Governar é errar ... à custa dos outros

É extremamente raro — se não inédito — ver um político da situação reconhecer que o governo errou.  Normalmente, tal acusação é feita, quando é feita, por políticos da oposição.

Sem dúvida, o simples fato de um político — independentemente de ser situação ou oposição — reconhecer que o governo falhou já é um avanço.  Só que isso nem sequer deveria ser necessário.

O conhecido aforismo em latim "errare humanum est" já deixa manifesto que o erro é inerente ao — e inseparável do — ser humano.  Sendo assim, a menos que um político esteja implicitamente sugerindo que os governantes estão acima dos comuns mortais (não duvide disso), um reconhecimento de erro acaba sendo redundante.  É claro que os políticos se equivocam: o sobrenatural seria se eles não errassem.

No entanto, vale enfatizar que o aspecto mais relevante do "erro político" não é que ele exista, mas sim as consequências que ele acarreta. 

Quando um indivíduo qualquer se equivoca, os custos e os prejuízos vinculados ao seu erro são arcados por ele próprio.  A responsabilidade individual consiste justamente em aceitar as consequências de nossas ações, em não culpar os outros por nossas falhas, e em não descarregar nem culpas nem ônus sobre terceiros inocentes.

Na teoria econômica, com efeito, criou-se o termo "externalidades negativas" para descrever custos que não são arcados pelo indivíduo que as produziu, mas sim por terceiros.

Os políticos, por sua vez, são inteiramente capazes de transferir o custo de seus erros para todo o conjunto da população.  Afinal, quem são os grandes prejudicados pelos fiascos das políticas implantadas pelo governo?

Por exemplo, a política de crédito subsidiado concedido pelos bancos estatais para grandes empresas é inerentemente inflacionária.  Quem arcou com o aumento de preços? 

A política de crédito subsidiado para a compra de imóveis é inerentemente inflacionária.  Quem arca com o aumento dos preços dos imóveis e acaba tendo de viver de aluguel ou sendo forçado a morar em barracões?

A política de aumento dos gastos públicos e a política da concessão de crédito por meio do BNDES geraram um explosivo déficit orçamentário e um grande aumento na dívida pública.  Tal política, além de também ser inflacionária, deteriorou as contas do governo, elevando a dívida bruta, o que retirou do país o grau de investimento (investment grade) e ajudou a acelerar a depreciação do real, o que por sua vez turbinou ainda mais a inflação de preços.  Quem arcou com tudo isso?

A política de aumento generalizado das tarifas de importação — para proteger o grande baronato industrial e os grupos de interesse que mais gastam dinheiro para fazer lobby perante o governo — ajudou a encarecer sobremaneira os preços de vários bens de consumo.  Quem arcou com tudo isso?

A política de obrigar geradoras e transmissoras de energia elétrica a baixar suas tarifas na marra inviabilizou vários investimentos destas, e consequentemente obrigaram as distribuidoras a recorrer ao mercado de curto prazo, cujos preços são muito maiores.  Como consequência, as distribuidoras ficaram desabastecidas e endividadas, e tiveram de ser socorridas pelo Tesouro (dinheiro nosso).  O montante repassado já chegou a R$ 39 bilhões e as tarifas ao consumidor estão mais altas do que estavam antes do anúncio da redução de tarifas.  Quem arcou com tudo isso?

A política de criar agências reguladoras serviu para cartelizar o mercado interno, protegendo grandes empresários contra a concorrência externa e, com isso, impedindo que houvesse preços baixos e produtos de qualidade no mercado.  Quem arcou com tudo isso?

A política de encargos sociais e trabalhistas encareceu artificialmente a mão-de-obra e, com isso, impediu que os salários fossem maiores.  Quem arcou com tudo isso?

Tendo arrogado para si próprios um poder quase absoluto para decidir sobre nossas vidas e economias, os políticos, ao cometerem erros, detêm o benefício de converter a sociedade em responsável solidária por seus erros.  Aquilo que no livre mercado seria considerável inaceitável e motivo de acionamento judicial — as ações de um indivíduo repercutirem adversamente sobre um outro que não é obrigado a arcar com elas —, torna-se a regra quando o envolvido é o estado: os erros dos políticos se transformam estruturalmente em um fardo compartilhado por todo o conjunto da sociedade.

Porém, provavelmente ainda há aqueles que acreditam que essa caracterização predatória da política é injusta, pois, sendo os políticos "nossos representantes", eles acabam pagando por seus erros nas urnas.  Só que essa argumentação não é satisfatória. 

Em primeiro lugar porque, a menos que ocorra uma perfeita transubstanciação democrática, os governantes só representam, a rigor, aqueles que votaram neles, e não aqueles que não votaram neles.  Consequentemente, ninguém deveria ser obrigado a pagar pelos erros daqueles governantes que não receberam seu voto.  Tanto a presidente quanto um governador de estado têm poder sobre seus não-eleitores simplesmente porque a lei assim obriga, e não porque esse é o desejo de seus não-eleitores.  A representação não-consentida não é motivo para que aquele involuntariamente representado pague pelos erros de seu político não-desejado. 

Adicionalmente, não existe nenhuma garantia de que os erros serão castigados (um político pode arruinar um país, corromper-se em benefício próprio, punir seus não-eleitores minoritários, e ainda assim ser reeleito).  No máximo, afirma-se que seus erros acarretarão na não-renovação de seu cargo público. 

Essa, aliás, é a demonstração mais clara de como os políticos são capazes de externalizar seus erros com impunidade: afinal, a responsabilidade de um governante que destrói as finanças públicas e o poder de compra da moeda deve se limitar à sua não-reeleição?  O estrago gerado é totalmente desproporcional a essa eventual "punição".

Portanto, eis o fato: os governantes erram porque são seres humanos; porém, e à diferença de todo o resto dos seres humanos, eles não assumem a responsabilidade pelos erros gerados por suas próprias decisões.  Ao contrário: eles conseguem transferir as consequências de seus erros para outras pessoas que não deveriam ser obrigadas a arcar com este ônus.

Isso, e nada mais do que isso, é a síntese da política estatal: uma maciça socialização dos prejuízos imposta sobre o conjunto de cidadãos inocentes por um grupo de pessoas irresponsáveis que se arrogam a autoridade de governar a todos.

_______________________________________

Autores:

Juan Ramón Rallo, diretor do Instituto Juan de Mariana e professor associado de economia aplicada na Universidad Rey Juan Carlos, em Madri.  É o autor do livro Los Errores de la Vieja Economía.

Leandro Roque, editor e tradutor do site do  Instituto Ludwig von Mises Brasil.


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SOBRE O AUTOR

Diversos Autores


O estado matou a liberdade dos açougues em prol dos empresários corporativistas

Há dez anos havia uma predominância muito maior de açougues de bairro. Eram comércios na maioria das vezes confiáveis e a procedência das carnes normalmente não era tão duvidosa quanto a vendida no supermercado.

Geralmente os donos desses açougues eram pais de família que manipulavam a carne com certo rigor, contratavam gente da vizinhança pra dar aquela força no comércio, faziam o bom e velho fiado pra quem não podia pagar na hora, enfim, era um tempo onde havia maior proximidade entre os produtos de consumo e o consumidor.

Mas eis que apareceu o governo e suas "bondades". E aí o açougueiro foi para o abismo com uma série de taxações, regulações, decretos, portarias, leis inúteis, legislações pesadas e tudo o mais necessário para acabar com um negócio promissor e confiável sob a desculpa de proteger os clientes daquele "malvadão" que – absurdo! – quer trabalhar e lucrar com o comércio de carnes.

E são tantas regras "protecionistas" que, sabendo da impossibilidade dos donos em cumpri-las de forma plena, os fiscais do governo se aproveitam da situação para caçar "irregularidades" como "a cor da parede", pedindo aquele salário mínimo para assinar o alvará de funcionamento.

Enquanto isso, o estado isentou as grandes empresas de impostos e multas sempre que possível, bem como das regras sanitárias que o açougueiro da esquina tem que cumprir. Enquanto o dono do açougue do bairro era impedido de obter uma mísera linha de crédito para investir em seu negócio, o governo fornecia uma gorda verba para as grandes empresas por meio do BNDES.

E veio o período maquiavélico de "aos amigos os favores, aos inimigos a lei", onde não há nada que impeça as grandes empresas. As dívidas caíam de 1 bilhão para 320 milhões, a "fiscalização" sanitária se tornou aliada e o Ministério da Agricultura passou a conceder seus selos livremente para os amigos do governo. Claro que isso teve um custo, pago com aquela verba pra campanha eleitoral para "resolver" tudo.

E o resultado não poderia ser diferente: nos baseando na confiança em um selo estatal e no sorriso técnico do Tony Ramos afirmando que "carne confiável tem nome!".

O corporativismo, ou seja, a aliança entre estado e grandes empresários, nos trouxe resultados deploráveis. Mas o malvado continua sendo o seu José da esquina, aquele que queria vender suas carnes e terminou fechando por excesso de burocracia estatal. Enquanto isso, os corporativistas da JBS, BRF e companhia cairão no esquecimento em breve.

O corporativismo brasileiro é um desastre sem fim.
Prezado Paulo, você reclama que teve emprego e salário, mas não ganhava tanto quanto os funcionários mais antigos e experientes. Você foi contratado a um salário menor e achou isso injusto. Queria já chegar ganhando o mesmo tanto que funcionários melhores e mais experientes, que já estavam lá há anos. É isso mesmo?

Não posso acreditar.

Outra coisa: você teve salário e emprego (e ainda teve plano de saúde!) graças à possibilidade de terceirização. E se fosse proibida a contratação de terceirizados? Será que você teria tido esse emprego e esse salário? Será que você sequer teria tido essa chance?

