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A surpreendente moda do “LUBERalismo” - um motivo para nos animarmos

Beneficiários das reservas de mercado mostram todo o seu apreço pela livre concorrência

Um dos efeitos mais interessantes da chegada da Uber no Brasil tem sido a súbita e surpreendente defesa do livre mercado empreendida pelos seus usuários diante das recentes tentativas de proibição do aplicativo.

O "luberalismo" dos usuários surpreende pela qualidade dos argumentos.  Nas redes sociais, condena-se a reserva de mercado dos táxis e o caráter coercitivo da organização do transporte público e seu sistema de licenças estatais. Muitos invocam seu direito de escolha: por que devem ser limitados apenas a um serviço, quando seria possível escolher entre vários?

Outros questionam a qualidade do serviço prestado pelos táxis, acostumados ao monopólio, e a compara à dos novos entrantes, apontando que a concorrência leva a uma melhoria geral da qualidade do serviço e do bem estar dos consumidores.

Outros ainda apontam que, a depender do legislador, estaríamos ainda usando máquinas de escrever, e que a Uber já é suficientemente regulamentada pelos seus próprios usuários. Todos argumentos clássicos, há séculos defendidos pelos liberais e libertários, feitos espontaneamente por pessoas que, por ignorância ou opção, provavelmente torcem o nariz quando ouvem falar em "liberalismo".

Há um motivo pelo qual o senso comum, no caso da Uber, se adequou à defesa da liberdade.

O economista Donald Boudreaux diz que estamos tão bem acostumados com a fluidez dos mercados no nosso dia a dia que nunca nos perguntamos como as trocas entre bilhões de pessoas desconhecidas podem funcionar tão bem a ponto de sempre podermos encontrar um prato de comida em um restaurante. Em geral, quando questionado a pensar nos mercados, o consumidor se sente alheio a esse grande e complexo sistema (apesar de ser, como definiu Ludwig von Mises, seu soberano) e tende a querer controlá-lo e a planejá-lo por meio de legislações e regulamentos governamentais.

A Uber, ao contrário, torna o funcionamento do mecanismo de trocas e a soberania do consumidor claros e evidentes — por meio de um simples aplicativo, o usuário decide, escolhe e avalia o serviço que adquire.

Ele sabe que não é da benevolência do motorista que vêm a água, as balinhas e a gentileza, mas do seu empenho em promover seu auto-interesse — no caso, as 5 estrelinhas que garantem sua continuidade na rede. A própria lei da oferta e da demanda é evidenciada pela tarifa dinâmica — o usuário vê os preços subirem nos momentos de maior tráfego e decide se vale ou não a pena solicitar a viagem.

Assim, o aplicativo Uber permite ao usuário exercer e experimentar diretamente o poder autorregulador dos mercados.

Porquanto o Luberalismo da ocasião deva ser celebrado em um país de tradição autoritária e antimercadista, é o momento de mostrar que ele não deve se restringir à Uber. Os argumentos a favor da abertura e da competição, evidentes no caso do aplicativo, valem para toda a economia.

No transporte coletivo, as vans, concorrendo com as concessionárias, fazem trajetos mais eficientes e baratos, garantindo um serviço melhor à população mais pobre. Na fotografia, um mercado ainda relativamente livre (não se depender do Senado Federal), qualquer pessoa pode ter seus momentos documentados, por preços baixíssimo ou altos, por novatos ou profissionais de renome.

Na telefonia, viu-se como a abertura à competição (ainda que limitadíssima, no caso do Brasil), possibilitou a universalização dos celulares. Na Índia e na Guatemala, onde a liberalidade quanto às concessões de telefonia é grande, as tarifas estão entre as menores do mundo.

Na nova economia compartilhada, plataformas como AirbnbUdemyIndiegogo, que possibilitam trocas entre seus usuários, estão provocando uma verdadeira revolução de preços, qualidade e oferta.

Assim, quando nos deparamos com mercados aparentemente complexos e não conseguirmos imaginar como poderia se dar seu funcionamento sem uma regulamentação centralmente planejada, tentemos "uberizá-lo". Imagine um Uber para diaristas, contadores, advogados, médicos ou professores. Imagine um Uber para a compra de carros, eletrodomésticos ou comida.

Imagine que exista um aplicativo que conecte tomadores e prestadores daquele serviço, ou consumidores e produtores daquele bem. Imagine essa plataforma descentralizada, que dá aos usuários um poder real de avaliar e direcionar os preços, quantidades e qualidade desses bens e serviços.

Essa plataforma é o livre mercado. 

______________________________________

Leia também:

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Uma solução de mercado para a briga entre taxistas e Uber


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autor

Luciana Lopes e Adriano Gianturco

Luciana Lopes é formada em Direito pela UFMG e atua como consultora legislativa de finanças públicas.

Adriano Gianturco é doutor em Teoria Política, professor do Ibmec de Belo Horizonte, e autor do livro "O empreendedorismo de Israel Kirzner.



  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  13/09/2015 14:26
    Ou o brasil se livra do governo ou morre.
  • Aum de Abreu  13/09/2015 14:43
    Não adianta defender o Uber e apoiar, ao mesmo tempo, a regulamentação. As pessoas nao sabem, mas dependem da liberdade econômica para ter acesso a serviços de excelência. Nao adianta querer Netflix, Uber, sem entender conceitos básicos de Economia de Mercado, porque continuarão prestando desserviço ao Livre Mercado, já que bradam inadvertidamente por mais Estado em protestos, nos botecos, nas escolas, faculdades, quando estão no trabalho. Enfim, querem Uber e paradoxalmente querem mais atenção dos órgãos estatais para o caso, como se o Uber quisesse essa atenção estatal. É preciso conscientizá-los, já disse isso amiúde, e a internet não é suficiente. Temos que nos unir e ir às ruas para realizar esse trabalho voluntário. Só assim teremos força para tirar o governo da economia.
  • Anderson  13/09/2015 16:34
    Pois é.

    As pessoas querem liberdade com coleira. Acham que o governo tem o dever de fiscalizar tudo o que os "empresários malvados" fazem para evitar que eles, capitalistas, enganem o povo. Infelizmente, a pílula marxista faz efeito na cabeça do povo, em geral.

    É difícil tentar explicar que 1 mais 1 é 2, quando as pessoas são estimuladas a pensar que 1 mais 1 nunca poderá ser 2.

