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Por que governos quebrados devem passar por um processo normal de falência

Se uma empresa normal está insolvente e suas contas não fecham, então há apenas uma medida que ela deve tomar: dado que elevar as receitas nem sempre é possível — pois isso depende das condições do mercado —, então ela tem de reduzir drasticamente seus custos.  Funcionários devem ser demitidos, salários devem ser diminuídos, e vários de seus ativos devem ser vendidos para gerar receitas que possibilitem a quitação das dívidas.

As únicas pessoas afetadas pela falência desta empresa são seu proprietário, seus empregados, seus credores (e apenas caso não haja ativos suficientes para serem vendidos a fim de se quitar a dívida), e, indiretamente, seus fornecedores e clientes fieis.

No entanto, uma falência corporativa não altera a riqueza nacional total.  Tanto a quantidade de dinheiro quanto de bens de capital, de máquinas, de ferramentas, de instalações industriais e de capacidade produtiva continua sendo a mesma de antes da falência.  Nada se alterou.  O fato de uma empresa ter falido não faz com que seus bens físicos magicamente desapareçam.  Uma falência é simplesmente um processo contábil que pode gerar mudança de propriedade sobre bens físicos já existentes: esses bens físicos podem ou continuar funcionando exatamente como antes, mas sob nova direção, ou podem ser adquiridos por outra empresa e serem direcionados para outras linhas de produção.  

Uma falência afeta apenas as pessoas que estavam envolvidas com a empresa falida, que agora terão menos bens e dinheiro.  Já as pessoas envolvidas com as outras empresas que adquiriram os bens da empresa falida terão correspondentemente mais bens à sua disposição.

E é assim que tem de ser: os responsáveis pela má administração da empresa, bem como todos aqueles envolvidos com essa empresa, devem arcar com as consequências.

Esse mesmo raciocínio deveria ser válido para um governo (seja ele federal estadual ou municipal).  Mas o problema é que o governo não é uma empresa normal.  Ao contrário de todas as outras empresas, o estado não obtém suas receitas por meio da produção e venda de bens e serviços; seus "clientes" não têm a opção de se abster de comprar seus bens e serviços. 

As receitas do estado são obtidas por meio de impostos, os quais são pagamentos compulsórios que seus "clientes" são obrigados a fazer, a um preço totalmente determinado pelo próprio estado, não importando se eles, os clientes, querem realmente fazer esse pagamento ou se eles consideram esse preço alto demais.

Adicionalmente, o estado também pode obter receitas via endividamento.  Mas a dívida do estado, ao contrário da dívida de uma empresa, será inteiramente quitada por seus "clientes" — queiram eles ou não; tenham eles ou não concordado com isso — via impostos, o que nos remete novamente à situação acima descrita.  Para piorar, devido às particularidades do nosso atual sistema bancário e monetário, quando o estado se endivida, há criação de dinheiro pelos bancos, o que significa que os "clientes" do estado, além de arcar com o endividamento do estado por meio de impostos, ainda terão o poder de compra da sua moeda reduzido pela inflação.

Em suma, o estado não é uma empresa produtiva que sobrevive com o dinheiro de clientes que voluntariamente adquirem seus bens e serviços.  O estado é, isso sim, uma empresa parasítica.  Os proprietários e gerentes do estado, as pessoas que trabalham no estado e as pessoas que dependem do estado para sobreviver não produzem riqueza e nem geram renda; ao contrário, elas consomem a renda e a riqueza da nação, renda e riqueza que foram produzidas por empresas e trabalhadores normais.

Isso nos leva a duas conclusões. 

Primeira conclusão: se o estado sofresse um processo de falência como qualquer empresa normal, isso seria uma bênção para os trabalhadores e empresas produtivos do país. Obviamente, tal processo de falência não seria nada agradável para os proprietários e gerentes da "empresa" estado, para seus empregados e para as pessoas que dependem do estado para sobreviver.  Mas para todas as outras pessoas e empresas produtivas, as quais sobrevivem por meio do mercado voluntário, o processo de falência do estado seria uma bonança.

Se os proprietários e gerentes do estado assumissem a responsabilidade por sua má administração e insolvência, como ocorre com os proprietários e gerentes de qualquer empresa normal, então isso significaria que: os salários e pensões dos funcionários públicos deveriam ser cortados, vários outros funcionários públicos deveriam demitidos, contratos com empreiteiras e outras empresas deveriam ser revisados ou cancelados, vários gastos correntes e despesas de custeio deveriam ser abolidos, várias repartições (ministérios, secretarias e agências reguladoras) deveriam ser fechadas, e a venda de ativos (desde prédios e terrenos até empresas estatais) deve ser intensificada.

[N. do E.: no Brasil, salários para cortar no setor público é o que não falta. No setor judiciário, a despesa média com cada funcionário foi, em 2014, de R$ 15.100; no legislativo, de R$ 14.900; no executivo, de R$ 9.919 (fonte aqui).  Enquanto isso, na iniciativa privada, que é quem banca tudo isso por meio de impostos, o salário médio é de R$ 1.904

Como não há mágica em economia, os trabalhadores do setor privado ganham pouco justamente porque têm de bancar os membros do setor público.  A crescente carga tributária, que existe para sustentar os salários do setor público, impede aumentos salariais na iniciativa privada.

Aproximadamente R$ 425 bilhões são gastos anualmente para custear a máquina pública.  Apenas para garantir salários, R$ 214 bilhões sustentam 900 mil funcionários públicos.

E o próprio partido do governo não apenas se gaba de ter expandido a máquina pública, como ainda se jacta de estar estimulando 10 milhões de pessoas a anualmente virarem concurseiros (leia esse último link apenas se tiver estômago forte).

Para completar, apenas para subsidiar seus empresários favoritos, o BNDES já gastou mais de R$ 600 bilhões.]

Assim como ocorre com um processo de falência no setor privado, o capital total nacional não seria afetado por um processo de falência do governo.  A quantidade de dinheiro e de bens disponíveis antes do processo de falência continuaria existindo normalmente depois do processo.  Haveria apenas menos dinheiro e bens nas mãos das pessoas que estão dentro do estado, e mais dinheiro e bens nas mãos de pessoas que estão fora do estado.

No caso de uma falência total — ou seja, se o total da dívida do governo exceder o valor total dos ativos do estado —, então, após a venda de todos os ativos e o subsequente abatimento possível da dívida, aqueles que continuarem credores e não receberem seu dinheiro, azar o deles.  Eles não deveriam ter emprestado seu dinheiro para uma "empresa" que utiliza o dinheiro confiscado de terceiros para quitar suas dívidas.

[N. do E.: vale ressaltar que um calote completo da dívida não é recomendado, pois, dado que os título públicos estão em posse dos bancos, um calote nesses títulos destruiria completamente o balancete desses bancos.  E, com um sistema bancário destruído, isso afetaria severamente nosso padrão de vida.  Por isso o autor é explícito em dizer que o estado deve quitar suas dívidas por meio da venda total de ativos, do corte de gastos, do corte de salários do funcionalismo público, da demissão de funcionários públicos e da abolição de contratos com empreiteiras]

Caso o estado seja inteiramente liquidado, toda a riqueza nacional voltará exatamente para as mãos de que a criou: trabalhadores e empresas produtivos.  Não apenas milhões de trabalhadores e produtores estariam agora livres do fardo parasitário do estado, como também poderiam produzir muito mais livremente, sem ter de sustentar uma máquina sugadora de recursos e riquezas.

Adicionalmente, o exército de funcionários públicos demitidos, os quais até então viveram à custa do suor e da produtividade de trabalhadores e empresas do setor privado, poderão agora — talvez pela primeira vez na vida — buscar uma atividade produtiva no setor privado, desta maneira obtendo renda e riqueza por meio de trocas voluntárias. 

Esse aumento do número de pessoas no setor privado, as quais agora, para sobreviver, teriam de trabalhar e produzir bens e serviços que realmente sejam demandados pelos consumidores, geraria um grande milagre econômico.  A oferta de bens e serviços aumentaria acentuadamente, e tudo isso possibilitado pela ausência de burocracias e regulamentações impostas pelo estado.

Segunda conclusão: infelizmente, nada disso irá acontecer.  O estado, mesmo estando falido, não irá enfrentar um processo de falência como as empresas normais.  Para se livrar do fardo da falência, o estado simplesmente transferirá seu fardo para as pessoas do setor produtivo, aumentando suas receitas por meio de um aumento de impostos ou da criação de novos impostos.  No extremo, em vez de vender ativos, o estado pode se apropriar de novos ativos, por meio de uma estatização forçada (como fez o governo da Argentina ao se apropriar de fundos de pensão privados).

Consequentemente, o lado produtivo da economia sofrerá ainda mais quando o estado estiver quebrado.  A riqueza privada será ainda mais espoliada.  Haverá um número cada vez menor de produtores e de produção, e um número cada vez maior de parasitas e de parasitismo [N. do E.: como o próprio partido do governo faz questão de exaltar].  A renda média dos trabalhadores do setor privado irá cair.  A população como um todo estará mais empobrecida.  E aqueles que foram iludidos pela segurança da Previdência Social irão se descobrir sem aposentadoria.

E o que acontecerá com os gerentes do estado responsáveis por essa calamidade?  Na pior das hipóteses serão substituídos por uma "nova" geração de políticos prontos para posar de salvadores.  E, sob a nova direção destes, todo o processo de incompetência administrativa e malversação de recursos continuará impávida — a menos que um milagre aconteça e a população finalmente consiga entender o que se passa e comece a tratar o estado e seus gerentes como aquilo que são: uma quadrilha cruel e irresponsável, formada por ladrões maliciosos e arrogantes.


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autor

Hans-Hermann Hoppe
é um membro sênior do Ludwig von Mises Institute, fundador e presidente da Property and Freedom Society e co-editor do periódico Review of Austrian Economics. Ele recebeu seu Ph.D e fez seu pós-doutorado na Goethe University em Frankfurt, Alemanha. Ele é o autor, entre outros trabalhos, de Uma Teoria sobre Socialismo e Capitalismo e The Economics and Ethics of Private Property.



  • anônimo  16/09/2015 14:23
    O estado é uma corporação, uma empresa com donos privados (controlada pela maçonaria a.k.a. Anglo-Protestantes, Franco-maçons e "Judeus").
    Criada pelos liberais diga-se de passagem. Ou libertários na Novilíngua.

    www.serendipity.li/jsmill/us_corporation.htm

    US CODE: Title 28,3002. Definitions
    (15) "United States" means —
    (A) a Federal corporation;
    (B) an agency, department, commission, board, or other entity of the United States; or
    (C) an instrumentality of the United States.
  • Dissidente Brasileiro  16/09/2015 17:37
    Por quê colocou "Judeus" entre aspas?? Os Rothschild, que são donos de quase todo o dinheiro do mundo e já ajudaram a erguer e derrubar governos por todos os lados, são o quê?

    "Dê-me o controle do dinheiro de uma nação e pouco me importa quem faça suas leis"
    Mayer Amschel Rothschild.
  • anônimo  16/09/2015 19:26
    Não são judeus, pois "judaísmo" não existe mais.
    Chame-os de talmudistas, cabalistas, maçons qualquer coisa do gênero. Pois judeu remete ao velho testamento o qual eles desprezam e não representam.
    Além do que eles são outra invenção dos hereges Anglo-saxãos tentando justificar a usurpação dos tronos legítimos, através desses "casamentos" e golpes sucessivos.

