelo que tenho observado através da história, ou seja, sempre houve grupos interessados em chegar ao poder e para isto eles sempre se utilizaram dos mais bem elaborados, refinados, e floridos estudos e discursos.
    Eu gostaria sim que o pessoal que segue a escola austríaca estivesse certo, eu mesmo não deixo um dia sequer de visitar este site, gostei de saber como um avarento como eu pode estar contribuindo com a economia rsrsrs. Assim posso conseguir convencer meus amigos no trabalho em nossas discussões rsrrsrs
    Como minha inteligência e nível intelectual não são capazes de chegar a uma conclusão definitiva sobre economia, acabei levantando a questão aqui no site.
    Afinal, economia se baseia em teorias, não?
  • Taxidermista  23/10/2015 18:17
    "Afinal, economia se baseia em teorias, não?"

    Caro Fernando,

    do fato de que a economia se baseia em teorias não decorre que, por isso, você deva (ou tenha que) estar "convencido" de que "cada vez mais o debate econômico tem como pano de fundo ideologias de determinados grupos de interesse na sociedade", tampouco de que "o que passar disso é vento no vazio".

    Em primeiro lugar, a colocação "afinal, economia se baseia em teorias, não?" não é compatível com a colocação de que "o que passar disso é vento no vazio". Se a teoria é sólida, como é o caso da economia da Escola Austríaca, não há como isso "ser vento no vazio".

    Em segundo lugar, se você "gostaria sim que o pessoal que segue a escola austríaca estivesse certo", você, por implicação lógica, tem que se convencer do contrário daquilo que você diz estar convencido ("cada vez mais o debate econômico tem como pano de fundo ideologias de determinados grupos de interesse na sociedade"): isso porque a economia da Escola Austríaca NÃO É um mero "pano de fundo para grupos de interesses".

    O que há é uma correlação entre a economia da Escola Austríaca e a ética/filosofia política libertária, mas essa correlação é muito diferente de um "ideologia de determinados grupos de interesses".

    Abraço.

  • Ragnister  24/10/2015 01:46
    Eu tinha dificuldades em entender economia até encontrar esse site, o conhecimento aqui chega ao óbvio, como não pensamos nesses ideias antes? Na minha opinião, anos de doutrinação estatal nos ofuscam a realidade, principalmente pela ilusão de liberdade.

    No final das contas...

    É óbvio que não somos livres, trabalhar 5 meses no ano para o estado gastar o que por direito é seu? Somos parcialmente escravos.

    É óbvio que qualquer coisa que é imposta é um crime contra sua liberdade, por isso imposto é roubo.

    É óbvio que o estado é um monopólio, o que impede serviços com maior qualidade, pois é necessário haver concorrência para os indivíduos poderem escolher quem deve continuar prestando tal serviço.

    É óbvio que não é só o estado que tem capacidade para executar determinadas tarefas. Para toda atividade centralizada no estado, há uma forma mais eficiente descentralizada no livre mercado.

    Alguns leitores ainda não acreditam, mas o anarcocapitalismo é a melhor solução no longo prazo. Eu acredito que até o estado sabe disso, ao doutrinar as pessoas a associarem anarquismo e capitalismo como algo ruim.

    Viva la liberdad!
  • Taxidermista  23/10/2015 16:40
    rectius: "quais seriam os 'grupos de interesse' que 'estariam como pano de fundo' da Escola Austríaca"
  • anônimo  23/10/2015 16:37
    "Quem garante que estou certo desta vez?"

    1)Estude a fundo a escola austríaca e você mesmo verá que faz sentido a teoria.

    2) Você pode também observar dados empíricos, países que facilitam mais os negócios (Doing Bussiness) e comercializam mais com o mundo (Open Market index) são mais ricos.

    3) Uma simples reflexão com três perguntas:

    Onde você estará melhor, onde você pode compra produto de qualquer lugar do mundo ou onde te obrigam a comprar apenas produtos produzidos em um determinado país?

    Onde as empresas serão mais eficiente, em um ambiente que facilita os negócios e a livre entrada ou em um ambiente burocratizado e regulado?

    Onde você conseguirá prosperá, em um ambiente em que o governo te tira pouca renda e preserva o valor da moeda ou onde o governo lhe toma boa parte da sua renda e ainda desvaloriza a moeda?
  • rubens aguiar padial  23/10/2015 14:54
    A melhor distinção entre trabalho assalariado e trabalho escravo eu vi no filme Queimada!( https://www.youtube.com/watch?v=tQBHr8pjGXI ) é um filme italiano de 1969 do gênero aventura histórica mas com um estilo que o deixa aquém do rigor factual e o aproxima da crítica política. O filme é dirigido por Gillo Pontecorvo, também diretor de A Batalha de Argel. Nele, prestem atenção na cena memorável em que Marlon Brando compara o escravo à esposa e o trabalhador assalariado à prostituta. Os maiores interessados na abolição da escravatura foram os ingleses e a ilha fictícia de Queimada guarda muita semelhança com o Brasil escravocrata. A esquerda está errada. A escravidão em alguns aspectos, pode ser melhor que o trabalho assalariado. Vejam a reportagem da The Economist afirmando que a grande maioria dos pais trabalhadores chineses não conseguem conviver com seus filhos únicos mais que uma vez por ano.
  • Gunnar  23/10/2015 15:24
    Enquanto isso, na Sala da Justiça.... www.brasil.rfi.fr/economia/20150119-maioria-das-riquezas-estara-nas-maos-de-1-da-populacao-em-2016

    Passam-se os séculos e as falácias seguem se repetindo assustadoramente inalteradas.

    ***A diretora-executiva da entidade, Winnie Byanyima, disse que a explosão da desigualdade está atrasando "em décadas" a luta contra a pobreza. "Queremos realmente viver em um mundo onde 1% é dono de mais do que o resto de nós juntos?", questionou. "Os pobres são atingidos duas vezes com a desigualdade crescente - eles recebem uma fatia menor do bolo econômico e, porque a extrema desigualdade prejudica o crescimento, há um bolo menor para ser compartilhado." ***
  • Taxidermista  23/10/2015 16:46
    Pois é, Gunnar,
    e o mais impressionante é que, para essa gente, a "culpa" é sempre do capitalismo laissez-faire, e nunca do Welfare State social-democrata...

    E sem contar as falácias conceituais da própria questão da "desigualdade" econômica...

