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“Os jovens matam porque foram esquecidos pelo estado” - um mito favorito da esquerda


Enterro de uma das vítimas do estupro coletivo em Castelo do Piauí
O naturalista suíço Louis Agassiz tinha uma obsessão pelo racismo científico. Acreditava que as etnias eram espécies humanas separadas e que misturá-las transformava os homens em delinquentes e degenerados.

Ao visitar o Brasil, em 1865, Agassiz deu uma olhadela pelas ruas do Rio de Janeiro e pensou ter entendido a causa da pobreza e da criminalidade do país. "Quem duvida dos males da mistura de raças que venha ao Brasil, pois não poderá negar uma deterioração decorrente da amálgama de raças", escreveu ele.

Agassiz foi vítima de dois erros. O primeiro é a falácia de relação e causa. Ele observou dois fenômenos acompanhados (mestiçagem e pobreza) e acreditou que um era a causa do outro. Também usou suas próprias bandeiras políticas para explicar o mundo — uma armadilha mais ou menos assim: "eu defendo X; se algo acontece de errado no mundo, eu vou logo acreditar que é por falta de X e que não há outra solução senão X".

Muita gente comete esses mesmos erros ainda hoje. De forma tão descuidada quanto o naturalista suíço, estão usando suas bandeiras políticas — a educação pública, a luta contra a miséria e a desigualdade — para explicar por que os jovens cometem crimes.

Por exemplo, quando o ciclista foi esfaqueado na Lagoa Rodrigo de Freitas por menores de idade, o jornal Extra sugeriu que os garotos se tornaram assassinos porque não tinham ido para a escola:

extra-22-de-janeiro-de-2015-sem-familia-sem-escola1.jpg

Já a jornalista Claudia Colucci, ao falar sobre o silêncio ao redor do terrível estupro de quatro jovens no Piauí, parece ter esclarecido o que motivou os quatro menores envolvidos no crime:

Quem são esses menores? Semianalfabetos, usuários de drogas, miseráveis, com famílias desestruturadas e com histórias de loucuras, abusos e abandono.

É o caso de perguntar: o analfabetismo e a pobreza, que atingem dezenas de milhões de brasileiros, levam mesmo os homens jovens a raptar, torturar, estuprar, furar os olhos, apedrejar e jogar do penhasco meninas indefesas?

É verdade que, em muitos casos, a baixa educação e alguns fatores econômicos acompanham a violência. Mas daí há um bom caminho para provar que um é a causa do outro. É bem provável, por exemplo, que as centenas de piauienses que foram ao enterro de uma das vítimas e se consternaram com o caso tinham o mesmo perfil de escolaridade e renda dos agressores.

O próprio Piauí contraria a tese de que a miséria causa violência. Depois do Maranhão, é o estado mais pobre do Brasil. E um dos menos violentos — a taxa de homicídios só é menor em São Paulo e Santa Catarina.

Agora, imagine se multiplicássemos a população do Piauí por cinquenta e cortássemos 40% do seu território. Chegaríamos a um país como Bangladesh, onde 150 milhões de miseráveis convivem com uma das menores taxas de homicídio do mundo – apenas 2,7 homicídios por 100 mil habitantes, um décimo da taxa brasileira.

O perfil de internos de prisões para menores de idade também contraria a crença de que agressores são vítimas da miséria. Uma pesquisa da Fundação Casa de Campinas de 2013 mostra que, de 277 internos, 80% vêm de famílias com casa própria, e metade têm renda superior a 2 mil reais. As taxas de escolaridade dos menores presos eram similares às de fora da cadeia.

Se não é a pobreza, seria então a desigualdade o motor da violência? Essa eu deixo com o psicólogo americano Steven Pinker, autor de um excelente compêndio sobre violência humana, o livro Os Anjos Bons da Nossa Natureza. Pinker aponta uma falácia de relação e causa: países mais desiguais geralmente são mais violentos, mas isso não quer dizer que desigualdade cause violência:

O problema de invocar a desigualdade para explicar mudanças na violência é que, embora ela se correlacione com a violência se compararmos estados e países, não se correlaciona com a violência ao longo do tempo em um estado ou país, possivelmente porque a verdadeira causa das diferenças não é a desigualdade em si, mas características estáveis como a governança do estado ou a cultura, que afetam tanto a desigualdade como a violência.

Um exemplo que Pinker fornece é o dos Estados Unidos: a desigualdade atingiu um mínimo em 1968, quando a criminalidade estava no auge, e subiu entre 1990 e 2000, enquanto a violência despencou.

Outra razão sempre citada são as famílias desestruturadas. Crescer sem o pai ou a mãe leva os jovens ao crime? Difícil saber. Segundo o IBGE, em 16% das famílias brasileiras, a mãe cuida sozinha dos filhos (famílias só com o pai e os filhos são outros 2%). Mas 0,01% dos adolescentes comete crimes violentos (a confiar na estatística de quem é contra a redução da maioridade penal).

O mais provável, nesse caso, é a relação inversa: em ambientes com maior criminalidade, é mais comum haver mães solteiras. Os filhos delas acabam virando criminosos não por falta do pai, mas porque crescem num ambiente criminoso.

Pinker tem um raciocínio parecido:

Embora filhos indesejados possam vir a cometer crimes ao crescer, é mais provável que as mulheres em ambientes propensos ao crime tenham mais filhos indesejados do que a indesejabilidade cause diretamente o comportamento criminoso.

A ideia de que a ausência do estado causa todos os problemas do mundo é sedutora. Mas na hora de estudar as origens da violência é melhor deixar ideologias de lado.

______________________

Uma recente manchete da Folha de S. Paulo reproduz a denúncia que publiquei há dois meses.  A afirmação de que adolescentes cometem menos de 1% dos crimes violentos é falsa, baseada numa estatística que não existe.

A reportagem foi além e descobriu dados interessantes. Em sete estados, a participação de menores nos crimes violentos é igual ou superior a 10%. No Ceará e no Distrito Federal, de acordo com as secretarias de segurança, os crimes cometidos por menores de idade passam de 30% do total.

folhaa-maioridade.png

Valeria a pena cavoucar um pouco mais os dados fornecidos pelos governos estaduais. Esses 30% no Ceará e no Distrito Federal parecem tão falsos quanto o "menos de 1%" divulgado pelo governo Dilma.

Homens adolescentes são mais violentos que a média da população, mas não mais violentos que adultos jovens. Em quase toda sociedade humana, o comportamento violento começa aos 15 anos e atinge o pico entre os 18 aos 24 anos. Seria necessário que os menores de idade fossem uma parcela muito alta da população para serem responsáveis por tantos crimes.


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autor

Leandro Narloch
é jornalista e autor do Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, e do Guia Politicamente Incorreto da História do Mundo, além de ser co-autor, junto com o jornalista Duda Teixeira, do Guia Politicamente Incorreto da América Latina, todos na lista dos livros mais vendidos do país desde que foram lançados. Escreve para a Folha de S. Paulo.


  • Rodrigo Pereira Herrmann  16/06/2015 14:47
    O recente caso de estupro coletivo seguido de tentativa de homicídio, cometido por adolescentes entre 15-17 anos com a participação de um adulto no Piauí, é definitivo sobre essa questão de redução da maioridade penal.

    O resto (reincidência, condições prisionais, desigualdade econômica, maturidade biológica, etc) é sofismar.
  • Sidnei  03/07/2015 19:06
    Nenhum idiota irá defender que os jovens criminosos, não sabem o que faz,e nem que um simples motivo seja determinante para o crime, mas são todos esses fatores unidos que tendenciam os jovens para o mundo da criminalidade. Um dos maiores fatores e que vem crescendo explica o avanço da criminalidade na década de 90 é o avanço do capitalismo, todos nós queremos um celular, uma roupa e um tênis legal, isso aliado a pobreza, desestrutura familiar,falta de perspectivas futuras trazidos por uma má formação familiar e escolar, não determinam, mas contribui muito para a formação do criminoso.
    Sem falar que prender um jovem delinquente não traz nem um beneficio a sociedade. cadeia custa caro aos cofres públicos,e a gente que paga.
    Cadeia não torna ninguém melhor, ao contrario, em geral um adolescente que for preso por roubar um celular sairá da cadeia e voltará a cometer crimes bem mais graves.
    Respondão:
    Porque é nas favelas que surgem a maioria dos criminosos?!
    Respondendo a um outro Comentário mais a baixo, em 1920 não tínhamos um capitalismo significativo no Brasil, isso explica a baixa criminalidade.
    Não podemos criar leis pautando-se nas exceções, é preciso estudos e pesquisas para saber qual o padrão dos fatores criminógenos, só assim para se criar leis justas, que tragam um real benefício para a sociedade.
  • Francis  03/07/2015 20:47
    "Um dos maiores fatores e que vem crescendo explica o avanço da criminalidade na década de 90 é o avanço do capitalismo".

