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É possível encolher o estado brasileiro – e as condições nunca estiveram tão propícias quanto hoje
No entanto, "colocar um dos nossos em Brasília" não irá resolver a situação

Nota do editor:

Nesta abrangente e detalhada entrevista, o jornalista e documentarista Adalberto Piotto entrevistou o presidente do IMB, Helio Beltrão, sobre as questões mais prementes hoje na economia e na cultura brasileira.

Segundo Helio, boa parte da população ainda tem a mentalidade de que precisamos de burocratas gerenciando nossas vidas por meio de um estado-babá muito presente na economia.  Ainda predomina a mentalidade de que um burocrata sentado em Brasília, munido de uma caneta, é capaz de saber melhor o que pode funcionar para todos os indivíduos de todos os cantos do país do que todo o conhecimento que está disperso pela sociedade dentro da mente da cada indivíduo.

E a consequência dessa tutela é a perda da autonomia, da liberdade, do dinamismo e da capacidade empreendedorial.

Além disso, e para piorar, há os grupos empresariais e sindicais de sempre, que estão em um confortável conluio com o poder, e que têm todo o interesse de manter a atual máquina de Brasília operando intocada.

Helio também fala sobre a indústria do carimbo, que ainda é muito resiliente.  E isso decorre dos grandes grupos de interesse já encastelados no poder, que ganham com o atual arranjo de criar dificuldades para vender facilidades.  A própria existência de cartórios é boa para empresas já estabelecidas, pois dificulta o surgimento de novos concorrentes. Será muito difícil mudar isso se ainda tivermos a mentalidade de que precisamos desse tipo de controle.

Ao passo que na Suécia e nos EUA qualquer um pode autorizar e registrar uma cópia — nos EUA, o notário público normalmente é um farmacêutico —, aqui no Brasil a mentalidade cartorial segue firma a despeito de todo o avanço tecnológico já vivenciado pelo mundo.

Para resolver o atual descalabro, não basta apenas "colocarmos um dos nossos em Brasília".  Mesmo que um genuíno libertário assuma a presidência, se a mentalidade da população ainda for estatista, nenhuma reforma poderá ser feita.  Não haverá clamor popular por tais reformas.

Uma analogia que, segundo Helio, retrata bem esse problema, seria a de tentar infiltrar uma pessoa boa e honrada no PCC (Primeiro Comando da Capital) com o intuito de tornar aquela quadrilha uma organização de pessoas boas e decentes.

O que irá acontecer, nesse caso, é que, ou essa pessoa boa irá se corromper e irá se tornar mais um membro da quadrilha, ou ela simplesmente pedirá para sair.

Com o estado, o raciocínio é o mesmo.  O estado tem a sua própria lógica — a lógica de manter o poder, de usar verbas para proveito da máquina, de fazer acordos de favorecimento a grupos de interesse — e essa lógica só poderá ser mudada de fora para dentro, por meio de mudanças na mentalidade da população.

Sobre a questão dos programas sociais, Helio afirma que há alternativas não-estatais que funcionariam de maneira muito mais eficaz.  Se, em vez de ter seu dinheiro confiscado por impostos, você tivesse a opção de doar seu dinheiro para ONGs auditadas pelo mercado, você muito provavelmente escolheria uma ONG cuja auditoria independente revelasse que 95% do dinheiro doado realmente chega a quem precisa (ao contrário do modelo estatal, em que 95% é desviado e vai parar nos bolsos de que não precisa), e provavelmente você escolheria uma ONG que trabalha na sua comunidade, de modo que você passaria a ter mais responsabilidade e mais poder de fiscalização e cobrança.

Portanto, mesmo na questão da rede social, há alternativas não-estatais que trazem de volta a questão de responsabilidade individual.  É muito mais importante devolver ao cidadão a responsabilidade por resolver os problemas sociais do que deixar tudo nas mãos de Brasília.

Embora a entrevista seja relativamente longa (29 minutos), esta é sem dúvida uma das melhores e mais completas exposições dos ideais do livre mercado, do voluntarismo e de livre cooperação entre os indivíduos.  E o entrevistador é extremamente competente.  Vale muito a pena.

Feito em 2015, o vídeo foi produzido pela Fecomércio-SP como parte do projeto Um Brasil.





12 votos

autor

Helio Beltrão
é o presidente do Instituto Mises Brasil.

  • anônimo  21/08/2015 14:07
    O povo está revoltado porque a conta do almoço chegou, só isso.Na verdade ele ainda quer almoçar de graça.
    Eu gostaria muito de acreditar que o que o povo quer é um governo liberal, e não apenas trocar o socialista corrupto pelo socialista 'honesto'.
  • Pedro Mundim  21/08/2015 17:59
    Disse tudo. A utopia de um Estado solucionador de todos os problemas continua gravada a ferro no imaginário do povo, ainda que estejam temporariamente insatisfeitos com o governo. O histórico de nossa devoção pelo Estado foi pacientemente levantado por Garschagen em seu livro Pare de Acreditar no Governo, e eu fiz um resumo em meu blog, está no link de menu nome aí em cima.
  • Ismael  22/08/2015 00:33
    Acrescentando, eu diria que boa parte da população brasileira de fato já tenha percebido que o Estado seja ineficiente para gerir o espaço territorial. Mas há claramente, difundido através da mídia 'policialesca', tais como programas e notícias televisivas de desmantelamento de quadrilhas, de investigação de políticos, de combate à corrupção e congêneres, a ideia de que a Polícia Federal e o resto do aparato militar são instituições à parte do Estado, como se fossem 'anjos justiceiros' que estivessem aí para fazer a justiça que o pagante de imposto comum não consegue depois que percebe que elegeu uma quadrilha na equipe política.
    Já observei vários artigos aqui no Mises tentando debater que implicações fazem o brasileiro ser adorador do Estado, mas raramente se observa notificações sobre este fato de que o brasileiro reverencia a Polícia Federal e demais instituições armadas (já que este se encontra desarmado) como se fossem ferramentas capazes de resolver os problemas políticos. Se esquece totalmente de perceber, induzidos pelos noticiários fantasiosos, que o aparato armado da sociedade brasileira tem justamente como seu patrão, a quadrilha estatal, pertence ao mesmo arranjo. A verdadeira 'lavagem de dinheiro' é a criação de dígitos numa conta quando o cidadão requer um financiamento bancário.
    Num determinado ponto da entrevista o jornalista Piotto pergunta ao Hélio "...de que maneiras podemos diminuir o tamanho do Estado para que ele se torne mais eficiente...". Penso que ao sabor da entrevista, esta opinião até tenha fluido bem dada a eloquência de Hélio ao responder. Mas "tornar o Estado menor para que seja mais eficiente" sugere uma certa contradição porque não estamos buscando mais eficiência do estado, mas sim que este seja forçado a devolver ao cidadão brasileiro a responsabilidade de gerir o país através do livre comércio, do trabalho e da incrível criatividade peculiar que possuímos.
    Querer tornar o estado mais eficiente por diminuição de seu tamanho denota uma ideia de ainda mais centralização de poder, e peço desculpas se me equivoco nesta observação, mas obviamente não é o que buscamos aqui - mais eficiência do estado. Educadamente reconheço que tanto Hélio quanto Piotto não tenham de fato se referido a este contexto, mas numa entrevista assim, de acesso a um público estranho à teoria austríaca, fica aberta nesta ideia uma maior centralização de poder. Nós leitores do Mises compreendemos o contexto correto da entrevista, mas para a cabeça do brasileiro comum antenado em JN e Fantástico, há uma grande probabilidade de concluir que "Ah, então basta ter pouca gente mandando no estado que a coisa resolve!" e com isso continuar de braços cruzados negando a sua participação como responsável na estrutura da sociedade.
    Tampouco estou sugerindo o absurdo contrário de que não se deva diminuir o estado...é óbvio que sim, mas fazê-lo ainda mais ineficiente e concomitantemente demonstrar ao cidadão o quanto retomar a iniciativa pessoal (privada!) é mais eficiente em prol da vida em sociedade. Também não é uma inverdade que grandes monstros desabam por alcançarem um tamanho intolerável.
    De resto, meus parabéns a iniciativa da entrevista, pelos temas abordados, pela duração, que repitam as oportunidades e que estes novos caminhos de se fazer mais luz sobre o comércio livre e menos estatismo, prosperem!
  • Henrique Zucatelli  22/08/2015 02:29
    Adorei seu comentário Ismael, digno de nota em meus estudos.

    Realmente é apenas pela exacerbada ineficiência do Estado que as massas se dão conta que ele não é necessário, aliás, só atrapalha.

    Também coaduno com a ideia de que seja qualquer for a força armada que o Estado dispõe, apenas faz parte dele, e jamais irá se voltar contra seu criador e mantenedor.

    E como um adendo, digo que nesse momento de grande aumento do desemprego, onde a ideia de estabilidade provocada simplesmente por decreto-CLT e convenções sindicais, aqueles que estavam "do outro lado do balcão" agora terão que empreender de alguma forma, ou vão passar necessidade, pois o emprego formal a la Brasil está com os dias contados.

    Ato contínuo, o despertar forçado das massas a realidade os levará as seguintes conclusões:

    1- Temos de empreender mas os impostos são absurdos

    2- Tudo é difícil, senão quase impossível, de abrir uma empresa a captar recursos. De alugar um imóvel a adquirir um equipamento.

    3- Que enquanto um empreendedor rala seis dias por semana (não raro sete), um funcionário público trabalha 10 meses por ano e ganha 14, fora outras mamatas.

