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Se o socialismo é economicamente inviável, por que ele dura tanto tempo?

Ao longo da segunda metade do século XX, o Leste Europeu vivenciou várias manifestações e atos de desobediência civil contra o regime soviético.  Na Hungria, em 1956; em Praga, em 1968; e, especialmente, na Polônia ao longo das décadas de 1970 e 1980, a resistência contra a tirania se inflamou.  Mas todos os movimentos foram esmagados pelo governo de Moscou, tanto por meio da imposição de leis marciais quanto pelo recurso da intervenção militar direta.

No entanto, no verão de 1989, os poloneses conseguiram realizar eleições livres.  Ativistas anticomunistas (e, em vários casos, também anti-socialistas) surpreenderam seus conterrâneos: eles conquistaram 99 das 100 cadeiras no Senado e absolutamente todas as 161 cadeiras do Parlamento que o regime permitiu serem disputadas na eleição.  Isso essencialmente derrubou o regime soviético na Polônia.  Desta vez, no entanto, em vez de enviarem tanques para esmagar os agitadores poloneses, a URSS não fez nada.

Já em novembro daquele ano, os dissidentes dos outros países ficaram animados ao constatar a inação soviética na Polônia.  Hungria e Tchecoslováquia arbitrariamente decidiram abrir suas fronteiras, permitindo que os alemães orientais pudessem ira para a Áustria e, dali, para a Alemanha Ocidental.  Os moradores da Berlim Oriental começaram a exigir livre trânsito para o Ocidente.  A "queda" do muro ocorreu logo em seguida.

Muitos americanos, e especialmente os conservadores, gostam de afirmar que o fim do bloco soviético e da União Soviética foi um feito americano: a alegação é a de que os oligarcas soviéticos não apenas não conseguiram acompanhar a escalada armamentista americana, como também temiam o crescente e incontestável poderio militar americano, e, por isso, simplesmente decidiram se render e permitir que o regime acabasse naturalmente, como de fato ocorreu em 1991

Essa narrativa é ótima para fins de propaganda doméstica nos EUA, mas o fato de que regimes tirânicos nunca simplesmente "se rendem" sem disparar um único tiro ao lidarem com um poder externo ameaçador faz com que essa teoria seja bem improvável.

Uma questão intelectualmente mais honesta seria, em vez de exaltar o poderio militar americano, perguntar por que o estado soviético estava tão fraco na década de 1980. 

Afinal, se os soviéticos haviam sido inquestionavelmente capazes de "manter a ordem" no Leste Europeu durante as décadas de 1950, 60 e 70, por que eles repentinamente perderam essa capacidade na década de 1980?

Partindo-se dessa premissa, os fatos rapidamente nos levam a descobrir que, já na década de 1980, a economia soviética, bem como a maioria das economias do Leste Europeu, já estava em frangalhos.  As moradias eram decadentes e suas estruturas já estavam se esfacelando.  Os automóveis e os aparelhos eletrodomésticos eram inacreditavelmente antiquados e raramente funcionavam a contento.  O padrão de vida dos cidadãos do Leste Europeu havia caído para uma mera fração do padrão usufruído pelos seus congêneres da Europa Ocidental.  Itens básicos como sabonete, ovos, leite e até meia-calça feminina eram luxo de poucos.

Em outras palavras, as economias centralmente planejadas do bloco soviético produziam muito pouca riqueza real, e seus regimes, para se sustentarem, sugavam e consumiam uma quantia crescente dessa pouca riqueza que a população ainda conseguia produzir.  Como consequência inevitável, tanto a população quanto os regimes empobreciam continuamente.

Essa debilidade econômica significava que não apenas a legitimidade do regime estava em risco, como também que os soviéticos não mais usufruíam um "excedente" militar, ao qual eles podiam recorrer sempre que tinham de restabelecer a ordem em algum país-satélite cuja população apresentava um princípio de rebelião.

Ou seja, a URSS estava pobre demais para conseguir pagar suas contas políticas.

Mises e o problema do cálculo econômico

Nada disso teria surpreendido Ludwig von Mises, caso vivo estivesse à época.  Muito antes da derrocada soviética, Mises havia demonstrado que, em uma economia socialista (com esse termo ele se referia a uma 'economia centralmente planejada'), é praticamente impossível saber qual bem deve ser produzido, como deve ser produzido, em que quantidade deve ser produzido, com que qualidade deve ser produzido, para quem deve ser produzido e quando deve ser produzido.

Ao explicar isso, ainda em 1920, Mises provou que a União Soviética, não obstante quaisquer vitórias que pudesse obter no campo da remodelagem da natureza humana, era economicamente impossível.  Como resumiu Murray Rothbard:

Antes de Ludwig von Mises expor o problema do cálculo econômico no socialismo, em seu celebrado artigo publicado em 1920, socialistas e não-socialistas já haviam percebido que o socialismo sofria de um grave problema de incentivos.

Se, por exemplo, todos os indivíduos em um sistema socialista fossem receber uma mesma renda — ou, em sua variante, se todos fossem produzir "de acordo com suas capacidades", mas recebessem "de acordo com suas necessidades" —, então, parodiando aquela famosa pergunta: quem, no socialismo, fará o trabalho de recolher o lixo?  Ou seja, qual será o incentivo para se efetuar os trabalhos sujos?  Mais ainda, quem fará esses trabalhos?  Ainda pior: qual será o incentivo para se trabalhar duro e ser produtivo em qualquer emprego?

[...]

No entanto, a singularidade e a crucial importância do desafio de Mises ao socialismo é que seu argumento estava totalmente dissociado desse problema do incentivo.  Mises, com efeito, disse: muito bem, vamos supor que os socialistas tenham sido capazes de criar um poderoso exército de cidadãos genuinamente ávidos para seguir todas as ordens de seus mestres, os planejadores socialistas. 

Fica a pergunta: o que exatamente esses planejadores mandariam esse exército fazer?  Como eles saberiam quais produtos seus escravos deveriam produzir?  Em qual etapa da cadeia produtiva cada exército deveria trabalhar?  Quanto de cada produto deve ser produzido em cada etapa da cadeia de produção?  Quais técnicas ou quais matérias-primas devem ser utilizadas na produção como um todo?  Qual a quantidade de matérias-primas a ser utilizada?  Onde especificamente fazer toda essa produção?  Como eles saberiam seus custos operacionais ou qual processo de produção é mais eficiente?

