A capitulação do arrogante populismo do Syriza - e por que a extrema-esquerda europeia está acabada

O primeiro-ministro grego Alexis Tsipras, do partido de extrema-esquerda Syriza, e seu ex-ministro das finanças, Yanis Varoufakis, acreditavam ser jogadores mais hábeis do que realmente são. 

A estratégia de ambos, desde sua ascensão ao governo grego no início de 2015, era a de chantagear a Alemanha e toda a União Europeia, ameaçando darem o calote da dívida e com isso destruindo todo o arranjo do euro caso não obtivessem, de um lado, o perdão das dívidas do governo, e de outro, mais pacotes de ajuda sem contrapartidas.

Varoufakis, mais especificamente, estava plenamente convencido de que Angela Merkel e seus pares acabariam cedendo às chantagens para evitar um possível desmembramento da moeda única. 

Para mostrar que tal postura tinha apoio popular, ambos convocaram um referendo para perguntar à população grega se ela aceitava as condições impostas pela Troika (União Europeia, Banco Central Europeu e FMI).  A população grega, dando amplo respaldo ao governo, votou maciçamente no 'não'.

Mas a Troika, com a União Europeia à frente, não apenas não cedeu às chantagens, como ainda se mostrou disposta a fazer com que o governo grego se enforcasse com a própria corda.  E foi aí que toda a estratégia grega se desmoronou: Tsipras revelou que estava sem rumo e sem estratégia após sua vitória no referendo; que o próprio referendo havia sido uma farsa; e que ele nunca desejou sair do euro (óbvio, pois sabe que as consequências seriam ainda piores).

Neste genuíno jogo da galinha, Tsipras foi o primeiro covarde a gritar "arrego!".  E, após todas as bravatas e bazófias, ele teve de recuar e ceder em praticamente tudo: a estratégia de Varoufakis o havia colocado em uma ratoeira e Tsipras optou por não "morrer matando", o que o obrigou a capitular com desonras.

Consequentemente, menos de uma semana após a vitória de Tsipras no referendo, a Troika não apenas conseguiu fazer com que Tsipras entregasse a cabeça de Varoufakis, como ainda o humilhou ainda mais, obrigando-o a votar no Parlamento grego um acordo muito mais rigoroso do que aquele que havia sido proposto antes do referendo. 

Ou seja: Tsipras não apenas capitulou e recuou, como ainda, em troca de suas bravatas, acabou sendo obrigado a aceitar um acordo muito mais duro do que o original em troca de um novo pacote de socorro.

Para manter o apoio financeiro ao país e estender um novo pacote de socorro no valor de € 86 bilhões de euros, a União Europeia impôs várias exigências drásticas à Grécia, dentre elas: novo aumento de impostos, reformas no sistema de aposentadorias e pensões (elevando a idade de aposentadoria para 67 anos; atualmente, é de 50 anos para as mulheres e de 55 anos para os homens), privatização do setor elétrico (a menos que se encontre medidas alternativas com o mesmo efeito), e criação de leis que assegurem "cortes de gastos automáticos" caso o governo não cumpra as metas de superávit fiscal.

E, como garantia a esse novo empréstimo de € 86 bilhões de euros, a Troika impôs que o governo grego transfira € 50 bilhões em ativos estatais para fundos independentes supervisionados pela Troika.

A derrota do Syriza foi absoluta, por mais que seus partidários se apeguem à desesperada justificativa de que Tsipras conseguiu um compromisso de reestruturação da dívida grega.  Nem isso procede.  Vale recordar que semelhante compromisso por parte do Eurogrupo já existia, condicionado — como agora — a que a o governo grego cumprisse seus compromissos.  Eis a mensagem publicada pelo Eurogrupo no dia 27 de novembro de 2011, meses após o acordo do segundo pacote de socorro:

Os países da zona do euro estão dispostos a tomar as seguintes medidas: diminuir em 1 ponto percentual as taxas de juros cobradas pelos empréstimos feitos à Grécia (...); ampliação dos prazos dos empréstimos em 15 anos e um prolongamento do pagamento de juros para 10 anos (...).  Todavia, o Eurogrupo enfatiza que a dívida grega somente irá se beneficiar destas reformas de maneira gradual e condicionada a uma completa implantação das reformas às quais o país subscreveu.

Tsipras, portanto, não apenas não logrou nada de novo, como ainda piorou demasiadamente a situação do país.  A péssima estratégia de negociação desenhada por Varoufakis, além de não ter logrado nenhum dos objetivos ambicionados — muito pelo contrário: acabou levando a Grécia a aceitar condições muito mais rígidas que as iniciais —, acabou impondo brutais custos sociais para o país.

Em primeiro lugar, a economia grega chega à metade de 2015 completamente paralisada como consequência das incertezas quanto ao futuro geradas pelo Syriza.

Em segundo lugar, a credibilidade e a confiança do governo grego, bem como de boa parte de seus cidadãos, perante o resto da Europa se esvaiu e demorará muito tempo para ser reconstruída.

Em terceiro lugar, é bem provável que a coalizão governante esteja ferida de morte, uma vez que sofreu uma desnecessária humilhação.  Fez bravatas mas acabou cedendo a tempo, deixando como consequência um executivo debilitado e instável.

E, por último, o corralito bancário imposto pelo Syriza (os saques estão limitados a 60 euros por dia) foi o golpe fatal desferido à economia: as transações econômicas e bancárias foram paralisadas — e vão continuar paralisadas — pelas próximas semanas, as empresas estão descapitalizadas, as importações estão congeladas (o que levou à suspensão das operações de várias empresas gregas), e o próprio sistema bancário grego está vivenciando prejuízos extraordinárias, que abriram um buraco de 25 bilhões de euros no capital dos bancos.

Em definitivo, a estratégia de negociação do Syriza, desde que chegou ao poder, se resumiu a um arrogante disparate, típica de iluminados vaidosos que acreditavam nos embustes que proferiam para enganar seus eleitores.  A um elevadíssimo custo político, social e econômico, tudo o que conseguiram foi um acordo muito pior do que aquele que já existia desde o início. 

"Queremos dignidade", é o que diziam. Perderam também a moral.

O fim da extrema-esquerda na Europa

Em todo caso, o partido político de Tsipras foi dizimado.  E, junto com ele, a extrema-esquerda europeia.  Somente crentes inflexíveis irão levar a sério, novamente, qualquer um da extrema-esquerda que tenha como plataforma de campanha peitar o Banco Centra Europeu, o FMI e a União Europeia.