    Esse processo (5 anos na minha humilde profecia) vai provocar um choque de exigência do povo para com o Estado. As consequências podem ser várias, dependendo da resiliência Estatal e das partes alimentadas por ele- vide a Argentina e Venezuela. Nesse ponto eu prefiro me abster, pois tenho um conceito muito negativo em relação ao brasileiro comum.
  • Ismael  22/08/2015 18:29
    Como diria o Leandro "...o foco da produção daqui pra frente vai ser de balas e biscoitos."
    Também acompanho Zucatelli seus comentários aqui indignado com as dificuldades em ser um empreendedor nestes tempos brasileiros. E nessa batalha também cá estou, no meu caso tentando iniciar com pouco capital uma autonomia no ramo da eletrônica. Por sorte temos esta invasão de produtos chineses cada vez mais baratos, assim consigo comprar equipamentos de baixa qualidade, desmontá-los e melhorar substituindo alguns componentes por outros melhores, ou quando nas muitas vezes colher projetos de ferramentas de bancada com outros técnicos em fóruns para montar na oficina, o que dá uma pequena folga para se equipar profissionalmente.
    Compartilho tuas observações e vamos acompanhar então este processo que você sugere de 5 anos neste emaranhado estatal que já quase não se sustenta, para vermos o que sobra. Bem notificado "...as consequências podem ser várias" e manter um otimismo acerca do brasileiro comum está tão penoso quanto imaginar um crescimento ainda maior do estado. Resta aguardar que a tão famigerada corrupção que preocupa o brasileiro chegue também nos bastiões da polícia federal que desfila na tela da tv carregando algemados empresários inescrupulosos que foram pegos sonegando impostos e formando quadrilhas.
    É incrível como o brasileiro acha aceitável que um pequeno grupo de pessoas detenha um alto ganho num cargo político e só é errado quando estes tentam surrupiar valores ainda maiores na artimanha da corrupção. Daí precisamos de policiais fortes e armados para trancafiá-los pois cometeram erros e saíram da linha. Tudo o demais é correto e faz parte da democracia.
    Mas diria que nem precisamos esperar muito tempo, pois daqui a algumas semanas esta horda de concurseiros que estão agora debruçados sobre livros sonhando com a mamata de cargos públicos, vão descobrir em breve que o estado não tem condições para acolher mais lagartas pois a moeda segue se esfacelando e quem ainda trabalha neste país para manter um pouco da economia de pé, está cada vez mais sem espaço.
    Como as consequências podem ser tantas, quem sabe daí ocorre uma sutil clareza na mentalidade concurseira, cheia de baboseiras socialistas decoradas para as provas, de que o estado não produz riqueza, e que o tão belo salário de vários dígitos num setor burocrata é uma cifra oposta ao setor produtivo e que deste depende.
    Vamos observar que rumos tomarão o despertar das massas destes nossos compatriotas porque Hélio Beltrão e outros tem suas razões sim - as condições estão bem propícias para o cair da cortina.
  • República de Curitiba  02/01/2017 15:19
    Ismael,

    Perfeito. Acredito que uma das ideias que temos que difundir é que "estado ineficiente" é um pleonasmo.

    O Estado é Ineficiente, por sua própria natureza. Eficiente é o indivíduo que construiu aquela riqueza e sabe como bem empregá-la para sua própria satisfação ou então para ampliá-la.


    Não existe "estado eficiente" ou "indivíduo ineficiente".
  • Emerson Luis  14/01/2017 10:48

    "estado ineficiente" é um pleonasmo

    Parece que você quis dizer "contradição de termos". Ou talvez oximoro/paradoxo.

    Pleonasmo é apenas uma repetição dentro de uma frase ou expressão, que pode uma figura de linguagem ("Ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal" Fernando Pessoa) ou um vício de linguagem ("entrar para dentro", "acabamento final").

    A expressão "Estado eficiente" não é totalmente inadequada, podemos usá-la para explicar que a única forma disso acontecer é minimizando o Estado tanto quanto for possível para que ele deixe de controlar e dificultar tudo, devolvendo a responsabilidade à própria sociedade.

    Menos Keynes, Mais Lao Tsé.

    * * *
  • Michel Gujawski   21/08/2015 14:21
    Apesar de liberal, não sou a favor da extinção total do estado. Com uma diminuição para 25% do modelo atual já me daria por satisfeito.
  • Felipe  21/08/2015 14:39
    Eu me daria por satisfeito se apenas desburocratizasse os negócios, privatizasse as estatais, abrisse a economia e instituísse o dólar como moeda legal.

    O estado assistencialista até pode manter, desde que não aumente mais os impostos.
  • Fernando  21/08/2015 14:49
    O problema é que tal arranjo é inerentemente instável. Nada garante que, diminuído para 25% do seu tamanho atual, o estado continuaria assim em definitivo - embora propicie um baita respiro.

    A impressão que eu tenho, quando alguém opina sobre como o estado deve agir, é como se essa pessoa estivesse dizendo: "Vejam, eu vou colocar uma coleira no leviatã". E já se sabe que isso é impossível.
  • Felipe  21/08/2015 15:11
    Esse pensamento que não há nada que possa ser feito de dentro do estado é tão ridículo quanto os comunistas que também dizem que a única solução é fora do estado.

    Fosse verdade todos os estados estariam iguais, mas não, estão cada qual a sua maneira. Hong kong, cingapura e austrália são ótimos exemplos de estados liberais.

    Até a Dinarmarca, que apesar do estado assistencialista, é um dos países mais liberais que existe.

  • Fernando  21/08/2015 17:10
    Tá retrucando coisa que não foi dita.

    O que foi dito é que não tem como fixar um tamanho pro estado e dizer que agora vai ficar sempre assim. Sendo o estado um ente privilegiado (por não se submeter ao mecanismo de lucros e prejuízos como o restante da sociedade), ele sempre tende a ocupar mais e mais espaço.

    Os EUA foram o exemplo mais bem-acabado de estado mínimo e olha como eles estão agora.

    Em Hong Kong tinha gente protestando por democracia.

    O assistencialismo e o multiculturalismo dos países nórdicos tão criando uma geração de mimados.

    Enfim, os exemplos estão todos aí.
  • Opinador  21/08/2015 20:10
    "Os EUA foram o exemplo mais bem-acabado de estado mínimo e olha como eles estão agora."

    No caso eu acho viável começar gradualmente, ir para um estado minimo, mas o "segredo" talvez seja ir reduzindo até a total extinção.

    O problema dos EUA é que começaram como minarquia, foram pro lado do keynesianismo, e atualmente sei lá o que são.

    Mas a época da minarquia permitiu que eles ficassem ate hoje bem apesar da situação atual.

    Eles colhem os frutos da acumulação de capital e desenvolvimento da época da minarquia.

    E a corrente liberal lá tá ficando bem forte !

    Melhor que o Brasil que sempre teve o governo inchado, desde da monarquia.

    "Em Hong Kong tinha gente protestando por democracia."

    No caso era diferente, eles eram contra intervenção chinesa. Esse termo "democracia" é muito mal usado pela mídia.

    www.bbc.com/portuguese/noticias/2014/09/140925_hong_kong_ru





  • Cesar Massimo  23/08/2015 20:53
    Acreditar que se tem força para reduzir o tamanho do estado ou mesmo extingui-lo, mas não se tem força para mantê-lo pequeno não me parece racional.
    Impedir que o estado brasileiro continue a crescer já me tranquiliza. Reduzir a intervenção na vida privada será uma vitória. Diminuir o tamanho estatal se aproxima de uma revolução. Estado mínimo no Brasil é quase um milagre. Anarcocapitalismo é uma ficção.
  • anônimo  21/08/2015 14:53
    Entrevista sensata e realista, agora falta levar no mínimo uns 50 milhões de brasileiros a esta sensatez e realidade, nem me iludo, se os EUA e Europa não conseguem...
    Começaria a ter esperanças se reescreverem essa CF, permitindo secessão de estados e regiões, separar regiões majoritariamente de quem gosta de trabalhar dos que não gostam já ajudaria bastante.
  • Ragnister  21/08/2015 15:36
    https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%8Dndice_de_Liberdade_Econ%C3%B4mica

    Eu só fico satisfeito quando o Brasil for o 1º deste índice...
  • Silvio  21/08/2015 20:06
    E eu só quando o Brasil for primeiro lugar isolado, a ponto de ser considerado hors concours.
  • Antônio  24/08/2015 18:07
    Para o Brasil ficar em primeiro nesse índice, ele tem de concorrer sozinho...
  • Vinicius Zucareli  26/08/2015 20:16
    Mas aí ele será, também o último! (E já estamos bem perto disso)
  • Túlio Rios   21/08/2015 14:37
    Excelente entrevista...Raramente vemos entrevistadores tão lúcidos e como já dito, competente como esse!
  • Geraldo Santos Jr.   21/08/2015 14:49
    Não só é possível, como é urgentemente necessário encolher o estado brasileiro, acabar com o paternalismo subdesenvolvimentista, típico de estados totalitários e ineficientes.
  • Carlos  21/08/2015 14:58
    Parabéns Hélio, muito boa a sua capacidade de transmitir idéias de forma simples e clara. Espero que você participe de muitas outras entrevistas, para um público cada vez maior.
  • Lopes  21/08/2015 15:08
    Parabéns ao Hélio pela aula de livre-mercado nesta entrevista.
  • Edujatahy  21/08/2015 15:10
    Muito boa entrevista. Parabéns.
    Estou começando a ter alguma esperança de que talvez tenhamos mais liberdade no Brasil nos próximos anos.
  • Anderson  21/08/2015 15:26
    Sensacional!


    O lance da analogia com o futebol foi interessante, gostei.

    Seria bom se gente como o Hélio ganhasse espaço em mídias "maiores", que mostrasse ao público que existe outras coisas além de estatismo/esquerdismo.

    Ah, e o programa é bem feito, o jogo de câmeras bem dinâmico e o apresentador mostrou que estava antenado com o assunto (coisa cada vez mais rara no jornalismo brasileiro).
  • Marconi  21/08/2015 16:27
    Tá errado essa idéia de fora pra dentro.

    Tem que ser de fora pra dentro E de dentro pra fora. Uma coisa não exclui a outra.

    A idéia libertária de que não se muda o sistema entrando nele, pressupõe que só resta a opção de revolução.

    O PT, antes de chegar ao poder, tinha uma idéia tipo essa que o Lula não concordava, pois ele achava q dava pra ganhar a eleição.

    Enquanto os libertários não acordarem pra realidade, o Liber nunca irá vingar.

    Eu, como liberal, logo terei o Novo pra votar. E vc acabarão votando em nós. Pensando bem, é melhor eu não enviar esse texto. rsrsrs
  • Renato  21/08/2015 18:26
    Já é a quarta ou quinta vez que eu escrevo isso aqui:

    Quem são os maiores interessados em diminuir impostos ou em erradicar os mesmos?

    A classe empreendedora do país.

    Se os empresários não começarem a se organizar, nada vai mudar.

    Os empreendedores brasileiros podem aproveitar as imensas manifestações de 16/08/2015 para imprimir e entregar aos manifestantes do porque os impostos tem que ser diminuídos e erradicados.

    Usando uma linguagem bem simples através de cartilhas e folhetos, os empresários terão melhores resultados do que esperar que isso venha da classe política.

    O melhor de tudo é que os empreendedores não precisam esperar grandes manifestações pra fazerem isso. Todo cliente que adentrar no seu estabelecimento, comércio, empreendimento,...pode receber desses empresários cartilhas e folhetos explicando tim-tim por tim-tim do porque pelo fim dos impostos.

    Um empreendedor, um empresário, um comerciante, pode imprimir folhetos e cartilhas em tons populistas, explicando para a população de como eles podem manter com os próprios recursos escolas, hospitais, cursos profissionalizantes, etc etc etc sem a interferência e intromissão dos partidos políticos e da classe politica.

