Karl Marx e a diferença entre comunismo e socialismo
A teoria comunista é ainda mais bizarra que a socialista

Nota do Editor 

Fevereiro de 2017 marca o centésimo aniversário do início da Revolução Russa. Nada mais propício do que mostrar as incontornáveis incoerências da teoria que impulsionou aquele acontecimento que mudou o mundo. E que gerou a maior carnificina da história.

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No dia 10 de setembro de 1990, o multimilionário escritor, economista e socialista Robert Heilbroner publicou um artigo na revista The New Yorker intitulado "Após o Comunismo".  A URSS já estava em avançado processo de colapso.

Neste artigo, Heilbroner recontou a história de como Ludwig von Mises, ainda em 1920, havia provado que o socialismo não poderia funcionar como sistema econômico.  Neste artigo, Heilbroner disse essas três palavras: "Mises estava certo".

Mas aí vem a dúvida: qual a diferença entre comunismo e socialismo?  Mises havia concluído que o socialismo não poderia funcionar, mas o que realmente entrou em colapso foi um sistema rotulado comunismo.  Há alguma diferença?

História

Quando Karl Marx e Friedrich Engels começaram a escrever conjuntamente, no ano de 1843, Marx era a figura dominante.  Engels era um melhor escritor, e era ele quem sustentava Marx financeiramente.

Marx passou toda a sua carreira se opondo àquilo que ele chamou de "socialismo utópico".  Ele nunca interagiu com nenhum grande economista ou teórico social.  Você pode procurar, mas jamais encontrará qualquer refutação sistemática feita por Marx a Adam Smith, por exemplo.  Marx gastou suas energias criticando verbalmente vários autores de esquerda, cujos escritos praticamente não tiveram nenhuma influência sobre a Europa em geral.

Dado que ele estava constantemente atacando autores socialistas, Marx criou uma teoria própria sobre o comunismo.  Ele chamou essa sua teoria sobre o comunismo de "socialismo científico".  Marx argumentou que, inerente ao desenvolvimento da história, há uma inevitável série de etapas.  Isso significa que ele era um determinista econômico.  Ele acreditava que o modo de produção é fundamental em uma sociedade e que o socialismo seria historicamente inevitável porque haveria uma inevitável transformação do modo de produção da sociedade.

Todos os aspectos culturais da sociedade, sua filosofia e sua literatura formariam, segundo Marx, a superestrutura da sociedade.  Já a subestrutura — ou seja, seus fundamentos — seria o modo de produção.

Segundo Marx, sua análise econômica revelava uma inevitável linearidade dos vários modos de produção.  O comunismo primitivo levou ao feudalismo.  O feudalismo levou ao capitalismo.  O capitalismo levará a uma bem-sucedida revolução do proletariado.  O proletariado irá impor o socialismo.  E, do socialismo, surgirá o comunismo.

Esse processo linear fecha o círculo.  Tudo começou com o comunismo primitivo, e tudo levará ao comunismo supremo.  Com o comunismo supremo, toda a evolução histórica estará completa. 

Só que Marx nunca explicou por que a evolução das etapas seria dessa maneira.  Ele nunca explicou por que não haveria outra revolução após a chegada do comunismo supremo, a qual levaria a um modo de produção maior que o comunismo.  Era mais conveniente apenas finalizar esse processo linear no comunismo.

A União Soviética jamais alegou ter chegado ao estágio comunista do modo de produção.  Ela sempre se disse socialista.  O nome do país era União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.  Os líderes supremos da União Soviética jamais alegaram que a URSS havia alcançado a etapa final do modo de produção.  Stalin promoveu o conceito de socialismo em apenas um país.  Ele diferia de Trotsky nesse quesito.  Trotsky queria uma revolução do proletariado em nível global.  Stalin era mais esperto.  Ele queria o poder e, sendo assim, ele sabia que, antes de tudo, teria de consolidar o poder em um país. 

Logo, Trotsky teve de fugir do país, e Stalin enviou o agente Ramón Mercader, do Comissariado do Povo para Assuntos Internos, para matá-lo na Cidade do México.  O agente matou Trotsky com um golpe de picareta em seu crânio.  Foi um ato cheio de simbolismo.  A picareta havia sido um dos ícones da história da Rússia.

O socialismo é a propriedade estatal dos meios de produção.  Mas Marx profetizou que o estado desapareceria sob o comunismo.  Ele nunca explicou como ou por que isso iria acontecer.  Sua teoria era bizarra.  Ele dizia que, para abolir o estado, era necessário antes maximizá-lo.  A ideia era que, quando tudo fosse do estado, não haveria mais um estado como entidade distinta da sociedade; se tudo se tornasse propriedade do estado, então não haveria mais um estado propriamente dito, pois sociedade e estado teriam virado a mesma coisa, uma só entidade — e, assim, todos estariam livres do estado.

O raciocínio é totalmente sem sentido.  Por essa lógica, se o estado dominar completamente tudo o que pertence aos indivíduos, dominando inclusive seu corpo e seus pensamentos, então os indivíduos estarão completamente livres, pois não mais terão qualquer noção de liberdade — afinal, é exatamente a ausência de qualquer noção de liberdade que o fará se sentir livre.

Igualmente, Marx nunca mostrou como o sistema de produção poderia ser organizado nessa etapa suprema do comunismo, na qual não haveria nem um livre mercado e nem um planejamento centralizado pelo estado.  Ele nunca forneceu qualquer detalhe sobre como seria uma sociedade comunista, exceto em uma breve passagem que foi publicada em um livro escrito conjuntamente com Engels e com o homem que os havia apresentado em 1843, Moses Hess.  O livro foi intitulado A Ideologia Alemã (1845).  Só foi publicado em 1932.  Hess jamais ganhou créditos por sua co-autoria, mas parte do manuscrito aparece em sua coletânea de escritos.

Eis a descrição do comunismo:

Assim que a distribuição do trabalho passa a existir, cada homem tem um círculo de atividade determinado e exclusivo que lhe é imposto e do qual não pode sair; será caçador, pescador, pastor ou um crítico, e terá de continuar a sê-lo se não quiser perder os meios de subsistência

Na sociedade comunista, porém, onde cada indivíduo pode aperfeiçoar-se no campo que lhe aprouver, não tendo por isso uma esfera de atividade exclusiva, é a sociedade que regula a produção geral e me possibilita fazer hoje uma coisa, amanhã outra, caçar da manhã, pescar à tarde, pastorear à noite, fazer crítica depois da refeição, e tudo isto a meu bel-prazer, sem por isso me tornar exclusivamente caçador, pescador ou crítico.

Esta fixação da atividade social, esta petrificação do nosso próprio trabalho num poder objetivo que nos domina e escapa ao nosso controlo contrariando a nossa expectativa e destruindo os nossos cálculos, é um dos fatores principais no desenvolvimento histórico até aos nossos dias.

