O que você fez durante a “Hora do Planeta”?

Sendo uma pessoa racional, abomino essa tal Hora do Planeta, que diz que as pessoas devem ficar 60 minutos com todas as luzes apagadas, sem utilizar nenhum aparelho elétrico, como forma de manifestar concordância com o mito climático reinante.

E meus motivos passam longe de ser uma mera birra contra a religião do "aquecimento global" (desculpe, "mudanças climáticas", igual aquelas que ocorrem quando vamos do outono para o inverno).  Minhas motivações são outras.

Eletricidade abundante e barata foi a maior fonte de libertação do ser humano no século XX.  Todos os avanços materiais e sociais ocorridos no século XX dependeram da proliferação de eletricidade confiável e acessível. 

Por exemplo, as mulheres só conquistaram a liberdade de poder trabalhar fora de casa porque a disponibilidade de eletricidade permitiu a massificação do uso de aparelhos domésticos eletroeletrônicos, os quais reduziram enormemente o tempo dedicado às tarefas da casa, bem como o fardo físico exigido por tais tarefas.

As crianças só puderam parar de fazer trabalhos pesados, e passar a frequentar escolas, porque a disponibilidade de eletricidade permitiu um aumento na produtividade da mão-de-obra (uma serra elétrica é mais produtiva que um serrote), uma diminuição no número de pessoas necessárias para realizar uma mesma função, e uma redução da carga de trabalho muscular necessária para a realização de várias tarefas.  Adicionalmente, foi a eletricidade que permitiu que elas pudessem ler e estudar da maneira segura dentro de ambientes fechados.

O desenvolvimento e a oferta de serviços modernos de saúde são absolutamente impossíveis sem eletricidade.  A expansão da oferta de alimentos e a promoção de hábitos de higiene e de nutrição só ocorreram porque nos tornamos capazes de irrigar campos, refrigerar e cozinhar alimentos, e ter um contínuo fluxo de água quente em nossas casas. 

As populações mais pobres do mundo ainda sofrem brutais condições ambientais dentro de suas casas por causa de necessidade de cozinhar alimentos e de iluminar suas casas fazendo fogo com galhos e estrume.  Essa ausência de eletricidade, além de causar desmatamento local, ainda causa a proliferação de doenças pulmonares. 

Qualquer pessoa que realmente queira melhorar as condições de vida do terceiro mundo deveria deixar a ideologia de lado e se dar conta da importância de ter acesso à eletricidade barata gerada pela queima de combustíveis fosseis em estações geradoras.  Afinal, foi assim que o Ocidente se desenvolveu.

A mentalidade em torno da Hora do Planeta é uma mentalidade que demoniza a eletricidade.  Já eu celebro a eletricidade por tudo aquilo que ela propiciou à humanidade.  A Hora do Planeta celebra a ignorância, a pobreza e o atraso.  Ao repudiar o maior propulsor da libertação humana, a Hora do Planeta se transforma em uma hora dedicada ao anti-humanismo e ao obscurantismo.  Os adeptos da Hora do Planeta fazem o gesto hipócrita de desligar aparelhos elétricos triviais, durante um período de tempo trivial, em deferência a uma abstração mal definida chamada "o Planeta", ao mesmo tempo em que têm a segurança de que continuarão se beneficiando de uma oferta de eletricidade contínua e segura.  Apenas pessoas acostumados a todos os confortos fornecidos pela eletricidade podem se dar ao luxo desse gesto farisaico.

Pessoas que veem virtude em ficar sem eletricidade deveriam, por coerência, desligar suas geladeiras, fogões, fornos microondas, computadores, ar-condicionado, chuveiro elétrico, lâmpadas, televisões e todos os outros aparelhos elétricos por um mês, e não por apenas uma hora.  E deveriam ir a todas as unidades cardíacas dos hospitais e desligar a eletricidade de lá também.

Já eu não quero voltar a um estado brutal da natureza.  Vá a uma região atingida por terremotos, enchentes e furacões, e você verá o que é retroceder ao estado natural do ser humano.  Para seres humanos, viver em condições "naturais" significaria uma vida extremamente curta marcada pela violência, pela doença e pela ignorância.  Apenas ignorantes, embora muitos possam ser genuinamente bem-intencionados, podem querer isso.  A maioria dos ambientalistas atuais é formada por tipos de classe alta, gente chique que mora em regiões abastadas, rodeadas de todos os confortos que apenas o capitalismo pode dar.  Ambientalistas não moram no meio de árvores e madeiras, sem nenhuma eletricidade.  Quem mora, não tem nenhuma ilusão quanto à bondade da deusa Gaia.  Estes sabem que a própria existência da humanidade depende da subjugação da natureza, a qual deve ser constantemente domesticada e adaptada aos nossos conformes.  Se algum dia pararmos de fazer isso, as selvas irão reivindicar e retomar nossas cidades.

É por isso que aquelas pessoas que genuinamente querem ver o fim da pobreza e uma redução drástica das doenças estão, na realidade, lutando contra essa condição "natural" da vida na terra.  Espero que essas sempre deixem suas luzes acessas.

Aqui em Ontário, onde moro, por meio do uso de tecnologias de controle de poluição e de engenharia avançada, a qualidade do nosso ar melhorou dramaticamente desde a década de 1960, não obstante a grande expansão da indústria e da oferta de energias elétrica, mineral e derivada de combustíveis fósseis. 

Se, após tudo isso, formos aceitar a ideia de que as emissões remanescentes são maiores do que todos os benefícios da eletricidade, e que por isso temos de nos envergonhar e nos punirmos ficando uma hora no escuro, como crianças de castigo por terem feito estripulias, então estaremos dizendo que a natureza imaculada é um ideal absoluto e transcendental, que está muito acima de todas as outras obrigações éticas e humanas. 

Não, obrigado.  Gosto de visitar a natureza e observá-la, mas não quero viver no meio dela.  E me recuso a aceitar a ideia de que a civilização, não obstante todos os seus defeitos, é algo de que devemos nos envergonhar.

Ah, sim, o que eu fiz durante a Hora do Planeta?  Enquanto os obscurantistas exigiam escuridão, fiz questão de acender absolutamente todas as luzes da minha casa, dentro e fora, para celebrar a civilização humana.