    Talvez, talvez, um canal aberto, na TV, que passasse lições básicas de economia resolveria parte do problema; porém, já se torna uma tarefa quase impossível não só pela falta de investidores, mas, sim, pela interferência governamental na transmissão de conteúdo televisivo.
  • Paulo Porciúncula  13/09/2015 15:40
    Os pseudo-intelectuais de esquerda vivem proferindo que o livre-mercado é provedor das desigualdades sociais e que atuam diretamente no enriquecimento dos mais ricos e no empobrecimento dos mais pobres.
    Cegos pela militância irascível e sucumbidos completamente à uma ideologia, tais ideólogos ignoram completamente o processo de livre-mercado aplicado diretamente na sociedade.
    O protecionismo e o intervencionismo (praticados em larga escala pelo estado) são os responsáveis diretos pela alta dos preços e pela baixa qualidade dos produtos e serviços fornecidos à população.
    O livre-mercado, por meio da livre concorrência, do empreendedorismo, da vontade de satisfazer o consumidor e pelas baixas taxações; é responsável direto no processo de melhoria na qualidade dos produtos e serviços e na queda dos preços; o que faz que a população mais pobre possa consumir produtos e serviços de alta qualidade a preços acessíveis.
  • Típico Universitário  13/09/2015 17:36
    Discordo dos dois lados. O certo é banir os carros COMPLETAMENTE. Já que o coxinha é preguiçoso demais para pedalar, vai ficar com preguiça de fazer manifestação. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    E as bicicletas têm de ser reguladas ambientalmente assim como o ritmo de pedaladas do ciclista, para que não ocorram acidentes que comprometam o SUS. Todo ciclista deverá pagar DPVAT e IPVA para colaborar com o projeto social do PT. Faz-se necessário a formação de Ciclo-Escolas onde o ciclista deverá passar por um treinamento extensivo de primeiros socorros, proteção ao meio ambiente e cidadania; além de 25 horas de aulas práticas sobre como pedalar de forma segura. Inúmeros empregos serão criados e teremos uma classe de ciclistas igualmente bem-educadas em comparação com a classe atual de motoristas opressores, cujo ensino imprescindível das auto-escolas compulsórias foi deturpado pela hierarquização das condições de condução.

    Todas as bicicletas deverão ter registro no DETRAN e vistorias prévias para tanto aquisição como venda. Bicicletas elétricas serão banidas pela Lei de Neutralidade de Ciclovias, na qual o legislativo determinará quais serão vendidas, de que marcas serão e como serão distribuídas para impedir os empresários de criar reservas de mercado e cartéis.

    Instantaneamente, todos os coxinhas fogem nadando do Brasil. kkkkkkkkkkkkk Perfeito. kkkkk'
  • Nenev  14/09/2015 12:49
    ""Discordo dos dois lados. O certo é banir os carros COMPLETAMENTE. Já que o coxinha é preguiçoso demais para pedalar, vai ficar com preguiça de fazer manifestação. ""

    Claro. Banir os carros e voltar a década de 30. E se alguém é preguiçoso o azar é dele, a vida é dele, se quiser andar de carro só pra ir até a esquina você não têm nada a ver com isso.

    ""E as bicicletas têm de ser reguladas ambientalmente assim como o ritmo de pedaladas do ciclista, para que não ocorram acidentes que comprometam o SUS. Todo ciclista deverá pagar DPVAT e IPVA para colaborar com o projeto social do PT. Faz-se necessário a formação de Ciclo-Escolas onde o ciclista deverá passar por um treinamento extensivo de primeiros socorros, proteção ao meio ambiente e cidadania; além de 25 horas de aulas práticas sobre como pedalar de forma segura. Inúmeros empregos serão criados e teremos uma classe de ciclistas igualmente bem-educadas em comparação com a classe atual de motoristas opressores, cujo ensino imprescindível das auto-escolas compulsórias foi deturpado pela hierarquização das condições de condução.""

    Já são regulada via impostos, se eu não me engano em 60%. Essas regulações tornariam a prática de andar de bicicleta mais caro do que manter uma moto.

    ""Todas as bicicletas deverão ter registro no DETRAN e vistorias prévias para tanto aquisição como venda. Bicicletas elétricas serão banidas pela Lei de Neutralidade de Ciclovias, na qual o legislativo determinará quais serão vendidas, de que marcas serão e como serão distribuídas para impedir os empresários de criar reservas de mercado e cartéis.""



    ""Instantaneamente, todos os coxinhas fogem nadando do Brasil.""


    Do jeito que o real anda vou abrir uma exportadora de coxinhas.
  • Marcelo  14/09/2015 13:59
    O Tipico qualquer coisa é um post de zoeira, ele nos diverte postando como a esquerda pensaria.
  • jackson  14/09/2015 14:20
    Nenev,

    velho, era uma ironia... e eu ri bastante...

    calma, velho!!
  • Nenev  14/09/2015 19:38
    Sim, como o filosofo e outros, mas para testar meu nível de refutação de esquerdinhas.
  • M.S. Batista  14/09/2015 16:41
    Aí fud#@&%... muitos universitários andam de bicicletas (a não o ser os filhinhos do papai).

    A UNE não aceitará e os estudantes irão até Brasília (uns de avião, uns de bicicleta e outros de carona) para protestar por mais ciclovias e a criação do programa "Mais Bikes", em nome do meio ambiente e pela redução do transito nas metrópoles.

    Para facilitar o consumo, os estudantes vão vão exigir que as "magrelas" venham de fábrica com porta-bagulhos (no sentido mais callejero da palavra). Afinal, é sempre útil um compartimento extra!
  • Típico Universitário  14/09/2015 17:07
    Irretocável adição do M.S Batista. A ausência de porta bagulhos é venda casada do fabricante que só pensa no seu lucro. Ele tira propositalmente o porta bagulhos da bicicleta saída de fábrica para que você tenha que pagar mais. É obsolescência premeditada, uma das mil e uma formas com que a burguesia tira dinheiro e oprime a classe dos ciclistas, além, é claro, da própria venda de carros, que é apropriação não-democrática do território do ciclista. Absurdo.

    O certo é o governo banir os carros. Vai sobrar coxinha bonhando no caribe tentando chegar em Miami. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Vai poupar o custo da matança desses parasitas.
  • anônimo  14/09/2015 23:13
    A internet, incluindo todos os seus insumos e periféricos, também é obra do opressor capitalismo.

