clube   |   doar   |   idiomas
Se os beneficiados pelo governo são também eleitores, o arranjo é irracional
É economicamente impossível que democracia e estado inchado coexistam eternamente

O funcionário público não é apenas um empregado do governo. Ele é, em um arranjo democrático, um eleitor e, ao mesmo tempo — por fazer parte da estrutura governamental —, o seu próprio empregador.

Ele se encontra em uma posição peculiar: ele é, concomitantemente, empregador e empregado. E o seu interesse pecuniário como empregado tenderá a suplantar sua função como empregador, já que ele recebe dos fundos públicos muito mais do que contribui.[1]

Essa relação ambígua se torna ainda mais crítica à medida que o número de pessoas na folha de pagamento do governo aumenta. O funcionário público, na condição de eleitor, tenderá a apoiar políticos que prometam aumentos ao funcionalismo em detrimento daqueles que defendem um orçamento equilibrado. Na condição de eleitor, o burocrata está mais ansioso com seus próprios aumentos salariais do que com um orçamento equilibrado e austero. A principal preocupação do burocrata será a de inflar o valor da folha de pagamento.

Nos anos que imediatamente antecederam a queda de seus regimes democráticos, a estrutura política da Alemanha e da França foi majoritariamente influenciada pelo fato de que, para uma fatia considerável do eleitorado, o estado era a sua fonte de renda. Não apenas havia toda uma horda de funcionários públicos e de pessoas empregadas nos setores da economia que haviam sido estatizados (ferrovias, correios, telégrafos e telefônicas), como também havia os desempregados que recebiam seguro-desemprego e outras pessoas que recebiam benefícios sociais. Para completar, havia agricultores e grupos empresariais que, direta ou indiretamente, recebiam subsídios do governo.

A principal preocupação de todas essas pessoas era como extrair mais dinheiro dos fundos públicos. Elas não se importavam com questões "idealistas", como liberdade, justiça, supremacia das leis, e governo austero. Elas queriam mais dinheiro público, e só.

Nenhum candidato ao parlamento, aos governos estaduais, ou mesmo a prefeituras e conselhos municipais podia correr o risco político de se opor ao apetite dos funcionários públicos por aumentos salariais. Os vários partidos políticos competiam entre si para ver quem era o mais generoso nas promessas feitas ao funcionalismo.

No século XIX, os parlamentos levavam a sério a ideia de restringir ao máximo possível o aumento dos gastos públicos. Hoje, no entanto, austeridade se tornou uma política desprezível. O aumento incontido dos gastos governamentais passou a ser uma política tida como sensata e boa para a economia. Tanto o partido no poder quanto o da oposição competem por popularidade fazendo promessas de que seriam generosos com o dinheiro dos impostos. Criar novos cargos, secretarias e repartições e contratar mais funcionários públicos são políticas que passaram a ser vistas como "positivas", e toda e qualquer tentativa de conter o desperdício e o esbanjamento do dinheiro público passou a ser criticada como "negativismo", "pessimismo" e "insensibilidade".

Nenhum arranjo democrático pode existir se uma grande parcela dos eleitores está na folha de pagamento do governo (funcionários públicos e pessoas que recebem políticas assistenciais) ou recebe privilégios do governo (empresários beneficiados por subsídios ou cartelizados por agências governamentais ou protegidos por tarifas de importação).

[N do E.: John Stuart Mill, em seu livro de 1861, Considerations on Representative Government (Considerações Sobre o Governo Representativo), escreveu:

Ao tornar-se dependente dos demais membros da comunidade para sua subsistência, um indivíduo tem de abdicar da sua pretensão de ter direitos iguais aos deles em outros aspectos, como o direito ao voto. [...]

É também importante que o legislativo que vota os tributos, nacionais ou locais, seja eleito exclusivamente por aqueles que pagam ou pagarão o tributo criado.  Aqueles que não pagam impostos, e que por meio de seus votos têm acesso ao dinheiro das outras pessoas, têm todos os motivos para ser generosos consigo mesmos, esbanjadores e economicamente irracionais.

Qualquer poder de voto possuído por aqueles que não pagam impostos é uma violação do princípio fundamental de um governo livre; uma abolição de toda e qualquer capacidade de controle sobre o tamanho do governo.

Equivale a permitir que essas pessoas coloquem suas mãos nos bolsos das outras pessoas para qualquer fim que elas julgarem adequado rotular de "interesse público"...

A representação deveria se dar de acordo com a tributação.  Isso é o que está de acordo com a teoria das instituições britânicas.]

Conclusão

Se os políticos passam a agir não como empregados dos pagadores de impostos mas sim como porta-vozes daqueles que recebem salários, subsídios e assistencialismos pagos com o dinheiro de impostos, então o arranjo democrático acabou. Criou-se a insensatez.

Este é um dos paradoxos inerentes ao arranjo democrático. À medida que as pessoas que trabalham, produzem e pagam impostos forem se convencendo de que a atual tendência de mais interferência estatal, mais cargos públicos, mais ministérios, mais secretarias, mais repartições, mais funcionários públicos, mais subsídios e mais assistencialismo é inevitável, toda a noção de que o governo é feito por todos e para todos irá se esfacelar.  

A ideia que irá prevalecer é a de que o governo existe para o benefício de alguns e para a espoliação de outros.

 

Trecho extraído do livro Burocracia, de 1944.

 


[1] N. do E.: esse é um ponto que gera calorosos debates nos círculos libertários.  Seria correto dizer que funcionários públicos pagam impostos? 

De acordo com os libertários, se um funcionário público recebe $ 10.000 oriundos de impostos pagos compulsoriamente pelo setor privado, e, se destes $ 10.000, $ 2.500 são retidos na fonte pelo próprio governo, é incorreto dizer que o funcionário público pagou $2.500 de impostos. 

A analogia é a de uma quadrilha que repassa para seus integrantes o dinheiro que extorquiu dos comerciantes do bairro.  Se a quadrilha extorque $ 10.000, retém $ 2.500 e repassa os $7.500 restantes para seus membros, não é correto dizer que seus membros pagaram $2.500 de impostos.  Afinal, eles não geraram esses $ 2.500 vendendo serviços consumidos voluntariamente no mercado.  Os $ 2.500 são apenas uma fatia da espoliação, a qual o agente espoliador achou por bem reter para si próprio.


13 votos

autor

Ludwig von Mises
foi o reconhecido líder da Escola Austríaca de pensamento econômico, um prodigioso originador na teoria econômica e um autor prolífico.  Os escritos e palestras de Mises abarcavam teoria econômica, história, epistemologia, governo e filosofia política.  Suas contribuições à teoria econômica incluem elucidações importantes sobre a teoria quantitativa de moeda, a teoria dos ciclos econômicos, a integração da teoria monetária à teoria econômica geral, e uma demonstração de que o socialismo necessariamente é insustentável, pois é incapaz de resolver o problema do cálculo econômico.  Mises foi o primeiro estudioso a reconhecer que a economia faz parte de uma ciência maior dentro da ação humana, uma ciência que Mises chamou de "praxeologia".


  • rlpda  24/06/2015 14:40
    A conclusão é a de que funcionários públicos não deveriam votar pois, como qualquer ser humano, são mais propensos a resolver seus problemas individuais do que problemas coletivos e tendem a votar em quem lhes oferecer mais vantagens individuais?
  • Rafael Andrade  24/06/2015 19:00
    Talvez, mas eu vejo isso como apenas um paliativo, algo que contém apenas um efeito colateral: o de travar um pouco o depravado jogo entre políticos e os demais funcionários públicos. O que vem a resolver o problema de maneira consistente, a meu ver, é ELIMINAR todos os privilégios que funcionários públicos recebem, seja de qualquer natureza, e criar mecanismos pra travar e diminuir o gasto público. É muito simples: Se existe um Estado em que ele é encarregado de muitas atribuições, logo ele tem muito poder. Se ele possui muito poder, ele também tem autonomia suficiente para dar muitos privilégios a muitas pessoas. Porém, se o Estado é limitadíssimo em suas atribuiçoes, é natural que exista poucas pessoas querendo privilégios da máquina estatal.
  • Arnaldo  24/06/2015 21:21
    Acredito que o cerne da questão é ilustrar a nefasta relação entre o Estado e a parcela de privilegiados que trocam favores mutuamente no sentido de manter a máquina estatal mais forte para espoliar a parcela produtora da sociedade.

    Para mudarmos esse sistema, nós da parcela produtiva devemos combater o avanço do estado em suas pretensões extorsivas.
    A parcela produtora da sociedade é evidentemente maior que a parcela parasita (juízes, funcionários públicos de carreira, auditores etc.) Pois bem, por mais que seja grande a diferença entre os que trabalham e os que se beneficiam, o interesse dos que trabalham não é tão evidente.
    A população em geral tem pouco conhecimento da quantidade de impostos que paga, então essas pessoas só observam o "favores" do governo, por isso seus interesses se concentram em obter benefícios do REI, sem ver que o REI é o maior ladrão de todos.

    Assim os pagadores de impostos não irão perceber, numa proposta de diminuir impostos, seus interesses, ficará muito mais evidente o benefício dado pelo GOVERNO numa proposta populista de entregar cesta básica por exemplo.

    Então esse alerta feito pelo autor denota que o melhor benefício que o ESTADO pode dar é não fazer, ou seja, não cobrar impostos.
    Se a população perceber isso os verdadeiros beneficiários do ESTADO estarão em apuros.
  • anônimo  10/04/2017 09:43
    Funcionários públicos não deviam nem existir.Se vc acha que faz algo de bom pros outros, os outros vão querer te contratar voluntariamente,obrigar os outros a pagar teu salário é coisa de gente sem moral.
  • Luis  24/06/2015 14:42
    Eu acho que a questão a se considerar sobre se o funcionário publico pago imposto deve ser a seguinte: o valor do trabalho e o retorno a sociedade. Eu, como funcionário, procuro trabalhar bem ( e falo para os beneficiarios, alunos: aproveitem o dinheiro que voces pagam de impostos) No caso do Brasil, em geral, o retorno é pequeno, por vários motivos.
  • anônimo  26/06/2015 23:30
    Quem tem que julgar se você trabalha bem ou não é o público, e não você. Não adianta querer se convencer de que é um bom serviço apenas pra ficar com a consciência limpa,se você realmente trabalha bem muitas pessoas vão querer pagar voluntariamente pelo seu trabalho.
  • Lucas Braga  24/06/2015 14:45
    Excelente artigo, e excelente analogia sobre o funcionário público pagar imposto, Leandro.

    A propósito, se puder tirar algumas dúvidas...

    Por que os bancos normalmente cobram as taxas mensais de manutenção das contas correntes? Elas são oriundas de quê? São justas? Posso evitá-las de alguma forma judicial ou extrajudicial?

    Obrigado desde já.
  • Leandro  24/06/2015 14:57
    Eu nunca paguei essa taxa e não entendo como haja pessoas que aceitem pagá-la. Mas também nunca deixei dinheiro parado na conta-corrente, algo totalmente insensato, dado que a conta-poupança funciona como conta-corrente (você pode utilizar cartão de débito) e rende juros de poupança.

    Em todo caso, eu diria que há essa taxa justamente para forçar as pessoas a sair da conta-corrente (cujo compulsório é de 43%) e migrar para outras aplicações, cujos compulsórios não chegam a 20%.

    Isso foi explicado em detalhes neste artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1387

    P.S.: a questão sobre os funcionários públicos não pagarem salários não é uma teoria minha (se não me engano, é do Rothbard); eu apenas a expus.

    Grande abraço!
  • Rodrigo Pereira Herrmann  24/06/2015 19:02
    Leandro, me esclarece uma coisa, por favor.