    Exato! É por isso que países com capitalismo avançado, como Suíça, Alemanha, EUA, Canadá, Hong Kong, Cingapura, Austrália, Nova Zelândia são extremamente violentos, ao passo que paraísos anti-capitalistas como Venezuela, Honduras, Nicarágua, Nigéria, Sudão são locais extremamente pacíficos.

    "Sem falar que prender um jovem delinquente não traz nem um beneficio a sociedade".

    Não?! Retirar um criminoso de circulação não traz benefício nenhum pra ninguém? E deixá-lo solto? Gera alegria e prosperidade a todos?

    "cadeia custa caro aos cofres públicos,e a gente que paga."

    Concordo. Por isso que eu não defendo cadeia (que nada mais é do que uma colônia de férias). Quem mata deve ser morto. Quem rouba deve ser condenado a um trabalho escravo até restituir a vítima com juros e correção. Quem estupra deve ser castrado.

    "Cadeia não torna ninguém melhor, ao contrario, em geral um adolescente que for preso por roubar um celular sairá da cadeia e voltará a cometer crimes bem mais graves."

    Por isso a minha sugestão acima.

    "Respondão:"

    Está me xingando por quê? Eu não sou respondão. Estou apenas comentando suas declarações ignaras.

    "Porque é nas favelas que surgem a maioria dos criminosos?!"

    Porque é lá que está o maior centro de recrutamento de criminosos.

    "Respondendo a um outro Comentário mais a baixo, em 1920 não tínhamos um capitalismo significativo no Brasil, isso explica a baixa criminalidade."

    Genial! É por isso que países que têm "um capitalismo significativo" -- como Suíça, Alemanha, EUA, Canadá, Hong Kong, Cingapura, Austrália, Nova Zelândia -- são extremamente violentos, ao passo que países que têm um capitalismo insignificante --como Venezuela, Honduras, Nicarágua, Nigéria, Sudão -- são locais extremamente pacíficos.

    Vamos imitar esses últimos.

    "Não podemos criar leis pautando-se nas exceções, é preciso estudos e pesquisas para saber qual o padrão dos fatores criminógenos, só assim para se criar leis justas, que tragam um real benefício para a sociedade."

    Faltou completar com "Os homens deve se dar as mãos e construir uma ponte encantada para o futuro". Mais um clichê desses e eu terei uma síncope aqui.
  • Rennan Alves  03/07/2015 21:32
    Discordo apenas do "Quem mata deve ser morto". Seria muito mais lucrativo aproveitá-los vivos como bolsas de sangue. Os condenados ficariam presos em sacos de plástico fazendo sua alimentação e necessidades através de tubos, algo mais ou menos assim. Hospitais não precisariam gastar com campanhas para doações e o excesso poderia ser vendido para outros hospitais ou instituições.

    Ou, melhor ainda, utilizá-los para casas de tortura, no melhor estilo "O albergue". Pessoas pagariam uma quantia x para assistir condenados serem torturados. Se o cliente quiser torturar, a quantia seria 2x. O sangue jorrado do condenado poderia ser armazenado para posterior venda (ou doação).

    Enfim, são inúmeras possibilidades para não desperdiçar um corpo vivo.
  • ancap  02/12/2015 01:51
    psicopata kkkkkkkkkkkkkkkk
  • Felipe  03/07/2015 20:58
    "o avanço da criminalidade na década de 90 é o avanço do capitalismo"

    Então antes do capitalismo devia ser uma beleza, correto?

    A idade média foi um paraíso, ninguém devia roubar ninguém, ninguém estuprava. Eita tempo bom em.

    E como você explica que na verdade o estado aumentou nas últimas décadas? não deveria ter caído a criminalidade?

    Logo você está errado. O capitalismo desacelerou nos últimos anos.

    O que justifica o avanço da criminalidade é justamente as consequências do crescimento estatal. Aumento de vagabundos, aumento do custo de vida (devido a impostos e inflação), aumento na preferência temporal, Menor respeito a propriedade privada e etc

    "Porque é nas favelas que surgem a maioria dos criminosos?!"

    Excesso de estado (proibição das drogas) e maior número de famílias de baixa cultura e desestruturadas.
  • Renato  03/07/2015 22:17
    ''todos nós queremos um celular, uma roupa e um tênis legal,''

    aqui ele fala isso, querendo dizer que esses pivetes que roubam não tem acesso a esses bens, mas deve ser o primeiro a defender tarifas protecionistas em cima desses produtos pra proteger a indústria nacional.
  • Hector  10/07/2015 03:39
    Gosto muito dos artigos disponibilizados aqui. Em geral, são poucos os sites nos quais os comentários são bons como o próprio texto. Entretanto, o economista, no geral, comete alguns deslizes ao falar sobre direitos, assim como um advogado teria pouco sucesso ao se aventurar num comentário sobre economia. O intuito não é causar atrito, apenas expressar que a causa da criminalidade se dá por um conjunto de fatores que, assim como explicitado pelo autor do artigo, não está relacionada apenas com a economia.

    Tanto é verdade, que há criminalidade em todos os círculos sociais e, independentemente do modelo econômico adotado, sempre vai existir enquanto faltar punição efetiva. Diferente do que alguns defendem, a "punição efetiva" não é o cárcere, a pena de morte, a mutilação ou qualquer outra do gênero, pois, cada indivíduo é atingido de uma maneira específica pela pena e se esta não inibir a prática de crimes, será uma pena ineficaz.

    Espero que estejam abertos a opiniões vindas de áreas de estudo diferente então, jurídicamente, o crime é um fato social que resulta da natureza humana de colecionar riquesas (capitalista ou socialista, basta que seja humano) e, diante disto, o papel do Estado é o de inviabilizar algumas formas de atingir este objetivo.

    Embora a pena física esteja entre estas medidas, ela não é a única. Arrisco dizer, ainda, que seja a menos eficaz. Isto porque o ser humano se adapta de tal modo que viver dentro de um presídio ou sob a ameaça de ser apenado com morte pela pratica de determinado crime, torna-se risco aceitável com o passar do tempo.

    Exemplo simplório, mas válido, é do motorista que dirige sem o uso do cinto de segurança e em alta velocidade. Há placas, há lei de trânsito e muitas propagandas mostram que esta prática leva à morte, mas isto não intimida ou inibe motoristas de agirem desta forma e perderem a vida. Gostaria de escrever mais sobre a função da pena e sua eficácia, mas sei que não é o local e que não despertará grande interesse. Saudações e reitero os elogios ao bom trabalho desenvolvido neste sítio.
  • Emerson Luís  16/06/2015 14:52

    99,9% dos pobres são trabalhadores honestos (número hiperbólico, mas não muito).

    Ao dizer que a pobreza por si só causa a criminalidade, os "progressistas" insultam a grande maioria de pobres honestos para defender uma pequeníssima minoria de pobres criminosos (com a qual se identificam).

