O papa Francisco e o populismo econômico

Desde que o finado Hugo Chávez chegou ao poder na Venezuela, em 1999, grande parte da América Latina tem estado firmemente sob o domínio de governos populistas de esquerda.

Caracterizados por líderes caudilhistas, por uma retórica demagógica, pela mobilização deliberada de um grupo contra o outro (pobres contra ricos, negros contra brancos, indígenas contra descendentes de europeus), pela atribuição da culpa dos problemas do continente aos estrangeiros, pela eliminação dos judiciários independentes, pela estatização de grandes segmentos da economia, e por tentativas de controlar a imprensa, todos esses regimes infligiram enormes prejuízos econômicos às nações latino-americanas.

Contrariamente às declarações públicas de celebridades de Hollywood (como Oliver Stone, Sean Penn e Michael Moore), a Venezuela é simplesmente o país em situação mais crítica, com hiperinflação, controles de preços, escassez de produtos básicos (tal como papel higiênico), uso sistemático de violência contra os críticos do regime e um completo desprezo pelo estado de direito.

Já a atitude dos líderes populistas latino-americanos em relação àquela instituição que ainda não foram capazes de dominar — a Igreja Católica — varia.  De um lado, eles estão constantemente em atrito com muitos bispos católicos.  Em janeiro de 2015, uma carta pastoral emitida pelos bispos católicos da Venezuela corajosamente descreveu as políticas do governo como "totalitárias e centralistas".  Nas palavras dos bispos, "o regime busca controlar todos os aspectos da vida do cidadão e de instituições públicas e privadas. Também ameaça a liberdade e os direitos de cidadãos e associações, tendo levado à opressão e ruína em todos os países em que foi tentado". 

A reação do governo a essa crítica foi a demagogia de sempre.  Não obstante, esses mesmos líderes populistas regularmente invocam os símbolos cristãos para tentar legitimar suas ideologias.  O "presente" que o presidente da Bolívia Evo Morales entregou ao papa Francisco, o "crucifixo comunista", é um exemplo disso.

Quaisquer que tenham sido os motivos do falecido padre que projetou a cruz (Luis Espinal, um ativista jesuíta), o fato de que a foice e o martelo simbolizam o materialismo filosófico, os estados policiais, o aprisionamento em massa, a tortura e o assassinato de milhões de pessoas nada significa para o provinciano mundo do populismo de esquerda latino-americano. 

"A influência anônima do ídolo dinheiro"

O que nos leva a algumas das declarações de Francisco durante sua recente visita à Bolívia.

Francisco conhece os movimentos populistas. Como arcebispo de Buenos Aires, ele teve de lidar com os Kirchners na Argentina e não desfrutava de boas relações com aquele governo peronista que prejudicou severamente uma nação que já havia se tornado um exemplo notório de autoimolação econômica ao longo do século XX.

Dito isso, algumas expressões utilizadas pelo papa Francisco na Bolívia durante o 2º Encontro Mundial de Movimentos Populares não somente ecoou temas particulares enfatizados pelos populistas da América Latina, como também recorreu a alguns de seus diagnósticos equivocados sobre os problemas da região.

Com efeito, qualquer pessoa que já passou algum tempo na América Latina sabe que a maioria desses países sofre de problemas econômicos profundos. Porém, embora o discurso do papa tenha observado que o estado de bem-estar não é a solução para esses desafios, sua análise das dificuldades da região foi falha.

Em primeiro lugar, Francisco discutiu as injustiças infligidas pelo "sistema", termo esse com o qual ele parece querer se referir à globalização econômica.  Esse "sistema", argumentou ele, resulta em uma "economia de exclusão" que nega a milhões de pessoas as bênçãos da prosperidade.  Francisco, em seguida, atacou especificamente "as corporações, os credores, e alguns tratados denominados de 'livre comércio'" como parte da "influência anônima do ídolo dinheiro" e do "novo colonialismo".

É difícil distinguir parte dessa retórica daquela utilizada por populistas latino-americanos, desde o falecido Juan Perón na Argentina a Evo Morales na Bolívia, passando por Rafael Correa do Equador, e Hugo Chávez e Nicolás Maduro na Venezuela.

Isso posto, é de se perguntar se o papa Francisco e seus conselheiros alguma vez já se deram ao trabalho de ler sobre os respectivos méritos do livre comércio em relação ao protecionismo.  Se o tivessem feito, saberiam que tarifas protecionistas e subsídios estatais são medidas que favorecem exatamente as grandes corporações nacionais — que passam a usufruir uma reserva de mercado dentro de seus respectivos países, podendo agora vender produtos ruins a preços altos para a população nacional, sem perigo de concorrência —, em detrimento dos mais pobres, que agora não apenas estão excluídos do mercado internacional, sem chances de adquirir produtos externos mais baratos (os quais elevariam sobremaneira seu padrão de vida), como também são obrigados a comprar apenas os produtos produzidos pelas grandes corporações nacionais.

Mais ainda: caso Francisco e seus conselheiros soubessem algo sobre livre comércio e protecionismo, já teriam percebido que tarifas protecionistas e subsídios estatais também são exatamente as medidas que permitem aos países já desenvolvidos limitar o acesso dos países em desenvolvimento aos mercados globais.

O protecionismo nada mais é do que uma medida imposta por burocratas que agem para proteger o interesse de grandes empresários nacionais (que são os grandes doadores de campanhas políticas), obrigando assim o consumidor (principalmente os mais pobres) a comprar apenas produtos nacionais caros e ruins, satisfazendo assim o grande empresariado do país.

Qual a consequência do protecionismo? Preços constantemente altos e péssimos produtos (por que se esforçar para fazer produtos bons se a concorrência foi suprimida?). 

Não há política mais anti-pobre do que tarifas de importação.  Por definição, é o protecionismo que é uma forma de "economia de exclusão" — não o livre comércio

Da mesma forma, embora o histórico das corporações multinacionais nos países em desenvolvimento não seja puro, o fato é que foram elas que proveram os investimentos e os empregos tão necessitados pela América Latina.  Como disse o economista Walter Williams:

Pelo bem da argumentação, suponha que, sem a presença de uma empresa multinacional, o melhor emprego que um ugandense pobre e sem instrução fosse capaz de conseguir lhe pagasse US$ 2 por dia.  E então vem uma empresa multinacional, constrói uma fábrica em Uganda e contrata esse ugandense por US$ 4 por dia, um salário muito abaixo daquele que ela paga aos seus empregados nos EUA.  Uma simples questão de bom senso diria que esse ugandense ficou em melhor situação em decorrência da presença de uma empresa multinacional.  E esse mesmo bom senso diria que ele estaria em pior situação caso essa multinacional fosse politicamente pressionada para sair do país.  Faz algum sentido dizer que uma ação que melhora a situação de um ugandense é uma "exploração"?

Francisco também lamentou que "novas formas de colonialismo" frequentemente reduzem os países em desenvolvimento a "meros fornecedores de matérias-primas e mão-de-obra barata".  Porém, se os países em desenvolvimento pararem de usufruir justamente essa que é frequentemente sua vantagem comparativa na economia global — sua mão-de-obra mais barata e seus vastos recursos naturais —, é difícil ver como eles poderiam gerar riqueza suficiente para tirar milhões da pobreza.

No que mais, países em desenvolvimento necessitam enormemente do capital externo caso queiram diminuir a pobreza.  Como disse Lee Kuan Yew, o pai da modernização de Cingapura:

Enquanto a maioria dos países do Terceiro Mundo denunciava a exploração das multinacionais ocidentais, nós as convidamos todas para ir a Cingapura.  Desse modo conseguimos crescimento, tecnologia e conhecimento científico, os quais dispararam nossa produtividade de uma maneira mais intensa e acelerada do que qualquer outra política econômica alternativa poderia ter feito.

Incoerente e desatento às evidências

Curiosamente, o discurso de Francisco não continha nenhuma palavra de reprimenda às contribuições dos regimes populistas da América Latina para os problemas da região. Nesse quesito, seus comentários apenas refletiram uma já conhecida cegueira latino-americana: a relutância em reconhecer que muitas das dificuldades da região são auto-infligidas, e frequentemente por governos eleitos pela maioria.

Quando perguntado sobre o discurso do papa, Frederico Lombardi, Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, descreveu-o como sendo parte de um "diálogo".  Mas um diálogo significativo envolve uma troca de visões na busca da verdade.  Infelizmente, não há nenhuma evidência de que Francisco está ouvindo, por exemplo, os cristãos que respeitam sua autoridade como sucessor de Pedro, que não creem que ele seja um socialista, que compartilham de seu compromisso com a redução da exclusão econômica, mas que respeitosamente explicam que alguns de seus comentários econômicos são incoerentes e alheios às evidências.