    Se a própria classe empreendedora não começar a fazer isso, é certo que as ideias esquerdistas continuarão enganando muitos.

    Quem topa criar um empreendimento no sentido de incentivar a classe empreendedora a fazer isso?
  • Marcelo  21/08/2015 19:44
    só precisamos bolar o cartaz e disseminar.
    é fácil, pratico e barato!
  • Renato  22/08/2015 02:41
    Marcelo, qual o Estado que você mora?

    Faço essa pergunta para saber se você topa criar um grupo para divulgar entre os empreendedores essas ideias?

  • Isaias Lobao  24/08/2015 00:50
    Também quero participar mesmo não sendo empreendedor, mas professor. Toda vez que vou a um comércio, critico os impostos e tenho oportunidade de falar um pouco do Instituto Mises e da teoria austríaca de economia. Isso pode ser feito e não precisa de muitas pessoas.
  • Renato  24/08/2015 23:43
    Isaias Lobao, em qual cidade você mora?

    Eu sou do Rio de Janeiro. Aqueles que moram na cidade do Rio e querem criar um grupo para fazer esse serviço do qual eu sugeri, vamos nessa.
  • Dalton C. Rocha  21/08/2015 18:31
    Não concordo com o artigo. Tenho de dizer outras coisas, que são estas três coisas:
    1- Cuba é o futuro da Venezuela.
    2- A Venezuela é o futuro da Argentina.
    3- A Argentina é o futuro do Brasil.
  • Dalton Trumbo  21/08/2015 20:08
    Ainda sobre nosso (inevitável) futuro, tenho a dizer essas três coisas:
    1- Guerra é Paz.
    2- Liberdade é Escravidão.
    3- Ignorância é Força.
  • Dalton C. Rocha  22/08/2015 21:07
    Pois é.
  • Sérgio  21/08/2015 20:00
    Vou tirar um tempo pra ver essa entrevista.
    Boa divulgação. Parabéns ao site!
  • Silvio  21/08/2015 20:12
    Reduções pontuais no estado de pouco ou nada adiantarão, até porque ou temos capitalismo ou temos escravidão - não há terceira via.
  • Eu  21/08/2015 21:10
    Ué... Então não devemos apoiar nenhuma redução pontual?
  • Anderson  22/08/2015 02:26
    Sinceramente, esse tipo de pensamento não ajuda. Claro que um mercado livre e desimpedido é o ideal, mas, enquanto que não temos isso, qualquer migalha já é apreciável. É como não ter quase nada para comer e quando aparecer a oportunidade de encher a barriga o indivíduo dizer "não vou comer porque não quero isso, quero somente o prato X".

    Temos que entender que não poderemos ver um Brasil como uma das economias mais livres do mundo, com direitos de propriedade (como domínio sobre território, bens, empresas e direito de se defender pelo indivíduo) firmemente protegidos e com liberdade de associação e desassociação. Então, nesse cenário, qualquer resquício de liberdade deve ser abraçado.

    Até porque se fôssemos rejeitar qualquer mudança economicamente racional, mas não eficaz em todas as dimensões, por causa desse pensamento de "ou é 8 ou é 80", então estaríamos admitindo que não nos importaríamos se vivêssemos numa Venezuela ou Brasil, ou numa Cuba ou México, pois nenhum desses países tem mercado livre, logo não faz diferença, segundo essa lógica.

  •   22/08/2015 16:56
    Anderson,

    Enquanto houver pessoas querendo implantar a mudança de uma só vez, o Estado só irá inchar cada vez mais. QUanto mais pedem o fim do Estado, mais o mesmo se agiganta.

    Um amigo me deu um exemplo interessante: o homem está a tirar a virgindade duma mulher. Ele quer fazer da maneira dele, sem uso de preservativos. Mas ela só aceita se for com camisinha, naquele momento, não descartando de futuramente fazerem sem o uso.

    O cara diz: ou faço do meu jeito, ou não farei de forma alguma! Aí, não fez o que mais gostaria, por discordar da proposta diferente da dele.

    Assim, a mulher arrumou outro namorado. E o resto da estória.......
  • Silvio  24/08/2015 02:09
    Também sei brincar de exemplos. E vou usar um da vida real: www.andrealmenara.com.br/noticias/policial/homem-que-roubou-casa-e-estuprou-mulher-em-maringa-e-apresentado-para-a-imprensa.

    Só porque o estuprador usou camisinha ele não fica isento de críticas. Estupro é errado, com camisinha ou sem. Não nego que é menos pior um estupro com camisinha mas, mesmo assim, um estupro absolutamente intolerável e deve ser veementemente repreendido.

    Por isso, fico surpreso quando alguém critica esse meu ponto de vista sobre a redução do estado. Se porventura nossos estupradores resolverem usar camisinha (e eles não vão, nossos estupradores vão seguir o caminho de Argentina e Venezuela), não vou ficar de boa. Não há razão para tanto.

    E saiba que quem aceita o estupro com camisinha pensando que nas próximas visitas do estuprador poderá convencê-lo a deixar de estuprá-lo tem um parafuso a menos. Ou seja, você é o louco, não eu.
  • Eu  24/08/2015 11:05
    Ué... Então, se fosse possível uma medida que aumentasse o uso de camisinha por parte dos estupradores, deveríamos ser contra?
  • Silvio  01/09/2015 00:30
    Ué... Então, se fosse possível uma medida que aumentasse o uso de camisinha por parte dos estupradores, deveríamos ser contra?

    A sua própria afirmação já demonstra a absurdidade de se tentar limitar o estado. Ao criar medidas que aumentem o uso de camisinha por parte dos estuprador, você está criando um incentivo para uma certa modalidade de estupro, mas nada faz para combater o estupro em si.

    A questão não é saber se as pessoas devem ser estupradas com camisinha ou não. A questão é evitar o estupro. Um estuprador não deve ser tolerado (ou visto como herói) só porque usa preservativo em seus estupros.
  • anônimo  22/08/2015 23:49
    Concordo 100% com o Silvio. Esse artigo está muito errado em querer Diminuir o estado, como se quisesse preservar ele. Tem que dizer a realidade:


    Só da pra ficar 100% satisfeito quando a conduta de 100% das pessoas for de livre mercado, enquanto houver 1 caso de assalto a mão armada (estado), não é admissível e ponto final.
  • Hoppe  25/08/2015 13:11
    Como quer destruir o Estado brasileiro?

    Através de uma Revolução armada em um país desarmamentista até a medula como o Brasil?

    Aproveite a sua utopia colorida enquanto esquerdistas são realistas, canalhas, espertos, possuem estratégia política e continuam aparelhando e agigantando o Estado.

    Suspeito que macacos como você são socialistas infiltrados para plantar desinformação e confusão para que anarcocapitalistas realistas não consigam se organizar politicamente.
  • Silvio  01/09/2015 00:42
    Como quer destruir o Estado brasileiro?

    No fim das contas, virando as costas para ele e deixando-o falar para as paredes.

    Através de uma Revolução armada em um país desarmamentista até a medula como o Brasil?

    Não há resposta pronta para essa pergunta. Não é o caso de se seguir uma receita de bolo. Além disso, nunca ninguém eliminou um estado permanentemente, de modo que suspeito que a resposta correta ainda está para ser escrita.

    Aproveite a sua utopia colorida enquanto esquerdistas são realistas, canalhas, espertos, possuem estratégia política e continuam aparelhando e agigantando o Estado.

    Bem, esquerdistas só conseguem ser bem sucedidos porque há um estado para parasitarem. Mão houvesse essa gangue chamada estado, eles teriam que parasitar apenas seus familiares e amigos. Ou então viver de pequenos crimes. De todo modo, o mal que eles causassem seria infinitamente menor.

    Suspeito que macacos como você são socialistas infiltrados para plantar desinformação e confusão para que anarcocapitalistas realistas não consigam se organizar politicamente.

    Socialista o caralho, vá xingar suas negas, seu imbecil. E um anarcocapitalista se organizar politicamente é um quadrado redondo, sua besta quadrada. No dia em que um anarcocapitalista fizer parte de uma organização para controlar o estado, ele não será um anarcocapitalista realista. Ele só será mais um socialista.
  • Hoppe  08/09/2015 10:35
    """No fim das contas, virando as costas para ele e deixando-o falar para as paredes."""

    Aí você será preso e se resistir à prisão será morto.
    Se muitos ou a maioria fizerem o mesmo que você, o Governo mudará as Leis e construirá campos de trabalho forçado para os "dissidentes" igual em países comunistas.

    """Não há resposta pronta para essa pergunta. Não é o caso de se seguir uma receita de bolo. Além disso, nunca ninguém eliminou um estado permanentemente, de modo que suspeito que a resposta correta ainda está para ser escrita."""

    Há uma resposta perfeitamente pronta para a minha pergunta: Se infiltrando no Estado e o diminuindo, até desaparecer, POR DENTRO. Revoluções armadas, secessão e esperar o Estado diminuir sozinho porque percebeu a sua ineficiência são ideias bobinhas e utópicas, típicas de adolescentes socialistas.

    """Bem, esquerdistas só conseguem ser bem sucedidos porque há um estado para parasitarem. Mão houvesse essa gangue chamada estado, eles teriam que parasitar apenas seus familiares e amigos. Ou então viver de pequenos crimes. De todo modo, o mal que eles causassem seria infinitamente menor."""

    E? Isso não responde em nada o que eu disse. Esquerdistas são canalhas e espertos. Muitos deles (os comunistas) usam da mesma estratégia política que fizeram até agora, de que buscam a abolição do Estado e tudo ser coletivo (e realmente o Comunismo NA TEORIA é isso mesmo) mas para se fazer isso é necessário elevar o Estado ao máximo e fazer o Estado controlar absolutamente tudo. Isso é um período, teoricamente, transitório chamado ditadura do proletariado ou Socialismo.
    Quando tudo estiver sob o controle deles, quem disse que eles precisam cumprir as suas promessas impossíveis de se realizarem?

    """Socialista o caralho, vá xingar suas negas, seu imbecil. E um anarcocapitalista se organizar politicamente é um quadrado redondo, sua besta quadrada. No dia em que um anarcocapitalista fizer parte de uma organização para controlar o estado, ele não será um anarcocapitalista realista. Ele só será mais um socialista."""

    E como eu disse no parágrafo anterior, continue acreditando nas suas utopias coloridas, enquanto esquerdistas continuam sendo realistas e continuam te controlando através do Estado para sempre.
    Não existe uma "Bíblia" do anarcocapitalismo para nos dizer que não podemos participar de eleições, apenas autores que condenam e buscam a abolição da democracia e das eleições.
  • Silvio  08/09/2015 14:00
    1. Se eu virar as costas para o estado no momento atual, é bem provável que isso aconteça mesmo. Por isso disse "no fim das contas", pois é necessário enfraquecê-lo para só assim então ter a capacidade de ignorá-lo.