    No ponto, vale rememorar esse texto do site:

    "Quatro aspectos que devem ser abordados em uma discussão inteligente sobre desigualdade econômica":

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2030
  • Márcio  23/10/2015 16:50
    E o caso dos trabalhadores da Foxconn?
  • Tobias Botelho  23/10/2015 18:12
    A impressão que me dá é que os comunistas não acreditam que as coisas só acontecem aos que têm motivação e empenho. Na verdade eles acreditam, mas não aceitam. Não aceitam que o mundo tem uma história imutável que comprova que o indivíduo sempre foi o verdadeiro motor da humanidade. Sempre ligado aos outros, seja sob a supremacia de uma nação ou por suas ideias e ideais, o indivíduo é o grande fator de mudança do mundo que, entre altos e baixos, sempre empurrou a humanidade adiante, promovendo qualidade de vida, inovação e, nos poucos lugares e momentos em que alcançou seu ápice, a liberdade.
    Mas o comunista acha o cúmulo que as pessoas sejam responsáveis por sua própria felicidade, e pior, que elas tenham as oportunidades para conseguir alcançá-las em suas mãos. Afinal, o que seriam dos coitadinhos que caíssem no meio desse caminho? Será que eles merecem viver abaixo daqueles que, seja por esforço, talento ou qualquer outro meio lícito, conseguiram tudo aquilo que representa a prosperidade? A resposta é SIM, desde que eles tenham o direito e as oportunidades para levantarem, sacudirem a poeira e darem a volta por cima. E é justamente isso que o comunismo retira das pessoas. Muito mais do que seus direitos fundamentais, ele retira das pessoas seu único direito sagrado, o primeiro dentre todos na Declaração Universal dos Direitos Humanos, a liberdade. Da mesma forma como eles criaram o "monstro do capitalismo", demonizando aspectos do sistema que, sem uma pequena reflexão mínima, à primeira vista parecem injustos aos menos estudados na economia, na política e na filosofia. Usam a mesma estratégia com a liberdade, criando o monstro da desiqualdade, onde uma parte da população jamais conseguirá alcançar a realização simplesmente porque o sistema - não o que funciona há milênios, antes mesmo de ganhar o nome de capitalismo, mas a versão parodiada que eles inventaram para malhar como Judas - funciona de modo empiricamente vertical.
    O que as pessoas precisam descobrir é que no comunismo a escalada é rápida e praticamente impossível, pois a única opção - e nada garantida ou segura - é se vender ao regime autoritário que, como nos mostra a história, mais dia menos dia entra em processo de autofagia. Já no livre mercado, mesmo sendo mais longa, a jornada é plana, e cabe a cada um andar, correr, pular ou fazer cooper. Porém, a responsabilidade sobre aqueles que tropeçam e continuam caídos não é de ninguém além deles mesmos.
  • Gustavo Henrique Z  22/02/2017 18:21
    Na verdade, se for analisar, a vida é muito curta para uma pessoa ficar 30, 40, 50 anos trabalhando para sair de sua condição.
    Aos afortunados, que nasceram em condições relativamente boas, houve alguém que lutou uma vida inteira para isso.Um exemplo são os netos e bisnetos de imigrantes italianos, japoneses e alemães.
    Houve quem correu um risco para conseguir o patrimônio que possui, e muita persistência e anos de vida batalhando.
    Um risco que é característica fundamental de um empreendedor, coisa que um comunista não quer ser pois não possui culhões para correr um riscos, ou quer por vias mais fáceis, seja por atividades ilícitas ou não.
    Há hoje várias alternativas, que não dependam somente do salário de um emprego para gerar renda, porem tais alternativas não caem dos céus, é preciso busca-las.
    Porem hoje cada vez mais tais alternativas são difíceis de conseguir uma vez que temos a mão do Estado interferindo.
  • Antropólogo  23/10/2015 19:22
    "O problema com esse argumento é que o estado natural em que vivemos não é um paraíso rousseauniano, mas sim um lugar brutal no qual a maioria morreria rapidamente caso o trabalho e o progresso não houvessem criado moradias, vestuários e uma crescente quantidade de alimentos. O estado natural do homem é o da pobreza. A pobreza é a condição natural e permanente do homem ao longo da história do mundo. E, caso ainda estivéssemos nesse estado, estaríamos hoje diariamente efetuando um infindável trabalho exaustivo e maçante apenas para caçar, matar e cozinhar qualquer coisa que fosse capaz de nos manter vivos. A jornada de trabalho abrangeria todo e qualquer momento do dia em estivéssemos acordados, e o salário seria apenas a refeição ocasional que conseguíssemos fazer."

    Não é o que se lê nos relatos dos colonizadores europeus sobre as sociedades de caçador-coletor dos índios no continente americano e dos aborígenes australianos. Alguns, como R. Brough Smyth chamavam aqueles povos de "vagabundos" por eles viver descansando e dormindo.

    Os caçador-coletor não eram escravos do relógio e do tempo como nós somos...

    Muito errado... Recomendo ler Stone Age Economics do Marshall Sahlins...
  • Naturalista  23/10/2015 20:03
    É mesmo? Quer dizer então que o estado natural dos aborígenes australianos é de um "paraíso rousseauniano"? O estado natural deles não é o da pobreza? Eles vivem na fartura, com conforto e tudo? Eles não precisam caçar e matar para sobreviver?

    No mais, se eles dormem muito, é exatamente por isso que não saíram da pobreza.

    Há antropólogos neste mundo com dificuldade de interpretação de textos básicos.
  • Antropólogo  23/10/2015 20:41
    Ninguém tá falando em paraiso. O que eu quero dizer é que ao contrário do que o autor do texto disse, as sociedades que viviam no "estado natural" do homem, ou seja, as sociedades de índios caçador-coletor, eles NÃO gastavam todas as horas do dia caçando e coletando alimentos. Descansavam com frequencia. Eles não trabalhavam mais do que 5-6 horas por dia (e não eram 5, 6 horas contínuas, era com muitas interrupções, é o que se lê nos relatos dos colonizadores europeus que chamavam eles de "vagabundos").... E quando eles conseguiam uma grande quantidade alimentos em um dia, no dia seguinte eles descansavam (descansariam mais ainda se tivessem a cultura de armazenar alimentos, se não comessem muito)...

    Leia os relatos dos colonizadores europeus. Nenhum deles diz que eles caçavam e coletavam alimentos o dia todo. Todos dizem exatamente o contrário: que os índios eram "vagabundos" que só queriam dormir, em outras palavras, trabalhavam muito pouco....
  • anônimo  26/10/2015 11:20
    "eles NÃO gastavam todas as horas do dia caçando e coletando alimentos. Descansavam com frequencia. Eles não trabalhavam mais do que 5-6 horas por dia"

    Até acredito que dependendo da região ele poderia se dá ao luxo de descansar mais.

    Pensa em um índio morando numa floresta Amazônica, não precisa se esforçar nada para achar água e comida, e muito menos se preocupar com o frio.

    Mesmo assim duvido que alguém gostaria de uma vida desta: a expectativa de vida era inferior a 20 anos (você provavelmente nem existiria), ausência total de higiene básica (problema com diarreia e vermes era frequentes), dormir cercado de mosquitos e animais selvagens.

