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Terceirização? Sim, por favor. E obrigado
Tudo o que você tem e usufrui, você deve à terceirização

A Câmara dos Deputados deve votar nesta quarta-feira, 22, o Projeto de Lei 4302/1998, que amplia a terceirização para todos os tipos de atividade. A medida prevê que a contratação terceirizada possa ocorrer sem restrições, inclusive na administração pública.

Por que a terceirização é importante

Para entender por que a terceirização é importante, é necessário apenas reconhecer seus benefícios históricos: a terceirização está intrinsecamente ligada à divisão do trabalho, que foi o que permitiu às sociedades modernas crescer, se desenvolver e elevar o padrão de vida de seus habitantes.

Se hoje um cidadão pobre em geral tem muito mais condições de vida do que uma pessoa comum da idade média, isso se deve em grande parte ao fato de que as atividades produtivas foram sendo gradativamente desagregadas e passaram a ser cada vez mais realizadas separadamente por aqueles que mais se especializaram em sua execução.

Ludwig von Mises resumiu esse processo:

Historicamente, a divisão do trabalho se originou em dois fatores da natureza: a desigualdade das capacidades e habilidades humanas, e a variedade das condições externas da vida humana na terra.[...] 

Jovens e velhos, homens e mulheres, crianças e adultos, todos cooperam entre si ao fazerem os melhores usos possíveis de suas várias habilidades.[...]

Uma vez que o trabalho foi dividido, a própria divisão exerce uma influência diferenciadora. O fato de o trabalho ser dividido possibilita um maior aperfeiçoamento do talento individual, o que por si só já faz com que a cooperação seja ainda mais produtiva. Por meio da cooperação, os homens são capazes de alcançar aquilo que estaria além de suas capacidades enquanto indivíduos, e até mesmo o trabalho que um indivíduo é capaz de realizar sozinho se torna mais produtivo.

O indivíduo se beneficia ao cooperar não somente com pessoas superiores a ele em determinadas capacidades, mas também com aquelas que são inferiores a ele em absolutamente todos os aspectos relevantes.

Ou seja, se hoje você não tem de costurar sua própria roupa, criar e plantar o que come, construir seu próprio meio de transporte, e assim por diante, é porque tais atividades foram terceirizadas, isto é, passaram a ser feitas por outras pessoas que foram se especializando nelas, aumentando assim a produtividade geral da sociedade e elevando sua renda e qualidade de vida.

Com o tempo, não apenas as atividades se diversificaram, como também as especialidades aumentaram, o que acarretou em uma maior qualidade e variedade de produtos. O iPhone que você usa, o Nike no seu pé, seu notebook, seu carro — todos esses produtos se beneficiam muito da terceirização para chegar ao seu alcance. E você não reclama disso. Você usa e acha bem legal ter tudo isso disponível hoje. Mas raramente buscamos compreender por que isso é possível.  

Sim: divisão do trabalho, terceirização.

A terceirização, portanto, é um meio de se buscar maior eficiência produtiva. Essa maior eficiência permite que as empresas possam ser bem sucedidas e continuem a oferecer empregos, além de também elevarem a produtividade da mão-de-obra. E isso, por sua vez, é um dos fatores-chave para elevar os rendimentos do trabalhador.

Quem está mais familiarizado com os dados da economia brasileira sabe, por exemplo, que um dos problemas crônicos do nosso país é a baixa produtividade da mão-de-obra. Garantir a liberdade para novos arranjos produtivos mais flexíveis, por meio da terceirização, é uma maneira de alcançar o aumento da produtividade que tanto nos faz falta. 

Mais ainda: garantir a liberdade de tais arranjos nada mais é do que garantir a liberdade de livre associação entre as partes; é garantir que acordos mutuamente consensuais possam ser realizados. E derrubar uma restrição a acordos voluntários é, por si só, benéfico. Sociedades mais justas, mais ricas e desenvolvidas são sociedades mais livres.

Adicionalmente, vale ressaltar que o PL potencialmente irá beneficiar aqueles trabalhadores mais vulneráveis, que querem ofertar sua mão-de-obra mas que não conseguem emprego por causa das rígidas legislações trabalhistas e da obrigatoriedade dos vínculos empregatícios, imposições essas que encarecem artificialmente o preço de sua mão-de-obra.

Talvez (ênfase no "talvez") o PL seja ruim pra você que tem um emprego estabelecido e a proteção de sindicatos.  Mas o que sindicatos fazem — sobretudo quanto maior for seu poder — é elevar salários à força, criando barreiras à entrada de novos trabalhadores cuja produtividade é baixa (isto é, os menos favorecidos) e não vale o piso salarial estabelecido. 

Ou seja: prejudicam os mais vulneráveis em favor de um grupo seleto, poderoso e protegido. Prejudicam os mais vulneráveis em detrimento dos mais abastados.

A livre associação de indivíduos em sindicatos pode ser benéfica na luta por direitos livremente acordados, mas o sindicalismo compulsório é uma afronta a essa liberdade. Sindicatos que buscam controle monopolístico sobre a força de trabalho, muitas vezes impedindo indivíduos de trabalhar de acordo com seus próprio termos, são nocivos. Contornar esse poder significa permitir que mais indivíduos possam sair do desemprego.

Se o PL for capaz de reduzir tal poder dos sindicatos — e as manifestações contrárias destes indicam que de fato ele é  —, então ele é muito bem-vindo.

Algumas respostas às críticas

Passando da defesa da causa para trazer algumas respostas às críticas, comecemos pelos argumentos mais recorrentes: os de que a terceirização irá gerar precarização da mão-de-obra e redução salarial.

Alega-se que a terceirização fatalmente reduzirá salários e colocará os trabalhadores em piores condições de trabalho, sujeitos a mais acidentes etc.

Esses argumentos geralmente utilizam estatísticas levantadas por alguma fonte interessada no assunto. O mais famoso até o momento é o documento da CUT intitulado "Terceirização e Desenvolvimento: uma conta que não fecha". Tal documento foi repercutido estrondosamente pela Folha, pela Carta Capital e pelo Estadão. O problema é que tal documento é intelectualmente grosseiro.

Sobre isso, limito-me apenas a transcrever as fraudes intelectuais já apontadas:

O economista Roberto Ellery, professor da Universidade de Brasília (UnB), decidiu ir às fontes e demonstrou em seu blog que uma análise simples da pesquisa seria suficiente para atestar a fragilidade das afirmações que ganharam manchetes. São muitas as barbeiragens estatísticas.

Um exemplo: a pesquisa financiada por CUT e DIEESE simplesmente comparava o salário médio de trabalhadores terceirizados e não-terceirizados sem utilizar controles estatísticos que restringissem a comparação aos trabalhadores que desempenham a mesma função. Ou seja, o salário de trabalhadores com cargos e funções inteiramente distintas está sendo comparado sem o menor cuidado.

E existem algumas razões para acreditar que os funcionários terceirizados tendem a ganhar menos justamente porque exercem funções que teriam um salário menor de qualquer forma, fossem terceirizadas ou não.

No Brasil, a terceirização é restrita às atividades-meio de uma empresa e não pode chegar ao que se chama de "atividades-fim". Atividade-meio é aquela que dá suporte à atividade central de uma empresa, que é sua atividade-fim. Numa escola, a atividade-fim é exercida pelo professor.  Num hospital, a atividade-fim é a do médico. Elas não podem ser terceirizadas.

As atividades-meio são aquelas que dão suporte à atividade-fim: é o trabalho dos funcionários de limpeza, segurança e auxílio administrativo das escolas e hospitais. O problema é que a atividade-fim, por motivos diversos, tende a render salários maiores para quem a desempenha. Comparar o salário de um médico com o de um porteiro terceirizado do hospital, e concluir a partir desta comparação que o trabalhador terceirizado ganha menos por ser terceirizado é, no mínimo, uma barbeiragem estatística.

Alguém poderia me dizer que a comparação entre médico e porteiro do hospital é extrema, e que a diferença entre a função de terceirizados e não-terceirizados costuma ser menos evidente na maior parte das empresas, mas me parece mais perfeitamente razoável supor que o salário do funcionário que exerce uma atividade-fim seja, na maioria dos casos, maior do que o de quem exerce uma atividade-meio, e que isso nada tem a ver com o fato de ele seu contrato ser — ou não — terceirizável.

A tortura estatística ganha requintes ainda mais assustadores quando o professor nota que, no próprio estudo da CUT e do DIEESE, há a afirmação de que 22,7% dos funcionários contratados diretamente possuem nível superior completo, enquanto apenas 8,7% dos funcionários terceirizados terminaram um curso universitário. A maioria das pessoas veria nisso um ótimo motivo para afirmar que a diferença salarial tem relação direta com a diferença de formação entre os grupos. 

Outro argumento comumente utilizado é a antiga e surrada variação da teoria marxista da exploração: a terceirização seria apenas a busca das empresas por mais lucros à custa dos trabalhadores; empresas estão apenas interessadas em contratar trabalhadores por salários de miséria etc.

Conquanto seja verdade que as empresas estão obviamente interessadas em reduzir custos — e, em um ambiente concorrencial, tem necessariamente de ser assim —, e que uma fonte dos custos sejam os salários, a questão a ser respondida é: por que elas não deveriam tentar reduzir seus custos?

Por trás desta crítica, há vários preconceitos. 

Em primeiro lugar, a ideia de que custos menores para empresas é algo ruim. Além do fato de que custos baixos permitem maior acúmulo de capital — o que possibilita mais investimentos e mais contratações —, falta explicar como que custos de contratação menores podem ser ruins para pessoas à procura de emprego.

Em segundo lugar, tal crítica parte do princípio de que um empreendedor optar voluntariamente por um modelo que reduz seus custos é algo moralmente repreensível.

Em terceiro lugar, tal crítica parte do princípio de que um arranjo de custos altos poderia ser mantido sem qualquer resultado negativo para as empresas, independentemente do cenário econômico. Ora, isso não existe no mundo real. Ou o empreendedor mantém o mesmo quadro de funcionários a um custo menor; ou ele mantém os salários altos, mas reduz o quadro de funcionários. 

O que várias pessoas simplesmente não aceitam é que, no Brasil, a terceirização foi justamente o oxigênio inventado para que várias empresas pudessem se manter vivas em meio à asfixiante legislação tributária e trabalhista. Ou elas terceirizavam ou quebravam. A terceirização não foi um mero capricho de empresários ou uma conspiração maquiavélica para empobrecer a classe operária. Foi simplesmente uma saída para se manterem vivos.

Adicionalmente, muitas pessoas tratam o tema como se, da noite para o dia, todas as empresas fossem trocar seus empregados por terceirizados. Só que há uma lógica de mercado que explica por que, em muitos casos (talvez na maioria dos casos), não faz sentido econômico uma empresa terceirizar sua atividade-fim: tal terceirização implicaria, por definição, que a empresa contratada para realizar tal atividade possui a capacidade de realizar exatamente o negócio da contratante, e, portanto, poderia ela própria operar em tal ramo.

Só que, ironicamente, isso tende a ser menos verdade em setores em que não há livre entrada de novas empresas, isto é, naqueles setores mais regulados pelo governo. Nestes setores — por exemplo, empresas telefônicas —, justamente por estarem blindados da concorrência e por serem protegidos por agências reguladoras, a qualidade das atividades-fim tende a ser baixa, de modo que sua terceirização — que também não exigirá muita qualidade — se torna perfeitamente viável.

Ou seja: talvez a terceirização de atividades-fim se dê de maneira mais intensa em setores muito regulados ou controlados pelo governo. Portanto, se você eventualmente perder seu emprego em uma atividade-fim para um trabalhador terceirizado, tenha o cuidado de observar se, por trás disso, não está justamente o fato de que você trabalhava em um setor protegido das leis de mercado pela mão visível do governo. 

Os descontentes

É evidente que o coro dos descontentes com os argumentos expostos acredite que tudo não passa de um mero festival de achismos, e que, assim como o documento da CUT, não há respaldo factual para tais afirmações.

Já antecipando isso, eis uma lista de trabalhos científicos que abordam o tema e fornecem um suporte adicional ao debate. Como esperado, é possível encontrar vários trabalhos que dão amparo aos argumentos acima, como o fato de que a terceirização promove maior especialização e um incremento na capacidade de inovação das empresas[1] [2], e que, ainda que o que irá acontecer com os salários não seja exatamente certo[3], a terceirização pode sim causar um incremento nos mesmos [4] [5].

Também é possível observar que a terceirização não está necessariamente relacionada ao aumento do desemprego como alguns acreditam[6], e que nem sempre ela traz aumento de lucros para a empresa[7].

Além disso, é necessário ter sempre em mente o conflito entre efeitos pontuais e de curto prazo e os impactos mais amplos e de longo prazo. É perfeitamente compreensível que algumas pessoas fiquem insatisfeitas porque talvez seus postos de trabalho possam ser substituídos por postos terceirizados, ou porque talvez seus salários sejam reduzidos. Mais difícil é essas pessoas reconhecerem que quaisquer alterações abrangentes do tecido social — como a promulgação ou revogação de uma lei, ou o surgimento de uma nova tecnologia — naturalmente irão afetar os indivíduos e grupos de maneiras e intensidades diferentes.

Tais alterações potencialmente afetarão grupos de interesse que, acreditando estarem sendo ameaçados pela mudança, farão resistência à mesma, julgando que — e tentando vender a ideia de que — sua posição busca o bem comum, quando na verdade estão pouco interessados nos efeitos mais amplos.

Mais ainda: buscarão usar do poder do estado para impor a manutenção de sua estabilidade em detrimento do restante da população.

Um exemplo: os sindicatos dos datilógrafos e dos trabalhadores de fábricas de máquinas de escrever poderiam ficar bastante descontentes com o surgimento dos computadores e fariam de tudo para, por meio do estado, impedir a difusão dessa nova tecnologia. Naturalmente, eles estariam interessados apenas em seus benefícios de curto prazo, ignorando os benefícios evidentes e disseminados por toda a sociedade que seriam cada vez mais visíveis com o passar dos anos.

É natural que nos indignemos contra o que talvez nos prejudique diretamente, e é muito mais fácil ver e atacar aquilo que pode retirar nosso emprego amanhã. Entretanto, raramente reconhecemos aquilo que fez com que obtivéssemos um emprego em primeiro lugar. Caímos frequentemente em um raciocínio de dois pesos e duas medidas, do tipo "se consegui um emprego foi por mérito meu; se perdi o emprego foi por culpa da empresa".

É necessário reconhecer que, por maiores que sejam nossas habilidades, não teremos empregos se as empresas não os ofertarem ou se essas habilidades não forem demandadas pelo mercado.

E existem inúmeras condições necessárias para que isso aconteça, mas que podem ser resumidas na necessidade de garantir um ambiente que incentive a livre iniciativa e a concorrência.

Conclusão

A questão é simples: quanto maior a liberdade de contrato, melhor para o competente que quer fornecer sua mão-de-obra e pior para o encostado que quer a segurança dos vínculos empregatícios.

Se tal liberdade de contrato será ruim para alguns? Certamente. Sempre há quem perde (os mais incompetentes) quando alguma forma de protecionismo é abolida. E sempre há quem ganha (normalmente, os mais competentes).

O empregado competente não será substituído por um terceirizado incompetente e inexperiente. Quem acredita que isso irá acontecer está, na prática, dizendo que empreendedores são ingênuos e gostam de tomar prejuízos (nada é mais prejudicial do que um funcionário ruim).

Funcionário que gera valor não é dispensado — por mais caro que ele seja — em troca de funcionário ruim e inexperiente. O real temor gerado por essa lei é que haverá bons profissionais querendo ofertar seus serviços sem vínculos empregatícios, e isso representará um risco para os ruins que usufruem esses vínculos.

No mais, vale ressaltar o óbvio: permitir a terceirização nada mais é do que permitir que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes? 

Por tudo isso, é imperativo diminuir as amarras que sufocam os negócios no Brasil. Somos um dos piores países em termos de ambientes de negócio graças ao emaranhado burocrático e ao excesso de espoliação estatal. Nesse cenário, o PL 4302 pode ser um passo ainda muito pequeno, mas é um primeiro passo para tentar melhorar a situação.


N. do E.: este artigo foi originalmente publicado em abril de 2015. Àquela época, estava em votação o PL 4330, que atualmente está travado no Senado.


Leia também:

Cinco motivos para defender a liberdade de se terceirizar o trabalho
12 votos

autor

Cassiano Ricardo Dalberto
é mestre em Economia pela Universidade Federal de Viçosa e doutorando em Economia pela Universidade Federal de Minas Gerais.


  • Pobre Paulista  16/04/2015 12:48
    Ainda estou incomodado com o fato de tantos liberais estarem comemorando novas leis que regem o mercado de trabalho.
  • Coutinho  16/04/2015 13:00
    Quais são as "novas leis"? O PL diz apenas que, se você é empreendedor e quiser terceirizar algumas áreas em que até então isso era proibido, você pode. E se você é trabalhador e quiser trabalhar para essas novas áreas que agora podem ser terceirizadas, você também pode.

    Só isso.

    Estou à espera de argumentos que digam que, do ponto de vista libertário, a existência dessa pequena liberdade de contrato é pior do que a sua inexistência.
  • Felipe  16/04/2015 13:05
    Não é apenas uma lei que rege, mas uma lei que flexibiliza a existência de uma atividade até então proibida pelo estado. Na prática é uma diminuição do estado na economia (ainda que ínfima).

    Qualquer diminuição do estado sempre será bem vinda aos liberais.
  • Pobre Paulista  16/04/2015 15:52
    Defender a liberdade de contratos é antagônico à defender que o estado regulamente as negociações de terceirizações. Ou você defende a liberdade irrestrita entre duas partes negociarem à vontade os termos do trabalho, Ou você defende que o estado deva impor qual a melhor maneira de duas partes quaisquer devam acertar os seus termos (ainda que esta forma esteja alinhada à sua própria ideologia).

    Não dá para pisar em 2 barcos ao mesmo tempo. Escolha um e fique nele.
  • Paulista Realista  16/04/2015 16:14
    "Defender a liberdade de contratos é antagônico à defender que o estado regulamente as negociações de terceirizações."

    Correto. O cenário atual é de estado regulamentando as negociações de terceirização. Já o atual projeto de lei concede mais liberdade às relações empreendedoriais e trabalhistas das terceirizações. Está longe de ser perfeito, mas é uma passo na direção correta.

    Qual o seu ponto?

    "Ou você defende a liberdade irrestrita entre duas partes negociarem à vontade os termos do trabalho, Ou você defende que o estado deva impor qual a melhor maneira de duas partes quaisquer devam acertar os seus termos (ainda que esta forma esteja alinhada à sua própria ideologia)."

    Essa posição 8 ou 80 não só é estúpida, como ela ajuda a perpetuar a atual situação estatizante. Segundo essa sua posição, ou a CLT é abolida ou tudo fica como está. Qualquer outra situação mais meio termo, ainda que mais pró-liberdade, seria intolerável.

    Você prefere que as coisas fiquem como estão do que ser visto defendendo medidas pontuais que geram um pouquinho mais de liberdade empresarial e trabalhista.

    Enquanto o mundo real segue existindo e o estado segue crescendo, você fica com delírios anárquicos, isolado em seu purismo. E achando que agindo assim ele está ajudando o movimento pela liberdade.

    "Não dá para pisar em 2 barcos ao mesmo tempo. Escolha um e fique nele."

    O seu está, ainda que involuntariamente, firme do lado do estatismo.
  • Pobre Paulista  16/04/2015 17:00
    Não se trata de "Delírios Anárquicos", se trata de lógica e de princípios. Eu sequer estou falando em "abolição do estado", e sim apenas em "retirar o estado das negociações trabalhistas", portanto vc podia também poderia ter dito "Delírio Minarquista" ou coisa parecida. Mas vou deixar esta falácia da falsa dualidade passar, creio ter sido preconceituosa e involuntária. Voltando aos princípios, eu mesmo evito fazer negócios "regulamentados", mesmo sabendo o risco que corro, então não se tratam de delírios, e sim de meu dia a dia.

    Continuando, "Segundo essa sua posição, ou a CLT é abolida ou tudo fica como está. Qualquer outra situação mais meio termo, ainda que mais pró-liberdade, seria intolerável.", também foi uma extrapolação sem tamanho. Primeiro, já foi dito por aqui que não só esta nova lei não é um "meio termo" pró-liberdade, e sim vai apenas trazer mais gente que hoje é informal para o mercado "formal", e segundo porquê independente das regulamentações trabalhistas serem CLT ou PJ ou seja lá o que for, continua configurando que as relações de trabalho devem ser feitas nos moldes impostos pelo estado. Isto não é e nunca será uma postura pró-liberdade, seja ele um "meio termo" ou um "termo inteiro". Ser pró-liberdade é defender que as pessoas possam negociar nos seus próprios termos, e não defender que "o estado deve garantir que as pessoas possam negociar nos seus próprios termos"

    De fato "o estado segue crescendo", e apoiar medidas do estado para regulamentar as relações interpessoais é uma excelente maneira de fazer com que ele continue firme e forte neste caminho. Você iria comemorar se a receita federal abrisse uma aba pra você declarar seus bitcoins na declaração do IR? Seria esta uma medida "meio termo pró-liberdade"?

    Por fim, quanto à "O seu está, ainda que involuntariamente, firme do lado do estatismo.", se me perdoa, não compreendi como sua argumentação culminou nesta conclusão. Poderia me explicar melhor por favor? Eu defendo que liberais não devam apoiar regulamentações trabalhistas, ainda que estas sejam tidas por "liberais". Aonde eu fui "firme no estatismo"?
  • Felipe  16/04/2015 23:38
    Pobre paulista está correto. Nem sempre legalizar implica em menos estado. O que ocorrerá com a terceirização é que ela saíra da informalidade para a formalidade, onde será regulada e tributada.