    Pergunte ao Jacques Vagner, vejam só ministro da Defesa do Brasil S.A.
  • Ricardinho  16/09/2015 19:56
    Espero não ser taxado de anti semita mas Jacques Vagner é judeu sionista assim como Katia Abreu e outros no governo. Dilma Rousseff é filha de Judeu comunista que fugiu para o Brasil. A família Rothschild, assim como a maior parte dos banqueiros do mundo também são judeus. Eles também dominam a mídia, e outras grandes corporações. Essas informações são muito fáceis de se achar na internet ainda mais porque hoje eles nem escondem mais o seu poderio. Estão infiltrados nos governos do mundo todo. O próprio comunismo é invenção deles (Karl Marx era judeu sionista). Esse povo nunca teve tanto poder quanto estão tendo hoje. Nenhum rei da antiguidade jamais teve tanto poder como essa gente tem hoje.
  • mauricio barbosa  16/09/2015 22:53
    Mais um anti-semita disfarçado,os judeus tem quase dois mil anos de perseguição e só por quê eles tem um patrimônio invejável(Fruto de muito trabalho e suor derramado pelos judeus honestos,esqueçamos os desonestos) e são negociantes e financistas habilidosos são taxados disso e daquilo quando na realidade eles são pessoas normais e acredito no erro dos socialistas devido a cegueira ideológica deles e pensemos as pessoas quando estão no poder de tanto serem bajuladas,mimadas,paparicadas e até mesmo endeusadas elas se tornam loucas e viciadas salvos as exceções é claro eles querendo preservarem-se no cargo que ocupam são capazes de cometer atrocidades ou seja a coisa é mais simples do que especulações filosóficas e achismos de qualquer um de nós e é por isso que eu gosta de ler os artigos de mises pois aqui é desmistificadas todas as falácias e bravatas governistas,os leros leros,as lorotas da imprensa e as guerrinhas de partidos e só acredito que os comunistas eliminaram milhões de pessoas por uma questão de lógica pois pensemos,ninguém em sã consciência entrega sua propriedade de graça portanto só ai já dá para perceber quanto sangue foi derramado pelos pulhas(Mao,Pol pot,lênim,Stalim,Che Guevara,etc)sanguinários e basta ver a qualidade precária dos serviços públicos em pleno regime democrático agora imaginem num regime ditatorial e quanto desabastecimento aconteceram nestes países quando estes incompetentes estavam no poder deixando o povo a míngua por isso prefiro a liberdade de ir e vir e escolher meu próprio destino do querer culpar os judeus ou outro povo qualquer pelas mazelas governistas isso não cola não,afinal o governo israelense atual é criticado pelos judeus igual todos os outros ou seja governo é criticável por qualquer povo ou cultura em qualquer tempo e todos nós vimos a primavera árabe...
  • Ricardinho  16/09/2015 23:49
    Os comunistas também são perseguidos, assim como os gays, negros, etc... Discurso de esquerda vitimizar os judeus. Judeus são os povos mais racistas que conheço. Não se misturam com não judeus e os chamam de Goim, gado. O Talmud, uma espécie de livro sagrado dos judeus é um livro que semea ódio contra não judeus e cristãos. Os Palestinos foram expulsos de suas terras a bala e acham isso a coisa mais natural do mundo. Roschilds sempre se esconderam atrás de governos, inclusive ajudam através de vultuosas receitas a agenda socialista que vem se espalhando no mundo. Mas é logico que ha exceções. Não são todos os judeus. Mas os sionistas em sua maioria sim.
  • Augusto  17/09/2015 00:38
    Comunistas são perseguidos?! Onde? Só se for no Chile de Pinochet. Hoje, comunista tem cátedra cativa nas universidades e formula as políticas econômicas da Venezuela, Argentina e Grécia.
  • Goyim  17/09/2015 16:27
    Judeus realmente são extremamente racistas, mas acham que somente os outros não podem ser racistas com eles.

    Ser racista deveria ser um direito individual de cada um, mas o politicamente correto não deixa.
    Lógico, se um homem branco heterossexual cristão que sofrer alguma discriminação, a patrulha politicamente correta não dá a mínima, ao contrário, dá até risada da situação.

    Judeus bilionários enfiam dinheiro para essas pautas progressistas para desestruturar a família e a tradição dos outros povos, pois sabem que eles são extremamente ricos e poderosos, mesmo sendo poucos, exatamente por causa de terem pulso firme para manter vivo a tradição de poupadores e de continuidade familiar extremamente restrita. Não vão querer que mais grupos copiem o "segredo" do sucesso deles.
  • mauricio barbosa  18/09/2015 19:24
    Goyin os judeus fazem casamento entre-si por motivos religiosos e patrimoniais e isto é um direito deles assim procederem e se esta cultura não te agrada isto não lhe dá o direito de blasfemar chamando-os de racistas ou coisa que o valha,você fala do que você não conhece ou então está querendo debochar de nossos comentários(Pró-Israel)e se for o caso você está perdendo tempo,ou vai me dizer agora que todos os pecados do mundo é culpa dos judeus tenha santa paciência os judeus são o povo escolhido de Deus e os cristãos de verdade também,quanto aos árabes são descendentes de Abraão e tem o meu respeito e os árabes palestinos foram expulsos de suas terras por terem abandonado-as e fazerem terrorismo ao não aceitarem a criação do estado de israel e para nós libertários tal conflito não deveria estar acontecendo mas a sanha estatistas dos dois lados está levando-os ao conflito que nos enchem de tristeza e chateação...
  • anônimo  20/09/2015 09:27
    Muito engraçado o cara começa falando 'nossos comentários pró israel' e depois vem com 'NÓS libertários'...
    Meu filho vc não é libertário coisa nenhuma.Libertário sabe que TODO estado é uma gangue de mentirosos e parasitas, inclusive o Israel de vcs.
  • mauricio barbosa  20/09/2015 16:10
    Sou a favor que os judeus vivam em paz com os árabes palestinos e quando digo sou Pró-Israel nao estou querendo dizer que sou a favor do estado de israel,estou querendo dizer que os argumentos anti-israel são falaciosos e desde ja repudio toda violência dos dois lados e não exalto o estado de Israel exalto o poder de superação deste povo que foi perseguido ao longo dos ultimos 20 seculos ao contrario dos arabes palestinos que ficam reclamando de perseguiçao nas ultimas 7 decadas e mesmo assim querendo devoluçao de terras abandonadas pelos proprios basta ler a historia dos conflitos desde o inicio,afinal os arabes palestinos que nao abandonaram suas terras sao hoje cidadaos israelenses e participam do exercito israelense,entao meus caros nao precisa ser estatista para saber que esse papo de socialistas serem anti-israel nao passa de conversa fiada e inveja do patrimonio incalculavel e tecnologico dos mesmos e sem mais delongas tenham mais argumentos antes de me chamarem de incoerente...
  • Ricardinho  20/09/2015 15:50
    Hahahaha. Maurício Barbosa é claro que todos os pecados do mundo não são culpa dos JUDEUS. Não dá para generalizar uma coisa dessas. Mas a título de exemplificação. Basta uma pessoa comum ler o que está escrito no Talmud (livro mais sagrado dos judeus) e verá que o que estou falando não tem muito exagero. Olha só:
    Moed Kattan 17a. "Se um judeu tiver que fazer o mal deve ir a uma cidade onde não seja conhecido e fazer o mal lá." "Bater num judeu é o mesmo que bater em Deus."
    Sanhedrin 58b. "Se um gentio bater num judeu, o gentio deve ser morto."
    Sanhedrin 57a. "Um judeu não precisa pagar a um gentio (" samaritano") os salários que lhe deve por seu trabalho."
    Sanhedrin 57a. "Quando um judeu assassinar um gentio (" samaritano"), não haverá nenhuma pena de morte. Que judeu que roubar um gentio pode ser absolvido."
    Baba Kamma 11á. Os judeus podem usar mentiras ("subterfúgios") para convencer um não-judeu."
    Yebamoth 9å. "Todas as crianças gentias são animais."
    Baba Kamma 37b. "Os gentios estão fora da proteção da lei e Deus tem "colocado seu dinheiro a disposição de Israel."".
    Outra coisa, já se esqueceu que Karl Marx era judeu sionista? Sim o fundador da doutrina mais diabólica que o homem já inventou, que vai contra aos princípios libertários. Não só ele como na época do regime soviético, a Rússia estava cheia de judeus dentro do seu governo.
    O "Estado de Israel" foi fundado em 1948, numa aliança entre os Comunistas judeus e os Sionistas Ateus, com o apoio diversos governos, dentre eles a Inglaterra e o reconhecimento oficial por parte do ditador comunista Stalin.
    Quando vocês expulsaram os árabes da palestina vocês criaram um enorme problema, ceifando milhares de vidas. É claro que eles não irão aceitar isso. Cria-se um estado opressor, expulsa famílias de suas casas, matam pessoas e está tudo certo? Isso foi um absurdo!!! Agora você vêm dizer que é libertário? Tenha paciência.
  • mauricio barbosa  23/09/2015 23:18
    Ricardinho como eu disse sem mais delongas fique do lado que voce quiser somos libertarios e e isso que interessa!!!...
  • anônimo  19/09/2015 23:58
    Independente de certas causas serem consideradas certas, ou saudáveis, é no mínimo curioso que alguém faça apologia dessas mesmas causas pro resto do mundo todo mas não pra sua própria comunidade
    https://www.youtube.com/watch?v=0yLbF0BtZs4
  • Arthur  16/09/2015 22:30
    Sou Judeu. Cuidado que vou puxar o pé de vocês a noite. Bu!
  • anônimo  16/09/2015 23:58
    Como eu vou ser anti algo que não existe ?
  • anônimo  17/09/2015 00:33
    Você não é nada.

    Cadê sua prova que você é descendente da tribo de Judá (Destruída fazem milênios e sem templo)?
    Vai grilar terra que é mais fácil.
  • ed  16/09/2015 14:30
    "vale ressaltar que um calote completo da dívida não é recomendado"

    Lembro que li algo do Murray Rothbard que dizia o contrário. O calote deveria acontecer pois é imoral forçar a população a pagar dívidas que ela não contraiu. Não faz sentido pagar uma dívida que você fez roubando de outra pessoa.
  • Leandro  16/09/2015 14:51
    Nos EUA, a esmagadora maioria dos títulos públicos está em posse do Fed e de fundos de investimento. No Brasil, estão com os bancos.

    A menos que haja uma grande reforma bancária -- nos moldes defendidos neste artigo -- antes da falência do estado, defender o calote traria sofrimento para quem não tem nada a ver com a história (e isso é imoral).

    Um calote faria com que os ativos dos bancos despencassem. Com ativos em contração, os passivos também teriam de ser reduzidos. Isso significa que vários empréstimos concedidos teriam sua quitação imediata exigida pelos bancos. A oferta monetária despencaria. Poderia também acontecer um confisco ao estilo do Collor ou um corralito estilo Argentina e Grécia. Pessoas que nada tinham a ver com a história -- gente que jamais emprestou nada para o governo e que nunca dependeu do governo -- se estrepariam (e isso é imoral).

    Os efeitos disso rapidamente levariam a população a clamar pela volta do estado.

    No que mais, o simples desmantelamento do estado, utilizando recursos como o dinheiro de salários de funcionários públicos, de custeio de ministérios, de gastos com mordomias, da venda de terrenos e estatais, já serviria para abater grande parte da dívida.

