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Aforismos em defesa da liberdade

* Governos representam seus cidadãos da mesma maneira que parasitas representam seus hospedeiros.

* Empreendedores ganham dinheiro servindo necessitados.  Políticos ganham dinheiro criando necessitados.

* Um empreendedor pode se chamar a si próprio de chefe, mas seu objetivo é servir os outros.  Um político pode se chamar a si próprio de servidor, mas seu objetivo é mandar nos outros.

* Um tolo deplora o fato de que a automação destrói empregos.  Um sábio se deleita com o fato de que ela torna o trabalho menos automático.

* Acreditar que a mão-de-obra barata irá "roubar" o seu emprego é a confissão mais avassaladoramente honesta de incompetência profissional.

* É necessário ser um criminoso comum para se roubar o dinheiro dos outros, mas é necessário ser um criminoso excepcional para chamar esse ato de "justiça social".

* A ignorância econômica leva à crença de que computadores podem desenhar mercados. O conhecimento econômico leva à constatação de que mercados podem desenhar computadores.

* Um tolo acredita que o mercado faz com que a busca pelo lucro leve a atitudes desonestas.  Uma pessoa sensata sabe que o mercado torna a desonestidade anti-lucrativa.

* Um bom economista acredita que os mais bem capacitados para lidar com o problema da escassez são os empreendedores.  Um mau economista acredita que são os economistas.

* Um bom economista acredita que sua função é melhorar o entendimento das pessoas sobre o funcionamento do mercado.  Um mau economista acredita que sua função é melhorar o entendimento do mercado sobre o funcionamento das pessoas.

* Um mau economista acredita que o poder de compra dos salários pode ser legislado.  Um bom economista sabe que legislações podem ser compradas.

* Um mau economista acredita saber o que fazer para tornar o mundo mais próspero.  Um bom economista acredita saber o que fazer para permitir que o próprio mundo se torne mais próspero.

* Um tolo acredita em desenhar organizacionalmente o mercado.  Uma pessoa sensata acredita em um mercado para desenhos organizacionais.

* Um empreendedor é aquele que vê um ganho em uma troca na qual outros vêem apenas uma permuta.

* É necessária uma pequena dose de abstração para entender como a ambição pode levar à prosperidade.  É necessária uma alta dose de autoengano para alegar que a coerção pode levar à caridade.

* Um escravo acredita que as leis devem definir a abrangência da liberdade. Um indivíduo livre acredita que a liberdade deve definir a abrangência das leis.

* A sociedade é um esquema voluntário de benefícios mútuos. O estado é um esquema compulsório de explorações mútuas.

* Alegar que alguém pode ser feliz sem ser livre é não ter a mais mínima ideia sobre o significado de felicidade.

* A política é uma guerra sem fim e sem limites contra a liberdade individual.

* Eis aquele que talvez seja o mais flagrante exemplo da superficialidade da mentalidade estatista: o típico estatista acredita que a ameaça fantasticamente hipotética de uma empresa monopolizar a distribuição de água representa uma objeção devastadora ao libertarianismo; já a ameaça dolorosamente real de um estado metodicamente exterminar centenas de milhões de indivíduos não representa uma objeção devastadora ao estatismo.

* Um ambientalista tolo quer proteger a natureza da ganância do mercado entregando-a à tragédia dos comuns.  Um ambientalista inteligente quer proteger a natureza da tragédia dos comuns entregando-a à ganância do mercado.

* O único "bem público" que existe é a liberdade do público para buscar bens individuais.

* "Lucro garantido" faz tanto sentido quanto "perigo sem risco".

* Paciência é a capacidade de saber usufruir a tranquilidade do tédio.

* Um anarcocapitalista é uma pessoa que rejeita a curiosa noção de que crimes se transformam em virtudes caso sejam efetuados em escala maciça pelo estado.

* Um mau economista acredita que os preços devem ser policiados pelo estado.  Um bom economista acredita que os serviços policiais devem ser precificados pelo mercado.

* O abolicionismo foi um movimento para acabar com a escravidão privada. O libertarianismo é um movimento para acabar com escravidão pública e privada.