    Faço uma breve analogia com uma suposta legalização das drogas. Imagine que o governo legalize as drogas, e com isso ele passe a regular o consumo e a produção das drogas e insira uma séria de tributos neste mercado. Repare que apesar da legalização o estado aumento seu controle sobre o mercado. O que antes não era regulado agora é, o que antes não era tributado agora é.
  • Neto  17/04/2015 00:14
    Não. O PL não obriga ninguém a sair da informalidade. O sujeito sai se quiser. Isso que coce falou só ocorreria se todos os informais hoje fossem obrigados pelo governo a se tornarem CLT amanhã. E o PL não fala nada sobre isso.

    O benefício do PL, aliás, salta aos olhos. Se antes o empresário era obrigado a contratar um funcionário CLT pagando um salário de R$ 1200 que na verdade custa R$ 2400 ou mais para o patrão, (amplajf.com.br/empregado-custa-ate-o-dobro-para-patrao/) agora com a terceirização os funcionários poderão ser contratados como PJ o que significa que os salários poderão ser efetivamente DOBRADOS sem que isso incorra em qualquer custo extra para o empregador.

    Se você acha que uma lei que pode dobrar salários é algo negativo para os trabalhadores então você está além de qualquer salvação.
  • Thiago Valente  17/04/2015 02:04
    Sim, sim e sim. Dá para compreender os argumentos a favor dessa PL. Mas, o ponto de vista do Pobre Paulista é muito forte e coerente sim. Aliás, ele não avançou tanto mas deixou claro que defente que partamos de ações concretas contra o Estado se negando a fazer parte dele, negociando e agindo a margem dele, ignorando-o nas nossas ações do dia-a-dia. Uma decisão difícil e complexa, mas exemplar (Bem, se eu entendi errado, me corrija nobre bolhista).
  • Felipe  17/04/2015 12:26
    Faz tudo errado, diz coisas que eu não acho e afirma coisas que não irão acontecer.

    Terceirização não irá aumentar salário nenhum, terceirização irá diminuir salários, pois é para isso que ela serve, diminuir custos. Já trabalhei como terceirizado e ela servia justamente para poderem me pagar menos.

    E eu não acho isso ruim, é graças a terceirização que eu comecei a trabalhar.

    Outra coisa, nem acho que ela terá tantos efeitos assim, até porque justamente estão regulando bem ela. Talvez em alguns setores ainda compensem.

    Mas um efeito que ela terá, e é um dos objetivos da lei, será trazer para legalidade hoje muitas empresas que atuam informalmente. Isso ocorrerá por incentivo mesmo da lei, aumentará os custos da terceirização mas irá diminuir os processos trabalhistas que as empresas hoje sofrem. O custo x Beneficio ficará a conta da empresa, mas é bem possível que na prática a lei aumente a presença do estado conforme o Pobre Paulista afirmou.
  • Eusébio  17/04/2015 12:55
    "Mas um efeito que ela terá, e é um dos objetivos da lei, será trazer para legalidade hoje muitas empresas que atuam informalmente. Isso ocorrerá por incentivo mesmo da lei,"

    E como isso ocorrerá? Dado que o PL não obriga ninguém a sair da informalidade, não entendi como isso irá acontecer.

    Quem está na informalidade, sem pagar impostos, não irá repentinamente se sentir atraído a se tornar formal e a começar a pagar imposto. Por que faria isso? Impulso patriótico?

    O único incentivo para um empresa sair da informalidade e começar a pagar impostos é se esse custo for imensamente superado pelos benefícios da formalidade. Só que, se isso acontecer, será um testemunho da grande eficiência da terceirização, e irá contradizer tudo que os detratores estão dizendo.
  • Felipe  17/04/2015 13:16
    Ué o beneficio da formalidade será a diminuição dos processos trabalhista, que não saem baratos. Não dá para saber se compensa ou não, cada empresa terá que avaliar se compensa ou não.

    Vou citar meu caso. Trabalhava como terceirizado num banco porque assim a empresa fugia do sindicato dos bancários que exigem um piso altíssimo. E se por um lado a empresa conseguia contrata pagando menos, por outro muita gente que saia da empresa entrava na justiça, e sempre era causa pedida para a empresa.

    Com a lei a empresa poderá se adequar as regras, é bem possível que continue pagando menos do que o sindicato dos bancários exigem, mas agora sofrerá menos processos judiciais.

  • Derli Luiz  10/04/2017 04:18
    Se o empresário tem um funcionário que recebe 1200,00, mas custa 2400,00, agora ele poderá pagar 2400,00 a esse mesmo funcionário. Correto.
    Você acredita mesmo nisso?
    Esse mesmo empresário irá pagar os mesmos 1200,00 e ficará com os outros 1200,00 pra si.
  • Arthur  10/04/2017 12:22
    "Se o empresário tem um funcionário que recebe 1200,00, mas custa 2400,00, agora ele poderá pagar 2400,00 a esse mesmo funcionário. Você acredita mesmo nisso?"

    Isso é argumento ou é achismo? É mera especulação ou é generalização?

    Como é que você sabe que é exatamente isso o que irá acontecer?

    Vou lhe falar a minha perspectiva: nada garante que haveria aumentos salariais, é fato. Mas, ao menos, haveria espaço para aumentos. Seria possível -- veja bem: seria possível -- haver aumentos. Já no atual arranjo, é impossível haver aumentos. Não há espaço para aumentos.

    Pior ainda: não só não há como haver aumentos, com ainda o trabalhador fica sem parte do seu salário.

    A diferença entre uma hipótese benéfica e uma certeza maléfica é brutal.

    "Esse mesmo empresário irá pagar os mesmos 1200,00 e ficará com os outros 1200,00 pra si."

    E daí? Qual o crime de o empreendedor ter lucros maiores? Ele utilizará esse lucro ou para expandir seus negócios (se não o fizer, será devorado pela concorrência) ou para contratar mais gente (reduzindo o desemprego).

    Quem afirma que empreendedor embolsa lucro e gasta com lazer (algo que, aliás, também geraria emprego e renda em outros setores) não sabe absolutamente nada de empreendedorismo.

    Outra coisa: já que seria essa mamata toda para o empreendedor, então aja coerentemente: tire a bunda do sofá e vá você também empreender. Segundo você próprio, ganhar dinheiro será mamão com açúcar. Sua vida financeira estará resolvida em 5 anos.
  • anônimo  10/04/2017 16:31
    Oh, meu deus, um empresário tendo lucro. Que crime! Deveriamos enforca-lo.

    Como o camarada acima disse, nada garante que haveria esse aumento, mas existiria espaço para haver esse aumento, enquanto no arranjo atual, é impossivel.

    E outra, o empregado receberá o quanto o mercado precificar que seu tipo de serviço vale. Ora, Se o cara não faz um serviço que valha 2.400, então ele não receberá 2400, agora por outro, lado, se o mercado acreditar que seu serviço vale 10.000, ele receberá 10.000.

    Por que isso, você deve se perguntar? Simples, concorrência. Se um empresário tem um funcionário muito bom, mas que exige um salário de 4.000 reais para ficar na empresa, esse empresário preferirá pagar o salário que correr o risco de contratar outra pessoa não tão eficiente por um salário menor, caso ele faça isso, a qualidade do seu serviço cai, a clientela percebe e vai embora e o camarada perde seus lucros.

    Sabe quem tem liberdade de pagar menos em um empregado? Setores protegidos pelo governo, sim, o mesmo arranjo que você defende, pois a reserva de mercado deles e a baixa concorrência permite que eles ofereçam serviços inferiores e mais caros, já que o consumidor não poderá fugir para outro provedor de serviços.

    O que você ignora, meu caro, é que funcionário não é só um custo mas também um investimento. A qualidade dos funcionários influencia a qualidade dos serviços que a empresa oferece e quanto mais qualidade o cliente percebe, mais ele é atraido para aquela empresa, um empresário inteligente sabe disso e é esse tipo de inteligência que sobrevive num livre mercado, ou você vai me dizer que você prefere ir a um restaurante que te trate mal a um que te trate muito bem?
  • Um observador  17/04/2015 02:58
    Pobre Paulista

    Digamos que o governo crie uma lei que proíbe que as pessoas de usarem roupas coloridas (só podem ser pretas).

    Alguns anos depois aparece um projeto de lei que diz que as pessoas podem usar roupas azuis ou vermelhas quando for noite de lua cheia.

    Ora, qualquer libertário sabe que o certo é abolir todas as restrições e que cada um possa usar a roupa que quiser. Me e aí? Devo ser contra esse projeto de lei?
  • Andr%C3%83%C2%A9  22/03/2017 17:08
    A lógica do pobre paulista está presente no seguinte artigo:

    "A incoerência de esperar que o governo decrete o livre mercado"

    www.mises.org.br/BlogPost.aspx?id=2634
  • Ze da Moita  22/03/2017 15:10
    diria que é uma lei que enfraquece outras leis mais rígidas(a própria CLT) e favorece o empreendedor, já que agora a permissão pra terceirizar é clara e explícita
  • Gervasio  16/04/2015 12:51
    O frentista é um exemplo de como a proteção de uma classe trabalhadora pode prejudicar toda a população.
    O proprietário do posto de gasolina 24 horas é obrigado a manter vários frentista, divididos em turnos e muitas vezes ociosos na maior parte do tempo, só para garantir o direito ultrapassado deles trabalharem.
    Caso o mercado fosse livre, as próprias pessoas poderiam abastecer seus veículos. Isso provocaria uma redução enorme no preço do combustível, beneficiando a todos assim como ocorre nos EUA.
    Mas o povão aqui gosta de pagar caro pela gasosa mesmo.
  • sandro lima  18/04/2015 04:09
    Cara, vc é inocente...
    Não se lembra quando tentaram retirar os cobradores dos ônibus??
    Até as donas de casa passavam por baixo da catraca!!
    Quando alguém pagava condução, todo mundo olhava admirado...

    Posto sem frentista aqui, é igual gasolina gratuita...
    Ainda mais com a indignação de todo mundo por conta do custo do litro...

    E não é porque é brasileiro.... É porque as coisas simplesmente não funcionam por aqui.
    Para algumas coisas funcionarem, outra mais importantes como educação, cultura e serviços funcionando com qualidade devem estar 'tinindo'.
    Se cidadão sentir que ele paga por uma coisa que funciona, o pensamento muda...

  • Um observador  18/04/2015 19:27
    Sandro,

    Ora, ninguém disse que frentistas seriam proibidos! Só defendemos que não seja obrigatório.

    Se o pessoal começar a pegar gasolina e sair sem pagar, isso é problema do dono do posto. Se ele achar necessário, ele irá colocar frentistas.

  • Tiago RC  21/04/2015 16:08
    Em todos os outros países que já visitei, motoristas de ônibus (sem cobradores) vão simplesmente recusar sua entrada se você não pagar. Alguns chegam ao ponto de não saírem do ponto, o que cria uma puta pressão em cima de ti da parte dos outros passageiros. Não há catracas em ônibus, isso é coisa que só vi no Brasil.

    E bombas de gasolina de auto-serviço não te liberam o combustível antes de você passar seu cartão ou fazer o pagamento em espécie (dependendo do país não há opção de usar espécie nessas bombas). Há de fato algumas que te servem antes que você pague, mas não se preocupe, sua placa será bem filmada pelas câmeras de segurança se você resolver sair sem pagar.
  • Liber  04/04/2017 20:41
    Isso mesmo, em Israel por exemplo, passa-se o cartão primeiro....
  • Rychard Vale  22/04/2015 11:47
    Exato, em postos de gasolina onde não se encontra frentista, você tem que ir ou ao caixa dentro do estabelecimento e requisitar que a Bomba "X" seja liberada com "Y" dinheiros, ou na bomba mesmo tem o sistema de pagar antes de usar, libera o tanto que você pagar. Não presenciei nenhum local em que você pagasse depois de usar, mas creio que há algum sistema de punição para tal.
  • Renan  23/03/2017 16:26
    Sandro
    Gasolina gratuita? Hahaha
    Você não deve saber como funciona o sistema, pelo visto.
    A bomba é travada, e um funcionário, seja caixa, ou da loja de conveniência, aceita o pagamento, e pelo sistema destrava a bomba
    Você pega a mangueira, poe no seu carro e a bomba só abastece o tanto que o funcionário liberou.

    O problema do brasileiro é espalhar notícia e dar opinião sobre o que não sabe.

    Abraços.
  • Marcos Torin Molinari  23/03/2017 14:55
    Quer dizer que o preço do combustível, na sua limitada ótica, é estabelecido em razão do gasto no pagamento de frentistas? Olha, meu caro, sinceramente, dá até vontade de rir. O preço do combustível é alto por vários fatores, dentre eles os tributos. Já ouviu falar em CIDE (Uma ideia do imbecil do FHC - que aliás foi o mesmo criador do atual projeto votado ontem)? Até pra dar opinião num site mais seleto como esse é bom saber um mínimo.
  • Waldir  23/03/2017 15:06
    Sorry, Marcos Torin, mas a obrigatoriedade de haver frentistas represente um custo artificial de produção.

    E a imposição de um custo artificial de produção em um mercado ultra-regulado e pouco competitivo, como é o caso de postos de gasolina, é sim um fator que pressionar os preços para cima.

    Se o mercado fosse livre e de baixa regulação, de fato seria difícil repassar esse custo artificial para os preços finais. Porém, sendo o mercado extremamente regulado, com baixíssima entrada de novos concorrentes (por causa das regulações estatais, é caríssimo abrir um posto de gasolina), e vendendo um produto cuja demanda é inelástica, então sim, custos altos são repassados para os preços.

    Você está, sim, correto ao dizer que CIDE e vários outros tributos encarecem a gasolina. Mas eles, por si sós, não explicam tudo. Imposições artificiais de custos também elevam o preço final (em um mercado pouco competitivo e de demanda inelástica).

    Menos emoção na próxima.
  • RICARDO-DF  23/03/2017 17:02
    Esse exemplo dos frentistas é interessante. O que vemos hoje é que, apesar da liberdade para definir os preços de acordo com o custo, o que os empresários fazem é se unirem em cartéis, de forma a prejudicar a livre concorrência. Além disso há ainda os que fraudam os combustíveis para aumentar o lucro.
    É inocente quem crê que retirada dos frentistas, cobradores, etc., fará com que a redução dos custos seja repassada para os consumidores. É bom lembrar também que, em países como os Estados Unidos a margem de lucro é mínima, prática que não é adotada no Brasil. Nesse ambiente temo muito pelos trabalhadores.
  • Moraes  23/03/2017 18:39
    "O que vemos hoje é que, apesar da liberdade para definir os preços de acordo com o custo, o que os empresários fazem é se unirem em cartéis, de forma a prejudicar a livre concorrência."

    Mais um?! Vamos tentar de novo: não existe livre mercado em postos de gasolina. Postos de gasolina são uma das reservas de mercado mais antigas do país.

    Não há nenhum liberdade de entrada para qualquer concorrência neste ramo.

    Tente abrir um para você ver. Alem das imposições da ANP, há toda uma cornucópia de regulamentações ambientais, trabalhistas e de segurança que fazem com que abrir um posto de combustíveis seja uma atividade quase que restrita aos ricos — ou a pessoas que possuem contatos junto ao governo. Livre concorrência nesta área nunca existiu.

    Você só consegue se tornar dono de um posto de gasolina se o seu atual dono lhe passar o ponto.

    Apenas veja na sua própria cidade. Qual foi a última vez que você viu um posto de gasolina ser aberto? Eu já estou com 35 anos e, em todas as cidades que eu conheço (para as quais sempre viajo com frequência), os postos são sempre os mesmos. Estão nos mesmos locais e nenhum novo foi aberto. E isso já faz mais de 35 anos.

    Nenhum posto quebra, nenhum posto surge.
    "Além disso há ainda os que fraudam os combustíveis para aumentar o lucro."
    Óbvio. O setor é completamente regulado pelo governo e certificado pela estatal Inmetro. Há os mesmíssimos incentivos envolvendo o Ministerio da Agricultura e a Carne Fraca (A "Carne Fraca" pergunta: quem regula os reguladores?

    "É inocente quem crê que retirada dos frentistas, cobradores, etc., fará com que a redução dos custos seja repassada para os consumidores."

    Haverá, sem dúvidas, uma enorme redução de custos. Havendo redução de custos, pode ser -- pode ser! -- que haja redução de preços. No mínimo, não haverá mais necessidades para contínuos aumentos.

    No mais, empregos devem ser decididos estritamente de acordo com a demanda dos consumidores, e não de acordo com a caneta do burocrata. Se os consumidores acharem necessário haver frentistas e quiserem pagar mais caro por eles, então frentistas continuarão existindo. Caso contrário, essa profissão desaparecerá, assim como inúmeras outras desapareceram ao longo da história (o consumidor, por acaso, demanda os serviços de ascensoristas?).

    Qual o problema de deixar os consumidores conduzirem uma economia de mercado?

    "É bom lembrar também que, em países como os Estados Unidos a margem de lucro é mínima, prática que não é adotada no Brasil."

    Claro, pois lá há livre concorrência no setor.

    Preço para abrir um posto de gasolina no Brasil: aproximadamente R$2.000.000 mais o amiguismo para driblar a burocracia soviética.

    Preço para abrir um "posto" de gasolina nos EUA: com o Uber dos combustíveis, não mais do que US$ 15.000, já incluso a caminhonete. Burocracia mínima.

    Preço para abrir um posto de gasolina numa nação africana petroleira: US$ 50,00, sim cinquenta dólares, e uma bomba manual, umas garrafas de vidro e uma placa. Burocracia nula.

    O Brasil é uma ilha de livre iniciativa cercado de governo por todos os lados.

    "Nesse ambiente temo muito pelos trabalhadores."

    Se essa sua demagogia fosse sincera, você estaria pensando também nos milhões de outros trabalhadores que também são consumidores.

    O brasileiro é a perfeita quadratura do círculo: odeia políticos, mas quer que eles controlem absolutamente cada aspecto de nossas vidas. Se alguém me relatasse isso, eu ia pensar que se trata de uma peça de ficção.
  • Thiago   16/04/2015 13:26
    O insight de que as terceirizações ruins ocorrem justamente nos setores protegidos e regulados pelo governo foi perfeito. E é isso mesmo que a gente já observa hoje, como no caso das telefônicas, bancos e TV a cabo.
  • Davis  16/04/2015 14:02
    Uma das críticas à terceirização afirma que os trabalhadores terceirizados são muito mais frequentemente vítimas de acidentes de trabalho.

    Outra diz que é comum o atraso de salários, não pagamento de férias ou décimo aos terceirizados.

    Como rebater tais críticas?
  • Miles  16/04/2015 14:22
    Quais os números? Em qual setor isso ocorre? Qual a fonte?

    A única "fonte" sobre esses números de que se tem notícia é o relatório da CUT, que já foi destroçado neste artigo (e principalmente no artigo linkado neste artigo).

    Ao fazer afirmações factuais, é necessário apresentar os números, o contexto e a realidade.
  • Caleb  29/04/2016 11:36
    Empresário defendendo fim de CLT, compreendo perfeitamente.
    Mas trabalhador defender fim de CLT, fim de férias, fim de 13º, etc. Não faz sentido nenhum!

    O mais engraçado é ter a ilusão de que se o empresário tiver menos encargos, irá pagar mais ao trabalhador. Não vejo isso acontecer quando empresas conseguem isenção em impostos.
  • Adriel Felipe  23/03/2017 19:30
    Caleb,

    Gostaria de dizer que no atual arranjo é impossível o trabalhador receber os encargos trabalhistas, já no arranjo proposto por esse site haveria uma possibilidade de aumento.

    Mesmo que não houvesse aumento nos salários haveria uma maior mão de obra empregada ou diminuição dos custos. Não sei se vc sabe, mas o empregador calcula os custos da mão de obra e tira todos os encargos trabalhistas do produção da mesma. Ninguém vai contratar ninguém pra ter prejuízo.

    A prova real disso é que se seu serviço vale apenas R$ 1.000 mensais ninguém vai te contratar. Um funcionário que ganha R$ 1.000 custa mais de R$ 1.500 em encargos e tudo mais (confira em qualquer calculadora da internet "custo mão de obra"). Nem precisa acreditar em mim: pergunte a qualquer empresário de firma de médio/grande porte se toda vez que o sindicato exige aumento ele não dispensa alguns para cobrir os custos.

    Leis trabalhistas são boas apenas e somente apenas pra quem não é demitido.
  • Marcelio  16/04/2015 14:34
    Eu trabalhei na Contax que provavelmente é a maior empresa de Telemarketing do Brasil. Eu era terceirizado pela Oi, ou seja, exercia atividade-fim dela, mas nunca tive problema com salários, ou benefícios. Nós recebíamos abaixo do valor que era pago para os contratados diretos pela Oi, mas também não recebíamos menos que um salário mínimo, ou não deixávamos de receber algum benefício, mesmo por um valor menor e muito menos trabalhávamos 16 horas por dia. O serviço é ruim, porque as empresas telefônicas prestam um serviço porco para nós, resultando em mais reclamações e mais stress no dia-a-dia.

    Mas olha a situação agora: a Contax é processada diariamente por conta da terceirização. Em Belo Horizonte a Contax já está fechando suas empresas e indo para o Nordeste e muitos falam que ela vai para lá porque os nordestinos precisam mais do emprego e eles recebem menos ações trabalhistas lá. Ou seja, estamos perdendo milhares de vagas de emprego aqui, muito por conta desses processos, consequentemente gerando desemprego. Sinceramente, É melhor aprovar a terceirização para mantermos o emprego, do que ficar desempregado com a crise que o país está vivendo.
  • Andre  23/03/2017 19:45
    Bem colocado, o trabalhador precisa cair na real, querer o emprego ou os direitos.
  • Marcelio  16/04/2015 14:21
    Sou a favor da terceirização, mas muitos advogados trabalhistas, inclusive os ministros do TST, são contra a terceirização. Isso se deve pelo fato da terceirização ser ruim, ou por que os advogados vão deixar de receber dinheiro com a aprovação dessa lei?
  • Miscellaneous  16/04/2015 14:31
    Sim, está aqui a opinião deles:

    www.viomundo.com.br/denuncias/ministros-do-tst-sao-unanimes-pl-4-330-provocara-gravissima-lesao-social-de-direitos-trabalhistas.html

    Uma parte das coisas que eles falam, já acontece hoje em dia. Outra parte eles assumem consequências, sem nada que possa corroborar essas teses.