    Repito: ao menos no caso do Brasil é desnecessário pregar o calote. Não apenas ele afetaria quem não tem nada a ver com a história (isso é imoral), como também a simples venda de ativos e o desmantelamento da máquina pública já seriam suficientes para liquidar os passivos. Não é necessário haver sangue.
  • Critico  16/09/2015 15:58
    Um calote completo da dívida eliminaria por completo a necessidade da "liquidação" do governo e da venda de seus ativos e passivos, portanto seria contra-producente no objetivo de desmantelar a máquina estatal.

    Sem uma dívida para pagar, o único incentivo que resta para o Governo diminuir é a falta de crédito para financiar seus déficits, o que provavelmente seria resolvido com um aumento ainda maior da carga tributária e uma inexorável caminhada para um regime completamente socialista.

    Acredito que este também seja um bom motivo para não defender um calote, mesmo se alguém a considerar injusta.

    Abraços
  • Alexandre Melchior R. Filho  16/09/2015 16:32
    Leandro, se vc vai usar o dinheiro que iria pra servidores - agora demitidos - para pagar dívidas do estado, esse dinheiro não teve que vir de impostos ou de inflação? Nesse sentido, tentar aniquilar o déficit dessa forma também não é imoral?

    Além disso, essa explicação sua não é fundamentalmente utilitarista?

    Acho que a solução do default, da eliminação do estado, de apertar o botão vermelho etc. de uma vez só - ainda que hipoteticamente, já que isso é meio utópico - trará problemas para inocentes, mas a causa original, a conditio sine qua non para esse problema que algumas pessoas enfrentarão foi justamente a criação do estado lá atrás.

    Imputar a responsabilidade a quem terá eliminado o estado, me soa meio forçado. A culpa será somente de quem o criou ou o sustentou.

    Mas é uma discussão teórica. Obviamente a sua solução traria muito mais paz ao espírito do homem comum, alheio ao libertarianismo.

    Forte abraço e parabéns pelo incansável trabalho!! E o novo IMB? Projeto abortado?
  • Leandro  16/09/2015 16:57
    "se vc vai usar o dinheiro que iria pra servidores - agora demitidos - para pagar dívidas do estado, esse dinheiro não teve que vir de impostos ou de inflação?"

    Correto. Mas agora, ao menos, ele será utilizado para fins positivos -- ou melhor, para fins que anulem efeitos negativos.

    "Nesse sentido, tentar aniquilar o déficit dessa forma também não é imoral?"

    Sim, mas é inescapável. O dinheiro de imposto já foi apropriado pelo governo e o estrago já foi feito. O que fazer?

    Se você atropelar uma pessoa, dar marcha-à-ré no carro e passar novamente sobre ela não apenas não irá melhorar a situação dela, como irá piorar bastante.

    Da mesma forma, arrecadação já aconteceu (ou seja, a pessoa já foi atropelada). Defender que esse dinheiro não possa ser utilizado para quitar a dívida (desta maneira destruindo todo o sistema bancário, como já explicado), é o equivalente a dar marcha-à-ré em cima do atropelado.

    "Além disso, essa explicação sua não é fundamentalmente utilitarista?"

    Não tenho problemas quanto a isso. Prefiro ser visto como um problem solver do que como um problem intensifier.

    "Acho que a solução do default, da eliminação do estado, de apertar o botão vermelho etc. de uma vez só - ainda que hipoteticamente, já que isso é meio utópico - trará problemas para inocentes, mas a causa original, a conditio sine qua non para esse problema que algumas pessoas enfrentarão foi justamente a criação do estado lá atrás."

    Correto. E o que podemos, na prática, fazer quanto a isso?

    "Imputar a responsabilidade a quem terá eliminado o estado, me soa meio forçado. A culpa será somente de quem o criou ou o sustentou."

    Não entendi. Ninguém está sendo imputado peloa responsabilidade de eliminar o estado.

    "Mas é uma discussão teórica. Obviamente a sua solução traria muito mais paz ao espírito do homem comum, alheio ao libertarianismo. Forte abraço e parabéns pelo incansável trabalho!! E o novo IMB? Projeto abortado?"

    O novo site deve entrar no ar em dois meses.

    Grande abraço e obrigado pelas palavras!
  • Alexandre Melchior R. Filho  16/09/2015 17:22
    Vc havia dito, na resposta anterior, que o default etc. traria problemas a gente honesta. Isso é verdade.

    O que eu quis dizer foi que a responsabilidade por esses problemas não pode ser atribuída a quem eliminou a divida pública por decreto, mas sim a quem a assumiu no passado.

    Cancelada a dívida, demitidos os funcionários etc. o dinheiro tem que ser devolvido. Como isso seria feito eu não sei, mas é o correto do ponto de vista moral. Roubou? Devolve.

    O exemplo do atropelamento não vale pô! Uma vez atropelada a vítima, não podemos defender que se passe por cima dela de novo, mas também não podemos sugerir usar o dinheiro dos pedestres que só estavam olhando o acidente pra pagar a ambulância, o médico, os remédios, a internação etc. mesmo que esse dinheiro já tinha sido confiscado antes do acidente.

    Mas é isso. A discussão é meramente teórica.
  • Anderson  16/09/2015 19:13
    Alexandre,


    O problema seria para identificar os responsáveis (acabaria no mesmo problema dos que buscam a tal "justiça social", ao tentar saber quem deve ou não receber restituições de posse de propriedades dos antepassados, na época da escravidão). Na verdade, se levarmos a investigação ao pé da letra, todo o estado é culpado pela dívida, então...

  • Pobre Paulista  16/09/2015 15:18
    Rothbard falou besteira, aliás ele falou muita em sua vida.

    Dívidas devem ser pagas, ponto final. Defender calotes é defender rompimentos unilaterais de contratos, o que configura uma apropriação indevida de bens alheios. E isso não é nada libertário. Tanto faz se o devedor é o Joaquim da padaria ou o Joaquim do Bacen.
  • anônimo  16/09/2015 21:40
    Então você propõe vender terrenos(território e o que neles está contido) conseguidos com sangue português, indígena e brasileiro por pedaços de papel de uma dívida injusta ?

    Acho que não...
  • João Pedro  16/09/2015 22:38
    Quais são os pedaços de terra devoluta que, hoje pertencentes ao estado, foram "conseguidos com sangue português, indígena e brasileiro"?

    www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del9760.htm

    (Atenção aos itens f, j, k, l)

    Acho que não...
  • Fernando  16/09/2015 14:40
    Um dos melhores artigos do site, especialmente para os leigos em termos econômicos.
  • Erick Skrabe   16/09/2015 15:02
    Concordo totalmente. Falência é vista como algo ruim mas pode ser uma forma, aliás a única forma, de colocar algo nos trilhos.

    Antes da falência, todo mundo pensa no que pode perder em um acordo, após a falência, as pessoas passam a pensar naquilo que podem ganhar em um acordo.
  • Thiago Teixeira  16/09/2015 15:31
    Cenário idílico...
    Bem, a dívida pública brasileira é uns 70% do PIB, o estado consome 40%... Mas o que importa é o patrimônio líquido nacional... Quanto é?

    Vejo um lado bom no enfraquecimento do poder desta presidente: é a hora de conseguir o desejado.
    São Paulo poderia pressionar mais firmemente pela federalização, ameaçando até uma secessão como alternativa; o movimento está fraco, conta com quantos deputados? Uma diminuição da União seria extremamente benéfica, após São Paulo tomar a dianteira, os outros 5 estados superavitários o seguiriam.

    A população está esperneando contra os impostos; alguns ignorantes estão buscando entender o orçamento, entre outras questões. Entendo até que os brasileiros aceitariam muito bem o desmonte do SUS e da educação pública, e substituição por sistemas de voucher, contanto que não perdessem seus "direitos" à edcuação e saúde; e desde que seja tudo previamente muito bem comunicado. À medida que entendam também que os direitos trabalhistas são um estorvo, requisitariam de volta o dinheiro do FGTS. A previdência seria também questionada...
    É, agora quem está sonhando sou eu.
  • Leandro  16/09/2015 15:56
    A dívida total do Tesouro é de R$ 3,586 trilhões. Só que, desse valor, nada menos que R$ 1,111 trilhão está em posse do Banco Central. Essa dívida pode ser cancelada sem nenhum problema (não faz sentido uma agência do governo coletar impostos para pagar outra agência do governo).

    Ou seja, a dívida total do Tesouro, na prática, é de R$ 2,475 trilhão.

    Em 2014, os gastos do governo federal foram de R$ 1,861 trilhão.

    Ou seja, se acrescentarmos a este valor todas as receitas que podem ser auferidas com a venda de estatais, prédios, terrenos, obras de arte etc., a dívida pública pode ser quase que totalmente cancelada.

    Se não for, sobrará muito pouco.

    Ainda há tempo.
  • Thiago Teixeira  16/09/2015 16:07
    Leandro,
    penso que seja mais adequado em termo de outro conceito:
    https://en.wikipedia.org/wiki/National_wealth
    No Brasil em 2014 foi U$3,2trilhões; resta saber quanto disso está em posse do estado.
  • Leandro  16/09/2015 16:58
    Isso é a riqueza total do país.

    A participação do estado nisso aí pode não ser pequena, pois o estado detém participações em empresas (como, por exemplo, por meio do BNDES e ações em bancos públicos), possui terras e instalações físicas.
  • Thiago Teixeira  16/09/2015 18:15
    Pois é, Leandro, PIB é movimentação de recursos, Patrimônio Nacional são os ativos. Estou correto?
    Não encaixa na minha cabeça associarmos o PIB ao pagamento de dívidas.

    Fernando, cmr, pensando na lógica do "menos ruim possível", indo passo a passo, passar de estado do Brasil para Federação do Brasil já seria um step up, daí para secessão em múltiplos países, mais um step up...

    Penso que São Paulo tem força suficiente para iniciar o primeiro step.
  • Leandro  16/09/2015 18:19
    Correto. É por isso que não utilizei o PIB como parâmetro para a capacidade de pagamento da dívida.
  • Dede  18/09/2015 19:13
    Incrível como o mundo enriqueceu em 14 anos.

    A riqueza dos chineses subiu de 4 para 21 trilhões de dólares. E aqui a gente ver o quanto os americanos são ricos: 83,7 trilhões dólares. E ainda tem que ache que os EUA podem quebrar por causa de uma dívida de 16 trilhões.

    Só achei estranho franceses de ingleses serem mais ricos que os alemães e o quanto os japoneses são mais ricos que os europeus.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  16/09/2015 17:49
    Como assim, Leandro?!

    Você diz pegar o orçamento fiscal e previdenciário e utilizá-lo todo pra abater a Dívida?! desculpe, mas isso não faz muito sentido. e a probabilidade de acontecer é menor do que o zero absoluto.
  • Leandro  16/09/2015 18:16
    Para começar, o orçamento previdenciário é deficitário em mais de R$ 100 bilhões, o que significa que quem está pagando está apenas fazendo caridade. O dinheiro que entra ali não está sendo aplicado em lugar nenhum; todo o dinheiro que entra é imediatamente gasto. O processo de transição da previdência, de modo a não afetar quem foi obrigado a participar dela, exige um artigo à parte, e não pode ser explanado em uma simples seção de comentários. Logo, esses gastos previdenciários podem ficar de fora.

    Quanto a "não fazer sentido" utilizar o orçamento fiscal para abater a dívida -- o que, por definição, implica que o dinheiro deve continuar indo para políticos e burocratas --, estou no aguardo de argumentos.

    De resto, não precisa se concentrar em meus comentários radicais, não Pode ficar apenas com as do Hoppe, bem mais moderado do que eu.