    2. Não, infiltrar-se no estado não adianta. Um burocrata qualquer simplesmente não tem o poder de diminuir o estado. Quem tem poder para tanto seria o chefe do Executivo ou o Poder Legislativo. Para alguém se tornar chefe do Executivo precisaria se eleger ou chegar lá via golpe. Um candidato que se candidatasse com a plataforma de diminuir o escopo do estado simplesmente seria deixado de lado pelo eleitor. A alternativa seria um golpe de estado, mas, tirando Pinochet, desconheço um ditador que efetivamente promoveu reformas no sentido de diminuir o estado, pois a regra no caso de ditadores é aumentá-lo ainda mais. No caso do Legislativo, é até bem possível eleger alguns candidatos comprometidos a diminuir o estado. No entanto, políticos com esse perfil jamais formariam uma maioria, por razões óbvias. Assim sendo, mesmo que apresentem propostas para corrigir o agigantamento do estado, não conseguiriam colocá-las em votação e, mesmo que colocassem, a maioria dos parlamentares mandariam tal projeto para a lata do lixo. Sem contar que um candidato que apresentasse tal proposta seria atacado por grupos de interesse e por grande parte da imprensa (afinal, a imprensa brasileira não passa de um ninho de esquerdistas), de modo que um político realmente liberal, além de não conseguir seu intento, teria ainda dificuldades em se reeleger.

    2.1. Revolução armada no atual momento é simplesmente suicídio. Secessão é uma alternativa possível, mas a real secessão, que implica em independência do Brasil, está vedada pela própria CF/88, logo, é possível mas não resolve muita coisa. Esperar o estado diminuir sozinho é a mesma coisa que esperar pelo Papai Noel. Enfim, não propus nada disso, portanto, essa sua crítica é desnecessária, até porque, como acabei de dizer, concordo contigo.

    3. Como "E?" Acaba-se com o estado e acaba-se com os esquerdistas. Não existe melhor maneira de combater o esquerdismo do que acabando com o estado. E essa seria uma solução definitiva para o problema, pois, justamente por causa dos esquerdistas, a proposta liberal é possível, mas não se mantém ao longo do tempo. Mesmo que sejam feitas reformas liberalizantes, se os sucessores forem de esquerda, essas reformas, cedo ou tarde, serão revertidas.

    3.1. Sim, o marxismo propõe o fim do estado pelo agigantamento do estado e isso é, evidentemente, uma loucura que só. Agora sou eu quem pergunto: E?

    4. Peço perdão pelos xingamentos, mas fico muito alterado quando alguém insinua que sou socialista. Você não faz idéia do quanto isso me emputece. De qualquer maneira, não creio em utopias, aliás, nem faço idéia do que seria uma sociedade perfeita, pois, sendo humanos, imperfeitos por natureza, para mim está muito claro que imperfeitas são nossas ações e nossas obras. O que defendo apenas é um arranjo moralmente superior ao atual, mas nunca perfeito. Perfeição só no Reino dos Céus (se nele você acredita).

    4.1. Não, não existe um "Bíblia" do anarcocapitalismo, mas existe um principiozinho básico do anarcocapitalismo chamado PNA. Se você passar a controlar o aparato espoliador (objetivo das eleições), automaticamente você se tornará um espoliador, isto é, um agressor de não agressores. Você seria como um ladrão que tem a consciência de que roubar é errado mas, ainda assim, seria um ladrão. E, para finalizar, saiba que o poder corrompe e, chegando lá, você (ou o seu candidato) muito provavelmente deixaria o ímpeto reformista de lado e procuraria jogar o jogo do poder, procurando aumentá-lo ao invés de diminuí-lo. E justificaria essa canalhice alegando amadurecimento intelectual ou pragmatismo.
  • Hoppe  10/09/2015 16:33
    Continue com a sua utopia colorida no mundo Real de Princípio de Não-Agressão enquanto comunistas (que, teoricamente, também desejam acabar com o Estado e por isso participam das eleições para se infiltrar no Estado para moldá-lo ou destruí-lo) continue te dominando, dominando a tua mulher e dominando os teus filhos através do Estado, porque você se recusa a participar da política e tentar diminuir o Estado por dentro até ele desaparecer.

    Parabéns. Por causa de macacos que raciocinam baseados nos princípios libertários de um mundo ideal como você que nunca iremos acabar com o Estado no mundo Real.
    Parabéns mesmo. Sua estratégia está dando super certo para os esquerdistas.
  • anônimo  10/09/2015 22:18
    Cara vc não sabe nem o mínimo, Hoppe é ancap também, putz
  • Silvio  11/09/2015 01:22
    Continue com a sua utopia colorida no mundo Real de Princípio de Não-Agressão

    Um princípio não é uma utopia. Pode parecer um pouco complicado para um imbecil como você, mas a coisa é estupidamente simples: utopia é um fim, enquanto um princípio é... um princípio! Não tenho um projeto de sociedade. Tudo o que quero é não legitimar a agressão contra inocentes.

    enquanto comunistas (que, teoricamente, também desejam acabar com o Estado e por isso participam das eleições para se infiltrar no Estado para moldá-lo ou destruí-lo) continue te dominando, dominando a tua mulher e dominando os teus filhos através do Estado, porque você se recusa a participar da política e tentar diminuir o Estado por dentro até ele desaparecer

    Não exatamente. O objetivo alardeado pelos comunistas é sim o fim do estado e a implantação do tão sonhado comunismo, no entanto, seu objetivo real (ou ao menos a parte realizável de seu plano maluco) é o de promover a ditadura do proletariado, uma avassaladora concentração de poder nas mãos do estado. E é exatamente isso o que eles sempre fizeram, com considerável sucesso, infelizmente.
    Se os comunistas ganham mais e mais poder é porque há raríssimas pessoas como eu, que são capazes de ver o óbvio ululante e enxergam o que a política realmente é: o conjunto das maquinações entre gangues concorrentes para controlar a máquina de roubo e violência institucionalizada que é o estado. A generalidade das pessoas não vê essa óbvia realidade e aderem a essa insanidade, respaldando essas quadrilhas, suas armações e a violência que perpetram contra as pessoas inocentes.

    Parabéns. Por causa de macacos que raciocinam baseados nos princípios libertários de um mundo ideal como você que nunca iremos acabar com o Estado no mundo Real.

    Se há algum macaco que ignora sua situação e falsamente se considera um exemplar de homo sapiens é você, não eu. Você é que é tão imbecil quanto o comunista que quer acabar com o estado aumentando-o o máximo possível. Minto, você certamente é mais imbecil, porque pelo menos o comunista não vai contra a maré, uma vez que a tendência natural do estado é a de aumentar o seu próprio poder.

    Parabéns mesmo. Sua estratégia está dando super certo para os esquerdistas.

    Sim, porque sou eu, e não você, que quero ir ao parlamento (ou mandar representantes) para bater papo com esquerdistas e chegar a um consenso com eles sobre qual seria a melhor quantidade de roubo que o estado deve promover. Sim, porque sou eu, e não você, o demente que pensa nesses termos.

    Quer saber de uma coisa? Estou cansado de seu tom condescendente. Enfie no rabo seu deboche e sua ironia. Vá catar coquinho, já me enchi de você. Se quiser continuar enchendo o saco, arranje outra pessoa para amolar.
  • Hoppe  11/09/2015 05:33
    Sua estratégia de destruir o Estado não participando da política e das eleições está funcionando muito bem. Parabéns mesmo.

    É muito melhor não ter nenhum plano para acabar com o Estado do que praticar uma estratégia que funcionou parcialmente muito bem em um passado recente.

    Sir John Cowperthwaite (www.mises.org.br/Article.aspx?id=1804), Boris Yeltsin (www.mises.org.br/Article.aspx?id=1133), Lech Walesa (www.mises.org.br/Article.aspx?id=1810), Václav Klaus (www.mises.org.br/Article.aspx?id=776), Lee Kuan Yew (www.mises.org.br/Article.aspx?id=2059) e Rothbard (www.mises.org.br/Article.aspx?id=120) estariam super orgulhosos de você.
    Afinal, como você de forma extremamente honesta e totalmente baseado em fatos históricos disse, não é possível Diminuir o poder do Estado por dentro do próprio Estado.

    Nós, amantes da liberdade, devemos seguir o seu conselho ético baseado no PNA e fazer o que você aconselhou, ou seja, continuarmos esperando ajoelhados perante os burocratas do Estado para que eles sintam pena de nós, parem de nos oprimir e resolvam destruir o Estado algum dia, já que uma revolução armada também é contra o Princípio de Não Agressão.

    Mais uma vez: Parabéns, sua estratégia de destruir o Estado não participando da política e das eleições está funcionando muito bem, continue assim.
  • anônimo  11/09/2015 12:30
    Peço ao IMB que não permita mais os posts desse animal que assina com o nick Hoppe, e que não entende P NENHUMA do que o Hoppe fala. É claramente um troll.
  • Fernando  11/09/2015 21:53
    Você também esqueceu de citar a Margaret Thatcher.
    Poderia ter reduzido bem mais o estado inglês, mas por ser conservadora e não anarcocapitalista e por temer a sua popularidade cair ainda mais, parou no meio do caminho.
  • Thiago Teixeira  21/08/2015 20:28
    Excelente entrevista do Hélio, primeira dele que eu assisto.
    Notei que ele é um não-revolucionário. Maravilha!

    Gostaria, porem, de fazer uns retoques em alguns pontos:

    1) A tradição estatista brasileira não é fundamentalmente esquerdista, marxista.
    É Positivista!! O próprio Garschagen toca no assunto no seu livro. A influencia do esquerdismo no Brasil ficou grande só após a redemocratizaçao.
    Brasileiro de classe baixa nao sabe o que é comunismo, especialmente idoso, mas muitos são "direitistas" estatistas.
    Quando criticamos estado grande, dizemos que foi Marx que propôs isso, e a pessoa nunca ouviu falar nele na vida, cria-se uma desconfiança em relação ao liberal.
    A pessoa também não sabe o que é positivismo, mas quem parar para ler sobre sua influencia na formação do Brasil, verá que ele foi muito influente, desde a transição império-república, na república velha, na política do Rio Grande do Sul, que influenciou Getúlio Vargas, este acresceu uma influencia fascista; ainda teve a volta com tudo do positivismo na ditadura militar...
    O maior inimigo do liberal no Brasil é o Positivismo!!

