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Agora o governo quer atacar o Netflix, o seu videogame e os seus programas favoritos na TV a cabo

Se existe algo quase certo sobre o intervencionismo governamental na vida das pessoas é o fato de ser quase impossível detectar um limite para a capacidade do governo em fazê-lo.

Uma das formas mais corriqueiras é a lenta e progressiva intervenção, que pode vir com o rótulo de regulação. A regulação vai adentrando as atividades humanas de forma quase imperceptível, inodora e incolor. Quando finalmente percebemos, estamos em um regime intervencionista sem nos darmos conta de como chegamos lá. O intervencionismo pode se imiscuir em quase todos os setores da economia.

Em um artigo recente, estudamos a intervenção do governo brasileiro em uma atividade corriqueira, frugal, simples e quase supérflua: o ato de frequentar cinemas. Vimos como a instituição de cotas de conteúdo nacional, bem como a limitação de títulos de filmes por sala, causaria muito mais impactos negativos do que eventuais resultados positivos. E tais impactos se refletem em todo o setor. Consequentemente, defendeu-se que a intervenção do órgão que poderíamos chamar de "responsável pelo setor" (Agência Nacional de Cinema — ANCINE) causa mais danos do que benesses.

Ocorre que, diante de alguns outros fatos não abordados no artigo anterior, mas principalmente em razão de novas notícias publicadas pelo mesmo órgão, temos de ampliar a análise.

Nesse sentido, cabe mencionar que recentemente a ANCINE publicou a sua Agenda Regulatória para 2015/2016. A Agência diagnosticou 11 coisas que ela chama de Temas Estratégicos.

Resumidamente, pode-se dizer que a publicação traz possibilidades realmente preocupantes. A maioria das propostas regulatórias não traz novidades, muitas delas são atualizações e modificações de regulamentos ou leis já existentes. O que mais se destaca, no entanto, são os temas que realmente têm potencial de trazer inovações na intervenção.

Jogos eletrônicos

Uma das novidades na agenda regulatórias é o tema "jogos eletrônicos".

Oficialmente, a ANCINE declara que deseja promover um estudo relativo à inclusão dos jogos eletrônicos — e toda a sua cadeia produtiva — no espectro da legislação do setor audiovisual. Os objetivos seriam: estimular a produção brasileira independente e a produção regional; estimular a expansão dos serviços de 'acesso condicionado' e de novos segmentos; aprimorar mecanismos de defesa e da ordem econômica.

Eis o que realmente quer a ANCINE: fazer estudos para criar cotas, benefícios e privilégios para produtoras de jogos nacionais; criar restrições de qualquer tipo ou maneira para jogos estrangeiros; interferir, sob qualquer pretexto, na escolha de jogos a serem comprados pelos consumidores; interferir na escolha dos pais, das crianças e dos adolescentes; cobrar a taxa da CONDECINE de jogos; interferir nas plataformas e na dinâmica do mercado de consoles, em especial os consoles estrangeiros (leia-se Play Station e XBOX).

Por conseguinte, aplique todo o raciocínio da criação de cotas e das reservas de mercado, e os resultados não poderão ser outros: jogos e consoles mais caros; menor valor de entretenimento; retração do setor; jogos encalhados nas prateleiras, mas financiados com dinheiro público porque são nacionais.

É possível até que alguns jogos sejam barrados ou proibidos, usando qualquer desculpa. Se você acredita que isso é um exagero, lembre-se do que ocorreu com o jogo Counter Strike.

Enfim, se algum leitor tem como entretenimento jogar videogame em qualquer plataforma que seja é melhor ficar atento.

Serviço de Acesso Condicionado — SeAC

A rigor, esse tema não é tão novo: trata-se da lei nº 12.485.  Essa lei, juntamente com a Instrução Normativa 101, faz parte do regulamento do Serviço de Acesso Condicionado — SeAc, que é mais conhecido como TV por Assinatura.  Mas, como se essa legislação não fosse ruim o bastante, a ANCINE pretende aprofundar ainda mais o tema — com a mais cândida das intenções, evidentemente.

Basicamente, o que essas normas impõem é uma cota para conteúdo nacional no serviço de TV que o consumidor assina e paga.  Esses normativos, além de imporem uma quantidade de canais de distribuição obrigatória (artigo 32 da lei), também obrigam os canais que exibem predominantemente filmes, séries, animação, documentários (chamados de canais de espaço qualificado) a dedicarem 3 horas e 30 minutos semanais de seu horário nobre à veiculação de conteúdos audiovisuais brasileiros.

Sendo que, no mínimo metade, deverá ser produzida por produtora brasileira independente. 

Traduzindo: o consumidor paga pela TV por assinatura, porém a operadora cujo serviço ele contrata é obrigada a distribuir canais escolhidos pelo governo no menu de canais contratados, fechando assim o espaço para outros canais que poderiam ser transmitidos — canais esses que, sob o julgamento de valor do mesmo consumidor, seriam mais interessantes para ele, logo com maior audiência.

Adicionalmente, naqueles canais em que realmente há maior audiência, ocorrerá que, em ao menos um dia por semana, e no horário nobre, só haverá opção de assistir a algum conteúdo nacional. O consumidor não tem a opção de não comprar canais nacionais ou conteúdos nacionais.

Parece-me que este seria um caso de vitória quase certa para os advogados que adoram litigar usando o Código de Defesa do Consumidor, em especial usando o artigo que disciplina a venda casada. Mas é mais provável que esses mesmos advogados irão dizer que a venda casada só é proibida para empresas, nunca para o governo.

O mais distorcido na imposição de toda essa regulamentação é a justificativa da ANCINE para a as cotas. Segundo a ilustre agência, o mecanismo das cotas "garante uma demanda potencial mínima que possibilita a existência da produção nacional em bases capitalistas, sem o demasiado apoio do erário público".  

Mais ainda: "as cotas permitem a convivência, nos mercados locais, entre a produção audiovisual feita nesses países e a produção internacional sempre comprada a preços muito baixos, pois seus custos de produção já foram inteiramente pagos nos mercados onde foram produzidos".

Portanto, para a ANCINE, criar reservas de mercado é "capitalismo", e o fato de o consumidor receber uma produção internacional mais barata é algo ruim.  No que mais, ainda segundo a augusta agência, a produção nacional deve ter o apoio do erário público (sic), mas não demasiadamente.

Além da justificativa anterior, a agência argumenta que "os europeus, canadenses, sul-coreanos e australianos resolveram a questão incontornável da demanda potencial para os conteúdos produzidos nesses países estabelecendo obrigações de veiculação (as cotas) para a produção doméstica." E discorre que, "na Europa, as cotas são de 50% de conteúdos europeus no espaço qualificado em todos os canais."  E complementa dizendo que, "mesmo nos Estados Unidos, há uma política de proteção e incentivo à produção independente." E finaliza dizendo que "a política de obrigação de veiculação de conteúdos nacionais não se apoia somente em questões econômicas, mas também em aspectos culturais."

Breve parêntesis: a agência nunca especifica o que seriam estes "aspectos culturais", o que abre uma ampla discricionariedade para que ela própria possa interferir e definir o que é cultura e quem a produz.

A ANCINE complementa a argumentação afirmando que "as cotas mínimas para conteúdo nacional geram diversidade nos mercados audiovisuais e são instrumentos legítimos reconhecidos pela comunidade internacional."

Ou seja, se os países do mundo inteiro criam reservas e barreiras de mercado prejudicando seus próprios cidadãos, então o Brasil deve copiá-los prejudicando os próprios brasileiros no processo. Assim é construída a negação da Teoria das Vantagens Comparativas de David Ricardo, e um dos princípios basilares para a maior prosperidade entre os povos é negado. A divisão do trabalho é afetada, seus efeitos são diluídos, e a cooperação e associação humana são prejudicadas.

Mises escreve quase todo esse argumento, de forma mais detalha, no capítulo 8 de Ação Humana. Acrescento também o capítulo 14 do livro Economia Numa única Lição e o capítulo 9 de Economia e Liberdade.

No caso de cotas de conteúdo de TV, deve-se ressaltar adicionalmente que a imposição das reservas de mercado, além de criar empecilhos para a divisão de trabalho e cooperação humana, faz com que os países prejudiquem a troca de experiências culturais entre as pessoas quando, mutuamente, criam cotas e barreiras de seus conteúdos. Isso é algo lamentável.