* Se você acredita que "o dinheiro que aquele bilionário gastou em sua frota de iates poderia ser muito mais bem utilizado pelo estado!", apenas me diga quando foi a última vez que você viu um bilionário comprando um exército de tanques e um conjunto de bombas nucleares.

 

Outros 600 aforismos libertários como estes acima estão reunidos no livro The Pith of Life: Aphorisms in Honor of Liberty.


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autor

Jakub Bozydar Wisniewski
é filósofo graduado pela Universidade de Cambridge. Atualmente trabalha em seu PhD, experimentalmente voltado para a teoria dos bens públicos de acordo com a Escola Austríaca de Economia, na Queen Mary, University of London.  Já publicou artigos em, dentre outros, The Libertarian Papers, The Quarterly Journal of Austrian Economics e LewRockwell.com

  • Edu Jatahy  15/10/2015 14:39
    "Se você acredita que "o dinheiro que aquele bilionário gastou em sua frota de iates poderia ser muito mais bem utilizado pelo estado!", apenas me diga quando foi a última vez que você viu um bilionário comprando um exército de tanques e um conjunto de bombas nucleares."

    Touché.
  • Luiz Philipe   15/10/2015 14:45
    Apenas me diga quando foi a última vez que você viu um bilionário enfiando dinheiro público na cueca...
  • Antonio Neto  16/10/2015 03:49
    Talvez esse tal último bilionário seja o dono da Odebrecht e seu amigo do peito, o Lula e família.
  • Jalim Rabei  03/07/2016 16:28
    A fonte de riqueza do Odebrecht, inicialmente se deu no mercado.

    Depois do crescimento, não quis mais saber de competir, então começou a se meter no jogo político.
    E melhor mamar no estado.
  • John Galt  04/07/2016 15:09
    Ser pró mercado não é ser pró empresas ou empresários.
    Ao contrário o livre mercado é pró consumidores já os empresários tem de suar a camisa e nos agradar se quiserem nossa grana. Por isso toda empresa ama um estado para chamar de seu. Estado esse que oferece "subsídios,incentivos e regulações para proteger a indústria nacional".
  • Maria José Ferrari da Silva  15/10/2015 14:39
    Cada frase melhor que a outra....pura sabedoria.
  • Miguel Heinen  15/10/2015 15:30
    No Brasil, os Parasitas fazem as Leis...
  • cmr  15/10/2015 17:15
    No Brasil ???
    E em outras partes do mundo ?.
  • Vincenzo Di Pasquale   15/10/2015 16:13
    Sensacionais demais essas verdades coxinhas opressoras!
  • Alex Menezes   15/10/2015 16:14
    Merece ser compartilhada massivamente, quem sabe assim acordem para a realidade.

    Ótima publicação, parabéns!
  • Rodrigo Pereira Herrmann  15/10/2015 17:33
    Excelente!

    exceção: " * A política é uma guerra sem fim e sem limites contra a liberdade individual. "

    Política é o exercício do poder. E poder é uma faculdade/dimensão intrínseca à natureza humana, portanto inalienável. A questão é saber ao quê este poder estará subordinado. A vontade que se impõe e determina estará a serviço de quê? Dizer apenas que é da liberdade, tomada num conceito abstrato/negativo, não esclarece nada, por que o poder se trata de positivação, de efetivação, de rumo.

  • Típico Universitário  15/10/2015 18:12
    Eu tenho meu próprio aforismo que refuta tudo isso e ainda mais:

    Da próxima vez que você encontrar um coxinha fora da ciclovia, pergunte-o quem construiu as estradas.

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Até vocês provarem que você não precisa de políticos, funcionalismo público, IPVA e mais dinheiro tirado na marra dos outros para conseguir colocar asfalto e tinta branca no chão, não vou levar a sério nenhuma coxinhice aforística dos anarco-neo-liberais.