Mises demonstrou que, em qualquer arranjo econômico que seja mais complexo do que o exemplo de Robinson Crusoé sozinho em uma ilha, o comitê de planejadores socialistas simplesmente não teria como saber o que fazer.  E nem como responder a essas perguntas vitais.

Ao explicitar esse poderoso conceito do cálculo econômico, Mises demonstrou que o comitê de planejamento central não tinha como responder a essas perguntas porque o socialismo não dispõe daquela indispensável ferramenta que só existe em uma economia de mercado, e a qual empreendedores utilizam para fazer cálculos e estimativas: existência de preços livremente definidos no mercado.

Sob o socialismo, os meios de produção (fábricas, máquinas e ferramentas) não possuem proprietários definidos (eles pertencem ao estado).  Se os meios de produção pertencem exclusivamente ao estado, não há um genuíno mercado entre eles.  Se não há um mercado entre eles, é impossível haver a formação de preços legítimos.  Se não há preços, é impossível fazer qualquer cálculo de preços.  E sem esse cálculo de preços, é impossível haver qualquer racionalidade econômica, o que significa que uma economia planejada é, paradoxalmente, impossível de ser planejada.

Sem preços, não há cálculo de lucros e prejuízos, e consequentemente não há como direcionar o uso de bens de capital para atender às mais urgentes demandas dos consumidores da maneira menos dispendiosa possível.

Dado que a própria essência do socialismo é propriedade coletiva dos meios de produção, e dado que tal arranjo não permite o surgimento de preços de mercado, e dado que sem preços não há o mecanismo de lucros e prejuízos, que é o que traz racionalidade para qualquer processo produtivo, o comitê de planejamento central não seria capaz nem de planejar nem de tomar qualquer tipo de decisão econômica racional.

Suas decisões necessariamente teriam de ser completamente arbitrárias e caóticas.  Consequentemente, a existência de uma economia socialista planejada é literalmente "impossível" (para utilizar um termo que foi muito ridicularizado pelos críticos de Mises).

Os planejadores centrais soviéticos nunca responderam a esse desafio.  Com efeito, a "resposta" deles só veio em 1991, quando a URSS foi finalmente abolida.  E, imediatamente antes do colapso, ainda havia proeminentes economistas keynesianos sem perceber o óbvio.

Não há exemplo melhor deste auto-engano intelectual do que o de Paul Samuelson, professor de economia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), o primeiro americano a ganhar o Prêmio Nobel de economia (1970), ex-colunista da revista Newsweek, e autor daquele que é, de longe, o mais influente livro-texto de economia do mundo pós-guerra: pelo menos 3 milhões de cópias vendidas em 31 idiomas distintos. 

Ele escreveu na edição de 1989 de seu livro-texto: "A economia soviética é a prova cabal de que, contrariamente àquilo em que muitos céticos haviam prematuramente acreditado, uma economia planificada socialista pode não apenas funcionar, como também prosperar."

Por que demorou tanto?

Em resposta à afirmação de Mises sobre a impossibilidade do planejamento central, alguns então perguntam: "Bom, se o planejamento central é impossível, então por que o arranjo soviético se manteve por tanto tempo?"

A resposta está no fato de que, mesmo em uma economia centralmente planejada, o capital — ou seja, as riquezas existentes — não desaparece da noite para o dia.  Os planejadores soviéticos não implantaram seu regime em um deserto.  Eles não começaram do nada.  Eles tinham à sua disposição todo o capital que havia sido acumulado — durante séculos de poupança e investimento — pelos russos, ucranianos, alemães, poloneses, tchecos, húngaros e todos os outros sob seus domínios.

Sim, é verdade que não era possível para os soviéticos planejar corretamente ou determinar de maneira não-arbitrária quais bens deveriam ser produzidos.  No entanto, eles ainda assim dispunham de uma vasta quantidade de capital que havia sido acumulado ao longo de séculos pelos seus novos súditos.  E, ainda que esse estado centralmente planejado produzisse zero de riqueza (o que não é necessariamente verdade, dado que até mesmo o estado soviético produzia algumas coisas que a população queria), ele ainda assim tinha à sua disposição uma farta quantidade de riqueza que podia ser consumida e redistribuída até ser completamente exaurida.

Isso pode ser observado de maneira ainda mais evidente em regimes que são apenas parcialmente centralizados, como é o caso da Venezuela.  Como explicado neste artigo:

[Se] um dos mais ricos e desenvolvidos países do mundo adotasse, da noite para o dia, instituições cubanas ou norte-coreanas . . . . sua riqueza e todo o seu capital acumulado não desapareceriam em 24 horas.  A dilapidação do capital, embora seja um processo bem mais rápido do que sua acumulação, não se dá de imediato. 

O país deixaria de continuar acumulando capital e passaria meramente a consumir seu capital, mas poderia demorar décadas para dilapidar toda a riqueza já construída. 

Enquanto ainda houver riqueza, o governo terá recursos para ... continuar usufruindo a riqueza, as rodovias, a infraestrutura elétrica e as redes de comunicação já existentes, as quais foram resultado das instituições mais pró-mercado que existiram no passado.

Com o tempo, no entanto, esse "fundo de reservas", como Mises o rotulou, se exaure:

Um ponto essencial na filosofia social do intervencionismo é a pressuposição da existência de fundos inesgotáveis que podem ser drenados permanentemente. O sistema intervencionista entra em colapso quando essa fonte seca: desmorona o mito do Papai Noel econômico.

No que mais, o regime soviético ganhava dinheiro vendendo petróleo (e outros bens) no mercado internacional, e o alto preço do petróleo na década de 1970 ajudou a prolongar a existência do regime.  Não fossem as vendas de petróleo no mercado internacional — vendas essas que forneciam moeda forte ao regime soviético —, é bem possível que o regime entrasse em colapso uma década antes.

Conclusão

É sim possível que o programa militar americano e as relações internacionais do país tenham sim tido algum efeito não-trivial sobre os regimes do Leste Europeu (o papel do Papa João Paulo II na derrocada do regime polonês é inquestionável).

Não obstante, tais análises ignoram o ponto principal: a grande debilidade dos regimes que se baseiam em um planejamento central e na redistribuição de riqueza. 

Sem mercado e sem preços de mercado, é impossível haver qualquer tipo de planejamento econômico; e sem planejamento, não há como haver criação de riqueza e, em última instância, durabilidade política. 

