Cinco argumentos conservadores em prol da descriminação das drogas

A descriminalização do porte de drogas – uma política adotada com sucesso em Portugal e nos estados americanos de Washington e Colorado — que está sendo analisada pelo Supremo Tribunal Federal, costuma ser uma bandeira da esquerda.

Mas os seus melhores argumentos vêm do outro lado da política

1. O argumento individualista

Projetos coletivos, sejam eles a cidade sem carros, a cruzada aos infiéis, a sociedade igualitária ou a sociedade totalmente sóbria, não devem se sobrepor à liberdade individual. O cidadão tem todo o direito de se recusar contribuir para um projeto da maioria – pois a liberdade individual é em si própria o bem público mais valioso.

O próprio Ludwig Von Mises já alertava para o perigo de conceder ao estado o poder de estipular comportamentos individuais.  Disse ele:

O ópio e a morfina certamente são drogas nocivas que geram dependência.  No entanto, uma vez que se admita que é dever do governo proteger o indivíduo contra sua própria insensatez, nenhuma objeção séria pode ser apresentada contra outras intromissões estatais à privacidade. 

Ao abrirmos mão do princípio de que o estado não deve interferir em quaisquer questões relacionadas ao modo de vida do indivíduo, a inevitável consequência será a regulamentação e a restrição do comportamento de cada indivíduo aos seus mínimos detalhes.  

[...]

Ao se abolir a liberdade de um homem em determinar o seu próprio consumo, todas as outras liberdades já estão, por definição, abolidas.

[...]

E por que limitar a benevolente providência do governo apenas à proteção do corpo? Por acaso os males que um homem pode infligir à sua mente e à sua alma não são mais graves do que os danos corporais? Por que não impedi-lo de assistir a filmes e a demais espetáculos de mau gosto?  Por que não impedi-lo de ouvir músicas de baixa qualidade?  Mais ainda: por que não proibi-lo de ler livros ruins?  As consequências causadas por ideologias nocivas são, certamente, muito mais perniciosas, tanto para o indivíduo como para a sociedade, do que as causadas pelo uso de drogas.

A propensão de nossos conterrâneos em exigir uma proibição autoritária sempre que veem algo não lhes agrade, bem como sua solicitude em submeter-se a tais proibições mesmo que o proibido lhes seja agradável, mostra o quanto ainda permanece profundamente arraigado neles o espírito de servilismo.  Serão necessários muitos anos de autodidatismo até que o súdito possa transformar-se em cidadão.  Um homem livre deve ser capaz de suportar que seu conterrâneo aja e viva de modo diferente de sua própria concepção de vida.  Precisa livrar-se do hábito de chamar a polícia sempre que algo não lhe agrada. 

Aquele que quer reformar seus conterrâneos deve recorrer à persuasão.  Esta é a única maneira democrática de se fazer mudanças.  Se um indivíduo não é capaz de convencer outras pessoas a respeito de suas ideias, então ele deve culpar apenas a sua própria incapacidade.  Ele não deveria exigir a criação de uma lei — ou seja, ele não deveria pedir para o estado utilizar suas forças policiais com o intuito impor a compulsão e a coerção.

Em suma, somos donos do nosso corpo. A soberania do indivíduo sobre o próprio organismo lhe dá o direito de nele introduzir quaisquer substâncias (inclui drogas) que desejar.  Se o estado limitar esta liberdade, ele estará se apossando indevidamente do corpo das pessoas, violando a mais sacrossanta propriedade privada

O jurista Lysander Spooner distingue vício de crime.  No primeiro, um homem prejudica apenas a si próprio, ao passo que, no segundo, ele vitima o próximo.

Usar drogas não agride outrem.  Logo, não pode ser considerado um crime. Pode levar à ruína pessoal, mas uma pessoa não é verdadeiramente livre sem a liberdade de errar.

2. O argumento da moralidade

Existem muitos vícios que não devem ser criminalizados. Impor a lei moral contra esses vícios é função das famílias e das igrejas, não de políticos.

Conservadores que prezam a supremacia da família deveriam ter pavor da idéia de entregar a políticos o poder de legislar comportamento.

Não é minimamente racional um conservador autorizar o governo federal a se intrometer nos hábitos alimentares, alcoólicos ou tabagistas dos indivíduos.  Com efeito, até o início do século XX inexistiam leis contra as drogas em praticamente todo o mudo.  Naquela época, todas as drogas já eram liberadas. Heroína era vendida nas farmácias da Belle Époque como antitussígeno alternativo à morfina.  Havia tônicos e analgésicos à base de cocaína ou ópio, mas o vício era raro.  O terror que conhecemos hoje resulta da interferência estatal (vide item 4).  

Se as drogas serão para uso médico ou recreativo é algo que não deve importar a um conservador.  E também não deve importar a um conservador se o uso de drogas irá aumentar ou diminuir.  Um governo que tem o poder de proibir substâncias nocivas ou práticas imorais é um governo que tem o poder de banir qualquer substância e qualquer prática.  Sequer deveria existir algo como 'substância controlada'.

Um conservador que preza famílias mais fortes, igrejas mais sólidas, uma cultura mais vigorosa e uma ordem social mais robusta não pode terceirizar a políticos e burocratas a função de proibir, regular, restringir ou controlar o que um indivíduo deseja comer, beber, fumar, absorver, cheirar, aspirar, inalar, engolir, ingerir ou injetar em seu corpo.

Quando o estado assume o papel de regulador moral, as instituições que seriam naturalmente responsáveis pela moralidade se enfraquecem, abrindo mão de suas funções.  O indivíduo se torna menos zeloso e mais dependente, sem falar no apelo do fruto proibido.  A inibição moral do consumo de drogas cabe à família, religião, cultura, e não aos burocratas.

3. O argumento do mercado eficiente

As pessoas têm preocupações legítimas quanto ao que significaria a descriminalização delas. O consumo aumentaria? Provavelmente sim. As leis atuais de fato detêm algumas pessoas — portanto, há uma pequena fração da população que passaria a ter algum problema com as drogas caso a lei saísse da frente e parasse de impedi-las de experimentar. Isso é inegável.

Sob esse aspecto, as pessoas podem ser enquadradas em quatro categorias: (1) aquelas que não usariam drogas mesmo que elas fossem legais e gratuitas; (2) aquelas que podem experimentar um pouco, de maneira limitada, mas sem jamais ficarem viciadas; (3) aquelas que podem se tornar usuárias contumazes, mas que também podem ser ajudadas por meio de aconselhamento moral e educacional; e (4) as viciadas "naturais".

As categorias um e dois não representam problema social. A categoria três deve ser o alvo de nossos esforços anti-drogas, bem como de acompanhamento médico e de ajuda moral. A categoria quatro provavelmente não pode ser ajudada por nenhum meio humano. (E como as últimas décadas vêm mostrando, o governo não tem como fazer com que esses indivíduos patéticos se tornem abstêmios. Mas ele pode muito bem fazer com que esses indivíduos imponham miséria e sofrimento às pessoas inocentes.)

No entanto, pelo bem do debate, digamos que o número de viciados se multiplique depois de uma legalização completa. Isso criaria uma enorme oportunidade de mercado.

De um lado, empreendedores concorreriam entre si para produzir produtos com menor teor — foi o que aconteceu depois da liberação do álcool, nos Estados Unidos.  Pelo mesmo motivo que um Black Label é bem mais seguro do que qualquer bebida destilada clandestinamente, as drogas legalizadas serão menos letais que as drogas do mercado negro (vide as causas do surgimento da metanfetamina cristal).

O mercado inevitavelmente impõe qualidade aos produtos.

Do outro, médicos, bioquímicos e farmacêuticos investiriam bilhões em pesquisa para ganhar dinheiro curando viciados. Já há diversas iniciativas assim.

Por exemplo, o médico brasileiro André Waismann, radicado em Israel, descobriu um método de menos de uma semana para reduzir o vício em opiáceos (heroína e morfina).

O combate ao vício de cigarros já está estabelecido, à base de antidepressivos e adesivos de nicotina.  Eu um mundo no qual o consumo de drogas é livre, haveria muito mais dinheiro para inovações como essa. Em pouco tempo, resolveríamos a dependência como se ela fosse uma gastrite — comprando um remédio de R$ 8,90 na farmácia.

No que mais, em um mercado livre e desregulamentado os competidores desenvolveriam drogas recreativas e medicinais cada vez mais seguras, disputariam certificados de qualidade de empresas privadas e estariam sujeitos a processos judiciais em caso de fraude ou defeito.  Estes selos privados teriam credibilidade porque estariam concorrendo no mercado e dependendo de sua reputação para sobreviver.  Uma vida perdida por conta de um produto mal-testado pode significar sua falência. 

4. O argumento da livre iniciativa

Atender à demanda do consumidor voluntário produzindo e vendendo algo que não causa danos a terceiros não é uma agressão.  É isso que um vendedor de drogas faz.

Afirmar que um comerciante de ecstasy está agredindo uma pessoa que voluntariamente lhe procura e pede o fornecimento de seu produto faz tanto sentido quanto afirmar que a AmBev agride alcoólatras.  

Impedir o livre comércio de drogas, por outro lado, gera guerras e leva à chacina de inocentes. Os mercados proibidos ou fortemente regulamentados são infestados de ofertantes inescrupulosos e violentos.

Empiricamente, já deveria estar mais do que óbvio que a violência anda de mãos dadas com os mercados que sofrem de ampla proibição estatal.  Traficantes de drogas não são (completamente) imprudentes; eles operam pelo dinheiro.  Para compensar o alto risco de se operar em um mercado que foi proibido pelo estado, os retornos monetários do comércio de drogas têm de ser astronômicos.  Por isso, o benefício de se ganhar uma fatia de mercado no comércio de drogas é enorme.  Cada novo cliente pode significar um lucro extra de milhares de dólares por mês. 

Consequentemente, para os traficantes, faz sentido ficar rondando portas de escola, vendendo seus produtos para adolescentes, ou até mesmo dando amostras grátis para novatos.  Ao passo que você nunca vê representantes da Kellogg's vendendo caixas avulsas de Sucrilhos para as crianças, pois o cliente adicional não compensa o custo, para um traficante tal estratégia faz perfeito sentido.  Conquistar novos clientes, nem que seja apenas um, é algo muito mais valioso e lucrativo para quem opera nas indústrias proibidas do que para quem opera no setor livre. 

É por isso que matar um rival — e com isso ganhar acesso a seus clientes — é muito mais lucrativo nos setores proibidos.  As disputas territoriais de gangues rivais que ocorrem atualmente nas grandes cidades são decorrência da proibição das drogas.  Essas disputas não ocorrem, como pensam alguns, porque o comércio de cocaína seja algo intrinsecamente "louco" ou "insensato".

A repressão estatal elimina os produtores comuns, fazendo os preços dispararem. O aumento do potencial de lucro atrai pessoas com habilidades criminosas e dispostas a tudo para ampliar sua fatia de mercado.  

Quando o estado ameaça prender os produtores de um determinado bem, ele acaba alterando os incentivos de mercado, de modo que a violência passa a ser muito mais lucrativa para essa indústria.  Consequentemente, aquelas pessoas que têm predisposição para ser assassinas cruéis ganham um incentivo adicional com a política de ilegalidade de certos mercados, o que permite que elas prosperem e se tornem muito ricas em uma sociedade cujas leis antidrogas são rigorosas. 

A indústria impedida é então dominada por quadrilhas, e a inevitável consequência são os conflitos armados entre os concorrentes.  A criminalidade vai se alastrando por toda a sociedade. 

Logo, as leis antidrogas acabam por fazer com que sociopatas possam ganhar milhões por ano vendendo drogas — sendo que com esse dinheiro ele agora poderá comprar armas automáticas, contratar capangas, subornar policiais e se tornar o rei das ruas.

Com a Lei Seca (1920 — 1933), quando a produção e a venda de bebida alcoólica foram banidas nos EUA, homicídios dispararam.  Em 1929, a máfia de Al Capone metralhou homens do concorrente Bugs Moran em uma disputa por mercados de álcool em Chicago.  Hoje, é inimaginável que a Budweiser mande explodir a Heineken.  Por outro lado, vemos a brutalidade dos narcocartéis no México, onde há 8 mil homicídios anuais ligados à guerra contra as drogas.

5. O argumento politicamente incorreto

Proibir as drogas é nivelar por baixo: restringir a liberdade dos bravos e fortes, que saberiam se controlar e ter uma relação saudável com as substâncias alucinógenas, em nome dos impotentes que se tornariam viciados.

Uma sociedade pode ser caridosa com os fracos, mas não deve se guiar por eles. Proibir as drogas em nome de potenciais viciados é cultuar a mediocridade. Isso não é postura de um conservador.

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Autores:

Leandro Narloch, jornalista e autor do Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, e do Guia Politicamente Incorreto da História do Mundo, além de ser co-autor, junto com o jornalista Duda Teixeira, do Guia Politicamente Incorreto da América Latina, todos na lista dos livros mais vendidos do país desde que foram lançados.

Paulo Kogos, anarcocapitalista anti-político. Estuda administração no Insper e escreve para o blog Livre & Liberdade e no seu blog pessoal.

Laurence Vance, acadêmico associado ao Mises Institute, escritor freelancer, professor adjunto de contabilidade da Pensacola Junior College, em Pensacola, Flórida, e autor dos livros Social Insecurity, The War on Drugs is a War on Freedom, King James, His Bible, and Its Translators e War, Empire, and the Military: Essays on the Follies of War and U.S. Foreign Policy.

Lew Rockwell, chairman e CEO do Ludwig von Mises Institute, em Auburn, Alabama, editor do website LewRockwell.com, e autor dos livros Speaking of Liberty e The Left, the Right, and the State.


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SOBRE O AUTOR

Diversos Autores


Meu caro, pelo seu discurso você nunca foi liberal e nunca entendeu o que é ser liberal. E ainda tem coragem de vir com esse apelo sobre pobreza.

Gostaria de fazer uma pergunta a todos vocês:
Pois não.

Vocês já foram Pobres pra saber?
Nasci pobre, muito prazer.

Vocês já tiveram um parente morto por bala perdida?
O que isso tem a ver com capitalismo/liberalismo? Você está misturando segurança pública (que é MONOPOLIO do estado), que alias é altamente ineficiente (no Brasil, morrem 56.000 pessoas por ano, o maior indice do mundo, a gente perde até pra India, que é 43.000 por ano, outro país com alto controle estatal e burocrático) com conceitos economicos. O estado nega aos seus cidadãos o próprio direito de se defender com uma arma e mesmo assim é incapaz de solucionar o problema.

Falam tanto em mercado, economia. Mas nunca vi um liberal que enriqueceu graças a todo seu conhecimento na área, algum de vocês é rico por acaso? Maioria que vejo é classe média, acho gozado porque se manjam tanto de produzir valor e riqueza vocês deveriam ser ricos..Mas não é isso que eu vejo.

Ai meus deuses... essa foi triste.
1) O Brasil está muito longe de ser um país livre, economicamente. É o país que fica em 118 lugar no índice de liberdade econômica.

2) Ser liberal não é uma formula para ser rico e sim defender que as pessoas tenham a liberdade para efetuarem trocas entre si sem intervenção constante do Estado por via de impostos e regulações. É dessas trocas de valor que a riqueza é produzida. Cada um teria a liberdade de crescer de acordo com suas habilidades e viver num patamar de vida que julga confortável, mas repito, o Brasil NÃO É E NUNCA FOI UM PAÍS LIVRE, ECONOMICAMENTE. Você se dizia liberal e não sabe desse básico. Aham. To vendo.

Eu já fui liberal, ai cai na real com a vida, vi que esse papo de mercado não é bem assim.
Não, amigo, você nunca foi liberal. Sinto muito. Ou você está mentindo ou você diz ser uma coisa que nunca entendeu direito o que é (o que mostra o seu nível de inteligência).

Inclusive, um amigo meu foi pra Arabia Saudita, ele disse que lá existem muitas estatais e assistencialismo e o país enriqueceu assim mesmo...

Aham, beleza, usando a Arabia Saudita como exemplo:

Saudi Arabia's riches conceal a growing problem of poverty

"The state hides the poor very well," said Rosie Bsheer, a Saudi scholar who has written extensively on development and poverty. "The elite don't see the suffering of the poor. People are hungry."

The Saudi government discloses little official data about its poorest citizens. But press reports and private estimates suggest that between 2 million and 4 million of the country's native Saudis live on less than about $530 a month – about $17 a day – considered the poverty line in Saudi Arabia.


Opa, perai, como é que 1/4 da população da Arabia Saudita vive abaixo da linha da pobreza? Você não disse que era um país ótimo, rico, cheio de estatal e assistencialismo? Explique isso então.


Falam de acabar com o imposto mas negam toda a imoralidade que a ausência deste geraria, como injustiças e até coisas que ninguém prever.

Que imoralidades, cara-palida? Favor discorrer.

Favor, tentar novamente. Essa sua participação foi muito triste.


Poderiam responder o comentário desse Leonardo Stoppa:
Estranho, hipócrita é dizer que o socialismo atual compete com o capitalismo. Comunismo sim complete com capitalismo mas socialismo é uma forma de redistribuição que, quando interpretada por pessoas que estudam economia a partir de livros de economia (e não Olavo de Carvalho) é uma espécie de segurança ao capitalismo.

Se um dia você entender que existe conhecimento além do que você conhece você vai ver que dentro do conceito atual de socialismo estão as formas de redistribuição de renda (SUS, Fies, Bolsas). Em países de primeiro mundo a galera acaba usando essa grana inclusive para comprar iPhone, logo, é um socialismo que serve ao capitalismo pois deixar essa grana parada na conta de um milionário vai resultar na venda de 1 iPhone para apple, agora, quando redistribuído vira vários iPhones.

O problema da sua visão é que você estuda em materiais criados sob encomenda. Você deixa de estudar em livros de economia para aprender pelas palavras de um cara que é pago por aqueles que pagam os impostos, ou seja, aqueles que são contra a redistribuição, logo, você abre mão do conhecimento para a alienação.

Socialismo não é comunismo. Pode vir de certa forma assemelhado nos livros antigos, mas depois da segunda guerra mundial e principalmente depois da queda da URSS, ficou claro que não há em se falar em controle centralizado e ausência de propriedade privada, mas quem estuda um pouco de economia e sociologia sabe que a intervenção e a redistribuição são importantes atividades governamentais para salvaguardar a atividade industrial.

A final, de que adianta ter industrias de ultima geração se apenas 1% do povo compra seus produtos??

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Lucas Sena   25/08/2015 15:05
    Sou contra, mas os argumentos são bastante plausíveis, principalmente o último. Minha principal crítica em relação à descriminalização da maconha é que com a droga liberada, a fiscalização intensa diminuiria e ficaria mais fácil trazer armas pesadas para dentro do Brasil, aumentando ainda mais o poder de fogo do tráfico e das facções criminosas como o PCC.
  • Marcos Piquet  25/08/2015 15:13
    "a fiscalização intensa diminuiria e ficaria mais fácil trazer armas pesadas para dentro do Brasil, aumentando ainda mais o poder de fogo do tráfico e das facções criminosas como o PCC."

    Facções essas que são ricas e poderosas justamente porque ganham muito dinheiro com o tráfico de drogas, cuja ilegalidade aumenta enormemente as margens de lucro dessa organização, aumentando assim seu poder de corromper policiais.

    Esse é um típico caso de dissonância cognitiva: você é contra o poder de criminosos, mas ao mesmo tempo defende a manutenção de um arranjo que gera poder para esses criminosos.

    Quanto a armamentos pesados, desconheço traficantes que não consigam obtê-los no atual arranjo.
  • Vera   29/10/2015 15:47
    Apoio sua opinião. Adquirir droga para si, é fomentar o tráfico.
  • Opinador  25/08/2015 18:07
    Esse trecho me chamou atenção rs:
    " aumentando ainda mais o poder de fogo do tráfico e das facções criminosas como o PCC."

    O pessoal fala isso como se essas facções criminosas só dependessem de drogas para financiar o crime.

    Eles podem vender qualquer coisa, porque precisa ser droga ? rs Quanta ingenuidade ! rs

    Pode ser com futebol , roupa, bolo e até igreja.

    www.diariodaregiao.com.br/cidades/traficante-de-mirassol-%C3%A9-preso-em-culto-evang%C3%A9lico-em-rio-preto-1.351455

    É por isso que a bandidagem toma conta. Os "otoridade" não sabe pensar fora da caixinha..rs
  • Tao Han Hsui  26/08/2015 11:30
    Correto. O "Partido" obtém receita não somente da venda de drogas ilícitas mas, também da venda de cigarros trazidos do Paraguay, uma quantidade muito grandes que é despejada semanalmente na rede de distribuição que eles desenvolveram (já ouviram falar do cigarro de marca "T"?), do serviço de lotação de ônibus a transportar os familiares dos "irmãos" que vão visitar seu parentes detidos nas inúmeras penitenciárias espalhadas pelo Estado de São Paulo, hospedagem desse pessoal, etc. A visão mercadológica desse pessoal é impressionante.
  • Lao Tsé  27/08/2015 13:00
    Caro, Tao Han Hsui, não sei se percebeu, mas nesses exemplos citados só serviram para reforçar o argumento em favor da liberação das drogas, afinal, só existe toda essa atividade por causa de estúpidas regulações estatais:

    a) cigarro paraguaio: decorre da enorme tributação sobre o produto, que chega perto de seu valor de fabricação. Como esse é um produto de demanda inelástica, a política do governo de tentar reduzir seu consumo através do encarecimento do produto para o consumidor só acaba favorecendo o tráfico;

    b) lotação de ônibus: decorre do artigo 30, inciso V da CF/88. Como esse setor está nas mãos das máfias municipais, essas fatalmente criarão uma escassez artificial para encarecer a oferta e, desse modo, garantir maiores lucros a seus protegidos. Como o transporte coletivo é outro produto de demanda inelástica (quem tem condições usa o transporte individual), essa escassez artificial dará um enorme incentivo à oferta de transportes ilegais/alternativos.

    A visão mercadológica desse pessoal não chega a ser impressionante. O que impressiona é sanha do estado em querer ferrar com nossas vidas.
  • marco aurelio  26/08/2015 00:13
    Lucas, eu discordo totalmente do artigo do autor e, parcialmente, de você. Eu também sou contra a liberação das drogas. Explico.Imagine a seguinte situação: um pai ou uma mãe sendo chamado na calada da noite à delegacia porque seu filho foi preso em flagrante delito por crime de furto ou roubo, ou ainda por crime de estupro seguindo de morte a uma menor. Na delegacia, os pais perguntam ao filho: Filho, por que você fez isso?, e o rapaz responde-lhes: Eu estava doidão; não me lembro de nada; e ainda estou "cristalizado" (chapado de cristal).





  • Aham!  26/08/2015 03:27
    Sao contra a liberacao das drogas (hoje ilicitas) com um copo de cerveja (droga licita) na mao...

    Onde esta a liberdade daqueles que usarao qualquer tipo de droga sem fazer o mal ao proximo?

    E se fizer, devera responder por seus atos. Simples assim.

    O resto, deixa que Darwin fara o seu papel.

    Paz.

