O poder leva à corrupção da moral

O que acontece quando se coloca pessoas normais para simular uma prisão, dividindo-os metade em prisioneiros, metade em guardas?

Em 1971, o psicólogo Philip Zimbardo tentou responder a essa questão realizando o que se tornaria um dos mais famosos experimentos de psicologia social do século passado: o experimento de aprisionamento de Stanford.

Sua equipe contratou 18 estudantes, dividiu-os aleatoriamente entre prisioneiros e guardas, e criou uma prisão simulada para encarcerá-los. Pretendia-se que o experimento durasse por 20 dias. No entanto, não levou mais do que cinco dias para que o experimento tivesse de ser abortado por sair totalmente de controle.

Rapidamente os guardas começaram a abusar da sua autoridade. Faziam contagens repetidas dos prisioneiros e obrigavam os que não cooperavam de acordo com o previsto a fazer flexões. Em resposta, os presos se rebelaram, mas foram logo dominados pelos guardas, que passaram a tratá-los ainda mais duramente, obrigando-os a evacuarem em baldes dentro de suas celas, a limparem vasos sanitários com as próprias mãos, e a ficarem nus enquanto tinham seus rostos cobertos.

De acordo com o verbete da Wikipedia:

O experimento ficou rapidamente fora de controle. Os prisioneiros sofriam — e aceitavam - tratamentos humilhantes e sádicos por parte dos guardas e, como resultado, começaram a apresentar severos distúrbios emocionais.

Após um primeiro dia relativamente sem incidentes, no segundo dia, eclodiu uma rebelião. Guardas voluntariaram-se para fazer horas extras e trabalhar em conjunto para resolver o problema, atacando os prisioneiros com extintores de incêndio e sem a supervisão do grupo de pesquisa. Seguidamente, os guardas tentaram dividir os prisioneiros e gerar inimizade entre eles, criando um bloco de celas para "bons" e um bloco de celas para"ruins".

Ao dividirem os prisioneiros desta forma, os guardas pretendiam que eles pensassem que havia "informantes" entre eles. Estas medidas foram altamente eficazes e motins em grande escala cessaram. De acordo com os consultores de Zimbardo, a tática é similar à utilizada, com sucesso, nas prisões americanas reais.

A "contagem" dos prisioneiros, que havia sido inicialmente instituída para os ajudar a se acostumarem com seus números de identificação, transformou-se em cenas de humilhação, que duravam horas. Os guardas maltratavam os prisioneiros e impunham-lhes castigos físicos como, por exemplo, exercícios que obrigavam a esforços pesados. Muito rapidamente, a prisão tornou-se um local insalubre e sem condições de higiene e com um ambiente hostil e sinistro.

O direito de utilizar o banheiro tornou-se um privilégio que poderia ser — e frequentemente era — negado. Alguns prisioneiros foram obrigados a limpar os banheiros sem qualquer proteção nas mãos. Os colchonetes foram removidos para o bloco de celas dos "bons" e os demais prisioneiros eram obrigados a dormir no concreto, sem roupa alguma. A comida era frequentemente negada, sendo usada como meio de punição. Alguns prisioneiros foram obrigados a despir-se e chegou a haver atos de humilhação sexual.

O experimento pretendia ver qual seria o comportamento de pessoas normais em um ambiente com rigorosa hierarquia de poder, como a prisão. Acabou servindo de laboratório para ilustrar aquilo que toda uma tradição intelectual já havia atestado a partir do mundo real, e que foi mais bem sumarizado na máxima de Lord Acton: "o poder corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente".

Um milênio e meio antes de Acton, outro pensador já havia investigado como que a vontade de poder do homem corrompe a sociedade. Santo Agostinho entendia a natural falibilidade do homem e entendia haver uma predisposição natural para abusarmos do nosso poder, a libido dominandi: nossa ânsia de impor nossas preferências sobre o resto do mundo.

Agostinho acreditava na necessidade de haver um governo para restringir a libido dominandi. O que o experimento de Stanford mostra, entretanto, é que uma estrutura de poder monopolística e bem definida como uma prisão pode corromper ainda mais o homem, em vez de amenizar seu desejo de dominação.

A ideia de estado como sendo um "mal necessário" tem de ser confrontada com a ideia de um estado "necessitador do mal": essa corrupção hierárquica em uma estrutura rigorosa de poder depende da corrupção individual.

Daí a importância de estruturas de poder externas ao estado, como famílias, igrejas, empresas, imprensa e associações civis. Todas elas competem e limitam o poder do estado. Por isso, há a tendência de governos autoritários de destruí-las (comunismo) ou de absorvê-las (fascismo).

Apesar de não vivermos em uma sociedade de autoritarismo extremo, a tendência do estado de se aliar ou combater outras estruturas de poder continua real. Empresas aliadas do governo conseguem financiamento para seus projetos, veículos de mídia recebem patrocínio estatal, e a classe média é seduzida pelas ofertas de cargos públicos de forma mais organizada, mas não muito diferente das ofertas salariais que o ex-ditador egípcio Hosni Mubarak fez ao funcionalismo público antes da sua queda.

Próximo do final do experimento, os prisioneiros já não mais se rebelavam. Pelo contrário, tentavam dissuadir qualquer manifestação de descontentamento. Preferiam a tranquilidade da opressão previsível à incerteza da punição contra a rebeldia. A maioria da humanidade encara passivamente a violação dos seus direitos. Os momentos de exceção são aqueles em que, como vemos hoje, o poder político é desafiado e, com alguma sorte, derrotado.

Quando acreditamos que mudaremos essencialmente o governo com a eleição de pessoas boas estamos apenas nos enganando. O que precisa mudar é a estrutura de poder — ou, sendo mais preciso, os incentivos gerados por essa estrutura.

Em vão combatem os que se opõem à corrupção dos políticos por meio da indignação. Nunca verdadeiramente alteraremos o comportamento do topo da pirâmide política sem que haja modificações institucionais.

