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O estado é cúmplice dos 50 mil homicídios que ocorrem anualmente no Brasil

Há quase 20 anos impera no Brasil a ideologia infundada de que a criminalidade e a violência são fruto da desigualdade social e da pobreza. Como se todo pobre fosse impelido ao crime, enquanto os abonados — embora malvados capitalistas — se distanciassem dos atos criminais.

Os adeptos desse pensamento apenas se esquecem, propositalmente ou não, de que cometer um crime é e sempre será uma escolha individual e consciente, independente da classe social.

A diferença entre ricos e pobres é que os primeiros, quando decidem cometer crimes, escolhem o estelionato, as falcatruas, a corrupção, a gestão fraudulenta, as licitações forjadas, e não raramente acabam na política. Os pobres, por pura falta de outros instrumentos ou acessos, "metem o canhão na cintura" e vão para a rua assaltar.

Todos eles, porém, são criminosos e caberia ao poder público, ao "deus-estado", fazer valer a lei e puni-los indistintamente, na proporção de seus delitos. Sabemos, todavia, que isso não acontece nem para pobres, muito menos para os ricos, ainda mais se estes fizerem parte da estrutura do status quo.

Consequentemente, a ideia da determinação do meio social vai, comodamente, sendo aceita, favorecendo, pela falta de combate, a expansão vertiginosa da violência criminal. A sociedade, em seus mais diversos segmentos, parece apática, sem esboçar reação.

A segurança privada, embora seja o setor que mais se beneficia financeiramente do caos que se instala no Brasil, não tem autorização para efetivamente contribuir para a segurança dos cidadãos de forma mais geral, não podendo tomar o espaço abandonado pelo poder público. O próprio "deus-Estado", que tudo sabe e vê, já cuidou de eliminar o risco de concorrência ao seu temerário monopólio da força.

Prova disso é que, no Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH3), emitido pelo governo federal, há a previsão para que toda a segurança privada armada seja banida do Brasil. Melhor não fazer muito barulho.

O cidadão, coitado, se viu, nos últimos anos, convidado a entregar suas armas e sua vida às mãos ineptas do estado, por meio das campanhas de recolhimento de armas. Chamado à urna, disse não ao desarmamento, com o que esperava estar garantindo o direito de possuir legalmente uma arma para sua defesa. Mais uma vez foi traído: seu voto foi feito de papel higiênico e, de novo, o estado disse "eu não deixo você ter uma arma, isso é para a sua própria segurança", mesmo que o caminho para a segurança seja ir preso ou morrer, com a leniência oficial, nas mãos de um facínora qualquer.

Arma não mata

O pressuposto fundamental do pacifismo desarmamentista é nobre na medida em que é estúpido: busca erradicar uma parcela considerável da violência desarmando o cidadão comum por meio da força coercitiva de estado. É nobre por pretender a paz entre os homens, e estúpido por não compreender que a arma de fogo não passa de um agente instrumental da violência e não a causa. Arma não mata. 

A consequência imediata desse excesso de nobreza e estupidez é que, no final das contas, a violência sempre é quitada com suor e sangue do cidadão comum (quem busca levar a vida do modo mais razoável possível dentro do espírito das leis). O homem comum não saca uma arma com a intenção de matar seus desafetos e muito menos faz "um corre" em vista de suas conquistas. A arma de fogo é, por natureza, moralmente neutra. Afinal, quem mata é o homem.

Na realidade, os únicos beneficiados com políticas de desarmamento são o estado e quem vive à margem das leis: políticos e bandidos. A sociedade civil sempre foi esmagada por essas duas forças: a força motora de crescimento do poder do estado, inversamente proporcional ao enfraquecimento do poder dos indivíduos; e a força desestabilizadora do poder de criminosos, inversamente proporcional à estabilidade moral e jurídica que rege as relações entre os homens. 

O poder do estado e o poder dos criminosos comungam de uma mesma natureza parasitária e opressora: o estado detém o monopólio do uso da força e, por isso, da arma de fogo. O criminoso está pouco se lixando para quem detém a legitimidade do monopólio da violência — pra quem já vive à margem da lei, não faz o menor sentido a determinação de uma lei de desarmamento. 

A presença benevolente do estado paternalista enfraquece a fibra moral da sociedade civil; a ação criminosa atua justamente nesse enfraquecimento. O problema da violência não diz respeito à quantidade de armas de fogo circulando na sociedade civil, mas à quantidade de parasitas que mimetiza a ação do poder soberano do estado. Como já demonstrava Santo Agostinho, a diferença entre um chefe de estado e um chefe de quadrilha está no tamanho e não na natureza. 

Contudo, a discussão de fundo sobre o desarmamento pode ser resumida nos seguintes termos: o controle estatal de armas de fogo aumentará ou diminuirá o número de mortes por armas de fogo e, consequentemente, os números da violência? 

Jornalistas do britânico The Guardian foram aos fatos e os apresentaram de maneira sintética e inteligente, levantando um quadro factual da momentosa questão da posse de armas por cidadãos honestos x criminalidade violenta em todo mundo.

Clique no link acima e você verá que:

1) Os EUA possuem a maior taxa de posse de armas do mundo — uma média de 88 armas para cada 100 pessoas.  Isso deixa o país disparado no primeiro lugar, uma vez que o segundo colocado, o Iêmen, possui uma taxa significativamente menor: 54,8 armas para 100 pessoas.

2) No entanto, os EUA nem de longe possuem a maior taxa de homicídios por arma de fogo.  Esse prêmio vai para Honduras (6,2 armas para cada 100 pessoas), El Salvador (5,8 armas para cada 100 pessoas) e Jamaica (8,1 armas para cada 100 pessoas).  Com efeito, os EUA estão na 28ª posição no ranking de homicídios por arma de fogo, com uma taxa de 2,97 homicídios para cada 100 mil pessoas.

3) Já o Brasil é o país em que mais se mata em termos absolutos e é um dos que possui a maior taxa de homicídios por arma de fogo.  Por outro lado, no ranking da taxa de posse de armas de fogo, o país está na 75º posição, e há apenas 8 armas para cada 100 pessoas.

4) Ao contrário do que muitos acreditam, a população dos países europeus é muito bem armada, como comprovam os números de Áustria, Alemanha, França, Suíça, Suécia e Noruega, todos com uma média superior a 30 armas por cada 100 pessoas. (O que significa que essas populações são 4 vezes mais bem armadas que os brasileiros).  A Finlândia é a mais bem armada de todas, com mais de 45 armas para cada 100 pessoas. Já Portugal, Espanha, Itália e Inglaterra ficam bem para trás (mas, ainda assim, sua população é mais armada que a brasileira).

5) As principais vítimas do desarmamento são as mulheres. Nos EUA, a cada ano, aproximadamente 200.000 mulheres nos EUA utilizam armas de fogo para se proteger de crimes sexuais. Por outro lado, no Reino Unido, onde a posse de armas é severamente restrita, há aproximadamente 125% mais vítimas de estupro por 100.000 pessoas a cada ano do que os EUA.

Pacifistas acreditam, a despeito dos fatos, na nobreza da alma humana e postulam o seguinte princípio (uma espécie de filho bastardo do determinismo cientificista): menos armas, menos violência; mais armas, mais violência. Por outro lado, o homem atento aos fatos sabe que a realidade humana não funciona bem assim: quem escolhe matar é o homem; e a violência é, em última instância, derivada da tentação de subjugar o outro, portanto, derivada de péssimas escolhas humanas. Arma nunca escolhe matar. 