    Assim sendo, proponho que o mortadelinha 'Universitário Típico' se abstenha do uso da internet e, caso queira fazer algum comentário ou réplica nesse site, que use uma MÁQUINA DE ESCREVER, feita por alguma estatal dos anos 60, para escrever seus comentários e o envie via CORREIOS para o Leandro, administrador desse site.

    Acho que assim fica coerente o discurso ideológico demagogo, não?
  • Injuriado  13/09/2015 17:44
    Isso não é motivo para nos animarmos. Isso é motivo para ficarmos chocados e desesperados com a enorme dissonância cognitiva do povo em geral, afinal, o mesmo povo que defende o Uber é aquele que critica as vans e diz que o estado tem que regulamentá-las para "não virar bagunça".
  • Anderson  13/09/2015 18:27
    A verdade é que muita gente não sabe o mínimo de economia, filosofia, história e política; acham que capitalismo de livre mercado é o exemplo que vemos, em nossos dias, do governo controlando tudo, e pensam que se liberar de vez o capitalismo (um livre mercado de verdade) o negócio degringola, o povo perde tudo para "O grande Capital" (seja lá que porra é isso, provavelmente deve ser um termo inventado por socialistas lunáticos).

    Infelizmente, o trabalho de engenharia social realizado pelos esquerdistas e estatistas foi enorme, conseguiram fazer com que as pessoas pensem de maneira estatizante.
  • Jonatham Torres   13/09/2015 19:05
    Fora o efeito de escancarar a índole criminosa da imensa maioria dos taxistas.
  • Luiz Philipe  13/09/2015 19:10
    Essa poderia ser uma oportunidade para eles exigirem menos regulamentações desnecessárias e impostos para poderem continuar competitivos, em vez disso, querem é tirar fora o competidor que oferece um serviço melhor.
  • Kiko Natali   13/09/2015 19:11
    O que me admira é o burrice dos taxistas por não perceberem a brecha que se abriu para a desoneração (impostos) e a possibilidade de terem mais liberdade. Lutam por impostos e dependência.
  • Joao Girardi  13/09/2015 18:22
    "Imagine um Uber para diaristas, contadores, advogados, médicos ou professores. Imagine um Uber para a compra de carros, eletrodomésticos ou comida. [...] Imagine essa plataforma descentralizada, que dá aos usuários um poder real de avaliar e direcionar os preços, quantidades e qualidade desses bens e serviços.

    Essa plataforma é o livre mercado. "

    Gostei muito dos 3 últimos parágrafos, um texto realmente orientado à guerra política.
  • Erik  15/09/2015 03:53
    Seria excelente mesmo essa liberdade de escolha, menos Estado controlador.
    Mas tem uma coisa que ninguém comenta: o Uber, o Airbnb( que já usei, por exemplo) são empresas privadas norte-americanas, logo, no caso da Uber por exemplo, tanto o motorista brazuca quanto o consumidor paga uma comissão para esta empresa, ainda que não se concretize a corrida. Tudo é feito via cartão, que é debitado da conta do usuário automaticamente.
    Com o Airbnb vem a ser a mesma coisa, a figura do corretor de imóveis existe, eles estão divulgando dentro desta plataforma, logo o consumidor paga comissão em dobro: uma para a empresa que "criou" esse site e outro pagamento para o corretor.

    O certo mesmo seria um Uber ou Airbnb direto: motorista-passageiro. Proprietário-locatário, sem a necessidade de pagar para um atravessador norte americano ou de quaisquer outras nacionalidades.

    Liberdade de negociação.

    Abraços a todos!
  • anônimo  15/09/2015 11:34
    "Mas tem uma coisa que ninguém comenta: o Uber, o Airbnb( que já usei, por exemplo) são empresas privadas norte-americanas, logo, no caso da Uber por exemplo, tanto o motorista brazuca quanto o consumidor paga uma comissão para esta empresa"

    E daí? É mais do que justo que a empresa privada norte-americana recebe parte do valor. São eles que facilitam a intermediação.

    "O certo mesmo seria um Uber ou Airbnb direto: motorista-passageiro."

    Fique a vontade para criar um aplicativo que una motoristas e passageiros e que não cobre absolutamente nada por isto.
  • Estefânia Moser   13/09/2015 19:06
    O Liberalismo é apenas o poder da sociedade em definir o que é melhor para si. O governo não tem capacidade moral para determinar o que é correto ou incorreto pois tudo que é feito por ele é baseado em interesses políticos e não pensando no bem do outro.
  • Alessandre Almeida   13/09/2015 19:06
    Resumindo, esquerdismo nada mais é que uma guinada à idade média, sistema que gera desmotivação e comodismo, totalmente avesso a quem gosta de desafios e totalmente bom para vagabundos.
  • Pepe Rodríguez   13/09/2015 19:08
    É caminho sem volta! Não tem como barrar a evolução e o progresso, quem tentou isso foi atropelado! Vide o caso histórico dos criadores de cavalos no séc. 19, queriam a proibição do uso dos motores à vapor e menosprezaram a mudança, afirmavam que nada iria substituir a força de tração de um animal! Depois, quando foram atropelados, afirmaram que iria causar grande desemprego...
  • Luiz Philipe   13/09/2015 19:09
    O que eu achei hilário foi Gregório Duvivier e Socialista Morena defendendo o Uber por ser um serviço melhor e mais acessível, depois se enrolando para se justificarem.

    Socialista é sinônimo de idiota.
  • Scolari  13/09/2015 20:15
    Sim, são indiscutivelmente idiotas. No entanto, não podemos nos esquecer que essas distintas pessoas estão enchendo seus respectivos rabos de dinheiro (do contribuinte) para massagear o ego do atual regime que nos oprime, o que os torna uns bons filhos dilma mãe.
  • Emerson Luis  25/02/2016 11:05

    Também achei hilário, impagável (lembrei-me aqueles comerciais da Master Card: "Não tem preço!"). Eles comemoraram que o Uber estava combatendo o capitalismo, quando na verdade era o oposto. Eles nem sabem e nem querem saber o que é realmente o liberalismo, o que importa é conquistar poder e riqueza criticando o capitalismo.

