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Milhões, bilhões, trilhões: o desastre do socialismo venezuelano se intensifica

O quase completo socialismo que impera na Venezuela voltou ao noticiário. 

Durante os últimos dois anos, a crise econômica do país vem se desenrolando a um ritmo crescentemente desastroso: à medida que a moeda foi se depreciando, a carestia foi se acelerando de maneira galopante.  Consequentemente, o governo decretou um abrangente controle de preços, o que fez com que a escassez de bens — inclusive alimentos e remédios — se intensificasse.  A escassez, por conseguinte, empurrou as pessoas para o mercado negro, o que elevou ainda mais os preços dos bens essenciais.

A lista de itens básicos ausente das prateleiras dos supermercados, que começou com papel higiênico — o que levou o governo a ocupar uma fábrica de papel higiênico, com o uso maciço de força militar, para garantir uma "distribuição justa" dos estoques disponíveis —, foi gradualmente se expandindo para abranger também absorventes, xampu, farinha, açúcar, detergente, óleo de cozinhar, pilhas, baterias e caixões.

E, por causa do aparelhamento e da subsequente destruição da estatal petrolífera PDVSA, bem como do racionamento de preços da gasolina, a Venezuela, que é o quinto maior produtor de petróleo do mundo, teve de se tornar importadora de petróleo (outrora o principal item de exportação do país).

Venezuela-food-line-Reuters.pngA escassez generalizada obrigou os venezuelanos a, rotineiramente, terem de pedir permissão para faltar ao trabalho e assim poderem ficar o dia inteiro em longas filas nas portas dos poucos supermercados que ainda têm alguns produtos à venda. 

Além daqueles que se ausentam do trabalho, também há aqueles que acordam de madrugada para ir para as filas.  E há aqueles que vão para as filas no horário do almoço.  Os venezuelanos estão o tempo todo enviando mensagens de texto no celular para dar informações sobre filas.  Eles se transformaram em especialistas em filas.

Nessa reportagem, um jornalista da BBC tenta comprar apenas 8 itens básicos na Venezuela.  Ele só consegue comprar 3, tendo de recorrer ao mercado negro para conseguir o resto; e só no dia seguinte.

A mais recente estimativa — mostrada no vídeo acima — é a de que um venezuelano gasta, em média, 8 horas por semana na fila de um supermercado para conseguir comprar itens essenciais.

Uma pesquisa do Instituto Cendas, que é venezuelano, revelou que mais de um terço dos gêneros alimentícios não mais são encontrados nas prateleiras de absolutamente nenhum supermercado.  Adicionalmente, os vegetais encarecem a um ritmo de 32% ao mês, as carnes sobem 22% também mensalmente, e o feijão dispara 130%, também a cada mês.  Consequentemente, o prato básico do venezuelano, contendo arroz e feijão, se tornou um luxo.

No entanto, o que está no noticiário atualmente — e que é a raiz de todo o desarranjo da economia venezuelana — é a moeda da Venezuela, o bolívar.  O valor do bolívar está desabando feito uma pedra.  O gráfico a seguir, elaborado pelo professor Steve Hanke, da Johns Hopkins University, mostra a evolução da taxa de câmbio do bolívar em relação ao dólar americano.  A linha vermelha é a taxa de câmbio oficial declarada pelo governo; a linha azul é a taxa de câmbio no mercado paralelo.

venezuelan-bolivar.jpg

Taxa de câmbio bolívar/dólar no mercado paralelo (linha azul) versus taxa de câmbio oficial declarada pelo governo (linha vermelha)

Vale ressaltar que, como mostra o gráfico, em agosto do ano passado, um dólar custava 100 bolívares no mercado paralelo.  Em maio desse ano, o bolívar já havia desabado acentuadamente, com um dólar valendo 300 bolívares.  Agora em agosto, o dólar já está se aproximando dos 700 bolívares. 

Isso implica uma desvalorização da moeda nacional de 86% em apenas um ano.

O Banco Central da Venezuela, obviamente, parou de divulgar os valores oficiais da inflação ainda em dezembro de 2014, quando a cifra calculada pelo próprio governo havia chegado a 68%.

Essa desvalorização do bolívar está fazendo a carestia disparar na Venezuela.  Para economias altamente estatizadas, a desvalorização de uma moeda no mercado paralelo — que é o único verdadeiro livre mercado operando nessas economias — é o mensurador que melhor estima o real valor dessa moeda.  O princípio da paridade do poder de compra (PPP), o qual vincula alterações na taxa de câmbio a alterações nos preços, permite estimativas confiáveis para a inflação de preços.

O gráfico a seguir, também do professor Hanke, mostra a evolução da verdadeira inflação de preços que está ocorrendo na Venezuela:

venezuelan-inflation.jpg

Inflação de preços oficial divulgada pelo governo (linha vermelha) versus inflação de preços implícita (linha azul) acumuladas em 12 meses.

Ou seja, a atual inflação de preços na Venezuela — a real, e não aquela divulgada pelo governo — ultrapassou o estonteante valor de 800% ao ano, o que mostra que o país está em hiperinflação.

Essa combinação de hiperinflação e rígido controle de preços — recurso favorito dos governos populistas — está gerando o supracitado desabastecimento generalizado, esvaziando as prateleiras dos supermercados do país

Com uma moeda inconversível e que ninguém quer portar — nenhum estrangeiro está disposto a trocar sua moeda pelo bolívar, pois não há investimentos atrativos na Venezuela —, nenhum empreendedor na Venezuela está tendo acesso a dólares.

E, sem acesso a dólares, todas as importações, mesmo a de produtos básicos e essenciais, como remédios, estão praticamente paralisadas.

O suprimento de remédios está acabando. Salas de cirurgia estão fechadas há meses, não obstante centenas de pacientes estejam na fila de espera para cirurgias.  Algumas clínicas privadas são capazes de manter a sala de cirurgias funcionando porque conseguem contrabandear dos EUA, sem que o governo venezuelano possa interceptar, remédios essenciais.