A esquiva do papa quanto às outras visões é estranha, uma vez que ele próprio reconhece que católicos fieis discordam sobre como tratar os desafios econômicos contemporâneos.

Em seu discurso, Francisco exortou seus ouvintes a tomarem a iniciativa de buscar formas para superar a pobreza econômica. É um bom conselho. O efeito macro de todos esses esforços, no entanto, será limitado caso não haja mudanças fundamentais nas instituições e nas atitudes que grassam na América Latina.  E a esse tipo de transformação cultural os populistas do continente certamente resistirão: afinal, isso significaria o fim do seu poder.

Mas isso também implica que os latino-americanos devem abandonar suas eventuais ilusões quanto à efetividade de uma "terceira via" latino-americana: dado o histórico econômico da região, a noção de que é possível haver uma "terceira via" latino-americana entre capitalismo e socialismo é puro sentimentalismo utópico

Como me disse um perceptivo padre e professor argentino em Buenos Aires no início desse ano, "Nós queremos simplesmente ser um país normal!" E normalidade significa os latino-americanos dizerem "não" aos Kirchners, Correas, Morales e Maduros da região, e também às suas ideias destrutivas.

Essa é uma mensagem que os latino-americanos — e também o papa Francisco — têm de ouvir.


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SOBRE O AUTOR

Dr. Samuel Gregg
é o diretor de pesquisas do Acton Institute.  Seu campo de atuação engloba política econômica, história econômica, ética nas finanças, e teoria do direito natural.  Possui mestrado em filosofia política na Universidade de Melbourne e doutorado em filosofia moral e economia política na Universidade de Oxford.

É o autor de vários livros, dentre eles Morality, Law, and Public Policy (2000), Economic Thinking for the Theologically Minded (2001), The Commercial Society (2007), The Modern Papacy (2009), Becoming Europe: Economic Decline, Culture, and How America Can Avoid a European Future (2013), and Tea Party Catholic: The Catholic Case for Limited Government, a Free Economy and Human Flourishing (2013).




O estado matou a liberdade dos açougues em prol dos empresários corporativistas

Há dez anos havia uma predominância muito maior de açougues de bairro. Eram comércios na maioria das vezes confiáveis e a procedência das carnes normalmente não era tão duvidosa quanto a vendida no supermercado.

Geralmente os donos desses açougues eram pais de família que manipulavam a carne com certo rigor, contratavam gente da vizinhança pra dar aquela força no comércio, faziam o bom e velho fiado pra quem não podia pagar na hora, enfim, era um tempo onde havia maior proximidade entre os produtos de consumo e o consumidor.

Mas eis que apareceu o governo e suas "bondades". E aí o açougueiro foi para o abismo com uma série de taxações, regulações, decretos, portarias, leis inúteis, legislações pesadas e tudo o mais necessário para acabar com um negócio promissor e confiável sob a desculpa de proteger os clientes daquele "malvadão" que – absurdo! – quer trabalhar e lucrar com o comércio de carnes.

E são tantas regras "protecionistas" que, sabendo da impossibilidade dos donos em cumpri-las de forma plena, os fiscais do governo se aproveitam da situação para caçar "irregularidades" como "a cor da parede", pedindo aquele salário mínimo para assinar o alvará de funcionamento.

Enquanto isso, o estado isentou as grandes empresas de impostos e multas sempre que possível, bem como das regras sanitárias que o açougueiro da esquina tem que cumprir. Enquanto o dono do açougue do bairro era impedido de obter uma mísera linha de crédito para investir em seu negócio, o governo fornecia uma gorda verba para as grandes empresas por meio do BNDES.

E veio o período maquiavélico de "aos amigos os favores, aos inimigos a lei", onde não há nada que impeça as grandes empresas. As dívidas caíam de 1 bilhão para 320 milhões, a "fiscalização" sanitária se tornou aliada e o Ministério da Agricultura passou a conceder seus selos livremente para os amigos do governo. Claro que isso teve um custo, pago com aquela verba pra campanha eleitoral para "resolver" tudo.

E o resultado não poderia ser diferente: nos baseando na confiança em um selo estatal e no sorriso técnico do Tony Ramos afirmando que "carne confiável tem nome!".

O corporativismo, ou seja, a aliança entre estado e grandes empresários, nos trouxe resultados deploráveis. Mas o malvado continua sendo o seu José da esquina, aquele que queria vender suas carnes e terminou fechando por excesso de burocracia estatal. Enquanto isso, os corporativistas da JBS, BRF e companhia cairão no esquecimento em breve.

O corporativismo brasileiro é um desastre sem fim.
Prezado Paulo, você reclama que teve emprego e salário, mas não ganhava tanto quanto os funcionários mais antigos e experientes. Você foi contratado a um salário menor e achou isso injusto. Queria já chegar ganhando o mesmo tanto que funcionários melhores e mais experientes, que já estavam lá há anos. É isso mesmo?

Não posso acreditar.

Outra coisa: você teve salário e emprego (e ainda teve plano de saúde!) graças à possibilidade de terceirização. E se fosse proibida a contratação de terceirizados? Será que você teria tido esse emprego e esse salário? Será que você sequer teria tido essa chance?

Desculpe, mas parece que você está cuspindo no prato que comeu. Você teve emprego e renda (e plano de saúde!) graças a uma liberdade de contrato, e agora vem dizer que essa liberdade foi ruim para você? Bom mesmo seria se o mercado de trabalho fosse restrito. Aí sim você já seria contratado como presidente...

É interessante como você parte do princípio de que o mundo não só lhe deve emprego e renda (e plano de saúde!), como ainda lhe deve um emprego extremamente bem-remunerado imediatamente após a contratação (você já quer entrar ganhando o mesmo tanto que os funcionários mais antigos e experientes).

De fato, ainda estamos deitados em berço esplêndido. Aqui todo mundo só quer saber de direitos.


P.S.: ainda no aguardo de você responder à pergunta do Leandro (a que aparentemente te deixou assim tão zangado): a terceirização nada mais é do que permitir que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?
Esse comentário não faz o menor sentido. Vc usa a linguagem jurídica e estatal para condenar pessoas, mas sem nenhum processo. Ter um cargo publico não pode ser crime no regime atual. Se vc se revelasse seria claramente processado por calunia e difamação. Pois não crime sem lei que o prescreva. Que é isso? Os libertários querem se unir aos marxistas para ditar regras de moral ao mundo. A existência de um aparato que extorque e atrapalha o desenvolvimento da população, pode ser imoral mas não pode ser considerado crime no sistema atual. Tente convocar uma assembleia constituinte libertaria e acabe com o sistema atual e talvez no seupais seja crime. Como podemos responder por crimes, contra uma legislação ideológica que ignoramos, que não aprendemos nem em casa e nem na mídia. Embora os recursos da receita federal sejam usados de ma fé, isso não faz da sua existência um crime. Antes de tudo existe um regulamento, produzido pelo consentimento da sociedade que prevê a existência daquele órgão. Pelo seu ponto de vista todas as pessoas são criminosas porque o estado não tributa tudo, mas regulamenta tudo. Então para ser um libertário coerente eu teria que cancelar meu CPF, abrir mão de todo beneficio estatal que veio parar nas minhas mão, mesmo sem que eu ferisse ninguém, renunciar minha cidadania brasileira, o que mais. Resumindo ter pessoas que respeitem os direitos civis e as liberdades individuais dentro do estado, é bem melhor do que ficar se gabando e massageando o próprio ego dizendo pra todo mundo, olha só nós estamos certo, todos vocês são ladroes, sem fazer nada pela liberdade.
Se há custos trabalhistas artificialmente altos e estes puderem ser reduzidos, então eles serão reduzidos.

Se uma empresa opera com custos trabalhistas artificialmente altos -- por imposição do governo -- e estes custos podem ser reduzidos -- porque há outros trabalhadores dispostos a fazer mais por menos --, então eles serão reduzidos.

Se a empresa não fizer isso, então ela estará -- por definição -- operando de forma ineficiente. Ele não durará muito. Com efeito, essa empresa só irá durar se operar com uma reserva de mercado garantida pelo governo. Aí sim. Excetuando-se isso, ela estará queimando capital e comprometendo sua capacidade de investimento e expansão no futuro. Será rapidamente abarcada pela concorrência.

