Cristãos estatistas - uma triste incoerência

No livro bíblico Sabedoria, capítulo 11, diz-se que Deus dispôs todas as coisas com medida, quantidade e peso. Isso foi tomado pelos antigos eruditos da Igreja Católica como uma prova de que o universo era ordenado, possuía leis universais e imutáveis. Somente pressupondo tal ordem podemos fazer ciência. Esse é, portanto, um axioma fundamental do método científico.

Mas Deus faz milagres, isto é, viola as próprias leis que criou. E faz todo o sentido que Ele tenha criado o universo perfeitamente ordenado, pois que dessa forma podemos contemplar Suas ações milagrosas. Em um mundo sem leis constantes, seria impossível observar milagres, tudo e nada seria um milagre.

Ao contrário do que se imagina, não há apenas leis para as coisas naturais; há também leis da ação humana, e há leis éticas absolutas. Por meio da razão que Deus nos concedeu, descobrimos as leis gerais da ação humana, estudadas pela Praxeologia. Também pelo poder da razão pura alcançamos um sistema ético absoluto, irrefutável, baseado na ética argumentativa.

As leis naturais e praxeológicas são invioláveis: é impossível explodir um prédio com o poder da mente, e é impossível agir sem usar meios. Mas, do mesmo jeito que agir desrespeitando ou desconhecendo as leis naturais leva ao erro na prática, também agir desrespeitando as leis praxeológicas ou econômicas leva a erros, como quando o estado insiste em intervir no mercado, gerando gravíssimas consequências.

As leis éticas, ao contrário das outras, podem perfeitamente ser violadas. Jamais lograremos, usando apenas a força das pernas, dar um salto de cem metros de altura, nem conseguiremos comer um bolo agora e amanhã comer de novo o mesmo bolo.  No entanto, com frequência um homem mata, rouba e agride outro homem, ferindo o princípio ético da não agressão.

Não obstante, as leis da ética também foram criadas por Deus e, portanto, deveriam ser seguidas fielmente. Também o seu desrespeito leva a problemas, bem como o desrespeito a qualquer lei natural ou econômica.

O estado é um agressor por definição, é um violador de leis éticas, porquanto ele mata, rouba, sequestra, censura, falsifica e agride inocentes. O que nos leva à pergunta central deste artigo: deveríamos mesmo acreditar que Deus criaria um universo no qual parte de Suas leis teriam de ser necessariamente violadas e ignoradas? Deus criaria leis que devessem ser desrespeitadas sumamente caso os homens quisessem existir?

Acredito que não. Existe a crença de que a existência do estado, esta instituição tenebrosa, coerciva e assassina, é um dado inescapável da realidade, de que a sociedade só poderia existir sob o comando dessa máfia criminosa. Quem crê nisso está entrando em contradição com o próprio Criador do Universo, o qual estabeleceu leis cujo descumprimento necessariamente nos levam ao erro. 

Ou seja, saímos de uma situação pré-estabelecida pelo Criador e inventamos outra pior que a anterior.

Um cristão não pode, portanto, defender a existência do estado em detrimento das leis de Deus. O estado, por sua própria natureza, é imoral.  Como explicado neste artigo:

Se examinarmos o estado nu, por assim dizer, veremos que ele recebe permissão universal, e é até mesmo estimulado, a cometer atos que até mesmo os não-libertários admitem ser crimes repreensíveis.  

O estado sequestra as pessoas e rotula essa prática de "alistamento militar obrigatório".  O estado encarcera pessoas que ingeriram substâncias não-aprovadas pelo governo e rotula essa prática de "guerra contra as drogas".  O estado pratica o roubo e a espoliação em massa e rotula essa prática de "tributação".  O estado pratica homicídios em massa e rotula essa prática de "política externa".  O estado pratica privilégios para grandes empresas e rotula essa prática de "políticas de proteção à indústria".  O estado destrói o poder de compra da moeda e rotula essa prática de "política monetária".  O estado impõe restrições à liberdade de empreendimento e rotula essa prática de "regulamentação".  O estado estimula o parasitismo e rotula esta prática de "políticas de bem-estar social".

Em suma, o estado tem de roubar, agredir, coagir e violentar para existir.  Aboli-lo e colocarmo-nos em acordo com as leis de Deus deveria ser a ideia defendida por um cristão.

Uma vez abolido o estado, imediatamente as leis econômicas deixarão de ser violadas, e a sociedade vislumbrará um momento de criação de riqueza que jamais se viu na história da humanidade. Com o fortalecimento da propriedade privada, teremos o ambiente ideal para a geração constante e incoercível de riqueza dentro de uma matriz de cooperação e paz.

A humanidade já padeceu indizivelmente por sua rebeldia contra as leis éticas, continua padecendo e assim continuará a menos que as adotemos como tão absolutas quanto seu próprio criador.

Não podemos esperar que Deus nos melhore a vida se sequer seguimos as leis que Ele estabeleceu. Se o que queremos é Justiça, Paz e Prosperidade, voltemo-nos para as imutáveis e universais leis do Supremo Criador.

__________________________________

Leituras complementares, porém imprescindíveis:

A teologia do estado no Novo Testamento - O que realmente era o "Dai a César"

A teologia do estado no Novo Testamento – Romanos 13 e a "submissão" aos governos



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SOBRE O AUTOR

João Marcos Theodoro
é libertário radical, absolutista ético e anti-intelectual. É acadêmico de Direito na FAESA. Escreve esporadicamente para o seu blog de assuntos variados Criticidade Voraz.



Meu caro, pelo seu discurso você nunca foi liberal e nunca entendeu o que é ser liberal. E ainda tem coragem de vir com esse apelo sobre pobreza.

Gostaria de fazer uma pergunta a todos vocês:
Pois não.

Vocês já foram Pobres pra saber?
Nasci pobre, muito prazer.

Vocês já tiveram um parente morto por bala perdida?
O que isso tem a ver com capitalismo/liberalismo? Você está misturando segurança pública (que é MONOPOLIO do estado), que alias é altamente ineficiente (no Brasil, morrem 56.000 pessoas por ano, o maior indice do mundo, a gente perde até pra India, que é 43.000 por ano, outro país com alto controle estatal e burocrático) com conceitos economicos. O estado nega aos seus cidadãos o próprio direito de se defender com uma arma e mesmo assim é incapaz de solucionar o problema.

Falam tanto em mercado, economia. Mas nunca vi um liberal que enriqueceu graças a todo seu conhecimento na área, algum de vocês é rico por acaso? Maioria que vejo é classe média, acho gozado porque se manjam tanto de produzir valor e riqueza vocês deveriam ser ricos..Mas não é isso que eu vejo.

Ai meus deuses... essa foi triste.
1) O Brasil está muito longe de ser um país livre, economicamente. É o país que fica em 118 lugar no índice de liberdade econômica.

2) Ser liberal não é uma formula para ser rico e sim defender que as pessoas tenham a liberdade para efetuarem trocas entre si sem intervenção constante do Estado por via de impostos e regulações. É dessas trocas de valor que a riqueza é produzida. Cada um teria a liberdade de crescer de acordo com suas habilidades e viver num patamar de vida que julga confortável, mas repito, o Brasil NÃO É E NUNCA FOI UM PAÍS LIVRE, ECONOMICAMENTE. Você se dizia liberal e não sabe desse básico. Aham. To vendo.

Eu já fui liberal, ai cai na real com a vida, vi que esse papo de mercado não é bem assim.
Não, amigo, você nunca foi liberal. Sinto muito. Ou você está mentindo ou você diz ser uma coisa que nunca entendeu direito o que é (o que mostra o seu nível de inteligência).

Inclusive, um amigo meu foi pra Arabia Saudita, ele disse que lá existem muitas estatais e assistencialismo e o país enriqueceu assim mesmo...

Aham, beleza, usando a Arabia Saudita como exemplo:

Saudi Arabia's riches conceal a growing problem of poverty

"The state hides the poor very well," said Rosie Bsheer, a Saudi scholar who has written extensively on development and poverty. "The elite don't see the suffering of the poor. People are hungry."

The Saudi government discloses little official data about its poorest citizens. But press reports and private estimates suggest that between 2 million and 4 million of the country's native Saudis live on less than about $530 a month – about $17 a day – considered the poverty line in Saudi Arabia.


Opa, perai, como é que 1/4 da população da Arabia Saudita vive abaixo da linha da pobreza? Você não disse que era um país ótimo, rico, cheio de estatal e assistencialismo? Explique isso então.


Falam de acabar com o imposto mas negam toda a imoralidade que a ausência deste geraria, como injustiças e até coisas que ninguém prever.

Que imoralidades, cara-palida? Favor discorrer.

Favor, tentar novamente. Essa sua participação foi muito triste.


Poderiam responder o comentário desse Leonardo Stoppa:
Estranho, hipócrita é dizer que o socialismo atual compete com o capitalismo. Comunismo sim complete com capitalismo mas socialismo é uma forma de redistribuição que, quando interpretada por pessoas que estudam economia a partir de livros de economia (e não Olavo de Carvalho) é uma espécie de segurança ao capitalismo.

Se um dia você entender que existe conhecimento além do que você conhece você vai ver que dentro do conceito atual de socialismo estão as formas de redistribuição de renda (SUS, Fies, Bolsas). Em países de primeiro mundo a galera acaba usando essa grana inclusive para comprar iPhone, logo, é um socialismo que serve ao capitalismo pois deixar essa grana parada na conta de um milionário vai resultar na venda de 1 iPhone para apple, agora, quando redistribuído vira vários iPhones.

O problema da sua visão é que você estuda em materiais criados sob encomenda. Você deixa de estudar em livros de economia para aprender pelas palavras de um cara que é pago por aqueles que pagam os impostos, ou seja, aqueles que são contra a redistribuição, logo, você abre mão do conhecimento para a alienação.

Socialismo não é comunismo. Pode vir de certa forma assemelhado nos livros antigos, mas depois da segunda guerra mundial e principalmente depois da queda da URSS, ficou claro que não há em se falar em controle centralizado e ausência de propriedade privada, mas quem estuda um pouco de economia e sociologia sabe que a intervenção e a redistribuição são importantes atividades governamentais para salvaguardar a atividade industrial.

A final, de que adianta ter industrias de ultima geração se apenas 1% do povo compra seus produtos??

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • anarca  03/04/2015 15:28
    Argumentação impecável,este texto é puro dinamite,deve ser lido por todos os cristãos (e não só),pois só o anarco-capitalismo e consistente e compatível com os ensinamentos de Jesus Cristo.
  • anarco de fato  20/08/2015 01:25
    É uma pena ver que o anarquismo foi co-optado por uma galera conservadora que crê em Deus, e outras bizarrices do gênero - mão invisível, rsrsrs. Nem Deus, nem mestre... isso é um princípio básico do anarquismo, o auto-governo.

    Ps. gostaria de ver mais textos aqui sobre a relação de Mises com Engelbert Dollfus...

    abçs.
  • anarco de direito  21/08/2015 20:36
    É uma pena ver que o anarquismo foi co-optado por uma galera conservadora que crê em Deus, e outras bizarrices do gênero - mão invisível, rsrsrs.

    Cada um crê no que quer. Se você ama a liberdade, pode até ser Amish, Mórmon ou fazer parte da Cientologia que não tem problema. Cada um conduz a sua vida da forma que julgar mais apropriada. E a 'mão invisível' é apenas uma forma de expressar a harmonia que se verifica na sociedade quando se tem o livre mercado. Adam Smith não acreditava num ente supernatural que coordenava a sociedade.

    Nem Deus, nem mestre... isso é um princípio básico do anarquismo, o auto-governo.

    O princípio básico do anarquismo são as relações voluntárias, não a rebelião contra todos. De acordo com o anarquismo, as pessoas são livres para se organizar da forma que quiserem, sendo totalmente desnecessária a presença de uma quadrilha roubando seu dinheiro e vomitando regras arbitrárias a torto e a direito.
  • anônimo  22/08/2015 01:59
    Segundos o cristianismo, Deus deu auto-controle, consciência e livre arbítrio para seus filhos.

    Então por que diabos um cristão """conservador""" não pode ser anarquista?

    (Conservador entre aspas, porque ser anarquista não é ser libertino ou algo do tipo).

    Anarquismo não é sinônimo de ausência de sobrenatural. Anarquismo não é ser um revoltado contra o mundo e contra todos. Anarquismo não é ausência de patrões e nem de classes sociais. Anarquismo é APENAS a ausência de Estado.
  • anônimo  22/08/2015 10:45
    Aposto que vc também acredita no seu anarquismo 'de fato' na questão da igualdade, e não tem inteligência pra notar como isso é contraditório com o seu mundo cor de rosa, já que as pessoas são naturalmente desiguais em tudo e é somente pela força (que violaria o seu lindo auto governo) que essa igualdade pode ser forçada.Forçada, não alcançada.

