Como o governo assassinou meu pai por sua pacífica resistência aos impostos

Meu pai Irwin A. Schiff nasceu no dia 23 de fevereiro de 1928, o oitavo filho (e único filho homem) de um casal judeu de imigrantes, que havia cruzado o Atlântico vinte anos antes em busca de liberdade.

Como resultado da esperança e coragem de meus avós, meu pai teve a sorte de nascer naquela que então era considerada a nação mais livre da história do mundo.

No entanto, quando ele faleceu no dia 16 de outubro de 2015, aos 87 anos de idade, na condição de prisioneiro político daquela mesma nação, cego e algemado a uma cama de hospital dentro de um quarto de UTI vigiado por agentes armados do estado, aquela nação livre na qual ele tinha nascido já havia morrido há muito tempo.

Meu pai teve um longo caso amoroso com os princípios fundadores dos EUA e orgulhosamente serviu ao seu país durante a Guerra da Coreia, durante a qual chegou inclusive a ter a nada honorável distinção de pertencer à mais baixa classificação dos soldados americanos na Europa.  Enquanto estava na faculdade, conheceu os princípios da Escola Austríaca de Economia por meio das obras de Henry Hazlitt e Friedrich Hayek.  De início, ele se tornou ativo na política durante a campanha de Barry Goldwater à presidência dos EUA, em 1964. 

Seu ativismo se intensificou durante a Guerra do Vietnã, quando liderou esforços voluntários e localizados para resistir aos planos da Universidade de Yale de enviar ajuda para o governo do Vietnã do Norte em um momento em que as tropas daquele país combatiam as tropas americanas no sul.  

Mais tarde, ele tentou uma campanha para o governo de Connecticut pelo método write-in [N. do E.: um candidato write-in é um candidato cujo nome não aparece nas cédulas de votação, mas em quem os eleitores podem votar ao simplesmente escrever o nome dele, sendo esses votos válidos.  Tal sistema existe quase que exclusivamente nos EUA].  Anos depois, tentou a indicação do Partido Libertário para a presidência, em 1996, mas acabou perdendo para Harry Browne.

Em 1976, sua defesa da economia de livre mercado, de um governo limitado e de uma interpretação estrita da Constituição americana o levou a escrever seu primeiro livro: The Biggest Con: How the Government is Fleecing You ("A maior das fraudes: como o governo está espoliando você"), uma causticante acusação à expansão do governo americano.  O livro recebeu vários elogios do mundo conservador e ganhou uma excelente resenha no The Wall Street Journal, dentre outras publicações da grande mídia.

No entanto, meu pai sempre foi mais conhecido por sua inflexível oposição à legalidade do Imposto de Renda, postura essa que levou o governo federal a rotulá-lo como um "manifestante tributário".  Meu pai não era anarquista e, sendo assim, admitia uma tributação moderada e objetiva.  Ele acreditava que o governo tinha uma função importante, porém limitada, em uma economia de mercado.  Ele, no entanto, se opunha à ilegal e inconstitucional imposição de um confisco da renda pelo governo federal, no forma do Imposto de Renda.

[N. do E.: nos EUA, há um intenso debate sobre se a coleta do Imposto de Renda pelo governo federal é legítima.  Originalmente, a Constituição americana não concedia ao governo federal esse poder.  Tal brecha foi "corrigida" pela criação da 16ª emenda, a qual passava a conceder esse poder.  No entanto, tal emenda nunca foi adequadamente ratificada, de onde vêm os argumentos legais contrários ao Imposto de Renda].

Seu primeiro livro sobre esse assunto (ele escreveu seis livros no total), intitulado How Anyone Can Stop Paying Income Taxes ("Como Qualquer Pessoa Pode Parar de Pagar o Imposto de Renda"), foi publicado em 1982 e se tornou um bestseller de acordo com a lista do The New York Times

Seu último livro, The Federal Mafia; How the Government Illegally Imposes and Unlawfully collects Income Taxes ("A Máfia Federal: Como o Governo Ilegalmente Impõe e Ilegitimamente Coleta Impostos Sobre a Renda"), publicado em 1992 e que teria três edições, se tornou o único livro de não-ficção e o segundo e último livro a ser proibido nos EUA.  O único outro livro proibido foi Fanny Hill: Memoirs of a Woman of Pleasure ("Fanny Hill: Memórias de uma Mulher de Prazer"), banido por obscenidade em 1821 e 1963.

Sua cruzada para obrigar o governo a obedecer a lei garantiu a ele três sentenças de prisão, a última sendo uma sentença de 14 anos que ele começou a servir há dez anos, quando já estava com 77 anos de idade.  Nesta última, meu pai foi condenado por ter respondido a uma pergunta em público sobre este seu último livro, algo que um juiz federal o havia proibido para sempre de fazer.

Essa sentença acabou se tornando uma pena de prisão perpétua, já que meu pai não sobreviveu até o ano de sua soltura, que ocorreria em 2017.  Na prática, a sentença de prisão perpétua equivaleu a uma pena de morte. 

Meu pai morreu de um câncer de pele que não foi nem diagnosticado e nem muito menos tratado enquanto ele estava sob custódia do governo federal.  O câncer de pele se degenerou em um virulento câncer de pulmão, o qual ceifou sua vida apenas dois meses após o primeiro diagnóstico.

A desnecessária e cruel reviravolta em seus anos finais de vida ocorreu sete anos atrás, quando ele completou 80 anos de idade.  Naquele ponto, o governo federal decidiu removê-lo de uma penitenciária federal de segurança mínima no estado de Nova York, onde ele estava relativamente perto da família e dos amigos, e levá-lo para um instituto correcional federal, primeiro no estado de Indiana e depois no Texas.  Isso foi feito com a justificativa de poder dar a ele melhores cuidados médicos.  O outro lado da moeda é que, com isso, meu pai foi obrigado a viver isolado daqueles que o amavam.

Dado que visitá-lo passou a exigir passagens aéreas, longos vôos, aluguel de carro e estadia em hotéis, sua visitas diminuíram brutalmente e se tornaram bem mais esporádicas.

Não obstante, embora ele supostamente houvesse sido enviado para essas instalações para receber cuidados médicos melhores, o fato é que meu pai não recebeu absolutamente nenhum cuidado médio — nem mesmo para as cataratas que o deixaram completamente cego —, até que o câncer de pele em sua cabeça se espraiou para praticamente todos os órgãos do seu corpo.

Quando seu diagnóstico finalmente foi feito no início de agosto deste ano, os médicos deram a ele de quatro a seis meses de vida.  Tentamos de tudo para tirá-lo da prisão para que ele pudesse passar seus últimos meses de vida com a família, usufruindo momentos preciosos com seus netos que ele praticamente não chegou a conhecer.  Mas ele não viveu o bastante para que o processo burocrático pudesse ser completado.

Dois meses após o processo de pedido de soltura ter começado, e não obstante os esforços combinados de uma deputada democrata e de um senador republicano, o abaixo assinado pedindo sua soltura ainda estava sobre a mesa de algum burocrata, à espera de mais uma assinatura.  Até mesmo os funcionários da penitenciária queriam meu pai solto.  Mesmo quando meu pai já estava prestes a morrer na unidade de tratamento intensivo, veio um telefonema de um advogado do Bureau of Prisions [agência pertencente ao Departamento de Justiça e responsável pela administração das penitenciárias federais], em Washington, querendo mais provas de que as condições do meu pai eram realmente sérias.

À medida que o câncer o foi consumindo, sua voz foi se alterando, de modo que o sistema telefônico da prisão não mais a reconhecia.  Consequentemente, ele não mais pôde nem sequer conversar com membros de sua família pelo telefone em seu último mês de vida.  Quando suas condições se deterioraram ao ponto de ser necessária sua hospitalização, funcionários do governo, cegamente seguindo ordens, mantiveram meu pai algemado à cama.  Ele já era um indivíduo completamente inválido aos 87 anos, terminantemente doente, totalmente cego e que mal conseguia respirar, muito menos andar.  Morreu algemado à cama de um hospital rodeado de agentes do governo portando metralhadoras.

Ainda que você não concorde com o ponto de vista do meu pai sobre o Imposto de Renda, é difícil perdoar a maneira como ele foi tratado pelo governo.  Ele manteve suas convicções tão sincera e passionalmente, que continuou a defendê-las até seu último suspiro. 

Assim como William Wallace na última cena de Coração Valente, um governo opressivo pode até ter conseguido matá-lo, mas não conseguiu amputar o seu espírito.  E esse espírito viverá em seus livros, em seus vídeos, e em seus netos e bisnetos.  Com alguma esperança, seu legado irá ajudar, em alguma época vindoura, a restaurar as liberdades perdidas que ele morreu tentando proteger, permitindo que ele finalmente possa descansar em paz.


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SOBRE O AUTOR

Peter Schiff

é o presidente da Euro Pacific Capital e autor dos livros The Little Book of Bull Moves in Bear Markets, Crash Proof: How to Profit from the Coming Economic Collapse e How an Economy Grows and Why It Crashes.  Ficou famoso por ter previsto com grande acurácia o atual cataclisma econômico.  Veja o vídeo.  Veja também sua palestra definitiva sobre a crise americana -- com legendas em português.




O estado matou a liberdade dos açougues em prol dos empresários corporativistas

Há dez anos havia uma predominância muito maior de açougues de bairro. Eram comércios na maioria das vezes confiáveis e a procedência das carnes normalmente não era tão duvidosa quanto a vendida no supermercado.