    * * *

  • Rodrigo Pereira Herrmann  16/06/2015 15:07
    A violência é SEMPRE, em última instância, uma questão moral. a pobreza pode catalisar a violência latente no indivíduo, mas ela jamais é determinante.

    prova disso é que, como você mencionou, a grande maioria das pessoas pobres não descamba pro crime, ao mesmo tempo que não são raras as ocorrências criminais praticadas pela parcela mais rica e instruída da população.
  • Carlos Andrade   16/06/2015 14:55
    Para a esquerda, o estado é o paraíso que ainda não chegou, um tipo de testemunha de Jeová dos avesso, ateu.
  • Douglas  16/06/2015 17:13
    Mas Testemunhas de Jeová não se envolvem com política, são pacíficos em defenderem suas crenças e não vão usar o Estado pra esbulhar o seu patrimônio. Você tem a opção de ouvi-los se quiser, já o Estado te cobra imposto e você não tem a opção de não pagar. O Estado é o cerne da violência.
  • Kleber Mesquita  09/09/2017 00:39
    Muito bem comentado.
  • André Carneiro   16/06/2015 14:56
    Jovens matam porque têm à certeza de que ficarão impunes.
  • André  16/06/2015 17:25
    Isso é algo óbvio, mas os nossos coleguinhas esquerdistas não vão admitir isso.
  • Fernando Vier   16/06/2015 14:57
    200 milhões de pessoas foram esquecidas pelo governo, e não estão matando..... a não ser como diz o ditado "matando um leão por dia" pra sobreviver sem saúde, educação, altos impostos, combustíveis, energia elétrica...
  • Anna Karine  16/06/2015 15:00
    Os 4 menores do estupro coletivo tinham acesso a educaçao, participavam de projetos sociais e eram acompanhados por assitentes sociais. Os 4 abandonaram todas as suas atividades para viver uma vida de marginalidade, isso tudo sob os olhos da indiferença das familias e das instituiçOes que os seguiam.
  • Derval Souza  16/06/2015 15:01
    Dois argumentos que estupram essa teoria do coitadismo:

    1) taxa de analfabetismo na década de 1920. Quantidade de crimes? Quase nula. Quando acontecia algo, era espantoso.

    2) se o estado está preocupado com educação mimimi, por que não corta as despesas supérfluas, como qualquer dona de casa meia boca? Sem nem tocar no assunto de corrupção, que não vem ao caso de tão indecente.

    Não é correto dizer que o estado tira de quem produz e distribui para quem não produz. Ledo engano. Ele tira de quem produz e distribui entre seus correligionários. Dá 70,00 de bolsa esmola pra um bando de miseráveis e enche cofres na Suíça com bilhões de reais, para consumo pessoal. E ainda dá outros bilhões de presente para as ditaduras comunistas falidas.

    É tudo uma mentirada para confundir os incautos e continuar a nadar de braçada no dinheiro alheio, evitando perdas e garantindo a continuidade do aparelhamento estatal.
  • Douglas  16/06/2015 17:16
    Perfeito e simples, por isso que acho que a maioria não enxerga.
  • Dissidente Brasileiro  16/06/2015 15:18
    É a primeira vez que comento neste site mas já sou leitor assíduo do mesmo há tempos. Relacionado ao artigo publicado, gostaria de compartilhar o link abaixo:

    noticias.bol.uol.com.br/fotos/entretenimento/2015/04/23/desenhos-criativos-e-ilustracoes-fora-do-comum.htm?fotoNav=112#fotoNav=101

    Vejam como a esquerdalha é cínica e manipuladora. Observem os "argumentos" que o sujeito usa para tentar convencer os incautos. Confesso que não tenho muita paciência para lidar com essa gente!
  • anônimo  16/06/2015 16:47
    Pois é.

    É sempre interessante como eles simplesmente revogam a lei da escassez de recursos.

    Vamos pegar só a parte em que o rapaz fez a faculdade e a moça não. Ora, do modo que é o sistema de ensino atual, é evidente que nem todo mundo vai poder se formar e isso independe do sistema de escolha adotado, não sendo portanto algo de exclusividade da 'meritocracia'. Mesmo que a seleção fosse aleatória o problema persistiria. O que pode ser feito para pelo menos para aumentar o número de formados é quebrar algumas barreiras artificiais criadas pelo estado como por exemplo a presença. Felizmente isso já está sendo feito. O ideal seria um livre-mercado de empresas de certificações, tais como as que já existem de línguas (TOEFL,IELTS) ou as dezenas que existem de computação. Tirando profissões que precisam de laboratórios - como dentista - em todas as outras haveria a possibilidade de diminuir drasticamente os custos, como por exemplo, estudando por conta própria e pagando tão somente as provas de certificação.

    Mas mesmo que todos pudessem se formar, os empregos que requerem nível superior também são escassos. É um problema que está ocorrendo nos EUA em que muita gente tem ensino superior mas trabalha em empregos que estão muito aquém das habilidades obtidas.

    Some tudo isso ao fato que muitos bilionários vieram das camadas mais pobres, tantas outras analises que poderiam ser feitas (como na parte que o rapaz é indicado por influencia, algo que contraria a meritocracia), e esse quadrinho cai por terra.

    No mais: www.mises.org.br/Article.aspx?id=2054
  • Tannhauser  16/06/2015 15:47
    Excelente artigo. Recomendo as palestras do Steven Pinker no TED e outros livros dele: "tábula rasa" e "como a mente funciona".

    É um autor empírico e que se alicerça na Seleção Natural para mostrar que o ser humano não é moldável como alguns tanto desejam.

    Nascemos com características de personalidade que não são reconfiguráveis pelos Engenheiros Sociais de Plantão. São característica inerentes, assim como cor da pele, olhos, altura, etc...
  • Lopes  16/06/2015 16:16
    Cães e lobos. Pergunto-me se não é possível ao estado e às mulheres, durante os séculos, ter selecionado artificialmente os genes de pessoas com tendências menos socialmente transgressoras - da mesma forma que linhagens de cães se distinguem de linhagens de lobos? Transgressão não implica em violência necessariamente, pois se você vive em uma sociedade pautada por uma violência considerada justificada, transgredir é agir pela liberdade e pelos direitos de propriedade contra o agente agressor.

    Na Coréia do Norte, caso você decida ir contra o regime, toda sua família (pessoas que compartilham genes com você) é punida. Deserção e apostasia (em sociedades que justificam religiosamente o estado) foram quase sempre penalizadas com morte ou ostracismo, que significam que seus genes tenderão a não passar adiante. Não seria possível que, pela história, características genéticas "anti-tribais" venham sido exterminadas geração após geração de modo a garantir esta submissão ao estado, aliada ao controle da educação das creches à universidade?
  • Lomoas  16/06/2015 16:09
    A correlação entre criminosos e famílias desestruturadas é extremamente alta. Vá em um presídio e veja como são as famílias dos presos. Muitos foram filhos de mãe solteira, a maioria cresceu sem a presença de uma figura paterna.

    Filhos que nascem sem a presença de seus pais são MUITO MAIS propensos ao crimes. A maioria dos estupradores, por exemplo, vieram de famílias desestruturadas. E muitos sofreram violência infantil (geralmente da mãe).

    O Feminismo e o esquerdismo com seus programas sociais que destroem a família, diminuem o valor da figura paterna e incentivam à irresponsabilidade sexual tem imensa parcela da culpa pela violência na sociedade.

    Antigamente o governo não se metia em assuntos familiares. Por conta disso, a mulher era muito mais cuidadosa e responsável com aqueles com quem ela se relacionaria. Afinal, se ela engravidasse de um homem irresponsável, ela ficaria em uma situação vulnerável. Assim, era aconselhável manter-se virgem até o casamento. E isso era bom para o futuro da mulher e de sua família. Era a escolha mais sábia de uma mulher. Hoje em dia, graças ao feminismo e aos programas sociais esquerdistas que colaboram para destruição da família, mulheres irresponsáveis engravidam de cafajestes, substituem a figura paterna pelo Estado e aí a sociedade tem que aguentar as consequências.

    É necessário entender os sinais econômicos que programas esquerdistas dão. Em economia, quanto mais você subsidia alguma coisa, mais desta coisa você terá. E quanto mais se taxa, menos terá.E é isso que esses programas sociais tem feito. Têm promovido a irresponsabilidade às custas da responsabilidade.

    O número de mães jovens, de mães solteiras, de filhos que nascem sem um pai presente têm AUMENTADO consideravelmente JUNTO com tais programas sociais. Isso não é nenhuma surpresa.

    E tudo isso gera um efeito devastador para a sociedade. As maiores vítimas são os mais pobres e os negros. Sem a figura paterna, a criança tende a ter sérios problemas comportamentais, tem maiores dificuldades na escola, se suicidam mais, etc. As estatísticas sobre o assunto são alarmantes. Tanto para as meninas quanto para os meninos.

    A grande maioria dos criminosos, estupradores, etc.. vieram de famílias onde o pai não está presente. Sem a figura paterna, o garoto vai buscar seus exemplos masculinos em outros locais, como na criminalidade, por exemplo.