A verdade é o que princípio determinista do conto de fadas dos pacifistas — "menos armas, menos violência; mais armas, mais violência" — não faz o menor sentido em um mundo de homens reais. Se de repente todas as armas de fogo desaparecessem da face da Terra, inventaríamos outros meios para atacar, roubar, matar e, na mesma proporção, nos defender. 

Leis nunca impedirão loucos, terroristas ou criminosos.

Em 2009, um radical islâmico abriu fogo na base militar de Fort Hood, no Texas, matando 12 militares. Só cessou o ataque quando soldados armados o balearam.

Em 2010, um homem com problemas psicológicos invadiu uma escola primária da China e, usando uma faca, matou pelo menos 7 crianças e uma professora. Foi embora e se matou em casa. Naquele ano ataques semelhantes vitimaram mais de 150 crianças e adultos.

Em 2011, um maluco ingressou em uma escola em Realengo, Rio de Janeiro, e matou 12 alunos. Só cessou o ataque ao ser baleado pro um policial militar.

Em 2012, um homem mascarado, vestindo roupa camuflada, abriu fogo em um shopping de Portland, nos Estados Unidos. Duas pessoas e o próprio atirador morreram.

No dia 16 de setembro de 2013, um homem invadiu uma base militar em Washington, EUA, e matou pelo menos 12 pessoas antes de ser morto pela polícia.

Dos cinco casos citados, os episódios de maior carnificina foram exatamente nos locais que, nos EUA, são chamados de "gun free zones", ou seja, onde ninguém pode entrar ou permanecer armado. Para deixar claro, embora pareça e seja um contra-senso, áreas militares também não permitem que soldados e servidores entrem ou permaneçam armados em suas dependências.

O local onde o louco assassino teve menor êxito foi no shopping de Portand, onde clientes podem entrar armados. E foi exatamente um desses clientes, um homem que passeava com um amigo e o filho, que sacou sua arma e enfrentou o celerado, que, diante da reação, covardemente correu para dentro de uma loja e se matou.

No mesmo sentido, um outro exemplo: o massacre de Aurora (EUA), em que um homem invadiu uma sala de cinema e matou 12 pessoas. O que se divulgou das investigações deixou claro que ele escolheu um cinema em que, por política da empresa proprietária, não se permitia porte de armas em suas salas. Relatórios da investigação também apontaram que ele identificou cinemas muito mais próximos de sua casa e, até mesmo, salas com mais espectadores ainda; mas ele escolheu exatamente o local em que tinha a maior chance de êxito em seu plano macabro.

Em qualquer tragédia é realçado o fato de que um criminoso usou armas de fogo, porém é omitido o que teria ocorrido caso algum cidadão estivesse de posse de sua arma de fogo. Haveria reação e seguramente o criminoso seria abatido

Cesare Beccaria, em seu livro "Dos Delitos e Das Penas", de 1764, já deixa clara ineficácia de certas leis. Escreve ele:

"Podem considerar-se igualmente como contrárias ao fim de utilidade as leis que proíbem o porte de armas, pois só desarmam o cidadão pacífico, ao passo que deixam o ferro nas mãos do celerado, bastante acostumado a violar as convenções mais sagradas para respeitar as que são apenas arbitrárias.

Tais leis só servem para multiplicar os assassínios, entregam o cidadão sem defesa aos golpes do celerado, que fere com mais audácia um homem desarmado; favorecem o bandido que ataca, em detrimento do homem honesto que é atacado."

O que precisa ser entendido é que leis não impedem loucos, criminosos ou terroristas. Só acabam por lhes dar salvo-conduto, a certeza de que suas vítimas estão indefesas. Assim, eles marcham para os massacres com a tranquilidade de um lobo que ataca um rebanho sem qualquer preocupação, diante da inexistência do cão pastor.

Conclusão

Nem toda sociedade quer ter uma arma.  Se somente 20% da população civil estivesse armada, alguns casos de criminalidade poderiam ter sido evitados.  Um caso que vem à mente é o do estuprador do coletivo no Rio de Janeiro, que rendeu o motorista e estuprou uma passageira.   Nesse mesmo coletivo, havia 10 pessoas que ficaram atônitas no fundo do ônibus, passivamente assistindo a toda aquela cena de terror.  Se ao menos um passageiro estivesse armado, a história teria sido bem diferente.

Ainda hoje ninguém explicou se o pessoal dos direitos humanos, bem como as pessoas que defendem o desarmamento, deram suporte para aquela cidadã que hoje amarga o terror em sua mente, sem amparo algum.  Já o "bandidinho" armado foi protegido como que com honras de estado. Desencontro total de valores.

Por isso afirmo que não há, realmente, muito o que esperar. E, além de afirmar, faço aqui uma acusação: o estado é cúmplice! Cúmplice de cada homicídio, de cada estupro, de cada roubo e de cada furto que ocorre hoje no Brasil.

Em que me pauto para afirmar isso? Ora, quem tem o instrumental de repressão e clama para si o monopólio da segurança pública, ao não tomar as medidas necessárias para impedir todo e qualquer tipo de crime, é cúmplice — no mínimo, por omissão.

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Leia também:

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Desarmamento e genocídios 

Como o porte irrestrito de armas garantiu a liberdade dos suíços 

O direito de portar armas é um direito humano essencial

Armas e liberdade


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autor

Bene Barbosa e Francisco Razzo


Bene Barbosa
é especialista em segurança pública e presidente do Movimento Viva Brasil

Francisco Razzo é mestre em filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, graduado em filosofia pela Faculdade de São Bento - SP e escrevia para o blog Ad Hominem – Humanidades e outras falácias.



  • anônimo  14/04/2015 15:35
    Prezados,

    Se alguém puder indicar referências de como o cidadão de bem conquista seu porte de arma, seria bem proveitoso. Coisa de passo a passo. Eu tinha um link, mas o tiraram do ar. Explicações legais, preço de armas. Orçamento completo com burocracia e instrumental. Acho que muita gente aqui teria interesse.

    Obrigado.
  • Ali Baba  14/04/2015 17:45
    Veja em: https://www.defesa.org/como-comprar-uma-arma-legalmente/

    Clique nos links.
  • KK Liberty  14/04/2015 18:40
    Você pode encontrar muitas informações aqui:
    https://www.defesa.org/
  • Gunnar  28/04/2015 18:40
    Compra "ilegal" mesmo.

    Prós:
    1- É mais barato.

    2- Comprando no Paraguay ainda dá aquela burlada gostosa no imposto brasileiro.

    3- Ninguém vai saber, pois você provavelmente nunca vai atirar em ninguém. A principal função de um porte de arma é a defesa, a qual se dá pelo equilíbrio de forças. Na maior parte dos casos, demonstrar estar armado é o suficiente para coibir o ataque do criminoso. Um tiro de doze para fora da janela fará o larápio pular o muro no sentido contrário mais rápido do que entrou.

    4- Caso tenha que atirar, pode descartar a arma num rio e escapar da sanha do sistema judicial, pois não está registrado em lugar nenhum.