Geralmente os donos desses açougues eram pais de família que manipulavam a carne com certo rigor, contratavam gente da vizinhança pra dar aquela força no comércio, faziam o bom e velho fiado pra quem não podia pagar na hora, enfim, era um tempo onde havia maior proximidade entre os produtos de consumo e o consumidor.

Mas eis que apareceu o governo e suas "bondades". E aí o açougueiro foi para o abismo com uma série de taxações, regulações, decretos, portarias, leis inúteis, legislações pesadas e tudo o mais necessário para acabar com um negócio promissor e confiável sob a desculpa de proteger os clientes daquele "malvadão" que – absurdo! – quer trabalhar e lucrar com o comércio de carnes.

E são tantas regras "protecionistas" que, sabendo da impossibilidade dos donos em cumpri-las de forma plena, os fiscais do governo se aproveitam da situação para caçar "irregularidades" como "a cor da parede", pedindo aquele salário mínimo para assinar o alvará de funcionamento.

Enquanto isso, o estado isentou as grandes empresas de impostos e multas sempre que possível, bem como das regras sanitárias que o açougueiro da esquina tem que cumprir. Enquanto o dono do açougue do bairro era impedido de obter uma mísera linha de crédito para investir em seu negócio, o governo fornecia uma gorda verba para as grandes empresas por meio do BNDES.

E veio o período maquiavélico de "aos amigos os favores, aos inimigos a lei", onde não há nada que impeça as grandes empresas. As dívidas caíam de 1 bilhão para 320 milhões, a "fiscalização" sanitária se tornou aliada e o Ministério da Agricultura passou a conceder seus selos livremente para os amigos do governo. Claro que isso teve um custo, pago com aquela verba pra campanha eleitoral para "resolver" tudo.

E o resultado não poderia ser diferente: nos baseando na confiança em um selo estatal e no sorriso técnico do Tony Ramos afirmando que "carne confiável tem nome!".

O corporativismo, ou seja, a aliança entre estado e grandes empresários, nos trouxe resultados deploráveis. Mas o malvado continua sendo o seu José da esquina, aquele que queria vender suas carnes e terminou fechando por excesso de burocracia estatal. Enquanto isso, os corporativistas da JBS, BRF e companhia cairão no esquecimento em breve.

O corporativismo brasileiro é um desastre sem fim.
Prezado Paulo, você reclama que teve emprego e salário, mas não ganhava tanto quanto os funcionários mais antigos e experientes. Você foi contratado a um salário menor e achou isso injusto. Queria já chegar ganhando o mesmo tanto que funcionários melhores e mais experientes, que já estavam lá há anos. É isso mesmo?

Não posso acreditar.

Outra coisa: você teve salário e emprego (e ainda teve plano de saúde!) graças à possibilidade de terceirização. E se fosse proibida a contratação de terceirizados? Será que você teria tido esse emprego e esse salário? Será que você sequer teria tido essa chance?

Desculpe, mas parece que você está cuspindo no prato que comeu. Você teve emprego e renda (e plano de saúde!) graças a uma liberdade de contrato, e agora vem dizer que essa liberdade foi ruim para você? Bom mesmo seria se o mercado de trabalho fosse restrito. Aí sim você já seria contratado como presidente...

É interessante como você parte do princípio de que o mundo não só lhe deve emprego e renda (e plano de saúde!), como ainda lhe deve um emprego extremamente bem-remunerado imediatamente após a contratação (você já quer entrar ganhando o mesmo tanto que os funcionários mais antigos e experientes).

De fato, ainda estamos deitados em berço esplêndido. Aqui todo mundo só quer saber de direitos.


P.S.: ainda no aguardo de você responder à pergunta do Leandro (a que aparentemente te deixou assim tão zangado): a terceirização nada mais é do que permitir que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?
Esse comentário não faz o menor sentido. Vc usa a linguagem jurídica e estatal para condenar pessoas, mas sem nenhum processo. Ter um cargo publico não pode ser crime no regime atual. Se vc se revelasse seria claramente processado por calunia e difamação. Pois não crime sem lei que o prescreva. Que é isso? Os libertários querem se unir aos marxistas para ditar regras de moral ao mundo. A existência de um aparato que extorque e atrapalha o desenvolvimento da população, pode ser imoral mas não pode ser considerado crime no sistema atual. Tente convocar uma assembleia constituinte libertaria e acabe com o sistema atual e talvez no seupais seja crime. Como podemos responder por crimes, contra uma legislação ideológica que ignoramos, que não aprendemos nem em casa e nem na mídia. Embora os recursos da receita federal sejam usados de ma fé, isso não faz da sua existência um crime. Antes de tudo existe um regulamento, produzido pelo consentimento da sociedade que prevê a existência daquele órgão. Pelo seu ponto de vista todas as pessoas são criminosas porque o estado não tributa tudo, mas regulamenta tudo. Então para ser um libertário coerente eu teria que cancelar meu CPF, abrir mão de todo beneficio estatal que veio parar nas minhas mão, mesmo sem que eu ferisse ninguém, renunciar minha cidadania brasileira, o que mais. Resumindo ter pessoas que respeitem os direitos civis e as liberdades individuais dentro do estado, é bem melhor do que ficar se gabando e massageando o próprio ego dizendo pra todo mundo, olha só nós estamos certo, todos vocês são ladroes, sem fazer nada pela liberdade.
Se há custos trabalhistas artificialmente altos e estes puderem ser reduzidos, então eles serão reduzidos.

Se uma empresa opera com custos trabalhistas artificialmente altos -- por imposição do governo -- e estes custos podem ser reduzidos -- porque há outros trabalhadores dispostos a fazer mais por menos --, então eles serão reduzidos.

Se a empresa não fizer isso, então ela estará -- por definição -- operando de forma ineficiente. Ele não durará muito. Com efeito, essa empresa só irá durar se operar com uma reserva de mercado garantida pelo governo. Aí sim. Excetuando-se isso, ela estará queimando capital e comprometendo sua capacidade de investimento e expansão no futuro. Será rapidamente abarcada pela concorrência.

No mais, é interessante notar que as pessoas querem livre concorrência para tudo e todos, menos para elas próprias. Todos nós queremos competição entre empresas para que haja produtos melhores e preços menores, mas não queremos competição para o nosso emprego. Quando a concorrência chega até nós, queremos que políticos criem leis que garantam nossa estabilidade. Agora, querem até proibir empresas de contratar outras pessoas que não nós mesmos. Há totalitarismo maior do que esse?

Vale ressaltar o óbvio: essa lei da terceirização nada mais é do que uma permissão para que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente -- por favor, me digam -- seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?
Ei, Marcelo Siva, quer falar de escravidão? Vamos lá (aliás, é hora de você começar a responder perguntas, como todos fizeram com as suas):

Quem é que adota políticas -- como déficits orçamentários e expansão do crédito via bancos estatais -- que destroem o poder de compra do dinheiro, perpetuando a pobreza dos mais pobres?

Quem é que, além de destruir o poder de compra do dinheiro -- gerando inflação de preços -- ainda impõe tarifas protecionistas para proteger o grande baronato industrial, com isso impedindo duplamente que os mais pobres possam adquirir produtos baratos do exterior?

Quem é que, ao estimular a expansão do crédito imobiliário via bancos estatais, encarece artificialmente os preços das moradias e joga os pobres para barracões, favelas e outras áreas com poucas expectativas de vida?

Quem é que impede que os moradores de favelas obtenham títulos de propriedade, os quais poderiam ser utilizados como garantia para a obtenção de crédito, com o qual poderiam abrir pequenas empresas, fornecer empregos e, de forma geral, se integrar ao sistema produtivo?

Quem é que tributa absolutamente tudo o que é vendido na economia, e com isso abocanha grande parte da renda dos pobres?

Quem é que, por meio de agências reguladoras, carteliza o mercado interno, protege grandes empresários contra a concorrência externa e, com isso, impede que haja preços baixos e produtos de qualidade no mercado, prejudicando principalmente os mais pobres?

Quem é que cria encargos sociais e trabalhistas que encarecem artificialmente e mão-de-obra e, com isso, gera desemprego, estimula a informalidade e impede que os salários sejam maiores?

Quem é que confisca uma fatia do salário do trabalhador apenas para que, no futuro, quando este trabalhador estiver em situação ruim, ele receba essa fatia que lhe foi roubada de volta (e totalmente desvalorizada pela inflação)?

No aguardo das suas respostas.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2383

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Anderson S  19/10/2015 13:57
    Não tem como não olhar o estado como um demônio.
  • Alguem  19/10/2015 14:18
    justamente isso que estive pensando.
    È um grande demônio que trabalha com as fraquezas humanas.
  • Pedro Ivo  19/10/2015 16:44
    Sim. Não passa de o 'inimigo'.

    Minhas orações à família Schiff. Meu luto ('pesar' e 'combate') por esta perda.
  • Alexandre (SEP)  20/10/2015 00:07
    Muito triste. Tenho ódio do estado.
  • Economistas Libertários  19/10/2015 14:06
    Um exemplo de coragem para todos.
  • Márcio Campos  19/10/2015 14:55
    Não, não é.

    O comentário abaixo foi por mim postado na seção de comentários de um outro artigo, no qual um leitor chamado "Pobre Paulista" dizia que o estado tinha de ser enfrentado diariamente, por meio de sonegação de impostos e tudo o mais.