Desculpe, mas parece que você está cuspindo no prato que comeu. Você teve emprego e renda (e plano de saúde!) graças a uma liberdade de contrato, e agora vem dizer que essa liberdade foi ruim para você? Bom mesmo seria se o mercado de trabalho fosse restrito. Aí sim você já seria contratado como presidente...

É interessante como você parte do princípio de que o mundo não só lhe deve emprego e renda (e plano de saúde!), como ainda lhe deve um emprego extremamente bem-remunerado imediatamente após a contratação (você já quer entrar ganhando o mesmo tanto que os funcionários mais antigos e experientes).

De fato, ainda estamos deitados em berço esplêndido. Aqui todo mundo só quer saber de direitos.


P.S.: ainda no aguardo de você responder à pergunta do Leandro (a que aparentemente te deixou assim tão zangado): a terceirização nada mais é do que permitir que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?
Esse comentário não faz o menor sentido. Vc usa a linguagem jurídica e estatal para condenar pessoas, mas sem nenhum processo. Ter um cargo publico não pode ser crime no regime atual. Se vc se revelasse seria claramente processado por calunia e difamação. Pois não crime sem lei que o prescreva. Que é isso? Os libertários querem se unir aos marxistas para ditar regras de moral ao mundo. A existência de um aparato que extorque e atrapalha o desenvolvimento da população, pode ser imoral mas não pode ser considerado crime no sistema atual. Tente convocar uma assembleia constituinte libertaria e acabe com o sistema atual e talvez no seupais seja crime. Como podemos responder por crimes, contra uma legislação ideológica que ignoramos, que não aprendemos nem em casa e nem na mídia. Embora os recursos da receita federal sejam usados de ma fé, isso não faz da sua existência um crime. Antes de tudo existe um regulamento, produzido pelo consentimento da sociedade que prevê a existência daquele órgão. Pelo seu ponto de vista todas as pessoas são criminosas porque o estado não tributa tudo, mas regulamenta tudo. Então para ser um libertário coerente eu teria que cancelar meu CPF, abrir mão de todo beneficio estatal que veio parar nas minhas mão, mesmo sem que eu ferisse ninguém, renunciar minha cidadania brasileira, o que mais. Resumindo ter pessoas que respeitem os direitos civis e as liberdades individuais dentro do estado, é bem melhor do que ficar se gabando e massageando o próprio ego dizendo pra todo mundo, olha só nós estamos certo, todos vocês são ladroes, sem fazer nada pela liberdade.
Se há custos trabalhistas artificialmente altos e estes puderem ser reduzidos, então eles serão reduzidos.

Se uma empresa opera com custos trabalhistas artificialmente altos -- por imposição do governo -- e estes custos podem ser reduzidos -- porque há outros trabalhadores dispostos a fazer mais por menos --, então eles serão reduzidos.

Se a empresa não fizer isso, então ela estará -- por definição -- operando de forma ineficiente. Ele não durará muito. Com efeito, essa empresa só irá durar se operar com uma reserva de mercado garantida pelo governo. Aí sim. Excetuando-se isso, ela estará queimando capital e comprometendo sua capacidade de investimento e expansão no futuro. Será rapidamente abarcada pela concorrência.

No mais, é interessante notar que as pessoas querem livre concorrência para tudo e todos, menos para elas próprias. Todos nós queremos competição entre empresas para que haja produtos melhores e preços menores, mas não queremos competição para o nosso emprego. Quando a concorrência chega até nós, queremos que políticos criem leis que garantam nossa estabilidade. Agora, querem até proibir empresas de contratar outras pessoas que não nós mesmos. Há totalitarismo maior do que esse?

Vale ressaltar o óbvio: essa lei da terceirização nada mais é do que uma permissão para que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente -- por favor, me digam -- seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?
Ei, Marcelo Siva, quer falar de escravidão? Vamos lá (aliás, é hora de você começar a responder perguntas, como todos fizeram com as suas):

Quem é que adota políticas -- como déficits orçamentários e expansão do crédito via bancos estatais -- que destroem o poder de compra do dinheiro, perpetuando a pobreza dos mais pobres?

Quem é que, além de destruir o poder de compra do dinheiro -- gerando inflação de preços -- ainda impõe tarifas protecionistas para proteger o grande baronato industrial, com isso impedindo duplamente que os mais pobres possam adquirir produtos baratos do exterior?

Quem é que, ao estimular a expansão do crédito imobiliário via bancos estatais, encarece artificialmente os preços das moradias e joga os pobres para barracões, favelas e outras áreas com poucas expectativas de vida?

Quem é que impede que os moradores de favelas obtenham títulos de propriedade, os quais poderiam ser utilizados como garantia para a obtenção de crédito, com o qual poderiam abrir pequenas empresas, fornecer empregos e, de forma geral, se integrar ao sistema produtivo?

Quem é que tributa absolutamente tudo o que é vendido na economia, e com isso abocanha grande parte da renda dos pobres?

Quem é que, por meio de agências reguladoras, carteliza o mercado interno, protege grandes empresários contra a concorrência externa e, com isso, impede que haja preços baixos e produtos de qualidade no mercado, prejudicando principalmente os mais pobres?

Quem é que cria encargos sociais e trabalhistas que encarecem artificialmente e mão-de-obra e, com isso, gera desemprego, estimula a informalidade e impede que os salários sejam maiores?

Quem é que confisca uma fatia do salário do trabalhador apenas para que, no futuro, quando este trabalhador estiver em situação ruim, ele receba essa fatia que lhe foi roubada de volta (e totalmente desvalorizada pela inflação)?

No aguardo das suas respostas.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2383

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Rene  21/05/2015 14:23
    Aí vem o Joaquim Levy dizendo que os tempos são difíceis e vamos ter que "cortar na carne". Só não fala que estão difíceis por causa das burradas que eles mesmo fizeram. E a única carne que será cortada é a carne do cidadão que paga os impostos.

    Mas beleza. Não tenho tempo para reclamar. Tenho muito trabalho para fazer. Depois de tanto corte na carne, tenho que me esforçar para, quem sabe, sobrar uma fatia de bife para mim.
  • Dorival Hartung  21/05/2015 14:24
    E pensar há quanto tempo é assim em todo o mundo. As vezes chego a pensar que este é o destino do país. É erro atrás de erro que já nem me espanto mais.

    Ainda bem que não nasci com o "dom" de governar.

    Eu tentei encontrar o site do Novo, mas não consegui. Alguém pode me indicar o caminho. Obrigado!
  • Gabriel  21/05/2015 14:54
    www.novo.org.br/
  • Elias Heinzen  21/05/2015 14:58
    Aviso: o partido Novo é tão socialista quanto qualquer outro partido existente. No máximo pode-se dizer que segue a ideologia do liberalismo clássico, ou seja, acreditam que "pênis tem ombro" (estado mínimo).
  • Felipe  21/05/2015 15:16
    É isso aí campeão, você está corretíssimo!
    Não é possível qualquer tipo de melhoria enquanto não ocorrer a completa abolição do estado.

    É por isso que a Suiça é exatamente igual à Coréia do Norte.
  • Douglas  21/05/2015 15:42
    kkkkkkk
    Otimo comentario
  • anônimo  21/05/2015 16:21
    O Partido Novo ainda não provou nada, não sei o porquê de tanta exaltação.

    Até mesmo o PT começou com a retórica de que era formado por pessoas comuns, que levaria a ética à política e etc.

    O resultado estamos vendo. Estão votando até mesmo contra os direitos trabalhistas que tanto defendiam no passado.

  • BubbleObserver  21/05/2015 18:46
    Foi a melhor resposta que já via a um anarcocapitalista!
  • anônimo  03/02/2016 01:22
    É ridícula a tal "resposta", até pq a defesa de "não-gradualismo" não é definitória do anarcocapitalismo enquanto tal.
  • Woody  22/05/2015 12:48
    Essa resposta foi excelente.
  • Dorival Hartung  21/05/2015 20:49
    Agradeço o link Gabriel e o aviso Elias.

    Não existe liberdade onde existe estado por mínimo que seja pois ele sempre cresce, mas o interesse surgiu assistindo o vídeo de uma palestra do Hélio sobre capitalismo, palestra essa organizada acredito eu pelo tal partido Novo, aí não custa ler sobre.
  • Nicolas  22/05/2015 04:00
    Elias, é por isso que o anarcocapitalismo nunca se tornará uma realidade. Olha a sua mentalidade de macaco para acabar com o Estado.

    Dizer que o Novo é tão socialista quanto o PT, pois quer Estado Mínimo é o mesmo que dizer que Hong Kong é tão socialista quanto a Coreia do Norte pois ambos possuem Estado.

    Se não está feliz com liberais tentando diminuir o Estado, monte seu próprio partido político anarcocapitalista ou a sua própria milícia armada.
    Se não está colaborando com nada e ainda critica os esforços dos outros, só está servindo de linha auxiliar para os socialistas.
  • DeusOdeia  02/02/2016 16:31
    Esses gastadores de impostos safados, que pegam o dinheiro do trabalhador honesto para fins maléficos devem ser extintos, obviamente não com força democrática, mas com violência mesmo, já que o estado não pode matar uma pessoa, mas pode permitir o aborto.

    VIVA O ANCAP, MURRAY ROTHBARD !
  • anônimo  03/02/2016 01:05
    Que vômito verbal é esse ?
  • Nobre  02/02/2016 23:56
    A colocação do Elias Heinzen é pertinente e não vejo nenhum motivo para o achincalhe.
    A visão de "estado mínimo" é tão utópica ou ainda mais, do que visão de ausência de estado.

    A primeira se dá utópica por "n" contradições internas, tais quais não me alongo, a segunda bem mais salutar (e somente se faz utópica para aqueles que não querem enxergar o obvio) por ser algo alinhado com a natureza humana e com o direito natural (vida, propriedade, liberdade).

    Sendo a "ausência de estado" evidentemente mais congruente aos anseios de liberdade.