    kkkkkkkkkkk'
  • Sidney  15/10/2015 22:58
    Mas quem PAGOU a estrada?
  • Pedro Soares  15/10/2015 23:53
    jayherman.com/who-will-build-the-roads/
  • Yonatan Mozzini  04/07/2016 13:21
    Quem construiu as estradas foram entidades privadas (trabalhadores e empresas munidos de insumos e bens de capital), caro universitário analfabruto funcional. O setor público apenas os contratou (e pagou com dinheiro que, do ponto de vista moral, sequer pertence ao Estado), caro mestre da sabedoria acadêmica.
  • Dam Herzog  04/07/2016 13:27
    Mas te pergunto de onde saiu o dinheiro para efetuar estas coisas de forma coercitiva? Saiu do dinheiro dos impostos que nos mesmo pagamos. E caso não houvesse coerção sairiam das mesmas fontes voluntária com eficiencia e baixo custo se houvesse demanda para a mesma.
  • Alex Ran  11/07/2016 13:59
    Quem construiu a estada foi aquele que o fez por um preço cinquenta vezes superior ao que seria se a obra fosse realizada por particulares.

    www.bbc.com/portuguese/brasil-36673226

    O sujeito defende a bandidagem e não tem nenhuma vergonha: "mais dinheiro tirado na marra dos outros". Ele poderia ter falado que todos devem contribuir, etc; mas não, tirou a máscara de primeira e mostrou o que é um verdadeiro estadista.
  • Ruiter Faraco  15/10/2015 19:16
    Mantenhamos a janela do navegador aberta nesse artigo, para jogar essas afirmações nos sites visitados pela grande mídia analfabeta: g1, principalmente.
  • Rogério Celso Hansen   15/10/2015 20:17
    Muito boa a coletânea. Política, um mal necessário? Talvez! Como não temos como fugir e prescindir dela, pelo menos por enquanto, o pior caminho é ignorar a política, pois dessa ignorância política do povo, nascem os políticos aproveitadores, os políticos pilantras, os políticos vigaristas, os políticos populistas, os políticos corruptos e os corruptores, os políticos lacaios das empresas nacionais e multinacionais, e os políticos com projetos totalitários e com "projetos criminosos de poder".
  • rodrigo pereira herrmann  15/10/2015 20:47
    Exatamente.

    De um lado uma quadrilha desejosa de implantar a todo e qualquer custo um projeto centralizador de poder, com amplíssimas conexões internacionais e hegemonia sobre a cultura e a mídia (e agora o estamento burocrático propriamente).

    Do outro, uma imensa maioria da população que pensa apenas com o estômago (e isso é natural, porque a maioria da população, em qualquer lugar do mundo, é assim mesmo) e que não tem disposição ou tempo nenhum pra se envolver na luta política.

    O que se esperar do arranjo acima?! É claro que eles levaram e que estamos atravessando o fatídico momento em que o levante de um mínimo de oposição faz o pt radicalizar no seu afã de implantar o socialismo bolivariano (com ameaças de luta armada pelo braço radical dos movimentos sociais, pela manipulação jurídica e afronta entre poderes acionadas pelos ministros simpatizantes do stf, pela negociata absurda e escancarada com o presidente da Câmara, com o toma-lá-dá-cá com o pmdb, com a intromissão deplorável do ex-presidente, com os assaltos para fins de financiamento do projeto, com a compra e descarte do grande empresariado, e por aí vai).

    O impeachment vai acontecer? Não, não vai. A solução passou a residir no julgamento do TSE. Mas todos sabemos como funciona os bastidores de julgamentos políticos, sobretudo quando alguns juízes são nomeados por petistas. Assim, o que nos resta?
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  15/10/2015 20:37
    Capitalismo = 100%
    Outros sistemas juntos = 0%

    Sem comparação.
  • Marcelo Werlang de Assis  15/10/2015 21:48
    Abaixo, mais alguns aforismos desse brilhante sujeito chamado Jakub Bozydar Wisniewski (tradução minha):

    "Um 'imposto justo' faz tanto sentido quanto um 'estupro amoroso'."

    "Propriedade pública: a 'propriedade' privada de expropriadores."

    "A incerteza é o preço que se paga pela existência."

    "A liberdade individual pode ser incapaz de resolver todos os problemas sociais, mas
    a violência coletiva é incapaz de resolver qualquer problema social."

    "A economia sem a ética é uma caricatura. A ética sem a economia é um conto de fadas."

    "O objetivo do libertarianismo não é permitir que as pessoas sejam livres, mas sim fazê-las perceber que não precisam da permissão de ninguém para serem livres."