    Eis o que escrevi:

    "Você tem de entender o seguinte: você está lidando com uma máfia perigosa, contra a qual o seu ativismo puritano não terá chance nenhuma. Quer desafiar o estado com teorias anarcocapitalistas? Boa sorte na cadeia.

    E sabe quem é que diz isso? Não sou eu, mas ninguém menos que o próprio Lew Rockwell.

    Recorrentemente, ele publica artigos em seu site dizendo que aqueles libertários que querem desafiar o estado – nos EUA, há vários libertários que não pagam imposto de renda com o argumento de que ele é inconstitucional e imoral -- estão sendo idiotas, pois não apenas estão lutando uma luta impossível contra uma quadrilha invencível, como também acabarão na cadeia.

    Veja por exemplo este artigo. O articulista critica impiedosamente esses libertários puritanos (os quais afirmam que ninguém deve pagar imposto de renda nos EUA), dizendo que a postura deles fará apenas com que tenham uma vida miserável na cadeia.

    https://www.lewrockwell.com/2015/07/laurence-m-vance/why-do-libertarians-pay-taxes/

    Veja o que ocorreu com o pai de Peter Schiff, que irá morrer na cadeia por não pagar imposto de renda, sob o argumento de que é imoral e ilegal. (Wesley Snipes só não está hoje na cadeia porque tinha grana para pagar uma fiança milionária)

    Veja o que aconteceu com o cara que criou o Liberty Dollar, que também está apodrecendo na cadeia por ter criado uma moeda concorrente ao dólar.

    Mais ainda: veja o que aconteceu com o criador do Silk Road. Veja o que aconteceu com Edward Snowden. Aqui no Brasil, veja o que aconteceu com Eliana Tranchesi (foi acusada de sonegação, teve sua vida destruída, ficou debilitada, pegou um câncer e morreu).

    Todas essas pessoas tiveram suas vidas pessoais completamente devastadas pelo estado. Pior ainda: não receberam apoio nenhum. (Cadê os anarcocapitalistas saindo em socorro dessas pessoas? Onde estava você que não foi socorrer Eliana Tranchesi?)

    Nenhum libertário responsável, por mais anarcocapitalista que seja, pode sair por aí dizendo que as pessoas devem abertamente desafiar o estado. Isso não apenas seria uma molecagem irresponsável, como ainda seria garantia certa de fazer com que terceiros vão parar na cadeia. (Vá lá ver se há alguém no MI americano pregando abertamente desobediência às leis estatais).

    Caralho, o próprio Hoppe nesse artigo fala abertamente que ninguém deve sonegar, por segurança própria. Vá lá falar com o Hoppe que ele está defendendo o estado ao agir assim.

    Por favor, para o seu próprio bem, saiba distinguir entre uma postura argumentativa e idealista e uma postura sensata e realista. Não queira ser um Irwin Schiff. Você provavelmente tem uma família para sustentar. Não tenha devaneios. Eles podem custar sua vida e a liberdade que ainda lhe resta."


    Em suma, o estado é um máfia ultrapoderosa, da qual você simplesmente não tem como escapar. Você pode fugir, mas não tem como se esconder.

    A mudança virá tão somente pelo poder das ideias, e não pelo enfrentamento direto.
  • Fernando  19/10/2015 16:10
    Engraçado como vc fala sobre "própria segurança" algumas vezes.

    Você parece totalmente conformado com o atual arranjo. É o final do 1984, vc é o Winston e percebeu que realmente ama o grande irmão e o Partido. Lamentável.
  • Pobre Paulista  19/10/2015 16:18
    Ainda isso cara? Tá tristinho? Precisa de um abraço?

    Realmente, não tinha reparado na discussão que seguiu depois do meu comentário das 24/08/2015 17:44:49, pelo visto o assunto rendeu um pouco né? Já que você colocou seu comentário aqui (que diga-se de passagem, não tem nada a ver com este artigo, a não ser por uma citação que você mesmo fez sobre o Irwin), vamos prosseguir e colocar as melhores respostas ao seu comentário educado e inteligente:

    Eduardo Campos 24/08/2015 20:58:00

    Não queira ser um Irwin Schiff

    Por que não? Ele atingiu seu propósito e, ao ser condenado, além de não continuar pagando imposto de renda, passou a constituir uma fonte de gastos para o estado. Sua ação foi extremamente bem sucedida.

    PS: o estado não é invencível. Não existe isso de invencibilidade.

    anônimo 24/08/2015 21:05:00

    Pobre paulista não disse nada de arriscado, simplesmente você criou um espantalho. Ele simplesmente disse aquilo que é evidente: usar trechos da constituição para defender a individualidade é algo que beira a baixaria em todas as dimensões possíveis.

    É cinico e qualquer um detectaria como fraude intelectual.
    É estupidificante pois da a constituicão algum tipo de valor que ela nem sequer merece
    É sair do campo da racionalidade para o campo da autoridade, manipulaçao, advocacia, apelos ilógicos dos mais variados tipos. Isso é desprezível.

    ____________________________________________________________

    E agora, o meu "direito de defesa"

    Caso você não tenha entendido o artigo, o que o Irwin defendia (e ele está correto nisso) é que é a federação americana era quem estava desrespeitando a constituição, e não ele. Ele mesmo se dizia a favor do estado.

    O que ele conseguiu provar é que esse papinho de constituição, direito, estado e blablabla não passa de uma arapuca para atrair sonhadores desinformados como você a defender o estado e lutar por um "estado melhor" ou qualquer outra forma de delírio coletivista.

    E no final, o grande mafioso venceu, matou o véio. Viva o estado!

    Sobre seu grand finale:

    "Por favor, para o seu próprio bem, saiba distinguir entre uma postura argumentativa e idealista e uma postura sensata e realista..."

    Pelo meu próprio bem, eu tomo minhas próprias decisões, obrigado. Pode ficar tranquilo comigo. Ah, e se a postura sensata e realista é apoiar algo que pode me colocar na cadeia até a minha morte, então tem algo de errado com a realidade, e não comigo. Meus princípios não são negociáveis.


    "... Não queira ser um Irwin Schiff ..."

    Quem me dera ser 5% do que ele foi. Sou apenas um anônimo da internet, nem sequer esperava causar tanto incômodo assim.

    Você provavelmente tem uma família para sustentar. Não tenha devaneios. Eles podem custar sua vida e a liberdade que ainda lhe resta.

    Defender minha família não é um devaneio. Sabe o que pode custar minha vida e a liberdade que me resta? O próprio Estado. Porquê eu deveria apoiá-lo?

  • Edujatahy  19/10/2015 16:22
    Caro Marcio.
    Entendo o que falas mas não posso concordar.
    Dizer que Irwin Schiff não é exemplo de coragem não é adequado também. Por acaso ele seria exemplo do quê? De covardia?
    Não podes negar que ele foi um homem de muita convicção e coragem. Você pode achar que o que ele fez foi estupidez, que não é a maneira mais "adequada" de enfrentar o "Leviatã", mas não podes achar em nenhum momento que seu ato não foi corajoso.
  • Slaine  19/10/2015 16:28
    E vc acha que a perseguição que ele sofreu foi realmente por não pagar? Foi apenas por falar disso! Por expôr o tema!

    a última sendo uma sentença de 14 anos que ele começou a servir há dez anos, quando já estava com 77 anos de idade. Nesta última, meu pai foi condenado por ter respondido a uma pergunta em público sobre este seu último livro, algo que um juiz federal o havia proibido para sempre de fazer.

    Esse último livro não tinha nada a ver com imposto nenhum!
  • Márcio Campos  19/10/2015 16:39
    Prezados Fernando, Pobre Paulista e Edujatahy, querem combater o estado frente à frente? Beleza. Vão em frente. Vocês serão enjaulados, abandonados, e morrerão doentes e desamparados.

    Querem fazer isso mesmo assim? Vocês têm toda a minha admiração. É algo que recomendo fazerem, principalmente caso tenham família para sustentar? De maneira nenhuma. Mas se é o que querem, vão em frente.

    Não consigo ser mais claro do que isso.

    Fernando, eu não diria que estou "conformado" mas sim "resignado". Entre difundir idéias libertárias ou pegar em armas para derrubar o estado (sendo inevitavelmente preso e deixando minha família ao relento), prefiro a primeira opção. Apenas isso.

    Prezado Edujatahy, faço aqui um mea culpa pois de fato o início da minha resposta ficou dúbio. Quando eu disse "não, não é" em resposta à frase "Um exemplo de coragem para todos" eu quis me referir ao termo "exemplo" e a não ao termo "coragem". Mas, de fato, confesso que você tem razão e minha resposta acabou dando outra impressão. Me penitencio por isso.

    Por isso, vou reformular: sim, Irwin Schiff é um exemplo incontestável de coragem; mas não deve ser um exemplo de atitude para futuros libertários.

    Mas quem quiser imitá-lo, toda a minha admiração.
  • Fernando  19/10/2015 16:53
    Caro Márcio, resignado e conformado são praticamente sinônimos, mas entendo seu ponto. Sim, sempre é difícil e "arriscado" enfrentar o status quo.

    Difundir ideias é um começo mas, sem ações, ideias ficam apenas nas ideias. Ação não significa pegar uma arma e entrar atirando no congresso.

    Quer uma ação simples?

    Se você é de SP, nunca pedir o tal do CPF na nota. Deixa o comerciante sonegar o máximo de imposto possível e, quem sabe assim, conseguir prosperar. (não sei se este arranjo existe em muitos estados).