Acabamos de testemunhar o que aconteceu com o mais vociferante político de extrema-esquerda que chegou a gerenciar um governo na União Europeia.  Ele chegou rosnando e latindo com um rottweiler e hoje chora como um poodle.  A Troika o domesticou completamente.  Deixaram-no apenas com sua retórica, mas isso é tudo que lhe resta atualmente.

Foi uma vitória simbólica de grande importância para a União Europeia.  Tsipras era o líder de um governo pertencente à União Europeia.  Ele foi eleito com a promessa de se opor aos programas de austeridade impostos pela Troika ao governo grego, o que significa que ele não iria capitular à Troika.  Só que, no último momento, ele se vergou. 

A retórica de Tsipras era linha dura e empedernida.  Quando ele estava em campanha fazendo promessas para ser eleito, ele não hesitava nem vacilava.  Tampouco seu ministro das finanças.  No entanto, há duas semanas, ele se livrou do seu ministro das finanças.  Este nem sequer teve a coragem de romper com Tsipras e se opor ao acordo.  Ele simplesmente renunciou e saiu de férias.  Ele não apareceu na sexta-feira para participar da votação do acordo.  Consequentemente, o acordo piorou ao longo do fim de semana.

Os eleitores que elegeram Tsipras foram traídos.  Os eleitores que votaram 'não' no referendo foram traídos.  Com o apoio dessa maioria de 61%, Tsipras os traiu.  Consequentemente, não é de se esperar que eles formem barricadas — literalmente e figurativamente — para defendê-lo e para reelegê-lo (ou reeleger seu partido).  Por que fariam isso?

Com a aprovação do acordo, pelos próximos três anos, a União Europeia (ou seja, os pagadores de impostos dos outros países) dará dinheiro ao governo grego para que este pague juros sobre os títulos gregos que estão em posse de várias agências da União Europeia (80% da dívida grega está em posse de organismos oficiais).  Ao final desses três anos, o ciclo será reiniciado.  É uma jornada sem fim.  Ambos os lados empurrarão com a barriga enquanto puderem.

Tendo em vista esses acontecimentos, fica a pergunta: por que, de agora em diante, algum eleitor de esquerda irá doar dinheiro e tempo para mobilizar tropas em apoio de outro político de extrema-esquerda?  Os eleitores já sabem que o próximo político de extrema-esquerda também irá traí-los.  Não importa quão boa seja sua retórica; não importa que ele submeta a aprovação de acordos a referendos.  Ele irá traí-los. 

Esta foi uma derrota simbólica, mas de enormes proporções, para a esquerda europeia.  O mais conhecido e mais combativo representante da esquerda europeia é Tsipras.  Ele teve toda a publicidade que quis.  E agora ele traiu seu eleitorado.  Será difícil a extrema-esquerda voltar a ter tração na Europa.

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Autores:

Juan Ramón Rallo, diretor do Instituto Juan de Mariana e professor associado de economia aplicada na Universidad Rey Juan Carlos, em Madri.  É o autor do livro Los Errores de la Vieja Economía.

Gary North, ex-membro adjunto do Mises Institute, é o autor de vários livros sobre economia, ética e história.


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SOBRE O AUTOR

Diversos Autores


O estado matou a liberdade dos açougues em prol dos empresários corporativistas

Há dez anos havia uma predominância muito maior de açougues de bairro. Eram comércios na maioria das vezes confiáveis e a procedência das carnes normalmente não era tão duvidosa quanto a vendida no supermercado.

Geralmente os donos desses açougues eram pais de família que manipulavam a carne com certo rigor, contratavam gente da vizinhança pra dar aquela força no comércio, faziam o bom e velho fiado pra quem não podia pagar na hora, enfim, era um tempo onde havia maior proximidade entre os produtos de consumo e o consumidor.

Mas eis que apareceu o governo e suas "bondades". E aí o açougueiro foi para o abismo com uma série de taxações, regulações, decretos, portarias, leis inúteis, legislações pesadas e tudo o mais necessário para acabar com um negócio promissor e confiável sob a desculpa de proteger os clientes daquele "malvadão" que – absurdo! – quer trabalhar e lucrar com o comércio de carnes.

E são tantas regras "protecionistas" que, sabendo da impossibilidade dos donos em cumpri-las de forma plena, os fiscais do governo se aproveitam da situação para caçar "irregularidades" como "a cor da parede", pedindo aquele salário mínimo para assinar o alvará de funcionamento.

Enquanto isso, o estado isentou as grandes empresas de impostos e multas sempre que possível, bem como das regras sanitárias que o açougueiro da esquina tem que cumprir. Enquanto o dono do açougue do bairro era impedido de obter uma mísera linha de crédito para investir em seu negócio, o governo fornecia uma gorda verba para as grandes empresas por meio do BNDES.

E veio o período maquiavélico de "aos amigos os favores, aos inimigos a lei", onde não há nada que impeça as grandes empresas. As dívidas caíam de 1 bilhão para 320 milhões, a "fiscalização" sanitária se tornou aliada e o Ministério da Agricultura passou a conceder seus selos livremente para os amigos do governo. Claro que isso teve um custo, pago com aquela verba pra campanha eleitoral para "resolver" tudo.

E o resultado não poderia ser diferente: nos baseando na confiança em um selo estatal e no sorriso técnico do Tony Ramos afirmando que "carne confiável tem nome!".

O corporativismo, ou seja, a aliança entre estado e grandes empresários, nos trouxe resultados deploráveis. Mas o malvado continua sendo o seu José da esquina, aquele que queria vender suas carnes e terminou fechando por excesso de burocracia estatal. Enquanto isso, os corporativistas da JBS, BRF e companhia cairão no esquecimento em breve.

O corporativismo brasileiro é um desastre sem fim.
Prezado Paulo, você reclama que teve emprego e salário, mas não ganhava tanto quanto os funcionários mais antigos e experientes. Você foi contratado a um salário menor e achou isso injusto. Queria já chegar ganhando o mesmo tanto que funcionários melhores e mais experientes, que já estavam lá há anos. É isso mesmo?

Não posso acreditar.

Outra coisa: você teve salário e emprego (e ainda teve plano de saúde!) graças à possibilidade de terceirização. E se fosse proibida a contratação de terceirizados? Será que você teria tido esse emprego e esse salário? Será que você sequer teria tido essa chance?