    * * *
  • Dam Herzog  13/09/2015 21:07
    A campanha vitoriosa pelo atraso promovida pelo sindicato dos taxistas de São Paulo e pela miope Câmara dos Vereadores que sancionou o atraso, deixou a população sem o direito de escolha e asfixiada pelo ação coerciva de participar de um cartel, guiados por interesses eleitoreiros. A população está sendo obrigada por uma Câmara de vereadores que ele mesmo elegeu a engolir a derrota do Uber. Mais uma vez a liberdade de escolha é retirada do povo. Chega de governo intrometendo em nossas atividades triviais do dia a dia. Nem escolher o meio de transporte podemos mais. Estamos precisando de um choque de Liberdade, pois o governo esta asfixiando o povo com suas regulamentações coercitivas sobre tudo.Não vemos nenhum pessoa defendendo a liberdade de não sermos coagidos. Privatizar, desestatizar, desregulamentar, pois o governo é sempre o problema. Com um prefeito que se diz marxista e estatista a lei certamente vai ser sancionada como está. Meus sentimentos de pesar ao povo de São Paulo.
  • Thiago Teixeira  13/09/2015 21:11
    O brasileiro é pragmático. O que ele achar que for melhor pra ele, ele vai defender. Vai procurar argumentos, embasamento teórico...
    É "bonzinho" com o "dinheiro público" porque não associa o custo diretamente ao seu bolso. E se estiver se aproveitando, será veementemente contra, nem que não arrume argumento.
    No caso do Uber, os ganhos são óbvios demais para serem ignorados, politizados ou mascarados; tento uma alternativa, ficou óbvio que não valia a pena ser fiel ao cartel do sistema municipal.

    Segue a opinião (embasada em pesquisa) de um especialista, também um pragmático:
    https://youtu.be/r9E8tVv_KW8
    youtu.be/R64VGUEt3g8
  • anônimo  14/09/2015 12:23
    Agora vai falar isso para um esquerdista e a resposta é sempre a mesma.

    "...Mimimi livre mercado não existe"
    "...Mimimi você acredita no deus mercado"
    "...Mimimi lembra da crise de 29"

    Maldito MEC.
  • Juan   14/09/2015 14:00
    Amizade......a foto publicada na notícia é uma foto de protesto na Franca.....com um photoshop horrível...(Placa-SP)....Por favor verifiquem sua fontes !!

    Abs!!
  • Don  14/09/2015 14:37
    Desculpe, amizade, mas a que notícia e a qual foto você se refere?

    A foto do artigo, obviamente, mostra uma Mercedes com uma placa claramente identificada como sendo da União Européia (continente em que os taxistas também visceralmente combatem o Uber, exatamente como aqui no Brasil), sem nenhum photoshop.

    No aguardo.
  • cmr  14/09/2015 14:06
    Vamos, em breve, precisar de um Uber da vida para comprar armamento militar, para a grande guerra contra o grande Leviatã.
    Paranóia minha ? será que o grande Leviatã, se vendo na iminência da inanição, não fará nada contra o livre mercado ?.

    Pode se preparar para comprar o seu primeiro rifle de assalto, usando bitcoins, rsrsrsrs
  • Eco Táxi Passos  14/09/2015 14:12
    Me desculpem os filósofos, economistas, e demais profissionais competentes que expõe suas opiniões a respeito de nossas vidas. Mas a questão aqui fou muito mais além do que um app propondo melhorias no transporte de passageiros. Na democracia os governos tem obrigação de regulamentar os serviços públicos. E se o governo atual não corresponde as expectativas e anseios do povo, é outra história. Cabe ai, o povo se mobilizar formando opiniões melhores através da Internet, que é totalmente livre. Quanto ao UBER, é um serviço ilegal, que poderia ser oferecido pelos próprios taxistas, caso houvesse uma melhor formação de nossa classe. O detalhe é que tudo precisa ser complicado para se obter uma solução e se transfomar em votos depois. Tudo no Brasil depende da política. Para de reclamar e venha fazer parte dela, porque só assim poderemos deixar um legado melhor para nossas futuras gerações.
  • Anderson  14/09/2015 15:28
    Me desculpem os filósofos, economistas, e demais profissionais competentes que expõe suas opiniões a respeito de nossas vidas.

    O assunto não se trata somente de vossas vidas, mas, sim, das vidas dos consumidores que são impedidos de usufruir do dinheiro do trabalho para poder escolher o transporte de cada dia.

    Mas a questão aqui fou muito mais além do que um app propondo melhorias no transporte de passageiros. Na democracia os governos tem obrigação de regulamentar os serviços públicos.

    Não defendo democracia. Mas, se quiser falar de democracia, aponte em que lugar é dito que governos DEVEM REGULAMENTAR TODOS OS SERVIÇOS PÚBLICOS, traga fontes e/ou citações de filófos clássicos defensores da democracia.

    E saiba que muito do que o governo mete a mão para fazer poderia ser oferecido por um mercado livre. E, também, entenda que transporte não é algo inerente a governos (o carro é feito por empresa, que é comprado por pessoas, nada de governo, ah, e o governo só aparece para tributar e regulamentar), ou seja, é uma relação entre empresa e consumidor, oferta e demanda; não entre governo, empresa e pessoa. O governo é apenas um intruso nas trocas voluntárias.

    Quanto ao UBER, é um serviço ilegal, que poderia ser oferecido pelos próprios taxistas, caso houvesse uma melhor formação de nossa classe.

    Ilegal, sei... O estado diz que algo deve ser ilegal e pronto, torna-se algo impróprio. Saiba que escravidão já foi considerado legal, exterminar indivíduos de outra raça, de outra classe já foi algo considerado legal. E você acha que só porque algo é ilegal quer dizer que esse algo é ruim, imoral.

    O detalhe é que tudo precisa ser complicado para se obter uma solução e se transfomar em votos depois.

    Ah, pois é, e você é um dos defensores dessa complicação, você é um dos defensores da burocracia...

    Para de reclamar e venha fazer parte dela, porque só assim poderemos deixar um legado melhor para nossas futuras gerações.

    Não, obrigado, não quero me sujar com essa lama que é a política. E saiba que você, ao defender a regulamentação (coerção sobre indivíduos que não estão fazendo nada de errado) não deixa legado positivo nenhum para as futuras gerações. Você apenas quer perpetuar esse ciclo de burocratização/estatização da sociedade brasileira.
  • M.S. Batista  14/09/2015 16:47
    Observe que ele diz:

    "Quanto ao UBER, é um serviço ilegal, que poderia ser oferecido pelos próprios taxistas, caso houvesse uma melhor formação de nossa classe."