Não obstante o fato de que há aproximadamente 70 volumes das obras de Marx e Engels, essa é a passagem mais longa que descreve o funcionamento de uma sociedade comunista e de como seria a vida sob esse arranjo.

Conclusão

Socialismo foi o sistema que realmente foi colocado em prática.  Comunismo pleno nunca existiu e não passa de uma utopia cujo funcionamento jamais foi explicitado em trechos maiores do que um parágrafo.

Sem uma economia monetária — ou seja, sem uma economia em que os cálculos de lucros e prejuízos são possibilitados pelo dinheiro — é impossível haver uma ampla divisão do trabalho. 

E sem um livre mercado para todos os bens, mais especificamente para bens de capital, é impossível haver um planejamento econômico racional.

A propriedade comunal dos meios de produção (por exemplo, das fábricas) impede a existência de mercados para bens de capital (por exemplo, máquinas).  Se não há propriedade privada sobre os meios de produção, não há um genuíno mercado entre eles.  Se não há um mercado entre eles, é impossível haver a formação de preços legítimos.  Se não há preços, é impossível fazer qualquer cálculo de preços.  E sem esse cálculo de preços, é impossível haver qualquer racionalidade econômica — o que significa que uma economia planejada é, paradoxalmente, impossível de ser planejada. 

Sem preços, não há cálculo de lucros e prejuízos, e consequentemente não há como direcionar o uso de bens da capital para atender às mais urgentes demandas dos consumidores da maneira menos dispendiosa possível. 

Em contraste, a propriedade privada sobre o capital em conjunto com a liberdade de trocas resulta na formação de preços (bem como salários e juros), os quais permitem que o capital seja direcionado para as aplicações mais urgentes.  Ao mesmo tempo, o julgamento empreendedorial tem de lidar constantemente com as contínuas mudanças nos desejos dos consumidores. 

O arranjo socialista simplesmente impede que esse mecanismo ocorra.  Foi por isso que Mises argumentou, ainda em 1920, que qualquer passo rumo ao socialismo é um passo rumo à irracionalidade econômica.

E foi a isso que Heilbroner se referiu quando ele disse que "Mises estava certo".

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Leia também:

Socialistas, comunistas e nazistas - por que a diferença de tratamento?

O conflito de ideologias - o marxismo contra as massas

Menos Marx, Mais Mises - tudo o que você precisa saber sobre a teoria econômica do socialismo

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Hans F. Sennholz, 1922-2007, foi o primeiro aluno Ph.D de Mises nos Estados Unidos.  Ele lecionou economia no Grove City College, de 1956 a 1992, tendo sido contratado assim que chegou.  Após ter se aposentado, tornou-se presidente da Foundation for Economic Education, 1992-1997.  Foi um scholar adjunto do Mises Institute e, em outubro de 2004, ganhou prêmio Gary G. Schlarbaum por sua defesa vitalícia da liberdade.

David Gordon, membro sênior do Mises Institute, analisa livros recém-lançados sobre economia, política, filosofia e direito. É também o autor de The Essential Rothbard

Gary North, ex-membro adjunto do Mises Institute, é o autor de vários livros sobre economia, ética e história. 


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SOBRE O AUTOR

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"O Warren Buffett tem uma frase que para mim é sensacional, certa vez ele disse que "você deve confiar o seu dinheiro apenas a única pessoa que você tem certeza que nunca irá lhe passar a perna, você mesmo!".

Se for para investir em fundos ou qualquer outra aplicação gerida por terceiros prefiro ficar na renda fixa mesmo."

Isso me deixou curioso. Pelo que eu saiba o Warren Buffett investe em fundos de ações.

E mais, muitos empresários(ou trabalhadores que ganham muito) quando tem uma rentabilidade que deixa uma margem para investimentos pessoais, ele não o faz sozinho e sim por meio de holdings familiares apenas e exclusivamente para isso, e essas holdings são geridas por terceiros ou as mesmas se associam com um private banking de um banco ou vários bancos.
Pego exemplo o Abílio Diniz, ele tem a Península Participações, onde por meio desse fundo ele investe em outros fundos, ações, títulos e etc. Aliás os próprios banqueiros fazem isso, eles não colocam todo o dinheiro em seu próprio banco para investir, e investe parte dele em fundos de investimentos.
Os empresários que venderam recentemente suas empresas parece ser a regra, a grande maioria deles investem em fundos de invetimentos ou private banking porque não conhecem ou não sabem como gerir o dinheiro que auferiram na venda de sua empresa.

Portanto fica as seguintes perguntas: O private banking(clientes ricos) acaba se tornando pior do que investir sozinho? Se sim o por que?
Investir em um fundos de investimentos acaba se tornando pior do que investir sozinho? Se sim o por que?

Obs: Se a resposta for sim em todas as respostas, então vocês deveriam falar isso para os bilionários do private banking e dos fundos de investimentos que eles estão fazendo errado em confiar seu dinheiro em terceiros e começar a agir diferente, investir sozinho seus próprio dinheiro. E o que falar dos bancos de investimentos? Era para o UBS já ter ido a falência, porque obviamente os bilionários não são burros.
Sr. Capital Imoral

O artigo por você comentado, brilhantemente escrito, diga-se, refere-se à soberania que todo indivíduo deve ter para fazer diversas escolhas, em particular, ao direito de portar uma arma de fogo para defender-se.

O sr. dá a entender que acredita que por viver em coletividade um homem ou mulher não tem individualidade. Com todo o respeito, é algo bastante tacanho. Mas, não me surpreende vindo de alguém que diz buscar "socialismo e liberdade" ao mesmo tempo em que nega ser "dono"de si.

Por favor, divirta-nos mostrando como alguém que não é dono de si pode ser livre...

Ah, e antes que eu me esqueça, por favor, divirta-nos também contando mais sobre essa sua tese de que os traidores são os "neoliberais".

Deve ser por isso que Luiz Carlos Prestes, um comunista de carteirinha, entregou a sua esposa judia Olga Benário, grávida de 7 meses, a Getúlio Vargas, para ser deportada diretamente para a Alemanha nazista de Adolf Hitler em troca da sua liberdade.

Deve ser por isso que Fidel Castro traiu o governo dos EUA, que o apoiou na derrubada da ditadura de Fulgêncio Batista.

Certamente é por isso que socialistas/comunistas praticavam seus justiçamentos, para tanto bastando simplesmente desconfiar.

Provavelmente é por isso que governos socialistas/comunistas matam justamente o seu povo. Inclusive boa parte daqueles que ingenuamente os apoiavam por acreditar, como você, que socialismo significa liberdade e, chocados, começarem a perceber a cilada em que caíram tão logo os governos que ajudaram a subir ao poder chegam a ele.

Se isso não é "trair o coletivo", então, por favor, conte-nos o que é.

O Homem, com "H" maiúsculo, vive em coletividade. A coletividade é uma característica da espécie humana.