No mais, é interessante notar que as pessoas querem livre concorrência para tudo e todos, menos para elas próprias. Todos nós queremos competição entre empresas para que haja produtos melhores e preços menores, mas não queremos competição para o nosso emprego. Quando a concorrência chega até nós, queremos que políticos criem leis que garantam nossa estabilidade. Agora, querem até proibir empresas de contratar outras pessoas que não nós mesmos. Há totalitarismo maior do que esse?

Vale ressaltar o óbvio: essa lei da terceirização nada mais é do que uma permissão para que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente -- por favor, me digam -- seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?
Ei, Marcelo Siva, quer falar de escravidão? Vamos lá (aliás, é hora de você começar a responder perguntas, como todos fizeram com as suas):

Quem é que adota políticas -- como déficits orçamentários e expansão do crédito via bancos estatais -- que destroem o poder de compra do dinheiro, perpetuando a pobreza dos mais pobres?

Quem é que, além de destruir o poder de compra do dinheiro -- gerando inflação de preços -- ainda impõe tarifas protecionistas para proteger o grande baronato industrial, com isso impedindo duplamente que os mais pobres possam adquirir produtos baratos do exterior?

Quem é que, ao estimular a expansão do crédito imobiliário via bancos estatais, encarece artificialmente os preços das moradias e joga os pobres para barracões, favelas e outras áreas com poucas expectativas de vida?

Quem é que impede que os moradores de favelas obtenham títulos de propriedade, os quais poderiam ser utilizados como garantia para a obtenção de crédito, com o qual poderiam abrir pequenas empresas, fornecer empregos e, de forma geral, se integrar ao sistema produtivo?

Quem é que tributa absolutamente tudo o que é vendido na economia, e com isso abocanha grande parte da renda dos pobres?

Quem é que, por meio de agências reguladoras, carteliza o mercado interno, protege grandes empresários contra a concorrência externa e, com isso, impede que haja preços baixos e produtos de qualidade no mercado, prejudicando principalmente os mais pobres?

Quem é que cria encargos sociais e trabalhistas que encarecem artificialmente e mão-de-obra e, com isso, gera desemprego, estimula a informalidade e impede que os salários sejam maiores?

Quem é que confisca uma fatia do salário do trabalhador apenas para que, no futuro, quando este trabalhador estiver em situação ruim, ele receba essa fatia que lhe foi roubada de volta (e totalmente desvalorizada pela inflação)?

No aguardo das suas respostas.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2383

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Mr Citan  21/07/2015 14:37
    Ao ver esta foto, cheguei a conclusão que o Sr. Jorge Mario Bergoglio desonrou o nome do cargo ao que foi eleito (Papa), cargo este que Karol Wojtyla (João Paulo II) usou e honrou para livrar os católicos e demais pessoas a serem livres do Comunismo, ideologia que só trouxe morte e destruição, e apenas o paraíso na terra para os comandantes e mandatários.
    Pra mim já ficou marcado na Santa Sé como o "Papa Comunista".
  • Lopes  21/07/2015 15:05
    Não gostaria de fazer intromissão nos assuntos católicos, porém se este papa fosse a frente da Igreja Católica durante a Guerra Fria, temo que estaria beijando as botas dos soviéticos e afirmando que suas atitudes são conciliatórias.

    Não haverá mais pontífices da mesma simpatia, coragem moral e sabedoria que João Paulo II?
  • Mr Citan  21/07/2015 18:40
    Segundo as profecias de São Malaquias, este Papa atual seria o último, e com isto o viria o fim da ICAR.

    Dado as mancadas que o Sr. Jorge Bergoglio tem feito ultimamente, se continuar neste ritmo de papado e com poderes absolutos, as chances de isto acontecer são grandes. :-D

    Só lamento que a ICAR esteja flertando com o populismo com ideiais socialistas, ao ponto de ser uma case amplificada da CNBB.

    Tinha certa esperança que ele seguiria os passos de JP II, ainda mais ele sendo um dos desafetos dos Kichner.

    Como eu estava enganado.
  • Louro José  21/07/2015 15:11
    Mais que o "papa comunista", me parece ser o "papa idiota".
  • Huguinho  22/07/2015 02:10
    Na minha opinião, mais que o "papa idiota", me parece ser o "papa comunista". Afinal, a idiotia explica muita coisa, mas chega um ponto em que ela não consegue fornecer explicação razoável para todos os fatos, forçando-nos a considerar que estamos lidando com um canalha, não um simples idiota.
  • Rudinei Fernando Brovoski   21/07/2015 14:44
    Criticam o capitalismo como propulsor da pobreza. Só se esqueceram que foi o capitalismo quem deu ao mundo a possibilidade de acolher mais uns 4 bilhões de pessoas. Quem conhece um pouco de história, sabe como o passado vivia em crises de fome, e o quanto caro era um par de chinelos. O Papa é pop.
  • X MEN   21/07/2015 15:23
    O Papa é pop .
  • Luiz Afonso  21/07/2015 15:30
    Este papa não tem o mínimo conhecimento de livre comércio, economia, capitalismo. Ele usa da mesma retórica falha dos tiranetes Socialistas da América Latina.

    Agora além da mídia, dos governos os liberais tem que se preocuparem com a Igreja?

    Ora se a Igreja quer melhorar de vida os pobres, ela deve lutar por mais liberalismo econômico e portanto mais capitalismo e não fazer discursos que ajudam aos políticos Socialistas da América Latina.
  • Louro Jose  21/07/2015 18:42
    A teologia da libertação explica.
  • Natan  21/07/2015 21:28
    A tática de Gramsci está funcionando certinho: "se infiltrar nas Igrejas para promover a causa do Comunismo".

    Esse Papa nada mais é do que um dos milhares de líderes religiosos formados todos os anos sob a Teologia da Libertação.
  • Luis  21/07/2015 16:09
    Na Roma antiga, a cruz era o instrumento da pena de morte. Para os comunistas ateus, a foice e o martelo são o simbolo da pena de morte para Cristo. E digo mais, se eu fosse um fanático religioso e anti-comunista, diria que Karl Marx é o anti-Cristo.
  • Andre  21/07/2015 16:37
    Sendo o papa um latino-americano é compreensível que ele pense que o capitalismo é ruim e que o governo um dia irá salvar todos os latino-americanos dos capitalistas malvados e então a América Latina será o primeiro continente cheio de países desenvolvidos não capitalistas.

    Afinal de contas a maioria dos latino-americanos pensa EXATAMENTE assim.

    Eu nem acho que esse papa seja comunista não, acho que é só um perfeito idiota latino-americano mesmo.
  • Thiago Augusto  22/07/2015 13:17
    Subscrevo.
    Antes de ser o Papa Franciso, era Jorge Mario Bergoglio, um cidadão argentino, latino-americano, receptáculo de toda informação manipulada que nos alcança, resultado de toda essa lavagem cerebral.
  • Marcos Roberto Vicente dos Santos  21/07/2015 16:38
    O cristianismo surgiu para tornar as pessoas livres. Quando vemos discursos que invocam o poder do Estado para lutar pela liberdade do povo, algo está errado. Pois é o povo que deve impor sua liberdade ao Estado. Qualquer justificativa que contraria isso, está fazendo um deserviço ao cristianismo.
  • Andre  21/07/2015 16:39
    Esse papa é quem deveria abdicar.
  • Cramunhão  21/07/2015 17:01
    Não é à toa que a imprensa ama esse papa.
  • Dom Comerciante  21/07/2015 18:06
    O papa é pop... fazer o quê? Só espero que o próximo papa tenha o mínimo de instrução em economia, pelo menos vai ter vergonha na cara e não vai defender criminosos comunistas.
  • Fernando  21/07/2015 18:11
    Ele apoia esse tiranos, até o dia em que eles tiverem poder para destruir a igreja.

    O dilema que o mundo vai ter que superar, será o combate ao fortalecimento de governos que restringem a liberdade. No dia que um evangélico for presidente do Brasil, os padres católicos irão perder todos os seus fiés por beneces de outras igrejas. Ou então, quando um ateu comunista assumir o poder e fazer o comunismo como uma religião, aí eles terão que aguentar a restrição à liberdade.

    Quem defende poder extremista que restringe liberdade, vai acabar sendo proibido de ter seus próprios interesses.

    Esse crucifixo é uma piada ! A igreja já condenou o comunismo.

    Os Papas sempre tiveram o dom da conciliação. Ficar exigindo coisas é um erro grave.
  • Bidu  22/07/2015 02:33
    Ou então, quando um ateu comunista assumir o poder e fazer o comunismo como uma religião, aí eles terão que aguentar a restrição à liberdade.