    O que o tão festejado Partido Novo nos círculos ingênuos propõe, nada mais é do que um "socialismo de muleta liberal ou de mercado".
    Mesmo blábláblá, voucher para os pobres (Educação, saúde, et cetera.)

    De onde sai o dinheiro? Do bolso dos outros é claro, ainda melhor, de forma compulsória.
    Continuam pregando a mesma canalhice democrática, a política/ Realpolitik como norteador da vida humana.
    E outras balelas como:
    1 – Simplificação tributária
    2 – Combate a corrupção
    3 - Garantir educação, saúde
    Entre outros...

    Por minha conta agora:
    1 –Supressão total de imposto/tributos/raio que o parta
    2 – Mercado privado não há corrupção, simplesmente acordos voluntários entre partes autônomas.
    3 – Toda garantia é a obrigação de outrem. Com dinheiro de quem honrarás seu compromisso?
    Isso basta...

    Clamo pelo direito de ignorar o estado, minha associação a qualquer instituição deve ser voluntária. A única fonte de poder é o indivíduo.
    Mantenham essa estrutura estatal se assim desejam não me incomoda.
    Apenas abram espaço para o meu "comportamento marginal" (aquele que vive a margem, outsider) e que consegue caminhar pelas próprias pernas.

    "A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar". Eduardo Galeano
  • Daniel  21/05/2015 14:45
    OFF da educação:
    Resolvi ler as redações nota 1000 do enem do ano passado cujo tema era publicidade infantil.
    TODAS as redações sugerem maior intervenção do governo no setor... Será que a doutrinação está funcionando? Triste.

    g1.globo.com/educacao/enem/2015/noticia/2015/05/leia-redacoes-do-enem-que-tiraram-nota-maxima-no-exame-de-2014.html
  • Diego  21/05/2015 15:28
    Eu ia postar exatamente isso. Todos adoradores do deus Estado que deve controlar tudo e a todos determinando o que é certo e o errado, combatendo o "mal" do capitalismo. Regulamentação, leis, governo.....
    E as "fontes": Marx, Sérgio Buarque de Holanda, Gilberto Freire....
    Claro que tiraram 10. Esse é o futuro desse país.
  • Felipe  22/05/2015 12:48
    7 coisas que aprendi com aqueles que ganharam nota 1000 no ENEM:

    1) A guerra Fria acabou em 1985 e as pessoas estão consumindo demais.

    "Desde o fim da Guerra Fria, em 1985, e a consolidação do modelo econômico capitalista, cresce no mundo o consumismo desenfreado" (Lucas Barroso)

    2) As propaganda abusam nos valores consumistas

    "abusos cometidos no processo de disseminação de valores que objetivam ao consumismo" (Lucas Almeida)

    3) A revolução industrial trouxe a necessidade de consumir, pois a produção vem antes da necessidade, entendeu?

    "A Revolução Industrial, ocorrida inicialmente na Inglaterra durante o século XVIII, trouxe a necessidade de um mercado consumidor cada vez maior em função do aumento de produção" (Júlia Neves)

    4) Cuidado com as propagandas.

    "A propaganda é a principal arma das grandes empresas" (Givana Lazzaretti)

    5) A propaganda de brinquedo dos vingadores pode causa prejuízos físicos.

    "o governo deve regulamentar a veiculação e o conteúdo de campanhas publicitárias voltadas às crianças, pois, do contrário, elas podem ser prejudicadas em sua formação, com prejuízos físicos, psicológicos e emocionais." (Ivan Araujo)

    6) Os empresários estão acabando com a familia.

    "Com a publicidade infantil, os empresários tomam para si, funções que cabem aos pais, e por isso este tipo de publicidade deve ter fim.
    (Luiz Arthur)

    7) Competição é ruim, deveríamos viver sob o monopólio estatal.

    "A vitória do capitalismo na Guerra Fria gerou muitas consequências para o mundo, sendo uma delas a competição desenfreada das multinacionais por novos mercados" (Maria Isabel)
  • Edujatahy  22/05/2015 13:54
    KKKKKK.
    Ótima coletânea Felipe.

    Acho que podemos montar a versão liberal de "pérolas esquerdistas do ENEM"...
  • Willian   02/02/2016 14:01
    Fantástico!! Não tive tamanho interesse, então agradeço por nos trazer esta importante análise.
  • Lopes  21/05/2015 14:51
    Paralelamente, quando o empreendedor realiza um empreendimento (sendo ele humano como qualquer outro e passível de falha), é ele quem arca com o sucesso (lucro. Ele está provendo um bem ou serviço que as pessoas desejam) ou fracasso (prejuízo. Indicando que ele não está consumindo recursos escassos e não está provendo bens ou serviços corretos ou está fazendo de uma forma completamente errônea). Das empresas fundadas em 2007 e analisadas novamente em 2009, 48,7% já tinham fracassado. E o que ocorre com os empreendedores fracassados - senão 3, 4, 5 ou 6 anos de dívidas? Uma parcela significativa da vida de qualquer pessoa: você poderá dificilmente casar, financiar um carro, imóvel ou mais - no Brasil, há até mesmo a prática de ir embora do país.

    Olha-se muito (em olho grande, inclusive, por parte do estado) os empreendimentos de sucesso, que logram atingir seus 5, 10 anos de vida; é omitido que somente uma minoria dos capitalistas entendem os sinais do mercado com perfeição e são capazes de sustentar um empreendimento até aquele ponto. Geralmente, as empreitadas de sucesso advém justamente "dos primeiros a chegar e últimos a sair" - um mandamento cabal em qualquer listinha de dicas para novos empresários.

    O ato do empreendedorismo - de adiantar bens presentes (gastar seu capital: pagar salários, alugar terreno, adquirir máquinas, etc) na esperança de que consegue fazê-los render mais do que seus custos ao prover um novo bem e serviço às outras pessoas - é inerentemente suscetível à tragédia da incerteza: o mercado é, como explanado, BRUTAL com erros no direcionamento de recursos escassos.

    Enquanto isso, na política, o estado pode servir quaisquer serviços e esses não precisam satisfazer ninguém para existir - na escola pública, por exemplo, a satisfação das crianças é completamente irrelevante para o mantenimento do empreendimento e dos empregos. Seus erros são remunerados com mais recursos direcionados a serviços que não têm motivo para funcionar; completa lógica inversa do empreendimento.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  21/05/2015 14:59
    "Em primeiro lugar porque, a menos que ocorra uma perfeita transubstanciação democrática, os governantes só representam, a rigor, aqueles que votaram neles, e não aqueles que não votaram neles. Consequentemente, ninguém deveria ser obrigado a pagar pelos erros daqueles governantes que não receberam seu voto. Dilma e Alckmin têm poder sobre seus não-eleitores simplesmente porque a lei assim obriga, e não porque esse é o desejo de seus não-eleitores. A representação não-consentida não é motivo para que aquele involuntariamente representado pague pelos erros de seu político não-desejado."


    Isso não faz sentido. Teoricamente, num estado democrático de direito, as minorias que não tiveram seus representantes eleitos restam protegidas do governo (eleito pela maioria, ascendente sobre todos) pela lei. O direito constitucional e administrativo resguarda o cidadão de eventuais abusos de poder nesta relação vertical com o Estado.

    A responsabilização política pelo ato discricionário é um problema extremamente complexo. Política é luta pelo poder, é a imposição de ideias/pessoas sobre outras. Não é uma disputa acadêmica com base apenas no critério racional. A própria ciência política não é ciência exata (a economia também não é, a despeito do esforço em encontrar fundamentos universais pela EA). Existem muitas variáveis operando simultanemanete. Assim, e ainda que os resultados das políticas implementadas sejam danosos, não há régua possível para determinar com clareza e precisão a culpabilidade do governante (os exemplos restringiram-se à esfera econômica, onde o efeito das decisões é mais imediato e visível. mas também aqui há o contraditório e a controvérsia). Mais, se o exercício do poder está legitimado pela vontade popular predominante e se dá ao abrigo da lei, torna-se problemático imputar responsabilidades pessoais.

    Então, para nós defensores do liberalismo e da escola austríaca de economia, o caminho é continuar batalhando pela divulgação dessas ideias, até o ponto em que elas sejam esposadas pelos políticos, positivadas em lei, e consubstanciadas na realidade concreta.
  • anônimo  21/05/2015 15:16
    Putz é pior ainda, os eleitores então são protegidos pela lei que os obriga a serem subordinados de pessoas que não votaram.

    Agora só não entendi a parte do 'Isso não faz sentido', seguido por uma frase que diz exatamente a mesma coisa (basicamente que os cidadãos devem seguir a lei) só mudando a palavra de obriga pra protege. Será que a semântica muda o sentido das frases e tem algo que eu estou perdendo aqui?
  • Rodrigo Pereira Herrmann  21/05/2015 15:46
    não, caro anônimo, os eleitores são protegidos das arbitrariedades de qualquer governante pela lei, à qual os governantes mesmos estão submetidos. Em tese, nós vivemos sob o império da lei.

    o critério para eleição dos governantes é o majoritário (e qual seria a alternativa mais justa que não essa?). o fato de você não se sentir plenamente respresentado é irrelevante. isso sempre irá acontecer em maior ou menor grau, mas isso não torna ilegítimo o governo.

    vou repetir. Política não é uma disputa de luminosidade intelectual ou de pureza espiritual. Nunca foi, em momento algum e em lugar nenhum do mundo (nem na Grécia idealizada).

    Então não faz sentido afirmar que não devemos nenhuma obediência às leis (e o governo não pode agir na ilegalidade, pois isso é passível sim de recriminação judicial) por que não o elegemos.