    Liberdade.
  • Lucas  27/08/2015 12:21
    Amigo, bebida alcoolica e cigarro sao usados a milhares de anos pela humanidade,ate Jesus tomou seus goles de vinho,ao contrario da maconha,que so teve seu uso popular e meros 100 anos, senao menos, portanto,seguindo a logica conservadora,nao se libera algo que ainda nao esta suficientemente enraizado na cultura humana em geral
    Drogas psicoativas, sempre foram de uso restrito a iniciados espirituais (Xamãs e adivinhos)e nao pra gentalha estupida que se perdera facilmante entre os dois mundos virando zumbi.
  • Aham!  27/08/2015 17:49
    Lucas, primeiramente muita paz e amor na sua vida. Em segundo, nao eh porque o alcool e o tabaco sao amplamente utilizados ha mais tempo que sejam melhores ou menos nocivos, muito pelo contrario, sao tao ruim quanto e o alcool mais nocivo do que a maconha, ja que fez uma referencia direta a ela. Por ultimo, onde esta a minha liberdade de, sob a otica do "maconheiro", plantar e fumar a erva sem prejudicar o proximo? Espero que frequentando este blog adquira mais liberdade em sua vida. Paz.
  • Antonio Carlos de Oliveira  27/08/2015 08:08
    No último dia 22 (sábado) passei com um grupo de 12 pessoas um dia inteiro numa Casa de Recuperação de Drogados; seria interessantíssimo que quem se posiciona a favor da liberação das drogas fizesse o mesmo. Os argumentos a favor do Holocausto de Judeus eram convincentes e, guardadas as devidas proporções, bem liberais.
  • Roberto Carlos Ramos  27/08/2015 11:44
    "seria interessantíssimo que quem se posiciona a favor da liberação das drogas fizesse o mesmo."

    Ué, e você quer mandar essas pessoas pra cadeia? Que humanidade a sua, hein?

    Sim, pois esse é o tema do artigo: a descriminalização das drogas, ou seja, o estado não deve mandar para a cadeia quem consumiu drogas.

    Já você, ao que tudo indica, é a favor de o estado encarcerar usuários.

    Será que aqueles coitados que você foi visitar sabiam que você quer mandar todos eles para penitenciárias?

    Outra coisa, não sei em que mundo você vive, mas, até onde sei, essas pessoas se viciaram justamente em um ambiente de proibição de drogas, e não em um de liberação.

    Defensores da proibição devem explicações sobre este retumbante fracasso.

    "Os argumentos a favor do Holocausto de Judeus eram convincentes e, guardadas as devidas proporções, bem liberais"

    Ah, vá a merda. Desde quando uma política estatal de genocídio é liberal? Aliás, quem defende genocídio é você, seu hipócrita, que posa de santo visitando drogados, mas defende que todos eles sejam enviados para a cadeia.

    Você é um ser asqueroso. Fora.
  • Luiz Carlos  27/08/2015 18:23
    Parabéns Antônio. Debater com idiotas é cansativo mas necessário.
    É essa hipocrisia da esquerda que nos cansa. Eles invertem os valores morais se intitulando senhores das virtudes, quando na verdade são hipócritas safados ou mentes de raciocínio fraco.
  • Thomas Eastwood  27/08/2015 20:09
    Esquerda?! Você defende um estado totalitário que mande pessoas para cadeia pelo simples fato de elas terem ingerido uma substância que você não aprova, e ainda chama os outros de esquerda?

    Ora, esquerdista é você, que quer um estado sobrepujando o indivíduo. Esquerdista é você, que quer um estado encarcerando dissidentes. Esquerdista é você, que quer um governo exatamente como o de Fidel Castro.
  • Angelo Libertário   03/02/2017 21:49
    Os que são contra a legalização ignoram os seguintes fatos:
    Todo tipo de droga legalizada tem uma política de restrição aos menores de 18 anos, ou seja, a família tem que "regulamentar" a vida desse menor para que não use.
    o segundo argumento que seja a pessoa com idade de 20, 30, 40, 100 anos de idade não pode usar a droga por que o estado quer cuidar dessa pessoa, interferindo no direito de humanidade desse indivíduo que sabe muito bem o que faz pra si próprio.
    O terceiro argumento que quando o Estado interfere no livre mercado, a consequência é a superlotação de presídios que em suma maioria (90%) é composto de traficantes que queriam apenas sobreviver com o próprio trabalho. o estado só deve interferir quando o direito de humanidade de um ultrapassa o direito de humanidade alheio ou quando a família é irresponsável em zelar a humanidade da criança.
  • Andre  26/08/2015 16:41
    Lucas, mas sem o dinheiro do tráfico de drogas ele perde poder de compra concorda? Além disso, a arma é seu "instrumento de trabalho" e sem o trabalho (produção e comércio de drogas) teoricamente não precisará mais das armas, certo?
    Abç
  • Dalton C. Rocha  26/08/2015 20:12
    Não faltam lugares do mundo, onde as drogas são livres e o governo local protege e tributa, quem as produz: Afeganistão (ópio), Bolívia (cocaína), Iêmen( Kat e Haxixe, uma seiva seca de maconha), Sul do Líbano ( com o Herzobalá protegendo vastas plantações), Coreia do Norte( governo produz todas as drogas para venda), etc.
  • Kardico  25/08/2015 15:18
    Tô lendo isso mesmo ? Não, só li o título do artigo já que, como conservador, e ter lido 'Nossa Cultura... ou o que restou dela' do conservador inglês Theodore Dalrymple, tô achando que vocês, liberais, estão pregando uma peça em quem passa por aqui já que a onda do momento é conservadora.
    Página 295, 'Não legalizem as drogas'. Leiam. Não me venham com o joguinho que descriminalizar é diferente de liberalizar, por favor.

    veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/cai-o-ultimo-argumento-dos-maconheiros-droga-e-mais-prejudicial-do-que-alcool-e-tabaco-sim/

    Só a maconha... só a maconha...

    Mais ? O republicano Rudolph Giuliani. Considerado, por muitos novaiorquinos, o melhor prefeito que a cidade já teve e que foi duro com a prostituição e as drogas e , óbvio, a desordem. Na entrevista à HSM, revista de educação executiva, ele vem com essa na capa: "Segurança vem antes de tudo, até de educação". Segurança = Ordem ! Ordem e liberdade é coisa nossa, conservadora. Onde entram as drogas ?

    O próprio Ludwig Von Mises deve estar se revirando no túmulo... Mas, rapaziada, lerei. Vocês são inteligentes e vale a leitura. Tomara que o moderador( estranho isso para liberais...) aprove. E ainda tem código ! Ual...
  • Encardido  25/08/2015 15:33
    "O próprio Ludwig Von Mises deve estar se revirando no túmulo... Mas, rapaziada, lerei"

    Raramente uma pessoa se auto-ridicularizou de maneira tão vexaminosa como você. O artigo, logo no início, faz longas citações de Mises se posicionando contrariamente às intervenções estatais contra as drogas.

    Dica: jamais comente algo sem antes ter lido. O ridículo que você corre o risco de passar pode ser irreversível.

    "Tomara que o moderador (estranho isso para liberais...) aprove. E ainda tem código ! Ual..."

    Como é que é?! Um sedizente conservador como você reclama que haja propriedade privada em um site?!

    Meu caro, me diga uma coisa: você dorme com a porta da sua casa aberta? Não? Então você está sendo incoerente. Você não pode pedir que os outros mantenham sua propriedade privada escancarada para estranhos ao mesmo tempo em que você resguarda a sua.

    Entenda esse básico conceito sobre propriedade privada: sim, este site é uma propriedade privada, e, como tal, seu zelador tem a total autonomia sobre o que tolerar e o que não tolerar, sobre quem pode comentar e quem não pode comentar. Simples assim.

    Vai me dizer que, dentro da sua propriedade, você tolera desaforos de estranhos e de malcriados? Eu não. Dentro da minha propriedade ninguém me ataca. Dentro da minha propriedade eu dito as regras. Dentro da minha propriedade eu sou o soberano. Você tem algum problema com isso?

    Comentários em sites devem seguir a mesmíssima regra: o proprietário do site decide o que é tolerável e o que não é. E quem é contra essa regra e sai chorando em público, simplesmente não está preparado para a vida em uma sociedade civilizada.

    Em tempo: a definição de ironia é você reclamar da moderação de comentários e, ao mesmo tempo, citar Reinaldo Azevedo como fonte. Nunca tive nenhum comentário meu publicado no site dele. Ele deleta qualquer coisa que não seja um elogio feito de joelhos. E juro que todos os meus comentários, embora discordantes, foram extremamente educados. Qual a sua defesa dele?

    Tente ser mais coerente na próxima. Nessa sua primeira participação aqui, a coisa foi feia.
  • Felipe  25/08/2015 15:32
    O sujeito que é que contra as drogas, pensa que criminalizar é acabar com as drogas, quando, na verdade, criminalizar é apenas jogar vendedores para ilegalidades, vendedores esses que não deixarão de existir pelo simples fato de haver demanda por drogas.

    Logo, tem que explica para o sujeito de cabeça de fraca que é contra as drogas, que criminalizar apenas enriquecerá aqueles que atuam na marginalidade e não acabará com os meios de um usuário adquirir drogas.
  • Alexandre  25/08/2015 15:34
    É muito genérico os argumentos dos que defendem a liberdade total para tudo e todos. Eu entendo que a responsabilidade vem antes de qualquer coisa, incluindo a nossa própria liberdade.

    Eu pergunto aos que concordam com a liberalização das drogas: você teria confiança em contratar um(a) drogado(a) para trabalhar em sua empresa/indústria ou em sua casa? Ficaria feliz e tranquilo em ver sua filha ou filho se relacionando com um grupo de jovens maconheiros? Se casaria com um(a) drogado(a)? Teria coragem de voar em um avião, sabendo que o piloto é um drogado? Confiaria sua saúde a um médico ou dentista drogado?

    Creio que tudo tem limites, inclusive a liberdade.
  • Padilha  25/08/2015 15:38
    "você teria confiança em contratar um(a) drogado(a) para trabalhar em sua empresa/indústria ou em sua casa?"

    Não. E nem um alcoólatra ou tabagista.

    "Ficaria feliz e tranquilo em ver sua filha ou filho se relacionando com um grupo de jovens maconheiros?"

    Não. E nem com um alcoólatra ou tabagista.

    "Se casaria com um(a) drogado(a)?"

    Não. E nem com um alcoólatra ou tabagista.

    "Teria coragem de voar em um avião, sabendo que o piloto é um drogado?"

    Não. E nem se ele fosse alcoólatra ou tabagista (vai que, na hora do pouso, dá uma vontade insaciável de ele fumar? Sua mão tremerá, ele vai querer fazer tudo às pressas, e aí vai dar merda).

    "Confiaria sua saúde a um médico ou dentista drogado?"

    Não. E nem com um alcoólatra ou tabagista.

    "Creio que tudo tem limites, inclusive a liberdade."

    Concordo. Bora pedir pra Dilma proibir o cigarro e a cerveja?
  • Andre Dias  25/08/2015 15:43
    Por essas e outras que em países mais livres você como patrão tem o total direito de exigir que seu empregado faça testes sempre que você quiser.
    Você pode perfeitamente exigir de sua empregada ou babá esses testes (no Brasil provavelmente não pois vão te processar na justiça do trabalho), assim como as empresas aéreas exigem dos seus pilotos (e tenho certeza que fariam isso ainda que as drogas fossem legais e não existissem regulamentações).
  • Henrique Zucatelli  25/08/2015 16:34
    Cai no campo da hipocrisia novamente André.

    Basta seguir a tabelinha do Anti Dopping. Na hora do teste, estará limpo. E depois?

    Vai pedir testes diários?
  • André Dias  25/08/2015 17:45
    Não existe garantia de nada na vida, com ou sem governo. Por isso o "é se" não constitui um argumento.
  • anônimo  25/08/2015 19:16
    'Vai pedir testes diários?'
    E se pedir qual o problema? O cara sabia disso, aceitou o trabalho voluntariamente, não pode reclamar de nada.
  • cmr  25/08/2015 20:18
    Se o teste não for invasivo...
    Imagine um teste invasivo diário !!!
  • Alexandre  25/08/2015 16:24
    "Se um homem almeja a independência – a liberdade –, ele deve lembrar-se de que todos os outros homens anseiam pela mesma autonomia. Esses grupos amantes da liberdade não podem viver juntos em paz sem tornarem-se obedientes a leis, regras e regulamentos tais que concedam a cada uma das suas pessoas o mesmo grau de liberdade, salvaguardando, ao mesmo tempo, um grau igual de liberdade a todos os outros companheiros. Se um homem deve ser absolutamente livre, então um outro deve tornar-se um escravo absoluto. E a natureza relativa da liberdade é, econômica e politicamente, uma verdade social. A liberdade é a dádiva da civilização, tornada possível por força da LEI."
  • Alexandre  29/08/2015 13:10
    "Perante leis injustas e arbitrárias, só resta ao jurista autêntico o poder-dever de lhes recusar qualquer validade (ver, a propósito, o importante art. 211.º, n.º 3, da nossa Constituição). Contrariando Hobbes e dando, mais uma vez, razão a S. Tomás de Aquino: a lei só é legítima se estiver ao serviço do bem comum e da dignidade da pessoa humana. Nunca menos do que isso. A "potestas" não é sinônimo de "auctoritas". A cultura jurídica tem de (re)encontrar os studia humanitatis."
  • Henrique Zucatelli  25/08/2015 16:32
    Sim, já tive vários funcionários viciados, ex viciados, usuários recreativos e alcoólatras inveterados.

    Só quem é empresário sabe qual o verdadeiro valor do capital humano, e saberá pesar na balança se vale a pena ou não. Do meu ponto de vista, se eu não quiser problema nenhum, compro ou monto uma máquina. Máquinas nem respiram (risos).



    E sim, sou ciente que quase 50% dos médicos plantonistas fazem uso de algum opiáceo (morfina, heroína ou cocaína).

    E não, não tem como eu saber que o piloto do avião que eu entro é viciado.

    E óbvio, que qualquer tentativa de um profissional de RH ou HeadHunter de pegar um possível viciado pode cair onde nos encontramos hoje: no campo da hipocrisia.
  • Opinador  25/08/2015 18:03
    "você teria confiança em contratar um(a) drogado(a) para trabalhar em sua empresa/indústria ou em sua casa?"

    Não.

    Mesma coisa com alguém que é alcoólatra !

    É isso que o pessoal não entende.

    Descriminalizar drogas não significa incentivar nem tolerar seu uso !

    A descriminalização (mais tem que ser bem feito) só irá tirar da ilegalidade.

    Hoje você pode ir a um barzinho e beber.

    Em muitos países, não é permitido beber na rua.

    A mesma coisa com drogas.

    A pessoa é de maior, se quiser que se mate.

    Se ela vai arrumar emprego, vai viver até 90 anos, vai namorar com sua filha não é problema do estado.

    O problema é da pessoa.

    A liberação permitiria a criação de locais específicos para o uso ou a pessoa usa na casa dela.

    torontohemp.com/

    www.hempshopper.com/nl/

  • marco aurelio  26/08/2015 00:41
    Alexandre, muito boa a tua colocação. Mas, se me permite, coloco mais uma dose:A droga não liberta, ao revés, escraviza. Um drogado não tem a opção de não sê-lo; ou a pessoa é ou não é viciada, não existe uma terceira opção. Querer classificar a pessoa em viciado contumaz, esporádico ou qualquer outra coisa é balela. Se viciado, o é em maior ou menor grau. Apenas isso.
  • anônimo  26/08/2015 01:41
    Você teria confiança em contratar um(a) drogado(a) para trabalhar em sua empresa/indústria ou em sua casa? Ficaria feliz e tranquilo em ver sua filha ou filho se relacionando com um grupo de jovens maconheiros? Se casaria com um(a) drogado(a)? Teria coragem de voar em um avião, sabendo que o piloto é um drogado? Confiaria sua saúde a um médico ou dentista drogado?

    Dependendo de cada caso, conheço muitas pessoas que são usuárias recreativas e até mesmo alcoólatras muito competentes em suas áreas, ficaria muito feliz de contrata-los por exemplo. Todas as suas perguntas estão considerando como se 'drogado' fosse um grupo idêntico e homogêneo, quando na verdade existem os mais diversos perfis e tipos de pessoas que usam drogas(você está colocando no mesmo saco uma pessoa que bebe uma taça de vinho no domingo de uma que esconde a bebida da família em casa por exemplo), eu diria que em minha análise de uma pessoa, usar alguma droga ou não é apenas uma das diversas características, e não uma prova cabal de sua moralidade ou competência.

    Embora acho que você possa ser livre para ignorar e não conviver com essas pessoas se assim deseja. O seu ponto de vista é só mais um, não queira ser a régua do universo, por favor.
  • Pedro Henrique Dantas Dias  25/08/2015 15:34
    Por Jesus Huerta de Soto

    https://www.youtube.com/watch?t=246&v=_Jix6k2NhS4
  • Andre Dias  25/08/2015 15:35
    É a moralidade que guia as relações entre as pessoas, não a legalidade. Isso que muitos conservadores não entendem. Frequentemente eles chamam os anarquistas de utópicos por isso, por não conseguirem vislumbrar uma sociedade sem leis centralizadas. Eles confundem a moralidade com a legalidade. A moral existe sempre, ainda que não exista governo. A moral é composta de comportamentos e costumes historicamente quase que universalmente aceitos como bons ou ruins e que permitem a interação relativamente pacífica entre pessoas.
    Roubar é imoral desde sempre não porque alguém escreveu isso em um papel, e sim porque é um comportamento condenado desde o início da civilização. Matar ídem. A moralidade precede a legalidade. E infelizmente nos dias de hoje a própria legalidade é, frequentemente, imoral. É essa a crítica do anarcocapitalista ao próprio Estado (como pode uma instituição imoral fingir legislar sobre a moral?).
    É irrelevante a discussão sobre a legalização ou não do mercado para qualquer tipo de substância pois ele vai existir com ou sem leis, visto que a demanda existe. Leis nesse sentido apenas aumentam o preço do produto ao criarem um mercado negro e tornam a vida do viciado dependente da substância pior ainda, uma vez que além de viciado ele vai se tornar cada vez mais pobre pois vai ter que pagar muito mais caro para consumir o que consome. É a abordagem mais estúpida possível, na medida em que entrega ao poder coercitivo estatal o papel de combater algo que deveria ser combatido somente na esfera moral.
  • marco aurelio  26/08/2015 05:37
    Muito boa tua posição, André. A propósito da Lei da Moral, do Certo e Errado, ou da Humanidade, como queiram chamá-la, C.S. Lewis fala exatamente isso que você escreve:"A Lei Moral não embasa a ideia de que Deus é "bom" no sentido de indulgente, suave ou condescendente. Não há nada de indulgente na Lei Moral. Ela é dura como um osso. Exorta-nos a fazer a coisa certa e parece não se importar com o quanto essa ação pode ser dolorosa, perigosa ou difícil."
    E arremata:"Consequentemente, essa Regra do Certo e do Errado, ou Lei da Natureza
    Humana, Lei Moral, ou como quer que você queira chamá-la, deve ser uma Verdade - uma coisa que existe realmente, e não uma invenção humana".
  • Tiago silva  25/08/2015 15:52
    prezado kardico você é a perfeita caricatura de um neocon(socialista enrustido),a verdadeira postura conservadora sobre drogas,é exactamente o que está no artigo,são funções que cabem à família,às igreja e demais instituições sociais,agora se você defende jogar uma pessoa na prisão somente porque ela consumiu uma substância "ilícita" então você é no mínimo um ser desprazível.
  • amauri  25/08/2015 15:54
    Um assunto complexo. Existem escolhas individuais que afetam muito o próximo. Pais, filhos, cônjuges... de viciados sofrem muito.
    Das drogas licitas (tabaco e cigarro) e ilicitas (maconha, cocaina, crack..), apenas os usuarios de tabaco conheço pessoas que estao perto dos 80 anos e usam desde sua juventude e nao tem problemas.
  • anônimo  25/08/2015 19:24
    'conheço pessoas que estao perto dos 80 anos e usam desde sua juventude e nao tem problemas.'
    Nada que uma pepsi não resolva.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  25/08/2015 16:09
    Claro, vamos liberar o crack, a heroína, o ecstasy, as metanfetaminas e todas drogas sintéticas potentes de última geração. Certamente o mercado iria provê-las cada vez mais puras e baratas. Azar da legião de farrapos humanos que sucumbissem ao vício, das crianças expostas indiscriminadamente e das famílias despedaçadas.

    Essa é a típica ideia de quem ignora o fato de que o real tem uma estrutura.
  • Joaquim  25/08/2015 16:30
    "Azar da legião de farrapos humanos que sucumbissem ao vício, das crianças expostas indiscriminadamente e das famílias despedaçadas."

    Que coisa mais lamentável ver um marmanjo sedizente conservador recorrendo a sofismas coitadistas e implorando para que políticos e burocratas tomem conta dos outros.

    Houve uma época em que havia homens de fibra neste país (como José Bonifácio). Hoje, temos frouxos que correm para baixo das saias masculinas de Dilma implorando para que ela cuide de seus filhos.

    Que vergonha, meu Deus, que vergonha!
  • Rodrigo Pereira Herrmann  25/08/2015 16:48
    Claro, meu filho, claro. Só você é de fibra, ninguém mais.

    Se você interpretou assim, paciência. Quem está promovendo a agenda esquerdista, no caso, não sou eu.

    É por eu estar preocupado com a minha família é que não quero viciados descontrolados perambulando por aí e formando bolsões de degradação e violência. Drogas pervertem o senso crítico e condenam o ser humano à escravidão das paixões mais baixas. Entre a tua liberdade imaginária e a contenção social dos estimulantes da fraqueza humana e da liberação dos impulsos anímicos de toda sorte, fico com a última. Mas o jus sperniandi é livre! (ao menos esse, hehehe)

  • Marcelo  25/08/2015 17:20
    "Quem está promovendo a agenda esquerdista, no caso, não sou eu."

    É claro que é você, como será demonstrado mais abaixo.

    "É por eu estar preocupado com a minha família é que não quero viciados descontrolados perambulando por aí e formando bolsões de degradação e violência."

    Tradução: como você não consegue proteger a sua família, você quer que o governo tome atitudes em seu lugar.

    Em vez de ensinar, desde o berço, que drogas são maléficas e que seus filhos devem ficar longe delas, você quer que Dilma, Renan e Cunha façam o serviço para você.

    Em vez de mostrar para seus filhos esses "viciados descontrolados perambulando por aí" como exemplo prático da degradação das drogas, você quer que políticos e burocratas protejam seus filhos dessa visão.

    Você, em suma, quer um estado gigante impondo a agenda e a moral que você aprova. Você em nada difere do modus operandi dos petistas.

    "Drogas pervertem o senso crítico e condenam o ser humano à escravidão das paixões mais baixas."

    Cigarros, bebidas e vídeos pornográficos também. Quer que Cunha os proíba?

    "Entre a tua liberdade imaginária e a contenção social dos estimulantes da fraqueza humana e da liberação dos impulsos anímicos de toda sorte, fico com a última."

    E quem é que você quer que faça "a contenção social dos estimulantes da fraqueza humana e da liberação dos impulsos anímicos de toda sorte"? O estado?