  • Edmar Ferreira Junior  03/04/2015 15:37
    No espiritismo (que é profundamente liberal e capitalista, embora muitos espíritas o ignorem) os Espíritos nos ensinaram que milagres não existem, pois para que existissem, seria necessário que Deus infringisse as próprias leis que criou para ordenar o universo. Eles nos ensinaram ainda que o homem encarnado tem como missão fundamental os deveres de instruir os demais, fazendo-os avançar, de melhorar as suas instituições e de assumir a responsabilidade pela parte que lhes cabe na obra da criação. Segundo os mesmos, a cooperação fraterna e voluntária é a base fundamental de uma sociedade organizada, na qual o fraco e o incapaz jamais teriam que morrer de fome. Obrigado pelo artigo. Atípico, mas pertinente.
  • Edmar Ferreira Junior  03/04/2015 16:46
    "profundamente libertário e capitalista", era o que deveria ter dito.
  • CORSARIO90  03/04/2015 21:57
    Edmar, sempre digo isso!! Pela espiritismo você paga e sofre pelos seus atos. Pela caridade dos homens se chega a paz. Posso até está enganado, mas não lembro a doutrina espírita falar em estado. Muito pelo contrário, individualismo voluntário para ajudar o próximo!
  • Edmar Ferreira Junior  04/04/2015 04:51
    Me perdoe o proselitismo, pois sei que não é o lugar para isso. Mas, ao que saiba, os Espíritos realmente nada disseram a respeito da necessidade de um estado. E muito embora não seja difícil encontrar entre os espíritas aqueles que se dizem socialistas, os Espíritos até mesmo negaram um dos pilares fundamentais do socialismo: a igualdade absoluta das riquezas, já que, segundo eles, "a diversidade das faculdades e dos caracteres a isso se opõe" (pergunta 811 de "O livro dos Espíritos"). E sobre os que acreditam que na igualdade absoluta das riquezas está o remédio para os males da sociedade, disseram: "São sistemáticos ou ambiciosos e invejosos; não compreendem que a igualdade com que sonham seria logo rompida pela força das coisas. Combatei o egoísmo, aí está a vossa chaga social, e não procureis quimeras.". Abraço
  • Anomalus  03/04/2015 23:16
    Edmar, boa noite.
    Não concordo com você quando diz que se Deus fizer milagres estará indo contra as próprias leis. Ao contrário, vou te dar um exemplo.
    A teoria do Big Bang requer uma condição inicial peculiar. A termodinâmica, teoria empírica e comprovada, diz que em um sistema fechado a entropia sempre aumenta. O Universo nada mais é do que um grande sistema fechado. Assim, inicialmente a entropia tem que ser mínima. Sem entropia mínima não haveria expansão. Isto quer dizer que no mesmo momento em que a singularidade passou a existir ela tinha entropia mínima. E isto causa a iminência da expansão. Não poderia haver uma singularidade desde tempos infinitamente antigos com entropia mínima e que dado um momento se expandisse. Não, ela se expande imediatamente. E a partir daí, a entropia vai sempre aumentando. Isto é chamado de processo irreversível. Se o Universo daqui há muito, muito tempo se comprimir formando uma singularidade novamente, desta vez não expandirá mais, pois a entropia será máxima, ou seja, estará em estado de equilíbrio. Assim, esta condição inicial só poderia ter sido obtida por uma interferência externa. Conforme a termodinâmica também diz. Este é um dos desafios aos cientistas que querem provar que o Universo é eterno e não teria uma causa, o próprio Hawkings perdeu esta briga, pena que poucos sabem disto. A última teoria para escapar disto foi totalmente especulativa, impossível de ser provada e muitos relutam em chamar de científica.
    Mas, enfim, milagres não são violações das leis da física, são interferências externas.
  • Gustavo  04/04/2015 13:25
    Se Deus criou leis imutáveis então Ele não é onipotente e onipotência é o pressuposto do milagre. Em outras palavras, um milagre é atribuído à onipotência divina, sendo considerado como um ato de intervenção direta de Deus no curso normal dos acontecimentos. Ocorre que "normalidade" em Física, no estudo das partículas elementares, é um conceito meio em desuso, pra não dizer ultrapassado.
  • Edmar Ferreira Junior  04/04/2015 16:39
    Caro Gustavo, um Deus que criasse leis mutáveis para governar o universo não poderia ser para nós um exemplo de perfeição a ser admirado e respeitado, mas sim o exemplo de algo que age de acordo com sua conveniência e vontade para o momento. Toda a dedução e indução que cabem às forças da natureza e que possibilitaram os progressos da ciência material não fariam o menor sentido, pois não teriam a menor estabilidade. Imaginemos ainda a mutabilidade das leis naturais em relação à justiça, por exemplo, considerando, é claro, que a lei de justiça seja uma lei natural. A servidão humana involuntária é algo simplesmente inconcebível para qualquer homem sensato que vê o princípio da liberdade como algo fundamental para a natureza humana. É possível admitir uma mudança a esse respeito partindo da própria natureza? Deus nos livre de um Deus assim (rs...). Seja o que for o que ocorra nos chamados milagres, tem que ser obrigatoriamente algo de ordem natural e sujeito às mesmas leis que regem a natureza. Nós apenas ainda não conhecemos os princípios que amparam tais fenômenos. Abraço,

  • Silvio  05/04/2015 20:07
    Por falar em espiritismo, a despeito de qual seja a religião de cada um, não tem como não admirar esse trecho do Evangelho segundo o Espiritismo, escrito por Alan Kardec:

    "A desigualdade das riquezas é um dos problemas que inutilmente se procurará resolver, desde que se considere apenas a vida atual. A primeira questão que se apresenta é esta: Por que não são igualmente ricos todos os homens? Não o são por uma razão muito simples: por não serem igualmente inteligentes, ativos e laboriosos para adquirir, nem sóbrios e previdentes para conservar. É, aliás, ponto matematicamente demonstrado que a riqueza, repartida com igualdade, a cada um daria uma parcela mínima e insuficiente; que, supondo efetuada essa repartição, o equilíbrio em pouco tempo estaria desfeito, pela diversidade dos caracteres e das aptidões; que, supondo-a possível e durável, tendo cada um somente com que viver, o resultado seria o aniquilamento de todos os grandes trabalhos que concorrem para o progresso e para o bem-estar da Humanidade; que, admitido desse ela a cada um o necessário, já não haveria o aguilhão que impele os homens às grandes descobertas e aos empreendimentos úteis. Se Deus a concentra em certos pontos, é para que daí se expanda em quantidade suficiente, de acordo com as necessidades."
  • Pedro Lima  03/04/2015 15:51
    Você pode ser um bom libertário, mas péssimo em dar lições acerca de cristianismo. Embora eu concorde que o estado deva diminuir, privatizando o que for possível (mas há coisas que DEVEM ficar nas mãos do estado, como a polícia e a justiça, só para citar dois casos claros), negar a existência do estado enquanto o mundo não é transformado por Cristo é uma falácia, uma utopia. Gostemos ou não, precisamos dele. O que devemos lutar é para que ele seja justo. Afinal, o mundo vive no constante embate do bem contra o mal, e tal combate também ocorre nas instituições constituídas.

    Alguns textos da Sagrada Escritura deixam bem claro que não somente Cristo como os seus apóstolos não empreenderam uma cruzada contra o estado, mas reafirmaram que sua existência é providência divina em certo grau:

    Mateus 22, 21 "Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus."

    Jesus deixa claro aqui o princípio de que devemos dar - mesmo que consideremos injusto - os tributos ao estado. Isso não nos impede que lutemos para que os tributos SEJAM JUSTOS.

    Romanos 13, 1-4; 7 "Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por Ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. Porque os magistrados não são para temor, quando se faz o bem, e sim quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela, visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal... Portanto, daí a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem tem temor, temor; a quem honra, honra"

    São Paulo repete o mesmo princípio de Cristo, e chega mais longe ao dizer que "as autoridades que existem foram por Ele instituídas"

    1 Pedro 2, 13-15: "Sujeitai-vos, pois, a toda a ordenação humana por amor do Senhor; quer ao rei, como superior; Quer aos governadores, como por ele enviados para castigo dos malfeitores, e para louvor dos que fazem o bem. Porque assim é a vontade de Deus, que, fazendo bem, tapeis a boca à ignorância dos homens insensatos;"

    São Pedro também nos ensina a obediência aos poderes constituídos.

    1 Timóteo 2, 1-2 "Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens; Pelos reis, e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade;
    Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador,"

    São Paulo na sua carta para Timóteo pede até que oremos pelos que estão instituídos no poder. Isso não significa, contudo, concordar com seus erros e maldades.

    Atos 4, 18-20 "E, chamando-os, disseram-lhes que absolutamente não falassem, nem ensinassem, no nome de Jesus. Respondendo, porém, Pedro e João, lhes disseram: Julgai vós se é justo, diante de Deus, ouvir-vos antes a vós do que a Deus; Porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido."

    Esse texto de Atos dos Apóstolos nos mostra a única ocasião em que o cristão deve desobedecer os poderes constituídos e quando os mesmos exigem a renúncia da fé, ou quando suas leis chocam-se com as leis divinas.
  • Paulo de Tarso  03/04/2015 16:05
    Ai ai, os pára-quedistas... O sujeito chega a este site pela primeira vez, cita os dois principais clichês sobre religião, e acha que está realmente abafando.

    Ei, Pedro, vá se informar minimamente.

    Em primeiro lugar, aprenda a interpretar corretamente o significado de "Dai a César" (quem não entende o real significado dessa frase, não tem o mais mínimo preparo para discutir religião):

    A teologia do estado no Novo Testamento - O que realmente era o "Dai a César"


    Em segundo, entenda minimamente sobre Romanos 13, e pare de se auto-humihar em público:

    A teologia do estado no Novo Testamento – Romanos 13 e a "submissão" aos governos

    Após ler os dois artigos -- e somente após ler os dois artigos -- volte para um debate mais qualificado.

    Saudações.
  • Pedro Griese  03/04/2015 17:22
    Paulo de Tarso,

    Por mais que respeite a posição de Norman Horn, trata-se apenas de uma interpretação dos textos sagrados. Seu erro, sua arrogância, é achar que apenas a interpretação de Horn é A válida e correta. Nada de cristão ocorre em sua conduta.
  • anônimo  03/04/2015 16:11
    'negar a existência do estado enquanto o mundo não é transformado por Cristo é uma falácia, uma utopia.'
    Você não chegou a notar que desse jeito o sistema concentra poder e autoritarismo nuns caras que são tão ruins e corruptos quanto qualquer outro? Porque como você mesmo disse, eles não foram transformados por Cristo.
  • anarca  03/04/2015 16:20
    Pedro, quem está defendendo uma posição utópica é você, não eu. A partir do momento em que você reconhece que o estado não difere em nada da máfia, que foi responsável por milhões de mortos e outras barbaridades, simplesmente incontáveis, mas mesmo assim você ainda daria o monopólio da defesa e justiça a um grupo de ladrões e agressores natos, a ingenuidade é toda sua.

    Mais ainda ingênuo é acreditar que um governo composto por homens somente, homens e não anjos, tem de alguma forma uma natureza divina.
  • Eloy Seabra Jr.  05/04/2015 17:50
    Concordo com o Pedro Lima em quase tudo exceto no que tange "Gostemos ou não, precisamos dele." Pedro, a bíblia nos mostra que o Estado como o conhecemos não é necessário mais foi algo pedido por nós.

    I Samuel, 8 17-19

    17. Tomará ainda o dízimo de vossos rebanhos, e vós mesmos sereis seus escravos.
    18. E no dia em que clamardes ao Senhor por causa do rei, que vós mesmos escolhestes, o Senhor não vos ouvirá.
    19. O povo recusou ouvir a voz de Samuel. Não, disseram eles; é preciso que tenhamos um rei!

    Vemos claramente que Jesus não considera a natureza da servidão algo justo como podemos ver em Mateus 17, 23-26

    23. Logo que chegaram a Cafarnaum, aqueles que cobravam o imposto da didracma aproximaram-se de Pedro e lhe perguntaram: Teu mestre não paga a didracma?
    24. Paga sim, respondeu Pedro. Mas quando chegaram à casa, Jesus preveniu-o, dizendo: Que te parece, Simão? Os reis da terra, de quem recebem os tributos ou os impostos? De seus filhos ou dos estrangeiros?
    25. Pedro respondeu: Dos estrangeiros. Jesus replicou: Os filhos, então, estão isentos.
    26. Mas não convém escandalizá-los. Vai ao mar, lança o anzol, e ao primeiro peixe que pegares abrirás a boca e encontrarás um estatere. Toma-o e dá-o por mim e por ti.