O homem, assim como a mulher, são indivíduos. E como tais, fazem suas escolhas. Coletivas e individuais. Inclusive quanto a quais coletivos pretendem seguir. E devem ter direito a elas. Isso inclui o poder de decisão sobre portar ou não arma de fogo.

Exatamente aí está o ponto. Aliás, vocês esquerdistas sabem muito bem usar o direito à individualidade quando ele lhes serve para vender suas idéias esdrúxulas. Ou você agora vai negar que as "feminazis" adoram bradar "meu corpo, minhas regras!"?

Seria divertido também ver o senhor, um orgulhoso filósofo e escritor, que diz que "já refutou Mises", explicando à essas mulheres sobre não ser seu dono, ser apenas uma ideia em prol do coletivo.

Sr. Capital Imoral, seus argumentos se baseiam inteiramente em uma visão completamente distorcida dos fatos. Algo, aliás, típico em esquerdistas. Distorcem a realidade ao sabor das suas conveniências para tentar adaptá-la à sua linha de raciocínio, se é que podemos dizer que há algum raciocínio em gente que nega a realidade à sua volta.

" Eu sou uma ideia, eu sou um espirito coletivo da busca pelo socialismo
e liberdade".

Sinto dizer, mas você terá de se decidir. Ou escolhe buscar o socialismo, ou o faz buscando a liberdade. Os mais de 100 milhões de mortos por esse regime nefasto e suas famílias (as que sobreviveram) certamente têm muito a dizer sobre liberdade no socialismo.

Diga em qual lugar do mundo socialismo e liberdade andaram juntos. A história mostra justamente o contrário. Socialismo sempre mostrou-se o oposto à liberdade e um sinônimo de autoritarismo. Norte-coreanos, cubanos, chineses, russos, venezuelanos, vietnamitas, cambojanos, romenos, poloneses, etc, têm muito a ensinar sobre isso.

Talvez você mesmo possa nos contar sobre como pode significar liberdade um regime que foi capaz de matar mais que a soma de todas as guerras do século XX. Pior: os mortos por esse regime eram do povo dos próprios países socialistas, não de países inimigos. Os povos que viveram sob esse regime sabem como ninguém o que é traição.

Mas, o senhor, iluminado como diz ser, poderia nos enriquecer contando quais países cujos governos adotaram idéias liberais provocaram o mesmo efeito.

Regimes socialistas só foram implementados às custas de repressão, violência e autoritarismo, com muito sangue derramado. Nem mesmo esse método e imposição garante a sua sobrevivência. Todos os regimes socialistas caíram de podres. Os que ainda sobrevivem estão cada vez mais fracos, sua vez de desmoronarem não tardará. E isso ocorre exatamente por causa da realidade. Não se pode negá-la eternamente.

Um dos grandes erros de vocês socialistas é tentar vender o capitalismo como se ele fosse uma espécie de entidade, algo criado artificialmente. Não percebem que o capitalismo é simplesmente a realidade entre as relações comerciais entre as pessoas. Liberais defendem o curso natural das coisas. O livre mercado.

Diferentemente do socialismo/comunismo, que um conjunto de teorias criadas por "pensadores" baseados exatamente na distorção da realidade. E que só pôde ser efetivamente implementado à força.

A julgar pelo fato de os mais bem sucedidos países do mundo adotarem, em variados graus, idéias liberais; mostra que quanto maior a interferência do Estado no cotidiano do cidadão, piores são as condições de vida da população, do coletivo.

Aí está uma lição para você pesquisar e estudar, sr. Capital Imoral. Tire os óculos ideológicos e observe o mundo à sua volta. Nada mais anti-socialista. Veja os rankings dos países com melhor IDH, com melhores indicadores de desenvolvimento. E veja quais são os países que mais implementam idéias liberais. Silogismo em estado puro.

Quanto à propriedade nada mais é que uma conquista daquele que trabalha duro por ela. Só questiona o direito à propriedade aquele que quer aquilo que pertence aos outros. Duvido que você abra mão das suas propriedades para ser coerente com o seu discurso contrário à ter esse direito.

Quando o fizer, senhor filósofo e escritor, aponte-nos, por favor, países sob regimes socialistas que estejam entre os primeiros em qualidade de vida, renda per capita, desenvolvimento humano, etc

Aí sim você estará refutando Mises. Do contrário, toda a sua ladainha de esquerdista só confirmará o quão ele está certo.





11 horas

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Pobre Paulista  30/03/2015 14:23

    "...um sistema onde cada indivíduo pode aperfeiçoar-se no campo que lhe aprouver, não tendo por isso uma esfera de atividade exclusiva, é a sociedade que regula a produção geral e me possibilita fazer hoje uma coisa, amanhã outra...

    Acho que já vi isso antes em algum lugar, mas não se chamava comunismo não, e tinha um tal sistema de preços regulando tudo :D

    Em tempo,

    Quer dizer que antes de "Olavo estava certo", Mises estava certo ;-)
  • Sérgio  24/04/2016 13:42
    É curioso notar que, em Marx Economista (muitas vezes desprezado injustamente!), ele fala da necessidade de se desenvolver as forças do capitalismo! A exceção dos social-democratas, tanto comunistas quanto neoliberais almejam o fim do Estado. Para o passo seguinte, tanto para o neoliberalismo quanto para o comunismo, se faz necessário preparar o "Capital Variável" (a sociedade!) e isso ainda não foi feito no Brasil, nem pelos que são contra programas sociais, nem pelos que são a favor! Programas sociais são necessários para que se equalize o " primeiro passo" de cada indivíduo, caso contrário cria-se uma sociedade estamental!
  • Leone  24/04/2016 15:21
    "Neoliberais" querem o fim do estado?! Como assim?

    Como é possível pessoas que defendem Banco Central, agências reguladoras, monopólio do estado sobre a moeda, redistribuição de renda (via programas de renda mínima), saúde e educação estatais (além da segurança e do judiciário, é claro), concessão em vez de desestatização etc. quererem o fim do estado?

    Você está grosseiramente confuso quanto aos conceitos. Quem defende o fim do estado são os libertários anarcocapitalistas, os quais não têm praticamente nada em comum com neoliberais.

    Aprenda a real definição de neoliberalismo aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=920
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1775
  • Matheus  30/03/2015 15:25
    "...Foi por isso que Mises argumentou, ainda em 1920, que qualquer passo rumo ao socialismo é um passo rumo à irracionalidade econômica."