    2) O Hélio poderia citar nominalmente a Escolha Pública como o regente da lógica do estado.
    Isso poderia começar a ficar academico numa entrevista desse padrão, mas esse conceito é fundamental para o debate.

    3) O Hélio disse que há dois inimigos "bem-posicionados, encartelados em castelos no alto de morros", na batalha intelectual:
    A Academia e a Mídia. Muito bem.
    Só acrescento um detalhe: a Academia tem ação dupla: direta, e influenciando a formação da Mídia! Não conheço pessoalmente nenhum jornalista liberal! Não poderia ser diferente, já que os professores universitários de todos os departamentos de humanidades são marxistas, e brasileiro tem uma cultura de estudo "missesca" (vai ao colégio e à universidade assistir aula e engolir o conhecimento mastigadinho, como quem vai à missa absorver a fala do padre).

    4) Parabenizo sua sabedoria ao defender que os liberais criem inicialmente uma bancada liberal. E que essa bancada consiga implementar pesadas reformas Constitucionais. Afinal, essa nossa "Constituição cidadã" é uma bola de ferro agrilhoada no tornozelo...

    5) O caminho para a diminuição do estado poderia passar pela federalização de facto; poderia iniciar com a inversão da lógica tributária: os estados arrecadando e passando uma fração para a União.
    E São Paulo seria o melhor Estado para iniciar essa reivindicação.
    Conseguiria reduzir sua carga tributária, pararia de sustentar a classe política sanguessuga de outros Estados...

    6) Por fim, o Hélio deixou passar a oportunidade de dizer que este governo (Lula-Dilma) está retrocedendo os avanças recentes conquistados: democracia e moeda estável.
  • Helio Beltrão  21/08/2015 23:33
    Obrigado pelos comentários, Thiago.
  • Thiago Teixeira  22/08/2015 18:18
    Por nada.
    Eu que fico honrado em saber que voce notou o comentario.
  • anônimo  10/09/2015 13:57
    ' E que essa bancada consiga implementar pesadas reformas Constitucionais. Afinal, essa nossa "Constituição cidadã" é uma bola de ferro agrilhoada no tornozelo...'

    Reformar a prisão além de inútil vai ser hipocrisia da nossa parte, depois vão acusar os liberais de só querer obedecer a constituição na parte que lhes é conveniente, e aí?
  • anônimo  10/09/2015 15:23
    "depois vão acusar os liberais de só querer obedecer a constituição na parte que lhes é conveniente, e aí?"

    E você cai nesse argumento esquerdista.

    Defender políticas que protejam a iniciativa privada é diferente de defender políticas que agridam e destruam a iniciativa privada.
  • anônimo  10/09/2015 22:22
    'E você cai nesse argumento esquerdista.'
    OMG...dai-me paciência...meu filho, eu não 'caio' nesse argumento esquerdista até porque sou eu mesmo que estou mostrando o jogo deles.Não sei se vc é capaz de entender, mas se um esquerdista criticar um libertário por isso, ele esquerdista está certo.O ERRO foi do libertário de querer consertar essa bagaça inútil estatista que é a constituição brasileira.
  • anônimo  11/09/2015 09:44
    'defender políticas que agridam e destruam a iniciativa privada.'
    E querer consertar a bosta da constituição é exatamente isso.Uma causa inútil, idiota, sem noção do mundo real.
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  21/08/2015 21:31
    Só um milagre mudaria a cabeça dura do brasileiro. Eu já desisti há muito tempo: que sofram com o enorme custo estatal.
  • Felipe R  21/08/2015 21:33
    "Para resolver o atual descalabro, não basta apenas "colocarmos um dos nossos em Brasília". Mesmo que um genuíno libertário assuma a presidência, se a mentalidade da população ainda for estatista, nenhuma reforma poderá ser feita. Não haverá clamor popular por tais reformas."

    Ah, tem jeito sim. Não há clamor popular por ideais libertários, mas há por menores preços e produtos e serviços melhores. E o presidente tem força para mobilizar, no mínimo, um debate nacional a respeito, iniciado com apresentação de dois projetos de lei ao Congresso, ambos embasados no libertarianismo.

    Agora vou assistir à entrevista : )
  • Ed  21/08/2015 23:39
    Algo que me incomoda no pensamento libertário (não sei se é desta maneira apenas aqui no Brasil) é esta espera, quase que milagrosa, da tomada de consciência por parte da população, em entender que existe sim uma alternativa melhor para as ingerências estatais cometidas nos últimos 515 anos, a qual se chama Teoria Libertária.

    Como citado na entrevista a mídia e a academia são os grandes formadores de opinião em nossa sociedade. Pergunto. Como, sinceramente, esperar que as emissoras, as mesmas que "mamam" nas tetas da publicidade governamental (em todos os níveis) e de suas empresas, passem a apontar o erro e mostrem o "outro lado da coisa" à população? Um jornalista aqui, outro ali... isso vai levar décadas! EU quero viver a mudança, EU quero fazer parte desta mudança.

    Quanto a academia, pergunto. Quantas universidade privadas (por razões óbvias excluo as estatais) de reputação têm a visão e a coragem de colocar o dedo na ferida para valer e discutir, ensinar e propagar a teoria libertária? Se você teve a oportunidade de cursar qualquer universidade brasileira, já sabe a resposta...

    Por que não existe na politica brasileira um (ou vários) Ron Paul? Seria a política e os cargos eletivos mais viciantes que o crack, a maconha, a cachaça e o futebol juntos? Com capacidade para transformar em um ladrão diplomado o cidadão honesto de princípios libertários que busque a mudança (e eventual extinção como conhecemos) do estado de dentro para fora? Realmente é impossível? Não sei a resposta, porque, até onde sei, nunca foi tentado por aqui...

    Como escrito em um antigo livro "mostra-me tua fé sem obras, que através das obras, lhe mostrarei minha fé".

    Menos discussão e mais ação nos níveis municipais, estaduais e federal!TD7XJ
  • Cassim  22/08/2015 01:37
    Você mesmo responde sua perguntas, Ed.

    Por que não existe na politica brasileira um (ou vários) Ron Paul?

    Você: Quanto a academia, pergunto. Quantas universidade privadas (por razões óbvias excluo as estatais) de reputação têm a visão e a coragem de colocar o dedo na ferida para valer e discutir, ensinar e propagar a teoria libertária? Se você teve a oportunidade de cursar qualquer universidade brasileira, já sabe a resposta...

    Comentário: Faça o seguinte exercício, Ed. Consulte a lista de ministros (prepare-se para um exercício caro e desnecessariamente longo) da presidente. Tome um ministro menos conhecido e procure o histórico dele no Google. Será mais ou menos assim:

    Fulano nasceu em X de Y. Estudou na Z universidade federal, onde depois integraria W movimento social / K cargo público. Nunca fez nada na vida que não envolvesse dinheiro tirado dos outros. Se você tiver sorte, será tudo igual, mas ao menos a figura passou um tempo trabalhando e então, virou aristocracia sindical protegendo o trabalhador com o dinheiro tirado à força dele e não fez nada na vida desde então.
  • Anderson  22/08/2015 02:38
    Ed,

    Também acho que se houver agentes na política as ideias libertárias serão divulgadas com maior cobertura. Porém, é um contra-senso esperar que algum anarco-capitalista apareça em rede nacional como um concorrente ao cargo de presidente (é totalmente sem lógica e seria hipocrisia), só se for um minarquista, e mesmo um minarquista não seria fácil.

    O debate presidencial é feito num molde em que os candidatos pouco podem discutir ideias, e isso pela quantidade de candidatos participantes e quantidade de assuntos a ser falado em tão pouco tempo. E ainda tem a questão, não menos importante, de que os debates são direcionados ao estatismo, com perguntas embasadas em ação estatal para resolução de conflitos e/ou problemas, ou seja, as perguntas já induzem a uma resposta de agigantamento do estado.

    Então, concordo com o Hélio não só em termos teóricos como também em práticos, não adianta pôr o "homem certo" no poder.
  • Ricardo Z.  22/08/2015 11:47
    Realmente é incrível ver como a população (desde o mais simples ao mais "instruído") não rompe com essa situação de dependência extrema e eterna do Estado. A pessoa quer nascer através do Estado, quer ser sustentado pelo Estado, colocar o filho na creche do Estado, fazer todo o estudo dentro de instituições do Estado (ou usando benefícios patéticos do governo, como o Prouni ou o Fies). Quer receber remédio do governo, ter asfalto do governo, ter água, energia elétrica, gás, comida, etc... e com certeza, quer trabalhar para o governo (ou fazer de conta que trabalha... por isso a concorrência dos concursos tem subido igual um foguete, pois já é de conhecimento popular que, funcionário público quando vai pro serviço tira férias, e quando sai de férias é que trabalha). E finalizando... o Estado está aparelhado com os Sindicatos. Usa da ignorância do trabalhador humilde para embolsar um rio de dinheiro e ainda ficar com a fama de "resolvedor dos problemas"... e pensar que na cidade que vivo, o primeiro sindicato foi fundado pela Igreja Católica. Mas é isso. Parabéns pelo nobre artigo Helio.
  • Wolmar  22/08/2015 12:56
    Pois eu já me daria por muitíssimo satisfeito se eu visse essas três coisas acontecerem:

    1) Acabarem as agencias reguladoras

    2) Privatização da Petrobrás, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Correios

    3) Fim da universidade publica e gratuita

    Mas estou que nem isso eu verei acontecer

    Abraços a todos
  • Dissidente Brasileiro  22/08/2015 20:50
    3) Fim da universidade publica e gratuita

    Como seria bom se isso fosse verdade! Enquanto isso, vejam o que a "pátria educadora" (sic) brasileira é capaz de oferecer; vejam para onde vai nosso dinheiro roubado através dos impostos:

    https://pt-br.facebook.com/CanalDaDireita/videos/699852380159296/

    Que maravilha, hein?
  • anônimo  23/08/2015 00:09
    Fim da universidade pública não adianta nada sem o fim da obrigatoriedade do diploma e o fim de qualquer financiamento estudantil como FIES etc, só assim pras mensalidades das privadas baixarem.
  • Dalton C. Rocha  22/08/2015 21:10
    É tão fácil, quanto você matar um lobisomem.
  • anônimo  23/08/2015 04:52
    Se Deus quiser, vc nunca verá tal desgraça acontecer.
  • anônimo  23/08/2015 14:24
    Vou ver sim, nem que seja num país novo no meio do mar.
  • Fernando  23/08/2015 01:34
    Parabéns pela entrevista ! Nós conseguiremos sair desse socialismo de mercado com responsabilidade e inteligência.

    A liberdade deve ser implementada em etapas. Não iremos avançar causando brigas e confusões.

