Três comentários sobre o desarmamento no Brasil

Ouvi com muita atenção os comentários proferidos pelo historiador Marco Antônio Villa na rádio Jovem Pan, no último dia 22, sobre o fato de mulheres estarem comprando armas de eletrochoque para sua defesa.

O historiador se mostrou indignado — com razão! — por vivermos em um país com tamanha e crescente criminalidade, e afirmou que é inimaginável ver uma cena dessas na França ou na Itália, onde o estado cuida da segurança pública.  Acrescentou que é um verdadeiro absurdo transferir ao cidadão a responsabilidade pela segurança pública, e complementou dizendo que a busca de meios de defesa pelo cidadão é um retrocesso, uma ameaça ao estado democrático de direito.

Opa! Sinal vermelho aceso!

Não sei qual a posição dele sobre a posse e o porte de armas, mas desconfio.  No entanto, o que importa neste momento é que o historiador erra feio ao correlacionar legítima defesa com a falência do estado de direito. Todos os países sérios do mundo preveem o direito à legítima defesa e garantem a possibilidade de meios para exercê-la, entre elas a França e a Itália, exemplos citados por ele.  

Na França, é permitido o uso de sprays de defesa e armas de choque para qualquer cidadão com mais de 18 anos. Na Itália, anos atrás, o porte de armas de fogo foi bastante facilitado e não é nada raro.

Agora, se um francês precisa andar com objetos para se defender são outros quinhentos, e tal necessidade não se pode ser confundida com a liberdade de fazê-lo.

A lógica de que a necessidade deve pautar a liberdade é perigosíssima e tem seu nascedouro e acalanto nos braços do marxismo. Uma lógica perversa que não raramente é usada para projetos liberticidas.

Utilizando-se essa lógica, se eu não tenho a necessidade de ter dois carros, então o estado pode me tolher desta liberdade.  Se um relógio de poucos reais faz o mesmo que outro de muitos milhares de reais, então eu não preciso da liberdade de comprar o mais caro. Entenderam o perigo dessa relação?

Vejamos um exemplo genuinamente brasileiro: o Estatuto do Desarmamento. Seu objetivo é desarmar o cidadão e garantir o monopólio das armas nas mãos do estado. Nasceu da "necessidade" de impedir milhares de assassinatos todos os anos.

No que resultou?  Como mostrarei na parte final deste artigo, recordes de homicídios e a supressão da liberdade de possuir e portar armas.

Mas não parou por aí o uso da tal "necessidade".  Entre muitos subterfúgios para perseguir seus objetivos reais ou proclamados, o estatuto criou a tal exigência de declaração ou comprovação de efetiva necessidade. Alguém acredita que vivendo em um país com 60 mil assassinatos por ano, 150 mil estupros, milhões de roubos, sequestros e agressões perpetradas por criminosos, essa necessidade não exista?

Existe, claro que existe!  Então por que diariamente a compra e porte de armas são negados aos cidadãos exatamente com base nesta necessidade?  Porque o estado recorre a outra necessidade como fiel da balança. Explico.

Com o discurso de que é necessário ter um estado que garanta a segurança ao cidadão, nega-se a necessidade do cidadão de se autodefender.  É a necessidade como pautadora da liberdade.

A verdade é que não interessa para mim se o estado é ou não competente em me defender e em defender a minha família; eu tenho a liberdade de exercer o meu direito de defesa e ponto final.

Vejamos um último caso em que uma suposta ausência de necessidade foi usada para tentar suprimir uma liberdade: o referendo na Suíça em 2011.

Grupos desarmamentistas, alegando que a Suíça, por ser um dos países mais pacíficos do mundo, com quase inexistentes taxas de homicídios e crimes violentos, tentou por meio de um plebiscito proibir a posse de armas e munições nas residências suíças. O resultado foi a derrota da proposta. Os suíços entenderam que a única necessidade real é a liberdade, e foram respeitados.

Enquanto isso, no Brasil, as supostas necessidades continuam pautando nossas liberdades.

Os desarmamentistas e seu exercício de futurologia

Captura-de-Tela-2015-02-20-às-03.34.26-e1424413101223.pngAo final do ano passado, voltou ao noticiário a triste notícia de que o Brasil é líder mundial em números absolutos de homicídios e ocupa o 11º lugar do ranking considerando o índice de assassinatos a cada 100 mil habitantes.

Com 56.337 homicídios ocorridos em 2012, o país registrou 29 mortes violentas a cada 100 mil habitantes, número quase cinco vezes maior do que o índice mundial (6,2).

As estatísticas foram contabilizadas pelo Observatório de Homicídios pertencente ao Instituto Igarapé, do Rio de Janeiro. Não se trata de nenhuma novidade, uma vez que, ano após ano, o Brasil quebra consecutivos recordes de criminalidade violenta, entre elas os homicídios.

Concomitantemente, continua circulando a informação de que 120 mil vidas teriam sido "salvas" pelo advento do chamado Estatuto do Desarmamento, o qual foi aprovado em dezembro de 2003 em uma conturbada votação que ocorreu em plena vigência do "mensalão", recurso por meio do qual o poder executivo pagava propina ao Congresso em troca da aprovação de projetos de lei de seu interesse.

De acordo com essa tese, graças ao Estatuto do Desarmamento a crescente "epidemia" de homicídios teria sido reduzida, o que na prática resultaria em vidas poupadas.

Seria mesmo esse o caso? Como "prever" taxas de homicídios? Essa metodologia de projeção de crimes é utilizada em mais algum lugar do mundo para se medir eficiência em Segurança Pública? Seria possível comprovar a causalidade entre a restrição de armas legais e a queda dos homicídios?

Com essas e outras perguntas iniciamos um estudo sobre a tal eficácia do desarmamento no Brasil e, pegando o gancho do termo "epidemia" tão usado por aqueles que advogam pelo desarmamento, recebi de muito bom grado a ajuda do Dr. Luís Fernando Waib, epidemiologista, que possui grande conhecimento na análise de dados e estatísticas.

Em suas palavras:

Após ter me deparado com dados de mortalidade por arma de fogo, divulgados na mídia e em redes sociais recentemente, me incomodei com a análise dos dados divulgados e desconfiei da consistência dos números. Particularmente, me causou estranhamento a inclinação da curva de homicídios, a falta de clareza na apresentação dos dados e as conclusões depreendidas deste conjunto.

Em resumo: algo não estava certo.

O gráfico abaixo mostra três indicadores.  A linha azul mostra o total de homicídios para cada 100 mil habitantes (eixo da esquerda).  A linha vermelha mostra o total de homicídios para cada 100 mil habitantes cometidos com armas de fogo (eixo da esquerda).  E a linha verde mostra a porcentagem total dos homicídios cometidos por armas de fogo (eixo da direita; os números devem ser multiplicados por 100 para se obter o valor inteiro).