    Se ao ministro da fazenda é facultado (e a constituição foi promulgada e as leis são elaboradas pelo pluralismo dos representantes eleitos proprocionalmente e existe uma hierarquia de leis e pouca coisa é imutável e absoluta e ...) o poder de majorar alíquota de impostos mas eu sou contra e não votei na dilma, f.....
  • Eduardo  21/05/2015 16:46
    "o critério para eleição dos governantes é o majoritário (e qual seria a alternativa mais justa que não essa?). o fato de você não se sentir plenamente respresentado é irrelevante. isso sempre irá acontecer em maior ou menor grau, mas isso não torna ilegítimo o governo. "

    Porque não?
    Onde foi assinado que eu compactuei com este modelo? O simples fato de eu ter nascido neste território torna legítima um máquina administrativa criminosa se impor sob minha vontade individual? Não existe legitimidade neste contexto.
    E o fato do governo ser eleito pela maioria (o que não é por si só uma verdade pois no nosso modelo ele é eleito pela maioria dos votos "válidos", ou seja, todo o governo eleito atualmente não foi aprovado pela MAIORIA absoluta da população) não o torna legítimo pelo simples fato de que não é moralmente certo eu dar a um representante um direito que eu não tenho individualmente. Exemplificando melhor, se é moralmente criminoso eu entrar na sua propriedade e me apropriar dos frutos do seu trabalho não tem nenhum sentido eu "conceder" um direito que eu não tenho a um terceiro para praticar este roubo.

    "Então não faz sentido afirmar que não devemos nenhuma obediência às leis (e o governo não pode agir na ilegalidade, pois isso é passível sim de recriminação judicial) por que não o elegemos. "

    Na Alemanha Nazista a lei era moralmente errada. Na época da escravidão, escravidão era lei e não seguir esta lei era ilegal, porém moralmente correto.
    O fato do governo agir na legalidade não o torna legítimo ou moralmente correto.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  21/05/2015 17:39
    A lei é sempre uma escolha política (a não ser em teocracias e ditaduras seculares). e a eleição de um governo eleito do seio da própria sociedade sob os limites dessa lei é também um ato político. e ambos, neste sentido, serão legítimos.


    você está confundindo política com metafísica e ética. Platão fez o mesmo e acabou vendido como escravo.

    (pessoalmente acho que Platão estava certo. e acho que há leis morais universais e que o mundo é dominado pelos maus. mas existe quem pensa o contrário. e se estamos disputando o mesmo território e os mesmos recursos e não é possível inculcar essas nossas verdades na cabeça de todos por um processo maciço de metanóia, é preciso disputá-lo de alguma maneira)
  • Eduardo  21/05/2015 18:22
    Meu caro, eu creio que você esteja confundindo o conceito de legalidade e legitimidade.
    Um arranjo político onde um grupo de empresários ligados ao Estado financiam campanhas de políticos para serem eleitos por, na prática, uma minoria da população (voltando à questão de que os eleitos que carregam os votos válidos são, em números absolutos, menos da metade da população) de forma a atender seus interesses e dos burocratas que lhe beneficiam é dificilmente LEGÍTIMO, por mais que seja LEGAL.
    Desta forma, a democracia que conhecemos (ou melhor, república representativa) é tão legítimo quanto uma ditadura.

    Se sua visão sobre legitimidade é esta ser igual à legalidade então muitos dos piores e mais sangrentos ditadores da história da Humanidade poderão ser considerados legítimos representantes de seus povos e nações…

  • Eduardo  21/05/2015 19:46
    Ahhh claro. E apenas para reiterar, visto que meu exemplo possa ser interpretado como sendo válido apenas para o "Executivo", podemos verificar como este arranjo político representa bem a população brasileira também no "Legislativo".

    www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/POLITICA/475535-APENAS-36-DEPUTADOS-SE-ELEGERAM-COM-SEUS-PROPRIOS-VOTOS.html
  • Critico  21/05/2015 17:48
    Rodrigo Pereira Herrmann, francamente eu acho que você não faz a menor ideia do que é liberalismo e do conceito moral que o fundamenta. Isso fica bem evidente em várias de suas frases:

    "Política é luta pelo poder, é a imposição de ideias/pessoas sobre outras."

    Realmente, política é luta pelo poder, mas faltaram algumas palavras nesta tua frase: Política é a imposição VIOLENTA e COERCIVA de ideias/pessoas sobre outras. Isso resume bem o que é a política e, consequentemente, o governo. Como é que você tem coragem de defender qualquer coisa que seja relacionada com governos depois de entender e admitir esse fato? Você julga ser justo um grupo de pessoas IMPOR suas ideias e suas decisões sobre os demais apenas pelo fato de serem um grupo unido por uma bandeira? Afinal de contas, nem maioria eles precisam ser pois, por exemplo, nossa atual presidenta não foi eleita pela maioria dos eleitores, apenas pela maioria dos VOTOS VÁLIDOS, o que é MENOS da metade dos eleitores totais. Portanto temos uma MINORIA impondo suas vontades ao restante da população por meio da ameaça de uso da força de maneira legalizada e supostamente legítima. Você sinceramente concorda com este tipo de arranjo? Considera isso verdadeiramente legítimo?

    "Política ... Não é uma disputa acadêmica com base apenas no critério racional."

    Você mesmo entende e admite isso: Outros critérios, além da razão são usados como argumentos pelos políticos para justificarem seus atos! E, ainda assim, você usa uma retórica distorcida para tentar defender esse arranjo em outras partes de teu discurso... é lamentável.


    "... os eleitores são protegidos das arbitrariedades de qualquer governante pela lei"

    E quem é que cria e edita as leis mesmo? Quer dizer que estamos protegidos de "arbitrariedades" como o não cumprimento da meta fiscal anual por exemplo? Somos protegidos pelas mesmas leis que são alteradas pelo nosso "legítimo" congresso nacional de acordo com as necessidades e privilégios demandados por eles próprios? Já notou como há intercambio de políticos entre o executivo e legislativo? Já parou para pensar que isso não é à toa? Mas tudo bem, pois agora fiquei muito mais tranquilo em saber que aqueles que formulam e editam as leis estão sujeitos a elas e, por causa disso, eu estou protegido. Faz realmente muito sentido. Eu renovei minha fé na democracia quando a lei NÃO foi alterada para isentar nossa querida presidenta da república de seu crime de responsabilidade fiscal por exemplo.

    "... o fato de você não se sentir plenamente respresentado é irrelevante ... mas isso não torna ilegítimo o governo."

    Quer dizer que o fato de eu ou uma parcela significativa (possivelmente a maioria da população) não me sentir representado pelo governo não importa? Que interessante este argumento vindo de alguém que defende eleições "democráticas". Acho que o fato dos chineses não se sentirem representados pelo partido comunista também é irrelevante certo? Mesmo que TODAS as outras pessoas do país se sentissem plenamente representados pelo atual governo, isso não os dá o direito de impor suas arbitrariedades sobre a MINHA vida privada. Ninguém pode outorgar um direito que não possui, mas é exatamente isso que se defende quando se fala em "legitimidade democrática": Um grupo de pessoas outorgando direitos que elas próprias não possuem individualmente sobre todos os demais.

    "Mais, se o exercício do poder está legitimado pela vontade popular predominante e se dá ao abrigo da lei, torna-se problemático imputar responsabilidades pessoais."

    Governos são PESSOAS. Não é uma entidade. O fato destas PESSOAS obterem uma quantidade X de votos não deveria ser um motivo para as blindar das responsabilidades de seus erros. Ainda mais quando estes erros são pagos por todos os demais cidadãos e não por eles próprios. O "pior" que pode acontecer a um político então é não ser eleito para um próximo mandato? É isso realmente que eles devem temer por seus erros? Por favor, qualquer idiota consegue perceber a fraqueza e ingenuidade desse argumento de dissuasão.

    Mas o pior de todos mesmo foi esta frase aqui:

    "..o critério para eleição dos governantes é o majoritário (e qual seria a alternativa mais justa que não essa?)"

    Você admite que política não se baseia na racionalidade e que se trata de coerção e imposição das vontades de uns sobre os outros e mesmo assim não consegue entender que não existe uma alternativa justa de escolher? Sejamos claros:

    NÃO EXISTE uma maneira justa para escolher governantes porque governar NÃO É JUSTO. Não é correto, não é moral e não é legítimo, independente do tipo de "ritual" que você invente para tentar legitimar a coerção e a imposição forçada de uns sobre os outros. Democracia é apenas mais um ritual. Anteriormente era a força, a vontade dos Deuses, a sabedoria dos "sábios"... escolha qual você quiser. São apenas rituais que tentam legitimar algo que nunca será legítimo: Coerção de um indivíduo por outro.

    Se você se considera um "defensor do liberalismo e da Escola austríaca" devia rever seus conceitos urgentemente, pois você provavelmente não entende absolutamente nada sobre o conceito de liberdade. Ninguém que compreende este conceito pode também defender qualquer legitimidade de qualquer tipo de aparato estatal e governamental.

    Abraços e espero que as críticas despertem o teu interesse em se aprofundar melhor nos reais conceitos de liberdade.
  • Newbie  05/02/2016 00:43
    O comentário do "crítico" matou a pau!

    Acredito que a democracia funcione melhor em população pequena, não tem como funcionar com 200 milhões de habitantes. Faz sentido o que falei?

    Alguém pode me recomendar alguns artigos sobre secessão ou como enfraquecer o governo federal e dar mais autonomia para as cidades?
  • Secessão  05/02/2016 00:59
  • anônimo  21/05/2015 15:54
    Eu não votei em nenhum político que está no poder, ainda sim sofro os danos da inflação pois sou obrigado a usar o real. Não importa quão bolorenta seja a retórica para defender esse sistema, ou até mesmo como você levantou, que é muito difícil medir os danos causados para repara-los. Eu estou sendo prejudicado por algo que eu não fiz e ponto final.

    É por isso que a democracia/estado/sejalaoquefor devem ser abolidos(as):

    www.mises.org.br/Subject.aspx?id=16
    www.mises.org.br/Subject.aspx?id=11
  • Rodrigo Pereira Herrmann  21/05/2015 16:31
    Está sendo prejudicado por alguma coisa na sociedade que te desagrada? Tão te coagindo a fazer algo que você não quer?