Os bravos rebeldes e manifestantes do Leste Europeu merecem enormes créditos por terem corajosamente enfrentado uma máquina homicida.  Porém, no final, eles foram bem-sucedidos porque foram imensamente ajudados pela escolha do momento certo e pelas decisões econômicas ruins dos burocratas.


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autor

Ryan McMaken
é o editor do Mises Institute americano.


  • Rodrigo Pereira Herrmann  10/07/2015 14:52
    Parece um copo de limonada geladinha e adoçada na exata medida.

    Ou um corte certeiro de uma faca perfeitamente afiada.

    Ótimo texto.
  • Jarzembowski  10/07/2015 15:00
    "Muitos americanos, e especialmente os conservadores, gostam de afirmar que o fim do bloco soviético e da União Soviética foi um feito americano: a alegação é a de que os oligarcas soviéticos não apenas não conseguiram acompanhar a escalada armamentista americana, como também temiam o crescente e incontestável poderio militar americano, e, por isso, simplesmente decidiram se render e permitir que o regime acabasse naturalmente, como de fato ocorreu em 1991. "

    A verdade é que o ocidente, especialmente os EUA não só não foram responsáveis pelo fim do bloco soviético como financiaram a URSS durante várias décadas como mostram os estudos do historiador Antony C. Sutton em livros como Wall Street and the Bolshevik Revolution: The Remarkable True Story of the American Capitalists Who Financed the Russian Communists e
    The Best Enemy Money Can Buy .
    Sem mencionar que todos os países comunistas foram sempre amplamente dependentes de atividades criminosas como o tráfico internacional de drogas, o que pode ser visto no livro Red Cocaine.
    No fim das contas, a longevidade das experiências comunistas pode ser creditada a tudo, menos ao modo de produção centralizado.

  • Henrique  13/07/2015 18:34
    Infelizmente, muitos analfabetos funcionais acreditam que esses fatos amplamente documentados (não apenas atualmente, como durante a própria Guerra Fria) são apenas "teorias da conspiração".

    www.discoverthenetworks.org/individualProfile.asp?indid=977

    www.discoverthenetworks.org/LMC.asp

  • Jarzembowski  13/07/2015 19:41
    Muito bom esse site, Henrique!
    Obrigado pela contribuição.
  • Diego Sousa  10/07/2015 15:03
    Só é uma pena que haja tanto desperdício de vida humana em morte e sofrimento enquanto estes regimes não caem.
  • Marcos Castro   10/07/2015 15:13
    Quem adere ao romantismo socialista é aquele que preferiu o caminho mais curto para tentar "entender" os fenômenos sociais, acreditando que assim está exercendo a sua bondade interior. Uma crença comprovadamente enganadora.
  • Will Lima   10/07/2015 15:14
    O socialismo anda de mãos dadas com o populismo, governos que aprenderam a manter a população menos informada, sob mentiras, fomentação do ódio contra outras classes e a exploração do coitadismo
  • anônimo  10/07/2015 15:22
    Creio eu que independentemente do regime adotado, as pessoas sairão de suas casas em busca de uma vida melhor . E isso é verdade seja trabalhando/produzindo na informalidade às margens do que os donos do poder pregam ou dentro das regras por mais restritivas que essas possam ser. Não sou especialista mas acredito que isso seja um pressuposto básico da praxeologia; agir para alcançar um estado de satisfação superior de acordo com os meios disponíveis.

    Vejam o exemplo do Brasil, apesar de todo nosso histórico estatismo e todo o fracasso do dirigismo econômico recente, as pessoas ainda empreendem e criam. Certamente não tanto caso estivéssemos num genuíno livre mercado mas suficiente para manter um leve progresso.

    Portanto acredito que a própria natureza humana seja um dos motivos responsáveis pela manutenção desses regimes por tanto tempo.
  • Vinicius  10/07/2015 15:48
    Socialism isn't about money, is about power.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  10/07/2015 15:48
    O comunismo e suas variantes não se sustentam: são como as doenças.
  • bruno  10/07/2015 16:11
    Acabei de ler este texto, logo depois de assistir a esta análise:



    Basicamente, o camarada tenta associar comportamentos/linhas de pensamento com nossa carga genética histórica. A constatação é de que o comportamento "coelho" (evitar conflitos, apenas se importar com comida - enfim coisas de curto-prazo, reproduzir-se em grande escala e não dispor de um alerta mental de longo prazo proporcionado por nossas amídalas etc) vem sendo patrocinado por toda essa sanha estatal.

    Basicamente, nós, leitores assíduos deste fórum, estamos em extinção. Isso me deixou muito triste mesmo...achei que os acontecimentos do porvir (crises econômicas globais imensas, perda de liberdades básicas como o dinheiro impresso, alta inflação doméstica etc) fossem fazer as pessoas acordarem. Espero que essa associação genética não seja realidade ou que pelo menos seja desfeita.

    E convenhamos. A chance de surgirem novas Thatchers ou Reagans é diminuta para os próximos anos.
  • bruno  10/07/2015 16:33
    Segue o link do video, acho configurei errado:

    The Genetics of Politics | Liberals vs. Conservatives | Gene Wars
    www.youtube.com/watch?v=HLlTW2Ie-_Y
  • Anônimo  11/07/2015 02:21
    Gene Wars Parte I:



    Parte II:



    Parte III está por vir, ainda.
  • Jacob  11/07/2015 02:30
    Eu apenas deposito minha esperança nos EUA. Se eles não derem uma guinada para o liberalismo clássico, o que por si só já parece extremamente improvável ainda neste século, ninguém o fará.
  • Cassim  11/07/2015 16:26
    Esperança nos EUA...?! Boa parte do esquerdismo brasileiro é importada de lá e apesar da completa ignorância e quasi-dementia anti-americana dos comunistas universitários estudando com o dinheiro dos outros, os americanos são o que há mais de avançado em psicose estatal por quaisquer motivo.
  • Pablo  11/07/2015 19:25
    O problema é que os EUA não são um país homogêneo. Ao mesmo tempo que estados como New Hampshire, Colorado e Texas são o que temos de mais próximo dos ideais libertários, em estados como a Califórnia e Nova York o governo possui um controle absurdo sobre a vida do cidadão. E a cada década o tamanho do estado vai crescendo por lá.
    A não ser que o Texas (ou outro estado mais libertário) venha a se separar, não vejo muito como ter alguma esperança vindo dos EUA.
  • Armando  10/07/2015 16:20
    A única coisa que me pega nesses argumentos, é considerar que há produção de "riqueza zero". Talvez se falar em riqueza liquida (aquilo que foi usado menos o que foi produzido, isso seja verdade, e até mesmo negativa). Mas algo sempre é produzido, e às vezes eles acertam.