Com a falta de remédios, os venezuelanos estão tendo, humilhantemente, de recorrer a medicamentos para cachorro.  Como consequência, os próprios cachorros também começaram a sofrer, já que esse aumento da demanda por medicamentos veterinários está diminuindo a oferta disponível de remédios para serem usados nos próprios cachorros.

Está havendo também uma escassez de contraceptivos, o que vem aumentando a taxa de gravidezes indesejadas no país.  Para piorar, também há escassez de fraldas e leite, itens essenciais para os recém-nascidos.

A revolta dessa venezuelana na fila do supermercado fala por si só:

A inconversibilidade da moeda venezuelana está causando até mesmo o desaparecimento da cerveja, uma vez que os produtores nacionais não mais estão conseguindo importar a matéria-prima necessária — malte e cevada — para a fabricação da bebida, pois não conseguem trocar bolívares por dólares.

A única entidade na Venezuela que ainda tem dólares é o governo, e é ele quem decide qual empresa pode receber dólares para importar bens.  No momento, por causa de sua escassez — e da acelerada perda de reservas internacionais, causadas justamente pela necessidade de importar itens básicos — a ração de dólares está suspensa.

Essa situação de penúria gerada por uma moeda inconversível e por controles de capital é fatal para todo o bem-estar de uma nação.  O economista austríaco Friedrich Hayek já havia alertado para isso.  Em seu livro O Caminho da Servidão, lançado no longínquo ano de 1944, ele alertou que:

Não há melhor exemplo prático de um abrangente controle econômico sobre todos os outros aspectos da vida do que na área do câmbio.

À primeira vista, nada parece afetar menos a vida privada do que o controle estatal das transações em moeda estrangeira, e a maior parte das pessoas olha com total indiferença para a introdução dessa política. No entanto, a experiência de quase todos os países europeus ensinou-nos a considerar essa medida um passo decisivo no caminho do totalitarismo e da supressão da liberdade individual.

Ela constitui, com efeito, a sujeição completa do indivíduo à tirania do estado, a eliminação definitiva de todos os meios de fuga — não somente para os ricos, mas para todos.

Quando o indivíduo já não tem liberdade nem de viajar nem de comprar itens estrangeiros básicos, como livros e revistas, e quando todos os meios de contato com o exterior se limitam aos aprovados [pelo governo], o controle efetivo [sobre a população] torna-se muito maior do que o exercido por qualquer governo absolutista dos séculos XVII e XVIII.

Já Ludwig von Mises, em seu livro A Teoria da Moeda e do Crédito, publicado originalmente em 1912, já alertava:

É impossível compreender totalmente a ideia de uma moeda forte sem antes entender que a própria ideia de moeda forte foi criada para ser um instrumento para a proteção das liberdades civis contra investidas despóticas de governos.  Ideologicamente, a moeda forte pertence à mesma classe das Constituições e da Declaração dos Direitos dos indivíduos.

ke2Ec47.jpgRecentemente, uma foto de um venezuelano utilizando uma cédula de 2 bolívares como guardanapo para segurar uma empanada tornou-se viral na internet.  E o motivo é a perfeita ilustração do que Mises disse acima: se a moeda é fraca, ela perde toda a sua função de meio de troca, e passa a ser utilizada em aplicações mais cotidianas.

Uma cédula de 2 bolívares vale muito menos que US$ 0,01 (na prática, vale um terço de um cent, ou US$ 0,003).  Já um pacote de guardanapos custa, atualmente, de 500 a 600 bolívares. 

Essa foto é pavorosamente parecida com as fotos oriundas do episódio da hiperinflação alemã na época da República de Weimar, em que o índice da inflação de preços mensal saltou de 100% em julho de 1922 para 29.500% em novembro de 1923. A cédula de 100 trilhões de marcos foi criada e as impressoras do Reichsbank passaram a imprimir dinheiro ao ritmo recorde de 74 trilhões de cédulas de marcos por semana.

Como consequência dessa inflação de dinheiro, os alemães passaram a utilizar as cédulas como lenha para fogueiras e para fogões.

the-truth-about-weimar-the-hyperinflation-horror-story-that-still-haunts-europe-today.jpgHistory-mystery-907-sm.jpg

Por ora, podemos apenas especular a extensão do estrago que esse episódio trará à poupança dos venezuelanos.  À medida que as notícias sobre a economia do país vão sendo reveladas, é inevitável não ter aquela sensação de horror. 

Essencialmente, todos os governos do mundo controlam suas moedas da mesma maneira que o governo Maduro.  Varia apenas a intensidade com que cada governo destrói o poder de compra de suas respectivas moedas.  Ao redor de todo o mundo, o que temos no âmbito monetário é socialismo puro, de modo que todas as moedas nacionais estão sujeitas unicamente ao poder político. 

É inevitável imaginar (e temer) quantos outros desastres econômicos terão de ocorrer até que se torne claro que o socialismo — de todos os tipos, tamanhos e graus de intensidade — é impraticável, intolerável e indesculpável.

_____________________________________

Carmen Dorobat, pós-doutoranda em economia na Universidade de Angers e professora na Bucharest Academy of Economic Studies.

Leandro Roque, editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.