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Foram utilizados os dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade do Sistema Único de Saúde (SIM/SUS) para prospecção dos dados de mortalidade por causas externas (a mesma fonte utilizada para confecção do Mapa da Violência) e os dados do IBGE para a prospecção dos dados populacionais. Os dados utilizados nesta análise são de 1996 a 2012 — último ano com dados disponíveis no SIM/SUS.

A partir dos dados obtidos nas fontes oficiais — que, repito, são as mesmas utilizadas para a confecção do Mapa da Violência — , não chegamos à mesma conclusão veiculada pela imprensa pelos motivos abaixo elencados:

1. De 1996 a 1999 há uma tendência de elevação na violência geral (traduzida pela crescente taxa de homicídios por 100.000 habitantes, linha azul), em paralelo à tendência de elevação da taxa de homicídios por armas de fogo (linha vermelha).

2. Entre 1999 e 2004 há um desvio desta curva, que sugere uma incidência anormal de homicídios por arma de fogo (linha vermelha). É necessário examinar com mais profundidade o que houve ("quebrar" os dados e contextualizar com os demais fatores que interferem nos índices) para poder determinar causas prováveis.

3. No entanto, como todo "surto", este também mostrou sua tendência do retorno à média. Neste caso, não exatamente à média, mas à tendência histórica.  Isso ocorreu em 2005, linha vermelha.

4. A partir de 2005, no entanto, a curva vermelha retoma o crescimento anterior, até 2011, quando vemos nova inflexão para cima (2012). Não há dados disponíveis nos sistemas consultados para avaliar este novo fenômeno, mas o foco prioritário desta análise é o primeiro.

5. Em nenhuma hipótese observa-se queda da taxa de homicídios por arma de fogo (linha verde) após o advento do desarmamento.  Caso existisse, teria de haver uma queda progressiva da violência a partir de 2004, mantendo-se assim até hoje.  O estatuto do desarmamento se encontra em plena vigência e, como dito, a partir de 2005 os homicídios (linhas azul e vermelha) voltaram a crescer.

6. É falsa, portanto, a afirmação de que mortes foram prevenidas pelo advento do desarmamento.  Em primeiro lugar porque a curva de incidência iniciou seu retorno à média antes dos efeitos do desarmamento, mas principalmente porque a projeção da curva não pode ser feita a partir de um período de "surto", mas sim do período endêmico da série histórica.

7. Outro dado relevante para a análise é que a curva da taxa de homicídios (linha azul) é, durante toda a série histórica, paralela à curva de homicídios por arma de fogo (linha vermelha).

Se tivesse havido uma inflexão para baixo da curva da taxa de homicídios a partir de 2004 (quando efetivamente se iniciou o recolhimento de armas de fogo), poderíamos depreender que o desarmamento provocou uma redução gradual e constante da violência. Tivesse havido manutenção da curva de homicídios, mas redução da curva de homicídios por arma de fogo, poderíamos depreender que a violência se manteve, mas mudou de método.

A conclusão aqui é que o desarmamento foi ineficaz, seja para reduzir a violência, seja para mudar a participação das armas de fogo nestes eventos.

8. Por fim, o crescimento constante da participação das armas de fogo nos homicídios (de 59% em 1996 para 71% em 2012, linha verde) mostra que não só o poder público impediu o uso legítimo de armas de fogo pelo cidadão, mas falhou na redução da disponibilidade destas armas para os criminosos.

Nenhum estudo sério no mundo projeta "taxas de homicídios que não ocorreram" como ferramenta de medição de eficácia de políticas de segurança pública.  Esse tipo de futurologia é mais uma jabuticaba brasileira.

A queda pontual dos homicídios com utilização de armas de fogo foi acompanhada na mesma proporção pela queda dos homicídios com a utilização de outros instrumentos, ficando assim comprovado que não existe relação com as restrições trazidas pelo estatuto do desarmamento.

Por mais que tentem, forcem, espremam e torturem os dados, não há o menor indício que aponte para uma possível eficácia do desarmamento na redução da criminalidade violenta simplesmente porque isso não aconteceu. Quem assim o faz, mente desesperadamente na tentativa de não ver aprovado o PL 3722/2012, de autoria do deputado federal Rogério Peninha Mendonça, que devolve ao cidadão o direito de se defender autonomamente, uma vez que já está constatada a total ineficácia do estado de fazê-lo minimamente.

O desarmamento fracassou, continuará fracassando, e o Brasil, de mentiras em mentiras, vai se consolidando como o país do faz-de-conta.

Mais armas = menos crimes e mais educação

Quase 5 anos atrás, os shoppings começaram adotar seguranças armados depois de um surto de roubos à lojas, em especial joalherias. Como não poderia deixar de ser, os desarmamentistas, profetas do caos, começaram a gritaria de que isso geraria tiroteios e mortes.

Um desses profetas de araque foi o "especialista" em segurança pública José Vicente, que inclusive participa das audiências públicas sobre o PL 3722.  Disse ele ao jornal Folha de São Paulo de 16 de agosto de 2010:

Para o consultor em segurança pública José Vicente da Silva, coronel da reserva da PM paulista, esse tipo de medida só aumenta o risco aos usuários dos lugares. "Os shoppings estão optando para aumentar os riscos aos seus frequentadores", disse. Isso porque, para ele, os bandidos não vão deixar de roubar os shoppings porque há homens armados e os vigilantes não têm treinamento suficiente para isso.

Passados 5 anos, o que aconteceu? Alguém se lembra da última vez que houve um roubo em shopping? Houve alguma morte? Tiroteio? Algum segurança armado matou algum cliente em uma discussão? Zero! Nada! Nem roubos, nem mortes. Mais armas e menos crimes.

Neste ano, fui entrevistado pela mesma Folha de São Paulo e entre outras coisas afirmei: "Cidadão armado faz criminoso evitar contato com a vítima". Isso não é teoria, não. É empiria.

Dias atrás conversei com um segurança em um Shopping perto da minha casa, um dos que ficam armados. Disse ele que nunca mais houve qualquer tentativa de roubo e nem mesmo de furto de veículos, coisas corriqueiras ali antes do armamento da segurança.

Adicionalmente, ele também disse que os seguranças nunca mais foram ameaçados ou enfrentados por bandos de moleques que gostavam de fazer arruaça nas dependências.  E sentenciou: "É engraçado, doutor, o pessoal ficou mais educado com nóis (sic)"!

De forma empírica, ele chegou à mesma conclusão que o cidadão que escreveu o excelente artigo "A arma de fogo é a civilização", do qual cito o trecho final:

Quando estou portando uma arma, eu não o faço porque estou procurando confusão, mas sim porque quero ser deixado em paz.  A arma em minha cintura significa que não posso ser coagido e nem violentado; posso apenas ser persuadido por meio de argumentos racionais.  Eu não porto uma arma porque tenho medo, mas sim porque ela me permite não ter medo.  A arma não limita em nada as ações daqueles que querem interagir comigo por meio de argumentos; ela limita apenas as ações daqueles que querem interagir comigo por meio da força.