    E tem o individuo, que pode pegar a produção de um bem não usável (como um sapato que não caiba no pé), mas o acerta para que caiba no seu pé.
    É o que eu faria, num país que foi o maior produtor mundial de sapatos (USSR), mas tinha muitos pés descalços.
  • Marat  10/07/2015 16:25
    Dura porque é eivado de propaganda enganosa e é ditatorial(vejam Cuba e a Venezuela), porque as massas seguem convenientemente o "pastor", assim como ovelhas, por fim, as massas, seja no socialismo e até mesmo no capitalismo, preferem não VER a verdade.
  • João  10/07/2015 16:37
    Cuba está se entregando agora. Mais cedo ou mais tarde vai cair a aristocracia instalada na Coreia do Norte. Também na Venezuela a miséria é iminente. Últimos anos tem mostrado que intervenção estatal, mesmo que apenas parcial, tem destruído economias pelo mundo, o que dá esperança de um mundo mais justo e livre no futuro. Aristocratas não podem manter o mundo nesse "meio a meio" por muito tempo, a insatisfação e o conhecimento se difunde cada vez mais rápido.
  • Andre  10/07/2015 17:10
    "Cuba está se entregando agora. Mais cedo ou mais tarde vai cair a aristocracia instalada na Coreia do Norte.".

    A Coreia do Norte é outra que está durando muito só porque vários países ficam enviando navios com comida pra lá.
    Nada contra dar comida aos miseráveis de lá, mas é óbvio que a comida não é entregue aos miseráveis, é entregue ao governo que a usa para deixar o líder da Coreia do Norte BEM GORDO, enquanto o resto do povo e até mesmo os soldados que o servem passam fome.

    E o resto deve ser vendido para arrecadar fundos para comprar armas para mantes os famintos sobre controle.
  • anônimo  10/07/2015 19:36
    O regime cubano só sobreviveu depois do colapso da URSS porque foi financiado pelos países tontos da América latina, especificamente: Venezuela, Argentina e Brasil.

    Uma estratégia inteligente montada no foro de São de Paulo pelo Fidel Castro.

    Os petróleos venezuelanos, a importação dos médicos cubanos e o porto de Mariel são a prova viva disso. Fora o que a gente não sabe.

    Felizmente os três países estão ruindo, e os Castros, inteligente como são, já se mexeram. Veja os recentes acordos com Obama.

    A abertura econômica da ilha é uma questão de tempo.
  • Rene  10/07/2015 16:41
    Muito bom. Mas ainda acho que faltou abordar a questão dos mercados negros, que estão em operação ilegalmente nos bastidores de sistemas socialistas, e que continuam gerando riquezas, visto que opera com sistema de preços. Além disso, a União Soviética recebeu ajuda de grandes capitalistas e de outros países do ocidente. Ou seja, o capitalismo recebeu ataques, mas não foi extinto. Se ocorresse a completa socialização, o desmoronamento do sistema seria bem mais rápido.
  • Dam Herzog  10/07/2015 16:49
    Propriedade privada, livre mercado totalmente desimpedido,sistema de preços espontâneo, poupança, contratos, principio da não agressão, liberdade econômica, isso leva a formação e acumulação de capital, que leva a bem estar futuro. Na minha opinião esta é a chave para o progresso e a felicidade dos povos. A pobreza não faz parte do destino da humanidade. A opção preferencial da humanidade é pela riqueza. Os índices de liberdade econômica + ou - coincide com o índice de bem estar dos povos.O clima, a posição geográfica, a raça, não influem, vejam que Cingapura é tropical. O que pode obscurecer a mente das pessoas são a ignorância, a religião, a ideia de iguadade (universalmente impraticavel) e invenções como o socialismo, considerado a pior invenção da humanidade em contraste com o livre mercado como sendo a melhor coisa que apareceu na vida dos povos.Nossos filhos deveriam ser criados com a noção de prepararem-se para a vida prestando serviços a terceiros quando adultos para sobreviverem, pois quem não trabalha não come.
  • bruno  10/07/2015 17:04
    Olá Dam!

    Vc citou a Cingapura aí no seu comentário. Eu cito Hong Kong. Mas, atentemos ao fato de que fogem o que parece ser uma regra: sociedades situadas em países com clima mais duro foram compelidas a desenvolver um "bom-senso" de longo prazo, claro, via seleção natural.

    É o que o Stefan Molyneux comenta no vídeo que postei acima, The Genetics of Politics | Liberals vs. Conservatives | Gene Wars.

    Vc pode citar esses países que deram certo. Mas não deixam de ser exceções. Note que em Cingapura ou em Hong Kong foram incorporadas ideias liberais originadas dos britânicos.

    De que outra forma explicar a permanência do ideal socialista após o colapso do grande símbolo que foi a URSS?
  • Rennan Alves  10/07/2015 18:36
    De que outra forma explicar a permanência do ideal socialista após o colapso do grande símbolo que foi a URSS?

    Gramscismo.
  • bruno  10/07/2015 19:45
    Olá, Rennan

    Vc invoca aí o Gramscismo, mas isso ainda me parece insuficiente para explicar este fenômeno, uma vez que parece ser bem conhecido e público, além de ser uma invenção humana.

    O Gramscismo, assim como o Marketing, parecem ser "amigos" de uma condução das coisas mais do tipo "coelho", conforme citei assim. Isto é, uma tendência biológica de evitar conflitos, apenas se importar com comida - enfim coisas de curto-prazo, reproduzir-se em grande escala e não dispor de um alerta mental de longo prazo proporcionado por nossas amídalas etc

    É a irracionalidade imperando sobre o que nos torna seres conscientes.

    Gramsci escreveu suas considerações bem antes da queda do muro de Berlin. Como explicar que essa onda é muito mais forte agora do que antes do fim da URSS?

    E apesar de não ser escopo deste artigo, repito a provocação de alguém, "È como se alguém insistisse que 2+2, não é quatro mas sim cinco, durante séculos. è isso que me deixa intrigado. O socialismo do ponto de vista de ideia, já está ai a séculos sendo a idéia dominante."
  • Fernando  13/07/2015 03:31
    Gramsci escreveu o Cadernos do Cárcere na década de 30 porque percebeu que as revoluções socialistas não estavam ocorrendo pela Europa Ocidental (mais rica e mais desenvolvida) como previa Karl Marx.