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SOBRE O AUTOR

Ross McKitrick
é professor de economia  na Universidade de Guelph, Ontário, Canadá.
 


O estado matou a liberdade dos açougues em prol dos empresários corporativistas

Há dez anos havia uma predominância muito maior de açougues de bairro. Eram comércios na maioria das vezes confiáveis e a procedência das carnes normalmente não era tão duvidosa quanto a vendida no supermercado.

Geralmente os donos desses açougues eram pais de família que manipulavam a carne com certo rigor, contratavam gente da vizinhança pra dar aquela força no comércio, faziam o bom e velho fiado pra quem não podia pagar na hora, enfim, era um tempo onde havia maior proximidade entre os produtos de consumo e o consumidor.

Mas eis que apareceu o governo e suas "bondades". E aí o açougueiro foi para o abismo com uma série de taxações, regulações, decretos, portarias, leis inúteis, legislações pesadas e tudo o mais necessário para acabar com um negócio promissor e confiável sob a desculpa de proteger os clientes daquele "malvadão" que – absurdo! – quer trabalhar e lucrar com o comércio de carnes.

E são tantas regras "protecionistas" que, sabendo da impossibilidade dos donos em cumpri-las de forma plena, os fiscais do governo se aproveitam da situação para caçar "irregularidades" como "a cor da parede", pedindo aquele salário mínimo para assinar o alvará de funcionamento.

Enquanto isso, o estado isentou as grandes empresas de impostos e multas sempre que possível, bem como das regras sanitárias que o açougueiro da esquina tem que cumprir. Enquanto o dono do açougue do bairro era impedido de obter uma mísera linha de crédito para investir em seu negócio, o governo fornecia uma gorda verba para as grandes empresas por meio do BNDES.

E veio o período maquiavélico de "aos amigos os favores, aos inimigos a lei", onde não há nada que impeça as grandes empresas. As dívidas caíam de 1 bilhão para 320 milhões, a "fiscalização" sanitária se tornou aliada e o Ministério da Agricultura passou a conceder seus selos livremente para os amigos do governo. Claro que isso teve um custo, pago com aquela verba pra campanha eleitoral para "resolver" tudo.

E o resultado não poderia ser diferente: nos baseando na confiança em um selo estatal e no sorriso técnico do Tony Ramos afirmando que "carne confiável tem nome!".

O corporativismo, ou seja, a aliança entre estado e grandes empresários, nos trouxe resultados deploráveis. Mas o malvado continua sendo o seu José da esquina, aquele que queria vender suas carnes e terminou fechando por excesso de burocracia estatal. Enquanto isso, os corporativistas da JBS, BRF e companhia cairão no esquecimento em breve.

O corporativismo brasileiro é um desastre sem fim.
Prezado Paulo, você reclama que teve emprego e salário, mas não ganhava tanto quanto os funcionários mais antigos e experientes. Você foi contratado a um salário menor e achou isso injusto. Queria já chegar ganhando o mesmo tanto que funcionários melhores e mais experientes, que já estavam lá há anos. É isso mesmo?

Não posso acreditar.

Outra coisa: você teve salário e emprego (e ainda teve plano de saúde!) graças à possibilidade de terceirização. E se fosse proibida a contratação de terceirizados? Será que você teria tido esse emprego e esse salário? Será que você sequer teria tido essa chance?

Desculpe, mas parece que você está cuspindo no prato que comeu. Você teve emprego e renda (e plano de saúde!) graças a uma liberdade de contrato, e agora vem dizer que essa liberdade foi ruim para você? Bom mesmo seria se o mercado de trabalho fosse restrito. Aí sim você já seria contratado como presidente...

É interessante como você parte do princípio de que o mundo não só lhe deve emprego e renda (e plano de saúde!), como ainda lhe deve um emprego extremamente bem-remunerado imediatamente após a contratação (você já quer entrar ganhando o mesmo tanto que os funcionários mais antigos e experientes).

De fato, ainda estamos deitados em berço esplêndido. Aqui todo mundo só quer saber de direitos.


P.S.: ainda no aguardo de você responder à pergunta do Leandro (a que aparentemente te deixou assim tão zangado): a terceirização nada mais é do que permitir que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?
Esse comentário não faz o menor sentido. Vc usa a linguagem jurídica e estatal para condenar pessoas, mas sem nenhum processo. Ter um cargo publico não pode ser crime no regime atual. Se vc se revelasse seria claramente processado por calunia e difamação. Pois não crime sem lei que o prescreva. Que é isso? Os libertários querem se unir aos marxistas para ditar regras de moral ao mundo. A existência de um aparato que extorque e atrapalha o desenvolvimento da população, pode ser imoral mas não pode ser considerado crime no sistema atual. Tente convocar uma assembleia constituinte libertaria e acabe com o sistema atual e talvez no seupais seja crime. Como podemos responder por crimes, contra uma legislação ideológica que ignoramos, que não aprendemos nem em casa e nem na mídia. Embora os recursos da receita federal sejam usados de ma fé, isso não faz da sua existência um crime. Antes de tudo existe um regulamento, produzido pelo consentimento da sociedade que prevê a existência daquele órgão. Pelo seu ponto de vista todas as pessoas são criminosas porque o estado não tributa tudo, mas regulamenta tudo. Então para ser um libertário coerente eu teria que cancelar meu CPF, abrir mão de todo beneficio estatal que veio parar nas minhas mão, mesmo sem que eu ferisse ninguém, renunciar minha cidadania brasileira, o que mais. Resumindo ter pessoas que respeitem os direitos civis e as liberdades individuais dentro do estado, é bem melhor do que ficar se gabando e massageando o próprio ego dizendo pra todo mundo, olha só nós estamos certo, todos vocês são ladroes, sem fazer nada pela liberdade.
Se há custos trabalhistas artificialmente altos e estes puderem ser reduzidos, então eles serão reduzidos.

Se uma empresa opera com custos trabalhistas artificialmente altos -- por imposição do governo -- e estes custos podem ser reduzidos -- porque há outros trabalhadores dispostos a fazer mais por menos --, então eles serão reduzidos.