    Leia-se: os taxistas se acham burros demais para trabalhar com o sistema Uber. No mínimo, são tecnologicamente analfabetos. No máximo, sabem operar um cambio automático.
  • Pobre Paulista  14/09/2015 15:59
    Eu nunca mais pego um táxi na minha vida. Digo isso para todos que conheço e estou convencendo alguns a tomarem esta medida também.

    Pode chorar à vontade. Em breve te darei uma esmolinha na esquina.
  • Prof. Orloff  14/09/2015 15:59
    Nossa, lógica circular MONSTRO na argumentação do Eco Taxi Passos. Infelizmente ele (como muitos) vive preso tão profundamente no mangue burocrata tupiniquim que esqueceu como as coisas deveriam ser, e passou a adotar a famosa postura derrotista de pressupor que as coisas são assim porque assim elas são. Essas pessoas, mesmo sem querer, passam a defender o grande mantra burocrata: "Se estiver funcionando, taxe. Se continuar funcionando, regule. Se parar de funcionar, subsidie". É triste ver alguem defender a causa dos seus próprios problemas.
  • Echo Uber Walkers   14/09/2015 16:50
    Me desculpem os filósofos, economistas, e demais profissionais competentes que expõe suas opiniões a respeito de nossas vidas.

    'Nossas' quem, cavalheiro? O 'nossas' se refere ao cidadão pagador de impostos ou o 'nossas' se refere aos membros da guilda a qual o senhor presumivelmente faz parte?

    Mas a questão aqui fou muito mais além do que um app propondo melhorias no transporte de passageiros.

    Sim, você vai muito mais além. Para nossa infelicidade.

    Na democracia os governos tem obrigação de regulamentar os serviços públicos.

    Pelo visto, o senhor não é leitor regular desse site, caso contrário, saberia a opinião corrente aqui sobre a democracia. Para expandir seus horizontes, sugiro a leitura dos seguintes artigos:

    E se eu lhe disser que a democracia é uma fraude?
    Democracia é o oposto a liberdade e tolerância
    A democracia estimula o pior tipo de competição
    O principal argumento em prol da democracia é contraditório e não se sustenta

    E se o governo atual não corresponde as expectativas e anseios do povo, é outra história.

    Povo não tem expectativas. Pessoas têm expectativas. E não se trata de um problema de atender a expectativas, trata-se de uma questão moral. O estado se mantém através de roubo e, assim sendo, sua existência não deve ser tolerada. E, a título de argumentação, mesmo que a existência do estado pudesse ser considerada legítima, não há razão para o estado interferir em trocas voluntárias feitas entre pessoas pacíficas.

    Cabe ai, o povo se mobilizar formando opiniões melhores através da Internet, que é totalmente livre.

    A internet, por enquanto é livre, mas o governo está dando um jeito nisso: Marco Civil da Internet - as soturnas previsões vão se confirmando e Projeto de lei prevê punição a quem falar mal de políticos na internet

    Quanto ao UBER, é um serviço ilegal, que poderia ser oferecido pelos próprios taxistas, caso houvesse uma melhor formação de nossa classe.

    Se os taxistas têm um monopólio garantido pelo estado (como todo monopólio) por que diabos os taxistas iriam se preocupar em prestar um serviço minimamente decente para seus clientes? Se o cliente quiser usar um transporte individual, ou pega táxi, ou pega um táxi. O Uber faz o sucesso que faz justamente porque apareceu como uma alternativa e esse odiento monopólio (como todo monopólio é).

    O detalhe é que tudo precisa ser complicado para se obter uma solução e se transfomar em votos depois.

    O detalhe é que o estado precisa criar um problema que não existia para depois se vender como a solução. O estado, tal qual o flanelinha, precisa se vender como a proteção para um mal que ele mesmo irá causar se não for remunerado da forma que deseja. O estado precisa fazer isso porque é assim que criminosos vivem.

    Tudo no Brasil depende da política. Para de reclamar e venha fazer parte dela, porque só assim poderemos deixar um legado melhor para nossas futuras gerações.

    É verdade, tudo no Brasil depende dessa merda chamada política, sendo que, verdade seja dita, nada precisaria fazer parte da política. E, sinto dizer, mas a solução para o crime não é eu me tornar um criminoso. Isso pode até resolver o problema da criminalidade para o meu lado, mas não há qualquer justiça em fazer parte da gangue estatal e agredir inocentes para obter meu ressarcimento.
  • RAFFS  14/09/2015 17:39
    "Na democracia os governos tem obrigação de regulamentar os serviços públicos."

    Por quê? E se não quisermos que seja assim? Não podemos ser contra?
  • Edujatahy  14/09/2015 18:15
    Caro taxista.
    Eu ERA consumidor da sua máfia. Eu nunca mais serei.

    Eu nunca usarei serviço de táxi. Eu todas as pessoas próximas a mim também estão se convencendo.

    Sua classe representa o atraso. Cliente de vocês eu nunca serei!
    Não tolero grupos mafiosos querendo se meter em como gasto meu dinheiro.
  • Thiago Teixeira  15/09/2015 01:34
    1) Não defendemos que o governo tenha obrigaçào de regilamentar nada.

    2) Uber ilegal? Porque o cartel dos taxis conseguiu pressionar algumas prefeituras a cederem e lançá-lo à margem da lei. Imoral é a lei, não o Iber.

    3) Você é o represante de uma cooperativa de táxi, operadora de cartel?
    Ou é dono de alvarás de táxi, explorador de motoristas?
    Ou é um taxista, explorado pelos dois primeiros?