    Algumas estatistícas:

    Meninas sem um pai nas suas vidas têm 2,5 vezes mais propensão a engravidarem na adolescência.
    Meninos sem um pai nas suas vidas têm 63% mais chances de fugirem de casa e 37% mais chances de utilizarem drogas;
    Meninos e meninas sem pai têm duas vezes mais chances de necessitarem de cuidados profissionais para problemas emocionais ou de comportamento.

    O pai biológico é quem menos comete violência contra a criança. Mães solteiras são as que mais cometem violência contra crianças.

    Fontes e mais estatísticas:

    https://www.youtube.com/watch?v=o1xf78EltKM
    Petrovich & Templer (1984), Groth (1979), Brieri e Smiljanich (1993)
    fatherhoodfactor.com/us-fatherless-statistics/
    thefatherlessgeneration.wordpress.com/statistics/
    www.youtube.com/watch?v=KMU8FidIkgM
    fatherhood.about.com/od/fathersrights/a/fatherless_children.htm
    www.canadiancrc.com/Fatherlessness/Fatherlessness_in_Canada.aspx
    www.psychologytoday.com/blog/wired-success/201106/the-decline-fatherhood-and-the-male-identity-crisis
    "The Myth of Male Power" - Warren Farrell
    Mapa da violência - Crianças e Adolescentes do Brasil , 2012
  • Pobre Paulista  16/06/2015 16:23
    Você leu o texto? Lá está escrito o óbvio: correlação não implica causalidade. E em particular esta correlação que você apontou está ao contrário: São os ambientes criminalizados que causam famílias desestruturadas.

    Menos econometria e mais lógica, por favor.
  • Lomoas  16/06/2015 17:03
    "Você leu o texto? Lá está escrito o óbvio: correlação não implica causalidade. E em particular esta correlação que você apontou está ao contrário: São os ambientes criminalizados que causam famílias desestruturadas.

    Menos econometria e mais lógica, por favor."

    E por acaso eu falei em causalidade? Nunca disse que é uma causalidade e nem disse que esse é o único fator para a violência. Parece que foi você que não leu meu texto. Eu mesmo falei que é uma correlação. Por acaso está com alguma dificuldade de entender que "correlação" significa "correlação" não causalidade? Está com alguma dificuldade de leitura? Você criou um espantalho para atacar. Só posso supor que deve ter ficado ofendidinho com meu comentário por algum motivo sabe-se lá qual e levou para o lado pessoal.

    Por fim, a frase "São os ambientes criminalizados que causam famílias desestruturadas." Está ERRADA. Os Estados Unidos,por exemplo, possuem um número maior de mães solteiras (quase metade das mães) e são muito menos violentos que países onde há famílias mais estruturadas. (Segundo a frase deveriam haver mais famílias desestruturadas em ambientes mais criminalizados)

    Porém, quando os EUA, ou o Canadá, Suécia, e tantos outros países tinham um menor número de famílias desestruturadas, MENOR ERA O NÚMERO DE CRIMES.

    Só lhe resta chorar.
  • Pobre Paulista  16/06/2015 21:53
    Nossa, é sério isso ou é pegadinha? Bom, vamos lá...

    1. E por acaso eu falei em causalidade?

    Sim. Em caixa alta ainda por cima:

    "Filhos que nascem sem a presença de seus pais são MUITO MAIS propensos ao crimes"

    A relação de causalidade é: Ausência de presença dos pais -> Propensão ao crime.

    2. "...levou para o lado pessoal."

    Levei para o lado pessoal aonde? Eu perguntei se você leu o texto, fiz duas pontuações a respeito dele e lhe sugeri melhores métodos de análise ao final. Não vejo nada pessoal aqui.

    3. Por fim, a frase "São os ambientes criminalizados que causam famílias desestruturadas." Está ERRADA.

    Eu não disse que ela está certa ou errada, eu disse que este é o ponto central do texto, o qual passou desapercebido por você.

    3b. "...(Segundo a frase deveriam haver mais famílias desestruturadas em ambientes mais criminalizados)"

    Também está errado, e nem vou precisar entrar no mérito de se a relação de causalidade do item 3 é correta ou não. Se a afirmação estiver errada, então não há correlação, e você apontou uma, contradizendo sua premissa. Por outro lado, se há causalidade, não implica que ela seja única, portanto seu contra-exemplo não lhe serve de nada. Apenas um exemplo na direção contrária poderia refutar a causalidade. (E trilhões de exemplo na mesma direção ainda não a comprovariam).

    4. "Só lhe resta chorar."

    Agora sim nós concordamos em algo.

    Bons estudos.



  • anônimo  02/07/2015 09:48
    'E em particular esta correlação que você apontou está ao contrário: São os ambientes criminalizados que causam famílias desestruturadas.'

    Isso que vc está se referindo não se chama correlação, é causalidade.
    Uma correlação não pode estar ao contrário porque ela não especifica quem causou quem.
    Mais lógica, por favor...
  • Lopes  16/06/2015 16:29
    Meninos tendem a simular o comportamento do macho de maior sucesso reprodutivo do ambiente. Normalmente, o pai. Entretanto, na ausência dele, não é surpresa que os jovens de regiões violentas dos EUA e daqui também sejam Wannabe Gangstas e tenham encrustado em suas comunidades toda uma cultura anti-trabalho, anti-estudo e anti-coisas de branco - que é inerentemente paradoxal à figura do criminoso bem-sucedido.

    De certa forma, a expansão da mídia através de videogames e da internet vem mantendo estas crianças em casa, de modo a mantê-las em casa e oferecer um arranjo mais vasto de comportamentos masculinos simuláveis.
  • Lopes  16/06/2015 17:04
    E meninas, na ausência masculina, supõe-se que desenvolvem menstruação mais precoce e geram mais estrogênio (um hormônio que incentivaria impulsos sexuais) JUSTAMENTE para que tenham filhos o mais rápido possível, pois em um ambiente tribal, a ausência masculina significa uma praga, uma guerra, uma seca ou outra circunstância na qual é imprescindível ter filhos para repor a população perdida. O fenômeno também ocorre com outros animais e não é exclusivo dos seres humanos.

    Porém não sei se há constatação contrária.
  • Marcos  02/07/2015 01:16
    Verdade. Essa é uma discussão improdutiva, já que provavelmente ambas as hipóteses estão certas. A desagregação familiar gera maior tendência ao crime e conforme um ambiente começa a ficar mais degradado há um impulso ainda maior para entrar para a vida do crime. É um círculo vicioso, e é exatamente por causa dessa conjunção de fatores que a criminalidade sobe tanto. Se fosse apenas um fator isolado era para se esperar um crescimento mais modesto, mas como há uma retroalimentação o crescimento é exponencial.
  • anônimo  05/07/2015 10:19
    Parabéns Lopes, poucos libertários conseguem ver as implicações dos valores (i)morais de hoje.
    É uma pena porque eles acabam colaborando com a sociedade disfuncional que é tão útil pra esquerda e pro estado babá.
    https://www.youtube.com/watch?v=kz6bVde-rpQ
  • Andre  16/06/2015 23:05
    Isso é verdade mesmo, Lomoas.

    noticiasbrasil.jor.br/brasil-mais-de-90-dos-criminosos-sao-filhos-de-maes-solteiras/

    Pobreza não tem quase nenhuma relação com o crime (quase todos os políticos - ricos - são criminosos), mas família desestruturada possui sim.
  • Jarzembowski  16/06/2015 16:30
    Reproduzindo meu comentário em outro post, justamente sobre a afirmação de que a pobreza seja a causa da violência, e complementando o ótimo comentário do Lomoas, acima:


    Toda a sua argumentação(de que a pobreza causa a violência) é uma gigantesca falácia cum hoc ergo propter hoc - correlação não implica em causalidade. É um salto gigantesco e totalmente arbitrário selecionar EXCLUSIVAMENTE dados sobre pobreza ou desigualdade social(que são coisas inteiramente diferentes e você também não entende) e disso concluir que trata-se da causa única ou primordial da criminalidade.
    O nível de escolaridade média do brasileiro é medíocre(7,2 anos segundo o Pnud) então, estatísticas como as que você forneceu sobre a escolaridade do população carcerária não significam nada, não provam de maneira alguma uma relação de causalidade entre baixa escolaridade e criminalidade.
    Sem contar que você fala de criminalidade de uma maneira propositalmente vaga e genérica, para passar a impressão de que estamos falando de pessoas que roubam pra matar a fome, o que se encaixaria com a sua tese de pobreza como causa da criminalidade, mas certamente não é esse o caso.
    O que se trata aqui é de uma violência endêmica, do maior número absoluto de assassinatos no mundo, e qualquer relação entre a brutalidade de 50 mil assassinatos por ano e o simples desejo de satisfazer as necessidades básicas de subsistência é profundamente duvidosa e fica a seu encargo mostrar, não apenas com estatísticas convenientemente selecionadas, mas como análises sociológicas concisas que isso é um fato.
    Pra se ter uma ideia de como sua análise é incompleta e tendenciosa, consideremos os episódios de expropriação da agricultura perpetrados pelo regime comunista na China e no leste europeu, que foram certamente os exemplos mais extremos de desespero causado pela falta de condições mínimas de subsistência. Milhões de pessoas foram condenadas a morrer de fome do dia pra noite.
    Ainda assim, os episódios de brutalidade em resposta às monstruosidades cometidas pelo partido comunista foram esporádicos - há muitos relatos de pessoas que no auge do desespero comeram cadáveres de vizinhos, amigos e até familiares pra não morrer de fome. Mas estes atos extremos eram cometidos com a alma destroçada de dor, com plena ciência da natureza vil e imoral que aquilo representava, conforme vemos em tantos relatos de sobreviventes do Holodomor, por exemplo.
    Essa noção da imoralidade dos atos violentos não existe na mentalidade padrão dos criminosos das nações ocidentais. Theodore Dalrymple esteve em contato com milhares de criminosos na África, Leste Europeu, América Latina e os relatos dos seus livros são reveladores: esses criminosos claramente acreditam que são vítimas, e que seus atos são na pior das hipóteses "justiça equalizadora".
    Então, é absolutamente evidente que uma situação assim não pode ser justificada apenas pela carência de bens materiais e que a questão dos valores morais é parte essencial dessa análise.
    E de fato, quem quer que tenha estudado as supostas relações entre criminalidade e pobreza, concluiu precisamente o contrário do que você afirma: a causa primordial da criminalidade é uma degradação moral que costuma ser mais acentuada em ambientes que COINCIDEM com a desestruturação financeira, a pobreza e a desigualdade.
    Percebe a IMENSA diferença entre a pobreza diretamente SER A CAUSA da criminalidade e ela estar PRESENTE em ambientes desestruturados que vão, com maior frequência produzir pessoas com deformidades morais como rancor, inveja, falta de responsabilidade individual, falta de empatia pelos seus semelhantes, etc?
    Existem estatísticas muito mais reveladoras do que as que você forneceu, como por exemplo o fato de que crianças criadas apenas por um dos pais tem nove vezes mais chance de cometer crimes

    Children whose parents split are NINE times more likely to commit crime
    www.dailymail.co.uk/news/article-1326420/Children-parents-split-NINE-times-likely-commit-crime.html

    entretanto, nenhuma pessoa sensata vai fazer o que você faz, e concluir que single-parenting é a causa primária da violência.
    O mais adequado é analisar o contexto que envolve essas estatísticas, como nesse estudo muito elucidativo de Patrick F. Fagan, Ph.D:

    The Real Root Causes of Violent Crime: The Breakdown of Marriage, Family, and Community
    thf_media.s3.amazonaws.com/1995/pdf/bg1026.pdf

    Além disso, recomendo o livro do Theodore Dalrymple que explora essa mesma ligação entre a derrocada de valores fundamentais e criminalidade:

    Life at the Bottom: The Worldview That Makes the Underclass
    www.amazon.com/Life-Bottom-Worldview-Makes-Underclass/dp/1566635055


    e este livro excelente que mostra o impacto dos valores morais na prosperidade das sociedades:
    Culture Matters: How Values Shape Human Progress.
    www.amazon.com/Culture-Matters-Values-Shape-Progress/dp/0465031765

    Isso aí é a matéria prima da discussão, o mínimo que tem que estudar. Sem isso vira papo de boteco.
    Seres humanos não são gado, e fazer análises sociológicas com base UNICAMENTE em estatísticas é inaceitável.
  • Torresmo  16/06/2015 16:45
    E o fato de crianças ficarem sem pai porque simplesmente ele morreu e não por abandono, nao entra nos numeros estapafúrdicos do estado. Por falecimento fiquei sem pai aos 15 anos. Minha mae que faleceu 3 anos depois assumiu o comando de casa. Nao virei criminoso. O texto é otimo.
  • Luiz Eduardo  16/06/2015 16:59
    Excelente texto, parabéns ao Narloch, sempre mostrando novos ângulos de ver os problemas.
  • Ricardo   16/06/2015 17:14
    Qual a posição dos liberais em relação a redução da maioridade penal?

  • Fernando  18/06/2015 14:49
    O capítulo 14 se aprofunda bastante no tema:
    www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=12

    Meu entendimento é que a visão é favorável a redução total da maioridade, não apenas penal. Pois se um adolescente é considerado adulto em relação aos seus possíveis crimes, deve ser também considerado adulto perante qualquer outro aspecto.

    Por exemplo, ao não possuir o direito de dirigir um veículo ou abrir uma empresa o adolescente está naturalmente em desvantagem em relação aos adultos no mercado de trabalho.

    Portanto, na minha opinião pessoal, sou contra a redução da maioridade penal a menos que a sociedade esteja disposta a tratar estes adolescentes como adultos em todos os aspectos.
  • anônimo  02/07/2015 12:24
    Viajou na maionese.

    Uma coisa não tem nada a ver com a outra.

    O mínimo que se espera de uma sociedade desenvolvida é que puna direito seus criminosos, então a redução tem que ser apoiada por qualquer liberal.

  • anônimo  16/06/2015 18:09
    Esse trecho do texto está errado:

    "Outra razão sempre citada são as famílias desestruturadas. Crescer sem o pai ou a mãe leva os jovens ao crime? Difícil saber. Segundo o IBGE, em 16% das famílias brasileiras, a mãe cuida sozinha dos filhos (famílias só com o pai e os filhos são outros 2%). Mas 0,01% dos adolescentes comete crimes violentos (a confiar na estatística de quem é contra a redução da maioridade penal).

    O mais provável, nesse caso, é a relação inversa: em ambientes com maior criminalidade, é mais comum haver mães solteiras."

    Há inúmeros locais (EUA,CANADÁ, SUÉCIA), onde a criminalidade é baixa mas o número de mães solteiras é alto. Já no Brasil o número de mães solteiras é menor e o ambiente tem maior criminalidade.

    Porém, em todos esses países a violência aumentou após o aumento de mães solteiras e de famílias desestruturadas.

    Portanto, as famílias desestruturadas antecedem a criminalidade. Aliás, procurem por estatísticas de Stefan Molyneux no youtube e lá vocês verão a correlação entre divórcios nos EUA e no Canada e número de crimes. Os crimes aumentam anos depois do aumento do divórcio. (Segundo a lógica do texto, os divórcios aumentariam depois do aumento do número de crimes, o que não ocorre)
  • Pedro Mundim  16/06/2015 18:16
    Dois eventos ocorrendo juntos não permitem concluir que um seja a causa do outro. O máximo que se pode afirmar é que não é impossível que um seja a causa do outro. Mas a conclusão definitiva só pode ser tirada se forem devidamente ponderadas todas as variáveis intervenientes. No caso presente, a ocorrência junta de pobreza e alto índice de criminalidade pode ser apenas a face visível de uma síndrome mais ampla: países pobres não proveem bases materiais para a manutenção de famílias estruturadas, escolas de boa qualidade, e last but not least, polícias bem equipadas. Países pobres preferem soltar presos porque não têm recursos para construir mais prisões, e por isso têm legislação criminal mais branda do que aquela de países ricos com baixa criminalidade.

    A falta de escola como causa do crime é um argumento que faria sentido 80 anos atrás, quando boa parte da população morava longe de qualquer escola, muitos cresciam analfabetos e, sem conseguir emprego, acabavam entrando para o crime. Na época atual, não há nenhuma condição mutuamente exclusiva entre escola e crime: os jovens marginais abandonam a escola porque não têm interesse em frequenta-la, já que a vida de crimes dá maiores ganhos e pouca punição. E muitos nem abandonam a escola, pois a tem como um território seu, onde podem surrar colegas e professores, vender drogas e arrigementar comparsas.