Desculpe, mas parece que você está cuspindo no prato que comeu. Você teve emprego e renda (e plano de saúde!) graças a uma liberdade de contrato, e agora vem dizer que essa liberdade foi ruim para você? Bom mesmo seria se o mercado de trabalho fosse restrito. Aí sim você já seria contratado como presidente...

É interessante como você parte do princípio de que o mundo não só lhe deve emprego e renda (e plano de saúde!), como ainda lhe deve um emprego extremamente bem-remunerado imediatamente após a contratação (você já quer entrar ganhando o mesmo tanto que os funcionários mais antigos e experientes).

De fato, ainda estamos deitados em berço esplêndido. Aqui todo mundo só quer saber de direitos.


P.S.: ainda no aguardo de você responder à pergunta do Leandro (a que aparentemente te deixou assim tão zangado): a terceirização nada mais é do que permitir que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?
Esse comentário não faz o menor sentido. Vc usa a linguagem jurídica e estatal para condenar pessoas, mas sem nenhum processo. Ter um cargo publico não pode ser crime no regime atual. Se vc se revelasse seria claramente processado por calunia e difamação. Pois não crime sem lei que o prescreva. Que é isso? Os libertários querem se unir aos marxistas para ditar regras de moral ao mundo. A existência de um aparato que extorque e atrapalha o desenvolvimento da população, pode ser imoral mas não pode ser considerado crime no sistema atual. Tente convocar uma assembleia constituinte libertaria e acabe com o sistema atual e talvez no seupais seja crime. Como podemos responder por crimes, contra uma legislação ideológica que ignoramos, que não aprendemos nem em casa e nem na mídia. Embora os recursos da receita federal sejam usados de ma fé, isso não faz da sua existência um crime. Antes de tudo existe um regulamento, produzido pelo consentimento da sociedade que prevê a existência daquele órgão. Pelo seu ponto de vista todas as pessoas são criminosas porque o estado não tributa tudo, mas regulamenta tudo. Então para ser um libertário coerente eu teria que cancelar meu CPF, abrir mão de todo beneficio estatal que veio parar nas minhas mão, mesmo sem que eu ferisse ninguém, renunciar minha cidadania brasileira, o que mais. Resumindo ter pessoas que respeitem os direitos civis e as liberdades individuais dentro do estado, é bem melhor do que ficar se gabando e massageando o próprio ego dizendo pra todo mundo, olha só nós estamos certo, todos vocês são ladroes, sem fazer nada pela liberdade.
Se há custos trabalhistas artificialmente altos e estes puderem ser reduzidos, então eles serão reduzidos.

Se uma empresa opera com custos trabalhistas artificialmente altos -- por imposição do governo -- e estes custos podem ser reduzidos -- porque há outros trabalhadores dispostos a fazer mais por menos --, então eles serão reduzidos.

Se a empresa não fizer isso, então ela estará -- por definição -- operando de forma ineficiente. Ele não durará muito. Com efeito, essa empresa só irá durar se operar com uma reserva de mercado garantida pelo governo. Aí sim. Excetuando-se isso, ela estará queimando capital e comprometendo sua capacidade de investimento e expansão no futuro. Será rapidamente abarcada pela concorrência.

No mais, é interessante notar que as pessoas querem livre concorrência para tudo e todos, menos para elas próprias. Todos nós queremos competição entre empresas para que haja produtos melhores e preços menores, mas não queremos competição para o nosso emprego. Quando a concorrência chega até nós, queremos que políticos criem leis que garantam nossa estabilidade. Agora, querem até proibir empresas de contratar outras pessoas que não nós mesmos. Há totalitarismo maior do que esse?

Vale ressaltar o óbvio: essa lei da terceirização nada mais é do que uma permissão para que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente -- por favor, me digam -- seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?
Ei, Marcelo Siva, quer falar de escravidão? Vamos lá (aliás, é hora de você começar a responder perguntas, como todos fizeram com as suas):

Quem é que adota políticas -- como déficits orçamentários e expansão do crédito via bancos estatais -- que destroem o poder de compra do dinheiro, perpetuando a pobreza dos mais pobres?

Quem é que, além de destruir o poder de compra do dinheiro -- gerando inflação de preços -- ainda impõe tarifas protecionistas para proteger o grande baronato industrial, com isso impedindo duplamente que os mais pobres possam adquirir produtos baratos do exterior?

Quem é que, ao estimular a expansão do crédito imobiliário via bancos estatais, encarece artificialmente os preços das moradias e joga os pobres para barracões, favelas e outras áreas com poucas expectativas de vida?

Quem é que impede que os moradores de favelas obtenham títulos de propriedade, os quais poderiam ser utilizados como garantia para a obtenção de crédito, com o qual poderiam abrir pequenas empresas, fornecer empregos e, de forma geral, se integrar ao sistema produtivo?

Quem é que tributa absolutamente tudo o que é vendido na economia, e com isso abocanha grande parte da renda dos pobres?

Quem é que, por meio de agências reguladoras, carteliza o mercado interno, protege grandes empresários contra a concorrência externa e, com isso, impede que haja preços baixos e produtos de qualidade no mercado, prejudicando principalmente os mais pobres?

Quem é que cria encargos sociais e trabalhistas que encarecem artificialmente e mão-de-obra e, com isso, gera desemprego, estimula a informalidade e impede que os salários sejam maiores?

Quem é que confisca uma fatia do salário do trabalhador apenas para que, no futuro, quando este trabalhador estiver em situação ruim, ele receba essa fatia que lhe foi roubada de volta (e totalmente desvalorizada pela inflação)?

No aguardo das suas respostas.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2383

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • cmr  16/07/2015 14:23
    Eu me pergunto; quantas vezes mais os esquerdistas terão que ver os seus "líderes" "deturpando Marx", "traindo a causa socialista" (tudo entre aspas mesmo) Para se convencerem de que nada da esquerda funciona e que tudo não passa de uma ideologia barata, repleta de falácias e retóricas. Quando esse povo entenderá isso ?.
  • W.K.  16/07/2015 22:04
    Nunca entenderão.