    5- Caso tenha que atirar e tenha o azar de ser pego... bem, que diferença faz? A dor de cabeça será a mesma de atirar num vagabundo com uma arma legal, exceto por alguns detalhes.
  • Gunner  22/05/2015 02:26
    O problema de uma arma ilegal é que vc estará restrito ao uso em casa.
    Gostaria de saber o que é necessário para andar com a arma na cintura sem ser incomodado
  • Felipe  22/05/2015 03:32
    Virar um policial.
  • anônimo  22/05/2015 09:45
    Os vagabundos maconheiros falam 'não compre, plante'...pois nosotros deviamos fazer a mesma coisa: não compre, imprima.
  • Alexandre  22/06/2015 20:56
    Só há duas maneiras de portar arma sem ser incomodado no Brasil: fazendo concurso para a polícia ou para as Forças Armadas (e apenas como oficial, praça não tem direito assegurado).
  • Tio Patinhas  22/06/2015 22:46
    Juiz tb pode, ministério público (aliás os promotores fazem campanha contra armas, mas eles usam...), cobradores de imposto, etc.

    Obrigado.
  • anônimo  22/06/2015 23:14
    Ou sendo político ou funcionário público da OAB.
  • Thomas More  14/04/2015 15:55
    Enquanto nós pensantes do povo preocupamos com a pobreza e a miséria que assola o mundo, este site visa propagandear objetos que só servem para matar seres humanos, uma medida que seria um mero retrocesso aos tempos da barbárie.

    O texto começa já induzindo o leitor ao erro quando diz que o crime é uma questão de livre arbítrio, um argumento que só serve para alimentar os racistas e fascistas deste mundo, que apenas jogam todo o problema do capitalismo na tal "falta de caráter" do pobre. Seria falta de caráter quando um jovem da periferia entra no mundo do crime porque não consegue emprego? Seria falta de caráter quando uma criança, que não teve acesso à escola, entra no tráfico? É claro que não.

    Esses jovens não tiveram escolha, foram jogados ao crime pelo próprio sistema que apenas valoriza bens materiais, que transforma seres humanos em meros instrumentos braçais ou escravos da produção capitalista. A tal liberdade que os defensores do capital propagam é uma liberdade falsa, pois a verdadeira liberdade só poderá se alcançado através da reforma no sistema educacional, como ensinou o nosso querido Paulo Freire.

    E também pouco me importa as estatísticas do artigo, uma velha tática burguesa a serviço das indústrias de armas que utilizam de mecanismos da matemática para criar e distorcer fatos sobre a realidade. Pergunto ao liberal, qual o propósito da arma se não matar? Como poderemos permitir que seres humanos, criaturas emocionalmente instáveis, possam ter acesso a este objeto tão perigoso e destrutivo?

    Se quisermos construir uma sociedade justa e harmoniosa é essencial combatemos o porte de arma, permitindo apenas aos grandes homens esse acesso. E novamente, pouco me importa que o povo queira ter acesso ao porte de arma, pois o povo muitas vezes vota contra si mesmo, iludidos pela propaganda massiva das indústrias de armas. Se quiseres uma solução ao crime precisamos começar com uma reforma educacional já, pois só fornecendo as ideias corretas para que o individuo adquira a consciência do seu meio é que poderemos acabar com a criminalidade.
  • Saint Ignatius  14/04/2015 16:56
    Embora tenha sido uma ironia inteligente com a esquerda, vale ressaltar que é assim mesmo que eles pensam, utilizando exatamente essas frases. Só que sem sarcasmo.
  • Wellington Kaiser  14/04/2015 18:03
    Brother, nem percebi que era ironia. Existem pessoas tão estúpidas, que vejo esse tipo de comentário 100% sincero. :)
  • David  24/04/2015 18:17
    Você já pensou na possibilidade de que talvez não seja uma ironia ? Digo isto porque eu conheço pessoas que têm este mesmo pensamento dele.
  • Wellington Kaiser  14/04/2015 18:00
    "Esses jovens não tiveram escolha, foram jogados ao crime pelo próprio sistema que apenas valoriza bens materiais, que transforma seres humanos em meros instrumentos braçais ou escravos da produção capitalista."

    Isso pra mim é preconceito, falta de informação. Tivemos escolha sim, e a maioria de nós não entrou para a vida do crime. A maioria dos moradores da favela são pessoas de bem, escolheram ser pessoas de bem, mesmo com todas as adversidades da vida.
  • KK Liberty  14/04/2015 18:44
    Ganhou o selo Jan-dira de auta Marxibilidade.
  • Rennan Alves  14/04/2015 20:20
    Típico filósofo? É você?
  • Ex-microempresario  22/05/2017 19:50
    Pode até ser ironia, mas com algumas coisas não se brinca:

    Seria falta de caráter quando um jovem da periferia entra no mundo do crime porque não consegue emprego?
    SIM.

    Seria falta de caráter quando uma criança, que não teve acesso à escola, entra no tráfico? SIM.

  • Daniel Leal  14/04/2015 16:02
    Político a favor de desarmamento deveria substituir seu aparato armado de segurança pessoal por um bilhete em suas costas onde esteja escrito, "THIS IS A GUN FREE ZONE", a fim de praticar bem o quê prega. Ponto final.
  • Eurivaldo Alcântara  14/04/2015 16:04
    As estatísticas reforçam cada vez mais a ideia que o desarmamento civil torna as pessoas vulneráveis àqueles que decidem se armar em detrimento da lei, ou seja, enquanto uns obedecem as leis de desarmamento, outros a ignoram e promovem o terror. Uma pena que no Brasil os ditos 'intelectuais' mascaram a realidade e os dados.
  • Rogerio Basztabin   14/04/2015 16:09
    Já me salvei de assaltos mais de uma vez graças ao tempo que se podia ter porte de arma. Sou e sempre serei à favor do porte de armas.... É um direito de todo cidadão. Já que o governo não consegue nos defender, por que não tirarmos porte consciente com preparo, treinamento e tudo mais como era feito?

    Infelizmente as leis estão defendendo bandidos e criminosos e ferrando com o cidadão de bem. Ladrões deitam e rolam as nossas custas.... Há uns tempos atrás me ameaçaram na rua e me defendi com as próprias mãos... Não deu 15 minutos e a polícia queria me levar preso, defendendo quem me ameaçou... ai veio uma explicação lógica (vinda de outro policial) Se prendêssemos o meliante não daria em nada.. agora prender o cidadão de bem com posses e tudo mais rola processo e lucro para o estado. Revoltante..... MST com facões não mão pela rua e armas de fogo pode.....
  • João Domingues Maia  14/04/2015 16:10
    Um ladrão só entra em sua casa porque sabe que você não tem uma arma para se defender. Invadiram o sítio de um amigo que fica a quilometros do posto policial mais próximo e fizeram a mudança. O cachorro ficou latindo e ele nada pode fazer antes que os dois bandidos entrassem. Tivesse armas, entregava uma ao caseiro, outra ao filho, outra ao genro e tinham posto os bandidos para correr. Vá morar em uma fazenda e aguarde os ladrões de gado. No Brasil, pequenas cidades são invadidas por ladrões de caixas eletrônicos, mas experimenta invadir uma cidadezinha do interior dos EUA: dezenas de fuzis vão aparecer nas janelas das casas.
  • Andrea Azevedo  14/04/2015 16:12
    Perfeito! No Brasil, o governo só quer que as armas fiquem sob o poder de suas milícias e traficantes, visto que até a polícia encontra dificuldade de exercer o seu papel... Sempre que há mortes em virtude de troca de tiros entre policiais e bandidos, a culpa sempre é da polícia! A solução que eles querem é deixar a população a cada dia mais refém...
  • Magno  14/04/2015 16:19
    Prezada Andrea, essa questão dos policiais não me comove. E por um motivo muito simples: o braço do estado que impinge o desarmamento do cidadão de bem é justamente a polícia.