Vídeo por demanda

Essa é outra inovação da agência.

A ANCINE quer regular o serviço de vídeo por demanda. Segundo ela própria, a ideia seria regular a atividade por meio da revisão dos critérios para a cobrança da CONDECINE. E a diretriz desse tema estratégico é: "desenvolver e qualificar os serviços de TV por assinatura e de vídeo por demanda, oferecidos em todos os ambientes, e ampliar a participação das programadoras nacionais e do conteúdo brasileiro nesses segmentos de mercado". (Itálico meu).

Esse tema será o principal problema a ser tratado nessa rodada intervencionista. Serviços de assinatura de vídeo "on demand" têm se popularizado, especialmente na Internet.  Podemos listar uma vasta variedade de atuantes dessa modalidade de serviço, tais como: Netflix, Hulu, Popcorn Time, Google Play Movies, Now, HBO Go, Telecine Play, Crackle, NetMovie entre outros.

Tais veículos vêm crescendo consistentemente nos últimos anos. É deveras sintomático que a ANCINE coloque como diretriz seu desejo de regular tais serviços "em todos os ambientes". Ela especifica claramente que deseja elaborar estudos para rever os critérios de cobrança do CONDECINE, ou seja, cobrar a tarifa destes sites de serviços de vídeo on demand.

Deve-se aqui ressaltar que uma das modalidades dessa tarifa é a chamada "CONDECINE Título". Ela incide sobre a exploração comercial de obras audiovisuais em cada um dos segmentos de mercado (salas de exibição, vídeo doméstico, TV por assinatura, TV aberta e outros mercados). O valor da contribuição varia conforme o tipo da obra (publicitária ou não), o segmento de mercado e, no caso das obras não publicitárias, a duração (curta, média ou longa-metragem) e, ainda, a forma de organização da obra.

Nesse caso, seria uma tarifa cobrada baseando-se na quantidade de títulos disponíveis no catálogo das empresas de vídeo sob demanda. Quanto maior o catálogo, maior a tarifa. O efeito mais rápido disso para o consumidor? A assinatura do Netflix e dos sites similares deverá ficar mais cara para os brasileiros. Ou pior, haverá uma menor variedade na quantidade de títulos, conforme será descrito mais abaixo.

O raciocínio de cobrar a taxa do CONDECINE não seria uma novidade. Justamente pelo fato de que os clientes das empresas de TV por assinatura têm de pagar os impostos dos serviços e estão submetidos a cotas de conteúdo, há pressão dessas operadoras para equalizar o tratamento tributário e regulatório aos sites de video on demand.

Veja, por exemplo, o raciocínio do ex-ministro das comunicações:

Na opinião do político, estes sites devem ser taxados tal como acontece com as empresas de TV por assinatura. A ideia, na verdade, é fruto de pressão destas companhias. Elas argumentam que os seus serviços sofrem taxas de tributação e devem exibir uma quantidade mínima de conteúdo nacional, por exemplo, e que não é justo que empresas de streaming não sejam submetidas às mesmas obrigações.

Para Paulo Bernardo, a solução seria a criação de uma regulamentação específica para serviços de streaming que inclui, obviamente, alíquotas tributárias.

O mais tragicômico deste raciocínio é que, na opinião do ex-ministro, o Brasil é um "paraíso fiscal" para tais serviços e isso não deveria ocorrer. Para sermos justos, não se pode acusar a ANCINE de pensar e fazer exatamente aquilo que o governo raciocina que deve ser feito. Na dúvida, se um serviço seria ou não tributável ou regulável, há alguma dúvida quanto a qual conclusão o órgão vai chegar?

Uma possível consequência dessa regulamentação é a queda na qualidade do serviço do Netflix e seus similares. O raciocínio é o seguinte: uma das ações do Netflix e de sites concorrentes é instalar servidores em redes de telecomunicações de forma a encurtar a distância entre o usuário e o conteúdo demandado. O Netflix, por exemplo, instala mais servidores em redes no Brasil. Com a nova regulação, simplesmente o Netflix poderia não instalar servidores em locais onde a jurisdição brasileira prevalece. Porém, isso aumentaria a distância do usuário e seu conteúdo, prejudicando assim a transmissão e a qualidade dos serviços.

Como as redes de telecomunicações de empresas atuantes no Brasil sofrem uma demanda por tráfego internacional, essa pressão de demanda aumentaria, degradando mais ainda o nível de qualidade do serviço. Adicione a isso o fato de que as empresas de acesso no Brasil estão impossibilitadas de gerenciar melhor o conteúdo, em função do Marco Civil da Internet e da neutralidade de rede, e temos então um cenário de criação de incentivos perversos, os quais tenderão a aumentar a degradação dos serviços de vídeo sob demanda.

Os prestigiosos juristas e técnicos do governo brasileiro e da ANCINE poderão arquitetar uma legislação em que a tributação do serviço de vídeo sob demanda incorreria independentemente da localização das sedes das empresas, de onde se hospeda o site, ou de onde se localizam os servidores. Porém, o mercado também dispõe de criativos advogados que poderiam bolar ferramentas jurídicas para contornar essa legislação. E assim um jogo de gato e rato para tributação e regulação de bytes surgiria. O governo brasileiro buscando tributá-los e as empresas buscando se defender. De qualquer forma, eventualmente esse custo de instabilidade regulatória, jurídica e fiscal incorrerá sob o consumidor brasileiro.

Outro problema dessa regulação do serviço de vídeo por demanda é a possível imposição de cotas de conteúdo nacional nesses veículos de mídia. Não seria surpresa uma interpretação nessa vertente, já que seus principais concorrentes (as operadoras de TV por assinatura) estão sob a legislação que foi descrita acima.  

Nesse caso, além de todos os efeitos negativos da criação de cotas e barreiras de mercado, há um problema adicional bem significativo: um dos mais importantes atrativos para estes veículos de vídeos sob demanda está na oferta de uma extensa variedade de conteúdo para seus clientes.  Não à toa, estas mídias buscam obter catálogos de vídeos com muitas opções. Em princípio, adicionar vídeos de produtoras nacionais a esses catálogos poderia aumentar a variedade e a opção aos clientes, o que seria benéfico e desejado por todos. Porém, caso haja uma imposição de cota de conteúdo, corre-se o risco de não haver conteúdo nacional suficiente para preencher tal cota.  E aí começa a encrenca.

Primeiro, o site poderia ter de reduzir a quantidade de títulos de seu catálogo para se adequar à razão conteúdo nacional/conteúdo estrangeiro. Exemplo: suponha que o catálogo de um site seja 1.000 vídeos, sendo que destes 1.000 há um total de 100 vídeos nacionais. Se a cota for de 10%, então a razão conteúdo nacional/conteúdo total é atingida. Porém, se a cota for de 20%, então terá de haver uma diminuição do catálogo pela metade. Esse é um risco bem real que pode ocorrer com a assinatura de sites de vídeos sob demanda.

Mesmo que a cota seja atingida inicialmente, ainda assim haverá um segundo problema. É notório que a produção de conteúdo nacional é — e muito provavelmente sempre será — inferior em quantidade à produção de conteúdo internacional (a menos que a produção de conteúdo exclusivamente nacional seja mais da metade da produção mundial, isso sempre ocorrerá). Assim, mesmo que a cota seja atingida inicialmente, o distribuidor de vídeo sob demanda não poderá adicionar novos vídeos com a taxa de crescimento que ele gostaria, pois estaria restrito à taxa de velocidade de produção de conteúdo da produção nacional.

Não obstante, esse problema pode se agravar ainda mais. Para cumprir a razão que a cota estabelecer, o incentivo de produção de conteúdo nacional passa a ficar superdimensionado. E o efeito de se produzir conteúdo nacional com menor apelo de entretenimento, e qualidade artística questionável, aumentaria. Isso em razão do fato de tal conteúdo não estar sendo produzido de forma orientada ao público, mas sim orientada pela imposição das cotas, conforme já foi discutido no artigo anterior.

Enfim, ao impor uma possível cota de conteúdo nacional, a consequência lógica provável será o fato de mais conteúdo com valor artístico duvidoso ser ofertado forçosamente para o público.

Adicione à equação o elemento da cobrança da "CONDECINE Título", como já mencionado, e você verá que é bem possível que a empresa de vídeo sob demanda, como resposta à intervenção, atue no sentido de diminuir a variedade de títulos em seu catálogo.