A arma remove a força da equação.  E é por isso que portar uma arma é um ato civilizado. 

Neste caso, muito especificamente, o nexo causal da variante arma é claro e inequívoco. Os seguranças, desarmados, sempre estiveram lá; bastou armá-los para que imediatamente acabassem as ocorrências de roubo.

A conclusão é mais do que óbvia: armas nas mãos certas e minimamente treinadas não significam mais mortes e crimes. Significam menos crimes e até mesmo mais educação.


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SOBRE O AUTOR

Bene Barbosa
é especialista em segurança pública e presidente do Movimento Viva Brasil.



O estado matou a liberdade dos açougues em prol dos empresários corporativistas

Há dez anos havia uma predominância muito maior de açougues de bairro. Eram comércios na maioria das vezes confiáveis e a procedência das carnes normalmente não era tão duvidosa quanto a vendida no supermercado.

Geralmente os donos desses açougues eram pais de família que manipulavam a carne com certo rigor, contratavam gente da vizinhança pra dar aquela força no comércio, faziam o bom e velho fiado pra quem não podia pagar na hora, enfim, era um tempo onde havia maior proximidade entre os produtos de consumo e o consumidor.

Mas eis que apareceu o governo e suas "bondades". E aí o açougueiro foi para o abismo com uma série de taxações, regulações, decretos, portarias, leis inúteis, legislações pesadas e tudo o mais necessário para acabar com um negócio promissor e confiável sob a desculpa de proteger os clientes daquele "malvadão" que – absurdo! – quer trabalhar e lucrar com o comércio de carnes.

E são tantas regras "protecionistas" que, sabendo da impossibilidade dos donos em cumpri-las de forma plena, os fiscais do governo se aproveitam da situação para caçar "irregularidades" como "a cor da parede", pedindo aquele salário mínimo para assinar o alvará de funcionamento.

Enquanto isso, o estado isentou as grandes empresas de impostos e multas sempre que possível, bem como das regras sanitárias que o açougueiro da esquina tem que cumprir. Enquanto o dono do açougue do bairro era impedido de obter uma mísera linha de crédito para investir em seu negócio, o governo fornecia uma gorda verba para as grandes empresas por meio do BNDES.

E veio o período maquiavélico de "aos amigos os favores, aos inimigos a lei", onde não há nada que impeça as grandes empresas. As dívidas caíam de 1 bilhão para 320 milhões, a "fiscalização" sanitária se tornou aliada e o Ministério da Agricultura passou a conceder seus selos livremente para os amigos do governo. Claro que isso teve um custo, pago com aquela verba pra campanha eleitoral para "resolver" tudo.

E o resultado não poderia ser diferente: nos baseando na confiança em um selo estatal e no sorriso técnico do Tony Ramos afirmando que "carne confiável tem nome!".

O corporativismo, ou seja, a aliança entre estado e grandes empresários, nos trouxe resultados deploráveis. Mas o malvado continua sendo o seu José da esquina, aquele que queria vender suas carnes e terminou fechando por excesso de burocracia estatal. Enquanto isso, os corporativistas da JBS, BRF e companhia cairão no esquecimento em breve.

O corporativismo brasileiro é um desastre sem fim.
Prezado Paulo, você reclama que teve emprego e salário, mas não ganhava tanto quanto os funcionários mais antigos e experientes. Você foi contratado a um salário menor e achou isso injusto. Queria já chegar ganhando o mesmo tanto que funcionários melhores e mais experientes, que já estavam lá há anos. É isso mesmo?

Não posso acreditar.

Outra coisa: você teve salário e emprego (e ainda teve plano de saúde!) graças à possibilidade de terceirização. E se fosse proibida a contratação de terceirizados? Será que você teria tido esse emprego e esse salário? Será que você sequer teria tido essa chance?

Desculpe, mas parece que você está cuspindo no prato que comeu. Você teve emprego e renda (e plano de saúde!) graças a uma liberdade de contrato, e agora vem dizer que essa liberdade foi ruim para você? Bom mesmo seria se o mercado de trabalho fosse restrito. Aí sim você já seria contratado como presidente...

É interessante como você parte do princípio de que o mundo não só lhe deve emprego e renda (e plano de saúde!), como ainda lhe deve um emprego extremamente bem-remunerado imediatamente após a contratação (você já quer entrar ganhando o mesmo tanto que os funcionários mais antigos e experientes).

De fato, ainda estamos deitados em berço esplêndido. Aqui todo mundo só quer saber de direitos.


P.S.: ainda no aguardo de você responder à pergunta do Leandro (a que aparentemente te deixou assim tão zangado): a terceirização nada mais é do que permitir que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?
Esse comentário não faz o menor sentido. Vc usa a linguagem jurídica e estatal para condenar pessoas, mas sem nenhum processo. Ter um cargo publico não pode ser crime no regime atual. Se vc se revelasse seria claramente processado por calunia e difamação. Pois não crime sem lei que o prescreva. Que é isso? Os libertários querem se unir aos marxistas para ditar regras de moral ao mundo. A existência de um aparato que extorque e atrapalha o desenvolvimento da população, pode ser imoral mas não pode ser considerado crime no sistema atual. Tente convocar uma assembleia constituinte libertaria e acabe com o sistema atual e talvez no seupais seja crime. Como podemos responder por crimes, contra uma legislação ideológica que ignoramos, que não aprendemos nem em casa e nem na mídia. Embora os recursos da receita federal sejam usados de ma fé, isso não faz da sua existência um crime. Antes de tudo existe um regulamento, produzido pelo consentimento da sociedade que prevê a existência daquele órgão. Pelo seu ponto de vista todas as pessoas são criminosas porque o estado não tributa tudo, mas regulamenta tudo. Então para ser um libertário coerente eu teria que cancelar meu CPF, abrir mão de todo beneficio estatal que veio parar nas minhas mão, mesmo sem que eu ferisse ninguém, renunciar minha cidadania brasileira, o que mais. Resumindo ter pessoas que respeitem os direitos civis e as liberdades individuais dentro do estado, é bem melhor do que ficar se gabando e massageando o próprio ego dizendo pra todo mundo, olha só nós estamos certo, todos vocês são ladroes, sem fazer nada pela liberdade.
Se há custos trabalhistas artificialmente altos e estes puderem ser reduzidos, então eles serão reduzidos.

Se uma empresa opera com custos trabalhistas artificialmente altos -- por imposição do governo -- e estes custos podem ser reduzidos -- porque há outros trabalhadores dispostos a fazer mais por menos --, então eles serão reduzidos.

Se a empresa não fizer isso, então ela estará -- por definição -- operando de forma ineficiente. Ele não durará muito. Com efeito, essa empresa só irá durar se operar com uma reserva de mercado garantida pelo governo. Aí sim. Excetuando-se isso, ela estará queimando capital e comprometendo sua capacidade de investimento e expansão no futuro. Será rapidamente abarcada pela concorrência.