    O que está em concordância com a tradição da antiguidade que via a tributação como uma forma de escravidão/servidão (vide Histórias, Heródoto Liv I, Cap VI: "Pelo que me é dado saber, foi o príncipe (fala-se sobre Creso) o primeiro bárbaro a forçar uma parte da Grécia a lhe pagar tributo... Antes do seu reinado, todos os gregos eram livres."), mas reitero o dito em I Samuel 8, 17 "Tomará ainda o dízimo de vossos rebanhos, e vós mesmos sereis seus escravos." Isso foi pedido por nós a Deus e nos foi revelado que seríamos escravizados pelos nossos reis.

    Lembremo-nos também que a plenitude da vida não nos é prometida através de uma realidade anárquica a sim pelo reinado de Jesus Cristo no fim dos tempos.
  • Silvio  05/04/2015 20:18
    "Lembremo-nos também que a plenitude da vida não nos é prometida através de uma realidade anárquica a sim pelo reinado de Jesus Cristo no fim dos tempos"

    Discordo. Só irá para o Reino dos Céus aqueles que quiserem e forem escolhidos, ou seja, apenas se houver a anuência das partes envolvidas, o que está de pleno acordo com o anarcocapitalismo. O Reino dos Céus não será enfiado goela abaixo das pessoas tal como são enfiados os estados nacionais.
  • Enio  10/06/2015 18:20
    Pedro, em 1 Samuel cap 8 temos o que Deus pensa sobre o estado centralizado, antigos e modernos:
    "Quando envelheceu, Samuel nomeou seus filhos como líderes de Israel.
    Seu filho mais velho chamava-se Joel, o segundo, Abias. Eles eram líderes em Berseba.
    Mas os filhos dele não andaram em seus caminhos. Eles se tornaram gananciosos, aceitaram suborno e perverteram a justiça.
    Por isso, todas as autoridades de Israel reuniram-se e foram falar com Samuel, em Ramá.
    E disseram-lhe: "Tu já estás idoso, e teus filhos não andam em teus caminhos; escolhe agora um rei para que nos lidere, à semelhança das outras nações".
    Quando, porém, disseram: "Dá-nos um rei para que nos lidere", isto desagradou a Samuel; então ele orou ao Senhor.
    E o Senhor lhe respondeu: "Atenda a tudo o que o povo está lhe pedindo; não foi a você que rejeitaram; foi a mim que rejeitaram como rei.
    Assim como fizeram comigo desde o dia em que os tirei do Egito, até hoje, abandonando-me e prestando culto a outros deuses, também estão fazendo com você.
    Agora atenda-os; mas advirta-os solenemente e diga-lhes que direitos reivindicará o rei que os governará".
    Samuel transmitiu todas as palavras do Senhor ao povo, que estava lhe pedindo um rei,
    dizendo: "Isto é o que o rei que reinará sobre vocês reivindicará como seu direito: ele tomará os filhos de vocês para servi-lo em seus carros de guerra e em sua cavalaria, e para correr à frente dos seus carros de guerra.
    Colocará alguns como comandantes de mil e outros como comandantes de cinqüenta. Ele os fará arar as terras dele, fazer a colheita, e fabricar armas de guerra e equipamentos para os seus carros de guerra.
    Tomará as filhas de vocês para serem perfumistas, cozinheiras e padeiras.
    Tomará de vocês o melhor das plantações, das vinhas e dos olivais, e o dará aos criados dele.
    Tomará um décimo dos cereais e da colheita das uvas e o dará a seus oficiais e a seus criados.
    Também tomará de vocês para seu uso particular os servos e as servas, o melhor do gado e dos jumentos.
    E tomará de vocês um décimo dos rebanhos, e vocês mesmos se tornarão escravos dele.
    Naquele dia, vocês clamarão por causa do rei que vocês mesmos escolheram, e o Senhor não os ouvirá".
    Todavia, o povo recusou-se a ouvir Samuel, e disseram: "Não! Queremos ter um rei.
    Seremos como todas as outras nações; um rei nos governará, e sairá à nossa frente para combater em nossas batalhas".
    Depois de ter ouvido tudo o que o povo disse, Samuel o repetiu perante o Senhor.
    E o Senhor respondeu: "Atenda-os e dê-lhes um rei". Então Samuel disse aos homens de Israel: "Volte cada um para sua cidade".
    1 Samuel 8:1-22
  • anônimo  03/04/2015 15:53
    A lei de mercado também é Imoral... É trocar 6 por meia dúzia...
    Quanto mais leis, mais imperfeito é o meio...

  • Antônimo  03/04/2015 16:10
    Eu quero trocar uma cédula de papel por um pedaço de pão. Já o padeiro está disposto a trocar o pão que ele fabricou pela minha cédula de papel.

    Ambos incorremos voluntariamente nessa transação porque sabemos que, após ela, estaremos em melhor situação (não faríamos a transação se pensássemos o contrário).

    Então, diga-me, anônimo: o que há de imoral nisso?
  • anônimo  03/04/2015 16:22
    Quem fabricou esta cédula de papel?
  • Guilherme  03/04/2015 16:24
    Historicamente, sempre foi o mercado. Até que, no século XX, o estado se apoderou desta função.

    Mas não entendi: você está dizendo que ninguém mais poderia substituir o estado nessa função ou você está dizendo que, dado que o papel foi fabricado pelo estado, ele é imoral?
  • anônimo  03/04/2015 16:29
    Acho que ele quer fazer uma analogia com a cara do César na moeda.
  • anônimo  03/04/2015 16:38
    Não, estou dizendo que alguém (que tenha o domínio de cunho e distribuição da mesma) fará o papel de seja lá o que vc quiser dar o nome (estado, banco "Isto que vc chama mercado", Ditador, etc...)
  • anônimo  03/04/2015 20:55
    Sim alguém fará, e no caso do anarco capitalismo você pode chamar as empresas de justiça e polícia privadas de 'governos' privados, se quiser.O importante é que você não é obrigado a ficar debaixo de um 'governo' imoral, que você não concorda e que vai contra os seus princípios
  • anônimo  05/04/2015 14:36
    Então no pode ser chamado de anarco, certo?
  • anônimo  05/04/2015 19:30
    Nisso eu concordo, esse rótulo 'anarco' não é adequado.Mas é o que pegou, todo mundo já está acostumado, é difícil mudar agora.
    E sinceramente, o rótulo nem é tão importante assim.
  • anônimo  03/04/2015 16:22
    Leia mais artigos desse site e você vai ver como um monte de coisas que botaram na sua cabeça contra o livre mercado não tem muita base na realidade.
  • Edmar Ferreira Junior  03/04/2015 16:26
    Dê exemplos de imoralidade da lei de mercado. Curiosamente, o mercado é a base fundamental da civilização. Leia "O otimista racional" da Matt Ridley e saiba o porquê. Abraço,
  • Eloy Seabra Jr.  07/04/2015 11:49
    Bem acho um grande erro de alguns economistas defender algo como uma "moral do mercado" o livre mercado não possui uma moral definida, pode ser utilizado com qualquer propósito, prostituição infantil é algo perfeitamente de acordo com o livre mercado, encomendar um assassinato também, poderia fazer uma lista infinita pois qualquer coisa é perfeitamente de acordo com o livre mercado, por incrível que parece até mesmo "acabar" com o livre mercado está perfeitamente de acordo com o livre mercado, existe sim uma demanda por subsídios, por uso de violência, por corrupção.
    Mas o ponto não é esse, os liberais desse site defendem o "princípio da não agressão" ou o "princípio da não iniciação da agressão" e mostram claramente que a adoção do "livre mercado" (já não tão livre pois a violência foi proibida) é uma consequência direta desse princípio.
    Em resumo o livre mercado é amoral (é neutro quanto a moralidade de seus participantes) porém uma sociedade que respeita princípios morais tão simples quanto o da "não iniciação da agressão" devem por consequência adotar o livre mercado em tempos de paz.
  • anarca  03/04/2015 16:00
    Vejam bem esta notícia!

    Um jovem britânico, de 30 anos começou a ter filhos quanto tinha 15 e não parou. Aos 30 tem 15 filhos, recebe 60 euros semanais de rendimento social de inserção e 92 € de subsídio de invalidez (a doze meses, recebe 658 € mensais). Estima-se que quando o seu filho mais novo chegar à maioridade, dentro de 18 anos, o Estado terá gasto com este jovem e a sua descendência 2,75 milhões de euros.

    expresso.sapo.pt/30-anos-15-filhos-custa-275-milhoes-ao-estado=f918190

    Um verdadeiro cristão não pode apoiar,tamanha irresponsabilidade e desestruturação da unidade familiar,o estado social é um cancro,é um convite a niilismo total.
  • anônimo  03/04/2015 16:19
    Exatamente, os cristãos tem que notar que a 'família' dos comunistas é o governo, literalmente.
    É só pensar bem: tudo que antigamente era função da família eles querem transferir pro estado.Tudo.
  • anônimo  03/04/2015 16:20
    Enquanto isso...
    www.revistaforum.com.br/rodrigovianna/plenos-poderes/stedile-encontra-papa-francisco-lutaremos-juntos-para-parar-os-bancos-e-transnacionais/
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  03/04/2015 16:21
    O estado é a causa do mal neste mundo. Simples assim. Quem duvida disso, veja o histórico estatal de guerras, revoluções, crises econômicas propositais, etc. A lista de crimes estatais é imensa, continua aumentando e seu pecado jamais será pago.
  • gabriel  03/04/2015 16:40
    Aqui me surgevuma dúvida, e caso tenha um artigo a indicar ou livro ou apenas uma resposta ao comentário ficarei agradecido.

    E de onde surgiu o estado, de onde surge o poder de coerção? Imagino que seja da dominação inicialmente fisica em conjunto com a obediencia dos dominados, mas seria isso? Estou perdendo algo? E talvez tão importante quanto, quando essa obediencia chegou a níveis tão grandes de não só obedecer mas também agradecer por seu opressor, no melhor estilo de sindrome de estocolmo, que é onde enquadro a sociedade no momento?

    Valeu!
  • gabriel  04/04/2015 01:08
    Grato, me esclareceu ao menos metade de minhas dúvidas.

    Hoppe é certamente um dos meu autores favoritos, a partir desse artigo fica claro que o estado se perpetua através da ignorância (de seus súditos que é sempre estimulada pelo próprio que sabe ser um aspecto que o mantêm).
    Mas não ficou a mim claro com o artigo o seu surgimento, considera-se que surge a partir da ideia de hobbes? O artigo coloca como grandes responsáveis da permanência da ignorância os intelectuais cooptados pelo estado, que precisa cooptar praticamente todos, mas importante saber onde surge o estado para ter poder de cooptar os intelectuais, ou se o mesmo nasce com os intelectuais que vêem as vantagens que terão e resolvem ajudar em sua criação.
  • Marcelo Simoes Nunes  04/04/2015 20:00
    O texto de Hope é muito bom mesmo. Mas ele não diz como o Estado surgiu em momento algum.
  • Malthus  04/04/2015 20:25
    Mas ninguém sabe como ele surgiu. Não há uma data específica estipulando quando tudo começou. Você pode, no máximo -- como fez Hoppe -- conjecturar a respeito das condições que levaram à sua existência. Mas uma data certa e um fundador específico -- "Fulano de Tal, no dia 15 de março de 3.000 a.C., inventou o estado" --, isso não existe.
  • Mr. Magoo  06/04/2015 07:26
    ...¨O mais antigo caso de formação de estado na América Central, há cerca de 2000 anos, foi o do estado zapoteca de Oaxaca, que emergiu após cerca de 450 anos de conflitos. Segundo o antropólogo Charles Spencer em War and early state formation in Oaxaca, Mexico, estados são uma sofisticação do estágio que os precede: grupos liderados por chefes guerreiros (chiefdom, em inglês). Sim, esses grupos são essencialmente quadrilhas bárbaras. O estado é a evolução organizacional destas quadrilhas, uma forma sofisticada de máfia.
    Chiefdoms possuíam um único nível decisório e seu raio de influência era limitado pelo alcance de uma cavalgada. Já o estado possui vários níveis hierárquicos e um aparato burocrático que permite a delegação de autoridade administrativa, cobrindo assim áreas muito mais extensas. A transição dos chiefdoms para o estado se deu através de conquista territorial combinada com exigência de tributos¨...