Observe que nesse caso a tributação não seria em função do tráfego demandado em si, mas da quantidade de títulos ofertados. E seria lógica a conduta da empresa ao se comportar assim: primeiro para se adequar a uma possível imposição de cota de conteúdo e segundo para reduzir o fato gerador da incidência da tarifa, reduzindo a quantidade de títulos disponíveis em seu catálogo para o público nacional.

Conclusão

Como se já não bastasse sua danosa atuação no mercado cinematográfico nacional, a ANCINE pretende estender sua nefasta atuação em outras áreas do "audiovisual". As consequências podem ser elencadas desta forma: encarecimento dos jogos de videogame; deterioração de serviços de vídeo sob demanda; possível redução da variedade de conteúdo à disposição dos consumidores; encarecimento dos serviços.

Resumidamente, o consumidor será forçado a adquirir uma quantidade de conteúdo que não gostaria de ver, nem iria comprar, em condições normais de mercado.

Dado que os danos ao cinema e à TV a cabo já foram causados pela regulamentação já existente, ao menos os danos aos sites de vídeo sob demanda na Internet e nos videogames podem ser evitados. O que foi publicado pela ANCINE é apenas a sua agenda regulatória, logo tal regulação ainda está no aspecto da proposta. Se o preço da liberdade é a eterna vigilância, espero sinceramente que esse artigo sirva de alerta.

No momento, minha única sugestão para tentar impedir os efeitos ruins desta regulação é reclamar diretamente com quem diz ser o responsável pelo setor. Os canais estão disponíveis.


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autor

Pedro Borges Griese
possui mestrado em economia e colabora regularmente com o Instituto Carl Menger, de Brasília.


  • Ludwig von Marx  01/04/2015 14:37
    É a tríade do demônio: Ancine, Anvisa e Anatel
  • Karl Mises  01/04/2015 14:59
    Na verdade, é o decágono do capeta:

    Agência Nacional de Águas (ANA)
    Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC)
    Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL)
    Agência Nacional do Cinema (ANCINE)
    Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL)
    Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP)
    Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)
    Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ)
    Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)
    Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA)
  • Friedrich von Marx  01/04/2015 15:40
    Ainda há mais uma em processo de gestação para se juntar à prole de lúcifer:

    Agência Nacional de Mineração (ANM)
  • Hudson  01/04/2015 16:59
    Esperem só até o governo emplacar a Agência de Comunicações...
  • Vini Alkin  22/06/2015 13:43
    Satanás e seus anjos e o nome do seu reino chama-se comunismo!
  • BlackEagleBR  01/04/2015 14:44
    A ANCINE tem concorrido com a ANATEL, ANEEL, ANVISA e ANS como a agência reguladora mais bizarra e maléfica do Brasil!!!! E olha que ela tem concorrentes de peso...

    Infelizmente cada vez menos enxergo futuro para o Brasil...
    A única solução para 90% dos problemas do país ninguém quer (e poucos entendem): Diminuir (ou melhor ainda, acabar com) o Estado!

    Abçs,
    Pedro
  • DouglasAser  01/04/2015 16:14
    Concordo plenamente contigo que o fim do Estado resolveria grande parte dos problemas.
  • Gibran  01/04/2015 14:52
    Qual seria a alternativa para fomentar o mercado brasileiro de audiovisual?
  • Jyraia  01/04/2015 15:10
    Já lhe passou pela cabeça que se, algo precisa de incentivo estatal para existir, é porque as pessoas não querem voluntariamente consumi-lo?

    Por que essa arrogância de querer obrigar as pessoas a consumir algo que elas, voluntariamente, já deixaram claro que não querem consumir?
  • Stay Puft  03/04/2015 16:05
    taí o gabarito
  • Caio  01/04/2015 15:10
    A pergunta não é essa, a pergunta é: por que tem de se fomentar qualquer mercado?
  • Txapeleitor  03/04/2015 14:05
    Porque eles usam como pretexto essa "política assistencialista" pra tudo, alegando que são keynesianos e blablabla. No fim das contas eles estão pirando errado... Querem arrecadar impostos mesmo... rs
  • anônimo  01/04/2015 15:28
    Podia começar com os diretores brasileiros deixando de criar porcarias que ninguém quer pagar pra ver. A não ser eles mesmos e os 'intelequituais'
  • Pobre Paulista  01/04/2015 15:28
    Fomenta a cabeça dos nossos diretores brasileiros com chumbo. Eu mesmo pagaria por isso.
  • Brant  01/04/2015 15:32
    A mesma alternativa para fomentar o mercado brasileiro de torta de bananas:

    É preciso que existam pessoas dispostas a consumir voluntariamente o que você está ofertando
  • anônimo  01/04/2015 15:46
    Fomentar um mercado é obrigar quem não tem nada com isso a pagar por uma coisa que ele não quer nem precisa.
  • anônimo  01/04/2015 16:18
    Diminua os impostos dos equipamentos(a maioria são importados), as burocracias, as leis trabalhistas bizarras, o "Custo Brasil em Geral". O resto fica com a escolha do publico, se gostar assiste, se não, NÃO!!! O resto é desculpa pra tungar o bolso do cidadão!!!
  • Andre  01/04/2015 16:20
    A mesma alternativa para fomentar o mercado brasileiro de icosaedros de plástico:
    Não fazer nada e deixar que o consumidor decida.
  • W.K..  01/04/2015 22:14
    Simples.

    Produzir material que interesse ao publico...
  • Fabio Henrique  02/04/2015 00:17
    Parar de sufocar com impostos as empresas que realizam esse tipo de atividade e as que estão ligadas a atividade. Mas o que o Lula e Dilma querem querem é recolher mais impostos e mudar a filosofia do povo para socialistas. O Lula chegou a afirmar que o Cinema Americano é o maior inimigo do Comunismo.
  • Marcelo Pires  21/06/2015 14:36
    Livre mercado. Produza algo de qualidade que o mercado compre.
  • Germano  22/06/2015 20:55
    Que tal a isenção de impostos? E se mesmo com custos menores não conseguirmos produzir conteúdo que gere interesse e seja rentável, então devemos procurar outra vocação. Criar dificuldades para os outros não ajuda no nosso desenvolvimento sustentável.
  • Maverique  01/04/2015 15:03
    No final de contas iremos comprar gato por lebre. Ao menos explica um aumento de programas nacionais em inúmeros canais de TV a cabo, principalmente de conteúdo internacional. E honestamente, estes mesmos programas nem tão bons assim, infelizmente.
    O que se percebe que mais uma área do entretenimento brasileiro irá sofrer penalidades. As vezes me pergunto até que ponto isso tudo interfere na "desculturalização" nacional, nesse sentido de cada vez mais o banal é divertido.
  • Fabio  02/04/2015 13:13
    Um boa referência ao seu comentário é aquela droga do Porta dos Fundos ter sido comprado pela FOX apenas para cumprir cota. Nem se deram ao trabalho de 'formentar' algo; compraram alguma coisa ai pronta do youtube e botaram lá para exibir.
  • Daniel Moreno  01/04/2015 15:16
    Mais um excelente artigo do autor. Posso afirmar categoricamente que há um agravante na situação. Diferentemente do que ocorre com outros temas, onde você tem uma posição mais estatista entre os congressistas, de um lado, e uma posição mais liberalizante, de outro, no caso da indústria audiovisual é praticamente impossível encontrar políticos que percebam as sutilezas do tema e os malefícios dessa regulação. Ou seja, sempre que tais controvérsias chegam aos parlamentares para serem colocadas em votação, a vitória da agenda intervencionista costuma ser absoluta. A maioria dos políticos (mesmo os da atual oposição) imagina (ou finge imaginar) estar "ajudando o audiovisual brasileiro" ao aprovar tais aberrações, esquecendo os espectadores (consumidores) e mesmo quem atua na área sem usar recursos públicos (advindos da cobrança dessa Condecine).
  • Pedro Nascimento  01/04/2015 15:21
    Só penso em uma coisa quando vejo essas coisas vindo: Boicote,boicote generalizado pena que as pessoas não tem noção de como o governo ferra com a vida delas.
  • Sandro lima  06/04/2015 17:16
    Para tudo existe uma alternativa.
    O problema, é que você fica taxado como fora da lei.
    Nessa questão, Pirataria é o caminho... infelizmente.