    Sim, políticos fazem as leis do desarmamento, mas quem impinge a lei é o braço armado do estado. Se eu quiser comprar uma arma no mercado negro, a minha maior preocupação será a polícia me flagrar e me jogar em cana. Ou seja, paradoxalmente, é a polícia quem garante o sossego da bandidagem; é a polícia quem garante à bandidagem que o cidadão comum está desarmado. É a polícia a maior responsável,pelo desarmamento.
  • Henrique Zucatelli  14/04/2015 17:05
    Totalmente de acordo Magno!

    Ter arma em SP é ser imã de polícia. Se não te levam para o DP para tomar chacoalhão do delegado (mesmo possuindo uma arma devidamente registrada), te achacam cobrando propinas para não levar sua arma.

    Eles detém total controle sobre o cidadão comum e o coibem de se defender.

    Lembro-me bem de um caso que aconteceu há alguns anos, onde ao perceber dois meliantes tentando entrar na minha empresa, liguei para o 190- e durante meu chamado acabei gritando: "Se voces entrarem, vou derrubar os dois".

    Sabe o que a policial em atendimento me disse? "-O Sr. está ameaçando eles de morte?" Pois eu respondi na lata: "- Não minha Senhora, vou chamar eles para tomar um café aqui comigo, quem sabe eles desistem de me assaltar".

    Não demorou 5 minutos e duas motos da ROCAM vem voando para a empresa, mas para a minha surpresa, eles não vieram atrás dos bandidos, mas atrás DA MINHA ARMA, e não sossegaram enquanto não descobriram que eu não estava armado naquele momento. Quanto aos meliantes,
    fugiram e ficaram numa boa, ninguém se preocupou em ir atrás deles.

    Isso é a Polícia de São Paulo. Isso é o Brasil.
  • Martius  15/04/2015 01:59
    Devido a muitos anos de lavagem cerebral, as armas foram demonizadas e quase toda a população acha que quem deseja ter uma é para roubar ou matar inocentes; a polícia está inserida neste péssimo contexto, e seus homens estão empenhados em expurgar este "mal"; dói-me ver quando armas de pessoas de bem são apreendidas, mas fazer o quê? Infelizmente a polícia apenas cumpre as leis "maravilhosas" que o Estado faz...

    Para finalizar, por mais absurdo que pareça, as forças de segurança estão repletas de esquerdistas, ao menos aqui em MG.
  • Renato  14/04/2015 16:19
    De acordo com esse respeitadíssimo site esquerdista, Honduras, um dos lugares que mais se mata no mundo, é ''um país violento e armado até os dentes''.
    Ai você vai pesquisar a taxa de armas per capita (que é a que importa), e descobre que lá existem 6.2 armas por 100 habitantes. Ou seja, um país 15 vezes menos armado do que os EUA, onde a taxa é de 90 armas por 100 habitantes.

    www.vermelho.org.br/noticia/120131-7
  • Anônimo  14/04/2015 16:52
    Acompanhei o vermelho.org por alguns meses e posso confirmar que seus autores possuem a honestidade intelectual e compromisso com os fatos equivalentes a um livro de ficção. E como o qual, já se dotam de narrativas para as quais deliberadamente inventam mentiras ou contam meias-verdades; há muitos já abandonei a crença de que estas pessoas estão sendo enganadas ou doutrinadas - eles são delinquentes e mentirosos de carteirinha que se sentem justificados.

    Nunca ouse pegar um dado deste site sem pesquisar antes. Eu o fiz uma vez e acabei degolado por uma muralha de refutações factuais.

    Não dá pra confiar em estatista. Se o estado não funciona, é só mentindo que dá jeito.
  • anônimo  14/04/2015 19:25
    Releia o texto e verá que seu comentário foi digno de uma pessoa adepta a leituras dinamicas.
  • Renato  14/04/2015 20:38
    Não entendi seu comentário. Poderia ser mais claro? Ademais, pra quem ele foi direcionado? Para mim ou para o leitor que me respondeu?
  • Henrique Zucatelli  14/04/2015 16:57
    Mesmo antes de conhecer a fundo a liberdade proposta por Mises, sempre fui a favor do cidadão portar sua arma, seja branca ou de fogo, pelo pressuposto óbvio que é o agente que comete o crime, não o objeto utilizado.

    Não fosse assim, e se levássemos ao pé da letra esse status quo que tentam legitimar, olha o que teríamos que proibir:


    - A compra e porte de facas, facões ou qualquer instrumento cortante, pois boa parte dos homicídios são cometidos com o uso dos mesmos.

    - O cidadão ter ou dirigir qualquer tipo de veículo, pois o ladrão que rouba foge normalmente de carro, moto, e muitas vezes de caminhão. Outro motivo seria que diversas mortes são provocadas por atropelamentos.

    - A compra ou porte de telefones celulares, pois são o principal meio de comunicação dos criminosos, dentro e fora das penitenciárias.

    - Torcer para o Corinthians ou Flamengo, pois 99% dos criminosos torcem e/ou pertencem a torcidas organizadas desses clubes.

    Bom, essa lista por mais absurda que possa parecer, vai aumentar infinitamente, pois praticamente todos os instrumentos de defesa, locomoção e comunicação utilizados pelo cidadão é utilizado igualmente pelo criminoso. Logo, a lógica perversa utilizada pode qualquer dia desses tomar proporções bem compatíveis com o que descrevo por cima. Os políticos do Brasil não tem limites quando se trata de fazer m...


  • Raphael Paiva  26/06/2016 03:52
    Acredito que a verdadeira questão seja a segurança do cidadão na seguinte situação:

    O criminoso escolhe um cidadão para assaltar, caso ele veja que a pessoa está armada, a primeira reação dele será atirar.
    Se a pessoa não tiver armada ele provavelmente efetuará o roubo e irá embora.

    Claro que armado a pessoa pode reagir e ferir/matar o bandido para se defender do roubo, mas também corre o alto risco do bandido ser mais veloz que ela e matá-la primeiro.
  • Lucas Favaro  14/04/2015 19:18
    Bom texto, mas o início é tão absurdo que tive vontade de fechar a aba do artigo assim que o li.

    "Há quase 20 anos impera no Brasil a ideologia infundada de que a criminalidade e a violência são fruto da desigualdade social e da pobreza."

    Achar que desigualdade social não condiciona criminalidade é, no mínimo, ingenuidade. Criminalidade não é condicionada pela pobreza, mas pela desigualdade social não há dúvidas de que é, sim.

    jornalggn.com.br/blog/luisnassif/a-relacao-entre-desigualdade-e-criminalidade

    Aí, continuando o texto,vem a seguinte passagem:

    "A diferença entre ricos e pobres é que os primeiros, quando decidem cometer crimes, escolhem o estelionato, as falcatruas, a corrupção, a gestão fraudulenta, as licitações forjadas, e não raramente acabam na política. Os pobres, por pura falta de outros instrumentos ou acessos, "metem o canhão na cintura" e vão para a rua assaltar."