    Grande abraço!
  • Thiago Teixeira  16/09/2015 18:29
    Lendo bem o final da sua primeira resposta, entendi teu ponto, na verdade quis dizer o mesmo e me enrolei com o "título" de Patrimonio Líquido Estatal; deixa pra lá... Hehehe...
    E de fato o dinheiro do pagador de imposto que já foi/ está sendo arrecadado pode ser destinado para este fim; "usar o PIB" (parte estatal) não é nenhum absurdo.

    Desculpa mudar um pouco o foco, mas queria tambem sua opinião, Leandro, sobre uma ideia que tem circulado de usar parte da reserva cambial para fechar a conta do "ajuste fiscal". Acho que pode gerar ainda mais desconfiança em relação à gestão monetária e desvalorizar o real ainda mais.
  • Leandro  16/09/2015 22:41
    Isso é proibido.

    O BC pode vender dólares em troca de reais, mas ele não pode utilizar esses reais para financiar o Tesouro. Isso é vedado pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

    Está escrito lá, nos artigos 35 e 39:

    Art. 35. É vedada a realização de operação de crédito entre um ente da Federação, diretamente ou por intermédio de fundo, autarquia, fundação ou empresa estatal dependente, e outro, inclusive suas entidades da administração indireta, ainda que sob a forma de novação, refinanciamento ou postergação de dívida contraída anteriormente.

    [...]

    Art. 39. Nas suas relações com ente da Federação, o Banco Central do Brasil está sujeito às vedações constantes do art. 35 e mais às seguintes:

    I - compra de título da dívida, na data de sua colocação no mercado, ressalvado o disposto no § 2o deste artigo;

    § 2o O Banco Central do Brasil só poderá comprar diretamente títulos emitidos pela União para refinanciar a dívida mobiliária federal que estiver vencendo na sua carteira.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  16/09/2015 18:33
    Bota radical! Isso equivaleria a abolir o estado da noite pro dia. Seria o fim da administração pública direta e indireta, do Judiciário, do Parlamento, das Forças Armadas, enfim. Você quer revogar a CF, rasgar contratos firmados pela União e seus órgãos, acabar abruptamente com a existência do estamento burocrático (servidores todos), liquidar com a seguridade social, extinguir as instituições de estado?! A ruptura político-social seria trágica e imprevisível.

    caramba, Leandro.....é claro que isso nunca ocorrerá. nem vale o tempo de se discuti-lo.
  • Radical sou eu  16/09/2015 18:49
    "Isso equivaleria a abolir o estado da noite pro dia."

    Um paraíso.

    "Seria o fim da administração pública direta e indireta, do Judiciário, do Parlamento, das Forças Armadas, enfim."

    Puxa, que tormento... O único detalhezinho bobo, para o qual você não se atentou, é que as estruturas dos governos estaduais e municipais continuariam absolutamente intactas. Ou seja, na "pior" das hipóteses, estaríamos adotando um federalismo pleno -- ou, se preferir, uma secessão de Brasília.

    Aliás, do meu ponto de vista, o Leandro foi até bem moderado. Continuam existindo governos estaduais e municipais.

    "Você quer revogar a CF"

    Nossa! Um conjunto de leis intervencionistas escritas inteiramente por políticos e para beneficiar o estado deve ser preservado? Você tem certeza de que está no site certo?

    Aliás, revogar a CF de fato é muito perigoso: ela pode ser des-revogada. O certo seria triturá-la e depois queimar todos os restolhos.

    "rasgar contratos firmados pela União e seus órgãos"

    Quais desses contratos foram firmados tendo em vista dinheiro próprio e não de terceiros?

    "acabar abruptamente com a existência do estamento burocrático (servidores todos)"

    Pânico! Sem Eduardo Cunha, Renan Calheiros e Dilma, a comida não mais chegaria ao prato de ninguém!

    "liquidar com a seguridade social"

    Panico de novo! Sem assistencialismo, as pessos terão de trabalhar e produzir para viver! Isso é intolerável!

    "extinguir as instituições de estado?!"

    Pânico! Sem a Anatel, quem impedirá as telecoms estrangeiras de virem aqui ofertar serviços bons e baratos?

    "A ruptura político-social seria trágica e imprevisível."

    De fato, acabar com o poder de Brasília sobre os indivíduos seria algo trágico. Para os burocratas parasitas.

    "caramba, Leandro.....é claro que isso nunca ocorrerá. nem vale o tempo de se discuti-lo."

    Pois então não perca seu tempo, ora. Lute pela preservação do status quo.
  • Thiago Teixeira  16/09/2015 23:44
    Hehehe... Boa, radical!!
  • Fernando  16/09/2015 16:06
    Caro Thiago, isso é algo que já me ocorreu algumas vezes: uma alteração de "República Federativa do Brasil" para "Estados Unidos do Brasil" já poderia ser um belo avanço
  • cmr  16/09/2015 16:40
    Eu sou totalmente a favor do desmantelamento territorial da república federativa do Brasil.

    Cada estado deveria ser quase um país totalmente independente, com possibilidade(não obrigatória) de acordos de livre comércio e trânsito entre os seus cidadãos, diferentes moedas, idiomas, dialetos, etc...

    Aos moldes de Hong Kong, Macau, Taiwan e China. (Um país 4 sistemas totalmente diferentes)
  • anônimo  17/09/2015 01:07
    Para ao invés de ter 1 país protecionista termos vários ?
    Tipo a Europa sempre em guerra ?
    Vocês bebem o que ?
  • Hans  17/09/2015 02:01
    "Vários países protecionistas como a Europa"?! Você realmente não entende muito de economia, né? As tarifas protecionistas dos países europeus são virtualmente nulas. 

    E o motivo é óbvio: países pequenos possuem vários concorrentes geograficamente próximos.  Se um governo passar a tributar e a regulamentar mais do que seus concorrentes, a população emigrará, e o país sofrerá uma fuga de capital e mão-de-obra.  O governo ficará sem recursos e será forçado a revogar suas políticas confiscatórias.  Quanto menor o país, maior a pressão para que ele adote um genuíno livre comércio e maior será a oposição a medidas protecionistas.  Toda e qualquer interferência governamental sobre o comércio exterior leva a um empobrecimento relativo, tanto no país quanto no exterior.  

    Porém, quanto menor um território e seu mercado interno, mais dramático será esse efeito.  Se os EUA adotarem um protecionismo mais forte, o padrão de vida médio dos americanos cairá, mas ninguém passará fome.  Já se uma pequena cidade, como Mônaco, fizesse o mesmo, haveria uma quase que imediata inanição generalizada.
    Imagine uma casa de família como sendo a menor unidade secessionista concebível.  Ao praticar um livre comércio irrestrito, até mesmo o menor dos territórios pode se integrar completamente ao mercado mundial e desfrutar todas as vantagens oferecidas pela divisão do trabalho.  Com efeito, seus proprietários podem se tornar os mais ricos da terra.  Por outro lado, se a mesma família decidir se abster de todo o comércio inter-territorial, o resultado será a pobreza abjeta ou até mesmo a morte.  Consequentemente, quanto menor for o território e seu mercado interno, maior a probabilidade de sua adesão ao livre comércio.

    Ademais, quanto menor o país, menor a variedade de sua economia, menor a possibilidade de se produzir de tudo. Consequentemente, maior a pressão para que ele adote um genuíno livre comércio e maior será a oposição a medidas protecionistas. Caso contrário, sua população simplesmente ficará privada de bens modernos.

    Vá estudar e volte quando tiver alguma substância.
  • Thiago Teixeira  17/09/2015 14:28
    Boa, Hans.

    Eu vou admitir aqui em qual ponto de fragmentação eu gostaria que parasse: ao nível de minarquias com um porte de cerca de 30 milhoes de habitantes. Se ficassem menores seriam mais ricos, mas começa a surgir vulnerabilidade a invasões externas.
  • Edujatahy  18/09/2015 12:37
    Bem, eu ficaria satisfeito quando o nível de fragmentação parasse no indivíduo.

    :-)
  • Roberto Orpinelli   16/09/2015 15:43
    O salário do trabalhador brasileiro está igual a um meteorito atravessando as camadas atmosféricas da Terra: vai desintegrando e desaparece.
  • Igor  16/09/2015 15:53
    Eu não entendi uma conta... como a média de salários para o judiciário, legislativo e executivo podem ser de R$15,100, R$14.900,00 e R$9.919,00 respectivamente e termos gastos salariais de 214 bilhões com cerca de 900 mil funcionários? Essa conta não fechou. A divisão dos custos salariais totais com o número de funcionários dá muito maior do que as médias apresentadas... É por que em uma se considera os benefícios e na outra não? Qual seria o motivo?
  • Gustavo  16/09/2015 16:18
    Há várias coisas.

    R$ 214 bilhões divididos por 900 mil funcionários (ativos) dá R$ 237,7 mil.

    Só que há várias prebendas como férias e gratificações natalinas, as quais duplicam o salário nominal dos funcionários. No Portal da Transparência, isso é perfeitamente demonstrado.

    Um conhecido meu, do Executivo, tem um salário bruto de R$ 22.516,88. De "gratificação natalina", ele ganhou mais R$ 11.258,44. De "férias remuneradas", mais R$ 7.505,77. E de "outras remunerações eventuais" ele ganhou, mensalmente, R$ 3.157,98

    Ou seja, o salário bruto divulgado dele é só de fachada. O real salário bruto é muito maior.

    E isso acontece para absolutamente todos os funcionários públicos. Há também gratificações por tempo de serviço, restituições e reembolsos em decorrência de despesas de viagens e várias outras mordomias.

    No final, o ganho bruto total é muito maior do que esses valores citados na reportagem. Sério, o conceito de marajá seria redefinido caso as pessoas tivessem uma real noção do que se passa no setor público.
  • Renato Arcon Gaio  16/09/2015 16:46
    Muito bom o artigo, como sempre IMB nos presenteando com conhecimento.

    só uma questão que me deixa preocupado, como não sou economista posso estar falando besteira, o Real está indo para o esgoto, será que o Brasil irá jogar a moeda no lixo e criar mais um nova?

    não achei artigo falando sobre essa questão.

    Abraços
  • Leandro  16/09/2015 17:01
    O real ainda é perfeitamente salvável. Mas um Currency Board já deveria ter sido instalado quando o dólar bateu em R$ 2,50. Ou liberar o uso de outras moedas.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2089

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2128
  • Renato Arcon Gaio  16/09/2015 17:14
    Obrigado pela resposta, as soluções já havia lido em outros artigos do site, isso seria louvável e até inteligente da parte do estado, mas como sempre ele não vê o óbvio, a realidade está ai para comprovar.

    o estado pode destruir novamente a moeda e criar outra, ou o cenário é diferente ?

    Abraços
  • Thiago Teixeira  16/09/2015 18:21
    Leandro, imaginei umas formas híbridas de sistema monetário aqui, dá tua opinião:
    0) Real com currency board em relação ao dólar e real sendo exclusico e com curso forçado
    1) Real em currency board com dólar e euros e yuanes liberados
    1') Real em currency board com o euro e demais moedas liberadas
    2) Currency board misto, com reservas de euros, dólares e yuanes, e só o real com curso forçado
    3) Todas as moedas liberadas, nenhuma de curso forçado
  • Thiago Teixeira  16/09/2015 23:51
    Ei Leandro, comenta aí...
    Dá certo Currency board com reserva de múltiplas moedas?
    E com outras moedas liberadas para circular dentro do país?
    Pode uma moeda fazer parte da reserva do currency board e ser liberada para circular mesmo assim? (Creio que não faça o menor sentido...)
  • Leandro  17/09/2015 00:25
    O único item que não consigo visualizar é o 2. Todos os outros funcionam perfeitamente.