    Bem, caso não tenha percebido, na América Latina esse dia já chegou.
  • Pobre Paulista  21/07/2015 18:23
    Abaixo o Capitalismo. Agora pague seu dízimo.
  • Dalton C. Rocha  21/07/2015 19:30
    Em março de 1937, o então Papa Pio XI publicou a encíclica Divini Redemptoris. Ver site w2.vatican.va/content/pius-xi/pt/encyclicals/documents/hf_p-xi_enc_19370319_divini-redemptoris.html . Lá tem estas coisas escritas: "A doutrina comunista que em nossos dias se apregoa, de modo muito mais acentuado que outros sistemas semelhantes do passado, apresenta-se sob a máscara de redenção dos humildes. E um pseudo-ideal de justiça, de igualdade e de fraternidade universal no trabalho de tal modo impregna toda a sua doutrina e toda a sua atividade dum misticismo hipócrita, que as multidões seduzidas por promessas falazes e como que estimuladas por um contágio violentíssimo lhes comunica um ardor e entusiasmo irreprimível, o que é muito mais fácil em nossos dias, em que a pouco eqüitativa repartição dos bens deste mundo dá como conseqüência a miséria anormal de muitos. Proclamam com orgulho e exaltam até esse pseudo-ideal, como se dele se tivesse originado o progresso econômico, o qual, quando em alguma parte é real, tem explicação em causas muito diversas, como, por exemplo, a intensificação da produção industrial, introduzida em regiões que antes nada disso possuíam, a valorização de enormes riquezas naturais, exploradas com imensos lucros, sem o menor respeito dos direitos humanos, o emprego enfim da coação brutal que dura e cruelmente força os operários a pesadíssimos trabalhos com um salário de miséria."
    " Aqui tendes, Veneráveis Irmãos, diante dos olhos do espírito, a doutrina que os comunistas bolchevistas e ateus pregam à humanidade como novo evangelho, e mensagem salvadora de redenção! Sistema cheio de erros e sofismas, igualmente oposto à revelação divina e à razão humana; sistema que, por destruir os fundamentos da sociedade, subverte a ordem social, que não reconhece a verdadeira origem, natureza e fim do Estado; que rejeita enfim e nega os direitos, a dignidade e a liberdade da pessoa humana."
    "Além disso, os arautos do comunismo não ignoram que podem tirar partido, tanto dos antagonismos de raça como das dissensões e lutas em que se entrechocam as diferentes facções políticas, como enfim daquela desorientação que lavra no campo da ciência, onde a própria idéia de Deus emudece, para se infiltrarem nas Universidades e corroborarem os princípios da sua doutrina com argumentos pseudocientíficos."
  • anônimo  21/07/2015 23:17
    O Sr. Jorge Mario Bergoglio é oficialmente da ordem dos Jesuítas. Os Jesuítas sempre foram, de maneira explícita, a congregação mais comunista dentro da Igreja.

    Isso explica o porquê do Sr. Evo Morales ter 'presenteado' o Papa com aquele crucifixo: um presente digno do atual Papa.

    Os Jesuítas, desde sua criação por Inácio de Loyola, lá pelos idos de 1520, nunca foram bem aceitos por reis católicos e até mesmo pelo próprio Vaticano, em determinadas épocas. Por motivos óbvios.

    A cultura da América Latina foi grandemente influenciada por esses 'missionários'. E por incrível que pareça, é uma cultura que sobrevive até hoje.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  22/07/2015 00:03
    Bandidos.
  • Analista de Bage  22/07/2015 05:08
    Não é de hoje que eu digo que esse Papa Bergoglio é simpatizante do comunismo. Já criticou várias vezes o mercado financeiro, livre comércio e o consumo.
    Escrevam o que eu digo: essa reunião de comunistas no mundo todo (governos populistas das republiquetas latino-americanas, papa comunista, obama amiguinho de cuba e do irã, BCE que dá dinheiro para a Grécia atirar pela janela), isso tudo não vai acabar bem!!!
    Ninguém mais quer trabalhar e se esforçar para crescer na vida, a maioria dos jovens está esperando tudo de mão beijada do governo.
    Vejo nuvens negras no horizonte... A tempestade está vindo...
  • Patrick   22/07/2015 09:57
    Não me espanta. A icar sempre foi pro pobreza e contra lucro (usura). Só houve real desenvolvimento após a reforma protestante. Ela só está voltando ao seu lugar comum histórico.
  • Tiago silva  22/07/2015 10:04
    (Off topic)Peço desculpa pro poluir a secção de comentários,mas tenho esta dúvida.

    Eu gostaria de saber o que vocês pensam em relação a portagens no centro das cidades,tendo em conta o paradigma actual?

    E já agora como vocês acham que seria um sistema de transporte público barato e eficiente em ambiente de concorrência,acham o metro uma alternativa rentável a iniciativa privada?
  • Andre Cavalcante  22/07/2015 13:25
    Olá Tiago Silva

    "Eu gostaria de saber o que vocês pensam em relação a portagens no centro das cidades,tendo em conta o paradigma actual?"

    Não entendi bem o sentido de paradigma atual de sua questão. Assumindo que seja ação governamental e ruas públicas, então a cobrança é apenas mais uma forma de alimentar a máquina governamental, uma vez que já pagamos impostos, teoricamente, para o governo manter as ruas públicas e funcionais.

    Em um mundo sem governo as ruas seriam privadas e haveria cobrança (talvez mais barato, porque haveria concorrência). O problema não é a cobrança em si, mas a cobrança forçada, ou seja, não voluntária, que o governo faz.


    "E já agora como vocês acham que seria um sistema de transporte público barato e eficiente em ambiente de concorrência,acham o metro uma alternativa rentável a iniciativa privada?"

    Veja este artigo: www.mises.org.br/Article.aspx?id=1963.
    Depois comente lá mesmo o que achou e se respondeu às suas indagações.

  • Osilávio  22/07/2015 12:48
    Mudando um pouco de assunto,gostaria de saber qual a posição dos amigos e da EA o posicionamento em relação ao financiamento público de campanha.
  • Eugen  22/07/2015 18:20
    Dinheiro de impostos, que deveria estar indo para a segurança e para a infra-estrutura, irá financiar a propaganda desses vagabundos. Precisa comentar mais?

    Aliás, ainda quero saber como é que vão coibir o caixa dois nesse arranjo. Ninguém nunca explicou.

    E, se a preocupação é com a doação de empresas, então piorou: a tendência é que, nesse novo arranjo, tais doações sejam ainda mais volumosas (afinal, não mais terão de declarar nada).

    Por outro lado, se isso for aprovado, confesso que acharei bom: tão logo a população se dê conta de que está pagando impostos para financiar jingles, cartazes e maquiagem de políticos, talvez -- talvez! -- ela se revolte e passa a amar menos o estado.
  • Guilherme  23/07/2015 14:38
    Se o financiamento for público, não será permitido o privado. Dessa forma o controle é muito fácil, afinal todos sabem quanto cada um pode gastar. Se as doações privadas forem exorbitantes, logo se notará, e deverá haver prestação de contas.

    Pra quem defende o não-intervencionismo, doação privada é uma aberração, afinal os políticos ficam com o rabo preso, e o "dever" de retribuir o apoio da campanha.

    Ainda, com o financiamento público, haverá maior igualdade de condições, e partidos pequenos também podem participar dos processos eleitorais, em vez de serem soterrados sob o poder dos investimentos privados aos partidos maiores.
  • Nelson  24/07/2015 19:02
    O fato da "doação privada de campanha" ser proibida não me parece ser argumento suficiente para afirmar que ela não continuaria ocorrendo pelas vias alternativas (sem declaração explícita, ou seja, por baixo dos panos).

    Até hoje, eu nunca ouvi falar de algum político que tenha por hábito "recusar dinheiro", ainda mais quando este lhe é oferecido tão generosamente por potenciais "parceiros de negócios".

    O que poderia resultar, em minha opinião seria uma mudança no "handicap" dos políticos na hora de fraudar processos licitatórios e desviar dinheiro com a ajuda dos empresários corruptos companheiros:

    - Em vez de se colocarem em posição desfavorável de "devedor", os políticos estariam em pé de igualdade (ou até em vantagem) com os grandes empresários corruptos, podendo negociar "melhores e mais vantajosos termos" nas suas negociações criminosas, uma vez que essa "simbiose" do político corrupto com o empresário corrupto constitui uma das modalidades mais utilizadas para fraudar e assaltar o erário.