    Existe alguma relação entre inflação inercial no Brasil e os juros remuneratórios estipulados por lei pelo governo, como a poupança?!

    Obrigado.
  • Leandro  24/06/2015 20:04
    Desconheço. Para que houvesse, teria de haver correlação entre rentabilidade alta da poupança e aumento da inflação de preços.

    No entanto, sempre que a rentabilidade da poupança era alta (refiro-me aqui apenas ao histórico desde julho de 1994), a inflação de preços estava em queda. Isso pode ser visto mais explicitamente no período 1994-1998, 2003-2008.

    Já no período 2012-2014, a rentabilidade foi a menor da história, e a inflação foi crescente.
  • Marcelo  24/06/2015 19:10
    Leandro, tem razão no seu ponto de vista.
    só não abandono a conta corrente porque a poupança não permite pagamento de títulos nos caixas eletrônicos.
  • Leandro  24/06/2015 20:08
    Estranho. No meu caso, o Bradesco permite todo e qualquer tipo de pagamento com a conta-poupança.
  • Trader Carioca  24/06/2015 20:41
    Leandro,

    Sem expor o nome de nenhum banco, alguns (grandes inclusive) não tem resgate automático da poupança para a conta corrente. Você precisa solicitar o resgate "manualmente".

    O motivo fica em aberto, pois há várias explicações plausíveis, mas difícil determinar qual é a verdadeira...Pode ser pro banco ganhar um pouquinho a mais com a cobrança de juros de limite especial. Mas pode ser também outro motivo.

    Poupanças com depósito anterior ou igual a 3/5/2012 caem na regra antiga de 0,5% ao mês + TR. Poupanças com depósito posterior caem na regra nova em que os juros são reduzidos caso a SELIC caia. Neste caso, se eu fosse um poupador com regra antiga e por acidente eu acabasse ficando com a conta negativa por 1 único dia (supondo que eu iria cobrir a conta no dia seguinte, quando percebesse o furo), eu ficaria revoltado se ocorresse resgate automático para cobrir esse único dia e perdesse o direito a ter a regra antiga valendo.
  • Leandro  24/06/2015 21:21
    Sei que o Banco do Brasil é assim. Ele não trabalha com conta-poupança e exige que o próprio correntista solicite a transferência da poupança para a conta-corrente quando tem de pagar uma conta. Jamais entenderei por que uma pessoa física mantém voluntariamente uma conta no Banco Brasil.

    Sei que há pessoas que são obrigadas a ter conta no BB por exigência de negócios e para receber salários, mas não faz sentido elas não transferirem o resto de seu dinheiro para outro banco.

  • Peão  25/06/2015 14:18
    Oi Mestre Leandro, eu sou um desses que tu não sabe pq mantém conta corrente no BB e te explico a razão: ganho pouco!
    Recebo em $$ vivo mil reais, a taxa de manutenção do meu pacote que seria o 2º mais barato oferecido hj pelo banco é de 9,80/mês. Uma transferência para outros bancos me custa 8,00 cada por meio eletrônico e mais de 13 reais pelo guichê!
    Então fica fácil, creio, entender pq mantenho a conta lá... tem muita facilidade de encontrar caixas eletrônicos pelo país inteiro, especialmente em cidadezinhas do interior e praias (pense nas férias!), além de facilitar transferências entre correntistas pq sendo o maior (acho) banco hj do brasil, a chance da pessoa que tu precisa enviar grana ter uma continha lá é maior que de outros bancos. Mas odeio eles, gente imbecil e sem preparo, se tu sai do feijão-com-arroz eles realmente mostram quão burros realmente são.
  • William  09/04/2017 11:33
    Amigão. Escolha uma conta digital. Quase todo banco tem.
    Livre de taxas, DOC e TED gratuitos. O único porém é ter que operar pela internet, mas se tratando da competência dos bancários (principalmente estatais) é muito melhor operar pela internet e ficar livre de enrolações.
    Eu uso o Bradesco há anos. Não tenho uma conta digital pois só é permitido uma conta corrente por cliente. Minha conta, no caso, é universitária. A tarifa não chega a R$6,00 então não me faz falta.
    Mesma coisa cartões de crédito. Nubank e Digio estão aí. Se a pessoa não gasta R$2000,00 por mês, não há motivo para pagar anuidade. Eu estava perdendo mais de 100 reais no meu cartão da caixa só com anuidade, com um atendimento ridículo, o boleto nunca chegava e o call center totalmente despreparado. Depois que conheci o Nubank, cancelei em dois tempos. Melhor coisa que fiz!
  • Pião  24/06/2015 23:37
    O Banco do Brasil e o Itaú possuem conta digital(não sei sobre os outros), que você pode realizar todas transações pela internet ou TAA sem pagar tarifa de manutenção.

    www.bb.com.br/portalbb/page103,116,2045,1,1,1,1.bb
    https://www.itau.com.br/conta-corrente/abra-sua-conta/iconta/

  • Pobre Paulista  25/06/2015 00:08
    Os bancos cobram pois estão te oferecendo o serviço de guardar o seu dinheiro. Parece óbvio, não?
  • Emerson Luís  25/06/2015 16:16

    Peçam para suas contas-corrente passarem a ser de "serviços essenciais":





    * * *

  • Guibro  08/07/2015 05:16
    Galera, não deem dinheiro à toa pra esse cartel:

    Tenho a "conta digital" do Banco do Brasil, que custa ZERO pra abrir e ZERO pra manter e me permite fazer transferências ilimitadas sem custo algum, inclusive DOcs e TEDs, desde que pela internet (computador ou celular).

    Deixo todo o meu dinheiro investido em aplicações de liquidez diária, ZERO na conta corrente, porque uso a opção de "resgate automático", que no fim do dia chupa o dinheiro da aplicação pra cobrir as despesas que entraram durante o dia na conta corrente.

    Também gasto ZERO de anuidade de cartão de crédito. Aliás, quem gasta menos de R$ 3.500 por mês está fazendo mau negócio de pagar anuidade por um cartão melhor (mais milhas por dólar). O melhor, nessa faixa, é um cartão isento de anuidade, mesmo que dê apenas 1 milha por dólar.

    Pessoalmente, eu já quis sair do BB, por ser estatal, mas o serviço e os produtos (LCI, LCA, gerente, seguro de carro barato) são disparado os melhores, pras minhas necessidades... 100% satisfeito... ZERO de despesas.
  • interessado sincero  08/04/2017 23:09
    taxa de manutenção de conta não existe, pelo menos não para pf
    Quando trabalhei num banco é que descobri isso. Na verdade o que existe é pacotes de serviços para que o cliente possa fazer mais saques/extratos/transferências/DOC/TED/etc sem pagar por isso. (O mínimo que o bacen obriga os bancos a oferecerem é 4 saques, 2 extratos e duas transferências por mês sem tarifa).

    Como a maioria das pessoas não sabem que o que estão adquirindo é um pacote de serviços, é muito fácil para o funcionário do banco falar para o cliente que existe essa "taxa". Como todo mundo ta acostumado, as pessoas aceitam.
  • Leandro  09/04/2017 14:54
    Continuo sem entender como há gente que aceita pagar taxa em banco. E entendo menos ainda quem utiliza bancão que oferece aplicações a rendimentos ridículos. E muito menos ainda quem deixa pouco dinheiro em bancão e ainda paga por isso.

    Abram conta em bancos pequenos. (Apenas confiram a situação financeira deles no site Banco Data). Dá pra fazer tudo, absolutamente tudo, pelo seu smartphone. Você não tem de sair de casa.

    Eu mesmo tenho parte do meu dinheiro em um banco pequeno, o qual não apenas fornece ótimas aplicações em LCI (isenta de IR, e chegando a pagar 100% do CDI), como ainda me fornece CDB de liquidez diária pagando 105% do CDI.

    E, obviamente, sem taxa nenhuma.

    Aproveitem esse resquício de livre mercado no setor bancário. Os bancos pequenos estão implorando para vocês levarem seu dinheiro para eles; mas você preferem os grandes e ainda reclamam que eles -- perante essa aparentemente infindável demanda -- cobram taxas.
  • Israel Nunes  24/06/2015 14:55
    Mises é monstruoso. Meu Deus.
  • cmr  24/06/2015 15:01
    Ou seja, funcionários públicos, bolsistas, parasitas em geral, não deveriam votar.
    Tinha que ter uma lei proibindo isso.
  • Allan Abrahão   24/06/2015 15:08
    Trabalhei 11 anos como servidor público e pedi demissão em março deste ano. Me arrependo e muito de ter por muitos anos, as vezes inconscientemente, sugado os recursos de um país já desestruturado. Me emociono mas sei que hoje a liberdade não tem preço, sou comerciante e mesmo com as dificuldades eu estou somando e não mais subtraindo.
  • Manary Corte  24/06/2015 15:10
    Eu sou servidor do Judiciário e sou minoria quando defendo as ideias acima. Os meus colegas me veem como egoísta por não pensar na nossa classe.

    Para eles, é graças à greve que nos dão aumento a cada 10 anos. Por mais que a defasagem salarial seja óbvia se tomarmos como base o que ganhávamos quando deram o aumento por lei para nós, ainda assim temos um salário muito bom em relação ao quanto produzimos de interesse à sociedade, considerando a média nacional.

    Eu digo a eles: se estiverem descontentes, peçam exoneração. No dia em que não tiver nenhum servidor aqui e apenas meia dúzia de analfabetos funcionais se candidatarem para ocupar o cargo, o Estado vai aumentar o salário sem que uma bandeira precise ser levantada.

    O que eu ouvi quando disse isso? "Por que vc não vai à iniciativa privada?"
    E o que eu respondi? "Porque estou feliz aqui. A minha luta por aumento é toda noite, das 20h à meia noite, sem contar nos finais de semana, na frente dos livros."
  • João Henrique Alcântara  24/06/2015 15:11
    Se é pernicioso eleitor ser empregado do Governo, imagina eleitor que ganha do Governo para não fazer nada?
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  24/06/2015 15:19
    Os bandidos dos juízes brasileiros aumentam seu próprio salário. Roubo descarado.
  • Edujatahy  24/06/2015 15:23
    Mises é demais. Escreveu em 1944 exatamente o que acontece no Brasil hoje.
  • Jarzembowski  24/06/2015 16:44
    [OFF]
    Governo anuncia Plano Nacional de Exportações


    Eles seguem esse lixo de agenda protecionista, com um fetiche quase sexual por balança comercial, e aí, num belo dia, percebem que num ambiente tão hostil nem mesmo os setores exportadores ultra-protegidos conseguem crescer.
    Em suma: ferram(eufemismo bastante generoso, preferia usar outro termo) com todo mundo impondo barreiras absurdas às importações e desvalorizando a moeda pra garantir superávit, até o ponto em que nem isso funciona mais - aí então, os salvadores, os arautos da justiça surgem com mais um plano econômico pra impulsionar o setor exportador.
    Por isso eu sempre digo: o Estado é uma entidade que paira acima do bem e do mal, acima de qualquer possibilidade de julgamento moral ou racional - fazem o que querem, e nunca, jamais vão prestar contas pelos resultados desastrosos de suas intervenções, muito pelo contrário, o desastre é um combustível pra novas intervenções.


  • Vegas  24/06/2015 19:02
    Jarzembowski,

    Acabei de ler isso tbm.
    Eles não param, com o perdão da palavra, mas fazem uma merda maior pra esconder a anterior.