    Nem no dia em que a casa deles for invadida no meio da noite por guardas armados da milicia do partido eles irão entender.
    Nem quando estes seres estiverem algemados, com uma bota esmagando suas caras no chão eles irão entender.
    Nem quando eles estiverem prostrados diante de seus camaradas, prontos para serem fuzilados pelos seus colegas de partido no paredón eles irão entender.
  • anônimo  17/07/2015 01:20
    No máximo dirão que há uma "tremenda contradição" na "bela" teoria esquerdista, mas continuarão acreditando nela. Porque, afinal de contas, qualquer coisa que não prometer igualitarismo e redistribuição de renda com base em ROUBO é "mau" e "devastador", não é mesmo?
  • anônimo  16/07/2015 14:26
    uma reportagem ontem (na band, se nao me engano) falou o seguinte: ''E a grécia vai ter que adotar várias medidas de austeridade, como aumento de impostos, não sei o que mais, etc, etc)

    desde quando aumentar impostos é austeridade??
  • anônimo  17/07/2015 11:11
    Austeridade para o estado. Isto é, gastar menos do que arrecada. De fato é bom que assim o seja, mas dificilmente se considera a parte dos pagadores de impostos na equação. Pessoas (fora das esferas de poder) são sempre de segunda importância na política estatal.
  • Euclides Tsakalotos  16/07/2015 14:47
    O almoço grátis grego ficou caro e salgado demais.
  • Fernando  16/07/2015 14:48
    Ou seja: Tsipras não apenas capitulou e recuou, como ainda, em troca de suas bravatas, acabou sendo obrigado a aceitar um acordo muito mais duro do que o original em troca de um novo pacote de socorro.

    Isso me lembra a "negociação dura" a que Roberto Campos se referia.
  • Ricardo  16/07/2015 14:56
    Lembra também a "lei do endividamento" de Campos:

    "Quando a dívida se torna impagável, o poder do grande devedor se equipara ao do grande credor, pois ambos detêm o poder de levar o outro à falência. Nessa hipótese, os encargos da dívida variarão na razão inversa da masculinidade da negociação e menos que proporcionalmente à intensidade da lamentação".
  • de Noronha  19/07/2015 19:23
    O verbete merece ser citado:

    NEGOCIAÇÃO DURA - Expressão usada em relação à dívida externa. Indica disposição para pagar "spreads" mais altos e ter prazos mais curtos, em troca do direito de xingar os banqueiros e dizer "não" ao FMI. Permite evitar auditorias externas, habilitando o país a manter um "Caixa Dois". A vantagem principal é emitir papel moeda e aumentar o déficit público sem dar satisfação a ninguém.
  • Adolfo Jacob   16/07/2015 14:50
    Aposentadoria aos 50/55 anos + cultura da preguiça + corrupção desenfreada no governo = país falido e devastado.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  16/07/2015 15:04
    QUE DELÍCIA !!!

    Afunda, nau grega, afunda .....
  • Cleiton  16/07/2015 15:11
    Só acho que onde ele diz "trair" o certo deveria dizer aceitar a realidade. Esquerdistas são tolos que acreditam que podem contrariar as leis economicas.
  • Jefferson Teixeira  16/07/2015 15:20
    O mais interessante, que os esquerdopatas pensam que a culpa não é da Grécia e sim da União Européia que enganou eles, sendo que a própria Grécia já entrou na União Européia por meio de fraude. E tem as explicações descabidas dos esquerdopatas, que o aumento da dívida e a eventual queda é feito para privatizar as empresas estatais(sendo que a conspiração é inversa, seria para socializar mais o país). A diminuição das responsabilidades do é algo óbvio, a demissão de funcionários públicos, a diminuição de impostos, e aumento da liberdade economica é algo óbvio, pagar a dívida é essencial tanto quanto não faze-la. Até que sou um bosta seria um melhor governante.
  • Ernane Oliveira  16/07/2015 15:25
    As linhas auxiliares piram e ficam caladinhas aqui pelo Brasil. Nenhum comentário por parte dos então embusteiros psolistas.
  • Marcela  16/07/2015 15:26
    O que o Brasil precisa é aderir a zona do euro e viver sob o comando da alemanha.Aí iriamos ser uma nação desenvolvida.A Grécia sofrerá no curto prazo,mas tem um futuro promissor.
  • Max  16/07/2015 20:46
    Não sabia que o Brasil ficava na Europa...
  • Fernando  17/07/2015 06:30
    Querida Marcela,

    A Grécia sofrerá por muito tempo, isso porque eleitores não são e nunca serão inteligentes. Tomar algumas medidas políticas austeras não significa de maneira alguma que o povo mudou de mentalidade e passou a valorizar princípios liberais capazes de gerar verdadeira riqueza. A mentalidade grega continua sendo socialista, e quem sabe por mais quanto tempo o flagelo vermelho irá se abater sobre a humanidade?
  • cmr  17/07/2015 14:32
    O seu erro é achar que o Brasil, assim como todos os países irrelevantes do mundo, deve encostar em um país próspero para evitar a irrelevância.
    É um grande erro acreditar que isso resolveria o problema, isso é o mesmo que achar que os ricos devem sustentar os pobres através de uma distribuição de renda.
  • Eduardo José Perone  16/07/2015 15:26
    Mais uma vez a esquerda prova sua inabilidade negocial e seus ideologismos perniciosos, nos quais o povo assume o peso dos resultados desastrosos. A história não cansa de mostrar isso e, mesmo assim, a capacidade de ludibriar o povo ainda é uma das poucas ferramentas que a esquerda possui. Com tempo determinado!
  • Renan Faria  16/07/2015 15:58
    A derrota pode ter sido fragorosa, mas não é suficiente. A extrema-esquerda só irá parar de gerar carestia e imoralidade quando for completamente banida da política e do meio cultural, pois enquanto ela ainda tiver voz, os males irão se repetir, ou acham que o movimento comunista internacional está morto? Muito pelo contrário. Segue mais vivo que nunca e o Foro de São Paulo é o nosso exemplo mais próximo.

    Quando teremos um artigo sobre o Foro de São Paulo e suas demoníacas criações aqui no IMB?
  • Ragnister  16/07/2015 16:17
    Se a Grécia estivesse recém-governada por anarcocapitalistas invés da extrema-esquerda, quais medidas seriam tomadas?
  • Westminster  16/07/2015 16:33
    Os mais moderados cortariam 99% dos gastos, reinstituiriam o padrão-ouro (que é a única reforma monetária possível e plausível) e utilizariam o dinheiro da venda dos ativos estatais (de prédios a ilhas, de ações a estatais) para quitar as dívidas (junto com o 1% do orçamento retido).