    Mises realmente tinha um intelecto a frente do seu tempo, proferir tal frase em 1920. Impressionante como ele em poucas palavras descreveu tão bem a realidade do socialismo.
  • Hudson  30/03/2015 15:56
    O pior é que, 100 anos depois, ainda tem exércitos e hordas de pessoas que ainda não aprenderam isso.
  • Neto  30/03/2015 15:44
    Vocês deveriam ter uma interface mobile
  • Anomalus  30/03/2015 16:24
    Espero que não apareça nenhuma marxista aqui para ler meu comentário. Mas lá vai:
    Marx era uma besta. Na melhor das hipóteses era um falso profeta. Ou ainda, as duas coisas.
    Para mim nada do que ele escreveu presta, quando é que estes (pseudo)intelectuais da esquerda vão perceber isto?
    Alguém já ouviu falar de um conjunto de poemas satânicos de Marx intitulado de Oulanem?
    Mais bizarro do que o socialismo.
  • Andre  30/03/2015 17:53
    "Alguém já ouviu falar de um conjunto de poemas satânicos de Marx intitulado de Oulanem?"

    Nesse artigo fala um pouco sobre o satanismo do velho Marx:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1405
  • JOSE ERANDES LUCAS  02/11/2015 15:41
    eu tenho a mesma opiniao que voce,o unico merito deste idiota,e que ele continua fazendo idiota ate hoje.Quando os grandes pensadores estao a100 anos na nossa frente e fazendo a gente imaginar o que acontecera daqui 100 anos O MAX continua ha 100 anos fazendo IDIOTA;ele mesmo diz que nao se pode separar a TEORIA DA PRATICA. como tudo que ele escreveu deu merda, podemos concluir, QUE TEORIA E AQUILO QUE NA PRATICA NAO DAR CERTO.

  • eliete  29/12/2016 02:49
    Todas as epocas, da historia, teve "bestas" escrevendo coisas sobre variados assuntos... E Marx era um desses!
  • Rene  30/03/2015 16:34
    É até difícil de acreditar que uma pessoa passe a vida inteira lutando para defender um ideal utópico como o comunismo, quando o principal autor dá uma descrição tão pobre do ideal que eles buscam. Pior ainda quando se considera que todas as tentativas de atingir este ideal deram tão errado, da mesma forma como são nítidos e bem documentados os benefícios da antítese do socialismo, que é o livre mercado. Chega a parecer sintoma de uma doença psiquiátrica, daquelas que merecem tratamento com medicamentos e acompanhamento médico durante toda a vida.
  • Rauser  30/03/2015 18:31
    É verdade. Devemos defender outra utopia: o anarco-capitalismo.
  • Felipe  30/03/2015 20:11
    Que meus netos lutem pelo anarcocapitalismo.

    Fico satisfeito apenas em lutar por um estado mínimo.
  • Mr. M  30/03/2015 20:37
    É engraçado alguns (ou muitos) se referirem constantemente ao anarcocapitalismo como uma utopia sem ao menos mostrarem algum fundamento para afirmar isto.

    A começar a não existência do estado não é impossível. É uma instituição criada pelo homem e financiada pelo setor privado, portanto não seria indestrutível.

    Depois devemos enfatizar a enorme diferença entre comunismo e anarcocapitalismo. O primeiro acredita numa possível harmonia dentro de uma sociedade sem estado e propriedade privada. Esta crença é que torna todo o sistema utópico, vai contra toda a natureza humana e não sobreviveria a uma simples análise teórica.

    Agora o sistema anarcocapitalista tem como diferencial a defesa da propriedade privada, o que torna seu sistema mais de acordo a realidade humana. Além disso, seus defensores propõem diversas soluções teóricas aos possíveis conflitos sociais, sempre de maneira racional.
  • Rene  31/03/2015 13:48
    Não é mesma coisa, Rauser. Você até pode achar que é inviável uma sociedade sem estado. Mas pelo menos os Anarco tentam responder questões como "Quem vai promover os serviços de segurança", "Quem vai construir as estradas", "E as pessoas que não puderem pagar um plano de saúde". Mesmo que não exista um país onde o estado foi completamente abolido, é possível observar empiricamente que países onde o estado interfere menos na economia costumam ser mais desenvolvidos. Exemplos não faltam. Por outro lado, absolutamente todos os experimentos socialistas fracassaram integralmente, reduzindo o padrão de vida da população, e em casos extremos, gerando pilhas de cadáveres.

    Você até pode argumentar que o Anarcocapitalismo é utopia. Entretanto, o caminho para chegar até lá, que é a redução da intervenção estatal em nossas vidas, gera benefícios evidentes para a população. Por outro lado, o socialismo nunca funcionou antes, e conforme Mises, nunca vai funcionar. Com qual utopia vc prefere ficar?
  • Fábio Lucas  26/09/2016 19:04
    Tem algo que realmente me confunde, várias pessoas se vangloriam pelo atropelo de desenvolvimento do capitalismo sobre o socialismo, mas esquecem dos milhões de pessoas que são atropeladas pela fome e miséria do sistema liberal, olhe para as crianças que trabalham na Indonésia por míseros dólares e veja a vitória do sistema iluminado. O comunismo pode não ser o caminho certo, mas glorificar o liberal também não é.
  • Guilherme  26/09/2016 20:34
    "mas esquecem dos milhões de pessoas que são atropeladas pela fome e miséria do sistema liberal"

    Ué, já que o culpado é o "sistema liberal", então aponte aí a fome e a miséria que imperam na Suíça, na Austrália, na Nova Zelândia, em Cingapura, em Hong Kong, nos EUA etc.

    "olhe para as crianças que trabalham na Indonésia por míseros dólares e veja a vitória do sistema iluminado."

    Isso é sério?! Indonésia?! O maior país muçulmano do mundo, que condena os juros, e que era uma ditadura até há pouco tempo? Puta que o pariu.

    Mas é realmente sintomático que, para criticar o liberalismo, o charlatão recorra a um modelo altamente estatizante, jurando que aquilo que está criticando é o liberalismo.

    Brasileiros...
  • Gustavo  31/03/2015 13:18
    Mas os verdadeiros comunistas não lutam pela pela utopia do Socialismo. Eles lutam pelo poder supremo. O socialismo é apenas um meio. Quem luta pelo socialismo, como ideal utópico de sociedade igualitária, libertária e fraternas, são os idiotas úteis. Quer um exemplo clássico e doméstico? Eduardo Suplicy.
  • felipe  30/03/2015 16:45
    Muito bom , meus professores esquerdistas da faculdade trabalharam esse texto sobre a definição do comunismo, agr entendi o pq, era a única :)
  • IRCR  30/03/2015 17:11
    O comunismo até faz algum sentido se pensarmos em uma sociedade onde tudo é feito por maquinas e robôs (rs.)
    Seria Marx um visionário ? kkk
  • Felipe  30/03/2015 17:51
    Segunda vez que você vem com essa hipótese sem pé nem cabeça.

    Mesmo se houvesse robôs inteligentes que trabalhassem para a gente não haveria comunismo ou socialismo.

    1) O sistema socialismo é inviável economicamente, sem sistema de preços, que só existe no livre-mercado, não haveria como distribuir os recursos de maneira eficiente. (Como saber qual setor está sendo mais necessitado se não há preços? como saber se eu devo investir numa fábrica grande ou pequena? e assim vai..)