Para nossa sorte, não vivemos em penitenciárias. Nem nas pequenas comunidades agrárias que viriam a tomar conta da Europa depois da morte de Agostinho. A história do poder no Ocidente levou a uma maior inclusão da participação popular nas decisões políticas. É sim possível influenciar as políticas públicas, e realizar reformas políticas e econômicas dissipadoras de poder.


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SOBRE O AUTOR

Diogo Costa
é presidente do Instituto Ordem Livre e professor do curso de Relações Internacionais do Ibmec-MG. Trabalhou com pesquisa em políticas públicas para o Cato Institute e para a Atlas Economic Research Foundation em Washington DC. Seus artigos já apareceram em publicações diversas, como O Globo, Folha de S. Paulo e Estado de S. Paulo. Diogo é Bacharel em Direito pela Universidade Católica de Petrópolis e Mestre em Ciência Política pela Columbia University de Nova York.  Seu blog: http://www.capitalismoparaospobres.com


O estado matou a liberdade dos açougues em prol dos empresários corporativistas

Há dez anos havia uma predominância muito maior de açougues de bairro. Eram comércios na maioria das vezes confiáveis e a procedência das carnes normalmente não era tão duvidosa quanto a vendida no supermercado.

Geralmente os donos desses açougues eram pais de família que manipulavam a carne com certo rigor, contratavam gente da vizinhança pra dar aquela força no comércio, faziam o bom e velho fiado pra quem não podia pagar na hora, enfim, era um tempo onde havia maior proximidade entre os produtos de consumo e o consumidor.

Mas eis que apareceu o governo e suas "bondades". E aí o açougueiro foi para o abismo com uma série de taxações, regulações, decretos, portarias, leis inúteis, legislações pesadas e tudo o mais necessário para acabar com um negócio promissor e confiável sob a desculpa de proteger os clientes daquele "malvadão" que – absurdo! – quer trabalhar e lucrar com o comércio de carnes.

E são tantas regras "protecionistas" que, sabendo da impossibilidade dos donos em cumpri-las de forma plena, os fiscais do governo se aproveitam da situação para caçar "irregularidades" como "a cor da parede", pedindo aquele salário mínimo para assinar o alvará de funcionamento.

Enquanto isso, o estado isentou as grandes empresas de impostos e multas sempre que possível, bem como das regras sanitárias que o açougueiro da esquina tem que cumprir. Enquanto o dono do açougue do bairro era impedido de obter uma mísera linha de crédito para investir em seu negócio, o governo fornecia uma gorda verba para as grandes empresas por meio do BNDES.

E veio o período maquiavélico de "aos amigos os favores, aos inimigos a lei", onde não há nada que impeça as grandes empresas. As dívidas caíam de 1 bilhão para 320 milhões, a "fiscalização" sanitária se tornou aliada e o Ministério da Agricultura passou a conceder seus selos livremente para os amigos do governo. Claro que isso teve um custo, pago com aquela verba pra campanha eleitoral para "resolver" tudo.

E o resultado não poderia ser diferente: nos baseando na confiança em um selo estatal e no sorriso técnico do Tony Ramos afirmando que "carne confiável tem nome!".

O corporativismo, ou seja, a aliança entre estado e grandes empresários, nos trouxe resultados deploráveis. Mas o malvado continua sendo o seu José da esquina, aquele que queria vender suas carnes e terminou fechando por excesso de burocracia estatal. Enquanto isso, os corporativistas da JBS, BRF e companhia cairão no esquecimento em breve.

O corporativismo brasileiro é um desastre sem fim.
Prezado Paulo, você reclama que teve emprego e salário, mas não ganhava tanto quanto os funcionários mais antigos e experientes. Você foi contratado a um salário menor e achou isso injusto. Queria já chegar ganhando o mesmo tanto que funcionários melhores e mais experientes, que já estavam lá há anos. É isso mesmo?

Não posso acreditar.

Outra coisa: você teve salário e emprego (e ainda teve plano de saúde!) graças à possibilidade de terceirização. E se fosse proibida a contratação de terceirizados? Será que você teria tido esse emprego e esse salário? Será que você sequer teria tido essa chance?

Desculpe, mas parece que você está cuspindo no prato que comeu. Você teve emprego e renda (e plano de saúde!) graças a uma liberdade de contrato, e agora vem dizer que essa liberdade foi ruim para você? Bom mesmo seria se o mercado de trabalho fosse restrito. Aí sim você já seria contratado como presidente...

É interessante como você parte do princípio de que o mundo não só lhe deve emprego e renda (e plano de saúde!), como ainda lhe deve um emprego extremamente bem-remunerado imediatamente após a contratação (você já quer entrar ganhando o mesmo tanto que os funcionários mais antigos e experientes).

De fato, ainda estamos deitados em berço esplêndido. Aqui todo mundo só quer saber de direitos.


P.S.: ainda no aguardo de você responder à pergunta do Leandro (a que aparentemente te deixou assim tão zangado): a terceirização nada mais é do que permitir que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?
Esse comentário não faz o menor sentido. Vc usa a linguagem jurídica e estatal para condenar pessoas, mas sem nenhum processo. Ter um cargo publico não pode ser crime no regime atual. Se vc se revelasse seria claramente processado por calunia e difamação. Pois não crime sem lei que o prescreva. Que é isso? Os libertários querem se unir aos marxistas para ditar regras de moral ao mundo. A existência de um aparato que extorque e atrapalha o desenvolvimento da população, pode ser imoral mas não pode ser considerado crime no sistema atual. Tente convocar uma assembleia constituinte libertaria e acabe com o sistema atual e talvez no seupais seja crime. Como podemos responder por crimes, contra uma legislação ideológica que ignoramos, que não aprendemos nem em casa e nem na mídia. Embora os recursos da receita federal sejam usados de ma fé, isso não faz da sua existência um crime. Antes de tudo existe um regulamento, produzido pelo consentimento da sociedade que prevê a existência daquele órgão. Pelo seu ponto de vista todas as pessoas são criminosas porque o estado não tributa tudo, mas regulamenta tudo. Então para ser um libertário coerente eu teria que cancelar meu CPF, abrir mão de todo beneficio estatal que veio parar nas minhas mão, mesmo sem que eu ferisse ninguém, renunciar minha cidadania brasileira, o que mais. Resumindo ter pessoas que respeitem os direitos civis e as liberdades individuais dentro do estado, é bem melhor do que ficar se gabando e massageando o próprio ego dizendo pra todo mundo, olha só nós estamos certo, todos vocês são ladroes, sem fazer nada pela liberdade.
Se há custos trabalhistas artificialmente altos e estes puderem ser reduzidos, então eles serão reduzidos.