    4) Em nenhum dos tres casos temos a obrigacao de ter pena de voce. Especialmente nos dois primeiros. Os consumidores não obrigação moral nenhuma de sustentar mafioso.
    No último caso, voce tem salvação, e pode até se beneficiar: compre seu carro, cadastre-se bo Uber e preste seu serviço sem ser explorado. Em vez de ser submetido ao cartel, submeta-se à preferencia do consumidor. (Mera sugestão, não tenho poder de te obrigar a nada)
  • LEG  15/09/2015 17:03
    O taxista aí ao invés de aprender a usar o APP UBER e agregar um diferencial na profissão dele, prefere ficar choramingando para o governo. Aí não dá amigo.
  • Analista de Bagé  14/09/2015 16:07
    Ou o povo termina com o Estado, ou o Estado termina com o povo. "Uberização" da economia já!
  • M.S. Batista  14/09/2015 16:32
    "Outros ainda apontam que, a depender do legislador, estaríamos ainda usando máquinas de escrever, e que a Uber já é suficientemente regulamentada pelos seus próprios usuários. Todos argumentos clássicos, há séculos defendidos pelos liberais e libertários, feitos espontaneamente por pessoas que, por ignorância ou opção, provavelmente torcem o nariz quando ouvem falar em "liberalismo"."

    As máquinas de escrever podem ser comparadas aos taxis tipo "Siena, Voyage, Corsa Sedan", que estamos acostumados a ver nas ruas. Observem que o Uber não roda com qualquer tipo de carro, mas geralmente conta uma clientela exigente.

    Afinal, como diz o "Barba": "Corolla, Civic, Accord, Camry, Fusion, são carros da burguesia. Nóis anda é de 1.0!" Um grande FDP para um povo com o mesmo nível e adjetivado do mesmo jeito.
  • Carlos  14/09/2015 16:54
    Gostaria de acreditar nesse texto, mas infelizmente o que mais vejo são pessoas pedindo "regulamentação", "taxar as igrejas e os mais ricos". Os artistas que mais fazem sucesso são os que defendem o socialismo/estado. Além disso o que vejo são os politicos atuando fortemente para manter o status-quo.

    Os ideais marxistas já são o padrão de pensamento da população. A lavagem cerebral já aconteceu. O melhor a fazer é abandonar a nau enquanto ainda da tempo de se salvar.
  • ANDRE LUIS  15/09/2015 12:53
    Vamos Uberizar o GOVERNO!

    É incrível que, numa plataforma como o Mises Brasil, não tenham pelo menos 01 (uma) pessoa que defenda o mesmo processo de melhoria aplicado com sucesso pelo mercado, só que na vida pública.

    Funciona assim; se a representação política é ruim e não representa mais os governados, que se crie outra e a substitua, ora bolas. Nunca entendi por que as pessoas são tão abertas a inovação no mercado, mas "travam" ao pensar em aplicar o mesmo princípio no setor público.

    Hoje existem soluções P2P via blockchain aplicados a eleições, tornando-as absolutamente transparentes e invioláveis. Pode-se ter com isso um parlamento e um executivo atuando de forma paralela sem causar nenhuma ruptura revolucionária, apenas da mesma forma que se tolera a existência simultânea de computadores e máquinas de escrever, "uberistas" e taxistas, e-mail e fax e etc. Como tudo mais, depois de um tempo, o próprio mercado (eleitores) irá escolher entre as opções ofertadas.

    A chave aqui é criar a alternativa. Isso é um processo relativamente grande, mas longe de ser inviável. Seu principal obstáculo não é físico mas ideológico, por isso o apoio dos "guardiões da destruição criativa" é essencial. Vamos lá pessoal! Todos pelo Parlamento Virtual!


  • Andre Cavalcante  15/09/2015 14:45
    Olá

    Muito boa mesmo a ideia. E aí, quando sai a versão 1.0 alfa pra gente testar?

  • ANDRE LUIS  15/09/2015 17:30
    Beleza André, já somos 2.

    Por favor entre neste site www.ethereum.org. Há ali uma plataforma disponível que pode ser adaptada a diversos projetos, inclusive eleições. Creio que seja uma boa opção de início.
    Depois de criada a rede vem a parte da divulgação, cooptando candidatos e eleitores. Criado o Parlamento Virtual, este irá deliberar tal como o original, promulgando e revogando leis.

    A partir dai estaria criada uma alternativa. Caso fosse melhor do que a que temos, muda-se. Isso tudo sem necessidade de revoluções sangrentas e golpes de estado.


  • Edujatahy  15/09/2015 14:57
    Tenho uma melhor.
    Que tal criarmos o governo soberano individual?
    Cada indivíduo é soberano de seu corpo e de sua propriedade e obrigado a se relacionar com outros indivíduos através de tratados (contratos) e negociações?

    Seria bom não?
  • Rennan Alves da Costa  15/09/2015 15:40
    A situação fica ainda mais preocupante quando taxistas se organizam até na Dinamarca.

    Danish taxi drivers to protest against ride-hailing service Uber.