    Ainda vale lembrar que seu modo de vida resultava em uma vida tão primitiva que bastou meia dúzia de espanhóis para dominar todo o império Inca. (Fernando Pizzaro tinha apenas 168 homens ao seu lado)
  • Thiago Teixeira  23/10/2015 19:45
    Gente preguiçosa arruma todo tipo de pretexto para explorar os outros.

    Sobre a finlandia, pelo que entendi, a burocracia será simplificada e os beneficos unificados; haverá um ganho de clareza; e parece que muitos funcionarios públicos serao dispensados no processo, bem, poderão ser os mais novos beneficiários da assistencia unificada...
  • Alberto Teixeira  24/10/2015 14:04
    Pessoal, sou um pouco novo aqui no Mises e iniciante no estudo de economia, portanto posso estar falando besteira. Porém pelo teor dos artigos e dos comentários, acredito que posso expor meu caso e "ouvir" a opinião de vocês.

    Antes, gostaria de dizer que entendo pouco de economia (mas estou já comecei os estudos) e que não sou um esquerdista disfarçado querendo ironizar o texto. Muito pelo contrário, aprendi aqui no Mises a diferença de trabalhar muito e produzir valores.

    Bem, trabalho em uma empesa a uns 5 anos, sendo da seguinte forma: Quando entrei na empresa fazia um pouco de tudo e estava descontente com o que recebia, pois achava que trabalhava muito e recebia pouco. Então pedi pra sair e abri meu próprio escritório. Quando estava quase completando um ano em meu escritório, meu ex-patrão (ex-chefe, sei lá) me ligou pedindo para voltar à empresa pois precisa do meu serviço e me deixou fazer exigências para voltar. Conversei com minha esposa e levando em consideração a pessoa que ele era, e que àquela época eu havia produzido em um quase um ano pouco mais de 17 mil reais, fiz alguma exigências e voltei à empresa.
    Passaram-se um pouco mais de um ano e eu já estava esgotado novamente. Toda a responsabilidade da empresa ficava comigo. A diferença entre eu e o dono da empresa era o valor recebido, ele ficava com o lucro e eu com o salário que havia exigido (não me foi dado aumento ou qualquer outra bonificação). Novamente pedi pra sair e voltei a abrir meu escritório, comecei do zero novamente. Porém desta vez não passou de 6 meses e fui procurado novamente pela mesma empresa. O proprietário estava doente e precisava que eu voltasse trabalhar. Novamente ele deixou que fizesse exigências. Pelo fato da doença dele não pensei muito, voltei a trabalhar sem muitas exigências.
    Hoje estou aqui a ponto de completar 2 anos e estou novamente querendo sair correndo e nunca mais voltar. Já estou preparando minha saída e dessa vez não volto nem amarrado.

    A questão aqui é a seguinte. Se o proprietário sabe que precisa da mão de obra minha (eu sei que ninguém é insubstituível), porque ele não tenta manter o funcionário? Não temos participação nos lucros, não temos "vale" nenhum, nem plano de carreira .. nada. É o salário sem reajuste e ponto final.
    Há uma falha por parte da empresa? Ou economicamente falando é isso mesmo, é assim que se paga pelo serviço?

    Agradeço comentários, como falei, estou tentando entender muita coisa!
  • José Campos  24/10/2015 15:39
    1) Não é possível um observador externo, que não sabe dos detalhes envolvidos, fazer considerações mais profundas. Não sei qual é a área da empresa, não sei o que ela produz, não sei a qualidade dos produtos, e não sei quão competente você realmente é.

    2) No entanto, algo me chamou muito a atenção. Você largou o emprego, virou empreendedor, voltou a ser empregado, depois voltou a ser empreendedor, e finalmente voltou a ser empregado?

    Não entendi. Você não se estabeleceu como empreendedor? Ou, sendo empreendedor, achou que era mais vantajoso ser empregado? Por duas vezes?

    Uma conclusão cabível -- demonstrada por suas próprias atitudes voluntárias -- é que você preferia ser empregado a autônomo. E isso diz muito ou sobre a bondade de seu patrão ou sobre sua qualidade como empreendedor (sorry, mas estou apenas me baseando em seus próprios relatos).
  • Thiago Teixeira  24/10/2015 21:03
    A escola austriaca defende liberdade de associacao, liberdade de contrato; a responsabilidade, honestsidade defedem que o contrato firmado seja cumprido... Ah, e a lei tambem.

    Bem, tomando por base o que voce disse, você não está conseguindo negociar bem uma posicao confortavel para voce na empresa (creio que voce almeje sociedade). E se de fato vocé é tão crucial para a empresa quanto se julga, seu empregador está falhando em não te reter.
    Acontece; tenho um parende dono de um escritorio de engenharia que é mau gestor para caramba, e resistiu muito em colocar um administrador. Está endividado, o moral da equipe está baixo, mas não arreda o pé, continua desvalorizando o passe do (bom) administrador que está tentando organizar a empresa.

    Pela experiencia profissional que tenho, sendo como empregado, dou um conselho: não tente mudar a cabeça das pessoas, ao menos nao dependa de transformacoes dos outros para que desenrolem-se melhorias para você; alimentar esse tipo de esperança na maioria das vezes é frustrante. Isso se estende também para a vida pessoal: companheira, amigos...

    Se você leva bem a responsabilidade de ser gestor/chefe e quer ser valorizado por isso (incluindo o aspecto financeiro), e não vai entrar em colapso se ficar no vermelho durante um mes ou outro, você tem o perfil do empreendedor. Só recomendo que você se qualifique, cai bem uma faculdade ou curso técnico de administracao ou contabilidade. Tem tambem consultoria do SEBRAE (não conheco bem se realmente é boa...).

    Ah, pessoal, lembrei de um ponto. Considero-me minarquista, e os pontos aos quais não consigo ceder ao libertarianismo são: segurança, sistema judicario, vias urbanas; educacao e fomento à formacao profissional são dois pontos em que sou facilmente convencido. Na educacao cinicamente aceito que há externalidades positivas na univesalizacao da educacao básica, portanto, mesmo sendo coercivo, aceito que esse direito seja preservado; em relacao especificamente à formacao de administradores, direcionados para mercado privado mesmo, não há uma tradicao estatista forte, mas creio que a cobrança de impostos direcionada para isso teria bom custo-beneficio.
  • anônimo  25/10/2015 00:28
    A escola austriaca não defende nada, ela é neutra.
  • Thiago Teixeira   25/10/2015 07:39
    Cara, voce perdeu tempo para escrever isso?!...
  • Anonimo  26/10/2015 09:19
    Perdeu e vc devia agradecer.A EA não defende nada, ela é isenta de juízo de valor, quem defende a liberdade de associação é a filosofia libertária.