Se uma empresa opera com custos trabalhistas artificialmente altos -- por imposição do governo -- e estes custos podem ser reduzidos -- porque há outros trabalhadores dispostos a fazer mais por menos --, então eles serão reduzidos.

Se a empresa não fizer isso, então ela estará -- por definição -- operando de forma ineficiente. Ele não durará muito. Com efeito, essa empresa só irá durar se operar com uma reserva de mercado garantida pelo governo. Aí sim. Excetuando-se isso, ela estará queimando capital e comprometendo sua capacidade de investimento e expansão no futuro. Será rapidamente abarcada pela concorrência.

No mais, é interessante notar que as pessoas querem livre concorrência para tudo e todos, menos para elas próprias. Todos nós queremos competição entre empresas para que haja produtos melhores e preços menores, mas não queremos competição para o nosso emprego. Quando a concorrência chega até nós, queremos que políticos criem leis que garantam nossa estabilidade. Agora, querem até proibir empresas de contratar outras pessoas que não nós mesmos. Há totalitarismo maior do que esse?

Vale ressaltar o óbvio: essa lei da terceirização nada mais é do que uma permissão para que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente -- por favor, me digam -- seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?
Ei, Marcelo Siva, quer falar de escravidão? Vamos lá (aliás, é hora de você começar a responder perguntas, como todos fizeram com as suas):

Quem é que adota políticas -- como déficits orçamentários e expansão do crédito via bancos estatais -- que destroem o poder de compra do dinheiro, perpetuando a pobreza dos mais pobres?

Quem é que, além de destruir o poder de compra do dinheiro -- gerando inflação de preços -- ainda impõe tarifas protecionistas para proteger o grande baronato industrial, com isso impedindo duplamente que os mais pobres possam adquirir produtos baratos do exterior?

Quem é que, ao estimular a expansão do crédito imobiliário via bancos estatais, encarece artificialmente os preços das moradias e joga os pobres para barracões, favelas e outras áreas com poucas expectativas de vida?

Quem é que impede que os moradores de favelas obtenham títulos de propriedade, os quais poderiam ser utilizados como garantia para a obtenção de crédito, com o qual poderiam abrir pequenas empresas, fornecer empregos e, de forma geral, se integrar ao sistema produtivo?

Quem é que tributa absolutamente tudo o que é vendido na economia, e com isso abocanha grande parte da renda dos pobres?

Quem é que, por meio de agências reguladoras, carteliza o mercado interno, protege grandes empresários contra a concorrência externa e, com isso, impede que haja preços baixos e produtos de qualidade no mercado, prejudicando principalmente os mais pobres?

Quem é que cria encargos sociais e trabalhistas que encarecem artificialmente e mão-de-obra e, com isso, gera desemprego, estimula a informalidade e impede que os salários sejam maiores?

Quem é que confisca uma fatia do salário do trabalhador apenas para que, no futuro, quando este trabalhador estiver em situação ruim, ele receba essa fatia que lhe foi roubada de volta (e totalmente desvalorizada pela inflação)?

No aguardo das suas respostas.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2383

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • cmr  31/07/2015 15:17
    Correção: O poder não leva a corrupção da moral, o poder apenas faz com que mostremos nossa verdadeira face.

  • Osmar Neves  31/07/2015 20:31
    Bingo!!!

    "Como está escrito: "Não há nenhum justo, nem um sequer;
    não há ninguém que entenda, ninguém que busque a Deus.
    Todos se desviaram, tornaram-se juntamente inúteis; não há ninguém que faça o bem, não há nem um sequer".
    "Suas gargantas são um túmulo aberto; com suas línguas enganam". "Veneno de serpentes está em seus lábios".
    "Suas bocas estão cheias de maldição e amargura".
    "Seus pés são ágeis para derramar sangue;
    ruína e desgraça marcam os seus caminhos,
    e não conhecem o caminho da paz".
    "Aos seus olhos é inútil temer a Deus".
    Romanos 3:10-18

    Rosseau estava errado (novidade!!!, hehehe). Não nascemos bons e depois somos corrompidos pela sociedade. Nós mesmos é que somos corrompidos e criamos instituições e sociedades à nossa imagem e semelhança!

  • RG Ferreira  31/07/2015 15:37
    "É sim possível influenciar as políticas públicas, e realizar reformas políticas e econômicas dissipadoras de poder."

    Não há vontade popular e nem institucional pra isso. Exceto quando se barganha privilégios. Estatismo é mais viciante que qualquer entorpecente. Vicia coletivamente.
  • alguem  31/07/2015 16:56
    concordo plenamente, é mais fácil corromper quem pede menos estado, do que de fato o estado ser reduzido pacificamente.
  • Amadeus Von Adler   31/07/2015 15:38
    Dê poder e dinheiro aos políticos e veremos o seu abuso.
  • Marco Mesquita  31/07/2015 15:39
    Sobre o tema recomendo o filme alemão A EXPERIÊNCIA baseado nesse experimento www.adorocinema.com/filmes/filme-27244/
  • Al  31/07/2015 16:24
    Belo artigo, é preciso esvaziar os governos.
  • Bundy  02/08/2015 17:54
    Até restar ninguém lá dentro.
  • Alexandre  31/07/2015 16:52
    O homem deveria ser destemido para fazer experimentos com os mecanismos da sociedade. Sempre, porém, essas aventuras de ajuste cultural deveriam ser controladas pelos que estão plenamente familiarizados com a história da evolução social; e esses inovadores deveriam sempre ser aconselhados pela sabedoria daqueles que tiveram experiência prática no domínio do experimento social ou econômico em pauta. Nenhuma grande mudança social ou econômica deveria ser realizada subitamente. O tempo é essencial a todos os tipos de ajuste humano — físico, social ou econômico. Apenas os ajustes morais e espirituais podem ser feitos no impulso do momento, e mesmo estes requerem o passar do tempo para que ocorra a manifestação plena das suas repercussões materiais e sociais.