    Para os impostos exorbitantes que pagamos seja como assalariado ou empresário, é a sonegação fiscal.

    Para mim, que sonega imposto e não é pego, considero um rock star! hahaha.
    Até os que são pegos, jamais atiraria pedra contra!
    Quem se utiliza da pirataria em forma de protesto aos preços exorbitantes, tem o meu respeito.

    E é assim que tem que ser!

    Uma pessoa contra o sistema é caso perdido, mas quando muitas se juntam, o protesto ganha peso, e daí a coisa muda.
  • Pobre Paulista  01/04/2015 15:26
    Solução: Pirate Bay + Kodi
  • anônimo  01/04/2015 15:57
    Não é a solução, você ainda é obrigado a pagar por uns joguinhos fuleiros feitos por uns vagabundos pra puxar o saco do governo
  • Daniel  01/04/2015 20:05
    Dois passos à frente: Popcorn Time
  • anônimo  01/04/2015 15:59
    E o mesmo netflix apoiando regulação da internet.
  • Diego  01/04/2015 16:19
    Mudando de assunto. O país desce ladeira abaixo com recordes de déficits, indústria na lama, o tal "ajuste" até agora é uma piada, demissões, bc cortou os leilões, China em queda de crescimento...
    Por que mesmo assim a bovespa se valoriza e o dólar cai?
    Não deveria ser o contrário?
  • Delirando  01/04/2015 16:34
    Dólar cai?! No dia 1o de março, o dólar custava R$ 2,85. Hoje, um mês depois, ele custa R$ 3,15, um encarecimento de 11%. Cadê a queda?!

    Me fala aí qual a sua corretora, pois eu quero comprar dólar nela agora mesmo!
  • Fernando  01/04/2015 17:49
    Acho que ele cometeu o engano clássico de ver uma variação diária e considerar que este é um movimento de queda do dólar / alta da bolsa...

    De um dia para o outro esses movimentos são mais do que normais; são esperados... Para uma comparação desse tipo deve-se olhar a variação entre meses, trimestres, anos...

    Não se deixe iludir cada vez que alguma manchete ou petista aparecer dizendo "olha lá, a Petrobras subiu 3% hoje"... isso é só o movimento de correção diária pela movimentação da bolsa, não significa de forma alguma que a empresa está em processo de recuperação
  • Marcelo Corghi  01/04/2015 17:40
    variações diárias sempre existem, o que importa é a tendência.
  • Thiago   01/04/2015 16:20
    Qual a forma de combater isso? De verdade.
  • Hudson  01/04/2015 17:04
    Todos pararem de consumir mídia paga. xprimer TV pra vocês...
  • TOBIAS  01/04/2015 16:39
    1- O simples aumento da procura por jogos na Brasil (regulação pelo livre mercado), fez com que tanto a sony quanto a microsoft investissem em jogos legendados e dublados em portugues para atender o publico brasileiro.

    2- Um dos pontos de sucesso do Netflix e correlatos é pelo fato do cliente ter liberdade para escolher o que e quando assistir, e é justamente isso que esses socialista mentecaptos querem destruir.

    3- o melhor jeito de incentivar a produção nacional, é não incentivando e deixando que as pessoas escolham aquilo que lhes agrada.
  • Felix  01/04/2015 18:09
    quer apostar que logo a ANATEL vai querer regular as conversas de wazzup?
  • Felipe Dornelas  03/04/2015 02:01
    Simples, use o Telegram - telegram.org
  • Thiago  01/04/2015 20:12
    Mestrado em Economia???????? hahahahahhaha

    Cara.. Triste. hahaha
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  01/04/2015 20:20
    Não adianta o estado tentar fazer o Brasil um país de primeiro mundo. É impossível e a cada nova regulamentação estatal fica mais. Não há poder neste mundo que faça o Brasil deixar de ser o que é: um país de quarto mundo e sempre caindo. A maioria da população é conformada com tudo e é ignorante. Não há liberdade neste triste local. Não se produz uma única tecnologia nova que sirva à humanidade. O Brasil merece o governo horrível que possui e está destinado a desaparecer, brevemente, de qualquer forma. Todo castigo e depressão para o povo brasileiro (e não me incluo) é pouco.
  • anônimo  01/04/2015 20:50
    Felizmente a internet ainda é um tantinho misteriosa para os planejadores centrais, espero que dure muito tempo! Eu por exemplo sou usaurio do netflix, pra quem não sabe, voce pode simular o acesso de outro pais via tunel, existem até programas especiais para isso. A vantagem é ter acesso aos conteudos dos outros paises, ótimo já que o catalogo brasileiro é muito fraquinho comparado com um americano ou ate mesmo ingles. Até quando isso irá dirar eu não sei, mas até la continuo com minha assinatura
  • Felipe  01/04/2015 21:01
    Isto faz parte da piadinha de 1º de Abril? Diga que SIM!
  • Ricardo  01/04/2015 23:49
    Olá, Pedro!

    Pelo a gentileza de dar o devido crédito à imagem utilizada para ilustrar a matéria.

    Obrigado!
  • Editor  02/04/2015 01:14
    De quem é o crédito? A imagem foi encontrada no Google Images, e está aqui o endereço:

    i.imgur.com/fzupEuZ.png
  • Gabriel  02/04/2015 04:53
    Em vez de clicar em "ver imagem" no google images clique em "visitar página" (acho que é isso) e veja se tem informações sobre o autor.
  • Felipe Chierighini  02/04/2015 01:41
    Popcorn time é o modelo do futuro streaming P2P...
  • dyno  02/04/2015 01:48
    Infelizmente os videogames ja foram afetados por esta medida , todos os games que chegam ao brasil sao 100% legendados-dublados em portugues , ou seja sao "refeitos" em empresas de dublagem brasileira , sendo assim colocados na categoria de taxação nacional , como se fossem produtos brasileiros , na época do playstation 3 e do xbox 360 voce pagava R$189,99(o que ja era um absurdo) agora na epoca dos "new gen consoles" os jogos novos estao entrando nas lojas com o preço de R$220,00 , e a desculpa do preço e por causa que e para consoles novos , porém ao motivo real é que games ja estão dentro da tabela de taxação nacional e vem com preços altíssimos
  • Thiago  02/04/2015 03:20
    Vários comentários realmente construtivos, mas o que me chamou a atenção foi que a solução real mesmo é acabar com o Estado, como disse um dos usuários, o resto é só falácia. Começar do zero, precisamos disso.
  • André  02/04/2015 07:34
    Só iremos acabar com o Estado diminuindo o Estado e só iremos conseguir diminuir o Estado por dentro do próprio Estado.
    Mesmo não concordando com eleições, já está mais do que na hora de formarmos um Partido Libertário, elegermos nossos candidatos e subvertermos o Estado keynesiano brasileiro por dentro gradativamente.
    Revolução armada, ainda mais no Brasil, é infantilidade. Pois o Estado é poderoso demais comparado com a sua população civil.
  • Marcelo Corghi  02/04/2015 12:25
    concordo. Só se muda as regras do jogo quando você tem influencia dentro dele.
  • Marcelo  02/04/2015 14:50
    Não sei se alguém já perguntou isso por aqui, embora eu leia praticamente todos os artigos E os comentários no site, e acompanhe o grupo no Facebook, posso ter deixado passar, enfim, e esse partido "NOVO"?

    É um caminho?

    Um início? Ou é só mais do mesmo, ou seja, políticos dizendo que são diferentes, porém sendo mais do mesmo?

  • Matheus  02/04/2015 15:24
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1034
  • Marcelo Corghi  02/04/2015 16:21
    o Libertários, citado no texto, já virou partido, ou ainda não teve autorização da Justiça Eleitoral?
  • Tio Patinhas  02/04/2015 17:07
    A última vez que eu soube eles precisam de 500 mil assinaturas e tem 50 mil.

    Entrei no site deles mas não encontrei uma informação oficial :

    libertarios.org.br/liber/
  • Sandro  02/04/2015 07:02
    por essa é muitas outras razões que eu cai fora dessa republiqueta de bananas. O estado brasileiro só fode com o povo.
  • Bruno  02/04/2015 12:08
    Em teoria da Regulação, como o autor deve bem saber, há um capítulo em que se analisa o "custo da regulação". Mesmo no atual (des)governo, os especialistas das agências reguladoras consideram essa variável na hora de pensar em políticas de cotas.