    Pois a vida em sociedade é assim em qualquer lugar do mundo. E sempre foi e sempre será. SEMPRE.

    Aprenda a lidar com o inevitável e a lutar para mudar o que é evitável. e pare de mimimi.



  • Wellington Kaiser  21/05/2015 19:59
    Já jogou futebol com seus amigos?
    Se ao jogar uma pelada você discordar das regras, achar que o juiz está re roubando... você pode protestar e caso não seja atendido, tem a opção de não jogar mais com essas pessoas. Pode ir jogar com outros ou não jogar.

    Já comprou pão na padaria?
    Se achar que o pão está ruim ou que o queijo está muito caro, você pode reclamar ou pode comprar em outra padaria.

    Já morou com alguém?
    Se seu pai está implicando com você ou não gosta dos seus colegas de quarto na faculdade, você pode se esforçar e alugar um apzinho, ir morar em um albergue, rachar um barraco.



    Enfim, é possível escolher com quem e como você quer se associar. Abraço!!
  • Trader Carioca  21/05/2015 22:00
    Rodrigo Pereira Herrmann,

    Quer falácia mais absurda é essa? "Tão te coagindo a fazer algo que você não quer? Pois a vida em sociedade é assim em qualquer lugar do mundo. E sempre foi e sempre será. SEMPRE."

    Clássica falácia do Argumentum ad antiquitatem, ou apelo à antiguidade. Se (e aqui vai um "Se" enorme) no passado sempre foi assim, não quer dizer que está correto. O tempo pelo qual algo (supostamente) vigorou não o valida como ético, legítimo ou legal.

    E o que falar do restante das falácias?

    "você está confundindo política com metafísica e ética. Platão fez o mesmo e acabou vendido como escravo." Argumentum ad metum


    "A lei é sempre uma escolha política". Tomar isso como verdade invalida a existência de direitos naturais dos quais algumas leis derivariam. "Não matar" vem de um direito natural à vida que cada ser humano tem. Dizer que isso é uma escolha política iria negar a própria existência do direito natural.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  22/05/2015 01:07
    - Sempre foi assim porque viver em sociedade pressupõe regras, limites e abstenções. O fato histórico e universal apenas confirma isso.

    - argumentum ad metum coisa nenhuma. O projeto de uma república comandada por reis-filósofos com base em princípios racionais é algo muito bonito e desejável, mas que não escapa à necessidade de legitimação das pessoas pra se efetivar. Como as pessoas tendem a se mover por motivos egoístas e passionais, já que o nível médio de consciência é baixíssimo, instala-se um problema, porque seria contraditório e insustentável um governo dessa natureza se legitimar pela força. Platão descobriu isso na prática, quando seu projeto falhou fragorosamente.

    - Para fins de regulação da vida social, o conteúdo de um direito natural (e eu sou um entusiasta dele) também precisa ser materializado em norma (explícita ou tacitamente) e acatado pela comunidade. E isso passa, necessariamente, por uma deliberação política.
    (não vou entrar nas nuances da discussão metafísica sobre o direito natural e sobre o fundamento do direito e da justiça)
  • Crítico  21/05/2015 22:23
    Rodrigo, concordo contigo que precisamos sair da esfera da ideologia e agir conforme nossas possibilidades.


    Entretanto, o primeiro passo para "mudar o evitável" é entender qual é o problema real e planejar maneiras de o resolver entendendo corretamente qual é o problema.

    O fato de você se conformar com o fato de que "... a vida em sociedade é assim em qualquer lugar do mundo." e acreditar que "Sempre foi e sempre será." não pode ser usado cono justificativa para aceitar os governos como legítimos. Mesmo que sempre tenha havido governos coercivos em todas as sociedades humanas, isso não os torna legítimos. Este tipo de atitude levará a ações que não atacarão o problema real e apenas servirão para gerar outros problemas diferentes e piores no futuro.

    Coerção por meio da ameaça e uso da força é errado sempre que não for utilizado para defender a sua vida e propriedade. O fato de incontáveis governos terem ignorado esta lei moral básica incontáveis vezes não os torna legítimos e não deve ser aceito como tal em nenhuma hipótese.

    Entender a base do argumento moral libertário é importante para que, dentro das possibilidades de cada momento e de cada sociedade, se possa espalhar esta correta moral e agir no sentido de promover a real liberdade.

    Dizer que defende o liberalismo sem compreender a ilegitimidade do Estado não faz sentido porque vai contra o argumento mais central desta ideologia: A raiz dos maiores problemas da sociedade é o ESTADO, e é SEMPRE no sentido de enfraquecê-lo que nossos esforços devem ser direcionados. Inclusive filosoficamente por meio de debates deste tipo.

    Muito obrigado pela atenção e pela oportunidade de discussão.
  • Rodrigo Pereira Herrmann  22/05/2015 02:04
    Eu entendo tudo isso perfeitamente bem.

    Desejar o fim do Estado nunca foi a regra no liberalismo (e nem Mises, já que estamos neste site, defendia tal coisa). O objetivo foi sempre limitar o alcance da ação estatal sobre a esfera individual, restituindo a proeminência do indivíduo com fundamento nos princípios/direitos aprioristicamente válidos, apodícticos, universais (que leva à formulação das liberdades negativas dos direitos de primeira geração).

    Se precisamos nos organizar para melhor viver em sociedade; se precisamos de um regramento comum e de um governo escolhido pra preservar essa ordem e fazer valer as leis, que este seja o mais minimo e intrusivo possível; do contrário isso tornar-se-á uma agressão, uma violação ao nosso estatuto humano fundamental.
    ________________

    Acontece que descer dessas premissas à complexidade inabarcável dos fenômenos sociais e humanos não é tão simples e jamais se dará de maneira purista. É preciso modular, lidar com a falta de entendimento comum, com a multiplicidade de interesses e intenções, com a força, com as limitações circunstanciais, enfim... a organização política da sociedade, o mecanismo de representação, a forma das instituições e a legitimidade do poder estatal são problemas complexos, por exemplo.
  • anônimo  22/05/2015 12:16
    "Está sendo prejudicado por alguma coisa na sociedade que te desagrada? Tão te coagindo a fazer algo que você não quer?

    Pois a vida em sociedade é assim em qualquer lugar do mundo. E sempre foi e sempre será. SEMPRE.

    Aprenda a lidar com o inevitável e a lutar para mudar o que é evitável. e pare de mimimi."

    Exatamente, da mesma forma que devemos parar de mimimi toda vez que houver um assassinato, roubo ou estupro, porque sempre houve e sempre haverá. SEMPRE. Afinal qual o problema em estar sendo "prejudicado por alguma coisa na sociedade" ou "coagindo a fazer algo que você não quer" se é inevitável?
  • Hans-Hermann  21/05/2015 16:41
    Quer dizer então que, para você, vida em sociedade é o mesmo que viver sob os desmandos de políticos que têm poderes sobre minha vida sem o meu consentimento?

    Que você tenha propensão a ser sabujo, é problema seu. Agora, dizer que protestar contra autoritarismo é "mimimi" é um belíssimo argumento. Parabéns pela profundidade. Mostra bem o seu intelecto.

    Aliás, esperar o quê de alguém que diz que ter de respeitar os sinais de trânsito (vida em sociedade) é idêntico a ser obrigado a utilizar uma moeda sem poder de compra e a ser provido de comprar bens importados?
  • Cristovam  21/05/2015 22:41
    Como Dizia Karl Marx, as normas são feitas Pelos burgueses para servir a seus interesses. É ele as vezes falava coisa com coisa. Pois bem! O problema, lógico, não se restringe apenas ao meio econômico, tão pouco é possível prescindir do Estado, o que é possível é mudar sua compleição.
    Pois então!, se pegarmos dez,cem,mil,um milhão de pessoas no Brasil, 95% ou mais afirmarão que o estado tem que fazer. Seja: elas querem sempre mais Estado. Essa é uma doxa que já constitui a forma de pensar do brasileiro. Isto também se conforma com a propaganda oficial de todos os governos e partidos político. Os agentes públicos, não encontraram outra maneira para angariar a confiança dos eleitores, a não ser prometendo os favores, que certamente dizem que farão se eleitos, e claro, com os recursos públicos administrados pelo Estado. E isso já é a praxe. Essa mentalidade, de difícil mudança, está arraigada no seio da sociedade, na maior parte dos países e mais intensiva em alguns deles, inclusive no Brasil.
    Vamos fazer um questionamento simples da forma como o Estado funciona. É correto denominar de LEI a tudo que é aprovado por uma assembleia, mesmo que esta tenha a legitimidade de ter sido eleita pelo voto popular?. Hayek dizia que não, pra ele a LEI tinha que ter certos atributos, sem os quais, mesmo que aprovado por uma assembleia, não poderia assumir a força da LEI. Dizia Ele: A lei é uma norma de conduta justa, abstrata e prospectiva, aplicável a um número indeterminado de casos futuros.
    Pessoalmente estou de acordo em gênero, número e grau.
  • Abel Torres  21/05/2015 23:32
    Esse artigo está plenamente errado! Dilma Rousseff não foi eleita pela maioria de eleitores. Ela foi eleita mela minoria de 54 milhões de votos! Enquanto que a maioria de 88 milhões de eleitores não votaram nela! Votamos em branco por discordarmos desse sistema político imoral. Além do mais, essa eleição secreta é suspeita de fraude. Assim sendo, trabalho menos, dou moratória nos bancos, não compro carro, evito o consumismo, para pagar o mínimo de impostos. Com esse sistema político de eleger com maioria simples e não com maioria absoluta é inaceitável e inadmissível.
  • Milton  22/05/2015 01:24
    Abel, o que isso tem a ver com o artigo? Por que tais informações invalidariam o artigo? Acho que você está meio perturbado.
  • alguem  21/05/2015 15:20
    o pior è que isso não vai mudar, e eu sei porque.
    o estado tem o monopolio da maior arma de propaganda que existe,
    ela se chama educação, de geração em geracão serà vendido a idèia que o estado è necessario (eu vejo isso diariamente na faculdade). mas isso acontece praticamente em todos meios, radio, tv, menos na internet.
  • Diego  21/05/2015 15:43
    Não existe ajuste fiscal, vão apenas tentar cobrir o rombo aumentando impostos e cortando na saúde, educação...
    Enquanto isso seguem com 40 ministérios, aumentam os próprios salários, farra com cartões corporativos secretos, bilhões sendo doados pra financiar as quadrilhas comunistas do Foro, bilhões sendo gastos com publicidade, vide a "Pátria Educadora"....
    Agora ainda vão fazer um shopping faraônico no Congresso, tem como levar a sério?
    Esse é o "ajuste" fiscal da anta, pior são os Levyzetes que defendem aquele macaco, já devidamente desmascarado pelo Armínio e por tantos outros.
    Talvez a tempestade perfeita surja quando o Fed subir os juros e o país perder o grau de investimento(já perdido na prática),o que deve acontecer no ano que vem. Ainda vai piorar.
  • ANDRE LUIS  21/05/2015 15:46
    Está ruim? Concordo.