1 voto

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Diversos Autores

  • Cleiton  31/08/2015 14:30
    [/ironic]
    Vale a pena quando é pra reduzir a desigualdade social...
    [/ironic]
  • Gustavo  31/08/2015 14:44
    Sua cara quando socialistas e esquerdistas realmente acreditam nisso.
  • David  31/08/2015 15:36
    o socialismo é uma teoria fracassada, que não ajuda no progresso humano. A outras maneiras de organizar a sociedade. O socialismo de certa forma é ditatorial. Na real ele iguala a pessoas por baixo e não por cima.
  • Luiz Soares  31/08/2015 15:50
    kkkkkkkkkkkkk Essas desculpas dos socialistas
    são boas mesmos. São ótimas piadas.
  • Pobre Paulista  31/08/2015 17:14
    Mas de fato a desigualdade caiu. O socialismo é um sucesso absoluto!
  • Nenev  31/08/2015 20:17
    Sim, muita igualdade: todos miseráveis.
  • Miguel Heinen   31/08/2015 14:42
    E tem gente que defende este sistema (regime) de governo para o Brasil! Impressionante a estupidez dos socialistas!
  • Estudante de Humanas da FFLCH  01/09/2015 12:09
  • Bruno Gudet  01/09/2015 12:51
    Trabalhar que é bom...
  • Mais um  01/09/2015 15:09
    E o pior é que alguém paga essa "conta" compulsoriamente...
  • Andreia Consulin Amorim   31/08/2015 14:43
    Meu Deus! Como o ser humano pode cometer os mesmos erros do passado e não enxergar o quanto está enganado e o quanto está prejudicando milhares de pessoas? Será isso maldade pura? Eu não consigo compreender o que de tão valioso um ditador ganha com o sofrimento e a destruição de tanta gente.
  • Adelson Paulo  31/08/2015 17:21
    Mas sempre há uma solução: nomear os inimigos externos e internos, insuflando o nacionalismo e criando um clima de medo e ódio junto à população, para justificar o aumento do controle do Estado sobre a economia e a vida dos cidadãos. Agora a Venezuela está em conflito com a Colômbia, expulsando centenas de pessoas nas áreas de fronteira, além de ter surgido um conflito com a Guiana por petróleo. Maduro pode ainda aproveitar a situação no Brasil, e bradar contra os golpistas imperialistas que querem derrubar os governos "democráticos" da América Latina.
    "O patriotismo é o último refúgio dos canalhas." Samuel Johnson
  • Jair Duarte Pêgo Junior   31/08/2015 14:43
    Atenção: hiperinflação em qualquer economia da América Latina gera efeitos colaterais em TODA a América Latina!
  • Antônio Marcos Arduini Gonçalves  31/08/2015 14:44
    A situação deles é tão tensa que eles estão traficando comida na Venezuela.

    www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/08/150821_contrabando_venezuela_ab
  • Nelio  31/08/2015 14:47
    Curioso pra saber a opinião dos "Intelectuais" de Esquerda sobre mais esse "sucesso" do Socialismo, ah esqueci, quando da errado não é Socialismo, é ~INSIRA O NOME DO DITADOR~ + ISMO

  • André Salgado  31/08/2015 14:49
    O dólar está nesse momento 31/08 as 11:12 a R$ 3,67.....A esquerda pira e o quilo do pão vai para 15zão.

    Lacra 13.....bando de pão com mortadela.
  • Felix  31/08/2015 14:49
    Venezuela Hoje é o Brazil de amanhã!
    aguarde que chegamos aí,
    mais rápido do que esperávamos
  • Cléo  31/08/2015 15:45
    É inevitável imaginar (e temer) quantos outros desastres econômicos terão de ocorrer até que se torne claro que o socialismo — de todos os tipos, tamanhos e graus de intensidade — é impraticável, intolerável e indesculpável.(Carmem Dorobat)
  • Douglas  31/08/2015 17:10
    Os líderes socialistas e burocratas estatais sabem perfeitamente disso.

  • cmr  31/08/2015 15:57
    Temos que entender: O estado é INIMIGO do povo, do país, da nação.

    Parece que as ditas criptomoedas são a única saída para a sanha estatal, é torcer para que essa idéia evolua.
  • Pobre Paulista  31/08/2015 17:34
    Cuidado que ja já alguém aparece aqui citando alguma medida do estado para combater a inflação que merece ser comemorada, afinal seria um passo na direção correta.
  • André  31/08/2015 16:15
    Os Venezuelanos estão se esforçando para igualarem a economia deles à economia Alemã, de 1923.
  • Típico Universitário  31/08/2015 16:26
    Enquanto os venezuelanos SE EXERCITAM, as coxinhas engordam com a comida que o PT colocou na BOCA de vocês. Ah é, lembrei, também tem a matinal BATIDA DE PANELAS para queimar as gordurinhas. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Quem está causando a fome na Venezuela é a conspiração do capital internacional. Se isso não está acontecendo no Brasil, é ao PT que vocês têm de agradecer.

    A Venezuela é exemplo do que acontece quando o livre-mercado é deixado tomando conta da produção.

    Atualmente, o Estado só está regulando a distribuição, o que está gerando este "desastre" do artigo acima. A solução para o Maduro agora é alistar a população em campos produtivos e tomar todos os meios de produção. Só aí o estado vai gerir tudo do início ao fim e coxinha terá de inventar crise para reclamar na Venezuela. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Sou do levante, estou com Maduro.

  • cmr  31/08/2015 17:08
    Dê a descarga por favor.
  • Santos  31/08/2015 17:18
    Por acasa você venderia qualquer mercadoria e receber a prazo pra alguém que você tem certeza que não vai te pagar?
  • Rodrigo Westphal  31/08/2015 17:25
    Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Seria puramente cômico, se não houvesse quem verdadeiramente acredita nisso...
  • Opinador  31/08/2015 17:28
    Zueira detected...rs
  • Joao Girardi  31/08/2015 17:52
    Você me faz rir, vá para o Gulag.
  • Vinicius Zucareli  31/08/2015 17:55
    Triste mesmo é a gente não saber nem ao certo se é ou não zoeira, visto que tem tanta gente pensando desse jeito aqui no Brasil.
  • Alguém  31/08/2015 20:25
    Vai lá ficar com ele (Maduro que é verde) e mande um venezuelano empreendedor no teu lugar, a economia agradece...
  • Mais um  01/09/2015 15:11
    Quando é um sucesso = mérito do Estado.