    O item V é patético e parece que é a preocupação principal deles, ou seja, possível diminuição de arrecadação tributária. Eles chegam a dizer que haverá mais micro e pequenas empresas, que pagam menos impostos e que isso é ruim, dando a entender que é melhor apenas grandes empresas, ideologia fascista a pleno vapor.

    Parece-me que todos os ministros do TSt, possuem ideologias contrárias a liberdade e talvez sequer percebam.

    No que mais, há um enorme interesse, por parte de advogados e juizes da área trabalhista, em que a quantidade de ações judiciais continue alta. O que seria da justiça trabalhista sem as ações de equiparação, terceirização excessiva etc?

    Os sindicatos também têm medo de verem sua arrecadação diluída ou passada para outro.

    Por fim, PT, PSOL, sindicatos de funças e ministros (majoritariamente indicados pelo PT) são contra essa lei. Alguém precisa de alguma outra prova de que ela é boa e pró-liberdade?
  • Marcelio  16/04/2015 14:42
    Pois é, o que eu vejo é que os advogados estão pensando mais neles do que nos trabalhadores. O que esse advogados ganham com esses processos trabalhistas de terceirização não está escrito. Praticamente não existe causa perdida pra eles.
  • Felipe  16/04/2015 15:25
    "Eles chegam a dizer que haverá mais micro e pequenas empresas, que pagam menos impostos e que isso é ruim"

    Reflexo de mentalidade coletivista das escolas de direito. Uma mistura de utilitarismo com jargões marxistas. Esse povo acredita que tudo que é bom para o país (leia-se estado) é bom para o indivíduo.
  • MARCOS  16/04/2015 17:37
    A INDÚSTRIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO

    A Cultura da Extorsão

    Josino Moraes
  • Marceleza  16/04/2015 15:08
    Tirando a questão das atividades-fim - que eu penso que vai muito além de questões regulatórias - os argumentos são válidos... Terceirização das atividades fim sem qualquer critério implica que 100% das atividades podem ser terceirizadas, excluindo-se qualquer vínculo trabalhista à PJ... O que não significa que os trabalhadores serão contratados por uma empresa de prestação de serviços... mas, como acontece muito - mesmo sendo irregular e fruto de muitos processos trabalhistas - os trabalhadores serão pressionados a criar uma PJ para poder exercer a atividade... mesmo que mantidas a pessoalidade, continuidade, onerosidade e subordinação, caracterizadoras do vínculo empregatício...
  • Vegas  16/04/2015 17:02
    Marceleza,

    Desconheço este tipo de situação "exploratória" que acontece muito de pressionar cada funcionário a criar um registro PJ e continuar subordinado a uma empresa, realizando trabalho em troca de remuneração.
    Onde este tipo de situação é tão frequente?
    E de que ponto de vista esta situação é irregular?
  • Andre Cavalcante  16/04/2015 20:49
    Na verdade, isso é que eu acho que todo liberal deveria não só está soltando fogos pela PL, mas também disseminando e incentivando.

    Imagina se as empresas, a partir de então deixam de contratar CLT e passam a fazer tudo como se fosse PJ ou empresas individuais. Imagina um escritório de engenharia que teria além da secretária e da manutenção terceirizados, passaria também a ter engenheiros terceirizados? Acabaria essa de férias, 13º, etc. etc. etc. E, se todos soubessem fazer direitinho a coisa, a declaração do imposto de todo mundo ainda seria "sem movimento"...

    Imagina o quanto poderia aumentar o salário de todo mundo neste cenário (e/ou os custos do escritório despencar)...

  • aluno  16/04/2015 15:18
    Eu tenho mais dúvida do que certezas, porém entre uma das certezas é que pode ficar pior se nada for feito para flexibilizar esse monstrengo que é a CLT, encaro isso como fato. Também acho que com o nível de corrupção que existe no estado brasileiro e se essa lei permitisse, ou permitir as estatais terceirizar as atividades fins, ai sim a coisa descambaria leve e solta e a rodo como o diabo gosta. Essas são algumas das minhas certeza, e porque as tenho, é porque as ações ou comportamentos dos agentes econômicos comportam se segundo as regras, seja para cumpri-los ou para burla-los. O ideal seria que não tivesse regra nenhuma e tudo dependesse apenas o livre mercado num regime de livre concorrência, porem como isso não ocorrera e o monopólio e o controle do governo sobre as atividades econômicas continuaram então um processo desse de terceirização poderá produzir não só efeitos positivos do ponto de vista de muitos trabalhadores, como também pode dar para trás para muitos outros.
  • Rafael R  16/04/2015 18:12
    Esta é uma dúvida que eu tenho também: se terceirizar as atividades-fim de empresas estatais, em setores regulados, não pode aumentar o nível de corrupção e mistura entre estatal e privado?
    Vários contratos serão firmados com empresas privadas para fazerem as atividades de empresas estatais, que poderiam fechar as portas, mas não o farão. As despesas podem até aumentar.
  • Magno  16/04/2015 18:31
    Por isso todas as estatais devem ser vendidas (ou abolidas). Sempre que houver estatal envolvida, haverá corrupção e desvios. Sempre. E é inacreditável que brasileiro -- que supostamente já deveria ter doutorado nesse assunto por experiência histórica -- ainda não tenha entendido isso.

    No que mais, vale ressaltar que atualmente há várias leis contra a corrupção e várias medidas para inibir a corrupção nos processos de licitação. Nenhuma funciona, como mostra o noticiário. Por que insistir nesse arranjo?

    Para a corrupção em estatais, não há solução. É vender ou abolir. Ou então ficar como está, mas sem chorar pelo dinheiro desviado.
  • Arthur Gomes  16/04/2015 16:32
    É muita gente querendo proteger os pobres, ainda vai faltar pobres e animais para serem protegidos.
    Existe uma burocracia tão grande no Brasil para contratar e demitir empregados que é um situação maluca. Se não houvesse tanta burocracia para a relação de empresas e empregados todos estariam melhor.
    São impostos, taxas, contribuições e muito mais, um sistema "S" que retira valores das empresas, impostos sindicais e o maldito IRRF sobre os salários.
    O brasileiro trabalha 40% do ano para pagar impostos, isso precisa diminuir e rápido, as pessoas teriam mais dinheiro e mais liberdade.
  • Lopes  16/04/2015 17:07
    Demitir é justamente a maior adversidade de empregar, especialmente para cidadãos que possuem pouca formação acadêmica e trabalham em setores de margem de lucro mais apertadas como o varejo - onde predomina uma infeliz cultura de caixa-dois, roubo e desdém por toda a atividade pelos funcionários.

    O problema do esquema de receitas - digo isto com alguma experiência paralela - do varejo, por exemplo, é justamente o fato de o baixo lucro por unidade tornar-se especialmente danoso em caso de roubo de peças e destrói em muito o capital de renovação de estoque.

    Apenas pense em uma "distribuidora" para lojas de roupas: ela compra camisetas por 30 reais e vende a lojas por 32 - ela ganha PELA QUANTIDADE vendida - o grande problema deste arranjo é que o roubo de uma só camiseta requirirá 15 a serem vendidas. Fora do meu exemplo, vi a razão de troca ao redor 8 para 1, 4 para 1 e outras frações assustadoras para um lojista.

    Nesse arranjo, ter um funcionário renegado que não pode ser demitido gratuitamente é um pesadelo. E pior: quando se trabalha nesses empregos detestados e denegridos publicamente, seus gerentes são geralmente os piores (se fossem bons, não seriam gerentes de algo pouco capitalizado) e devido aos salários baixos (reflexos de taxas de lucro bem magrinhas - sim, não é o salário que gera o lucro, é a expectativa de lucro que cria o salário), roubar é, à margem, bem mais vantajoso no curto prazo do que demonstrar interesse pela marca e expressar liderança sob o eterno ceticismo do "não dará em nada" no longo prazo.

    Hipótese minha: Contrário ao pensamento popular, porém, você pode ascender no varejo com relativa facilidade se está em um ambiente que absolutamente ninguém se importa com o serviço - basta ser honesto e trabalhador - passando um ano e meio no mesmo emprego
  • Rhyan  16/04/2015 18:26
    E sobre a possibilidade do setor público terceirizar, isso é bom ou ruim?
  • Magno  16/04/2015 18:35
    Nada que o setor público faz, pode, por definição, ser bom. Isso que você mencionou vai ser totalmente inócuo. O que se sabe é que, no arranjo atual, mesmo com todas as políticas anti-corrupção e pró-transparência nas licitações, a corrupção come solta. Onde há estatal, haverá corrupção. Sempre, e sem exceção. No mais, já respondi pergunta semelhante acima, para o Rafael R.
  • Rhyan  16/04/2015 19:46
    Se for permitido, haverá menos concursos públicos e menos funças, mas em compensação será muito mais fácil fazer corporativismo e corrupção.

    Mas o PSDB já vetou isso com a ajuda do PT.
  • Marcos  16/04/2015 20:33
    A corrupção não é um "privilégio" do setor público. No setor privado também tá cheio. Falo de experiência que eu mesmo já presenciei. De igual modo, a eficiência do setor privado não é "de per si" maior do que a do setor público. A diferença reside na lei de mercado, que força o agente do setor privado a queimar todas as suas gorduras, para ficar com um custo magrinho, para, com isso, conseguir vender e, assim, sobreviver no mercado....É o mercado que empurra à eficiência.
    Eticamente falando, não há porque ser contra o PL 4330/2004: é apenas um mecanismo que dá um pouquito de liberdade para a relação empresa-empregado. Mas uma questão que fico pensando é no fato de que as relações entre as empresas e os trabalhadores normalmente são assimétricas, com a empresa com maior poder de negociação. Assim, pensando não somente na questão do PL, mas nas relações empregador-empregado, de um modo geral, creio que esse desequilíbrio precisaria ser tratado. O ideal seria que o fosse a partir do próprio senso ético dos que integram a relação, mas creio ser melhor não contar com isso.
  • Miscellaneous  16/04/2015 21:53
    Corrupção é, por definição, suborno (só olhar no dicionário), ou seja, recepção de dinheiro ilícito em troca de favor ou negócio lucrativo. Então, somente há recepção de dinheiro de forma ilícita se o dinheiro não é de quem está na transação, ou seja, somente na presença de dinheiro público há corrupção.

    Na iniciativa privada, se dois entes privados trocam favores entre si com o seu próprio dinheiro os únicos lesados nesses casos são os donos da empresa. A população nada sofre com esse tipo de corrupção. E se for muito intensa pode levar a empresa à falência. Novamente, isso é problema apenas dos donos da empresa.

    Claro que, como os donos têm interesse em que sua empresa não seja roubada, esse tipo de corrupção é mais difícil de ocorrer.

    De novo: a "corrupção" no ramo privado não pode ser comparada à corrupção estatal, pois, no ramo privado, a riqueza que foi transferida (roubada) da empresa para um indivíduo ou para um determinado grupo foi gerada pela própria empresa, cabendo à sua administração encontrar formas de estancar os desvios sob pena de falência. Já na burocracia estatal o prejuízo é socializado, por isso não existe interesse em combatê-lo.
  • Ze da Moita  23/03/2017 11:28
    corrupção privada eu entendo por exemplo como sócio desviando parte da receita e prejudicando a empresa; agora se um Bradesco ou uma Vivo quebra será mesmo que só afeta a empresa?? não vai aumentar preços pela falta de concorrentes e não vai deixar mais desempregados??
  • Leandro  23/03/2017 12:33
    "corrupção privada eu entendo por exemplo como sócio desviando parte da receita e prejudicando a empresa"

    Perfeito. Esta sim é uma definição correta de corrupção privada. Afeta apenas a empresa (seus funcionários) e só.

    "agora se um Bradesco ou uma Vivo quebra será mesmo que só afeta a empresa?"

    Se o governo não intervir para salvar seus amigos, então a resposta é sim. A corrupção privada afetará apenas a empresa (o que, obviamente, engloba todos aqueles que estão nela). Não afetará ninguém fora dela.

    O que ocorrerá é que, em caso de insolvência, a empresa será adquirida (e bem barato) por um concorrente. Aliás, na pior das hipóteses, a empresa será simplesmente incorporada por um concorrente.

    "não vai aumentar preços pela falta de concorrentes"

    Não se o mercado for de livre entrada. Com a saída de uma empresa em decorrência de má administração (e não por falta de demanda do mercado), uma nova empresa ávida por lucros entrará no mercado para tentar conquistar esta fatia de mercado que a empresa falida perdeu.

    Agora, se o mercado for regulado e protegido pelo governo -- por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (via agências reguladoras), por meio de subsídios a empresas favoritas, por meio do protecionismo via obstrução de importações, por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam --, então, realmente haverá aumento de preços.

    Mas isso, por definição, não é característica de um livre mercado, mas sim de um mercado regulado e protegido pelo governo.

    "e não vai deixar mais desempregados?"

    Em primeiro lugar, no cenário descrito acima (de livre mercado), dificilmente haverá um aumento no desemprego: não apenas a empresa falida foi incorporada por outra, como ainda haverá novos entrantes no mercado necessitando de mão-de-obra experiente e especializada no ramo.

    É claro que algumas pessoas que trabalhavam na empresa e que não foram recolocadas (nem pela incorporação e nem pela entrada de novas empresas) poderão de fato ficar desempregadas, e estas deverão debitar sua fatura naqueles que desfalcaram a empresa. Mas, ora, trabalhar em algum setor da economia e repentinamente ficar desempregado é uma possibilidade para absolutamente qualquer trabalhador do setor privado. O resto da sociedade não tem culpa disso, e nem deve ser espoliada pelo governo para garantir emprego estável para essas pessoas que perderam seus empregos.

    Por outro lado, em um mercado regulado e protegido pelo governo, não haverá nem incorporação e nem novas empresas entrando no mercado. O governo simplesmente dará dinheiro para a empresa quebrada, que então ficará eu um estado permanente de ineficiência, operando como um zumbi. Pessoas serão demitidas e não serão realocadas nesta mesma área.
  • Janjãozinho  23/03/2017 13:05
    "corrupção privada eu entendo por exemplo como sócio desviando parte da receita e prejudicando a empresa"

    Não existe "corrupção" (no sentido técnico-jurídico) no âmbito privado. No âmbito privado é furto (ou apropriação indébita), puro e simples.

    Para haver "corrupção" (no sentido técnico-jurídico) faz-se necessária a presença de funcionário público num dos polos da relação de que se trata.
  • Miqueias  22/04/2015 14:40
    "...Mas uma questão que fico pensando é no fato de que as relações entre as empresas e os trabalhadores normalmente são assimétricas, com a empresa com maior poder de negociação. Assim, pensando não somente na questão do PL, mas nas relações empregador-empregado, de um modo geral, creio que esse desequilíbrio precisaria ser tratado."

    Mas é justamente a gigantesca regulação do mercado de trabalho, com o alegado objetivo de proteger o trabalhador, que impede que inúmeros novos empreendimentos sejam iniciados. Isso mantém a concorrência por mão de obra controlada, o que favorece as empresas já estabelecidas e limita o poder de negociação de quem está vendendo a mão de obra.

    Ou seja, os motivos para manter a rígida legislação trabalhista são, na verdade, os efeitos da legislação trabalhista. Um círculo vicioso sem fim.
  • Pedro  16/04/2015 18:42
    Por um lado, seria aberto mais espaço para a contratação de QIs, amigos e familiares de políticos, por outro, seria mais fácil demitir um funcionário ruim, já que o concursado é praticamente impossível de ser demitido.

    Mas quem se importa com isso? O estado continuará sendo ineficiente, o serviço público uma porcaria, esse é um problema intrínseco ao mesmo, por isso deve ser reduzido ao máximo, isso é, a zero. O foco não deve ser melhorar os serviços públicos, porque isso jamais acontecerá, o foco deve ser na privatização dos mesmos.
  • Pedro  16/04/2015 18:26
    O pior é que quem é contra a terceirização está na verdade, terceirizando a violência, pois é incapaz de ir por conta própria a um empresário ou gestor e proibi-lo de fazer isso, recorrendo à máfia estatal para fazer seu serviço sujo e apontar uma arma na cabeça de todo o mundo e impedir o que não seria nada mais do que uma simples troca voluntária.
  • Andre  16/04/2015 18:39
    A quantidade de ataques à essa lei mostra que muitos brasileiros são incapazes de recusarem uma oferta de emprego de uma empresa terceirizadora e querem que o estado proíba eles próprios de fazerem isso.

    Ou julgam que os outros são incapazes de recusarem tal oferta (que eles consideram ruim) e querem proteger os outros usando a força do estado para impedir os outros de celebrarem contratos livremente.

    Ou é um idiota que depende do estado para impedir ele próprio de fazer burrada ou um ditador que quer julgar saber o que é melhor para os outros.

    Não há outra opção.
  • John Locke  16/04/2015 20:01
    Eu não entendo o porque da insistência deste site e de muitos liberais utilizarem apenas como defesa das propostas em pró-mercado o método custo x beneficio? Por que não usam mais do jus naturalismo?

    Ou mesclem utilitarismo com jus naturalismo, o que seria na minha opinião o mais prudente.

    Quem é que discordaria se o artigo defendesse o direito de alguém de poder negociar livremente com outra pessoa?

    Agora fica vindo com esse discurso de maior eficiência e tal, só que esquecem que esse método só serve para quem já é familiarizado com a economia.
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  16/04/2015 20:04
    Não adianta tentar nada: O Brasil já está condenado.
  • Habet  16/04/2015 22:07
    Se a CLT fosse bom negócio, juízes e senadores teriam seus trabalhos por ela regulados.
  • funci revoltado  17/04/2015 02:02
    Terceirização de fato contribui para o gerar mais emprego, contudo existe alguns pontos que, principalmente em se tratando de Brasil, o tiro pode sair pela culatra.

    Trabalho num banco público e fico impressionado com os salários dos terceirizados, muito baixo, não da pra entender, no caso da limpeza, como aceitam aquele serviço ao invés de trabalhar em casa de família que paga muito acima.

    Mas o que me incomoda é que o sujeito entra numa empresa, daqui um ano essa empresa quebra ou perde o contrato e o funcionário muda pra outra empresa que nem conhece(ao menos não perdeu o emprego) que muda as regras, atrasa pagamentos, e pior, tira as férias dos coitados ja que começa um novo contrato. Tem segurança la que há 5 anos não tira férias por causa disso. A situação só piora pq cada vez mais o banco, para cortar custos, contrata empresa piores que, além de funcionários ruins acabam quebrando rápido.
    Sem falar na corrupção que deve rolar nas licitações.

    Defendo a terceirização, mas se pegasse minha área eu tava perdido e acho que jogava a toalha. Meu trabalho é extremamente estressante, lido com publico e metas impossíveis de cumprir, há épocas que devida demanda de problemas e dificuldade de fechar negócios, o banco te coloca uma pressão e ameaças assustadoras ao passo que te exige uma ética impraticável comercialmente. Ou seja, mesmo com um histórico de bons resultados basta uma temporada ruim que o banco quer te jogar fora mas devida a dificuldade ele acaba tolerando. Se o serviço é terceirizado ele não pensa duas vezes em te chutar e colocar outros na função "pra dar uma ventilada" até achar o tal "talento".

    É complicado, vejo o trabalho como um meio pra minha vida e não um fim, hoje no banco, mesmo com garantias e direitos acima da média, ninguém consegue manter cargos de gerente de contas ou níveis acima e ter vida social normal. A maioria dorme a base de remédios, a tensão é constante de todos os lados, qualquer erro pode acabar com sua carreira. É como vc ser cozinheiro e garçom ao mesmo tempo e ter que agradar o máximo a todos.
    Agora, imagina se entrasse a terceirização aí? O banco passaria a exigir que vc fosse o melhor cozinheiro,melhor garçom e acrescentaria um "pole dance" pra agregar mais valor ao serviço prestados aos nobres consumidores.

    Tem que existir um equilíbrio, mercado livre demais é ditadura do consumidor, consumidor é um ente psicopata que não sente remorso,não ta nem aí, ele quer o melhor, mais barato e o mais rápido possível, caso contrário abre uma ouvidoria contra vc por mal atendimento, venda casada, vai no procom, etc.

  • Trabalhador realista  17/04/2015 03:29
    "Tem que existir um equilíbrio, mercado livre demais é ditadura do consumidor, consumidor é um ente psicopata que não sente remorso,não ta nem aí, ele quer o melhor, mais barato e o mais rápido possível, caso contrário abre uma ouvidoria contra vc por mal atendimento, venda casada, vai no procom, etc."

    Reclamação típica de funça que não resistiu a uma cobrança de metas. Aliás, devo supor que você é um ser espectral, que paira em outra dimensão, e que nunca consumiu absolutamente nada. Afinal, "consumidor chato" são só os outros.

    No entanto, devo admitir que sua contratação foi certeira. No livre mercado, quem manda é o consumidor, e não as empresas e nem os patrões.  Portanto, espalhe essa sua constatação para seus amigos intervencionistas, pois, segundo eles, o mercado não pode ser livre porque, se for, as empresas é que irão mandar e os consumidores não terão vez. Entrem num consenso.


    Quanto à terceirização, seu padrão de comparação é o salário das faxineiras do banco estatal? Pelamor, hein?
  • André Silva  30/03/2017 18:42
    Prezados;

    Sou terceirizado em um órgão público federal.
    É fato constatado que o salário base de TODOS os terceirizados são iguais, o que muda é a tal gratificação por função.
    Mas sabe porque?Porque atualmente essas gratificações é regulamentada pelos malditos sindicatos....
    Se de uma forma tenho certeza que deixando essa negociação nas mãos dos próprios trabalhadores irá em parte resolver isso, de outro lado não consigo ver porque uma empresa iria aumentar salários e não buscar maximizar seus lucros!