No mais, é interessante notar que as pessoas querem livre concorrência para tudo e todos, menos para elas próprias. Todos nós queremos competição entre empresas para que haja produtos melhores e preços menores, mas não queremos competição para o nosso emprego. Quando a concorrência chega até nós, queremos que políticos criem leis que garantam nossa estabilidade. Agora, querem até proibir empresas de contratar outras pessoas que não nós mesmos. Há totalitarismo maior do que esse?

Vale ressaltar o óbvio: essa lei da terceirização nada mais é do que uma permissão para que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente -- por favor, me digam -- seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?
Ei, Marcelo Siva, quer falar de escravidão? Vamos lá (aliás, é hora de você começar a responder perguntas, como todos fizeram com as suas):

Quem é que adota políticas -- como déficits orçamentários e expansão do crédito via bancos estatais -- que destroem o poder de compra do dinheiro, perpetuando a pobreza dos mais pobres?

Quem é que, além de destruir o poder de compra do dinheiro -- gerando inflação de preços -- ainda impõe tarifas protecionistas para proteger o grande baronato industrial, com isso impedindo duplamente que os mais pobres possam adquirir produtos baratos do exterior?

Quem é que, ao estimular a expansão do crédito imobiliário via bancos estatais, encarece artificialmente os preços das moradias e joga os pobres para barracões, favelas e outras áreas com poucas expectativas de vida?

Quem é que impede que os moradores de favelas obtenham títulos de propriedade, os quais poderiam ser utilizados como garantia para a obtenção de crédito, com o qual poderiam abrir pequenas empresas, fornecer empregos e, de forma geral, se integrar ao sistema produtivo?

Quem é que tributa absolutamente tudo o que é vendido na economia, e com isso abocanha grande parte da renda dos pobres?

Quem é que, por meio de agências reguladoras, carteliza o mercado interno, protege grandes empresários contra a concorrência externa e, com isso, impede que haja preços baixos e produtos de qualidade no mercado, prejudicando principalmente os mais pobres?

Quem é que cria encargos sociais e trabalhistas que encarecem artificialmente e mão-de-obra e, com isso, gera desemprego, estimula a informalidade e impede que os salários sejam maiores?

Quem é que confisca uma fatia do salário do trabalhador apenas para que, no futuro, quando este trabalhador estiver em situação ruim, ele receba essa fatia que lhe foi roubada de volta (e totalmente desvalorizada pela inflação)?

No aguardo das suas respostas.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2383

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • cmr  24/07/2015 14:40
    Tem que liberar é tudo mesmo, desde pistolas, fuzis automáticos até armamento anti-aéreo, anti-blindados, tanques, caças, navios de guerra, e o que o cidadão tiver dinheiro e esteja disposto a comprar.

    Isso ajudaria inclusive a soberania nacional e diminuiria a possibilidade de governos totalitários se estabelecerem.
  • Raphael Souza de Melo  24/07/2015 17:37
    Não sei se você está sendo irônico, ou tentando ser, mas saiba que ninguém advoga por tais direitos. Queremos ter o direito a legítima defesa assegurando-se a igualdade de forças por meio de armas de fogo.
  • cmr  24/07/2015 19:25
    Não estou sendo irônico, por que não posso ter um tanque de guerra na minha garagem ?.
  • Alcides  24/07/2015 19:46
  • cmr  24/07/2015 20:38
    Segundo o artigo indicado pelo Alcides, um fazendeiro tem o direito de possuir rifles de assalto, metralhadoras giratórias e até bazucas.

    Eu tenho o direito de ter o meu tanque de guerra, mas no deserto.
    Tenho direito também ter minhas ogivas nucleares, mas em outro planeta.


  • Alcides  24/07/2015 21:03
    Correto.
  • anônimo  24/07/2015 19:59
    As pessoas não podem ter tanques de guerra, nem artilharia antiaérea e muito menos um caça, porque isso seria um risco enorme para a sociedade, e sem trazer nenhum beneficio.

    Não são armas que podem ser controladas facilmente como revolver, e ainda tem fácil possibilidade de atingir alvos múltiplos.

    Você até pode falar que quer ter um tanque para manter de enfeite em casa, mas isso permitira qualquer louco de também ter um tanque. E diferente de um louco portando um revolver, um louco com um tanque não é tão fácil de ser parado, e seus danos são enormes.

    Pior ainda seria uma arma antiaérea, imagina a quantidade de aviões comerciais caindo por conta de algum louco.

    E se você ainda insiste em defender que civis tenham acesso a tanques e outros armas do exercito, você não poderia ser contra a um civil querer portar uma bomba atômica.

    Felizmente gente que pensa como você são raras.
  • Fab  24/07/2015 18:18
    Concordo plenamente com o cmr que
    isso seria o ideal.
    Mas PL do dep Peninha é o que temos
    pro jantar d tá bom demais.
  • Luiz Silva  25/07/2015 00:29
    Nessa brincadeira da sociedade libertária ideal, uma pessoa que tivesse um blindado, tanque, em meio a outras milhares com armas de fogo, sendo donas de ruas e avenidas, postos de combustíveis, munições, etc, não estaria com tanta vantagem assim, pois poderia ser simplesmente impedida de sair por aí com seu carrão destruidor, boicotada, pressionada a não ficar de graça passeando com uma estrovenga ferro.
  • ma  05/08/2015 01:26
    Vcs ainda têm a falsa ilusão que o governo é capaz de controlar alguma coisa.
  • Lamartine  05/08/2015 14:48
    O que esse governo quer não é apenas tirar do cidadão brasileiro o direito universal da auto defesa, mas pricipalmente o direito de ir e vim, de pensar e falar. O analfabetismo político é a maior desgrassa de um povo.jaffg
  • Babo  05/08/2015 14:59
    Por falar em analfabetismo, o correto é: principalmente, vir e desgraça.
  • alfredo  08/11/2016 18:57
    Concordo 100% com o amigo vivo na zona rural do rs a policia nao tem efetivo nem estrutura para barrar o crime aqui que so cresce os bandidos usam fuzil e nos nao podemos ter um simples mas eficaz.38 pra nos defender isso ja e palhaçada de governantes hipocritas qe alimentam a pobreza hipocrita a nossas custas pra ter um eleitorado.abrços aos amigos.
  • Diego Sousa  24/07/2015 14:42
    Maravilha de Artigo.

    Bem vindo Bene.

    Só estava faltando você aqui para falar sobre armamento e defesa armada.
    Agradeço a você e ao IMB pelo artigo.
  • Giovanni Antonio  24/07/2015 14:43
    Belíssimo artigo Bene. Assim como seu livro "Metiram para mim sobre o desarmamento" o artigo é carregado de números e estátisticas que não podem ser contestados ou refutados nem pelos "especialistas" que administram a segurança pública atualmente.

    Que a direita consquiste num futuro próximo a revogação desse estatuto assassino!