    Os mais radicais eu não posso falar em nome deles.
  • lorivaldo  16/07/2015 19:27
    Ragnister, a alternativa mais viável seria a minarquia, pois acabar totalmente com o Estado seria tarefa quase impossível. Em relação a outras medidas, concordo com o Westminster.
  • anônimo  16/07/2015 18:33
    Ragnister 16/07/2015 16:17:14

    "Governada por anarcocapitalistas"?

    Isso é uma impossibilidade.
    Ou há governo (Estado) ou há anarcocapitalismo.
  • Andre Cavalcante  16/07/2015 20:25
    Acho que a questão se referia mais a alguém da Escola Austríaca, não necessariamente anarcocapitalista - faria mais sentido.

    Abraços
  • Ragnister  17/07/2015 16:19
    O Brasil é governado por socialistas, nem por isso é um país totalmente socialista.
    Qual é o problema de um país ser governado por ancaps? Os políticos podem acreditar no que quiser, se eles vão conseguir implantar seus ideais é outra história.

    Na situação da Grécia, acredito ser inviável os ancaps se livrar do estado (mesmo se estivessem no poder), levando em conta que a maioria do povo continua acreditando que o estado é necessário.
  • Max  16/07/2015 20:48
    Anarcocapitalistas no poder? Mas não são contra o Estado? Se isso tivesse acontecido, a Grécia teria afundado ainda mais.
  • Nunes  17/07/2015 14:45
    "A Grécia teria afundado ainda mais."

    A Grécia afundou por causa do estado. Sem o estado, segundo você, a Grécia teria afundado ainda mais.

    Lógica brilhante. Falta apenas argumentar a favor dela.
  • Rafael  17/07/2015 18:07
    Bem, como anarcocapitalistas ficariam "no poder" se não haveria um Estado e sim apenas indivíduos?
  • Edujatahy  17/07/2015 19:25
    Acho que seria algo nesta linha. Segue uma leitura interessante.

    mises.org.br/Article.aspx?id=285
  • zanforlin  16/07/2015 16:24
    (i)Aumentar impostos contradiz artigo aqui publicado (Déficits orçamentários não devem ser corrigidos com aumentos de impostos por Frank Shostak, segunda-feira, 22 de dezembro de 2014).

    (ii)Depois, os empréstimos se fizeram para pagar bancos, principalmente alemães.

    (iii) Mais depois ainda: a situação da Eurozona é de completa subserviência à potência supostamente hegemônica, que quer tudo, menos sinergia entre Rússia e Alemanha.

    (iv) Por fim, como visto, não entrei no mérito de esquerda, direita, centro, acima ou abaixo...
  • Magno  16/07/2015 16:59
    (i) Confesso não ter entendido muito bem o real propósito dessa sua afirmação. Sim, esta site já afirmou várias vezes que "austeridade" baseada em aumento de impostos não é austeridade. Qual o ponto? Criticar as medidas adotadas pela UE? Pode entrar na fila então.

    (ii) Não é de todo verdade. 80% da dívida grega está em posse de organismos oficiais. Ou seja, é uma dívida que foi feita com o dinheiro de impostos de todos os cidadãos da União Europeia. Dizer apenas que as medidas impostas à Grécia são para "dar dinheiro aos bancos" é desonestidade intelectual. Pior ainda: afirmar tal falsidade é fazer o jogo da esquerda.

    (iii) Ininteligível.

    (iv) Desnecessário.
  • anônimo  17/07/2015 11:28
    "Política é a ciência do possível"

    A questão aqui é a oferta da UE, com o que a Grécia estaria disposta a arcar. É tudo sobre o que há, e não sobre o que deveria haver. Sobre a Grécia pagar o que deve.
  • Diego  16/07/2015 16:27
    Esquerda acabada? Infelizmente é o oposto. Deram um tiro no pé aceitando esse circo da Grécia. Alguém acha que eles vão cumprir um acordo muito pior do que o outro, ainda mais com o povo a favor do calote. O certo seria tirar a Grécia do euro e um abraço. Abriram um precedente perigoso. Se a Grécia dá o calote e tá tudo certo, pq os outros vão pagar. Não vai demorar pra Portugal, Espanha e Itália fazerem graça também. O Podemos vem crescendo cada vez mais e pode ganhar na próxima. Um continente que já teve a liderança da Thatcher hoje tem a banana da Merkel que aceita que a Alemanha pague a conta e ainda dobra a aposta. Não é à toa que Inglaterra e a Suíça correram do euro.
    Não vejo o menor sentido num novo acordo com esse bando de comunas caloteiros.
  • Vander  16/07/2015 23:33
    Diego: me poupou um comentário.

    Também acho que a UE pisou feio na bola em continuar a ajudar essa gente. Assim que a grana desse novo empréstimo começar a entrar no caixa 2, eles vão continuar a farra exatamente como ela vem sendo feita à 35 anos, quando o PASOK começou a 'governar': vão continuar a gastar como se não houvesse amanhã. E por acaso eles vão atender a alguma das exigências da UE? CLAAAAAARO QUE NÃO!

    Uma amiga grega que mora na ilha de Mikonos já me comentou que esse 'Syriza' é só um dos bois de piranha do PASOK (o PT de lá). Seria como o PSOL aqui. Para poucos gregos, ficou nítido que o PASOK sacrificou o Syriza para não ter de enfrentar a crise. Nas próximas eleições o PASOK volta prometendo exatamente as mesmas coisas que o Syriza prometeu (acabar com a austeridade, 'botar o FMI de joelhos', etc). E uma manada irá votar neles, podem escrever!

    Se a UE quer realmente ajudar a Grécia, a melhor coisa a se fazer é cortar a artéria que alimenta o tumor comunista (ou seja, cortar o dinheiro). Óbvio que será um caos na Grécia, por algum tempo, mas o que surgir desse caos, se não tiver alguma metástase comunista, pode voltar a criar uma grande civilização na península balcânica.
  • Mr Citan  17/07/2015 01:15
    Eu já penso diferente.
    Com este novo acordo, a Grécia está de joelhos, e ainda com ativos públicos penhorados como garantia, não terá nenhuma chance de fazer novas bravatas.
    AS eleições portuguesas e espanholas estão aí, e o Podemos não vai ter nenhum outro argumento, sem que a oposição fique sem palavras.