    Muito obrigado a todos que me responderem!
  • Régis  30/03/2017 19:13
    Explicado em detalhes aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2655
  • Liberal  30/03/2017 19:35
    "Não consigo ver porque uma empresa iria aumentar salários "

    Uma empresa nunca quer aumentar um salário, se dependesse dos empresários eles não pagariam nada, mas não dependem só deles, dependem também do próprio tabalhador. Salário é uma questão de negociação, demanda e oferta, se você for produtivo poderá obter bons salários.

  • aluno  17/04/2015 13:12
    Racionalmente falando? Não acredito na tese de que terceirização cria emprego. O emprego já está criado, o que pode acontecer é ele vir para a formalização da economia sob a batuta do estado, mas em última instancia ele já existe, ou não existe, e não vai ser criado só porque surgiu uma lei de terceirização. Para falar a verdade a terceirização por si só não é remédio para nada, racionalmente falando ela não passa de uma ferramenta de especialização e divisão do trabalho, apenas isso. Agora, no Brasil e em muitos países ela serve como instrumento de barateamento da mão de obra, não passa disso. Mas, isso só acontece porque existe monstrengo de leis do trabalho muito pesadas para as empresas, ou seja, estados de mão de ferro sobre a economia tendem a ocorrer isso.
  • Gunnar  22/04/2015 17:35
    funci revoltado 17/04/2015 02:02:53 >>>> Pobretão... é você?
  • eduardo  17/04/2015 04:17
    Existe alguma base para explicar a redução de salarios que a terceirização supostamente geraria? O artigo traz alguns dados contrariando, mas e do ponto de vista aprioristico? Entendo que a partir do momento que voce usa um terceiro como intermediador, a tendencia é que ele fique com uma fatia do seu salario para te arrumar o emprego, algo como um cafetão.Também entendo que muitos trabalhadores podem dispensar o serviço da terceira e negociar diretamente. Como a relação direta entre o trabalhador e o empresário contratante é extremamente regulada e a terceira da uma aliviada nisso, nao faz sentido que o empresário comece a optar mais pelo serviço da terceirizada e isso cause uma pressão baixista nos salários? O que não diminuiria os custos do empresário com o custo do serviço,mas diminuiria em relação ao custo do trabalhador como um todo? Me parece que uma relação permanece altamente regulada enquanto outra a regulação diminui um pouco, o que levaria a maioria dos empresarios a recorrer a terceirização. Não estou dizendo que isso levaria a uma diminuição da qualidade, pois se isso ocorresse o empresário seria punido pelos consumidores, mas me parece que isso levaria a uma diminuição nos salarios dos trabalhadores. Estando essa analise correta, a vantagem para a produção de bens e serviços é obvia, levando a um enriquecimento do pais como um todo, porem, em um primeiro momento, me parece que os trabalhadores teriam seus salarios diminuidos, além de ficarem praticamente refens de ofertar o serviço por terceirizadas. No longo prazo, entendo que essa mudança beneficie a todos, com maior criação de empregos, riqueza e renda. Está correto o raciocínio?
  • Vicente  17/04/2015 12:17
    Não entendi sua lógica. Você está dizendo que impor vários encargos e vínculos empregatícios elevam os salários e que reduzir esses encargos e vínculos reduzem os salários?

    Se sim, toda a lógica econômica foi abolida.
  • Eduardo  17/04/2015 14:42
    Eleva o salario dos beneficiados, certamente. Prejudica os esquecidos, nao protegidos. Gostaria de ver alguma analise aprioristica sobre oq vai acontecer, com o grupo dos celetistas e com os trabalhadores em geral, em termos de salario e poder de compra.. Ainda estou meio confuso quanto a isso, se alguem mais esclarecido puder ajudar, agradeço
  • aluno  17/04/2015 12:55
    Eduardo, em meu ponto de vista você tocou num dos pontos que acredito que é uma* das finalidades da terceirização, que é baratear a mão de obra para as empresas contratantes, ninguém consegue em ultima instancia fugir dessa verdade, por mais que queiram camuflar ou não ver isso. Nessa linha de raciocínio a terceirização num ambiente como o brasileiro, com uma CLT draconiana e uma verdadeira camisa de força para as empresas, ela funciona como uma válvula de escape para barretear a mão de obra, e nesse ponto os sindicatos tem razão (apesar deles também acharem que esconde o medo de perder as boquinhas deles!). Continuando no mesmo raciocínio, jogam os reflexos negativos da CLT que os políticos e intelectuais de esquerda e liberais não querem resolver abertamente, sobrando para os trabalhadores e empresários de segunda classe resolverem, como se diz, esses farão o trabalho sujo que os outros não querem fazer, ou seja, até nisso existe populismo. É nesse sentido que a terceirização caminha no Brasil e em muitos países do mundo, ao passo que a ideia dela é muito mais nobre e racional, porém em ambientes de capitalismo de estado, onde os governos centrais dirigem e interferem nas atividades econômicas, ela vira instrumento sutil de politicas meia boca para resolverem os reflexos negativos das politicas dirigistas.
  • Professor  17/04/2015 13:03
    Parcialmente correto. A terceirização barateia a mão-de-obra no sentido de que, agora, empreendedores não mais terão de arcar com vários encargos impostos pelo vínculo empregatício.

    Ainda estou no aguardo de explicações do porquê os salários cairiam, como dizem os críticos. Se os encargos impostos pelos estado deixam de existir, então a tendência é de haver espaço para os salários aumentarem. Note que nem estou dizendo que eles irão aumentar; mas não há motivo nenhum para dizer que eles irão necessariamente cair.
  • aluno  17/04/2015 13:48
    A primeira coisa em pauta é, que geralmente as contratantes serão empresas de médio e grande porte, e essas geralmente tem planos de carreira, de cargo e salários, certo? Geralmente essas empresas (varia de cada caso) ofertam muitos benéficos para os seus empregados, como planos de saúde, vales alimentação/refeição, algum tipo de aumento como anuênios/quinquênios e coisas do tipo, gratificações por produção, etc. Pois bem, com uma terceirização dessa, a contratante por "n" razões resolve economizar 10% na sua folha de pagamento em uma quantidade x de seu quadro de funcionários efetivos. Ai entra o pulo do gato com a terceirizada, pois essa diferença vai ser a oferta de salário que a contratante vai ofertar por vaga. Por exemplo: uma determina função custa com encargos sociais + n benefícios = 2000,00. Vamos supor que os benefícios custam 500,00, então a oferta da vaga vai ser de 1500,00. Ou até menos caso o mercado ofereça essa possibilidade, ai o que vai regular é a procura e a oferta. Enfim, a equação dessa conta é que a contratante foge daquilo que é regra em seus quadros e ganha com isso, e a terceirizada que não tem essa situação repassa a diferença para os empregados, por isso é que existe as diferenças em grande parte nos quadros que existem terceirizados juntos aos demais funcionários de uma empresa contratante. Mas, não é só isso não, tem mais coisas envolvidas nessa conta, como pura e simplesmente o barateamento da mão de obra por parte da empresa contratante, porque ela não pode diminuir salario que é proibido pela dinossaura da CLT, então com a terceirizada ela pode fazer isso e ficar legal diante a lei, ok?
  • Eduardo  18/04/2015 00:20
    O que determina os salarios é a relaçao entre produtividade dos trabalhadores ( produtividade menos custos) e a concorrencia pelos trabalhadores. Se essa lei facilita a atividade produtiva, garante estabilidade institucional (diminui processos absurdos), fomenta o empreendedorismo, fica obvio que a concorrencia pelos serviços dos trabalhadores aumenta, oq é uma pressao de alta. Quanto ao valor agregado pelo trabalhador ( produtividade menos custos) diz se que os custos diminuiriam ( nao entendi muito bem como isso aconteceria, visto que a terceirizadora teria que bancar esse custo, que haveria de ser pago, talvez sejam os custos de contratar-demitir) o que causaria uma pressao de alta tambem. O unico motivo que resta para explicar uma diminuiçao salarial seria a queda na produtividade, afinal as outras duas pressoes sao, obviamente de alta. Por que uma empresa recorreria a funcionarios menos produtivos? Sera que, na verdade, os salarios atuais nao estavam artificialmente altos, por causa da clt? Se sim, essa lei colocaria os salarios em patamares mais condizentes com o mercado de trabalho, inserindo muita gente nele. Os funcionarios estabelecidos, ja protegidos, em um primeiro momento sofreriam, ja os esquecidos ganhariam oportunidades de trabalho. A longo prazo, essa lei tem pressoes de alta muito fortes, sendo uma unica pressao pontual de baixa decorrente da atual condiçao celetista. Os trabalhadores que realmente sao produtivos ainda conseguiriam barganhar, prestar serviços via PJ, enfim, teriam varias opçoes. Ao que parece essa lei prejudica um pequeno grupo e so a curto prazo em prol da sociedade como um todo
  • aluno  19/04/2015 02:19
    Olá Eduardo, a sua analise sobre produtividade tem relação direta com o aumento real de salários. Em se tratando da terceirização que se quer implantar, de imediato a tendência será a de diminuir custos em cima da mão de obra, porém como o caminho natural do processo de terceirização no decorrer do tempo será o de especialização nas atividades econômicas, ai sim, a tendência dos salários será o de crescimento real conforme as conjunturas de momento e conforme o processo for se adaptando as ofertas de terceirização.
    Mas, no geral é isso, a terceirização naturalmente toma um caminho altamente de especialização e com isso ganha em produtividade que imediatamente se repassa para os salários.
    Estão discutindo a questão de segurança jurídica dos trabalhadores do setor terceirizado, como uma legislação básica, uma parte negociada, etc. A construção civil, as montadoras de veículos, a própria Petrobras já possui um avanço na terceirização.
  • aluno  17/04/2015 10:50
    As soluções mais simples são as mais desprezadas, quase sempre. Em se tratando de Brasil essa é uma regra de ouro da classe politica em primeiro lugar, e de resto por todos os segmentos da sociedade. A nossa cultura é calcada numa mentalidade estatista em que o estado é que deve estimular o crescimento econômico, dai as leis trabalhistas que temos. Então, estão fazendo mais uma daquelas titicas que apenas vai engrossar o já gigante dinossauro da CLT. Como diz o ditado, o apressado come cru, então o brasileiro vai continuar a comer cru, como sempre, e ficar mais perdido do que cachorro em tempos de mudanças.
    Se o país quiser avançar, se o brasileiro quiser avançar, muda a CLT, parem de remendar panos novos em tapete velho que está todo rasgado, isso só aumenta a confusão e dá combustível para os que sabem aproveitar da situação, e no fim todos perdem. Não adianta ficar com esse jogo de gato e rato, é as esquerdas de um lado querendo se dar bem com os trabalhadores, e os liberais pensando que medidas isoladas e graduais vá resolver os problemas de todos.
    A carga tributaria continua alta, e é isso que importa mudar, enquanto isso não for mudado de verdade a coisa vai apenas ficar mascarada, meia boca, e por ai...
    Não precisa fazer outra lei, basta mudar os parâmetros da CLT, mudar certas regras. Basta permitir que qualquer empresa possa contratar diretamente a mão de obra temporária com mais prazo de tempo de contrato com possíveis prorrogações, basta permitir na CLT a existência e a figura de empresas que prestam serviços para outras empresas (como terceiros), mas que fique sob as mesmas responsabilidades trabalhistas das demais, etc. A ideia que está por disso é muito simples, é que é caro demitir devido as multas, devido aos encargos, etc, acabou com isso, acabou o problema. Empresa que dá calote em empregado é coisa de justiça ou de politica, pessoas que abrem empresas e fecham para dar calote é caso de politica, não interessa o tamanha da empresa, quem lesa alguém é caso de politica (justiça). Existe o ministério de trabalho para fiscalizar e executar esse tipo de coisas.
    Para os agentes econômicos o que interessa é que existe mão de obra competente para isso ou aquilo, e a empresa que cumpre com suas obrigações.
  • Henrique  17/04/2015 13:19
    Terceirização? Se eu for empregador, sim, obrigado. Se eu for funcionário, não, obrigado!
  • Andre  17/04/2015 17:39
    "Terceirização? Se eu for empregador, sim, obrigado. Se eu for funcionário, não, obrigado!".

    É só você recusar qualquer oferta de emprego que uma terceirizadora lhe oferecer.
    E deixe em paz quem quiser aceitar tais ofertas.
  • Roberto Pantoja  17/04/2015 14:19
    Grande artigo, vejam este video que sobre a lei da terceirização: https://www.youtube.com/watch?v=E8m7cxXrFT4
  • Fabricio  17/04/2015 16:14
    Hoje a grande realidade é que o Contrato de Trabalho é um Contrato de Adesão.
    "Precisamos de x funcionários, pagamos R$ x".
    E isto é culpa da própria CLT, que proíbe "discriminar o funcionário".
    É como exigir que eu pague o mesmo preço na Coca-Cola e numa Baré. Então o que ocorre? Pagarei o preço de Baré nas duas, afinal, há muito mais pessoas que vagas.
    Como isso protege o trabalhador?
    Outra: "Não vamos reformar a CLT para proteger os trabalhadores". Quais? Há sim, os 47% que tem a carteira assinada. Os demais, que pena, não tem condições de assinar e nem mesmo contribuir para a Previdência.
    Este projeto de terceirização é apenas uma tentativa de contorno da CLT e, principalmente, dos Acordo Coletivos de Trabalho, criadores de pisos salariais desproporcionais.
    Afinal, quem vai bancar o custo político de reformar a CLT? Só se for para nunca mais ser eleito por este "povo-gado" que temos!
  • Ex-microempresario  30/03/2017 17:37
    A menos de 2 km de onde ficava minha empresa, há vários outras do mesmo ramo - meus ex-concorrentes. Conheço todos os proprietários. Um deles já me ligou várias vezes pedindo indicações de ex-funcionários meus para trabalhar para ele. Sempre desconverso, digo que não mantenho mais contato, etc., e não digo a verdade: Ninguém na região quer trabalhar lá, porque ele exige muito e paga pouco.

    Em consequência, ele contrata apenas os piores, ou seja, aqueles que não conseguiram trabalhar nas outras empresas. Ele não é mau empresário, mas veio de outra cidade, onde provavelmente o equilíbrio oferta-procura era outro. Aqui, ele vai ter que se adaptar ao mercado ou ver sua empresa perder clientes por conta da má qualidade da sua mão-de-obra.

    O mercado tem dois lados, não podemos nivelar todos os funcionários por baixo. A grande maioria dos candidatos também tem suas metas e seus limites para o "contrato de adesão" que vc fala.

    A diferença é que se um empregado não aceita receber menos que X, isso é chamado de dignidade e respeito próprio. Já se um empregador não aceita pagar mais que Y, isso é chamado ganância e mesquinharia.
  • Eduardo R., Rio  21/04/2015 14:29
    Entrevista com uma juíza trabalhista contrária ao PL 4330/2004.
  • Ribeiro  21/04/2015 15:15
    Nenhum juiz defende. E por um motivo muito simples: há um enorme interesse por parte da guilda de advogados e juizes da área trabalhista de que a quantidade de ações judiciais continue alta. O que seria da justiça trabalhista sem as ações de equiparação, terceirização excessiva etc?
  • Eduardo R., Rio  21/04/2015 15:38
    Vejo a terceirização com bons olhos, todavia expus a entrevista com a magistrada a fim de que o pessoal de Direito, Economia, Administração etc. conteste a opinião (ponto a ponto se possível ou os principais pontos) de pessoas que em tese sabem do que falam; refutar mané não tem muito valor. Sobre o alegado, ao contrário do que você sugeriu, a dita juíza afirma que, se for aprovado o projeto em questão, deve haver um aumento do nº ações trabalhistas.
  • Tio Patinhas  24/04/2015 22:00
    Infelizmente não dá p/ colar aqui as respostas da juíza, o que dificulta um pouco (não é irônico que a falha de SP sempre se coloque contra a propriedade, mas no caso das reportagens dela, diga que é proibido reproduzir por causa da propriedade?), mas vou tentar:

    1) De cara a juíza fala da mobilização de juízes e diz que os "trabalhadores não entenderam a gravidade da situação", mas obviamente ela e os demais juízes é que entenderam e vão ajudar os trabalhadores.

    2) Fala que não vai ter pagamento de impostos. É incrível como todos os juízes repetem isso, eles tem um medo muito grande de que os impostos não sejam mais tomados da população.

    3) Ela insiste que haverá um intermediário entre o trabalhador e a empresa, é incapaz de perceber que o trabalhador pode abrir uma empresa e eliminar o intermediário. Fala dos acidentes de trabalho (mas o artigo do mises já comenta, então não há necessidade de comentários). Em seguida reclama de quem tenta burlar a clt.

    4) Reclama que os empregados são demitidos em prol da diminuição de custos e contratação de mão de obra mais barata.

    5) Fala que a terceirização reduz direitos. Mas não dá mais detalhes.

    6) Diz que "ninguém está sendo condenado por cumprir a legislação" o que é mentira, todo mundo que já viu uma sessão na justiça do trabalho sabe do que estou falando. O dono do bar só pro ser dono do bar é maltratado pelo juiz (a), pode ter seguido totalmente a lei e será condenado. Isso quando ele não ouve: "apesar de você estar de acordo com a lei, vamos fazer um acordo, para o empregado ganhar alguma coisa". É nojento.

    Na mesma resposta ela diz que aumento na segurança jurídica, é redução na segurança jurídica do empregado. Ora, segurança jurídica é segurança jurídica, significa que o contrato será cumprido, que sua propriedade é sua, que sua poupança é sua.

    7) Diz que "não há injustiças contra as empresas por parte dos poderes executivo ou judiciário". Mentira novamente, leia o item 6 ou pense em qualquer medida nos últimos 6 meses.

    8) Diz que haverá mais desempregados, pois as pessoas vão trabalhar mais e isso eliminará empregos. É esse o nível de um juiz.

    9) Finaliza que essa lei só é boa p/ que tem empresa. E como todo juiz que trabalha recebendo dinheiro tomado à força e na área trabalhista, quem tem empresa é ruim e tem vida fácil.

    Já disse e repito: maior parte dos juízes tem mentalidade fascista e sequer percebem. E na área trabalhista nunca conheci um que não fosse fascista.

    Obrigado.
  • Caio  22/04/2015 00:57
    Eu falo em causa própria trabalho na área de tecnologia da informação gasto em media por ano em torno de 6 mil reis em especializações.
    Que em média um curso de certificação CISCO custa 3 mil reais 5 dias de curso meu salário é de 2 mil sou terceirizado.
    Em suma já trabalhei orgânico em outra empresa na qual o meu salário era de 3 mil reais a 2 anos atrás.
    Em fim a terceirização na área de TI foi uma verdadeira porcaria, custo atual de minha atualizações na área já beira facilmente 40 mil entre certificações e cursos de aperfeiçoamento, em novas tecnologias você acham que 2 mil reais e justo!
    Fora que você sendo terceirizado não existe estabilidade exemplo muito comum que já vi acontecer em minha área, a empresa que foi contratada entrou em desacordo com a contratante quem perdeu o emprego foi o funcionário por incompetência da empresa que ofereceu a mão de obra terceirizada.
    Que não cumpria prazos de entrega de equipamentos para realização do serviço a ser prestado e o funcionário de mãos atadas perdeu seu emprego. Em fim a empresa que fornecia a mão de obra foi desfeito o contrato e o funcionário que exercia a função de manter os equipamentos funcionando perdeu seu posto de trabalho para um outro empregado terceirizado.
    Não por incompetência ou imprudência do funcionário que prestava o serviço mas por culpa de sua empregadora que não cumpria os prazos.
  • Fábio  22/04/2015 13:22
    Prezado Caio, além de claramente não saber escrever, você não sabe se expressar.
    É impossível entender o que você está falando.

    E é exatamente por isso que você deveria erguer as mãos ao céu e agradecer por ter um salário. Uma pessoa nas suas condições, que mal sabe se comunicar, dificilmente arranjaria um emprego bem pago, e muito menos no setor de TI. Afinal, não faz sentido alguém pagar um salário alto para uma pessoa que se expressa com tamanha dificuldade como você. Não no setor de TI.

    A lógica é cristalina: quem não se expressa claramente, não possui um raciocínio lógico. E quem não possui raciocínio lógico, não sabe resolver problemas.

    Agradeça às terceirizações pelo fato de você ainda ter um emprego. Não fossem elas, uma pessoa com suas qualificações estaria disputando a vaga de faxineiro.
  • Wellington Kaiser  22/04/2015 14:03
    Caio, eu duvido que seu problema seja "ser terceirizado". Isso pq a maioria dos profissionais de TI são terceirizados e é o setor com melhores salários no Brasil.

    Você deu poucas informações para fazermos uma análise justa. Tenta responder essas questões:

    1- Onde você mora existe demanda pelo seu serviço?
    (Não adianta ser um programador e morar no interior do Sergipe)

    2- Seu setor sofreu concorrência nos últimos anos?
    (Ainda existe déficit de profissionais programadores e analistas, mas a área de infra e suporte tem gente sobrando, já que é uma área menos especializada, de aprendizado mais fácil)

    3- Você é competente?
    (Se sim, talvez seja interessante "distribuir curriculum". Caso contrário, talvez estejam pagando um salário que acham justo pela sua produção)
  • O anarca da floresta  26/04/2015 16:48
    Em fim a terceirização na área de TI foi uma verdadeira porcaria

    O anarca está na área de TI há mais de 10 anos, e todos os bons
    profissionais que ele conheceu trabalham de PJ e adoram. Os únicos que
    ele viu espernear eram, não por coincidência, pulhas, vagabundos,
    incompetentes, quando não ligados a sindicatos.

    O mercado de TI é um dos poucos que presta no Brasil, exatamente
    porque é altamente livre com uma grande quantidade de gente fora da
    CLT.