    Ok. São poucos aqueles que tem acesso à possibilidade de praticar estelionato, gestão fraudenta, licitações forjadas etc. Segundo a tese dos autores, por quais vias o bandido da classe média, que não tem acesso à possibilidade de estelionato etc., cometeria crimes? Seria pela via dos pobres, que vão pra rua assaltar? Então a taxa de presos de classe média é a mesma da de presos pobres, certo? É óbvio que não.

    institutoavantebrasil.com.br/perfil-dos-presos-no-brasil-em-2012/

    Não consegui achar a relação entre as classes sociais dos presos. Mas esse dado aqui é bem esclarecedor:

    "O nível de escolaridade entre a maioria dos presos, em 2012, era o Ensino Fundamental Incompleto (50,5%)"

    Pra que a população carcerária fosse homogênea entre as classes, metade das pessoas da classe média no Brasil teriam que ter o fundamental incompleto. Alguém aí conhece um classe média que tenha mais de 18 e não tenha o fundamental completo? Eu não conheço um.

    À luz desses dados, fica óbvio que a maioria dos presos são pobres fudidos, então a crença de que desigualdade social gera violência não é nem um pouco infundada, pelo contrário: a descrença nesse fato é que é.
  • Marcos Favre  14/04/2015 20:22
    Achar que desigualdade social não condiciona criminalidade é, no mínimo, ingenuidade. Criminalidade não é condicionada pela pobreza, mas pela desigualdade social não há dúvidas de que é, sim."

    Então, por essa lógica, a criminalidade na Índia deveria ser a maior do mundo, dado que há até uma divisão de castas naquele país. Aliás, também por essa lógica, a Inglaterra (e sua aristocracia imutável) deveria ser uma carnificina só.

    Esse artigo que você compartilhou, que é de 1995, não apresenta fontes e nem dados nenhum. Há apenas achismos. Se quiser substanciar sua afirmação, o mínimo que você tem de fazer é pegar os 10 países com os maiores coeficiente de Gini e mostrar que eles também são os 10 mais homicidas do mundo. Faça isso e então, só então, volte com essa sua afirmação.
  • Felipe  14/04/2015 20:28
    Não, desigualdade não gera violência, não há nenhum embasamento lógico de que a mera existência de seres mais ricos que você faz os seres humanos recorrer ao crime. Caso contrário a sociedade se quer conseguiria progredir.

    O que gera violência é a falta de valores éticos e morais somado a uma total falta de segurança pública.
  • Andre Machado  14/04/2015 20:53
    então vc está acusando os pobres de serem mais criminosos que os ricos? que preconceito heim
  • Garcia  14/04/2015 21:04
    Exato. Quem afirma que desigualdade é a causa da violência está necessariamente dizendo que pobres são pessoas invejosas, irracionais, imorais e sem ética.

    Difícil imaginar uma afirmação mais reacionária do que essa. Parabéns pela coragem, Lucas Favaro.
  • anônimo  14/04/2015 22:08
    Você começa citando um site claramente financiado pelo governo pra refutar uma critica ao governo. Não faz muito tempo tinha vários anúncios da Caixa,BB e Petrobras lá. Ótimo. Credibilidade mil.

    www.bytebio.com/site/sites/default/files/styles/large/public/portfolio/ggn.png

    Não obstante, confunde desigualdade social com pobreza. É possível existir um país altamente desigual mas com os 10% mais pobres não tão pobres assim, como também é possível haver um país igualitário com praticamente a sociedade toda pobre. Se por um lado você começa dizendo que a criminalidade não é condicionada pela pobreza, por outro só aponta dados e conclui que é a pobreza que, no fim, é a causa principal da criminalidade. Se toda população brasileira tivesse ensino fundamental incompleto então não teríamos crimes?

    Há vários outros equívocos em sua analise. Por que raios a população carcerária deveria ser homogênea? Se são os mais pobres que são responsáveis pela criminalidade de teor violento é evidente que serão a maioria de presos dado que crimes desse tipo costumam ter penas maiores. E ainda deveríamos levar em conta a chance de cada crime tem de ser descoberto.

    Achar que a desigualdade social é o causador de todos os males é, no mínimo, ingenuidade.
  • Lucas Favaro  14/04/2015 22:08
    Marcos Favre

    "Então, por essa lógica, a criminalidade na Índia deveria ser a maior do mundo, dado que há até uma divisão de castas naquele país. Aliás, também por essa lógica, a Inglaterra (e sua aristocracia imutável) deveria ser uma carnificina só."

    Já que falou no indíce de Gini, fui dar uma olhada e olha só que interessante o que achei: o Gini da Índia é só 33.4%, umas das taxas mais baixas do mundo. Lá o PIB per capita é baíxissimo, apesar da divisão em castas quase todo mundo é pobre, não há a sobrepujante desigualdade aos olhos de todo mundo, como no Brasil.

    E sobre a Inglaterra, cara, não é só porque existe família real que os pobres vão se tornar automaticamente criminosos. A desiguldade deve ser evidente na rotina dos pobres para que isso se torne um fator de influência pra alguém virar criminoso, e a família real não está presente no dia-a-dia do inglês comum.

    Voltando ao índice de Gini, olha só que interessante: os cinco países com a maior taxa de homicídios intencionais do mundo são Honduras, Venezuela, Beliza, El Salvador e Guatemala, cada um com indíce Gini respectivamente de 57%, 44.8%, 53.1%, 48.3% e 55.9%. Índices altíssimos.

    Ao ver isso, só reitero minha posição: achar que não há relação entre desigualdade e criminalidade é, no mínimo, ingenuidade!

    .

    Felipe

    "Não, desigualdade não gera violência, não há nenhum embasamento lógico de que a mera existência de seres mais ricos que você faz os seres humanos recorrer ao crime."

    Um descuidado poderia deixar passar batido o fato de que eu não disse que desigualdade GERA criminalidade, mas sim que CONDICIONA a existência de. Volta e leia de novo!

    .

    Andre Machado

    "então vc está acusando os pobres de serem mais criminosos que os ricos? que preconceito heim"

    Os fatos indicam que os pobres cometem mais crimes que os classe média. Eu acredito nos fatos.
  • Ricardo  14/04/2015 22:44
    Quase, mas ainda não. Esses índices de Gini nem de longe são os mais altos. O do Chile, por exemplo, é de 50,8, e a violência lá é muito menor que a de todos esses países, inclusive Venezuela, cujo Gini é de 44. Já o Gini da África do Sul é de explosivos 65, e nada de ter uma violência equivalente. Já o das ilhas Seychellas é de estratosféricos 66, e lá é um paraíso turístico. A própria Colômbia, com 53,3, é muito mais segura que todos esses países, inclusive Venezuela e seus 44.

    en.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_by_income_equality

    Quanto à Inglaterra, a aristocracia não se resume à família real. Pelo visto, você não conhece a sociedade britânica.