    Quando fracassam (sempre!): é culpa dos E.E.U.U.
  • Erandur Dawnstar  01/09/2015 15:57
    Típico Universitário
    huehuehueh

    alguem por favor de uma vaga vip no gulag mais proximo para esse homem kkkk
  • A.Augsuto  08/10/2015 16:50
    Socialismo não funciona. Estudar, aprender, trabalhar e crescer. Liberdade individual, livre mercado, propriedade privada. Triste ver mais uma País que sofre com esse regime falido. Pessoas humilhadas, sedentas por trabalho, por liberdade, e um governo cego. Um estado, mais um, que não sabe amarrar os sapatos. Fora populismo, socialismo, comunismo. Enquanto isso, Israel, Alemanha, Irlanda, etc....crescem com liberdade, riquezas e muito trabalho.
  • Jarzembowski  31/08/2015 16:41
    O que mais me entristece é saber que essa gente nunca vai prestar contas por toda a morte, miséria, sofrimento e retrocesso que causaram e continuam causando.
    Mesmo que a pilha de cadáveres seja da ordem de centenas de milhões, essa ideologia satânica e perversa permanece senão imaculada, ao menos com crédito o bastante pra ser implementada sempre uma vez mais.
  • alguem  31/08/2015 16:46
    Imagina quantos dramas pessoais deve estar acontecendo agora na Venezuela. Se no Brasil a vida já é difícil, por lá eles devem estar matando uns aos outros.
  • Douglas  31/08/2015 17:08
    A Venezuela é o segundo país mais violento do mundo. Só atrás de Honduras.
  • Ronaldo  31/08/2015 17:24
    Quanta ingenuidade senhores, estudam tanto e economia e ainda não perceberam que o culpado é o boicote internacional das empresas e do Imperialismo americano?

    #ironic
  • Thiago Teixeira  31/08/2015 17:58
    Rapaz, Mises provou a impossibilidade do socialismo em 1922 (!!!), houve nao sei quantas mil hiperinflações desde essa época, e continuam cometendo os mesmos erros de novo, de novo e de novo...

    O ser humano é uma espécie muito BURRA...

    PS.: queria dar uma trollada, mas depois do Típico Universitário, não tive mais o que zoar... Kkkkk...
  • Sandro Lima  31/08/2015 20:02
    Eu do é risada!
    Tem que se ferrarem mesmo! são burros! Gente burra tem que passar fome mesmo...




  • Marcos  31/08/2015 20:15
    Esse site não compreendeu a verdadeira alma de Marx e Mujica. Temos que nos desprender do dinheiro! é só um mero papel, coisa de capitalista que não da valor as coisas boas da vida. Igualdade a todos



    #SouMaduro
  • Mais um  02/09/2015 15:52
    Quais são, no seu entender, as coisas boas da vida? Cite-as.
  • Andrea  08/12/2015 11:16
    Primeiro, compre uma passagem para a Venezuela só de ida, segundo, doe todo o seu dinheiro pra mm, seja feliz!
  • Andre  08/12/2015 13:15
    Mas eu acho que se ele gosta de Marx deveria ir é pra Coréia do Norte, ou pra Cuba.
  • Bruno  31/08/2015 20:27
    Mais um texto excelente,meus parabéns!IMB cada vez mais refutando a esquerdalha.


    Aproveitando o espaço amigos,gostaria de pedir um pequeno favor a vocês aqui do IMB.
    É o seguinte:

    Sou estudante de direito(não serei um burocrata parasita relaxem!kkk)e tenho um professor bem democrata,que adoraaa falar do ''estado democratico de direito'' e nos livros dele ele vive defendendo o estado,a soberania das leis e etc,parece ate mesmo meio progressista kkkkk.
    Sendo assim,ele é muito exigente também,tenho ate medo de nas provas e nos trabalhos contestar oque ele diz,medo de querer me ferrar na correção!Mas pra min a verdade e razão esta acima de tudo,portanto irei ate o final de uma discussão e não irei me curvar sob ele,manterei minhas posições e as defenderei ate o final!
    Portanto,agora no mês de setembro,terei um trabalho da matéria dele para apresentar(é Direito Constitucional a matéria).O tema é comparar qualquer artigo,garantia ou qualquer coisa mesmo da constituição Brasileira com a de outro país.
    O tema que eu escolhi foi: O artigo 170 da C.F que diz sobre a garantia da livre concorrencia,propriedade privada e etc(aquele que foi usado para não proibir o UBER).Escolhi também falar um pouco no trabalho sobre os direitos trabalhistas.
    Sendo assim,terei que montar e apresentar um trabalho comparando a C.F Brasileira com a dos EUA a respeito dos Direitos trabalhistas e o art 170 da C.F

    Gostaria de pedir a ajuda de vocês para conseguir algumas fontes que falam desse tema,inclusive sobre os estados mais liberais e menos liberais dos EUA.Porque tem um cara na sala que é democrata(veio ate querer me dizer que 1929 era livre mercado,mandei ele ver oque o Federal Reserve fez entre 1920-1930 e depois voltava a fala cmg.kkk) e ai ele com certeza vai querer fazer umas perguntas na hora pra tentar me refutar,portanto links mais liberais facilitariam para argumentar.

    Então repetindo: Preciso de fontes,materiais e artigos que falam sobre a ''Constitucionalidade Americana'' das leis trabalhistas e garantias de propriedade,livre concorrencia e os demais temas tratados no nosso ART 170 da C.F.Porque irei comparar a constituição brasileira com a americana nesses temas.

    É uma oportunidade que terei de convencer as pessoas na sala de que o estado não resolve nada e so atrapalha e também a oportunidade de refutar o professor e ''colega'' democrata.

    Ficarei muito grato e feliz se puder contar com a ajuda de vocês e ja separei alguns artigos daqui do IMB(se quiser mandar artigos daqui não tem problema);

    Obrigado pela atenção e grande abraço!

    Bruno
  • Mr. Capitalism  31/08/2015 22:30
    Caro Bruno, se você pensar em usar alguns argumentos sobre a moralidade das leis você pode usar algumas passagens do livro A Lei de Frederic Bastiat. Esse livro é excelente, ele toca bem fundo na questão da moralidade das leis, o senso comum é que todos devem respeitar as leis mesmo que seja clara a imoralidade delas, ou seja, o indivíduo se torna escravo de letras num papel. Uma das melhores partes do livro é quando Bastiat relata o conflito de um indivíduo em relação à lei: " O cidadão de frente a leis imorais deve manter sua própria moralidade, desrespeitando-as e correndo o risco de ser preso, ou deve respeitá-las e conviver para sempre com sua fraqueza moral?
  • Bruno  01/09/2015 00:34
    Obrigado pela ajuda e atenção de todos!
    Irei conferir as dicas!