    Sobre seus 40k, o que importa que você gastou X ou Y? Um dos melhores
    profissionais que eu já vi nem curso superior tinha. Esse é outro
    entrave na área de TI pra funças existenciais, um bom profissional
    rapidamente fareja um farsante. Deve ser seu caso.

    Meu conselho? Faça concurso público para a receita federal. Pelo menos
    sua incompetência vai ajudar algumas pessoas, e você ainda será muito bem pago.


  • Emerson Luis  22/04/2015 19:06

    Pois, é: se não fosse tanto controle estatal, a terceirização seria desnecessária.

    Não vemos muitos trabalhadores do relativamente liberal EUA tentando fugir para o intervencionista México ou vir trabalhar no paternal Brasil com suas leis trabalhistas.

    * * *
  • Amaral  23/04/2015 14:07
    Infelizmente quem hoje é efetivo de uma empresa que tem em seu quadro de funcionários terceiros, obviamente é contra esse projeto de lei, por outro lado quem é terceiro nesta mesma empresa ( "assim como eu sou" ) é completamente a favor.
    Entendam: Tenho até mais deveres que um efetivo, porém tenho menor direito, resumindo... A minha carga horária é a mesma do efetivo, as tarefas são as mesmas, porém se precisar de alguma coisa a mais, colocam para o terceiro ( tipo estagiário ). A empresa disponibiliza transporte para os seus funcionários, que para o terceiro cobra-se três vezes mais do efetivo. Trabalho hoje com pessoas que ganham cinco vezes a mais do que eu ( para fazer a mesma coisa, sendo as vezes até menos ). Os efetivos recebem uma participação de lucros que gira em torno de R$ 15.000,00 onde a minha terceirizada me paga com muita briga R$ 1.500,00 ( será que o meu serviço não gera lucros para a empresa que presto serviço ? ). O efetivo tem praticamente dois aumentos de salários por ano e o terceiro só o dissidio.
    Essa é a realidade de 12.500.000 pessoas no país.
    O que as pessoas que são contra a esse projeto de lei esperam desses 12.500.000 ?

    Como disse no começo... cada um só olha pro seu lado !!!
  • Roberto  23/04/2015 14:13
    E você acha que as empresas poderão se dar ao luxo de manter esses efetivos, com todos esses benefícios impostos pelo governo, por muito tempo? Ainda mais em tempos de recessão? Ou reduz os benefícios ou é rua.

    A tercerização, como dito, foi o exigênio criado para que as empresas pudessem sobreviver. E a tendência é inexorável.
  • Amaral  23/04/2015 14:24
    Por isso que digo que a terceirização para a minha pessoa que já sou terceiro não é ruim, pois terei vários outros setores para ser empregado nesse momento de crise, porém quem é efetivo e ganha muito por isso tem que ficar preocupado.
    O que os sindicatos deviam ter feito em todo esse tempo que o projeto ficou parado (desde 2004) era desterceirizar os 12.500.000 funcionários e com isso ganhar toda essa massa para lutar contra o projeto, mas não o que eles querem é nos 45 minutos do segundo tempo olhar para o seu proprio emprego e pensar o que será dele se o salário diminuir cinco vezes e deixar de ganhar os R$ 15.000,00 anuais de participação...
  • Fabio   24/04/2015 14:51
    Muito dos pontos citados com relação a ineficiência da terceirização, deve-se ao fato de ela ainda ser vista com maus olhos, possuir concorrência tímida e não possuir incentivo.

    Com a efetivação do PL, a terceirização deve se expandir e profissionalizar para poder lidar com a concorrência. As empresas terceirizadas ruins tendem a dar espaço para as boas, pois trata-se de um mercado de livre concorrência.

    No final quem tem a ganhar é o país como um todo.

    Com o aumento do número de empresas, maior a dificuldade de esquemas em licitações públicas.
    Argumentos que se valem de corrupção/exploração não são válidos, já que devem ser tratados como crime que são. Se souber, denuncie!

    O que não pode é ficar restringindo a facilidade dos empreendedores de contratar e dos funcionários de serem contratados com leis e burocracias. Isso é uma afronta ao nosso progresso e a nossa competitividade em escala global!
  • Alex  03/05/2015 14:07
    Às vezes fico impressionado com a capacidade do povo brasileiro de distorcer as coisas e não perceber o que se está à frente do próprio nariz. Esta lei é uma afronta a classe trabalhadora como um todo. A legislação trabalhista para estes trabalhadores terceirizados realmente tem de ser revista, para que não se baseie em uma súmula antiquada e pouco abrangente, mas não da forma como está sendo proposta. Vcs realmente acreditam que esta lei irá beneficiar os trabalhadores? Vejam o que aconteceu no México, onde uma lei semelhante foi sancionada com a promessa de inúmeros benefícios aos trabalhadores e a economia como um todo e vejam o que aconteceu.

    Os empresários exploradores que irão maximizar ainda mais seus lucros sem manter vínculo com seus trabalhadores e os futuros donos de empresas terceirizadas que vão surgir aos montes agradecem o apoio de vcs!
  • Alves  03/05/2015 14:18
    "Às vezes fico impressionado com a capacidade do povo brasileiro de distorcer as coisas e não perceber o que se está à frente do próprio nariz."

    Vejamos quem realmente distorce as coisas e não percebe o que está à frente do próprio nariz.

    "Esta lei é uma afronta a classe trabalhadora como um todo."

    Por quê?

    "A legislação trabalhista para estes trabalhadores terceirizados realmente tem de ser revista, para que não se baseie em uma súmula antiquada e pouco abrangente, mas não da forma como está sendo proposta."

    Qual é a forma que está sendo proposta? Apresente argumentos em vez de mera retórica vazia. Pare de afetar perplexidade e comece a substanciar seus argumentos.

    "Vcs realmente acreditam que esta lei irá beneficiar os trabalhadores?"

    Sim. E os motivos estão cristalinamente delineados no artigo. Quais são os seus argumentos?

    "Vejam o que aconteceu no México, onde uma lei semelhante foi sancionada com a promessa de inúmeros benefícios aos trabalhadores e a economia como um todo e vejam o que aconteceu."

    O que aconteceu no México? Fiquei curioso. Você diz "vejam o que aconteceu" duas vezes, mas em momento algum apresenta uma mísera estatística.

    Já eu fui atrás das estatísticas, e descobri coisas interessantes (clique nos respectivos links):

    A taxa de desemprego despencou.

    O número de pessoas empregadas é recorde

    O numero de pessoas desempregadas está em seus mínimos pós-crise de 2008

    Os salários nunca estiveram tão altos.

    O crescimento econômico é robusto (muito maior que o do Brasil, por exemplo).

    E então, você viu o que aconteceu com o México?

    Dica: vá sacar em outros sites. Neste aqui o buraco é mais em baixo.

    "Os empresários exploradores que irão maximizar ainda mais seus lucros sem manter vínculo com seus trabalhadores e os futuros donos de empresas terceirizadas que vão surgir aos montes agradecem o apoio de vcs!"

    Ué, já que você acredita que será essa mamata toda, então seja coerente: tire essa bunda da cadeira e vá empreender você também. Pela sua lógica, ganhar dinheiro vai ser mamão com açúcar.

    Se você não fizer isso, de duas uma: ou você é burro (e odeia dinheiro) ou você próprio não acredita no que fala.

    Mãos à obra?
  • Rodrigo  03/05/2015 20:41
    O Uber terceiriza os serviços de motoristas de táxi. Pela lógica desses que estão aqui gemendo contra a terceirização, dizendo que ela precária tudo, era para o motoristas do Uber estarem se rebelando e querendo ter os mesmos direitos dos taxistas.

    No entanto, o que vemos é justamente o contrário: taxistas protestando contra o Uber. E nenhum motorista do Uber querendo virar taxista.

    Como os críticos da terceirização respondem a esta?
  • Humberto Sampaio Correa  03/06/2015 17:33
    Apenas uma pergunta: Quantos dos ilustres defensores da terceirização já trabalharam como terceiros?

    Eu trabalho há 35 anos, sendo 20 anos como terceirizado, sou um profissional especializado de nível superior e posso dizer que para o trabalhador a terceirização é uma grande roubada. Quem ganha com a terceirização é o Capital, que inventou este projeto porque o Estado não baixa os altos impostos cobrados sobre a remuneração do Trabalho e então resolveu que, com a terceirização os custos do Trabalho diminuirão, o que é verdade mas o trabalhador perderá direitos (férias, 13 salário, FGTS, salário-desemprego, auxílio-alimentação, treinamento, só para ficar nos direitos mais conhecidos) e a sua renda diminuirá.

    Acredito muito no Capitalismo como uma forma de alocar os recursos de forma eficiente da Sociedade, mas não concordo que o Trabalhador tenha que pagar pela ineficiência do Estado.

    Mais uma vez pergunto: Quem dos ilustre defensores da terceirização já trabalhou como terceiro? Se é que já trabalharam na vida.
  • Dagoberto Alves Alencar   03/06/2015 18:02
    Seu discurso é totalmente incoerente. Primeiro você começa com essa ridícula lógica de que só pode tratar de câncer médico que já teve câncer, e só pode tratar de cárie dentista que já teve cárie.

    Sim, eu já trabalhei como terceirizado (para uma empresa de internet). Aliás, foi justamente esse emprego que me concedeu uma grande experiência que utilizo hoje no ramo próprio (tenho uma empresa própria de internet em uma cidade do interior). Graças a ele consegui ter o que comer por vários anos.

    Ou seja, pelos seus critérios, estou qualificado para responder.

    Você corretamente aponta o estado como o gerador de todas as distorções, mas logo em seguida crítica à terceirização justamente pelo fato de ela ser uma maneira de escapar das distorções. Decida-se.

    Pelo que entendi, você quer, ao mesmo tempo, acabar com as distorções criadas pelo estado e manter os benefícios trabalhistas criados por essas distorções. Não dá, meu filho.

    Com o desemprego (divulgado hoje) em 8%, terceirização é justamente o que pode manter ainda o seu emprego.

    Pare com esse discurso coitadista, típico de derrotados, arregace suas mangas e vá produzir.
  • Rodrigo Amado  03/06/2015 18:26
    "Eu trabalho há 35 anos, sendo 20 anos como terceirizado, sou um profissional especializado de nível superior e posso dizer que para o trabalhador a terceirização é uma grande roubada.".

    Se é tão ruim porque você está há 20 anos nisso?
    Vicio?
    Masoquismo?
    Estou curioso.

    "Quem ganha com a terceirização é o Capital, que inventou este projeto porque o Estado não baixa os altos impostos cobrados sobre a remuneração do Trabalho e então resolveu que, com a terceirização os custos do Trabalho diminuirão, o que é verdade mas o trabalhador perderá direitos (férias, 13 salário, FGTS, salário-desemprego, auxílio-alimentação, treinamento, só para ficar nos direitos mais conhecidos) e a sua renda diminuirá.".

    Porque os trabalhadores Americanos, Suíços e Cingapuriano que não tem esses direitos maravilhosos não vieram em hordas pro Brasil até hoje?
    Eles são burros?

    "Acredito muito no Capitalismo como uma forma de alocar os recursos de forma eficiente da Sociedade, mas não concordo que o Trabalhador tenha que pagar pela ineficiência do Estado.".

    "Pagar pela ineficiência do Estado"?
    Até onde eu saiba ninguém será obrigado a trabalhar como terceirizado.
    É apenas uma nova opção que surgiu.
    Se é horrível como você diz (apesar de continuar nisso há VINTE ANOS...) então é só
    os trabalhadores recusarem as ofertas de emprego para trabalharem como terceirizados.
    Simples e fácil.
    Ou você acha que eles são burros demais para decidirem o que é melhor pra eles próprios?
    Você acha que eles vão ficar VINTE ANOS trabalhando como terceirizados mesmo sabendo ser horrível?

    Quanto a pagar pela ineficiência do estado... bem isso é feito quando a pessoa
    paga impostos, e não quando surge uma nova opção de contrato de trabalho que ela
    pode se recusar prontamente a aceitar sem medo de ser enjaulada.
    Já se a pessoa se recusar a pagar impostos... aí é jaula na certa.

    "Mais uma vez pergunto: Quem dos ilustre defensores da terceirização já trabalhou como terceiro? Se é que já trabalharam na vida.".

    Aí eu pergunto, o que há de tão horrível em haver mais uma opção?
    A qual TODOS podem se recusar a aceitar?

    É como se você dissesse que determinado alimento que você e mais algumas pessoas não gostam devesse ser proibido
    de ser vendido, só porque algumas pessoas não gostam. Saiba que há quem goste dos alimentos que você não gosta.
    Assim como há quem prefira trabalhar como terceirizado.

    Mas eu ainda não tenho certeza de que você é realmente contra a terceirização, já que você trabalha há VINTE ANOS
    como terceirizado. Eu acho é que você ADORA a terceirização e está com medo da concorrência de mão de obra.
    Vao, pode falar, eu não conto pra ninguém.
  • Bancário  22/03/2017 14:58
    Minha carreira profissional começou graças a terceirização, sem nenhum experiência fui contrato para trabalhar em um banco, mas como terceiro (uma forma que a empresa encontrou para fugir do sindicato).

    Com o tempo e devido a enorme quantidade de processos que vinha levando de ex-funcionários, a empresa aboliu essa política, claro que foi ótimo para quem estava lá dentro, mas péssimo para quem está iniciando.
  • Henrique Zucatelli  22/03/2017 15:09
    Na verdade a métrica da terceirização (maravilhosa) que está para acontecer tem uma regra oculta que vai (graças a Deus) acabar com a CLT, que é basicamente a proibição de dono de PJ abrir processo trabalhista.

    Funcionará mais ou menos assim:

    1- Empresa só contrata funcionário PJ através de contrato comercial de prestação de serviços.

    2- Funcionário demitido, o contrato é encerrado, e se houver multa é paga.

    3- Caso o funcionário acreditar que foi lesado, será obrigado a demandar na vara cível, e não mais na trabalhista.

    Para os funcionários que já estão na CLT, eu acho que não compensa passar eles para a PJ, principalmente os antigos, pois o custo com a rescisão é alto. Pelo eu não vou migrar os que estão aqui para PJ, mas os novos vai ser no novo modelo.

    Não vejo a hora.
  • SRV  22/03/2017 17:25
    Henrique Zucatelli,

    A justiça brasileira não considera que PJ com apenas um funcionário é análogo ao CLT e que por isto, ele tem direito a acionar a justiça do trabalho?

    Abraços.
  • Henrique Zucatelli de Melo  23/03/2017 01:03
    Olá SRV.

    Sim, hoje a JT considera indiretamente que um prestador de serviços pode ser enquadrado como CLT, justamente por conta dessa bagunça chamada atividade meio/fim.

    Porém com a nova Lei essa restrição acaba, e um prestador de serviço é obrigado a agir como tal. Se é PJ, é PJ e não tem o direito de demandar na trabalhista. Por isso, a CLT está morta. Cada um que abra sua MEI ou ME e seja feliz rs.

    Abraços,
  • Ze da Moita  23/03/2017 15:00
    cuidado que se o funcionário for para a justiça do trabalho e provar que foi obrigado a abrir pj pra trabalhar vc tem que pagar retroativo desdee quando ele pisou na empresa fgts, 13º e td mais, além de tomar uma multa violenta
  • Henrique Zucatelli  23/03/2017 15:22
    Isso era ANTES da lei aprovada ontem Zé, e explico.

    Como a terceirização era um limbo jurídico no país, onde atividade-fim era proibida, os Juízes Socialistas do Trabalho se aproveitaram dessa brecha para punir o empreendedor que se utiliza de mão de obra PJ, mesmo que essa seja legitimamente prestadora de serviços para a empresa. Perdi a conta de quantos amigos empresários que tomaram processos pesados por simples prestadores autônomos que ao término do serviço foram reclamar na JT.

    Agora com a mudança, a atividade prestadora de serviço se torna harmônica dentro do ambiente laboral, sem restrições ou exceções que gerem brechas para demandas no trabalhista. Se eu quiser ter apenas prestadores autônomos trabalhando em minha empresa, ninguém pode me impedir ou me punir, pois eles não podem mais alegar que "os obriguei", pois se são empreendedores, a única obrigação existente é a que reza no contrato.

    A não ser que mudem tudo no STF com algum pedido de ADPF , calculo que a CLT em 10 anos estará morta Zé. Nenhuma empresa séria vai querer bancar insegurança jurídica, sendo que pode negociar até o dobro de salário para o sujeito, sem riscos na hora de demitir.

    Abraços,
  • SRV  23/03/2017 16:10
    Amigo Henrique,

    Uma dúvida sobre o trecho que você escreveu:

    sendo que pode negociar até o dobro de salário para o sujeito, sem riscos na hora de demitir

    Entendo que o funcionário PJ terá que arcar com os atuais custos trabalhistas (INSS, IR, etc etc). Portanto negociar o dobro do salário para um funcionário PJ seria, na verdade, transferir a responsabilidade de pagamento da empresa contratante para a PJ contratada.

    Em termos de renda líquida para o funcionário, entendo que não tem alteração nenhuma. Para a empresa contratante, idem. A vantagem virá da menor insegurança jurídica/processos trabalhistas e menor burocracia nos RHs.

    O que acha?
  • Escravo da CLT fascista  24/03/2017 11:37
    Caro Henrique,

    Fiquei com uma dúvida.
    É do meu interesse pessoal poder fornecer meus serviços à empresa que trabalho como PJ ao invés de continuar nesta CLT maldita.

    No entanto, eu gostaria de fazê-lo deixando meu empregador com total segurança jurídica de que eu não possa "metê-lo no pau".

    Com esta nova lei eu consigo desenhar contratos que desvinculem o vínculo trabalhista (e portanto o risco trabalhista)?
    Como eu posso argumentar, por exemplo, ter um e-mail da empresa com meu nome e ainda dizer que sou não empregado celetista?

    P.S: Vale ressaltar que meu empregador é totalmente avesso à risco trabalhista, já passou por situações bem chatas no passado (afinal a grande maioria dos processos trabalhistas é vagabundagem de funcionário malandro aproveitador) e por isso está totalmente desconfiado de tudo e todos.
  • Ze da Moita  24/03/2017 12:25
    sua carteira de trabalho tem registros?? quando foi o último?? vc presta serviço com exclusividade? pode ser que umas notas para outras empresas ajude caracterizar melhor a empresa...
  • Mateus  25/03/2017 00:12
    Henrique,

    vi essa notícia dizendo que essa lei da terceirização não vai ser tão favorável assim à ampliação do uso de PJ. Faz sentido?

    https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2017/03/24/lei-da-terceirizacao-libera-a-pejotizacao-especialistas-dizem-que-nao.htm

  • FBRIGO  22/03/2017 18:39
    Eu sou liberal e normalmente concordo com os textos do Mises. Neste caso tenho algumas restrições. No Brasil as leis econômicas não funcionam. As vendas caem e os preços seguem subindo! O que queremos é que a terceirização traga o efeito deste artigo. Na prática teremos uma interposta pessoa (empresa terceirizada) que contrata a mão de obra e fornece ao seu cliente. Essa empresa tem que ter lucro! Ela não pode repassar o seu lucro para o seu cliente, pois elevaria os custos dele. Na composição dos custos desta empresa estão os mesmos custos de contratação, salariais, etc, independente se direto ou terceirizado (INSS, FGTS, férias, 13º, uniforme, epi, etc) Então quem "paga o pato" são seus funcionários, mal treinados, mal remunerados, etc. Compare o caixa de um banco privado com um caixa de uma agência lotérica. Veja o funcionário do banco e aquela pessoa terceirizada que vende produtos dentro da agência ( o sonho dele é se tornar bancário).É isso que vai acontecer. Teremos funcionários de 1ª categoria e outros de 3ª categoria. Sem grandes ganhos econômicos para aquele que terceiriza, no máximo os custos de cálculos de folha e alguns controles.
    Antes de pensar em terceirização temos que diminuir os custos de contratação, e eliminar a CLT. Essa medida sim tratia grandes resultados.
  • Martins  22/03/2017 19:02
    "No Brasil as leis econômicas não funcionam. As vendas caem e os preços seguem subindo!"

    Duh! Mas é claro que seguem subindo. Sabe por que os preços seguem subindo? Porque a moeda -- monopólio estatal -- segue sendo continuamente destruída.

    A moeda é monopólio do governo. O governo está no completo controle da moeda. Sendo a moeda um monopólio do governo, a qualidade da moeda será diretamente proporcional à qualidade do governo que a gerencia.

    Se o governo tem uma política fiscal ruim, se ele não gera confiança nos investidores e nos consumidores, se ele trava os investimentos, se sua política creditícia é ruim, e se ele é visto como relutante em atacar seu déficit e estancar o crescimento da dívida, então sua moeda será fraca e, consequentemente, o poder de compra dela será declinante.

    Logicamente, uma sucessão de governos ruins será fatal para a qualidade de uma moeda.

    Nós brasileiros somos vítimas diretas do que os sucessivos governos fizeram com o nosso dinheiro.

    Para quem se diz "liberal" e que "normalmente concordo com os textos do Mises", você demonstra desconhecer por completo o preceito mais básico de economia.

    Artigo urgente para você:

    Surpresa! Desde o real, preços regulados pelo governo subiram muito mais que os preços de mercado

    "O que queremos é que a terceirização traga o efeito deste artigo. Na prática teremos uma interposta pessoa (empresa terceirizada) que contrata a mão de obra e fornece ao seu cliente."

    E qual o problema deste arranjo voluntário?

    Eu, por exemplo, defendo o direito de alguém (um trabalhador) poder negociar livremente com outra pessoa (empregador). Você se opõe a isso? Se sim, você é contra terceirização, e de liberal não tem nada.

    "Essa empresa tem que ter lucro!"

    Um crime!

    "Ela não pode repassar o seu lucro para o seu cliente, pois elevaria os custos dele."

    Repassar lucro pra cliente?! Taí algo que eu nem sabia existir... Como faço para o restaurante que eu frequento passar o lucro dele para mim?