    Além disso, como já foi dito em posts anteriores, fica aberto o caminho para a formação do caixa 2 de campanha, abastecido com o dinheiro dos cofres públicos. Inclusive me parece que haveria o risco de se criar um álibi para a "lavagem do dinheiro" das doações clandestinas dos empresários. Entraria tudo na roda, bastando para isso apresentar notas fiscais e contratos de prestação de serviços com preços adulterados.

    Esse dinheiro público passaria então a financiar campanhas de marketing de partidos em vez de ser utilizado em benefício da população, na melhoria dos serviços públicos, em infraestrutura etc... Eu tenho certeza que pouca gente ficaria feliz de saber que seus pesados impostos financiam as campanhas milionárias dos partidos em vez de melhorar a vida do cidadão contribuinte.

    Por certo, o modelo atual também é fraudável. Entretanto, me parece ser muito mais por culpa dos agentes envolvidos no processo do que pelo modelo em si.

    Já que não podemos assegurar a idoneidade dos agentes envolvidos, o que vejo de vantagem no modelo vigente de financiamento privado, é uma maior proteção do erário da "mão boba" dos políticos e empresários corruptos, quando comparado com o modelo público proposto de financiamento de campanha.
  • anônimo  25/07/2015 12:46
    O problema do financiamento privado de campanha é o fato de que os burocratas têm poder político demais pra trocar por dinheiro de lobistas e cupinchas, e não o fato do dinheiro vir da iniciativa privada.
    Quem tem que financiar o partido é quem livremente decide apoiá-lo - agora, se isso dá margem pra Odebrecht's, Andrade Gutierrez's e tutti quanti fazerem a festa com as facilidades garantidas pelos seus amiguinhos do governo, o que precisa ser combatido é isso, o tanto de dinheiro e favorecimento político que esses burocratas têm nas mãos pra distribuir, afinal, eles vão distribuir de um jeito ou de outro, com ou sem financiamento privado das campanhas políticas.

  • Guilherme  28/07/2015 12:30
    O ideal seria que doadores fossem impedidos de contratar com a Administração.
    Doa quem quer realmente apoiar uma campanha. Problema é que o dinheiro viria por outros meios, empresas de fachada, etc.
  • Jax 2  25/07/2015 01:54
    "Financiamento público de campanha" é uma aberração contra a liberdade.
  • Luiz Afonso  22/07/2015 12:49
    Leiam a ética protestante o espírito capitalista de Max Weber e saberão que quem trouxe desenvolvimento econômico para as nações desenvolvidas foi o protestantismo.

    A Igreja sempre esteve apegada a princípios ascéticos, contra o lucro e usura e pró pobreza.

    A Igreja prega a pobreza material como ideal espiritual. Esta é a verdade.

    Então ser pelos pobres na visão deturpada Socialista e também da Igreja é criticar o capitalismo e o livre mercado.

    Esquecem eles que é o livre mercado e o capitalismo quem gera riquezas e tira o pobre da sua condição miserável, não é o Socialismo.

    É o livre mercado capitalista quem trouxe o avanço tecnológico e social e não o Estado.
    mas esta é uma outra história.

    O fato é Igreja católica é contra o lucro e contra a usura e é cheia de Socialistas.
  • Cristian Rahmeier  23/07/2015 04:27
    Este livro "Ética Protestante" é totalmente furado. É cheio de falhas. A Suíça sempre foi um país de maioria católica, vai dizer que lá tem menos liberdade? O Canadá é outro país de maioria católica. Na Suécia e vários outros países, como a Inglaterra, o protestantismo só prosperou porque a Igreja Católica foi expulsa e vários padres forma mortos. A Alemanha já era um país rico antes do protestantismo. Mesmo assim, a população de católicos na Alemanha é, ligeiramente, maior que a protestante. O Lutero prosperou por causa da ajuda do rei que não queria ter seu poder ameaçado pela Igreja. Mas devo concordar com você, deve ser muito difícil morar na Europa, não é mesmo? Cara, não adianta apenas ler "Mises", você deve ter coerência.
  • Luiz Afonso  23/07/2015 13:05
    O livro trata de potências econômicas como Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra e países onde o Calvinismo e o religiões protestantes que pregavam que o lucro era algo bom e divino e a doutrina da pré destinação era incutida na mentalidade do povo.

    É inegável que estas doutrinas trouxeram um maior desenvolvimento as nações que hoje por coincidência são as mais desenvolvidas do planeta.

    Compare as nações mais desenvolvidas protestantes com as de orientação católica e verá que sim o livro estava correto em sua teoria.

    O catolicismo é impregnado de ascetismo e condenação a busca do lucro e a " ganância da usura".

    Qualquer livro católico vc verá a condenação da busca do lucro desenfreado e da usura como pecados capitais. Está nas entrelinhas do discurso católico a valorização da virtudes da humildade e da pobreza material.

    os protestantes principalmente da linha calvinistas que fundaram os Estados Unidos valorizavam a busca do lucro como algo bom e divino e isto contribuiu com a ascensão do modelo capitalista. Negar isto é negar a história e os fatos.


  • Guilherme  23/07/2015 14:32
    Essa é uma verdade parcial. Humildade sim, pobreza material não.

    É óbvio que por ser uma instituição milenar, teve muitas influências políticas e muitas falhas, mas cada um interpreta como lhe aprouver.
    Por exemplo, pode olhar pelo lado das parábolas dos sujeitos que recebem dons, um enterra, os outros investem e coisa e tal. Cada um olha pelo lado mais conveniente.

    Também é óbvio que a bíblia é um livro antiquíssimo, com leis de apedrejamentos e etc, mas o ponto positivo é que a igreja está mudando... lentamente mas está. Mas enquanto influencia comportamentos de uma pequena parcela que segue a igreja a risca, é teoria conspiracionista acreditar que influenciaria no destino ou no sistema econômico de toda uma nação moderna.
  • Cristian Rahmeier  25/07/2015 02:39
    Eu já li este livro e não faz o menor sentido. Eu até entendo em parte, mas ele está errado. A Suécia tem maioria protestante, mas já era rica antes do protestantismo. Hoje é um país de maioria protestante, porque os católicos foram mortos ou expulsos do país. A Inglaterra já era rica antes e a Igreja Católica foi expulsa do país e todos que se declarassem católicos romanos eram perseguidos, os padres tinham que se esconder para não serem mortos. Na Alemanha da mesma forma. A Suíça é um país de maioria católica e banca até hoje a guarda do Vaticano. Veja o Canadá, um dos países mais ricos do mundo; veja a Europa. A Igreja Católica tornou a polônia no que é hoje, graças ao São João Paulo II. Em muitos países da Europa a Igreja foi perseguida por causa do comunismo e muitos religiosos foram mortos, nestes países o socialismo teve sucesso por um tempo. Eu já fui seminarista e sei que a Igreja do Brasil não é bem vista no Vaticano devido seu alinhamento.
  • Guilherme  22/07/2015 13:34
    Pra começar acho engraçado que ninguém ache que em nome do capitalismo, se tenha matado, torturado ou prendido alguém em campos de concentração.

    Depois, peço que me expliquem qual a vantagem de abrir o comércio e competir com uma china, e para tanto, ter que pagar salários que seriam dignos de um regime escravocrata.
    Uma empresa que entre no mercado nacional nunca pagaria mais do que o mercado local paga. É uma coisa nada mais do que lógica, afinal ela tem vagas finitas de trabalho, e os trabalhadores fariam fila pra trabalhar lá.

    Ainda, o capital gerado por uma empresa estrangeira não fica no país. O conhecimento técnico é detento pela empresa estrangeira, o que gera um desnível na balança: O país fica dependente da tecnologia estrangeira, o que leva a acordos não favoráveis. Não só no campo trabalhista mas também ambiental e econômico.

    Outro ponto que me parece desligado da realidade é acreditar que se tenha acesso a produtos importados de alta qualidade e ainda baixo valor. Produtos estrangeiros de alta qualidade já são vendidos nacionalmente, e apesar da alta taxação, apresentam valores altos simplesmente porque a economia comporta e paga.

    Por fim, empresas nacionais sem condições de competir internacionalmente invariavelmente falem, e como se vê, ou acabam tendo que ser resgatadas pelo estado, ou vão pro ralo, e ficamos novamente dependentes das corporações internacionais.

    Os lugares que abriram completamente pro capital externo foram micro países "fabricados" durante a guerra fria, com altas intervenções pós guerras, que nem ao menos têm recursos próprios significativos, e se alimentam do sistema capitalista internacional meramente como intermediadores.