    Que tal? Abrir mão das migalhas de recuperação de ICMS que o generoso estado "te dá" e permitir que aquele restaurante que você almoça todo dia mantenha as portas abertas.
  • ANDRE LUIS  19/10/2015 23:30
    Digo mais Fernando, Passe a utilizar dinheiro vivo ou Bitcoin, inutilizando seus cartões de crédito e abrindo mão das milhas aéreas ou quaisquer outras esmolas.

    Compre sem nota, venda sem nota. Seja um comerciante confiável e um consumidor honesto. Lute para dispensar a garantia jurídica do Estado, por meio da criação de uma clientela cativa e consciente. Procure comerciantes assim e seja cliente deles. Procure clientes assim e fidelize-os. Seja VOCÊ a garantia de que seus produtos funcionam. Mostre aos seus clientes que eles não precisam do papai Estado para defendê-los de você.

    Na sua empresa, contrate pessoas que aceitem trabalhar sem carteira assinada. Se for empregado, dispense-a em troca de um reembolso lucrativo para as duas partes. Mostre-se confiável e jamais traia a confiança de seu empregador.

    Se for cristão, ore por intervenção divina para que seu projeto seja bem sucedido, e que seja ricamente recompensado por colocar em prática a Palavra de Deus ensinada na Bíblia. Ensine outros a fazer o mesmo.

    Quem se habilita?
  • Anderson S  20/10/2015 00:18
    O Podcast 172, com o economista Lino Gill, apresenta um pouco da Flag Theory.

    mises.org.br/FileUp.aspx?id=384
  • ANDRE LUIS  20/10/2015 02:38
    Ótima dica, obrigado.
  • Marcelo  20/10/2015 09:57
    sobre o CPF na nota, poderia falar mais sobre?

    sempre pedi, achando que seria um jeito de reaver uma parte dos impostos que pago.
  • josuel  20/10/2015 16:18
    Marcelo, há muito tempo que já parei de pedir cpf na nota fiscal. O estado faria melhor em não cobrar imposto do que devolver parte dele. Esse lance da nota fiscal paulista não passa de tramoia do estado para aumentar a arrecadação. Ao pedir nota com cpf o estabelecimento emitente é obrigado a informar a fazenda estadual o valor da nota e recolher o imposto. Há lojas que emitem nota fiscal obrigatoriamente. Quando não é obrigado eu não peço. Pago em dinheiro, com cartão, etc mas tudo sem nota, quando possível. Imposto é roubo. Quem puder não pagar tá no lucro. Quem é registrado em carteira é obrigado ao desconto na fonte de INSS e IRRF. Não fosse isto eu não pagava.
  • Joao Girardi  20/10/2015 00:47
    Então Irwin Schiff não é um exemplo de atitude? Então o que devemos fazer? Baixar a cabeça e deixar o governo controlar nossas vidas?

    Pois saiba Marcio, que mesmo no Gulag, milhões cristãos, judeus, muçulmanos e povos de várias religiões não renegaram a sua fé e continuaram a acreditar em suas crenças até o fim, em total desafio e rebeldia ao aparato de repressão soviético. Sofreram? Sim, muitos até mesmo foram executados, mas morreram com a certeza de que fizeram o certo, ao invés de se vender, sabendo que talvez não fossem viver muito. Ele não é só um exemplo de coragem mas inclusive de atitude, provando que quem realmente defende a justiça são as pessoas de bem, e que a luta contra a dominação não tem nada a ver com a esquerda revolucionária.

    E esse é o problema com os libertários e os conservadores, sabe por que a esquerda domina a política? Ela não tem medo de se arriscar. Enquanto os esquerdistas colecionam prisões e punições, tanto reais como imaginárias, e as ostentam como medalhas, enquanto o nosso pessoal é cheio de cagaço pra fazer qualquer coisa pois teme nem mesmo uma represalha, mas apenas de ser mal visto em um jantar chique.
  • Mr Citan  19/10/2015 16:40
    O seu comportamento lembra os vassalos dos tempos de Tokugawa, que apavorados com os mandos e desmandos do senhor feudal, abaixavam a cabeça e iam tocando a vida, no melhor estilo bananense de conformismo.

    Na sua cabeça de vassalo, Eduardo Saverin (um dos criadores do Facebook), deveria ter ficado nos EUA, e pago os impostos como todo bom vassalo, ao invés de renunciar a cidadania americana e ir morar em Cingapura.

    Agora mesmo, vários empreendedores e trabalhadores, se valendo das brechas que o Estado tem nas leis "perfeitas" que ele cria, conseguem salvar o fruto dos seus ganhos, e deixar burocratas a ver navios.

    Não esqueça de beijar a mão do seu amo ainda hoje. ;-)


  • Leg  20/10/2015 14:06
    Mais claro que o Márcio Campos foi é impossível. Se você discordasse do que ele escreveu, você não estaria debatendo idéias nesse site. Um ato de coragem como esse citado no texto é para poucos. Eu duvido que você ou alguém aqui, tem coragem de dar a vida para combater o estado. E mesmo que fosse possível você convencer todo mundo, e do dia para noite ninguém pagasse mais um centavo para o governo, o mínimo que chegaríamos seria no caos completo de todo o sistema. O povo poderia implorar pelo o estado controlando tudo, mais do nunca.
  • Márcio Campos  20/10/2015 14:28
    "Na sua cabeça de vassalo, Eduardo Saverin (um dos criadores do Facebook), deveria ter ficado nos EUA, e pago os impostos como todo bom vassalo, ao invés de renunciar a cidadania americana e ir morar em Cingapura."

    Absolutamente nada a ver a comparação. Saverin fez algo que, de antemão, ele já sabia ser absolutamente legítimo, e que não lhe traria problemas legais nenhum. Ele sabia que mudar de país não é causa pra cadeia.

    No que mais, Saverin não enfrentou o estado; ele apenas fugiu dele. É curioso que você, logo você, veja tal atitude como corajosa e não como covarde.

    Em tempo: acho que Saverin está absolutamente correto em fazer o que ele fez. Mas ele não desafiou o estado. Apena fugiu dele, e legalmente.

    Em tempo 2: Andre Luis, concordo totalmente com suas excelentes colocações, e acho que é exatamente por aí.

    Ao Leg, abaixo, muito obrigado pelo apoio.
  • Edujatahy  20/10/2015 14:47
    Concordo totalmente com o post do Andre Luis.
    Já falei aqui antes.

    Não apenas não precisamos pedir sem nota fiscal. Como cliente podemos EXIGIR que a venda seja feita sem nota caso contrário não compraremos.
    Simples assim.

    Pouquíssimos empreendedores preferem perder a venda por causa de nota fiscal. Na minha experiência praticamente nenhum.

    O que estou querendo agora é descobrir como ter alguns serviços que me agregam muito valor (Netflix, Spotify e etc...) que são apenas pagos via cartão de crédito ser feito fora do estado. Esses sim são os mais complicados ao meu ver (e ficar sem netflix, por exemplo, não me agradal)
  • Fernando  20/10/2015 15:41
    Caros André Luiz e Edujatahy, é exatamente por aí mesmo. Falei do CPF pq é um exemplo bem claro para todos que moram em SP.

    Marcelo, sua lógica está certa, pedindo o CPF na nota vc está recuperando uma parte dos impostos que vc paga. O pensamento aqui é o contrário disso. Numa conta de bar, digamos que vc almoce e gaste 20 reais. Desses 20, digamos que 2 são impostos que o dono do restaurante tem que recolher, portanto já estão embutidos no preço. O CPF na nota foi inventado como forma de o cliente "forçar" o empresário emitir nota (leia-se: declarar todas as suas receitas), não podendo assim sonegar nenhum imposto. Desses 2 reais, vc (o consumidor) recupera uma parte, geralmente alguns poucos centavos. O pensamento inverso: vc paga os mesmos 20 reais e não pede nota. O dono do restaurante, ao invés de ficar com 18 reais líquidos, fica com 20.

    Extrapolando a conta, essa diferença de 20 para 18 pode significar a diferença para o dono do restaurante 1) contratar mais pessoas, 2) melhorar o serviço, 3) comprar ingredientes melhores e 4) melhorar a qualidade, 5) cobrando o mesmo preço ou, na pior das hipóteses, pode ser a diferença entre manter o negócio ou fechar as portas.

    Vc abre mão das migalhas que recupera, ajuda um empreendedor e ferra o Estado. Para mim, parece um bom negócio. Ao invés de "reaver parte dos impostos que pagamos", que tal não pagar impostos sempre que for possível?
  • Mohamed Attcka Todomundo  21/10/2015 12:53
    O que estou querendo agora é descobrir como ter alguns serviços que me agregam muito valor (Netflix, Spotify e etc...) que são apenas pagos via cartão de crédito ser feito fora do estado. Esses sim são os mais complicados ao meu ver (e ficar sem netflix, por exemplo, não me agradal)

    passo por problema igual comprando na net. tem gente q ker seu CPF p/ emitir ate boleto bancario. ñ dou pq ja roubaram minha identidade pelo cpf. me safei facil pq so dei o cpf no banco, entao descobriram kem rapidinho. so compro pela net se for c/ boleto ou deposito em conta, e ñ dou cpf nunca.