    A sociedade é fruto de idades após idades de tentativa e de erro; é aquilo que sobreviveu aos ajustes e reajustes seletivos, nos estágios sucessivos da longa elevação da humanidade, desde os níveis animais até os níveis humanos, em todo o planeta. O grande perigo para qualquer civilização — em qualquer momento — é a ameaça de colapso, durante a época de transição dos métodos estabelecidos do passado para os procedimentos novos e melhores do futuro, os quais, todavia, não estão ainda testados.

    Lembremos: o homem possui a propriedade de, pelo controle educacional da geração mais recente, poder modificar grandemente o curso evolucionário da civilização.

  • Lopes  31/07/2015 17:08
    O poder (estado) não corrompe: é corrupto por definição, tal qual a escravidão o é. O que é o poder do estado além do direito de iniciar agressão a inocentes contra sua vontade sem repercussões? O que é a escravidão além da posse de um inocente e de suas faculdades contra sua vontade sem repercussões? Acreditar que o poder corrompe convém à busca por homens incorruptíveis, típicos personagens criados pelo próprio estado ou por eles próprios para que, ironicamente, mintam e assumam o poder: tanto Robespierre como George Washington, por exemplo, foram indivíduos asquerosos cuja imagem da incorruptibilidade os pôs na liderança.

    O que ocorre após o poder, a libido dominandi e a subsequente redenção popular, especulo, é somente o triplo encontro da necessidade daqueles no poder de perpetuar seu domínio através da destruição do moral de seus servos, do fato de somente os mais cruéis e apáticos insistirem na tentativa mesmo adiante do próprio absurdo de seus atos e, finalmente, a própria complacência dos prisioneiros; que injustamente, no experimento, foram colocados 50/50 com as guardas - no mundo real, nossa proporção é infinitamente superior aos nossos opressores, o que torna nossa submissão ainda mais risível.

    ---

    Diogo, perdão pelo excesso de zelo, mas não compreendi os dois últimos parágrafos do texto:

    Em vão combatem os que se opõem à corrupção dos políticos por meio da indignação. Nunca verdadeiramente alteraremos o comportamento do topo da pirâmide política sem que haja modificações institucionais.

    Para nossa sorte, não vivemos em penitenciárias. Nem nas pequenas comunidades agrárias que viriam a tomar conta da Europa depois da morte de Agostinho. A história do poder no Ocidente levou a uma maior inclusão da participação popular nas decisões políticas. É sim possível influenciar as políticas públicas, e realizar reformas políticas e econômicas dissipadoras de poder.


    Quando penso em reformas políticas e econômicas dissipadoras de poder, penso imediatamente não em leis criadas por burocratas, mas na secessão. Entretanto, a secessão, em sua análise, é uma "reforma" ao invés de um "rompimento" com a política vigente?

    Ou entendi errado os dois últimos parágrafos? Alguém poderia prestar um auxílio?
  • Silvio  02/08/2015 17:42
    Como você bem disse "o poder (estado) não corrompe: é corrupto por definição, tal qual a escravidão o é", de modo que acredito serem os dois últimos parágrafos puro nonsense minarquista.
  • Rennan Alves  03/08/2015 03:39
    Não creio que a secessão seja o alvo do autor. Provavelmente ele se refere à reformas como abolição de ministérios, diminuição de impostos, aumento na taxa de juros, privatizações/desregulamentações, etc.

    Quanto aos parágrafos, basicamente o autor diz ser possível diminuir o estado pela base, ou seja, alterando o pensamento das pessoas (eleitores, afiliados, etc.), dado que, com o passar dos anos, a "base" da pirâmide obteve maior participação na disputa pelo poder.
  • Anderson  31/07/2015 17:42
    Enquanto isso, na Rússia...


    www.jb.com.br/internacional/noticias/2015/07/29/putin-manda-destruir-produtos-alimentares-ocidentais/

  • Estevam  31/07/2015 18:45
    excelente artigo
  • João  31/07/2015 21:48
    Que dia o mises brasil vai voltar a falar de economia?
  • José  31/07/2015 22:49
    Nunca deixou de falar nem por um único dia. A economia é a ciência da ação humana. E ação humana é o que se aborda diariamente nos artigos daqui.
  • Pobre Paulista  01/08/2015 17:30
    Vai lá em Sobre Nós e você vai ler o seguinte:

    O IMB acredita que nossa visão de uma sociedade livre deve ser alcançada pelo respeito à propriedade privada, às trocas voluntárias entre indivíduos, e à ordem natural dos mercados, sem interferência governamental.

    Este artigo fala especificamente de como a corrupção moral, causada pelo estado, interfere no bom funcionamento da sociedade livre.
  • Henrique Zucatelli  31/07/2015 23:31
    O autor romanticamente enfatiza o principal. Porém o diabo mora nos detalhes.

    Como haverá mudança na estrutura política, se nossos amados irmãos brasileiros só fazem passeata depois de um mês de férias?

    Acham que as esquerdas não sabem disso e usam sabiamente em seus comitês regionais, que por sua vez repassam aos líderes comunitários? Revolução de Playboy, é assim que eles chamam a passeata de 16 de Agosto.E, de certa forma concordo com eles nesse ponto.

    Por essas e outras que, assim como sabiamente já foi mostrado aqui, a probabilidade do populismo seguido de períodos de inflação monetária e recessão persistente continuarão.