    Não há problema nenhum em moeda de reserva circular normalmente. Por que haveria? Dado que ela possui um câmbio fixo com a moeda nacional, ela o mesmo poder da moeda nacional. Na Bulgária, você pode pagar em euros ou em levs. Na Estônia, na época da coroa, você também podia normalmente pagar em euros.

    Não há por que não poder.
  • Thiago Teixeira  17/09/2015 04:15
    Valeu.
    Nunca foi tentado de forma ortodoxa (Singapura é um caso de cesta de moedas, mas há um nível de manipulação, mesmo que mínimo).
    Mas com um esforcinho consigo imaginar. Talvez até deixasse o país menos vulnerável a flutuações cambiais de um país específico. E poderia dar algum trabalho na hora de remeter lucros, arrecadar kmposto de renda, etc...
  • Leandro  17/09/2015 12:22
    O arranjo de Cingapura começou como Currency Board, mas hoje não é mais. Se você tem um cesta de moedas, é impossível manter uma taxa de câmbio fixa em relação a todas elas. Você pode manter uma taxa de câmbio fixa apenas em relação a uma moeda, mas não a todas. Por exemplo, você pode fixar em relação ao dólar, mas não pode fixar em relação ao dólar e ao euro enquanto estas duas últimas forem flutuantes entre si.
  • Pobre Paulista  17/09/2015 00:05
    Um currency board que fosse instaurado com o Real a 2,50 não iria explodir com as contas públicas?

  • Leandro  17/09/2015 00:20
    Ser instaurado com o real a R$ 2,50 é diferente de ser instaurado quando o real estava a R$ 2,50. Esse último foi o meu ponto.

    De resto, por que explodiria com as contas públicas?
  • Rhyan  17/09/2015 08:07
    Desculpe, Leandro, já devo ter perguntando isso outras vezes mas ainda não entendi bem. Qual a garantia que um currency board funcionaria com trocas de governos num longo prazo? Afinal, um currency board mal feito poderia ser desastroso como foi na Argentina.
    Obrigado!
  • Leandro  17/09/2015 12:20
    Tão logo o Banco Central argentino passou a operar como um Currency Board -- momento esse em que ele ainda possuía características ortodoxas --, os gastos do governo argentino caíram sim (em termos relativos), e muito: eram de 35,6% do PIB em 1989 e caíram para 27% do PIB em 1995.

    Aí, de fato, com o passar do tempo, o governo foi adulterando o funcionamento do Currency Board -- que nada mais era do que seu próprio Banco Central atuando como Currency Board --, e isso realmente foi fatal em termos de confiança dos investidores estrangeiros.

    Por exemplo, o governo determinou, contrariamente a como seria um Currency Board tradicional, que o BC poderia comprar títulos do governo e poderia fazer injeções no mercado interbancário. Isso vai totalmente contra ao funcionamento de um Currency Board, que não apenas não cria dinheiro para intervir no mercado interbancário, como também só pode ter como ativos títulos denominados na moeda-âncora, e nunca na moeda nacional.

    De resto, é preciso ter muito cuidado com algumas conclusões: não foi o regime de conversibilidade o culpado pelo colapso econômico argentino; foi o governo que destruiu o regime de conversibilidade e, consequentemente, levou o país para o buraco.

    O regime cambial argentino funcionou perfeitamente -- até que o governo argentino resolveu destruí-lo, o que, aí sim, gerou os problemas.

    O governo destruiu a lei de conversibilidade justamente porque ela o amarrava, disciplinando seus gastos e sua expansão. Aí, imediatamente após a destruição da conversibilidade, a Argentina mergulhou no caos, na miséria e na depressão.

    Ou seja, um sistema foi implantado, funcionou como o esperado, o governo não gostou (porque o sistema lhe amarrava), destruiu o sistema, o país mergulhou no caos como consequência disso, e aí as pessoas dizem que a culpa de tudo é do sistema que foi destruído. Beira o surreal.

    Qual a garantia de que um Currency Board seria imume aos governos? Como recomenda Steve Hanke, que é o papa do assunto, o Currency Board teria sede na Suíça, e estaria sujeito às leis suíças. O governo brasileiro nada poderia fazer contra ele. Caso fizesse algo, seria uma agressão internacional, pois estaria atacando uma instituição suíça.
  • Ali Baba  17/09/2015 12:52
    O Steve Hanke sugere um CB com ouro como lastro. De todas as formas que consigo imaginar, isso é o mais próximo do "nirvana" que podemos esperar para o Brasil. Qualquer CB é melhor do que estamos hoje, mas um CB com dólar ficaria muito mais exposto do que um CB com ouro, Leandro?
  • Leandro  17/09/2015 13:00
    Em tese, sim. Mas o real desafio é saber o momento certo de implantar.

    Por exemplo, se um CB lastreado em ouro tivesse sido implantado em agosto de 2011, quando o ouro alcançou, em dólar, as máximas históricas, tal país hoje estaria com uma inflação de preços relativamente alta: o ouro caiu, em dólares, de US$ 1.900 para US$ 1.150.

    Por outro lado, quem implantar um CB lastreado em ouro hoje, terá uma moeda eternamente forte (a menos que o ouro caia ainda mais em dólares, algo meio difícil).

    O momento é agora.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  17/09/2015 12:57
    Isso é muito interessante. E talvez fosse o ideal mesmo.

    Mas como o mundo nunca corresponderá ao ideal, pergunto-lhe, objetivamente, o que o BCB poderia fazer de concreto pra melhorar o arranjo atual e nos devolver e assegurar o poder de compra da moeda, considerando as parcas possibilidades que o atual arranjo político-administrativo permite? Se possível, cite pontual e detalhadamente o que PODERIA ser feito HOJE?


    Valeu, Leandro!
  • Leandro  17/09/2015 14:39
    Na atual bagunça política? Quase nada.

    Seus meios clássicos de atuação já praticamente geraram o efeito esperado: a expansão monetária está (em termos de Brasil) bastante contida. Todo o desequilíbrio está vindo exatamente do câmbio, que está em incontida disparada.

    E a carestia gerada pelo desarranjo cambial é fatal, pois esta não gera aumento nominal da renda.

    A carestia gerada pela expansão do crédito ao menos gera também um aumento nominal da renda, o que faz com que a subida dos preços seja menos dolorosa e mais aceitável.

    Já a carestia gerada pela desvalorização cambial não traz consigo o "benefício" do aumento da renda nominal, o que faz com que a renda real das pessoas desabe (os preços sobem, mas a renda nominal fica estagnada).

    A única coisa adicional que o Banco Central pode fazer é dar uma pancada forte na SELIC, elevando-a a uma taxa que seja sedutora para os estrangeiros voltarem com seu dinheiro pra cá.

    Há gente dizendo que isso só irá ocorrer com a SELIC a 18%, no mínimo. Já eu acho que precisa de mais do que isso: o dólar está se valorizando a um ritmo de 10% ao mês, o que significa que um retorno de 18% ao ano gera perdas para qualquer aplicação feita por estrangeiros.

    A única real solução para o problema do câmbio e da carestia na atual bagunça política é um Currency Board. Mas não há nenhum clima para isso.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  17/09/2015 15:08
    Legal.

    Mas falo em termos de política institucional permanente.

    - Aumentar o compulsório? Pra quanto?

    - Diminuir as operações compromissadas? como fazê-lo?

    - Encerrar o oferecimento de hedge via swap cambial?

    - Estabelecer uma meta mais contracionista pra o aumento da base monetária?

    - Intervir menos no interbancário?


    Alguma coisa dá pra fazer, mesmo com o atual modus operandi.
  • Leandro  17/09/2015 15:44
    "Aumentar o compulsório? Pra quanto?"

    Imaterial.

    "Diminuir as operações compromissadas? como fazê-lo?"

    Isso faria subir a SELIC, que é justamente uma das opções que citei acima.

    "Encerrar o oferecimento de hedge via swap cambial?"

    Aí o dolar dispara sem volta

    "Estabelecer uma meta mais contracionista pra o aumento da base monetária?"

    Não ajuda em nada. No que mais, ela está estabilizada. Cresceu 1,4% nos últimos 12 meses.

    "Intervir menos no interbancário?"

    Isso faria a SELIC subir no primeiro momento, que é justamente uma das opções que citei acima.
  • Leandro  17/09/2015 16:13
    Só para complementar, é por isso que adotar câmbio flutuante em um país que é politicamente avacalhado é suicídio econômico: mesmo que haja um Paul Volcker no Banco Central, de nada adianta; o poder de compra da sua moeda fica inteiramente nas mãos de lunáticos. O câmbio não irá flutuar; ele irá desabar.

    Por exemplo, basta Lula abrir a boca para aloprar, e o real imediatamente se desvaloriza. Neste exato momento, a libra esterlina está em R$ 6,05 (estava em R$ 3,86 no início do ano), o franco suíço está em R$ 4,01 (estava em R$ 2,57), e o dólar está a R$ 3,90 (estava em R$ 2,57 no início do ano).

    Ou seja, basta um lunático falar uma coisa, e todo o nosso poder de compra se esfacela.

    Como é que você controla isso? Só com Currency Board.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  17/09/2015 17:10
    Peraí, Leandro.

    Se o BCB está fazendo o possível e desejável, como você afirma (ainda que tenha analisado uma janela de tempo recente), e a solução seria a implantação de um currency board, então não temos problema nenhum, pois o segundo é imaterial (pq é impossível que isso ocorra no Br) e o primeiro remediado está.





  • Leandro  17/09/2015 17:27
    Tirando o fato de que eu em momento algum falei que o BC "está fazendo o possível e desejável" (aliás, beira o escárnio você dizer que eu falei isso), você concluiu correto.

    Não há solução.

    Tudo o que um Banco Central pode fazer na atual conjuntura é elevar juros. A única coisa que ele pode continuar fazendo é elevar mais juros. E só. No atual sistema monetário e bancário em que vivemos, tudo o que um BC pode fazer é elevar juros. (Fui repetitivo?)

    Ele não tem como controlar o câmbio pelos motivos explicados detalhadamente aqui. E alteração de compulsório não afetam nada pelos motivos explicados detalhadamente. aqui

    Nosso grande problema atual, na área monetária, é o desarranjo cambial gerado majoritariamente pelo ambiente político. E isso o BC só pode resolver com juros. Só.

    Mas elevar juros não irá adiantar, a menos que se dê uma pancada, tipo SELIC acima de 20%. Tem clima para isso? Não? Então não vai acontecer.

    Qual a única solução factível (e confirmadamente efetivo) que resta? Currency Board. Há clima político para isso? Não.

    Então realmente não tem solução.

    Lamento.
  • Yves Leonardo  20/09/2015 09:09
    Quando você diz que não há solução você fala de ações do BCB ou da política monetária e fiscal como um todo, Leandro?(algo como reduzir o gasto e o endividamento para reduzir os juros, algo que não depende apenas do BCB)
    Uma vez li que existem pelo menos 140 estatais com patrimônio superior a 2 bilhões de reais (pelo menos foi oq eu entendi desse trecho: "O relator incorporou cinco emendas, quatro delas propostas pelo senador José Serra (PSDB-SP). Entre elas está a retirada da sabatina de conselheiros nas estatais em que a União tenha mais de R$ 1 bilhão em participação no capital social da companhia.