    2) Robôs só podem produzir o que foram programas para fazer, portante não tem a capacidade de criar coisas novas, de maneira que um sistema formado por robôs seria um sistema estagnado.
  • IRCR  30/03/2015 19:43
    Digo robôs no padrão Matrix ou Skynet né
  • Mr. M  30/03/2015 20:44
    Não conheço nenhum nem outro, mas acredito que se trata de robôs capazes de pensar por si próprio.

    Bom, ai eu te faço uma pergunta, será que existe meios tecnológico de criar um sistema que faça algo além do que está programado?

    Se um dia isso for possível ai teríamos um problema, um grupo capaz de rivalizar com a raça humana. Mas, mesmo que haja robôs inteligentes, mesmo que haja E.T'S vivendo na terra, jamais teremos uma sistema comunista ou socialista. Os dois são inviáveis como sistemas de produção e distribuição de bens e serviços.
  • Andre Cavalcante  31/03/2015 15:33
    É claro que é possível você construir um item tecnológico que vai "além do que foi programado para fazer" (o que quer que isso signifique):

    a Internet, por exemplo, é um item tecnológico que foi construído a partir da interação de milhares de empresas e milhões de pessoas - nela não houve nenhum tipo de programação sobre quais serviços são oferecidos e sob quais condições - tais serviços e condições estão em constante mudança - não há "uma" programação chamada Internet - a rede vai muito além do que sonhavam os que criaram os primeiros protocolos.

    E isso é apenas o exemplo mais simples e de fácil entendimento - nem entrei no problema dos sistemas especialistas e novos métodos de vida artificial...

  • Felipe  01/04/2015 02:45
    Internet é apenas uma rede de computadores jnterligados, nada tem haver com inteligência.

    Criar um robô que pense e crie é impossivel, todo robô ou sistema só pode fazer o que um homem programou para fazer.
  • Ali Baba  31/03/2015 11:31
    @IRCR 30/03/2015 17:11:20

    O comunismo até faz algum sentido se pensarmos em uma sociedade onde tudo é feito por maquinas e robôs (rs.)
    Seria Marx um visionário ? kkk


    @IRCR 30/03/2015 19:43:21

    Digo robôs no padrão Matrix ou Skynet né


    Essa sua hipótese seria tão utópica quanto o próprio comunismo. Veja que não é nenhum reducionismo pensar que só existem duas possibilidades dessa hipótese se concretizar (supondo que algum dia existam maquinas sentientes):

    (1) Ou a propriedade das máquinas não existe em absoluto (nenhuma dessas máquinas é de propriedade de nenhum ser humano ou elas são donas delas mesmas): nesse caso temos a distopia muito explorada por Hollywood em que as máquinas são mais inteligentes que os humanos e, (1a) se forem benevolentes, nos tratarão como um mimado bicho de estimação ou (1b) se forem "malvadas" nos eliminarão.

    (2) Ou a propriedade das máquinas existe (ainda que somente de algumas): nesse caso teremos uma nova elite humana - a dos proprietários das máquinas. Acabamos caindo no cenário do socialismo com sua nomenklatura, ou do capitalismo de estado, com seus "campeões nacionais".

    Podemos debater infinitamente a possibilidade de gerarmos máquinas sentientes... O futurólogo Ray Kurzweil (atualmente trabalhando para o Google) pensa que isso é inevitável. Ele propõe até um termo para isso: singularidade tecnológica - o evento da criação de uma inteligência super-humana (no sentido de acima ou maior que a humana). Veja que faz todo o sentido pensar nisso como uma singularidade, uma vez que, por definição, é impossível entender as ações de uma inteligência maior que a nossa. O que ocorreria a partir do advento de tais máquinas? É impossível prever.

    No entanto, esse debate é irrelevante, uma vez que mesmo máquinas sentientes têm de fazer cálculo econômico. Talvez a sua moeda de troca seja outra (como a energia), mas o cálculo econômico é inevitável, o que significa que o comunismo é impossível, mesmo nesse cenário. Se algum dia a singularidade tecnológica ocorrer, o mais provável que ocorra é o sepultamento definitivo de ideias que não têm fundo na realidade (imagino que máquinas sejam "super-realistas" por definição - uma navalha de Occam perfeita) o que significa, finalmente, o desaparecimento de Karl Marx.

    Pensando bem, até que valeria a pena ser um "bicho de estimação" de máquinas infinitamente mais inteligente só para ver o comunismo tomar o seu golpe final. :-)
  • Douglas B. Rodrigues  30/03/2015 20:17
    Aparentemente a ideologia de vocês prega que só uma economia onde as coisas tem preços pode funcionar. A automatização, a reciclagem, as tecnologias opensource e as impressoras 3D criarão uma economia de abundância, tornando o preço das coisas virtualmente zero, pois não há como colocar preço em algo amplamente acessível (tipo o ar). Não será o comunismo, mas também não será o mercado, será uma economia de soma positiva (o mercado ideal teria soma zero, pois para adquirir um bem voc? o troca por outro; o sistema atual é de soma negativa, pois a maioria da população precisa ceder mais do que recebe, algo do tipo trabalha duas horas, mas recebe por uma).
  • Jack Daniels  30/03/2015 20:50
    Ué, se isso acontecer, então estaremos vivendo no Jardim do Éden. Abundância e fartura totais sem que ninguém tenha de trabalhar para produzi-las. Teremos, finalmente, alcançado o sonho de todas as escolas de pensamento econômico: fartura plena, escassez zero, nenhuma necessidade de trabalhar para produzir.

    Seria um paraíso. E o sistema que mais se aproximou da criação deste ideal foi o capitalismo. Aliás, foi o capitalismo quem criou as impressoras 3-D, a automação e o Open Source.
  • Douglas B. Rodrigues  31/03/2015 20:13
    Cara, se for nessa de quem criou o que, pode-se dizer que o comunismo criou os satélites e as viagens espaciais, que a monarquia criou a polvora (supondo que era esse o sistema da China antiga), que o feudalismo criou a ciência moderna, e por aí vai... Não faz sentido isso de que sitema político/economico criou o que, quem criou foram pessoas com conhecimento técnico/científico/filosófico, ponto.
  • Macedo  31/03/2015 20:55
    "pode-se dizer que o comunismo criou os satélites"

    Hein? Desenvolva melhor isso, fiquei curioso. Eram os americanos comunistas?
  • Mr. M  31/03/2015 21:06
    Só tendo 50 de QI para levar a sério a ideia que sem comunismo não teríamos satélites.

    A começar toda tecnologia e conhecimento que antecedeu a invenção do satélite foram produzidas por iniciativas individuais, vindo quase todas do ocidente.

    Depois o mero fato de a URSS te lançado o primeiro satélite pouco importa, a questão é: teríamos satélites sem a URSS? Claro que sim, pois já havia a tecnologia.