    Soluções existem para todos os gostos, mas apenas uma pode ostentar 200 anos de bons serviços. A "destruição criativa".

    Apenas ela consegue eliminar o que não funciona e por no lugar algo mais eficiente. Afinal ela não criou um sindicato para concorrer com o dos datilógrafos, certo? Apenas criou o PC.

    Oferecer alternativas para que, caso aprovadas, virem soluções. Este é o único movimento que gera mudanças efetivas, e o melhor, sem traumas para a sociedade. Se o sistema representativo não funciona, porque não colocar um melhor em circulação, propor uma alternativa?

    Pois elas já existem. Falta apenas o empenho de pessoas que acreditem efetivamente no que pregam. O livre mercado não entregou todo este progresso durante os últimos 200 anos fabricando discursos nem lamúrias.

    Dica 1: Pesquisem sobre a aplicação do sistema blockchain em redes P2P para eleições. É um mundo novo.

    Dica 2: Dalmo Accorsini tem um projeto de um parlamento virtual, com as bençãos do Olavão.



  • Erick  21/05/2015 18:56
    Muito bom o artigo. Os políticos são escória mesmo e saem impunes.
    Mas e quanto a empresários que despejam seus resíduos químicos nos rios de toda uma cidade? E favelados que usam de esgoto o córrego? Eles também estão impunes.
  • Ramos  21/05/2015 19:48
    Quem cuida dos rios é o Ministério do Meio Ambiente, que, com sua política de "integrar o meio ambiente à produção", protege as indústrias com boas influências políticas e discrimina novos empreendedores ao, por exemplo, legalizar a poluição para as indústrias existentes ao mesmo tempo em que impõe custos proibitivos às novas.

    Atualmente, cidadãos comuns prejudicados pela poluição não consegue processar os grandes poluidores, que estão protegidos pelo governo federal. E as indústrias com boas influências políticas utilizam as regulamentações ambientalistas para impor custos proibitivos a potenciais concorrentes, impedindo que estes entrem no mercado.
  • Eduardo  21/05/2015 19:48
    Eles estão impunes porque o Estado não tem interesse/competência/capacidade de puni-los.
  • Corsario 90  21/05/2015 20:33
    Acho a monarquia com propriedade privada atenuaria esses desmandos atuais!! Não eliminaria, mas talvez fosse um avanço. Mas como não há ambiente para isso, um federalismo forte ajudaria bastante!!!
  • Gervasio  21/05/2015 20:33
    Os pensamentos e ideias demonstradas e debatidas nesse blog são incríveis.
    Pergunto: Não seria possível criar uma coluna dentro de um grande jornal brasileiro para expor esses temas que são debatidos por aqui?

    Essa mentalidade de liberdade, meritocracia e competência precisa ser divulgado de maneira mais ampla no nosso país.

  • Genésio  21/05/2015 21:02
    Sobre a meritocracia, entenda que o importante não é a meritocracia; é o valor que se cria.
  • Pobre Paulista  21/05/2015 23:05
    O nível dos comentaristas do Mises tem caído ultimamente, não? É cada dia mais "Olavão", "NOVO", "O estado garante nossa liberdade", etc etc etc...

    Podem ficar lá pelo reaçonaria mesmo, lá eles gostam do estado tanto quanto a esquerda.
  • Pobre Paulistano  24/05/2015 04:29
    É um preço a se pagar pela popularização do site. Ademais a mais, se estiver achando a seção de comentários aqui do site ruim, confira os comentários da página do IMB no Facebook.
  • ANDRE LUIS  24/05/2015 11:04
    O fato de ter sido eu o único a escrever "Olavão" nesta seção me faz crer que suas críticas se referem ao meu comentário. Entendi. Para os pobres censores, aumentar o nível dos comentários é dar sentença de banimento a quem escrever uma palavra proibida. Pra mim aumentar o nível do debate é ler o comentário alheio e, caso não concorde, emitir opinião.
  • anônimo  24/05/2015 11:18
    Se tem uma coisa que o seu 'olavão' não serve, é pra ensinar a pensar.Ou a entender o que lê.Ninguém falou em banir nada, mas se vc acha que precisa do estado ou do tio sam como polícia da terra, como quer o seu 'olavão', o seu lugar com certeza não é aqui.
  • Rennan Alves  24/05/2015 16:11
    Doutrinador e Típico Filósofo fazem muita falta.
  • IRCR  22/05/2015 00:44
    O que acho engraçado nos ancaps, que se vc não é a favor de acabar 100% com o estado, logo vc é um social democrata ou até mesmo esquerdista.
    Tá pior que o pessoal do PCO chamando o PSTU de esquerda light, ou o PSOL chamando o PT de direita ou o PT chamando o PSDB de extrema direita.
  • anônimo  23/05/2015 13:10
    Ancap nenhum diz isso.Você não é igual ao cara do PSTU, só defende uma tralha que mais cedo ou mais tarde vai virar o estado dos sonhos do PSTU.
  • André  22/05/2015 02:56
    Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país.
    John F. Kennedy

    O povo que só sabe criticar.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  22/05/2015 10:14
    Dilma, Lula e o PT devem PAGAR CARO por todas as mazelas que provocaram e estão provocando no Brazil. A cada segundo, a dívida deles sobe ainda mais.
  • Eduardo  22/05/2015 16:00
    O texto descreve bem a realidade.

    Como jurista, apenas sugiro que na próxima ocasião, se possível, esclarecer a seguinte indagação, oriunda do excerto que segue abaixo: parece correto que quem não vota em fulano não sofra as consequência de um erro político. Contudo, é correto que se beneficie de um eventual acerto? Creio que a questão subjacente seja solidariedade social, pois, quem aufere os benefícios, também deveria arcar com as dificuldades. Enfim, a análise ficaria mais completa, penso eu.

    "Em primeiro lugar porque, a menos que ocorra uma perfeita transubstanciação democrática, os governantes só representam, a rigor, aqueles que votaram neles, e não aqueles que não votaram neles. Consequentemente, ninguém deveria ser obrigado a pagar pelos erros daqueles governantes que não receberam seu voto. Dilma e Alckmin têm poder sobre seus não-eleitores simplesmente porque a lei assim obriga, e não porque esse é o desejo de seus não-eleitores. A representação não-consentida não é motivo para que aquele involuntariamente representado pague pelos erros de seu político não-desejado".
  • anônimo  22/05/2015 17:53
    Caro jurista,

    Gostaria de saber um único benefício que o governo pode trazer a algum cidadão e que não traga perdas a ninguém.

    E, por favor, não me cite medidas de problemas oriundos do próprio governo.
  • Vinicius  22/05/2015 18:52
    Eduardo jurista

    Qual foi o acerto que alguma administração publica obteve sem o gasto de bilhões de reais proveniente de contribuição involuntária do cidadão?
  • Eduardo  22/05/2015 20:22
    Obrigado pela resposta.

    Responderei aos dois comentários que seguiram ao meu conjuntamente.

    Primeiramente quero dizer que acredito que quanto menos Governo, melhor. O Governo deve lidar exclusivamente com assunto de Governo - atos de soberania etc - e deixar as pessoas em paz.

    Concordo com vocês em tudo, o Governo foi, é e sempre será um pedra no sapato.

    Posso estar enganado, mas nunca na história houve uma nação grande sem um Governo.

    Ruim está com Governo, mas ninguém sabe como seria sem. Portanto, o que se sabe é que houve e há na história Governos menos invasivos, e isso permitiu o bem estar das pessoas - vide os Estados Unidos, Hong Kong.

    Enfim, não quero mudar a opinião de ninguém, só comentei para que da próxima vez o autor possa abordar a questão levantada e explanar melhor o assunto.
  • Felipe  22/05/2015 21:25
    "Posso estar enganado, mas nunca na história houve uma nação grande sem um Governo"

    De fato, desde que estado surgiu nunca mais houve na história uma região sem estado.

    Se por um lado não enxergamos luz na história, por outro nossa razão pode nos mostra que o estado não é nenhuma força natural, pelo contrário, estado é uma criação humana, e sendo assim, pode deixar de existir.

    Medo, claro, existe em todos nós. Ouvimos um monte de teorias sobre vácuo de poder e um suposto caos que nos fazem acreditar que o estado seria inevitável. Mas às vezes vale a pergunta se é verdade mesmo? Se a humanidade fosse tão perigosa, teríamos evoluído tanto assim? Pense em quantas vezes o estado não esteve presente em nossas vidas e mesmo assim não nos destruímos. Pensa que antes do estado existir era necessários homens cooperando e produzindo. Pensa em quantas vezes a segurança estatal deixou de existir, Pensa em quantas vezes o estado foi a causa dos maiores horrores que quase desintegraram a civilização.