    "Um libertário é alguém que evoluiu do pensamento de que existem problemas com o estado para a percepção de que o estado é o problema."
  • Brant  15/10/2015 22:49
    "Acreditar que a mão-de-obra barata irá "roubar" o seu emprego é a confissão mais avassaladoramente honesta de incompetência profissional."

    Essa é muito interessante, e contém um significado oculto que passa despercebido por muitos.

    Todos esses direitos trabalhistas e leis de salário mínimo não são para proteger o trabalhador da exploração do patrão, a real finalidade é proteger o trabalhador experiente daquele trabalhador novato sem muita experiência mas que está disposto a receber um pouco menos em troca de uma oportunidade.

    Tem um projeto de um senador petista (tinha q ser), que quer proibir a modalidade de estágio não remunerado, ele usa a mesma justificativa de todo socialista da exploração da mão de obra. O que ele vai conseguir com isso não será o fim da exploração, mas apenas a extinção de oportunidades para universitários sem experiência nenhuma que ainda não sabem gerar valor mas que querem aprender a trabalhar.
  • anônimo  16/10/2015 16:09
    Brant,

    Veja essa matéria do site Valor sobre direito dos trabalhadores, intitulada: "A favor dos trabalhadores. Será?"
  • Vinicius  16/10/2015 16:33
    Versão "free for user"

    www.infomoney.com.br/blogs/terraco-economico/post/4106577/favor-dos-trabalhadores-sera
  • anônimo  16/10/2015 16:52
    Obrigado pela contribuição!
  • Renan Merlin  04/07/2016 02:26
    E Por isso que o Brasil esta cheio de formados em cursinhos tecnicos que sabem porra nenhuma em suas respectivas areas. Falta experiência que lei de salario minimo impede.
  • Slaine  16/10/2015 10:30
    Legal, só acho que falam muito de políticos e pouco de funças, queria alguns memes que falassem umas verdades sobre essa geração concurso público.
  • Fernando  16/10/2015 18:01
    Essa turma de socialisatas está levando à cadeia as suas próprias famílias.

    O Lulinha já está se ferrando e o Eduardo Cunha abriu contas nos nomes da mulher e dos filhos. O ex-marido da Dilma embolsou 120 mil do DNIT. O Pimentel meu a loirinha numa roubada. A mulher do Maduro está milionária.

    A família dos socialistas são corruptas.
  • anônimo  16/10/2015 18:24
    Todo socialista é um bandido em potencial.

    A associação entre os dois conceitos é muito clara! Ambos, socialistas e bandidos, debocham e desrespeitam da propriedade alheia.
  • Felipe R  17/10/2015 01:13
    Vou responder o último.

    Por volta do século XIII os "bilionários" da época juntaram grana e influência o suficiente para contratar mercenários (tanques e bombas daquele tempo), além de comprar apoios de nobres, para unificar feudos e criar os primeiros reinos. O fim da linha desse fenômeno conhecemos como Absolutismo.
  • Guilherme  04/07/2016 08:46
    Vou responder à sua resposta: Nos tempos passados, exércitos mercenários eram considerados o último recurso do monarca (ou pelo menos eles tentavam manter o menor número possível de mercenários em relação às forças nacionais, ver em O Príncipe do nosso bom Maquiavel). O motivo disso? Os mercenários eram os primeiros a capitular e fugir (ou até mudar de lado) assim que as perspectivas de vitória começavam a minguar, pois eles queriam é ser pagos.

    A verdade é que os monarcas que conseguiam expandir seus domínios eram aqueles que conseguiam maximizar o valor presente do seu território, ou seja, conseguiam gerar prosperidade suficiente para tributar uma parcela cada vez maior de uma riqueza crescente e atrair mais pessoas para aquele território sem prejudicar esse mesmo crescimento. Essa leva populacional iria fornecer mão de obra para dar continuidade ao processo e compor os exércitos privados do monarca. Com uma população maior e maiores recursos à sua disposição ele agora poderia travar combates com monarcas rivais e expandir seus territórios e sua influência.