    Ah, pessoal, lembrei de um ponto. Considero-me minarquista, e os pontos aos quais não consigo ceder ao libertarianismo são: segurança, sistema judicario, vias urbanas

    Apesar de ainda ter muito que aprender, vc fala com uma convicção assustadora sobre coisas que não entende nada. Minarquista querendo que o estado controle as vias urbanas? Isso não é minarquia nem aqui nem na china.
  • Alberto Teixiera  26/10/2015 09:17
    Obrigado Tiago, também penso que ele deveria prestar mais atenção no funcionário que ele "tanto precisa".
  • Bruno Feliciano  23/02/2017 01:03
    Tiago, como é de costume, lei os comentários aqui do IMB sempre.

    O seu me chamou muita atenção, obrigado por ter feito ele.

    Principalmente nessa frase:

    ''Pela experiencia profissional que tenho, sendo como empregado, dou um conselho: não tente mudar a cabeça das pessoas, ao menos nao dependa de transformacoes dos outros para que desenrolem-se melhorias para você; alimentar esse tipo de esperança na maioria das vezes é frustrante. Isso se estende também para a vida pessoal: companheira, amigos...''

    Penso nisso diariamente, quando estou sob uma situação em que dependo muito da cabeça de outra pessoa, eu tomo muito cuidado. Você falou tudo ai, exatamente o que eu ando refletindo muito.
    Agora, tem coisa que dependemos dos outros infelizmente.
    Pra você ter um bom carnaval, você precisa da colaboração dos amigos, que eles sejam prudentes, alegres, companheiros e que sua presença seja plena.
    O mesmo vale quando você quer conquistar uma gata, você infelizmente depende dos gostos dela e da cabeça dela, por mais que você seja muito útil a ela, ela pode ti considerar um amigo no máximo.. hahaha

    Eu tenho 21 anos e já percebi isso, a EA e o libertárianismo me ensina muita coisa na vida, de verdade!
    É muito mais que conhecimento sobre a ciência economica ou sobre política...

    Só levantando a reflexão aqui pegando o gancho com esse assunto, o caso do trabalho é algo comum, se empreender fosse mais fácil e barato, talvez o sujeito não havia voltado a ser empregado.
    Por outro lado, em um ambiente mais livre, a competição é maior, ele poderia exigir maiores salários ou até mesmo mudar de empresa exigindo mais salários....
    O máximo que a EA pode dizer a ele, é isso. Como nossa economia intervencionista influenciou nesse processo frustrante.
    Agora, ele de fato demonstra em suas atitudes que prefere ser empreendedor, porque sempre acaba se arrependendo como agora, percebe-se que ele nunca se oferece a voltar pra empresa, ele ta no canto dele e recebe uma oferta, negocia e aceita....

    Em um mercado livre, a situação dele provavelmente estaria melhor, mais clara e mais fácil de resolver.
    Ao mesmo tempo, ninguém esta isento disso, nem em uma anarquia total. Ele só esta confuso de mais, precisa perceber quais são as perspectivas de longo-prazo.
    Sendo empregado nessa empresa, diante essa situação, ele pode com o tempo cada vez mais exigir mais coisa da empresa, se não ele sai e deixa como sempre a empresa a ver navios.
    Nessa empresa você pode ter mais estabilidade do que se aventurar nesse mercado Brasileiro....
    Sendo empreendedor, você tem que ter outra mentalidade, disposto a arriscar e a perder, tem que ter um capital minimo para alocar e etc..

    Faz parte, eu sugiro que tente de novo, saia da empresa, tente esse clico novamente, volte a empreender. Ele fez isso mais de uma vez, vai que no fundo ele esta lucrando com isso cada vez que entra nesse ciclo.... Uma hora as coisas se encaixam.



    Abraços!
  • Alberto Teixiera  26/10/2015 09:15
    Obrigado pelo comentário Jose Campos, sou corretor de seguros e sim, ainda sou empregado da corretora.
    Acredito que tenho medo de ser empreendedor, por isso não mantive meu escritório. Mas isso passa, vou enfrentar mesmo com medo.
    Obrigado.
  • Ali Baba  26/10/2015 13:49
    @Alberto Teixeira 24/10/2015 14:04:31

    A questão aqui é a seguinte. Se o proprietário sabe que precisa da mão de obra minha (eu sei que ninguém é insubstituível), porque ele não tenta manter o funcionário? Não temos participação nos lucros, não temos "vale" nenhum, nem plano de carreira .. nada. É o salário sem reajuste e ponto final.
    Há uma falha por parte da empresa? Ou economicamente falando é isso mesmo, é assim que se paga pelo serviço?

    Agradeço comentários, como falei, estou tentando entender muita coisa!


    Cara... Minha opinião sobre o que fazer é pessoal e pode ou não ter a ver com a ideologia do IMB.

    A primeira coisa a fazer é decidir se você quer ser patrão ou empregado. Tudo deriva da sua escolha fundamental. No primeiro caso, você leva todo o lucro do seu negócio, o que é muito bom na época das "vacas gordas"... mas encara todo o risco de uma época de "vacas magras". No segundo caso, fica relativamente protegido da época de "vacas magras" quando elas não forem muito duradouras, mas não participa completamente da época de "vacas gordas".

    Aparentemente você quer um pouco mais de estabilidade, uma vez que já é a terceira vez que retorna para a situação de empregado. Então vou opinar com base nisso.

    Negocie com seu patrão de forma a ser premiado por performance. Um salário fixo mais um adicional por produção/performance é um arranjo interessante pq permite que você participe um pouco das "vacas gordas" ao mesmo tempo que mantém um nível mínimo nas "vacas magras". Ademais, se assemelha muito a um empreendimento próprio, algo que pode "pacificar" a sua busca incessante por ser o próprio patrão. Além disso, é um arranjo estável no qual você mesmo manda: quer ganhar mais, trabalhe mais.

    Outro arranjo possível é tornar-se sócio do seu patrão (entendi que seu chefe direto não parece ser o dono da empresa, mas posso estar errado - se esse for o caso, vai ter de pular a hierarquia e conversar com o dono da empresa). Verifique se ele não abre mão de quotas da empresa, ou as vende para você em contrapartida de trabalho (você não precisa comprá-las com dinheiro... pode comprá-las com trabalho). Isso seria mutuamente benéfico, uma vez que pode levar os seus clientes próprios (que fez em suas duas incursões pelo mundo do empreendedorismo) para a empresa, que também passa a ser sua.