    Contentem-se com isso (como no experimento) ou migrem para países realmente sérios e que levam a liberdade em primeiro lugar.
  • Bruno  31/07/2015 23:57
    Boa Noite Liberais,

    Trago aqui,uma sugestão que pode deixar mais claro as consequências da ''economic freedom'',fazendo uma analogia entre economia e o Automobilismo com a Historia da Formula 1,oque pode servir de artigo para deixar mais claro o ponto que é: Excesso de regras em meio em que existe competição,diminui os avanços e numero de novos competidores.


    -Eu sou um verdadeiro apaixonado por corrida de automóvel, acompanho a formula 1 e outras categorias,por eu apenas ter 19 anos,não vivenciei muitos momentos históricos no automobilismo,mas por sempre gostar muito desse esporte,leio artigos e blogs que contam fatos e historias do automobilismo mundial.Resumindo: A formula 1 hoje esta vivendo por um momento delicado,esta passando por crises financeiras e até mesmo de audiência,assim perdendo investidores no esporte,devido a isso,estava fazendo hoje uma relação entre essa crise com economia.Posso estar errado,mas pelo oque refleti e conversei com o meu pai(tem 60 anos e sempre foi fan também),a formula 1 hoje só vive isso devido o excesso de regulamentos impostos pela Federação Internacional do Automobilismo(FIA),a qual é responsável pela administração da Formula 1 e demais categorias famosas hoje em dia.
    Portanto,acho interessante demonstrar e realizar essa co-relação,veja bem:
    A FIA é como o estado,regula e determina as regras do campeonato mundial,enquanto as equipes são as empresas que contratam pilotos,mecânicos,engenheiros e estrategistas que se tornam os funcionários dessa empresa(da equipe).
    As equipes assim como as empresas,visam o lucro tanto de patrocinadores quanto os premios da própria FIA(Descarte premios da FIA pois ao meu ver isso não se encaixaria nessa relação)
    Portanto,as equipes competem entre si para obter melhores colocações possíveis no campeonato,aquela equipe que é mais vencedora,alem de fazer uma baita propaganda para si mesma,ainda atrai patrocinadores e investidores sendo assim mais lucro para si,assim como as empresas..Portanto,hoje em dia principalmente depois da morte do nosso grande Ayrton Senna da Silva,a FIA ando deixando o regulamento muito restrito,ao ponto de fazer a categoria entrar em crise,tanto que os melhores anos da Formula 1 foram aqueles em que o regulamento era mais permissível por exemplo:
    Década de 80= Tinha uma variedade de motores,o regulamento aceitava motor 1.5 V6 turbo e os 3.5 V8 aspirados,existia muitas fornecedoras de motores no campeonato(Renault,TAG Porsche,Honda,Ferrari,Cosworth,BMW e etc) e assim a década de 80 foi mais uma era de ouro da formula 1
    1989-1994= Os motores turbos passaram a ser proibidos,passou a ser permitido motor V8,V10 e V12 e tinha uma variedade como nunca de fornecedores como(Ford,Renault,Honda,Peugeot,Ferrari,Lamborguini,Yamaha e etc)
    Depois de 1994,o ano trágico da formula 1 onde 2 pilotos morreram e ocorreu uma serie de acidentes fortes durante a temporada,a Formula 1 por segurança e outros motivos,adotou um regulamento rígido demais,assim ao passar do tempo,na chegada dos anos 2000 a categoria começou a perder a graça e a falta de interesse das Fabricas e equipes na categoria.
    Hoje para se ter uma ideia,so existem motores Honda,Ferrari,Renault e Mercedes-Benz.
    Enfim,talvez tenha conseguido faze-los enxergar que essa relação possa ser feita com economia ,assim servindo como mais um exemplo de que o livre mercado é a solução para a prosperidade,caso realmente queiram fazer essa ideia de analogia ir a diante,posso dar mais exemplos pra demonstrar a vocês que oque a formula 1 sofre hoje é um excesso de regulamento,assim como a pratica de ideias keynesianas na economia.
    A categoria WEC(World Endurance Championship),famosa por realizar as 24 horas de Le mans e 24 horas de Nurburgring,tem vivido avanços,pelo simples fato de que a categoria tem um regulamento muitoooo liberal,muito mesmo,Toyota,Porsche e Audi são as que competem na categoria mais top do campeonato(LMP1) e é notório que os carros da Toyota,Porsche e Audi são completamente diferentes,tanto em desenho e aerodinamica quanto em motores.Os motores tem engenharias completamente diferentes,até o Diesel é permitido la,sendo assim é a categoria que esta atraindo mais e mais interesses das montadoras,patrocinadores e investidores,não é a toa que ate a Ford ira voltar para o campeonato no ano que veem.
    Esse momento que o automobilismo esta passando,perante a administração da FIA,reflete claramente a mesma coisa que acontece numa economica de mercado,nem citei o caso da WRC(World Rally Championship) que mais uma categoria que perdeu todo o seu encanto devido ao excesso de regulamento,se tiverem interesse de passar essa relação a diante,explico o caso da WRC também!
    Diferentemente de keynesianos,parece que a FIA percebeu isso,não é a toa que há muitos planos para aplicar mudanças na categoria em 2017,mudanças ''liberais'' por exemplo: A volta do re-abastecimento durante os pit stops,e liberdade e mudança nos pneus(So tem a Pirelli de fornecedora,2017 parece que a Michellin vai voltar),enfim parece que se tocaram e estão ai fazendo uma seria de estudos para mudar esse regulamento.
    Fico por aqui com essa sugestão,tentei passar a ideia da forma mais clara e com menos linhas possíveis.

    Abraço!!!
  • Lopes  01/08/2015 16:41
    Relato interessante, Bruno. Nunca havia julgado F1 por este ângulo.
  • Bruno  01/08/2015 22:56
    Caro Lopes,

    Agradeço por ler minha sugestão e fico feliz de saber que consegui faze-lo enxergar essa analogia.

    Acho que vale a pena usar esse analogia como argumento para mostrar o ponto que é: Excesso de REGRAS em meio que há competições(seja qual for) atrapalha o desenvolvimento e o ingresso de novos competidores.