    Fico imaginando a reunião que gerou esse tal plano das exportações, devem ter rachado de rir, altas piadas, e saiu isso aí, a nossa "salvação" e plano estratégico.
    Deve ser assim que se faz política nesse país.
  • Vargas  24/06/2015 23:44
    "Fico imaginando a reunião que gerou esse tal plano das exportações, devem ter rachado de rir, altas piadas, e saiu isso aí, a nossa "salvação" e plano estratégico. Deve ser assim que se faz política nesse país."

    Sinceramente acho que você não gostaria de saber como se faz "política" nesse país. Mas posso te garantir que não é lá naquele prédio em Brasília, vulgarmente chamado de 'congresso', que elas são feitas.

    A tal da Jeany Mary Corner sabe muito bem como são feitas as políticas aqui no Brasil: com muito sexo, drogas e bebidas.
  • anônimo  24/06/2015 17:29
    Uma grande obra tem o poder de sempre ser atual. Parabéns Mises.
  • Emerson Luís  24/06/2015 19:31

    "Se os políticos passam a agir não como empregados dos pagadores de impostos mas sim como porta-vozes daqueles que recebem salários, subsídios e assistencialismos pagos com o dinheiro de impostos, então o arranjo democrático acabou. Criou-se a insensatez."

    Parece que já atingimos esse ponto e o círculo vicioso se agrava.

    A sociedade está cada vez mais dividida entre pagadores de impostos e recebedores de impostos.

    * * *
  • Alexandre  24/06/2015 20:31
    A Venezuela possui 30 milhões de habitantes, sendo 6 milhões funcionários públicos, ou seja, 20% da população. Deu no que deu!
  • Marcelo  24/06/2015 20:59
    Pagamos 5 meses do ano em imposto e não demos o minimo para um pais desenvovido, saúde publica e ensino publico de boa qualidade, e um pouco vergonhoso até, mas fazer o que, foram nossas escolhas.
  • Paulo Bezerra  24/06/2015 23:53
    A questão que eu não consigo entender é por que vocês não consideram o funcionário público apenas um vendedor de sua força de trabalho para o Estado. Isto parece errado? Será um médico, um enfermeiro, um professor ou um policial que trabalham para o governo integrantes de uma "quadrilha" (usando a analogia de Mises)? Penso que não.

    O funcionário público vende sua mão-de-obra. E, como qualquer ser humano, quer ganhar mais. Por acaso alguém, em sã consciência, pediria para ganhar menos?

    Sou leitor assíduo do site, mas algumas coisas ainda não consigo entender. Se o funcionário público é culpado, uma empresa que vende mercadoria ao governo também o é.
  • Rogério Carneiro  25/06/2015 00:26
    "A questão que eu não consigo entender é por que vocês não consideram o funcionário público apenas um vendedor de sua força de trabalho para o Estado."

    Até aqui, tudo certo. Ele de fato vende sua força de trabalho para o estado.

    Mas aí vem a pergunta: como o estado paga por esta força de trabalho? De onde vem o dinheiro do estado? Tal dinheiro foi obtido voluntariamente ou coercivamente?

    Se eu trabalho como receptador de carros roubados, e sou muito bem pago por isso, você também diria que não há nada de errado com a minha profissão, dado que apenas estou vendendo minha força de trabalho para uma quadrilha?

    "Isto parece errado?"

    Parece não; é.

    "Será um médico, um enfermeiro, um professor ou um policial que trabalham para o governo integrantes de uma "quadrilha" (usando a analogia de Mises)? Penso que não."

    Em primeiro lugar, não foi Mises quem utilizou a analogia da quadrilha. Isso está em uma nota do editor, e faz referência a uma terminologia utilizada por libertários. Mais atenção na próxima.

    Em segundo lugar, não importa se é medicou ou policial. A origem do dinheiro é a mesma: roubo. Você está evocando essas profissões apenas para fazer um relativismo moral.

    "O funcionário público vende sua mão-de-obra. E, como qualquer ser humano, quer ganhar mais. Por acaso alguém, em sã consciência, pediria para ganhar menos?"

    Troque a expressão "funcionário público" por "receptador de carros roubados" na frase acima. E aí?

    O receptador de carros roubados também vende sua mão-de-obra. E, como qualquer ser humano, ele também quer ganhar mais. Por acaso alguém, em sã consciência, você pediria para ele ganhar menos?

    Mesmas intenções, mesmas motivações. E aí?

    "Sou leitor assíduo do site,"

    Não tenho nada a ver com isso, mas duvido muito da veracidade dessa informação. Se realmente fosse leitor assíduo, já teria entendido isso há muito tempo, e não estaria fazendo essas perguntas tão corriqueiramente respondidas aqui,

    "mas algumas coisas ainda não consigo entender. Se o funcionário público é culpado, uma empresa que vende mercadoria ao governo também o é."

    Concordo plenamente! Questão de ética e moral.
  • Paulo Bezerra  25/06/2015 01:51
    Bem, Rogério, agradeço pela sua resposta. Bons argumentos, apesar da sua arrogância (mas já me acostumei, é costumeira pelos leitores daqui). Vamos por partes.

    Pela sua lógica, ninguém deveria prestar nenhuma forma de trabalho para o serviço público ou fornecer matéria-prima ou produtos industrializados ao Governo. Excelente! Bem realista e nada caótico. Além disso, quem trabalha, o faz porque precisa do dinheiro. E comparar roubo de carros com isto não me parece nada razoável.

    Pela sua lógica também, você nunca deve ter usado nenhum serviço público (hospital, escola, universidade, estradas, etc.) pois se usar, estará se beneficiando do assalto de outras pessoas. Estará sendo o comprador daquele carro que foi roubado. Concorda? Sei que você também paga impostos (esses comentários já li por aqui), mas o que você recolheu a vida inteira em impostos talvez não dê o dinheiro, por exemplo, de um transplante de fígado, se você precisar. E ai, preferiria morrer ou se aproveitar dos outros pagadores de impostos? Um transplante, feito hoje em dia quase que exclusivamente pelo SUS, seria a diferença entre sua vida e sua morte. O que escolheria? Compraria o carro roubado ou morreria com a consciência tranquila? Por favor, fale sem hipocrisia.

    Com relação à quadrilha, você está certo. Prestarei mais atenção na próxima.

    Por fim, se há algo que tenho verdadeira ojeriza é relativismo moral. Citei essas profissões por ser médico e, ao dar meu plantão numa UTI de um hospital público em Recife, não me sinto como ente de uma quadrilha ou receptador de produto roubado. Também trabalho em hospital privado, e desempenho as mesmas funções seja em um ou outro.

    Respeitosamente, será que não há falhas no seu pensamento?. Mas, acredito no liberalismo pela sua condição "utilitarista", como defendia David Friedman, não por achar que tudo que vem do Estado é roubo e usurpação.


  • rlpda  26/06/2015 18:55
    A questão é que o argumento primeiro de todo libertário com relação aos impostos é que eles são roubo. Aceitando-se este argumento (um tanto hiperbólico) como verdadeiro, então, por dedução, tudo que deriva dos impostos é produto de roubo e moralmente indefensável. Sem refutar este argumento original, você apenas perde seu tempo postando comentários aqui e, se identificando como funcionário público, ainda se expõe a levar umas bordoadas gratuitas.

    O interessante é que o próprio Mises não defendia esse argumento. Lendo-se seus textos, nota-se que ele considerava inevitável e legítimo o uso dos impostos para manter o aparato governamental, entendendo que a função essencial (alguns diriam única) do governo é a defesa do sistema social livre contra criminosos internos e também inimigos externos. Seu único receio (mais do que justificado) era que o governo fosse além desta função, expandindo seu poder sem freios, como se nota neste artigo aqui reproduzido.

    E já que também perdi meu tempo postando comentários aqui, compartilho porque penso ser hiperbólico o argumento libertário sobre impostos. Fazendo uma analogia com um condomínio, alguém pode dizer que a taxa mensal que é paga pelo condômino é roubo? Ela também é obtida coercivamente: quem não paga é ameaçado de perder seu patrimônio. Porém, o condomínio tem empregados que prestam serviços aos moradores (inclusive de segurança), tem equipamentos que requerem manutenção (elevadores, bombas, etc.), ou seja, tem-se uma série de despesas que são comuns e é simplesmente mais eficiente estabelecer um fundo para seu custeio e eleger alguém para administrá-lo (com poderes limitados e transparência nos seus atos!). E quem vive num condomínio, aceita implicitamente o pagamento desta taxa com o fim de custeio dessas despesas comuns.

    Aplicando esta analogia para governos e levando em conta as ideias de Mises, as despesas comuns justificáveis de serem custeadas por impostos e administradas pelos governos seriam as de segurança e afins - policia, presídios, justiça, forças armadas, etc. Pois protegendo as pessoas contra a violência ou a fraude por parte de indivíduos antissociais e garantindo um ambiente de livre iniciativa, todos os serviços necessários aos seus cidadãos seriam melhor fornecidos através do mercado, inclusive os de medicina que você menciona.

    A meu ver, o grande problema é que, conforme temia Mises, os governos se agigantaram, conseguiram poderes ilimitados (sim, se um governo pode criar dinheiro sem lastro, ele já tem poder ilimitado) e expandiram ladeira abaixo suas funções inviabilizando totalmente qualquer transparência. Por isso até entendo a sensação de estar sendo roubado ou enganado. Afinal pagamos por uma coisa e não vemos nem uma coisa nem outra.

    Mas não, não dá pra chamar meu síndico de ladrão. Acho minha taxa de condomínio um roubo mas por outros motivos... :)
  • Alfredo  26/06/2015 19:35
    Não creio que você foi recorrer justamente à metáfora do condomínio, que é a mais clichê e a mais facilmente refutada dentre todas:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=827

    No que mais, você até enfatizou bem: para o Mises, o estado deveria apenas se limitar a tribunais e a serviços policiais.

    Partindo-se desse princípio, então, a carga tributária não precisaria ser de mais do que 3% do PIB. Aliás, nem sequer existiria a cultura dos concursos públicos.

    Aceito perfeitamente. Quem mais tá dentro?
  • rlpda  26/06/2015 21:30
    Alfredo, 3% eu estou dentro! Gastos limitados e transparentes!

    Conheço a "refutação" mas não acho convincente. Segundo ela, ainda usando o clichê (gosto deles, fazer o quê?), o morador do prédio deveria ser livre para não pagar o condomínio e dispensar os serviços comuns do prédio. Daí então ele poderia (ou não) contratar seu próprio porteiro (ficaria sentado à sua porta no corredor?), não usar os elevadores nem escada (subiria ou desceria de rapel pela janela?) e por aí vai... Não acho muito realista, só isso...

  • anônimo  26/06/2015 23:18
    Contratar seu próprio porteiro, não usar a escada etc, é o ponto onde a metáfora não tem mais nada a ver com o mundo real.Se eu pagar pela minha segurança privada ela não vai impedir, apenas por estar lá, qualquer outra segurança privada de funcionar.
  • anônimo  26/06/2015 23:27
    Então a cidade te incorpora à força, vc não pediu pra fazer parte, é obrigado a pagar aqueles impostos e não tem o DIREITO de não pagar apenas porque isso não é 'realista'...

    Tanta enrolação apenas pra justificar um tipo de roubo.Se for por isso um dia até acabar com a escravidão não era realista.
  • Rogério Carneiro  25/06/2015 02:36
    Você faz uma pergunta de cunho estritamente ético e moral, recebe uma resposta também de cunho estritamente ético e moral (ou seja, dentro das regras que você próprio estipulou), acha ruim, apela (me chama de arrogante), recorre a arroubos emocionais, faz uma efusão de sentimentalismo e, repentinamente, passa a fazer considerações que estão fora do escopo da ética (ou seja, fora da premissa da sua pergunta).

    Ora, decida-se.