    E qual política era essa que permitia uma prosperidade maior? Liberalismo econômico.
  • Ezequiel Alves  17/10/2015 13:18
    Vai fazer sentido se você saber qual o motivo real dessa crise política toda, tando doa políticos, quanto do sindicatos,quanto também dos funcionários públicos em geral. Faz mais sentido as motivações da crisepolítica se levar em conta a política do reajuste do salário de acordo com a inflação passada. Essa foi a principal vitrine política do PT durante a gestão do presidente fernando henrique e que foi amplamente adotada durante o governo Lula e o governo Dilma e é o coração que sustenta o sistema político atual, o de querer ter reajuste de salário mínimo anual a qualquer custo. Eu saquei essa idéia quando o levy discursou no congresso e o relator criticou duramente o levy e propos o aumento do imposto da gasolina que é altamente inflacionário e o corte do bolsa família. Toda essa crise política, sindical, de sevidores públicos não é sem sentido, mais com o sentido de aumentar salários de acordo com a inflação, e quanto maior a inflação, maior é o aumento como também outros contratos ou qualquer outra coisa que é reajustado de acordo com a inflação. Qualquer política econômica era com a intenção clara e límpida de aumentar salário independente das consequencias economicas, da recessão e do aumento de custo de vida. Sem falar que inflação é imposto de pobre, as pessoas de alto ganho não é afetado tanto assim pela inflação.
  • Ezequiel Alves  17/10/2015 13:21
    Isso é puramente especulativo mas o comportamento político parece apontar para uma política de aumento da inflação para ter o aumento dos salário dos servidores, aposentados e sindicatos muito maior. Assistir uma palestra de uma professora que até publicou livro e tudo mais bem famosa que discursa sobre como a economia do brasil melhorou por causa da tal política de aumento do salário mínimo e usa o discurso oficial do governo pra justificar a crise economica.
  • Snoopdog  17/10/2015 14:01
    Justiça social nada mais é do que um assalto legalizado pelo governo.

    A única coisa que pode melhorar a situação das pessoas é a liberdade para empreender e produzir. Quem destrói as empresas é um maníaco socialista assaltante.
  • Emerson Luis  11/03/2016 12:08

    Aforismo: Breve sentença que contém uma regra, uma mensagem, um princípio de grande alcance ou um conceito moral; máxima que, enunciada através de poucas palavras, explica ou torna explícito uma regra, norma ou princípio de conteúdo moral; texto breve que traz consigo um fundamento que, numa sentença filosófica, pode denotar um pensamento de teor prático ou moral.

    Tomara que publiquem esse livro em português!

    * * *
  • Marcos  03/07/2016 15:21
    O problema é que a cultura de imaginar que cabe ao governo fornecer os "direitos" e guiar a sociedade já está profundamente entranhada na mentalidade das pessoas, na dos brasileiros então, nem se fala.
    Hoje em dia, as pessoas não têm nenhum problema em achar que se você tenha mais condições financeiras você deve pagar mais pelo mesmo serviço ofertado, o que, pra mim, parece ser um curto-circuito na moralidade. Acham que todos lhe devem atenção e prestação de direitos e por aí vai....
    Estamos fadados à entropia. Vamos quebrar e ainda culpar os capitalistas opressores.
    No fundo, somos uma nação infantilizada, cheio de homens e mulheres bebês, que se recusam a entender que a vida é feita de um binômio simples: "liberdade e responsabilidade". Que não dá pra ter um sem o exercício do outro, e que o Estado somente se mete no meio para desorganizar e nos alienar a respeito disso.
    Sou servidor público e não tinha essa clareza quanto às relações estado-sociedade quando me preparava para concursos.
    Sinto até vergonha por isso e penso em sair daqui a uns anos, enquanto, às vezes, penso também ser útil estar dentro do sistema para representar um mínimo de oposição a essa avalanche progressista.
    Mas é duro conversar com colegas de trabalho que acham que o Estado tem o dever "inalienável" de conduzir à sociedade para o nirvana do desenvolvimento humano.
    Dia desses, comentei que "não gerávamos riqueza alguma, ao contrário", só faltaram me bater.
  • Renato  03/07/2016 17:28
    Reclamam do estado e não batem naqueles que mantém o estado: A CLASSE POLÍTICA.

    Se queremos ficar livres dessa corja temos que aos poucos alertar a todos sobre como é danoso para o bolso das pessoas e para os cofres do país a existência dessa classe parasitária chamada político.