    paulokogos.tumblr.com/
    Imposto é roubo e estado é gang (parte 1/2)
  • Marcelo Simoes Nunes  07/04/2015 02:40
    Maggo, obrigado pela resposta. Na verdade com minha pergunta estava tentando provocar um debate sobre o tema, especialmente com os ancaps. Não me respondem. Vou continuar com a provocação. Do que você disse, acho que pode der um pouco por aí. Não conheço o texto a que você se referiu. Sua terminologia (chefes guerreiros, quadrilhas bárbaras e sofisticadas máfias) não me parece usar de conceitos usuais sociológicos. Talvez sejam suas palavras na tradução do autor. Mas há várias teorias. Todas elas são produto de deduções aparados por conhecimentos periféricos. Uma delas diz que o Estado teria surgido como resultado de uma guerra entre tribos (em uma tribo, por definição não há Estado: há uma anarquismo primitivo). Uma das tribos vence a guerra e escraviza a tribo vizinha.E o Estado surge como resultado da batalha. O mal dessa teoria é que ela não responde o motivo para o qual os prisioneiros foram escravizados. É um pouco sutil. Imagine uma tribo de índios brasileira. Eles vivem satisfeitos com sua vida. A natureza é farta: peixes, frutas, pouco trabalho e muito lazer. Não conhecem a riqueza como a entendemos, nem a divisão do trabalho como a entendemos. Então porquê precisariam de escravos? Seria necessário haver um desenvolvimento precedente para aflorar essa necessidade. Em seu contexto, o mais provável é que matassem os vencido, em vez de escraviza-los. Conheço outra teoria melhor que essa, mas vou parar por aqui esperando outras opiniões. Depois prossigo.
  • Marcelo Simoes Nunes  04/04/2015 20:38
    Será que alguém daqui poderiam explicar a origem do Estado. Procurei no Mises e não encontrei nenhuma referência. O assunto não teria interesse para aqueles que o querem exterminar?
  • anarca  03/04/2015 16:33
    Para os Cristãos que defendem a submissão ao estado, mesmo que ela não seja total, há problemas decorrentes dessa posição. Paulo passou a vida a rebelar-se contra o estado romano. E como resolver o problema de ordens estatais, como a ordem de matar Jesus Cristo? Esse é o abacaxi que minarquistas e libertários, não anarco-capitalistas, têm de descascar. (E não é nada fácil).
  • Eloy Seabra Jr.  07/04/2015 11:36
    Bem anarca, acho que infelizmente a solução é a de Paulo mesmo, se formos nos lembrar da vida dele ele foi obediente a Deus e a Roma, a Deus em pregar o evangelho e a Roma em ser preso e sem resistência condenado a morte, assim como também Jesus fez. Mais adiante na história do cristianismo os governantes se converteram e isso trouxe um tempo melhor para os cristãos, acho que essa talvez seja a visão dos minarquistas, ter governantes liberais, é algo plausível, mas exige um tipo de pensamento que se perdeu com o iluminismo, hoje em dia o Estado é origem e razão da sociedade e não se parece acreditar que exista uma moral acima da moral do Estado, enquanto for assim seguimos sem muitas esperanças.
  • Pobre Paulista  07/04/2015 12:22
    João Calvino disse que é legítimo ao cristão se rebelar contra o estado quando este está em desacordo com as leis de Deus, no entanto a ordem em geral para um cristão é não se rebelar contra o estado caso não haja motivo.

    Faz sentido ao Cristão se manter submisso ao estado, para que sua "rebeldia" não seja utilizada contra a palavra de Deus pelo estado. Isso não significa que o Cristão seja a favor do estado ou endosse sua existência.
  • Barros  03/04/2015 17:25
    Sou novo aqui e, por isso, gostaria de saber a resposta para estas questões:

    "Imaginemos uma sociedade sem Estado. Todos são livres para fazerem o que bem entendem. Nessa situação uma pessoa que conseguiu bastante riqueza por seu trabalho e talento e que construiu muitas industrias por sua própria capacidade comete um crime qualquer contra outra pessoa sem essas qualidades e que vive uma vida mais simples e sem grandes recursos".

    1) A quem essa pessoa mais simples deverá recorrer para buscar justiça?

    2) Supondo que as Leis de Deus fossem reconhecidas, o que deveria ser feito com outras pessoas que insistissem em desobedecê-las? Quem iria julgar as questões entre os homens?

  • Alexandre  03/04/2015 18:10
    Bom, no atual arranjo, os pobres não têm a mínima chance (você conhece algum pobre que venceu um rico na justiça? Eu também não).

    Sendo assim, e dado que ambos concordamos que o atual arranjo não serve, eis a resposta à sua pergunta:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=93
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1795
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=605
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=948
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=299
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1808
  • Barros  06/04/2015 14:49
    Obrigado, vou ler o que você recomendou...
  • Edmar Ferreira Junior  04/04/2015 18:46
    Barros,

    Em uma sociedade sem estado, pressupõe-se que o nível de organização social que coloca acima de qualquer valor o direito à liberdade individual não pode permitir jamais que alguém cometa um crime contra outro e permaneça impune, independentemente do que dinheiro que tenha para isso, simplesmente porque o dinheiro não pode ser um critério a ser levado em conta em assuntos de lei numa sociedade nesses termos. Em uma sociedade organizada sem estado, um homem que chegou a tal patamar, acredite, seria o primeiro a reconhecer o erro que cometeu, porque aquele que não é capaz de reconhecer que sua liberdade e direito terminam quando colocam em risco a liberdade o direito do próximo, simplesmente não tem lugar em uma sociedade livre. Abraço,
  • Barros  06/04/2015 14:56
    "aquele que não é capaz de reconhecer que sua liberdade e direito terminam quando colocam em risco a liberdade o direito do próximo, simplesmente não tem lugar em uma sociedade livre". Ou seja, somente homens de bom caráter e cientes disso poderiam participar de uma sociedade assim, mas o que seria feito com aquelas pessoas que não se enquadram nesse perfil? Seriam presas? Quem as julgaria? Afinal, não é possível mudar o caráter de um homem.

    Mas obrigado pelo interesse.
  • Anomalus  03/04/2015 18:47
    Na verdade Deus inicialmente havia criado Israel com leis em que não existia governo. O que existia era uma coisa próxima de um anarco-capitalismo primitivo onde havia alguns serviços públicos básicos, mas justificados, já explico.
    No antigo Israel foram instituídos os juízes que seri um sistema jurídico, que não era sustentado por impostos. E havia também os serviços públicos, oferecidos pelos levitas. Os levitas não executavam apenas serviços no templo, mas também outros serviços. Estes sim era sustentados por uma forma de imposto que era o dízimo. Agora podem tentar argumentar que era um imposto como os impostos que temos hoje, mas não era. A justificativa do dízimo era porque quando o povo de Israel tomou a terra para as 12 tribos, a tribo dos levitas não teve herança, ou seja, não recebeu uma parte da terra e Deus instituiu esta lei para eles. Além disto eles ficaram responsáveis pelos serviços no templo e servir a Deus em geral enquanto o resto ficava livre para viver suas vidas. Apesar de tudo, mesmo que fosse apenas um imposto, era somente 10%, bem menos do que pagamos hoje.
    Isto foi só no início, depois o povo vendo as nações vizinhas, sentiu que precisava ter um rei e um Estado também, coisa que Deus não se agradou. A isto Deus respondeu ao profeta Samuel:

    "E disse o Senhor a Samuel: Ouve a voz do povo em tudo quanto te dizem, pois não te têm rejeitado a ti, antes a mim me têm rejeitado, para eu não reinar sobre eles.
    Conforme a todas as obras que fizeram desde o dia em que os tirei do Egito até ao dia de hoje, a mim me deixaram, e a outros deuses serviram, assim também fazem a ti.
    Agora, pois, ouve à sua voz, porém protesta-lhes solenemente, e declara-lhes qual será o costume do rei que houver de reinar sobre eles.
    E falou Samuel todas as palavras do Senhor ao povo, que lhe pedia um rei.
    E disse: Este será o costume do rei que houver de reinar sobre vós; ele tomará os vossos filhos, e os empregará nos seus carros, e como seus cavaleiros, para que corram adiante dos seus carros.
    E os porá por chefes de mil, e de cinqüenta; e para que lavrem a sua lavoura, e façam a sua sega, e fabriquem as suas armas de guerra e os petrechos de seus carros.
    E tomará as vossas filhas para perfumistas, cozinheiras e padeiras.
    E tomará o melhor das vossas terras, e das vossas vinhas, e dos vossos olivais, e os dará aos seus servos.
    E as vossas sementes, e as vossas vinhas dizimará, para dar aos seus oficiais, e aos seus servos.
    Também os vossos servos, e as vossas servas, e os vossos melhores moços, e os vossos jumentos tomará, e os empregará no seu trabalho.
    Dizimará o vosso rebanho, e vós lhe servireis de servos.
    Então naquele dia clamareis por causa do vosso rei, que vós houverdes escolhido; mas o Senhor não vos ouvirá naquele dia."
    1 Samuel 8:7-18

    Deus advertiu sobre tudo o que acontece hoje no Estado, mas os israelitas não quiseram ouvir. Ele também advertiu que não socorreria mais o povo.
    Entretanto, após a vinda de Cristo, creio que a coisa foi diferente, teve outra função, que foi apresentar a forma de redenção, de voltar a Deus. Jesus não veio para mudar o mundo, pelo menos não na primeira vinda, mas veio para mudar os homens. Já na segunda vinda, que ainda não aconteceu e será em glória, Ele mudará então o mundo.
    Eu confesso que gosto da ideia de não ter Estado, mas ainda não estou completamente convencido de que funcionaria caso uma nação sozinha resolvesse adotar este modelo. Sabemos e temos os exemplos do passado que as nações socialistas fizeram e fariam de tudo para sabotar. Já o fazem com o capitalismo com Estado. A nossa imprensa quase toda de esquerda e as universidades tomadas por comunistas são parte da sabotagem. E também ainda não estou convencido de que uma nação anarco-capitalista teria as ferramentas eficazes para defesa contra agressões externas. Talvez precisemos de uma experiência bem sucedida para crer que realmente funcionará.Os exemplos de anarco-capitalismo que geralmente tentam apresentar na minha opinião não servem. Primeiro porque duraram pouco e segundo porque era outra realidade no passado. Queria ver um exemplo atual.
  • amauri  03/04/2015 18:55
    Boa tarde! Quando Jesus ficou 40 dias e 40 noites no deserto, diz a Bíblia, que ele sofreu de 3 tentações. Vamos a que mais interessa;
    Satanas disse a ele, esta vendo todos os impérios, faça um ato de adoração a mim e lhe darei todos para voce.
    Jesus não refutou o poder dele sobre os impérios.
    Cristãos defender governos eh contraditório mesmo.
  • Pobre Paulista  03/04/2015 22:46
    Texto excelente, mas alto lá...

    "Mas Deus faz milagres, isto é, viola as próprias leis que criou".

    Isto não é verdade. Nem pode ser. Deus não viola as próprias regras - Deus não abre mão do seu poder pelo amor que tem a si próprio (não me lembro a passagem, me perdoem).

    O que acontece é que ainda existem - e sempre existirão, por definição - leis naturais (=Divinas) que nós ainda não conhecemos, ou seja, não somos capazes de compreender. Dada nossa limitação, jamais conheceremos todas as leis de Deus.

    Um simples eclipse solar poderia ser considerado um milagre. As trombetas de Jericó derrubaram muros por "milagre", mas hoje sabemos que se tratou do fenômeno de ressonância. E assim por diante, a maior parte dos milagres "terrenos" não violam as leis de Deus, e nem poderiam. Nada viola as leis Dele, nem mesmo Ele.

    Já os milagres de caráter "transcendentais", como a ressurreição, obviamente não tem explicação humana: Trata-se exatamente da fronteira do conhecimento humano imposta pelo Criador. Portanto não temos sequer condições de afirmar que as leis de Deus foram violadas, afinal, nós sequer temos condições de compreendê-las.