    Abraço!
  • Lopes  31/08/2015 23:22
    Judge Napolitano fez um brilhante trabalho sobre como a constituição americana é relativizada em prol das agendas dos políticos na forma de várias aulas dadas ao Mises Institute. Ele também tem um excelente livro chamado The Constitution in Exile sobre justamente como a constituição americana foi sequestrada e feita irrelevante com o passar do tempo. Infelizmente, não creio que o livro tem tradução em português ainda.
  • Anon  31/08/2015 23:24
  • Thiago Teixeira  31/08/2015 23:25
    Se o Marinho pudesse te ajudar, ia ficar top.
  • Rhyan  31/08/2015 21:08
    OFF - Leandro, me ajuda com uma dúvida, por favor: Aumento de salário mínimo gera inflação?
  • Lopes  31/08/2015 23:15
    Não sou o Leandro, mas 'não'; muito possivelmente, pelo contrário. Quando há mais dinheiro na economia (inflação), haverá a tendência de um aumento dos salários nominais com decréscimo no poder de compra (salários reais); pense no preço dos salários como se fossem um insumo qualquer e terá clareza sobre isso.

    Um aumento no salário mínimo apenas significará que os trabalhos mais improdutivos na economia (feitos por pessoas com baixo capital humano, geralmente) terão suas margens de lucro negativadas e tais pessoas com baixa produtividade perderão o emprego OU terão de trabalhar na informalidade. Se o salário mínimo amanhã fosse 10000 reais por hora, por exemplo, não significaria que todo brasileiro teria mais dinheiro em mãos, significaria somente que todos aquelas frentes de trabalho em que não há expectativa de render 10000 reais por hora acabariam (ou tentariam passar para a ilegalidade) e seus funcionários seriam demitidos.

    Nenhuma lei estatal muda o mundo ou a natureza.

    Se uma tribo indígena decretar que seus membros apenas trabalharão 1 hora por dia, isso não significará que viverão como marajás; mas sim que morrerão de fome pois não são produtivos o bastante (não detém os bens de capital - maquinário, por exemplo - necessários) para tão pouco serviço.

    Se você quer verdadeiramente aumentar os salários reais da população e melhorar sua vida, o melhor que você pode fazer é com bens de capital.
  • Lopes  31/08/2015 23:18
    Sugiro o seguinte artigo.
  • Thiago Teixeira  31/08/2015 23:22
    Desculpa me meter.

    Aumenta salários de funcionários públicos, por isso gera inflação sim. E no caso do Brasil, pressiona a Previdencia pública.

    Além de pressionar os empregadores de pessoas com baixa produtividade, que ganham por ali em torno de 1 salário mínimo.
  • Leandro  31/08/2015 23:30
    No mundo real, em que a oferta monetária está em contínua expansão, sim.

    Caso a oferta monetária fosse rigidamente fixa, aumentos salariais impostos pelo governo fariam, de um lado, com que as empresas ficassem com menos dinheiro para investir e contratar (o que gera redução na demanda, ou seja, pressão baixista nos preços); e, de outro, os agraciados com o aumento salarial teriam mais propensão a gastar (o que estimula a demanda e gera pressão altista nos preços). 

    Nesse cenário, há um zero a zero.

    Já num cenário realista, em que há um contínuo aumento da oferta monetária, a demanda dos agraciados com um novo salário aumenta normalmente (como no exemplo anterior), ao passo que a redução das empresas nos investimentos e na contratações ocorre de maneira menos intensa do que no exemplo anterior (afinal, o contínuo crescimento da oferta monetária, o que gera aumento das receitas das empresas, faz com que haja mais dinheiro do que no primeiro exemplo para as empresas gastarem tanto com contratação quanto com investimentos).
  • Joaquim Saad  31/08/2015 23:59
    E em economias onde a quantidade de dinheiro fosse imutável (i.e. sem expansão de base monetária e multiplicação de depósitos por reservas fracionárias, ou mesmo em um CB c/ balanço de pgtos neutro), o valor do PIB também seria sempre constante nesta moeda ?

    Neste caso, a queda de preços inerente ao aumento da oferta de bens e serviços seria a medida real do "crescimento" desse tipo de economia ?

    Mas então como saber o quanto dessa deflação se deve de fato a produção, e não a um ocasional entesouramento financeiro como reserva de valor (sem aplicá-lo em qq coisa) ?

    ps: quais textos no IMB ajudam a compreender melhor a questão (além daquele do Kel Kelly) ?

    Obrigado.
  • Marcos  01/09/2015 00:10
    Este artigo dá uma boa ideia:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2013
  • Rhyan  01/09/2015 00:27
    Obrigado pessoal!

    Meu raciocínio era o seguinte: O governo é quem mais contrata trabalhadores por salário mínimo além de outros bônus baseado nele. Então quando o mínimo aumenta, aumentariam os gastos e o déficit. O governo venderia mais títulos públicos para arrecadar, os bancos perderiam mais reservas financiando o déficit e o BC entraria para reajustar a liquidez de uma maneira mais brusca.

    Está correto?
  • Leandro  01/09/2015 00:47
    Irretocável.
  • Joaquim Saad  01/09/2015 03:25
    Valeu pela dica !

    Interessante o conceito de PPR, mas minha dúvida é quanto ao cálculo de PIB em unidades monetárias numa economia c/ oferta estanque de dinheiro.

    O valor ($) absoluto do PIB seria também constantemente igual de um ano p/ outro em termos financeiros (portanto, c/ variação sempre nula), passando a "saúde" dessa economia a ser aferida de forma proporcional à deflação verificada nos preços ?

    Mas daí como saber se a queda geral no valor (monetário) de bens e serviços foi por conta de uma maior disponibilidade destes itens no mercado, ou se tal efeito foi ocasionalmente devido a uma eventual retenção de dinheiro por algumas pessoas e/ou empresas ?

    Alternativamente, seria viável mensurar o PIB (ou, idealmente, o PPR) através dos quantitativos físicos produzidos por cada setor da economia, como as maçãs no exemplo do Joseph Salerno (www.mises.org.br/Article.aspx?id=2013) ou as bananas no artigo do Leandro (www.mises.org.br/Article.aspx?id=297) ?!