    Realmente não vejo panorama favorável dentro dessa conjuntura. Está já caracterizado a falha do capitalismo, como qualquer sistema extremo, e se o capitalismo atual não é o mais puro e idealizado, é porque se viu que não funcionaria. Defender a abertura total é a mesma irracionalidade utópica que defender o comunismo.
  • Leandro  22/07/2015 15:15
    "Pra começar acho engraçado que ninguém ache que em nome do capitalismo, se tenha matado, torturado ou prendido alguém em campos de concentração."

    E eu acho engraçado que ações puramente estatais -- sejam elas tortura, bombardeio de países e campos de concentração (exclusividade dos comunistas) -- sejam atribuídas ao capitalismo e ao livre mercado.

    Quem invade países, quem tortura, quem prende, e quem bombardeia são governos geridos por políticos. Desconheço que Steve Jobs, Jeff Bezos, Michael Dell e Bill Gates tenham incorrido nas práticas acima, ou que tenham se beneficiado delas. Gostaria muito de saber como um capitalista ganha algo quando populações (seu potencial mercado consumidor) são dizimadas.

    "Depois, peço que me expliquem qual a vantagem de abrir o comércio e competir com uma china, e para tanto, ter que pagar salários que seriam dignos de um regime escravocrata."

    Quem tem de explicar essa total falta de lógica é você.

    Quer dizer então que o fato de eu poder comprar panos e pentes baratos da China significa que o garçom, o mecânico, o dentista, o advogado, o açougueiro e até mesmo os operários da indústria automotiva e da construção civil do Brasil serão escravizados?! Você realmente se leva a sério?

    A meu ver, o simples fato de todas essas pessoas agora terem acesso a produtos mais baratos significa, por definição, que elas tiveram um aumento real de seus salários, os quais agora têm um poder de compra muito maior.

    "Uma empresa que entre no mercado nacional nunca pagaria mais do que o mercado local paga. É uma coisa nada mais do que lógica, afinal ela tem vagas finitas de trabalho, e os trabalhadores fariam fila pra trabalhar lá."

    Ininteligível. O que é "mercado nacional" e o que é "mercado local"? Uma empresa que se instala em São Paulo, no Itaim-Bibi, não pagará mais do que os salários vigentes no interior do Piauí?

    "Ainda, o capital gerado por uma empresa estrangeira não fica no país. O conhecimento técnico é detento pela empresa estrangeira, o que gera um desnível na balança: O país fica dependente da tecnologia estrangeira, o que leva a acordos não favoráveis. Não só no campo trabalhista mas também ambiental e econômico."

    Ignorância crassa de sua parte. Países em desenvolvimento, justamente por não terem o mesmo conhecimento técnico dos países já avançados, necessitam urgentemente de investimentos estrangeiros, os quais permitem a transferência de conhecimento.

    O conhecimento acompanha o investimento: o capital estrangeiro vem acompanhado de conhecimento estrangeiro. Nenhum país saiu do subdesenvolvimento para o desenvolvimento sem investimento estrangeiro. Isso nem é ideologia; é empiria.

    Se um país esnoba os investimentos estrangeiros, ele está mandando um sinal bem claro ao resto do mundo: "mantenham sua riqueza financeira e intelectual longe daqui; não queremos nada de vocês".

    Há um país que faz exatamente isso que você defende: a Coréa do Norte.

    "Outro ponto que me parece desligado da realidade é acreditar que se tenha acesso a produtos importados de alta qualidade e ainda baixo valor."

    Agora você falou uma verdade. Um brasileiro que realmente acredite que tem "acesso a produtos importados de alta qualidade e ainda baixo valor" está totalmente desligado da realidade.

    Não só o governo brasileiro tributa de maneira escorchante as importações para proteger a FIESP (somos comprovadamente o país mais fechado do muno), como ainda nem sequer temos mais uma moeda com poder de compra.

    Ou seja, nossa economia está fechadinha, como você quer: há tarifas de importação extorsivas e nossa moeda não tem mais nenhum poder de compra. Pela sua lógica, era para a nossa indústria estar bombando. Ooops...

    "Produtos estrangeiros de alta qualidade já são vendidos nacionalmente, e apesar da alta taxação, apresentam valores altos simplesmente porque a economia comporta e paga."

    Entendi... Impostos, tarifas de importação e câmbio desvalorizado não influenciam em absolutamente nada. Por essa lógica, se as tarifas forem para 1.000% e o dólar para R$10, tudo continuará igual.

    "Por fim, empresas nacionais sem condições de competir internacionalmente invariavelmente falem, e como se vê, ou acabam tendo que ser resgatadas pelo estado, ou vão pro ralo, e ficamos novamente dependentes das corporações internacionais."

    Empresas falem porque os consumidores, voluntariamente, se recusam a continuar comprando seus produtos. Quem defende salvamento de empresas falidas está, na prática, querendo anular a decisão soberana e voluntária dos consumidores.

    Você arrogantamente quer sobrepujar essa decisão soberana dos consumidores e quer tomar o dinheiro de todos para manter empresas falidas -- as quais os consumidores já deixaram claro que não querem que continuem existindo -- em funcionamento.

    No que dependesse de você, empresas fabricantes de máquinas de escrever, de lampião a gás e de carruagens estariam sendo subsidiadas até hoje.

    "Os lugares que abriram completamente pro capital externo foram micro países "fabricados" durante a guerra fria,"

    Como? Hong Kong, Cingapura, Suíça, Austrália, Nova Zelândia, Chile etc. passaram a existir somente durante a guerra fria? Antes era tudo um deserto naquelas regiões?

    "que nem ao menos têm recursos próprios significativos, e se alimentam do sistema capitalista internacional meramente como intermediadores."

    Entendi. Tais locais, então, operaram verdadeiros milagres, né? Não têm nada para oferecer, se tornaram apenas intermediadores (de quê?), enganaram todo mundo, e hoje desfrutam os maiores padrões de vida do mundo apenas na base do ludibrio. Levaram todo o resto do mundo no gogó. Invejável, hein?

    "Realmente não vejo panorama favorável dentro dessa conjuntura."

    De qual conjuntura?

    "Está já caracterizado a falha do capitalismo, como qualquer sistema extremo"

    É hipnotizante essa capacidade que vocês têm de inverter valores com a cara mais lavada do mundo. O que está em crise insolúvel hoje é o modelo de bem-estar social; é o estado social-democrata (vide Grécia e Brasil).

    Países de economia mais livre -- HK, Cingapura, Suíça, Austrália, Nova Zelândia -- não enfrentam nenhuma crise grave.

    "e se o capitalismo atual não é o mais puro e idealizado, é porque se viu que não funcionaria."

    Oi? Cite um único país que adotou um capitalismo "puro e idealizado" e logo em seguida "viu que não funcionaria". Apresente argumentos e números para embasar sua tese. Volte apenas quando tivê-los.

    "Defender a abertura total é a mesma irracionalidade utópica que defender o comunismo."

    Quem fez a abertura total (HK e Cingpaura, além de Suíça, Austrália e Nova Zelândia em grau menor) não apenas não reverteu a política, como ainda prosperou.

    Utopia, atualmente, é defender o estado social-democrata.
  • Luiz Afonso  22/07/2015 16:47
    "Pra começar acho engraçado que ninguém ache que em nome do capitalismo, se tenha matado, torturado ou prendido alguém em campos de concentração."

    Explique por que o capitalismo e o livre mercado precisam de guerras? Guerras são feitas por Estados intervencionistas. Ao contrário, com o livre mercado, não haveria mais guerras - afinal de contas, os territórios seriam livres para comércio.

    Quem pratica guerras portanto são Estados intervencionistas e estes não agem em nome do livre mercado e sim a fim de manter o monopólio comercial deste Estado naquela região.

    "Depois, peço que me expliquem qual a vantagem de abrir o comércio e competir com uma china, e para tanto, ter que pagar salários que seriam dignos de um regime escravocrata. Uma empresa que entre no mercado nacional nunca pagaria mais do que o mercado local paga. É uma coisa nada mais do que lógica, afinal ela tem vagas finitas de trabalho, e os trabalhadores fariam fila pra trabalhar lá."

    O que faz baixar os salários é a baixa qualificação dos empregados e também a alta carga de impostos mais uma vez por culpa do Estado, que impede do empresário pagar mais por seu funcionário para se tornar competitivo.