    Felizmente este não era o alicerce argumentativo do texto, pois está errado :)
  • Jonathan David  04/04/2015 05:18
    Concordo, Deus não quebra as leis, Ele simplesmente conhece mecanismos que nós ainda não compreendemos, tão somente isso. Deus, por ser o criador do universo, sabe perfeitamente tudo e conhece os mecanismo e engrenagens da sua obra. Milagre não é quebra de leis, é apenas algo que não se conhece ou se sabe como foi feito.
  • Marcelo Simoes Nunes  04/04/2015 20:23
    Leia o texto com mais atenção. É uma dedução lógica perfeitamente construída: "Mas Deus faz milagres, isto é, viola as próprias leis que criou. E faz todo o sentido que Ele tenha criado o universo perfeitamente ordenado, pois que dessa forma podemos contemplar Suas ações milagrosas. Em um mundo sem leis constantes, seria impossível observar milagres, tudo e nada seria um milagre".
  • Pobre Paulista  05/04/2015 19:55
    Leia você o meu comentário com mais atenção. Deus não pode violar suas próprias leis pois caso contrário ele não seria perfeito, não seria Deus. O verdadeiro milagre é que alguns de seus feitos podem ser explicados pelo nosso limitado intelecto, os quais chamamos de "explicação racional", enquanto aqueles que ainda não compreendemos (e eventualmente jamais iremos) são catalogados como "milagre".
  • Marcelo Simoes Nunes  07/04/2015 02:06
    Pobre Paulista, todos estamos falando do autor. Pedi que relê-se o texto, porque acredito que não entendeu, não para te contrariar. Cada um pensa como quer, não é? Daí você me diz para ler seu comentário com atenção. Então você vira o autor. Vá lá! Li seu comentário, mas não vejo a menor lógica é na sua afirmação:"Deus não pode violar suas próprias leis pois caso contrário ele não seria perfeito, não seria Deus." O que tem a ver ser perfeito com violar as próprias regras? Use sua própria argumentação e sustente o oposto: esse aparente paradoxo está acima da sua e da minha compreensão. Ele é Deus, o todo poderoso.
  • Primo  03/04/2015 23:55
    O texto esquece que ja vivemos em um mundo anarcocapitalista. E sabido que a liberdade é um atributo irredutivel, e como livres que somos, escolhemos viver em sociedade. As leis economicas nao podem ser analisadas separadamente das leis politicas, ambas relacionadas a praxeologia. Todos querem sair de um estado de menor satisfação para um estado de maior satisfação, e preferem isso hoje do que esperar algum tempo.
  • anônimo  04/04/2015 09:43
    'O texto esquece que ja vivemos em um mundo anarcocapitalista.'
    Ah é? Que bom, como é que eu faço pra não ser obrigado a pagar por porto em Cuba?

    E sabido que a liberdade é um atributo irredutivel
    Se fosse não veríamos os governos cada vez mais inchados criando bolhas ferrando a economia no mundo todo

    e como livres que somos, escolhemos viver em sociedade.
    Eu vivo nesse esgoto porque não tenho opção, e não tenho justamente porque NÃO sou livre.
  • anônimo  04/04/2015 18:04
    'O texto esquece que ja vivemos em um mundo anarcocapitalista.'
    "Ah é? Que bom, como é que eu faço pra não ser obrigado a pagar por porto em Cuba?"
    Renuncie de ser um cidadão brasileiro. Isso te levará a um estado de maior satisfação?

    'E sabido que a liberdade é um atributo irredutivel'
    "Se fosse não veríamos os governos cada vez mais inchados criando bolhas ferrando a economia no mundo todo"
    Saiba fazer investimentos e você estará protegido de bolhas, faça algo de útil e as pessoas sempre estarão interessadas em fazer trocas com você. Quando você é livre, você não tem muito em quem se apoiar. Você é livre e os outros também são.


    e como livres que somos, escolhemos viver em sociedade.
    "Eu vivo nesse esgoto porque não tenho opção, e não tenho justamente porque NÃO sou livre."
    Anonimo, você é livre sim, você apenas não sabe o que fazer com sua liberdade. Assim como um empregado socialista tem medo de enfrentar os desafios do empreendedorismo um cidadão libertário tem medo de enfrentar os desafios políticos. Como diz o Fulano: "Eu trabalho aqui porque não tenho opção", e Ciclano responde: " É... o mercado é cruel".
  • anônimo  05/04/2015 09:53
    O cara tá lá no seu sítio...cuidando da sua horta, das suas galinhas...aí vem uma gangue de vagabundos e fala:
    -Seguinte, nós vamos tomar conta de tudo por aqui.Tudo que você ganhar vai ter que ter uma parte pra gente, nós vamos mandar nas leis, na sua vida e na sua propriedade.E se você não gostar pode ir embora.

    Esse é você, anon das 18:04:09

    'Saiba fazer investimentos e você estará protegido de bolhas'

    Quem cria as bolhas é o governo, você está dizendo que o governo fazer algo imoral não é muito problema já que teoricamente existem maneiras de se defender.
    Fora que o governo cria bolhas criando dinheiro do nada e desvalorizando a moeda que está no meu bolso e que eu sou OBRIGADO a usar.Investindo ou não na bolha eu saio perdendo.

    faça algo de útil e as pessoas sempre estarão interessadas em fazer trocas com você.

    Eu realmente quero fazer, as pessoas querem trocar mas o governo impede.Todo setor regulado é assim.

    'um empregado socialista tem medo de enfrentar os desafios do empreendedorismo um cidadão libertário tem medo de enfrentar os desafios políticos.'

    Na verdade o libertário é inteligente o suficiente pra ver como os 'desafios políticos' são uma enrolação.O libertário é o cara que quando é forçado a escolher entre ser roubado pela gangue A ou ser roubado pela gangue B, sabe que essa é uma falsa escolha e prefere não ser roubado por ninguém.Se eu fosse livre de verdade não teria que escolher entre nenhum dos dois, não assinei contrato nenhum com nenhum desses putos.
    E você não sabe o que é liberdade.
  • Edmar Ferreira Junior  04/04/2015 18:27
    Somos anarcocapitalistas em uma perspectiva natural e é por isso que já vivemos em mundo anarcocapitalista. Retire o estado (é ele que nos obriga a pagar por um porto em Cuba) e a verdade das trocas voluntárias e solidárias se reestabelecerá, porque é esse o princípio natural das coisas - A necessidade de vivermos com autonomia nos leva naturalmente a isso. Abraço,
  • Marcelo Gazzoli  04/04/2015 01:32
    Cristãos socialistas, cristãos simpatizantes de esquerda ou carecem de informação ou são mal intencionados.
    No segundo caso, seriam realmente cristãos?
  • Marcelo Gastaldi  04/04/2015 05:33
    Certamente não.

    Mas seriam cristãos também no primeiro caso? Afinal, como alguém pode se dizer cristão se nem ao menos chegou a entender a mensagem?
  • João   04/04/2015 04:52
    Texto esperado pela data.
    Olhei pelos comentários mas não achei ninguém falando sobre, então eu digo.
    Defender o correto pelos motivos errados não é grande mérito. E defender a liberdade com uma religião, neste caso o cristianismo, é uma grande canoa furada.
    Não digo que a doutrina cristã não seja libertária como vocês pregam, apesar de que a interpretação de toda a bíblia costuma ser bem maleável, a gosto do freguês. Mas enfim, já que vão dizer que estou atacando sem argumentação, e estou mesmo, aproveitemos:
    O cristianismo existe até hoje porque as pessoas são infantis, e mantém tradições baseadas em fé, irracionalmente. As religiões são assim, e nenhum religião cristã passa longe disso.
    Não me venham dizer que a fé cristã é racional e científica porque isso é tão mentira que quem acredita nisso poderia muito bem estar acreditando no socialismo, porque acredita no que quer.
    Foi meio que um desabafo, podem me comer vivo agora cristãos, mas vocês não me enganam, não são tão espertos coisa nenhuma.
  • Cat  04/04/2015 16:29
    (...)Mas enfim, já que vão dizer que estou atacando sem argumentação, e estou mesmo,(...)

    Você mesmo tira qualquer crédito que seu comentário poderia ter. Fique, então, com o silêncio, enquanto sua preguiça intelectual é solenemente ignorada.
  • anônimo  04/04/2015 19:58
    E defender a liberdade com uma religião, neste caso o cristianismo'...
    Analfabeto funcional detected. Em momento nenhum o artigo disse que a defesa da liberdade depende da religião.O que ele disse é que cristãos coerentes teriam também que defender a liberdade.

    Foi meio que um desabafo, podem me comer vivo agora cristãos
    Cristão uma ova, sou agnóstico, mas independente disso tudo é só uma questão de lógica pra ver o monte de besteiras que você disse.
  • Alexandre  04/04/2015 11:13
    Acreditar em Deus não é muito diferente do que acreditar no Estado.
    E esse texto usa como prova aquilo que deve ser provado.
    É a falácia da petição de principio.



  • Frota  04/04/2015 14:51
    Oi? Você está dizendo que o autor, para escrever um simples artigo em um feriado de Páscoa, deveria ter feito nesse artigo um tratado provando a existência de Deus? E que, sem isso, nada feito? Isso é um claro desespero da sua parte.

    Em primeiro lugar, um simples artigo de feriado não tem essa pretensão. Em segundo lugar, tal tarefa já foi feita por Santo Tomás de Aquino, o qual você nunca irá ler.

    Pare de gemer feito uma donzela violentada. E mostre argumentos.
  • anônimo  04/04/2015 20:24
    Ele não diz que o MOTIVO pra ser libertário é a religião.O que ele diz é que quem segue a religião, ou filosofia de vida, ou uma lógica qualquer X, pra ser coerente, nesse caso também tem que defender a liberdade.
    A única coisa falaciosa é o seu intelecto.
  • tiago  05/04/2015 12:37
    Cristãos seguem dogmas da igreja. Um conjunto de doutrinas fundamentais, que como bom cristão ele deve simplesmente crer e seguir.

    É sério que com dogmas sobre a criação do mundo e o pecado de Adão, faz sentido dizer que cristãos coerentes deveriam ser libertários?
  • Elias  05/04/2015 14:11
    Muito sério.

    Agora é a minha vez: é sério que fazendo perguntas iniciadas com "é sério" a pessoa realmente acha que está abafando e fazendo uma pergunta matadora? É sério?
  • anônimo  06/04/2015 11:35
    'É sério que com dogmas sobre a criação do mundo e o pecado de Adão, faz sentido dizer que cristãos coerentes deveriam ser libertários?'

    Claro que faz, ser libertário não tem nada a ver com as suas crenças sobre a origem do mundo, tem a ver com não iniciar agressão contra ninguém e reconhecer que as pessoas agredidas tem o direito de se defender, só isso.

    Obrigado ateus, por mostrarem como vocês são tão intelectualmente limitados.
  • tiago  06/04/2015 17:02
    Um não expõe argumento. O outro diz que ateus são intelectualmente limitados, mas parece não ler o que escreve.

    A origem do mundo foi apenas um exemplo de um dos dogmas. O ponto central é mostrar que uma instituição que possui dogmas (ou leis, para facilitar sua tradução) como esse e muitos outros que não tem nada a ver com "não iniciar uma agressão", não é incoerente não ser um libertário. O que é o contrário do que diz o artigo.
    Essa é a mesma instituição que no passado saqueou, matou e perseguiu pessoas simplesmente por não concordar com esses dogmas! E hoje, se posiciona contra a união homoafetiva e métodos contraceptivos. Só para citar alguns exemplos. Isso parece libertário?

    Obrigado você, por mostrar o quanto a fé pode cegar alguém.
  • Dam Herzog  04/04/2015 13:58
    Sou fã numero um do Mises Brasil, e também acompanho o Daniel Fraga que é anarco capitalista ele é como um Davi contra o Leviatãn (Golias), e tenta com sua pequenez enfrentar o estado com pequenas ações humanas, e com algum sacrifício pessoal.Ele foi quem me indicou o Mises Brasil pela 1ª vez. Fora do contexto porém com conteúdo para quem quiser assistir um dos videos do Daniel Fraga :
    https://www.youtube.com/watch?v=Mm-N69dq5Do. Obrigado. Saudações Libertárias.
  • anônimo  04/04/2015 20:33
    Não leve ele muito a sério, apesar de libertário ele fala muita besteira as vezes. Quem acreditou nele em vez de ler autores libertários como Rothbard, comprou bitcoin quando estava caro e se f*****.
  • tiago  04/04/2015 14:34
    "O estado é um agressor por definição, é um violador de leis éticas, porquanto ele mata, rouba, sequestra, censura, falsifica e agride inocentes."
    "...o estado tem de roubar, agredir, coagir e violentar para existir."
    "...Existe a crença de que a existência do estado, esta instituição tenebrosa, coerciva e assassina, é um dado inescapável da realidade, de que a sociedade só poderia existir sob o comando dessa máfia criminosa."