    Ambas as soluções são perfeitamente possíveis em uma relação de trabalho madura. Muitas pessoas ficam receosas de propor qualquer uma dessas alternativas ao "patrão", temendo ser mal-interpretadas. No entanto, são propostas corriqueiras de negócios. Ainda que nenhuma delas prospere, o fato de propô-las coloca o empregado em uma posição vantajosa e passa a mensagem de que ele é mais do que um cumpridor de ordens, mas alguém que realmente conhece e se importa com o negócio. E funcionários assim terminam por serem mais valorizados.

    Just my 2 cents.
  • anônimo  25/10/2015 01:19
    Em que momento deixa de ser escravidão?

    https://www.youtube.com/watch?v=uxRSkM8C8z4
  • anônimo  21/01/2016 17:28
    O trabalho nos liberta, nos tira da dependência dos nossos pais ou de quem nos sustenta.

    Falar que trabalho escraviza é a maior mentira já contada.
  • Emerson Luis  19/03/2016 10:30

    "Ter de trabalhar é algo coercivo? Ter de trabalhar representa um atentado contra as liberdades individuais? A se julgar pelo que dizem as esquerdas,... sim."

    E quem coage as pessoas? Robinson Crusoé sozinho na ilha deserta não precisaria trabalhar? Os peixes e frutos viriam até ele por mágica? Quem o estaria coagindo, ele mesmo?

    Com respeito ao medo de ficar desempregado, vale lembrar que as taxas de desemprego só são elevadas em economias nas quais o Estado intervém demais, incluindo as tentativas dos socialistas de controlar e recriar a realidade.

    * * *
  • Cleiton  22/02/2017 15:48
    Esquerda libertária = Quadrado redondo.
  • anônimo  23/02/2017 05:23
    Existe sim uma esquerda libertária.

    Eles são os anarco-comunistas.

    Essa turma de malucos quer acabar com a propriedade privada e com o governo.

    Escute a música "Imagine" do John Lenon que você vai entender.
  • Eliel  22/02/2017 18:16
    O trabalho é uma Lei natural ou divina. Foi ditado a Allan Kardec pelos Espíritos Superiores.

    II – LEI DO TRABALHO

    I – Necessidade do trabalho

    674. A necessidade do trabalho é uma lei da natureza? O trabalho é uma lei da natureza, até porque se impõe como uma necessidade. A civilização obriga o ser humano a trabalhar mais, porque aumenta as suas necessidades e os meios ao seu dispor.

    675. Só devemos entender por trabalho as ocupações materiais? Não, o Espírito também trabalha, como o corpo. Toda a ocupação útil é trabalho.

    676. Por que razão o trabalho é imposto ao ser humano? É uma consequência da sua natureza corporal. É uma expiação e, ao mesmo tempo, um meio de aperfeiçoar a inteligência. Sem o trabalho, permaneceria na infância intelectual. A alimentação, a segurança e o bem estar devem-se à atividade e ao trabalho. Aos indivíduos de físico franzino, Deus concedeu-lhes a inteligência para os compensar, mas o exercício da inteligência também é trabalho.

    677. Porque é que a natureza satisfaz, por si só, todas as necessidades dos animais? Tudo trabalha na natureza. Os animais trabalham como tu, mas o seu trabalho, assim como a sua inteligência, é limitado aos cuidados da sobrevivência. É por isso que, no caso dos animais, o trabalho não conduz ao progresso, enquanto para o ser humano tem um duplo objetivo: o alimento do corpo e o desenvolvimento intelectual, que é também uma necessidade que o eleva acima de si mesmo. Quando digo que o trabalho dos animais é limitado aos cuidados da sobrevivência, refiro-me ao fim a que eles se propõem. Contudo, e sem saberem, ao mesmo tempo que satisfazem as suas necessidades materiais, são agentes que servem os objetivos do Criador. Concorrem com o seu trabalho para o objetivo final da natureza, embora muitas vezes não seja claro o seu resultado imediato.

    678. Nos mundos mais aperfeiçoados o ser humano é submetido à mesma necessidade de trabalho? A natureza do trabalho é relativa à natureza das necessidades: quanto menos materiais são as necessidades, menos material é o trabalho. Mas não julgues, por isso, que permanece inativo e inútil: a ociosidade seria um suplício em vez de ser um benefício.

    679. Aqueles que possuem bens suficientes para assegurarem a sua subsistência estão libertos da lei do trabalho? Do trabalho material, talvez, mas não da obrigação de serem úteis segundo os meios ao seu alcance, de aperfeiçoarem a sua inteligência ou a dos outros, o que é também um trabalho. Se as pessoas a quem Deus concedeu bens suficientes para assegurarem a sua subsistência não estão obrigadas a comerem o pão com o suor do seu rosto, a obrigação de serem úteis aos seus semelhantes ainda é maior, porque mais lhes foi concedido e de mais tempo dispõem para poderem fazer o bem.

    680. Haverá pessoas que estão impossibilitadas de trabalhar seja no que for e cuja existência é inútil? Deus é justo e só condena aqueles cuja existência for voluntariamente inútil, porque esses vivem na dependência do trabalho alheio. Deus quer que cada um se torne útil na medida das suas faculdades. (Ver pergunta nº 643)

    681. A lei da natureza impõe aos filhos a obrigação de trabalharem para os pais? Certamente que sim, exatamente como os pais devem trabalhar para os filhos. Foi por isso que Deus fez, do amor filial e do amor paterno, sentimentos naturais, para que, por essa afeição recíproca, os membros de uma mesma família fossem levados a auxiliarem-se mutuamente. É o que, por vezes, não é posto em prática na vossa sociedade atual. (Ver pergunta nº 205)
    -------------
    Há muito mais. Confiram!
    Eliel.


  • marcela  22/02/2017 22:44
    A esquerda distorce todos os fatos!Protecionismo para eles é bom, e o Temer fez bem em vetar a importação de café robusta do Vietnã.Enquanto formos governados por esses políticos esquerdistas iguais ao Temer,não tem a menor chance do país dar certo.Aí só nos restará torcer para que malucos como Bush ou Trump sejam eleitos nos EUA.Eles farão bobagens,enfraquecerão o dólar,elevarão o preço das commodities,e ajudarão o Brasil nas importações.Com os produtos importados mais baratos ,a inflação ficará sob controle no Brasil e o país expandirá o crédito sem causar inflação,e assim,de onda em onda, nós brasileiros vamos levando a vida.Triste sermos governados por esquerdistas,e mais triste ainda dependermos da falta de bom senso do eleitor americano.Imagina o que acontecerá quando os ianques criarem juízo e voltarem ao padrão ouro?Nesse caso, o real e a inflação iriam para a vala,e o Brasil iria sofrer uma profunda depressão até quebrar de vez.A única coisa boa é que com o Brasil quebrado, o ambiente estaria extremamente propício para a propagação dos ideais anarcocapitalistas, tão caros a todos nós.
  • Xucro  23/02/2017 05:33
    Marcela,

    O IMB defende a propriedade, a liberdade e a paz.