    Pois é, eu disse que ia mostrar que quem está fazendo a agenda da esquerda é você. Você quer um estado-babá para fazer a "a contenção social dos estimulantes da fraqueza humana".

    Patético.

    "Mas o jus sperniandi é livre! (ao menos esse, hehehe)"

    Um sedizente conservador recorre ao "hehehe"? E ainda se jacta de permitir "ao menos" um direito à liberdade (a liberdade de espernear)?

    Você é um dos piores totalitários com quem já dialoguei.
  • amauri  25/08/2015 19:18
    Quem disse a voce que os viciados o são por que os pais não deram educação? De onde você tirou esta conclusão?

  • Wellington  26/08/2015 07:51
    "É por eu estar preocupado com a minha família é que não quero viciados descontrolados perambulando por aí e formando bolsões de degradação e violência."

    Ué, e não é exatamente isso que temos hoje em dia? Ponha a roupa do Batman e saia por aí combatendo os viciados, pois a proibição não resolveu o problema.
  • anônimo  26/08/2015 13:18
    "É por eu estar preocupado com a minha família é que não quero viciados descontrolados perambulando por aí e formando bolsões de degradação e violência."

    Isso só acontece porque existem espaços públicos, se tudo fosse privado eles só poderiam ficar nos lugares que aceitam drogados.
  • Diego  25/08/2015 16:12
    Liberar drogas em um país como esse talvez seja o golpe final pra isso aqui acabar de vez. Mesmo em países de 1 mundo isso só trouxe aumento da violência, do tráfico e da degradação, a ponto da própria população exigir mudanças nas leis. Se bastasse legalizar pra acabar com o crime, o contrabando de cigarro e de inúmeros produtos não movimentaria bilhões anualmente.
    Ah se tudo se resumisse a um simples consumo recreativo de marijuana, com cada um plantando os seus pezinhos... qualquer um sabe que o buraco é muito mais embaixo e que esse é um caminho sem volta, se legalizarem, não vai ter como voltar atrás depois.
    E ainda por cima querem decidir isso no meio de uma crise dessa, misturada com a possibilidade de um impeachment. Falar em uma guerra perdida que nunca existiu aqui, basta ver o controle que existe nas fronteiras. Isso só pode ser piada.
    A coisa é tão absurda que fica a critério de um juiz decidir se é trafico ou consumo.
    Mas tudo bem, façam o jogo da esquerda, das FARC e do Foro de SP, doidos pra faturarem como nunca, terem mais clientes do que nunca e agora tudo dentro da lei.
  • Lopes  25/08/2015 16:27
    "Mesmo em países de 1 mundo [a descriminação da drogas] só trouxe aumento da violência, do tráfico e da degradação, a ponto da própria população exigir mudanças nas leis."

    Ah, é? Cite aí quais países fizeram isso. Mostre as estatísticas que comprovam que em tais países (fictícios) houve "aumento da violência, do tráfico e da degradação, a ponto da própria população exigir mudanças nas leis."

    Mentir é feio.

    "Se bastasse legalizar pra acabar com o crime, o contrabando de cigarro e de inúmeros produtos não movimentaria bilhões anualmente."

    Qual o número de assassinatos gerado pelo contrabando de cigarros (atividade essa que só existe porque o estado colocou impostos extorsivos nos cigarros comuns)? É uma epidemia mundial? Cite fontes e estatísticas.
  • Felipe  25/08/2015 16:39
    O contrabando do cigarro é causado pelos altos impostos do governo. Ainda assim, seu problema nem de perto chega ao problema causado pelo tráfico de drogas, que hoje já pode ser considerado uma instituição não governamental com cifras bilionárias e um poder de fogo superior as instituições policiais.
  • PESCADOR  25/08/2015 16:14
    Excelente artigo. Pena que os leitores do merdiasemmascara não têm honestidade intelectual e nem senso de moralidade suficiente para entender os argumentos apresentados.
  • Marcos  03/09/2015 23:13
    Tá dureza mesmo. O que será que aconteceu? Andaram fazendo propaganda do IMB pra turma do bolsonaro?

  • Henrique Zucatelli  25/08/2015 16:27
    Normalmente quem acredita na repressão as drogas não sabe o que é a noite.

    Em qualquer balada, da mais simples a mais requintada, o uso de drogas leves e pesadas é praticamente impossível de se coibir, principalmente as "ocultas", como LSD, Ecstasy e Cocaína.

    Portanto, somando todos esses brilhantes argumentos ao mais óbvio, digo que é impossível coibir alguém de fazer algo, dada a possibilidade de se fazer, por mais caro que seja.

    Se a droga existe, alguém no mundo vai utiliza-la. Indo ao extremo: pessoas com comportamento suicida não tomam veneno? Por isso então teríamos de coibir a venda de veneno, ou exigir um laudo emitido por psiquiatra para compra (risos).

    O uso de drogas somente altera o estado psíquico do ser, e punições devem ser focadas na condução de veículos, uso de maquinário e exercício de funções que possam causar dano ao semelhante, nada mais do que isso.
  • Rhyan  25/08/2015 17:07
    Balada? Nem precisa ir longe. Qualquer escola tem sua turminha de 15, 16 anos que curte ficar doidão, das mais carentes às escolas de elite.

    É uma coisa extremante comum adolescentes experimentarem drogas. Infelizmente é a época mais perigosa pra saúde porque o cérebro ainda está em desenvolvimento, mas fazer o quê? Cada um é responsável pelas suas escolhas.

    Conservadores acham que todo usuário de drogas ilícitas é um viciado perigosíssimo, uma noção completamente distorcida sobre a realidade, assistiram muita tv. Seria o mesmo que falar que todo mundo que bebe álcool é um alcoólatra que bate na família.
  • anônimo  25/08/2015 16:34
    "Eu pergunto aos que concordam com a liberalização das drogas: você teria confiança em contratar um(a) drogado(a) para trabalhar em sua empresa/indústria ou em sua casa? Ficaria feliz e tranquilo em ver sua filha ou filho se relacionando com um grupo de jovens maconheiros? Se casaria com um(a) drogado(a)? Teria coragem de voar em um avião, sabendo que o piloto é um drogado? Confiaria sua saúde a um médico ou dentista drogado? "

    Você desviou o foco do assunto em questão. O autor enfatiza que isso seria uma questão moral deixada a cargo das famílias, igrejas, e eu colocaria tambem as empresas que fariam através de exames clinicos a seleção dos empregados. Nesse caso, como voce citou, um piloto de avião dificilmente seria contratado. Para refletir: qual certeza que o medico, professor, advogado que lhe atende é livre de qualquer vício?

    Nao tenho ainda uma posição sobre o assunto. Li o excelente livro " Nossa Cultura ou que restou dela" - e confesso que este artigo aqui me fez voltar na incerteza da liberação ou nao das drogas.
  • Pobre Paulista  25/08/2015 16:45
    Aposto que já tem um artigo na CF que permite uma "interpretação libertária" (ou seria conservadora?) para que as pessoas possam usar drogas livremente.
  • Rico Goiano  25/08/2015 17:12
    Ei, Pobre Paulista, se o STF disser que o porte de drogas não mais é mais motivo para mandar um indivíduo para a cadeia, você vai agitar contra a medida, dizendo que ela é uma intervenção estatal? Você vai dizer que seria melhor deixar tudo como está, com inocentes indo para prisões serem estuprados?
  • Pobre Paulista  25/08/2015 17:29
    Nope. Jamais iniciarei uma agitação causada por uma ação do estado. Se eu fizesse isso, eu estaria a legitimando.
  • Rico Goiano  25/08/2015 17:34
    Ou seja, você apoiaria a decisão do STF.

    Lamento dizer, mas iria contra seu purismo libertário.
  • Pobre Paulista  26/08/2015 02:50
    Estou até agora tentando entender sua lógica:

    O fato de eu não me importar com X implica em eu apoiar X?

    O fato de o estado em um momento do tempo mandar pessoas para a cadeia pelo motivo Y, e em outro momento do tempo achar que não deve mandar as pessoas para a cadeia pelo mesmo motivo Y, implica que "dessa vez" o estado está fazendo algo de positivo?

    O fato de eu discordar de Z implica que eu tenha que "agitar" contra Z?

    Esclareça estes três itens para mim, por favor.
  • Rico Goiano  26/08/2015 12:42
    Você é muito mais inteligente do que isso, Pobre Paulista. Por favor, não se faça de bobo apenas para não ser pêgo em contradição.

    A minha pergunta foi explícita, direta e sem pegadinha: se o STF determinar que, doravante, o estado não mais pode mandar para a cadeia quem for flagrado utilizando drogas, você será contra ou a favor dessa decisão?

    Contra ou a favor? Só quero essa resposta.

    E, por favor, não venha com murismos. Não há meio termo. Ou você é contra ou você é favor. Não há terceira alternativa.

    Consegui ser claro o bastante?
  • Pobre Paulista  26/08/2015 13:12
    Que contradição? A minha resposta foi clara o bastante: Eu não me importo com o STF. E também não uso drogas, então eu duplamente não me importo com esta questão. Ela é tão relevante para mim quanto qual a técnica agrícola usada no interior do Paquistão ou saber a velocidade de rotação das estrelas de alpha centauri. Absolutamente irrelevante. Se algum dia eu usar drogas ou me formar em direito lhe prometo que tentarei formar uma opinião a respeito, mas por hora, o que tenho a lhe oferecer é minha mais completa indiferença.

    Já você não respondeu nenhuma questão que coloquei, mas não se preocupe, eu sou "inteligente o bastante" para inferir as respostas.

  • Rico Goiano  26/08/2015 13:42
    Caramba, Pobre Paulista. Você está exatamente igual a um petista. Você simplesmente se esquiva das perguntas.

    Que decepção. Tinha você em mais alta consideração.

    Eu não tinha respondido suas perguntas antes simplesmente porque elas não foram claras. Mas ok, ao contrário de você, farei isso:

    "O fato de eu não me importar com X implica em eu apoiar X?"

    Se você não se importa com o fato de o estado mandar para a cadeia indivíduos pelo simples motivo de estes terem ingerido determinadas substâncias, lamento, mas você é complacente com o totalitarismo.

    Se você é indiferente ao estado fazer ou deixar de fazer isso pelo simples fato de você não usar drogas, pior ainda.

    Se o estado começar a encarcerar judeus, mas você não for judeu... enfim, você entendeu


    "O fato de o estado em um momento do tempo mandar pessoas para a cadeia pelo motivo Y, e em outro momento do tempo achar que não deve mandar as pessoas para a cadeia pelo mesmo motivo Y, implica que "dessa vez" o estado está fazendo algo de positivo?"

    Óbvio que sim! O estado ao menos está diminuindo sua agressão contra inocentes. Você acha que isso não é nada? Você acha que tanto faz?!

    Caramba...


    "O fato de eu discordar de Z implica que eu tenha que "agitar" contra Z?"

    Obviamente. Se o estado está encarcerando inocentes, você não acha que tem o dever moral de se insurgir contra isso?!

    Achava que você era um libertário. Ledo engano. Você é só um encostado.
  • anônimo  26/08/2015 13:55
    Libertário não tem o dever moral de agir contra nada, estritamente falando pra ser libertário basta não ferir o PNA.
    Por isso as vezes eu acho que o libertarianismo é necessário, mas não suficiente
  • Pobre Paulista  26/08/2015 14:14
    OK, desculpe eu ser só isso. Eu me esforço na minha maior honestidade em ser uma pessoa decente, no entanto sigo meus próprios princípios, e não os de outrem, para avaliar se meu esforço tem dado resultado. É o libertarianismo que tem que satisfazer meus anseios, e não o contrário.

    Mas ainda assim, a meu ver, não me esquivei de resposta alguma, eu lhas forneci direta e objetivamente ambas as vezes. Confira.

    PSC, sua tentativa de ofender não funcionou: Não sou petista. Eu poderia usar a mesma falácia contra você: Ora, você come feito um petista, você dorme feito um petista, logo você é um petista. Mas não precisamos baixar a discussão a um nível petista, correto?

    Sobre suas respostas, eu já imaginava que elas seriam estas, mas infelizmente eu não encontrei o manual de regras do libertarianismo para conferir se elas estão "corretas". Minha agenda é basicamente anti-estado, simplesmente pois não vejo fundamentação lógica nem moral que justifique minha submissão a ele. Se isso não é ser libertário então eu realmente não sou um. Em tempo, se por acaso eu encontrar alguma fundamentação lógica ou moral para justificar a existência do estado, irei imediatamente defendê-lo. Mas como em 32 anos de vida ainda não encontrei nenhuma, me parece pouco provável que isso mude.

    Só um último teste de coerência: o que você já fez de concreto para livrar o povo da coréia do norte do ditador de lá? Pela sua lógica, se você não faz nada, então você também não é um libertário, correto? Posso generalizar este raciocínio para afirmar que não existem libertários no universo?
  • Rico Goiano  26/08/2015 14:33
    A Coréia do Norte está totalmente fora da minha alçada. Mas o mesmo não pode ser dito do meu vizinho. Se você acha que ambos são a mesma coisa, e que não há diferenças na efetividade de cada ação, abraços.
  • Pobre Paulista  27/08/2015 00:42
    Certo. Então parece que antes de checarmos a consistência lógica de uma dada argumentação, precisamos medir o raio de ação que um ser humano é capaz de alcançar? Então a empiria prevalece sobre o embasamento lógico? Não acho que Mises concordaria com isso. É pouco austríaco de sua parte.

    Mas vamos supor que estamos OK com isso...

    Pessoalmente não me importo nem com meu vizinho nem com os Norte-Coreanos. Me importo com quem eu quiser me importar, e tomo as ações que acho necessárias para auxiliá-los quando acho que devo. Envolva ou não o estado. E que eu saiba isto é um problema apenas meu.

    Em particular, se o meu vizinho for preso por estar fumando maconha na casa dele, bem, azar o dele. Ele já sabia as regras que o estado impôs unilateralmente e ainda assim o desafiou. Tomasse mais cuidado em se esquivar do grande irmão. É óbvio que não concordo com a prisão, mas ora veja só, está completamente fora de minha alçada impedir que o estado prenda alguém, não é mesmo?

    E para manter a coerência, se o estado me prender por eu não registrar minha faxineira, ou por ter esquecido de pagar uma DARF de day-trade, prometo que não irei pedir ajuda nem para meu vizinho e nem para os Norte-coreanos. Irei arcar sozinho com as consequências.

    PS: Por falar em se esquivar, queira por obséquio colocar seu nick usual.
  • Ali Baba  26/08/2015 10:51
    A não ação não quer dizer ratificação. Falácia da falsa dicotomia detectada.
  • alguem  25/08/2015 16:47
    Eu achei excelente o artigo, mas gostaria apresentar a posição do padre
    Paulo Ricardo, que eu acredito que represente a posição da igreja. Veja este video: https://www.youtube.com/watch?v=manCaG2BYYk

    Ele apresenta três argumentos no campo da Ètica, politica e direito.
    Sim é pecado usar maconha, segundo a igreja.
    Inclusive ele fala sobre lei contra o álcool. Então sim, conservadores são contra a discriminação das drogas.
  • mais importante  25/08/2015 17:07
    Dizer que algo é pecado não implica que políticos e burocratas devem aprovar leis impondo cadeia para aqueles que incorrerem neste pecado.

    Adultério é pecado. Você é a favor de o governo brasileiro mandar maridos infiéis para a cadeia?

    "Então sim, conservadores são contra a discriminação das drogas."

    Segundo o dicionário, "discriminar" significa estabelecer diferenças (diferençar, discernir, distinguir) ou tratar de modo desigual ou injusto, com base em preconceitos (sexual, religioso, étnico etc.)

    Logo, "discriminar as drogas" é uma frase sem sentido.
  • Conservador Reacionário   25/08/2015 17:23
    Implorar para o governo proibir as drogas é coisa de progressista frouxo.

    Sempre haverá derrotados que recorrerão às drogas. Esses fracassados irão usar drogas de um jeito ou de outro. E irão morrer de qualquer jeito. Facilitar o acesso desses perdedores às drogas irá apenas tornar o processo mais expediente.

    Ademais, nunca entendi a tara de alguns pseudoconservadores com a proibição. Quando as drogas eram legais, ainda no início do século, as famílias eram mais fortes e mais unidas, e a religião era mais presente. A proibição é uma prática totalmente recente na história humana -- ou seja, é uma prática progressista. A proibição fez com que as famílias relaxassem e entregassem a segurança de seus filhos para o estado. Deu no que deu: uma geração de zumbis imbecis. E tem conservador aplaudindo.

    A única posição conservadora e reacionária coerente é a total liberação das drogas. Não apenas porque sua proibição foi uma política progressista, como também pelo fato de que a liberação irá despachar mais rapidamente todos os derrotados da sociedade. Isso irá liberar recursos escassos e tornará a economia mais próspera.

    A maneira correta de resolver a situação é esta: os governos devem legalizar o uso de propriedades privadas para que este lixo humano (drogados) se drogasse até a morte. Aí não haveria nenhum problema de conflito de interesses. Não haveria praças, parques e demais locais públicos sendo tomados por zumbis. É assim que tem de ser.

    Feito isso, este lixo humano terá de se virar para encontrar alguma propriedade privada na qual se drogar -- ressaltando que, atualmente, as drogas são proibidas mas o lixo humano ocupa impunemente a propriedade pública para fazer suas nojentices. Conhecem a Cracolândia?
  • Anomalous  25/08/2015 19:17
    Conservador Reacionário,

    Na época em que as drogas eram liberadas o mundo ocidental era muito mais cristão, e as pessoas acreditavam em padrões morais absolutos. Muito poucas pessoas hoje acreditam/seguem um padrão moral absoluto. A sociedade foi impregnada com relativismo moral.

    Não sei se eu sou contra ou a favor. Creio que acabando com o tráfico ilícito reduziria a criminalidade, e muito. Mas tenho várias questões não respondidas. Veja o meu comentário abaixo.
  • Conservador Reacionário  25/08/2015 19:35
    "Na época em que as drogas eram liberadas o mundo ocidental era muito mais cristão, e as pessoas acreditavam em padrões morais absolutos."

    Até aí, concordo.

    "Muito poucas pessoas hoje acreditam/seguem um padrão moral absoluto. A sociedade foi impregnada com relativismo moral."

    Também concordo.

    Mas não entendi seu silogismo: o mundo era moral antes e não mais é moral hoje. Logo, precisamos do estado – esse bastião da moral e dos bons costumes – para encarcerar pessoas que ingerem substâncias maléficas à saúde.

    É isso?!
  • Anomalous  25/08/2015 20:10
    A questão não é essa, já está proibido. A questão é se o fim da proibição geraria algum benefício real.
    Não é que precisamos do Estado como um ente gerador de moralidade, na verdade a moralidade está presente na sociedade e as leis produzidas, deveriam refletir isto, em tese.
    A defesa da liberação argumenta que o indivíduo estaria prejudicando a si mesmo apenas. Mas não creio que isto seja verdade a partir do momento em que um homem sob o efeito de drogas resolve pegar no volante ou portar uma arma.
    Ganhamos por um lado com a redução dos crimes causados pelo tráfico ilícito, mas corremos o risco de que ocorram outros problemas. Será que estes serão menores, provavelmente.
    Não estou ainda plenamente convencido de que a liberação total é uma boa opção.
  • anônimo  25/08/2015 19:23
    Exatamente, num mundo livre vc não teria que conviver com esses idiotas porque todos os espaços seriam privados. O problema é que nós não estamos nesse mundo.
  • Anomalous  26/08/2015 12:44
    anonimo, não deu pra entender o que você quis dizer, mas usar o anonimato para tentar ofender alguém, tudo bem, mas assassinar o português junto... aí ficou feio, mas ainda bem que você escreveu como anônimo.

    Mas voltando ao assunto.
    Existem dois tipo de violência causada pelas drogas.
    1 - a violência da guerra às drogas. Neste caso, são mortes causadas pela guerra entre a polícia e traficantes e também tribunais do crime e balas perdidas.
    2 - a violência de viciados em drogas que roubam e matam para comprar drogas. As vítimas deste tipo são geralmente os cidadãos comuns que são assaltados e os viciados, privados da sua capacidade de julgamento(falo isso por ter conhecimento de estudos sobre o assunto, as drogas inibem a parte frontal do cérebro e diminui o censo crítico e as inibições) estão muito mais propensos a matar, mesmo quando o cidadão nem reage.

    A primeira com certeza seria reduzida com a legalização, disso eu não tenho dúvida.
    A segunda não creio que diminuiria, pois haveria mais viciados ainda. O acesso fácil às drogas com certeza aumentará o número de dependentes e isto aumentará o segundo tipo de violência produzido pelas drogas.
    Suponhamos que hoje fosse aprovada uma lei que tornasse legal a comercialização e o consumo de qualquer droga. Sabemos que os traficantes não apenas vendem drogas, mas eles cometem vários outros crimes, como assassinato, roubo etc. Assim, podemos crer que eles não se tornarão empresários do ramo das drogas, provavelmente as empresas que já desempenham este papel com drogas legais irão se encarregar de atender a este mercado. Logo, o tráfico começaria a perder dinheiro das vendas das drogas, mas ainda estaria armado e iria utilizar todo o seu poderio armado em outros crimes, como latrocínio, assalto a bancos, sequestros etc. a fim de manter sua "renda". Alguém duvida disso? Estes crimes afetam mais ao cidadão comum do que a guerra às drogas, que é apenas entre a polícia e os bandidos, causando alguns danos colaterais como morte de inocentes em tiroteios e outros.
    Vão dizer que eu advogo pelos bandidos, não é verdade, isto é a conclusão lógica dos acontecimentos. Somente legalizar não acabaria com a criminalidade, seria necessário muito mais do que isso.
  • Nelio  25/08/2015 17:59
    Discordo do primeiro argumento

    Um viciado em drogas normalmente coloca em risco a integridade física de sua família, seja vendendo coisas dentro de casa, seja colocando-os em risco por conta de dívidas com traficantes, etc, logo não é algo que diz respeito apenas a seu próprio corpo.

    Sem contar que quando o meliante virar um zumbi, é mais um que vai ser socorrido pelo papai Estado com o MEU dinheiro

    Por isso, sou contra
    Não tenho obrigação de financiar o tratamento de viciados
  • Brant  25/08/2015 18:19
    "Um viciado em drogas normalmente coloca em risco a integridade física de sua família,"

    Um alcoólatra também. Aliás, muito mais. (Mesmo porque entorpecentes retardam os impulsos violentos)

    "seja vendendo coisas dentro de casa, seja colocando-os em risco por conta de dívidas com traficantes, etc,"

    Oi?! Você cita um exemplo de algo maléfico gerado justamente pela proibição das drogas (a existência de traficantes violentos que cobram dívidas), e conclui que por isso é necessário manter a proibição?

    Quanta dissonância!

    "Sem contar que quando o meliante virar um zumbi, é mais um que vai ser socorrido pelo papai Estado com o MEU dinheiro. Por isso, sou contra. Não tenho obrigação de financiar o tratamento de viciados."

    Ou seja, você é contra o papai-estado fornecer saúde gratuita (eu também sou), mas é a favor de o papai-estado punir e mandar para a cadeia quem fuma maconha.

    Outra dissonância.