    A mesma analogia pode ser feita feita com a escravidão. Durante muito tempo este sistema era visto como natural, grandes filósofos como Aristóteles e John Locke defenderam a escravidão. O seu fim era visto com medo, acreditavam que algo pior veria, afinal o que seriam dos derrotados em guerra e dos desalmados sem o seu protetor?

    Hoje isso tudo é ridículo a nossa mente. Talvez houvesse épocas em que a escravidão era inevitável, mas a um bom tempo deixou de ser. Assim também como o estado pode ter sido inevitável para o desenvolvimento da civilização, mas talvez deixe de ser, se é que já não deixou. E, talvez, em alguma época do futuro isso tudo será ridículo a nossa mente.
  • anônimo  23/05/2015 12:19
    "Posso estar enganado, mas nunca na história houve uma nação grande sem um Governo"
    Está enganado mesmo, até pouco tempo os judeus eram uma nação sem governo nem estado nem nada.
  • anônimo2  03/02/2016 04:56
    Judeus não eram uma nação, anônimo. Eram um povo disperso.
  • anonimo  03/02/2016 18:39
    Eram uma nação sim.
    Antigamente o dicionário era o pai dos burros, hoje é a wikipedia
    'Mas, a rigor, os elementos território, língua, religião, costumes e tradição, por si sós, não constituem o caráter da nação. São requisitos secundários, que se integram na sua formação. O elemento dominante, que se mostra condição subjetiva para a evidência de uma nação assenta no vínculo que une estes indivíduos, determinando entre eles a convicção de um querer viver coletivo.'
    https://pt.wikipedia.org/wiki/Na%C3%A7%C3%A3o
  • Julio Cesar  05/02/2016 02:58
    "Hoje isso tudo é ridículo a nossa mente. Talvez houvesse épocas em que a escravidão era inevitável, mas a um bom tempo deixou de ser. Assim também como o estado pode ter sido inevitável para o desenvolvimento da civilização, mas talvez deixe de ser, se é que já não deixou. E, talvez, em alguma época do futuro isso tudo será ridículo a nossa mente."

    Meu primeiro comentário justamente para dizer que é nisso que acredito. O Estado é algo necessário (ou não mais, talvez) ao nosso estado evolutivo atual, como civilização humana. Sabemos que o mesmo, nesse modelo, tem enormes limitações e defeitos. O que não podemos aceitar é que esse modelo seja perpetuado. Cabe-nos, como civilização humana, sempre buscar soluções para os problemas e defeitos existentes, nem que tenhamos que, um dia, abolir completamente o Estado. Mas isso vai depender de como evoluiremos como indivíduos, sociedade e civilização.

    "Ontem" escravismo era algo natural. Hoje existe, mas é combatido, é ilegal etc. Quem sabe daqui alguns séculos (ou menos, espero!) o Estado seja algo muito distante de nosso passado atrasado.

    []´s
  • Um observador  23/05/2015 14:12
    Eduardo,

    O mundo não tem um governo centralizado, e os países conseguem viver com relativa harmonia entre si.
  • Nilo BP  25/05/2015 02:49
    De fato. O Rothbard fala sobre isso no For A New Liberty: os governos do mundo coexistem em um ambiente anárquico.

    Se instituições encabeçadas por demagogos megalomaníacos, armadas com ICBMs, são capazes de coexistir em anarquia, é necessário ao menos considerar a possibilidade de que indivíduos também o sejam!
  • Nill  22/05/2015 22:36
    Leandro! O professor Juan Ramón Rallo foi muito feliz em trazer o conceito de que quando o Governo erra, o custo vai para os outros(o povo,trabalhadores,o cidadão). Falando de maneira popular. Quando o Governo(governante)erra,o povo é que paga o pato.
    O brasileiro não tem este conceito,para ele todo politico é safado,ladrão,corrupto. E tanto faz um ou o outro.
    Mas ! O brasileiro em geral nunca pensa que por causa do mau governo vai se ferrar,se lascar. Falando novamente no popular. Pode pesquisar,falar com o povão.
    Eu pesquisei na internet. Veja este texto de 2010. br.br101.org/os-politicos-corruptos-reeleitos.html

    Repare nos comentários dos leitores que reclama do próprio povo brasileiro.
    Diz um : "o povo não liga porque acredita, provavelmente com razão, que todos roubam."
    Outro leitor afirma:Sim ´e isso mesmo que eu escrevo aqui eu digo e repito cada povo ten o governo que merece, o povo brasileiro é um povo preguiçoso e só gosta de farra, por isso os cafajeste aproveita disso e lava a jega, rouba metem cada dia mais, o povo brasileiro n~ao gosta de trabalhar não gosta de estudar e o negocio e mulher e farra por isso o resultado estar ai um país subdesenvolvido sem educação sem saúde sem moradia sem nada. Culpado de tudo isso é o próprio brasileiro.

    Aqui um cronista mostra sua indignação. www.tuffi.com.br/O%20leitor%20Politico.html

    Observe! Ninguém fala no conceito de que os erros do governo vão ser arcados pelos outros. Eu já pensei neste conceito defendido pelo professor Juan Ramón Rallo e você,Leandro,mas não vi muita gente crendo neste conceito. Só as pessoas,mais indignadas,sábias e esclarecidas. Mas ! O povão e até gente das mais altas classes sociais ,nunca pensam que podem se lascar com os erros,corrupção e incompetência do Governo. Pelo menos até a poucos anos atrás.
    Olha ! A cara tristonha da Dilma. Uma imagem vale por mil palavras. Essa mulher mentirosa,perversa e dissimulada. Veio com a conversa de que a crise que por passa o Brasil é causada por uma severa crise no mundo. Pior do que um governo que erra é um governo ou governante que está todo momento tentando nos enganar e dissimulando. Aí! Não tem recurso mesmo !
  • Toni  28/05/2015 20:05
    Leandro, Rothbard escreveu que um aumento no imposto nunca pode ser transferido ao consumidor no curto prazo. Mas como explicar os recentes aumentos no preço da gasolina?
  • Leandro  28/05/2015 21:16
    O preço da gasolina na refinaria é totalmente determinado pelo governo, e em regime genuinamente monopolista. Ou seja, não tem nada de arranjo de mercado.

    No que mais, Rothbard não disse exatamente isso que você falou. A teoria dele foi explicada em detalhes neste artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1453
  • Emerson Luis  08/06/2015 18:55

    Existem vários tipos de erros:

    1- Erros honestos, em que a pessoa sinceramente buscou agir certo, mas dispunha de informações insuficientes e/ou inexatas;

    2- Erros cognitivos, em que a pessoa de algum modo processou as informações de forma errônea;

    3- Erros deliberados, em que a pessoa age de forma propositalmente errada.

    * * *
  • mauricio barbosa  02/02/2016 15:48
    Os conspiracionistas,sim os amantes de teorias da conspiração ou seja os que gostam de ver intrigas e mistérios em tudo que o governo faz acabam mistificando o assunto com ideias mirabolantes,com mil e umas explicações sem sentido e tal,quando na realidade tudo se resume até que se prove o contrário em sede de poder e grana,muita grana desviada para bolsos particulares não importa a cara do sujeito e as consequências disso na vida dele pois tudo se resume nisto,sede de poder e grana e no final das contas nós(entramos nesta patifaria)enquanto cidadãos bancamos os otários ao pagar essa fatura ingrata sem direitos a reclamar e ser atendidos e temos como retorno um serviço de quinta categoria e essa privatização(Roubo e desvios de dinheiro público)é nefasta e a verdadeira privatização deve ser a concorrência entre agencias de proteção,justiça e criação de normas sensatas no território de um futuro Ancapistão(Nome fictício,e "é lógico meu caro watsom")
  • Fernando  02/02/2016 23:13
    O nosso grande problema foi a falta de combate dos liberais. A esquerda encontrou uma autobahn ou uma freeway, para acelerar radicalmente no socialismo.

    Não se esqueçam que tem um membro do partido comunista governando o Maranhão.

    Qualquer medida liberal deve ser apoiada, não importa se é com Partido Novo, com o Dem, etc.

    O primeiro ônibus com os liberais já encheu. Agora falta fazer uma caravana de ônibus com os liberais.

    Esse anarquismo que não vota em pessoas mais liberais está completamente errado.

    Não dá mais para ficar vendo o governo roubar os empresários e o povo.

    Nós precisamos de uma operação firewall contra a esquerda. Bloquear a esquerda é o melhor caminho para a liberdade.

  • Henrique Carvalho  03/02/2016 18:52
    O livre mercado também não está imune a erros. Por exemplo:

    Um empreendedor privado pode muito bem pegar um empréstimo em um banco privado, investir em um negócio, contratar mão de obra, ser mal sucedido e quebrar. É correto afirmar,nesse caso, que apenas esse empreendedor será punido pelo seu erro?

    A resposta:

    Pessoas ficaram desempregadas e o banco ficou com prejuízo , então não se pode afirmar que só o indivíduo que cometeu o erro foi punido, outras pessoas também foram punidas pelo erro, então quem pagou foi a sociedade; pessoas que não tiveram participação na decisão arbitrária de um indivíduo que almejava um sucesso particular.

    Seguindo o mesmo exemplo...

    Vários indivíduos podem fazer o mesmo e, ao mesmo tempo, movido por uma especulação serem mal sucedidos em determinado setor econômico. O prejuízo pode ser imprevisível e quem vai pagar pelo erro dessa minoria? A sociedade.

    A sociedade é assim, poucos tomam decisões para tentar beneficiar muitos. E não dá pra dizer que só tivemos prejuízos, que não houve progresso nesses últimos anos no Brasil. Muita gente melhorou de vida, passou a ter um conforto que antes não tinha.