    Aliás, e de novo, para quem diz ser leitor assíduo do site, você parece ter pulado justamente os dois artigos que abordam todas essas suas perguntas (um deles foi publicado há apenas 3 semanas):

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1377

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2043

    Quanto ao primeiro artigo, aliás, vou até colar o trecho que aborda justamente as suas perguntas:

    "E há, por último, o argumento de que nós libertários estamos constantemente utilizando algumas infraestruturas estatais, como estradas, ruas, aeroportos, correios. Sendo assim, o simples fato de utilizarmos estes bens e serviços significa que estamos consentindo com a existência do estado e com a espoliação de nossa renda para a consecução destes serviços.

    Outro problema de raciocínio. Em primeiro lugar, o fato de eu inevitavelmente utilizar sistemas monopolísticos, dos quais eu simplesmente não tenho como escapar, de modo algum indica consentimento. Dizer que utilizar as ruas de uma cidade indica consentimento com o estado é o mesmo que dizer que um prisioneiro que come a comida fornecida pela penitenciária está consentindo em estar preso.

    Em segundo lugar, sempre é bom lembrar que libertários, como todos os outros cidadãos, também pagam impostos. Sendo assim, é nosso dinheiro que foi utilizado para a construção destas infraestruturas estatais. Logo, não há absolutamente nada de contraditório em utilizá-las. Aliás, você tem todo o direito de fazer uso delas, mesmo desprezando-as profundamente."


    Percebeu a diferença? Uma coisa é eu ser roubado para pagar o salário de funcionários públicos que nenhum retorno me dão. Outra é eu ser roubado para que o governo construa uma rua. Se eu utilizar essa rua, que foi construída com o meu dinheiro, não é incoerência nenhuma de minha parte. Eu não gostei de ter sido roubado, mas, já que fui roubado, então ao menos eu quero utilizar um pouco daquilo que foi feito com o dinheiro roubado de mim. Já com um funcionário público, eu não tenho nem sequer esta opção. (Quais serviços um professor marxista de filosofia da FFLCH presta para mim?)

    Em tempo: você, obviamente, não precisa concordar com absolutamente nada do que é dito. Mas ao menos tenha a honestidade intelectual de se ater às suas próprias premissas. Se você faz uma pergunta de cunho moral e ético, você não pode -- por uma questão de coerência -- achar ruim por ter recebido uma resposta que obedece estritamente à sua proposta.

    Sim, funcionário público recebe dinheiro de roubo. E por mais honrosa que seja a profissão desempenhada pelo funcionário público, isso não altera o fato de que o dinheiro adveio do roubo.

    Há exemplos de coisas boas e belas feitas com esse dinheiro oriundo do roubo? Tenho absoluta certeza de que sim. Isso altera o fato de que o dinheiro é roubado? Não.

    Pronto, a resposta é essa. Não há meio termo. Qualquer outra postura é relativismo moral. Se a resposta não foi do seu agrado, lamento.


    Saudações e bom trabalho. Admiro muito a sua profissão.
  • Eron  10/04/2017 06:53
    Sou enfermeiro em 1 hospital federal. Hipoteticamente digamos que vc se acidente numa dessas ruas que vc pagou com impostos e vai parar no PS do meu hospital; atendido primeiramente pelo SAMU. Recebe um atendimento de pronto socorro, usa gazes e outros materiais médicos.. tudo de acordo com a gravidade do teu caso. Então agora q vc recebeu atendimento medico e de enfermagem, vc usou os serviços da mesma forma q pagoupela rua q vc nem usa muito q fica do outro lado da cidade
  • Freire  25/06/2015 02:37
    Não é só funcionários públicos que vivem as custas do governo; empresários e pessoas que recebem algum tipo de assistência também. Se for levar em conta isso, acho que quase ninguém iria votar. Esse governo esquerdista já corrompeu todo mundo, agora as pessoas só sabem olhar para o próprio umbigo, pedindo para o estado os seus direitos.
  • Assis  25/06/2015 00:25
    A respeito do tema, o quadro brasileiro -- já relativamente antigo, é verdade -- apresentado pelo entrevistado neste vídeo (de 05m59s a 07m13s):


  • Fernando  25/06/2015 05:29
    Sou praça Policial Militar no Distrito Federal. A lógica por trás do texto me parece irretocável. Mas, de fato, também é um pouco dolorida em minha condição.

    Imposto é expropriação e usurpação do bem alheio, e se o salário de um policial vem de tal usurpação, trata-se de um salário, obviamente, injusto para a sociedade arcar. Ok.

    Embora eu creia que a segurança devesse ser privatizada, e que isso eliminaria muitos maus profissionais que estão encostados na parca estabilidade militar (algo, de fato, muito mais presente em categorias sindicalizáveis e grevistas), também não consigo deixar de pensar que, dadas as circunstâncias atuais, estou sim oferecendo minha força de verdadeiro trabalho; trabalho esse imprescindível, arriscado, especializado e complexo. Não é o arranjo ideal. Provavelmente seria melhor para a sociedade se o empregador da polícia não fosse o Estado, mas é difícil não levar para o pessoal quando se compara um policial honesto com uma quadrilha (risos)!

    Questões ainda dúbias para mim.

    Um abraço a todos.
  • Didi  25/06/2015 11:44
    Diagnóstico perfeito!

    Então agregue-se a isso o sucateamento da população com enorme contingente que não larga o osso [estado] nem com reza braba; pseudos empresários encalacrados nas respectivas entidades de classes cheirando a mofo só no mocó fazendo lobby; e para desgraçar de vez - milhões de assistidos tendo como contrapartida votos de cabresto. Aí é só encomendar a extrema-unção, vela e caixão!
  • Paulo Bezerra  26/06/2015 01:47
    Não era o próprio Mises funcionário público? Não quero aqui argumentar ad hominem, mas pelo menos reconheçam que o ídolo de vocês também era receptor de roubo. Pelo menos por honestidade intelectual. Isso diminui a admiração por ele?
  • Armando  26/06/2015 11:27
    Por três anos.

    É lamentável? É. Ele tinha opção? Não muita, dado que a Áustria tinha um governo socialista à época.

    Pelo menos foram apenas 3 anos. E isso numa época em que ele era social-democrata.

    Enquanto isso, tem gente que vira funça aos 18 anos e fica assim pra sempre.


    P.S.: o que isso tem a ver com o artigo? Parece desespero.
  • Carlos  26/06/2015 14:40
    O artigo fala do servidor público como "parte da estrutura governamental". Seria insensatez jogar alguma culpa aqui a alguém por ser funcionário público. O foco é a estrutura governamental, como esta pode prejudicar a democracia e a economia.
  • Alfredo  26/06/2015 15:28
    "O artigo fala do servidor público como "parte da estrutura governamental"."

    Correto.

    "Seria insensatez jogar alguma culpa aqui a alguém por ser funcionário público."

    Isso não é feito pelo artigo. Primeira contradição.

    "O foco é a estrutura governamental, como esta pode prejudicar a democracia e a economia."

    Que é exatamente o que faz o artigo.
  • Carlos  26/06/2015 15:40
    A resposta foi para o Paulo Bezerra.
  • Felipe R  27/06/2015 14:07
    Ludmito von Mito
  • Felipe R  27/06/2015 17:04
    Falando (mais) sério agora... Há desdobramentos desse artigo que merecem um bom debate.

    Critica-se muito o Bolsa Família e similares, porém, contabilmente falando, eles são o menor dos males. O dinheiro que os funcionários públicos recebem é MUITO maior. Só o Governo Federal, em 2014 por exemplo, projetou gasto de 32,5 bilhões de reais com o Brasil sem Miséria, enquanto que a grana pra "servidor" (sem contar previdência) era de nada menos que 222,0 bilhões!

    Portanto, meus caros, sugiro que o foco dos ataques esteja nos concursos públicos, nos concurseiros, e nos concursados que nada fazem para mudar.

    Não estou defendendo as Bolsas; só acho que devemos atacar os pontos mais críticos primeiro.
  • Thales  27/06/2015 17:14
    E é exatamente isso que este site faz.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1787
  • Carlos  28/06/2015 21:17
    "Pedir às pessoas para mudar seu comportamento, e não seguir a carreira do funcionalismo, é ilusão. Enquanto não aparecer uma liderança política que altere essa estrutura de incentivos, o Brasil continuará vítima da elefantíase burocrática."

    Conforme o parágrafo acima, que foi extraído do artigo no link, somente uma liderança política poderá alterar essa situação.
    É o que eu também acho.
  • Marcelo Werlang de Assis  13/08/2015 19:17
    Realizei uma tradução do capítulo V do livro "Burocracia".

    Confiram aqui: eaefl.blogspot.com.br/2015/08/as-implicacoes-sociais-e-politicas-da.html.
  • Gomes  24/08/2015 20:28
    Nossa sociedade naturalmente estratifica os indivíduos de acordo com suas capacidades e a necessidade de equilibrar-se organicamente. Como todos os cidadãos terão uma tendência natural a defender seus interesses e seus grupos existirá um conflito entre a máquina estatal (representada pela folha de pagamento dos funcionários) e os financiadores do governo.
    Caracterizada a naturalidade do problema e respeitando o fato de que o individualismo, tanto do servidor público como do empresário e empregado do setor privado, são dignos, o lado podre do sistema, em minha opinião, é a chamada democracia brasileira.
    Quem decide como será o gasto do governo com funcionários públicos não é o sujeito que prestou concurso para ter uma vida digna, é o candidato do partido comunista que chegou ao poder com campanha financiada por empreiteiras, apoio de partes do setor produtivo sedentas por subsídios e uma massa de bolsistas.
  • Felipe  26/08/2015 17:10
    Nós somos um país de burocratas, jovens saem hoje das faculdade sonhando em sugar o governo. Pessoas cheias de energia, que podiam criar e empreender, preferem ficar com a bunda suada em alguma repartição.
  • Tiago Marques  03/03/2016 02:41
    Uma dúvida. O dinheiro pago ao funcionalismo público não retorna ao mercado quando esses consomem bens e produtos?
  • Ludovico  03/03/2016 03:42
    O dinheiro desviado pela corrupção também volta aos mercados.

    O dinheiro que políticos desviam da Petrobras e dão para empreiteiras também volta aos mercados.

    Qualquer dinheiro desviado da saúde e da merenda escolar também volta aos mercados.

    Todo e qualquer dinheiro de propina também volta aos mercados.

    O dinheiro que o assaltante roubou de você também volta aos mercados.

    Carai, até mesmo o dinheiro do tráfico de drogas e de armas também acaba no caixa da mercearia do seu Zé.

    Entenda o básico: dinheiro "circulando" não tem nada a ver com "investimentos produtivos sendo feitos", que é o que realmente gera crescimento econômico.