    Se substituir a palavra "estado" por "igreja" em qualquer uma dessas frases, continuará fazendo sentido.

    Contradição é criticar o estado, uma instituição que realmente é tenebrosa como diz o autor, ao mesmo tempo que cita leis divinas que são defendidas por uma instituição (igreja) que cometeu (e ainda comete) os mesmos crimes.

    O anarco-capitalismo não é compatível com nenhum ensinamento religioso. E sim compatível com a ética, moral e liberdade. Que não precisam vir necessariamente de ensinamentos cristãos.
  • anônimo  05/04/2015 00:13
    Diz aí como é que a igreja te rouba, champs.
    Last time i check qualquer um só entre numa igreja se quiser.
  • tiago  05/04/2015 12:06
    Sério? Faltou em aulas de história, champs? Last time I studied history, não faltavam crimes cometidos pela igreja.
  • anônimo  05/04/2015 19:27
    Recaptulando, o que você disse foi:
    '"...o estado tem de roubar, agredir, coagir e violentar para existir (...) substitua estado por igreja e dá no mesmo'

    Então vamos lá, 'a igreja tem que roubar, coagir e violentar pra existir'...?
    Se isso fosse verdade ela não existiria hoje.Sim, ela teve erros no passado, mas hoje ela não precisa roubar ninguém pra existir.
    Não adianta estudar história se você não tem lógica suficiente pra compreender o que lê.
  • Tio Patinhas  06/04/2015 16:57
    Isso não é totalmente verdadeiro considerando que ela recebe parte do dinheiro arrecadado com o laudêmio, que é um tributo (portanto é roubo)

    Além disso ela usa parte do dinheiro para financiar grupos como o mst, que invade propriedade alheias.

    Obrigado.
  • tiago  06/04/2015 17:19
    A sua lógica é que se ela ainda existe hoje e não rouba mais, então está tudo certo! Brilhante lógica.
    Apropriar-se indevidamente de propriedade privada, financiar guerras, perseguir e matar pessoas, é passado. Pela sua lógica, se ela fez tudo isso para chegar ao tamanho que tem hoje e se espalhar pelos quatro cantos, não tem problema. Os crimes prescreveram, não é mesmo? O papa já até pediu perdão por essas barbáries, então agora é bola frente.

    Muito obrigado pela lição de lógica!
  • Cat  06/04/2015 20:21
    Tiago, você deve se julgar alguém inteligente. Então, como tal, não terá problemas para ler os artigos na seção religião deste site. Já lhe adianto, seus argumentos contra a religião e a "igreja" (qual?) já foram exaustivamente refutados. Leia também os comentários dos artigos, garanto que não será uma leitura tediosa.

    www.mises.org.br/Subject.aspx?id=14
  • tiago  07/04/2015 02:53
    Fui educado por mais de 15 anos na igreja católica e estudei muito antes de expor minha opinião nesse tema. Só para a citação em que Jesus diz que "meu reino não é deste mundo..." (João 18:36), já ouvi mais de 10 interpretações diferentes. Então sei bem como a interpretação varia de acordo com o freguês.

    Não estou aqui tentando refutar existência de Deus ou debater qualquer discussão mais profunda relacionada a fé. Não tenho nada contra religião ou qualquer igreja. Meus argumentos são contra esse artigo e a insistência em dizer que cristãos estão mais para libertários do que para estatistas.
    E ao menos nos artigos que li, nenhum deles refutam os fatos históricos que comentei, que colocam a igreja mais em uma posição de estatista que de libertária.
  • Cat  07/04/2015 14:22
    "Fui educado por mais de 15 anos na igreja católica e estudei muito antes de expor minha opinião nesse tema. "

    E daí? Falácia da autoridade.

    "Só para a citação em que Jesus diz que "meu reino não é deste mundo..." (João 18:36), já ouvi mais de 10 interpretações diferentes. "

    Puxa, que legal. Ainda não diz nada sobre argumento nenhum.

    "Então sei bem como a interpretação varia de acordo com o freguês."

    Resumindo seu "argumento": eu considero que sei bastante sobre o assunto, por isto vocês estão errados e não preciso ler mais nada. Espetacular.

    "Não estou aqui tentando refutar existência de Deus ou debater qualquer discussão mais profunda relacionada a fé. Não tenho nada contra religião ou qualquer igreja. "

    Ok.

    "Meus argumentos são contra esse artigo e a insistência em dizer que cristãos estão mais para libertários do que para estatistas."

    Pronto, você começa a demonstrar sua ignorância neste ponto. Continuo após seu último trecho.

    "E ao menos nos artigos que li, nenhum deles refutam os fatos históricos que comentei, que colocam a igreja mais em uma posição de estatista que de libertária."

    Touché. Você faz uma conclusão sobre a prática de UMA igreja (a católica, imagino), e em determinados períodos de tempo, e já joga um rótulo sobre todo o universo que envolve o crisitanismo? E chama isto de argumento?

    Aprenda a diferenciar as coisas primeiro, rapaz. Comece sendo humilde e reconheça que pode não saber tudo sobre algum assunto. E leia os artigos que indiquei. Ou vai querer ainda o título de cabeça dura, além de todos os outros que você já recebeu?
  • Renato Souza  07/04/2015 17:06
    Tiago


    Totalmente errado, você não entendeu a argumentação. O cristianismo não precisa do estado para existir. Dia mais ainda, na maior parte do tempo, e na maior parte dos lugares, existiu apesar da oposição do estado. Cristianismo não precisa de dinheiro arrecadado a força, nem do apoio do estado, e se você ainda não percebeu isso, não estudou história o suficiente.
  • tiago  08/04/2015 01:01
    O seu resumo além de incorreto, demonstra a arrogância que você tenta disfarçar. Apenas disse que estou acostumado a ver diversas interpretações. E com base nisso você faz suposições e ataques pessoais.

    Se a prática de UMA igreja em um determinado período de tempo não é o suficiente para invalidar esse artigo, podemos tentar algo mais contemporâneo. Por exemplo, a união homoafetiva. Condiz com uma atitude libertária se opor a opção sexual?

    Eu reconheço que não sei tudo sobre qualquer assunto. Seria um absurdo se o fizesse. Estou apenas colocando um ponto de vista diferente do apresentado nesse artigo. Quando alguém diz que estudou sobre um tema, não quer dizer que sabe tudo, o que reforça seu julgamento incorreto. Além do mais, não sou eu quem goza de qualquer tipo de infalibilidade para se sentir o dono da verdade.
  • anônimo  08/04/2015 12:45
    'Por exemplo, a união homoafetiva. Condiz com uma atitude libertária se opor a opção sexual? '
    Não tem contradição nenhuma, pelo libertarianismo você pode se opôr a qualquer coisa contanto que não force ninguém a nada.Agora totalmente o contrário é feito pelos movimentos GLS, feministas etc, que querem obrigar os gays a casar dentro das igrejas que não concordam com isso, que promovem beijaço gay dentro de cultos evangélicos, querem obrigar as escolas a ensinar o kit gay do MEC, etc


  • Cat  08/04/2015 13:12
    "E com base nisso você faz suposições e ataques pessoais."

    Não. Você usou sua experiência pessoal como argumento e atestado de superioridade. Apenas apontei sua falácia, não fiz ataques pessoais.

    "Por exemplo, a união homoafetiva. Condiz com uma atitude libertária se opor a opção sexual? "

    Sim. Completamente. Só seria contrário ao libertarianismo se eu utilizar da coerção para impor minha visão ou minhas idéias.

    "Eu reconheço que não sei tudo sobre qualquer assunto."

    Ninguém sabe. Mas alguns sabem mais sobre alguns assuntos sobre outros. Que tal admitir, agora, que você errou, e estudar para clarificar e corrigir suas impressões errôneas? Sugiro o seguinte artigo:

    Religião e libertarianismo
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=834

    Se não me engano, o autor, Walter Block, é um ateu. Não que isto faça diferença, mas quem sabe, para você seja sinal de imparcialidade.

    Aliás, reforço a recomendação da leitura dos artigos da seção religião. Não estaríamos tendo este debate se você já os tivesse lido.

  • anônimo  08/04/2015 12:34
    'A sua lógica é que se ela ainda existe hoje e não rouba mais, então está tudo certo! Brilhante lógica.'

    Não, o que eu disse é que se ela existe hoje e não rouba, não precisa do roubo pra sobreviver.
    E eu disse isso porque o que você tinha dito era que ela PRECISA do roubo pra sobreviver, do mesmo jeito que o estado precisa.
    Então, onde está a mentira aí? Agora você sim tem uma lógica brilhante, precisa mentir, distorcer o que os outros falam e apelar pra falácia do espantalho o tempo todo.
  • Tio Patinhas  08/04/2015 13:39
    Bem, ela recebe laudêmio (imposto) que é roubo, se precisa disso para sobreviver eu não sei. Mas recebe.
  • André  04/04/2015 15:04
    Bem, respeito a visão libertaria, mesmo sendo um liberal-conservador. Porém gostaria de deixar um ponto de reflexão.

    Em primeiro lugar como Cristão, estou ciente que nem mesmo o cristianismo em si é unido, cada religião segue os seus preceitos e se declara dona da autoridade de divulgar o evangelho, logo já temos um problema.

    Esse problema apenas será resolvido com a vinda de Cristo e a sua real Igreja reinara como estado justo e impecável, enquanto isso não acontece caímos naquele problema de dar poder aos homens esperando que tenham atitudes corretas e todos sabemos que poder e homem costuma ser um problema grave, ainda mais quando separado de um nobre ideal pautado de ética, justiça, amor, princípios e valores ensinados pelo mestre.

    Vejo também outro problema,que é trocar seis por meia dúzia, pois ao acabar com o estado e privatizar a ordem social cairíamos no mesmo problema atual, pois hoje ou amanhã iríamos encontrar homens que usariam o poder de acordo com os seus interesses, sem ninguém para ficaliza-lo com autoridade, ou os que pudessem, podem também ser corrompidos, é um problema.

    Não vejo a solução nisso, pra mim, a verdadeira solução seria Cristo voltar, queimar toda a imundice do mundo e reinar no milênio, enquanto isso não acontece, precisamos nos unir pela liberdade econômica, respeito ao estado e nos manifestar para que achemos quem sabe um dia políticos capazes de agir com o mínimo de decência.

    Enquanto isso não acontece, temos que começar pelo nosso lar, nossa família. Ser a luz do mundo e o sal que leva os valores e princípios corretos para outras pessoas.

  • Catarinense  04/04/2015 15:56
    Belíssimo texto, João.

    Feliz páscoa a todos!
  • Marcelo Simoes Nunes  07/04/2015 02:51
    São João?????rsrsrsrsr
  • Ovelha Negra  04/04/2015 18:22
    Só gostaria de solicitar ao Mises Institute Brasil, um artigo sobre os ateus que sao libertários e procurar mostrar a nossa diferença para os ateus progressistas-anticristãos. Aí vai a minha opinião: rejeitar a fé religiosa não significa desejar que religiosos deixem de existir ou que não tenham o direito de opinarem na sociedade, mas sim, simplismente sermos deixados em paz com nossas convicções. Se o ateu é libertário, ele tem então o dever de deixar reliosos em paz, bem como esses tem o dever de não importuna-lo ou agredi-lo por suas crenças. As pessoas possuem todo o direito a liberdade de crença, e a lei natural as assegura isso.
  • Equipe  04/04/2015 20:13
    Estamos sempre à disposição. Se algum colaborador quiser enviar um artigo a respeito -- como fez o autor deste artigo -- iremos imediatamente publicá-lo (desde que o artigo seja bom e não defenda intervencionismos e coerções, evidentemente).
  • anônimo  04/04/2015 20:29
    ' mas sim, simplismente sermos deixados em paz'...
    huahuauhahua deve ser uma piada isso aí
    Last time i check são ateus, feministas, gayzistas e merdas do tipo que vão encher o saco dos cristãos, inventam de pixar igrejas, enfiar crucifixo no ** durante a visita do papa, inventam beijaço gay dentro de culto evangélico, querem ter sua agenda patrocinada pelo estado, querem querem transformar em crime a OPINIÃO de quem não gosta do estilo de vida deles...
    E aí vem com a maior cara de pau do mundo bancando a vítima e PIDINDO pra ser deixado em paz...putz esse povo é patético.
  • anônimo  05/04/2015 18:43
    Você está falando dos ateus libertários ou dos progressistas? Pq no comentário estava bem claro que ele se referia aos ateus libertários...
  • Marcelo Simoes Nunes  04/04/2015 20:12
    Cruzes, quantos cristãos por aqui! Sou agnóstico e, como tal, toda essa argumentação serve no máximo como exercício intelectual. Fico pensando num princípio enunciado por Skiner: "quando não temos uma explicação, é melhor ficarmos sem explicação alguma".
  • Cat  05/04/2015 16:03
    Já pensou se os grandes cientistas, inventores e filósofos tivessem seguido este raciocínio? Mas parabéns, não é sempre um ignorante tem coragem de se orgulhar da sua ignorância em público. Ou ostentar a sua hipocrisia desta maneira, se beneficiando dos frutos daqueles que tiveram coragem de perguntar e questionar.