    Em vez de agitar para mandar o estado prender que ingere substâncias que você não aprova, por que você não agita para o estado parar de tomar dinheiro de terceiros para fornecer serviços porcos de saúde?

    Isso é totalitarismo.
  • anônimo  25/08/2015 20:59
    'Você cita um exemplo de algo maléfico gerado justamente pela proibição das drogas (a existência de traficantes violentos que cobram dívidas)'

    Isso não é gerado pela proibição das drogas.Nas atuais circunstâncias esse cara escroto ganha dinheiro com isso, mas se não existisse uma droga sequer no mundo esse mesmo cara iria ganhar dinheiro com outra coisa escrota qualquer.
    A existência dessa escória não depende da proibição de nada, depende apenas da diversidade natural do ser humano.
  • Rennan Alves  26/08/2015 08:39
    Isso não é gerado pela proibição das drogas.Nas atuais circunstâncias esse cara escroto ganha dinheiro com isso, mas se não existisse uma droga sequer no mundo esse mesmo cara iria ganhar dinheiro com outra coisa escrota qualquer.
    A existência dessa escória não depende da proibição de nada, depende apenas da diversidade natural do ser humano."


    Ah vá, é mermo?

    Escassez faz criminosos trocarem tráfico de drogas pelo de alimentos na venezuela.

    É anônimo, parece que a comida tornou-se a próxima "coisa escrota".
  • anônimo  26/08/2015 17:37
    A única coisa escrota é sua falta de lógica, meu chapa.Venezuela não é referência pra nada a não ser de decadência.O ponto que eu ACHEI que tinha ficado claro é que, mantendo todas as outras variáveis constantes, coisa que vc desonestamente não fez, o mesmo sujeito que é capaz de ganhar dinheiro vendendo crack ou oxi não vai ter problema nenhum se tiver que ganhar dinheiro sequestrando ou assaltando.
    Vocês inventaram do nada que é a proibição que cria magicamente a falta de vergonha dele...não é.
  • Nelio  26/08/2015 12:06
    Brant, Anônimo, Observador, AA, Bernardo

    HOJE sou contra, mas me respondam algumas perguntas:

    Discordei do primeiro argumento que diz que isso é uma questão meramente individual, quando na verdade envolve terceiros, como família

    Sobre já financiar o tratamento, você acha que liberando de vez, não vai aumentar o número de viciados? E você acha que se esses viciados podem ser tratados pelo papai Estado sem gastar nenhum centavo vão pagar por uma clínica particular? Principalmente os mais pobres?

    E outra, mais arrecadação pro Estado Brasileiro? Qual a vantagem disso? Eu vejo mais arrecadação sendo usada pra corrupção, se tivéssemos um Estado atuante que devolvesse o dinheiro dos impostos em serviços de qualidade talvez eu mudasse a minha opinião

    E vocês acham mesmo que legalizando vai resolver a questão dos traficantes? Eles não continuariam vendendo por um preço abaixo do mercado?

    Só algumas dúvidas mesmo

    Ah, e não é questão de totalitarismo Brant, eu sou a favor de liberdade individual para cada um fazer o que quiser, DESDE QUE isso não envolva a terceiros, e nesse caso, ainda acho que envolve, se eu chegar a conclusão que se trata de uma questão meramente individual, volto atrás sem problemas

    Abraços

  • Brant  26/08/2015 12:23
    Oi?! Você, pelo visto, não sabe a diferença entre descriminalizar e legalizar.

    O estado tributar e aumentar a arrecadação é consequência da legalização. Mas o presente artigo em momento algum fala de legalizar. Ele é explícito no uso do termo descriminalizar. Inclusive, logo no início, cita três exemplos empíricos de locais que descriminalizaram.

    O leitor Rennan Alves já fez a distinção, a qual tomo a liberdade de copiar para você:

    Descriminalizar:

    s.f. Ação de revogar a criminalidade de um fato; ação de fazer com que alguma coisa deixe de ser um crime.

    Legalizar:

    v.t. Tornar legal; dar força de lei a (um ato, ou disposição).
    Revestir das formalidades exigidas por lei.

    Se você não sabe distinguir entre dois conceitos bastante diferentes, você há de convir que o debate fica impossível.

  • Um observador  26/08/2015 21:56
    Prezado Nelio,


    Discordei do primeiro argumento que diz que isso é uma questão meramente individual, quando na verdade envolve terceiros, como família

    Eu iria escrever um comentário sobre isso, mas antes preciso me certificar de que você não está em contradição... Então, por favor, me responda: você é a favor da proibição do álcool, certo? Afinal é comum um alcoólatra afetar negativamente sua família inteira.


    Sobre já financiar o tratamento, você acha que liberando de vez, não vai aumentar o número de viciados?

    Acho que iria aumentar muito mais o número de usuários esporádicos. Viciados aumentaria um pouco também, provavelmente, mas não na mesma proporção. O ponto é: o aumento do número de usuários com a legalização não iria aumentar muito os problemas que já temos hoje, com a droga proibida. Esse é um problema sério no debate... Quem é a favor da proibição normalmente argumenta como se não existissem usuários HOJE... Do jeito que falam, parece que usuários só iriam surgir depois da descriminalização/legalização.

    E você acha que se esses viciados podem ser tratados pelo papai Estado sem gastar nenhum centavo vão pagar por uma clínica particular? Principalmente os mais pobres?

    Os viciados mais pobres iriam procurar clínicas públicas (que seriam porcarias) e aqueles com mais dinheiro iriam procurar as privadas. basicamente a mesma coisa que acontece hoje com as escolas. Não entendi o seu ponto... Você acha que o governo iria gastar mais dinheiro com clínicas públicas? Como, se já não consegue gastar nem com obras bem mais importantes do ponto de vista eleitoreiro?


    E outra, mais arrecadação pro Estado Brasileiro? Qual a vantagem disso?

    OK, nesse ponto concordo com você. Tanto que nunca uso esse argumento em debates pró-legalização.


    E vocês acham mesmo que legalizando vai resolver a questão dos traficantes? Eles não continuariam vendendo por um preço abaixo do mercado?

    Sim, os traficantes estariam acabados. No máximo virariam contrabandistas, vendendo imitações baratas e de baixa qualidade dos produtos oferecidos no mercado (exatamente como contrabandistas de bebida e cigarros). O faturamento deles seria muito menor e não seria suficiente para sustentar todo esse aparato do crime organizado que temos hoje.
  • Um observador  25/08/2015 19:04
    Nelio,

    Absolutamente TODAS essas coisas que você mencionou (destruição da família e você financiar o tratamento dos drogados, etc) já acontecem HOJE!

    Ou seja... A proibição das drogas, que você defende, não evita os problemas que você apontou! E essa mesma proibição traz uma série de problemas (violência do tráfico, gastos estatais com repressão, etc).

    Com base nisso, como você pode continuar sendo a favor da proibição? Gostaria muito de entender...
  • AA  25/08/2015 19:13
    "Sem contar que quando o meliante virar um zumbi, é mais um que vai ser socorrido pelo papai Estado com o MEU dinheiro"

    Você já paga hoje tratamento desses "zumbis", além do custo com segurança pública. O SEU dinheiro está indo pelo ralo com a política atual.
    Caso houvesse a liberação, as empresas iriam arrecadar impostos e esse deveria ser destinado ao tratamento de viciados, campanhas anti-drogas etc.

    Só no estado americano do Colorado, que possui obviamente uma taxa de impostos ridiculamente menor que a brasileira, arrecadaram US$ 3,5 milhões de dólares com venda legal de maconha. Sabe quanto o Brasil arrecadou? ZERO.
  • Bernardo  25/08/2015 19:19
    Nélio, você, nós, JÁ financiamos o tratamento de viciados. Inclusive os de nicotina e álcool (vide a existência do CAPSad - Centro de Apoio PsicoSocial-Alcool e Drogas, e outros programas do SUS).
    Além de financiar todos os gastos com policiamento de fronteira e cidades contra a entrada e comércio de drogas ilícitas.
    Descriminalizar seria transferir a responsabilidade a quem deve responder por seus atos, e não os outros (os pagadores de impostos).
  • anônimo  26/08/2015 23:55
    É interessante ressaltar, que hoje o dinheiro público, que você acertadamente não quer que seja usado para clinicas de reabilitação, é usado para manter todo o aparato repressor das drogas (esse gasto tem a sua anuência?).
    Dificilmente se gastaria mais com clinicas de reabilitação do que se gasta hoje para manter toda a política repressora as drogas, até porquê, ser contrario as drogas torna um candidato muito mais popular do que se o mesmo tomar a posição contrária na nossa realidade atual (o que não significa que possa mudar em algumas gerações).

    Claro o melhor seria não ter a política e não ter as clinicas, mas retirar do estado essa autoridade já seria um grande avanço.

    Confesso que não consigo entender como essa questão ficou tão enraizada no imaginário popular, mas é fato que a maioria da população tem a visão de que um usuário de drogas é um bandido em potencial. Está tão enraizada que mesmo em discussões com libertários ainda se percebe essa tendência...
  • Ser Conservador  25/08/2015 18:30
    Excelente artigo. Só não é conservador. Aliás, é conservador na exata medida do conhecimento dos libertários sobre o conservadorismo.
  • Fernando Gomes  25/08/2015 18:35
    O título do artigo cria um certo tipo de confusão. Os conservadores diferem-se dos liberais em aspectos muito importantes: o principal deles é que o conservador preocupa-se com o passado e com o futuro. Ou seja, o conservador busca manter e respeitar todo o trabalho exercido pelos antepassados e procura deixar um legado útil e justo para os seus descendentes. Baseados nessa característica, jamais abraçariam ideias sem avaliar o impacto futuro.
    O que ocorre hoje no Brasil é uma busca pela descriminalização do porte de certa quantidade de substâncias ilícitas. Mas os debates deixam de anunciar que essas substâncias seriam obtidas das mãos dos traficantes, pois não ocorrerá a legalização da atividade desenvolvida por eles. O resultado, facilmente presumível, será a ampliação das relações de comércio ilegal e o aumento do poder exercido pelos bandidos.
    No Rio de Janeiro o poder dos traficantes aumentou consideravelmente após o entendimentos jurídicos terem considerado os usuários como vítimas.
    No caso brasileiro, liberar o porte de certa quantidade de entorpecentes não passa de uma medida de retrocesso social, porquanto transfere os custos a terceiros, sejam contemporâneos ou descendentes, visto que o viciado, mesmo tento optado pelo vício, é sempre considerado um doente que será custeado pelos demais.
  • Marcelo Carneiro  25/08/2015 19:12
    Sempre lembrando que a proibição das drogas foi uma medida progressista, adotada justamente durante a chamada "Progressive Era", nos EUA. A proibição não tem nada de conservadora ou de tradicional. Proibição é uma medida progressista.

    A proibição da maconha, então, é ainda mais recente, tendo ocorrida na década de 1970.

    Portanto, "conservadores" que defendem a proibição estão defendendo uma medida progressista, e não uma medida tradicional. A tradição Ocidental, seguida durante 20 séculos, sempre foi a de não mandar para a cadeia indivíduos que ingeriram substâncias não aprovadas pelo governo.
  • Dallan  26/08/2015 01:54
    Marcelo,

    Eu, como um conservador cristão, sei que a Bíblia diz: todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convém, e que o cristão tem de confiar no Espírito Santo para convencer as pessoas do pecado. Nunca pode-se esperar ou desejar que as pessoas sejam forçadas a deixar qualquer comportamento pecaminoso. O próprio Evangelho nunca forneceu qualquer projeto de Estado para os cristãos, pois devemos ser cristãos mesmo que todo o mundo a volta não seja. Por isso, as bases do pensamento libertário surgiu em um mundo cristianizado.

    Mesmo sendo adepto de uma ideia de estado mínimo, creio que desejaria apenas punição para "crimes com vítimas", como roubos, agressões e assassinatos. Portanto, a princípio não concordo com a ideia de criminalização das drogas. Além disso, como saber o que pode ser considerado droga, ou não? O típico cenário adorado pelos esquerdistas para controlar as pessoas.

    Eu partilho da seguinte opinião: num mundo libertário ou com estado mínimo o problema das drogas seria algo pequeno para mim, pois uma sociedade libertária seria baseada em afinidades familiares e religiosas e seria organizada de tal forma que pessoas viciadas seriam marginalizadas e praticamente expelidas do meio de pessoas que prezassem as boas tradições e costumes por causa de todo o constrangimento. Logo, este seria um comportamento tão prejudicial que as pessoas pensariam muito antes de adotá-lo. Provavelmente uma pessoa poderia passar a vida inteira sem nem sequer saber o que seria uma droga pesada pois nem teria contato com esse tipo de coisa.

    Porém, sendo pragmático, partindo do princípio que eu já vivo em um mundo esquerdista, onde meu filho é obrigado a frequentar escolas "marxistas", em que a sociedade é impedida de aplicar o filtro moral sobre os comportamentos degradantes e onde os crimes são relativizados pela lógica de classes, acho que colocar a descriminalização de drogas antes de outras metas mais importantes é cooperar muito mais com a esquerda do que com a liberdade. Quais seriam estas metas mais importantes? Eliminar qualquer interferência estatal na educação das crianças, qualquer relativização do conceito de propriedade privada e de liberdade religiosa, eliminar qualquer coerção baseada em coitadismo minoritário, etc.

    Resumindo:

    - descriminalizar as drogas em um mundo próximo do ideal libertário: SIM;
    - descriminalizar as drogas em um mundo esquerdista e onde já exista a criminalização das drogas: NÃO.

    Não acho que isso é abandonar as convicções libertárias, mas saber jogar o jogo que nos é proposto. No arranjo atual, creio que o resultado de tal ação seria muito mais positivo para a esquerda.
  • Opinador  26/08/2015 11:50
    "- descriminalizar as drogas em um mundo próximo do ideal libertário: SIM;
    - descriminalizar as drogas em um mundo esquerdista e onde já exista a criminalização das drogas: NÃO."

    Também tenho que concordar com isso.

    Pra mim só funciona quando as outra coisas já funcionam.

    No caso da bagunça que é o Brasil tenho minhas dúvidas...rs

    O problema é que se alguém drogado fosse barrado de um restaurante que não permita drogas por exemplo, iria entrar o direitos humanos.

    Em um país que shopping é considerado lugar público não dá certo...rs
  • Alma sombria  26/08/2015 13:39
    Concordo plenamente, primeiro o comercio deve ser discriminalizado e depois devemos pensar na descriminalização do consumo
  • Ricardo  25/08/2015 18:36
    Liberdade para usar a droga que quiser, pra escolher a identidade de gênero, ... blá blá blá!

    Tudo isso se assemelha muito à retórica esquerdista e subversiva que têm como objetivo imediato desestruturar cada vez mais nossa sociedade, para que sejamos mais facilmente subjugados pelo estado.

    A vocês que se denominam liberais, eu proponho uma mudança no foco dessa militância.

    Proponho que vocês, antes de defenderem a descriminalização de toda essa merda, defendam sim O FIM DOS GASTOS PÚBLICOS EM AÇÕES DE: recuperação de viciados; atendimento do SUS para doenças originadas pelo tabagismo e alcoolismo; distribuição de preservativos... etc.

    Se vocês querem permitir que seus filhos estraguem sua saúde usando drogas, então façam! Vocês não precisam de lei descriminalizando isso.

    Agora, saibam que, os únicos responsáveis pela recuperação dos dependentes que existem na sua casa SÃO VOCÊS!

    PORQUE SACANAGEM MAIOR QUE PROIBIR O USO DE DROGAS, É QUERER QUE OS OUTROS COMPARTILHEM DO CUSTO DE RECUPERAR O SEU FILHO DEPENDENTE (através dos impostos cobrados e mau gastos nas ações do governo).

    Quer perder sua saúde exagerando no alcoolimo e tabagismo? Ótimo! Faça isso!
    Só não venha exigir que um governo lhe proporcione tratamento às doenças relacionadas a isso! Pois isso é custeado pelos impostos que eu pago!

    Então, antes usar o argumento libertário para descriminalizar o uso das drogas, seria muito mais honroso defender o fim dos gastos públicos vinculados às consequências do uso dessas substâncias.

    Eu não deveria ser obrigado a pagar pela sua escolha destrutiva!
  • Desinformado  25/08/2015 19:03
    "Liberdade para usar a droga que quiser, pra escolher a identidade de gênero, ... blá blá blá!"

    Este site não defende e nem nunca defendeu essa tal liberdade de gênero. Favor ter a hombridade de se retratar da calúnia.

    "Tudo isso se assemelha muito à retórica esquerdista e subversiva que têm como objetivo imediato desestruturar cada vez mais nossa sociedade, para que sejamos mais facilmente subjugados pelo estado."

    A definição de ironia: você pede para o estado encarcerar pessoas só porque elas injetaram em seus próprios corpos determinadas substâncias, e depois diz que os outros é que querem um estado subjugador?!

    Você tem problemas com a lógica.

    "A vocês que se denominam liberais, eu proponho uma mudança no foco dessa militância. Proponho que vocês, antes de defenderem a descriminalização de toda essa merda, defendam sim O FIM DOS GASTOS PÚBLICOS EM AÇÕES DE: recuperação de viciados; atendimento do SUS para doenças originadas pelo tabagismo e alcoolismo; distribuição de preservativos... etc."

    Ora, mas você veio ao site certo! Por gentileza:

    Quatro medidas para melhorar o sistema de saúde

    Como Mises explicaria a realidade do SUS?

    A saúde é um bem, e não um direito

    Como o SUS está destruindo a saúde dos brasileiros

    Uma análise ética, sócio-política e econômica da saúde socializada

    "PORQUE SACANAGEM MAIOR QUE PROIBIR O USO DE DROGAS, É QUERER QUE OS OUTROS COMPARTILHEM DO CUSTO DE RECUPERAR O SEU FILHO DEPENDENTE (através dos impostos cobrados e mau gastos nas ações do governo)."

    Então, agora que você já sabe que este site defende o fim da saúde pública, que tal parar de gritar feito uma donzela em apuros e virar um homem de verdade? Um homem de verdade não fica implorando para que Dilma mande para a cadeia pessoas que não cometeram crimes.

    "Quer perder sua saúde exagerando no alcoolimo e tabagismo? Ótimo! Faça isso!
    Só não venha exigir que um governo lhe proporcione tratamento às doenças relacionadas a isso! Pois isso é custeado pelos impostos que eu pago!"


    Tâmo junto, parceiro. Agora, que tal parar de gemer?

    "Então, antes usar o argumento libertário para descriminalizar o uso das drogas, seria muito mais honroso defender o fim dos gastos públicos vinculados às consequências do uso dessas substâncias."

    Feito! Que tal agora para de dar chiliques?

    [i] "Eu não deveria ser obrigado a pagar pela sua escolha destrutiva!"


    E jamais pediremos isso. Que tal agora você man up?
  • Rennan Alves  25/08/2015 18:53
    Inacreditável. É estarrecedor ver que décadas depois de sucessivas derrotas na "Guerra às drogas" alguns ditos conservadores continuam levantando a bandeira progressista do controle de drogas pelo estado.

    Antigamente havia fibra e moral na luta contra o consumo drogas, a família e a igreja eram presentes na educação e recuperação de pessoas que aceitavam largar seus vícios. Campanhas e cartilhas eram criadas para incentivar o não uso de entorpecentes, prender e encarcerar usuários e comerciantes estava fora de questão.

    Então vieram os progressistas. Não satisfeitos em deixar para o estado o controle da economia, resolveram delegar a ele a tarefa de controlar o que consumimos (maconha, heroína, álcool, cigarro, leite puro) e o que fazemos (jogos de azar, casamento, armas).

    O que o ditos conservadores fizeram? Agitaram com passeatas, debates, programas a rádio, cartazes, cartilhas, leis, eleições, etc. Nunca o progressismo esteve tão unido com o conservadorismo. Como bem disse Ron Paul: os conservadores falharam em diminuir o tamanho do estado.

    E pensar que tal filosofia outrora defendia com afinco as leis naturais e a propriedade privada. Hoje, os conservadores (melhor, neoconservadores) sequer parecem conhecer tais conceitos, limitam-se a subterfúgios como "há uma boa razão para estar proibido", "se está na lei, devemos seguir", "é papel do governo regular tais questões, senão vira bagunça", entre outras estultices.

    Para complementar, fica aqui algo para testar a coerência destes conservadores.

    Escassez faz criminosos trocarem tráfico de drogas pelo de alimentos na Venezuela.
  • Anomalous  25/08/2015 19:01
    Eu tenho sérias dúvidas se daria certo isto.
    Creio que realmente ocorreria uma redução da criminalidade, desde que acabasse o tráfico ilegal, ou seja, a venda teria que ser legalizada. Mas existem ressalvas, caso as drogas fossem descriminalizadas e pudessem ser vendidas legalmente, os traficantes atuais deixariam de ser criminosos? Porque apenas vender drogas não foi o único crime que eles cometeram.
    Outras questões.

    Uma empresa produtora de drogas poderia comprar a matéria prima de traficantes da Colômbia(leia-se FARC), por exemplo?

    Sendo mais alto o preço de venda, muitos produtores agrícolas optariam por trocar o plantio de alimentos por drogas. Acho possível. Isso não teria um impacto ruim?

    Como evitar que um motorista dirigisse sobre o efeito de drogas? E tem muitas drogas que não fáceis de detectar sem um exame de sangue, como o alcohol.

    Hoje a nossa sociedade está muito fragilizada psicologicamente e moralmente. Acredito que o aumento no consumo de drogas seria muito maior do que os liberacionistas crêem. E as drogas são diferentes do alcohol, elas causam muito mais dependência química. Será que isso daria bons resultados mesmo?



  • Pedrao  25/08/2015 21:07
    Vamos as suas duvidas:

    "Creio que realmente ocorreria uma redução da criminalidade, desde que acabasse o tráfico ilegal, ou seja, a venda teria que ser legalizada. Mas existem ressalvas, caso as drogas fossem descriminalizadas e pudessem ser vendidas legalmente, os traficantes atuais deixariam de ser criminosos? Porque apenas vender drogas não foi o único crime que eles cometeram."

    Não sou advogado mas até onde sei a lei retroage para beneficiar um acusado, uma vez que legalizassem as drogas creio que ele não poderia mais ser processado por tal crime no passado. Caso ele tenha cometido outros crimes, obviamente teria de responder por eles.

    "Uma empresa produtora de drogas poderia comprar a matéria prima de traficantes da Colômbia(leia-se FARC), por exemplo?"

    Poderia acontecer sim, da mesma forma que compram petróleo de áreas controladas pelo Estado Islâmico hoje em dia. A questão é que o revendedor, nesse caso, também estaria arcando com todos os custos extras relacionados a não legalidade da atividade o que aumentaria consideravelmente o custo e provavelmente tornaria a atividade cara demais para valer a pena a esse revendedor que poderia muito bem recorrer a um produtor local.

    "Sendo mais alto o preço de venda, muitos produtores agrícolas optariam por trocar o plantio de alimentos por drogas. Acho possível. Isso não teria um impacto ruim?"

    Ruim para quem ? Caso o produtor lucre mais seguramente não seria ruim para ele, ruim para os demais que talvez sentiriam um aumento de preço pela diminuição da demanda ? Pode acontecer, mas isso não é de responsabilidade do produtor e o mercado tem mecanismos de correção, quando o preço do alimento ficar interessante mais gente vai tentar vender o que acaba por diminuir o preço.