    "Compreendemos que o capital social de quase todas as estatais está acima de R$ 2 bi. Isso traria para o Senado, considerando que são 140 estatais federais, teriam 400 sabatinas a serem feitas, que é realmente um número excessivo", disse. " contido aqui www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/ADMINISTRACAO-PUBLICA/494208-COMISSAO-MISTA-APROVA-PROJETO-DA-LEI-DE-RESPONSABILIDADE-DAS-ESTATAIS.html). Pq não se fala em privatização dessas empresas para cobrir parte do ajuste fiscal? O governo não conseguiria arrecadar oq elas "valem"? Não depende apenas do executivo?

    Agradeço desde já.
  • Leandro  20/09/2015 14:48
    Não há solução para o BC reduzir a inflação de preços em um arranjo de câmbio flutuante e total baderna política.

    Nesse arranjo, o câmbio não flutua; ele afunda. E junto com ele vai a carestia.

    A única maneira de ter uma inflação de preços relativamente tolerável em um ambiente de taxa de câmbio em disparada é gerando uma brutal recessão (por meio de juros arrepiantes) que eleve acentuadamente o desemprego, reduza salários e acabe com a demanda.

    Apenas neste cenário pode ser possível segurar repasses cambiais para os preços.

    Desnecessário dizer que, neste cenário, toda a economia se torna artificialmente asfixiada. É isso o que queremos? O estado destruindo ainda mais a economia?

    E de pensar que, com um Currency Board, a solução é imediata e praticamente indolor.

    Sobre as estatais, a notícia fala do patrimônio líquido e não do valor dos ativos (que é o que realmente entra nos cálculos do preço de mercado para um possível venda). Para você ter uma ideia, ainda em 2014, apenas Petrobras, Eletrobras e Banco do Brasil perderam R$ 200 bilhões em valor de mercado.

    Agora, imagine se elas fossem minimamente bem geridas: só essas três valeriam R$ 500 bilhões. Somando-se com as 146 restantes, mais todos os vários terrenos pertencentes à Marinha, os vários terrenos baldios,os vários prédios e instalações, as várias encostas de rios etc., o dinheiro para abater a dívida seria monumental.
  • Flavio Brasil  16/09/2015 18:00
    Ótimo texto. Opinião posta com muita clareza e desenvolvimento. Dá para notar que há um embasamento muito bem feito para a formalização de tal artigo. Parabéns ao autor. E, nós brasileiros, continuaremos torcendo para que essa grande "Maria Fumaça" volte aos trilhos!
  • Pedro Mello Franco Telles  16/09/2015 18:34
    A Constituição precisa ser alterada nesse item também! Uma lei que permita exceção em caso de exceção, como por exemplo demissões e diminuições de salários de funcionários públicos! Isso é uma vergonha! A maioria precisa ter como impor seu bem-estar sobre essa minoria!
  • Henrique  16/09/2015 18:44
    Amigos, gostaria de perguntar em quais circunstâncias de crise o governo toma medidas como o confisco da poupança (como foi no Brasil) ou o curralito (Argentina e Grécia)? Por que estas medidas estão descartadas no Brasil? A crise pode se agravar a ponto de o governo cogitar essas medidas?


    Abraços
  • Leandro  16/09/2015 18:59
    No caso do Brasil, o governo queria acabar com a hiperinflação. Ele achou que tomando o dinheiro de todo mundo, a demanda cairia a ponto de abolir o reajuste de preços.

    Na Argentina, boatos e incertezas geradas pelo governo levaram as pessoas a sacar maciçamente seu dinheiro dos bancos. Como os bancos trabalham com reservas fracionárias, caso os saques continuassem todos os bancos quebrariam. O governo então impediu novos saques (corralito).

    Na Grécia, aconteceu algo semelhante ao argentino, só que, em vez de sacar, os gregos estavam fazendo transferências eletrônicas para bancos da Alemanha. O governo proibiu.

    No Brasil, o que pode acontecer é, caso haja calotes maciços nos empréstimos, os bancos ficarão descapitalizados. Esse rumor pode levar a saques maciços, o que certamente fará com que o governo recorra ao método argentino. Em última instância, pode ocorerrer um "bail in" ao estilo do que houve no Chipre, a pedido do governo: o banco confisca o dinheiro contas de seus correntistas e utiliza esse dinheiro para melhorar seu patrimônio líquido. Ainda não visualizo essa hipótese no curto prazo.
  • Henrique  16/09/2015 19:19
    Leandro, segurança mesmo só com imóveis? Ouro em grade quantidade em casa pode ser roubado, dinheiro em banco pode ser confiscado... até mesmo dinheiro em um banco estrangeiro está sujeito a este risco...


    Abraços e obrigado pelas explicações.
  • Leandro  16/09/2015 19:31
    Não adianta muito ter imóveis se o dinheiro no banco for confiscado (não que eu ache que isso vá acontecer). Se ninguém tiver dinheiro, não apenas o preço do seu imóvel irá desabar, como também você não terá liquidez nenhuma.

    Adicionalmente, caso seu imóvel esteja alugado, nada impede que o governo decrete um congelamento dos preços do alugueis ou determine que o atual inquilino tem mais direitos do que deveres, ou, no extremo, diga que o inquilino é o proprietário de direito do imóvel.

    Tudo pode acontecer. Em cenários catastróficos, ter ouro em casa, uma escopeta e muita munição vai lhe permitir sobreviver. Qualquer um estará diposto a trocar bens por ouro.
  • anônimo  17/09/2015 08:37
    'Em cenários catastróficos, ter ouro em casa, uma escopeta e muita munição vai lhe permitir sobreviver.'

    Leandro, isso só funcionaria se as gangues de vagabundos não viessem em grande quantidade.Olha quantas 'famílias' participam de uma invasão do MST, vc não precisaria de uma escopeta mas sim de um exército.
  • Leandro  17/09/2015 12:19
    Não discordo. Mas como é que você vai arrumar um exército?
  • anônimo  16/09/2015 19:40
    Segurança só terras rurais produtivas, com fornecimento próprio de água podem fornecer, e em tempos atuais, você tem que dominar técnicas de manejo de animais de corte e vegetais estratégicos, tudo isso de preferência em um lugar com posse e porte de armas livre.
    Todo o resto é conversa de analista econômico.
  • Recruta  21/09/2015 00:33
    Usar imoveis como uma especie de "conta poupança", para proteger seu patrimonio de ser confiscado pelo governo via bancos ou pela inflação, é justamente a raiz do problema de concentração de terras no Brasil. Como o governo não é confiável, imobiliza-se o dinheiro agravando a produtividade do país (terrenos parados, patrimonio fora do mercado financeiro...).

    Enquanto desinformados pedem "reforma agrária" via métodos confiscatorios, bastaria o governo permitir a população manter seu dinheiro em bancos estrangeiros ou em outras moedas (dolar, bitcoins e afins) que rapidamente o problema de falta de terras no pais se resolveria.
  • DEDE DE TONY OLIVEIRA  16/09/2015 19:09
    OLHA O BOLO FATIADO.....................///////////////www.auditoriacidada.org.br/e-por-direitos-auditoria-da-divida-ja-confira-o-grafico-do-orcamento-de-2012/
  • Leandro  16/09/2015 19:32
    Lamento, mas este gráfico é mentiroso. E não precisa confiar em mim, não. Pode ir direto à fonte:

    www.tesouro.fazenda.gov.br/documents/10180/465603/CPU_DespesaUni%C3%A3oGrupoNatureza_1980a2015.xls/c804a093-9091-4dfd-a447-063d8490db5a

    Em 2014, os gastos com "Juros e Encargos da Dívida" foi de R$ 170,36 bilhões. Os gastos com "Amortização da Dívida" foram de R$ 190,75 bilhões. Ou seja, o total foi de R$ 361,11 bilhões.

    Já os gastos totais do governo foram de R$ 1,543 trilhão.

    Ou seja, os gastos com a dívida foram de 23,4%. Um valor alto, sem dúvida nenhum, mas nem de longe tão astronômico quanto os 45,11%.

    O que esse gráfico faz, e não é correto, é incluir o "refinanciamento da dívida" na rubrica "juros e amortização" e também na rubrica "gastos totais do governo". Isso é trapaça. Refinanciamento da dívida não representa gasto nem com juros e nem com amortização, e também não pode ser contabilizada como um gasto do governo.

    Menos paixão e ideologia, e mais veracidade e sensatez.
  • anônimo  16/09/2015 19:51
    Os blogs e as páginas esquerdistas no facebook reproduzem constantemente aquele gráfico do 45%. É bom constatar como eles são burros.
  • Dissidente Brasileiro  16/09/2015 20:10
    É evidente que o gráfico é mentiroso, pois foi criado pelos esquerdistas que são membros ideológicos da mesma gangue que controla o governo central... como poderia ser diferente?
  • Enrico  16/09/2015 20:27
    Eis o bolo fatiado sem excitações ideológicas e manobras contábeis: https://www.facebook.com/omercadopopular/photos/a.417311528452976.1073741833.130111460506319/419792821538180
  • DeusOdeia  16/09/2015 20:14
    Como dizia o psiquiatra Viktor Emil Frankl, quando ele foi para Auschwitz por ser judeu, O choque ele levou pensando que a vida é linda e maravilhosa, foi muito bom para ele e seus amigos, na visão dele todos precisam de um choque desse tipo para que começarmos a pensar mais na vida

    Quando o governo foder com todo todos os até mesmo com os canhotinhos, o povo ficara mais desconfiado.
  • Emerson Luis  28/02/2016 11:22

    NÃO, Viktor Frankl NÃO disse que "foi bom", NEM que "todos precisam de um choque"

    O Homem em Busca de Sentido

    * * *
  • DeusOdeia  28/02/2016 16:33
    Ele disse sim, é só ler o livro......
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  16/09/2015 20:37
    Artigo lúcido. Mas, o estado brasileiro não pode ser extinto rapidamente. Isso feriria os direitos adquiridos das pessoas que estavam ou estão vivendo graças à sua existência. Claro que isso não é uma desculpa para ele durar para sempre. Uma solução seria manter o INSS, a Segurança Pública, a Justiça, a Saúde, o Saneamento Básico e os Direitos Trabalhistas cortando todas as demais "despesas estatais" inúteis, tais como a Educação, que seria fornecida privadamente. Isso é só a minha opinião. O estado não precisa ser necessariamente extinto completamente, mas poderia ser otimizado, mantendo o que, com certeza, as pessoas mais pobres não podem pagar num mercado normal, com compensações da parte delas, para não gerar vadiagem. Tudo isso teria que ser feito sem elevar tributos(que devem, nesse esquema, diminuir com o tempo), sem atrapalhar a avida das pessoas e sem massacrar a moral e decência delas, como o estado faz hoje.
  • Edujatahy  16/09/2015 21:51
    Direitos trabalhistas no Brasil não tem gente produtiva vivendo graças a sua existência, apenas os improdutivos e vagabundos que vivem dos direitos trabalhistas.
    Além disso, a maior parte da população, especialmente a mais miserável, trabalha informalmente (exatamente pelo absurdo dos direitos trabalhistas).
    Extinguir todos os direitos trabalhistas e toda a estrutura da Justiça do trabalho não seria apenas benéfico para os mais pobres mas traria investimento ao país.