    Pela sua lógica, se todo o dinheiro do país for transferido para mim, tudo ficará supimpa, desde que eu gaste todo esse dinheiro fazendo compras.
  • Roberval  18/08/2016 18:02
    Cansei de falar isso e o povo vem com 100 pedras na mao,inclusive quando defendo as privatizacoes do FHC. Pode nao ser a melhor privatizacao,mais era o melhor que ele poderia fazer na epoca. Qualquer privatizacao por pior que seja sempre e bem vinda pois ao menos reduz significantemente a eleicao de governos autoritarios e ruim como o pt.
  • Karlos Gomes  26/08/2016 23:19
    Por que programas de bem-estar e democracia não podem coexistir
    15/08/2016 - Ryan McMaken
    Escrevendo seu tratado Socialismo, de 1922, Ludwig von Mises expressou seu apoio à democracia, mas tinha uma visão muito restrita. Especificamente, ele sugeriu que o único propósito da democracia é "fazer a paz para revoluções violentas". Ou seja, a democracia é meramente um meio para um fim e seu valor reside em fornecer uma maneira de remover agentes do Estado sem a necessidade de recorrer a instrumentos militares: "A essência da democracia é ... que legisladores e governantes ... podem ser pacificamente alterados se o conflito ocorre".
    Mises foi ele próprio um democrata dom "d" minúsculo - como muitos outros liberais de seu tempo – viu valor no uso de instituições democráticas para fornecer um meio para tratar conflitos políticos que poderiam prejudicar a vida econômica de uma comunidade. Para Mises, a prevenção de situações como guerras, revoltas, revoluções e outras rebeliões violentas foram essenciais para a manutenção de um mercado em funcionamento:
    "Liberalismo, reconhecendo que a realização dos objetivos econômicos do homem pressupõe a paz e buscando, portanto, eliminar todas as causas de conflitos na política doméstica ou externa, deseja democracia".
    Mises, entretanto, não foi um democrata ingênuo. Em nenhum ponto dos seus escritos ele chegou a assumir que a democracia é uma condição suficiente para a paz ou que a democracia pode superar os problemas introduzidos em um sistema político pela ideologia imperdeita.
    Com efeito, Mises esteva sempre ciente do papel central da ideologia na forma do quão laissez-faire (ou não) um estado pode ser. Mises entendia que se uma parcela considerável da população quer um estado totalitário, nenhuma quantidade de democracia - ou ausência dela – irá impedir.
    Afinal, escreveu Mises, "democracia tenta ... garantir [...] acordo entre a vontade do Estado - expressa através dos órgãos do Estado - e a vontade da maioria".
    Mas e se a vontade da maioria se inclina para o czarismo? "Bem", Mises responderia: "isso é provavelmente o que você terá":
    "O conservador russo está indubitavelmente certo quando observa que o czarismo russo e a polícia do czar foram aprovados pela grande massa do povo russo, de modo que até mesmo uma forma de Estado democrático não poderia ter dado à Rússia um sistema de governo diferente."
    Mises entendia que se fosse para manter um sistema político laissez-faire - seja democrático ou autocrático - uma parcela considerável da população deveria realmente querer um sistema laissez-faire, ou pelo menos algo semelhante a ele.
    Um jeito fácil de convencer eleitores a abandoner o laissez-faire
    Mas, mesmo se uma população tende para crenças laissez-faire, há maneiras de os estados enfraquecer essas crenças e aproveitar vícios humanos como a ganância, a preguiça e o medo para aumentar o tamanho e poder estatal.
    Mises, no livro Burocracia, de 1944, descreveu que o problema que surge quando uma parte considerável da população recebe a seu sustento do Estado:
    "O burocrata não é apenas um funcionário do governo. Ele é, sob uma constituição democrática, ao mesmo tempo, um eleitor e, como tal, uma parte do soberano, seu empregador. Ele está em uma posição peculiar: é simultaneamente empregador e empregado. E seu interesse financeiro como empregador se sobrepõe ao seu interesse como empregador, pois ele fica com muito mais dos recursos públicos do que contribui para eles.
    Essa dupla relação se torna mais importante à medida que cresce o número de na folha de pagamento governamental. O burocrata, como eleitor, é mais ansioso para conseguir um aumento do que para manter o orçamento equilibrado. Sua principal preocupação é inchar a folha de pagamento".
    E esse problema não se restringe aos funcionários públicos. Mises escreveu:
    "Não havia [nota do tradutor: Mises se referia a Alemanha e a França nos últimos anos que precederam a queda das suas constituições democráticas] apenas os exércitos de funcionários públicos, e aqueles empregados nos ramos nacionalizados de negócios (por exemplo: estrada de ferro, correio, telégrafo e telefone), havia os recebedores de seguro desemprego e de benefícios do seguro social, bem como os agricultores e outros grupos que são subsidiados direta ou indiretamente pelo governo.
    A democracia representativa não pode subsistir se uma grande parte dos eleitores estão na folha de pagamento do governo, se os membros do parlamento não se consideram mandatários dos pagadores de impostos, mas representantes daqueles que recebem salários, subsídios, doações e outros benefícios do tesouro, então a democracia acaba.
    Esse é um dos paradoxos inerentes às questões constitucionais contemporâneas. Faz muitas pessoas perder as esperanças em relação ao futuro da democracia. Como elas se convenceram de que a tendência é em direção a mais interferência do governo nos negócios, mais repartições e funcionários públicos e mais doações e subsídios é inevitável, elas não poderiam confiar que o governo é feito para o povo e pelo povo."
    Obviamente, em tal situação, nenhum político eleito que deseja ser reeleito irá se opor a uma continuação, ou mesmo um aumento, na assistência social estatal, programas de saúde, subsídios e outros tipos de gastos.
    Dentro de tal sistema político, qualquer que seja o apoio latente que possa haver para o laissez-faire será gradualmente varrido pela percepção de que a votação para mais benefícios governamentais é - aparentemente - muito mais lucrativa do que votar pelo laissez-faire.
    O sufrágio limitado de John Stuart Mill
    Mises não foi o primeiro democrata a reconhecer o problema da expansão do voto para aqueles que recebem mais do Estado do que pagam para ele.
    John Stuart Mill, considerado por muito tempo um democrata radical por seu apoio ao sufrágio quase universal (incluindo mulheres), não obstante, se opôs sufrágio para aqueles que recebem seguro desemprego. Em seu livro de 1861, Considerações sobre o governo representativo, Mill escreveu:
    "Eu considero fundamental que o recebimento da assistência aos pobres [nota do tradutor: Mill se referia ao sistema de auxílio aos pobres da Inglaterra. As Poor Laws foram precursoras do Estado de bem-estar social] deve implicar em uma desqualificação peremptória para o direito ao voto. Aquele que não pode se sustentar por seu próprio trabalho, não deve ter o privilégio de ajudar a si mesmo com o dinheiro dos outros. Ao tornar-se dependente dos demais membros da comunidade para sua subsistência, ele abdica da sua pretensão de igualdade de direitos com os demais em outros aspectos. Aqueles a quem ele deve a continuidade de sua própria existência, podem legitimamente reivindicar a gestão exclusiva dessas preocupações comuns, para as quais ele nada contribui ou contribui com menos do que leva ...
    Como condição para o direito ao voto, um prazo deve ser fixado, digamos, cinco anos anteriores ao registo, durante o qual o nome do requerente não tenha constado nas listas de beneficiários de assistência."
    Mill tenta resolver esse problema pela garantia de que todos os eleitores sejam pagadores líquidos de impostos, ou seja, todos os eleitores devem pagar mais impostos do que recebem em subsídios:
    "É também importante, que o legislativo que vota os tributos, nacionais ou locais, seja eleito exclusivamente por aqueles que pagam algum tributo. Aqueles que não pagam impostos, dispondo, através dos seus votos, do dinheiro das outras pessoas, têm todos os motivos para serem generosos e não para economizar. Qualquer poder de voto possuído por aqueles que não pagam impostos é uma violação do princípio fundamental do governo livre; uma separação do poder de controle, a partir do interesse no seu exercício vantajoso. Isso equivale a permitir que eles coloquem suas mãos nos bolsos das outras pessoas para qualquer fim que eles acharem adequado chamar de público...
    A representação na mesma extensão da a tributação está de acordo com a teoria das instituições britânicas".
    Ademais, Mill não queria nenhuma restrição permanente de direito a voto e desejava que qualquer um excluído do sufrágio devido a dificuldades econômicas atuais pudesse votar futuramente. Ou seja, quaisquer limitações sobre o sufrágio devem "deixar o sufrágio acessível a todos os que estão na condição normal de um ser humano".
    Visões perigosas da democracia
    O fator-chave por trás disso é a ideologia. Uma população que vê o crescimento generalizado de empregos públicos e programas de bem-estar como ilegítimo não vai tolerar tal situação. A esse respeito, se o propósito da democracia é - como Mises afirmou - criar harmonia entre a vontade do Estado e da vontade da população, então as sociais-democracias ocidentais estão trabalhando exatamente como projetado e como esperado.
    Ao contrário do que alguns libertários parecem pensar, a maioria das pessoas das democracias ocidentais não são libertárias "que ainda não se deram conta disso". Na verdade, a grande maioria das populações nas democracias ocidentais são ideologicamente muito tranquilas com grandes estados intervencionistas que empregam um grande número de pessoas e gastam imensas quantidades de dinheiro dos pagadores de impostos com benefícios sociais e subsídios para as empresas privadas. Seus padrões de voto e preferências declaradas deixam isso claro. Como esperado, os estados democráticos refletem as ideologias de seus cidadãos.
    Sem uma mudança nessa realidade ideológica, nenhuma mudança significativa deve ser esperada.
    Ora, estender o direito ao voto para aqueles que recebem mais subsídios do que pagam em impostos vai acelerar o processo de empobrecimento e instabilidade econômica.
    O primeiro passo para reverter esse problema ideológico está em adotar o laissez-faire como ideologia política dominante. A segunda etapa está vai ao encontro da visão de Mises, ou seja, da democracia meramente como um mecanismo utilizado para certos fins. A democracia não é, de acordo com Mises, uma extensão dos direitos naturais, ou soberania pessoal, ou a manifestação de alguma vontade pública mística.
    Além disso, Mises argumentou, essas idéias levam a crenças perigosas: que a democracia pode imbuir o estado com poder ilimitado ou que não há diferença entre a vontade do Estado e da vontade do povo.
    Uma vez que essas noções preocupantes da democracia são aceitas, estamos de fato em apuros. Mises conclui:
    "Grave prejuízo tem sido feito ao conceito de democracia por aqueles que, exagerando a noção soberania da lei natural, concebeu-a como uma regra ilimitada da vontade geral. Não há realmente nenhuma diferença essencial entre o poder ilimitado do Estado democrático e do poder ilimitado da autocrata. A ideia defendida pelos nossos demagogos e os seus apoiadores: segundo a qual o Estado pode fazer tudo o que desejar e que nada deve resistir à vontade do povo soberano, tem feito mais mal, talvez, do que a sede de poder de principelhos degenerados".
    https://mises.org/blog/why-social-welfare-programs-and-democracy-cannot-co-exist


  • Andre  08/04/2017 19:07
    Já não basta os funças levarem o dinheiro da sociedade agora podem nos presentear com uma ditadura.
  • nill  09/04/2017 14:07
    Uma pergunta. Quantos funcionários públicos tem no Brasil ? Fiz uma pesquisa e encontre parte da resposta . De acordo com este site,www.adesg.net.br/noticias/brasil-tem-mais-de-2-milhoes-de-servidores-publicos. O Brasil tem 2.039.499 servidores públicos federais. Não sei se estão incluídos ai, os militares das Forças Armadas.

    Agora ! De funcionários públicos municipais este site afirma existir 6,5 milhões no ano de 2016 depois de um forte aumento nos últimos 10 anos.

    Funcionários públicos estaduais . È difícil saber o número exato,na internet não dizem muita coisa. Mas ! vi dizendo que o número é em torno de 3,5 milhões.

    Portanto existem em torno de 12 milhões de funcionários públicos no Brasil (podem contestar este número, e ajude a trazer o número exato, visto que parece que ninguém até agora avaliou quantos funcionários públicos existem no Brasil,um NUMERO OFICIAL). Mas ! Me parece o número de 12 milhões ser mais ou menos correto.

    Logo 12 milhões de funcionários públicos significam 12 milhões de votos. Um colégio eleitoral muito respeitável.