    "Como evitar que um motorista dirigisse sobre o efeito de drogas? E tem muitas drogas que não fáceis de detectar sem um exame de sangue, como o alcohol."

    Supondo que nada mais mudasse, da mesma forma que é feita hoje em dia, onde o testemunho do policial tem peso suficiente para prender a pessoa. Embora o ideal seja não proibir que ele o faça e, caso ele gere algum acidente, ai sim ele deveria responder pela ação que cometeu.

    "Hoje a nossa sociedade está muito fragilizada psicologicamente e moralmente. Acredito que o aumento no consumo de drogas seria muito maior do que os liberacionistas crêem."

    Você pode acreditar no que quiser mas ao analisar os dados reais de países que fizeram tais escolhas: Portugual, Uruguai(maconha) e alguns estados do EUA(novamente, apenas a maconha) verá que isso não ocorreu.

    " E as drogas são diferentes do alcohol, elas causam muito mais dependência química. Será que isso daria bons resultados mesmo"

    Bom, sendo o alcool uma droga ele não é diferente das demais, na verdade é até pior pois muitas drogas tem efeitos terapêuticos, coisa que o alcool não tem até onde sei. Algumas drogas causam mais dependência química e outras menos, mas isso é irrelevante pois a dependência afeta principalmente o viciado e ele tem a opção de seguir por esse caminho caso queira, não é uma escolha sábia ou inteligente mas ele tem liberdade para fazê-la(ou ao menos deveria ter).


  • Anderson  25/08/2015 23:10
    Anomalous,


    Pois é, essa é a única coisa que me deixa com o pé atrás. Concordo com tudo com o que foi posto no artigo, assim como em outros artigos, porém, não menos importante do que já foi falado em outros artigos, não sei como ficaria a situação dos traficantes, se voltariam a ser "cidadãos" ou se continuariam a ser perseguidos pelos outros crimes que cometeram.

    A questão é que os traficantes de hoje são totalmente diferentes dos contrabandistas. Se fossem apenas contrabandistas de coisa ilícita, droga no caso, o problema seria resolvido "tranquilamente", só que não se trata desse tipo de fora da lei.

    Vejo que os autores costumam citar os contrabandistas de bebidas nos tempos de Lei Seca, nos EUA, mas, se pensarmos bem, aqueles homens não passavam de fornecedores de bens ilícitos, hoje, no entanto, os homens que são "inimigos de estado" fazem muito mais que contrabandear drogas, eles também matam, roubam, torturam, sequestram e não possuem respeito algum para com a propriedade privada dos outros (tá, o estado também não respeita, mas não deixa de ser uma coisa grave). Ou seja, o que eu quero dizer é que o contexto é diferente.

    Nos EUA, por exemplo, quando a coisa foi ficando degradante, o estado decidiu abolir a tal "lei seca". Aqui, no Brasil, o negócio já passou da degradação, virou "guerra civil", o negócio não envolve mais drogas produzidas nos quintais e "fazendas clandestinas", a coisa vem de fora, tornou-se uma relação complexa.

    A minha dúvida é como esse embrolho se resolveria, já que não estamos partindo de premissas "puras" (não é mais um jogo entre polícia vs contrabandista). A verdade é que o estado brasileiro deixou a coisa feder, e, agora que a coisa está estragada, não dá para limpar somente com água e esfregão.
  • Anomalous  26/08/2015 01:11
    Anderson, boa noite,

    Outro problema destes debates é considerarem cocaína uma droga igual ao álcool e a maconha. A cocaína e outros causam uma dependência química bem grande.
    Será que um policial pode identificar tão facilmente que uma pessoa está sob a influência de cocaína? Não sei.
    E bem lembrado, a situação do Brasil é bem diferente dos EUA e Portugal, tanto culturalmente quanto criminalmente. E muito menos podemos comparar com a lei seca americana.
    Creio que realmente fosse diminuir a criminalidade. Mas me causa muita perplexidade ver que esta bandeira, a da legalização das drogas, ser tão fortemente defendida pelo PSOL e outros partidos socialistas.
    Continuo tendo sérias dúvidas quanto a efetividade disto.

  • Normalus  26/08/2015 01:32
    "Mas me causa muita perplexidade ver que esta bandeira, a da legalização das drogas, ser tão fortemente defendida pelo PSOL e outros partidos socialistas."

    O PCO (Partido da Causa Operária), talvez o partido mais radicalmente de esquerda do Brasil, é um ferrenho opositor do desarmamento.

    www.pco.org.br/19/nova-campanha-pelo-desarmamento-o-governo-quer-os-trabalhadores-sob-controle/zyia,b.html

    www.pco.org.br/editorial/o-que-esta-por-tras-da-polemica-sobre-o-desarmamento/epeo,s.html

    www.pco.org.br/conoticias/imprimir_materia.php?mat=39483

    www.pco.org.br/nacional/governo-lula-quer-recomecar-campanha-de-desarmamento/eib,b.html

    www.pco.org.br/conoticias/imprimir_materia.php?mat=39324

    Pela sua "lógica da desconfiança", você tem de virar desarmamentista por causa dessa posição do PCO.

    E aí?
  • Anomalous  26/08/2015 11:53
    Normalus, seu raciocínio é forçado. Eu não tenho que mudar a minha opinião porque um partido defende ou não uma bandeira.
    Mas eu falei nos meus comentários que não tenho uma posição bem definida sobre se sou a favor ou contra a liberação das drogas, mas me causa perplexidade ver certas partes, que são notadamente anti-liberais, defendendo isto, só isto.


  • Normalus  26/08/2015 12:24
    Ora, mas foi você quem utilizou esse argumento!

    Você disse que o fato de o PSOL ser a favor de algo significa que você deve ter um pé atrás.

    Aí eu citei que o PCO é o único partido brasileiro contrário ao desarmamento, e que, pela sua lógica, você também deveria desconfiar da idéia do armamento.

    Pêgo nessa contradição, você agora recua e, muito corretamente, diz que não tem que mudar sua opinião só porque um determinado partido defende ou não uma bandeira.

    Corretíssimo. Sendo assim, pare então de dizer que o fato de o PSOL ser a favor da descriminalização faz com que as pessoas de bem tenham a obrigação de desconfiar de tal bandeira.
  • Anomalous  26/08/2015 12:48
    Mudando um pouco de assunto, escrevi num outro comentário acima. Só um pouco mais de lenha.

    Existem dois tipo de violência causada pelas drogas.
    1 - a violência da guerra às drogas. Neste caso, são mortes causadas pela guerra entre a polícia e traficantes e também tribunais do crime e balas perdidas.
    2 - a violência de viciados em drogas que roubam e matam para comprar drogas. As vítimas deste tipo são geralmente os cidadãos comuns que são assaltados e os viciados, privados da sua capacidade de julgamento(falo isso por ter conhecimento de estudos sobre o assunto, as drogas inibem a parte frontal do cérebro e diminui o censo crítico e as inibições) estão muito mais propensos a matar, mesmo quando o cidadão nem reage.

    A primeira com certeza seria reduzida com a legalização, disso eu não tenho dúvida.
    A segunda não creio que diminuiria, pois haveria mais viciados ainda. O acesso fácil às drogas com certeza aumentará o número de dependentes e isto aumentará o segundo tipo de violência produzido pelas drogas.
    Suponhamos que hoje fosse aprovada uma lei que tornasse legal a comercialização e o consumo de qualquer droga. Sabemos que os traficantes não apenas vendem drogas, mas eles cometem vários outros crimes, como assassinato, roubo etc. Assim, podemos crer que eles não se tornarão empresários do ramo das drogas, provavelmente as empresas que já desempenham este papel com drogas legais irão se encarregar de atender a este mercado. Logo, o tráfico começaria a perder dinheiro das vendas das drogas, mas ainda estaria armado e iria utilizar todo o seu poderio armado em outros crimes, como latrocínio, assalto a bancos, sequestros etc. a fim de manter sua "renda". Alguém duvida disso? Estes crimes afetam mais ao cidadão comum do que a guerra às drogas, que é apenas entre a polícia e os bandidos, causando alguns danos colaterais como morte de inocentes em tiroteios e outros.
    Vão dizer que eu advogo pelos bandidos, não é verdade, isto é a conclusão lógica dos acontecimentos. Somente legalizar não acabaria com a criminalidade, seria necessário muito mais do que isso.
  • Sérgio  27/08/2015 13:06
    O engraçado é que já ví esses partidos de extrema-esquerda defendendo medidas que os anarcocapitalistas apóiam, como substituir a polícia por milícias populares....
  • Chulapa  27/08/2015 14:51
    E o engraçado é que o PCO (Partido da Causa Operária), talvez o partido mais radicalmente de esquerda do Brasil, é um ferrenho opositor do desarmamento, assim como os conservadores.

    Pela sua "lógica ", você tem de virar desarmamentista apenas para não ter a mesma bandeira do PCO.

    E aí?
  • Anderson  26/08/2015 18:09
    Anomalous, boa tarde.


    Verdade, ainda tem essas questões subjetivas, como no caso da cocaína e outras drogas pesadas.

    Teoricamente eu não tenho objeção quanto ao término da criminalização e/ou legalização das drogas, porém, como falei no outro comentário, a situação não é simples como muitos acham, décadas de guerras já distorceu todo o contexto que seria propício para uma simples liberalização das drogas. Não estamos falando de conflito entre contrabandista vs estado, o negócio é totalmente diferente, complexo. E isso eu não vejo ninguém abordando, partem da premissa de que existe apenas uma repressão por parte do estado e que é só liberar a venda/compra de drogas que a violência/gasto diminui, mas não é assim, as coisas mudaram e muito no Brasil e em outros países latino-americanos. O estado deixou a guerra rolar solta por décadas, e, agora, estamos diante de um cenário altamente degradante, não existe mais a figura do contrabandista (só existe para atravessar a fronteira, e olhe lá...), o que existe é o traficante, gente torpe que comete os mais diversos crimes e que não possuem respeito algum pela propriedade alheia.

    Ah, e sobre os partidos de esquerda levantar a bandeira da descriminalização ou legalização, não é surpresa. É que os conservadores e instituições tradicionais abraçaram as políticas anti droga, enquanto que a esquerda, para fazer oposição, abraçou o lado da droga. E o incentivo da esquerda está justamente no fato de que a droga é um dos principais agentes da destruição de uma família, logo, é uma arma contra os "malvados-repressores-fascistas cristãos".

    Só que a diferença é que a esquerda quer que a sociedade utilize drogas, quer adolescentes se entorpeçam, enquanto que os liberais apenas querem que as pessoas não sejam controladas pelo governo só porque consomem alguma substância. E isso se reflete nas medidas paralelas que os liberais defendem, no caso a abolição do sistema de saúde público e que o cidadão ganhe o direito de discriminar/expulsar algum drogado de sua (do cidadão) propriedade privada. Ou seja, pedem liberdade com responsabilidade individual. Enquanto que a esquerda, com sua retórica coletivista, pede que a sociedade se responsabilize pelo lado fraco da força, "os excluídos/explorados da sociedade".
  • Anomalous  26/08/2015 18:47
    Muito bom, acho que não tenho mais nada a acrescentar.
    A liberação não parece ser a solução para os todos os nossos problemas. Quem sabe vai até criar outros problemas.
  • Mainardi  26/08/2015 18:51
    E quem falou em liberação? O artigo fala em descriminalização, o que significa que os autores simplesmente defendem que o estado não deve mandar para a cadeia quem ingere determinadas substâncias.

    E você? Você é a favor de o governo mandar para a cadeia qualquer um que ingerir substâncias que você não aprova? Sim ou não? Todo o debate gira em torno disso. Qual o seu lado?
  • Anomalous  27/08/2015 00:42
    Leia a conversa toda. Sou a favor que seja preso o cúmplice do traficante, que além de vender, rouba e mata.
    Falo em liberação, porque apenas não prender quem consome não reduzirá em nada a criminalidade. A única forma de reduzir alguma criminalidade seria com legalização da venda.
    E ser a favor da descriminalização porque você não quer que ninguém mande em você não é um argumento conservador. Se quer se matar, não sustente criminosos, compre veneno de rato, que é legal, e tome.
  • anônimo  25/08/2015 19:06
    Nenhum desses argumentos foca no ponto principal.
    O que os libertários ainda não entenderam é que pra convencer as massas disso, de liberar geral todas as drogas, primeiro as massas tem que entender que num mundo livre ninguém ia ser obrigado a conviver com drogados.
    Eu não gosto de drogas nem de drogados, ninguém vai apoiar o liberou geral sabendo que vai ter que conviver com lixo humano drogado típico.

  • Kika  26/08/2015 13:51
    Como que as pessoas convivem com os humanos alcoólatras lixo de plantão?
  • Marcos  03/09/2015 22:53
    as drogas ja estao "liberadas", filho

    ninguem, em nenhuma cidade do mundo, tem dificuldade em consegui-las (mesmo dentro de prisoes de segurança maxima nos EUA)

    o argumento é para trazer para o mercado

    proibir faz mal, e nao acaba com o "lixo humano"
  • Tiago Pontual Waked  25/08/2015 19:47
    Meus caros, eu sou contra a descriminalização das drogas e cito como fonte o site abaixo:

    www.midiasemmascara.org/artigos/governo-do-pt/12174-sete-mitos-e-mentiras-sobre-a-legalizacao-das-drogas.html

    Este site aponta 7 mitos e mentiras sobre a descriminalização das drogas.

    Boa leitura!

    Paz, consciência e luz!
  • Rennan Alves  26/08/2015 09:06
    Descriminalizar:

    s.f. Ação de revogar a criminalidade de um fato; ação de fazer com que alguma coisa deixe de ser um crime.

    Legalizar:

    v.t. Tornar legal; dar força de lei a (um ato, ou disposição).
    Revestir das formalidades exigidas por lei.

    O artigo deste site defende o primeiro, o artigo que você indicou contesta o segundo. Ademais, a empiria demonstrada no presente artigo desmente os levantamentos apontados pelo o que você indicou.
  • Opinador  26/08/2015 11:42
    Eu nem vou ler o texto sabe porque ?

    Pois eu faço a pergunta:

    "Atualmente é proibido, mas não existem drogados?"

    Existe tanto que tem um lugar chamado cracolândia em São Paulo, onde se consome droga a luz do dia.

    Ou seja neste arranjo, tanto faz proibir como liberar, as pessoa irão consumir se houver demanda.

    A questão de liberar é dar a oportunidade para tornar um negócio inescrupuloso em um negócio se não ético mas pelo menos legal.

    Agora falam que não irá acabar com o trafico ilegal, sim, mas eu cito o exemplo de cigarros e bebida.

    Agora o que impede de eu criar uma bebida caseira e vender. Nada...rs

    Agora tenho certeza que nem mendigo irá querer...rs

    No momento que você oferece algo com um efeito semelhante e com "mais qualidade" a pessoa irá preferir algo que tem uma vigilância sanitária por traz, um controle de qualidade.

    Ninguem usa droga pra morrer. Seria mesma coisa se proibir refrigerante.

    Irá aparecer similares com baixa qualidade sem nenhum controle.

    Referente ainda sobre a diminuição do tráfico, não irá acabar mas irá diminuir muito:

    cultivadordeestrelas.org/2015/01/15/a-legalizacao-da-cannabis-nos-usa-paralisa-os-carteis-de-drogas-do-mexico/

    spotniks.com/como-legalizacao-da-maconha-colorado-esta-ajudando-falir-traficantes-mexicanos/


    Vamo usar o tico e teco.


  • Alex  25/08/2015 21:11
    EXCELENTE ARTIGO! Finalmente um artigo para exibir a conclusão coerente dos princípios libertários, onde não faz o menor sentido o estado decidir que substâncias o indivíduo deve ou não utilizar. Sempre tipo problemas com agendas e movimentos ditos liberais e livertarios, mas com uma postura totalmente estatista com relação a liberdades individuais como a questão das drogas. É a velha hipocrisia e incoerência de querer o estado mínimo no controle da economia (o que é ótimo) mas máximo na imposição de moralidade. Parabéns pelo artigo.
  • .  25/08/2015 21:27
    Sou a favor da liberação completa da venda de drogas e sem imposto.
  • Henrique Zucatelli  25/08/2015 21:43
    Bla bla bla... esses pseudo liberais precisam sair das fraldas antes de se livrar do papai Estado que controla tudo.

    Mudando de assunto, Gigante Leandro, o IMB poderia fazer um artigo sobre o bloco K?

    A maioria dos empresários não sabe, mas em 01/01/2016 o comunismo vai ser realmente fato aqui.

    O Bloco K, em suma, é o comunismo bolivariano implantado na sua mais perigosa vertente: o controle total do livre mercado. É um instrumento obrigatório que transgride todas as leis de segredo industrial e defesa do patrimônio.

    Esse recurso nefasto, sancionado pela Dilma Vermelha, obriga todas as empresas que estão fora do Simples a declarar todo seu processo produtivo, todos os seus fornecedores, o quanto se paga, quando comprou, o quanto tem de estoque, e a quanto vende, inclusive as perdas no processo.

    Qualquer pisadinha na bola e eles encaram como sonegação. É o controle total, a amarra comunista sobre quem se aventura a sobreviver de outra maneira, que não seja as custas de esmola estatal.

    Detalhe: Este sistema macabro foi montado exclusivamente para INDÚSTRIAS e grandes atacadistas, sendo que varejistas estão na mira para 2017.

    Estou muito preocupado com isso, e não obstante a opinião do IMB, acho que seria plausível um parecer técnico sobre a constitucionalidade desse instrumento.
  • Felipe R  25/08/2015 21:48
    Senhores,

    Um dos pilares sagrados do libertarianismo é o PRINCÍPIO DA NÃO-AGRESSÃO. A partir dele, é óbvio concluir que o uso de substâncias que causam redução de destreza, discernimento e dependência química devem ser obrigatoriamente limitados em certas situações. Afinal, dirigir, trabalhar etc. sob os efeitos dessas substâncias é colocar em alto risco de perda a saude e/ou a propriedade de um inocente. Se cabe a um Estado ou a instituições privadas proibir e coibir, pra mim tanto faz, pois será uma limitação geral de qualquer forma. Em tempo, prefiro que não seja o Estado.

    O direito de um inocente não ser agredido deve sempre ser um ponto de partida para as outras liberdades.
  • Marcelio  26/08/2015 01:06
    fonte?
  • Felipe R  27/08/2015 16:49
    Fonte do que, exatamente? Do princípio da não-agressão?

    Neste caso, minha base é o livro "A Ética da Liberdade", de Murray Rothbard.
  • Julio  25/08/2015 22:45
    Na moral só li blablabla.

    Convido um desses homens a ir na cracolândia, ter um minuto de conversa com os noias e depois ir conversar com suas famílias e verem que existe muita gente com educação e informações mais do que necessárias para nunca entrar nessa vida.

    Fazer oque afinal, um erro, uma fumaça pro alto e estará condenado a ser um zombie.

    Acho que esse sera o grande mal da humanidade, quando a prosperidade plena for alcançada.
  • Rennan Alves  26/08/2015 08:53
    Na moral só li blablabla.

    O sentimento é recíproco ao seu comentário.

    Convido um desses homens a ir na cracolândia, ter um minuto de conversa com os noias e depois ir conversar com suas famílias e verem que existe muita gente com educação e informações mais do que necessárias para nunca entrar nessa vida.

    Ótimo, sinal de que mesmo dispondo de uma família estruturada o "noia" ainda decidiu por si a utilizar drogas. Que morra de inanição jogado ao relento por sua escolha, não precisamos de incapazes.

    Fazer oque afinal, um erro, uma fumaça pro alto e estará condenado a ser um zombie.

    É mesmo? Então os ex-viciados são uma estória da carochinha tal qual o papai noel e os ursinhos carinhosos? Que raios de condenação é essa em que eu consigo sair quando quero?

    Acho que esse sera o grande mal da humanidade, quando a prosperidade plena for alcançada.

    Ininteligível.
  • Thiago Teixeira  25/08/2015 23:46
    Excelente artigo.

    A única questão que levanto sobre a liberalização do uso de drogas é que ela deve ser precedida por 2 ações:
    1) responsabilização de fato
    2) eliminação do sistema público de saúde

    Precisa haver responsabilização de quem se drogar e fizer m... com os outros porque perdeu a noção das coisas, especialmente no caso dos derivados da coca: são estimulantes, deixam a pessoa agressiva. Pode parecer óbvio, mas aqui no nosso ambiente não é responsabilizado sequer quem comete crimes sóbrio...

    Sobre o segundo ponto, viciados oneram sistemas de saúde coletivistas. Deve haver o direito de uma seguradora de saúde cancelar a assistencia a quem não tem responsabilidade. Alguns vícios são particularmente difíceis de sair, como os em derivados do ópio, e em crack.

    Então, no atual estado de coisas, sugiro que a coisa seja feita por etapas.

    Neste primeiro momento, defendo sem ressalvas a liberalização da maconha e dos inalantes.




    Ah, Leandro, Marinho, gostaria de sugerir um artigo sobre a Mediação, no Direito.
  • Junior Schmidt  26/08/2015 01:34
    O Artigo quase nós convence de que o melhor caminho é a legalização.
    Porem, vivo no estado de Washington a 4 anos e durante esse tempo houve a eleição para aprovar a legalização da maconha. Alguns fatos sobre isso.
    - O consumo não é permitido em lugares públicos.
    - A venda só é permitida em locais específicos.
    - A condução de veículos sob o efeito de drogas pode ser punida (DUI)
    - A liberação não diminuiu a venda clandestina, devido ao imposto cobrado da legal.
    - Os problemas de saúde decorrentes ao uso de drogas e de inteira responsabilidade do consumidor e não do estado.
    - Crimes cometidos sob a influência de drogas podem aumentar as penas.
    Mais algumas outras coisas que não vem ao caso.
    Por isso, este problema não é tão simples assim.
  • Tadeu  26/08/2015 01:41
    Opa, aceito inteiramente essas medidas, principalmente a que diz que "Os problemas de saúde decorrentes ao uso de drogas e de inteira responsabilidade do consumidor e não do estado."

    Mais conservadora impossível.

    Alguém se opõe?
  • Junior Schmidt  26/08/2015 01:58
    Tadeu
    Além disso tudo, na maioria dos bons empregos o candidato é OBRIGADO a fazer um exame de drogas antes de ser contratado (exame pago pela empresa), e a resposta da empresa para os usuários.... acho que não preciso nem falar.
  • Tadeu  26/08/2015 02:02
    Tô dentro também! Liberdade plena de discriminar. Exatamente como tem de ser. Onde assino? Quando podemos transportar esse modelo pra cá?

  • Opinador  26/08/2015 11:31
    Corretissimo !!!

    A liberalização não é banalização !

    É tirar a responsabilidade do estado e colocar na pessoa que é "de maior" e vacinada.

    Lembrem-se: Maior liberdade traz maior responsabilidade !
  • Thiago Gonçalves Ledo  26/08/2015 03:55
    Descriminação...
    Não deveria ser descriminalização?
  • Pasquale  26/08/2015 12:39
    Descriminação e descriminalização são sinônimos.

    educacao.uol.com.br/dicas-portugues/ult2781u648.jhtm

    Aprenda a usar o Google antes de poluir uma seção de comentários.