    UMA PERGUNTA P/ KEM SOUBER RESPONDER! - se a pessoa ker trabalhar s/ carteira assinada (p/ ficar c/ um salario maior s/ confisco previdenciario por ex.) e simultaneamente dar garantia pro empregador q ñ vai proceça-lo c/ a CLT, qual o caminho? ser contratado como 'consultor'? como terceirizado?

    alguem sabe? alguem linka algo?

    é q trabalho como autonomo. mas to pensando em procurar emprego c/ uma firma, mas num kero pagar previdencia. alguem me dá uma luz?
  • Edujatahy  21/10/2015 14:43
    Acho que o melhor caminho é alinhar com seus "empregador" de sempre receber em dinheiro.

    Neste caso o empregador só terá risco se você tiver testemunha (colegas de trabalho) de que trabalhou para ele.
  • Jeferson  21/10/2015 19:57
    O caminho mais comum é registrar uma empresa e ter um contrato entre sua empresa e empregador como prestação de serviço. Pode ser consultoria, dependendo do ramo. Inclusive, a maioria dos cargos elevados (exceto de direção) em muitas grandes empresas aqui no Brasil são nesse esquema.
  • Tomio   22/10/2015 19:46
    Mohammed,

    Perdão desanimar, mas não há muitas alternativas.

    Não consigo imaginar uma empresa boa que corra o risco de contratar alguém sem carteira, pois com a justiça trabalhista caso o ex funcionário queira, tem 100% de chances de ganhar uma baita indenização. A menos quem o dono tenha absoluta confiança em você, não vai rolar. Talvez você arranje emprego com um amigo...

    A hipótese de você abrir uma empresa e prestar serviços é um paliativo - e ruim. Pra começo de conversa, você vai ter de pagar impostos. Não menos de 16%. Além disso, a depender do trabalho e da forma como o fará, também pode entrar na justiça do trabalho, com 100% de chances de ganhar. Por isso a maioria dos empresários vai fugir deste formato.

    Estamos todos amarrados amigo.

    Até,




  • Felipe  19/10/2015 14:13
    Como a Economia Cresce e Por Que Ela Quebra foi um dos primeiros livros que me fez abrir a cabeça. Se me recordo bem, esse livro é em homenagem ou, no mínimo, em continuidade com os esforços do seu pai. Sensacional.

    Meus Pêsames ao Peter Schiff.
  • Gabriel  19/10/2015 14:14
    O pior é que os verdadeiros bandidos ainda continuam soltos.
  • José Ricardo das Chagas Monteiro  19/10/2015 14:34
    Saudações, realmente, um perigo esse homem livre, o estado precisou certificar-se até o último instante de que as ideias de Irwin Schiff estariam longe daqueles que garantem o sustento governamental. Que bom, não conseguiram, e nunca conseguirão aprisionar a mente do ser humano. A obra está aí, dos livros ao filho, nossa responsabilidade é proteger a boa semente do perigo que se disfarça, se travesti, a militância esquerdista é farta, muitos são inocentes úteis.

    Mas, já é hora de irmos: eu para a morte, e vós para viverdes. Mas,
    quem vai para melhor sorte, isso é segredo, exceto para DEUS.


    Inspirador artigo!
  • Therezinha Pestana  19/10/2015 15:24
    Se nos Estados Unidos é assim, imagina, então, aqui no Brasil! É como estivéssemos sequestrados: pagamos impostos para mantermos nossas vidas. O governo é o bandido sequestrador!
  • Magno  19/10/2015 15:32
    Que o diga Eliana Tranchesi: perseguida pelo estado por não pagar o arrego à máfia, foi trancafiada e desenvolveu câncer.

    noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2012/02/24/eliana-tranchesi-herdeira-da-daslu-morre-em-sao-paulo-corpo-sera-enterrado-no-morumbi.htm

    veja.abril.com.br/noticia/brasil/em-carta-eliana-tranchesi-disse-ter-perdido-esperancas/

  • Wendel Dourado  19/10/2015 15:25
    Essa história merece ser transformada em um filme.
  • Jarzembowski  19/10/2015 15:55
    Merece mesmo.
    Isso me lembra de algo que eu estava conversando com um amigo recentemente - como cinema é uma mídia progressista/esquerdista até os ossos. Todo o movimento anti-estatista, libertário ou conservador que vemos no mercado editorial, até mesmo na porcaria do Brasil, simplesmente não existe no cinema, nem mesmo no indie - fazer cinema em qualquer lugar do mundo é sinônimo de seguir a cartilha progressista-estatista ipsis literis.
  • Rogério Celso Hansen  19/10/2015 15:26
    Uma história extraordinária, sem dúvida, prova cabal de que o estado deve ser mínimo em todos os sentidos. Sempre pensei e me manifestei da mesma forma sobre o espoliador imposto de renda, talvez pela semelhança de meu gênio, afinal a proximidade de nascimento é muito grande ( sou de 24 de fevereiro ), embora bem mais novo do que ele, mas com o mesmo gênio questionador e reacionário. Putz, será que vou ser preso também ?
  • Luiz Fernando  19/10/2015 15:28
    É o mesmo "argumento" de quem resiste a ser convencido pela esquerda: armamento como retórica.
  • Thiago Teixeira  19/10/2015 15:56
    Meus pêsames à família.
    Sr Irwin Schiff, descanse em paz.

    A discussão sobre se ele é um exemplo a ser seguido ou não (penso que não) é secundária neste momento de luto.

    O consenso é pela falta de bom-senso dos aplicadores da lei. Apego à burocracia, morosidade, incompetencia, truculencia. Que crime hediondo ele cometeu... Recusou-se a alimentar o Leviatã! Aí o monstro revela toda a sua fúria...
  • Thiago Teixeira  19/10/2015 16:05
    Quem foi o filho de uma équa que inventou o imposto de renda??
    Sei que o Milton Friedman inventou o imposto de renda retido na fonte.

    Sobre Irwin Schiff, vou prestigiá-lo baixando seu livro. Está disponível de graça. Segue o link:
    www.paynoincometax.com/federalmafia.htm
  • Ramon  19/10/2015 16:09
    e pensar que isso acontece até nos EUA, um dos paises mais livres do mundo, imagina se você deixa de pagar impostos por aqui
  • Slaine  19/10/2015 16:32
    'um dos paises mais livres do mundo'...QUÁQUÁQUÁ
  • Thiago Teixeira  19/10/2015 16:10
    The inception date of the modern income tax is typically accepted as 1799,[4] at the suggestion of Dr Beeke, Dean of Bristol.[5] This income tax was introduced into Great Britain by Prime Minister William Pitt the Younger in his budget of December 1798, to pay for weapons and equipment for the French Revolutionary War. (Wikipedia)
  • Slaine  19/10/2015 16:35
    https://www.youtube.com/watch?v=dIn5t4YnrWI
  • anônimo  19/10/2015 16:45
    https://www.youtube.com/watch?v=s0yqy06ZEzE
    Parece que um dos erros dele foi ser ingênuo a ponto de querer uma interpretação objetiva da lei.Leis, pelo menos no mundo de hoje, não são feitas pra isso, leis são uma desculpa, leis são feitas pra ser interpretadas subjetivamente da forma que for conveniente pro estado e seus parasitas
    Por que é que a bosta da constituição brasileira começa falando de função social da propriedade e ninguém explica o que é essa tal função social?
    O cara era um patriota, acreditava em governo mínimo, lutou na guerra da Coréia...não podemos nos dar ao luxo de ser ingênuos assim
  • Fernando  19/10/2015 16:54
    Infelizmente, essa triste notícia não surpreende. O governo tem destruído muitas vidas.

    Enquanto não temos liberdade, pelo menos poderíamos colocar um judeu como ministro da fazenda. Só os judeus podem economizar e controlar o dinheiro da forma correta.
  • anônimo  19/10/2015 18:43
    E vc acha que Ben Shalon Bernake é o quê?
  • Dissidente Brasileiro  19/10/2015 22:19
    Não se esqueça dos Rothschilds ;-)
  • Brant  19/10/2015 17:28
    Queria entender o motivo do peter schiff manter o mesmo posicionamento minarquista do pai mesmo após ele ter sido brutalmente assassinado pelas forças estatais. Ele continua defendendo um estado mínimo e dizendo que o estado é um mal necessário. Os eua já foram tudo isso q ele defende no passado e veja o que o "estado mínimo" se tornou.
  • Liberal das antigas  19/10/2015 18:05
    A resposta é: Ruim com o estado, pior sem ele.

  • anônimo  19/10/2015 18:42
    Pior sem ele ? como assim ? rs

    Ha tá deve ser por isso que os países que tem menos interferência do estados devem ser os mais violentos e pobres do mundo...rs
  • Curioso  19/10/2015 20:13
    Os países que têm menos interferência do estado são os mais violentos e pobres do mundo?!

    Taí, fiquei curioso com essa estatística. Mostre que as ditaduras africanas têm um estado enxuto e não-intervncionista. Mostre que os governos latino-americanos (continente onde se encontram os países mais violentos do mundo) são enxutos e não-intervencionistas.

    Taí uma ficção na qual quero acreditar.
  • Rennan Alves  19/10/2015 23:23
    Ele estava sendo irônico.
  • Taxidermista  19/10/2015 20:54
    "A resposta é: Ruim com o estado, pior sem ele".

    Essa é a sua resposta ou do Schiff?

    Sendo sua, fica pendente a elaboração da resposta.