    Então, escreveu tais Cadernos de forma didática para comunistas e esquerdistas em geral se infiltrarem nas Universidades, subverter a cultura, a educação e o senso comum da sociedade de forma gradual, até que a sociedade fosse socialista, sem nem saber que é socialista, como se fosse a coisa mais normal e mais correta que existe. Depois da sociedade ter essa mentalidade progressista mais avançada, partidos esquerdistas começariam a se eleger, aparelhariam o Estado, iriam agigantando o Estado cada vez mais controlando seus cidadãos em nome das pautas humanistas e progressistas e então, de forma gradual novamente, finalmente a estratégia de Gramsci estaria praticamente completa.
    Na Europa Ocidental, nos EUA e principalmente na América Latina tal estratégia que ele chamou na própria obra de Revolução Cultural foi um sucesso indiscutível.

    mises.org.br/Article.aspx?id=1292

    Esse artigo pode te ajudar a entender o gramscismo.
  • bruno  10/07/2015 20:03
    Só um adendo.

    Sempre que chego a esse momento de minhas discussões, fatalmente levanta-se o ponto de que "precisa haver Educação da população neste ponto".

    Como considero que a Educação é uma palavra com muitos e extensos significados, sempre apelo para o fato de que temas relacionados a Historia ou matérias sociais afins deveriam ser apresentados de maneira neutra, sem quaisquer ideologias, baseadas na máxima racionalidade.

    E quase sempre em minhas discussões com colegas chegamos à conclusão de que é dificílimo essa neutralidade. Sendo assim, essa educação deveria ser mais familiar, de pai pra filho.

    Mas como, se cada vez mais as pessoas caminham pra essa mentalidade "coelho",ainda, impelidas a isso pelo Estado?

    Eu tento, mas não consigo deixar de ser pessimista com essa historia toda.
  • leonardo  10/07/2015 16:51
    Quais seriam os estados mais liberais e mais intervencionistas do Brasil?
  • Hudson  10/07/2015 17:02
    Não existe nada próximo ao liberalismo no Brasil.
  • Vitor  11/07/2015 15:55
    SC é considerado um estado com muito empreendedorismo e baixa burocracia pros padrões brasileiros,tanto na capital como no interior, galera bem business.

    SP é naturalmente liberal já que teve forte imigração das mais diferentes culturas, o que reduz o estereótipo do homem cordial brasileiro.

    RS e PE tem forte tradições separatistas.
    Nvt2e
  • Andre  10/07/2015 17:06
    Lendo esse artigo e ponderando sobre o regime Cubano, que já deveria ter falido, por ser de escala muito menor que a URSS
    imagino que o regime Cubano só não faliu ainda por estar sendo alimentado por outros povos.

    Sendo um país pequeno é fácil manter o regime vivo por meio de doações dirfarçadas provindas de países maiores e mais ricos
    que possuem governantes simpatizantes da escravidão dos Cubanos.

    O exemplo mais emblemático que me vem à cabeça é o governo brasileiro alugando médicos cubanos e com isso financiando
    o regime podre cubano.

    Sendo assim, é até possível que Cuba dure ainda muitas décadas, bastando para isso que governantes de outros países
    continuem fazendo doações para o regime podre de Cuba.

    Agora, pensando algumas décadas a frente, imagino que no futuro haverão drones pequenos e baratos de baixo custo
    que poderão ser usados remotamente para transportar os cubanso para fora de cuba.
    Aí finalmente os senhores feudais de Cuba ficariam sem escravos e o regime acabaria.
  • Pedro Mundim  10/07/2015 17:39
    É preciso lembrar também que os regimes comunistas são uma "ditadura perfeita", pois o Estado ocupa todos os espaços e remove qualquer possibilidade dos cidadãos se manifestarem. Você conseguiria rebelar-se contra alguém que é, ao mesmo tempo, o seu governante, o seu patrão, o seu locador, o dono da escola onde seu filho estuda e o proprietário do jornal que você lê?

    Por conseguinte, apenas o colapso causado pela falência absoluta da economia pode derrubar os regimes comunistas. Governos comunistas não são derrubados, desabam feito prédio condenado.
  • Alguem  10/07/2015 18:22
    Eu achei o artigo interessante, mas eu acho que a resposta não está completa. Ele explicou de um ponto de vista de um pais que no caso era a união soviética, Venezuela etc.. Mas e o socialismo do ponto de vista de "ideia" como ela ainda sobrevive e continua sendo a idéia dominante, sendo que já foi refutada diversas vezes, tanto pela realidade, quanto por economistas.

    È como se alguém insistisse que 2+2, não é quatro mas sim cinco, durante séculos. è isso que me deixa intrigado. O socialismo do ponto de vista de ideia, já está ai a séculos sendo a idéia dominante.
  • Ninguém   10/07/2015 19:33
    Isso já entra totalmente em questões psicológicas, psíquicas e psiquiátricas. Compreensivelmente (ainda bem!), esse não é e nem nunca foi o escopo do artigo.
  • Marcio Ribeiro  10/07/2015 19:35
    E a Coréia do Norte??? Pq o regime comunista ainda existe lá mesmo após tanas mazelas economia completamente exaurida, fora os devaneios do líder deles??? Será que a China que mantem Kim no poder???
  • Rhyan  10/07/2015 22:20
    E conservadores ainda insistem em dizer que foi o governo Reagan com seus déficits que salvou o mundo dos soviéticos...
  • Alberto  13/07/2015 18:31
    Se todos os governos do mundo fossem socialistas como eram os países satélites ao redor da União Soviética, o sistema de planejamento econômico poderia estar literalmente falido que Jamais os burocratas do Kremlin abririam o regime do bloco do Leste Europeu.

    Reagan foi de importância direta para a queda da URSS ao armar os afegãos com o fornecimento de mísseis antiaéreos para os mujahideens a partir de 1986 (a Guerra do Afeganistão começou em 1978). A situação que já era ruim para os soviéticos acabou de vez. A retirada humilhante, consumada em 1989, era inevitável.
    Ao mesmo tempo em que os soviéticos se afundavam no Afeganistão, surgia na Polônia comunista, o sindicato independente Solidariedade. Lech Walesa, o seu líder, credita parte do sucesso aos guerrilheiros afegãos, que mantiveram os soviéticos ocupados.
    Presos em uma guerra interminável na fronteira sul, o exército vermelho não tinha mais recursos para invadir seu satélite do oeste e esmagar o movimento dissidente, como havia feito na Alemanha Oriental, em 1953, na Hungria, em 1956 e na Tchecoslováquia, em 1968.