    Abraços.
  • Eduardo  15/04/2015 01:20
    Lucas, cuidado com cherry picking...
    Quando voce diz q desigualdade social gera criminalida eu entendo, implicitamente, que vc quer dizer q a base disso é a inveja, sentimento humano irremediavel.
    Porem, discordo que a inveja leve, necessariamente, a criminalidade. Depende. Se o ambiente do pais e de impunidade e as oportunidades de crescer pelo esforço ou criatividade sao poucas, pode ate ser que sim. Se nao, a situaçao muda, nao concorda?
    A questao que deve ser analisada e se é desejavel tentar construir um novo homem, livre de inveja ou tudo aquilo que voce acha ruim. Para os realistas, isso nao so e impossivel, como contraproducente.. Nao devemos tentar construir um novo homem atraves da engenharia social, devemos tentar usar ao maximo a condiçao humana para a criaçao de uma sociedade mais pacifica e prospera. Ate mesmo inveja e desigualdade (nao estou falando de pobreza absoluta) sao uteis nesse processo.
  • sandro lima  14/04/2015 23:52
    Também acho que a violência também está relacionado a pobreza.
    Quem é lascado de tudo, e não tem nada a perder, vai pras cabeças... vai porque já vi isso acontecer... E não estou falando de sociopata não.
    Também acho que a violência está presente nas pessoas mais ignorantes. As menos estudadas são, quanto menos se tem a perder, mais fácil fica para entrar para a criminalidade, e uma vez lá, ganhando R$ fácil, o cabra se acostuma...

    Uma das poucas coisas que eu vejo que conseguiu diminuir a violência dentro de uma sociedade, que conseguiu "domar" os pobres, fazendo com que vivesse sem se rebelar, foi a religião.
    O cara que criou a religião foi muito inteligente. Penso eu, que quanto mais tivermos pobres desacreditados na religião, maior o nível de criminalidade e violência.

    Sendo simplista e genérico:
    Rico, quando não acredita em deus, faz suruba.
    Pobre, sai pra roubar.






  • Jarzembowski  15/04/2015 12:17
    Toda a sua argumentação é uma gigantesca falácia cum hoc ergo propter hoc.
    Correlação não implica em causalidade. É um salto gigantesco e totalmente arbitrário selecionar EXCLUSIVAMENTE dados sobre pobreza ou desigualdade social(que são coisas inteiramente diferentes e você também não entende) e disso concluir que trata-se da causa única ou primordial da criminalidade.
    O nível de escolaridade média do brasileiro é medíocre(7,2 anos segundo o Pnud) então, estatísticas como as que você forneceu sobre a escolaridade do população carcerária não significam nada, não provam de maneira alguma uma relação de causalidade entre baixa escolaridade e criminalidade.
    Sem contar que você fala de criminalidade de uma maneira propositalmente vaga e genérica, para passar a impressão de que estamos falando de pessoas que roubam pra matar a fome, o que se encaixaria com a sua tese de pobreza como causa da criminalidade, mas certamente não é esse o caso.
    O que se trata aqui é de uma violência endêmica, do maior número absoluto de assassinatos no mundo, e qualquer relação entre a brutalidade de 50 mil assassinatos por ano e o simples desejo de satisfazer as necessidades básicas de subsistência é profundamente duvidosa e fica a seu encargo mostrar, não apenas com estatísticas convenientemente selecionadas, mas como análises sociológicas concisas que isso é um fato.
    Pra se ter uma ideia de como sua análise é incompleta e tendenciosa, consideremos os episódios de expropriação da agricultura perpetrados pelo regime comunista na China e no leste europeu, que foram certamente os exemplos mais extremos de desespero causado pela falta de condições mínimas de subsistência. Milhões de pessoas foram condenadas a morrer de fome do dia pra noite.
    Ainda assim, os episódios de brutalidade em resposta às monstruosidades cometidas pelo partido comunista foram esporádicos - há muitos relatos de pessoas que no auge do desespero comeram cadáveres de vizinhos, amigos e até familiares pra não morrer de fome. Mas estes atos extremos eram cometidos com a alma destroçada de dor, com plena ciência da natureza vil e imoral que aquilo representava, conforme vemos em tantos relatos de sobreviventes do Holodomor, por exemplo.
    Essa noção da imoralidade dos atos violentos não existe na mentalidade padrão dos criminosos das nações ocidentais. Theodore Dalrymple esteve em contato com milhares de criminosos na África, Leste Europeu, América Latina e os relatos dos seus livros são reveladores: esses criminosos claramente acreditam que são vítimas, e que seus atos são na pior das hipóteses "justiça equalizadora".
    Então, é absolutamente evidente que uma situação assim não pode ser justificada apenas pela carência de bens materiais e que a questão dos valores morais é parte essencial dessa análise.
    E de fato, quem quer que tenha estudado as supostas relações entre criminalidade e pobreza, concluiu precisamente o contrário do que você afirma: a causa primordial da criminalidade é uma degradação moral que costuma ser mais acentuada em ambientes que COINCIDEM com a desestruturação financeira.
    Percebe a IMENSA diferença entre a pobreza diretamente SER A CAUSA da criminalidade e ela estar PRESENTE em ambientes desestruturados que vão, com mais frequência produzir pessoas com deformidades morais como rancor, inveja, falta de responsabilidade individual, falta de empatia pelos seus semelhantes, etc?
    Existem estatísticas muito mais reveladoras do que as que você forneceu, como por exemplo o fato de que crianças criadas apenas por um dos pais tem nove vezes mais chance de cometer crimes

    Children whose parents split are NINE times more likely to commit crime

    entretanto, nenhuma pessoa sensata vai fazer o que você faz, e concluir que single-parenting é a causa primária da violência.
    O mais adequado é analisar o contexto que envolve essas estatísticas, como nesse estudo muito elucidativo de Patrick F. Fagan, Ph.D:

    The Real Root Causes of Violent Crime: The Breakdown of Marriage, Family, and Community

    Além disso, recomendo o livro do Theodore Dalrymple que explora essa mesma ligação entre a derrocada de valores fundamentais e criminalidade:

    Life at the Bottom: The Worldview That Makes the Underclass

    e este livro excelente que mostra o impacto dos valores morais na prosperidade das sociedades:
    Culture Matters: How Values Shape Human Progress.

    Isso aí é a matéria prima da discussão, o mínimo que tem que estudar. Sem isso vira papo de boteco.
    Seres humanos não são gado, e fazer análises sociológicas com base UNICAMENTE em estatísticas é inaceitável.












  • Ed  15/04/2015 15:42
    Procede a afirmaçao de que a populaçao carceraria negra e maior do q a taxa na populaçao geral? E em relaçao aos asiaticos? Algum esclarecimento sobre esse assunto?
  • Joker  15/04/2015 19:38
    A taxa de homicídios no Brasil hoje é mais do dobro do que era na ditadura militar
    (www.gazetadopovo.com.br/especiais/paz-tem-voz/taxa-de-homicidios-no-brasil-mais-do-que-dobra-em-30-anos-aowqin86eyv56fxuy9kg6iuz2 ), apesar de hoje os pobres terem condições materiais muito melhores que a 30 anos atrás.

    Pessoalmente, acredito que há um grande componente da cultura e dos valores na violência e esse "coitadismo social" da esquerda brasileira está contribuindo para o cenário atual.
  • Gunnar  28/04/2015 18:55
    Perfeito, Jarzembowski, cum hoc ergo propter hoc puro. O bandido é bandido por que é pobre e sem estudo ou o pobre e sem estudo é pobre e sem estudo porque é bandido?
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  14/04/2015 20:08
    Concordo em tudo. O "estado" brasileiro é uma besta desgovernada. Ou melhor, "governada" por bestas desgovernadas e estúpidas.
  • Ali Baba  15/04/2015 10:26
    @Amarílio Adolfo da Silva de Souza 14/04/2015 20:08:03

    Concordo em tudo. O "estado" brasileiro é uma besta desgovernada. Ou melhor, "governada" por bestas desgovernadas e estúpidas.