    O mesmo se aplica à profusão de mães solteiras e alto índice de crime: ambos são parte de uma síndrome mais ampla, de liquidação de valores morais, o que faz com que os homens não vejam nada de errado em abandonar suas famílias, as mulheres não vejam nada de errado em ter filhos de múltiplos homens e as crianças não vejam nada de errad em praticar crimes. No passado havia mais pobreza e menos crimes porque havia mais valores morais.
  • Fernanda Hobstek  16/06/2015 18:57
    O que causa a criminalidade em uma sociedade é o esquerdismo. Há alguns pais que não educam bem seus filhos,e, como consequência, os filhos nutrem uma ideologia anti-capitalista e se tornam esquerdistas, black blocs ,feministas, desrespeitando assim a propriedade privada e aumentando o numero de roubos, assaltos, vandalismo, etc...
  • Romane Rocha  16/06/2015 19:29
    Pourran..... Brasília é a prova que a presença do estado não tem nada a ver mesmo com criminalidade juvenil. Pra falar a verdade, a minha visão de quem mora em brasília é justamente a apropriação da idéia que o estado tem que educar as pessoas que gera mais pessoas sem exemplos de pessoas boas a seguir, Afinal "esse problema é pro estado cuidar"...
  • Socialista  16/06/2015 19:43
    Chupa essa seus capitalistas idiotas hahaha

    www.theguardian.com/business/2015/jun/15/focus-on-low-income-families-to-boost-economic-growth-says-imf-study
  • Realista  16/06/2015 19:59
    Hum... Quer dizer então que o FMI recomenda que os governos estimulem o consumismo dos mais pobres, aumentando eternamente o endividamento deles? E isso dura para sempre?

    Onde é que isso aconteceu mesmo?

    Ah, sim, no Brasil! Política idêntica -- absolutamente idêntica -- foi adotada. E o que houve? Houve um crescimento artificial por míseros dois anos (2012 e 2013), e depois recessão, desemprego e endividamento recorde.

    Genial.
  • Edujatahy  16/06/2015 20:04
    Agora pronto. O keynesiano FMI fala algo e nós temos de concordar? Cada coisa...
  • Andre Cavalcante  16/06/2015 20:10
    Não entendi a piada do Socialista.

    "The IMF report said the way income is distributed matters for growth. "If the income share of the top 20% increases, then GDP growth actually declines over the medium term, suggesting that the benefits do not trickle down. In contrast, an increase in the income share of the bottom 20% is associated with higher GDP growth," said the report."

    Ora, isto é óbvio. O cálculo do PIB leva em conta recursos do governo, ou seja, aqueles que são tirados de uns e repassados para outros.

    Se o governo retira dos 20% mais ricos e distribui ao pobres, esses recursos serão contabilizados em dobro no cálculo do PIB, uma vez quando o governo gasta e outra vez quando os 20% mais pobres gastam, aumentando o PIB, quase imediatamente.

    Se o governo faz o contrário, isto é, retira do pobre e dá pro rico, via inflação, todos perdem no longo prazo, porque a inflação vai alterar os custos das famílias e das empresas também, de forma que todos empobrecem isso será refletido igualmente no PIB.

    E é por isso que o IMB vive dizendo que não se deve olhar o PIB assim de forma tão séria: é apenas uma métrica e ainda assim das muito ruins.

  • ADEY  16/06/2015 20:27
    A renda dos ricos aumentou no período analisado e o PIB cresceu,a conta do fmi está incorreta.
  • anônimo  16/06/2015 20:19
    Socialistas subscrevendo teses do FMI? Que fase da esquerda mundial! Que fase!
  • Outro anônimo  17/06/2015 03:09
    Cara, exatamente o que pensei, rsrsrs...

    E pensar que esse mesmo FMI, uns 20 anos atrás, era o verdadeiro demônio na mente do idiota útil brasileiro.
  • Um observador  16/06/2015 20:24
    Esse caso ilustra bem um roteiro de "argumentação" que todos já vimos por aqui antes:

    1 - O esquerdista vem todo empolgado e cola um link para uma notícia com um título que parece ir contra às ideias liberais ou favorecer as ideias esquerdistas.

    2 - Ele não coloca qualquer argumento, qualquer ideia, nada além do link da notícia (exceto, claro, por ganchos tipo esse "chupa essa seus capitalistas").

    3 - O argumento que o esquerdista quis deixar implícito com a notícia é impiedosamente refutado pelos comentaristas do site.

    4 - O esquerdista que colocou a notícia desaparece, sem nem sequer tentar contra-argumentar qualquer uma das refutações (que ele provavelmente nem leu... Afinal de contas, debater usando argumentos não é com ele).

    P.S. Talvez aquele comentário tenha sido só ironia de um liberal... Se foi o caso, seguiu o roteiro corretamente!
  • Adelson Paulo  16/06/2015 21:29
    A minha opção filosófica pelo liberalismo econômico (e em menor escala pelo libertarianismo), adotada depois de 50 anos de vida e muitas leituras e reflexões, veio acompanhada de minha opção filosófica e religiosa pelo Espiritismo (em sua codificação estabelecida por Allan Kardec).
    Cada ser humano é um indivíduo único, pleno de potenciais inimagináveis, produto de inúmeras influências espirituais, culturais, sociais e familiares, resultantes de séculos de evolução humana. Mas todo ser humano dispõe do livre arbítrio, sendo livre para assumir diferentes alternativas durante sua vida, e é o único responsável por seus atos, perante a sociedade e a justiça divina.
    Todas as atitudes humanas podem ser explicadas e justificadas, mas isto não modifica a Lei Moral: cada ser humano é o único responsável por seus atos e suas consequências.
  • Andre Cavalcante  18/06/2015 14:10
    Olá,

    Dá uma olhada nisso.

    E nisso.
  • Adelson Paulo  18/06/2015 15:36
    Prezado André, obrigado pelos links com estes debates, que não conhecia.
    Esta junção filosófica entre Espiritismo e liberalismo econômico pode parecer um pouco estranha em uma primeira abordagem, mas é extremamente consistente e integradora. A Doutrina Espírita acredita na lenta e contínua evolução do ser humano, resultado de um árduo esforço individual. Mas esta evolução individual se processa a partir de uma atuação contínua dentro da sociedade, buscando a melhoria de todos a partir do exemplo e da ação de cada um. Cada ser humano deve trabalhar intensamente pelo progresso científico e econômico da sociedade.
    A Doutrina Espírita assume abertamente que é intrínseca a desigualdade de aptidões e capacidades entre os seres humanos, consequência inclusive de experiências de vidas passadas. Portanto, temos que aceitar as diferenças entre as pessoas, que enriquecem nossa sociedade e contribuem para nosso aprendizado e evolução. O acúmulo de bens materiais não deve ser condenado, pois pode contribuir para o progresso geral quando aplicado em atividades produtivas.
    Poderíamos aqui delinear várias outras convergências. Mas cabe a cada um estudar e refletir.
  • Andre Cavalcante  22/06/2015 14:53
    Em geral, espíritas se dizem "socialistas" porque acreditam em uma sociedade regida pela caridade.

    O problema aqui é de definições: um regime socialista, por definição, é um regime coletivista. Já caridade, pressupõe individualismo. Não existe caridade "pública". Entregar o seu dinheiro (ou qualquer coisa, inclusive seu tempo, seu conhecimento etc.) a outrem é caridade, mas se há uma instituição que pega essas coisas, sem seu consentimento aí é roubo, independente da justificativa de distribuir isso aos pobres.

    Fazer essa distinção de conceitos é fundamental para entender a propensão de religiosos, de modo geral, a falarem em termos do "social". Eles realmente querem melhorar a vida do semelhante. E isso é uma coisa extremamente boa e necessária. O problema é usar de uma forma imoral para se realizar algo moral!

    Então, para se criar uma sociedade regida pela caridade, ela tem que, necessariamente, estar baseada no individualismo. Se a família é a célula social, o indivíduo é seu átomo formador.