    Grato.
  • Joaquim Saad  31/08/2015 21:33
    Durante viagem a trabalho aos EUA em Nov/2005, lembro-me de ir a um aeroporto de lá num táxi dirigido por uma venezuelana de meia-idade, que contou ter abandonado seu país havia 1 ano por causa da forte deterioração em curso na qualidade de vida, e que já estaria (a senhora) relativamente bem na "América" p/ onde inclusive conseguiu levar toda a família, p/ bem longe daquele "loco populista" do caudilho Chávez e de toda aquela terra horrível.

    "Abra o olho", continuou . "O Lula é igualzinho, e o Brasil vai pelo mesmo caminho!", concluiu a motorista ao me entregar o troco.

    Bem, ela já acertou quanto aos "camaradas"...
  • Patrícia Moura  01/09/2015 00:40
    Eu fico muito triste em ver a situação que se encontra a Venezuela. Lembro de uma postagem que vi no Facebook: No socialismo,as pessoas fazem filas a espera de alimentos e no capitalismo os alimentos esperam pelas pessoas. Algo tão simples ir no mercado e ter vários produtos a sua disposição, e as vezes não achar sua marca preferida,mas saber que vai encontrar em outro estabelecimento. É lamentável
  • Padawan capitalista  01/09/2015 01:02
    Uma pergunta ao Leandro: A internet não seria uma alternativa que viabiliza o calculo econômico no socialismo? Vou explicar: se todas as transações fossem realizadas por um aparelho eletrônico(smartphone) via internet e não por moeda, e ele estivesse ligado a um computador central que fizesse o cálculo da demanda e enviasse a indústria para produzir mais aquele produto que foi demandado, não seria uma forma de criar um sistema de preços no socialismo?
  • Leandro  01/09/2015 01:08
    Mas isso foi tentado no Chile de Allende: uma economia centralmente planejada por um computador gigante.
  • Jedi anarcocapitalista  01/09/2015 03:01
    Ora, ora. Então a idéia por trás do Projeto Vênus é mais antiga do que parece.
  • Yoda  01/09/2015 02:49
    Caro Padawan,

    Esse é um erro comum quando se fala em otimização por computador. Há um jargão comum nesta área que é: qualquer coisa que puder ser medida e comparada, então pode ser otimizada, isto é, é possível ter alguma função de mérito sobre a qual se decida a respeito do conjunto de dados medido (se tal coisa é melhor que outra, etc.).

    Note então que é preciso duas coisas para uma economia planificada funcionar: se meça a economia (os valores das transações econômicas) e uma função de mérito (uma função que descreva a economia e diga, em seu mínimo global, que tal ou qual transação é melhor do que outra alternativa. E isso tudo tem que acontecer em tempo real.

    Uma primeira questão é: temos essa função que descreva o que é melhor, em termos econômicos, para toda a economia mundial (ou, ao menos uma pequena cidade)? Para isso seria necessário modelar a "vontade" de cada um participante de todas as transações alcançadas pelo nosso sistema hiper/mega/parrudo inteligente de computação. Vamos admitir que tal algoritmo exista - as melhores propostas (mas ainda bem longe da realidade) é através da modelagem de vários tipos de distribuições através de agentes inteligentes em um sistema multiagente.

    Uma outra questão é: como medir o valor de cada transação e de todas as alternativas possíveis à ela, a fim de que o algoritmo acima descrito (se existisse) pudesse fazer o seu trabalho de otimização. Sabe-se que a melhor forma de medir a economia é o sistema de preços (logo, valores monetários, moeda, portanto, dinheiro).

    Outra limitação é mais trivial: todo e qualquer processamento leva tempo. Assim, um programa de computador que efetivamente pudesse computar toda a economia teria que ter capacidade de tomar decisões na ordem de tempo em que as transações ocorrem. Já podes ver que o problema é, prá já, impossível de ser alcançado, nas duas frentes: quanto maior o número de transações, maior o número de alternativas que o algoritmo deve computar e, por consequência mais tempo ele leva para tomar alguma decisão; por outro lado, quanto maior o número de pessoas envolvidas, maior o número de transações e mais transações são realizadas em uma unidade de tempo qualquer (segundo, por exemplo). Então, somente para tratar uma pequena população, talvez fosse possível criar algo (por exemplo, os sistemas especialistas financeiros que ajudam na tomada de decisão de dar ou não crédito para alguém, e que as instituições financeira já utilizam), mas fazer isso para um conjunto crescente de transações é virtualmente inalcançável: quanto mais o algoritmo deve executar mais rapidamente, mais ele vai gastar tempo porque o número de transações é maior.

    Outro erro comum é quando se fala em controle. Controlar é fazer com que os agentes na ponta realizem, no caso, a melhor transação que foi escolhida pelo sistema. De nada adianta se eu puder calcular a melhor alternativa (otimizada) e não puder impor tal decisão aos agentes. Questão crucial: é fácil fazer pessoas se comportarem de tal forma que passem a seguir cegamente o que um sistema informático lhe diz? Sob o meu entender, só há uma forma de controle efetivo para este caso, que é através da propaganda e da violência, e que são coisas que vão muito além do mero programa de computador (para o bem da argumentação, vencendo as limitações colocadas acima).

    Abraços

  • Lucas C  02/09/2015 14:17
    Ótima resposta.
    Mas faltou ainda mencionar o valor marginal dos produtos e serviços. Um produto pouco demandado e barato pode passar a ter imenso valor por modismo ou alterações inesperadas no ambiente. E o tal computador central trabalharia com dados do passado e não do futuro. Ineficácia e/ou escassez logo seguiriam.
    Nada melhor que a descentralização para um sistema complexo funcionar. Small is beautiful. Sugiro a leitura de Antifrágil, de Nassim Taleb, para melhor compreensão.
  • Investidor  01/09/2015 02:53
    O socialismo é uma fábrica de miséria mesmo. Não tem jeito.

    Leandro Roque, será que a Dilma vai cair realmente? Qual seu palpite?