    "Pior" pq?
  • Marconi Soldate  19/10/2015 18:11
    o motivo: bom senso

    Muito triste essa situação com o pai dele.. É revoltante ver uma pessoa pacífica ser presa e mantida nessas condições. Meus pêsames ao família Schiff.
  • anônimo  19/10/2015 18:41
    Ele não é tão minarquista assim
    Acho que foi num hangout com o Molineux, ele disse que podia até apoiar uma anarquia porque nada podia ser pior do que a situação atual
  • Anderson S  19/10/2015 18:44
    Só porque os EUA já foram um estado um mínimo e, hoje, é um estado grande, não quer dizer que todo estado mínimo venha a ser um estado grande.

    Correlação não indica necessariamente causalidade.
  • Juan Domingues  19/10/2015 21:09
    O problema é que todos os Estados fatalmente acabaram se agigantando até o ponto de atingirem o colapso completo. Mesopotâmia, Egito, Grécia e Roma e atualmente as democracias modernas com suas dívidas galopantes e seus governos cada vez mais invasivos.
    Por isso (observação empírica) que muitos consideram a ideia de um Estado mínimo tão ou mais utópica do que uma anarquia em si.
  • Pobre Paulista  19/10/2015 22:25
    Correlação não indica necessariamente causalidade, perfeito.

    No entanto, a relação causal é puramente lógica, e o fato dos EUA serem o maior país do mundo hoje é apenas uma prova que a relação causal está correta. Veja como é simples:

    Num estado mínimo, as pessoas são livre para negociar e prosperar.
    Sendo livres para negociar e prosperar, elas geram mais e mais riquezas.
    Havendo um estado sustentado por impostos, haverá um fluxo cada vez maior de riquezas em sua direção (note que não estamos falando apenas de $$ indo para os caixas do estado, mas também de uma maior oferta de bens e serviços).
    Havendo um fluxo de riquezas crescente indo em direção ao estado, ele irá crescer.

    Portanto um estado mínimo logo deixa de ser mínimo e passa a ser um estado gigante e bem aparelhado.

    Conclusão: Provamos por contradição que não existe estado mínimo, pois um estado mínimo causa um estado crescente. Os EUA são a maior evidência disso.
  • Anderson S  20/10/2015 00:37
    Interessante, Pobre Paulista.


    Estado mínimo acaba alavancando o estado por causa dos incentivos para confortável e longa produção de riquezas. Uma relação proporcional, um aumenta e o outro também.

    Se você estiver correto nessa observação, então, não há solução... Ou, talvez, algo aconteça para que essa relação proporcional não siga adiante. No caso, ao passo que a sociedade enriquece o estado mínimo deveria ter o seu orçamento reduzido, bem como uma prudente divisão territorial (mais descentralização). Claro, é uma hipótese que só daria certo se homens sábios, sensatos e equilibrados estivessem conduzindo o troço (estado); o que é muito difícil, principalmente num contexto cultural de tão grande dependência. E mesmo assim, muita coisa deveria ser combinada para manter esse estado cada vez mais mínimo, como, por exemplo, o regime (que não deveria nunca ser uma democracia representativa).
  • Liberal das antigas  20/10/2015 10:49
    Caro Pobre Paulista, você disse:"Havendo um fluxo de riquezas crescente indo em direção ao estado, ele irá crescer.

    Portanto um estado mínimo logo deixa de ser mínimo e passa a ser um estado gigante e bem aparelhado. "



    Sua lógica está errada.

    Se, conforme você disse, o estado aumenta devido a uma maior produção, então ele apenas está aumentando na mesma proporção que a economia, seu tamanho relativo continua igual.

    Para haver uma transição de estado mínimo para máximo seria necessário um aumento da sua proporção diante da economia. Isso só é possível através de uma ação política, que, em outras palavras, nada mais é do que uma ação humana.

    Uma ação humana sempre é algo proposital, podendo assim ser evitada. Sendo assim, um estado máximo pode, em teoria, ser evitado.

    Não digo que seja fácil ou que haja uma receita de bolo, mas de fato, se você olha para o mundo, há países com enormes diferentes no tamanho do seu estado. Basta comparar Suíça e Cingapura com Brasil e Coréia do Norte.

    E por fim, ainda que um estado mínimo seja imperfeita isso nem de longe implica em dizer que a alternativa seria a ausência de estado.
  • Slaine  20/10/2015 11:13
    Ele não tem que aumentar nem proporcionalmente,justiça e polícia são coisas simples, não é preciso rios de dinheiro pra sustentar isso
    Nada indica que justiça e polícia teriam que crescer na mesma proporção que o resto da economia cresce, ainda mais se for um país de gente decente e honrada que respeita a propriedade privada.Se eu não me engano na Suécia por ex, os policiais não precisam nem andar armados!
    (não que a Suécia seja estado mínimo, só citei pra mostrar que a necessidade de polícia não é crescente como o resto)
    Então de um jeito ou de outro, esse estado não vai continuar mínimo.
  • Liberal das antigas  20/10/2015 12:02
    Caro slaine, você disse: "Ele não tem que aumentar nem proporcionalmente,justiça e polícia são coisas simples.... Nada indica que justiça e polícia teriam que crescer na mesma proporção... Então de um jeito ou de outro, esse estado não vai continuar mínimo."

    Ele pode manter a proporção sim.

    Se o estado está obrigado a se manter apenas atuando sobre os serviços de justiça e defesa, então ele apenas utilizará os recursos novos sobre esses serviços (seja com aumentos de salários ou outras melhorias).

    E isso nem de longe, e muito menos matematicamente, implica que o estado esteja aumentando.

    E novamente, dentro desta lógica, a única maneira dele aumentar seu tamanho de fato é apenas através de uma ação política, logo seu processo não é automático e nem obrigatório.

  • Anonimo  21/10/2015 09:43
    Você ainda não entendeu.Se não existe necessidade do policial ganhar mais o estado está inchando sim.Nada indica que a necessidade de polícia e justiça cresce na mesma proporção que o resto da economia, um país com a mesma população pode ter um crescimento econômico porque alguém inventou um método novo ou pelo desenvolvimento tecnológico por ex, sendo que as pessoas são as mesmas, nada disso significa que a necessidade de polícia vai aumentar
  • Pobre Paulista  21/10/2015 00:03
    "então ele apenas está aumentando na mesma proporção que a economia, seu tamanho relativo continua igual."

    Absolutamente errado, um simples contra-exemplo desmonta sua teoria.

    Suponha um estado mínimo que sirva apenas para cuidar de rodovias, e que o custo de manutenção delas é de, digamos, 1000 dinheiros, e que em algum momento os impostos estão ajustados para gerar este valor.

    Com todo o progresso acontecendo, tanto a receita do estado subirá, quanto os custos de manutenção diminuirão. Ou seja, o governo terá excedentes.

    O que fazer com este excedente? Crescer. Assim, além de cuidar de ruas, ele agora pode cuidar de ruas e segurança, por exemplo.

    Vc já pegou a indução. O resultado é o EUA de hoje.
  • Capital Imoral  19/10/2015 21:12
    História que criei para ver se vocês acorda.

    ----------------------------------------
    Desabafo de um trabalhador.
    A cada dia a vida está mais difícil, as vezes falta comida, o desespero vai a mil. Qual culpa eu tenho, de ser um trabalhador pobre, morador da favela, Eu sou culpado por querer uma boa casa?, ou por querer jantar em um restaurante bom? Eu sou culpado por querer uma boa educação para meus filhos? O que há de tão diferente entre minha pessoa e a mulher do capitalista rico, que tanto ela quanto eu fomos enganados pela propaganda do capital. A única diferença neste mundo de cegos, é que eu sou a vitima.

    Ele o capitalista rouba meu suor através de salários miseráveis de 800 reais, ao qual milhares de outros trabalhadores como eu, lutam a tapa, mais de 100 cabeças por uma única vaga. o dono da boiada (O capitalista), luta com unhas e dentes para abaixar esse salário. Meu trabalhado é proteger o agressor da vitima, sendo que eu sou a vitima.

    O mais engraçado de tudo isso está na vida do homem que me explora, o capitalista. Quem vê por fora, vê um grande empresário, mas a história dele é muito mais que isso, é a história da exploração, os pais dele exploraram negros iguais a mim, sob o ombro dos negros, este homem pode ter uma boa educação e acumular dinheiro. Novamente a história está se repetindo. Este grande empresário sabe a verdade, por isso ele vai no restaurante que tem o nome dele nos talheres, gastar mais de 4 mil reais em bebidas caras, em apenas um dia. Como que queria pagar o curso da minha filha com esse dinheiro...


    Vamos falar da mulher dele: em quanto eu luto para por comida no prato dos meus filhos, a mulher do dono da boiada, gasta aqueles mesmo 800 reais de um mês de vida, em um bom restaurante, num único dia. Em quanto eu não tenho dinheiro para pagar o remédio da minha filha doente, de tanto trabalhar para o capitalista, a mulher do rico gasta centenas de reais em xampus para cachorro pois é alergico o coitado do "dog" como ela gosta de falar. Entre a vida do cachorro e a vida da minha filha, o capitalismo escolheu a vida do cachorro.

    Sim, eu sou o segurança do shopping mais rico de são paulo, todos os dias eu vejo, a cara de nojo dos ricos, que me olham com o olho torto pela minha cor, como se o meu lugar eterno fosse ser um servo deles. Eu só queria ser como eles, igual no comercial, igual na alta cultura que eles dizem ter mas não deixam eu entrar, porque capitalismo? O que te fiz?