    E porque eles foram os primeiros? Por que foram os primeiros estúpidos que destinaram inúmeros recursos e bilhões de dólares para lançar um bem que ainda não tinha se quer uma demanda que pagasse por isso.
  • Green  30/03/2015 22:58
    Que merda você ta falando?

    "será uma economia de soma positiva (o mercado ideal teria soma zero, pois para adquirir um bem voc? o troca por outro; o sistema atual é de soma negativa, pois a maioria da população precisa ceder mais do que recebe, algo do tipo trabalha duas horas, mas recebe por uma)."

    Se o mercado capitalista fosse de soma negativa nós teríamos cada vez MENOS bens e MENOS riquezas.

    Se o mercado fosse de "soma negativa" em 1930 nós seríamos mais ricos que agora, ou seja, essa foto:
    (Um mercado nos anos 30)
    ww.w.iconolo.gy/sites/default/files/5a14821u_0.jpg

    Deveria mostrar mais abundância de bens do que essa:
    upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/c1/ASDA_in_Keighley.jpg

    Pra acreditar que estamos cada vez mais pobres e que o mercado atual é de "soma negativa" a pessoa tem que ser desprovida de qualquer traço de capacidade intelectual.

    Mesmo com o estado no caminho estamos CADA DIA MAIS RICOS, o mercado é claramente positivo, cada dia temos mais e mais riqueza. Hoje qualquer pessoa, trabalhando um pouco, consegue comprar um fusquinha (até no Brasil onde o governo f*** o povo) que anda a 100km/h e carrega 5 pessoas, a poucas décadas atrás você tinha que ser bem de vida pra ter uma carrocinha...

    Abre os olhos e acorda pra vida, pelo amor de Deus.
  • Douglas B. Rodrigues  31/03/2015 20:32
    Cara, você não prestou atenção em como defini soma zero, positiva e negativa? Não estou me referindo à riqueza produzida, estou me referindo à troca de trabalho.

    Na soma zero, além de produzir um bem (riqueza) para você mesmo, você tem que produzir bens a mais para trocar pelos bens que outros produzem, ou seja, eh trabalho sendo trocado pro trabaho.

    Na soma negativa, a maioria trabalha muito para produzir riqueza para quem não trabalha (ou se trabalha, é recompensado acima do que trabalhou), exemplos: acionistas, detentores de propriedade intelectual que ganham forever por um unico trabalho.

    Na soma positiva você produz uma vez e passa o conhecimento do produto para os outros, que podem eles mesmo acionar as máquinas e fabricar, ou seja, todo mundo produz uma vez e todos passam a ter acesso a esse produto.
  • Magno  31/03/2015 20:59
    Piorou ainda mais o soneto. Além da definição de soma zero ter sido completamente sem sentido, dizer que acionistas representam soma negativa foi o ápice. Qualquer um pode ser acionista de qualquer empresa, inclusive os próprios trabalhadores desta. Eles também seriam parasitas? E quando a ação perde o valor, o jogo se torna então de soma positiva? Pela sua lógica torta, sim.
  • Douglas B. Rodrigues  31/03/2015 21:52
    Numa sociedade primitiva, imagine que você fabrica cordas e que um outro cara fabrique vasos. Para ter acesso aos vasos, você deve fabricar mais cordas do que precisa para pader trocá-la pelos vasos que o outro produz. Eh trabalho sendo trocado por trabalho, você fornece 1 e recebe 1, 1-1=0. Agora, se um terceiro recebe cordas e vazos sem trabalhar, a soma é negativa. Num sistema de escambo isso não dá pra acontecer sem roubo, mas numa monetária dá.
  • Nelson  01/04/2015 11:29
    "Numa sociedade primitiva, imagine que você fabrica cordas e que um outro cara fabrique vasos. Para ter acesso aos vasos, você deve fabricar mais cordas do que precisa para pader trocá-la pelos vasos que o outro produz. Eh trabalho sendo trocado por trabalho, você fornece 1 e recebe 1, 1-1=0."

    Tudo errado. Se eu incorri em uma troca voluntária é porque espero ganhar com ela. Se eu troco minha corda por um vaso é porque sei, de antemão, que aquilo irá me beneficiar. É porque valorizo mais o vaso do que a corda, por definição. Se não fosse assim, eu simplesmente não faria essa troca. Se eu não obtivesse nenhum benefício com essa troca, eu não incorreria nela.

    Da mesma forma, quando você troca cédulas de dinheiro por um prato de comida, você, por definição, valoriza mais o prato de comida do que o dinheiro do qual você está abrindo mão. Se não fosse assim, você simplesmente não faria essa troca.

    Entenda ao menos os conceitos básicos de economia antes de querer palpitar:

    Por que a economia não é um jogo de soma zero
  • Matias  31/03/2015 12:16
    Mas que pira que esse pessoal tem com impressora 3d (é sempre o mesmo cara falando isso??)
    O que muda em relação à outras máquinas de manufatura?
    Necessita ser fabricada, adquirida, instalada, operada por pessoas qualificadas, reparada, atualizada, consome matérias primas e energia para funcionar... cade o moto-perétuo?
    Reduziu o custo para produzir? Ótimo. Mais um ponto pro capitalismo.
  • Douglas B. Rodrigues  31/03/2015 20:36
    A ideia é que conforme fiquem mais avançadas elas poderão produzir outras de si mesmas ou versões mais avançadas, poderão imprimir com materiais diversos (metais, semicondutores, platicos), poderão reduzir o tamanho do "pixel" de impressão, poderão fabricar fontes de energia, recicladores, refinadores, máquinas no geral. Entendeu?
  • Mr. M  31/03/2015 12:20
    Agora que li isso : "mercado ideal teria soma zero"

    Esse é o raciocínio da esquerda, incapaz de analisar que toda troca voluntária há ganhos para ambos.