    Seria este fato o precursor para o retorno dos poderes sindicais dinamarqueses?
  • Anderson  15/09/2015 15:46
    Já li notícias de taxistas se organizando em várias cidades e países do mundo, nos EUA, França e etc.
  • Sergio R. M. da silva  15/09/2015 20:12
    Chamam-me a atenção os argumentos - e não apenas os dos defensores do aplicativo Uber - dos brasileiros (estou a me referir aos cidadãos comuns, e não aos "doutores") em defesa do livre-mercado; argumentos que revelam desconhecimento das teorias econômicas, e que estão vazados no linguajar popular, em muitos casos vulgar; argumentos de condenação aos sindicatos, que até outro dia eram tratados como instituições confiáveis, guardiãs dos direitos dos trabalhadores, defensoras de melhorias para os seus associados, protetoras da população, inimigas de empresários inescrupulosos, gananciosos, desumanos, sórdidos capitalistas ocidentais, que, em busca de lucro, exploram os trabalhadores - até extrair-lhes o sangue, a alma –, trabalhadores indefesos, desprotegidos, que, sem o escudo e a lança dos audazes, corajosos e abnegados sindicalistas, morreriam à mingua, viveriam na rua da amargura, comeriam o pão que o diabo amassou. Enquanto os brasileiros apresentamos, em defesa do livre-mercado, da livre-associação, argumentos, repito, que não estão sustentados por teorias econômicas, mas escorados pela experiência, que lhe provou a nocividade da economia socialismo, os economistas – que, presume-se, estão mais bem preparados para diagnosticar os processos econômicos – insistem em defender idéias hostis ao livre-mercado, e favoráveis às práticas que estão a produzir miséria e injustiça.
    Os brasileiros conhecemos os benefícios do livre-mercado assim que o Uber aportou no Brasil? Os brasileiros já usufruíamos do livre-mercado, principalmente nas barracas instaladas, em todo o território nacional, nas feiras livres, na 25 de março -, que, sabemos, possui filiais, em todo o território nacional -, e sempre usamos de nossa inteligência, de nossa destreza, do nosso jeitinho, como dizem, para nos esquivarmos do alcance dos tentáculos do Estado. Não era incomum, antes do advento do Uber, os brasileiros reclamarmos da carga tributária, das taxações, das regulamentações, das regras que roubavam de todos nós a paciência, a tranquilidade, e inspiravam-nos, no dia-a-dia, comentários hostis ao governo, ao Estado, aos burocratas das estatais. Talvez as idéias, antes do Uber, ainda estivessem um pouco difusas na sociedade, idéias que, agora, com o Uber, convergiram para um ponto, e adquiriram consistência, coerência; e os brasileiros, agora, conseguimos ver, com clareza, o cenário, e expor, com firmeza e convicção, a nossa opinião acerca do que vemos, e distinguir as personagens nele representadas.
    Muitos economistas, nos seus artigos, publicados nos maiores jornais do Brasil, estão, infalivelmente, a condenar a cultura burocrática portuguesa de há séculos, cultura burocrática que o Brasil herdou, e a apresentá-la como a fonte de todos os males que nos afligem, a nós, brasileiros, e não apontam as mudanças da conduta dos brasileiros, que adotamos, há muito tempo, uma postura, direi, desburocratizada, ao assimilarmos as novas tecnologias, diferindo, portanto, da cultura das instituições, que praticam a mais rombuda e asnática cultura burocrática, e dos intelectuais que lhes dão suporte teórico.
    Parece-me que os brasileiros nos libertamos dos males da cultura portuguesa – aspectos que aos portugueses historiadores e economistas atribuem -, no tocante à burocracia estatal. Quem de tais males não se libertaram foram os políticos, os intelectuais, e muitos economistas, que subscrevem toda política que amplia o peso da burocracia estatal, que acrescenta novas regras inúteis; aliás... Tenho de me corrigir: Os políticos, os intelectuais e os economistas que defendem idéias estatizantes, idéias vão ao encontro de práticas que ampliam o Estado e que mantêm reservas de mercado, não são herdeiros da cultura portuguesa – e, por extensão, da ibérica -; são eles esquerdistas renitentes, socialistas convictos, marxistas empedernidos, cientes de que os ideais que defendem são prejudiciais às sociedades, mas impingem aos portugueses todos os vícios, como se a eles devêssemos lançar a culpa por todos os males que os brasileiros enfrentamos. Os portugueses são os bodes expiatórios. Portugal nos é apresentado como o vilão da nossa história. E ainda há quem acredita nesta patacoada. Querem que tenhamos raiva e vergonha de Portugal, a Pátria-mãe. Mas não podemos nos esquecer, e repito, que os nossos males nascem de práticas estatizantes de políticos - e de intelectuais e de artistas que os secundam, todos em defesa do seu quinhão, da sua parte do bolo -, que estão a nos extorquir por meio de impostos, taxas, e o que mais se inventa para nos arremessar na miséria.
    Seria interessante pensarmos como agiríamos, nós, brasileiros, se não houvesse monopólio no mercado de fornecimento de água, no de energia elétrica, se não houvesse reservas de mercado no setor de telefonia, no de combustíveis, no de planos de saúde, no de administração de cartões de créditos, no bancário. Se os brasileiros não pagássemos tantos impostos, se, no Brasil, para se empreender, não fosse tão custoso – os grandes empresários, já com o mercado em suas mãos, não defendem redução de impostos e desregulamentação -, os brasileiros teríamos, em todos os setores da economia, à disposição mais empresas, que concorreriam entre si para nos fornecer os produtos que desejamos adquirir, e usufruiríamos do melhor dos mundos.
    A luta que se trava, hoje, para legalizar o Uber, em território nacional, trava-se, ou travar-se-á, para a legalização de outros aplicativos, de outras tecnologias - como a impressora 3-D -, que revolucionarão os mercados mundiais. As empresas monopolistas - monopolistas com reserva de mercado legalmente constituído escorada por regulamentações estatais, que inibem a entrada de novas empresas, de novos concorrentes, e não monopolistas em mercado livre, aberto – um dia, talvez, defenderão mudanças nas regras do jogo de mercado, não para ampliar a concorrência; o farão apenas depois de dominarem as novas tecnologias, e, com o emprego delas, controlarem o mercado, mantendo, assim, o monopólio de que gozam hoje, e, então, declararão, de nariz empinado, que estão a oferecer serviços melhores (melhores, comparados aos que ofereciam anteriormente) aos consumidores - serviços melhores poderão vir a oferecer, sim, mas não concederão aos consumidores liberdade para escolherem as empresas das quais desejem comprar produtos de sua preferência (é o que se vê no mercado de telefonia e no de combustíveis).
    Acredito que a devastação provocada, no Brasil, pelos partidos políticos de esquerda (e qual partido político brasileiro não é de esquerda?) fez com que os brasileiros despertássemos, e abríssemos os olhos, e nos perguntássemos porque pagamos tão caro por serviços de má qualidade, e associássemos as práticas petistas com os serviços prestados pelo governo, e concluíssemos que o governo nunca está interessado em oferecer-nos serviços de boa qualidade, não importando qual seja o seu orçamento, qual seja a carga tributária - se o governo cobrar 120% de imposto sobre tudo o que o Brasil produz, entendemos, hoje, ele nos entregará serviços de má qualidade, quando entregar algum serviço; e parcela considerável da fortuna extorquida ao povo mediante impostos e taxas as mais diversas, o governo a desperdiçará com salários de funcionários públicos nomeados pelos seus padrinhos, e outra parcela ele a desviará para os cofres de governos estrangeiros autoritários. A luta está apenas começando. Os brasileiros defendemos a liberdade; o governo e os que do governo dependem, defendem as regulamentações, as estatais, os impostos.
    E Portugal... Ora, Portugal!
    Até quando se condenará Portugal por pecados que são nossos?
  • Emerson Luis  25/02/2016 11:06

    Eu NÃO leio comentários gigantes, em especial aqueles maiores do que o artigo.