Se a empresa não fizer isso, então ela estará -- por definição -- operando de forma ineficiente. Ele não durará muito. Com efeito, essa empresa só irá durar se operar com uma reserva de mercado garantida pelo governo. Aí sim. Excetuando-se isso, ela estará queimando capital e comprometendo sua capacidade de investimento e expansão no futuro. Será rapidamente abarcada pela concorrência.

No mais, é interessante notar que as pessoas querem livre concorrência para tudo e todos, menos para elas próprias. Todos nós queremos competição entre empresas para que haja produtos melhores e preços menores, mas não queremos competição para o nosso emprego. Quando a concorrência chega até nós, queremos que políticos criem leis que garantam nossa estabilidade. Agora, querem até proibir empresas de contratar outras pessoas que não nós mesmos. Há totalitarismo maior do que esse?

Vale ressaltar o óbvio: essa lei da terceirização nada mais é do que uma permissão para que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente -- por favor, me digam -- seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?
Ei, Marcelo Siva, quer falar de escravidão? Vamos lá (aliás, é hora de você começar a responder perguntas, como todos fizeram com as suas):

Quem é que adota políticas -- como déficits orçamentários e expansão do crédito via bancos estatais -- que destroem o poder de compra do dinheiro, perpetuando a pobreza dos mais pobres?

Quem é que, além de destruir o poder de compra do dinheiro -- gerando inflação de preços -- ainda impõe tarifas protecionistas para proteger o grande baronato industrial, com isso impedindo duplamente que os mais pobres possam adquirir produtos baratos do exterior?

Quem é que, ao estimular a expansão do crédito imobiliário via bancos estatais, encarece artificialmente os preços das moradias e joga os pobres para barracões, favelas e outras áreas com poucas expectativas de vida?

Quem é que impede que os moradores de favelas obtenham títulos de propriedade, os quais poderiam ser utilizados como garantia para a obtenção de crédito, com o qual poderiam abrir pequenas empresas, fornecer empregos e, de forma geral, se integrar ao sistema produtivo?

Quem é que tributa absolutamente tudo o que é vendido na economia, e com isso abocanha grande parte da renda dos pobres?

Quem é que, por meio de agências reguladoras, carteliza o mercado interno, protege grandes empresários contra a concorrência externa e, com isso, impede que haja preços baixos e produtos de qualidade no mercado, prejudicando principalmente os mais pobres?

Quem é que cria encargos sociais e trabalhistas que encarecem artificialmente e mão-de-obra e, com isso, gera desemprego, estimula a informalidade e impede que os salários sejam maiores?

Quem é que confisca uma fatia do salário do trabalhador apenas para que, no futuro, quando este trabalhador estiver em situação ruim, ele receba essa fatia que lhe foi roubada de volta (e totalmente desvalorizada pela inflação)?

No aguardo das suas respostas.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2383

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Marcelo   02/04/2015 14:28
    Que boa ideia!

    Farei o mesmo no ano que vem, ou quando tivermos essa sandice de hora do planeta: acenderei todas as luzes possíveis!
  • Socrates  02/04/2015 14:57
    E se o aquecimento global fosse verdade? O liberalismo perderia força?
  • Aristóteles  02/04/2015 15:03
    Por quê?!

    Vale lembrar que a Groelândia já foi uma área verde e totalmente florestal (daí seu nome em inglês ser Greenland), e hoje é coberta de gelo. Ou seja, ela passou por um resfriamento que coincidiu com a revolução industrial mundial.

    De resto, um aumento das temperaturas em escala global seria comprovadamente ótimo para a agricultura, o que ajudaria a reduzir a fome nos países mais atrasados do mundo.
  • Green  02/04/2015 20:02
    Foi dado o nome de Greenland para atrair mais Vikings a irem para a região... a Greenland nunca foi "verde". O Viking que foi para a região queria criar assentamentos, e para atrair o interesse dos outros ele falava que a terra era verde e habitável, dai surgiu o nome de Greenland.

  • Vinicius  02/04/2015 15:42
    Na hipótese de ser verdadeiro o aquecimento global, não mudaria coisa alguma economicamente, o que está em vigor não é nada liberal, pois se o fosse, os níveis de poluição seriam bem menores, visto ninguém querer uma propriedade suja, poluída e mal cheirosa.
    Mas sendo tudo estatal, não é na prática de ninguém.
  • Lopes  02/04/2015 15:54
    Não entendo como perderia força. Afinal, todas as intervenções estatais vêm fracassando miseravelmente em contê-lo (assumindo que há uma necessidade de contê-lo). É imprescindível que ocorra uma discussão honesta sobre consequências positivas e negativas do fenômeno em conclusões que não sejam meramente sequestradas pela agenda anti-industrial (que nada mais é que a resolução de conservação climática mais destrutiva - porém mais proeminente - na mídia e entre ambientalistas). E até hoje, sob constante ativismo estatal internacional, muito pouco foi efetivamente consolidado. Os "alarmes" apenas crescem (assumo a boa fé dos ambientalistas pelo bem da argumentação).

    A "solução" (insisto: neste comentário, assumo que há um problema) em nada precisaria envolver um processo complexo de retrocesso da humanidade ou o fim do gado (que é maior responsável de emissões que os veículos automotores, por exemplo). Mas sim uma mera fertilização com ferro de áreas oceânicas desertas para formar populações de planktons (que retêm gás carbônico):

    science.howstuffworks.com/environmental/green-science/iron-sulfate-slow-global-warming.htm
    www.livescience.com/27116-plankton-effect-climate-change-nsf-ria.html (Recomendado. Pesquisa sobre como planktons, que requerem átomos de ferro [assim como colônias bacteriais necessitam tanto deles que há inclusive incursões livres de sideróforos entre suas comunidades])
  • Lopes  02/04/2015 16:33
    Corrigindo:

    (...Pesquisa de alto nível sobre como a população de plânktons afeta o clima.)
  • Rhyan  03/04/2015 01:48
    O Aquecimento Global é um fato e isso não muda em nada o liberalismo.

    Só é um desserviço o IMB apoiar esse negacionismo pseudocientífico. É importante falar o quanto o livre mercado e as tecnologias são e serão cada vez mais úteis para combater problemas ambientais.

    Não adianta fechar os olhos e concordar com conservadores sobre assuntos científicos.