  • Andre  09/04/2017 21:09
    Esses 12 milhões de funças têm cônjuge, pais e filhos diretamente interessados na permanência desse sistema, pode colocar 36 milhões de votos, o maior colégio eleitoral do país.
  • nill  09/04/2017 14:54
    Quantos aposentados existem no Brasil ? Site da Globo afirma que já 17% da população é idosa. Este site afirma haver em torno de 20 milhões de aposentados e que cresceram em mais 5 milhões até 2020. www.infomoney.com.br/minhas-financas/aposentadoria/noticia/2356630/brasil-deve-ganhar-quase-milhoes-aposentados-ate-2020-diz-fecomercio

    Portanto os aposentados representam 20 milhões de votos ou 25 milhões com os novos aposentados . Ou ainda mais.
    Uma força eleitoral extraordinária.

    Quantos beneficiários do bolsa família existem ? O site do Planalto afirma ser quase 50 milhões os beneficiados. www2.planalto.gov.br/noticias/2015/05/bolsa-familia-repassa-R-2-3-bilhoes-para-quase-50-milhoes-de-brasileiros.
    São portanto 50 milhões de votos. Uma força eleitoral descomunal.
    Existem outros grupos que recebem dinheiro do Governo,mas como não estou esclarecido sobre eles, vou destacar somente estes. Portanto 12 milhões de funcionários públicos, 20 milhões de aposentados, 50 milhões de beneficiados do bolsa família. Representam mais de 80 milhões de votos. Qualquer politico faria tudo para agradar a estes grupos.

    Já que politicamente é super vantajoso aliciar este grupos. Eu disse politicamente ! Pois economicamente é uma desgraça para o politico cortejar estes grupos. Aí ! è que está o dilema e o contraste. O politico vai ter uma mar de votos ,mas em compensação vai ter um oceano de despesas. Capaz de deixar qualquer tesoureiro desesperado. È uma beleza politicamente,mas uma tremenda feiura economicamente. E na briga entre a POLITICA e a ECONOMIA, a última leva á melhor. Pois a ECONOMIA começa a jogar contra o politico populista ,já que gastos tão elevados levam á crises economicas serias. Prejudicando seriamente todas as pessoas do país. A ecomia só não jogaria contra a politica se não houvesse ; a escassez de recursos. Com recursos economicos infinitos,somente assim não haveria um antagonismo em a parte politica e a econômica.


    Um exemplo besta. Suponha que um governo esquerdista resolvesse acabar com os homofóbicos oferecendo a eles vantagens economicas,esquerdistas são muito pró-homossexualismo. E dai ! Este grupo pouco beneficiária aos esquerdistas ou aos populistas politicamente. Mas ! economicamente seriam muito bom,visto tudo indicar ser os tais "homofóbicos" um grupo muito pequeno. Com uma micharia,isto para o Governo , se conseguiria alicia-los.
    CONCLUSÃO. Economicamente só é vantajoso para o populista aliciar grupos muito pouco numerosos ( e que demande pouco dinheiro,lógico isto exclui bilionários e celebridades) embora não sejam eleitoralmente muito vantajoso.
  • nill  09/04/2017 15:55
    Uma pergunta. Quanto de dinheiro é gasto com o funcionalismo federal,estadual e municipal ?

    Este site afirma que o Governo Federal gasta 39,2% de suas receitas com o pagamento de funcionários.
    economia.estadao.com.br/noticias/geral,governo-gasta-39-2-de-suas-receitas-no-pagamento-de-servidores-publicos,10000023309

    Não especificou quanto em valor significa isto em dinheiro. Outro site afirmou.Os gastos dos governos federal, estaduais e municipais com o funcionalismo público somam 12% do Produto Interno Bruto (PIB).

    Em valores correntes, o Produto Interno Bruto Brasileiro chegou a R$ 6,266 trilhões em 2016, e o PIB per capita ficou em R$ 30.407 – uma redução de 4,4% diante de 2015.

    Logo ! O gasto com funcionalismo todo (federais,municipais,estaduais) passou de 600 bilhões de reais . Um total gigantesco.
  • 4lex5andro  13/04/2017 15:06
    Só complementando a excelente pesquisa dos dados do funcionalismo estatal: 12 milhões de cabides, com os 20 milhões de aposent. e pensionistas, ao lado de dependentes em idade de votar, dá cerca de 40 milhões de votos.

    Não fosse o impeachment, o projeto petista de perpetuação no governo teria tido êxito (não somente federal, já que com o "sempre pró-governos" pmdb do lado ambos ampliavam seus percentuais de domínio nas prefeituras e governos estaduais.

    Sem esquecer que um dos motes do programa eleitoral de 2014 era o de reformar a constituição (talvez até promulgar outra cf) através de uma nova assembleia constituinte.

    O trabalho de desmontar o ideário fascista que faz parte da identidade do Brasil e substituir por uma mentalidade empreendedora, é longo, de muito longo prazo. Mas o trabalho do Imb (e não somente deste instituto) é esse também e tem que ser constante, por que senão, o negócio vai ser preparar o passaporte e se dirigir a um aeroporto internacional.
  • Carlos Neto  09/04/2017 18:36
    Não podemos falar em democracia com voto anonimo e obrigatório. Simples assim. Até nos EUA há fraudes nas eleições. Aqui no Bananistão então.. Em um lugar aonde até a carne é corrupta, como confiar em eleições?
  • João NNeves Jr  09/04/2017 19:05
    Faltava mais essa na "conta" do servidor público:
    Além de ser responsabilizado pelo roubo do erário público, taxado caluniosamente como COMPARSA desse crime, por conta de receber um salário que advém de impostos e não da iniciativa privada, devem ser impedidos de votar. Mais "Mauthusiano" impossível!

    É obvio que , em se tratando de economia, a maioria das ideias são válidas, não se questiona isso. O problema de vocês, em análise, é quando TUDO é para ser explicado pelo primeiro e último mandamento da seita "miseana":

    "Amar a planilha de oferta/demanda e custo/despesa acima de tudo ;e ao próximo como a ti mesmo, aplicá-la!"

    E vocês querem fazer pose de democratas, "camaradas"?
    Teu deus não gostaria de ver isso, não...Mises....ele mesmo foi um funcionário público.

  • Affonso Prates  09/04/2017 20:33
    "Amar a planilha de oferta/demanda e custo/despesa acima de tudo ;e ao próximo como a ti mesmo, aplicá-la!"

    A frase está perfeitamente ao mesmo nível de seu intelecto: ininteligível.

    Falando coisas desconexas e trapalhadas assim, você conspurca a imagem dos "servidores" públicos (cujo significado é "aqueles que se servem do povo").

    Aliás, por que o termo "servidor" só se aplica a funça? Todos nós somos servidores públicos. O rapaz que vende coco na praia está servindo ao público, os pedreiros que construíram os prédios da sua cidade estavam servindo ao público, os engenheiros que conceberam a tela em que você está lendo este artigo estavam servindo ao público.

    Aliás, o engenheiro que passa da iniciativa privada para o cargo público não se transmuta num ser altruísta. Ele continua priorizando sua carreira, seu "polpudo salário" e sua estabilidade. Só porque o sujeito extrai sua renda do imposto que você paga, e não do produto que você compra, isso não significa que ele serve mais ao público do que seu semelhante da iniciativa privada.

    Na verdade, são exatamente os funcionários públicos, os burocratas, que menos servem ao público. Como não produzem, mas sobrevivem dos tributos, eles precisam extrair a sua renda do setor produtivo da sociedade. Ao passar do setor produtivo para o estatal, o profissional competente está passando do numerador para o denominador da economia: extraindo mais recursos do que criando.

    "E vocês querem fazer pose de democratas, "camaradas"?"

    Chegou aqui agora, né, meu filho? Eis alguns artigos para você ver o quanto este site "ama" a democracia (cuidado pra não menstruar):

    Como a democracia destrói riqueza e liberdade

    A tragédia social gerada pela democracia

    Sociopatia e ausência de caráter - características fundamentais para se ter sucesso na democracia

    A democracia, os políticos e o retrocesso da civilização

    Democracia - o deus que falhou

    A democracia estimula o pior tipo de competição

    E se eu lhe disser que a democracia é uma fraude?
  • Reserva de mercado  09/04/2017 21:21
    Pelo seu discurso, vejo que chegou aqui agora:

    Além de ser responsabilizado pelo roubo do erário público, taxado caluniosamente como COMPARSA desse crime

    Cidadão, você está falando de desvios por causa de corrupção. Para os libertários, o buraco é mais embaixo. O dinheiro "público" em si já é fruto de roubo porque é extraido SOB COEÇÃO via impostos. Experimente fazer um arranjo com o governo em que você não paga impostos e se compromete a não usar nenhum bem público. Irão tomar seus bens e se você resistir, vai ser preso ou morto.

    Mais "Mauthusiano" impossível!

    Onde Malthus entra na estória? Esse não era o cara que falava sobre a teoria populacional?

    "Amar a planilha de oferta/demanda e custo/despesa acima de tudo ;e ao próximo como a ti mesmo, aplicá-la!"

    Não é uma questão de amor nem de religião, é uma questão de como as coisas funcionam. Se você acha que isso é uma religião incondicional, então não entende o mais básico de economia.

    O computador que você compra para postar aqui, a internet que você assina, as roupas que você veste, a comida que você come, os oculos escuros que você usa, o transporte que você utiliza, a energia que você usa, a água que você bebe. Tudo isso que você tem é fruto do seu consumo, de coisas que você abriria mão do seu dinheiro para adquirir porque para você, essas coisas valem mais que o dinheiro que você tinha em mãos.

    Por outro lado, alguém teve que ofertar esses produtos para que eles chegassem até você. A criação de valor que nasceu de trocas VOLUNTÁRIAS entre você e um comerciante é que permite que você usufrua dos seus bens e que o comerciante ganhe dinheiro para, em troca, usufruir de outros bens. É uma lógica extremamente simples, extremamente básica, que várias pessoas falham em entender.

    E vocês querem fazer pose de democratas, "camaradas"?
    As pessoas nesse site defendem o livre mercado e não democracia, você caiu mesmo de paraquedas aqui, hein?

    Teu deus não gostaria de ver isso, não...Mises....ele mesmo foi um funcionário público.
    Mises não é meu deus e o que ele fez ou deixou de fazer em vida não me interessa, o que me interessa (e a maioria dos leitores desse site) é se os argumentos dele são lógicos. E outra, a escola austriaca apenas explicava os efeitos da intervenção governamental na economia. Quem afirma que imposto é roubo é a filosofia libertária.

    O artigo afirma que é irracional que alguém que tenha interesse direto e financeiro pelo governo possa votar, ora, se um político prometesse acabar com a estabilidade e diminuir os salários dos servidores públicos, os mesmos não iriam automaticamente descarta-lo, independente das outras propostas? É essa amarra direta ao salário e estabilidade que faz o arranjo irracional.

    Agora você chega aqui, fala vários Ad Hominems e refuta o artigo sem dizer porque. Já que você invocou que é contrário ao artigo, o onus da prova está com você.
  • anônimo  10/04/2017 09:40
    Mises falava que isso ia prejudicar a democracia como se a democracia fosse uma coisa boa.Mises estava errado.
  • anônimo  10/04/2017 09:49
    Na hora que o governo americano inventa mais uma false flag,o IMB,ao contrario do instituto mises americano e do Lew Rockwell,solenemente ignora e finge que não está acontecendo nada.Comparado com o que era há pouco tempo virou uma ferramenta do stablishment.
  • Rogério Fasano  10/04/2017 12:22
    É mesmo? Já foi confirmado que foi false flag? Procurei artigos sobre isso no MI americano e nada encontrei (ainda bem, pois seria uma enorme irresponsabilidade do Instituto fazer especulações apenas para ganhar audiência). Coloca aqui, por favor, um link comprovando de maneira indubitável que foi false flag. Caso contrário, assuma sua mentira.