    Não existe lutas, guerras e revoluções na visão dos seguidores do Mises.

    A EA foi criada justamente para não haver destruição de patrimônio, não haver guerra, e nem conflitos.

    Veja como as bases da EA são contra alavancagem, contra crises por perda de valor da moeda, contra tudo que destrua o patrimônio, etc.

    Enfim, eu acredito que criar crises e fracassos não faz parte da EA.

    O povo só precisa entender que o governo brasileiro é ruim há 500 anos. Também precisa entender que votar na esquerda é escolher ser assaltado pelo governo. É quase uma auto-expropriação.

  • Roger  23/02/2017 02:23
    https://noticias.terra.com.br/mundo/asia/maior-centro-financeiro-mundial-hong-kong-enfrenta-desigualdade-crescente,dd782dd84200f310VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html

    "Hong Kong vive agora o que pode ser uma "bola de cristal" para a China ver como poderá ser amargo o seu futuro: a população da ilha está envelhecendo tão rápido quanto a da China, mesmo sem ter o controle de natalidade instituído no continente; e o coeficiente Gini (que mede a desigualdade de renda) da ilha de 7 milhões de habitantes é o pior do mundo desenvolvido, tendo subido de 0,430 em 1971 para 0,537 em 2011, segundo a prefeitura local (o valor indicado pelo índice como referência mínima para manter a sociedade em harmonia é 0,4) e Hong Kong.

    Foi só nos anos 1980 e 1990 que a população começou a migrar para a indústria de serviço, com a saída de muitas das fábricas de Hong Kong para o Delta do Rio da Pérola, a área chamada de Cantão", explica Robert Chung, da Universidade de Hong Kong. "A partir daí, começou a surgir uma demanda por mão de obra mais qualificada, educada, aumentando a diferença entre o alto e o baixo da hierarquia social.

    Em Hong Kong, onde a democracia é intrínseca à noção de prosperidade dos habitantes locais, dezenas de protestos têm tomado as ruas mensalmente para manifestar o descontentamento com o governo: ora o local, ora o chinês, que voltará a dominar a ilha por completo em 2049. No último mês, a mais longa manifestação desde 2007 durou 40 dias e tinha como bandeira o aumento de salários e melhores condições de trabalho.

    Os protagonistas da história são 450 trabalhadores do porto de Hong Kong, que iniciaram uma greve em abril para reivindicar uma jornada de trabalho regular, licença à maternidade paga, melhores condições para a aposentadoria e uma revisão do salários de 20%. A manifestação, apoiada pela União dos Trabalhadores locais, tinha um alvo determinado: Li Ka-shing, magnata de 84 anos que detém 70% do movimento do porto de Hong Kong e é o homem mais rico da Ásia, com uma fortuna avaliada em US$ 31 bilhões, conforme a revista Forbes.

    capanotíciasmundoásia

    OLI Olimpia 0 X 0 Botafogo BOT
    Libertadores - 21h45
    DPC Deportivo Capiatá 0 X 1 Atlético-PR CAP
    Libertadores - 21h45
    COR Corinthians 0 X 0 Palmeiras PAL
    Campeonato Paulista - 21h45
    FLU Fluminense de Feira 0 X 1 Bahia BAH
    Campeonato Baiano - 21h45
    INT Internacional 4 X 1 Oeste OES
    Copa do Brasil - 21h45
    Goool!
    CRU Cruzeiro 6 X 0 São Francisco PA SFP
    Copa do Brasil - 21h45
    SPT Sport 3 X 0 7 de Setembro 7DE
    Copa do Brasil - 21h45
    7 eventos ao vivo
    ÁSIA
    Maior centro financeiro mundial, Hong Kong enfrenta desigualdade crescente
    Fernanda Morena
    Direto de Pequim
    1 JUN 2013 12h06 atualizado às 12h14
    separator0COMENTÁRIOS
    Eleito pelo Fórum Econômico Mundial o maior e mais importante centro financeiro do mundo pelo segundo ano consecutivo em 2012, Hong Kong retém a maior diferença entre a população rica e pobre das nações desenvolvidas. E a China, com sua política de "um país, dois sistemas" sobre Hong Kong desde 1997, contribuiu para a liderança em ambos os rankings, fomentando a inquietação social e os crescentes protestos na região.

    SAIBA MAIS
    Coreia do Norte virou uma pedra no sapato de Pequim, diz analista
    Mais importante centro financeiro mundial, Hong Kong enfrenta a dificuldade de lutar para diminuir a diferença de renda entre os mais pobres e os mais ricos, a maior das nações desenvolvidas Mais importante centro financeiro mundial, Hong Kong enfrenta a dificuldade de lutar para diminuir a diferença de renda entre os mais pobres e os mais ricos, a maior das nações desenvolvidas Mais importante centro financeiro mundial, Hong Kong enfrenta a dificuldade de lutar para diminuir a diferença de renda entre os mais pobres e os mais ricos, a maior das nações desenvolvidas Mais importante centro financeiro mundial, Hong Kong enfrenta a dificuldade de lutar para diminuir a diferença de renda entre os mais pobres e os mais ricos, a maior das nações desenvolvidas Mais importante centro financeiro mundial, Hong Kong enfrenta a dificuldade de lutar para diminuir a diferença de renda entre os mais pobres e os mais ricos, a maior das nações desenvolvidas
    10 fotos
    ver galeria
    Mais importante centro financeiro mundial, Hong Kong enfrenta a dificuldade de lutar para diminuir a diferença de renda entre os mais pobres e os mais ricos, a maior das nações desenvolvidas
    Mais importante centro financeiro mundial, Hong Kong enfrenta a dificuldade de lutar para diminuir a diferença de renda entre os mais pobres e os mais ricos, a maior das nações desenvolvidas
    Foto: Fernanda Morena / Especial para Terra
    O sonho chinês de um país próspero e saudável – econômica e socialmente – tem feito pouco pela sua mais querida ilha. Enquanto a China investe bilhões em educação e urbanização da sua parte continental, a ex-colônia britânica – que só voltará a ser chinesa por completo em 2049, quando o período de transição terminar – vive o melhor e o pior dos dois mundos. De um lado, goza de uma liberdade garantida por Margaret Thatcher quando da devolução da ilha em 1997; do outro, sua separação do Partido Comunista relega o status da ilha a um pequeno papel de coadjuvante da grande abertura chinesa, que levou o país a ser a segunda maior economia mundial.