    E você acha que o Brasil vai perder o grau de investimento?
  • Gastador  01/09/2015 13:00
    Não sou aquele a quem sua pergunta é dirigida, mas permita-me apresentar meu palpite. Haveria 3 formas pelas quais a presidente poderia cair: a) renúncia, b) impeachment ou c) golpe militar (ou intervenção militar democrática, se você preferir). Nenhuma dessas três hipóteses tem boas chances de ocorrer, porque:

    a) um socialista/comunista se gruda ao poder como chiclete se gruda ao cabelo ou como uma tênia se gruda às tripas;

    b) o governo ainda tem a maioria no Congresso e, mesmo que não tivesse, a própria oposição não está entusiasmada com a idéia do impeachment. Alguns se opõem por causa da manutenção do ambiente institucional, pois entendem que é melhor um governo ruim democrático do que um governo ruim imposto na base da canetada. Alguns se opõem porque devem no cartório e, se manifestarem abertamente pelo impeachment, sabem que o PT fará surgir das entranhas do inferno um dossiê ou uma onda de denúncias contra aqueles que falarem demais. Alguns se opõem porque são simplesmente idiotas. Mas fato é que não há ambiente para o impeachment ser sequer votado, quanto mais para ser votado favoravelmente à saída da presidente;

    c) os oficiais-generais são putinhas do PT, afinal, desde 2003 quem nomeia os nomeia é o Presidente da República. Se aqueles putos aparelharam o STF, você acha que eles não fariam o mesmo com aqueles que seguram as armas?

    Enfim, esqueça, a presidente vai ficar no poder até o dia em que ela for passar a faixa para o Lula, nosso próximo presidente.
  • Investidor  01/09/2015 16:42
    Sim, é verdade. Socialista tem um apego visceral ao poder. É impressionante. É por isso que nunca considerei a hipótese da renuncia. É mais fácil um elefante sair voando que essa terrorista acéfala varpalmares renunciar.

    O foda é que vai ser muito difícil o povão despachar esse pessoal do PT. É que latinoamericanos têm um apego muito grande a populistas não obstante o enorme estrago que causam. É um troço mórbido. O fulano desemprega, dispara a inflação e violência, rouba e sucateia tudo, empobrece, etc. mas chega na eleição e se reelege ou faz seu sucessor. Olha a Argentina. A Cristina vai fazer seu sucessor provavelmente.

    É um caso de estudo mesmo essa capacidade que o populismo tem de se manter no poder.

    Como explicar o fato de que as pessoas estão cada vez mais fudidas e mesmo assim não largam o algoz?

    O povão é que nem mulher de malandro mesmo.


  • Andre  01/09/2015 17:10
    Latino americano é um povo idiota mesmo.
    Se não fosse idiota a América Latina seria formada por países desenvolvidos.
  • Marcelo  01/09/2015 12:31
    OFF:
    lembro que vocês publicaram um texto sugerindo um plano de governo para o próximo presidente do Brasil.
    Com a aproximação das eleições municipais, gostaria de fazer uma pergunta:
    o que um vereador poderia fazer de útil para ajudar uma cidade, sendo liberal/libertário?
    ele teria possibilidade de mudar alguma coisa?
    tem como ajudar a melhorar alguma coisa de dentro do sistema atual, sendo apenas vereador?
    abraço!
  • Henrique Zucatelli  01/09/2015 14:00
    Não fico nem um pouco triste com o que acontece na Venezuela. É escolha do povo, lá como cá, e isso não se resume as urnas, mas a todo o conjunto da sociedade que adora vantagens, populismo e mamata.

    Hoje mais do que nunca existem dois países no mesmo território: dos que trabalham, e dos que mamam. Os que trabalham estão bem, vivendo, lutando, aqui ou pelo mundo se assim quiserem. Já os que mamam estão roendo as unhas: ou perderam a fonte, ou vão perder, seja por corte, seja pela inflação que faz o funcionalismo público virar escravidão branca em tempos assim (guardo o relato do caso dos médicos que ganham mais vendendo frutas que dando aula).

  • André  01/09/2015 17:08
    "É escolha do povo, lá como cá, e isso não se resume as urnas, mas a todo o conjunto da sociedade que adora vantagens, populismo e mamata.".

    Também penso assim.
    Apenas se a maioria da população fosse formada por liberais que valorizam o livre mercado é que faria sentido pensar que eles são meras vitimas de um governo intervencionista.
    O que ocorre é que a maioria é a favor da forte intervenção do estado na economia.
    E apenas uns poucos liberais/libertários são as vitimas.

    Se a pessoa, por exemplo, prega que o governo institua um "bom salário minimo" via canetada e está desempregada ela simplesmente não tem do que reclamar.
    Ou se a pessoa prega que a Petrobrás não seja privatizada e que o governo deve proibir/dificultar a importação de combustíveis e depois reclama que o combustível está caro ela também não tem do que reclamar.
    A lista de coisas que os brasileiros pregam que causa problema a eles próprios é imensa.
    E esse é o caso da maioria dos brasileiros.
  • Mais um  01/09/2015 19:45
    Henrique,

    Muitos dos que defendem o Estado é porque nao conhecem o outro lado. A maioria das pessoas estão acostumadas e simplesmente não conseguem ver outro arranjo possível. São mais de 15 anos no poder, com boicotes de toda espécie.

    Agora concordo com você: os que, ainda que sabendo da causa central, continuarem a aprovar esse tipo de governo, de que a solução virá com o saque de lojas, mercados (roubando dos empreendedores para dar a quem não mereceu), perseguições ideológicas, realmente merecem ficar nessa mesmo.
  • Henrique Zucatelli  01/09/2015 21:06
    Mais um, são quase 100 anos. Isso começa com Vargas.
  • Mais um  02/09/2015 15:49
    Quando disse "15 anos", me referi ao chavismo naquele país.

    Infelizmente, são pouquíssimas as pessoas que conseguem se ver fora do assistencialismo estatal. O cômodo é mais fácil aos olhos de quem não quer saber de nada. O grande problema é que isso é a maioria da população. E a maioria, numa democracia.....
  • Leandro  01/09/2015 19:04
    Cinco mil pessoas, a Guarda Nacional, gás lacrimogêneo, uma idosa de 80 anos pisoteada até a morte, 75 feridos.