    O que me preocupa agora, são os partidos de extrema-direita, que sempre pega no pé dos imigrantes trabalhadores.
  • Adelson Paulo  17/07/2015 14:57
    A Grécia tem uma importância geopolítica estratégica, é um dos poucos estados minimamente funcionais nos Bálcãs, e às portas do Oriente Médio. A Grécia sempre teve um orçamento militar elevado, e é membro estratégico da OTAN. Torna-se muito mais barato para a Europa sustentar este Estado semi-falido do que ter que agir depois em uma catástrofe humanitária, ou ter que se contrapor a uma ofensiva diplomática da Rússia na região. A Europa vai continuar sustentando a dívida grega por muito tempo.
    Toda esta polêmica pode ser resumida apenas em uma disputa sobre quem é que manda. A Comunidade Européia foi claramente desafiada pelo Tsipras, e tinha que enquadrar o garoto rebelde e seu Ministro superstar. E a Alemanha deixou claro que quem manda no euro é ela, pois é quem tem hoje a chave do cofre.
  • "Otimista experiente"  16/07/2015 16:28
    "Os eleitores já sabem que o próximo político de extrema-esquerda também irá traí-los."

    Até chegar alguém que dirá que o anterior não representava verdadeiramente "a causa". Não é à toa que a história sempre se repete.
  • Tiago RC  16/07/2015 16:37
    por que, de agora em diante, algum eleitor de esquerda irá doar dinheiro e tempo para mobilizar tropas em apoio de outro político de extrema-esquerda? Os eleitores já sabem que o próximo político de extrema-esquerda também irá traí-los.

    Mas isso não é de hoje. Tsipras não foi o primeiro nem será o último. As pessoas não aprendem. "Agora será diferente!"
  • anônimo  16/07/2015 16:40
    Artigo interessante mas discordo da conclusão/título.

    A esquerda e suas variações em grau são muito mais resistentes do que uma pessoa com bom senso pode auferir. Recentemente vi um post no qual o autor relembrava pelo menos umas 5 vezes em que o PT era tido como 'acabado' pelos seus detratores, no entanto ele ainda resiste. A nossa oposição também é de esquerda e pessoalmente confesso que o crescimento de partidos como o PSOL me surpreende.

    A queda da URSS também foi emblemática neste sentido, alguns profetizaram que seria o fim de todo esquerdismo. Erraram. A própria situação da Grécia também tem como causa majoritária um outro partido de esquerda que vinha destruindo o país desde os anos 80.

    O Syriza até pode cair mas o esquerdismo certamente estará vivo como solução para os gregos. Com alguma desculpa torpe como 'deturparam Marx' ou 'eles viraram à direita aceitando a Troika e portanto não era mais de esquerda' eles elegerão algum outro esquerdista.
  • Adelson Paulo  17/07/2015 14:59
    Também achei o artigo por demais "otimista" sobre o fim da extrema esquerda europeia. Estes movimentos sempre conseguem alguma repercussão de seu discurso messiânico de salvadores da pátria contra a usura do grande capital. As redes sociais permitiram uma maior reverberação deste discurso, mesclado com uma crítica generalizada ao stablishment político. Seu maior desafio é quando assumem o poder, pois assim sua estratégia é desmascarada pela realidade, como agora na Grécia. Mas como oposição e como força de mobilização de jovens e do "lumpesinato", a extrema esquerda européia estará presente e barulhenta por muito tempo ainda.
  • natalia  16/07/2015 17:08
    gostaria de opinioes de voces sobre a necessidade da auditoria da dívida. O que acham disso?
  • Rodrigo  16/07/2015 17:22
    Nada contra e tudo a favor
  • Felipe  16/07/2015 17:30
    Contra.
    Um calote seria devastador para o sistema financeiro do país. Comprometendo toda a economia por vários anos.
  • anônimo  16/07/2015 18:52
    Mas ninguem falou em calote, auditoria seria justamente pra pagar a dívida, mas quanto da dívida foi contraida de maneira 'legal'?
    Auditar seria apenas saber de onde veio cada emprestimo e para onde vai. Como a divida é publica as informaçoes deveriam ser transparentes não?
  • Vinicius  16/07/2015 19:26
    Pois não passe vontade, aqui estão os relatórios:
    www.tesouro.fazenda.gov.br/web/stn/-/relatorio-mensal-da-divida

    Os documentos que julgar necessários você pode pleitear aqui:
    web.trf3.jus.br/peticoesjef/Peticoes/
  • anônimo  16/07/2015 19:34
    Isso é papo. Qualquer pessoa de bom senso sabe que a auditoria é o primeiro passo para renegociar ou suspender parcialmente a dívida.

    Mas mesmo que seja apenas para auditar a dívida, as consequências já seriam ruim. O investidor vai perguntar : "Auditar para que?" e pimba, o capital foge do país e os juros sobe.
  • Andre Cavalcante  16/07/2015 20:24
    "Mas ninguem falou em calote, auditoria seria justamente pra pagar a dívida, mas quanto da dívida foi contraida de maneira 'legal'?"

    Aí é que mora o problema...

    O que seria "legal"? Se por legal for aquilo que está na lei então 100% da dívida é legal. Se for no sentido de moral, 100% dela é imoral.

    Mesmo no "Tesouro Direto", a compra e venda de títulos públicos sempre passa pelo sistema bancário. Se você auditar a dívida, 100% dela foi devido a uma transação com algum banco. Claro que, por detrás, há um percentual grande de pessoas físicas que realmente colocaram o seu dinheiro no banco para fazer operações no Tesouro Direto, mas achar isso seria descer um bocado no detalhe.

    O objetivo de qualquer eventual auditoria da dívida ou é para vincular a dívida a algum político e, portanto, estar contra o dito cujo, ou é para calotear alguma instituição específica, e portanto, prejudicá-la.

    Outra, do ponto de vista libertário, a dívida é imoral, uma vez que foi feita em nome de terceiros por um governo que não poderia, moralmente fazer tal coisa. Tipo assim: eu (A) preciso de grana e então eu pego emprestado de (B) dinheiro que (C) vai pagar. Não tem sentido moral isso. Do ponto de vista da EA, a dívida pública é um bolhão que serve tão somente para alimentar a máquina pública, o seu inchaço, gerar inflação e deixar a economia em frangalhos.

    Ou seja, para onde você correr, o melhor seria o calote total por parte do governo, assim, os agentes econômicos não mais financiariam tal governo e o forçaria a diminuir.