    Mais importante centro financeiro mundial, Hong Kong enfrenta a dificuldade de lutar para diminuir a diferença de renda entre os mais pobres e os mais ricos, a maior das nações desenvolvidas
    Mais importante centro financeiro mundial, Hong Kong enfrenta a dificuldade de lutar para diminuir a diferença de renda entre os mais pobres e os mais ricos, a maior das nações desenvolvidas
    Foto: Fernanda Morena / Especial para Terra
    A temida "invasão comunista" nunca aconteceu, desde que a ilha voltou ao poder da China. Ao contrário, ela é usada pelo Partido Comunista como o cartão postal da ponte que Pequim cria entre o leste e o oeste do globo. É da pátria mãe, contudo, que vem o histórico sucesso e a atual crise de Hong Kong. A fuga de dezenas de milhares de chineses do continente para a ilha durante o governo de Mao Tse-Tung (1949-1976) e, em especial, durante a Revolução Cultural (1966-1976), criou uma sociedade de trabalhadores pobres e de pouca educação que fomentaram o surgimento de uma classe de trabalhadores que não poderiam competir com a mão de obra internacionalizada trazida pelos britânicos a Hong Kong.


    Hong Kong vive agora o que pode ser uma "bola de cristal" para a China ver como poderá ser amargo o seu futuro: a população da ilha está envelhecendo tão rápido quanto a da China, mesmo sem ter o controle de natalidade instituído no continente; e o coeficiente Gini (que mede a desigualdade de renda) da ilha de 7 milhões de habitantes é o pior do mundo desenvolvido, tendo subido de 0,430 em 1971 para 0,537 em 2011, segundo a prefeitura local (o valor indicado pelo índice como referência mínima para manter a sociedade em harmonia é 0,4) e Hong Kong.

    "Foi só nos anos 1980 e 1990 que a população começou a migrar para a indústria de serviço, com a saída de muitas das fábricas de Hong Kong para o Delta do Rio da Pérola, a área chamada de Cantão", explica Robert Chung, da Universidade de Hong Kong. "A partir daí, começou a surgir uma demanda por mão de obra mais qualificada, educada, aumentando a diferença entre o alto e o baixo da hierarquia social."

    Mais importante centro financeiro mundial, Hong Kong enfrenta a dificuldade de lutar para diminuir a diferença de renda entre os mais pobres e os mais ricos, a maior das nações desenvolvidas
    Mais importante centro financeiro mundial, Hong Kong enfrenta a dificuldade de lutar para diminuir a diferença de renda entre os mais pobres e os mais ricos, a maior das nações desenvolvidas
    Foto: Fernanda Morena / Especial para Terra
    Crise social
    Em Hong Kong, onde a democracia é intrínseca à noção de prosperidade dos habitantes locais, dezenas de protestos têm tomado as ruas mensalmente para manifestar o descontentamento com o governo: ora o local, ora o chinês, que voltará a dominar a ilha por completo em 2049. No último mês, a mais longa manifestação desde 2007 durou 40 dias e tinha como bandeira o aumento de salários e melhores condições de trabalho.

    Os protagonistas da história são 450 trabalhadores do porto de Hong Kong, que iniciaram uma greve em abril para reivindicar uma jornada de trabalho regular, licença à maternidade paga, melhores condições para a aposentadoria e uma revisão do salários de 20%. A manifestação, apoiada pela União dos Trabalhadores locais, tinha um alvo determinado: Li Ka-shing, magnata de 84 anos que detém 70% do movimento do porto de Hong Kong e é o homem mais rico da Ásia, com uma fortuna avaliada em US$ 31 bilhões, conforme a revista Forbes.

    Em função da enorme pressão criada pelos grevistas, o governo local decidiu aumentar o salário mínimo para 30 HKD por hora (cerca de R$ 8,20). Os trabalhadores das docas ganham 55 HKD por hora – 5,70 HKD a menos do que em 1995. "Esse é o pior índice de desigualdade desde 1971", segundo Susanna Lam Fung-san, diretora da consultoria Ipsos. "A situação é séria, e há indícios de que esteja piorando", acrescenta.

    Uma pesquisa feita pelo Ipsos no ano passado, publicada em abril, mostra que 20% dos mais pobres de Hong Kong dividem apenas 6% da receita total da ilha, ao passo que os ricos detêm 43% da fatia. "A renda da base da pirâmide cresceu 2%, enquanto a dos mais ricos subiu 10% e a da classe média alta 14%", aponta a diretora. E não foi só em números que o estudo conseguiu traduzir a atual circunstância do dinheiro movimentado no maior centro financeiro do mundo: conforme a Ipsos, a disparidade entre ricos e pobres criou uma "divisão digital", que mostra que a educação local e o acesso à tecnologia também estão ao alcance apenas dos privilegiados.

    Cheung Ng saiu de Hong Kong em 2007 para tentar a carreira como músico em Pequim. Hoje, aos 31 anos, se identifica como um chinês e diz jamais querer voltar a morar na ilha onde nasceu. "Eu jamais conseguiria alugar um apartamento lá, ou mesmo ter uma bicicleta", reclama. "Fora que em Hong Kong existe uma ideia exacerbada de organização que chega a ferir essa liberdade de que tanto se fala por lá", acrescenta.

    Ng não se interessa por política, nem da China, nem de lugar nenhum, mas diz perceber certas diferenças trazidas pelos comunistas à porção continental. "Em Hong Kong, éramos sempre inferiorizados por sermos asiáticos, os 'colonos'. A China, pelo menos, conseguiu tirar um monte de gente da pobreza, enquanto os nativos de Hong Kong amarguram uma vida média, caso não façam parte do clube do trilhão da indústria financeira", avalia.

    E o jovem designer está certo; o país asiático conseguiu diminuir sua população pobre de 43% em 1981 para 13% em 2010, de acordo com o Banco Mundial.

    "Se a questão da China era a pobreza, hoje ela se tornou como manter as pessoas felizes dentro do país", aponta Robert Chung. "E certamente olhar para Hong Kong pode ser um bom jeito de pensar nisso."

    A busca da prosperidade da nação inclui não só manter o crescimento econômico acima dos 7% - para evitar a insatisfação social – como também melhorar as condições de vida da população. Em janeiro, o chefe do Birô Nacional de Estatísticas, Ma Jiantang, anunciou que o coeficiente Gini na parte continental teria caído de 0,477 em 2011 para 0,474 no ano seguinte.

    Hong Kong pode estar fora do sonho chinês por manter uma relativa autonomia do governo, mas é peça chave para a concretização de qualquer plano, diz Chung. "Hong Kong é a sala de desembarque da Ásia. Tudo que acontece lá importa para o resto do mundo, e é bem possível que o governo instituído localmente no ano passado venha a ficar cada vez mais próximo de Pequim e, com isso, alinhar seu crescimento à China continental.""


    O que me dizem?
  • Douglas  23/02/2017 12:05
    Nossa! Desigualdade de renda em Hong Kong!

    Isso significa que as pessoas não ganham exatamente o mesmo salário! Isso significa que cada um ganha de acordo com sua produtividade! Uma catástrofe!