    Ps. Ah, a ironia. E ainda atribuem a idade das trevas aos cristãos... Tom Woods, se ler o seu comentário, dará risadas por horas.
  • Marcelo Simoes Nunes  07/04/2015 01:51

    Já pensou se os grandes cientistas, inventores e filósofos tivessem seguido este (esse) raciocínio? Mas parabéns(!), não é sempre (que) um ignorante tem coragem de se orgulhar da sua ignorância em público.(,) Ou ostentar a sua hipocrisia desta (dessa) maneira, se beneficiando dos frutos (bananas, abacates?) daqueles que tiveram coragem de perguntar e questionar.

    Ps. Ah(!), a ironia. E ainda atribuem a idade das trevas aos cristãos... Tom Woods, se ler o seu comentário, dará risadas (e daí?) por horas.
    O infeliz ainda não aprendeu a escrever e quer me chamar de ignorante. Skiner foi um pesquisador, o que tem a ver o que disse com coragem de perguntar? (?????????????)
  • Cat  10/04/2015 13:21
    Vejam só, um membro da igreja do supremo método científico. Não fique se gabando, você não é o primeiro que passa por aqui, nem suas "verdades" são novidades para quem frequenta este Instituto.

    Excelentíssimo sábio Marcelo, lhe faço um desafio: prove, por métodos científicos, que o teorema da ação humana é válido.

    Ps. Se você não ver a relação do meu desafio com o debate em questão, bem, daí ficará provado quem, de fato, é o ignorante, não é?

    Ps2. Seu ad-hominem ali em cima já adianta a resposta. Mas vou lhe dar uma chance e fingir que não vi, afinal, metodologia científica é para ratos de biblioteca, não para empreendedores geradores de emprego, não é verdade?
  • anônimo  06/04/2015 11:40
    Todo progresso científico começa com alguém buscando uma explicação.O comentário do Skinner simplesmente joga o método científico no lixo, e são essas as mesmas pessoas que criticam as crenças religiosas por não terem base científica...
  • Marcelo Simoes Nunes  07/04/2015 01:23
    Skiner é um cientista que conhece o método científico. Ele diz isso dentro da ciência, o que é absolutamente coerente: se você não tem uma explicação CIENTÍFICA, do ponto de vista da ciência não adianta você apelar para a imaginação. É mais científico você ficar sem nenhuma explicação, até que se consiga produzir uma pelo método científico. Isso não tem dada a ver com religião ou com metafísica. Há muitas religiões e todas dizem coisas diversas e estão todas certas, suponho. Na ciência só há lugar para uma verdade, pelo menos (para uma de cada vez) até que outra mais consistente apareça. Eu pessoalmente, não me preocupo com questões religiosas, nem contra nem a favor. Tenho uma teoria, ou melhor, uma hipótese, muito particular, de que o cérebro humano, diferente do cérebro dos animais, encontra-se em acelerado processo de transformação adaptativa e nesse processo evolutivo há variações entre indivíduos, de tal modo que numa minoria da população prevalesse uma racionalidade pura e na maioria percepções mágicas convivem com a racionalidade. Eu sinceramente acredito que todo processo cognitivo religioso seja de fato uma forma de conhecimento, ao qual, infelizmente, não tenho acesso. Não há aí nenhum juízo de valor e a minha especulação só vale mesmo como hipótese para ser pesquisada, não se constituindo em nenhum saber a ser ensinado. Sejam bem vindos os que têm fé.
  • anônimo  08/04/2015 12:56
    'se você não tem uma explicação CIENTÍFICA, do ponto de vista da ciência não adianta você apelar para a imaginação' é totalmente diferente de '"quando não temos uma explicação, é melhor ficarmos sem explicação alguma".'

    'de tal modo que numa minoria da população prevalesse uma racionalidade pura'
    E é justamente a racionalidade que faz as pessoas duvidarem dos que seguem a filosofia do cientificismo cegamente.
    Até uma criança de cinco anos de idade já entende que nem tudo que é real tem evidências.
  • Erik  04/04/2015 23:03
    "Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus" (Mateus 22);
    "Meu Reino não é deste mundo. Se fosse, os meus servos lutariam para impedir que os judeus me prendessem. Mas, agora, meu Reino não é daqui" (João 18:36).
    Não sou cristão, mas há na Bíblia várias passagens onde se reconhece a existência de "reinos" na terra, i.é, a legitimidade de estados.
    ...para mim, esse texto forçou um pouco na argumentação..rss
  • Hobsbawn  04/04/2015 23:08
    O que apenas mostra que você nem sequer se deu ao trabalho de ao menos entender os contextos de ambas essas frases. Que tal se esforçar um pouquinho antes de sair palpitando sobre algo que você claramente não entende:

    A teologia do estado no Novo Testamento - O que realmente era o "Dai a César"

    A teologia do estado no Novo Testamento – Romanos 13 e a "submissão" aos governos

    Após ler os dois artigos -- e somente após ler os dois artigos -- volte para um debate mais qualificado.
  • Jonatas  06/04/2015 14:32
    Todo cristão deveria ser anarquista e defender a liberdade e a propriedade privada.

    Aos colegas duvidosos da minha afirmação, sugiro a seguinte pergunta: qual doutrina é compatível com a natureza humana?

    Para quem é honesto intelectualmente, sugiro a leitura de Hoppe, Mises (capitalismo x socialismo e praxeologia), Rothbard e Huerta de Soto.
  • Junior  06/04/2015 20:41
    Particularmente, um dos piores artigos que li aqui no IMB. Não sou um "libertário", estou mais para um "liberal" mesmo. De qualquer forma, defender a ausência de Estado para que se impere as "leis de Deus" é o mesmo que defender a Sharia, embora reconhece superioridade moral do cristianismo sem titubear. Mas a questão de fundo é clara: a visão a respeito de Deus e suas leis é tão diversa que isso é simplesmente impossível. Só para exemplificar: para um evangélico, a simples existência de "imagens de santos" é incompatível com viver segundo a lei de Deus. Ou, por outra: quantas pessoas sequer acreditam em Deus? Para essas, seria possível viver por conta de suas próprias leis? Enfim, para mim justamente essa diversidade de pensamentos sobre o mesmo assunto (no caso, "viver segundo as leis de Deus") é que me faz relutante em abraçar posturas ditas "libertárias": seria impossível cada um viver civilizadamente segundo as "leis de Deus", pois cada um teria um entendimento diferente de tais leis, mesmo dentro da própria cristandade. E, no limite, existem outros credos que tem crença em outros deuses e, no limite, quem não acredite em nenhum Deus. Enfim, acho legítimo discutir a existência do Estado, mas não acho que a discussão possa ser sustentada com fundamentações religiosas. (a propósito, sou Cristão e tenho considerações teológicas diversas do artigo: mas acho que esse não deveria ser o foco de discussões no IMB).
  • Cat  07/04/2015 14:26
    Junior, já que você é Cristão, acredita na infalilbilidade da lei divina, não é? Então deveria saber que existe uma interpretação correta, afinal, a palavra de Deus é perfeita e imutável. Nós, humanos, que somos incapazes de entender a mensagem pretendida em muitas vezes. Resumindo, não existem várias interpretações corretas, e sim, erros do intérprete.

    No mais, parece que você é novo por aqui, aposto que vai gostar dos artigos da seção religião:

    www.mises.org.br/Subject.aspx?id=14

    Ps. Leia os comentários também, algumas discussões são bastante interessantes.
  • anônimo  08/04/2015 10:05
    ' De qualquer forma, defender a ausência de Estado para que se impere as "leis de Deus" '
    E onde foi que você viu o artigo falando isso?
    Cara, deixe o analfabetismo funcional pros ateus...
  • walter azevedo  07/04/2015 11:54
    Achei o texto muito interessante, parabéns!

    Mas sou defensor de um estado democrático mínimo, um que seja apenas o Juiz, que garanta os direitos a propriedades privadas, liberdades e etc. Porque acho que sem isso o mundo viraria o caos. É utopia achar que todos iriam respeitas as leis de Deus de uma hora para outra. Talvez num futuro distante funcione.

    Mas gostaria de saber se alguém tem alguma ideia de como o estado poderia ser abolido nos dias de hoje e como funcionaria essa nova sociedade sem um estado como o que eu descrevi.

    Obrigado.
  • Moisés Emanuel  07/04/2015 14:42
    Tivemos uma longa - e decadente - experiência em seguir " as leis de Deus " - no período medieval - , e percebemos a dramática desvalorização de todos os valores morais que o Cristianismo empregou no mundo. Destruindo a cultura da antiguidade clássica , esquecendo - fazendo esquecer - os grandes intelectuais e ideias que há mais de 2000 anos já seriam tão atuais quanto as de hoje. Primeiramente , não podemos ser absoluto em lidar cm questões governamentais. Sabemos que nós humanos somos falíveis ao extremo. Acreditar em uma utopia de amor , paz e prosperidade sem um Estado oferecendo um contraditório e ampla-defesa é tolice , ignorância. Temos diversos exemplos - restrinjo-me a religião Cristã - em nossa história. Tribunais inquisitoriais , indulgências estabelecidas por discricionariedades de um " interpretador divino " - aquele que nega a realidade física das coisas - , entre diversos outros " fatos " em nossa cultura. Sabemos que o Estado nunca será justo se n formos justos conosco mesmo , ou seja , valorizarmos educação , conhecimento , sair da zona de conforto e buscar o progresso de ideias de forma cética e realista ao máximo. O Estado , penso , é um mero reflexo da sociedade. No Brasil , vemos isto ao extremo , na história , ao ápice. Contudo , um Estado Básico , sem ser intervencionista , é o estado ideal - mas ideal n significa justo para " todo o sempre amém. Nós " povo " que temos como obrigação de consolidar , atualizar e manter a constante observância de um Estado de Direito , respeitando os valores morais , jurídicos , e , principalmente , CÉTICOS-RACIONAIS. Sem esta última , seremos sempre apenas o que somos hoje.
  • Renato Souza  07/04/2015 17:18
    Muitos citam o argumento de Samuel para defender o anarquismo. Bom, certamente é um argumento forte contra o governo nas suas formas atuais (estado moderno) mas não é um argumento absoluto contra governos monopolísticos. No tempo de Samuel, as cidades tinham governo monopolísticos. Abertos, miniarquistas, muito mais libertários do que qualquer governo que conheçamos hoje em dia. Mas ainda assim, governos. E Samuel nada diz contra eles, fala apenas contra a proposta de um governo central.