    Noticia que usei para criar a história: www1.folha.uol.com.br/saopaulo/2015/10/1694834-elite-paulistana-mantem-habitos-e-faz-de-estabelecimentos-ilhas-sem-crise.shtml
  • Inicial  19/10/2015 22:20
    Embora tenha sido um claro sarcasmo de sua parte, a notícia que você postou é bastante interessante (por mais que a Folha de S. Paulo tenha se esforçado ao máximo para fazer os ricos parecerem caricatos), pois ela mostra o óbvio: em momentos de crise econômica criada pelo governo, o que segura o emprego dos mais pobres (desde o segurança da Oscar Freire ao garçom do Figueira Rubaiyat, passando pelo padeiro da padaria mencionada) são os gastos dos mais ricos. Daí a estupidez de se querer tributar os ricos e repassar esse dinheiro para os políticos. Isso sim seria garantia de ainda mais dinheiro.

    Daí a importância deste artigo:

    Como espoliar os ricos
  • Ragnister  20/10/2015 00:50
    Trabalhamos 5 meses para pagar impostos e quem explora o trabalhador é o patrão? Reveja seus conceitos.

    Já que você não gosta de capitalistas, só compre o que foi produzido por burocratas (ou seja, NADA!)

    Resumindo:
    Capitalistas e seus trabalhadores são geradores de riquezas.
    Burocratas e seus servos são tomadores de riquezas.

    Se você defende o poder de compra do segurança do shopping comece pedindo por isenção de impostos para os mais pobres. Depois de um tempo irá perceber que qualquer tipo de imposto é roubo. E finalmente um dia, quem sabe, as seguintes frases irão fazer sentido para você:

    "O abolicionismo foi um movimento para acabar com a escravidão privada. O libertarianismo é um movimento para acabar com escravidão pública e privada."

    "Um libertário é alguém que evoluiu do pensamento de que existem problemas com o estado para a percepção de que o estado é o problema."

    E para finalizar, uma frase para não acreditar mais em utopias coletivistas contadas por burocratas:

    "A liberdade individual pode ser incapaz de resolver todos os problemas sociais, mas
    o roubo coletivo é incapaz de resolver qualquer problema social."
  • anônimo  20/10/2015 09:53
    'pra ver se vocês acorda'...como se todo mundo aqui já não conhecesse esse lenga lenga desde a escola...

    Você não quer ser explorado? Pois seja coerente seu hipócrita, pegue suas coisas e se mude pra Venezuela ou pra Cuba onde a exploração capitalista não tem vez.
  • Edujatahy  20/10/2015 17:36
    Será que esta corja marxista não respeita ninguém?

    O artigo trata de um homem pacífico que foi brutalmente repreendido pelo estado e o que sobra a este povo é ignorar o artigo e ficar defendendo seus absurdos (exploração do trabalho, mais-valia e etc...)?

    Isto é crueldade e desrespeito. Mas não há muito o que se esperar de quem defende a violência.

    Capital Imoral. Antes de querer nos "acordar", tenha um pouco de respeito pelos mortos! Parece até que você concorda com o absurdo do que foi feito com Irwin Schiff!

    (Espero estar vivo para ver esta ideologia genocida e assassina ir para seu lugar de direito, o LIXO da história).
  • Felipe R  19/10/2015 22:11
    O artigo em tela me levou a esse totalmente excelente video do Dr. Schiff, pai (R.I.P.).


    youtu.be/kZX1bvj_z0E


    Os americanos têm a faca e o queijo na mão para declarar independência e liberdade, e não sabem...
  • Diego  19/10/2015 23:10
    Se voces soubessem quantas vidas arruinadas Peter Shiff causou nos Estados Unidos com suas previsões de BUY GOLD AND SILVER THEY ARE GONNA TO skyrocket, Dollar Collapse, Hyperinflation, Stock will crash..... talvez pensariam de outra forma.

    Porém vejo que neste caso seria justo deixar sua pai passar os ultimos dias de vida com a familia.

    O que nao justifica o que o Peter fez com muitas pessoas.
  • Edujatahy  20/10/2015 17:43
    E quando ele era um grito solitário na mídia alertando a crise americana e sugeriu fugir de ações de empresas que quebrariam logo em seguida (tudo isso sendo praticamente humilhado pelos outros comentaristas)?
    Não conta?
  • Anonimo  21/10/2015 09:58
    Diego de novo defendendo a gangue estatal preferida dele, o dólar realmente está com os dias contados, aprenda alguma coisa de economia antes de falar sobre o que não entende.
  • Anonimo  21/10/2015 10:06
    Esse Diego ainda vai passar muita vergonha por aqui até aprender que esse site não está nem aí pra porcaria dos estados unidos.Esse site defende a LIBERDADE, coisa que é totalmente diferente.
  • Diego  21/10/2015 15:01
    Peter Shiff voz solitaria em 2008? tá brincando?... Roubini, Steven Keen, Robert Shiller, Dean baker e muitos outros previram o collapso do subprime.. porém o unico que literalmente usou argumentos bons foi o steve keen. Se vc pegar o historico de Petter Shiff ele fez quase tudo errado tirando a crise de 2008. Depois disso pesquisem o que ele recomenda... compra OURO, PRATA, FIM DO DOLLAR, Hiperinflação. Literalmete tudo ocorreu o oposto. É SO PESQUISAR QUE vcs tem os dados... peguem o que ele falou em 2009 apos o subprime. Nao fui eu quem disse e sim ele.
    Quanto a questao do dolar perder a reserva de valor... hummm link com petroleo e commodities, o maior poderio militar, maior economia do mundo, capital intelectual muito alto, as maiores empresas do planeta.... bom.. por enquanto nao vejo nenhum pais superior aos EUA. Só ocorrerá quado o dolar perder link do petroleo... até lá SÓ MIMIMI.
  • Leandro  21/10/2015 15:45
    "porém o unico que literalmente usou argumentos bons foi o steve keen."

    Os argumentos do Keen foram semelhantes aos do Schiff, e o próprio Keen, em várias palestras, cita o Schiff como sendo uma das pessoas que também previram o colapso.

    Os argumentos do Schiff, no entanto, foram mais completos e suas previsões foram mais acuradas (tudo o que ele falou que iria acontecer, aconteceu).

    Já o Steve Keen está, há quase dez anos, dizendo que "é iminente um colapso no setor imobiliário australiano!". Pois é...

    Não tem jeito, não existe Nostradamus em economia. Qualquer um que viva de fazer previsões catastróficas irá, inevitavelmente, quebrar a cara em algum momento. Isso aconteceu com Schiff e Keen. Os outros que você citou foram mais espertos, e se retiraram de cena.
  • Diego  21/10/2015 21:16
    Ok vamos aceitar que ele "previu" o collapso de 2008. Eu nao acredito mas se o fez, fez como todos os outros.

    Agora me responda e as previsoes feitas em 2009 de Hiperinflacao, collapso do dolar, ouro e prata valerao mais do que tudo. Tá e isso? Nao aconteceu nada disso muito pelo contrario se vc pegar os fundos de investimentos que ele gera... É UMA PIADA OS RESULTADOS.
    Não sou eu quem estou dizendo e sim os numeros. Vai na pagina da Europacif capital e veja a rentabilidade dos fundos que ele gerencia. É LITERALMENTE HORRIVEL!
  • Leandro  21/10/2015 22:17
    "Ok vamos aceitar que ele "previu" o collapso de 2008. Eu nao acredito mas se o fez, fez como todos os outros."

    Não é questão de "aceitar". É questão de ver o vídeo contido no link acima, no qual o próprio, ainda nos idos de 2006 e 2007, descreve com inacreditável acurácia o que viria a acontecer em 2008.

    Ver uma pessoa em 2006 e 2007 falando o que iria acontecer em 2008, e com uma precisão de detalhes, não é uma questão de "aceitar". É uma questão de constatar.

    Quanto ao resto de suas observações, muito embora estejam carregadas de um incompreensível desdém (e sua profusão de Caps Lock denota algum desespero), não discordo delas. De fato, ele errou feio nas outras previsões. Esse talvez seja o preço a se pagar por ascender subitamente à proeminência, deixar o sucesso subir à cabeça, e acreditar que só porque acertou em cheio uma previsão irá acertar todas as outras para sempre.

    No entanto, todos os outros que você citou não seguiram caminhos muito diferentes (alguns simplesmente sumiram). Steve Keen, por exemplo, não acertou uma desde 2008. (A mais recente dele foi ter dito que Yanis Varoufakis, seu amigo, havia sido uma ótima escolha para Ministro das Finanças grego).

    Volto a enfatizar: dado que a economia é apenas um ramo da praxeologia (que é a ciência da ação humana), qualquer pessoa que se meta a fazer previsões econômicas estará, na prática, dizendo saber qual será o resultado da interação diária e voluntária de bilhões de pessoas. Desnecessário dizer que isso é humanamente impossível.
  • Anonimo  23/10/2015 14:38
    Quanto a questao do dolar perder a reserva de valor... hummm link com petroleo e commodities, o maior poderio militar, maior economia do mundo, capital intelectual muito alto, as maiores empresas do planeta....