    (Aposto que você é funcionário do BNDES).
  • Thiago Gonçalves Ledo  26/08/2015 15:46
    Obrigado pelo esclarecimento (apesar de ele não ter parecido muito amistoso, cadê o PNA? rs).
    Estava escrevendo no celular, o que dificultava um pouco a consulta.

    De qualquer maneira, achei que a questão não seria uma "poluição", e sim uma informação útil pra muitos leitores.
    Vi algumas pessoas criticando o artigo no Facebook como se isso fosse um erro.

    Trabalho sim no BNDES, e me considero mais alinhado com liberalismos social e com as ideias de Friedmann. Por que?
  • Tiago RC  26/08/2015 08:35
    O argumento 5 serve pra tantas coisas... desde drogas e tarjas vermelhas até a porcaria do FGTS.
  • Angelo Viacava   26/08/2015 09:31
    E o argumento conservador " Na dúvida, não fazer", ajuda?
  • Waldney  26/08/2015 11:24
    Que argumentos são esses?! Conservadores?! Nunca!
    Simplesmente, cuidar de um dependente químico é muito gasto. Logo, os pobres não tem e não terão acesso. Como a maioria da população é pobre, vai se ter, como já tem, um grande gasto de dinheiro público com uma pessoa que sabia que droga vicia e mata. Argumentos liberais apenas!
  • Rennan Alves  26/08/2015 13:31
    "Simplesmente, cuidar de um dependente químico é muito gasto."

    Então não cuide.

    "Logo, os pobres não tem e não terão acesso."

    Perfeito, assim eles pensarão duas vezes antes de consumir drogas com tratamentos tão caros. Os que por ventura o fazem, que morram de inanição.

    "Como a maioria da população é pobre, vai se ter, como já tem, um grande gasto de dinheiro público com uma pessoa que sabia que droga vicia e mata."

    Aumento de gasto? A última vez que li sobre isso foi que o governo aplicou apenas 15% do previsto em combate as drogas.

    Mas tem uma maneira fácil de resolver isso: não gastar dinheiro público.

    "Argumentos liberais apenas!"

    Os argumentos liberais estão nestes artigos, com exceção do primeiro.
  • Fábio Glins  26/08/2015 12:22
    O mais interessante é ver Conservadores falando que proibição é coisa de "Progressistas" e Progressitas falando que a proibição é coisa de "Conservadores" :)
  • Miguel   26/08/2015 14:11
    Sou favorável a liberação das drogas. Entendo que se for quebrado o monopólio dos produtores ilegais, que hoje é garantido pelo estado haveria um enfraquecimento do crime organizado.
    Agora o ponto levantado pelo Fernando Gomes não foi contra argumentado por ninguém: A descriminalização do porte e a manutenção do monopólio (traficantes) irá fortalecer o crime organizado, não ?
  • Kika  26/08/2015 14:17
    Para todas as pessoas que são contra o que diz esse artigo, digo que vocês estão certos.. Afinal, hoje ninguém consome drogas de nenhum tipo, não existe tráfico, ninguém é assassinado por esse motivo, não há viciados, não existem famílias desestruturadas, nenhuma criança está nessa vida. Vivemos no mundo perfeito idealizado pelo Estado que controla de forma 100% eficiente o mercado negro de entorpecentes, impedindo que tudo isso citado anteriormente aconteça no Brasil.

    Inclusive, acho que vocês deveriam pedir novas leis de opressão contra as drogas, e incluam o álcool por favor, já que nos EUA a violência diminuiu né, na época em que foi proibido.(https://en.wikipedia.org/wiki/Prohibition_in_the_United_States#Organized_crime)
  • Alessandro  26/08/2015 15:53
    Eu concordo que o argumento de que todo o indivíduo deve ser livre para usar o que bem entender, desde que não prejudique outrem. Este tem que ser o principal motivo para, quem sabe, se liberar o consumo de drogas, não essa estória de que vai acabar com o tráfico, que não haverá mais brigas de facções, que, em minha opinião, é fantasia, conversa para convencer inocentes. Não sejamos utópicos, os cigarros e as bebidas "do paraguai", por exemplo, existem de montão em qualquer camelô ou barzinhos da cidade. E, quanto a isso, o que faremos? proibiremos a entrada desses produtos? Se impedirmos, não seria algo antiliberal, afinal as drogas não são produzidas só aqui, não é?

    Nessa conversa toda o que eu sempre peço é sinceridade e que um partidário da liberação simplesmente diga: "é meu direito usar o que eu quiser" e não "ah, é bom, porque vai enfraquecer os tráficos, vão morrer menos inocentes", esta não é uma fórmula mágica.


  • Felipe  26/08/2015 21:28
    Ué, por que eu não posso argumentar que a legalização iria acabar com o tráfico? No máximo eles virariam contrabandistas... E o que gera mais violência, o tráfico de drogas ou o contrabando de cigarros e bebidas?
  • Andre  26/08/2015 15:57
    Boa tarde,
    Primeiramente parabéns aos autores do artigo, pois nunca havia lido um compilado de argumentos tão robustos e convincentes.
    Somente discorrerei sobre dois pontos:

    1) Concordo com o 1º argumento (Individualista) no que tange ao livre arbítrio que o indivíduo tem para fazer o que quiser com seu corpo, mas se para tal compra uma droga sabendo que é produto de crime (num país onde produção e comércio são ilegais) tem que sofrer as devidas punições sim. Seguindo a mesma linha de raciocínio não seria crime usufruir de outros produtos/serviços de origem criminosa.

    2) Outro ponto que o artigo poderia explorar é o que farão os traficantes/criminosos que ficarão "desempregados" numa país que libere produção, comércio e consumo de drogas. Talvez alguns iriam atrás de atividades legais, mas acredito que a prática do crime é inerente a algumas pessoas... Sou a favor da liberação (com algumas restrições), mas é muito importante tentar antecipar para onde migrarão esses meliantes e tomar as devidas medidas preventivas.

    Abç,
    André
  • Marcos  03/09/2015 23:23
    André:

    1) a logica é descriminalizar, justamente para deixar de ser crime. Afinal, nao há vitima nesse crime.

    2) será que devemos entao continuar com a proibicao só para dar "ocupacao" para essa turma?

    O Pablito Escobar era um mero ladrao de lápides e de carro.

    Virou o que virou pois o Estado deu esse mercado e poder para ele.

    Derrubou um boeing da avianca matando 100 pessoas. Entrou e fuzilou metade do STF da Colombia.

    Era para ser um bandido sim. Mas com um efeito colateral para a sociedade mínimo.
  • walter azevedo  26/08/2015 17:12
    Perfeito, ótimo texto! Mas ainda tenho uma dúvida. Antibioticos tb não deveriam ser controlados? O uso de antibioticos sem a devida necessidade pode criar bacterias super resistentes que irão infectar outras pessoas. Então, o uso de antibioticos de maneira errada fere o pacto de não agressão, não? Se fere o pacto, não deveria ser uma substância controlada?
  • jose silva  26/08/2015 17:48
    e o Governo nesse caso? porque no minha concepção acho que as drogas comprovadas que fazem mal a saúde, e sendo usado de escolha do usuário como foi dito no artigo, deveriam ser negado o atendimento no sistema público de saúde, visto que o indivíduo está ingerindo veneno propositalmente, então quer usar? ótimo, mas perde o direito ao sistema público de saúde.
    e como falaram acima acho justo permitir que o empregador pela lei faça testes desde que ache que o drogado não rende o suficiente como um "Normal".
  • Diego M  26/08/2015 17:53
    Sou contra a liberação das drogas !!!

    Há um grande marketing por traz disso, mas os mesmos veículos não dizem as consequências possíveis (se não certas) dessa liberação.

    A quem interessar, vejam a entrevista com o psicanalista Dr Valentim Gentil Filho no Roda Viva (11/2013).
    Trecho sobre os efeitos da Maconha:
    https://www.youtube.com/watch?v=WNlxtzi_di0

    Entrevista Completa:
    https://www.youtube.com/watch?v=5ce06lmF2Zc

    Abraços.
  • Mainardi  26/08/2015 18:50
    Puxa, se você tivesse colocado apenas uma exclamação eu duvidaria de sua veemência. Mas como você colocou três exclamações, realmente não há como contra-argumentar. O uso do aceno ortográfico encerra todo o debate. Você me convenceu.

    P.S.: drogas não podem ser descriminalizadas porque fazem mal? Puxa, sensacional. Realmente, o governo tem de mandar para a cadeia qualquer um que ingerir substâncias que você não aprova. Isso sim é que é um baita humanismo.
  • Diego M  26/08/2015 19:03
    Mainardi,

    As 3 exclamações foi numa frase que diz respeito a MINHA opinião, ponto.

    Não tenho a pretensão de encerrar um debate com minha humilde opinião, mas se você entende que ela tem esse poder, obrigado mas não tem. E complementei minha opinião com a análise de um doutor experimentado, não simplesmente num achismo ou gosto de cheiradores ou algo parecido por aí.

    Aliás .... vc dá valor a uma puxadinha ?
  • Mainardi  26/08/2015 19:57
    "Aliás .... vc dá valor a uma puxadinha ?"

    Nem de cigarro. Mas, ao contrário de você, não quero mandar para a cadeia pessoas só porque elas "deram uma puxadinha".

    Nesse quesito, você é idêntico a Fidel Castro: quer prender pessoas que têm um comportamento pessoal que você não aprova.

    Nojento e pavoroso.
  • Diego M  26/08/2015 20:36
    Vou repetir, parece que você não entendeu:

    Essa é a MINHA opinião !!!!!!
    (agora foram 6 exclamações, e favor não fazer uma dissertação sobre isso).

    Opinião que foi reafirmada pelas informações citadas pelo do Dr Valentim, que a propósito, está claro que você não tomou conhecimento, pois defende firmemente um hábito tão destrutivo.

    E digo mais, aliás eu não, os médicos e especialistas, que tal comportamento não é um "simples comportamento", mas sim um potencial desencadeador de mazelas sanitárias, distúrbios neurológicos irreversíveis, redução das capacidades cognitivas, dentre outras coisas que culminam em transtornos comportamentais altamente perigosos e nocivos para o usuário próprio, mais o pior, para os outros a sua volta, como pais, parentes, amigos e até qualquer um que esteja passando por perto.

    Se você acha que isso é um mero comportamento, hábito, ou capricho de um individuo qualquer que não merece atenção pública, eu só lamento e sugiro que estude mais.
  • Mainardi  26/08/2015 22:09
    E segue fugindo, covardemente, da minha pergunta.

    Vou tentar mais uma vez: você é a favor de o estado mandar para a cadeia pessoas que ingeriram substâncias que você não aprova?

    Sim ou não?

    Sem fugir.
  • Wolmar  26/08/2015 22:42
    Muito tola essa generalização. É como se um vegano quisesse por na cadeia quem ousasse comer carne. Nada mais falso. Acontece que o crime cometido é comprar uma substancia cuja venda é proibida por lei, sendo tao punível como comprar uma mercadoria roubada.
    Seja mais honesto da próxima vez
  • Vou Amar  26/08/2015 23:44
    "É como se um vegano quisesse por na cadeia quem ousasse comer carne."

    Exatamente. E você é o vegano. E acha isso normalíssimo.

    "Acontece que o crime cometido é comprar uma substancia cuja venda é proibida por lei, sendo tao punível como comprar uma mercadoria roubada. Seja mais honesto da próxima vez."

    E você ainda pede para os outros serem honestos? Olha só a sua mendacidade.

    Em primeiro lugar, um indivíduo comprar uma substância que apenas ele irá ingerir não configura crime. Nenhum terceiro inocente está sendo agredido. Nenhuma mercadoria foi roubada. Ninguém, absolutamente ninguém de fora, foi prejudicado.

    Não tem nada a ver com mercadoria roubada, e não houve nenhuma vítima inocente.

    Seja mais honesto da próxima vez. Ou mais inteligente.
  • Wolmar  27/08/2015 02:01
    [I]Nenhum terceiro inocente está sendo agredido...ninguém de fora foi prejudicado [/I]

    Interessante colocação... sera que você está admitindo que o comprador é o único prejudicado nessa transação?

    Aliás é bastante hipócrita a postura da maioria dos que defendem a liberação das drogas de dizer que defendem o direito individual de ingerir o que bem entender mas apressam-se em dizer que desse direito jamais usufruirao.
  • Vou Amar  27/08/2015 11:47
    "defendem o direito individual de ingerir o que bem entender mas apressam-se em dizer que desse direito jamais usufruirao."

    Hein?! Isso é hipocrisia?!

    Quer dizer então que um sujeito que não bebe, mas que é a favor da liberdade de se vender cerveja, está sendo hipócrita?

    Quer dizer então que um sujeito que não fuma, mas que é a favor da liberdade de se vender cigarro, está sendo hipócrita?

    Meu, é cada ignaro que surge aqui.
  • Wolmar  27/08/2015 13:47
    Bem, ignorante para mim é o sujeito que não bebe, não fuma nem usa crack e acha que é tudo a mesma coisa.
  • Voa Mar  27/08/2015 14:59
    Esse, de fato, seria um ignorante. Só que eu não conheço uma única pessoa que pense isso.

    P.S.: o que seria de você sem espantalhos?
  • anônimo  26/08/2015 23:39
    Primeiro:
    Não fugi de pergunta nenhuma, até porque você não fez. Você fez uma afirmação.
    Reveja seu post. Ok?

    Segundo:
    Porque vc se importa tanto com minha humilde opinião?

    Pode ficar despreocupado com ela, ta bem?
    Não sou vereador, deputado ou senador, tampouco trabalho no Executivo. Minha opinião não terá impacto NENHUM em sua vida. Pode ficar tranquilo, ok?
    Mas pode ter certeza que se fosse, seria contra a liberação de qualquer droga.

    Já que respondi à pergunta que vc não fez, te peço pra responder as que vou fazer agora:

    Porque vc se importa tanto com minha humilde opinião?
    Eu sou obrigado a concordar com sua opinião?
    Eu não posso ter um pensamento diferente do seu?
    Até agora não estou entendendo a sua insistência.
    Estou começando a achar que o Fidel Castro daqui é você.
  • Mainardi  26/08/2015 23:50
    E pela quinta vez segue fugindo. Um covardão. Não tem coragem de falar abertamente o que defende.

    E não, cidadão. Defender que o estado mande para a cadeia determinadas pessoas só porque elas ingeriram algo que você não aprova está longe de ser uma "humilde opinião".

    Pela sua lógica, os comunistas que mandaram para o paredão aqueles que pensavam diferente estavam apenas exercendo uma "humilde opinião".

    Vaza.

  • anônimo  27/08/2015 01:31
    Cara, tu tem problemas.

    Não sabe argumentar, não respeita a opinião dos outros, decora frasesinhas de efeito pra impressionar, é sério ....
    Te aconselho a procurar um psicólogo, e depois um professor de interpretação de texto, porque respondi claramente a pergunta que vc não fez.
    "Mas pode ter certeza que se fosse, seria contra a liberação de qualquer droga."
    A frase acima não indica minha opinião?

    Ficar chamando os outros de covarde, isso é feio rapaz. Falta de educação.
    Vai se tratar.

    Se eu sou um covarde por vc não ter capacidade cognitiva de entender um relato, oq vc seria por não ter respondido nenhuma de minhas perguntas tbm.

    Aprenda a respeitar as opiniões alheias!

    E faça uma reflexão interna, pq se vc defende que uma pessoa pode se drogar simplesmente pelo fato de isso ser uma liberdade individual, que inclusive pode colocar a segurança de terceiros em risco, sua lógica é por demais destrutiva e desrespeitosa com os outros? Já parou pra pensar? Parece que não? Vc está parecendo um libertário xiita que já vi por aí defendendo que até os pais de uma criança tem a "LIBERDADE" de alimentar ou não seus filhos.

    De novo: Qual o problema com minha opinião ser o contrário da sua? É obrigado ser igual? Se não, vc usará sua tática Stalinista muito bem aprendida: "Xingue-os daquilo que é, acuse-os do que vc faz"?

    Ou vc é simplesmente mais um vigilante dessa patrulha maldita da net pronta para atacar as opiniões contrárias ???
  • Diego M  27/08/2015 15:14
    Mainardi, se vc não tem condição de entender um discurso, uma pena....

    Vou falar pela última vez e espero que entenda:

    Não sou jurista, mais parto do alguns princípios:
    1- Não há liberdade/direito absoluta;
    2- O meu direito acaba quando o do outro começa (conhece essa frase?).

    Disto posto, não tenho como apoiar o uso indiscriminado de drogas como maconha ou coisa pior, simplesmente pela PRINCÍPIO MAIOR libertário de que uma pessoa deve ser livre. Pois, embora eu seja liberal, reconheço que existem coisas mais sublimes e acima da liberdade individual.

    Continuando, o uso das drogas de forma livre e legal se torna (conforme extenso material científico comprovado) uma poderosa ferramenta que causa vício, doenças neurológicas e psicossomáticas, traumas irreversíveis, desordem familiar, potencializa agressões, assaltos e tantas outras formas de crime, pois altera a capacidade de discernimento de uma pessoa, outrora normal.

    Eu não estou falando do mal que o usuário faz a si próprio, mas tão somente ao mal que ele faz ao próximo, como os citados acima, esa é a questão. Outro ponto também relevante é as custas que tal pessoa irá infligir ao Estado, através de cuidados médicos, urgências, tratamentos e clinicas, polícia, processos, etc.

    Acho que conseguir expor o porquê de eu não ser a favor desse tipo de mudança.
    Pessoalmente um usuário de drogas pode se tornar em curto prazo um mal para mim e minha família. E do ponto de vista do Estado, sou contra por causa dos custos desnecessários que isso acarretará. Se o uso de drogas não tivesse esses efeitos colaterais sociais, usa quem quiser. Mas não posso comparar, ou até mesmo colocar no mesmo patamar o uso de drogas e o consumo excessivo de gordura animal, por exemplo. Há que se fazer essa separação.

    Será que agora você consegue entender meu ponto de vista, ou vai continuar a falar que nem um mongol:
    "Covarde, você se esquivou pela sexta vez, Dã".
  • Lucas  26/08/2015 18:23
    Se no Brasil de hoje tem maluco que sai na rua para aplaudir um bando de corruPTos no poder, imagine se ainda fosse liberado o uso de drogas. Esses loucos iriam fumar todas e ainda pedir um auxílio-dependente-químico.
  • Fabio  26/08/2015 19:11
    Para os que querem manter mais esta regulamentação na vida privada do indivíduo, vocês também devem ser a favor desta medida que proíbe sal na mesa dos restaurantes, né?

    g1.globo.com/espirito-santo/noticia/2015/08/regulamentacao-de-lei-que-proibe-sal-em-mesas-no-es-e-publicada.html

    Afinal, não sou capaz de controlar o uso do sal, preciso de uma entidade, de um pastor, para me guiar, pois não tenho controle sobre mim mesmo, né?

    Ah sim.. esqueci que as drogas caem no campo da MORALIDADE. E como um amigo ali em cima comentou, parece que vocês são a favor de um estado máximo quando se trata de questões morais.

    O uso da droga como indivíduo é errado? Afeta quem mesmo? Ah é.. só o indivíduo... AH! MAS ELE VAI VIRAR UM VICIADO, LADRÃO, ASSASSINO E AÍ VAI COMEÇAR A ME AFETAR!

    Deve-se punir o ladrão, não o cara que compra um pé de cabra. Deve-se punir o assassino, não o cara que possui uma arma. Deve-se punir o atropelador, não o cara que usa o carro.

    Pune-se pelo que te afeta, e não pelo que pode te afetar. Tenham isso em mente quando se lida com questões que a moralidade impera.
  • Dalton C. Rocha  26/08/2015 20:07
    No site www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/230800-porque-ja-nao-dao.shtml e na FSP de hoje tem escrito:

    "Ruy Castro

    Porque já não dão

    RIO DE JANEIRO - O STF está julgando a liberação do porte de maconha para uso próprio. A favor da medida estão, como sempre, cantores, jornalistas, sociólogos, advogados, surfistas e ex-presidentes que, durante seus governos, nunca tiveram uma política sobre drogas em termos de esclarecimento, prevenção e cura –entre os quais, FHC. Mas o que pensam a respeito os profissionais da saúde, como os médicos e os psiquiatras?

    A entrevista da dra. Ana Cecilia Marques, presidente da Abead (Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas), à Folha ("População não entende liberação de droga para uso próprio, diz psiquiatra", 21/8), responde a essa pergunta. Merece ser acessada e lida na íntegra. Mas aqui vão alguns de seus principais pontos.

    "A população não entenderá que a liberação é só para uso pessoal. Pensará que liberou geral. * Nos países que aplicaram essa flexibilização, houve aumento de consumo entre adolescentes, de dependência da cannabis e da facilidade para consumir outras drogas. * Fala-se do porte individual, mas onde cada um vai comprar? De empresas que plantem, colham e fabriquem o cigarro. Ou seja, vai-se criar uma indústria da maconha, como a do álcool. * Quem dita a política do álcool no Brasil? A Ambev. Quem ditará a política da droga? A indústria da droga.

    "Onde está escrito que a droga é um problema individual, que não afeta terceiros? * A maconha não é um simples produto. É uma droga psicotrópica, que atinge o córtex pré-frontal, que controla a autonomia. O usuário não controla a quantidade que usa nem os seus atos e muito menos as consequências, que não atingem só a ele.

    "As pessoas vão usar mais, vão pirar mais e não haverá leitos ou serviço de saúde que deem conta dos quadros de intoxicação e dependência –porque, hoje, já não dão."

  • Jack  26/08/2015 20:34
    "A população não entenderá que a liberação é só para uso pessoal. Pensará que liberou geral. * Nos países que aplicaram essa flexibilização, houve aumento de consumo entre adolescentes, de dependência da cannabis e da facilidade para consumir outras drogas."

    Quais as fontes dessa afirmação? Poste aí os dados e as estatísticas.
  • Fabio  26/08/2015 21:02
    "Indústria da droga". Como se isso fosse uma coisa naturalmente ruim, a droga. E lá vem a questão da velha moralidade novamente.

    A descriminilização das drogas não irá criar uma indústria das drogas: ela já existe. A violência e crimes associados a essa indústria é justamente pelo fato do seu produto ser proibido.

    Proibir o uso das drogas ajudou muito né? São gastos milhões do nosso dinheiro que é roubado pelo governo através de impostos para combater a criminalidade gerada pela própria lei que a máquina governamental outorgou, sem resultado nenhum. As drogas e os viciados estão aí em qualquer esquina.

    Quem quer usar, irá usar. Terá que se colocar em risco para obter a droga (de má qualidade, pelo caráter ilegal). Irá financiar uma indústria criminosa. Por que precisamos disso? Pra colocar a cabeça no travesseiro tranquilo achando que uma entidade vai tomar conta dessa questão em nosso nome?

    Qual é o problema de existir uma indústria do álcool? Qual o problema de existir uma indústria de qualquer coisa? Se existem consumidores, irão existir indústrias fornecendo o produto. Legais ou não.