    O certo é fazer igual Cuba, onde absolutamente todos têm de ganhar 40 dólares por mês. Isso sim traria prosperidade!

    Para você:

    Em qualquer discussão sobre desigualdade, estas são as quatro perguntas que têm de ser feitas

    A verdadeira catástrofe é acreditar que a desigualdade de renda é uma catástrofe

    É o crescimento econômico em uma sociedade livre, e não a igualdade forçada, o que salva os pobres

    Por fim, só um adendo: diferenças na propriedade de ativos não significam uma igual diferença no padrão de vida, muito embora várias pessoas tenham esse fetiche. Por exemplo, a riqueza de Bill Gates deve ser 100.000 vezes maior do que a minha. Mas será que ele ingere 100.000 vezes mais calorias, proteínas, carboidratos e gordura saturada do que eu? Será que as refeições dele são 100.000 vezes mais saborosas que as minhas? Será que seus filhos são 100.000 vezes mais cultos que os meus? Será que ele pode viajar para a Europa ou para a Ásia 100.000 vezes mais rápido ou mais seguro? Será que ele pode viver 100.000 vezes mais do que eu?

    O capitalismo que gerou essa desigualdade é o mesmo que hoje permite com que boa parte do mundo possa viver com uma qualidade de vida muito melhor que a dos reis de antigamente. Hoje vivemos em condições melhores do que praticamente qualquer pessoa do século XVIII.

    Sempre que você vir ou ouvir uma pessoa parolando sobre desigualdade, faça a si mesmo a seguinte pergunta: será que ela está genuinamente preocupada com os pobres ou está apenas indignada com os ricos?

    Eis uma maneira de descobrir a diferença: sempre que alguém reclamar sobre a desigualdade de renda, pergunte se ela aceitaria que os ricos ficassem ainda mais ricos se isso, no entanto, significasse condições de vida melhores para os mais pobres. Se a resposta for "não", então ela está admitindo que está importunada apenas com o que os ricos têm, e não com o que os pobres não têm. Já se a resposta for "sim", então a tal desigualdade de renda é irrelevante.
  • anônimo  23/02/2017 07:14
    Que exemplo bizarro. A Amazon é um negocio de bilhoes de dolares, que emprega genios que vieram do Google, Microsoft, Facebook, Netflix, you name it.

    www.marketwatch.com/investing/stock/amzn

    Campo de escravo não tem a ver com cultura, nem empresa. Tem a ver com o quão empregavel uma pessoa potencialmente é.
  • marcela  23/02/2017 13:38
    Xucro, tem dois trechos na obra do Mises em que ele diz o seguinte:1-"Para o liberal, o estado é uma necessidade absoluta, uma vez que as tarefas mais importantes são sua incumbência: a proteção não só da propriedade privada, mas também da paz, pois na ausência da última os benefícios completos da propriedade privada não podem ser aproveitados".2-"A democracia não só não é revolucionária, mas ela pretende extirpar a revolução. O culto da revolução, da derrubada violenta a qualquer preço, que é peculiar ao marxismo, não tem nada a ver com democracia. O Liberalismo, reconhecendo que a realização dos direitos econômicos objetivos do homem pressupõe a paz, e procurando, portanto, eliminar todas as causas de conflitos em casa ou na política externa, deseja a democracia".Claramente Mises era minarquista,os dois trechos deixam isso claro.Porém,temos que lembrar que Mises não era Deus,portanto, seus escritos de forma alguma devem ser aceitos como dogma,de fato somente o Papa é infalivel em algumas situações específicas.Além disso há diversos artigos aqui no IMB tratando da impossibilidade do minarquismo,e os dois que eu mais gosto são o 291("Por que um estado mínimo inevitavelmente leva a um estado máximo"?),e o 704 ( "Sobre a impossibilidade do estado mínimo - uma abordagem sem juízo de valor".)
  • Cristiane de Lira Silva  26/02/2017 15:32
    Ok. Vou ficar quieta porque os teus argumentos foram bons. Graças a liberdade dada pelo capitalismo eu "despedi o meu patrão". Mas só pude porque eu tenho alternativas melhores. A maior parte das pessoas não tem. Mas eu continuo dizendo que as pessoas são pressionadas a aceitar empregos péssimos principalmente em situações de crise pois a outra alternativa é o desemprego e a fome. Nunca pesquisei a respeito da Amazon, não sei como ela trata seus empregados mas provavelmente ela buscou esses lugares porque a mão de obra é barata. Se estes lugares tem altas taxas de desemprego e pouca oportunidades econômicas então a amazon não tem que competir com outras empresas que ofereçam empregos melhores e pode fazer o que quiser.
  • Régis  26/02/2017 18:09
    "A maior parte das pessoas não tem."

    Correto. E por que elas não têm? Porque o estado destrói a economia com suas intervenções e, pior ainda, encarece artificialmente a contratação de mão-de-obra desempregada.

    "eu continuo dizendo que as pessoas são pressionadas a aceitar empregos péssimos principalmente em situações de crise pois a outra alternativa é o desemprego e a fome."

    Correto. E por que é assim? Porque o estado destrói a economia com suas intervenções e, pior ainda, encarece artificialmente a contratação dessa mão-de-obra desempregada.

    Por que falta emprego se está sobrando trabalho a ser feito?

    Como o governo pune exatamente quem quer ajudar
  • Alexandra  27/02/2017 01:13
    Burgueses, cínicos!
    Esta expressão nunca foi usada no intuito de colocar trabalho como sinônimo de escravidão; na verdade esta expressão é usada no sentido de criticar uma jornada de trabalho desumana, ausência de descanso remunerado e direitos trabalhistas, a exemplo o que ocorre na China. Falam aqui que um assalariado deve aprender a poupar mudar de situação, sendo que o salário não dá nem p alimentação, então morreria o homem de fome para poupar? Ainda assim necessitariam de muitas gerações para que tal família atingisse um bom padrão de vida. O capitalismo, como fora concebido essencialmente, não existe mais! Não existe competitividade que levará a igualdade de oportunidades. O que existe são corporações que se fundem e acordos comerciais implacáveis, os quais levam ao monopólio de capital e aumento dos lucros para quem já tem grana.
    E quanto a esquerda, direita, conservadorismo... teoricamente existem conceitos e definições que os delimitam muito bem. Entretanto, na prática não existe mais extremismos, existe esquerda libertária, ainda que a mesma não esteja adequada a teoria, esta ideias existem na prática e não podem e nem devem ser ignoradas.
  • Marcos  28/02/2017 21:04
    O mais bizarro disso tudo é que a esquerda considera trabalho uma coerção ao mesmo tempo em que condena a substituição da mão-de-obra humana por máquinas, o que faz com que a necessidade de trabalhar seja cada vez menor.


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.