    Você só falou da parte boa, e mesmo assim muita coisa aí nem é tão verdade assim, o capital intelectual não é tão alto, a educação fica atrás da de outros países ricos, o welfare state está em constante crescimento, a dívida deles é imensa maior que 3x toda a riqueza da terra, já não é mais nem o mais livre nem o mais próspero economicamente, os ricos estão abandonando a cidadania americana...e as maiores empresas? Isso só se vc olhar só pro Silicon Valley, e mesmo assim muita gente lá planeja largar os EUA sem pensar duas vezes se o Seasteading der certo
    'Don't question seasteading, it's a necessity'
    https://www.youtube.com/watch?v=-NQEF6s3vzg

    Fora que o que o Peter Schiff disse tem um fundo de verdade, AFAIK se a quantidade absurda de dinheiro que o governo deles está criando entrar na economia, o dólar realmente vai naufragar.Mas isso o Leandro pode falar melhor do que ninguém.
  • Diego  27/10/2015 00:42
    A questao é que esse dinheiro está somente em forma eletronica e nao na forma fisica... ele nao vai entrar na economia americana por que ja foi enviado aos paises exportadores para compra de bens. O FED tem uma conta de balança de pagamentos com todos os bancos a unica coisa que o FED FAZ É CONTABILIDADE DE CREDITO E DEBITO.
    O Peter fala que esse dinheiro entrará na economia fisicamente o que é impossivel a unica coisa que os bancos farão tanto é debitar uma conta e creditar a outra, todo sistema é eletronico atualmente.
    A dívida dos eua é completamente normal... a divida que as pessoas veem sao a de 18 trilhoes que nada mais é do que os ativos da iniciativa privada. Não divida publica! :/ interna e como qualquer outra divida americana pode ser completamente paga dado o fato que o estado é soberano e pode pagar todas suas dividas em dolar.
    A unica coisa que pode realmente destruir a economia americana será corte do link com petroleo e com commodities. Até lá esquece.
  • anonimo  20/10/2015 00:21
    1- Por que todo preso, acusado, processado adquire algum tipo de doença?
    2- Por que a Pessoa Física não pode declarar imposto de Renda com os mesmo direitos de Pessoa Jurídica, isto é, abater todas as despesas.
    3- Bioterrorismo no Brasil também.
  • Felipe R  20/10/2015 08:39
    Eu já fiz a mesma pergunta 2. É uma safadeza sem tamanho isso. Alguns dirão que há dedução. Eu faço minha própria declaração, e o que vejo é que ela é falsa: se eu tenho gastos médicos ou com educação, esse valor é descontado integralmente da minha renda bruta; afirmo que é falsa porquê se eu não informar os gastos, o Governo assume que usei a rede pública, e então mete a mão. Ou seja, poupar é impossível.
  • Thiago Teixeira  20/10/2015 01:19
    Deu no NYT:
    mobile.nytimes.com/2015/10/20/business/yourtaxes/irwin-schiff-fervent-opponent-of-federal-income-taxes-dies-at-87.html?_r=0&referer=https://www.google.com.br/
  • Marcelo Simões Nunes  20/10/2015 02:10
    Essa história é chocante. Parece uma ficção. Para um brasileiro é um pouco difícil compreender os EUA. Me parece óbvio, embora tenha visto comentários em sentido oposto, que isso nunca aconteceria no Brasil de hoje. Temos o nosso mártir, Tiradentes, mas isso era com a coroa portuguesa. Nosso caráter frouxo, ou melhor, nossa falta de caráter impede que esse tipo de coisa aconteça por aqui. E não digo isso tentando negar a brutalidade do estado. Vejam só, o apenado foi para a cadeia, não porque pregava contra o estado. Havia sido condenado por isso, é verdade, mas sua derradeira prisão se deu porque desacatou uma ordem judicial que lhe impunha uma censura sobre um livro que tratava de assunto diverso do tema imposto de renda. Me parece que há nesse ponto um furo no argumento do autor. Mas se fosse aqui, que ridículo... a pena para desacato não dá nem cadeia (menos de quatro anos). Tenho visto juízes serem desacatados descaradamente e fazerem vista grossa, fingindo não ter visto nada para não ter de tomar uma atitude. Fora esse comentário, vejo o estado menos como uma instituição do que como um bando organizado que atua em conluio para espoliar os demais. É interessante notar que dificilmente as pessoas se organizam para promover o bem comum contra terceiros mal intencionados. Em regra elas procuram se defender exatamente como um cardume de sardinhas fugindo de golfinhos famintos. Os peixinhos formam uma bola, resultante da incessante luta de cada indivíduo para ocupar o centro da bola para não ser devorado. Ou ainda como aqueles bandos de gnus africanos fugindo de leões. Os predadores se organizam com fortes vínculos enquanto as presas têm comportamento de manada, fugindo aos bandos na esperança que o vizinho seja comido primeiro.
  • Henrique Zucatelli  20/10/2015 14:59
    Meus pêsames. Agora aos fatos:

    Por que o liberalismo não decola? Simples, é matemático e totalmente proporcional a parcela de pessoas produtivas em uma determinada amostragem. Tudo se resume a números.


    Em países com alta incidência de estatização, a população produtiva é pequena, e por mais rica que seja, não faz frente a essa horda de seres improdutivos, que colocam a sua frente o Estado como seu representante, todo dia criando leis e mais leis que sugam de quem lucra para dar a quem nada faz. Logo, a liberdade em países assim é nada mais do que um sonho. Sim, um sonho. Pois não há como mudar nada, nem requerer secessão pacífica se o Estado enxerga essa pequena parcela da população como fonte de renda, sua e dos seus nababos.

    Nos resta em países assim como o Brasil duas escolhas - a primeira é se entregar de vez ao estado, utilizando nossa produtividade a favor de nós mesmos através da política e de seus lobbies, ou simplesmente mudar de país, emigrando para nações liberais.

    Já o contrário é inversamente proporcional. Em países quase que completamente liberais a grande parcela da população é altamente produtiva (logo, gera lucros), tem poder para manter a tributação baixa, pois é massiva nas urnas, nas empresas, na mídia etc. Logo podemos dizer que seria também o contrário: esses países são liberais pois a população gosta de trabalhar.

    E quanto aos EUA? Bem, esse está caminhando (desde Clinton) para um intervencionismo cada vez maior. Os dois mandatos de Obama são a fotografia perfeita de que as ideias socialistas estão começando a ficar arraigadas no consciente do americano comum.
  • Slaine  20/10/2015 15:37
    Desde muito antes do Clinton, a crise de 30 já foi obra do governo e de banqueiros
  • Velozo  20/10/2015 15:31
    Sr. Schiff,

    O senhor foi um grande homem. O sr. apenas defendeu a Verdade, que é o que todo homem verdadeiramente decente deveria fazer, mesmo com prejuízo. De forma alguma o sr. foi ingênuo. A mentira sempre suplantará a Verdade neste mundo covarde e corrompido. Integridade, portanto, é dizer e viver a Verdade mesmo nas situações mais desvantajosas. Tenho certeza de que o sr. faria tudo de novo, mesmo se entendesse a real natureza tentacular dos poderes satânicos que se escondem atráz dos tronos de mentira, dos presidentes de brinquedo. Não podemos ganhar, é verdade, ja somos prisioneiros. Há tempos! Mas podemos esperniar na nossa gaiola. Podemos escolher entre sofrer, até morrer para manter-mos nossa honra ou vivermos como sem-vergonhas. É, essa vida vil de escravos, que o sr. deixou para trás, o futuro de todos os covardes deste mundo. Abaixarão a cabeça, obedecerão e se humilharão perante o leviatã todos dias por um prato de lentilhas. Cultivarão e outros ceifarão, seus filhos serão escravizados e apartados deles, outros homens deitarão com as suas mulheres. Mudos, resignados e em fila indiana herdarão a nova ordem. É dos carneiros o reino messiânico das trevas neste mundo.
    O sr. porém disto esta livre repousando o sono dos justos. O sr. já havia criado os seus filhos, escrito os seus livros, lutados suas guerras. Eram seus anos de velhice mais importantes do que as idéias verdadeiras que mantiveram a sua alma jovem? Eis um verdadeiro libertário. Jaz agora nos braços de Deus. Teus olhos voltarão a se abrir e serás, desta vez, verdadeiramente livre, salvo de toda injustiça. Para Sempre.
  • Edujatahy  20/10/2015 17:31
    Ótimas palavras Velozo.
  • Claucio Xavier  20/10/2015 20:21
    Morreu com ele a América dos pais fundadores, se é que já não estava morta.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  21/10/2015 01:00
    Pais Fundadores que forjaram a raiz norte-americana no cristianismo e na maçonaria, diga-se de passagem.
  • Getulio Malveira  21/10/2015 20:01
    Impressionante... perturbador...Nao conhecia essa hiatoria, mas agora nao serei mais capaz de esquece-la.
  • Fabio  21/10/2015 22:29
    Onde posso obter a versão digital do livro proibido, escrito por ele, se possível em português?
  • Diego Sousa  08/11/2015 12:27
    Apenas em Inglês.
    www.paynoincometax.com/federalmafia.htm
  • Judeu  31/10/2015 09:53
    Tenho medo de imbecis que dizem estar apenas seguindo ordens, mantendo um velho inocente algemado, ou executando milhões em campos de concentração
  • Emerson Luis  16/03/2016 11:55

    Difícil opinar neste artigo.

    Temos que defender os ideais da liberdade, mas buscar fazê-lo de formas que sejam adequadas e eficazes. Mesmo que esteja certo, um liberal preso ou multado terá menos capacidade de divulgar o liberalismo. A libertação interior pode ser imediata, mas a exterior é gradual.

    * * *


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