    * * *
  • anônimo  18/09/2015 13:01
    Caros companheiros.
    Gostaria de me desculpar por expor a opinião de um mero taxista (sustentável)que se preocupa e busca soluções para a nossa e as futuras gerações. Acredito que o taxista precisa agregar diferencial na profissão, talvez com um app similar ao discutido UBER, e com certeza aprimorando e buscando conhecimento em prol ao atendimento de qualidade. Por acreditar em atitude, faço minha parte oferecendo aos meus clientes um serviço que compensa a poluição que provoca. Não se promove mudanças redigindo texto num site de ideais grandiosos, "SÓ A POLÍTICA" e as pessoas que tem a coragem de enfrentar la, e atingem o poder, podem faze las. Então senhores, precisamos descer de nosso pedestal e tomar atitude, fazer a diferença, e lutar pelos nossos ideais atravez da política, pois só assim podemos atigir nossos objetivos.
    Por menos critica e mais atitude.
  • Edujatahy  18/09/2015 13:38
    Caro taxista anônimo.
    Gostaria de me desculpar por expor a minha opinião afinal sou um mero cliente.
    Eu como cliente tenho poucas exigências, uma delas é o meu direito de escolha.
    Me incomoda muito quando um grupo tenta impor sobre mim, mero cliente, que eu seja obrigado a escolher apenas o que este grupo deseja.
    Desta forma, eu humildemente digo. Não. Não irei ceder. Enquanto este grupo tiver representação política eu não irei ceder. Se os taxistas me quiserem como cliente só uma forma, que ELES desçam do pedestal e saiam da política nojenta que se meteram (com seus sindicatos corruptos). Até lá. Meu suado dinheiro nenhum taxista pega.

    Pode vir multa, pode vir o que quiser. Eu não irei entrar em táxi enquanto existir sindicato de táxi envolvido com o estado.

    Que tal esta atitude para você? É o suficiente?
  • M.S. Batista  18/09/2015 18:37
    Sr(a) taxista,

    Nesse site, não é usual o termo "companheiro", a não ser que seja referindo pejorativamente a determinada prole, classe, figuras non gratas...

    Você está defendendo o seu umbigo, apenas olhando para o seu bolso, ao invés de pensar no ganho da sociedade, da liberdade econômica.

    Mas vamos à sua idéia:

    "Gostaria de me desculpar por expor a opinião de um mero taxista (sustentável)que se preocupa e busca soluções para a nossa e as futuras gerações."

    Deve se desculpar mesmo... e a melhor forma de se preocupar com as futuras gerações seria não tentar manter esse cartel FDP que existe no seu meio profissional. E as futuras gerações poderão ser muito mais honrosas se vocês abrirem mão da ajuda estatal que paira sobre a sua patota.


    "Acredito que o taxista precisa agregar diferencial na profissão, talvez com um app similar ao discutido UBER, e com certeza aprimorando e buscando conhecimento em prol ao atendimento de qualidade. Por acreditar em atitude, faço minha parte oferecendo aos meus clientes um serviço que compensa a poluição que provoca."

    Você busca soluções de um app similar ao Uber? Então você está concordando que o Uber é eficaz. Outra: você pelo menos saberia atender a um cliente que fale inglês ou espanhol? Se respondeu que NÃO, deveria buscar CONHECIMENTO! Mais uma: o seu carro possui pelo menos 120 cavalos de potência, banco em couro, ar condicionado? Se não, deveria buscar QUALIDADE! Agora, confesso que fiquei confuso sobre o que seria "serviço de táxi que possa compensar a poluição". Deveras, deve ser algo de outro mundo, proveniente de algum ambientalista, como reutilizar a fumaça... vai saber!

    "Não se promove mudanças redigindo texto num site de ideais grandiosos, "SÓ A POLÍTICA" e as pessoas que tem a coragem de enfrentar la, e atingem o poder, podem faze las.

    Sim, SÓ A POLÍTICA e as pessoas que tem CORAGEM PARA DE UTILIZA-LA A SEU FAVOR podem fazer o que vocês taxistas querem. De fato, só pessoas que necessitam do ESTADO E DA POLÍTICA para ter seu negócio funcionando pensam assim.


    "Então senhores, precisamos descer de nosso pedestal e tomar atitude, fazer a diferença, e lutar pelos nossos ideais atravez da política, pois só assim podemos atigir nossos objetivos.

    Ao contrário... vocês estão SUBINDO no pedestal para exigir, ATRAVÉS DA POLÍTICA, a manutenção do monópolio que obriga as pessoas a utilizarem dos seus (des)serviços, pagando o preço que vocês combinam com o governo, enquanto outra pessoa, com carro até melhor que o de vocês, faria com mais agilidade, mais conforto e O MAIS IMPORTANTE, MAIS BARATO. Façam a diferença, façam diferente: DEIXEM O MONOPÓLIO ACABAR, CONCORRAM DE IGUAL PARA IGUAL COM OS OUTROS. Conseguirão fazer melhor?

    "Por menos critica e mais atitude."

    Façam uma auto-crítica: será que eu consigo competir em um livre mercado? Se sim, tenha ATITUDE e saia da zona de conforto.
  • Anonimo - Apenas por opcao  18/09/2015 15:21
    Gostaria de saber por que todo o socialista-comunista-marxista-pederasta contemporâneo agora chama as pessoas a quem ele discorda, porém sem argumentos racionais, de Coxinha? Será que no seu limitadíssimo vocabulário não existem outros salgadinhos?
  • felipe  18/09/2015 16:04
    O termo coxinha era inicialmente atribuído aos policiais. Por algum motivo ele foi sendo expandido a todo o pessoal de direita, talvez devido aquela falsa associação da direita com a policia repressora.

    Hoje, pode-se dizer que o termo coxinha é aplicado a qualquer um que crítica o governo.

    No final das contas não passa de mais um esforço de ridicularizar as críticas inserido preconceitos na mente das pessoas, uma tática claramente desonesta, mas bem eficaz - principalmente quando se tem uma população burra como a nossa.
  • Occam's Razor  18/09/2015 17:20
    Eu apostaria em uma verdadeira associação da esquerda com a bandidagem em geral.
  • Emerson Luis  25/02/2016 11:01

    Os drogadictos e/ou outros esquerdistas chamavam os PMs de "coxinhas" em referência ao fato destes comerem este salgado em seu expediente, talvez na hora do almoço. Ou seja, é um termo pejorativo contra todos os que trabalham e prezam valores liberais/conservadores.

    * * *


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