    Em artigos anteriores eu percebi o aumento dos interessados que gostaram da minha ideia de criar um grupo para essa finalidade: A ELIMINAÇÃO DOS POLÍTICOS COMO CLASSE.

    Eu já expus aqui um principio de como iniciaríamos essa empreitada:

    Criaríamos um empreendimento para a função de alerta aos empreendedores. Sejam eles pequenos, médios ou grandes empreendedores.

    Um grupo poderia ser criado, mostrando o nosso cartão de visita, para fazer o trabalho de divulgação entre os empresários. Assim que contratados, de comum acordo com os mesmos (troca voluntária), estabeleceríamos um preço razoável para começar a imprimir cartilhas explicando as pessoas, dentro do estabelecimento do contratante, se assim esse desejar, mais principalmente nas ruas.

    Poderíamos também criar grupos de associados para que cada vez mais a mensagem de anti-políticos ganhasse mais força através de palestras e encontros.

    Mostraríamos aos poucos para as pessoas que pagar impostos é uma falácia. Só serve para sustentar a classe política...e também mostraríamos a existência de moedas digitais, como o bitcoin, por exemplo, para o empresário e para as pessoas comuns.

    Aos poucos vamos tirar essa mentalidade estatal da cabeça das pessoas.

    Como eu sou da CIDADE do Rio de Janeiro, ficaria melhor que pessoas daqui entrassem em contato comigo.

    Trabalharíamos como se fossemos "fantasmas". O investimento seria feito diretamente com empresários que assim solicitasse nosso serviço.

    É claro que esse grupo crescendo vamos criar e ter contato com pessoas de outros estados e até mesmo em nações estrangeiras.

    Para os interessados meu email é galenoeu@gmail.com
  • anônimo  03/07/2016 19:09
    Essa é máxima do liberalismo: Ninguém foi proibido de doar seus bens aos pobres. A liberdade permite o socialismo individual.

    A igualdade de renda nunca foi individualmente proibida. Os socialistas podem doar seus bens para os pobres.

    O que não dá para aturar, é esse socialismo de estado feito por maníacos, delinquentes, bandidos, expropriadores, desenvolvimentistas canalhas, etc.



  • Renan Merlin  04/07/2016 02:28
    E Socialismo feito pelo socialistas é o contrario, tira dos pobres e doa pro ricos.
  • Renan Merlin  03/07/2016 19:31
    Me tirem uma duvida, a escola austriaca acredita em ciclos econômicos e se acredita que vem da ação nociva do estado? E como atenuar sem intervenção do estado?
  • Henrique Zucatelli  04/07/2016 12:13
    Renan, bom dia. Imagino que devem ter várias respostas em conjunto da minha, mas vou dar minha visão definitiva sobre tal pauta.

    Mises, o maior artífice da EA (Escola Austríaca) não simplesmente acreditou nos ciclos econômicos, como os destrinchou e mostrou matematicamente que eles existem somente ação do Estado, nunca sem ele. Por que?

    1- Em qualquer transação comercial, temos comprador, vendedor e o bem em questão. Se há boa vontade entre comprador e vendedor e o bem existe, logo só falta definir qual o preço que o bem será comercializado.

    2- O preço do bem é definido basicamente por oferta (disponibilidade) e demanda (vontade de comprar), mais um fator marginal que agrega valor, o pricing power, mas deixemos este último de lado.

    3- Tudo ok, para realizar a transação utilizamos algum tipo de moeda, que nada mais é do que a forma mais simples encontrada universalmente para não termos que trocar bois por cavalos, ou bois por casas, ou trigo por bois etc.

    4- Em tese, o valor da moeda deve ser constante, pois além de facilitar as transações, gera meios de acumular capital (poupança). Por isso o padrão ouro foi o mais bem aceito pela EA bem como para qualquer escola libertária, pois ele é quase constante em demanda e oferta.

    5- Até aqui tudo certo. Temos os agentes, o bem, a moeda, e a transação ocorre, dinheiro para cá, mercadoria para lá. Nada mais simples e fácil, e graças a isso que a humanidade evoluiu tanto em tão pouco tempo.

    6- Se parássemos a preleção aqui, o mundo estaria em um nível de riqueza pelo menos 100 vezes maior do que se encontra, pois todos os preços seriam estipulados somente pelo mercado, que tende, graças a livre concorrência, baixar os custos e aumentar a qualidade de tudo.