    Eu particularmente sou contrário a elas, mas não se pode dizer que, no caso da produção audiovisual, elas são produtos nefastos de discípulos de Marx. Acontece que é nítido o incremento de quantidade e de qualidade na produção audiovisual nacional após o advento das cotas, que aliás são mínimas no Brasil (assistir uma série brasileira uma vez por semana em horário nobre é muito? você não assistia a "Os trapalhões"? - sem entrar no mérito da qualidade da programação). Pode até ser feito com dinheiro público, mas eu não vejo vantagem em isentar as produtoras estrangeiras das taxas e estas embolsarem o valor da isenção para ampliar os lucros (um exemplo recente: a desoneração de smartphones diminuiu o valor deles para o consumidor final?)

    Muito pior que as cotas são as restrições geográficas que o Netflix sofre com os contratos pelas grandes produtoras, que não permitem que seus conteúdos mais recentes sejam exibidos aqui no Brasil. Ninguém fala mal disso? Isso também não é reserva de mercado? Eu até entendo que uma cláusula dessas, aqui no brasil, deveria ser considerada ilegal, graças ao artigo Art. 9o do controverso marco civil da internet :"O responsável pela transmissão, comutação ou roteamento tem o dever de tratar de forma isonômica quaisquer pacotes de dados, sem distinção por conteúdo, origem e destino, serviço, terminal ou aplicação." Infelizmente tais contratos não foram firmados no Brasil.

    Provavelmente o Netflix já tem à disposição material mais que suficiente para cumprir uma cota entre 10 e 20%, e para tarifar a transmissão será necessária uma mudança no Sistema Tributário Nacional (STN). Salvo engano, apenas os municípios onde estão instalados os servidores do Netflix recebem algum tributo sobre a operação. Qualquer outra forma de cobrança, ao meu ver, seria ilegal.

    Quanto à questão dos jogos: O problema no Brasil é o preço. No Steam é possível comprar jogos a valores mais convidativos do que ir à 25 de Março. O resultado disso é o "fim" da pirataria. Fomentar a produção de jogos só precisa de uma medida simples: enquadrar a tributação nas leis de software já existentes e capacitar profissionais.
  • Machado  02/04/2015 12:33
    Outro que ainda não entendeu nem o básico. As produções brasileiras podem ser boas para você, na sua subjetividade, na sua concepção. Para mim, são uma porcaria, e o governo não tem o direito de impor esses lixos na minha programação.

    Entendeu? Qual o seu problema com a liberdade?

    E outra coisa, se essas porcarias nacionais fossem realmente boas, seria desnecessária a muleta do governo. Ou você acha que o governo americano impõe cotas para as emissoras exibirem House of Cards, CSI, House, The Mentalist, Friends etc.?

    Se algo é bom, não precisa da ajuda do estado. Se é ruim, não a merece.
  • Bruno  02/04/2015 13:13
    Me baseio em quantidade e qualidade técnica - a partir de observações de 10 anos em produtoras. Não entro no mérito de qualidade de conteúdo (isso sim é subjetivo). Se alguém não gosta da programação, muda de canal e não assiste.

    Os Estados Unidos dão dinheiro público para fomentar o Etanol de milho, a produção de algodão e a produção de veículos, para garantir que os respectivos mercados continuem existindo. Lá falta liberdade?

    O usuário não é obrigado a assistir à programação. Há uma cota para o conteúdo para garantir que a produção audiovisual nacional não acabe. Eu prefiro que a minha filha assista Sítio do Pica-pau amarelo (que custa muito mais a uma empacotadora) em vez de "Os Jetsons" (que já tiveram o seu custo amortizado através dos muitos anos sendo exibidos). Isso não é liberdade de escolha?

    A muleta do governo é ruim para as empacotadoras, talvez signifique um custo a mais para os usuários (é preciso uma análise mais âmpla para afirmar com certeza), mas incrementa a competitividade da produção nacional e amplia no Brasil um mercado que fatura muito alto!!! Você acha que a vontade de regular videogames é por causa do conteúdo ou das cifras que eles movimentam?

    Se levarmos o liberalismo ao extremo. Quem irá produzir, se não houver quem consuma?

    Como já disse Siddhartha Gautama, O caminho do meio levará à libertação.
  • Ricardo  02/04/2015 13:49
    "Os Estados Unidos dão dinheiro público para fomentar o Etanol de milho, a produção de algodão e a produção de veículos, para garantir que os respectivos mercados continuem existindo. Lá falta liberdade?"

    Nesse quesito sim, e muito.

    Mas já que você quer imitar os EUA, eu aceito: mantemos essas porcariadas na TV a cabo, mas em troca reduzimos drasticamente as tarifas de importação e acabamos com vários "direitos" trabalhistas, que não existem nos EUA, bem como bancos estatais. Fechou?

    Eu tô dentro, e espero que você não afine.

    "A muleta do governo [...] incrementa a competitividade da produção nacional e amplia no Brasil um mercado que fatura muito alto!!!"

    Gênio! Quer dizer então que protecionismo, subsídio, garantia de renda e ausência de concorrência melhora a qualidade do produto?! Se isso ocorrer, será a primeira vez na história humana.

    Deve ser por isso que os carros nacionais da década de 1980, quando era proibido importar, eram tão excelentes...

    "Se levarmos o liberalismo ao extremo. Quem irá produzir, se não houver quem consuma?"

    Ato falho! Acabou de concordar que ninguém consumiria as porcarias nacionais se não fosse o governo impondo uma reserva de mercado para esses lixos serem exibidos. É isso aí, campeão.

    "Como já disse Siddhartha Gautama, O caminho do meio levará à libertação."

    Hitler adotou o caminho do meio entre o liberalismo e o comunismo. Tá certinho.
  • Bruno  02/04/2015 14:38
    Ricardo,

    1. "Mas já que você quer imitar os EUA, eu aceito: mantemos essas porcariadas na TV a cabo, mas em troca reduzimos drasticamente as tarifas de importação e acabamos com vários "direitos" trabalhistas, que não existem nos EUA, bem como bancos estatais. Fechou?"

    Eu não quero imitar os EUA, nem Cuba. Cada país precisa de uma solução e não há uma fórmula que funcione para todo mundo. Cada coisa tem que ser feita a seu tempo. Não dá pra mudar 515 anos da noite para o dia. Eu manteria Bancos Estatais para manutenção de políticas de interesse público e fiscalização dos Bancos privados. Isso diminuiria, por exemplo, os efeitos a crise de 2008 (caso os agentes públicos não estivessem cooptados), no mais, concordo com a diminuição dos direitos concomitante à redução da jornada de trabalho.

    2. "Gênio! Quer dizer então que protecionismo, subsídio, garantia de renda e ausência de concorrência melhora a qualidade do produto?! Se isso ocorrer, será a primeira vez na história humana."

    Eu não disse que melhorava a qualidade do produto, mas, no fim das contas, foi isso que aconteceu com o setor audiovisual. O que eu disse foi que as produtoras nacionais ficaram mais competitivas, comparadas às produtoras estrangeiras. Na verdade competitividade não é o termo adequado, já que a cota é uma imposição.

    Quanto à história humana, vide mercantilismo inglês: Alto protecionismo, concessões para apenas algumas pessoas poderem produzir (garantia de renda). Só não pode ser eterno! ah.. e com certeza não melhora a qualidade do produto.

    3. "'Se levarmos o liberalismo ao extremo. Quem irá produzir, se não houver quem consuma?'

    Ato falho! Acabou de concordar que ninguém consumiria as porcarias nacionais se não fosse o governo impondo uma reserva de mercado para esses lixos serem exibidos. É isso aí, campeão."

    VOu refazer a minha frase: Quem vai ter dinheiro para assinar TV a cabo se o dinheiro for todo expatriado para as produtoras internacionais?. Aliás, você já percebeu o aumento do número de assinaturas de TV a cabo nos últimos 3 anos engraçado que foi justamente após a lei do SeAC (www.teleco.com.br/rtv.asp). Cuidado para não observar as "adições líquidas". pode te dar uma impressão errada dos índices)

    4. "Hitler adotou o caminho do meio entre o liberalismo e o comunismo. Tá certinho."