    Ou quer dizer que quando você compra uma coca no bar é indiferente para você? Logo não haveria sentindo nenhum para comprar nada.
  • Douglas B. Rodrigues  31/03/2015 20:37
    Vide resposta que dei ao Green.
  • Maconheiro semi-liberal  24/02/2017 15:41
    Concordo com você Douglas B. Rodrigues, o capitalismo é um sistema que tem por objetivo gerenciar a escassez, se você eliminar a escassez o capitalismo tona-se obsoleto.
    Imagine daqui 20.000 anos, um mundo onde a marcha do capitalismo criou tanta eficiência que tudo de essencial vale zero, porque você vai querer calcular o preço se vale zero? Onde todos tem uma renda básica garantido, emitida de uma forma livre de juros, simplesmente porque você respira e tem energia potencial, todos terão uma impressora 3d de grafeno e outros matérias que produzirão 80% de tudo que é essencial.
    Só trabalharão aqueles que querem mais que a renda básica, eles verão isso como um jogo para satisfazer seu ego e não para suas necessidades, as únicas coisas que vão ser produzidas serão coisas fúteis como obras de arte e Lamborghinis artesanais, e mesmo assim se as inteligências artificiais perceberem que a demando por isso está aumentando ela imediatamente começara a produção em massa disso, derrubando seu preço.
    Onde não haverá propriedade intelectual, e assim novas ideias se alastraram com um câncer por toda cadeia de produção derrubando ainda mais os custos da sua produção.
    Nossa energia vira de grandes nebulosas de hidrogênio que serão usadas em fusão nuclear, os motores atingirão o máximo da eficiência possível, as fabricas ficarão por todo universo administradas e geridas por robôs autoreplicantes e regeneradores, criando e consertando a si e à fabrica. Tudo isso sera feito no capitalismo tardio através de crowdfunding de toda a humanidade, pois haverá tando capital, mas tando capital que qualquer coisa é melhor do que nada.
    Onde os cientistas vão torcer e retorcer as leis da física. Porquê? porque eu posso.
    Assim nos tornamos a espécie superior de todo o universo, fazendo inveja a tudo e todos.
  • Skeptic  24/02/2017 18:56
    De onde viria essa renda básica? Até compreendo um futuro onde as coisas serão muito baratas, mas de graça é simplesmente pós-escassez, algo difícil de imaginar acontecendo.
  • Antonio Jose  25/02/2017 17:08
    Se um dia a humanidade acabar com a escassez perde todo o sentido falar em comunismo, capitalismo ou qualquer sistema econômico, simplesmente a economia deixaria de existir, pois economia só existe porque vivemos em um mundo de escassez, se acabar a escassez acaba a economia.
  • fábio  02/10/2015 19:05
    Na minha humilde opinião, o socialismo democrático que regulado através do estado se reportaria aos direitos civis e sociais de toda sociedade, onde o impostos serviriam realmente para políticas públicas , como saúde , educação e infra estrutura universais de qualidade,assim todos se beneficiariam, mas mantendo uma economia de mercado racional, sem especulações e uma moeda universal.
  • Andre  09/10/2015 12:15
    "Na minha humilde opinião, o socialismo democrático que regulado através do estado se reportaria aos direitos civis e sociais de toda sociedade, onde o impostos serviriam realmente para políticas públicas , como saúde , educação e infra estrutura universais de qualidade,assim todos se beneficiariam, mas mantendo uma economia de mercado racional, sem especulações e uma moeda universal.".

    E a comida surgiria magicamente na frente das pessoas sempre que elas quisessem comer.
    E todos viveriam felizes para sempre.
    Fim.

    Enquanto sua utopia não acontece você segue dando apoio a todos os esquerdistas que prometem utopias e entregam ditaduras, pois "Dessa vez vai dar certo!".

    "sem especulações" não há "economia de mercado", mas sendo você um defensor do socialismo é normal que entre em contradições o tempo todo. No seu mundo mágico os empresário não "especulam" se vão ter lucro ou não, pois especular é coisa de gente malvada, no seu mundo mágico os empresários JÁ SABEM COM 100% DE CERTEZA se tal investimento vai dar lucro ou não!
    É um mundo cheio de bolas de cristal e unicórnios.
  • Gustavo  31/03/2015 13:23
    É um pouco off topic mas... uma sociedade governada por IA não seria uma sociedade humana. Um dos maiores riscos à humanidade reside justamente no desenvolvimento da IA. Máquinas inteligentes e com auto percepção podem muito bem entender que nós não somos mais necessários que o aedes aegypti, por exemplo.
  • Ali Baba  01/04/2015 11:17
    @Gustavo 31/03/2015 13:23:59

    É um pouco off topic mas... uma sociedade governada por IA não seria uma sociedade humana. Um dos maiores riscos à humanidade reside justamente no desenvolvimento da IA. Máquinas inteligentes e com auto percepção podem muito bem entender que nós não somos mais necessários que o aedes aegypti, por exemplo.

    Isso é parte da verdade. Como escrevi acima, esse é o cenário (1b).

    Como você ressaltou, tem mais a ver com o controle da IA do que com a existência da mesma. Supondo que inventemos uma inteligência super-humana, se ela estiver completamente sob o nosso controle, é como contratar um funcionário que é mais inteligente do que você. Segundo Warren Buffett, isso é uma boa coisa.

    A dificuldade é, dado que é uma inteligência super-humana, como assegurar que ela esteja sob nosso controle? Pode muito bem parecer que ela está, no entanto como não somos inteligentes o suficiente para compreender completamente suas ações, pode muito bem ser que ela esteja, secretamente, circunvertendo esse controle.

    No entanto, essa é a interpretação inocente do problema. Leva em consideração nossos próprios vícios humanos. Nada impede que uma inteligência super-humana seja apenas uma inteligência, sem nenhuma intenção política ou social... nesse caso, que interesse teria em tomar o controle? Nós agimos através de uma complexa rede de benefícios e punições e, enquanto utilizamos nossa inteligência para navegar essa rede, ela nos é apenas uma ferramenta. Em si mesma, ela não nos define individualmente. Uma IA super-humana poderia muito bem ser somente isso, uma ferramenta.

    Em particular, talvez Ray Kurzweil esteja correto: é provável que nos fundiremos com nossa tecnologia, melhorando nossa inteligência nativa com uma inteligência artificial. Ao contrario do que Ray pensa, esse é o cenário que mais me preocupa: aí teremos injetado uma inteligência super-humana em um ser que responde aos mesmos incentivos e punições que os demais... Isso é mais assustador do que a Skynet ou a Matrix.
  • André Machado  02/04/2015 19:00
    pessoal, não existe inteligência artificial. Animais irracionais e máquinas não tem intelecto. e muito menos vontade (livre arbitrio)
  • Ali Baba  02/04/2015 20:20
    @André Machado 02/04/2015 19:00:29

    pessoal, não existe inteligência artificial. Animais irracionais e máquinas não tem intelecto. e muito menos vontade (livre arbitrio)

    Há muitas controvérsias sobre isso. Quando visto de perto, o tal do livre arbítrio nem é tão livre nem é uma expressão completa da "vontade" ou volição. Mas isso é papo filosófico para outra hora...

    A questão sobre máquinas sentientes (ou inteligência artificial com consciência) foi abordada pelo Kurzweil. A hipótese dele é que a consciência é um subproduto da complexidade. Embora faça sentido (você tem de ler os livros dele, ou vou me alongar demais no comentário), talvez ele tenha confundido causa com efeito... Pois bem, adiante...

    Em muito breve (ele estima que em 2020) teremos uma rede, fabricada pelo homem, tão complexa quanto a rede neural do nosso cérebro. Então, se a consciência for um subproduto da complexidade (uma característica emergente), pode muito bem ser que essa rede exiba traços dessa consciência.