    Abraços.
  • Fernando  24/07/2015 14:53
    Pra piorar a situação, uma coisa que não faz nenhum sentido (juntamente com a proibição às armas de fogo) é a proibição de outros métodos de defesa não-letais, como sprays de pimenta e armas de choque.
    Esses dias mesmo uma estudante foi estuprada dentro da USP.
    Tivesse ela um spray na bolsa, provavelmente o resultado seria outro. Além do índice de mortes, existem diversos outros tipos de crimes violentos que raramente entram na discussão, mas que também poderiam ser evitados.
  • Vinicius  24/07/2015 20:12
    Provavelmente, antes de ser estuprada, a referida pessoa deveria ser contra o armamento civil (afinal de contas, estuda na USP, não tem como não sair de lá marxista, socialista, estatista).

    Infelizmente as pessoas que defendem as medidas como desarmamento não podem ser convencidas através do diálogo e da razão. Não importa quantos fatos sejam jogados na cara delas, elas nunca se convencem.

    Kant explica.
  • Alexandre Gonçalves  24/07/2015 15:21
    Argumentos consistentes, bem diferentes da "propaganda ideológica" que quer nos empurrar goela abaixo que o cidadão de bem se tornaria um assassino em série se lhe fosse dado o direito de se defender.
  • Gill Motta  24/07/2015 16:01
    Todos temos o direito à vida e consequentemente à defesa dela, não podemos nos conformar com esse absurdo que é não ter porte de arma simplesmente porque o Estado não quer que tenhamos, mesmo porque isso não impede nenhum bandido de ter.

    Legitimar o uso das armas é deixar bastante claro pro meliante que ele pode se deparar com um cidadão armado e preparado, isso muda tudo, intimida, coíbe de certa forma!
  • Andre  24/07/2015 16:19
    E o mais patético é que agora é proibido o porte de facas no Rio de Janeiro.
  • Adelson Paulo  24/07/2015 20:28
    Ainda falta regulamentar a lei, para definir qual o tamanho da faca permitida, se será permitido o porte de tesouras e canivetes, quais as profissões que podem portar facas, quais agentes públicos vão fiscalizar o cumprimento da lei, quais serão as penalidades para os infratores, etc., etc.
    Devem também ser criadas campanhas de conscientização da população, com palestras junto a comunidades carentes e escolas, ministradas por ONGs que receberão verbas públicas, para ensinar a todos que as facas são muito perigosas, pois podem cortar.
  • Martius  24/07/2015 16:23
    Bandido age racionalmente*; eu diria que é impossível impedir-lhe a ação; no entanto, o cidadão armado, treinado e ATENTO eleva e muito o custo de uma empreitada criminosa; o roubo torna-se mais arriscado; a vida do ladrão é dificultada, já que a vítima pode enfrentá-lo, e isso desagrada muito à nossa esquerda. Por que os vagabundos fazem a festa hoje? Praticamente não há resistência; nem uma garrucha .22 é mais necessária: basta simular estar armado ou usar a própria força física e pronto.
    Um cidadão treinado que porte um revólver .38 já é um oponente e tanto.


    *poderia citar os que estão transtornados pelo efeito de drogas como menos racionais, contudo a vítima não é culpada por tal desgraça; além do mais, dependência química não é excludente de ilicitude.
  • bruno  24/07/2015 17:36
    Sim,bandidos fortemente armados invade cidades inteiras,nem mesmo as forças local tem coragem de agir contra eles. Vocês não entende,a situação do Brasil não e arma para a população,tem que haver leis,no Brasil corrupto e do pt,armas so aumentaria a forca esse partido.
  • Martius  27/07/2015 16:07
    Bandidos fortemente armados normalmente têm um nível de profissionalismo maior; são grandes ladrões ou traficantes*; acima disse ser impossível impedir-lhes a ação; contudo, dez homens armados de fuzil cometerão crimes que recompensem sua elevada estrutura, altos riscos e grandes custos do armamento e manutenção; normalmente atacam carros fortes, bancos; uma dezena de homens armados daquele jeito invadirão um coletivo para roubar meia dúzia de celulares e R$ 200,00? Nunca; um comércio e levar R$ 500,00 e dez maços de cigarro? Igualmente não.
    O cidadão armado poderá enfrentar justamente os pequenos que, por serem numerosos, fazem grande estrago; a possibilidade de reação mudaria muito a vida dos vagabundos, que não poderiam sair roubando na cara de pau como é hoje; vários pés-de-chinelo seriam baleados e teríamos um pouco de paz.
    Já contra os bandidões armados de fuzil não há como: somente grandes contingentes policiais.


    * Para acabar com os traficantes não precisamos de armas, mas sim da legalização gradual das drogas; secaria a torneira dessa fonte de dinheiro.
  • Marcelo Augusto  24/07/2015 16:35
    Ótimo artigo, gostei bastante!
    Sou policial e sou a favor da posse da arma, para todo cidadão de bem, em sua residência ou trabalho. Uma posse mais facilitada para os cidadãos sem antecedentes criminais e que façam um curso básico para operar sua arma com total responsabilidade. Sem os custos absurdos que a lei implica hoje. Já o porte sou a favor de todas as pessoas que trabalham com segurança possam portar, tendo pra isso cursos nos seus respectivos locais de trabalho.
    O porte para o cidadão comum no Brasil, ainda acho que não existe essa possibilidade. Imaginem uma pessoa que reside numa comunidade, chegando à noite em casa, passando pelos bandidos do tráfico, eles armados, em número maior, com armar melhores e essa pessoa no meio de tudo isso armada. Como eles reagiriam? E o cidadão vendo aquilo todo dia andando armado?
    Não sou dono da verdade, mas acho que o porte ainda tem que ser melhor avaliado, discutido, para não se cometerem mais injustiças. Não adianta dar porte para rico e classe média, enquanto o pobre na "favela" fica a Deus dará. Apenas estou passando a minha opinião, pois sou a favor das armas nas mãos de cidadãos de bem!
  • Andre  24/07/2015 16:54
    "O porte para o cidadão comum no Brasil, ainda acho que não existe essa possibilidade. Imaginem uma pessoa que reside numa comunidade, chegando à noite em casa, passando pelos bandidos do tráfico, eles armados, em número maior, com armar melhores e essa pessoa no meio de tudo isso armada. Como eles reagiriam? E o cidadão vendo aquilo todo dia andando armado?".