    Muito embora uma empresa estrangeira realmente busque pagar menos para um funcionário nacional, este "menos" é do mesmo nível que este funcionário já recebe em relação ao que receberia de uma empresa nacional -- ou então, como é o caso da China, recebem mais, pois antes trabalhavam por um prato de comida.

    Na medida em que os empregados se qualificam e as empresas crescem e se tornam competitivas, automaticamente os salários aumentam. Ou você acha que uma empresa vai correr o risco de perder funcionários qualificados para uma empresa concorrente?

    Veja que nem precisa haver altruísmo por parte do empresário; basta bom senso para saber que qualquer empresa competitiva mantém funcionários qualificados com bons salários nela, sob pena de perder eles para a concorrência.

    "Ainda, o capital gerado por uma empresa estrangeira não fica no país. O conhecimento técnico é detento pela empresa estrangeira, o que gera um desnível na balança: O país fica dependente da tecnologia estrangeira, o que leva a acordos não favoráveis. Não só no campo trabalhista mas também ambiental e econômico"

    Você ignora completamente a troca de conhecimento tecnológico e o aperfeiçoamento técnico que os empregados conquistam com a chegada de uma empresa com tecnologia estrangeira no mercado nacional.

    O capital gerado não fica no país? E os impostos pagos por esta empresa? Não são usados para finalidades sociais e os salários pagos não servem para o benefício dos funcionários locais? Que ignorância de sua parte.

    "Outro ponto que me parece desligado da realidade é acreditar que se tenha acesso a produtos importados de alta qualidade e ainda baixo valor. Produtos estrangeiros de alta qualidade já são vendidos nacionalmente, e apesar da alta taxação, apresentam valores altos simplesmente porque a economia comporta e paga."

    Mão possuímos acesso a produtos importados de alta qualidade com baixo valor devido à alta carga tributária que torna inviável o seu comércio e portanto obtenção de lucro por aqui. Apresentam valores altos porque a economia paga? Apenas uma pequena fatia desta economia: os mais ricos.

    Se não houvesse tantas barreiras tributárias e impostos, estes mesmos bens seriam acessados por uma fatia maior do mercado e não apenas pelos mais abastados.

    "Por fim, empresas nacionais sem condições de competir internacionalmente invariavelmente falem, e como se vê, ou acabam tendo que ser resgatadas pelo estado, ou vão pro ralo, e ficamos novamente dependentes das corporações internacionais"

    As empresas nacionais não conseguem competir internacionalmente por culpa do Estado intervencionista que impede destas empresas se tornarem competitivas com mercados mais livres. A culpa é do Estado que intervém desestimulando o crescimento das empresas e o investimento destas em mais tecnologias e desenvolvimento econômico de forma que pudessem ser mais competitivas.

    Isto sem falar nas altas cargas tributárias e burocracias estatais para se abrir uma empresa e gerir seu negócio aqui, o que mais uma vez impede o crescimento das empresas e portanto torna a competição mais difícil.

    O Estado cria estas condições e depois se apresenta como a solução do problema. É isto que você defende? Assuma, você é um socialista que defende o Estado babá.

    "Os lugares que abriram completamente pro capital externo foram micro países "fabricados" durante a guerra fria, com altas intervenções pós guerras, que nem ao menos têm recursos próprios significativos, e se alimentam do sistema capitalista internacional meramente como intermediadores."

    Hong Kong, Cingapura, Austrália são países mais liberais que se abriram para o livre mercado e são exemplos de excelentes IDHs.

    Agora me cite um exemplo de uma social democracia que deu certo? Países escandinavos, vale lembrar, praticam um mercado muito mais livre que o nosso.

    Uma coisa é fato: quanto mais economicamente liberal for o país melhor o IDH e mais crescimento econômico e social. Isto tudo se comprovam pelos números e estatísticas confiáveis.
  • Aaron  22/07/2015 14:04
    [Off-Topic]

    Existe algum grupo de Whatsapp do pessoal do Mises?

    Valeu.
  • Cristian Rahmeier  23/07/2015 05:33
    É impressionante como algumas pessoas acreditam que o liberalismo não deve ser criticado. As pessoas não devem ser vistas apenas como números, devem ser tratadas como irmãos. Quantas empresas oferecem treinamento adequado aos seus funcionários para que estes sejam mais produtivos e compreendam o que estão fazendo e a importância do fazem? O que vemos são empresas fechando suas portas para encontrar pessoas cada vez mais ignorantes, que possam trabalhar por centavos. Quantas empresas oferecem trabalhos de endomarketing aos seus funcionários? Muitas preferem demitir sem justificativas, por falhas de relacionamento para com o funcionário. Devemos tratar as pessoas como irmãos e não como números apenas. Óbvio que o socialismo e o comunismo não são coerentes com o cristianismo e judaísmo, ética e moralmente falando, mas muitos liberais devem ser criticados sim. Será que quase ninguém consegue ver que muitas empresas quebram porque não sabem lidar com seus principais clientes, a saber, os funcionários.
  • Ranieri  23/07/2015 12:03
    "É impressionante como algumas pessoas acreditam que o liberalismo não deve ser criticado."

    Tudo é passível de críticas. Mas tem de ter argumentos. Normalmente, quem critica o liberalismo o faz defendendo a coerção de terceiros inocentes. Isso é moralmente repreensível.

    "As pessoas não devem ser vistas apenas como números, devem ser tratadas como irmãos."

    Vamos nos dar as mãos e atravessar a ponte da esperança para um futuro melhor. (Viu? Eu também sei falar frases de efeito sentimental).

    "Quantas empresas oferecem treinamento adequado aos seus funcionários para que estes sejam mais produtivos e compreendam o que estão fazendo e a importância do fazem? O que vemos são empresas fechando suas portas para encontrar pessoas cada vez mais ignorantes, que possam trabalhar por centavos."

    Como é que é? Quer dizer então que empresas não apenas não querem treinar seus funcionários, como ainda fazem questão de contratar os piores?

    Você está dizendo que essa gente odeia dinheiro.

    Sim, porque quem contrata funcionário ruim e ainda se recusa a treiná-lo está, na prática, pedindo para perder dinheiro. Quem tem funcionário ruim não tem produtividade nenhuma e não agrada a cliente nenhum. Ninguém consumirá seus bens e serviços. No final, essa empresa tomará um belo de um prejuízo.

    É cada gênio econômico que despenca de pára-quedas por aqui...

    "Quantas empresas oferecem trabalhos de endomarketing aos seus funcionários?"

    Pelas que eu passei, todas. Logo, segundo minha experiência, eu diria que a resposta é "100% delas".

    "Muitas preferem demitir sem justificativas, por falhas de relacionamento para com o funcionário. Devemos tratar as pessoas como irmãos e não como números apenas."

    Primeiro você diz, em tom de crítica, que empresas só contratam gente ruim. Aí agora você está dizendo que é errado esses ruins serem demitidos. Ora, decida-se. Ou você critica uma medida ou elogia. Criticar e elogiar a mesma coisa não dá.

    Quer dizer então que funcionários ruins devem ter cargo vitalício em uma empresa? Tá achando que empresa é caridade? Quem tem cargo vitalício é funcionário público, que chupa o dinheiro do setor produtivo da sociedade.

    "Óbvio que o socialismo e o comunismo não são coerentes com o cristianismo e judaísmo, ética e moralmente falando, mas muitos liberais devem ser criticados sim."

    Seguimos no aguardo das críticas fundamentadas e que não defendam a coerção de terceiros inocentes.

    "Será que quase ninguém consegue ver que muitas empresas quebram porque não sabem lidar com seus principais clientes, a saber, os funcionários."

    Funcionário é cliente da empresa?! Cliente, por definição, é aquele que paga por um serviço. O funcionário é o oposto de um cliente: o funcionário é pago pelo serviço.

    Aliás, seria muito mais correto dizer que é a empresa que é cliente do funcionário: afinal, é ela quem paga pelo serviço do funcionário. Se o funcionário é ruim, então seu cliente (a empresa) está corretíssimo em abrir mão de seus serviços.