    Não adianta nada o socialismo não funcionar, mas ele apostar todas as suas riquezas (acumuladas antes da implantação do socialismo) na parte militar e conseguir invadir e tomar a maioria dos países no mundo.
    Não é apenas um questão de mostrar como uma economia de Mercado é infinitamente superior e esperar o socialismo colapsar, é uma questão de armar o seu país de acordo com o que seu inimigo está fazendo. E exatamente por isso os EUA ganharam a Guerra Fria, pelo fato de ser uma questão de tempo para a economia socialista colapsar e porque ele se armou de acordo com o que os soviéticos estavam se armando, pois não adianta nada o capitalismo ser infinitamente superior se os socialistas invadirem ou destruírem o país capitalista.
  • Tobius  10/07/2015 22:34
    Quando é que iremos aprender que:

    1- Cada ser humano é uma unidade de consumo de recursos.

    2- Cada ser humano pode ser uma unidade de acúmulo de recursos.

    3- Cada ser humano pode ser uma unidade produtiva de recursos (extração, transformação, prestação de serviços).

    4- Os recursos são finitos e estão espalhados de forma desigual pelo universo.

    5- Quanto maior for a produtividade, mais recursos serão consumidos/acumulados.

    6- Cada ser humano pode produzir, acumular e consumir mais ou menos recursos de acordo com a sua genética, história de vida e cultura.

    O sexto fato econômico é o que mais chama a atenção: O que define os comportamentos econômicos (produzir, acumular e consumir) são as contingências em que cada um está inserido.

    O liberalismo econômico, em poucas palavras, é uma contingência cultural que prega a noção de que cabe a cada ser humano deliberar sobre o consumo e o acúmulo, não tolerando que outro ser humano interfira no consumo/acúmulo de outrem.

    Pregando que o consumo e/ou acúmulo deve ser determinado individualmente, o liberalismo incentiva a produtividade, porque quem produz mais consequentemente acumulará/consumirá mais.

    E isso é interessantíssimo, pois de fato pode disponibilizar mais recursos para as pessoas.

    O que preocupa é:

    a) o ser humano nasce desprovido de recursos e de capacidade de produzir, mas precisa consumir. Significa que alguém deverá empregar recursos para mantê-lo até que ele aprenda a produzir para se manter. Isso não vai contra o liberalismo econômico?

    b) num cenário de eventual hiper-concentração de recursos (poucas pessoas dominam a totalidade dos recursos e não estão dispostas a trocá-los), o que evitará a privação do consumo e a consequente morte de pessoas que não tem acesso a recursos?





  • bruno  10/07/2015 23:01
    a) Vc retira o elemento humano da história muito rapidamente. Parece até que somos robôs e ainda não temos traços irracionais.

    Milton Friedman já se fez essa pergunta, neste vídeo em que ele comenta o porquê do fracasso de uma sociedade com um imposto sobre a herança de 100%.
    www.youtube.com/watch?v=bJwUaVDIPXg

    Se isso fosse contra o liberalismo, pelo mesmo motivo, então, atos de filantropia tbm seriam contra, certo?

    b) Ora, o fato de que as pessoas com concentração de recursos não possuírem todas as habilidades necessárias para a manutenção dos mesmos. Vc acredita mesmo que um grupo de pessoas teria essa condição, ou seja, concentrariam toda a engenhosidade e criatividade humanas, teriam um monopólio sobre as mesmas?
  • Luiz Afonso  10/07/2015 23:17
    O Socialismo é a crença utópica em uma igualdade humana.

    Não é ciência econômica e sim uma crença política. Seus adeptos são como que crentes fanáticos de uma religião, dialogar racionalmente com eles é como tentar convencer um crente de que sua religião é uma ilusão. Assim como uma religião o Socialismo te promete o paraíso. Assim como uma religião ele tem seus santos( os líderes comunistas). Assim como na religião o Socialismo tem o seu Deus que é o Estado.

    Não há razão no Socialismo, apenas discursos emocionais. Não há cálculo econômico, não há futuro, apenas promessas vazias.

    O Socialismo é o inferno na terra.

    Aproveitando alguém de vocês já viu o vídeo Minhas Férias na Coréia do Norte?
    Se não viram vejam, até que ponto chega a loucura ideológica humana, pior é ainda existirem pessoas que defendem este regime. O Socialismo é com toda certeza uma ideologia cheia de Sociopatas e Psicopatas. Imagine você ter nascido norte coreano e desde criança ser ensinado a idolatrar o ditador da Coréia do Norte? Então com PT agradeçam ainda por serem brasileiros.

    vejam o vídeo

    https://www.youtube.com/watch?v=kPLUgwlKkgQ
  • Hugo  10/07/2015 23:59
    Leandro não seria meio estranho afirmar que a economia seja toda planejada,sendo que no meio de todo o planejamento há um livre mercado de bens,apesar de negro? lembro que uma vez foi comentado em alguns artigos que a URSS tmbm só se manteve por 70 anos pelo fato de ter havido um grande mercado negro de produtos (mercado genuíno). Não teria ele auxiliado na reposição de parte do capital que era brutalmente destruído pelo estado ao longo do tempo?
  • Leandro  11/07/2015 02:52
    Mas esse é justamente o ponto. Uma economia completamente estatizada é uma impossibilidade prática (e, ainda que fosse possível tal implantação, seu colapso ocorreria rapidamente).

    É exatamente a existência de atividades privadas no mercado negro -- muitas delas com a anuência tácita dos burocratas, que sabem que são elas que geram oxigênio para a economia socializada -- que ajudam a dar sobrevida ao sistema socialista.

    Não houvesse o mercado negro, economias socialistas se desintegrariam muito mais rapidamente.
  • x  11/07/2015 01:39
    A guerra de secessão teve como principal motivo o a diferença ideológica dos sulistas, que queriam uma nação pro livre comercio e os estados do norte que queriam adotar politicas protecionistas, segundo o texto www.mises.org.br/Article.aspx?id=1406. Com a vitoria do norte, tais politicas protecionistas foram implementadas?
    se foram, esse não seria um caso no qual a intervenção estatal foi benéfica, pois veio a nascer a maior economia mundial?

    grato
  • Leandro  11/07/2015 02:53
    Não entendi seu raciocínio. O sul queria livre comércio porque era a única maneira de exportar sua produção. Com a vitória do norte, tarifas protecionistas foram implantadas (que vigoraram até o ano de 1900, caindo a partir dali).