    Obrigado!
    Abraços
  • Tiago silva  01/08/2015 08:25
    Se bem entendi o autor apela a uma redução do estado,algo que me parece totalmente impossível visto que o poder do estado sempre tende a aumentar com o tempo,vide os estados unidos uma minarquia que se tornou num monstro enorme imparável a tolher as liberdades mais básicas,sem contar com as mortes e destruição originadas pelas intermináveis guerras.
  • Primo  01/08/2015 15:08
    ok, mas não consigo dissociar em nossa sociedade ou em uma sociedade anarcocapitalista a relação direta entre poder e dinheiro. Dessa forma, os endinheirados seriam os guardas e os menos afortunados os prisioneiros. No experimento foi possível abortar essa relação de poder interrompendo o processo, entretanto na vida real não é possível fazer abortamentos. Rebeliões de embate sempre favorece o mais forte, os prisioneiros que aprendem isso vão aprimorando as técnicas de confronto para tomar o poder ou para equilibra-lo. Extinguir o poder nas relações sociais acredito que só seja possível com raciocínio lógico e jogo de palavras, na vida real o prisioneiros viram guardas e o experimento nunca acaba...
  • Tio  01/08/2015 16:19
    Se você não consegue dissociar entre serviços voluntários e regime carcerário, então seu problema é sério.

    Rico tem dinheiro, e com esse dinheiro ele pode apenas pedir para alguém, em troca desse dinheiro, prestar serviços para ele. Isso é coerção? Isso é o equivalente a um regime carcerário?

    Agora, se você por acaso está dizendo que um rico utiliza seu dinheiro para espancar pessoas, então você tem de provar que isso acontece.
  • Primo  30/08/2015 18:58
    O titulo do texto é: "O poder leva a corrupção da moral". Se os recursos são escassos e o dinheiro determina como eles serão alocados, quem tem mais dinheiro tem mais poder de decidir sobre a utilização dos recursos. Se o rico junta seu dinheiro fazendo trocas voluntarias ou não, isso não altera o seu poder em decidir alocação dos recursos. Da mesma forma, um presidente governa, seja o eleito democraticamente ou o que assumiu o poder por meio de golpe, o modo com que chega e mantem o poder não tem relevância no seu ato de governar. Não estamos discutindo justiça ou mérito, estamos discutindo poder e moral.
    A questão de comparar regime carcerário e troca voluntaria é relativa. Você sabe que a prisão ou exclusão social não existe somente por meio de barreiras físicas como a cadeia. Enquanto tivermos disparidade de poder na relações sociais teremos guardas e prisioneiros, ricos e pobres e a corrupção da moral.
  • Henrique Zucatelli  01/08/2015 19:05
    Primo, sábia indagação.

    Tio, não é problema algum não entender a princípio a diferença entre dinheiro e poder, visto que as correntes gramscistas e socialistas incutem no subconsciente das massas a ideia de "nova ordem mundial", multinacionais dominando o mundo etc.

    Vamos do começo:

    - Uma empresa privada tem poder apenas naquilo que lhe pertence, ou seja, seus produtos, serviços e propriedades. E estes tem valor relativo e constantemente alterado pela ordem natural do mercado.
    Um exemplo básico:
    Supondo que diversas empresas de um mesmo setor resolvam de comum acordo de unir para aumentar os preços de um determinado produto, elas estarão montando um cartel, que irá manipular seus ganhos de conformidade com seu desejo. Porém, outras empresas ao notarem que este produto está com preços realmente interessantes, investem e produzem com preços mais baixos, quebrando o cartel naturalmente. Logo cada empresa estará com seus preços e tudo volta a normalidade.

    Com isso, não há interesse ou recursos suficientes para qualquer empresa no mundo ser guarda de ninguém, há não ser se forem empresas de segurança privada, que obviamente contam com o pagamento de seus clientes para sobreviverem. Mesmo que fossem loucos e resolvessem atacar seus clientes, estes por sua vez contratariam outra empresa para combate-los.

    - Já o Estado impõe aquilo que ele quer utilizando-se da força (armas e leis), incluindo o auxílio de empresas privadas criando as reservas de mercado, através de impostos específicos, patentes, leis fiscais proibitivas, financiamentos estatais (vide BNDES) etc.

    Entende agora que a mentalidade de uma empresa e do Estado são totalmente diferentes? Uma empresa busca o dinheiro, lucro, crescimento. O Estado busca o poder, o controle absoluto.
  • Primo  29/09/2015 20:08
    Caríssimo, Henrique Zucatelli.

    Existe um grupo de pessoas tentando controlar o mundo. Entretanto, se eles efetivamente obtêm êxito, é uma questão de fé. Afinal, somos naturalmente livres, até que alguém nos convença do contrário.

    Vamos ao que interessa, mas antes é melhor esclarecermos algumas coisas.

    Uma empresa não é necessariamente rica, ela apenas produz algo. Assim como o consumidor não é necessariamente pobre, ele apenas consome algo.

    Feitas essas considerações, deixe-me aprofundar o raciocínio de forma sucinta.

    A relação de poder e dinheiro é que quem tem a posse do dinheiro tem o poder de definir qual recurso deverá ser capitalizado. O mercado, isto é o dinheiro, irá definir se será plantado mais arroz ou mais milho, se será produzido mais carro ou mais bicicleta, se alguém irá fazer um suco de laranja ou um refrigerante de cola.

    A principio não parece nada imoral. Entretanto, levando em conta os ensinamentos de Mises, que nos lembra de considerar o tempo nas analises econômicas, começo a questionar a moralidade das trocas em uma sociedade plenamente livre.

    Os recursos são escassos e quem tem mais dinheiro tem mais poder de definir o gerenciamento dos recursos. Considerando que o ser humano é um ser vivo de tempo finito, as escolhas de suas ações tem forte influencia do tempo. Dessa forma, a troca voluntária entre rico e pobre, devido à praxeologia, tente a aumentar a diferença de recursos, isto é, quanto mais trocas, mais o rico fica rico e mais o pobre fica podre. O rico tende a reduzir marginalmente menos seu valor relativo com o passar do tempo, o pobre reduz mais rapidamente. As trocas voluntárias entre ricos e pobres somente acontece devido ao tempo.