    O IMB está de parabéns por sua temperança, equilíbrio e por não ceder a artigos puramente especulativos à procura de cliques e audiência rápida. Além de ser uma questão de profissionalismo, mostra também respeito aos leitores.
  • Henrique Zucatelli  10/04/2017 10:58
    Bom dia pessoal.

    De uns meses para cá fico cada vez mais feliz ao ler os comentários, pois o "berço libertário" já é representado por algum comentarista antes de mim. Eu leio e penso: Não preciso dizer mais nada, está tudo aqui.

    Isto causa um misto de surpresa, alívio e esperança de que estamos finalmente conseguindo formar um verdadeiro braço cultural armado de princípios, que levarão este país a algum lugar além dos eternos vôos de galinha seguidos de crises estruturais. É lindo.

    Abraço a todos e a equipe do IMB.
  • Pobre Rico  10/04/2017 20:19
    Samba do Funcionário Público:

    Na segunda-feira eu não vou trabalhar
    É, é, é a
    Na terça-feira não vou pra poder descansar
    É, é, é a
    Na quarta preciso me recuperar
    É, é, é a
    Na quinta eu acordo meio-dia, não dá
    É, é, é a
    Na sexta viajo pra veranear
    É, é, é a
    No sábado vou pra mangueira sambar
    É, é, é a
    Domingo é descanso e eu não vou mesmo lá
    É, é, é a
    Mas todo fim de mês chego devagar
    É, é, é a
    Porque é pagamento eu não posso faltar
    É, é, é a

    E quando chega o fim do ano
    Vou minhas férias buscar
    E quero o décimo-terceiro
    Pro natal incrementar
    Na segunda-feira não vou trabalhar
    É, é, é a
    É, é, é a

    Eu não sei por quê tenho que trabalhar
    Se tem gente ganhando de papo pro ar
    Eu não vou, eu não vou
    Eu não vou trabalhar
    Eu só vou, eu só vou
    Se o salário aumentar
    É, é, é a
    É, é, é a

  • Kiko  22/07/2017 06:23
    Genial HAHAHA
  • Xing  11/04/2017 16:52
    KKK só mexer no din din que eles tem estrimilique.
    https://www.youtube.com/watch?v=VFuCeQGPJJg
  • 4lex5andro  11/04/2017 21:04
    Os sindicatos federais (de empresas e autarquias estatais) estão fechando para o dia 28 uma greve geral em desagravo ás reformas previd. e trabalhista e, sendo que tal data coincidentemente, vai emendar com o feriadão do dia primeiro de maio.
  • Dória  11/04/2017 23:23
    Não existe coisa pior do que sindicalistas e políticos. Nem professores esquerdistas são tão asquerosos.
  • Yuri Castilho Wermelinger  11/04/2017 21:20
    Li o Artigo, mas me sobraram algumas duvidas.

    Partindo do pressuposto liberal clássico de que o ideal é um Estado mínimo que garanta a segurança e liberdade do indivíduo bem como sua propriedade privada não haveria uma contradição nos pontos: (Se partirmos do ideal libertário, aí não há contradição, mas não é essa a minha dúvida)

    1) Se o Estado é mínimo e possui mecanismos que tornam difíceis sua expansão pela mera vontade de políticos e outros burocratas (por ex: para aumento de salários ou colocação de novos cargos apenas com plebiscito), não haveria poucos funcionários públicos de modo que tivessem influencia limitada nas eleições e mesmo que tivessem fosse difícil promulgar vantagens para eles próprios. Isso não invalidaria a premissa inicial de Mises de que o funcionário público e eleitor é empregado e empregador ao mesmo tempo ?

    2) Se partirmos do principio de que funcionários públicos não devem votar não estaríamos negando a eles um direito de representação ? Nesse caso, o sufrágio já não seria mais universal, e isso foi uma das primeiras lutas do liberalismo.

    3) Sobre o comentário do Editor, de que alguns alegam que os funcionários públicos não pagam imposto só recebem menos produto fruto do roubo. Isso não poderia ser contra argumentado dizendo que o funcionário público gera seu valor pra sociedade e recebe por isso ?
    Não estou questionando a qualidade do trabalho do funcionário e nem o quanto estes deveriam ganhar ou não, estou questionando o argumento de que todos os funcionarios publicos não pagam imposto...
  • Guilherme  11/04/2017 22:59


    1) Não existem esses mecanismos que impedem a expansão de um estado mínimo em um estado agigantado. A única coisa que que pode variar é o tempo que demorará para isso ocorrer. E será assim exatamente por causa da democracia. Teoria e empiria puras.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=291

    2) Libertários e liberais genuínos nunca defenderam a ideia de democracia, que nada mais é do que o governo da turba.

    Um dos países em que a democracia é exercida no seu sentido mais pleno é a Venezuela. Aloizio Mercadante estava corretíssimo quando disse que "Na Venezuela, há democracia até em excesso". Claro! Lá, basta a pequena maioria demandar, e o governo faz. Confiscos de renda, expropriação de terra, congelamento de preços e censura. Tudo democraticamente exigido pela pequena maioria da população e prontamente acatado pelo governo. Elas mandam, o governo obedece. E a minoria se estrepa. Democracia em sua plenitude.

    Quanto mais democracia, mais arbitrário o estado -- o que não quer dizer que na ditadura ocorra o oposto. Onde há estado, há arbitrariedade -- varia apenas o grau de explicitude com que a espoliação é feita.

    Na democracia genuína, a turba exige e o governo fornece. Se a maioria da turba exigir confisco de propriedade, o governo concederá. Se a maioria exigir redistribuição de renda, o governo fará. Democraticamente.

    A democracia -- em seu sentido pleno -- é a grande inimiga da propriedade privada.

    Respeito à propriedade privada é algo absolutamente impossível de ocorrer onde quer que haja democracia, pois a democracia depende exclusivamente do assalto à propriedade privada para existir. É impossível existir democracia sem esbulho da propriedade privada.

    Os pais fundadores dos EUA desprezavam o conceito de democracia. A Declaração de Independência americana não cita o termo 'democracia' nem sequer uma única vez.

    Logo, que cazzo é isso de "sufrágio universal"? Seria isso o direito universal de esbulhar a propriedade alheia?

    3) Qual valor um funcionário público gera? Como seria possível mensurar isso se o salário dessa gente não apenas advém do esbulho como também não é fornecido pelo mercado?

    Eu sei exatamente quanto valor um garçom gera. Ou um porteiro. Ou um piloto de avião. Mas ninguém sabe quanto de valor gera um desembargador ou um senador. Há bibliotecários em Tribunal de Contas ganhando 35 mil reais por mês de dinheiro esbulhado. Que valor esse parasita gera? Há desembargador estadual em SP ganhando 125 mil por mês de dinheiro confiscado dos pobres via ICMS. Que valor esse parasita gera?

    Que valor gera um assaltante da Receita Federal, que rouba a renda de trabalhadores e de empreendedores, afetando a capacidade de investimentos e impedindo a geração de empregos? Que valor essa gente gera?

    Não, meu caro, quem vive do esbulho alheio e fornece "serviços" que não são voluntariamente adquiridos no mercado, mas sim compulsoriamente adquiridos por todos, não tem como gerar valor. Tais pessoas subtraem e destroem valor. Por definição.
  • Yuri Castilho Wermelinger  12/04/2017 04:08
    Guilherme, com todo respeito, seu comentário não ajudou em praticamente nada.

    Além de você não ter considerado minha premissa, na parte da democracia possui erros que chegam a dar vergonha alheia.

    Defende claramente um ideal anarcocapitalista, o que eu explicitei na premissa que não era minha dúvida, e embora eu ainda precise estudar mais sobre esse assunto a sua visão sobre ele me parece um pouco de boteco, pois já vi Jeffrey Tucker, um grande libertário, dizendo que a ideia de democracia foi corrompida, mas não é essencialmente ruim. Se duvida ? Veja aqui: https://youtu.be/8WT41oWaqog?t=8m37s

    De todo modo, obrigado pela indicação desse artigo, em breve o lerei.
  • Marcos  12/04/2017 12:57
    Yuri, qual a sua premissa que não foi considerada? Quais os comentários feitos pelo Guilherme sobre democracia que dão "vergonha alheia" (expressãozinha típica de adolescente)?

    Tente argumentar em vez de dar faniquitos.

    Ao passo que o Guilherme gentilmente lhe deu respostas completas e embasadas na teoria, você apenas reagiu com chilique. Se discordou dele, aponte os erros e utilize a sua razão para contra-argumentar. Apenas xingar quem lhe respondeu gentilmente depõe muito contra a sua pessoa e lhe deixa a descoberto.
  • Yuri Castilho Wermelinger  12/04/2017 23:18
    "Partindo do pressuposto liberal clássico de que o ideal é um Estado mínimo que garanta a segurança e liberdade do indivíduo bem como sua propriedade privada não haveria uma contradição nos pontos: (Se partirmos do ideal libertário, aí não há contradição, mas não é essa a minha dúvida)"

    Essa foi minha premissa que não foi considerada.

    "Tente argumentar em vez de dar faniquitos."

    Eu fiz isso, não dei "faniquito" nenhum.

    "Apenas xingar quem lhe respondeu gentilmente depõe muito contra a sua pessoa e lhe deixa a descoberto. "
    Não fiz nada disso no meu comentário. Aliás, nunca faço.


  • Nelson Brockes  13/04/2017 05:58
    "Afinal, eles não geraram esses $ 2.500 vendendo serviços consumidos voluntariamente no mercado."

    Falso. A matemática que descreve a dinâmica das civilizações diz que quanto maior a ordem, maior é a produção e vice versa. Logo, como funcionários públicos atuam na manutenção da ordem que favorece a produção, eles também geram riqueza, inclusive favorecendo a venda de serviços voluntariamente consumidos no mercado.

    A hipótese de um mercado livre com trocas totalmente voluntárias é uma utopia. A verdade é que num mercado totalmente livre muitos indivíduos podem ser extorquidos sendo obrigados a fazer trocas injustas que os levem à ruína.

    Quanto aos anarco-capitalistas, pela forma como levantam a bola para os comunistas chutarem, só não vou descartar a hipótese de serem inocentes úteis ao comunismo porque certa vez um cientista muito inteligente disse que a burrice humana é infinita. Portanto, estimo a probabilidade de serem força auxiliar em 90%.
  • Alberto  13/04/2017 11:13
    "quanto maior a ordem, maior é a produção e vice versa."

    Correto. Mas você vai se contradizer logo abaixo.

    "Logo, como funcionários públicos atuam na manutenção da ordem que favorece a produção"

    Falso. E totalmente incoerente.

    Você próprio acima afirmou -- corretamente -- que a produção gera a ordem. Só que funcionários públicos vivem à custa da produção. Funcionários públicos parasitam a produção. Logo, eles, por definição, afetam a ordem.

    Dizer que um parasita gera ordem e aumenta a produtividade do hospedeiro não é apenas uma questão de ignorância biológica; é também desconhecimento econômico.

    Como é que um conjunto de parasitas que extorque os produtivos e vive à custa destes pode "estimular a produção e a ordem"? A sua matemática é que não fecha.

    Por essa lógica, quanto mais os parasitas parasitam o hospedeiro, mais produtivo ele fica.

    Na melhor das hipóteses -- ou seja, numa economia formada por funcionários públicos genuinamente probos, honestos, conscientes, preocupados e, acima de tudo, com salários módicos --, você poderia dizer que eles estariam prejudicando a produção de maneira apenas discreta, e não de maneira altamente prejudicial.

    "eles também geram riqueza, inclusive favorecendo a venda de serviços voluntariamente consumidos no mercado."