    É só essa pessoa não comprar arma, se ela achar que pode ter esse tipo de problema.
    Isso não poder servir para tirar o direito das outras pessoas de terem armas.
    Também tem pobres que não vivem em favelas.
  • Joao Girardi  24/07/2015 19:50
    E é por isso mesmo que o PL procura acabar com certas restrições artificiais que existem a aquisição de armas de fogo impostas pelo Estatuto do Desarmamento. E isso deve ser só o começo, se quisermos acabar mesmo com a violência no futuro, o porte de armas necessita ser irrestrito, é absurdo esperar que as pessoas possam se defender de bandidos que utilizam armamento de guerra e que fazem as armas permitidas atualmente parecerem brinquedinhos.
  • MARCOS  24/07/2015 16:57
    Muito bom artigo. Excelente!
  • Evellyn  24/07/2015 19:10
    Exato Marcelo.Quantas pessoas de bem morrem e os ladrões continuam fortemente armados?
    Se todas as pessoas de bem tivessem armas,os bandidos iriam pensar duas vezes antes de cometer crimes.
  • Ricardo  24/07/2015 18:48
    "Passados 5 anos, o que aconteceu? Alguém se lembra da última vez que houve um roubo em shopping? Houve alguma morte? Tiroteio? Algum segurança armado matou algum cliente em uma discussão? Zero! Nada! Nem roubos, nem mortes. Mais armas e menos crimes."

    Embora concorde totalmente com o artigo, não é uma verdade completa dizer que não houve incidentes com seguranças armados em shoppings:

    g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2015/05/seguranca-mata-cliente-por-causa-de-estacionamento-em-embu-das-artes.html

    Esta é uma das exceções das exceções... Certamente um segurança de cabeça quente mal preparado para lidar com público, que infelizmente é sim composto de alguns imbecis... Mas para a civilização das pessoas armadas funcionar o uso da arma deve ser o último recurso, não um dos primeiros.
  • Mr Citan  25/07/2015 20:34
    Eu sabia que cedo ou tarde alguém iria por esta notícia aqui, e vir com as idéias de que não podemos ter armas, pois as leis e autoridades deveriam nos proteger primeiro, e outras balelas estatistas.

    Se alguém for ler a matéria, vai ver que houve todo um processo de erros, desde as vítimas, passando pela loja e o sistema de segurança e terminando com o referido assassinato.

    Vir aqui falar que precisamos primeiro confiar nas leis e justiça de burocratas para nos defender, é o mesmo que dizer que tenho que esperar que alguém venha me dar um tiro pra depois eu chamar a lei, e se ela não funcionar, aí sim eu vou me defender.

    Pra quem deseja a servidão isto é uma ótima idéia.
  • Jack Koltrane  24/07/2015 18:57
    Parabéns !!! Ótimo Artigo !
    Estamos contigo nesse austero caminho !
  • Dam Herzog  24/07/2015 19:03
    Bandido tem medo de tiro, e por isso de pessoas armadas. As armas são o equalizador de forças que nos ajudam a ter menos medo dos criminosos. E dai a diminuição dos crimes por disuação.
  • dario cachigian  24/07/2015 19:28
    Meu Deus!
    Obrigado por este artigo!!
    Argumentos sólidos, fatos, dados, estudos... lógica.

    Parabéns pelo trabalho
  • Tannhauser  24/07/2015 19:47
    Não existe estatística de homicídio para períodos anteriores, como década de 80 e início da década de 90? Desconfio que houve um aumento exponencial nessa época.

    Também gostaria de uma estatística de roubo a mão armada.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  24/07/2015 21:25
    Brasileiro não pode ter armas e ponto.
  • Gunnar  07/08/2015 21:44
    Bom, então fale isso para o pessoal do morro. Atualmente, os únicos brasileiros proibidos de terem armas são os honestos.
  • Veron   24/07/2015 22:37
    Ótimo artigo.
  • Rodrigo  24/07/2015 23:16
    A mim me parece claro que há um movimento deliberado que trabalha conscientemente para promover o aumento da criminalidade. Fica muito claro quando você começa a ver as leis, as penas, etc. Tudo é pra favorecer os bandidos e o aumento da criminalidade.
    .
    Coitada da polícia: estão enxugando gelo.
  • Occam's Razor  25/07/2015 12:57
    Sim, esse movimento se chama "esquerda".
  • Diego Sousa  25/07/2015 16:35
    kkkkkkkkkkk
    Tem gente que ainda não percebeu que a esquerda tá ocupando tudo.
  • Marcos  25/07/2015 15:44
    Há a teoria de que isso é proposital, pois criaria um clima de anomia indispensável para o aumento cada vez maior do estado. Coincidência ou não, é exatamente isso que está acontecendo. A violência explodiu e começaram a surgir políticas intrusivas como a proibição do uso de celulares em bancos, proibição do transporte de passageiro nas motos, proibição do porte de arma branca, etc...

    Da minha parte, vejo que há gente que de fato está do lado dos bandidos e contra o cidadão. Se é com um objetivo secreto ou por pura psicopatia eu já não sei dizer.
  • Lucas  25/07/2015 16:52
    Armas apenas em propriedade privada, totalmente contra civis andando armados. Uma vida não tem preço, não a dia tá falar Brasil ia virar um bang bang...

    Defender sua propriedade tô dentro. Mas até o limite do portão grade etc... As pessoas, já se matam sem armas no trânsito, trabalho cinema Shopping imaginem armadas.

    Podem falar a é a excessao, acredito que a polícia é quem deve andar armada pois é preparada tanto equipamentos quanto treinamento, a muito o que melhorar. Caminho não é criar mais milícias...

    Todos temos direito de nos defendermos, nesse tempos difíceis melhor saída e andar prevenidos ao sair pelas ruas, não começar uma guerra.
  • Antonio Costa  25/07/2015 17:21
    "Armas apenas em propriedade privada, totalmente contra civis andando armados"

    Beleza, mas combina isso antes com a bandidagem. Quando eles todos disserem "trato fechado", aí eu começo a pensar em entrar para o seu time. Até lá, você é apenas um totalitário protetor de bandido.
  • Barrios  30/07/2015 19:02
    Eu sempre me divirto com quem diz que, com a liberação das armas, o Brasil "ia virar um bang-bang".

    Gostaria de saber em que Brasil eles vivem, porque no que eu vivo 50 mil pessoas morrem todo ano.

    Se isso não é bang-bang, eu não sei o que é.
  • anônimo  25/07/2015 17:37
    90% das vítimas que reagem aos assaltos, acabam mortos...
  • Antônimo   25/07/2015 19:33
    Qual a sua fonte? 

    De todos os casos que eu conheço em que a vítima abordada estava armada, o bandido saiu correndo, quando não morto.
  • Lucas Braga  26/07/2015 01:25

    Arrancar com o carro, puxar a bolsa ou fazer um movimento brusco são três tipos de atitudes que não devem ser consideradas formas de reação.

    Só se pode considerar reação quando a vítima tem armas de fogo e/ou facas e/ou entra em luta corporal com o agressor.

    Se quiser saber um pouco mais sobre reação armada, leia aqui.

    E para quem não conhece ainda o Instituto Defesa, recomendo que comecem por aqui.
  • Sérgio  25/07/2015 17:58
    Seguranças privados deveriam ter o direito de usar armas e equipamentos de uso exclusivo da polícia, como capacetes, escudos, colete à prova de balas, gás lacrimogêneo, balas de borracha, bombas de efeito moral, coquetel molotov.