    Houve erros inaceitáveis, principalmente por questões ideológicas, que o governo cometeu. Exageros em incentivos econômicos e muita auto confiança do governo com relação ao futuro do país. Houve também a mentira em tentar esconder a crise que já estava dando sinais claros antes das últimas eleições. A resultante disso é o que estamos passando hoje.

    Governantes erram e a única punição que o povo pode dar é a sua não reeleição.
  • Marinho  03/02/2016 19:38
    "Um empreendedor privado pode muito bem pegar um empréstimo em um banco privado, investir em um negócio, contratar mão de obra, ser mal sucedido e quebrar."

    Bom, até aí não houve nenhum "erro de livre mercado". Houve apenas um fracasso empreendedorial, algo que ocorre diariamente.

    "Erro de livre mercado" seria quando conjuntamente todos os empreendedores fazem merda.

    "É correto afirmar,nesse caso, que apenas esse empreendedor será punido pelo seu erro?"

    Sim.

    "Pessoas ficaram desempregadas"

    Pessoas que voluntariamente escolheram trabalhar nesse empreendimento. Ninguém foi forçado a isso. E, ademais, tais pessoas ganharam dinheiro enquanto estavam trabalhando (é extremamente comum os assalariados de um empreendimento recém-iniciado ganharem dinheiro antes do patrão). Como isso é ser prejudicado?

    Era preferível nem sequer ter trabalhado e ficado sem ganhar dinheiro?

    Falar que demissão é "erro de livre mercado" é nonsense total.

    "e o banco ficou com prejuízo"

    Na verdade, não, pois bancos só concedem empréstimos tendo colaterais. Provavelmente ativos do tomador do empréstimo serão arrestados. Não precisa ficar com pena dos bancos.

    "então não se pode afirmar que só o indivíduo que cometeu o erro foi punido, outras pessoas também foram punidas pelo erro"

    Pessoas que voluntariamente decidiram se associar ao empreendedor fracassado. Ninguém foi coagido a nada. E, ademais, tais pessoas ganharam dinheiro enquanto estavam trabalhando (é extremamente comum os assalariados de um empreendimento recém-iniciado ganharem dinheiro antes do patrão). Como isso é ser prejudicado?

    "então quem pagou foi a sociedade; pessoas que não tiveram participação na decisão arbitrária de um indivíduo que almejava um sucesso particular."

    Oi?! Que salto de lógica foi esse?

    Um sujeito abre uma padaria na minha cidade e um mês depois fecha. Como é que eu fui prejudicado?

    Desculpe, mas perdi o interesse em ler o resto.
    Quando as premissas são completamente falhas, a continuidade do raciocínio não tem como apresentar algo inovador.
  • Henrique Carvalho  04/02/2016 20:29

    "Era preferível nem sequer ter trabalhado e ficado sem ganhar dinheiro?"

    Trabalhar não é uma opção, e sim o único meio que temos para sobreviver.

    "Falar que demissão é "erro de livre mercado" é nonsense total."

    Se demissão não é uma falha do livre mercado, a culpa dessas várias empresas estarem fechando as portas hoje, e demitindo vários empregados, também não pode ser dos governantes ou do estado.

    "Na verdade, não, pois bancos só concedem empréstimos tendo colaterais. Provavelmente ativos do tomador do empréstimo serão arrestados. Não precisa ficar com pena dos bancos."

    Não deixa de ser prejuízo. O banco vai ficar com ativos do tomador do empréstimo, vai ter que vender, isso pode levar tempo e o banco vai ficar com o ativo encalhado. O ativo pode desvalorizar também. Isso não é vantajoso para o banco.

    "Pessoas que voluntariamente decidiram se associar ao empreendedor fracassado. Ninguém foi coagido a nada. E, ademais, tais pessoas ganharam dinheiro enquanto estavam trabalhando (é extremamente comum os assalariados de um empreendimento recém-iniciado ganharem dinheiro antes do patrão). Como isso é ser prejudicado?"

    Várias pessoas estão sendo demitidas hoje e ganharam dinheiro enquanto trabalharam. Então não está acontecendo nada de errado...

    "Um sujeito abre uma padaria na minha cidade e um mês depois fecha. Como é que eu fui prejudicado?"

    Se um monte de gente perde o emprego, e você não perde o seu. Aí tá tudo normal? É por isso que os socialistas estão dominando o mundo...
  • Marinho  04/02/2016 21:54
    "Trabalhar não é uma opção, e sim o único meio que temos para sobreviver."

    Não, você pode ficar encostado em seus parentes e amigos. Ou você pode adquirir um carrinho de pipocas e empreender, sem ter de trabalhar para ninguém.

    No mais, ninguém tem a obrigação de lhe fornecer empregos.

    "Se demissão não é uma falha do livre mercado, a culpa dessas várias empresas estarem fechando as portas hoje, e demitindo vários empregados, também não pode ser dos governantes ou do estado."

    Por que não? Quem foi que cagou a economia toda? Aliás, veja o que a nova lei do ICMS está fazendo com as lojas de e-commerce?

    Isso é culpa do livre mercado?

    "Não deixa de ser prejuízo. O banco vai ficar com ativos do tomador do empréstimo, vai ter que vender, isso pode levar tempo e o banco vai ficar com o ativo encalhado. O ativo pode desvalorizar também. Isso não é vantajoso para o banco."

    Escorreu uma lágrima pelo banco.

    Meu caro, o banco financiou porque quis. Se o juízo foi errado, então nada mais justo do que arcar com as consequências. (Mas não perca o sono; o banco não perderá nada).

    "Várias pessoas estão sendo demitidas hoje e ganharam dinheiro enquanto trabalharam. Então não está acontecendo nada de errado..."

    De novo: quem foi que cagou a economia toda? Foi o livre mercado?

    "Se um monte de gente perde o emprego, e você não perde o seu. Aí tá tudo normal? É por isso que os socialistas estão dominando o mundo..."

    Oi?!

    O governo caga a economia, uma porrada de gente é demitida, e aí a culpa é minha?!
  • Sindicato dos Pipoqueiros  04/02/2016 23:53
    "Não, você pode ficar encostado em seus parentes e amigos. Ou você pode adquirir um carrinho de pipocas e empreender, sem ter de trabalhar para ninguém."

    Isso é um absurdo!

    Você está dizendo que o Pipoqueiro não tem que trabalhar para ninguém?

    O pipoqueiro trabalha para as pessoas que compram pipocas, e os parentes e amigos que sustentam os "encostados" também têm que trabalhar para alguém. Empreender não quer dizer que você não vai trabalhar para ninguém, e muito pelo contrário, você trabalha mais que um empregado que na maioria das vezes, vive encostado na empresa.

    Você falou mal dos pipoqueiros e dos empreendedores ao mesmo tempo. Fica evidente a capacidade que você tem de se contradizer.

    Mas valeu pelo debate. RS

    Obs. Vamos mobilizar a categoria para uma greve geral!
  • Batista  05/02/2016 11:08
    Henrique,

    Na sua visão, você acredita que a interferência estatal contribui para esse processo? Ou que a culpa é do mercado que, sem a mão estatal, cria as desigualdades?
  • anônimo  05/02/2016 09:34
    "um empregado que na maioria das vezes, vive encostado na empresa."

    verdade e graças a nossa legislação, esse não precisa se preocupar tanto com a demissão, já que terá "direito" a receber um aviso prévio, multa do fgts e seguro-desemprego - tudo as custas do empregador.
  • Pipoqueiro  05/02/2016 18:32
    Alguém pode me ajudar?

    Outro dia, eu, com meu carrinho de pipocas, fui vender pipoca ali na feira. Cheguei lá, tinha outros pipoqueiros no local, e aí, eles mandaram eu ir vender pipocas em outro lugar, porque alí, já era o ponto deles. Não deu outra, saímos na porrada. Só que como eu estava em menor menor número, além de apanhar, fiquei sem meu carrinho de pipocas.

    O ocorrido aconteceu em total ambiente de liberdade de mercado, não existe regulamentação para os pipoqueiros da feira. Mas eu acho que dá pra vender pipocas lá, clientela parece boa.

    Vocês têm alguma idéia de uma solução pacífica?
  • Ubereiro  05/02/2016 18:42
    E olha que isso aí é o que de melhorzinho os detratores do livre mercado conseguem inventar contra ele, hein?
  • Realista  17/10/2016 18:06
    Tá, é o de melhorzinho, mas.... E a resposta? Alguém aqui tem a solução para o problema dele?
  • Guilherme  17/10/2016 19:05
    A resposta já foi dada pelo "Filósofo Confuso" ali embaixo. Se você está em uma rua estatal, na qual a segurança é monopólio do estado, e sua integridade física é ameaçada, então, infelizmente, a única coisa que lhe resta é recorrer ao aparato de proteção estatal monopolista (polícia) e torcer/rezar/orar para que ele lhe proteja.

    Em tal ambiente estatal, você não pode fazer nada alem disso.
  • anônimo  05/02/2016 18:50
    Ué, pq vc não chama o Estado-Polícia para te ajudar? Não confia nele?
  • Realista  17/10/2016 18:15
    Acredito que ele tenha chamado a polícia.
  • Pobre Paulista  06/02/2016 00:51
    Esse mercado de fanfic está crescendo hein? Tá dando algum retorno financeiro ou é só humor mesmo?
  • Realista  17/10/2016 18:16
    https://www.youtube.com/watch?v=rpEYJFRBmHs
  • Filoso confuso  05/02/2016 21:54
    Deixa eu ver se entendi!

    Você apanhou de uns pipoqueiros em um espaço que está sob responsabilidade do governo e onde a segurança é monopólio do governo. E apesar de o estado de não ter fornecido um serviço com qualidade, você induz que culpa seja da tal "liberdade de mercado"?? É isso mesmo ou eu estou confuso???


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