  • Gosling  03/04/2015 02:49
    É fato, Rhyan? Nem Al Gore, o político criador do movimento, fala mais de aquecimento global. Sobrou só você, coitado. Acorda.

    E só uma coisa: o presente artigo não tem como tema o aquecimento global (seja lá o que essa estrovenga signifique). Fala tão somente sobre imbecis que querem voltar à idade das cavernas.
  • Rhyan  03/04/2015 13:40
    Que Al Gore o que cara... abra qualquer revista séria de ciência, Nature, Science, Scientific American...

    Desculpe, mas a quantidade de artigos científicos (peer review) produzidos pelos negacionistas é ridículo e desconsiderado.

    Não é a toa que 97% dos cientistas da área formam um consenso sobre o aquecimento global. No dia que o Mises Institute ou qualquer site libertário negacionista tiver alguma importância científica/acadêmica sobre estudos climático eu vou levar a sério tais artigos.

    Isso equivale a negar a Teoria da Evolução e a ida do Homem à Lua.
  • Rodrigo  04/04/2015 19:16
    Rhyan, esse estudo que fala sobre um consenso de 97% ja foi amplamente provado como falho e tendencioso
  • Andre Machado  13/04/2015 22:48
    1) rhyan, porque vc acompanha o mises.org? se vc for seguir as revistas de economia, as indicações dos economistas e professores de universidades, verá que sao pouquissimos que indicam a escola austriaca.

    2) sugestão de leitura: ecologia-clima-aquecimento.blogspot.com.br/
  • Reynolds  03/04/2015 13:56
    O principal indicador do mercado mostra que não há aquecimento global nenhum.

    Explico.

    Você pode ser a pessoa mais esperta da sua cidade, mas todas as pessoas da sua cidade, quando somadas, são infinitamente mais espertas do que você.

    Similarmente, cientistas podem ser as pessoas mais espertas do mundo, mas, conjuntamente, todas as pessoas do mundo são mais espertas do que os cientistas.

    Se o aquecimento global realmente existisse e fosse um risco, então estaríamos vendo uma debandada de pessoas que moram em todas as cidades litorâneas do mundo -- afinal, essas são as que mais serão atingidas pelas inundações.

    Os litorais eram para estar se esvaziando. Mas não estão. Por enquanto, esse potente sinal do mercado -- o comportamento das pessoas -- mostra que não há crença nenhuma em aquecimento global.

    Dado que absolutamente ninguém está fugindo dos litorais, então temos que todas essas pessoas -- por mais crentes na ciência que elas sejam -- não acreditam realmente em aquecimento global.

    Raciocínio idêntico se aplica à questão do The Big One, que seria o terremoto supremo que iria devastar completamente a Califórnia. Desde que sou criança escuto geólogos falando sobre isso. No entanto, esse potente sinal de mercado -- o comportamento dos residentes da Califórnia -- sempre ignorou essas ameaças, e não houve nenhuma debandada da Califórnia. E não houve Big One. O que mostra que as pessoas estavam certas e os cientistas estavam errados.

    Recomendo este excelente artigo que fala exatamente sobre isso:

    Global Warming Hype Is Mocked By The World's Most Powerful Market Signal
  • Carlos   09/04/2015 19:21
    Aceleração do aquecimento global pela utilização de combustível fóssil é fato. A sociedade científica está muito bem posicionada quanto a isto.
    Além do mais, foi inferido um monte de conclusões sobre a hora do planeta que não procedem. Ela é simplesmente um ato SIMBÓLICO de apoio a preservação do meio ambiente.
    Também creio que a maioria das pessoas optariam por comprar de empresas que não prejudicam o meio ambiente ou minimizam esse prejuízo em uma sociedade liberal.
  • Senhor A  02/04/2015 15:28
    Os progressistas-ambientalistas querem transformar todos os seres humanos em pessoas capazes de ter uma vida de subsistência. Só que não sabem a dificuldade e a luta diária que é sobreviver dia a dia. O indivíduo passa boa parte do dia trabalhando só para dizer que viveu mais um dia e que viverá o outro...

    Eu gosto desse estilo de vida (sonho em morar numa região montanhosa dos EUA, um dia), mas reconheço que isso é para poucos e leva a pouquíssimo desenvolvimento. Logo, é de uma imbecilidade querer que todos abandonem suas casas, tecnologias, e outras coisas ofertadas pelo Mercado, apenas para viverem bem abaixo do que vivem. E o pior é que o fazem(ambientalistas) do jeito mais safado, culpando os outros por não optarem por ter uma vida na mata.

    Olha, essa turma ainda vai nos foder bastante... Quero nem pensar como vai ser daqui a algumas décadas, com a explosão e mistura de politicamente correto-engenharia social- estado "onipresente".
  • Jeferson  02/04/2015 18:50
    Só se deixarmos. Podemos começar chamando-os do que eles realmente são: REGRESSISTAS, ao invés de deixarmos que eles se vendam como pró-progresso, quando são os destruidores e impedidores do mesmo.
  • Ali Baba  02/04/2015 15:38
    @Aristóteles 02/04/2015 15:03:39

    Vale lembrar que a Groelândia já foi uma área verde e totalmente florestal (daí seu nome em inglês ser Greenland), e hoje é coberta de gelo. Ou seja, ela passou por um resfriamento que coincidiu com a revolução industrial mundial.

    Não podemos propagar essa mentira. Eu concordo que a religião das "mudanças climáticas" tem uma base de sustentação muito tênue, apesar da quantidade de adeptos. No entanto, essa mentira sobre o nome da Groenlândia não pode ser propagada em nossos círculos.

    O nome é provavelmente um dos itens de propaganda mais antigos e duradouros. Foi dado por um viking no exílio querendo atrair pessoas para povoar a ilha:

    One Viking in particular, Erik the Red was very good at raiding and pillaging. Although history is somewhat sketchy, it is believed that he discovered Greenland after being sent away from Iceland in exile. This was rumored to have been his punishment for committing murder. He was able to settle in Greenland and survive there for several years. Finally, his exile was ended and he found that he wanted to settle the island more fully. For that, he needed to convince others to come with him. Erik the Red is believed to have lived from circa 950 to 1003CE.
  • Aristóteles   02/04/2015 16:19
    Você está negando que a Groelândia já teve vastas florestas antes de se tornar um monte de gelo?

    www.canada.com/story.html?id=da534baa-9e3c-4076-895d-55322db12c7f#__federated=1
  • Lopes  02/04/2015 17:03
    Não costumo utilizar argumentos geo-históricos, porém sejamos francos: a natureza é incrivelmente dinâmica e alterações climáticas ocorrem constantemente - independendo ou não da concentração de CO2 na atmosfera. Um exemplo:

    www.livescience.com/4180-sahara-desert-lush-populated.html (Alterações nas massas de chuva transformaram inúmeras áreas do Saara em savanas e rapidamente de volta a desertos dentro de um período curto em história geológica).