    Lamento caro Amaríldo, mas de "bestas desgovernadas" nossos políticos não têm nada. É verdade que muitos são idiotas úteis, a serviço de quem paga mais... mas a verdade é que o status quo é uma peça de engenharia social cuidadosamente planejada e levada a cabo deliberadamente por seres imorais.

    Infelizmente, o status quo não é acidental.
  • Adelson Paulo  14/04/2015 21:47
    Eu sempre me orgulhei de nunca ter dado um tiro em minha vida (com 51 anos). Mas minha porção "bicho grilo" hoje se rende a mais uma evidência da realidade humana: a restrição ao porte de armas estimula a audácia dos marginais. O direito de possuir uma arma de fogo em sua propriedade, residencial ou comercial, é um dos pressupostos da liberdade individual e do direito à defesa da propriedade. Novamente neste tópico fomos derrotados pela "hegemonia cultural" das esquerdas no Brasil.
  • Felipe Lange Souza B. S.  14/04/2015 22:56
    Muito bom artigo Bene Barbosa!

    E eu digo-lhe: o estado não só é um cúmplice do crime, como ele em si é praticante do crime, com seus políticos e burocratas psicopatas que desprezam a vida humana.
  • Ed  15/04/2015 00:38
    Si vis pacem, para bellum.
  • Zeca  15/04/2015 00:59
    morei 3 meses em Israel, em lugar nenhum do Brasil me senti tão seguro quanto lá, cercado por pessoas armadas. O "cara" tem que ser no mínimo estúpido (ou um terrorista que passou por lavagem cerebral] para tentar fazer alguma coisa em um ambiente destes, onde as pessoas de bem estão armadas e treinadas para bem utilizá-las.
  • anônimo  15/04/2015 02:13
    Gosto muito do Razzo, ele deveria escrever mais por aqui.
  • anônimo  15/04/2015 09:35
    Sim, Razzo e Nogy também
  • Carlo Germani  15/04/2015 03:08
    Os artigos de Bene Barbosa,são sempre pontuais.Acrescento um breve adendo: 1)A verdadeira estatística de assassinatos no Brasil ultrapsssa os 90 mil/ano.Ocorre que
    a estatística padrão registra a morte da vítima /ou agressor no momento do crime.Muitas vezes a morte se dá alguns dias após,não havendo assim a relação direta com o caso.
    2) Países como a Suiça,a população mais armada do mundo (armas/habitantes),tem índices baixíssimos de criminalidade.Lá,um(a) jovem de 15 anos é treinado para manusear uma arma com extrema habilidade e estrutura emocional adequada,para ptoteger a si,a sua família e a sociedade.3)Como referência de site sobre a fraude do desarmamento e a importância das armas para defesa pessoal,indico Armaria: www.aramria.com.br
    São vários artigos (alguns do próprio Bene Barbosa,salvo engano)que expõem com argumentos inquestionáveis o direito e a importância de se ter uma arma.
  • Carlo Germani  16/04/2015 00:17
    Correção: o site correto de Armaria é: www.armaria.com.br
  • Veron  15/04/2015 13:47
    Excelente texto.
  • Wanderley  15/04/2015 17:58
    Infelizmente, pode ser que 50% da definição deste tema esteja correta em relação à escolha sobre cometer ou não crime.
    Vejamos um fato ocorrido em 1980, quando patrulhava em São Paulo, numa noite de junho, com uma volante da Polícia da Aeronáutica (naqueles tempos haviam patrulhas constantes da PA, PE e SP da Marinha nas capitais de Estado).
    De repente um sujeito correndo e outro atrás gritando "pega ladrão".
    Embora não fosse competência jurisdicional da PA, por força do dever capturamos o que fugia e o segundo chegou logo atrás.
    Ao ouvirmos o que perseguia o "ladrão", ele disse que o tal "ladrão" pediu a ele uma ajuda de qualquer valor para comprar remédio para seu bebê que estava muito doente e ele, como "bom cidadão" mandou o outro trabalhar (-Vai trabalhar vagabundo... Foram essas as palavras).
    Bom o tal ladrão então pegou a carteira do outro e saiu a correr, sendo perseguido.
    Passamos então a ouvir o "Ladrão" que disse o seguinte:
    - Senhores, eu não sou ladrão (tirou a Carteira de Trabalho do bolso e mostrou), eu trabalhava na Volkswagen, mas os caras do Sindicato dos Metalúrgicos fizeram uma greve lá e fui mandado embora junto com uma porção de gente, e não consigo arrumar trabalho.
    Continuou dizendo:
    - Tenho um bebê de 8 meses que tem hidrocefalia (doença que junta água no crânio), e precisa de remédio urgente, mas custa 80 cruzeiros e não tenho, então pedi esmola o dia inteiro, mas me chamaram de vagabundo e outras coisas. Até que desesperado, quando fui xingado por esse Senhor ai, eu resolvi que poderia pegar a carteira dele e comprar o remédio para meu filho e depois eu iria atrás dele e devolveria tudo, pagaria qualquer prejuízo, mas agora os Senhores me pegaram e serei preso e meu filho vai morrer.
    Nós da Patrulha, eu era o Sargento, conversamos e resolvemos então conversar com a "vitima" que decidiu deixar pra lá e ainda doou 5 cruzeiros, nós fizemos uma vaquinha e pegamos a receita do remédio e fomos até uma farmácia e compramos o medicamento.
    Então avisamos o "ladrão" que iríamos até a casa dele, na periferia de São Paulo (Parque Santa Madalena uma favela, hoje "comunidade")e se fosse mentira iríamos prende-lo como terrorista. Ele aceitou e fomos.
    Era verdade, e o bebê estava em estado mais grave ainda. Ajudamos a socorrer levando para um PS e pedindo atendi mento. Aquele bebê, segundo soubemos mais tarde foi salvo.
    Fica aqui a pergunta:

    - Que escolha teve esse trabalhador desempregado com seu filho as beiras da morte e precisando do remédio?

    Já que os autores do postado são "Doutores", sábios, e parece que tem a solução e a ciência para todos os problemas, são verdadeiros "especialistas" em comportamento humano, por favor me respondam, qual a escolha teria esse pobre desempregado naquele dia?
    E se nós ao invés de ouvi-lo o tivéssemos levado para uma Delegacia e ele fosse preso, o filhinho dele teria morrido e ele sairia da prisão com que mentalidade?
    respondam Senhores experts!!!!
    Digam qual a escolha de gente assim?
  • Jarzembowski  16/04/2015 12:40
    Em primeiro lugar, ninguém aqui tem solução pra todos os problemas, nem a mais remota pretensão de algo dessa magnitude.
    Ademais, não vejo que relação seu questionamento pode ter com os posicionamentos defendidos neste espaço.
    O problema do cidadão com o filho doente foi resolvido da forma mais liberal e desestatizada possível: com a caridade de pessoas que se compadeceram da situação.
    Quem deve explicações é você: onde nessa história precisaria haver uma violação dos direitos de um cidadão que não tem culpa nenhuma da doença da criança para que pessoas caridosas livremente resolvessem ajudar o pai do garoto?
    Aproveite e explique também porque você coloca entre aspas a palavra vítima ao se referir ao homem assaltado. Ele não foi uma vítima? As dificuldades pessoais são salvo-conduto pra agredir outras pessoas? E se esse cidadão que teve a carteira roubada também tivesse um filho doente? Ou contas atrasadas? Ou aluguel pra pagar? Ou uma pensão alimentícia pra uma mãe solteira com poucos recursos?
    Você está afundado até o pescoço no lodo de contradições do seu relativismo moral e ainda quer cobrar explicações?