    Divulgar isso, acho, é o primeiro passo para vencermos certos preconceitos dentro do meio religioso quanto a alguns princípios libertários, princípios estes que só farão bem aos ideias religiosos.

    Em se tratando de D.E., há mais um ponto: todos os princípios espíritas devem ser demostráveis pela razão e/ou por experimentos. Não há princípio naquela doutrina que não passe pelo crive da razão e da observação dos fenômenos a que se propõe explicar, os ditos fenômenos espirituais. Então, a escola austríaca, com princípios também facilmente demostráveis pela razão, seria uma ajuda e tanto para entender certos relacionamentos humanos, em especial aqueles que ocorrem na presença de escassez.

    Abraços
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  16/06/2015 23:51
    Rothbard(e eu) acredita que a única solução(e, por sinal, mais simples e barata) para o problema da criminalidade é fazer o criminoso pagar na mesma proporção que a vítima, levando-se em conta as circunstâncias de cada caso. Ex: se você me roubou R$ 100,00 em 16/6/2015, você deverá me compensar em R$ 200,00(o dobro) mais os juros pelo tempo em que você me privou do meu dinheiro e o trauma psicológico que me causou, etc. Se você matou alguém, deverá pagar com sua própria vida. Isso pode parecer bárbaro, mas como o próprio Rothbard admitiu(e eu concordo), os bárbaros, nesse aspecto, são mais sensatos que os ditos "progressistas". Na verdade, essa seria a única lei que eu admitiria cumprir sem reclamar: Artigo único: "Pagará, na mesma moeda, pelo mal(roubo ou assassinato) que causar".
  • Marcelo Simoes Nunes  17/06/2015 02:02
    Jovens (e adultos) cometem crimes porque acham que vão melhorar de vida e se justificam moralmente, obviamente, e com muito mais desenvoltura do que ousaria um filósofo. É irritante ver pessoas incapazes de pensar corretamente tentarem atribuir um fator determinante para o crime. Ele é multifatorial e cada criminoso tem uma estruturação particular de sua personalidade criminosa. Parece piada dizer que a falta de escola leva menor ao crime no Brasil. Só um imbecil ou um gringo que nada sabe do país diria tal besteira. A escola brasileira (do PT, do PSDB, do Paulo Freire, do socialismo) mais contribui para o crime do que o evita. Isso é obvio. Não se fala do que não se conhece e um pouco de dedução não faria mal a ninguém. Seria bom falar de nossas obviedades. O brasileiro é na sua maioria honesto e não comete crime? Não. Os pobres cometem mais crimes do que os ricos? Sim. Alguns criminosos são construídos por influência ambiental? Sim. Outros têm um base genética? Sim. A maioria são uma equação de ambos os fatores (mega fatores)? Sim. Isso explica o caso de A ou B? Não. Há meio século havia infinitamente menos crime no Brasil. O que mudou? O brasileiro hoje é menos honesto? Talvez. O que mudou escancaradamente foi na natureza do crime, o aumento do chamado crime violento. E isso tem tudo a ver com a droga correndo solta, com a atitude do Estado de tolerância mil, com a instrumentalização da pobreza e da miséria pela militância esquerdista, e seus instrumentos: política de direito dos manos, desestruturação da família patriarcal, movimento feminista, movimento GLTS, multiculturalismo, relativismo social, intervencionismo estatal em todas as esferas, inclusive no direito de família etc.
  • Pedro  17/06/2015 03:26
    Nao se esquecam do principal , que e a repressão. Leis duras, prisão com separação dos criminosos por categoria, pena de morte, trabalho interno etc. funcionam e muito bem. Onde o trafico e punido com pena de morte, a questão das drogas não e de vulto. No Brasil não temos nada disso, a autoria dos crimes não e identificada e o guapo mancebo continua em liberdade ate que o processo, depois de uma década, chegue ao final. Num ambiente desse, o crime medra fácil, fácil.
  •   17/06/2015 14:09
    "Onde o trafico e punido com pena de morte, a questão das drogas não e de vulto"

    Mas qual a necessidade de se punir (ainda mais com a pena de morte) um crime que não é crime? Aliás, a criminalidade no Brasil só está o absurdo que está porque o poder público está perdendo tempo com crimes que não são crimes (como o tráfico de entorpecentes) e deixando os crimes de verdade correrem à solta. Não é por outra razão que hoje o Brasil é um dos 10 países mais violentos do mundo.
  • Marcelo Simoes Nunes  17/06/2015 20:43
    Bó, você aborda uma questão que merecia ser muito mais discutida. Deveríamos criminalizar o uso e o comércio de drogas psicoativas? Deveríamos reprimir o uso e o comércio desses produtos? Duas questões se põe em princípio: 1) A repressão às drogas (pelo menos em países não ditatoriais) é ridícula. No Brasil, apesar das prisões e cadeias estarem abarrotadas de traficantes, nenhum usuário fica um segundo sem a droga por conta da repressão. Aqui é mais fácil comprar droga do que um maço de cigarros. Resumo da ópera: a repressão tem um alto custo e não serve para diminuir o consumo. 2) Sei que muitos participantes deste site consideram o uso da droga uma questão de foro íntimo, não devendo portanto seu uso ou seu comércio serem criminalizados. Essa, obviamente, é uma questão bastante controversa, porque pode-se argumentar que sob uso de drogas as pessoas afetam a vida de terceiros inocentes, o que seria uma invasão do direito alheio. Certamente o fracasso do combate às drogas pelo poder público brasileiro alimenta a ideia da descriminalização das drogas do ponto de vista utilitarista. Para que fazer algo caro e inútil? Tenho a convicção de que o uso de drogas não contribui para nada de útil para o ser humano e, pela minha vivência, noto que dificilmente usuários de droga não acabem por invadir o direito de terceiros, embora reconheça que haja exceções. Quanto à primeira questão, a dúvida que resta é saber o seguinte: embora seja patente o resultado inócuo da repressão ao tráfico, se liberada a droga, não haveria a possibilidade de seu uso aumentar muito e com isso também os problemas correlatos? Seria bom debater mais esse assunto e ter outras opiniões.
  • IRCR  17/06/2015 08:42
    Criminalidade para mim só tem uma causa.

    Mecanismos de incentivo e impunidade.

    Tanto um "di menor" de 14 anos que coloca o revolver na cintura ou pega a faca da cozinha e sai para assaltar quanto um politico do alto escalão que rouba, superfatura e desvia dinheiro publico. Só cometeram esses crimes pelos mecanismos de incentivo e a impunidade.

    Ambos os criminosos (o "di menor" e o politico) sabem muito bem que dificilmente vão ser presos, são protegidos pela lei e pelo pessoal "progressista".

    Crime no Brasil compensa.

    Esses políticos tiveram ótimas oportunidades na vida, estudaram nos melhores colégios, muitos tiveram famílias estruturadas etc... e nem por isso deixaram de cometer crimes

    A diferença apenas está na forma de cometer os crimes. Logicamente um politico não vai sair assaltando pessoas nas ruas com uma faca na mão. E o "di menor" não vai entrar dentro da maquina publica para roubar, superfaturar e desviar dinheiro publico.

    Basta olhar vários países asiáticos como Japão, Singapura etc... o índice em todos esses tipos de crimes são muito baixos. Será pq em ? será pq nesses lugares eles não dão muita corda bamba para bandidos seja os de "colarinho branco" ou "colarinho azul" ?

    Brasil cada vez se torna mais vergonhoso.
    O bandidinho assaltante e estuprador é a vitima da sociedade capitalista opressora.
    O politico corrupto e ladrão é a vitima dos capitalistas achacadores do grande capital.
  • Rodrigo Amado  17/06/2015 15:55
    "Muita gente comete esses mesmos erros ainda hoje.".

    Idiotas úteis cometem erros. E depois se dão mal.
    Psicopatas fazem essas afirmações sabendo que são falsas.
  • Ricardo  18/06/2015 02:26
    Bom hoje foi aprovada a lei da maioridade penal foi aprovada hoje, espero que melhore com ela mesmo intendendo o que pode acarretar a aprovação dela. De certa forma eu sou a favor, o caso citado pelo Rodrigo pereira no inicio dos comentários lembra bem de um caso com grande maioria do envolvidos eram menores, e por isso acabam passando ilesos, e a dor da familia como fica nesse caso.