    Hoje em dia, a coisa tá tão feia que desarmaram até a Polícia:

    Dilma sanciona lei que disciplina uso de armas pela polícia
  • Alexandre  25/07/2015 22:59
    Opinião e igual a c$%&# todo mundo tem, querer q o Brasil seja igual a França ou Itália e um direito seu, o nosso, ou seja a maioria da população, quer q o Brasil seja igual aos USA, onde se respeita a vontade do povo e acata a sua vontade, queremos nos defender, quer não quer, que não o faça, mas respeite a maioria e retrocesso, são essas idéias populistas de esquerda que muitos jornalistas querem nos impor. #euapoioPL3722
  • maurao  26/07/2015 02:43
    Se libeerar o porte de armas muitos banddos vão morrer e o pt vai perder muitos votos por isso são contra
  • Luiz Afonso  26/07/2015 03:04
    O bandido está sempre armado, não importa Leis de desarmamento para ele. Estas leis só servem para os cidadãos de bem.

    Arma é um direito a sua legítima defesa e de sua propriedade e ponto final. Tolhendo este direito você e sua propriedade ficarão a mercê dos bandidos.

    E isto sem falar que estaremos a mercê de bandidos estatais também quando eles quiserem impor seu Socialismo goela a baixo de nós.
  • Ivan   26/07/2015 23:29
    Do jeito que a coisa tá estamos ferrados ótimo artigo!
  • Renan  27/07/2015 14:10
    SABE O QUE É O "DESARMAMENTO" SOB UM GOVERNO COMUNISTA, CASO PT?
    Não? Ei-lo: 10º mandamento do "DECÁLOGO DE LÊNIN", os 10 mandamentos subversivos dos comunistas
    "PROCURE CATALOGAR TODOS OS POSSUIDORES DE ARMAS PARA SEREM CONFISCADAS NO MOMENTO OPORTUNO, TORNANDO IMPOSSÍVEL QUALQUER REAÇÃO À CAUSA COMUNISTA"
    Em outras palavras: havendo um golpe - os comunistas são max golpistas e traiçoeiros ao extremo - deixem os cidadãos seus reféns!
    Nada +, Nada -!
  • Tobias Botelho  27/07/2015 19:05
    Repito aqui um comentário que fiz à primeira resposta publicada, no DC, pelo Prof. Olavo em resposta aos ataques cometidos pelo Prof. Villa.
    Dessa vez, Villa não atacou ninguém diretamente, mas o artigo, recheado de lógica límpida e argumentos dos mais fortes, é digno do mesmo apreço:

    "Depois dessa Marco Antonio Villa vai dormi com o bumbum doendo."
  • Victor  27/07/2015 22:43
    Gente, alguem pode me responder isso:

    "Se alguém defende a liberdade de se proteger dos riscos trazidos pelo uso de drogas recreativas por terceiros, mas considera justo não proteger nem regulamentar a liberdade destes terceiros de usar drogas sem prejudicar ninguém, então esse alguém não é um libertário, é um fascista travestido de libertário."

    Tem algo errado nesse argumento mas eu não estou conseguindo estruturar logicamente o que é.
  • Anderson  27/07/2015 23:46
    Primeiramente, o assunto poderia ter sido exposto em um tópico apropriado. Mas, vamos lá.


    O pensamento é confuso, a primeira frase já seria encarada como resposta para essa "dúvida". Ora, se o sujeito defende a "liberdade de se proteger dos males causados por terceiros", logo, ele poderia se ver livre de alguma possível "contaminação", e, em caso de ter sua propriedade violada, mesmo assim, por esse problema, ele poderia levar o caso para a justiça. Ponto, assunto seria encerrado.

    Porém, essa segunda frase ficou horrivelmente escrita, "considera justo não proteger nem regulamentar a liberdade dos outros utilizar drogas sem prejudicar ninguém", como assim? Sinceramente, não tem lógica nesse comentário, não faz sentido, sério, não dá para entender o que o sujeito expressou.
  • Victor  28/07/2015 10:22
    Anderson, acho que esse tópico é sim apropriado.
    Ao meu entender o autor do trecho usa "a liberdade de se proteger [mediante uso de violência, diga-se, armas de fogo] dos riscos trazidos pelo uso de drogas recreativas por terceiros" como justificativa para impôr a "proteção e a regulamentação da liberdade destes terceiros". Mas os valores aí me parecem invertidos. Para defender coerentemente o meu legítimo direito de me defender de qualquer agressor, usuário de drogas ou não, quer dizer que eu preciso defender a "proteção e regulamentação" das drogas? Por que? Algo assim, mas eu ainda não estou certo se a incoerência no argumento dele é esse mesmo. Mais opiniões são bem vindas!
    Att.
  • Dom Pedro  28/07/2015 18:57
    Nem todos os usuários de drogas recreativas oferecem riscos a terceiros. Por isso, podemos ser favoráveis a liberação das drogas. (em respeito a liberdade de escolha do indivíduo, não por achar que se drogar é bom)

    Se o usuário de droga recreativa for além da conta (vamos dizer que ele bebeu demais) e se tornar uma efetiva ameaça a segurança de alguém, ele pode ser contido utilizando-se a força necessária. Qual o problema?

    Por isso, eu não vejo nenhuma razão em se classificar de fascista quem defende os dois pontos. Talvez o autor dessa pérola ache errado que o cidadão possa usar a força para evitar a agressão de um drogado mas não possa usar a força para impedir que o indivíduo se drogue. Talvez seja isso. Mas aí ele parte do princípio que todos os usuários de drogas recreativas vão necessariamente ameaçar a vida de terceiros, o que é falso.

    Abraços, espero ter ajudado.
  • Victor  28/07/2015 23:28
    Dom Pedro, ajudou sim! Obrigado!
    Quero clarear as ideias para poder argumentar no texto que citei.
  • Fernando  30/07/2015 18:36
    O que há de errado com esse argumento é que esse argumento é uma ficção, um espantalho dos mais vagabundos.

    O libertarianismo não defende a ausência de proteção e de regulamentação, mas sim que ela se dê num regime de propriedade privada.

    Se tu não gosta de drogas, tu pode proibi-las terminantemente na tua propriedade. Tu estás protegendo tua propriedade de algo que tu crê não ser adequado ser praticado dentro dela.

    Se o teu vizinho admite que se fume cigarro na casa dele, o problema é dele. A propriedade é dele. Esse mesmo vizinho também pode não admitir cracudos fazendo craquices na propriedade dele. Nesse caso, ele tá permitindo, com regulamentação, o uso de drogas na casa dele.

    Aí fica tu no teu canto e o teu vizinho no canto dele, cada um com suas regras sobre uso de drogas, amparados no direito à propriedade privada.