    Por exemplo, não podemos achar que o país vai melhorar fechando escolas públicas e cursos de medicina. A liberdade possui prioridades que devem ser seguidas em ordem e com coerência. Não é preciso fechar escolas que tem alunos. As próprias escolas públicas serão fechadas pelos professores por falta de alunos. Elas serão fechadas do mesmo jeito, mas de maneira diferente.

    O povo não está acostumado a levar as coisas a ferro e fogo. O povo também tem dificuldade para entender mudanças. Por isso, as coisas precisam ser realizadas em ordem, com prioridades e com responsabilidade.

    A coisa mais importante é a credibilidade. Evitar crises econômicas e sociais garante a mudança de pensamento para um novo modelo liberal e com livre iniciativa.

    Populismo só transforma políticos em traidores ou canalhas. Defender as mudanças em etapas é um dever. Ninguém tem o direito de sair tocando fogo nas mudanças sem ninguém saber o que está acontecendo.

  • anônimo  24/08/2015 17:41
    Agora podemos dizer que o governo realmente está cortando gastos pra valer?

    www.ebc.com.br/noticias/politica/2015/08/governo-anuncia-corte-de-dez-ministerios

    e outra: qual será a consequencia positiva para a economia se isso realmente for feito?
  • Felipe  27/08/2015 12:39
    Penso o contrário, cada vez mais perco qualquer esperança numa reforma liberal, caminho para um pensamento niilista. Não vejo um político forte o suficiente para vencer os grupos de interesses que parasitam no estado, e mesmo que haja, não vejo como sustentar uma política liberal com uma população ignorante e confusa.
  • RR  30/08/2015 05:10
    Ficaria feliz em ver todas as empresas públicas que hoje são ineficientes, privatizadas. Mas não em um grupo de 4 empresas. Um Estado menos regulador. Poderia ser até mais fiscalizador, se estivesse ao lado dos cidadãos. Mas como cortar o Estado, se não se pode demitir funcionários públicos nem reduzir seus salário dos políticos, extinguir sindicatos e barrar a criação de grupos que se dizem defender uma minoria? Vivemos em um modelo errado de sociedade que se diz democrática, mas é egoísta e tem medo da liberdade, porque ela gera muita concorrência em todas as áreas. Não vejo isso a curto ou a médio prazo. Achou que vou morrer sem ver um Estado com mais liberdade vide a movimentação do mundo atual para um capitalismo vermelho.
  • Cicero  30/11/2015 10:55
    Se o objetivo é a liberalização do Brasil, precisamos lembrar que toda grande jornada começa com o primeiro passo. Transformações sem rupturas são processos contínuos, processos de educação, convencimento, moralização, etc. Vivemos em um país que possui vários vícios difíceis de superar. Primeiro o religioso, porque o brasileiro humilde tem o vício de agradecer principalmente a Deus por aquilo que conquistou, esquecendo que na maior parte a conquista foi possível devido ao seu próprio esforço. O segundo é a força do estado brasileiro, que chegou de fato com a corte falida de Dom João, que para financiar sua estadia no Brasil, começou a vender títulos de nobreza, alvarás e criou reservas de mercado para os amigos. Ou seja, o Estado determinava a "sorte" dos amigos do rei.

    Vivemos um momento singular na história do Brasil. Hoje uma grande parte da nossa população começa a enxergar as mazelas do estado grande. Este estado gigante e ineficiente que só é bom mesmo para os detentores do poder, que se apoderaram das instituições e empresas para aumentar seu ganho próprio de forma ilícita e permanecer no poder. O povo que recentemente saboreou os frutos de seu trabalho (aquelas empreendedoras que abriram salões de beleza, os micros empreiteiros que não paravam de trabalhar na construção civil devido à demanda de novas moradias entre tantos outros trabalhadores) e está prestes a ter o dissabor de verem estes frutos azedarem, precisam de uma nova esperança, direção e liderança.

    Esta é a hora de apresentar "novas" alternativas. Privatizações para maior produção (mais empregos e impostos) e menos roubalheiras; diminuição da carga tributária para que o indivíduo escolha como gastar ou investir seu próprio dinheiro, e reformulação do Pacto Federativo transferindo maiores recursos para os Municípios e Estados seria um bom início, afinal sabemos que a maior ineficiência encontra-se no governo Federal. A "maquina" precisa ser redirecionada. Chegou a hora de apontarmos um novo e mais próspero caminho.
  • Ze Ninguem  30/11/2015 11:29
    A primeira coisa que deve ser realizada é a liberação dos meios de comunicação.

    Não dá mais para sobreviver com 30% de imposto na conta de internet, telefone e tv à cabo. Não dá mais para sobreviver com operadoras de telecomunicações pagando mais de 50 bilhões por ano em impostos. Não dá mais para continuar com o IPhone mais caro do mundo. Não dá mais para ficar importando equipamentos de telecomunicações, porque o Brasil dificulta instalação de indústrias de equipamentos. Não dá mais para ficar pagando licitações, leilões e licenças da Anatel. Não dá mais para pagar valores absurdos em computadores, servidores, roteadores, firewalls, etc. Não dá mais para emissoras de TV ficarem recebendo verbas estatais.

    Sem informação o povo não vai produzir mais e o país não vai melhorar. A liberdade de informação e de transmissão da informação são as bases da mudança. Um povo ignorante, desinformado e censurado nunca conseguirá produzir mais e melhor.
  • Emerson Luis  09/12/2015 18:52

    Existe o ideal e o possível.

    Esquerdistas pioram a situação porque buscam ideais impossíveis;

    Conservadores melhoram a situação porque focam naquilo que é realizável.

    A melhor estratégia é combinar princípios liberais com conservadores, diminuindo o Estado gradual e cautelosamente.

    * * *
  • opinador  09/12/2015 19:38
    Concordo.

    Apenas enfatizo que as ideias esquerdistas nem devem ser consideradas...rs

    Um esquerdista ou é ingenuo ou tem má fé mesmo.

    Pois o esquerdista acredita que o coletivo pode se sobrepor ao individual. E o estado deve ser quem irá definir o que é certo ou errado.

    Ou ele quer tirar vantagem da situação.

    E tudo com a desculpa de ajudar os mais pobres.
  • anônimo  30/12/2016 13:24
    O Hélio está fazendo um trabalho excelente.

    Nós temos um buraco gigantesco de palestrantes que trazem as informações liberais.

    O confronto de ideias em debates é a linha de frente. Isso costuma atingir as grandes massas.

    O problema é que, no máximo, nós estamos com alguns economistas emitindo opiniões sobre orçamentos e contas públicas, sem poder emitir as opiniões que esclarecem a falta de liberdade e prosperidade.

    Parabéns ao Hélio pela coragem e capacidade para defender as ideias liberais em público e dentro das instituições.

    Pelo menos no IMB nós temos um bom presidente.
  • Andre  30/12/2016 13:30
    Cedo demais para o diminuição do estado brasileiro, a economia ainda não ruiu o suficiente para o brasileiro entender o que o estado pode causar, e agora em 2017 os políticos farão um "sacrifício" e passar reformas econômicas com o mínimo de sensatez para continuar com tudo como está.
  • anônimo  30/12/2016 14:12
    "a economia não ruiu o suficiente"

    Não, a economia ruiu sim.

    Nenhum presidente vai aguentar 4 anos de mandato sem mudança.

    A única coisa é que deve ter várias pequenas reformas e não uma grande reforma.

    Tem 45 milhões de pessoas com o nome sujo, 100 mil demissões por mês, 1,8 milhão de empresas fechadas, queda no PIB de quase 15% em 3 anos, estados quebrados e funcionários públicos sem receber, governo central com endividamento crescendo exponencialmente, fundos de pensão quebrados, etc.

    Se isso não é ruir, só falta os bancos fecharem as portas.

    O problema é que o remédio está errado. Cortes no orçamento apenas irão evitar o aumento da crise.

    A economia só vai ressucitar com menos imposto de renda para empresas, menos impostos sobre lucro,menos processos trabalhistas, menos burocracia, fim do imposto sindical, aumentar o grau de investimento de algumas empresas, etc.

    Fazendo essas coisas amoeda pode ficar forte e melhorar o poder de compra.
  • Andre  30/12/2016 15:29
    Chile 1971 - 73 , Venezuela 1989, Peru 1980 - 1990 e Argentina 2001 - 01, isso sim são ruínas econômicas plenas que mudam a mentalidade da população, para bem ou para mal, e isso só para citar os vizinhos, em todos esses casos os governos imprimiram dinheiro local para os amigos bancos pagarem seus correntistas, bancos não fecharão enquanto houver como imprimir dinheiro. Venezuela aí para provar.
    Já comecei a fazer campanha pro Ciro Gomes 2018, o caminho não é consertar o país, é derruba-lo no abismo para montar outro.


  • anônimo  30/12/2016 15:42
    Seu argumento está errado.

    Se isso fosse correto, nós deveríamos apoiar a Dilma no ministério da Fazenda, pra ela estourar tudo de uma vez.

    Não faz sentido. As mudanças são mais fáceis tendo credibilidade e hegemonia de interesses.
  • Andre  30/12/2016 19:06
    Fez bem em lembrar da Dilma, sem ela e seu ministério destruindo toda a economia trocamos uma rápida e educativa miséria, dólar a R$6,00, inflação de 20% e controle de capitais, por uma lenta e inútil agonia com Temer e qualquer outro em 2019 fazendo reformas esparadrapos para como você mesmo mencionou, evitar o aumento da crise, nos arrastará por 5 anos num desemprego de 2 dígitos, PIB não mais que 2% a.a. culminando numa dívida pública de 100% do PIB:

    terracoeconomico.com.br/tabelas-para-compreender-o-tamanho-de-nosso-futuro-penhorado

    O impeachment foi um mal negócio no longo prazo. Lá no fundo do poço teríamos a mais completa hegemonia de interesses.
  • Lel  31/12/2016 02:12
    Concordo, Andre. A situação no Bostil deveria ter chegado ao ponto do povão começar a espancar com vontade de matar os militantes petistas/esquerdistas no meio da rua.

    Democracia é um desastre completo.
  • SRV  02/01/2017 11:26
    Andre,

    Não acho que uma crise gigantesca, ainda maior que a atual, poderia resolver alguma coisa. Venezuela está aí para provar. Anos definhando, fome e desabastecimento e eu apostaria meu braço direito como não irá "educar" a população corretamente.

    Irão continuar pedindo que o papai-Estado resolva a situação. Serão feitas algumas reformas que irão desafogar a população e depois terão 50 anos de economia andando de lado. E só.