    Como consequência dessa imposição tarifária e da destruição do livre comércio, o sul empobreceu (e, até hoje, é mais pobre do que o norte).

    E você diz que foi uma intervenção benéfica? Quão mais rico o sul americano seria hoje não fossem essas tarifas?

    Em todo caso, nós brasileiros nem precisamos dessas teorias. Nós vivenciamos a empiria. Não apenas nunca tivemos livre comércio, como também já tivemos uma economia completamente fechada (década de 1980, uma maravilha). Aliás, desde o surgimento de Dilma, todas as tarifas de importação foram elevadas. O que ocorreu com nossa indústria e com nosso crescimento econômico? Pois é.

    É espantoso que, após tantas evidências empíricas, ainda haja brasileiro que defenda tarifas.

  • x  11/07/2015 04:00
    Obrigado pela resposta Leandro.

    não defendo tarifas. minha questão foi, o intervencionismo estatal aplicado pelos vencedores, o norte, não favoreceu a população inteira do norte evoluindo a industria e a economia? ou se não fossem aplicadas tais tarifas alfandegarias, o norte dos Estados Unidos teria prosperado mais?
  • Leandro  11/07/2015 04:52
    Isso é tautológico: tarifas sempre beneficiam aqueles a quem elas visam proteger. Elas existem justamente para isso. As tarifas americanas foram criadas com o intuito de proteger os magnatas do norte e arrebentar a população do sul. Conseguiram.

    Agora, veja o caso do Brasil. As tarifas de importação brasileiras são ótimas para a FIESP, que ganham um mercado cativo, e péssimas para os nordestinos, que são proibidos de comprar produtos estrangeiros mais baratos e acabam sendo obrigado a comprar produtos feitos pelos grandes industriais paulistas da FIESP.

    Esse arranjo é bom para os industriais paulistas? Sem dúvida nenhuma. Eles ganham muito dinheiro e podem ir pra Miami fazer suas compras sem tarifas de importação. É bom para o padrão de vida dos nordestinos? Duvido muito. Não apenas eles são obrigados a comprar os produtos caros da FIESP, como ainda ficam sem poder de compra pra ir a Miami.

    Sempre há ganhadores e perdedores em qualquer política intervencionista. Tarifas deixam o protegido mais relapso e o tornam mais ineficiente (veja a nossa indústria atual), mas é inegável que tornam esses industriais muito mais ricos. Tarifas protecionistas são ótimas para as grandes elites industriais. E são péssimas para o povo. Por isso acho curioso quando veja a esquerda defendendo tarifas. Não há medida mais anti-povo e mais pró-elite do que essa.

    No caso americano, vou repetir, as tarifas retornaram aos níveis originais logo na primeira década de 1900 (como mostrado no link que postei acima). Dizer que os EUA são ricos hoje por causa de tarifas que vigoraram entre 1865 e 1900 é um tantinho forçado, não?
  • Mateus Nincato  01/11/2015 00:09
    Leandro,

    Agora vc viajou na maionese.

    O nordeste não consegue produzir riqueza. Históricamente nunca produziu. Quais foram as capitanias que prosperaram ? Lembra....

    E digo mais. Se o Nordeste se separasse do Brasil todo paulista soltaria fogos por semanas...

    Mateus, paulista
  • 4lex5andro  07/11/2016 17:33
    Com SP independente (e possivelmente o sul também) o mercado consumidor no Ne poderia optar em importar com tarifa zero, ou fechar acordos de livre comércio nos moldes de Panamá e Chile enquanto o novo país bandeirante passaria a ter tarifas pesadas sobre suas mercadorias.

    Também Sp e suas indústrias teriam de importar (bem tarifados) minério de ferro e alumínio de Mg e Pará, além de petróleo para refino, possivelmente de Ba, Rj e Es, competindo dessa vez com outros países (talvez Eua e Japão) por essas commodities.

    E, completando, não seria devaneio uma indenização por parte de Sp e Sul também, já que em 3 dos 5 séculos de existência, arruamentos, mineração e fortificações do Brasil foram bancados pelo Ne, que enviava vultosas quantias em impostos para a capital Rio.

    Esse tipo de post que parece vir de um mundo onde Sul e Sp são liberais e não tem partidos vermelhos.
  • Pedro  11/07/2015 02:24
    O instituto da heranca e uma coisa importante, faz com que as pessoas trabalhem mais e poupem mais,com o proposito de deixar sua prole em boa situacao. Se fosse habolida a heranca, por que eu ainda estaria trabalhando e, principalmene, poupando? Pegaria o que tenho e passaria a ser um curtidor e dispenderia o maximo possivel para deixar o minimo possivel para o governo. Se a heranca for abolida, o Sistema capitalista sofreria um baque irreparavel. As pessoas acumulariam bens ate certa altura da existencia e gastariam o acumulado no tempo restante.
  • Alexandre  01/11/2015 02:57
    Se herança for proibido, as pessoas vão doar seus bens em vida ou simular uma venda.
  • Didi  11/07/2015 06:45
    Congratulations Ryan McMaken!

    Discorreu com maestria sobre o tema. Entrementes a URSS sugava das riquezas acumuladas há séculos pelas nações contíguas. Agora com esse lance de "Pátria Grande" na América Latina e coadjuvando alguns países do Continente Africano, dado a sucessão de governos populistas [desenvolvimentistas]que ao longo do tempo foi detonando diversas economias domésticas, então coube ao Brasil que surfou na crista da onda do inchaço mundial, sob a batuta de sucessivos governos pró socialistas, dar a sua cota de sacrifício por meios nada convencionais [com aportes bilionários], a fim de dar sobrevida ao modelo soviético e que ora começa a cobrar o seu escorchante preço junto a incauta sociedade brasileira.
  • Adelson Paulo  11/07/2015 13:22
    Não sou economista, e por isto considero fundamental dispor de argumentos mais acessíveis para debater com as pessoas sobre a inadequação das ideias socialistas, de centralização da economia nas mãos do Estado e de seus funcionários.
    Assim, considero a ideia original de Mises, sobre a ausência do cálculo econômico nos regimes socialistas, com a consequente impossibilidade de planejamento econômico eficaz, um excelente argumento para debater com pessoas não especialistas. A grande maioria das pessoas entende a importância dos preços para a tomada de suas decisões no dia a dia e para o planejamento de suas vidas.
    Sempre que coloco esta questão em debate junto aos "socialistas", percebo que gero uma dúvida e incerteza em suas mentes. Quando alguns me respondem que caberia ao Estado decidir, de acordo com critérios políticos ou sociais, o melhor uso dos recursos para investimento, eu contraponho que o Estado nunca conseguirá prever e contabilizar as futuras tecnologias ainda não disponíveis, e que assim o regime socialista, mesmo que garanta condições básicas para a população, sempre vai perder a corrida tecnológica e da inovação.