    Governos monopolísticos nascem da existência de grupos humanos, e é raríssimo que os serviços típicos de governo (segurança contra ataques estrangeiros e justiça contra crimes graves) sejam prestados sem governo monopolístico.
  • Gunnar  08/04/2015 12:37
    Tenho muito orgulho da minha ascendência mennonita, um povo cujas principais 3 principais características (exceto, é óbvio, a religião) sempre foram sua (1) profunda objeção e insubmissão ao controle estatal (o que levou a dezenas de correntes migratórias ao redor do mundo) e (2) seu profundo pacifismo, que gerou um pacto de não-agressão praticamente absoluto, e (3) seu apego inabalável ao trabalho duro e honesto. A quem não conhece, sugiro fortemente pesquisar a respeito.
  • lokoloto  08/04/2015 14:12
    Pois é, nunca vi tanto comentário num dos artigos de economia deste site.
    Isto é que o artigo falava de economia desde um ponto de vista religioso. A treta está lançada, dinheiro, política e religião num mesmo texto é colocar uma provocação do tamanho da bomba de Hiroshima, por um lado fico feliz de ver que tem tanta gente discutindo assuntos econômicos com tamanha argumentação, por outro lado fico triste ainda existir tamanha discórdia e gigante individualidade onde todos (eu me incluo) querem serem ouvidos quando se fala de um ser superior.
  • Samoel  08/04/2015 20:23
    Segundo a narrativa bíblica a organização social de israel era descentralizada (ou totalmente centralizada em Yahweh) até que o povo pediu que fosse constituído sobre eles um rei (1 Samuel cap. 8), o que provocou um profundo descontentamento em Samuel (profeta e sacerdote) e que o próprio Deus caracterizou como uma rejeição de sua soberania por parte do povo de Israel. No mesmo capítulo Deus revela a Samuel as consequências de um reinado humano sobre o povo de Israel bem como os pesados tributos que o rei exigiria que fossem pagos. Em Deuteronômio cap. 17: 14 - 20 podemos ver o que Deus antecipadamente colocou como pré requisitos para que, caso algum dia o povo solicitasse um rei, esse fosse escolhido e seguisse esses decretos.
    No entanto é passível de observação na narrativa histórica bíblica que houveram reis que agradaram a Deus pois esses andarão segundo a sua vontade (o rei Davi, o segundo rei na história de Israel é um exemplo).
    Mediante o raciocínio aqui brevemente desenvolvido creio, na minha percepção, que é possível a existência de um governo centralizado mínimo - no nosso caso hoje um governo Estatal mínimo - que seja coerente com a vontade de Deus e que seja, consequentemente, bom para a totalidade da população.
  • Pobre Paulista  08/04/2015 23:52
    E como vc pretende garantir que os governantes deste seu governo sejam sempre perfeitos?
  • Samoel  09/04/2015 12:59
    Primeiramente permita-me esclarecer alguns pontos do meu comentário anterior que podem ser mal entendidos:
    Quando falo em um governo que atue em concordância com a vontade de Deus eu não estou fazendo apologia à um messianismo político, pois, como creio que a maioria aqui tenha conhecimento, o governo de um estado moderno não é formado por uma única pessoa mas por um corpo de pessoas, portanto, não estou defendendo, como pode parecer, um indivíduo que seja nosso salvador político e que somente por confessar a Jesus como seu Deus atraia suas bençãos sobre a nação (fazer isso seria um messianismo político anti bíblico). Um governo, ou seja, um grupo de pessoas eleitas "democraticamente", que governe segundo a vontade de Deus, requer que a maioria desse grupo conheça e ande segundo o caminho de Jesus - encontrar um grupo na política verdadeiramente comprometido com os ensinamentos de Jesus é algo, infelizmente, muito difícil hoje.
    Em falar em um grupo de pessoas que governe a partir de uma cosmovisão cristã eu não estou ferindo a laicidade do estado, pois ter um estado laico significa ter um estado não confessional, ou seja, que não tem uma religião oficial, o que não impedi as pessoas de se engajarem politicamente inspirados pela sua crença.
    Finalmente respondendo sua pergunta, garantir que os governantes sejam sempre perfeitos, ou mesmo perfeito em algum momento que seja, é impossível. Qualquer organização humana é corruptível porque o ser humano também o é. Buscar a perfeição no homem é ser como um cão tentando agarrar sua própria calda.
    O meu comentário anterior não foi no sentido de propor uma organização perfeita, mas provar que a interpretação bíblica da espaço para que um cristão defenda a existência do estado, ao contrário do que o autor do artigo propõe.
  • Pobre Paulista  09/04/2015 13:21
    Então vc sabe que o ser humano é corruptível, e mesmo assim defende a criação de uma instituição superior a qualquer ser humano, que será gerida por seres humanos corruptíveis?

    Entenda que a "autoridade" do estado não vem de Deus, e sim dos homens. Um Cristão não pode admitir uma entidade que regulamente sua vida que não seja o Criador. Este é o ponto central do artigo: Ser Cristão e defender o estado é uma incoerência.
  • Samoel  10/04/2015 13:55
    Embasado em que você sustenta que "um Cristão não pode admitir uma entidade que regulamente sua vida que não seja o Criador"?
    Concordo que um cristão não pode admitir uma entidade que o force a ir contra os princípios do Criador, porém dizer que um cristão não pode se sujeitar a uma autoridade que não seja o Criador é dizer que todos as lideranças observáveis na bíblia eram inadmissíveis e contrárias a vontade de Deus, mesmo aquelas instituídas pelo próprio (o que certamente não é o caso do estado moderno).
    Defender sua concepção coloca em xeque até mesmo a estipulação, por parte do Criador, da autoridade dos pais sobre um indivíduo, e portanto é errônea.

    Sujeitem-se uns aos outros, por temor a Cristo.
    Efésios 5:21

    Vivam como pessoas livres, mas não usem a liberdade como desculpa para fazer o mal; vivam como servos de Deus.
    Tratem a todos com o devido respeito: amem os irmãos, temam a Deus e honrem o rei.
    1 Pedro 2:13-17

    Obedeçam aos seus líderes e submetam-se à autoridade deles. Eles cuidam de vocês como quem deve prestar contas. Obedeçam-lhes, para que o trabalho deles seja uma alegria e não um peso, pois isso não seria proveitoso para vocês.
    Hebreus 13:17
  • anônimo  10/04/2015 20:57
    Mas eu quero obedecer aos meus líderes, quero e não posso porque tenho que escolher entre PT e PSDB.
    No dia que existir um estado cristão pode ter certeza de que um monte de gente aqui ia se filiar voluntariamente.
  • Mr. Magoo  11/04/2015 03:12
    Monarquia Absoluta Eletiva Teocrática: Vaticano.
    Serve?
  • Samoel  11/04/2015 12:49
    Religião e política se misturam, Estado e Igreja, não. A fusão entre Estado e Igreja sempre foi desastrosa, vide a união que originou a Igreja Romana durante o governo de Constantino.
    Não confunda ter agentes políticos inspirados pela sua fé atuando no governo, com um estado confessional.
    Se a existência do estado já é penosa, quanto mais um estado confessional.
  • Victor  09/04/2015 12:17
    Samoel, esses dois artigos dão uma boa noção sobre a questão da impossibilidade de se manter mínimo um estado mínimo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=704
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=291
  • anônimo  09/04/2015 17:13
    Libertários Cristão de plantão, só uma coisa...
    procurem saber que foi Ayn Rand

    pt.wikipedia.org/wiki/Ayn_Rand
  • Paulo  09/04/2015 17:22
    Você chegou a este sitei hoje ou ontem?
  • Silvio  09/04/2015 18:37
    Anônimo, procure saber o que a Ayn Rand pensava sobre os libertários.
  • Pobre Paulista  09/04/2015 21:30
    Obrigado pelos momentos de diversão. Da próxima vez não se esqueça do nariz de palhaço, fica mais fácil identificar.
  • Rennan Alves  10/04/2015 01:21
    Ayn Rand? Aquela que negou o rótulo de libertária para se auto-proclamar "radical pró-capitalismo"?

    Aliás, ela era tão "radical pró-capitalismo" que defendia que "a liberdade requer um sistema imposto de arbitragem que estabelece, por meio de princípios objetivos, quando a força tem sido usada e permite uma resolução racional das disputas baseado nos direitos individuais à vida, liberdade e propriedade. Somente uma instituição que efetivamente domina e regula o uso da força em uma dada área geográfica pode prover e impor tal sistema jurídico. Então, todos nós necessitamos de governos para nos livrar da força. - (The nature of government/Ayn Rand – 1963)

    Sim, conheço-a muito bem.
  • Marcus  10/04/2015 11:06
    Você disse:

    "Com o fortalecimento da propriedade privada, teremos o ambiente ideal para a geração constante e incoercível de riqueza dentro de uma matriz de cooperação e paz."

    Num ambiente sem Estado, quem garantiria o fortalecimento da propriedade privada? Uma vez que outras milícias (que não o Estado) investiria contra a sua propriedade? Quem iria defender sua propriedade dessas milícias? Você mesmo? Mas e se você fosse uma pessoa não tão provida de recursos? Você não teria força suficiente para se defender.

    É o que penso.

    Embora odiar a ideia de defender a existência do Estado, não consigo imaginar uma sociedade em paz sem ele.

    A não ser que todos os seres humanos na face da Terra fossem "santos".
  • Eduardo   11/04/2015 03:27
    Olá, tenho uma dúvida.
    Ser um libertário implica necessariamente crer na existência de Deus?
    A maior parte dos libertários acredita?
    É apenas uma curiosidade.
  • Rennan Alves  11/04/2015 08:31
    "Num ambiente sem Estado, quem garantiria o fortalecimento da propriedade privada? Uma vez que outras milícias (que não o Estado) investiria contra a sua propriedade? Quem iria defender sua propriedade dessas milícias? Você mesmo? Mas e se você fosse uma pessoa não tão provida de recursos? Você não teria força suficiente para se defender."

    Quem garantiria? Eu, você, ele, nós, vós, eles, a polícia, os mercenários, a associação dos moradores do bairro unidos, outras milícias, etc.

    Em uma sociedade livre, quando uma pessoa inicia uma agressão ela perde automaticamente todos os seus direitos, sendo assim, qualquer um pode puni-la de acordo com a agressão ocorrida.

    "Embora odiar a ideia de defender a existência do Estado, não consigo imaginar uma sociedade em paz sem ele."

    E existe alguma em paz com ele? Além disso, os anarcocapitalistas nunca defenderam o paraíso na Terra, eles têm plena consciência de que sempre existirão criminosos. A diferença, é que estes criminosos não terão uma instituição com o monopólio da justiça para se apoderar.

    Mais informações aqui: mises.org.br/Article.aspx?id=299

    "A não ser que todos os seres humanos na face da Terra fossem "santos"."

    Isto é válido apenas para o estado.
  • anônimo  16/04/2015 16:14

    O livro "História do Cristianismo" de Paul Johnson mostra que o cristianismo começou a se corromper de vez - já tinha começado antes - quando foi estatizado e a adesão a ele passou a ser compulsória. O cristianismo autêntico só sobrevive em liberdade responsável.

    www.saraiva.com.br/historia-do-cristianismo-461458.html?pac_id=25371&utm_source=buscape&utm_medium=comparador&utm_campaign=cpc_Livros-461458_25371&

    * * *
  • Eloy Seabra Jr  17/04/2015 11:28
    Quando o Cristianismo se juntou com o Império, podemos até argumentar que o "Cristianismo" piorou (se baseando provavelmente em argumentum ad hominem), mas podemos igualmente argumentar que o Império melhorou. Essa visão de que a Idade Média foi um período altamente autoritário e pobre do Paul Johnson é muito contestável hoje em dia. A visão de que o Império Cristão controlava cada aspecto da vida das pessoas é ilusório também, a Igreja até hoje tem normas para cada aspecto da nossa vida mas isso não significa que ela nos obrigue a segui-los.
    Muito do que se argumenta contra o Estado se baseia numa realidade em que viver em um Estado é algo improvável, de aplicação difícil que só é possível devido a violência de grupos de pessoas malvadas (e provavelmente super-poderosas), mas quando voltamos a realidade todas as sociedades humanas que chegaram a escrever sobre si mesmas viviam sob a autoridade de um Estado, o que realmente muda é o quanto esse Estado é oneroso ou não a sua população.
    Nessa perspectiva a Cristianização do Império me parece algo que foi muito positivo, pois associou ao Estado valores morais bastante elevados tornando-o bem menos oneroso aos súditos.
  • anônimo  19/04/2015 10:35
    Cristãos vejam isso
    https://www.youtube.com/watch?v=68nsrZ9RKpo
  • Cat  20/04/2015 18:07
    Anônimo, que tal aprender a separar as coisas? O comunismo escraviza em nome da liberdade. Quem é o culpado, o socialismo ou a liberdade?

    Espero que entenda esta simples metáfora.
  • anônimo  20/04/2015 20:02
    Amado mestre, confesso que não entendi sua metáfora.
    Você está falando de quem, da CNBB ou da Igreja?
    Minha intenção foi apenas mostrar os infiltrados.
  • Cat  22/04/2015 12:36
    Ah, tudo bem, se a intenção foi essa. Não são raros os comentários que colocam a culpa das ações de alguns indivíduos ou mesmo congregações no todo, e por isso julgam que este todo deva ser descartado. Pensei que o seu comentário havia tido esta intenção.
  • Claucio Xavier  10/10/2015 12:28
    Gostei bastante do artigo. Me tire uma dúvida, já procurei bastante sobre isso na internet e nunca achei nada, lendo o antigo testamento eu percebi que Deus organizou a sociedade da seguinte forma:

    1- Uma constituição clara e curta (10 mandamentos).
    2- Uma sociedade descentralizada, cada tribo gozando de bastante autonomia.
    3- Ao estado cabia somente a lei, os juízes eram os líderes.
    4- Deus foi contra um governo federal, ele não gostava da idéia de um rei.

    Deus parece ser libertário, no máximo minarquista, certo?


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