    Acho que o trabalho como faz o Instituto Mises é importante, mas é uma luta de Davi x Golias contra a esquerda. Eles, seguindo a cartilha Gramcista, estão nas escolas, nas universidades e nos sindicatos faz décadas. Reverter tanto tempo de doutrinação não é um trabalho fácil, nem rápido.

  • Andre  02/01/2017 13:16
    A esquerda já venceu a guerra moral e cultural, só perdeu a econômica por motivos óbvios.
    Não temos anos para reverter doutrinação, em 2 décadas teremos mais idosos que o PIB pode suportar.

  • SRV  02/01/2017 13:58
    André,

    A esquerda certamente dominou o cenário cultural das últimas décadas, mas crises econômicas não vão ensinar as respostas pra população em minha humilde opinião.

    Se a população não conhece as alternativas ao Estatismo e ao Esquerdismo, como esperar que o clamor popular aponte em uma nova direção, para ela desconhecida? Cairemos na velha cilada de "a culpa é dos Yankees, a culpa é do imperialismo financeiro-belicista-cultural americano, a culpa é do Islã, a culpa é dos imigrantes" ou qualquer outra variação. A culpa sempre será de alguém, nunca do governo. E a população, diante do desconhecimento, concordará. Não existe modo de a população como um todo (não estamos falando de setores) compreender espontaneamente que mais leis, mais governo, mais regras, mais impostos é a receita do desastre. É preciso repassar esses conhecimentos e combater a cultura marxista.

    Acho que o problema deve ser atacado por várias vertentes: combate contra a doutrinação esquerdista por um lado, ações do outro, e até penetração na máquina pública, universidades, etc (indo contra a opinião do Sr. Helio). Não existe garantias de que uma situação ruim não possa ser piorada se esperarmos a quebradeira seguida pela reorganização correta.
  • Vinicius  02/01/2017 15:22
    Também acho que a vida dos brasileiros está é muito mole e precisa piorar para entenderem que não dá pra confiar nada ao governo.
    Mas não acho que seja necessário empurrar o Brasil para este abismo votando no Ciro Gomes ou no Dr. Rey, artigo de hoje 02/01/2017 já demonstra isso, assim que a dívida pública tocar os 80% do PIB e este apresentar crescimento anêmico, o abismo será irreversível.


  • anônimo  08/01/2017 04:22
    A economia do Brasil já está bem destruída, mas ainda não chegou nem perto da situação na Venezuela.

    Acho que se a situação chegasse perto, os políticos brasileiros iriam se ver obrigados a fazer mudanças profundas.
  • fernando lage  30/12/2016 14:41
    Estamos fundando o Instituto Liberal, aqui no Acre e precisamos do apoio de todos para a nossa causa. Estamos oprimidos pelo Socialismo/Comunismo aqui nesta parte da Amazonia!
  • WDA  30/12/2016 15:24
    Continue postando aqui, Fernando, e caso haja alguma dúvida ou necessidade específica de ajuda, compartilhe nos comentários para que os demais possam ajudar.

    Parabéns pela iniciativa!
  • apenas divagando  30/12/2016 17:51
    um deputado federal libertario, Helio Beltrao, por exemplo, nao estaria na posicao ideal para fazer as ideias libertarias serem ouvidas tantos pelos seus "colegas de trabalho (ainda que nao converta nenhum)" e pelo povo?

    A midia daria atencao aos projetos prospostos, muitos dos quais discutidos neste site de maneira tao esclarecida, pois tratam-se de deias tao contrarias ao modelo atual que nao teriam como passar desapercebidas!

    Isso abriria caminho para outros homens e mulheres que compartilham essa visão libertaria a entrarem e de maneira efetiva (propondo projetos que desfacam o estado de dentro para fora, votando, discursando) para uma mudanca real.

    Ja usei este exemplo em outras ocasioes. Na minha visao, um politico honesto, libertario, é o antidoto aplicado no nosso doente pais, que ira combater o veneno, fazendo uso do mesmo principio ativo, porem, da maneira correta.

    Enquanto isso nao ocorrer, nossas acoes individuais sao limitadas e assim tambem serao as mudancas para melhor...

  • apenas discordando  30/12/2016 18:32
    O Hélio é mais útil ao país fazendo o que ele faz hoje do que sendo um deputado federal.
  • Guilherme Gomes  31/12/2016 02:39
    Muito bom! Eu prefiro chamar atenção para o fato concreto, que é : as exportações estão caindo, o saldo tá crescendo, mas ele vai cair já em 2017; o desemprego aumentando. E o governo faz o que? Promove um aumento real do salário mínimo; em dólares. Se defendam. Estamos em plena demagogia. O governo não conduzirá o estado. O estado, é que vai arrastar todos o que ele puder rumo ao abismo. Vocês conhecem aquele ditado:"o inevitável, as vezes, demora a acontecer, mas vai acontecer". E o que é "o inevitável "? Uma brutal desvalorização cambial. É apenas matemática.
  • Andre  31/12/2016 13:10
    Concordo, o mercado fará a correção pelo denominador, e os economistas keynesianistas aplaudirão a desvalorização dizendo pela enésima vez que isso estimulará as exportações.
  • Fernando Moura  08/01/2017 03:28
    É sempre assim. O cenário econômico no Brasil sempre é previsível.
  • jfontes  31/12/2016 15:05

    Reportagem interessante:

    www1.folha.uol.com.br/mercado/2016/12/1845248-fazendeira-cria-propria-rede-de-banda-larga-e-abastece-vilarejos-britanicos.shtml
  • Rentista  31/12/2016 16:43
    A culpa da manutenção desse sistema opressor é do capitalista empreendedor. Certamente a ninguém interessa, mas vou contar brevemente como cheguei a essa conclusão. Confesso que por um tempo tentei tocar uma fazenda de café e atendimento médico em consultório particular. Com os prejuízos acumulados na fazenda, por conta de trabalhadores que custam caro [encargos, salário mínimo crescendo acima da inflação, e especulação internacional na cotação do café] e produzem pouco, consegui me manter com a renda do consultório, apesar de trabalhar como um cavalo de aluguel e receber migalhas dos convênios médicos. Minha renda estava estagnada, sem crescimento patrimonial. Fiz uma mudança radical em minha vida a partir de 2010: me tornei funcionário público, com excelente salário, vendi a fazenda e apliquei o dinheiro em renda fixa, depois no Tesouro Direto. Parte da grana arrisco em bolsa de valores e debêntures, minha única concessão ao empreendorismo. Hoje meu patrimônio é crescente, e estou quase alcançando a independência financeira sem muito esforço. Tudo isso às custas dos pobres empreendedores.
  • Henrique Zucatelli  02/01/2017 11:16
    Na verdade Rentista, você provavelmente só não é pobre por um motivo principal, e duas ramificações do mesmo:

    Estado

    a- Regulador de profissões
    Posto que a profissão médica é uma das mais reguladas pelo Estado no mundo todo graças as ferrenhas pressões da classe, a demanda é alta com pouca oferta, logo os salários sobem concomitantemente ano a ano, independente de você ser um péssimo profissional.

    b- Provedor de cargos
    Não bastasse a guilda médica, o Estado - no caso o brasileiro - nos obriga a pagar impostos para promover saúde para todos . Com isso somos obrigados a bancar toda sorte de péssimos médicos, hospitais e tratamentos sem critério algo. Some a isso nossa maravilhosa política de empregos vitalícios, sem nenhum controle de qualidade ou desempenho.

    De fato nosso país é um redemoinho de surpresas em todas as esferas, porém poucas coisas podem justificar sua incompetência como empreendedor, seja como médico ou como agricultor, e claro, é óbvio que como parasita do Estado seu patrimônio vai crescer, pois seu custo material é zero, e o custo de tempo é relativo, pois boa parte dos médicos em hospitais públicos nem aparece durante boa parte da semana.

    Sua conclusão caro Rentista se deve ao triste contexto da Lei de Gerson em que vivemos, onde o bom mesmo é levar vantagem em tudo , mas justamente aquele que acha que está completamente seguro não está alheio a força criadora e destruidora do Universo.

    Um homem que estava no meio da multidão disse a Jesus:
    - Mestre, mande o meu irmão repartir comigo a herança que o nosso pai nos deixou.
    Jesus disse:
    - Homem, quem me deu o direito de julgar ou de repartir propriedades entre vocês?
    E continuou, dizendo a todos:
    - Prestem atenção! Tenham cuidado com todo tipo de avareza porque a verdadeira vida de uma pessoa não depende das coisas que ela tem, mesmo que sejam muitas.
    Então Jesus contou a seguinte parábola:
    - As terras de um homem rico deram uma grande colheita. Então ele começou a pensar: "Eu não tenho lugar para guardar toda esta colheita. O que é que vou fazer? Ah! Já sei! - disse para si mesmo. - Vou derrubar os meus depósitos de cereais e construir outros maiores ainda. Neles guardarei todas as minhas colheitas junto com tudo o que tenho. Então direi a mim mesmo: 'Homem feliz! Você tem tudo de bom que precisa para muitos anos. Agora descanse, coma, beba e alegre-se.' " Mas Deus lhe disse: "Seu tolo! Esta noite você vai morrer; aí quem ficará com tudo o que você guardou?"
    Jesus concluiu:
    - Isso é o que acontece com aqueles que juntam riquezas para si mesmos, mas para Deus não são ricos.
    .

  • SRV  02/01/2017 13:17
    A culpa da manutenção desse sistema opressor é do capitalista empreendedor.

    A culpa é do Estado, que com sua gastança desenfreada faz os juros serem altos (bom para que é rentista, ruim para quem quer produzir), cobra impostos astronômicos (ruim para quem é empreendedor, bom para quem é "amigo do rei Estado") e carteliza/regula setores inteiros (bom para funcionários públicos, bom para médicos, para empresas de seguro-saúde, etc).

    Portanto, o que você fez foi sair do lado dos que sofrem com o Estado e passar para o lado dos que são beneficiados pelo Estado. Isso dito em palavras educadas. Mas em bom português, você passou a explorar o dinheiro e o sofrimento dos pagadores de impostos, principalmente dos mais pobres, em benefício próprio, seja propositalmente ou não. Como médico, deveria se orgulhar.

    Ah, sem falar que conclui que a culpa é do empresário que se esforça todo santo dia na luta para servir aos clientes e não ser massacrado pelo impostos. O governo mastodonte, devorador de impostos e perdulário, esse não tem culpa.

    Feliz 2017.