    "Na composição dos custos desta empresa estão os mesmos custos de contratação, salariais, etc, independente se direto ou terceirizado (INSS, FGTS, férias, 13º, uniforme, epi, etc) Então quem "paga o pato" são seus funcionários, mal treinados, mal remunerados, etc."

    Não entendi a sua lógica. Pelo que você está dizendo, uma empresa que voluntariamente optar por terceirizar iria, na melhor das hipóteses, ficar no zero a zero. Sendo assim, então, por definição, você não deve se preocupar com nada. Ninguém irá terceirizar.

    "Compare o caixa de um banco privado com um caixa de uma agência lotérica."

    Agência lotérica é repartição pública. Jogos lotéricos são monopólios estatais. E banco privado é um setor ultra-regulado pelo governo.

    O artigo (que você, pelo visto, não leu) abordou em detalhes estes dois ramos específicos. Favor ler antes de comentar.

    "Veja o funcionário do banco e aquela pessoa terceirizada que vende produtos dentro da agência ( o sonho dele é se tornar bancário).É isso que vai acontecer."

    Não entendi. O que irá acontecer é um funcionário que aspira a ascender na carreira? E isso é ruim?!

    Sério, de liberal você não tem nem a escrita. Vá enganar outros.

    "Sem grandes ganhos econômicos para aquele que terceiriza, no máximo os custos de cálculos de folha e alguns controles."

    De novo?!

    Se não vai haver ganhos para quem terceiriza, então, por definição, você não deve se preocupar com nada. Ninguém irá terceirizar.

    Você tem problemas com a lógica.

    "Antes de pensar em terceirização temos que diminuir os custos de contratação, e eliminar a CLT. Essa medida sim tratia grandes resultados."

    Ah, sim, não façamos absolutamente nada enquanto um político não revogar totalmente a CLT! Quem sabem Lula a partir de 2019!

    Isso sim é pensamento realista e factível.

    Cada um...
  • Cético.  24/03/2017 11:31
    É surreal ler um comentário que diz que "No Brasil as leis econômicas não funcionam".

    É abismal o nível de vira-latice do brasileiro. Parece que vivemos em uma realidade paralela onde leis naturais que funcionam com toda CIVILIZAÇÃO HUMANA no PLANETA INTEIRO ao longo de TODA A HISTÓRIA magicamente deixa de funcionar em terras tupiniquins...

    Não sei se rio ou choro diante disso.
  • 4lex5andro  24/03/2017 13:28
    De sentenças assim como ''no Brasil as leis não funcionam" derivam teorias conspiratórias do "capital internacional" e dos "grandes bancos e investidores especulativos que causam propositadamente as crises econômicas brasileiras por serem inerentes aos seus lucros".

    É quase o prefácio um livro do Mec.
  • Esron  22/03/2017 18:45
    Pessoal, encontrei um site brasileiro no mínimo muito contraditório, baseado em Gramsci "Grasmci e o Brasil." Curioso e esperando encontrar pensamentos fabianos nos artigos, me deparo, em um destes artigos, com algumas colocações "pró-mercado", que me deixaram ATÔNITO. Seria nesse site www.acessa.com/gramsci/?page=visualizar&id=1969

    Neste artigo o autor insiste na idéia que o estado deve deixar a economia andar livremente! Olhem esse trecho: "(...) o socialismo deve conviver e respeitar o mercado como o espaço de negociação de bens e serviços entre produtores e consumidores, cujo equilíbrio depende da igualdade de oportunidades dos cidadãos; O mercado sinaliza para alocação eficiente de recursos, evitando, portanto, a ineficiência, o compadrio e a corrupção de empresas estatais."
    É no minimo hilário esses comunistas tentando se apropriar de idéias completamente laisse faire!?!?

    Mas como tudo neles é confuso e contraditório, logo adiante o autor sinaliza: "O mercado não é justo, mas a concorrência entre produtores e vendedores orienta para a alocação mais eficiente de recursos e para a inovação. Ao Estado cabe impedir o uso de poder de monopólio no mercado, criar o ambiente favorável à inovação e ao investimento e orientar as decisões dos empreendedores na direção do desenvolvimento."

    É dificil para eles entenderem que é justamente o ESTADO que promove compadrios e oligopólios!! Eles entendem que o ESTADO fiscaliza isso e evita que empresários malvados se unam contra o povo!... Ai meu deus do ceu alguem ajude esses caras....
  • Paulo Henrique  22/03/2017 21:52
    Apesar dos pontos positivos, estão querendo passar essa lei para fornecer mão de obra para orgãos públicos. É a forma mais fácil de roubar dinheiro público. Licitações são um poço sem fim de corrupção, e com isso, vai ficar bem mais fácil roubar. Vai explodir ainda mais a corrupção no país.
    Não adianta fazer ''reforma mais ou menos'', tem que mudar ou acabar com a CLT, achar uma saída por meio de tercerização vai incrementar os desvios de dinheiro publico no país
  • Magno  22/03/2017 23:05
    Por isso todas as estatais devem ser vendidas (ou abolidas). Sempre que houver estatal envolvida, haverá corrupção e desvios. Sempre. E é inacreditável que brasileiro -- que supostamente já deveria ter doutorado nesse assunto por experiência histórica -- ainda não tenha entendido isso.

    Ademais, vale ressaltar que atualmente há várias leis contra a corrupção e várias medidas para inibir a corrupção nos processos de licitação. Nenhuma funciona, como mostra o noticiário. Por que insistir nesse arranjo?

    Para a corrupção em estatais, não há solução. É vender ou abolir. Ou então ficar como está, mas sem chorar pelo dinheiro desviado.
  • Paulo Henrique  23/03/2017 00:42
    Concordo, mas isso não vai ocorrer, então olhando a coisa politicamente e pragmaticamente, o que seria melhor? Manter como está ou mudar?
  • Francisco  23/03/2017 01:00
    Mudar.
  • Paulo Henrique  23/03/2017 02:54
    A questão de redução salarial é matemática básica.

    Hoje, como funcionário efetivo, fulano custa 2000 reais em encargos + salários para a empresa-mãe.

    A lei da terceirização não altera em nada os encargos, apenas faz a empresa-mãe deixar uma intermediária para administrá-los. Lógico que essa empresa intermediária não faz isso de graça e vai precisar de uma margem de lucro aí. Como aqui ninguém é ingênuo a ponto de acreditar que uma empresa-mãe vai terceirizar alguém pra aumentar seu custo, vamos imaginar o que aconteceria se este se mantivesse:

    Assim, fulano como funcionário terceirizado custa os mesmos 2000 reais, mas agora esse pagamento consiste em salário + encargos + lucro da empresa intermediária. Adivinha o que vai ser cortado pra cobrir o lucro da intermediária? Dica: não são os encargos
  • Leandro  23/03/2017 12:03
    Raciocínio errado e incompleto, prezado Paulo. E nada matematicamente correto.

    Seu erro foi ignorar exatamente o ponto crucial da terceirização: a especialização. E especialização leva a uma redução dos custos operacionais. Por definição.

    Vou tentar ilustrar com um exemplo.

    Imagine uma empresa que produz comida de bebê e vende em lojas próprias.

    Essa empresa tem de fazer três coisas: ela tem de produzir a comida em instalações industriais, tem de cuidar da logística de distribuição (transportar a comida das instalações industriais para os pontos comerciais), e tem de administrar os próprios pontos comerciais.

    Por fazer várias coisas ao mesmo tempo, ela inevitavelmente será ineficiente em ao menos uma área.

    Utilizando suas próprias premissas, eis a planilha de gastos dela em suas instalações industriais:

    Custos trabalhistas (salários mais encargos) = $ 100

    Custos operacionais (energia elétrica, aluguel de máquinas, aluguel de armazéns para estocagem de alimentos, conta de telefone, gás, custo de depreciação, peças de reposição etc.) = $100

    Custos totais: $ 200

    Agora, suponha que surja uma empresa especializada exclusivamente em produzir as comidas de bebês. Essa empresa não faz nada além de produzir as comidas. Ela não tem de se preocupar com a logística do transporte e nem em operar os pontos de venda comerciais. Ela é especializada apenas em fazer a comida de bebê.

    Por ser especializada, seus custos operacionais serão menores.

    David Ricardo e sua Lei das Vantagens Comparativas já havia explicado por que é assim. A especialização reduz custos. Por definição.

    Por conseguinte, eis a planilha de gastos desta empresa em suas instalações industriais:

    Custos trabalhistas (salários mais encargos) = $ 100

    Custos operacionais (energia elétrica, aluguel de máquinas, aluguel de armazéns para estocagem de alimentos, conta de telefone, gás, custo de depreciação, peças de reposição etc.) = $ 80

    Custos totais: $ 180

    Observe que os salários são rigorosamente os mesmos, mas os custos operacionais, apenas em decorrência da maior especialização, caem 20%. Reduções de 20% nos custos operacionais são comuns quando se há maior especialização. Essa é a consequência direta da especialização: maior eficiência. O empreendedor, por estar concentrado exclusivamente em uma área, adquire ganhos de eficiência nesta área.

    Com custos totais de $ 180 (em comparação aos custos totais de $ 200 da primeira empresa), esta segunda empresa pode buscar um lucro de até $ 19 e ainda assim será lucrativo para a primeira empresa terceirizar sua produção de alimentos.

    Aliás, sejamos sinceros, mesmo que esta segunda empresa busque um lucro de $ 20 (o que fará com que seu custo de contratação pela primeira empresa seja igual ao custo de produção desta primeira empresa), ainda assim valerá a pena para a primeira empresa terceirizar: no mínimo, ela terá menos dor de cabeça com ameaças de processos trabalhistas de empregados de suas fábricas de alimentos.

    Pode brincar com os números acima como quiser (por exemplo, aumentando os salários dos terceirizados e mantendo os custos operacionais) e você verá que ainda assim será possível a terceirizada pagar salários maiores, ter lucro e fazer com que valha a pena a primeira empresa terceirizar sua atividade de fabricação de alimentos.

    Em suma: dizer que a terceirização -- que nada mais é que aumento da especialização -- reduz salários é um atentado direto a uma das mais básicas lógicas da economia: a de que a especialização gera aumentos salariais.

    Abraços.
  • Escravizado pelo CLT fascista.  23/03/2017 13:18
    A terceirização permitirá que eu crie minha própria empresa e ofereça os meus mesmos serviços à empresa sem que esta corra risco trabalhista? Desta forma ao invés de ser celetista poderei receber pro-labore pela minha própria empresa certo?

    Isso seria maravilhoso! Custarei menos para meu "empregador" e ficarei com mais grana.
  • Paulo Henrique  23/03/2017 20:46
    Acho que você me convenceu. Mas, e se tiver salários elevados e protegidos pela CLT, não seria razoável imaginar que esses salários cairiam caso os erviço fosse terceirizado? As tais ''reservas de mercado''..

    E também, com a hipotéca extinção da CLT, os processos trabalhistas, que custam dinheiro a empresa, seriam reduzidos , mas também nem todos os processos eram ilegitimos. Exemplos são os calotes salariais, pagamentos pela metade, que são, ''quebras de contratos''. Com contratação por PJ , esses processos vão para a justiça comum, que é lenta e burocratica. Isso não pode resultar em um aumento de abusos contratuais e insegurança juridica para os trabalhadores? Os patrões cientes que podem calotear o funcionário, e com a facilidade de demissão e contratação, poderiam ''abusar'' dessa falha de justiça

    Por isso sempre vejo com ''mal olhos'' essas reformas pela metade, gambiarras Brasileiras mesmo, que tentam reduzir custos não por uma reforma na CLT ou abolição, mas por meio de outra lei que contradiz as anteriores
  • Leandro  23/03/2017 21:47
    Se há custos trabalhistas artificialmente altos e estes puderem ser reduzidos, então eles serão reduzidos.

    Se uma empresa opera com custos trabalhistas artificialmente altos -- por imposição do governo -- e estes custos podem ser reduzidos -- porque há outros trabalhadores dispostos a fazer mais por menos --, então eles serão reduzidos.

    Se a empresa não fizer isso, então ela estará -- por definição -- operando de forma ineficiente. Ele não durará muito. Com efeito, essa empresa só irá durar se operar com uma reserva de mercado garantida pelo governo. Aí sim. Excetuando-se isso, ela estará queimando capital e comprometendo sua capacidade de investimento e expansão no futuro. Será rapidamente abarcada pela concorrência.

    No mais, é interessante notar que as pessoas querem livre concorrência para tudo e todos, menos para elas próprias. Todos nós queremos competição entre empresas para que haja produtos melhores e preços menores, mas não queremos competição para o nosso emprego. Quando a concorrência chega até nós, queremos que políticos criem leis que garantam nossa estabilidade. Agora, querem até proibir empresas de contratar outras pessoas que não nós mesmos. Há totalitarismo maior do que esse?

    Vale ressaltar o óbvio: essa lei da terceirização nada mais é do que uma permissão para que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente -- por favor, me digam -- seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?
  • Paulo Henrique  23/03/2017 23:43
    O que posso adiantar é que meu raciocínio é baseado em vivência como ex-funcionário terceirizado de uma empresa multinacional e que, se depender de mim, não pretende voltar pra essa vida.

    No meu caso, a margem que a empresa terceirizada levava era de cerca de 1/3 do custo total. Meu salário, assim como os demais colegas terceirizados, era menor do que o dos funcionários efetivos de mesma função, nosso plano de saúde era pior, éramos sempre os primeiros da lista em caso de cortes de pessoal e, ao contrário dos empregados efetivos, não tínhamos plano de carreira e a simples ação de pedir um aumento, por exemplo, era quase impossível pelo fato de ter dois patrões e um ficar jogando a responsabilidade nas costas do outro como desculpa esfarrapada. Em resumo: uma merda.

  • Incrédulo  24/03/2017 00:44
    Prezado Paulo, você reclama que teve emprego e salário, mas não ganhava tanto quanto os funcionários mais antigos e experientes. Você foi contratado a um salário menor e achou isso injusto. Queria já chegar ganhando o mesmo tanto que funcionários melhores e mais experientes, que já estavam lá há anos. É isso mesmo?

    Não posso acreditar.

    Outra coisa: você teve salário e emprego (e ainda teve plano de saúde!) graças à possibilidade de terceirização. E se fosse proibida a contratação de terceirizados? Será que você teria tido esse emprego e esse salário? Será que você sequer teria tido essa chance?

    Desculpe, mas parece que você está cuspindo no prato que comeu. Você teve emprego e renda (e plano de saúde!) graças a uma liberdade de contrato, e agora vem dizer que essa liberdade foi ruim para você? Bom mesmo seria se o mercado de trabalho fosse restrito. Aí sim você já seria contratado como presidente...

    É interessante como você parte do princípio de que o mundo não só lhe deve emprego e renda (e plano de saúde!), como ainda lhe deve um emprego extremamente bem-remunerado imediatamente após a contratação (você já quer entrar ganhando o mesmo tanto que os funcionários mais antigos e experientes).

    De fato, ainda estamos deitados em berço esplêndido. Aqui todo mundo só quer saber de direitos.


    P.S.: ainda no aguardo de você responder à pergunta do Leandro (a que aparentemente te deixou assim tão zangado): a terceirização nada mais é do que permitir que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?
  • Felipe  24/03/2017 01:24
    A CLT funciona tão bem que há 13 milhões de desempregados no Brasil querendo trabalhar, mas o governo não deixa.

    No Brasil, o valor mínimo que você tem de produzir para valer a pena ser contratado é R$ 1.900. Este é o valor do salário mínimo mais todos os encargos sociais e trabalhistas. Quem produz menos que isso não será contratado. Graças à CLT.

    Aliás, estou de olho nesta turminha de classe média com carteira assinada chamando 12 milhões de brasileiros (na sua maioria negros, pobres e mulheres), de escravos por não terem a benção da CLT.

    A pessoa paga 57.56% do seu salário apenas em impostos sobre o trabalho e ainda quer zoar quem não tem condições de produzir os R$ 1.900 necessários para estar "legalizado" no Brasil.
  • Paulo Henrique  24/03/2017 01:57
    Nada impede caro. Mas veja esse caso. Se a Volkswagen quisesse, por exemplo, mandar a montagem do Gol pra "Zelão Montagens" aqui na esquina de casa, ela sempre pôde fazer isso. Existem diversas empresas que fazem fabricação e montagens de máquinas complexas para outras. Mas não é isso que a VW quer com a nova lei: ela quer botar os funcionários do Zelão dentro de sua própria fábrica em São Bernardo do Campo, treiná-los e manter todo o know-how sobre seus automóveis dentro de sua empresa, pra, no final do mês, só pagar uma nota fiscal pro Zelão com o salário de todos os funcionários e, quando der na telha, poder demití-los sem se preocupar com aviso prévio, FGTS e toda a burocracia. A especialização que você cita, continua com a VW. O Zelão, que é o intermediário, não precisa fazer ideia do que é uma embreagem ou um virabrequim, pois o trabalho dele é só gerar as folhas de pagamento, cumprir com as obrigações trabalhistas e administrar os funcionários que, num sentido mais amplo, nem são seus de verdade (às vezes ele nem os conhece pessoalmente!).
  • Amante da Lógica  24/03/2017 12:14
    Rá, eu sabia! Era só apertar um pouquinho que o sujeito entrega o ouro. O problema nem é o fato de que esse seu cenário é ridículo; o problema é que ele é completamente sem sentido.

    Mas, ainda assim, vale a pena destrinchá-lo.

    "Se a Volkswagen quisesse, por exemplo, mandar a montagem do Gol pra "Zelão Montagens" aqui na esquina de casa, ela sempre pôde fazer isso. Mas não é isso que a VW quer com a nova lei: ela quer botar os funcionários do Zelão dentro de sua própria fábrica em São Bernardo do Campo"

    Para começar, e só para começar, não tenho a mais mínima simpatia por funcionários de montadoras automotivas. Este é o setor mais protegido pelo governo e o mais fechado da economia. Há uma tarifa de importação de 35% sobre automóveis estrangeiros e, para piorar, é absolutamente proibido importar carros usados (uma prática corriqueira nos EUA e na Alemanha, por exemplo).

    O brasileiro tem acesso a carroças, mas paga preços de Cadillac. Trata-se de um setor que sobrevive à custa do esbulho da população, principalmente do mais pobre, que se endivida eternamente para comprar um Gol 1.0 fodido.

    Quanto mais cedo essas montadoras brasileiras sumirem de cena, melhor será para a população. Suíça, Irlanda, Islândia, Chile e Nova Zelândia não têm montadoras. Consequentemente, a tarifa de importação de automóveis estrangeiros é zero. Por causa disso, toda a população tem acesso a carros bons e baratos.

    Aqui no Brasil, para sustentar a mamata dos empresários e dos sindicalistas dessas montadoras, toda a população é submetida a preços abusivos e mantida cativa em um mercado fechado.

    Não tenho o mais mínimo dó de empregados de montadoras.

    Se a VW levar os funcionários da "Zelão Montagens" para suas fábricas, e se livrar de todos os outros funcionários sindicalizados e altamente bem pagos, acharei ótimo. Aliás, o que você tem contra essa ascensão social dos mais desafortunados?

    "treiná-los e manter todo o know-how sobre seus automóveis dentro de sua empresa, pra, no final do mês, só pagar uma nota fiscal pro Zelão com o salário de todos os funcionários"

    Nossa! Quer dizer então que a VW vai abrir mão de toda a sua mão-de-obra treinada (na qual ela gastou milhões de reais) e vai substituí-la por pés-de-chinelo?

    Se isso de fato acontecer, então é sinal de que a atual mão-de-obra da VW é uma porcaria. Se eu trabalhasse para uma empresa e fosse substituído por peões pés-de-chinelo de uma birosca ao lado, teria vergonha de mim mesmo. É sinal de que um sujeito sem nenhuma instrução e qualificação faz um trabalho tão bem quanto eu. Nem teria coragem de me olhar no espelho. Eu imediatamente criaria vergonha na cara e iria me especializar.

    No entanto, acho até que você tem razão. Realmente, é bem provável que os funcionários pés-de-chinelo da Zelão Montagens sejam bem melhores que a atual mão-de-obra sindicalizada e protegida da VW. É exatamente isso o que acontece com quem trabalha em reservas de mercado garantidas pelo governo. O sujeito fica mole, preguiçoso e desqualificado.

    A VW faria muito bem em trocar essa sua mão-de-obra frouxa pela do Zelão.

    "e quando der na telha, poder demití-los sem se preocupar com aviso prévio, FGTS e toda a burocracia"

    Ou seja, você nem sequer entendeu o mais básico sobre essa lei da terceirização (mas quer comentar sobre ela assim mesmo): a lei, infelizmente, não mexe em absolutamente nada da CLT. Sendo assim, excrescências como FGTS, aviso prévio, 13º, e jabuticabas afins (que só existem no Brasil), continuam intactas.

    Portanto, você falou merda. Comprovou que está criticando uma lei sem saber nem sequer o mais básico sobre ela.

    Outra coisa que não entendi: primeiro a VW troca toda a sua mão-de-obra ruim pela do Zelão, que é bem melhor. Aí, segundo você, após um mês ela demite toda a mão-de-obra do Zelão. E depois disso? A fábrica fecha? Quem irá trabalhar nela? Se a montadora demitiu toda a sua mão-de-obra, e duas vezes, então isso significa que ela vai fechar? Se sim, e como explicado acima, excelente notícia. Quanto mais cedo essas montadoras desaparecerem, maiores as chances de as tarifas de importação para carros genuinamente bons serem reduzidas (quiçá zeradas).

    Ah, sim, ouvi dizer que americanos, honconguêses, cingapurianos e dinamarqueses (países com o mercado de trabalho mais desregulado do mundo) estão vindo em revoada para o Brasil. Eles ouviram dizer que aqui tem um tal de FGTS (que confisca o salário do trabalhador e o devolve corrigido abaixo da inflação) que é uma maravilha. Eles sempre sonharam com isso.