    Que eu me lembre, o Brasil é um dos poucos, ou talvez o único país a ter uma Justiça do Trabalho, em qualquer país normal quebra de contratos são resolvidos na Justiça Civil normal.
  • Renan Andreolle  16/09/2015 22:50
    Leandro, você comentou sobre o salário médio nesse artigo. Mas em outro artigo, na seção de comentários, você comentou sobre a metodologia ruim utilizada para obter essa média. O quão próximo é esse valor em relação ao real?
  • Leandro  16/09/2015 23:16
    Não estou me lembrando disso (e olha que a minha memória para as coisas que escrevo aqui é bem boa). Você saberia me apontar qual artigo foi?

    Sempre critiquei cálculo de PIBs, mas não me lembro de ter criticado médias.

    Médias ao menos servem para efeitos comparativos. Se a metodologia é a mesma, então, para efeitos puramente comparativos, elas são válidas.
  • Gabriel  16/09/2015 23:40
    Sendo assim, se lembra do comentario em que ao responder um leitor, disse que se a Selic for excessivamente alta, haverá uma recessão acompanhada de uma grande formação de poupança e influxo de capital estrangeiro, e tão logo que os juros caiam, haverá crescimento? Procuro este comentario há meses.
  • Leandro  17/09/2015 00:35
    Já isso é bem provável que eu tenha dito, pois faz todo o sentido.

    Foi isso o que aconteceu em 2003, com a SELIC a 26,50%. E foi isso o que aconteceu em 1981 nos EUA, quando a SELIC deles atingiu o maior valor da história, 20%.

    Em qual seção de comentários eu disse isso? Não faço a menor ideia.
  • Dissidente Brasileiro  16/09/2015 23:18
    Em relação à foto da Dilma com o Levy postada neste artigo, creio que a charge do link abaixo seria bem mais adequada, e ilustraria melhor os fatos:

    Dilma e Levy, uma dupla quase perfeita

    Vocês concordam comigo?
  • Henrique Zucatelli  17/09/2015 02:00
    Leandro, botar a venda é fácil, quero ver vender arrumar cliente para os elefantes do Estado. Pior que viúva velha em porta de bar.

    Pior ainda para os parasitas profissionais. Vão ficar igual a ex-funcionário carreirista de montadora, não arruma emprego equivalente mais em lugar algum.

    Peculiaridades desse meu Brasil...
  • Guilherme  17/09/2015 03:44
    São 149 estatais, vários terrenos pertencentes à Marinha, vários terrenos baldios, vários prédios e instalações, várias encostas de rios etc.

    É claro que tem muita coisa a ser vendida.
  • Thiago Teixeira  17/09/2015 03:06
    Rand Paul é muito fraco de debate, caramba...

    Não fala nada sobre economia austriaca, se restringe ao pacifismo... Nada de fim do FED, nada de modificar o sistema monetário... Defende o legado conservador de Reagan...
  • anônimo  17/09/2015 11:29
    Rand paul é bem menos radical que o pai, ele não é favor do fim do fed.
  • anônimo  17/09/2015 08:30
    'N. do E.: vale ressaltar que um calote completo da dívida não é recomendado, pois, dado que os título públicos estão em posse dos bancos, um calote nesses títulos destruiria completamente o balancete desses bancos. E, com um sistema bancário destruído, isso afetaria severamente nosso padrão de vida. '

    O que é isso? O IMB está com medo dos bancos? Deixa essa desgraça falir, se o povo quiser ele cria outro tipo de banco depois, quem sabe até baseado em bitcoin ou num sistema novo qualquer
  • Leandro  17/09/2015 12:18
    No atual arranjo monetário e bancário em que vivemos, se os bancos falirem, o dinheiro some. E se o dinheiro sumir vai acontecer exatamente isso aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1755

    Quem defende o calote, tem antes de apresentar um plano de reestruturação do sistema bancário. Ou então, o que seria mais fácil, o uso de moedas estrangeiras por meio de bancos no estrangeiro já teria de estar liberado no país. Então, só então, é possível defender algum calote.

    Nós do IMB, na condição de think tank sobre economia mais acessado do Brasil -- e também na condição de Instituto Mises mais acessado do mundo (de acordo com o site Alexa.com já ultrapassamos o Mises americano, que escreve em inglês e é acessado por todo o mundo) --, temos a responsabilidade de explicar as coisas corretamente e saber as reais consequências de cada medida. Não podemos nos dar ao luxo de sair defendendo teses que gerarão apenas destruição e miséria. Esse comportamento pueril a gente deixa para outros sites.
  • anônimo  17/09/2015 14:03
    Então governo não vai deixar de existir nunca porque esse mesmo argumento pode ser usado pros governos: sem eles vai ser o caos.
  • Leandro  17/09/2015 14:38
    Não entendi a lógica. A ideia seria exatamente a de abolir o estado o mais ordeiramente possível, justamente para evitar tentações e exortações para o seu retorno.

    Se você abole o estado de maneira súbita e desordenada -- por exemplo, provocando uma crise bancária e sumindo com todo o dinheiro das pessoas --, aí sim pode ter a certeza de que o "fim do estado" não dura um dia. Todo mundo irá clamar por ele de volta. Afinal, é preferível pagar CPMF do que perder todo o dinheiro que o sujeito poupou durante toda a sua vida e que estava no banco.

    Aliás, é totalmente incoerente criticar a inflação como destruidora da poupança e e ao mesmo tempo defender que a poupança que está nos bancos desapareça.
  • Ricardo Malta  17/09/2015 16:45
    O próprio Ron Paul é contra abolir o Fed -- veja bem, apenas o Fed! -- da noite para o dia (minuto 8 deste vídeo), que dirá o estado inteiro.


  • Dissidente Brasileiro  17/09/2015 18:35
    Ele não é "louco" para pedir publicamente o fim do FED. Isso se chama prudência. Caso contrário, mesmo um congressista famoso como ele poderia rapidamente sofrer as consequências, como um acidente ou um suicídio... ou você se esqueceu das Forças Ocultas agindo nos bastidores deste mundo?
  • LEG  17/09/2015 15:00
    Muito bom o texto, mas discordo dessa parte: " os trabalhadores do setor privado ganham pouco justamente porque têm de bancar os membros do setor público. A crescente carga tributária, que existe para sustentar os salários do setor público, impede aumentos salariais na iniciativa privada.".

    É correto afirmar que o mercado é dinâmico. Independente de qualquer coisa que o estado faça, não dar para impedir o surgimento de novas descobertas. Estas que se atenderem a necessidade do consumidor (que também muda constantemente) surgirão novas empresas, novos serviços; e os trabalhadores e empresas que acompanharem essa dinâmica serão recompensados por atenderem essa nova necessidade do mercado.

    Dessa forma não dar pra afirmar que a carga tributária é o que impede os aumentos salariais na iniciativa privada. Dessa forma também, é fácil perceber que o estado age é acabando com a dinâmica do mercado, votando leis que criam barreiras para novas descobertas.

    O que impede os aumentos salariais para a iniciativa privada não são os salários do setor público e sim as novas leis que surgem com o objetivo em tornar um mercado dinâmico em um mercado estático.

    Me corrijam se eu estiver errado.
  • FOOT  17/09/2015 15:57
    "É correto afirmar que o mercado é dinâmico. Independente de qualquer coisa que o estado faça, não dar para impedir o surgimento de novas descobertas."

    Novas descobertas, não. Mas dá para impedir que essas novas descobertas sejam colocadas em prática e transformadas em realidade.

    "Estas que se atenderem a necessidade do consumidor (que também muda constantemente) surgirão novas empresas, novos serviços;"

    E a burocracia que atrapalha o surgimento? E a carga tributária que impede esse surgimento? E as leis trabalhistas que encarecem artificialmente os custos de contratação?

    "e os trabalhadores e empresas que acompanharem essa dinâmica serão recompensados por atenderem essa nova necessidade do mercado."

    Num piscar de olhos? Para que haja contratação de mão-de-obra e produção de bens, é necessário haver capital. Capital, no caso, refere-se aos ativos físicos das empresas e indústrias. Capital são as instalações, os maquinários, as ferramentas, os estoques e os equipamentos de escritório de uma fábrica ou de uma empresa qualquer. Ou seja, capital é tudo aquilo que auxilia um modo de produção

    Quanto maior a quantidade desse capital, maior será a intensidade, a abundância e a qualidade dos produtos criados. Portanto, para uma economia crescer e melhorar o padrão de vida das pessoas, ela precisa ser intensiva em capital.

    Já os impostos -- principalmente sobre a renda e o lucro das empresas -- afetam diretamente esse processo de formação de capital. Os lucros são exatamente o que possibilitam as empresas a fazer novos investimentos, a adquirir mais maquinários, a expandir suas instalações e, com isso, aprimorar sua capacidade produtiva. Outro "efeito colateral" dos lucros é que são eles que possibilitam a contratação de novos empregados ou até mesmo a concessão de aumentos salariais.

    Ou seja, são os lucros que permitem que as empresas façam investimentos, intensifiquem seu capital produtivo, contratem mais pessoasm paguem maiores salários e, com tudo isso, coloquem essas descobertas em prática. Se os lucros forem tributados, menores são as possibilidades.

    Dizer que impostos não afetam nada é negar a teoria econômica.

    "Dessa forma não dar pra afirmar que a carga tributária é o que impede os aumentos salariais na iniciativa privada. Dessa forma também, é fácil perceber que o estado age é acabando com a dinâmica do mercado, votando leis que criam barreiras para novas descobertas. O que impede os aumentos salariais para a iniciativa privada não são os salários do setor público e sim as novas leis que surgem com o objetivo em tornar um mercado dinâmico em um mercado estático."

    As empresas têm de lidar não apenas com os encargos sociais e trabalhistas que incidem sobre a folha de pagamento, como também com toda a carga tributária que incide sobre a receita e sobre seu lucro, o que impede aumentos salariais, contratações a salários atraentes e, principalmente, a acumulação de capital.

    Por exemplo, no Brasil, a alíquota máxima do IRPJ é de 15%. Porém, não bastasse o IRPJ, há uma sobretaxa de 10% sobre o lucro que ultrapassa determinado valor, há também a CSLL (Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido), cuja alíquota pode chegar a 32%, o PIS, cuja alíquota chega a 1,65% e a COFINS, cuja alíquota chega a 7,6%. PIS e COFINS incidem sobre a receita bruta. Há também o ICMS, que varia de estado para estado, mas cuja média é de 20%, e o ISS municipal. Não tente fazer a conta, pois você irá se apavorar.

    É impossível haver uma grande acumulação de capital desta forma. Lucro que poderia ser reinvestido na compra de bens de capital modernos, que aumentariam a produtividade dos trabalhadores — e, consequentemente, seus salários — é confiscado pelo governo e desperdiçado no sustento da burocracia e no salário de seus parasitas. A atividade governamental é destruidora de capital. Ela impede o enriquecimento de empresas e trabalhadores.

    Adicionalmente, dentre os encargos sociais, temos o INSS, o FGTS normal, o FGTS/Rescisão, o PIS/PASEP, o salário-educação e o Sistema S. Dentre os encargos trabalhistas temos 13º salário, adicional de remuneração, adicional de férias, ausência remunerada, férias, licenças, repouso remunerado e feriado, rescisão contratual, vale transporte, indenização por tempo de serviço e outros benefícios.

    Este site mostra que, dependendo do caso, os encargos sociais e trabalhistas podem chegar a quase 102% do salário, o que faz com que um salário de R$ 678 gere um custo final total de R$ 1.369 para o empregador.