    A Terra não é, hoje, tão habitável quando gostamos de pensar. Nossa biomassa atual é ínfima comparada ao período carbonífero (mais quente e de maio presença de CO² - tempo em que haviam continentes tropicais). Há várias áreas no oceano que são grandes planícies desprovidas de quaisquer vida (havendo uma de dimensões superiores ao Brasil: www.seos-project.eu/modules/timeseries/images/world_chlorophyll.jpg ). Quase sempre por carência de ferro, que é essencial para a formação de plânktons que são os principais produtores da maioria das cadeias energéticas / alimentares oceânicas - apesar de ser um átomo difícil de encontrar nos mares.

    Cá está uma ótima exposição da Tereza Coimbra no Fórum Brasileiro de Geoquímica em questionamento ao IPCC (do inglês 'Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas'):

    ...Mas os geólogos têm registros de temperaturas e de níveis de carbono na Terra ao longo de bilhões de anos (6,7,8,9 ) que contradizem o IPCC: sempre houve variações no clima e na concentração de CO² antes da Era Indusrial e não há correlação entre as variações da temperatura e as do CO², exceto quanto ao seguinte: a concentração de CO² sempre aumentou depois de a temperatura aumentar e há milhões de anos houve concentrações de CO² superiores à atual:
    1) A atual concentração é de 380 ppm (0.38%) menor que a existente no final do Período Carbonífero
    2) Nos últimos 600 milhões de anos, excetuado o final dos Períodos Carbonífero e Quaternário, os níveis foram superiores, de 400 ppm.
    3) No início do Carbonífero foi 1.500 ppm; no meio desse Período caiu para 350 ppm.
    4) Há 200 milhões de anos, no Jurássico, a concentração foi de 1.800 ppm, cerca 4.7 vezes a atual;
    5) No fim do Cambriano, foi de 4.400 ppm, cerca de 18 vezes a atual e, no Paleozóico, chegou a 7.000 ppm.
    6) No final do Ordoviciano, que foi um Período Glacial, o nível de CO² no ar foi 12 vezes maior que a atual e o nível dos mares foi uns 50 metros mais baixo.
    Há 15.000 anos a Terra começou a aquecer após permanecer 100.000 anos em uma "idade do gelo", quando camadas de gelo com cerca de 2 km de altura cobriram grandes extensões da América do Norte e da Europa. Há cerca de 12.800 anos ela voltou à condição anterior abruptamente, permaneceu assim por 1.200 anos e terminou 400 anos depois. Isso seria conseqüência da vasão de 9.500 km³ da água doce do lago então existente na fronteira dos EUA e Canadá, o Lago Agassiz, que fluía para os vales do Mississipi – Missouri e desviou-se para o do São Lourenço. Por isso, a corrente termohalina, de água salgada e mais densa, afundou e a de água doce do lago fluiu na superfície e interrompeu a transferência de calor para o Norte; a temperatura na Groenlândia caiu ao nível glacial e subiu 10°C em 10 anos ao cabo desse período. As mudanças abruptas também indicam a inconsistência das previsões climáticas.
  • Ali Baba  02/04/2015 17:55
    @Aristóteles 02/04/2015 16:19:17

    Você está negando que a Groelândia já teve vastas florestas antes de se tornar um monte de gelo?

    www.canada.com/story.html?id=da534baa-9e3c-4076-895d-55322db12c7f#__federated=1


    450 mil anos atrás?!? Sequer humanos existiam sobre a Terra (na mais antiga das hipóteses surgiram há 195 mil anos). Não deveria considerar esse seu link sequer para comentário.

    Não estou negando que a Groenlandia fosse uma floresta verdejante no passado longínquo (e não era... era mais provavelmente uma floresta de coníferas). Estou negando que isso seja relevante para seu nome atualmente. Qualquer pessoa propondo isso deve:

    (1) acreditar que um viking do século X - seu único habitante então - tivesse a tecnologia necessária para descobrir como a ilha era 4490 séculos antes e resolvesse dar o nome de "Terra Verde" em homenagem a esse passado longínquo ou

    (2) acreditar que o Homo heidelbergensis (o primeiro do gênero Homo anatomicamente capaz de vocalização controlada) falasse uma língua muito parecida com o inglês e que esse artefato vocal, de alguma forma, tenha sido transmitido inalterado a outros representantes do gênero que sequer ocorreram em tempos geológicos compatíveis.

    Bobinho...
  • Aristóteles  02/04/2015 18:08
    "450 mil anos atrás?!? Sequer humanos existiam sobre a Terra (na mais antiga das hipóteses surgiram há 195 mil anos)."

    Você é evangélico? Nada contra, mas a primeira aparição do homo habilis ocorreu há 2,5 milhões de anos, ja o primeiro representante do "homem anatomicamente moderno" surgiu 200.000 anos atrás; e 100.000 anos o homem anatomicamente moderno adquiriu a forma humana padrão.

    De resto, se a sua encrenca é exclusivamente com o termo "Greenland", então o bobinho é você. A discussão, ao menos de minha parte, sempre foi outra.
  • Amazonense  02/04/2015 18:54
    Caros Ali Baba e Aristoteles

    É o seguinte: o Ali está realmente discutindo o nome, que foi reconhecidamente um logro da idade média. Já o Aristoteles está discutindo que a região já foi outra bem mais quente que é hoje, e nem por isso o homem deixou de existir, antes até melhorou, justamente por causa do aquecimento, o que absolutamente contrário às catastrofistas previsões dos "ambientalistas" do IPCC.

    Ou seja, uma fala A, o outro B e um acha que o outro tá falando contrário a sua tese.