    Por caso você seria cliente assíduo de um restaurante ruim? Só se você for masoquista.
  • Cristian Rahmeier  25/07/2015 20:52
    Vamos às criticas então, o governo americano está dando para os seus agricultores mais de U$ 29 bi por ano(ou R$ 100 bi), até 2019. Com o subsídio americano o Brasil irá perder muito espaço no mercado externo, o que torna o Brasil mais pobre, afinal os custos de produção dos americanos podem acabar abaixo do preço mínimo para cobrir os custos de produção. Depois que o governo americano destruir a produção nacional eles tiram os subsídios e ficam como os únicos fornecedores mundiais. Só em 2008, as montadoras americanas receberam mais de U$ 17 bi de dólares, se abríssemos a economia totalmente, com os subsídios americanos, nossas montadoras estariam todas quebradas. Sem contar os subsídios da China e dos países da Europa às montadoras. Depois que todas as montadoras quebrassem o que seria do Brasil? Apesar de que eu acredito que os impostos de importação de veículos deveriam ser um pouco menores. Abrir a economia, da maneira que os liberais extremos querem seria como jogar uma bomba atômica no Brasil.
    Quanto aos funcionários, eles devem ser os primeiros a comprar seu produto, por isso, em marketing, os funcionários devem ser os primeiros clientes. Desta forma seus funcionários vestirão a camisa da empresa.
    Quanto treinamento dos funcionários, os funcionários Americanos têm mais de 120 horas de treinamento por ano, enquanto no Brasil é de apenas 30 horas. Está mais que provado que a qualificação do funcionário está ligada diretamente à produção do funcionário. Isso justifica pagar mais a um funcionário. Mas o que as empresas fazem (por ignorância dos administradores) é fechar suas portas e encontrar lugares com pessoas ainda menos qualificadas e pagar menos. Muitos administradores se aproveitam do livre mercado para isso. Mal sabem eles que estão levando suas empresas para um abismo.
    O Papa estava totalmente certo ao criticar a forma pela qual a Grécia fez suas negociação, pois, corretamente, apenas os mais pobres pagaram as contas da crise. Os mais ricos não serão afetados. As grandes corporações não foram tocadas na "austeridade".
    Enfim, to sem tempo. Abraço aí, amigo.
  • Hamilton  25/07/2015 22:27
    "o governo americano está dando para os seus agricultores mais de U$ 29 bi por ano(ou R$ 100 bi), até 2019. Com o subsídio americano o Brasil irá perder muito espaço no mercado externo, o que torna o Brasil mais pobre, afinal os custos de produção dos americanos podem acabar abaixo do preço mínimo para cobrir os custos de produção."

    Não procede em absoluto a informação de que "o Brasil vai ficar mais pobre". Uma frase mais correta seria: quem exporta produtos agrícolas para os EUA perderá receita. E só. O restante dos brasileiros não apenas não é afetado por essa medida burra dos EUA, como ainda pode até se beneficiar: afinal, quem exporta para os EUA terá agora de desovar seus produtos, a preços menores, no mercado interno brasileiro. Os preços baixarão para os consumidores brasileiros.

    Ao fazer essa generalização descabida ("o Brasil ficará mais pobre"), você já começa mal, sem saber identificar ganhadores e perdedores.

    "Depois que o governo americano destruir a produção nacional eles tiram os subsídios e ficam como os únicos fornecedores mundiais."

    Como assim destruir a produção nacional?! A única maneira de "destruir a produção nacional" é se "a produção nacional" for voltada exclusivamente para um único mercando consumidor e esse mercado consumidor desaparecer.

    Obviamente, esse não é caso. Na pior das hipóteses, no extremo, os agricultores nacionais não mais venderão para os americanos. Haverá, sim, um baque em suas receitas e eles terão de se reestruturar. Mas daí dizer que o mercado será destruído é um salto e tanto.

    Até agora, você recorreu apenas à emoção.

    "Só em 2008, as montadoras americanas receberam mais de U$ 17 bi de dólares, se abríssemos a economia totalmente, com os subsídios americanos, nossas montadoras estariam todas quebradas."

    Não entendi absolutamente nada desse salto de lógica. Você estava falando de subsídios agrícolas, e agora repentinamente pulou para a área automotiva (a qual, diga-se de passagem, não é uma das áreas mais protegidas no Brasil, com tarifa de importação de 35%).

    Gostaria muito de saber qual é o risco que os subsídios agrícolas americanos trazem para as nossas extremamente protegidas montadoras nacionais (as quais, se quebrassem, seria uma benção para o brasileiro, o qual, finalmente, estaria livre para importar carros melhores e mais baratos).

    Em tempo: sabia que não há absolutamente nenhuma montadora na Nova Zelândia? Não me consta que o país esteja destruído por causa disso.

    "Depois que todas as montadoras quebrassem o que seria do Brasil?"

    Pergunte a um neozelandês, que não tem nenhuma montadora em seu país e, por causa disso, é livre para importar carros bons e baratos do resto do mundo. É seu ônus provar que o brasileiro comum está em melhor situação (sendo obrigado a comprar carros ruins e caros produzidos nacionalmente) do que um neozelandês comuns (que pode comprar livremente carros de qualquer lugar do mundo).

    "Abrir a economia, da maneira que os liberais extremos querem seria como jogar uma bomba atômica no Brasil."

    Argumento poderosíssimo! Livre comércio agora virou sinônimo de bomba atômica. Deve ser por isso que Hong Kong, Cingapura, Austrália, Nova Zelândia, Suíça etc. vivem em um cenário de hecatombe nuclear, ao passo que o brasileiro, que é tratado como gado preso num curral e obrigado a comprar exclusivamente produtos vagabundos feitos pela FIESP vivem na pujança.

    Por essa sua lógica, aliás, quanto mais proibido for o comércio mundial, mais ricas serão todas as pessoas. Quanta ignorância.

    Cansei. É sábado. Volte quando tiver substância argumentativa, e não ridículos apelos emotivos.

    Até lá, ao menos leia este artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2100
  • Lopes  25/07/2015 23:48
    Assumo que uma tribo perdida em meio à Amazônia - invulnerável às predatórias relações de comércio voluntárias feitas por duas partes que acreditam que só têm a ganhar (se não achassem isso, não trocariam) - deveria ser o que há de mais fantástico de produtividade e capital em todo o mundo.
  • Auxiliar   25/07/2015 22:31
    Essa é demais. No Brasil, o protecionismo vigora desde o ano 1500, e esse Cristian ainda quer mais? Em termos de protecionismo, as empresas brasileiras já não tiveram o bastante? O mercado brasileiro está praticamente fechado há mais de um século e ainda é necessário dar mais tempo?

    Mas responda aí, Cristian: Vamos proteger quais setores? Por quê? A tarifa de quanto? Por que tal valor? Por que não um valor maior ou menor? Por quanto tempo deve durar tal tarifa? Por que não um tempo maior ou menor? Qual setor deve ser o mais protegido? Por que tal setor e não outro? E, finalmente, por que o segredo para a eficiência é a blindagem da concorrência?

    Enquanto você não responder a essas perguntas, o debate fica emperrado.
  • Gustavo  23/07/2015 12:04
    Rapaz, o nível dos pára-quedistas.... O que antes era trágico agora já beira o pitoresco
  • anônimo  23/07/2015 13:45
    Pitoresco é ver religiosos defendendo um Papa que possui simpatia por um regime que mais matou religiosos na história.

    noticias.gospelprime.com.br/genocidio-cristaos-ex-uniao-sovietica/
  • Vitor  23/07/2015 14:01
    O papa faz jus às origens argentinas, simples assim.
  • Marcosm  25/07/2015 02:34
    Eu já dei esse Papa como massa falida. Dele nada vai sair de bom, infelizmente. É uma tragédia para os católicos, mas o melhor que eles podem fazer é mantê-lo sob pressão permanente, contestando cada discurso favorável ao socialismo e ao relativismo. A estratégia é reduzir os danos até que outro o suceda. Se ele falar besteira impunemente vai aumentar cada vez mais o tom e enfraquecer perigosamente a Igreja.

    Embora não seja católico, temo pelo futuro da instituição, que trouxe grandes contribuições a humanidade e é hoje um dos únicos pilares sólidos de uma oposição a algumas ideologias autoritárias. Decididamente, é uma péssima hora para alguém como ele estar no papado. A situação já estava bem ruim com um Papa confiável no trono. Agora, ficou alarmante. Espero que a Igreja Católica não siga os passos dos anglicanos.
  • Osilávio  26/07/2015 13:02
    Obrigado aos amigos por discutir o tema financiamento de campanhas!O melhor seria reduzir todos os gastos de campanha.É muito difícil realmente combater o caixa dois nesse país e outras práticas ilícitas.O povo é quem deveria mudar suas atitudes nas campanhas,deixando de trocar o voto por qualquer favor.Há corruptos porque há corruptores!
  • Emerson Luis  27/08/2015 16:21

    A doutrinação marxista se infiltrou em todas as instituições.

    * * *


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