    É cada coitado que vem chorar aqui.
  • MB  23/03/2017 23:26
    Não existe mundo perfeito meu caro,a livre-negociação é melhor por que ela é decidida caso a caso,e todos sabemos que os problemas no local de trabalho são diferentes e portanto a lei não consegue abranger todos eles,enfim regulamentações demais ou de menos só atrapalham as relações entre indivíduos...
  • Tradutor Liberal  22/03/2017 22:52
    Sobre o projeto da terceirizaçào, leiam este trecho de uma notícia do site da Câmara:

    A deputada Benedita da Silva (PT-RJ) criticou a posição do vice-presidente executivo da Central Brasileira do Setor de Serviços (Cebrasse), Ermínio Alves de Lima Neto, contrária ao que seria um "excesso" na ação dos fiscais do trabalho. "Hoje estou vendo que o Estado é um monstro, um fantasma que deve ser afastado. Não venham colocar o Estado como um monstro quando ele dá subsídio para o setor produtivo avançar", disse.

    Mais estatismo diretamente no link da notícia: www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/TRABALHO-E-PREVIDENCIA/526721-DEPUTADOS-DIZEM-QUE,-SE-TERCEIRIZACAO-PASSAR,-REFORMA-TRABALHISTA-SERA-INOCUA.html
  • Claudio Fushida  23/03/2017 11:11
    Olá pessoal!

    Os fatos são:

    - Essa legislação nova aprovada.
    - O projeto antigo (que estava no senado que não é o mesmo. Editor, ajuste isso por gentileza, o projeto do Senado é bem mais restritivo)
    - Contratos antigos em andamento
    - O justiça do trabalho e o ministério público do trabalho JÁ SINALIZARAM que na ponta deles vai ter restrições.

    Pensando 5 minutos adiante, temos o seguinte cenário:

    - Uma insegurança jurídica maior (dado que ninguém vai se atrever a dar um passo adiante);
    - Com isso, haverá uma incerteza gerada pelo regime (que o Leandro já explicou aqui inúmeras vezes;
    - Uma justiça mais ativista (não precisa de mais comentários);
    - Mais processos trabalhistas (que vão inflar ainda mais os 16 bilhões de reais da justiça do trabalho);
  • Leandro  23/03/2017 12:14
    Prezado Claudio Fushida, em momento algum o artigo diz que o projeto antigo que está no Senado (PL 4330) é o mesmo que este que foi aprovado (PL 4302).

    Eis o que diz a nota do editor: "N. do E.: este artigo foi originalmente publicado em abril de 2015. Àquela época, estava em votação o PL 4330, que atualmente está travado no Senado."

    De resto, suas colocações estão muito boas, com a possível exceção da última. Sobre isto, ver os comentários do leitor Henrique Zucatelli de Melo, logo acima.
  • compartilhando  23/03/2017 12:59
    Se me permitem gostaria de compartilhar um video sobre porque a reforma da previdência é muito mais simples de ser feita no nosso país do que parece: link
  • Vinicius Vidigal  23/03/2017 13:50
    Eu concordo em termos com essa lei, porque, primeiro eu concordo que essa lei vai ser ótima para empresas privadas, pois ela diminuirá os custos do empregados e aumentara a produção via pessoas contratadas mais competentes .
    Porém essa lei para empresas publicas pode ser muito perigoso, porque como sabemos, o governo brasileiro é muito corrupto, é lógico que colocarão, (pois já fazem isso) ,via empresas terceirizadas companheiristicas, os cumpades,nas áreas de finanças e de orçamentos, pois agora a lei permite colocar pessoas nas atividades fins, assim sendo pode aumentar e muito a roubalheira que acontece hoje em dia.

  • Felipe  23/03/2017 14:07
    E por que a terceirização não deu certo no México?
  • Alves  23/03/2017 14:55
    O que aconteceu no México? Fiquei curioso. Você fala, mas em momento algum apresenta uma mísera estatística.

    Já eu fui atrás das estatísticas, e descobri coisas interessantes (clique nos respectivos links):

    A taxa de desemprego despencou

    O número de pessoas empregadas é recorde

    O numero de pessoas desempregadas está em seus mínimos pós-crise de 2008

    Os salários nunca estiveram tão altos

    O crescimento econômico é robusto (muito maior que o do Brasil, por exemplo).

    E então, o que é que não deu certo no México?
    O que realmente pode descarrilar as coisas por lá são as políticas protecionistas impostas por Trump (as quais dependerão de aprovação do Congresso).

    Dica: vá sacar em outros sites. Neste aqui o buraco é mais em baixo.

  • RENATO  23/03/2017 15:05
    Desculpa, mas comparar máquina datilográfica com computador é, no mínimo, falsa argumentação. Outra coisa: Empregador não faz vontade de empregado. Quando se abre uma empresa, o que está em jogo é o serviço oferecido e a margem de lucro, isso é mundo real. Ninguém abre empresa para ser salvador do mercado ou para fazer jus à uma "mão invisível" que regulamenta o mesmo ou para que o empregado tenha uma boa qualidade de vida ou para que o consumidor tenha a melhor qualidade do produto ou menor preço dos mesmos (quem lembra da proposta de alimentos transgênicos, que baratearia o consumo ou diminuiria a fome no mundo? rs); abre-se uma empresa para oferecer um serviço com vistas ao lucro, ao retorno do investimento e isso é clássico. Quando se fala de CLT ou Previdência, não é feita a análise sociológica, desmerecendo os trabalhadores ou omitindo a realidade. Essa estória de empregado incompetente ou de patrão "malvadão" é demagogia. Existe empregado insatisfeito e empregador que valoriza sua empresa. Ademais, existem pessoas desonestas, dos dois lados. Sobre a complexidade da terceirização, há um traçado: o salário do terceirizado é menor porque a contratante faz um repasse à terceirizada, que desconta os encargos e paga menos do que o repasse. Só um ex.: eu trabalhei como terceirizado para uma Indústria em que o dono da Indústria era o dono da terceirizada, ou seja, o repasse que ele fazia era para ele mesmo, dando uma desculpa que meu salário era baixo (R$ 700,00 - líquido, quando o piso era R$ 1.000,00 - sendo que o que conta é o salário bruto que era de R$ 1096,00, sem contar que eu não recebia alimentação e não tinha plano odontológico, benefícios que ele disse que a empresa oferecia aos seus empregados, logicamente de forma verbal) porque tinha que pagar à terceirizada, onde o repasse feito à mesma era o dobro do meu salário, ou seja, em vez de ter um funcionário mais empenhado com um aumento, que fosse, de 30%, ele terceirizava e ainda auferia lucro com a minha terceirização, além de reduzir custos - lucro dobrado (rs). Do ponto de vista do trabalhador, vale a análise se a empresa terceirizada trata bem seus funcionários, tem plano de carreira, etc. Sabe quando ouvimos falar das operadoras de telefonia e seu péssimo atendimento? O atendimento é terceirizado, geralmente eles contratam pessoas sem experiência (redução de custo) e o dono da terceirizada é o dono da OI e de vários empreendimentos em que a terceirizada também trabalha, terceirizada chamada CONTAX (que é controlada por uma holding de político).
  • Aragão  23/03/2017 15:21
    "Sabe quando ouvimos falar das operadoras de telefonia e seu péssimo atendimento? O atendimento é terceirizado"

    Aí tá escrito lá no artigo, de todo o tamanho:

    "Só que, ironicamente, isso tende a ser menos verdade em setores em que não há livre entrada de novas empresas, isto é, naqueles setores mais regulados pelo governo. Nestes setores — por exemplo, empresas telefônicas —, justamente por estarem blindados da concorrência e por serem protegidos por agências reguladoras, a qualidade das atividades-fim tende a ser baixa, de modo que sua terceirização — que também não exigirá muita qualidade — se torna perfeitamente viável.

    Ou seja: talvez a terceirização de atividades-fim se dê de maneira mais intensa em setores muito regulados ou controlados pelo governo. Portanto, se você eventualmente perder seu emprego em uma atividade-fim para um trabalhador terceirizado, tenha o cuidado de observar se, por trás disso, não está justamente o fato de que você trabalhava em um setor protegido das leis de mercado pela mão visível do governo."


    Ou seja, o artigo explica, detalhadamente, que as terceirizações ruins ocorrem justamente nos setores protegidos e regulados pelo governo -- e é isso mesmo que a gente já observa hoje, como no caso das telefônicas, bancos e TV a cabo -- e aí vem o sujeito, que nem sequer leu o artigo, e fala uma obviedade com ares de ineditismo.

    É um desserviço o moderador aprovar comentários de quem nem sequer se dignou a ler o texto. Isso é uma falta de consideração à própria propriedade privada (este site, quero acreditar, é propriedade privada de seus mantenedores).
  • Emerson Luis  31/03/2017 13:46

    "Desculpa, mas comparar máquina datilográfica com computador é, no mínimo, falsa argumentação."

    Por quê?

    * * *
  • Adonay  23/03/2017 17:41
    Trabalho em uma multinacional do ramo petrolífero na área de T.I. Hoje nem tanto, mas cerca de 10 anos atrás trabalhar aqui era o sonho de consumo dos habitantes da área de TI da cidade. Bem, existem três tipos de funcionários aqui: os regulares, os contratados e os funcionários temporários (tempo de contrato de no máximo dois anos). Muitos dos "contractors" sonham, ou melhor, sonhavam tornarem-se funcionários regulares, o que era uma situação excepcional, já que em 10 anos de companhia pouquissimos contractors foram "efetivados", o desejo é explicado pura e simplesmente porque o salário de fato é muito menor, porque muito menor? pq comparo com meu caso, em algumas conversas com contractors, eu recebia Rs5,000 mensalmente e os contratctors 3,000 ou 3,200, além de não terem direito a participação nos lucros, não participarem do plano de carreira (aqui existe um ranking anual para medir a performance dos trabalhadores, contractors não podem participar desse processo), entre outras coisas das quais eram excluídos. O que ainda não entra na minha cabeça, é acompanhar diariamente contractors que trabalham exatamente na mesma função que a minha, alguns deles com muito mais conhecimento técnico do que eu e ainda sim meu salário ser entre 30% e 40% maior ou ainda no casos deles não terem a perspectiva de uma carreira a longo prazo na companhia. Eu entendo perfeitamente que o país necessita de reformas nas mais diversas áreas, mas me parece que aqui no Brasil essa terceirização pensou muito no empresariado e colocou em risco muitas garantias dos trabalhadores. Espero que eu esteja enganado e isso seja uma boa atitude do governo, mas no mundo que eu vivo aqui diariamente, a vida real dos contratados é bem diferente da minha e eu jamais trocaria com eles. Na minha cabeça, onde nao sou um especialista em economia, não seria melhor ao invés de liberar a terceirização, discutir uma outra maneira , que possa diminuir os custos dos empresários de outra forma, mas preservando os direitos atuais dos trabalhadores ?
  • Guilherme  23/03/2017 18:15
    Prezado Adonay, tenho péssimas notícias para você. Se os contractors são melhores e mais eficientes do que você -- segundo você próprio --, então é uma mera questão de tempo até que você perca seu emprego para eles.

    Se tudo o que você falou é verdade, então o seu empregador está sendo burro: ele está pagando mais caro para alguém que entrega um serviço pior, e está negligenciando uma mão-de-obra mais barata, melhor e mais eficiente (segundo você próprio).

    Convenhamos que isso não faz absolutamente nenhum sentido. Na prática, ou o seu empregador é burro ou ele é caridoso. O que se sabe com certeza é que ele não prega a eficiência. Ele não sabe como reduzir custos. E quem não sabe reduzir custos não durará muito no mercado, pois tal empreendedor está fazendo seus clientes pagarem mais caro por um serviço que pode sair muito mais barato. É uma mera questão de tempo para que esses clientes descubram isso.

    Você é o taxista, e os contractors são Uber e Cabify.


    P.S.: Agora, é claro que há uma grande chance de você ter exagerado (para não dizer mentido), e os contractors não serem realmente melhores que você. Neste caso, não há nada de errado com a escolha de seu patrão. Muito pelo contrário, aliás: ele está pagando mais para quem entrega mais.
  • Adonay  23/03/2017 20:03
    Guilherme, continuo não aceitando, pois a citada empresa é a ExxonMobil, não creio que seja uma empresa que não emprega eficiência, muito pelo contrario. As coisas podem parecer simples, mas não, quando digo que uma pessoa tem mais conhecimento técnico, não necessariamente é melhor ou pior, não vejo problema nenhum em admitir que alguém tenha mais conhecimento, isso é natural em qualquer área, entregamos o que nos é pedido e ponto final. O que me deixa desconfortável, é saber que fazemos o mesmo trabalho e recebemos quantias muito discrepantes, esse universo aí que você está sugerindo é muito simplista, são n fatores que determinam os salários, agora na minha cabeça simplesmente não entra duas pessoas de mesma idade, entrando na mesma empresa, fazendo o mesmo trabalho ter diferentes salários pq um é contractor e o outro é empregado. Aí você utiliza a Uber como exemplo de boa gestão, aí como me explica um negócio tão bem sucedido ter tido um prejuízo de quase 3 bilhoes em 2016 ? Enfim, definitivamente estou no lugar errado, não sou um liberal e acredito que essa decisao do governo foi muito mas muito favorável aos empresários , querem lucrar mais ainda pagando menos aos trabalhadores. Mas valeram muito as leituras, acho válido me colocar na visão dos outros, sempre aprendemos alguma coisa.
  • Alves  23/03/2017 20:41
    Prezado Adonay, a regra é extremamente simples: o empregado é pago de acordo com aquilo que ele produz.

    Se você produz $ 1.000, você não pode querer receber mais que $1.000.

    Agora, se você produz $ 1.000, outra pessoa produz $ 2.000, e você custa mais para o seu empregador do que a segunda pessoa, então é óbvio que tem alguma coisa fora do lugar.

    Felizmente, agora você corrigiu sua fala: o contractor não cria mais valor para a empresa do que você; você é que, por impulso humanitário (mas desconsiderando completamente a contabilidade), achou que ele deveria ganhar o mesmo tanto que você.

    Sorry, mas não é assim que o mundo real funciona. É um sentimento bonito, mas trágico para o mundo real. Salários não se baseiam em emoções e coitadismos, mas sim em produtividade e criação de valor.

    Pagar os outros baseando-se em emoção e coitadismo é a receita certa para a falência, o que aí sim iria gerar desemprego em massa e salário zero.

    Mas, ei, anime-se: você acabou de descobrir que é mais produtivo, mais competente, e gera mais valor que o contractor. Quem determinou? Ninguém menos que a Exxon Mobil. Parabéns. Você poderá dormir em paz esta noite.

    "não sou um liberal e acredito que essa decisao do governo foi muito mas muito favorável aos empresários , querem lucrar mais ainda pagando menos aos trabalhadores."

    Ué, já que você acredita que será essa mamata toda, então seja coerente: tira o bumbum da cadeira, deixe de ser um simples empregado e vá empreender você também. Pela sua lógica, ganhar dinheiro vai ser mamão com açúcar.

    Se você não fizer isso, de duas uma: ou você odeia dinheiro ou você próprio não acredita no que fala.

    Lógica pura.
  • 4lex5andro  24/03/2017 13:08
    O trecho abaixo destacado pode ser resolvido de modo simples.

    "O que me deixa desconfortável, é saber que fazemos o mesmo trabalho e recebemos quantias muito discrepantes, esse universo aí que você está sugerindo é muito simplista, são n fatores que determinam os salários, agora na minha cabeça simplesmente não entra duas pessoas de mesma idade, entrando na mesma empresa, fazendo o mesmo trabalho ter diferentes salários pq um é contractor e o outro é empregado".

    Por que raios não doa parte do seu salário pra minimizar esse "desconforto" de ganhar mais com menos qualificação ?

    P.s. por um instante parecia que era um case da Ptroubras mas felizmente é da ExxonMobil, uma empresa privada e zero estatal; então se preferem pagar mais pra quem é menos eficiente, que façam o que bem entenderem com o próprio dinheiro.
  • Adonay  24/03/2017 20:42
    4lex5andro, percebe-se que você faz parte do grupo dos "coxinhas x petralhas" , "os do lado de cá x lado de lá" . Cara, aprenda que discordar sobre um assunto não é o fim do mundo, e pelo contrário, deveria ser essencial para chegar num ponto de equilíbrio. Agora foi mal aí, jamais ousarei ter opiniao própria e tentar ao menos compreender os dois lados de um assunto que divide opiniões.

    Guilherme e Alves, valeu pelas opiniões, depois de mais leituras e opinioes estou tendendo a aceitar essa mudança como uma possibilidade de melhoras. Mas de fato, meu lado humano exerce grande influência em minhas posições. Abraços.
  • Plinio Guimarães   23/03/2017 18:59
    Eu sou um exemplo de como ser terceirizado foi muito benéfico financeiramente para mim. Fiz isso por conta própria em 1992 saindo da clt e passando a prestar serviços para vários empregadores desde então.

    Nunca houve essa questão de desvalorização da remuneração, muito pelo contrário, no início cheguei a receber o dobro do que recebia como clt e, aos poucos, foi se estabilizando num valor de mercado aceitável tanto para quem paga quanto para quem recebe. Entretanto ainda há uma pedra no meu sapato que me incomoda muito e chama-se governo que, todos os meses, rouba uma parte do que recebo para, supostamente, dar algum benefício social e só vejo milhões de reais do dinheiro público indo para contas privadas no exterior.
  • Alfredo Gontijo  23/03/2017 19:09
    Acho que você tocou no cerne da questão, Plinio. Com a terceirização descriminalizada, cada trabalhador terá mais liberdade para ser free-lancer. Curiosamente, isso ajudará inclusive na formação do pé de meia para se aposentar. Com um mercado de trabalho rígido, quem for demitido aos 45 anos está liquidado. Com um mercado de trabalho um pouco mais livre, o cara sempre encontrará vários empregos temporários. E sempre conseguirá investir por conta própria para se aposentar.

    Moro em cidade do interior (60 mil habitantes). Aqui e nas cidades vizinhas, é extremamente comum ver pessoas de mais de 60 anos trabalhando e cheias de saúde. Muitas fazem trabalhos autônomos e outras fazem trabalhos para terceirizadas (como reparos domésticos, instalação de moveis e coisas afins). Não fosse esse oxigênio, muitas estariam desempregadas e sem renda.

    A vantagem de morar em cidade do interior é que há menos intrusão estatal e muito mais liberdade empreendedorial. A liberdade para se trabalhar sem ser punido pelo governo é muito maior.
  • Marcelo Silva  23/03/2017 20:34
    blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2017/03/22/camara-pode-terceirizar-risco-da-atividade-economica-dizem-especialistas/


    Sabiam? As empresas terceirizadas tem "lista suja" de funcionários que judicializam contra elas? Até de mulher que engravida muito...
  • Tanaka  23/03/2017 20:52
    Nossa! Que crime! Onde já se viu isso, empresas preferirem contratar pessoas trabalhadoras, honestas e produtivas em vez de pessoas que querem "judicializar" para ganhar mordomias e privilégios por meio da Justiça do Trabalho?

    Um absurdo isso. Precisamos de mais políticos e mais funcionários públicos (e mais impostos) para evitar esse descalabro!

    Não passarão!
  • Alfredo  23/03/2017 20:59
    Tanaka, esse tipo hipócrita aí eu conheço de longuíssima data. O sujeito que se diz es-can-da-li-za-dís-si-mo com isso que você descreveu é o mesmo que dispensa a emprega doméstica quando descobre que ela está grávida. E que também não contrata doméstica casada e com filho.

    Aliás, se o Marcelo Silva for minimamente coerente, a primeira coisa que ele faria agora seria contratar uma empregada doméstica grávida.
  • Marcelo Silva  23/03/2017 21:15
    Qual o limite da escravidão? O que é escravidão? Se eu estiver num campo de concentração, eu sou livre para empreender? O estado surgiu exatamente para controlar a subjugação absoluta.
    A dor de cabeça é exatamente essa: como construir um mundo não retrocedente a escravidão?
  • Jair  23/03/2017 21:32
    Estado acabar com escravidão?! Essa é nova. A escravidão era uma política estatal. O estado não só legalizou a escravidão, como ainda protegia seus praticantes.

    Outra coisa: quem é que toma 40% da renda das pessoas e não devolve nada em troca? Quem é que confisca 40% dos frutos do trabalho alheio a troco de nada? Isso sim é escravidão.

    Brasileiro, realmente, é patético: ele condena a pessoa que lhe garante uma renda e glorifica os vagabundos (políticos e funcionários públicos) que confiscam os frutos do seu trabalho.

    Beira a ficção. Se alguém me contasse eu não acreditaria.

    Ou temos capitalismo ou temos escravidão - não há terceira via
  • Miscelânia  23/03/2017 21:34
    Ei, Marcelo Siva, quer falar de escravidão? Vamos lá (aliás, é hora de você começar a responder perguntas, como todos fizeram com as suas):

    Quem é que adota políticas -- como déficits orçamentários e expansão do crédito via bancos estatais -- que destroem o poder de compra do dinheiro, perpetuando a pobreza dos mais pobres?

    Quem é que, além de destruir o poder de compra do dinheiro -- gerando inflação de preços -- ainda impõe tarifas protecionistas para proteger o grande baronato industrial, com isso impedindo duplamente que os mais pobres possam adquirir produtos baratos do exterior?

    Quem é que, ao estimular a expansão do crédito imobiliário via bancos estatais, encarece artificialmente os preços das moradias e joga os pobres para barracões, favelas e outras áreas com poucas expectativas de vida?

    Quem é que impede que os moradores de favelas obtenham títulos de propriedade, os quais poderiam ser utilizados como garantia para a obtenção de crédito, com o qual poderiam abrir pequenas empresas, fornecer empregos e, de forma geral, se integrar ao sistema produtivo?

    Quem é que tributa absolutamente tudo o que é vendido na economia, e com isso abocanha grande parte da renda dos pobres?

    Quem é que, por meio de agências reguladoras, carteliza o mercado interno, protege grandes empresários contra a concorrência externa e, com isso, impede que haja preços baixos e produtos de qualidade no mercado, prejudicando principalmente os mais pobres?