    Deixei claro?

    Alias, a minha terra também já foi mar, deserto, esteve coberta de gelo e hoje é floresta (a maior do planeta), o que também não quer dizer absolutamente nada sobre o tal de aquecimento global :D

    Abraços

  • Ali Baba  02/04/2015 19:59
    @Aristóteles 02/04/2015 18:08:33

    "450 mil anos atrás?!? Sequer humanos existiam sobre a Terra (na mais antiga das hipóteses surgiram há 195 mil anos)."

    Você é evangélico?


    Não. Sou ateu. Um evangélico teria dito que os seres humanos surgiram há menos de 6 mil anos atrás; ou há menos de 4,5 mil anos atrás, dependendo de qual tipo de evangélico estamos falando. Além disso, existem os evangélicos que não se posicionam com relação à origem do homem.

    Mas não sei o que isso tem a ver com o que estamos discutindo.

    a primeira aparição do homo habilis ocorreu há 2,5 milhões de anos, ja o primeiro representante do "homem anatomicamente moderno" surgiu 200.000 anos atrás; e 100.000 anos o homem anatomicamente moderno adquiriu a forma humana padrão.

    Como escrevi... o primeiro representante humano surgiu há 195 mil anos (ou aproximadamente 200 mil anos, como você quer). O Homo habilis tinha uma forma de comunicação muito primitiva, provavelmente mais próximo da de outros primatas modernos (como o chimpanzé) do que da de humanos modernos. Duvido muito que falassem inglês ou algo parecido que tenha gerado um artefato de linguagem que, por sua vez, tenha levado àquela ilha (na qual não existem notícias de fósseis do genero Homo tão antigos) ser denominada de "Terra Verde". Na realidade, se você vir um Homo habilis é bem provável que o identifique com outros primatas e não com o ser humano.

    De resto, se a sua encrenca é exclusivamente com o termo "Greenland", então o bobinho é você. A discussão, ao menos de minha parte, sempre foi outra.

    Sério... vamos revisar suas afirmações:

    Aristóteles 02/04/2015 15:03:39 ... Vale lembrar que a Groelândia já foi uma área verde e totalmente florestal ((1) daí seu nome em inglês ser Greenland), e hoje é coberta de gelo. Ou seja, ela passou por um resfriamento que (2) coincidiu com a revolução industrial mundial

    Já vimos que (1) não é verdade. Seu nome em inglês é um remanescente de uma propaganda medieval. Que o primeiro habitante humano (Homo sapiens sapiens) da ilha provavelmente chegou nela exilado da Islandia e que, interessado em levar outras pessoas para lá, a batizou como "Terra Verde" (ou algo muito próximo disso).

    Já vimos (cortesia de sua outra mensagem) que (2) não é verdade, uma vez que a camada de gelo da Groenlandia tem pelo menos 450 mil anos (provavelmente mais) e eu duvido muito que tivesse ocorrido uma revolução industrial naquela época.

    Então, se a discussão não é essa, exatamente sobre o que o você está falando?
  • Lucas  02/04/2015 19:29
    Amigo, assim como é possível saber como eram as formações rochosas á 400/800 mil anos atrás através da geologia, também é possível saber qual eram as condições climáticas bem como o nível de concentração de CO2 na atmosfera através da paleoclimatologia.
  • Raposa  02/04/2015 15:41

    Esse artigo me lembrou Al Gore e suas verdades inconvenientes.

    Depois do "sucesso" do documentário, um grupo de jornalistas cavou um pouco mais fundo e encontrou um fato interessante.

    O consumo de energia elétrica da mansão de 930 m2 e 20 quartos que Al Gore vivia com a família era de pelo menos 20 vezes maior do que a média americana. Isso sem falar no jato executivo que ele utilizava para se deslocar para suas palestras ao redor do globo.

    Coerência não é o forte dessa gente.
  • anônimo  03/04/2015 20:32
    Óbvio, pois para essa gente dirigir um Toyota Prius e ficar com a consciência tranquila é muito mais glamoroso do que tirar cocô de uma fralda de pano.
  • Diego  02/04/2015 16:43
    Durante a hora do planeta eu estava sendo assaltado. De fato, dois homens armados me seguiram ate a ponte estaiada, onde estava à trabalho tirando fotos do WTC, justamente apagado para a hora do planeta. Me levaram tudo o que tinha e ameaçaram minha vida. A policia ineficiente como se esperava quase jogou a culpa em mim, sugerindo que eu deveria ter trazido segurança privada.
  • Raphael  02/04/2015 18:46
    Coisa rápida:

    So penso que se todos celebrarmos do mesmo modo, acendendo todas as luzes, aqui no Brasil poderíamos ter um colapso no sistema de engergia, onde pessoas ficariam presas em elevadores, hospitais sem energia, semáforos etc.. ou seja não temos tanta liberdade assim, e hoje dependemos de uso conciente.
    Foi o que pensei quando li o texto.