    Abraços
  • Vinicius  16/07/2015 19:14
    Auditoria de dívida pública é utopia para ludibriar os que sonham em leis capazes de revogar a lei da gravidade.
    As dívidas "ilegais" já estão no caixa 2, na forma de custeio, as quais já tem legislação garantindo a porcentagem do orçamento destinada.
  • Apocalipse  17/07/2015 14:46
    Independente de auditoria, independente de tudo. A dívida pública é uma bomba relógio. Não só no Brasil mas em todos os países do mundo. Mais cedo ou mais tarde ela ficará impagável.
    O que irá ocorrer é que os credores tentarão sempre renegociar para tentar prorrogar a explosão, e vários países irão aceitar a renegociação ao longo do tempo. Mas isso não muda o fato da conta estar sempre sendo postergada para a próxima geração. Todas estas dívidas continuando no ritmo que estão chegarão a um ponto impagável no futuro. Seja na Grécia, seja no Brasil ou seja na França... A diferença é quem irá explodir primeiro..
    O mais triste é saber que serão nossos filhos e netos que pagarão a festa com dinheiro público da atual geração...
  • Adelson Paulo  18/07/2015 02:28
    Li hoje no site yahoo finance

    finance.yahoo.com/news/quickly-greeces-future-deteriorating-070003973.html

    Looking at Greece's debt on a per-capita basis, however, paints a slightly less bleak picture. At the end of 2014 there was more than $35,000 of debt for every Greek citizen, according Eurostat, whereas in Japan it was about $79,000, Bloomberg calculations show. In the U.S., it reached about $56,600, based on data from the Treasury Department. With reference to the European countries, Greek citizens bear a public debt lower than their counterparts in Ireland, Belgium, Italy, Austria, the U.K. and France.

    No Brasil minhas contas estão em um pouco mais de 12 mil reais de dívida per capita, apenas considerando a dívida pública federal.
  • Guilherme  24/07/2015 14:35
    Teve uma Auditoria Cidadã, em que participou Maria Lucia Fatorelli, o resultado foi este:


    www.auditoriacidada.org.br/wp-content/uploads/2015/06/Tragédia-Grega-esconde-segredo-de-banco-privados.pdf
  • bruno  16/07/2015 17:49
    Conversa com fulanos da Grécia.

    www.youtube.com/watch?v=OFV5bu3mBMo
  • emerson mor  16/07/2015 18:43
    Qualquer semelhança com um País qualquer por aqui, terá sido mera coincidência.......

    SQN
  • Alma sombria  16/07/2015 19:00
    feliz por ver um bando de populistas quebrando a cara, triste por que perdemos a oportunidade da UE explodir,
    tendo em vista que o bloco mais parece a união dos estados socialistas europeus, gostaria muito de ver
    o Reino Unido e a Alemanha saindo da UE para o bem deles próprios e para falência da UE.
  • Vander  16/07/2015 23:45
    Só um adendo à este artigo: O ex-primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, já anda dando com a língua nos dentes, comentando asneiras na mesma linha do playboy grego Alexis Tsipras.

    Pelos comentários do capo italiano, a próxima a começar a jogar o jogo grego será a Itália.
  • Vander  17/07/2015 00:03
    Acho que ainda não apareceu aqui no Mises: Alexis Tsipras recebe um sermão de um liberal

  • Didi  17/07/2015 12:35
    Barbaridade, o TSIKAS foi enquadrado sem dó nem piedade. Tem como importar um orador desse naipe para discorrer sobre o desgoverno do Brasil?
  • A Brutal Realidade  17/07/2015 00:37
    Mas quem disse que esquerdista perde credibilidade quando fracassa ? Na verdade, o fracasso os alimenta, porque eles podem culpar novamente "as grandes corporações", "o capital internacional", "o imperialismo (americano/alemão/inglês)" e redobrar a aposta populista.

    Os liberais é que somos ingênuos em acreditar que a cabeça dos caras funciona de forma lógica. A mentalidade revolucionária é uma doença que não será curada pelo poder da razão.

    Agora, se formos tolos em acreditar que a extrema-esquerda está morta, aí mesmo é que em dois anos veremos a Europa toda dominada pelos comunas. Eles se farão de morto para comer o coveiro.

  • Rodrigo  01/11/2015 15:32
    A esquerda nunca estará morta, pois se alimentam da sua própria ignorância. "Os erros podem ser corrigidos por aqueles que observam os fatos, mas o dogmatismo não será corrigido por aqueles que estão apegador a uma visão".

  • Adriano  17/07/2015 02:04
    O pior de tudo é que as pessoas não aprendem. Aposto que eles vão continuar dando murro em ponta de faça eternamente.
  • Gabriel  17/07/2015 02:18
    Eu tenho uma dúvida que gostaria de saber e ainda não consegui pegar bem aqui no site, o que especificamente a EFSF tem haver com o "caso Grécia"? Eles tiveram por finalidade retirar dos bancos privados os títulos gregos para diminuir o impacto de um eventual calote grego?

    Caso sim, a finalidade do EFSF era apenas essa? Ou não é nada disso?
  • Camargo  17/07/2015 03:26
    A European Financial Stability Facility (Linha de Crédito para a Estabilidade Financeira Europeia) é um programa da União Europeia (financiado com dinheiro de impostos) que fornece empréstimos emergenciais para governos em dificuldades financeiras (pode também recapitalizar bancos ou comprar títulos da dívida soberana).

    Caso seu inglês esteja bom, esse verbete da Wikipédia está bem completo:

    https://en.wikipedia.org/wiki/European_Financial_Stability_Facility
  • Henrique Zucatelli  17/07/2015 02:48
    Venho pesquisando muito sobre a história da esquerda moderna em suas várias facetas- do bolivarianismo latino ao neo comunismo europeu, e percebo que estes só sobrevivem por pura conivência dos liberais, os verdadeiros detentores da riqueza do mundo, que pouparam e lideram nações com Estados pequenos, enxutos e saudáveis, embora longe do padrão ouro.

    Uma prova cabal é o caso Venezuela/Russia/Brasil/Angola/Nigéria. Logo que os movimentos de expansão do shale gas+outras fontes alternativas derrubaram o preço do petróleo, essas economias centralizadas caíram como moscas.

    Não obstante seja regra dos livres mercados a troca sem restrições, percebo uma total hipocrisia nos liberais ao alimentar esses sistemas ditatoriais, que vão totalmente contra a maior riqueza de uma nação: a própria liberdade de viver. E quanto mais rica é uma ditadura, mais ela coage seu povo. E liberais só param de ser hipócritas quando a ditadura se eleva a tal ponto que começa o genocídio.