    7- E é onde entra o Estado de várias formas atrapalhando tudo. Vamos a elas (não necessariamente nessa ordem):

    - Juros: da mesma maneira do produtivo, a taxa natural de juros é estipulada pela oferta (dinheiro poupado a disposição para emprestar) e demanda (pessoas afim de se endividar) mais o fator marginal de risco de não pagamento.

    Ao intervir no mercado financeiro forçando a taxa de juros a valores mais baixos, a tendência a fazer investimentos improdutivos a médio prazo aumenta, gerando prejuízos futuros, o que força os investidores e emprestadores a cobrar a mais para cobrir o rombo da inadimplência.

    Afora isso, essa curva baixista é sempre temporária, pois ao passo que ocorre essa captação em massa, a oferta de recursos a emprestar também fica escassa, forçando uma alta nas taxas futuras.

    Então já temos dois problemas. Vamos adiante.

    - Inflação: Qual o principal motivo do Estado intervir na taxa natural de juros? O principal deles é para se endividar cada vez mais, emitindo títulos de dívida e comprados pelo mercado. Quanto menor a taxa, mais dívida.

    E para onde vai todo esse dinheiro? Projetos centralizados, executados não segundo as necessidades das pessoas e empresas, mas pela vontade de políticos. Empresas estatais improdutivas, estradas que vão do nada a lugar nenhum, subsídios a artistas... a lista beira ao infinito.

    Todo esse montante moverá recursos e aumentará a demanda artificialmente, fazendo com que a médio prazo o preço daquilo que o Estado põe a mão aumente na medida de seus gastos.

    Já se vão mais dois problemas. Seguindo.

    8- Com isso o estrago já seria enorme, mas não falamos do maior dos problemas: a perda do poder de compra das moedas. Vou tentar explicar ludicamente.

    - Dito acima que o Estado adora se endividar. Como os Estados fazem então para se manter em pé? As nossas custas.

    Em conluio com o sistema bancário, eles emitem títulos de dívida que são comprados majoritariamente pelos bancos, mas em troca esses podem, ao receber cada real de depósito a vista, emprestar R$ 6,25. Dinheiro fiduciário, ou virtual, ou mágico. Não importa.

    Essa mágica perversa só alimenta ainda mais o aumento de preços pois multiplica o poder destrutivo do que foi descrito acima. Isso é em suma a inflação monetária. E quando ela chega nas pessoas comuns, o poder de compra diminui, o consumo cai, os investimentos se mostram fracassos e ficam as dívidas. Os resultados?

    - Estados altamente endividados, esfolando o contribuinte com mais impostos.
    - Pessoas e empresas altamente endividadas, com cada vez menos poder de compra e possibilidade de trabalho e produção, graças a queda no consumo delas mesmas.
    - E inversamente proporcional, o valor dos ativos tem viés de baixa apesar da inflação, dando cada vez menos margem para tomada de novos investimentos por outros compradores fora do sistema.


    Entendeu agora como se não existisse o Estado viveríamos um mundo de justiça verdadeira?

    Essa é apenas a parte mais comum dos ciclos econômicos.
  • Acusador Intolerante  04/07/2016 13:53
    quero ver o aforismo na hora que o caminhão dos bombeiros aparecer para apagar o incêndio
  • Bruno  05/07/2016 18:37
    Justo os bombeiros?!

    "Chama atenção ao fato do Chile ser talvez o único país do mundo onde nenhum bombeiro recebe salário, pois são todos voluntários."

    https://sites.google.com/site/bsvbrasil/blog-do-voluntario/o-exemplo-do-chile
  • Alex Ran  11/07/2016 14:25
    Ele não consegue ver além da realidade estadista que ele vive.

    Resposta: seguradoras e bombeiros privados.

    Quem quiser se precaver do risco de um incêndio contrate um seguro; se teve incêndio chama um serviço privado de bombeiros, nesse caso você paga por ele ou aciona o seguro. É mais simples, eficiente, justo e barato.

    Então vai um pergunta: porque os pobres que não têm casa ou carro têm que pagar via ICMS e outros impostos indiretos o bombeiro para os que têm patrimônio em risco?




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