  • Marcelo  16/04/2015 13:01
    Malandro, que surra...
  • Erick V.  16/04/2015 13:29
    Sem falar que , pelo que consta do texto, o cidadão perdeu o emprego por conta de uma greve promovida pelo Sindicato dos Metalúrgicos.

    Ou seja, das duas uma: ou ele apoiou a greve (e descumpriu seu contrato de trabalho, portanto tinha motivos de sobra para ser demitido), ou não apoiou (e foi vítima do corporativismo sindical brasileiro, segundo o qual o trabalhador é obrigado a seguir as decisões da patota do sindicato mesmo que não queira).

    Tanto em um caso quanto em outro, a adesão aos princípios liberais apenas teria protegido o emprego do sujeito.
  • Carlos Garcia  29/04/2015 09:59
    A observação do Erick,para mim, é a mais importante. Por que é imputado ao libertarianismo a responsabilidade de resolver um problema do estatismo?
  • Pot  15/04/2015 19:34
    Esse artigo faz parte do livro mentiram-para-mim-sobre-o-desarmamento ?
  • bruno d  15/04/2015 21:58
    A seta tinha que apontar para a esquerda.
  • David  16/04/2015 21:47
    A seta aponta para a direção que devemos tomar.
  • Joao Girardi  17/04/2015 20:31
    Está tudo certo, porém seria mais cauteloso em dizer que a intenção das pessoas que defendem o desarmamento é nobre. Boa parte da nossa "intelligentsia" desarmamentista - e nela constam atores, músicos, certos professores e políticos -, se não possuem armas de fogo, protegem suas casas com muros altos e reforçados com cercas elétricas, carro blindado e em muitos casos seguranças fortemente armados. Esse povo na realidade sabe o que funciona e que o discurso deles é falso, o que realmente querem é nos escravizar.
  • Renato  20/04/2015 21:47
    Já que teve gente esquerdando aqui nos comentários e usando aquele surrado clichê de que o vagabundo entra pro crime porque ''não teve oportunidade'' ou ''passa fome'', vale a pena uma indagação: se a esquerda afirma que aumentar a pena, endurecer as leis e mandar pra cadeia não resolve, por que então eles pedem a criminalização da homofobia? Alguém poderia explicar racionalmente isso?
  • anônimo  23/04/2015 13:38
    'Crime de homofobia' é apenas uma estratégia pra criar ódio entre os grupos e fazer os idiotas úteis clamarem por mais estado.
    A maioria desses crimes onde morrem gays, o assassino é outro gay.Isso eles não falam.
  • Emerson Luis  22/04/2015 18:27

    Uma pequeníssima porcentagem das pessoas pobres torna-se criminosa.

    E a maioria destes, para não dizer todos, o faz por ganância e outros defeitos.

    Por outro lado, a maioria das vítimas de criminosos é pobre.

    Os esquerdistas dizem-se defensores dos pobres. Porém, eles defendem apenas os pobres que agem errado e prejudicam aqueles que agem corretamente. Para justificar o comportamento dos criminosos, eles insultam a maioria honesta e trabalhadora dos pobres.

    * * *
  • Eduardo R., Rio  23/04/2015 07:47
    Vídeo no qual a apresentadora Maria Beltrão (irmã do presidente do IMB), ao ver que a maioria dos assinantes tinha opinião contrária a sua e dos demais iluminados do programa quanto ao porte de armas de fogo na rua, finge que a enquete era sobre o uso das ditas armas exclusivamente em casa. Uma vergonha.


  • Fabrício S., São Paulo  23/04/2015 13:08
    Vi o vídeo e ele não tem nada a ver com essa descrição que você faz.

    Aliás, pelo contrário até: primeiro a apresentadora diz que o governo realmente desconsiderou o resultado do referendo do desarmamento; depois, ela leu duas opiniões de telespectadores a favor do porte de armas, e apenas uma de uma telespectadora contrária. E, por fim, ela apresentou o resultado da enquete, se disse surpresa com o resultado (e nem poderia ser diferente, pois foi um resultado acachapante: 84% pró-armas e 16% anti-armas), e em momento algum fez essa tergiversação da qual você a condenou. (Mesmo porque, o que sempre esteve em debate -- ao menos no Brasil -- foi a posse, e não o porte, de armas).

    Uma vergonha, isso sim, foi a sua postura, prezado Eduardo. Calúnia feia e lastimável. Pensava eu que esse estratagema de mentir, caluniar e inventar coisas era monopólio da esquerda. Estava enganado.
  • Eduardo R., Rio  23/04/2015 19:40
    Antes de qualquer coisa: Zé, caluniador é a pqp.

    Sobre a leitura dos comentários feito pela apresentadora, diferentemente do seu relincho acima, eu nada escrevi. Além disso, quem fez menção ao citado referendo no programa foi uma assinante; a apresentadora apenas ratificou a observação.

    No comentário anterior, me ative ao fato de Maria Beltrão ter dito, no momento do anúncio do resultado, que o tema da enquete era um (facilitar o uso de arma em casa) quando na verdade era outro --uso (porte) de arma na rua. Só isso. Eu a critiquei apenas por esse ato, não imputando a ela nada além disso. Lendo a pergunta da enquete --na qual não estão escritas as palavras casa, domicílio--, infere-se o que eu afirmei, e também pela opinião da própria Beltrão quando do anúncio do resultado, que reiterou ter medo de a violência aumentar se for facilitado o uso de arma de fogo. Faria sentido ter medo se o uso ficasse restrito a domicílios? Óbvio que não, e foi aí que ela se traiu, deixando mais claro, até para quem não assistiu ao programa na íntegra, que o tema não era o que ela posteriormente afirmou ser.

    Eu sabia que a dificuldade de ler/ver e entender não era exclusividade dos canhotos, mas não que uns tolos fossem tão presunçosos no mesmo momento em que escrevem abobrinhas. Estava enganado.

    P.S.: Não gosto de tititi na seção de comentários, mas não aguentei.
  • Gunnar  28/04/2015 18:45
    Além das importantíssimas informações sobre os 5 casos citados (o fato de assassinos preferirem gun-free zones e o fato de que, agindo em um local onde haja cidadãos armados, estes podem acabar com a farra rapidinho), seria interessante averiguar quantas das armas utilizadas pelos criminosos nos respectivos ataques eram "legais". Desarmamentistas adoram citar especificamente certos massacres (que são exceção, e não a regra, diga-se) e estatísticas sobre mortes por armas de fogo, mas nunca citam que a esmagadora maioria são cometidos justamente por armas ilegais - ou seja, imunes à qualquer sanha desarmamentista.


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