    Abs.
  • Igor  03/04/2015 01:26
    Você anda vendo muito filme catastrófico. Lendo coisas fantasiosas. O mosquito da turminha do politicamente correto lhe deu uma picada. Sugiro que aprenda e compreenda quando alguém usa de IRONIA. Poucos conseguem demonstrar e usá-la com talento ao abordar temas que estão mais do que na cara, mas a massa por ignorância, não vê.
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  02/04/2015 20:14
    Tenho quase certeza que as pessoas que apoiam essas iniciativas retrógradas trabalham em governos. O estado incentiva o retrocesso da sociedade e precisa ser diminuído. Isso se quisermos trabalho um planeta melhor.
  • soulsurfer  02/04/2015 20:32
    Chamar de religião (num tom pejorativo) quem de alguma maneira aborda o tema e se preocupa com eventuais mudanças climáticas, é um não-argumento ad hominem. Eu não sou cientista, e sei que há centenas , quiçá milhares, de cientistas discutindo se o eventual aquecimento da temperatura tem causa antropogênica ou não. O Painel da ONU para mudanças climáticas é formada por centenas de cientistas. Podem estar errados na margem? Claro que podem. Podem estar errados nas assunções principais? Claro que podem. Agora, é no mínimo imprudente um leigo (um professor de economia) dar veredictos tão absolutos sobre temas complexos e afeitos a pessoas que são preparadas para tanto. Para nós, leigos, creio que temos que ter cautela de dar opiniões tanto de um lado como para o outro.
    Algumas partes do texto possuem pérolas como: " em deferência a uma abstração mal definida chamada "o Planeta" agora o planeta terra que orbita o sistema solar virou uma abstração e ainda por cima mal-definida? Outra: "Estes sabem que a própria existência da humanidade depende da subjugação da natureza, a qual deve ser constantemente domesticada e adaptada aos nossos conformes". Segundo sábios antigos, e até pensadores mais recentes, o uso das palavras diz muito a respeito de uma pessoa e de uma ideia. A Natureza não deve ser domesticada, pois nós somos a natureza. Esse tipo de pensamento, de uma pessoa que aparentemente está defendendo a racionalidade e o pensamento científico, é completamente contrário ao estado atual da ciência, principalmente desde Darwin. O ser humano não é uma espécie apartada da natureza. Propagar essa ideia é tão ideológica, como a suposta ideologia que o autor tanto combate.
    É claro que a energia é uma necessidade humana. É evidente que a energia é vital para que populações pobres melhorem de vida. Isso tudo é evidente e ninguém em sã consciência vai negar. Porém, não é isso que está em discussão. O que se discute é que se com a exploração dos recursos naturais, bem como o uso incorreto ou não dos mesmos, nós iremos herdar um planeta (que de definição abstrata não tem absolutamente nada) melhor ou pior para as futuras gerações.
    É curioso também notar, que os grandes saltos de conhecimento humano foram feitos sem qualquer incentivo financeiro. Gênios como Eistein, Planck e tantos outros com certeza não fizeram o nosso mundo avançar com base em incentivos meramente financeiros. Logo, em meu entendimento, incentivos financeiros não são os únicos, e talvez nem os mais importantes, a motivar seres humanos a agir, empreender ou cooperar.
    Também é interessante notar que nunca li alternativas eficientes para o problema das externalidades negativas. Se, por meio do uso abusivo dos recursos naturais, estamos deixando um mundo mais pobre do ponto de vista da biodiversidade para as futuras gerações, onde está a eficiência econômica de todo o processo?
    Portanto, o tema é complexo e envolve inúmeros choques de interesses, inclusive choques inter-geracionais, e tratar desse tema com argumentos ad hominem realmente não ajuda a elevar o debate.
  • anônimo  03/04/2015 20:27
    O autor está correto em associar o movimento ambientalista à uma religião. Nada mais certo e garantido. E não se trata de uma falácia!

    Ao meu ver os ambientalistas e sua religião estão à fazer o que todas as "modernas" religiões surgidas à pouco (marxismo, socialismo, esquerdismo, etc, etc) estão a fazer em uníssono: criar em nós um sentimento de vergonha e tirania, encaixando-nos no papel de algoz da natureza que eles próprios tanto negam. Ou seja, todo o blá-blá-blá dessa gente têm um foco determinado, um objetivo que estrutura sua ação política: o capitalismo. Ou seja, para esse povo, o 'aquecimento global' é conseqüência do pecado do capitalismo, do fato de as pessoas viverem e agirem segundo os valores de uma sociedade baseada na economia de mercado, no direito de propriedade e no ganho, denominado pejorativamente de lucro.

    Portanto, o tema não tem nada de complexo, é somente mais um blá-blá-blá socialista, envolvendo milhares de milhares de acéfalos retardados que acreditam piamente que o capitalismo é o maior pecado que o homem já cometeu, apesar de o mesmo ter sido o maior sucesso de toda a história da humanidade, até agora. E para finalizar: o debate é sobre política, e não sobre ciência, e isso Al Gore já provou à todos. Portanto, não existe nada de ad hominem neste artigo.
  • Dalton C. Rocha  12/04/2015 00:53
    A ecologia é sim, uma religião, pois: 1- Floresta, natureza, meio-ambiente são a imagem, semelhança e necessidade dos ecologistas. 2- Fala-se em sacrifícios pela Floresta, natureza, meio-ambiente; sacrifícios estes feito pelos outros. 3- Fala-se sempre de maneira escatológica, com promessa de fim do mundo. Nos anos 1970, se falava do frio global. Depois do efeito estufa, com subida dos mares em dezenas de metros. Não subiram os mares nenhum centímetro. Vá a estas seitas e elas falarão da "breve volta de Jesus". 4- Fala-se de uma utopia ambientalista; de resto tão falsa quanto as utopias marxistas. 5- Tem-se divisão da ecologia em seitas, fanáticos, descrentes, etc. Além de um clero ecologista com pessoas como Al Gore, Lula, João Pedro Stédile, José Rainha, etc. 6- A ecologia ignora o que as ciências legítimas pregam. A ecologia varia em função das modas e necessidades dos ecologistas. Era moda o resfriamento global nos anos 1970. Depois, a moda virou os ecologistas falarem do efeito estufa. Era moda entre os cristãos americanos, até inclusive os anos 1950, se dizer que a Bíblia, Deus, escritura, etc. apoiavam e inferioridade dos negros e a segregação racial. Depois a Bíblia, Deus, escritura, etc. passaram a falar o oposto. Moda e necessidade; como na alternância de resfriamento global, para efeito estufa.
    A ecologia é uma religião pagã baseada em dois mandamentos:
    1- Todo ecologista é um racista, um preconceituoso e um charlatão.
    2- Todo ecologista deve evitar que percebam ser ele um racista, um preconceituoso e um charlatão.
  • Leopoldo Poldo  31/08/2015 17:32
    "Mito climático reinante".
    Que imensa besteira escrita pelo autor!
    Como alguns poucos sensatos já informaram aqui, negar o aquecimento global e degradação geral dos biomas é um desserviço à informação.
    O fato do Mises apoiar essa visão ultrapassada acentua a triste tendência de carregar esse importante debate à arena político-econômica de esquerda versus direita.
    Não vejo climatologistas, biólogos e geólogos escreverem sandices sobre teoria econômica. Seria de bom grado que os economistas se abstivessem de fazer o inverso.
  • Vitor Vban  02/04/2015 20:39
    Eu estava me acabando no Xbox 360 jogando PES2015 com minha esposa!!
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  02/04/2015 20:52
    Ambientalistas andam de mãos dadas com os governos e são financiados por estes, para a divulgação de suas teorias que visam somente a perpetuação do estado, em meio a uma população conformada que acha que a culpa dos supostos "problemas ambientais" é do sistema capitalista. Na verdade, qualquer culpa é do governo, que atrasa a humanidade e quer a sua submissão.
  • Emerson Luis  03/04/2015 01:26

    Que tal para a "Hora do Planeta" encher o exterior da residência com luzes pisca-pisca de Natal?