    Vejam alguns exemplos: - Os EUA e a UE só impuseram sanções sobre a Russia após a tomada da Crimeia, e só fizeram na Síria por conta dos massacres com crianças. E assim acontece em todo o globo. Enquanto suas ditaduras não fizeram muito barulho e pari passu estavam a serviço da desinflação de preços, os liberais pouco se importaram e alimentaram esses psicopatas no poder tranquilamente. E continuam fazendo nesse exato momento.

    Dias atrás nosso corrupto governo neo comunista foi recebido com todas as pompas pelo presidente Obama, e acordos comerciais foram feitos como se nada estivesse acontecendo.

    E agora vemos os contribuintes alemães tendo que pagar a conta dos gregos, por decisão de burocratas bons de retórica, mas fracos de postura.

    Para concluir, o que eu percebo para o horizonte é mais comunismo, mais socialismo e mais quebradeira pelo globo, pois sempre vai haver um liberal bonzinho pagando a conta de um comunista mal caráter.
  • anônimo  17/07/2015 11:39
    Não sei se você sabe mas o governo do Obama é de fortes inclinações socialistas. Talvez esteja confundindo porque em inglês "liberal" significa esquerdista.
    A UE também tem governos em sua maioria socialistas.
  • Vinicius  17/07/2015 14:04
    Como o anônimo disse, liberal é indicativo de progressista em inglês. Nem mesmo a palavra "libertarian" tem o mesmo sentido. Eles usam ate um "social-libertarian" ou "left-libertarian" que são deturpações totais do que a gente acredita, clamando por governos centrais poderosos e controladores, principalmente controlando a cultura, a moral e a ética.

    Obama seria, na melhor das hipóteses, parecido com o PSDB, de esquerda, mas nem tanto. Na minha opinião ele estaria mais alinhado ao PT, talvez nem tão à esquerda, mas mesmo assim muito longe do centro. Ele (e o Clinton antes dele) ampliou os poderes do governo federal de forma absurda. Centralizou a economia, aumentou os gastos públicos, esta estatizando a saúde e a educação (Gramsci, feelings), criando clima de insegurança e o mesmo "nós contra eles" usado no Brasil. Os problemas raciais e de imigração são resultado dessa estratégia de tentar fazer com que as pessoas tenham vergonha de serem conservadoras, vergonha de serem brancas, de serem homens e de serem ricas. Tudo estratégia para preparar o terreno pra socializar os EUA.

    E, sim, mesmo desconsiderando o fato de que os EUA hoje são comandados pela esquerda e tem uma agenda em promover o socialismo, sim, eu concordo que os liberais de verdade e os países de economia liberalizada ajudam a perpetuar os socialistas, ditadores e comunistas no poder ao redor do mundo.
  • Marcelo Boz  17/07/2015 19:50
    Sobre a Rússia é bom ficar de olho.
    A Rússia está perdendo muito em exportações com essas sanções e logo essa situação vai ficar insustentável para os russos.
    Tudo ali cheira a pólvora!

    Att
    Marcelo Boz



  • Vinicius  17/07/2015 12:26
    Eu discordo 100% da conclusão do artigo.

    Os esquerdistas irão culpa o grande capital, o neoliberalismo e o capitalismo pelos anos de dificuldade que virão. Quando o barco começar a virar, e o paus começar a demonstrar uma reação (graças ao controle de gastos, privatizações, etc), os esquerdistas vão dizer que a melhora é por conta dos programas sociais e da luta contra os neoliberais. E o povo vai acreditar, vai votar de novo, e quando eles quebrarem mais uma vez apenas alguns anos de bonança e gastança, eles irão culpar o grande capital.

    O irônico é que a culpa vai ser realmente do grande capital, mas pelo fato de que eles vão ter sido muito burros em emprestar dinheiro a países, principalmente países que irão financiar o consumo e o poder com esse dinheiro. Eles jamais irão produzir bens que irão pagar esses empréstimos, apenas consumir e consumir o dinheiro alheio, e nós, os capitalistas, continuaremos burros e gananciosos demais, acreditando que governo paga dívida.
  • anônimo  17/07/2015 13:38
    Por mim quem empresta a governo é conivente com a situação logo conscientemente ou não apoia o socialismo ou corporativismo.
    Calote nesse caso é mais do que merecido. O capitalista que empresta ao governo e o servidor publico tem muito em comum, ambos recebem o seu de impostos alheios.
    A esquerda costuma apoiar o segundo e demonizar o primeiro, e nos comentarios aqui parece o oposto.
  • anonimo  17/07/2015 22:22
    Ocorreu um silencioso golpe de estado imposto pelos bancos gregos
  • pensando sobre o tema  18/07/2015 00:20
    a palavra "acabada" no título do artigo poderia ser considerada válida SE fôssemos capazes de aprender com a história, infelizmente, a própria história prova que isto não acontece...

    com a extrema-esquerda saindo de cena (por hora), o vácuo deixado certamente será ocupado por algo tão ruim ou pior... quem sabe pela extrema direita... que no final das contas é a mesma coisa... só que mais xenófobos...

  • do impacto ambiental causado pelo cruzamento dos golfinhos  19/07/2015 19:50
    Alguém precisa avisar para a imprensa, tanto nacional quanto estrangeira, que socialismo, incluindo o nacional socialismo, é de esquerda, não de direita, muito menos de extrema direita.
  • André  19/07/2015 19:59
    Hoje li essa analogia da situação da Grécia:

    geracaodevalor.com/blog/para-entender-tragedia-grega/

    Achei bem interessante.
  • laércius  24/07/2015 00:06
    E o Presidanto eleito e seu ministro gostavam de botar um "bleiser" e ir para a tevê dar aqueles sorrisos convencidos.O ministro manezão pretensamente saiu sorrindo.Já o Tripas teve que engolir em seco e ficar com a cara séria.Já na tv (brasileira ao menos) ficou aquela sugestão que bocó conseguiu melhorar a negociação e que a União Européia está judiando dos caloteiros.
  • Emerson Luis  26/08/2015 16:34

    E Nêmesis volta a punir a hybris...

    Irracionais não são os governantes e ricos alemães que aceitaram o novo acordo e vão ganhar muito com ele, mas sim os trabalhadores alemães que pagara e continuarão pagando caro pelo mesmo.

    * * *


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