  • Fernando Caritas de Souza  01/01/2017 11:43
    Responsabilidade individual? Desde quando o brasileiro primou por isso? Pra quê confessar seus erros e fracassos se você pode por a culpa no governo? Somente uma revolução cultural e educacional tendo como base os ideais libertários para inverter essa lógica! Sem isso a "mudança de fora para dentro" não viabilizar-se-a.
  • Nei Grando  01/01/2017 17:00
    O Brasil arrecada quase 2 trilhões de reais por ano só de impostos, sua divida interna só aumenta, vários estados estão falidos, e todos os serviços que o estado provê são deficientes. Isso devido a incompetência, má gestão de pessoas e recursos, desperdício de dinheiro (arrecadado dos cidadãos) e até mesmo corrupção desenfreada. É preciso reduzir o Estado e seus gastos exorbitantes.
  • Felipe R  02/01/2017 12:19
    Colocar um libertário, ou um grupo de libertários, no comando em Brasília pode não ser o suficiente, mas certamente será muito importante para o movimento por dois motivos.

    O primeiro motivo é a exposição ao grande público que o grupo libertário no poder terá, facilitando a expansão da discussão sobre valores libertários perante à sociedade. O estado possui uma máquina gigantesca de propaganda e divulgação de informações. Esta máquina pode ser usada tranquilamente para fins de expansão dos valores libertários. Um exemplo de de uso da máquina seria a mudança, a partir do MEC, nas diretrizes de ensino das escolas estatais e privadas, em que os valores estatistas ensinados aos jovens sejam complementados pelo ensino dos valores libertários, comparando objetivamente vantagens e desvantagens de cada um desses grupos de valores. Neste exemplo, estou considerando que as reformas libertárias serão graduais, ou seja, reduz-se o tamanho do Estado por outros lados, e mantem-se as escolas estatais por algumas décadas, até que a maior parte da população das gerações posteriores sejam capazes de rejeitar o estatismo. Aí sim, dá-se o próximo passo, que é a eliminação ao máximo do estado...

    O segundo é que várias reformas de cima para baixo poderão ser feitas, ainda que a cultura da sociedade não compreenda nem aceite os ideais libertários. Um exemplo clássico de reforma é redução gradativa de impostos e regulamentação. As pessoas podem até ser incapazes de associar a melhoria da atividade econômica com essas reduções de imposto e regulação, mas ainda sim gozarão dos benefícios gerados.

    De toda forma, a exposição do Hélio foi bem interessante.
  • marcela costa  02/01/2017 13:07
    Brasília é um mar de lama e os libertários são águas puras.Se misturarmos os dois,o mais provável é a água pura virar lama e não o oposto.
  • Primo  02/01/2017 15:02
    Rentista 31/12/2016 16:43 diz:
    "A culpa da manutenção desse sistema opressor é do capitalista empreendedor."

    Sim, mas o sistema sempre será opressor. Logo, encontrar o culpado da manutenção desse sistema não é resolver o problema, mas é sugerir um rodízio de culpabilidade. Você sugere que o capitalista empreendedor faz escolhas erradas e pouco lucrativas quando insiste em manter seu negócio. Insinua que o melhor para a sociedade seria o capitalista empreendedor, direcionar seu capital para o rentismo, angariando maiores lucros. Dessa forma, com a lógica do livre mercado, com maiores lucros, a sociedade estaria mais saciada, pois lucro está diretamente associado em atender os anseios dos consumidores.

    No ponto de vista socialista distópico sua estratégia é interessante, mas o que move o capitalista empreendedor não é a racionalidade cientificista, mas os instintos mais primitivos de assumir riscos. Hoje você acredita que fez a escolha certa, mas amanhã, quando ver que sua antiga fazenda foi comprada por ambulante que vendia cachorro quente, pode ficar com suas convicções abaladas.
  • Guilherme Gomes  02/01/2017 23:50
    Em um outro comentário, eu escrevi que as coisas vão voltar ao tempo do Dr Marcílio Moreira, ministro da Fazenda, que seria: o dólar comercial fica mais alto que o paralelo. O estado brasileiro, não os governos, é o grande problema, e ele não aceita ceder. É o estado que promove o desequilíbrio cambial. E não tem jeito. Quanto ao rentista, o que ele vai fazer? Não tem alternativa. A revolta cambial vem destruindo o imobilizado. E aí? Não interessa se a 3, 4, ou 5; você pode comprar, compre. Vai chegar a hora que você não vai poder. Faça o seu colchão.
  • Antônio  03/01/2017 10:55
    Perdão pela observação aparentemente hostil, mas por que o IMB não publica artigos de uma das áreas de maior intervenção estatal na economia: setor imobiliário? O subsídio a crédito é monstruoso e o preço dos imóveis estão nas alturas. Será que não falta um monitoramento, setor por setor, para entendermos as corrupções e intervenções em cada setor e tecermos críticas pontuais e contundentes? Fazer uma crítica genérica, sem observação próxima da realidade de cada setor profissional, apenas atrai convertidos. Não seria bom uma série analisando setor por setor, apontando dedos aos responsáveis, para que a crítica surja mais naturalmente? Acho ótimo os artigos do Leandro Roque, geralmente seguem nessa direção. O que ele já falou do Guido Mantega é para nenhum quadrúpede se sentir diminuído.

    Sinceramente,
    Antônio.

    PS: posso ajudar no caso específico do setor imobiliário.
  • mero observador  03/01/2017 11:52
  • Capitalista Keynes  03/01/2017 15:07
    Eu sou a favor do Estado....acabar com ele seria o sinal verde para o privado deitar e rolar sem ser incomodado ....o Estado é um fardo para o privado pois é mais um que ele tem que corromper para deixar eles combinarem preço, fazer cartéis , eliminar a concorrência ,pagar salário de fome.....imagina quanto seria o juros da casa própria se só tivéssemos ITAU ,BRADESCO e SANTANDER .....20, 30 % ao ano fácil, fácil....com a Caixa temos 9%. Ah ,mas o preço dos imóveis iriam cair, pois diminuiria a demanda.....sim, mas só os ricos poderiam pagar juros altos, mesmo baixando 100 mil um imóvel a prestação seria alta por causa dos juros....aí as favelas triplicariam de tamanho em 2 anos,pois até classe média iria pra favela ou debaixo da ponte.
    Liberalismo 100% é caos social, principalmente num país primitivo de ideias ,inovação ,concorrência e educação pobre como a nossa......ainda precisamos do Estado. Exigir que ele seja honesto, enxuto e eficiente tudo bem, mas extirpá-lo nunca.

  • Gabriel Guerrero  04/01/2017 10:56
    Muito bom esse Instituto.

    Sou apenas um aprendiz de economia, ainda não tenho essa capacidade de análise que muitos que aqui comentam possuem. Mas a visão que cada artigo traz, os "novos" conceitos sobre o funcionamento e uma diferente abordagem da forma de se governar, já começam a introduzir uma outra mentalidade em minha forma de observar a política, cultura e economia.
    Hoje sou estudante do curso de economia e, o mais interessante, é que a faculdade não nos revela a gestão econômica pela ótica liberal. Existem sim uma certa introdução, muito superficial, sobre o assunto mas, como muito bem colocado na entrevista, essa "revolução" liberal está apenas iniciando. O assunto parece começar a ganhar mais proporção.

    Leio todos os dias os artigos desse Instituto e acredito que, assim como eu, muitas pessoas vão passar a ter uma visão mais clara do que é o liberalismo econômico.
    Os próprios comentários aqui servem para um bom estudo, dado o gigantesco conhecimento dos participantes.

    Sensacional a qualidade desse site!!!
  • Rubens Monteiro  08/01/2017 14:30
    Não sou tão cético sobre a mudança de mente de significativa parcela da população, como a maioria é. Temos uma mentalidade estatista porque nos condicionaram a ser estatistas, e muito embora a população esteja altamente descrente de qualquer partido ou político, não apoiam nada diferente porque não conhecem nada diferente.
    Por acaso já perceberam que a direita ou os "liberais" do país são do "Partido Social Democrata"? Isso é uma piada!! Portanto, dentro dessa configuração, um povo sem esperança no sistema político é um ambiente fértil para o verdadeiro liberalismo.
    Logo, precisamos é espalhar cultura liberal (nem mesmo conhecimento, é cultura mesmo... assim como 1% de conhecedores teóricos do socialismo conseguem influenciar/condicionar os outros 99%, 1% de teóricos liberais também podem fazer um "estrago" na cultura popular média).

    Acham que estou exagerando e sendo super otimista? Dê uma parada e olhe para trás...volte uns quinze anos...vai ver que embora pareça pouco, o salto liberal foi absurdo, as mídias liberais estão bombando de jovens, e muita gente propensa ao liberalismo só não o é porque não conhecem ainda. Processos históricos são lentos, e os passos já foram significativos...então projetando-se à frente, a tendência é de aumento do senso liberal gradualmente.

    Além disso, o mundo passa por dois grandes grandes movimentos ruins, o globalismo (terrível, quer concentrar a política econômica globalmente, Obama e UE da vida...) e o nacionalismo (também ruim, Como Trump nos EUA e Le Pen na França, em reação ao globalismo, enfatizam o "senso patriótico" com protecionismos que sabemos bem seus efeitos danosos). Para nossa sorte, o Brasil está voando fora do radar disso tudo, é apenas o Estado capenga lutando pra se manter no poder e seus principais caciques já morreram de velho e sem reposição de mesma influência. Precisamos e estamos aproveitando isso tudo, e vejo isso com muita gente comum que converso por aí.
    Nossos vizinhos também estão ajudando...Chile, Colômbia, Paraguai, Uruguai estão pressionando o Brasil por mais liberdade econômica; Argentina tem Macri (com um povo bem socialista ainda, mas antes não tinham nada pró mercado e agora tem)...Então não vejo nada ultra-liberal pra amanhã, mas o avanço conjuntural interno/externo é notável pra mim.

    Então é como andar numa estrada esburacada...Nos disseram que é a única, então a gente vai nessa mesmo, pois não se tem escolha. Precisa-se apresentar a nova estrada liberal a seguir, se não, liberalismo continuará sendo PSDB e DEM.....o que é patético.
  • Tang  13/01/2017 11:21
    A solução não pode vir através da Democracia porque o modelo de Estado atual no Brasil não veio através da democracia.

    As leis trabalhistas mais importantes surgiram na ditadura do Estado Novo e a nossa Constituição social-democrata surgiu em 1988. Em ambos os casos, os políticos que as fizeram não foram eleitos.

    Aliás, somente nos últimos 15 anos eu lembro de pelo menos 5 coisas importantes (1-desarmamento, 2-teto máximo para aposentadoria, 3-casamento gay, 4-aborto, 5-limite de franquia da Internet, nessa ordem) que foram aprovadas pelos políticos sem a maioria da população aprovar ou concordar.

    "Democracia", mesmo sendo uma completa porcaria, nunca existiu nesse país. Os burocratas fazem o que bem entendem aqui.


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