    Eu não vejo Hitler (ou melhor, o nazismo, pois admiro a oratória de Hitler e a sua capacidade de influenciar pessoas) como o caminho do meio. O Nacional Socialismo tinha muito de comunismo em seu rótulo e o estado controlava tudo (https://uniaoariana.wordpress.com/2010/05/11/25-pontos-do-partido-nacional-socialista-alemao/), além de xenofobia (impensável em um regime liberal) enfim... não tem nada de liberal no Nazismo.

    Round 3?
  • Juliano  02/04/2015 20:55
    Bruno,

    "Acontece que é nítido o incremento de quantidade e de qualidade na produção audiovisual nacional após o advento das cotas"
    Nada de se admirar aqui. Se o governo obrigar todo mundo a consumir um produto, a venda desse produto cresce.

    "assistir uma série brasileira uma vez por semana em horário nobre é muito? você não assistia a "Os trapalhões"?"
    Isso é uma escolha pessoal. Se eu quero assistir, é problema meu. Obrigar uma canal a passar coisas que ninguém quer assistir é errado. Se houver público, o canal naturalmente vai querer passar.

    "Pode até ser feito com dinheiro público"
    Não. Se você quer, tem toda liberdade de dar seu dinheiro para produtoras que te agradem. Dinheiro "público" é dinheiro retirado à força das pessoas, é defender que as pessoas devem ser obrigadas a dar seu dinheiro a essas produtoras.

    "Muito pior que as cotas são as restrições geográficas que o Netflix sofre com os contratos pelas grandes produtoras"
    Da mesma forma que não quero que alguém me obrigue a dar dinheiro pra eles, também não posso obrigar nenhuma produtora a me fornecer um serviço. O produto é delas, elas fazem o que querem. Inclusive, pra quem gosta de mais espaço para produtoras locais, a restrição das produtoras estrangeiras deveria ser motivo de comemoração.

    "Como já disse Siddhartha Gautama, O caminho do meio levará à libertação."
    Em uma sociedade com escravos, o ideal é que apenas 50% das pessoas fossem libertas? Violência e coerção são errados. Obrigar pessoas a sustentar produções que elas não querem é errado. Não há meio termo nisso.

    Abraços,
    Juliano
  • Roy Mustang  02/04/2015 13:37
    Sobre jogos de console, como PS4, acredite ou não, na legislação atual eles se enquadram na mesma categoria dos jogos de azar, como máquinas caça níqueis e por isso tem uma taxação insana.
  • Jarzembowski  02/04/2015 13:41
    "Pode até ser feito com dinheiro público, mas eu não vejo vantagem em isentar as produtoras estrangeiras das taxas e estas embolsarem o valor da isenção para ampliar os lucros (um exemplo recente: a desoneração de smartphones diminuiu o valor deles para o consumidor final?)"

    Eu não entendo esse fetiche de opinar sobre o que não sabe e nunca estudou.
    É uma delírio de grandeza que ultrapassa o limite da psicose. É absolutamente satânico.

    Quem realmente arca com o fardo dos impostos indiretos

    "Se o governo criar um imposto sobre as vendas, os consumidores não irão alterar suas curvas de
    demanda de modo a repentinamente aceitarem um preço maior para os bens de consumo. Por isso, se as empresas repassarem o imposto para o preço final de seus produtos, elas simplesmente perderão receitas, pois menos consumidores comprarão seus produtos (assumindo aqui que a quantidade de dinheiro na economia não se alterou).

    Logo, como a oferta e a demanda não se alteraram, os preços também não irão se alterar. Os custos dos impostos serão absorvidos pelas empresas.

    Isso explica por que era ingenuidade imaginar que os preços cairiam por causa da extinção da CPMF ou por causa da abolição da sacola plástica nos supermercados."



  • Aquele que tudo ve!  02/04/2015 12:30
    Alguém poderia opinar sobre a maioridade penal, ou se já tem algum artigo, cola aqui
  • Rafael Borges  02/04/2015 16:23
    Como se já não bastasse a falcatruagem que é o ECADE... que tristeza esse governo!
  • André  02/04/2015 16:48
    Sua opinião deixa claro um dos motivos da ANCINE estimular a exibição de conteúdo nacional: você implicitamente acha que apenas conteúdo internacional pode ser de qualidade. Faz parte da geração Coca-Cola, americanizada, parece que sequer entende que o cinema americano é nada mais que uma ferramenta do imperialismo cultural deles. E que você é o resultado disso.
  • Marques  02/04/2015 18:39
    Quando, meu Deus, quando o brasileirinho comum será capaz de dar uma mísera -- só uma!, não é pedir muito -- opinião original, sem recorrer a clichês, chavões e lugares-comuns?

    A commodity mais escassa nesse país é a inteligência. As pessoas se transformaram em meros robôs incapazes de pensar; só sabem repetir, para o resto da vida, os clichês que aprenderam com o professor de história da oitava séria. E tem nêgo que ainda se surpreende que o país esteja no atoleiro e seja presidido por uma pessoa completamente esculhambada.
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  02/04/2015 21:02
    Tem toda a razão! Parece que a esquerda tornou a maioria do povo do Brasil burro. Não me admiro, pois o que a esquerda defende não possui lógica.
  • Cineasta  02/04/2015 19:35
    Claramente, o André discorda de que as 300 comédias e películas ruins e repetitivas de 2014 e 2013 (incluindo as sequelas - no sentido literal e médico - mal continuadas feitas com largos subsídios estatais para compensar o fato de o autor do artigo é um escravo da cultura imperialista norte-americana e precisa ser saqueado por filmes que ninguém quis ver) não tenham sido amadas por pura birra.

    Fazer um filme de sucesso aqui não é difícil. Você tem de fazer algo pertinente, original e que seja do dia-a-dia do brasileiro. A franquia Tropa de Elite só é um sucesso grande porque lida com alguns dos fantasmas da nossa vida: funcionalismo público, corrupção e crime. Não adianta você fazer a 34º comédia do mês para a família (o brasileiro não pode ficar indo ao cinema o tempo inteiro. Cinema aqui é coisa de família para a maioria e ocasião especial. E família não vai levar a criançada para ver um drama histórico / biográfico ou Flores Raras) que vai ao cinema mas não quer ir para casa tão cedo e decide ver alguma porcaria.

    E você verá: aumentar o número de salas exclusivas para filme brazuca não vai "roubar" a bilheteria dos filmes estrangeiros do ano passado. Só será uma série de salas vazias exibindo porcarias que ninguém sabe porque foram feitas, ninguém quer ver e quem for ver, não vai lembrar.
  • Chris  06/04/2015 21:38
    Não dá pra saber quando a pessoa tá sendo sarcástica, por isso aqui vai.

    "você implicitamente acha que apenas conteúdo internacional pode ser de qualidade."
    Qualidade tem vários significados. Pode ser quesito técnico, pode ser quesito de subjetividade e gosto pessoal.

    "Faz parte da geração Coca-Cola, americanizada"
    Cinema e internet foram duas tecnologias trazidas pelos americanos. Hipocrisia detected. E você usa a internet, que é americana. Nem deveria estar usando, aliás.

    "parece que sequer entende que o cinema americano é nada mais que uma ferramenta do imperialismo cultural deles."
    Beleza, já deletou o seu facebook e foi pro Yoble? O facebook é americano imperialista e o Yoble é feito pelos brasileiros que você tanto defende.

    Esquerdistas de iPhone são pessoas hilárias.
  • Wesley  02/04/2015 17:32
    O que vocês acham disso?
    Essa notícia condiz com a realidade ou é só enganação?
    economia.terra.com.br/vida-de-empresario/um-em-cada-tres-brasileiros-tem-ou-esta-criando-sua-empresa,32af51927c57c410VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html
  • Jarzembowski  02/04/2015 20:48
    Pessoas querendo empreender não significa nada.
    O ímpeto empreendedor é algo absolutamente natural na maioria das sociedades. O que importa é saber se existem condições que favoreçam o empreendedorismo, o que CERTAMENTE não é o caso no Brasil.
    Vi muita gente divulgando esse estudo aí na expectativa de convencer todo mundo de o Brasil é um paraíso da liberdade econômica e da livre iniciativa, mas a verdade é que os índices que realmente importam, que estão lá no capítulo 3 "ENTREPRENEURSHIP FRAMEWORK CONDITIONS MAIN INDICATORS" mostram que o Brasil tem péssimos indicadores de liberdade econômica e um ambiente hostil ao empreendedorismo, muito pior do que na maioria dos países em desenvolvimento.