    Apenas mais um dia em um supermercado estatal venezuelano:

    www.telegraph.co.uk/news/worldnews/southamerica/venezuela/11832443/Woman-80-trampled-to-death-in-Venezuelan-supermarket-stampede.html
  • Tupamaro  01/09/2015 19:36
    Eu ri muito mais do que deveria. Pobre coitada.

    #YoSoyChávez
  • Davi  26/08/2016 21:28
    Fascista detectado.
  • RR  01/09/2015 19:19
    Esse é o destino do Brasil, se nada for feito para tirar esse governo que está aí. Precisamos tirar da política de uma vez todos esses partidos e grupos de esquerda, e recomeçar tudo de novo. Mas sem uma baita revolução popular, digo dos cidadãos, indivíduos brasileiros que na verdade não querem saber de ideologias, querem saber de ações a seu favor, nada será possível. Tem que se destruir todo esse sistema que foi se montando desde fim do governo militar. Não me atrevo dizer como. Botar Brasília "abaixo" seria o começo, mas as consequências seriam muito ruins para todo o Brasil. Essa é a enrrascada em que estamos vivendo. A luta pela liberdade sempre envolve sacrifícios e perdas. Não podiam ter deixado essa gente chegas onde chegou.
  • Gustavo Leal  01/09/2015 19:59
    Leandro Roque, sei que seu tempo deve ser tão escasso quanto o papel higiênico na Venezuela, mas bem que poderia fazer uma forcinha e traduzir a Teoria da Moeda e do Crédito, hein?!
  • João  01/09/2015 20:09
    Um grupo político, meia dúzia de empresas e um povo besta acreditando em uma "sociedade mais justa". Parece muito um outro lugar que eu conheço.
  • Pedro  01/09/2015 23:34
    Tenho contato estreito com muitos venezuelanos. Duas venezuelanas trabalham conosco. Os relatos que temos sao terriveis. Para resumir, um fato bizarro diz tudo: se um venezuelano vai a caso do outro e tem, lava papel higienico para uma emergencia.
  • Paulo Porciuncula  02/09/2015 12:17
    O socialismo é um sistema que aumenta as desigualdades ao invés de diminuir, como dizem os "intelectuais" de esquerda.
    O axioma básico da doutrina socialista é submissão absoluta e fidelidade máxima ao aparato estatal.
    Um sistema que destrói a individualidade e obriga as pessoas a se sacrificarem em prol do "bem comum" não passa de um sistema servil, um sistema amoral e inescrupuloso.
  • Capitalismo  02/09/2015 22:09
    Viva a liberdade, somente capitalismo!
  • Marcos  03/09/2015 21:26
    Nao, isso nao é socialismo. Falta mais um pouco.

    Paraíso está ali na esquina.

    Só desapropriar mais um pouco.

    https://www.youtube.com/watch?v=jOjvJAfIMSI

  • Maduro  21/09/2015 19:12
    Na Venezuela, há um mercado que está bombando: os sequestros relâmpagos.

    www.nola.com/travel/index.ssf/2015/09/travel_warning_issued_for_vene_1.html

    Pessoas desesperadas estão recorrendo a essa prática para conseguir sobreviver.
  • Arthur Tibúrcio Neto   08/10/2015 02:35
    Vocês erraram nas contas. Se em Agosto do ano passa 1 dólar custava 100 bolívares e hoje custa 700, a desvalorização é de 700% e não de 86% como afirma o texto.
    Algo não bate nesse conta.
  • Leandro  08/10/2015 03:13
    A conta não é essa, Arthur.

    Se algo custava 100 e passa a custar 700, então esse algo encareceu 600%. Isso significa que seu valor nominal aumentou de tamanho 7 vezes. Ok.

    Já a moeda, por outro lado, PERDEU poder de compra. E, por definição, é impossível você perder mais do que 100%. Por definição. Nenhuma moeda pode perder mais do que 100% do poder de compra, assim como você não pode perder mais do que 100% de suas roupas ou do seu carro.

    Sendo assim, se você quer calcular a perda do poder de compra da moeda, eis o cálculo a ser feito:

    Se um dólar equivalia a 100 bolívares, então 1 bolívar equivalia 1/100 dólar.

    Se um dólar passou a equivaler a 700 bolívares, então 1 bolívar passou a equivaler a 1/700 dólar.

    Agora faça a conta do valor final (1/700) menos o valor inicial (1/100) e divida pelo valor inicial (1/100). Você terá o percentual de 85,7%, que foi a perda do poder de compra da moeda.

    Sempre tenha isso em mente: o percentual do encarecimento de um bem (taxa de inflação) não é o mesmo valor do percentual da perda do poder de compra da moeda.
  • Chato  08/10/2015 11:38
    Se formos pensar em poder de compra da moeda, o percentual seria um pouquinho maior, pois nesse meio tempo o próprio dólar também perdeu uma parte (pequena, mas perdeu) de seu poder de compra. E se formos pensar no poder de compra do venezuelano, o percentual real seria maior ainda, até porque a Venezuela (graças ao seu próprio governo, diga-se de passagem) está sofrendo uma grave crise de abastecimento e os produtos que chegam a ser ofertados estão mais caros do que nunca, mesmo levando em conta a correção pela inflação.
  • anônimo  08/10/2015 11:13
    Desvalorização de 700% é osso em rs rs.
  • Vinicius  08/10/2015 13:05
    Desvalorização de 700%... Mitou.
  • anônimo  15/10/2015 17:14
    Maduro disse que não permitirá um golpe no Brasil.
  • Emerson Luis  15/12/2015 14:15

    Vocês ficam contando vantagem sobre as filas em países socialistas, mas a verdade é que o capitalismo também tem longas filas de pessoas desesperadas por produtos escassos:



    * * *
  • anônimo  27/08/2016 00:34
    Qual opinião sobre isso?

    https://www.youtube.com/watch?v=dFtijO8qM6A&ab_channel=chatinhopacas

    Sei que está mais para teoria da conspiração, mas gostaria de uma refutação técnica sobre esse argumento, tão usado para justificar o fracasso econômico de países como a Venezuela e até mesmo o Brasil.


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