    O álcool também pode afetar a sua autonomia. Uma arma também pode afetar a sua autonomia. Até uma paixão pode afetar a sua autonomia. Tudo pode afetar a todos. Vamos proibir a paixão então, para ver se resolve os problemas de crime passional. Vamos proibir o sal porque o usuário não tem capacidade de discernir a quantidade correta pra sua saúde.

    Ah, mas sal e paixão é legal... droga é EVIL por natureza né. Fumou maconha, se tornou um viciado assassino ladrão que ocupará uma cela de prisão ou um leito de hospital..

    Volto a dizer: pune-se pelo que te afeta, e não pelo que PODE te afetar.

    Um exemplo de sucesso: www.mises.org.br/Article.aspx?id=2141
  • Felipe  26/08/2015 21:23
    O usuário não controla a quantidade que usa nem os seus atos e muito menos as consequências, que não atingem só a ele.

    Que frase mais besta. Quem já usou maconha sabe que não é assim.
  • Auro  26/08/2015 20:13
    Gosto de ler os materiais do IMB, alias esse texto está ótimo. Ficaria ainda melhor se a palavra infringir (transgredir) - aparentemente aplicada erroneamente - fosse trocada pela palavra infligir (aplicar pena, castigo, punição)

    abs
    Auro
  • Wolmar  26/08/2015 20:54
    Bem vejamos. Atualmente consumo e comercialização de entorpecentes são proibidos. Ao que tudo indica o STF irá dizer que o consumo próprio deixa de ser crime, mas o comércio continua proibido. Ou seja um casal que plante sua própria maconha em casa não mais será posto em cana, mas não poderá vende-la para ninguém, embora seja impossível impedir. Então, do ponto de vista libertário, basta descriminalizar o uso, ou deverá também ser legalizado o comércio?
    Porque uma coisa é defender o uso pessoal de substâncias polêmicas como o gluten ou gorduras trans, outra coisa é legalizar sua comercialização e produção. Ou seja dar conhecimento ao Estado que esses produtos estão sendo transacionados, e portanto, sujeitos a regulamentação, controle e taxação.
    Então: É pra liberar geral ou não é?

  • Conservador  26/08/2015 21:49
    Eu me considero conservador e sou a favor da legalização de todas as drogas, mas sou completamente contra a legalização do aborto e contra o reconhecimento legal do Estado do "casamento" gay (mas não vejo nenhum problema em gays viverem juntos e adotarem crianças).
  • Pedro  26/08/2015 22:49
    Quem diz que alcool e crack estao no mesmo patamar, que o impacto na saude e no cerebro e' igual, quer soterrar a verdade para ganhar o debate. Estou acompanhando um caso de viciado em crack, filho de amigos meus. O raciocinio dominante nesse debate e' que se os pais derem boa educacao os filhos nao usarao a droga. Neste caso que venho acompanhando, trata-se de dois rapazes de tiveram educacao e orientacao moral iguais; ambos bebiam, como costuma acontecer com os jovens. Entretanto,a despeito de terem vias correlatas, um se tornou juiz, o outro, viciado em crack. O viciado em crack comecou a agredir violetamente os dos filinhos e a mulher. Coisa de cortar o curacao. Apos liquidar tudo que tinha em casa, apos mulher e filhos terem sido obrigados a passer a viver na casa dos avos maternos, que estao fazendo esforco ingente para lhes garantir uma vida minima com recursos escassos, o viciado esta praticamente preso numa "clinica especializada". Toda uma familia esta destruida, todos os parentes estao vivendo imensas angustias.Liberem o crack em nome da liberdade individual e verao no que o Brasil vai se transformer. Em tempo: o irmao que e' juiz continua bebendo, como fazia antes, normalmente nos fins de semana, e tem se revelado um juiz primoroso. Acredito que, como eu, muitos tem conhecimento de tragedias como essa.
  • Marcos  03/09/2015 23:31
    Pedro, a solucao entao é mandar para cadeia o usuario por 10 anos?

    Sabe pq existe o crack? ele é subproduto da proibicao

    Tal como as bebidas mais fortes durantes os anos 20

    Procure saber a respeito
  • Fernando  26/08/2015 23:01
    Maconha é uma planta. É muito diferente drogas químicas.

    O homem quer proibir uma planta. Isso não faz sentido.

    Já as drogas manipuladas quimicamente, é uma coisa que podemos ter dúvidas.

    Acho difícil ter liberação das drogas. Esse país vive de utopias e idealismo. A realidade é apenas um detalhe nesse país.
  • zin  26/08/2015 23:14
    Levantar discussões desse tipo na atual situação só promove o movimento esquerdista e facilita ainda mais para eles, divide a sociedade (a favor e contra tal lei, se devia ou não devia ter outra lei).
    Na verdade estamos discutindo leis, e isso é tudo que políticos oportunistas querem.
    Acabar com essa falsa expectativa que o estado cria nos cidadãos, eu acho que é o que qualquer pessoa esclarecida quer e é essa mentira que tem que ser combatida.
  • co  26/08/2015 23:40
    O que promove movimentos esquerdistas são pessoas que querem dar poder ao estado para mandar para a cadeia quem ingeriu determinadas substâncias. É isso que promove movimentos esquerdistas: gente querendo dar poderes totalitários ao estado.
  • anônimo  26/08/2015 23:15
    Uma ideia interessante, seria proibir o comercio de alimentos.
    Assim os criminosos de hoje poderiam diminuir seus crimes reais, de roubos e agressões e passariam mais tempo no tráfico de alimentos que certamente seria muito lucrativo.
    Fazemos assim então, tornamos atividades não violentas em crimes, assim os criminosos irão atuar nesse novo nicho e menos em crimes reais, isso é fato.
    Você é a favor dessa proposta então?


  • Sérgio  27/08/2015 00:07
    E quais os argumentos libertários para defender a descriminalização de drogas como essa?

    Nova droga sintética transforma homens em monstros

    Ela confere aos usuários uma força sobrenatural e grande resistência à dor, tornando sua captura quase impossível

    A comercialização e o consumo de drogas que tornam os homens agressivos, violentos e resistentes à captura, não viola o PNA?
  • Tolo  28/08/2015 13:50
    Sérgio,

    Ninguém vai obrigar nenhum ser humano a usar uma droga que o transforma em monstro. E se você não entendeu ainda, esse não é o ponto discutido. Criminalizando ou não, quem quiser usar essa droga aí que você cita, vai usar. As pessoas usam drogas porque querem. Se houver casos de pessoas que são obrigadas a usar drogas porque estão com um revólver apontando para suas cabeças, me atrevo a afirmar que essa não é a maioria dos casos. Portanto, o ponto é que você tem que se responsabilizar pelos seus atos, e se você se tornar um assassino, ladrão ou qualquer coisa do tipo, você precisa ser penalizado por isso e não por decidir usar uma droga que vai acabar com a sua vida. E não me venha com argumentos que a criminalização impede que as pessoas virem "monstros" porque não é o que vemos na vida real.
  • Sérgio  28/08/2015 14:43
    Enquanto a droga prejudica APENAS o individuo que usa, não há problema algum. Mas e quando a droga transforma o cara num monstro agressivo, violento e impossivel de pará-lo? Isso não viola o PNA?

    Eu até não sou contra descriminalizar drogas como a maconha, pois nunca vi um usuário de maconha se transformar em um monstro agressivo. Mas e o crack? E o Oxi? E essas drogas sintéticas?

    A questão é quimica. Há drogas que transformam o indivíduo num zumbi, há drogas que transformam o indivíduo num animal selvagem violento, e há até drogas que transformam o indivíduo num canibal.

    E este tipo de coisa não viola o PNA? O comerciante que comercializa este tipo de droga, conhecendo os seus efeitos, não está incentivando a agressão?
  • Anarquista  28/08/2015 16:15
    Sérgio, o grande problema é como se verificar isso, como se ter certeza que isso acontece? É subjetivo uma substancia pode afetar diferentemente cada pessoa. E se o usuário dessa droga realmente tiver esse efeito, mas realizar o uso num ambiente fechado sem afetar ninguem? A priori o problema é a agressão, e nesse caso de isolamento por exemplo isso não ocorreria então não existe base para proibiçao pura e simples.

    Você esta na verdade prevendo algo que vá acontecer, sem ter certeza real de que isso irá acontecer. Um tipo de minority report se já viu o filme. Até o individuo agir, não se tem certeza qual será sua ação. É muita pretenção achar que você sozinho irá saber todos os motivos que levaram a açao, a medicina esta muito longe disso ainda de prever comportamentos, no maximo se tem uma estatistica
  • Aristóteles Duarte Ribeiro  27/08/2015 01:04
    Não foi analisado o argumento de que quem usa drogas ficará viciado e praticará crimes mais graves como roubo, assassinatos e furtos para conseguir dinheiro e manter o vício.
  • Rennan Alves  27/08/2015 13:09
    Não foi analisado porque isso não é um argumento, apenas um apelo emotivo carente de empiria usado por neocons para justificar seus gastos.

    Foste isso uma verdade, a Nova Zelândia seria o país mais perigoso do mundo.
  • Sócrates Homem de Mello  27/08/2015 14:24
    Puxa... Ainda bem que nada disso acontece hoje, né?
  • Anarquista  27/08/2015 15:06
    Esse argumento me lembra os esquerdistas que falam que o dinheiro corrompe, logo qualquer empreendedor é 'malvado'.
    Então, primeiro é preciso explicar a existencia de pessoas que usam drogas e não tem esse comportamento. Mas como esquerdistas você ignora estes e coloca em foco apenas os casos de fracasso, exatamente a mesma lógica
  • Anomalous  27/08/2015 13:17
    Tem algum neurologista aqui pra confirmar a tese nº 5?

    "que saberiam se controlar e ter uma relação saudável com as substâncias alucinógenas"

    Que eu saiba isto não é possível com cocaína, crack e afins.

    Mas se tiver um neurologista aqui, uma opinião sobre isso seria muito bem-vinda.
  • Anarquista  27/08/2015 15:24
    Não sei quanto a neurologistas, mas não é dificil ver que existem sim pessoas que se controlam, e que usam drogas sem abuso. Conheço muita gente mesmo e eu incluso, que bebe alcool e não se torna dependente, hoje bebo talvez uma vez por mês em eventos e festas.
    Já fiz uso de alucinógenos, DMT, LSD e algumas sessões de ayahuasca e nem por isso virei um viciado. Nem passei por abstinencia e fazem já anos que não uso algumas dessas substâncias...
    Aposto com você que também deve conhecer usuários esporádicos de alcool que não se tornaram viciados, ou será mesmo que não?

    Agora se um medico dizer o contrario a mim pouco importa, prefiro confiar nos meus olhos. Economistas também falam muita balela, agora você prefere confiar em que, seus olhos e sua experiência, ou no que 'autoridades' falam a você? Se você confia em autoridades, estranho discordar do mainstream economico não?
  • PAULO EDUARDO  27/08/2015 18:42
    "Projetos coletivos, sejam eles a cidade sem carros, a cruzada aos infiéis, a sociedade igualitária ou a sociedade totalmente sóbria, não devem se sobrepor à liberdade individual. O cidadão tem todo o direito de se recusar contribuir para um projeto da maioria – pois a liberdade individual é em si própria o bem público mais valioso."

    Rotineiramente vemos argumentos que enfatizam a liberdade com sendo maior que a verdade. A "liberdade" entendida neste artigo como livre-arbítrio deve ser sempre subjugada a Verdade. Estamos vivendo numa sociedade de só fala de liberdade e acaba cada vez mais escrava dos próprios vícios ou se esquece que maior que a liberdade é a Verdade. Permitir e promover um ato tão danoso ao ser humano, a seus familiares e em conseqüência a sociedade é um ato contra a Verdade, desta forma também contra a própria liberdade do ser humano.

    "Aquele que quer reformar seus conterrâneos deve recorrer à persuasão. Esta é a única maneira democrática de se fazer mudanças"

    Então se eu conseguir persuadir a todos de uma mentira então assim estarei promovendo a Liberdade? Além do mais, é ingênuo achar que somente através da persuasão corrigimos erros. Dentro de um debate não basta apenas o conhecimento ou a retórica para conseguir convencer alguém; é necessário também a virtude de quem está errado, de reconhecer que se deve mudar. Além domais os parágrafos citados enfatizam muito o livre-arbítrio e não fala nada da Verdade, correndo o risco de enfatizar normas jurídicas do tipo Thesis ("decisão deliberada"). Observem que a sociedade já identificou o uso da droga como algo que danifica a sociedade, caso o governo deixe de puni-la será um a ação deliberada não refletindo o pensamento das pessoas que trabalham e moram neste País.

    Cito agora o professor UBIRATAN JORGE IORIO, em seu livro "Economia e Liberdade".

    Ao afirmar que alguém é livre, o liberalismo entende como tal que ele pode escolher seus próprios objetivos, bem como os meios a serem utilizados para a concretização desses objetivos, que ele não é compelido a agir de uma forma que não escolheria voluntariamente, ou, ainda, que ele não é impedido de agir, por imposição de outrem.
    Evidentemente, a delimitação de sua área de atuação deve ser realizada por um conjunto de normas gerais de justa conduta, isto é, de leis, cujo objetivo maior deve ser o de servir como salvaguarda da própria liberdade.
    Como a liberdade sem responsabilidade geraria anarquia, com a conseqüente agressão aos direitos individuais, torna-se necessária a existência de um sistema de normas de justa conduta.

    ... Fréderic Bastiat, "quando a lei e a força mantêm um homem dentro da justiça, não lhe impõem nada mais do que uma simples negação. Não lhe impõem senão a obstrução de prejudicar outrem. Não violam sua personalidade, sua liberdade, nem sua propriedade. Somente salvaguardam a personalidade, a liberdade e a propriedade dos demais. Mantêm-se na defensiva pura e defendem a igualdade de direitos para todos"(15).

    Continuando ...

    "Em suma, somos donos do nosso corpo."

    Não somos donos do nosso corpo, nós "SOMOS corpo e Alma". Este argumento implica em dizer que somos objetos e podemos comercializar desde crianças, jovens até idosos, podemos nos ferir sem atingir a nossa dignidade de seres humanos.

    "em um mercado livre e desregulamentado os competidores desenvolveriam drogas recreativas e medicinais cada vez mais seguras"

    todos sabemos que a maioria das pessoas iniciam pelas drogas menos potentes só que quando o organismo não reage mais a ela a contento o individuo busca drogas mais poderosas. Drogas recreativas!!! Não se brinca com veneno! Não podemos nos tornar uma sociedade hedonista que busca somente o prazer, acredito que o trabalho dos Austríacos é no sentido contrário em que a pessoa seja levada a maior responsabilidade perante a vida. Como podemos nos dizer Austríacos e defender algo que fere a liberdade individual do um ser humano (Quantos dependentes querem deixar o vício mas estão escravos dele e não conseguem sair).

    "O jurista Lysander Spooner distingue vício de crime. No primeiro, um homem prejudica apenas a si próprio, ao passo que, no segundo, ele vitima o próximo.
    Usar drogas não agride outrem. Logo, não pode ser considerado um crime."

    O vício atinge as famílias e por consequência a sociedade. Basta ver o sofrimento das crianças filhas de pais viciados, o sofrimento de dos pais, irmãos, amigos; isto é fato! basta participar uma única vez de um encontro da Pastoral da sobriedade da Igreja Católica esta afirmação se esvai. Desta forma já que o uso da droga promove a agressão ao próximo e a sociedade ela deve ser considerada crime e punível através da legislação penal.
  • Fabio  28/08/2015 14:42
    "Projetos coletivos, sejam eles a cidade sem carros, a cruzada aos infiéis, a sociedade igualitária ou a sociedade totalmente sóbria, não devem se sobrepor à liberdade individual. O cidadão tem todo o direito de se recusar contribuir para um projeto da maioria – pois a liberdade individual é em si própria o bem público mais valioso."

    -Rotineiramente vemos argumentos que enfatizam a liberdade com sendo maior que a verdade. A "liberdade" entendida neste artigo como livre-arbítrio deve ser sempre subjugada a Verdade. Estamos vivendo numa sociedade de só fala de liberdade e acaba cada vez mais escrava dos próprios vícios ou se esquece que maior que a liberdade é a Verdade. Permitir e promover um ato tão danoso ao ser humano, a seus familiares e em conseqüência a sociedade é um ato contra a Verdade, desta forma também contra a própria liberdade do ser humano.


    Que 'Verdade' é essa? É a SUA verdade. E vou respeitá-la, mas não tente enfiar sua 'Verdade' pela minha goela abaixo. Você acha que vícios que não afetam ninguém a nao ser a si mesmo devem ser punidos? Que autoridade você tem pra dizer isso? Tente não confundir a sua ideologia moral com fatos.



    "Aquele que quer reformar seus conterrâneos deve recorrer à persuasão. Esta é a única maneira democrática de se fazer mudanças"

    Então se eu conseguir persuadir a todos de uma mentira então assim estarei promovendo a Liberdade? Além do mais, é ingênuo achar que somente através da persuasão corrigimos erros. Dentro de um debate não basta apenas o conhecimento ou a retórica para conseguir convencer alguém; é necessário também a virtude de quem está errado, de reconhecer que se deve mudar. Além domais >o parágrafos citados enfatizam muito o livre-arbítrio e não fala nada da Verdade, correndo o risco de enfatizar normas jurídicas do tipo Thesis ("decisão deliberada"). Observem que a sociedade já identificou o uso da droga como algo que danifica a sociedade, caso o governo deixe de puni-la será um a ação deliberada não refletindo o pensamento das pessoas que trabalham e moram neste País.


    Você só vai persuadir uma pessoa se ela está aberta a esta persuasão, se ela aceita. É um contrato livre, um acordo de vontades. Novamente você vem com essa 'Verdade' que é a sua verdade, e quer impôr ela aos outros sem que elas tenham LIBERDADE.

    Não é o uso de drogas que danifica a sociedade. Há muitas pessoas que utilizam drogas de forma recreativa e que jamais infringiram na liberdade individual de ninguém. O que danifica a sociedade é a irresponsabilidade das pessoas, a agressão, sejam elas usuárias de drogas ou não. E isso que deve ser punido.




    Cito agora o professor UBIRATAN JORGE IORIO, em seu livro "Economia e Liberdade".

    Ao afirmar que alguém é livre, o liberalismo entende como tal que ele pode escolher seus próprios objetivos, bem como os meios a serem utilizados para a concretização desses objetivos, que ele não é compelido a agir de uma forma que não escolheria voluntariamente, ou, ainda, que ele não é impedido de agir, por imposição de outrem.>Evidentemente, a delimitação de sua área de atuação deve ser realizada por um conjunto de normas gerais de justa conduta, isto é, de leis, cujo objetivo maior deve ser o de servir como >slvaguarda da própria liberdade. Como a liberdade sem responsabilidade geraria anarquia, com a conseqüente agressão aos direitos individuais, torna-se necessária a existência de um sistema de normas de justa conduta.

    ... Fréderic Bastiat, "quando a lei e a força mantêm um homem dentro da justiça, não lhe impõem nada mais do que uma simples negação. Não lhe impõem senão a obstrução de prejudicar outrem. Não violam sua personalidade, sua liberdade, nem sua propriedade. Somente salvaguardam a personalidade, a liberdade e a propriedade dos demais. Mantêm-se na defensiva pura e defendem a igualdade de direitos para todos"(15).


    E desde quando a utilização de drogas fere seu direito individual? A norma de justa conduta é não roubar/danificar propriedade privada de outro, incluindo o corpo de outro, que é a propriedade primordial da outra pessoa. Partindo do pressuposto que drogas são ruins para o corpo, se eu quero danificar meu próprio corpo, não há problema, ele é MEU, não seu.



    Continuando ...

    "Em suma, somos donos do nosso corpo."

    Não somos donos do nosso corpo, nós "SOMOS corpo e Alma". Este argumento implica em dizer que somos objetos e podemos comercializar desde crianças, jovens até idosos, podemos nos ferir sem atingir a nossa dignidade de seres humanos.


    Dignidade e alma são conceitos morais que só cabem a você e sua filosofia pessoal. Suas escolhas morais não podem impedir a liberdade de outros indivíduos. Tudo cabe a responsabilidade individual.



    "em um mercado livre e desregulamentado os competidores desenvolveriam drogas recreativas e medicinais cada vez mais seguras"

    todos sabemos que a maioria das pessoas iniciam pelas drogas menos potentes só que quando o organismo não reage mais a ela a contento o individuo busca drogas mais poderosas. Drogas recreativas!!! Não se brinca com veneno! Não podemos nos tornar uma sociedade hedonista que busca somente o prazer, acredito que o trabalho dos Austríacos é no sentido contrário em qe a pessoa seja levada a maior responsabilidade perante a vida. Como podemos nos dizer Austríacos e defender algo que fere a liberdade individual do um ser humano (Quantos dependentes querem deixar o vício mas estão escravos dele e não conseguem sair).


    Novamente, são seus conceitos morais falando mais alto do que a razão.



    "O jurista Lysander Spooner distingue vício de crime. No primeiro, um homem prejudica apenas a si próprio, ao passo que, no segundo, ele vitima o próximo.
    Usar drogas não agride outrem. Logo, não pode ser considerado um crime."

    O vício atinge as famílias e por consequência a sociedade. Basta ver o sofrimento das crianças filhas de pais viciados, o sofrimento de dos pais, irmãos, amigos; isto é fato! basta participar uma única vez de um encontro da Pastoral da sobriedade da Igreja Católica esta afirmação se esvai. Desta forma já que o uso da droga promove a agressão ao próximo e a socedade ela deve ser considerada crime e punível através da legislação penal.


    O uso de qualquer coisa pode promover agressão ao próximo, isso somente cabe a responsabilidade individual. Além do mais, a criminalização da droga não impediu que existam essas situações que você afirmou. Aliás, você sabia que as drogas mais 'cruéis' ao corpo humano surgiram somente devido a criminalização (e consequente alto preço) de drogas tidas como mais leves? (www.historiadetudo.com/crack)

    Cito novamente o caso de Portugal:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2141

  • Anarquista  28/08/2015 15:49
    É por essas que não sou tão otimista com os ideais libertário em nosso país. Mesmo muitos que acessam o mises e aqui e concordam com a vertente economica, o fazem apenas porque essa é a 'verdade' deles.

    Na realidade a grande maioria da população é autoritaria, e não se importam de que um ditador comande a sociedade, contanto que este ditador tenha os mesmos valores que os seus. É muito dificil aceitar que as pessoas pensem diferente. Por isso vejo como unica soluçao a secessão e que grupos autoritarios possam se juntar com outros que pensem igual, assim não necessitam interferir na vida de todos.

  • Marcos  03/09/2015 23:35
    "Na realidade a grande maioria da população é autoritaria, e não se importam de que um ditador comande a sociedade, contanto que este ditador tenha os mesmos valores que os seus. É muito dificil aceitar que as pessoas pensem diferente. Por isso vejo como unica soluçao a secessão e que grupos autoritarios possam se juntar com outros que pensem igual, assim não necessitam interferir na vida de todos."

    Concordo. Liberdade assusta. Muitas pessoas nao querem ser livres. Nao querem ter responsabilidade.

    Melhor tocar a fatura para o Estado.