    Segue o estudo que foi usado na matéria.

    Global Entrepreneurship Monitor 2014 Global Report

  • Robson  02/04/2015 19:23
    GEnte primeiro de abril aff ¬.¬
  • Vitor Vban  02/04/2015 20:47
    Um "VIVA" à pirataria!!! Que se f*da a moral governista e sua ousadia regulatória. E quanto aos apelos sobre o financiamento do tráfico pela venda de produtos pirateados... kkk!!! Faz-me rir!!! O governo é um Senhor financiador da guerra contra as drogas, direta e indiretamente.
  • Marcos  02/04/2015 22:28
    Se os jogos eletrônicos fossem considerados conteúdo audiovisual, talvez os impostos diminuíssem. Hoje em dia eles são tributados como jogos de azar.

    Mas obviamente isso viria acompanhado de reserva de mercado, como é bem o estilo da ANCINE, talvez a mais radicalmente protecionista das agências. É uma pena, pois até que vejo uma cultura bem interessante de desenvolvimentos de jogos no Brasil. Se começarem a mamar nas tetas da ANCINE periga a termos uma repetição do que acontece na indústria cinematográfica.
  • David  05/04/2015 06:46
    Gostaria de ver um artigo falando especificamente de todas as agências reguladoras do Brasil em geral, e os impactos que elas causam na nossa vida.
  • Ronaldo  06/04/2015 03:14
    VAO SE *)!#76)*#¨!*#&!($&!_()$ SE MEXEREM NOS GAMES.
  • Sandro lima  06/04/2015 17:04
    O que enxergo perante o abuso governamental sobre esses segmentos citados, é o crescimento da pirataria.
    Infelizmente, é isso que vai ocorrer, conheço muita gente que não vai ao cinema com a mesma frequência, não tem tv a cabo, tem o netflix por ser barato.
    O conteúdo que não tem no netflix, baixa da internet. Posso julgar uma pessoa dessas de corrupta? de imoral? Acredito que não, pois a imoralidade parte das pessoas que dificultam o acesso ao conteúdo que a pessoa quer adquirir.


    Um game no Brasil custa em média de R$ 200,00 para Xbox e PlayStation.
    Para PC, existem serviços que vendem títulos via stream por um preço bem mais em conta do que os vendidos nas prateleiras.
    Eu mesmo sou assinante de um desses serviços.
    Os jogos são tão baratos, que quando fazem pacotões de games, é impossível não compra-los.
    O consumidor coloca na balança:
    Pirataria vs preço.
    Se o preço é bom, não vale a pena baixar conteúdo ilegal em sites muitas das vezes duvidosos, correr o risco de instalar um vírus juntamente com o game, etc.

    Acredito, que as pessoas não deixem de consumir, quanto menos acessível for no comércio legal, a demanda no ilegal aumenta.

    Não adianta essas matérias sensacionalistas, "Brasil perde Bilhões de impostos por conta da pirataria".

    Um game, um filme, um livro, depois de produzido, no meu ponto de vista,
    seria viável ganhar-se pouco de muitos. Mas preferem ganhar muito de poucos...



  • Flávio Pontes  09/04/2015 22:55
    É mais um método de controle governamental. Se for feita a retirada do conteúdo capitalista sobra somente as produções bancadas pelo ANCINE. Pra uma produção utilizar as "ajudas" da agência elas devem estar de acordo com o governo né?

    O Brasil precisa de produtoras de entretenimento capitalistas urgente.
  • Emerson Luís  13/04/2015 17:11

    Uma das consequências é reforçar a opinião dos próprios brasileiros de que os filmes, etc. nacionais são ruins e devem ser evitados a priori: se fosse bom, não seríamos obrigados a aceitar. Opinião esta corroborada pelos fatos: por que os produtores vão fazer algo bom se eles literalmente têm mercado cativo?

    * * *
  • Vinícius  05/05/2015 17:09
    Prezados,

    Do ponto de vista do pragmatismo jurídico e suas três principais características - anti-fundacionalismo, contextualismo e consequencialismo, o texto parece trazer uma ideologia como certa (ideologia liberal), buscando um argumento "técnico-formal" que, embasado nessa premissa, justifique a necessidade de ausência do estado. Não me parece o melhor caminho para essa discussão ou qualquer oura que tenha intervenção do estado achar que o mesmo só intervém para atrapalhar.

    O Estado existe e é necessário, ainda que muito ineficiente e carente de fundamentos técnicos, racionais, etc. em diversas de suas decisões.

    Quanto as cotas, tecnicamente aplicar analogicamente a lei 12.485/2011 parece ser uma ilegalidade em virtude do conceito de canal de programação associado ao SEAC (vide art 2o., 16 e 17 da referida lei). É improvável que sejam estipuladas cotas para video on demand e minha opinião é de que são desnecessárias, não porque o produto nacional é ruim (pois tem ruins em bons produtos em todos os paises), mas porque pela característica do negocio do video on demand, naturalmente haverá oferta de conteúdo nacional.

    Quanto a questão da Condecine, vide https://www.youtube.com/watch?v=Mp10g4G1RUs

    Este busca embasar o debate e trazer implicações importantes quanto a possível tributação para inicio de uma discussão sobre o tema.
  • de Moraes  05/05/2015 17:42
    "o texto [busca] um argumento "técnico-formal" que [...] justifique a necessidade de ausência do estado."

    Gentileza apontar esse trecho no artigo.

    Grato.
  • Marcos Vampa  21/06/2015 04:59
    Amigos, sou contra intervenções do governo em geral, mas esse caso específico é uma exceção. Cultura não é uma commodity.
    Tem que ser tratado de forma diferente, sim. Toda regra sem exceção é burra, assim como são burras todas as unanimidades.
    A diferença, em volume, entre a produção cinematográfica entre o Brasil e os EUA é tão grande, tão grande, que sem medidas de proteção o cinema nacional já teria afundado. O pior é que a produção americana emburrece o consumidor, então a produção nacional tem que se emburrecer também, porque o sujeito não está acostumado com nada que não seja medíocre o suficiente para que ele qualifique como lazer.

    Em tempo: querem um aberração de verdade? Os instrumentos musicais importados são taxados para proteger a indústria nacional. Que indústria?

    Valeu,
    Marcos Vampa
  • Tony Draculea  21/06/2015 21:15
    "Amigos, sou contra intervenções do governo em geral, mas esse caso específico é uma exceção. Cultura não é uma commodity. Tem que ser tratado de forma diferente, sim."

    Traduzindo: Sarney, Dilma, Renan, Eduardo Cunha, Mercadante etc. são ruins em quase todas as intervenções. Exceto na cultura. No que tange à cultura, esses seres repentinamente adquirem dons supremos, e se transformam em uma luz capaz de retirar os brasileiros das trevas. A eles devemos nos submeter gostosamente, para que definam o que podemos e o que não podemos ver na TV.

    Você está de zoação, certo?

    "Toda regra sem exceção é burra, assim como são burras todas as unanimidades."

    Mais um clichê desse e eu terei uma síncope aqui. Por favor, fale uma frase minimamente original.

    "A diferença, em volume, entre a produção cinematográfica entre o Brasil e os EUA é tão grande, tão grande, que sem medidas de proteção o cinema nacional já teria afundado."

    E que afunde! Difícil pensar em algo mais pernicioso que o cinema nacional. Além de sobreviver com o dinheiro de impostos, o que essa porcaria já trouxe de positivo para o país? O cinema nacional glorifica a bandidagem e a malandragem. Não há um só filme que exalte valores positivos, como honestidade, trabalho, ética e família.

    O cinema nacional acabaria sem o protecionismo estatal? Que ótimo!

    "O pior é que a produção americana emburrece o consumidor,"

    E a produção nacional é um monumento à inteligência!

    "então a produção nacional tem que se emburrecer também, porque o sujeito não está acostumado com nada que não seja medíocre o suficiente para que ele qualifique como lazer."

    Ou seja, você próprio assume que o cinema nacional é um lixo e emburrece. E o que você pede? Ainda mais proteção ao cinema nacional.

    Desculpe, mas a sua "lógica" é ilógica.

    "Em tempo: querem um aberração de verdade? Os instrumentos musicais importados são taxados para proteger a indústria nacional. Que indústria?"

    Concordo! E agora você chegou exatamente ao ponto: não temos uma indústria nacional de instrumentos musicais, pois não somos bons nisso. Mesmo com um protecionismo, não surgiu nenhuma indústria minimamente pujante nessa área.