    O produto produzido pelo governo não tem preço de mercado. Logo, é absolutamente impossível mensurar se ele gera riqueza. Ademais, tal produto é produzido por meio do confisco e da extorsão daqueles que produzem riqueza. Logo, na mais benéfica das hipóteses, você pode apenas dizer que tudo fica no zero a zero. Dizer que extorsão e confisco criam riqueza é um atentado à lógica e à inteligência humana.

    Outra coisa: o estado é deficitário; precisa de impostos, dívida e criação de moeda para se financiar. Como dizer que isso gera riqueza? Se fôssemos usar o critério de criação de valor, o estado invariavelmente apareceria como um destruidor de valor.

    Por fim, como é que algo que tributa, confisca e inflaciona gera riqueza?

    "A hipótese de um mercado livre com trocas totalmente voluntárias é uma utopia."

    Aqui a sua máscara cai. Você mostra que não está interessado em discutir lógica. Você quer apenas fazer panfletagem pró-estado.

    Você -- ao não conseguir argumentar como é possível que algo que vive à custa do confisco possa gerar riqueza -- recorre ao tosco argumento de que dois indivíduos transacionando voluntária e espontaneamente é "utopia".

    Por quê?

    "A verdade é que num mercado totalmente livre muitos indivíduos podem ser extorquidos sendo obrigados a fazer trocas injustas que os levem à ruína."

    Incoerência dantesca. Se algo é livre, então, por definição, não há nem extorsão nem coerções que levam a trocas injustas "geradoras de ruína". Por outro lado, se há extorsão e coerção -- duas características presentes exatamente em arranjos em que há estado -- então não há mercado livre.

    No arranjo estatal em que vivemos, o estado confisca minha renda e extorque minha riqueza. Trata-se, aí sim, de um arranjo coercivo que caracteriza uma troca injusta que me leva à ruína.

    Vivenciamos todo esse ambiente de "extorsão" e "trocas injustas que levam à ruína" exatamente no arranjo estatal que você defende. Mas você, paradoxalmente, diz que tal arranjo de extorsão e trocas injustas não apenas não acontece hoje, como só aconteceria num arranjo genuinamente livre.

    Ou seja, a única conclusão lógica é que você tem problemas cognitivos.
  • Reserva de mercado  13/04/2017 12:42
    Forçou a barra, hein, Nelson? Recomendo baixar a crista um pouquinho. Já vi chamarem ancaps de tudo, mas de inocentes uteis para comunistas é nova (e estranhamente a mais absurda de todas).

    Comunismo impõe a ideia de propriedade comum dos meios de produção, onde todos são igualitários na sociedade e participam de forma igualitaria. Já em uma sociedade ancap (ou minarquista), o respeito a propriedade privada é um dos pilares desse tipo de civilização, e a sociedade reconhece abertamente que todos não são iguais, sendo os mais capazes capazes de gerar riquezas maiores.

    Ou seja, um é a antitese do outro, sendo a única semelhança a ausência de um governo central forte (no caso do comunismo puro, na prática, os comunistas têem governos fortissimos e altamente intrusivos, o que não existiria em uma sociedade ancap).

    A verdade é que num mercado totalmente livre muitos indivíduos podem ser extorquidos sendo obrigados a fazer trocas injustas que os levem à ruína.

    Errado. Você parte do pressuposto que uma sociedade necessita de um estado forte e que sua ausência implicaria a desordem civil, mas veja, ausência de estado não significa ausência de regras, pois o respeito à propriedade privada é o que separa o ancap de uma anarquia comum, enquanto o mercado pode propor soluções para enforçar a segurança da pessoa.

    Agora, eu posso concordar com você que a mentalidade atual de uma boa parte da população brasileira não permitiria a existência de uma sociedade ancap, mas essa argumentação não é válida contra o ancap, pois isso vale para qualquer sociedade, estatista ou não. Basta olhar ao seu redor, temos um estado inchadissimo, altamente corrupto, ineficiente e com serviços péssimos e caros, enquanto isso os indices de crime são alarmantes e as taxas de homicidio são as maiores do mundo (56.000 por ano, a India, segundo lugar, tem 43.000 anuais). Já faz 29 anos que temos uma democrácia e o nosso Estado é inchado desde Getulio Vargas (104 anos). Taxas crescentes de homicidio não me parecem ser um bom indicador de sucesso.

    como funcionários públicos atuam na manutenção da ordem que favorece a produção, eles também geram riqueza, inclusive favorecendo a venda de serviços voluntariamente consumidos no mercado.

    Eu consigo entender a sua linha de argumentação. Você parte do pressuposto que a atuação do funcionário público seria o equivalente a um administrador de empresas que organiza melhor os serviços dela para que esta seja mais produtiva.

    Mas veja que para essa sua afirmação ser verdadeira, você teria que provar que o funcionário público realmente tem um efeito benefico sobre a sociedade maior que seus custos. Tal coisa, entretanto, é impossivel mensurar, pois o estado monopoliza os serviços públicos (não há um equivalente para comparação) e não funciona sob o sistema de lucros e prejuizos (o que impede de mensurar a eficiência do serviço).

    O que é observável, entretanto, é que o estado dificulta (através de regulações, taxas de licenciamento e funcionamento, outros custos para manter a empresa aberta) a atividade produtiva e retira recursos do mesmo para manter suas atividades administrativas (através de impostos).

    Além disso, como observado empiricamente nos últimos anos, o estado frequentemente intervêem na economia, expandindo a base monetária (desvalorização da moeda, inflação, redução do poder de compra dos brasileiros e dificultação de importação de bens de capital necessários para a produção), taxas de importação (dificulta a importação de bens de capital novamente, reduz o poder de consumo dos brasileiros) e subsidiando consumo (o que, na prática, causa distorções economicas graves, vide bolha imobiliaria brasileira).

  • Jonas  13/04/2017 14:16
    "Logo, como funcionários públicos atuam na manutenção da ordem que favorece a produção, eles também geram riqueza, inclusive favorecendo a venda de serviços voluntariamente consumidos no mercado"

    Esse é tipo de comentário que sai quando a burrice se junta à ignorância.

    Quem vive da riqueza produzida por terceiros "gera" riqueza? Como pode ocorrer essa mágica, gênio? Brasília, por exemplo, é um oásis de geração de riqueza segundo vc.

    O dinheiro que funcionário público recebe advém do uso da coerção institucionalizada (e nem me refiro à corrupção); logo, riqueza só pode ser gerada quando não há coerção institucionalizada, quando há produção e realização de trocas voluntárias.

    Você achar que o uso de coerção é que "gera riqueza" só mostra, de fato, que vc sofre de dissonância cognitiva.


    "A hipótese de um mercado livre com trocas totalmente voluntárias é uma utopia. A verdade é que num mercado totalmente livre muitos indivíduos podem ser extorquidos sendo obrigados a fazer trocas injustas que os levem à ruína".

    Que curioso: em trocas voluntárias haveria "extorsão", mas em trocas não-voluntárias (como é o caso do recebimento de dinheiro pelos funcionários públicos) não haveria "extorsão". Você é mesmo um gênio da raça.
  • Armenio  13/04/2017 14:49
    "como funcionários públicos atuam na manutenção da ordem que favorece a produção, eles também geram riqueza"


    Como é que é, cidadão??

    Cunhas, Dilmas, Temers, Renans, etc "atuam na manutenção da ordem"?

    Vereadores, deputados e burocratas de ministérios, de secretarias estaduais e municipais "atuam na manutenção da ordem"?

    Parasitas de cartórios e repartições públicas "atuam na manutenção da ordem"?

    Os zilhões de funças que existem nesse país chupizando de quem produz "atuam na manutenção da ordem"?


    Tem que ter mesmo muita cara de pau para escrever uma imbecilidade dessas.
  • Guilherme Markus  13/04/2017 14:53
    "A matemática que descreve a dinâmica das civilizações diz que quanto maior a ordem, maior é a produção e vice versa"


    Ou seja, segundo vc, se são os funcionários públicos que "mantêm a ordem", e se "quanto maior a ordem maior é a produção", sua conclusão é a de que quanto mais funcionários públicos maior será a ordem e consequentemente a produção.

    Ou seja, segundo vc, para aumentar a produção o crucial é aumentar o número de funcionários públicos, pq daí teremos mais ordem (e mais produção).

    Você acaba de receber o prêmio do comentário mais estúpido dos últimos tempos.

  • Andre  13/04/2017 14:56
    A eterna busca dos funças por legitimação.
  • Reserva de mercado  13/04/2017 15:13
    É como eu sempre digo: as pessoas são liberais até mexerem na sua reserva de mercado.

    E em muitos casos, usam relativismo moral para justificar a existência de suas atribuições como algo moralmente aceitável, acredito eu, como uma forma de se sentir melhor consigo mesmo.

    Se a pessoa quer aproveitar a oportunidade que é ser funça, força pra ela. Nada contra, todo nós nos viramos como podemos, mas deveria ter a hombridade de assumir as consequencias do seu cargo perante à sociedade e conviver com isso na consciência e não ficar no auto engano.
  • Helga  13/04/2017 19:38
    E o mesmo raciocínio é valido para os atuais aposentados (que recebem dinheiro do governo, visto que suas contribuições pessoais foram gastas a muito tempo). para os beneficiados por programas sociais (de qualquer tipo), para quem usa escolas ou hospitais públicos ... enfim, quase "todo mundo".
    Só expliquem, por favor, agora, como que uma empresa farmacêutica desenvolveria pesquisas por anos se não houvesse um governo que garantisse a lei de patentes, ou, como fazer uma rodovia, ou uma malha ferroviária que não servisse apenas para chegar da fazenda A até o porto B para escoar a produção...
  • Sávio   13/04/2017 20:26
    "Só expliquem, por favor, agora, como que uma empresa farmacêutica desenvolveria pesquisas por anos se não houvesse um governo que garantisse a lei de patentes"

    Da mesma maneira que faz a indústria da moda. Lá as cópias correm soltas e a indústria está cada vez mais forte.

    A cada ano surgem novas grifes e consumo de roupas de uma marca específica só aumenta (exceto em épocas de crise econômica, obviamente).

    Não podemos também nos esquecer da indústria de cosméticos e de perfumes. Estas também só se expandem. Embora as cópias existam em profusão, os investimentos em linhas caras de perfumes só aumentam.

    Vale repetir: no ramo da moda, as cópias ocorrem da noite pro dia, e no entanto trata-se de uma das indústrias mais lucrativas do mundo. Não há absolutamente nenhum tipo de direito autoral ou de patente. Mais ainda: você pode comprar cópias de roupas e bolsas de enorme qualidade, e ainda assim as marcas originais continuam ganhando fábulas de dinheiro.

    E os grandes nomes da sua indústria são podres de rico. E todas as suas obras são copiadas livremente. Não há absolutamente nenhum tipo de propriedade intelectual, os produtos piratas e baratos abundam, e mesmo assim os lucros das grandes seguem intactos.

    E aí?

    "como fazer uma rodovia, ou uma malha ferroviária que não servisse apenas para chegar da fazenda A até o porto B para escoar a produção..."

    Não entendi absolutamente nada da lógica deste seu raciocínio.
  • Álvaro César  24/05/2017 16:26
    "O aumento incontido dos gastos governamentais passou a ser uma política tida como sensata e boa para a economia. Tanto o partido no poder quanto o da oposição competem por popularidade fazendo promessas de que seriam generosos com o dinheiro dos impostos." (Paragrafo, 7 /linhas, 2-5)

    Essa afirmação, pode estar ligada ao keynesianismo ?
  • Gomes  15/06/2017 17:21
    Muitos aqui ainda vão mudar drasticamente de opinião...


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.