    Ótimo artigo, sempre que dá passo aqui para ver o que tem de novo. Abraços!
  • Marcelo  18/06/2015 02:27
    Muito bem colocada sua afirmação Rodrigo, muitos desses jovens se tornam reincidente no crime, e existe leis, são para serem respeitadas e não cometer nem o primeiro crime!
  • Chico  22/06/2015 02:35
    Boa noite a todos... essa é minha primeira mensagem que posto neste site, apesar de lê-lo com frequência. Fiquei intrigado com os posts e com o conteúdo da matéria. Vários citaram o Mapa da Violência, então resolvi baixar e olhar com mesmo próprios olhos. Notei algo interessante sobre os dados de homicídio - Brasil, que é o que realmente importam, ai temos (ano/taxa por 100.000) em três pontos no tempo de 10 em 10 anos:1992 - 9,7%; 2002 - 19,06%; 2012 - 20,7%. assim, comento, entendendo que no período 1992/2002 aos quais não correspondem a governos esquerdistas, portanto as políticas assistencialistas/populistas eram precárias, a taxa de homicídio foi acrescida em 10 pontos percentuais (1992 - 9,7%; 2002 - 19,06%) e no período 2002/2012 esquerdista/populista - Lula/Dilma (2002 - 19,06%; 2012 - 20,7%) ser acrescida em UM ponto percentual, não parece contraditório, ou mesmo, paradoxal que, em alguns comentários, avoque-se o aumento da criminalidade/mortes violentas nesse período?. Pelos dados, se olharmos com bons olhos, não poderíamos até dizer que, em se comparando com os dez anos anteriores, esta última decena não gozou de relativa estabilidade? Assim, pergunto: como creditar às políticas populistas/assistencialistas do governo de plantão, ao feminismo, aos sei lá como se chama, movimento GLS/GLBT, o aumento da criminalidade? Essas afirmações não parecem corresponder a realidade? A criminalidade não seria um problema mais complexo de ser analisado?... Abraços, Chico.
  • Bento  22/06/2015 14:20
    "entendendo que no período 1992/2002 aos quais não correspondem a governos esquerdistas,"

    Não correspondem a governos esquerdistas?! O sociólogo FHC, formado na França, membro da Internacional Socialista, inventor de todos os programas que culminaram no bolsa-família, não é de esquerda?! Aí não dá, ná?

    Mas prossigamos.

    "a taxa de homicídio foi acrescida em 10 pontos percentuais (1992 - 9,7%; 2002 - 19,06%)"

    Não sei de onde você tirou esses números, mas, pelo bem do debate, partirei do princípio de que eles estão corretos.

    Pergunto: o que houve em 1997? Pois é, foi criado o estatuto do desarmamento. Na década de 1980 e até meados da década de 1990, era relativamente fácil comprar armas no Brasil. Você, inclusive, podia comprar uma .45 na Mesbla.

    Depois de 1997, isso acabou. A população ficou desarmada. Os bandidos, agora cientes de que suas vítimas não tinham como reagir, fizeram a festa. E você estranha esse salto nos homicídios?

    "e no período 2002/2012 esquerdista/populista - Lula/Dilma (2002 - 19,06%; 2012 - 20,7%) ser acrescida em UM ponto percentual, não parece contraditório, ou mesmo, paradoxal que, em alguns comentários, avoque-se o aumento da criminalidade/mortes violentas nesse período?"

    20%?! Que porcentagem é essa?!

    Essas taxas suas são totalmente falaciosas. Nunca vi nada sequer próximo a isso, em nenhuma publicação. Nem o próprio governo fala em números tão baixos assim. Insisto em saber a origem desses números. Aliás, o que significa essa porcentagem?

    O fato é que foi justamente neste período que o número de homicídios chegou ao recorde de 64 mil pessoas, o que dá uma taxa de homicídios 32 pessoas para cada 100 mil habitantes. E isso são dados do próprio governo.

    "Pelos dados, se olharmos com bons olhos, não poderíamos até dizer que, em se comparando com os dez anos anteriores, esta última decena não gozou de relativa estabilidade?"

    Tá de brincadeira, né? Quer dizer então que estamos vivendo um período relativamente tranquilo e muito melhor do que o que vigorava 15 anos atrás? Estabilizamos no ápice da violência e isso é bom?!

    "Assim, pergunto: como creditar às políticas populistas/assistencialistas do governo de plantão, ao feminismo, aos sei lá como se chama, movimento GLS/GLBT, o aumento da criminalidade?"

    Quem foi que afirmou isso, meu pai?! A crítica sempre foi ao desarmamento e não à existência do movimento LGBTTTXYZ.
  • anônimo  22/06/2015 18:10
    'Então, concluíndo...como atribuir aos movimentos LGBTRANSSAJKDFHKJLAHFKL o aumento da criminalidade?'

    Cara...que lombra...que lombra...
  • Higor Vinícius Pegado  02/07/2015 15:06
    Fenômeno determinista de causa e efeito é um tanto quanto obtuso para tentar explicar a complexidade dos eventos na humanidade, ainda que faça sentido num universo reduzido, da menor parte para o macro, que sob sua junção se dá o problema, pois a soma das partes se torna maior que o todo, ou ele próprio.

    Sendo assim, o que explica o fato de a criminalidade ser maior nos bairros periféricos, das cidades periféricas, dos estados periféricos, das regiões periféricas no Brasil? O que explica o fato de países como a Noruega terem menor índice de violência? Mencionar os Estados Unidos na década de 90 é desonestidade, porque, se bem me lembro, não foi a época em que o Will Smith se mudou para Bel-Air? E as gangues de Nova Iorque?

    Destarte, o que podemos avaliar são as possibilidades. Elas são muito maiores quando não se supera o estágio primitivo de satisfazer os desejos primeiros do homem, como a fome - como menciona Karl Marx. Sem educação, não tem olhar, muito menos crítico; nem desenvolvimento cognitivo para se ter uma pré-compreensão de sociedade, formando indivíduos pré-convencionais, de acordo com Jurgen Habermas, violentos e sem comunicação, colhendo as graves consequências no "mundo da vida", desdobramentos das relações sociais.

    E, sem tem algo realmente bonito e perverso (belo), é a natureza. Não importa a condição financeira, ela não determina caráter, e sim, aumenta POSSIBILIDADES.
  • Felipe  02/07/2015 15:22
    Educação é aprendida no berço, com a família e não na escola. Existe escola hoje para todo mundo, gratuita do ensino básico até a universidade. Quem deseja estudar e levar a sério consegue.

    O que justifica a criminalidade? Falta de caráter e só. A criminalidade não está associada com a pobreza e sim com a falta de cultura, com a falta de planejamento familiar, com o vício, com a falta de estrutura familiar e etc.

    E assim, respondendo sua pergunta: "o que explica o fato de a criminalidade ser maior nos bairros periféricos"

    Porque nos bairros periféricos existem mais famílias desestruturadas, viciados e etc.
  • anônimo  02/07/2015 17:47
    Correlação verdadeira, mas causalidade inexistente.

    Esse talvez seja o erro mais enganoso. Quando de fato há correlação entre duas variáveis, mas a relação de causa e efeito entre elas não existem. Isso se dá porque geralmente existe uma terceira variável que seria a causa de ambas.

    Um exemplo clássico é a relação entre pobreza e violência. É facilmente observável que em regiões mais pobres a violência é maior. Essa correlação cria uma falsa ilusão de que existe uma relação de causa e efeito.

    Acontece que não há nada que justifica a relação de causa e efeito entre as duas. Sendo perfeitamente possível encontra contra exemplos de famílias pobres que não aderiram a violência, e também sendo possível encontra pessoas abastardas que aderiram a violência.

    A justificativa para isso é que a causa da violência é, em muitas vezes, devido a ausência de uma estrutura familiar adequada, do vício e até da falta de uma cultura mais responsável. E tais variáveis apresentada também são a causa, em algumas vezes, da pobreza. Desta maneira acabasse criando uma correlação entre duas variáveis que não apresenta uma relação direta.
  • Gunnar  02/07/2015 18:02
    Non causa pro causa. É a periferia que cria os bandidos ou são os bandidos que criam a periferia? Ou nenhum dos dois, e simplesmente o bandido mora entre os pobres porque... ora, porque é pobre?


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