    O estado agi, e interfere nessa relação, hora subsidiando o rico, hora subsidiando o podre, deixando essa relação de troca distorcida. Sem o estado, e com o livre comercio em pleno funcionamento, as diferenças econômicas estariam alarmantes, causando caos social. O pouco de capitalismo que ainda existe certamente já não estaria entre nos. Fica claro que o capitalismo só existe hoje por causa do estado. Quem é contra o estado é contra o capitalismo.
  • Joao Girardi  02/08/2015 22:44
    Por regra, a vítima do assalto normalmente costuma ser mais rica do que o assaltante, mas isso não o impede de ter mais poder que sua vítima. Dinheiro é apenas um meio para se conseguir poder, e há meios de se conseguir poder através do dinheiro, seja comprando armas, protegendo sua casa, contratando guardas etc, mas a riqueza em si não significa poder, é só lembrar dos nazistas roubando todas as propriedades dos judeus na Europa antes de exterminá-los.

    O perigo do poder não advém da liberdade e sim de quando há um estado que monopoliza compulsoriamente os serviços de segurança. Se torna impossível para pessoas comuns conseguirem poder, sendo este normalmente monopolizado pelo estado e suas milícias/tropas ou pelos bandidos através do poder paralelo. Resumindo, a não ser que você se torne um guarda do estado ou quebre a lei, você é uma ovelha. Por isso que Herbert Spencer já falava que temos ignorar o Estado.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  01/08/2015 22:26
    É preciso um enxugamento do estado brasileiro: corte em 80% dos impostos. Mantenha-se o INSS, Saúde, Segurança e Justiça.
  • Silvio  02/08/2015 18:26
    Sou contra a existência do estado brasileiro. No entanto, se for para mantê-lo, a previdência e a saúde são dois setores cuja privatização seria gritantemente urgentes. Bem, visto que a segurança e a justiça são duas grandes porcarias, sua privatização também seria de fundamental importância, no entanto, como essas são funções clássicas do estado, que sua privatização fosse discutida num segundo momento.
  • Patricia Moura  01/08/2015 23:59
    Sempre me lembro de una frase do Lex Luthor: Quer descobrir o carater de uma pessoa ? De poderes a ela. (Do seriado Samllville)
  • Interneto  02/08/2015 02:41
    A teoria de psicologia fruto da simulação de uma prisão em Stanford possui várias falhas metodológicas de acordo com o artigo que aponto abaixo. Um dos motivos do porque é falha é que o cientista que a fez deveria ser um observador passivo, mas ao invés disso ele se tornou chefe dos guardas e estimulou comportamentos agressivos, e como os outros guardas eram estudantes e o cientista era o professor, os estudantes queriam impressioná-lo imitando seus comportamentos sadistas.

    No artigo do site abaixo, vocês verão uma argumentação que defende que esta teoria de psicologia é falha assim como também verão as falhas de outras 4 teorias de psicologia populares:

    www.cracked.com/article_21193_5-ridiculous-lies-you-probably-believe-about-psychology.html


    É claro que exista a possibilidade de que algumas partes ou até tudo do artigo que estou apontando acima tenha erros, mas meu objetivo não é impor o que acho como verdade e sim expor alguma argumentação oposta para enriquecer a discussão.
  • Libreto  02/08/2015 17:52
    Sou da opinião de que a psicologia em si é uma bobagem. No entanto, apesar das falhas metodológicas do experimento, a idéia do artigo continua correta. Digo isso pelo exemplo histórico dos campos de concentração. Pessoas comuns inseridas numa sociedade de rigorosa hierarquia de poder, tal como a Alemanha Nacional Socialista, foram capazes de perpetrar atos hediondos sobre inocentes.
  • Interneto  02/08/2015 18:58
    Se não me engano, há uma outra pesquisa que propõe que quando alguém está no topo de uma hierarquia, esta pessoa tende a se comportar como alguém que tem um tumor no córtex pré-frontal (impulsividade, agressividade, etc.). Não me lembro direito desta pesquisa e nem qual foi o método usado para executá-la, mas este resultado apoiaria a hipótese de que o poder absoluto corrompe.

    Já o poder não-absoluto, existem pesquisas que dizem que faz com que uma pessoa tenda a ficar menos "moral", mas não chega a ser uma influêncica que corrompa a pessoa totalmente, pois ela ainda mantém as habilidades mentais funcionando de forma elaborada, afinal a pessoa precisa ainda raciocinar pois sua fonte de poder pode ser ameaçada por outros.

    Sobre campos de concentração e "pessoas comuns" na Alemanha, gostaria de expor uma teoria diferente embora eu não saiba da verdade:

    Na Alemanha nazista, as pessoas eram recompensadas ao mostrarem atos agressivos. Os primeiros líderes de grupos mostravam traços de psicopatia moderados, mas com o tempo, a hierarquia foi sendo substituída por cada vez mais psicopatas e sociopatas com traços mais agudos.

    É importante saber que em toda população, 2-3% das pessoas são psicopatas ou sociopatas, e se o governo atual recompensá-los, eles irão ascender na hierarquia até ocuparem todos os postos.

    Esta teoria eu acho que é dita por quem estuda "Ponerologia" (o estudo da origem e evolução do 'mau').

    Gostaria de deixar claro que tudo o que eu escrevi tem uma maior probabilidade de estar errado, pois eu estou escrevendo somente usando minha memória, sem verificar os fatos.
  • anônimo  03/08/2015 12:41
    O ponerologia gringo tem na capa o Bush e um monte de gente neocon.Já no brasileiro tiraram e tem o prefácio do Olavo de Carvalho, que morre babando o ovo desses estatistas imperialistas de m****.
  • anônimo  03/08/2015 13:01
    Se foi isso que aconteceu, a experiencia mostra outro ponto, como os estudantes não tem problema em emular um comportamento agressivo se apoiados por alguém 'superior' na cadeia hierarquica, nesse caso um professor. A crença na autoridade é o principal problema que vejo!