    Quem é que cria encargos sociais e trabalhistas que encarecem artificialmente e mão-de-obra e, com isso, gera desemprego, estimula a informalidade e impede que os salários sejam maiores?

    Quem é que confisca uma fatia do salário do trabalhador apenas para que, no futuro, quando este trabalhador estiver em situação ruim, ele receba essa fatia que lhe foi roubada de volta (e totalmente desvalorizada pela inflação)?

    No aguardo das suas respostas.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2383
  • anônimo  23/03/2017 21:39
    Todas as empresas deviam ter isso, não só as terceirizadas.
  • Empresário  23/03/2017 20:42
    Acoplado a isso vêm os contratos de 9 meses, ou seja, as empresas que prestam serviço de terceirização contratarão seus funcionários por 9 meses e depois dispensarão. Não terão mais 13 proporcional e nem direito a férias. Não é tão simples assim como o artigo mostra.
    A previsão é termos mais 1 milhão de desempregados? Isso é muito pouco para mais de 20 milhões que terão seus direitos reduzidos a nada. Acho que é necessária uma flexibilização da CLT, pois realmente os encargos são altos, e, como empresário, sinto isso no bolso. Mas também acho que ter funcionários sem direitos não é a solução. A galera de TI, por exemplo, vai se dar muito mal. Serão contratados somente por projeto, ninguém mais terá estabilidade. Alguns ganham emprego, outros perdem. Minha mulher é publicitária. Na área dela, mais da metade das pessoas perderiam o emprego com essas novas regras. Acha que o camelô da rua vai querer trabalhar pra uma empresa de terceirização, ralar pra ganhar 800 reais no fim do mês, sem férias, sem 13, sem fgts?
    Um bom profissional poderá ser substituído por funcionários descartáveis de empresas terceirizadas. Não sou contra a terceirização, mas o pacote que vem com ela. O modo como será aplicada nas atividades fins. Pois em nenhum momento será usada de maneira a se especializar uma função, e, sim, única e exclusivamente para diminuir custo. Não fará com que se contrate mais
  • Marcelo Silva  23/03/2017 22:01
    O estado cobra pela garantia de segurança que você tem de abrir uma empresa.Entendeu?

    Num sistema selvagem de 200 mil anos atrás você não poderia empreender. O estado cobra isso(os valores podem ser discutidos).A dívida com o estado é eterna. O estado vende uma mercadoria cara: a proteção. Se o estado fosse pequeno demais, você teria que pagar às máfias.Entendeu?

    Nós devemos ao estado,mesmo imperfeito; a liberdade. Sem o estado não seríamos livres e retrocederíamos à selvageria de 100 mil anos.

    Há mais ou menos 11 mil anos, um caçador jovem atrapalhou a caça e ele deveria ser morto. Mas fez-se uma reunião dos líderes(estado) e ele foi perdoado. Entenderam o que é o estado?
    Não adianta citar Dinamarca, EUA, Noruega. Lá o estado é também autoritário.
  • Jair  24/03/2017 00:51
    Ufa! Só agora saquei que você estava esse tempo todo só de zoação. Eu tava até achando estranho. Pensei: "não é possível; alguém não pode ser tão ignaro assim". Só agora que entendi todo o espírito da coisa. Você é só um liberal zoando o discurso ingênuo da esquerda romântica e adoradora de políticos. Caí nessa direitinho.
  • Joao  30/04/2017 00:57
    Num sistema selvagem de 200 mil anos atrás você não poderia empreender. O estado cobra isso(os valores podem ser discutidos).A dívida com o estado é eterna. O estado vende uma mercadoria cara: a proteção. Se o estado fosse pequeno demais, você teria que pagar às máfias.

    Ironicamente, é mais fácil uma máfia existir em um ambiente no qual a presença estatal e a cultura de depender do estado seja forte. Caso estivesse há 200 mil anos atrás, e um grupo criminoso tentasse me extorquir, sempre haveria a possibilidade de, juntamente a outras vítimas, nos reunirmos e destruirmos esse grupo a base da lança e da espada. Na ausência dessa capacidade, podemos aumentar nosso número através do contrato de mercenários.

    Para um grupo viver de extorsão, é condição necessária que o mesmo seja menos numeroso do que quem ele intimida, visto que de outra maneira o lucro não é possível. Assim sendo, nosso próprio grupo mais volumoso possui potencial para derrotar o outro em peleja.

    A única possibilidade do fato não ocorrer é se os cidadãos são confiantes no poder estatal de os proteger e, com isso, não possuem nem a determinação nem o preparo necessário para proteger a própria vida e propriedade, fato que se aplica a maioria da sociedade moderna, a gigantesca maioria dos autoentitulados libertários inclusa.
  • Saporetti  30/04/2017 01:01
  • Sérgio Vieira  24/03/2017 01:55
    Lanço um desafio a qualquer um aqui:

    Fazer uma lista de tópicos contra a terceirização para uma pessoa de meia idade, com família e sem qualificação técnica alguma, cuja carteira não tem uma década assinada. Convença-o de que é um mau negócio.
  • anônimo  24/03/2017 09:37
    Se o cara é irresponsável e burro o suficiente pra fazer uma família sem ter qualificação nenhuma, é claro que nunca vai ser possível convencer ele de nada correto.
  • Aran Felpe  24/03/2017 03:53
    Pra quem quiser acessar os artigose não sabe como, clique no link do leandro, copie o "doi"ou o link e cole no site sci-hub.cc. Abraços
  • Zezim  24/03/2017 21:08
    Mas uma dúvida. Será que as empresas, terceirizando as atividades-fim, diminuindo os custos com pessoal, consequentemente sobrando mais dinheiro em caixa, irão realmente fornecer produtos mais baratos ou serviços de maior qualidade? A PL não deveria de alguma forma forçar as empresas a apresentarem resultados melhores com a redução de custo com a terceirização?
  • Melgaço  25/03/2017 00:19
    Puxa, mas como é que ninguém nunca pensou nisso antes?! Criar uma lei para obrigar a qualidade! Sensacional!

    Tem que dar certo!

    Já eu tenho uma ideia 100% comprovada, que funcionou em absolutamente todos os lugares em que foi tentada. E o que é melhor: não custou um centavo de dinheiro público para ser implantada, não necessitou de políticos, nem de burocratas e nem de propina.

    Que ideia é essa? O livre mercado e a livre concorrência. Não há sistema melhor para garantir qualidade alta e preços baixos.

    O Brasil deveria tentá-lo algum dia.
  • Resposta  25/03/2017 02:20
    A PL não deveria de alguma forma forçar as empresas a apresentarem resultados melhores com a redução de custo com a terceirização?

    Caro amigo, tire essa ideia da cabeça que o estado precisa enforçar alguma coisa no mercado, pois o próprio mercado faz isso muito melhor, sem necessitar de burocratas extremamente bem pagos e recebendo proprina. Estado se metendo na economia só cria distorções de mercado. Sugiro ler alguns textos e livros indicados por aqui para entender melhor porque.


  • Emerson Luis  27/03/2017 15:08

    "O iPhone que você usa, o Nike no seu pé, seu notebook, seu carro"

    Devo estar bem abaixo da média dos leitores do IMB! Pequeno ajuste para minha faixa:

    "O xing-ling que você usa, o Konga no seu pé, seu Compaq 8000c, o ônibus que você usa"

    * * *
  • Rachel  30/03/2017 13:20
    eu não entendi a charge que ilustra a materia!
  • Hanna Barbera  30/03/2017 13:27
    Ué, você não teve infância? Já viu o desenho do Papa-Léguas?

    pt.wikipedia.org/wiki/The_Road_Runner

    No desenho, o faminto Coiote sempre tenta capturar o Papa-Léguas, mas não consegue porque o Papa-Léguas é muito mais rápido.

    O que mostra a figura do artigo? O Coiote, em vez de continuar tentando, infrutiferamente, capturar o Papa-Léguas, decidiu terceirizar esta atividade: contratou o velocíssimo Sonic (lembra do videogame?) para fazer o serviço.
  • 4lex5andro  30/03/2017 14:23
    Esses desenhos (esse do papa léguas era da Warner) costumavam passar na tv aberta pelas manhãs, quando ainda existiam programas infantis. Bons tempos.

    https://www.youtube.com/watch?v=rNaiWScEPjU
  • Ex-microempresario  30/03/2017 17:54
    A galera de TI, por exemplo, vai se dar muito mal. Serão contratados somente por projeto, ninguém mais terá estabilidade.
    Quem é competente não precisa de estabilidade. Quem não é, não merece estabilidade.

    Minha mulher é publicitária. Na área dela, mais da metade das pessoas perderiam o emprego com essas novas regras.
    Quer dizer que o mercado publicitário hoje emprega mais que o dobro de pessoas que seriam necessárias?

    Acha que o camelô da rua vai querer trabalhar pra uma empresa de terceirização, ralar pra ganhar 800 reais no fim do mês, sem férias, sem 13, sem fgts?
    Acho que cada um sabe onde aperta seu sapato. Tem quem prefere ser camelô, tem quem tope ralar para ganhar 800 reais, quem só tope ralar por 1500, e por aí vai.

    Um bom profissional poderá ser substituído por funcionários descartáveis de empresas terceirizadas.
    Tem certeza que vc é empresário? Vc descarta bons funcionários e substitui por qualquer um? Para mim isso é inédito. (A não ser que sua empresa trabalhe para o governo, óbvio)
  • Arthur Diniz  31/03/2017 13:50
    Ótimo texto.
  • Gustavo  01/04/2017 15:40
    Prezados,

    Tenho um amigo, cuja mãe está defendendo uma tese de doutorado em Valência sobre as leis trabalhistas em países que tiveram influências facistas, comparando Brasil,Itália e Espanha.

    Na tese, ela chega à conclusão que as leis trabalhistas desses locais são muito similares e muitas vezes até mais protecionistas que as brasileiras. Com isso como podemos explicar a situação econômica destes países ser melhor que a nossa e os empreendedores terem maior facilidade de trabalhar e gerar empregos?
  • Martinelli  01/04/2017 17:07
    Essa sua pergunta é séria? Na Espanha, a taxa de desemprego é de 20%. Sempre foi.

    Entre os jovens, o desemprego é de surreais 42%.

    www.tradingeconomics.com/spain/youth-unemployment-rate

    Já na Itália, a taxa de desemprego entre os jovens é de inacreditáveis 38%.

    www.tradingeconomics.com/italy/youth-unemployment-rate

    Comparado a isso, o Brasil chega até a parecer decente. Aqui, os jovens ao menos ainda conseguem empregos informais.

    Baita sucesso, hein?
  • GSS  03/04/2017 03:47
    O que explica o insucesso da terceirização na Russia que os obrigou a revogar a lei que permitia a terceirização no país? Os resultados foram diminuição das condições e salários e não houve a criação de empregos esperada.
  • Boris  03/04/2017 16:57
    Você se refere a esta notícia aqui?

    www.valor.com.br/politica/4025386/em-vigor-ha-20-anos-terceirizacao-sera-proibida-na-russia

    Segundo a própria, a "terceirização" (seja lá o que isso signifique na Rússia) foi revogado por pressão do "Sindicato dos Trabalhadores da Construção" da Rússia, o que, por si só, é indicador de que o arranjo era bom e irritava justamente quem tinha de ser irritado.

    Mas a melhor parte vem agora. Segundo o líder sindical Abdegani Shamenov, "O fim da terceirização é um grande orgulho para os sindicatos russos". Segundo ele, a prática não aumentou a oferta de emprego no país, ao mesmo tempo em que reduziu a arrecadação de impostos e também diminuiu salários e benefícios dos trabalhadores, como férias remuneradas e abonos de fim de ano.

    Será verdade? Vejamos.

    Quantidade de pessoas empregadas na Rússia: aumento de 20%.

    cdn.tradingeconomics.com/charts/russia-employed-persons.png?s=russiaempper&v=201704031439t&d1=19981203&d2=20170403


    Quantidade de pessoas desempregadas na Rússia: queda de 60%

    cdn.tradingeconomics.com/charts/russia-unemployed-persons.png?s=russiauneper&v=201704031441t&d1=19980403&d2=20170403


    Salários: bom, você próprio faz a conta

    cdn.tradingeconomics.com/charts/russia-wages.png?s=russiawag&v=201704031441t&d1=19170101&d2=20171231


    Arrecadação de impostos: a dívida pública da Rússia simplesmente despencou

    cdn.tradingeconomics.com/charts/russia-wages.png?s=russiawag&v=201704031441t&d1=19170101&d2=20171231


    Ou seja, mais um mito destroçado. Mas é esquerda é isso mesmo. Sem recorrer a mentiras (porque acham que ninguém irá se dar ao trabalho de checar os fatos), ela não dura um dia.
  • Chaves  03/04/2017 17:09
    Falam o mesmo sobre o México, outro mito que surgiu da esquerda.
  • Alves  03/04/2017 17:16
    México? Já respondido duas vezes -- por mim mesmo -- aqui nesta mesma seção de comentários.

    Aperte CTRL + F e escreva México.
  • Estudante  17/04/2017 22:37
    Leandro, tenho uma dúvida.

    Sabendo que as empresas estatais não precisam operar de forma eficiente para sobreviverem (já que elas o fazem com o dinheiro do contribuinte), existe alguma garantia de que muitas empresas terceirizadas não seriam apenas cabides de emprego para políticos corruptos que atuariam como "empresários"?

    Gostaria que me esclarecesse isso, por favor. Ao meu ver, terceirização em setor público altamente regulamentado (como é o nosso caso) seria extremamente suscetível à corrupção e sem nenhuma garantia de melhoria de serviços, uma vez que o financiamento da terceirizada é garantido pelo Estado.
  • Erik Coimbra  03/05/2017 20:44
    Parabéns, muito bom e útil esse artigo.
  • Ricardo  09/05/2017 15:33
    Atribuir a evolução da qualidade e variedade dos produtos somente à expansão da terceirização é uma visão muito simplificada, pois desconsidera por exemplo o avanço tecnológico que além de melhorar a qualidade e a oferta de produtos, permite também redução de custos, agilidade na produção e aumento da produtividade. O aumento da eficiência das empresas ao longo do tempo foi calcado principalmente no progresso técnico e nas inovações organizacionais. Também associar o desenvolvimento socioeconômico à expansão de divisão internacional do trabalho é também muito simplista, pois não houve um desenvolvimento de maneira geral, pois os impactos da D.I.T são diferentes dependendo do nível de competitividade dos países e de seu papel na economia mundial. Veja por exemplo os países da AL que ao adotar a especialização sem outras reformas estruturais não conseguiram alcançar o desenvolvimento e ainda tinha que lidar com o problema da deterioração dos termos de troca que criava dificuldades no Balanço de Pagamentos, no Saldo em Conta Corrente e na Dívida Externa o que representava para estes países uma restrição ao desenvolvimento e um aumento da dependência. Por fim, afirmar que a terceirização eleva o nível de renda do trabalhador proporcionalmente ao aumento da produtividade não encontra evidências reais e na verdade o contrário, pois por exemplo, nos EUA, os salários reais estão estagnados há décadas ao passo que a produtividade cresceu expressivamente. Se possível para confirmar seu argumento, traga dados de que a expansão da terceirização gerou aumento de salários de maneira proporcional à produtividade. Ficaria mais convencido se observasse números, gráficos ou uma fundamentação matemática que mostre os ganhos monetários reais para os trabalhadores com a terceirização
  • Gomes  09/05/2017 16:53
    Seu comentário é completamente contraditório. Ao mesmo tempo em que você critica algo, você menciona coisas positivas geradas exatamente por este algo.

    "Atribuir a evolução da qualidade e variedade dos produtos somente à expansão da terceirização é uma visão muito simplificada"

    Não é à terceirização, mas sim à divisão do trabalho. A terceirização é apenas uma das características da divisão do trabalho. Mais atenção na próxima.

    "pois desconsidera por exemplo o avanço tecnológico que além de melhorar a qualidade e a oferta de produtos, permite também redução de custos, agilidade na produção e aumento da produtividade."

    O avanço tecnológico é um exemplo explícito de algo que foi criado pela divisão do trabalho. Pessoas se concentram naquilo que sabem fazer melhor. Disso surgem as criações e as inovações. Não houvesse divisão do trabalho, não haveria avanço tecnológico. Sem divisão do trabalho, um dentista estaria tentando inventar um tablet, e um engenheiro estaria tentando dar aulas de ioga.

    "O aumento da eficiência das empresas ao longo do tempo foi calcado principalmente no progresso técnico e nas inovações organizacionais."

    Idem acima.

    "Também associar o desenvolvimento socioeconômico à expansão de divisão internacional do trabalho é também muito simplista, pois não houve um desenvolvimento de maneira geral,"

    Você tá de zoeira, né? Não houve desenvolvimento? Estamos ainda no mesmo nível de 1950? Nada progrediu de lá pra cá?

    Onde você vive? Até as favelas vivenciaram melhoras substantivas.

    "pois os impactos da D.I.T são diferentes dependendo do nível de competitividade dos países e de seu papel na economia mundial. Veja por exemplo os países da AL que ao adotar a especialização sem outras reformas estruturais não conseguiram alcançar o desenvolvimento"

    Quer dizer então que o relativo atraso dos países da América Latina em relação aos outros não têm nada a var com as nossas políticas estatizantes adotadas, nem com as completamente desastrosas escolhas políticas e econômicas feitas aqui. O atraso todo é na verdade culpa da divisão internacional do trabalho, que é uma teoria falsa.

    Entendo.

    Eu já vi vitimismos e coitadismos antes. Mas esse passou do ponto. A culpa nunca é nossa. Nós nunca cometemos erros. Os culpados sempre são os outros, até mesmo as teorias econômicas. A DIT funciona em todos os lugares do mundo em que foi tentada, exceto na América Latina. Aqui não. Aqui ela é inócua. E não por causa de nossas cagadas políticas e econômicas, mas por causa de alguma falha da teoria.

    Deve ser gostoso viver assim. A culpa é sempre dos outros.

    "e ainda tinha que lidar com o problema da deterioração dos termos de troca que criava dificuldades no Balanço de Pagamentos, no Saldo em Conta Corrente e na Dívida Externa o que representava para estes países uma restrição ao desenvolvimento e um aumento da dependência."

    Santo Cristo, que preguiça. Taí alguém que só repete chavões sem jamais parar para pensar no significado deles.

    "Termos de troca" deteriorados acometem exatamente aqueles países que não têm especialização e nem divisão do trabalho, e que, por isso mesmo, não produzem nada de valor agregado. Vá ver se países que realmente têm especialização e levam a sério a divisão do trabalho -- ou seja, países que produzem coisas de qualidade -- têm problemas com "termos de troca".

    Outra coisa: na América Latina, quem é que realmente cria a dívida externa senão o governo? Imputar à divisão do trabalho algo feito por governos é o ápice da desfaçatez.

    "Por fim, afirmar que a terceirização eleva o nível de renda do trabalhador proporcionalmente ao aumento da produtividade não encontra evidências reais e na verdade o contrário, pois por exemplo, nos EUA, os salários reais estão estagnados há décadas ao passo que a produtividade cresceu expressivamente."

    Outra bobagem que as pessoas repetem sem qualquer mínimo de consideração. É impressionante o descaso pela razão e pela lógica. As pessoas olham apenas o valor dos salários e ignoram completamente todo o resto. Isso é análise econômica porca.

    Nas últimas décadas, por exemplo, os benefícios não-salariais dos americanos explodiram. Hoje, eles recebem vários tipos de auxílios para deslocamento e para realocação, recebem planos de saúde pagos pelo empregador, recebem cobertura odontológica e oftalmológica, recebem cuidados médicos que também se estendem a seus filhos, possuem participação em generosos fundos de pensão, recebem do empregador seguro de vida corporativo, ha empregadores que pagam as creches dos funcionários, há férias pagas e o direito de se faltar ao trabalho 6 vezes ao ano sem ser descontado, há lojas que dão desconto a funcionários de determinadas empresas etc.

    Tudo isso chega fácil a 40% do salário do individuo. Fonte aqui.

    Mas tem mais. Nos EUA, os preços de vários bens de consumo importante desabaram. Coisas como fogão, geladeira, televisão e todos os tipos de sistemas de entretenimento doméstico, lava-louças, churrasqueiras, microondas, forno elétrico, panelas especiais, torradeiras, esteiras de ginástica, aspiradores de pó etc. Ficaram 76% mais baratos, em média. Fonte aqui

    Os preços de vários utensílios domésticos caíram 81% entre 1959 e 2013 em termos de horas de trabalho necessárias para comprar esses itens. Fonte aqui

    Ou seja, os benefícios não-salariais aumentaram 40% e os preços caíram 76%.

    Se isso não representa um brutal aumento real dos salários, então precisamos inventar um novo termo.

    "Se possível para confirmar seu argumento, traga dados de que a expansão da terceirização gerou aumento de salários de maneira proporcional à produtividade. Ficaria mais convencido se observasse números, gráficos ou uma fundamentação matemática que mostre os ganhos monetários reais para os trabalhadores com a terceirização"

    Feito acima. Vejamos se você agora cumprirá sua promessa.

    Saudações.
  • Sarcasmo  09/05/2017 19:23
    Quer apostar como o tal Ricardo não vai voltar para admitir "é, eu estava errado"?

    O pessoal do contra que cai de paraquedas nesse site é assim, aparecem falando um monte de chavões comuns, são refutados com lógica e dados e depois aparecem fingindo que não é com eles, finge que os argumentos são invalidos porque eles querem que sejam ou desaparecem por completo. Nunca vi ninguém admitir, diante de fatos e dados, que a opinião dele estaria errada.
  • Sarcasmo  10/05/2017 02:27
    Teve um tal de (milk) Sheyk, que após ser refutado com links contendo dados e tudo, pelo menos teve a hombridade de assumir que não queria ler.
  • Júlio Alves  22/07/2017 06:17
    Como está a situação da Terceirização no país?


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