    O mesmo raciocínio se aplica ao cinema. Mesmo com todos incentivos do governo, tal indústria só produz porcarias que ninguém quer ver (e os números de espectadores nos filmes nacionais comprovam o total desinteresse dos brasileiros em ver as porcarias que o cinema nacional produz). Consequentemente, tal indústria -- que só serve para sugar recursos dos pagadores de impostos e para enriquecer artistas -- deve desaparecer para o bem do Brasil.
  • Marcos Vampa  21/06/2015 21:38
    Olha, Tony, depois dessa:

    "Difícil pensar em algo mais pernicioso que o cinema nacional. Além de sobreviver com o dinheiro de impostos, o que essa porcaria já trouxe de positivo para o país? O cinema nacional glorifica a bandidagem e a malandragem. Não há um só filme que exalte valores positivos, como honestidade, trabalho, ética e família."

    Levei, sério, 10 segundos pra me lembrar de pelo menos 4.

    Central do Brasil
    O pagador de promessas
    Tati, a garota
    Nosso Lar

    Uma pessoa que diz isso que disse aí em cima, sinceramente, não dá pra conversar

    (pelo menos você não disse que o meu clichê era cascata...)
  • Guilherme Fontes  21/06/2015 23:36
    Central do Brasil? O que tem de especial nesse filme? Além de fraco e sentimentalóide, é um filme que vende uma péssima imagem do Brasil lá fora. Para quem está preocupado com "a cultura brasileira", não pode haver filme pior do que esse. E olha que nem estou abordando a mensagem comunista deste filme

    Já o Pagador de Promessas é, de longe, o melhorzinho de toda essa lista. E sabe de uma coisa? É o único que [link=www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/viver/2015/05/24/internas_viver,577974/o-ambiente-da-boca-do-lixo-era-familia.shtml]não foi feito com dinheiro público[/link].

    Agora pense nisso: o único filme brasileiro a ganhar uma Palma de Ouro em Cannes foi justamente aquele feito com recursos próprios, visando ao lucro.

    Tati, a garota? O que tem de especial em um filme que narra a história de uma grávida solteira que se muda para Copacabana e recorre a vários expedientes heterodoxos para sobreviver?

    Nosso Lar? Preciso comentar sobre esse?

    Agora eu pergunto: dos quatro filmes acima, apenas um foi feito com recursos próprios. E foi o único a ser premiado internacionalmente. E é a única obra realmente importante do cinema brasileiro. Qual a lição que você tira disso? Se você disser que isso prova que o cinema nacional tem de ser protegido e financiado pelo governo, então você de fato não entendeu nada do mundo.

    Central do Brasil teve uma certa longevidade porque o governo investiu pesado na propaganda deste filme (diriam que seria o primeiro filme brasileiro a ganhar um Oscar). Já os outros dois são totalmente anônimos.

    Passe bem.
  • Marcos Vampa  22/06/2015 06:47
    Na-na-ni-na-não!...

    Guilherme Fontes, eu estava respondendo ao Tony que disse que o cinema nacional glorifica a bandidagem e a malandragem... Não estou discutindo o valor dos filmes (nem gosto tanto assim de nenhum dos quatro) e sim o fato de que esses filmes não "glorificam a bandidagem e a malandragem". Existem dezenas de filmes americanos que denunciam o que eles tem de pior, mas aí pode, né? Afinal não estão vendendo imagem negativa, estão apenas denunciando corajosamente suas próprias mazelas.

    Não vou citar títulos pra não entrarmos num ping-pong e nos desviarmos do foco do artigo ("Agora o governo quer atacar...").

    Valeu,
    Marcos Vampa
  • Thiago  21/06/2015 13:35
    Primeiro Parabéns pelo artigo, bem completo e amplo. Eu trabalho com tecnologia para o setor do SeAC e já sabia bastante sobre tais legislações porém com a visão de operador, míope para a visão de usuário tal como exposto aqui. Aproveito para delatar que seu artigo também é míope em suas articulações somente na visão de expectador e fazendo pouco caso das operações, pequenas ou grandes. Bom talvez não tenha sido mesmo o objetivo mostrar aqui as dificuldades de um operador regional (talvez você desconheça tal economia) que representa hoje no Brasil a terceira maior operadora e que tem sim consumo de produção local. Basta pesquisar as pesquisas de mercado "brasileiro" da blueinteractive ou comparecer a um evento da associação NEOTV para observar os cases de sucesso dos pequenos operadores. Apoio Sim a desregulação ou livre economia. Concordo plenamente. Mas detesto o fato da imparcialidade regulamentar que canibalizar qualquer ação empreendedora que gera além de tudo muita tecnologia, empregos e etc em regiões do Brasil que as grandes operadoras não tem qualidade de serviço necessitando assim da figura do operador regional. Enfim faltou, como na minha crítica, suas bases e referências para argumentações do tipo "não consome" ou conteúdo que não gostaria ver ou comprar. .. ou ainda destruição do cinema... faltam números para dirimir tais conclusões. Enfim confesso apoio livre economia, livre produção e comercialização. Mas não apoio salvar um serviço desregulado que canibaliza nossa economia. Ou seja sugiro um artigo agora com uma visão mais sensata sobre os conteúdos assistidos nacionais, informações de audiência, influência das programadoras locais na adesão de serviços de TV por assinatura, e consequências da extinção dos operadores regionais ou até grandes operadores. Um grande abraço
  • Silva  21/06/2015 15:51
    Prezado Thiago, não entendi absolutamente nada do que você escreveu. Fiquei apenas com a impressão de que você quer mais reservas de mercado. É isso mesmo?

    Quanto a "faltar números", o artigo é pródigo em hyperlinks que sustentam cada afirmação. Sabe aquelas frases em azul? Pois é, você tem de clicar nelas para obter os números que substanciam as afirmações.
  • Wesley Araujo  21/06/2015 23:43
    O Brasil caminhando a passos largos para "venezuelização"!
  • Otávio Braga Farinelli  22/06/2015 11:50
    Quanto a parte sobre jogos (que eu li mais atenciosamente por me interessar mais) creio ser justa a parte de incentivar a produção e desenvolvimento nacional de jogos e aparelhos, há no Brasil um dos maiores mercados consumidores na área, então imaginam que se melhorar a qualidade dos produtos brasileiros, aumentará o consumo dos mesmos. Para aqueles que reclamam que não há qualidade em jogos brasileiros: procurem pelo jogo Toren. Um jogo desenvolvido por uma empresa brasileira independente, que tem uma historia ótima e foi criticado positivamente por jogadores brasileiros e extrangeiros. Lembro que o preço do jogo não passa dos 30 reais, o que é mais que acessível.
  • anônimo  22/06/2015 15:20
    E por que eu tenho que ser incentivado a consumir um jogo apenas porque ele foi produzido na mesma linha imaginária que eu vivo?

    É de gente como você que eu já estou de saco cheio.
  • Pobre Paulista  23/06/2015 18:41
    E dá-lhe protecionismo. Pede mais, temos pouco ainda.
  • Fabio  22/06/2015 13:09
    Este é Pais é de merda mesmo que nojo tenho desse lugar , isso acontece por aqui nas terras de LISARB
  • Guilherme  23/06/2015 17:49
    Agora me pergunto cade a porra das campanhas do AVAAZ contra as barbarias do governo, cada as pessoas que foram a rua em protestos, o povo só reage quando sobe o preço do ônibus e esquece que essas ideias mirabolantes vão ser pagas com nosso bolso, com verbas que poderiam(e deveriam) ser investidas em setores muito mais críticos como saúde e educação...etc, não vai resolver encher a caixa de email da ancine ou congestionar seus telefones, povo unindo tem que ter uma única voz, pra bota medo bota pressão, e mostra que somos contra isso.
  • anônimo  23/06/2015 23:03
    veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/pedro-abramovay-o-chefao-do-site-avaaz-e-um-mimo-da-esquerda-avisa-o-brasil-e-nosso/
  • Danilo  29/06/2015 14:36
    E o pior é que eles fazem de tudo para lucrar com mais e mais impostos e ninguém faz nada. Essa aberração só é possível em termos de Brasil.
  • Jackie Chan  19/07/2017 09:34
    Parece que no Bostil o poço não tem fundo.


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