    "meu filho é drogado, pois PF nao patrulhou fronteira, polícia nao prendeu traficante....."

    dureza
  • Marcos  28/08/2015 20:09
    Se você for em Portugal, na praça do comércio, dificilmente você não terá a oportunidade de algum maluco encostar e cochichar perto do seu ouvido oferecendo haxixe (experiência própria). Por aí da pra imaginar se o consumo é pouco nessa região...

    Agora, sobre o artigo do link, eu achei estranho essa parte:

    " Em terceiro lugar, a polícia, agora desincumbida de perseguir usuários, poderá concentrar-se na solução e na repreensão de crimes genuínos (com efeito, gastando agora menos recursos, pode até sobrar dinheiro para subsidiar programas de tratamento ao vício). "

    A polícia do estado vai economizar recursos e devolver o dinheiro pra quem tomar conta desses programas de tratamento ao vício? Se for para o governo é uma piada né.
  • Gomes  27/08/2015 19:54
    Tenho a impressão que muitas vezes os argumentos acerca da descriminalização das drogas ficam centrados nos aspectos econômicos e legais (liberdade do indivíduo). Analisando o homem como formador do Estado e sendo este constituído pela tríade povo, território e lei (soberania), existe um princípio que norteia a formação de normas legais que limitam o consumo de drogas.
    Este princípio é que o homem como elemento partícipe do Estado precisa ser limitado pela lei para garantir o próprio Estado em si. Tal princípio também pode ser confundido como a moral e espiritualidade do homem. Portanto quando e lei permite apenas o consumo do tabaco e do álcool a intenção é ir além da arrecadação de impostos, é cercear a degeneração física do sujeito.
    Considerando a sanidade do indivíduo que posteriormente constituirá uma família como algo essencial para termos uma país decente, não existe, no meu entendimento, argumento aceitável para a descriminalização do uso de mais drogas. Não importa se o argumento é econômico, legal, liberal ou conservador, enfraquecer o homem fisicamente é torná-lo espiritualmente inerte.
  • Márcio  27/08/2015 20:10
    Olá, Gomes. Você defende que o estado mande para a cadeia pessoas que fumaram maconha? A discussão é essa.

    Sim ou não?
  • Marcos  28/08/2015 15:21
    A questão não é só "mandar para a cadeia uma pessoa que experimentou maconha" ou a "descriminalização das drogas". Isso envolve a sociedade e as pessoas que vivem nela. Você pode fumar maconha uma vez e pode tirar a conclusão que isso não seja bom, talvez porquê você tenha uma família e uma base moral formada. Mas a sociedade não é formada só por pessoas nessas condições e muito pelo contrário, principalmente aqui no Brasil, onde as famílias cada vez mais se destroem e os valores morais estão relativizados.
  • Tolo  28/08/2015 17:32
    Entenda de uma vez por todas que essa é a SUA verdade. Moral não tem nada a ver com a história. Moral é algo cultural, não tem a ver com liberdade individual, não imponha a SUA moral, filosofia, credo, religião ou qualquer coisa que deste estilo nesse assunto. Deixe o julgamento filosófico para as igrejas e famílias.
  • Gomes  29/08/2015 03:08
    "Moral é algo cultural, não tem a ver com liberdade individual"

    Definição de moral segundo o dicionário Aurélio: "conjunto de regras de conduta ou hábitos julgados válidos, quer de modo absoluto, quer para grupo ou pessoa determinada."

    Podemos comprovar a tutela da moral pela lei na Constituição Federal, mais precisamente no Título II (Dos Direitos e Garantias Fundamentais), Capítulo I (Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos) em seu Artigo 5°, inciso X que diz: "são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação".

    Se a moral do indivíduo é um conjunto de regras de conduta ou hábitos julgados válidos e é tutelada pela Constituição como um direito, logo o que é liberdade individual?
  • Gomes  29/08/2015 01:36
    Prender todos os maconheiros resultaria em gastos desnecessários e aplicação errônea do efetivo policial. Na pratica, um simples "consumidor" de maconha não significa nada em termos de ocorrência criminal, e digo isso por ser do ramo policial. Prender quem produz e comercializa compensa mais o empenho do efetivo das polícias.
    Portanto, filosoficamente, sou favorável ao encarceramento dos usuários por preferi-los longe da minha família e principalmente das instituições de ensino públicas, onde o exército de maconheiros de Gramsci forma a legião do comunismo e do afrouxamento moral travestido de modernidade/liberdade. Na prática, não vejo estrutura para gastar mais tempo e mais dinheiro com desocupados.
  • Wolmar  31/08/2015 14:41
    Pois é; prender maconheiros, e principalmente, crackudos faria todo o sentido do mundo se as prisões fossem privadas e os presidiários fossem submetidos a trabalhos forçados. OK. Onde os presidiários trabalhassem para sustentar sua "estadia" atrás das grades. Afinal todo esse cálculo econômico pode vir abaixo se tivermos em vista que um viciado deixará primeiro a cadeia de consumo, pois sua prioridade única será consumir sua droga eletiva. Em seguida ele deixará de produzir pois logo perderá seu emprego, e junto com ele, condenará à miséria todos que dele dependerem - ou sustentarem.
  • João  28/08/2015 19:29
    Lamentavelmente os "Diversos autores", ignoram a diferença entre Conservadores e Liberais. Troque, no título, Conservadores Por Liberais e o texto fica pertinente a realidade. Mas estas idéias são longe de serem conservadoras.
  • Pedro  29/08/2015 03:19
    Anarquista esta parecendo o bebado da piada: "BEBO A 30 ANOS MAS NUNCA ME VICIEI!"
  • Anarquista  31/08/2015 12:57
    Não conheço essa piada, mas é isso mesmo bebo a anos, não continuamente como disse. A alguns meses não bebo, mas em festas de familia por exemplo bebo sem problemas e não causo confusão ou fico 'agoniado' por outra dose.
    Lamento por você, provavelmente só conhece pessoas que jamais beberam ou alcolatras inveterados, mas não são as únicas possibilidades.

    Mas atê lhe compreendo, se conhecece apenas esses 2 tipos de pessoas também teria esse medo de qualquer substancia.
    Sorte que esse medo não tenho, quem me conhece em minha vida pessoal acha que nem mesmo bebo (e não faço alarde e deixo pensarem isso mesmo, ja que sei que vou encontrar muito preconceito na sociedade). Como não tenho problemas ninguem nem mesmo percebe, e que continuem assim, não vou me expor sem motivo. Estou apenas colocando meu testemunho aqui, agora sei que nem todos reagem como eu as substancias, e nem todos reagem como eu a opiniões divergentes. Por isso em minha vida pessoal sou na minha.
  • Marcos  03/09/2015 23:50
    Vícios nao sao crimes

    Qual a questao de beber durante 30 anos?

    Qual a questao de fumar (tabaco/maconha) por 30 anos?

  • Pedro  29/08/2015 03:36
    O LIVRE ARBITRIO E AS DROGAS : Voce exerce o livrio arbitrio para decidir se usa ou nao a droga, concordo. Mas, depois de viciado,ja nao lhe resta livrio arbitrio. Voce se tornou escravo de uma decisao errada. Drogas e crimes sao problemas de consequencias pessoais e sociais tao graves que nao podem ser deixados simplesmente no campo da decisao pessoal. Usar so de persuasao nao basta. Assim como a policia nao conseguira parar o criminso recitando artigos do codigo penal, o viciado em crack e outras drogas pesadas nao abandonara o vicio se alguem lhe ler um artigo cientifico sobre a letalidade da droga que o escravizou.
  • Marcos Velten  29/08/2015 17:47
    Qualquer que for o argumento a favor não supera os infinitos malefícios a TERCEIROS, ignorando-se o consumidor, as consequências são muito graves que sem contar em problemas familiares normais, chega a roubos, sofrimentos vários e assassinatos!

    Perdi inúmeros amigos por causa das drogas, tenho um primo que ainda está vivo, mas só passa em casa dos familiares, inclusive a minha com seus comparsas para assaltar, tudo devido a influência da droga.

    Não há argumento a favor que justifique.

    A família e a sociedade precisam de proteção.
  • anônimo  30/08/2015 09:51
    Concordo, a família e a sociedade de gente de bem precisa de proteção.E a proteção é poder expulsar as outras famílias que protegem drogados, já que essas outras famílias são uma ameaça em potencial para terceiros.
  • Pobre Paulista  30/08/2015 15:25
    "A família e a sociedade precisam de proteção", e é exatamente por isso que estas questões deveriam estar a cargo do mercado, e não do governo.

    A questão das "externalidades"

    A produção privada de serviços de segurança

    A possibilidade de uma justiça privada
  • Marcos Velten  30/08/2015 17:47
    É, mas não temos uma mínima estrutura judicial e penal para proteger a família e a sociedade.
    Os delinquentes e drogados continuam soltos a seu bel-prazer fazendo o que bem entende, e na real, sempre estarão, ou acha que eles não farão uma única vítima que seja mesmo com toda a proteção? E nessa questão a legalização estaria como que lhe dando os meios necessários, o acesso a droga para fazer essas vítimas, e ainda que sinalizem igualmente o álcool, a influência de um difere e muito a do outro na prática.

    Antes de sequer querer pautar a legalização tem muito caminho a percorrer.
  • Pobre Paulista  01/09/2015 01:02
    A obrigação de se defender é sua, e não do estado. Não jogue a conta de suas próprias prioridade nas costas de todos os pagadores de impostos.

    Compre um carro blindado, more num condomínio fechado e pare de reclamar.
  • Marcos Velten  01/09/2015 04:33
    Seja caridoso e altruísta, com coração voluntário e me ajude com sua riqueza que faria com todo o gosto.
    Nem todos nasceram em berço esplendido meu caro, tenha mais respeito!
    Se não pode com argumentos, então se silencie!
  • Pobre Paulista  01/09/2015 13:28
    Eu não nasci em berço esplêndido, conforme meu nick sugere. Meu argumento é exatamente esse: Não exija altruísmo dos outros.

    Repito: O argumento moral aqui é claro. A obrigação de manter sua família segura é sua e apenas sua. Seja em 2015, com o estado lhe cobrando impostos e bandidos lhe apontando armas, seja em 4000 AC, com leões e lobos atacando seu acampamento à noite.

    O que eu apontei também foi claro: Já estamos careca de saber que o livre mercado é a melhor maneira de se conseguir produtos melhores a preços menores. No entanto isso só é possível quando o estado não intervém. Então insisto: Se você quer mais segurança, a primeira coisa que você deve exigir é que o estado se retire do mercado de segurança.

    Não é problema seu se o Zezinho está comprando drogas da farmácia ou do traficante. O problema seu é garantir que, se o Zezinho for uma pessoa malvada, ele não deve conseguir lhe causar nenhum mal. Ao pedir que o estado intervenha, você só está garantindo que você será plenamente incapaz de se defender e estará completamente a mercê dos devaneios dos burocratas.

    Resumo do meu argumento: Se você deseja segurança, então você deve ser contra a intervenção estatal em questões de segurança. Qual o seu contra-argumento?
  • Marcos  03/09/2015 23:47
    esse meu xará, Marcos Velten é troll nao é possível
  • Joao Girardi  30/08/2015 03:19
    Sou conservador e achei o artigo ótimo, a questão foi exposta com bastante tato. Eu pessoalmente confesso que não veria problemas, porém, eu iria impor duas condições para tal, creio que libertários concordariam comigo:
    1) Desestatização completa da venda de armas e de segurança em geral
    2) Fim da saúde estatal.

    Muitos libertários puxam a orelha de conservadores por serem a favor da liberdade econômica em algumas coisas mas contra em outras. Mas acho que os libertários deveriam ver o lado dos conservadores também: se é moralmente errado querer proibir indivíduos de utilizarem as substâncias que bem entenderem em seu corpo, então também é moralmente errado forçar outras pessoas a terem de subsidiar o tratamento de pessoas inconsequentes. Agora se o estado pode me forçar a subsidiar seu tratamento, então ele também pode te proibir de usar drogas. Bom, essas são minhas condições, e dado que governo nenhum quer abandonar essas duas coisas, creio que a situação prossegue.
  • Ernani Lanes  01/09/2015 14:19
    Você chegou ao ponto que eu gostaria de abordar, depois que eu puder ter meu arsenal de defesa e quando não tiver que pagar os gastos de saúde com a "livre escolha" de viciados que vão acabar em algum programa do SUS, pode liberar geral. E não me venha com esse papo furado de liberar só maconha não, se é pra ser livre é pra liberar tudo, desde medicamentos tarja preta às mais recentes inovações de drogas sintéticas, e que pegue fogo o cabaré.
    Do ponto de vista da oportunidade, poderia usar a ideia interessante de deixar tudo livre, ganhar dinheiro com a criação da "doença", com a possível "cura" e também manter os meus longe da epidemia para despojar os "restos" depois que tudo for abaixo, entretanto não há garantias que nada disso aconteça, são meras suposições.
    O que me incomoda é o discurso raso, a garantia de que a legalização de uma única droga "ilícita" acabará automaticamente com o tráfico de drogas e a criminalidade associada à ele. Até agora ninguém me explicou como lidar com o traficante atual, como desmontar o poderio que ele já tem? Como criar condições de competição e livre concorrência quando já existem organizações que dispõem de know-how, fornecedores, cadeias de suprimento estabelecida e poder bélico para impor sua vontade? E se o dono da boca não gostar da ideia do seu coffe shop de maconha e disputar o controle dos pontos de distribuição à moda antiga e tomar sua loja de assalto com fuzil e pistola? Não parece uma hipótese plausível?
    Enfim, a defesa me lembra muito o caso do desarmamento: A propaganda oficial dava garantia de que haveria redução da criminalidade e das mortes provocadas por armas de fogo, a história deu conta de jogar esta falácia pelo ralo.
    Sem contar o fato de venderem erroneamente a falsa premissa de que a maconha é uma droga recreativa sem maiores riscos para a saúde. Não há dados suficientes para considera-la inofensiva, pelo contrário, há informação científica propondo exatamente o contrário
    noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2013/11/05/legalizar-maconha-e-abrir-fabrica-de-esquizofrenicos-diz-psiquiatra.htm
  • Marcos  03/09/2015 23:04
    boa, enquanto SUS nao for privado, nao pode legalizar pois afinal sociedade terá custos....


    e os custos com a repressao camarada?!!?!?

    e os custos atuais com esse drogados e doencas correlatas que o SUS JÁ banca?

    e o custo de oportunidade de nao arrecadar imposto em cima do comércio?!?


    Vc é a favor do SUS parar de atender turma com efisema, cirrose, diabetes e problemas do coracao por obesidade (vício em gordura e açucar)?

  • Marcos  03/09/2015 22:38
    Fiquei assustado. Nunca vi essa página infestadada de tantos clamando por intervencao estatal!!!

    To pasmo.

    O artigo nao poderia ser mais claro. É brilhante.

    Alias, se vc é contra a legalizaçao das drogas, tem que ser a favor da campanha do desarmamento.

    Afinal, os argumentos sao EXATAMENTE OS MESMOS para os 2 casos!!!


    "A mentalidade proibicionista:
    Um mundo com mais armas é um mundo pior
    Armas fazem mal
    Mais armas igual a mais mortes
    Muitas tragédias familiares são resultado do uso de armas
    Um pessoa com armas é potencialmente violenta
    Quero ver você dizer isso depois de ter a vida de um filho levada pelas armas
    O sistema de saúde está falido imagina se aumentar a demanda por armas
    Os traficantes de armas vão procurar outros crimes para sobreviver
    O caso do Japão mostra que a proibição às armas funciona
    Imagina o uso de armas no trânsito
    A única função das armas é destrutiva
    Crianças se machucam com o uso de armas
    Repressão e leis mais severas sobre armas diminuem o número de crimes
    Quem gosta de armas é socialmente desajustado
    O que vai achar da professora do seu filho usando armas no intervalo?

    Concorda com isso Sr. deputado da bancada da bala?
    -Não. Tudo falácia.
    -Pois então, e se eu te disser que quem é contra a descriminalização fala do mesmo jeito, mas trocando armas por drogas?"
  • Marcos  03/09/2015 22:58
    ONU estima que no mundo temos 200 MM de usuários de drogas ilícitas

    Pelos presídios do planeta temos 10 MM de presos (contando todos os crimes)

    É serio que vcs querem mandar 200 Milhoes de pessoas para a cadeia?

    Pensem 3 segundos. É serio isso?!?!??!?!?!?!? Essa é a soluçao?


    PS. Mesmo na prisao tem droga tá.....
  • Marcos  03/09/2015 23:45
    Para os que estão dizendo que temos que proibir as drogas pois elas fazem mal:

    Bacon faz mal. Vc é favor de proibir?

    "Ai, que babaquice. Quer comparar bacon com cocaína, crack, heroína?"

    Quero



    Em 2007, um experimento feito com ratos na Universidade de Bordeaux, na França, mostrou que, quando os bichos podiam escolher entre cocaína intravenosa e um adoçante, 94% preferiram o substituto do açúcar. A conclusão foi a de que a doçura intensa funciona, para os receptores cerebrais, como um estímulo maior do que o da cocaína, de tal forma que, ao chegar ao centro de recompensa cerebral, suprime os mecanismos de autocontrole, levando à dependência
    revista.gq.globo.com/gastronomia/carboidratos-viciam-mais-do-que-cocaina/

    A pesquisa feita pelo Scripps Research Institute, no Estado americano da Flórida, afirma que, assim como o vício em drogas como cocaína, a compulsão por comidas gordurosas – como doces e frituras – é extremamente difícil de ser combatida.(...) O mesmo teste foi realizado com heroína e cocaína, e os ratos responderam da mesma forma.
    www.bbc.com/portuguese/ciencia/2010/03/100329_gordura_vicio_dg.shtml


    Vícios nao sao crimes. Daqui a pouco, logo depois de proibir o bacon, vamos encarcerar também os pródigos, pois afinal a má administraçao financeira do lar destrói a família, jogando o fardo para o conjugue e filhos pequenos............
  • Fabio  11/09/2015 20:34
    Senhores, vejam a seguinte notícia:

    www1.folha.uol.com.br/mundo/2015/08/1672572-escassez-faz-criminosos-trocarem-trafico-de-drogas-pelo-de-alimentos-na-venezuela.shtml

    O problema não são as drogas, e sim a escassez gerada pelo controle governamental, minando a liberdade individual.
  • Usuário não é bandido  09/10/2015 02:24
    Como usuário de cannabis há 23 anos posso afirmar que a proibição arruinou a minha vida.

    A proibição da cannabis só serviu para manchar minha vida perante a sociedade e empresários,ser expulso de escola e serviço "por constar artigo 16 "porte de entorpecentes" na ficha policial", apanhar de policiais,ser roubado por policiais, ser detido varias vezes principalmente saindo das bocas de fumo, ser forçado a passar por tratamentos e fazer eu quase falir de tanto pagar advogados, cestas básicas e algumas propinas a policia para não ser detido.

    Sou totalmente a favor da descriminalização, porém o ideal seria a liberação, pois não adianta apenas descriminalizar se o usuário não pudesse plantar ou adquirir sua droga de um local seguro com uma boa qualidade e as caracteristicas desejadas, tendo que continuar recorrendo ao mercado negro.

    Eu posso afirmar com 90% de certeza que se proibissem o café hoje, amanha o Brasil entraria num caos e em uma guerra civil encabeçada pelos mesmos hipócritas que defendem a proibição de certas drogas.
  • Vendedor também não é bandido  09/10/2015 16:17
    Poxa, e mesmo depois de todos esse incidentes você não parou de usar maconha? Eu no seu lugar iria procurar me livrar disso.
  • Thiago Goncalves Ledo  09/10/2015 17:47
    Se ele continua fazendo, imagino que:
    1) Ele tenha dificuldades para parar, ou
    2) Ele entenda que a planta, por si, tem influência mais positiva que negativa em sua vida. O que traria os malefícios seria a proibição.

    Em qualquer um dos casos, faz sentido que terceiros tentem se meter na forma de ele viver a própria vida?
    Faz sentido causar todo esse dano só porque ele consume algo diferente do que você acha que ele deveria?
    Por que temos que ter uma burocracia se metendo em detalhes íntimos da vida de cada cidadão?

    Pra mim, isso lembra aquelas tias velhas que ficam se metendo na vida de todo mundo.
  • Usuário não é bandido  09/10/2015 20:36
    Eu escolhi fumar, porque eu gosto e me sinto bem quando fumo, ninguém tem nada a ver com que eu escolho para minha vida como lazer pessoal. Sou homem, maior de idade com mais de 30 anos e tomo minhas próprias decisões.
    Tive que parar por um tempo por ter ficado com mais um prejuízo financeiro, por causa da maldita proibição, a policia federal queria me prender por tráfico após eles terem sequestrado e violado minhas encomendas nos correios que continham algumas sementes para meu próprio cultivo, com isso tentaram me obrigar a voltar para o mercado negro.
    Estou à algumas semanas sem cannabis e não pretendo continuar assim, estou pensando qual vai ser a forma menos arriscada de conseguir meu tão sonhado momento de lazer.


    "Aquele que botar as mão sobre mim, para me governar, é um usurpador, um tirano. Eu o declaro meu inimigo." Pierre-Joseph Proudhon
  • "contribuinte" roubado  10/10/2015 09:55
    Se voce é a favor da proibicao de uma olhada no que agentes da lei que convivem com a questao diretamente dizem sobre o assunto, e quem sabe com alguma inteligencia voce mude de opiniao.
    [Link=https://www.facebook.com/LEAPBrasil]Agentes da Lei contra a proibicao no facebook[/Link]
    [Link=www.leapbrasil.com.br/] site oficial[/Link]

    Desabafo de uma pessoa normal, um empresario maconheiro que reflete a realidade de muitos brasileiros.
    [Link=www.hempadao.com/en/infumacao/44-hempovao/3492-relato-do-leitor-pede-legalizacao-das-drogas-leia.html] Desabafo de um empresario maconheiro[/Link]
  • Emerson Luis  10/12/2015 17:49

    "No entanto, pelo bem do debate, digamos que o número de viciados se multiplique depois de uma legalização completa. Isso criaria uma enorme oportunidade de mercado."

    No Brasil, onde não há liberdade econômica, essa demanda seria estatizada, já imaginem com quais resultados.

    * * *
  • LUCAS GONCALVES DE SOUZA  16/09/2016 17:32
    Amigo, não precisa aceitar o comentário. Só queria saber se o título do texto está correto? Não seria "descriminalização" ao invés de "descriminação"?

    Agradecido.
  • Pasquale  16/09/2016 17:40
    As duas formas são corretas. As palavras "descriminação" e "descriminalização" são sinônimas.

    educacao.uol.com.br/dicas-portugues/ult2781u648.jhtm
  • Darlley Brito  24/01/2017 20:00
    E como ficaria os fumantes passivos? Aquelas pessoas que não querem fumar, mas são obrigadas passivamente, não é um tipo de agressão? Como resolver?
  • Britto  24/01/2017 22:52
    Propriedade privada. Se o meu restaurante permite a entrada de fumantes, você não é obrigado a entrar nele. Se entrar, saiba que ali há pessoas fumantes. Entre por sua conta e risco. Você é livre para decidir. Você não é obrigado a nada. Simples assim.

    Observe que qualquer conflito só pode surgir em locais que não são propriedade privada. Exemplos: ônibus urbano.


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