    * * *
  • Dalton C. Rocha  03/04/2015 01:26
    A ecologia é uma religião pagã baseada em dois mandamentos:
    1- Todo ecologista é um racista, um preconceituoso e um charlatão.
    2- Todo ecologista deve evitar que percebam ser ele um racista, um preconceituoso e um charlatão. Pelo menos antes dele ter o poder.
  • anônimo  03/04/2015 08:44
    Racista por quê? Sério
  • anônimo  03/04/2015 19:44
    Porquê para eles (ambientalistas) o mundo está dividido em duas espécies: os ambientalistas e os outros.
  • anônimo  04/04/2015 13:37
    Isso não é racismo.Pode ser falta de noção, burrice e tudo mais, mas racismo não é.
  • anônimo  04/04/2015 20:29
    Concordo. Não é racismo. É ideologia. E o que as ideologias criam mesmo? Racismo...
  • anônimo  05/04/2015 09:57
    Ideologias criam muita coisa, não necessariamente racismo.
    É burrice falar que um ambientalista necessariamente é racista, até por geralmente ter muito conhecimento de biologia um cara desses sabe que raças não existem.
  • Eduardo  03/04/2015 06:41
    Por que ainda não criaram o dia da tecnologia, um dia no ano onde todos no planeta Terra, nos cinco continentes, pudessem expor em feiras mundiais inventos úteis para a humanidade? Não podemos esquecer que a tecnologia é o fator principal para a mudança de rumos da história, por exemplo, quando o homem dominou a técnica de produzir fogo, ele virou a primeira chave da história, é inegável as consequências positivas que isso gerou. Se a evolução fosse um erro, o homem teria nascido acéfalo e não sobreviveria.
  • Matheus  05/04/2015 12:30
    Muito interessante o ponto de vista abordado no texto. Realmente, vemos mutas pessoas que estão agindo como crianças colocadas de castigo. Eu também vejo que o intuito das pessoas é por uma causa justa, mas realmente colocar a culpa pelas mudanças climáticas na eletricidade é algo absolutamente estúpido, na realidade não passa de uma mera transferência de responsabilidades. As mudanças não deveriam ser manifestadas em apenas 60 minutos de falta de energia, mas sim em uma vida inteira de um consumismo mais regrado e mais sustentável, as mudanças não devem ser realizadas por modismos, mas sim devido a um padrão cultural que incentive a reciclagem.

    Devemos reciclar, reutilizar, não nos punirmos por conta do grande avanço que foi a descoberta da eletricidade.
  • Wilson Mota da Silva  09/04/2015 12:00
    A tal "Hora do Planeta" foi mais uma campanha publicitária, na verdade um farisaismo. "Olhem só eu economizei uma hora de energia elétrica!!!" Gritam os entusiasmados ecologistas. Conheço muitos assim, que falam o que os outros devem fazer, mas eles mesmo não o fazem. Os próprios ecologistas não deixam seus carros na garagem para andar nos ônibus lotados oferecidos por nossos "prefeitos". Se é o certo viver da forma que os ecologistas querem então que deixem seus carros na garagem, não usem o aquecimento de suas residências e principalmente plantem o próprio alimento que consomem conforme técnicas "ecologicamente corretas". Lembrando que não vale comprar legumes e hortaliças orgânicas no mercado, pois, elas estão embaladas em plástico e isopor.
  • Carlos  13/04/2015 20:48
    1) Aquecimento Global Antropogênico é um delírio de uma meia dúzia de charlatães de New Anglia e com muito dinheiro por trás, para avançar essa hipótese inteiramente estapafúrdia, cujo objetivo é a Nova Ordem Mundial. Um único governo para o mundo todo, basicamente.

    2) CO2 é o gás da vida, quanto mais, melhor. Ele não causa aquecimento e sua concentração atmosférica (ppm) aumenta APÓS as temperaturas já terem elevado. Logo, a concentração desse gás é consequência, e não causa, de aquecimentos no nosso planetóide ridículo.

    3) Se CO2 fosse realmente péssimo, hediondo, maléfico, etc. e tal, não haveriam empresas que se ocupam de envasar esse gás em cilindros visando aqueles que possuem estufas. Sabe por quê? Porque CO2 deixa todos os vegetais muito mais vistosos, como mencionado no ponto anterior.

    4) 1%, 2%, 99% de "consenso" nas ciências exatas é irrelevante. Ou é, ou não é. Então todos aqueles que padecem de dissonância cognitiva, deficiência lógica, ou simplesmente burrice, aprendam que esses chavões jornalísticos (97% de consenso) são tão úteis à nossa existência quando o peido de uma drosófila.

    5) Parem de ler Nature, Scientific American e outras revistas que já foram capturadas pela corja do IPCC. Aliás, sabiam que o chefão do IPCC é um engenheiro... ferroviário?

    6) O Custo para reduzir a concentração de CO2 (o que não é um problema) vai custar quadrilhões de dólares ao longo dos anos e não vai adiantar de nada. Com certeza, essa é a janela quebrada mais cara da história.

    Ao invés de se achar "cool" porque apóia uma iniciativa "sustentável" ou "green" ou qualquer outra joça que vocês verdinhos por fora e vermelhos por dentro acham numa segunda-feira e deixam de achar na quarta, façam um favor a si mesmos e aos seus semelhantes: defendam o livre-mercado. Não há maior promotor de preservação do que o ele.

  • Andre Machado  13/04/2015 22:58
    espero que o CO2 aumente bastante e que o planeta fique mais quente. isso seria ótimo para agricultura. mas infelizmente nós nao podemos interfirir muito no CO2 global. O volume de CO2 que nós produzimos é insignificante em termos de circulação natural entre ar, água e solo…


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