    Desse jeito, realmente, não há como trabalhadores serem beneficiados. Os trabalhadores brasileiros são cheios de "direitos sociais" (encargos sociais e trabalhistas pagos pelos patrões); só que, para terem esses direitos, seus salários ficam cada vez mais achatados. Não há, afinal, almoço grátis.

  • Renatão  17/09/2015 17:29
    Esqueçam o anarcocapitalismo. Nem os netos dos netos, dos netos dos netos dos netos dos nossos netos jamais verão um território anarcocapitalista. Propor isso como algo realmente factível me causa um grande senso de impotência. Também demonstram um grande senso de ingenuidade. É muito mais realista brigar pelas secessões e/ou descentralizações.
  • Ricardão  17/09/2015 21:53
    "Nem os netos dos netos, dos netos dos netos dos netos dos nossos netos jamais verão um território anarcocapitalista"

    E eles também não verão um território sem roubos, estupros e assassinatos. No entanto, é moral que, uma vez não podendo visualizar a superação desses males, simplesmente aceitá-los e nada fazer contra eles?
  • anônimo  18/09/2015 10:30
    Território não, mas seasteading eles verão sim.
  • anônimo  17/09/2015 19:43
    Esse argumento dos "concurseiros" é bastante interessante... Só lembrando a vocês que não é por falta de pessoal, e sim pela ineficiência do pessoal, a pouca produtividade, pois não há cobrança por resultados ou metas, nem mesmo a ameaça de perder o emprego. E só porque vocês decoraram uns textos (que logo irão esquecer) e adquiriram uns macetes para passar em provas, ou em alguns casos até subornaram para passar, que fazem de vocês pessoas qualificadas.

    Se no interiorzinho, já vemos uma porção de gente que "trabalha" em empregos públicos, porque é da família ou próximo da família que está no poder, imagina em maiores esferas.
  • Concurseiro Concursado  17/09/2015 21:39
    Meu filho, a menos que você mesmo seja um concurseiro, seu argumento é puro nonsense. Mutatis mutantis, temos o fato de os estupradores estarem reclamando que há poucas vítimas e você, para contra-argumentar os criminosos, diz que há vítimas suficientes, sendo o problema tão somente a falta de esforço dos estupradores em fazer novas vítimas. Que loucura sua parte!

    Se os funcionários públicos não passam de uns grandes vagabundos, dê graças a Deus pela preguiça crônica deles, não peça que eles se tornem diligentes trabalhadores. Nunca, NUNCA, se esqueça que a função primordial do estado é dominar e espoliar a população e que função primordial dos funcionários públicos é ajudar o estado a executar sua função primordial. Pedir um funcionário público diligente é o mesmo que desejar um estuprador insaciável com uma piroca do tamanho da do Kid Bengala.

    Lembro de um dia ter visto um vídeo do Milton Friedman (não lembro exatamente o qual, infelizmente*), em que citava uma frase de um colega seu que dizia algo mais ou menos assim: o lado bom do governo é que você não recebe todo o governo pelo qual você paga.

    *se alguém se lembrar, faça a gentileza de passar o link.
  • Fernando  18/09/2015 01:57
    Existe algum artigo do IMB que faça um paralelo entre as formas de atuação dos principais Bancos Centrais do mundo? Sei que a maioria atua definindo os juros do mercado interbancario, mas quais são as outras formas de atuação além das operações open market, para este objetivo? Algumas formas de atuação são melhores que outras ou o que realmente importa é o valor estipulado para os juros?

    Qual é o segredo do BC de Cingapura que mantem um câmbio atrelado e duradouro? Explicar como este BC e os outros que não definem juros funcionam e atuam, seria muito proveitoso.
  • Leandro  18/09/2015 02:57
    Na realidade, os grandes Bancos Centrais mundiais não utilizam o open market, mas sim o redesconto. Apenas o Fed e o Banco Central brasileiro, dentre os grandes, fazer este tipo de política monetária (open market).

    Como tal afirmação parece estranha, vale a pena enfatizá-la: dentre os grandes, apenas o Fed e o Banco Central brasileiro utilizam este mecanismo de continuamente injetar dinheiro no mercado interbancário — chamado de operações de mercado aberto — para manter a taxa básica de juros em um determinado nível. O Banco Central Europeu, o Banco Central suíço, o Banco Central da Inglaterra, o Banco Central japonês, o Banco Central canadense, o Banco Central australiano e o Banco Central neozelandês estipulam os juros por meio da janela de redesconto, um mecanismo muito mais punitivo para os bancos.

    Já o Banco Central de Cingapura não estipula juros nenhum. Ele apenas controla a taxa de câmbio do dólar cingapuriano em relação a uma cesta formada pelas moedas dos principais parceiros comerciais do país. E ele faz isso vendendo (e comprando) título e moedas. Em vez de se preocupar com o valor dos juros, ele se preocupa com a taxa de câmbio. O princípio de operação é idêntico; muda apenas a variável alvo.

    De resto, basta dizer que mercado aberto (Brasil e EUA) é dar dinheiro para os bancos em troca de títulos públicos, ao passo que janela de redesconto é empréstimo.

    Como aqui no Brasil os economistas só leem literatura americana, eles adotaram o Fed e suas operações de mercado aberto como modelo a ser seguido.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  18/09/2015 18:06
    Pois rediscutir o uso do 'Redesconto' não é algo que o BCB poderia fazer desde já?

    Soluções como essa é que eu estava perscrutando acima, quanto às medidas possíveis dentro do atual modelo.
  • Fernando  19/09/2015 02:15
    "Em vez de se preocupar com o valor dos juros, ele se preocupa com a taxa de câmbio. O princípio de operação é idêntico; muda apenas a variável alvo."

    Que interessante! Isto quer dizer que é possivel, teoricamente, o BC brasileiro fazer o dólar valer qualquer valor, sem sequer utilizar as reservas internacionais? Claro que se o câmbio escolhido for extremamente sobrevalorizado, como 1 real por dólar, resultaria em juros astronômicos, mas mesmo assim é possível?

    Grande abraço!
  • Auxiliar  19/09/2015 03:05
  • RichardD  18/09/2015 04:04
    Que bela previsão do Hans.
  • Gabriel  20/09/2015 22:59
    Pessoal eu tenho uma dúvida e gostaria de saber se algum de vocês sabe me dizer a resposta.

    1º O tesouro tem tido certa dificuldade em vender títulos públicos nos leilões.

    2º A partir de 2008 ele começou a repassar a título não oneroso esses "papéis" que não foram vendidos no leilão para o Banco Central.

    E ai me vem a pergunta, qual o objetivo do governo em realizar essa operação, porque pelo menos em tese o Banco Central com esse titulo na mão tem apenas o "papel". Essa operação só me parece fazer sentido se o Banco Central vender esses títulos (que o governo não tinha conseguido) e depois repassar os valores arrecadados para o Tesouro nacional.

    Eu estou quebrando a cabeça para tentar entender qual o motivo por detrás dessa operação mas está difícil descobrir, a única resposta que eu cheguei foi essa que eu disse em cima, mas ai me parece algo muito "escancarado".
  • Leandro  21/09/2015 03:13
    O Banco Central utiliza esses títulos para fazer operações compromissadas e, com isso, fazer sua política monetária.

    Se ele obtiver lucro em suas operações, ele pode repassar esse lucro ao Tesouro. E é exatamente isso o que tem acontecido.

    g1.globo.com/economia/noticia/2015/08/banco-central-registra-lucro-de-r-352-bilhoes-no-primeiro-semestre.html

    Convenhamos, é melhor para o Tesouro fazer isso do que deixar o papel encalhado.

    Em tempo: Gustavo Franco está questionando essa prática, a qual, aliás, foi abordada neste nosso artigo
  • Gabriel  21/09/2015 04:49
    Obrigado pela resposta Leandro, inclusive foi exatamente o questionamento levantado pelo Gustavo Franco que despertou a minha curiosidade sobre o assunto, até porque sou do Direito e me interessei em analisar se realmente haveria alguma inconstitucionalidade na medida.

    Mas para mim o "X" da questão é, "o que o Banco Central faz com o valor levantado nas operações compromissadas"? Porque pelo que eu entendi para a conta fechar o Banco Central tem necessariamente que realizar as operações compromissadas e depois repassar os valores para o tesouro, pois se não ele (o Tesouro) terá que usar "recursos próprios" para saldar parte da dívida de maneira "forçada", ou seja não conseguirá rolar ela, e ai terá um sério problema de caixa.

    Pelo que eu entendi (não sei realmente se é isso), o sistema parece funcionar da seguinte maneira:

    1º O Tesouro faz o leilão de títulos públicos para rolar a dívida.

    2º Nem todos esses títulos são vendidos e portanto ele acaba utilizando de "recursos próprios" para pagar a conta.

    3º Para repor o dinheiro de "recursos próprios" gastos, o Tesouro repassa para o Banco Central os títulos que não foram vendidos nos leilões.

    4º O Banco Central realiza as operações compromissadas (com taxas de juros mais atrativas e de curto prazo) com esses títulos para supostamente retirar liquidez e controlar a taxa de juros.

    5º O dinheiro levantado na operação vai para o Tesouro e cobri os gastos com "recursos próprios" que ele havia utilizado inicialmente para pagar a dívida que não pode inicialmente ser rolada.

    Me parece que o sistema de financiamento indireto funciona dessa maneira. E ai o Governo acaba deslocando parte da dívida pública para as operações compromissadas do Banco Central, e não mais para as vendas diretas do Tesouro em leilões.

    Inclusive vendo novamente a integra da palestra do Gustavo Franco ele parece parar bem no que eu chamei ali em cima do "X" da questão, só que não aprofunda. Pois num trecho ele diz nas seguintes palavras (destaque para a parte final):

    "Tenho dificuldade com a ideia de que a transferência sem ônus de título do tesouro para o Banco Central não seja financiamento indireto do Tesouro, que é o efeito econômico disso que está se passando. É verdade que o caixa do Tesouro reduz quando há a amortização e o caixa que é recomposto com a operação compromissada não é o caixa do Tesouro... Mas eu não sei se isso é suficiente para afastar, pelo menos na minha mente confusa, a ideia de que pode haver ai uma inconstitucionalidade e uma pedalada..., e é grande, 1 Trilhão mais ou menos."

    Só achei estranho porque ele parece não saber exatamente (ou não quis dizer) o que é feito com o dinheiro arrecadado pelo Banco Central com essas operações compromissadas.
  • Sindicalista  22/09/2015 23:46
    Vejam: www.redebrasilatual.com.br/economia/2015/09/medida-provisoria-aumenta-imposto-de-renda-sobre-sobre-ganho-de-capital-dos-mais-ricos-8686.html
  • Aprilo  21/11/2015 13:14
    Por que colocar a foto da minha querida presidente Dilma, que é o ícone político da minha juventude? Eu não gostei, mas pouco lhe importa, não é mesmo?

    Deveria ter colocado a foto do Color ou do Fernando Cardoso que na abertura da democracia já detonaram a economia do Brasil, um por ter adotado o Consenso de Washington e outro acabando com as empresas estatais, vendendo-as a um preço representando o "país das bananas" começando a arruinar a Petrobrás (para ele Petrobrax) que deveriam investigar sonceramente e a fundo, para ver o quanto de interesse causou nos EUA.
  • Jean  29/02/2016 18:54
    Meu Deus que barbaridade. Eu também não gostei da foto da Dilma:-(. Nosso país esta indo de mal a pior....
  • james  14/03/2016 18:49
    A Dilma esta com os dias contados...


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