  • Renato  11/07/2015 18:35
    Queria ver um político liberal assumir uma prefeitura e propor uma batalha.
    Ele abriria o mercado de determinado setor e deixaria sua estatal concorrer com dois empresários.
    Os indivíduos da cidade decidem quem ganhou.
  • Tio Patinhas  11/07/2015 18:50
    OFF:

    Mais uma vez alguém fornece um serviço melhor e o governo quer impedir:

    oglobo.globo.com/rio/moradores-da-ilha-do-governador-criam-sua-propria-linha-de-barca-pela-baia-de-guanabara-16734299?utm_source=Facebook&utm_medium=Social&utm_campaign=O%20Globo
  • Freedom  11/07/2015 22:37
    O socialismo não funciona, mesmo tendo educação de Harvard para todas as pessoas.

    O socialismo dura tanto tempo, porque o povo tem medo de boicotar o governo. Se todas as empresas parassem de pagar impostos, o governo cairia no mesmo dia.

    O Brasil está muito próximo do socialismo. O povo quer que o governo faça tudo e cuide de tudo. A maioria da população ainda acredita em serviços públicos. Quando a mídia está reclamando ou denunciando algum erro do governo, ao mesmo tempo está incentivando o inchaço do estado.

    Ninguém aguenta mais pagar tanto imposto, sem ter nada em troca. Nem a justiça funciona direito. Como pode ter 40 mil processos por ano no STF ? É como se a decisão de um juiz de primeira instância fosse apenas um protocolo.

    Tem muita gente que acredita em liberdade, mas apoia distribuição de renda. Eu não acredito em distribuição de renda. Esses programas tem muitas fraudes, e retiram dinheiro de quem produz e trabalha.

    Não existe economia viável com um governo mamando nas tetas de quem trabalha. É como carregar chumbo no porta malas do carro. Essa proteção ao emprego feita pelo governo é bizarra. Isso é tirar dinheiro de quem produz, para entregar para quem errou ou investiu errado. É a destruição do sucesso para ajudar o fracasso.

    A liberdade não deve ser encarada como um anti-socialismo. Se alguém quiser ser cliente do governo, o problema só diz respeito a ele. Quem acredita em governo, que pague seus impostos. Quem não acredita em governo, que seja responsável pela sua vida e não pague impostos. A liberdade deve proteger o indivíduo e não apenas ser contra o governo.













  • Joao Girardi  13/07/2015 18:13
    Gostei muito do artigo, é simples, direto e responde uma pergunta muito comum quando se diz que o socialismo é impossível. Minha única sugestão é que o autor poderia ter expandido mais esse ponto. Outro fator que permite que o regime soviético e países socialistas sobrevivam por mais tempo foi a capacidade da URSS e seus estados vassalos de "imitar" os preços de outros países onde havia maior liberdade econômica. Lógico que esses preços não refletiam as condições reais de oferta e demanda dentro do bloco soviético e o resultado era o caos dentro da economia. Tivessem os socialistas tido sucesso em estabelecer uma ditadura global, sem preços e referências para produzir, aí sim teríamos uma verdadeira impossibilidade de cálculo econômico.

    Além disso muitos bens importados do Ocidente como calças jeans, discos de rock, alimentos e etc eram contrabandeados à URSS, algumas vezes através do mercado negro ou mandados de parentes refugiados no Ocidente a seus conterrâneos nos países comunistas, como agora fazem os refugiados Cuba que vivem nos EUA mandando produtos a familiares em Cuba.

    Isso é o mais irônico de tudo, apesar de terem a economia mais controlada do mundo, é justamente nos países socialistas em que há o maior mercado negro. Mas nesse caso podemos até dizer que tais ações desses empreendedores na ilegalidade impediram uma desgraça ainda maior...
  • Emerson Luís  25/08/2015 14:00

    Não existe país 100% socialista nem 100% capitalista.

    O grau de capitalismo restante sustenta o sistema até certo ponto.

    Depois de certo ponto, todo sistema socialista entra em um processo de autofagia.

    * * *
  • Mario Bizerra  25/10/2015 21:37
    Perfeito. Isso mesmo. Não se destrói a riqueza de nação do tamanho do Brazil de uma hora para outra. Em dez anos ele conseguiram uma recessão nunca vista, a que começou neste ano.
  • Felipe  12/09/2016 22:00
    Tem algum livro que tenha todos os argumentos dele? sou o tipo de pessoa que não consegue ler virtualmente
  • Humberto Tavares  30/12/2016 22:31
    Além dos argumentos do texto, vale lembrar também que a própria União Soviética sob o Governo Brejnev no final da década de 60, "privatizou" (o nome correto seria Concedeu) mais da metade das fazendas que produziam alimentos.
    O motivo de tal "absurdo" sob um regime comunista foi que houve uma crise agrícola durante o Governo Kruschev. Se o Kremlin não tivesse feito isso, com certeza teria ocorrido mais uma grande fome do mesmo modo que ocorreu em 1921-1922 na Rússia.

    Além disso, vários estabelecimentos comerciais pequenos operavam tranquilamente no Mercado Negro. Os comunistas sabiam que se começassem a perseguir os comerciantes e produtores (como a Venezuela de Chávez fez), a economia soviética que já era estagnada, pararia de vez.
  • Basco  17/06/2017 21:23
    A URSS realmente ficou muito famosa pelo seu mercado negro. A máfia russa (que controlava a maior parte do mercado negro) tinha todo o passe-livre do governo.

    Além do que você disse, a URSS, a Noruega e alguns países árabes eram os principais fornecedores de petróleo e gás natural para a Europa.

    Tudo isso favoreceu para o socialismo soviético durar por tanto tempo.


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