    Peça pro teu interlocutor dizer como isso se encaixa num sistema legal totalmente centralizado, como o fascismo. Depois, se não for incômodo, venha aqui e nos relate a atrapalhação dele.
  • Victor  30/07/2015 20:20
    Obrigado pela resposta, Fernando. Depois que eu comentar lá eu relato sim!
  • anônimo  28/07/2015 04:29
    Acabo de ter uma conversa sobre o tema suscitado pelo artigo aqui em casa e fui taxada de "louca fechada no próprio mundinho" por defender que todos tenhamos porte de armas, além do fim do monopólio estatal sobre o policiamento ostensivo.

    Segundo meus familiares, uma arma na mão de cada um seria a repetição da Lei de Talião, pois "quem tem arma, sendo treinado ou não, se sente poderoso e certamente irá usá-la". E ainda disseram que isso nunca dará certo no Brasil, pois aqui todos são individualistas. Não vi muito nexo causal nos argumentos, pois todos necessariamente mantinham o arranjo atual (de monopólio policial), daí não quis estender o assunto. Para eles, o importante é "cobrar bastante das autoridades e tirar policial da blitz para colocar nas esquinas".

    Faço das últimas palavras do autor as minhas: "A conclusão é mais do que óbvia: armas nas mãos certas e minimamente treinadas não significam mais mortes e crimes. Significam menos crimes e até mesmo mais educação."


  • Gunnar  07/08/2015 21:52
    Bom, eu conheço gente que fica triste e magoada, inclusive chegando a chorar, só de FALAR do assunto "porte de armas". Poucos assuntos são mais tabu que esse.

    Tempos atrás um colega do escritório decidiu aprender a atirar e tirar a posse e porte de arma pois temia que sua esposa estivesse sendo seguida (ela é juíza). Quando descobriu que eu praticava tiro num Clube de Tiro, veio pegar umas dicas e passou a frequentar o clube também. Hoje tem arma e porte (e eu nada... nada como uma esposa juíza, não?). Bom, o engraçado é que toda vez que vinha falar comigo sobre o assunto no escritório, me puxava para algum canto e cochichava, e repetidas vezes pediu para eu não mencionar o fato de que ele pratica tiro ou que possui uma arma com ninguém.

    Armas são a como uma seita satânica na visão da maior parte da população brasileira. Parabéns, comunas, vocês conseguiram.
  • Paul Kersey  29/07/2015 16:50
    Um comerciante voltava do clube de tiro com a esposa e o filho de oito anos, quando foi abordado por criminosos armados que dispararam contra o carro.

    Mesmo atingido na cabeça e na perna, ele conseguiu reagir, disparou contra os bandidos e salvou a mulher e a criança.

    Sabe o que aconteceu com esse corajoso pai de família? Saiu do hospital e foi direto pra cadeia.

    www.facebook.com/deputadopeninha/videos/1031881910157077/
  • Ramirez  30/07/2015 17:53
    Um de cada seis uruguaios está armado, uma das cifras mais altas do mundo no país mais seguro e menos violento de América Latina. E AI, DESARMAMENTISTAS?

    brasil.elpais.com/brasil/2014/03/10/internacional/1394468853_167261.html
  • Bene Barbosa  30/07/2015 18:00
    Bandidos tentam invadir uma loja nos EUA arrombando a porta com um carro (como muitas vezes acontece no Brasil), mas lá o dono da loja tinha um fuzil... Assistam!




    Pastor no Texas atira em um assaltante que invadiu sua igreja.O bandido ficou ferido e enquanto aguardava a polícia e os paramédico, ele ainda orou ao lado do baleado.

    gunsnfreedom.com/armed-pastor-shoots-church-intruder/5522


    Homem portando uma arma evitou uma chacina em Ohio. Várias vítimas foram salvas, incluindo uma criança de um ano. Ninguém morreu e o maluco foi preso.

    www.infowars.com/one-that-wont-make-headlines-man-with-concealed-carry-permit-prevents-mass-shooting/


    Nenhuma dessas notícias interessam aos desarmamentistas. São varridas para debaixo do tapete. Esquecidas pelos abutres que aguardam o desarmamento de sangue inocente para gritarem: Armas! A culpa é das armas!

    São as não-manchetes.
  • Rodrigo Amado  30/07/2015 18:13
    "São as não-manchetes.".

    Pois é a esmagadora maioria da imprensa é esquerdista!
    Essas notícias só aparecem na FOX e outras fontes menos esquerdistas.

    Já ouvi a teoria de que os esquerdistas se infiltraram na imprensa para moldarem a opinião das pessoas.
    Mas considerando que a "infiltração" é tão grande assim já não acho que eles "se infiltraram" não.
    Acho que a maioria das pessoas de imprensa com tendências esquerdistas para varrer esse tipo de notícia pra baixo do tapete na verdade são apenas pessoas burras.
    E por serem burras elas se apegam a ideologias não usando o raciocínio, mas usando as emoções.

    Afinal de contas:
    Trabalhar na imprensa não requer inteligência.
    E ser esquerdista requer burrice.

    Outro indicativo disso é que na área de exatas sempre tem menos esquerdistas, pois burros não se criam na área de exatas.

    Adorei ver o velhinho dando tiro de fuzil!
    Pena que os bandidos não foram pra vala.
  • cmr  30/07/2015 18:23
    O cara errou os disparos, ou propositadamente ou os projéteis desviaram no portão, pois tiro de fuzil basta um te acertar...
    Os caras saíram correndo, o que prova que no máximo foram feridos com estilhaços.
  • Fernando  30/07/2015 18:41
    Eles tão mais preocupados em noticiar antas morrendo pela própria irresponsabilidade, porque é mais conveniente culpar as armas e manter o discursinho de "se ele não tivesse uma arma, isso não teria acontecido":

    cgn.uol.com.br/noticia/144902/crianca-de-3-anos-mata-o-pai-acidentalmente-com-tiro-de-espingarda
  • Gunnar  07/08/2015 21:55
    Como se panelas quentes, água sanitária, carros ou até mesmo piscinas não matassem dentro de casa também.
  • edson  26/08/2015 14:40
    A farsa do desarmamento. Para toda civilização que se preza, arma sempre foi sinônimo de liberdade e segurança. Eu moro numa cidade de quatrocentos mil habitantes onde tínhamos vinte e um pontos de auto-atendimentos (caixas eletrônicos). Hoje, fora das agências, só temos dois. O resto já foi explodido pela ação criminosa dos bandidos.

    Todos os pontos comerciais da cidade já foram vítima da bandidagem, com exceção de um, porque esse o dono está armado.

    E ainda falam que arma não traz segurança.
  • Emerson Luis  14/10/2015 12:33

    Se um ladrão for ferido pelo proprietário, o primeiro será considerado vítima.

    * * *
  •   19/11/2015 15:28
    Vejam o que bandidos pés-de-chinelo fazem com uma população indefesa e desarmada:

    globoplay.globo.com/v/4618628/
  • Roberto Jorge  25/05/2016 19:31
    Olha só esses safados o que fizeram!!


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