    Não muda também o fato que os prisioneiros aceitaram abusos a se rebelarem passado um tempo.
  • corsario90  02/08/2015 15:40
    Em cada artigo que leio sobre o Currency Board, mais acredito que retirar a capacidade de imprimir dinheiro do nada das mãos dos políticos brasileiros é uma solução totalmente cabível e urgente para nossa sociedade. Se não surgir uma proposta igual a essa ou similar, não vejo muita esperança a curto prazo com esse atual cenário político brasileiro com seus arranjos que se assemelham ao Frankenstein !!
  • anônimo  02/08/2015 22:20
    Poder sempre vai existir. Seja o estado, seja meia-dúzia de homens de negócio bilionários... Sempre alguém vai comandar.

    Alguém acredita que abolindo-se o estado, os Sarneys vão deixar de mandar no Maranhão e os ACM vão deixar de mandar na Bahia? Alguém acredita que a Rede Globo vai deixar de mandar no país?
  • Um observador  25/11/2015 13:45
    Poder sempre vai existir. Seja o estado, seja meia-dúzia de homens de negócio bilionários... Sempre alguém vai comandar.
    Verdade... Mas o que vai mudar é o nível de coerção. E isso faz toda a diferença. Se o poder for oriundo de capacidade econômica, influência cultural, etc, então não é realmente um problema. Se o poder não é exercido com ameaça de violência (como o estado faz), então beleza.


    Alguém acredita que abolindo-se o estado, os Sarneys vão deixar de mandar no Maranhão e os ACM vão deixar de mandar na Bahia? Alguém acredita que a Rede Globo vai deixar de mandar no país?
    Eu acredito!
  • Emerson Luis  25/11/2015 13:22

    "5 mentiras sobre psicologia que você provavelmente acredita"

    hypescience.com/?s=zimbardo

    Muito provavelmente você conhece o experimento da prisão de Stanford. Em 1971, um professor de psicologia da Universidade Stanford (EUA), Philip Zimbardo, resolveu testar sua teoria de que as pessoas podem se tornar "idiotas" se tiverem poder em suas mãos. Essencialmente, ele pediu a estudantes universitários voluntários que fingissem ser detentos ou guardas em uma prisão falsa no porão da faculdade, para ver o que acontecia.

    O que era para ser uma experiência de duas semanas terminou na verdade em seis dias, quando os alunos passaram de jovens universitários normais para torturadores e vítimas. Os guardas não davam comida a seus prisioneiros, os obrigavam a fazer xixi e cocô em baldes, enfim, praticavam todo tipo de abuso.

    Naturalmente, Zimbardo chegou à conclusão de que dar a qualquer pessoa poder sobre outra imediatamente a transforma em um sádico. Mas houveram falhas no experimento que não foram levadas em conta.

    Por exemplo, Zimbardo não atuou apenas como observador do experimento; ele fez o papel de chefe dos guardas, chegando a dar instruções totalmente imparciais para os alunos fazerem os prisioneiros se sentirem impotentes, por exemplo.

    Além disso, Zimbardo não era apenas o pesquisador e mentor sádico do experimento; ele era também um professor, portanto, uma figura de autoridade para os participantes da pesquisa.

    Havia uma pressão sobre eles para agradar o pesquisador – primeiro, porque estavam sendo pagos US$ 15 (mais de R$ 30) por dia para participar do experimento, e depois porque sabiam que o departamento tinha gastado muito dinheiro construindo a prisão falsa.
    Assim, eles agiram como guardas sádicos provavelmente porque queriam agradar, não porque seu papel profissional simulado os encorajou a agir dessa maneira.

    Também, um ex-prisioneiro que serviu como consultor no experimento mais tarde admitiu ter dado aos alunos sugestões de como abusar de seus prisioneiros. Ou seja, pessoas decentes não simplesmente inventaram espontaneamente maneiras de ser abusivas.

    Há ainda o contexto do experimento. O verão americano de 1971 foi uma época de confrontos entre manifestantes e figuras de autoridade (por incrível que pareça, os tumultos nas prisões San Quentin e Attica aconteceram logo após o experimento), incluindo motins em Stanford que tiveram que ser abafados com gás lacrimogêneo. Quando esses alunos responderam a um pedido para ajudar um professor a estudar os papéis de figuras de autoridade e suas vítimas, eles sabiam que argumento deveria ser comprovado.

    Por fim, apesar dos melhores esforços de Zimbardo para considerar toda a humanidade como má por natureza, vários dos estudantes "guardas" mantiveram sua bússola moral intacta e não abusaram de nenhum prisioneiro. Alguns até fizeram favores para seus detentos. Os bons não receberam muita atenção nos relatórios da pesquisa porque não se encaixavam na hipótese que o professor queria provar: que, no fundo, todos nós estamos apenas esperando permissão para sermos idiotas.

    * * *
  • Anonimo  25/11/2015 17:38
    Cara, essa hyperscience acredita nessa tal de 'inteligências múltiplas'!? Mais uma balela politicamente correta pra fazer todo mundo se sentir especial...e o bom e velho teste de QI tem sim relação com o que se costumava chamar de inteligência, todos os grandes gênios metemáticos e científicos tinham um QI acima da média, isso é o que foi constatado antes desse teste ter sido abandonado...
    O único motivo pro teste de QI ter sido abandonado é uma questão POLÍTICA.Se a gente admitir que alguns grupos ou indivíduos são realmente mais inteligentes que outros, vamos chegar a um monte de conclusões que não são convenientes pra agenda da esquerda.
    Recentemente os gringos classificaram homofobia como doença mental.Ou seja, agora também vai ter gente falando que se vc acha que um gay desses que enfia crucifixo no cu é um desequilibrado, VC que é o criminoso homofóbico.
    Não se enganem, isso aí de ciência não tem nada, é tudo política.


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