    Como escrevi acima... isso é só especulação... Mas se isso de fato ocorresse, o que eu esperaria de uma inteligência dessas é mais um "cut the crap" do que uma ratificação do socialismo. O que nos devolve para a questão secundária que gerou essa thread: em uma sociedade dominada por máquinas mais inteligentes que os seres humanos, é provável que o socialismo (uma vez que ilógico) fosse abolido.
  • Andre Cavalcante  09/10/2015 13:55

    Minha nossa!

    Por favor, se for comentar sobre algo, favor se inteirar minimamente sobre o assunto. Para IA comece aqui, depois avance aqui. Sobre o controle de nossa sociedade pela IA, isso é uma realidade. Se quiser pode treinar o seu inglês em um chat aqui.

    Abraços

  • anônimo  09/10/2015 14:58
    Esse pessoal de TI viaja com filmes de hollywood.

    Robos só podem fazer o que são programados para fazer.

    Imaginar, Criar e ter vontade próprio são apenas para seres humanos. Por isso, robôs sempre estarão abaixo dos seres humanos. nunca dominarão nada.


  • Andre Cavalcante  09/10/2015 16:53
    Olá ,

    anônimo 09/10/2015 14:58:39 disse:
    "Robos só podem fazer o que são programados para fazer."

    Não anônimo. Não é assim já faz um bom tempo. Com as técnicas de aprendizado de máquina, é possível você fazer um programa que, analisando uma massa de dados suficientemente grande, classifica e escolhe coisas, inclusive alterando o seu "próprio" modelo de mundo, isto é, a sua programação inicial. Também é possível aplicar técnicas evolucionárias de forma que um sistema opere em situações não previstas e não programadas, inclusive criando código novo para si ou para outros.

    Você pode não acreditar, mas boa parte da tua vida hoje, só é possível porque há, literalmente, milhares de "sistemas inteligentes" que operam de forma a aprender com seus usuários e ajudam a nossa vida cotidianamente, do corretor ortográfico, passando pelo tradutor do google, gerenciador de semáforos até o analisador de crédito. Não há ninguém que fique fuçando a tua vida comercial, entretanto as agências de cartão "sabem" muito bem como tu te comportas e um programa (um agente inteligente) é criado e se desenvolve para te acompanhar sem nenhum ser humano tá teclando códigos de programação.

    Novamente, se você se desse ao trabalho de ler o livros/artigos ligados por mim acima, não teria dito essa bobagem e saberia inclusive quais os limites das técnicas usadas para tal.


    "Imaginar, Criar e ter vontade próprio são apenas para seres humanos."

    Ok. Mas não é isso que está em discussão quando se fala em IA, afinal quando se fala em IA se refere a inteligência artificial, ou seja, criada para máquinas. Novamente se você visse pelo menos o artigo da Scientific American saberia do que se trata.


    "Por isso, robôs sempre estarão abaixo dos seres humanos. nunca dominarão nada."

    Aí depende do que tu chamas de dominação. Hoje, sem os robôs, simplesmente não teríamos a vida como a temos hoje. Se dominação é entendido como um estado de dependência, então sim, eles já nos dominam e estamos dependentes deles.

    Mas concordo contigo, uma coisa é a vida real, e outra bem diferente é o exterminador de Hollywood.

  • Marcelo  30/03/2015 19:03
    Se o nazismo (nacional socialismo) foi danoso à humanidade e hoje está banido dos meios políticos mundiais, como explicar que o socialismo (tão horrível quanto) ainda consegue eleger deputados e deputadas nesse Brasil afora?
  • valdomiro  30/03/2015 19:58
    Simples, quem vota não distingue socialista de capitalista.
  • DeusOdeia  26/02/2017 20:21
    Bandido vota em bandido.
  • Paulo  30/03/2015 20:22
    Por que não haveria preços sobre uma fabrica comunal se essa fabrica respeitasse as demandas dos consumidores? Isso é, por que não haveria calculo de lucro e prejuízo nela se ela existisse sem ser sustentada por imposição?

    Propriedade dos meios de produção não exigem um patrão, isso é, as decisões podem ficar a cargo dos trabalhadores, por consenso, voto, etc.. e o que eles produzirem, fica a cargo da demanda do mercado e do preço. E as decisões internas de como atender essa demanda, fica por meio do debate, votos internos, de todos os trabalhadores. (ou a maior parte)..

    Um patrão nem sempre sabe qual a melhor forma de administrar a empresa( em muitos casos há funcionarios com mais visão de mercado que um patrão, mas não tem oportunidade de ajudar no crescimento dessa empresa e também não tem dinheiro para investir nessa oportunidade), dar poder de decisão ao trabalhador pode salva-lo de sua falência iminente, afinal, a informação dispersa que é usada como um problema do planejamento central é valida para uma empresa de grande porte, centralizar as decisões nas mãos de uma só pessoa leva a decisões ineficientes.

    fora que o patrão também é um custo para uma empresa, afinal, parte do dinheiro que ele recebe dessa empresa não necessariamente será gasto em investimento para essa empresa, mas sim para manter um luxo pessoal... Ele poderia gastar menos (por decisão dos trabalhadores), e assim restaria mais dinheiro para investir na empresa.

    Bem, há exemplos de empresas que funcionam sem patrões pelo mundo. E nenhuma delas está sendo sustentada por coerção.. E Elas seguem preços.


  • Jalaska  30/03/2015 21:00
    Esse aí, coitado, nem o básico.

    Paulo, preste atenção: a questão não é que gerencia as fábricas, mas sim se há um mercado de bens de capital, sem o qual é impossível haver a formação de preços.

    Se o estado é o dono de todos os meios de produção, então, por definição, não há um mercado para a transação de meios de produção. Consequentemente, não há como haver formação de preços para estes meios de produção. Sem formação de preços, não há como fazer cálculos de custos, de lucros e de prejuízos. Consequentemente, é impossível fazer qualquer planejamento econômico. Consequentemente, uma economia planejada se torna, paradoxalmente, impossível de ser planejada.

    Por outro lado, se os vários meios de produção pertencem a vários grupos distintos de trabalhadores, que podem transacionar livremente esses meios de produção, então, aí sim, passa a haver mercado entre eles. Aí sim passa a haver formação de preços. Aí sim a economia pode funcionar.

    Aliás, absolutamente nada impede esse arranjo de vigorar atualmente. Nada impede que os sindicatos do ABC, riquíssimos, formem cooperativas e sejam os donos dos seus próprios meios de produção. Por que não fazem isso?
  • Patrão no ABC  30/03/2015 21:39
    Jalaska, acho que sei porque os sindicatos não fazem isso: porque teriam que trabalhar e administrar negócio, isso é demais pra esse tipo. Mais fácil é custear a manutenção do carro de som, subsidiar a gráfica do cunhado, dar incentivos para a agência de comunicação imprimir lindas camisetas e preparar o mega churrasco no Riacho com show sertanejo.

    Êêê, contribuição obrigatória, que deixa bem feliz a vida do sindicatos, quando veremos o seu fim?


  • Brant  30/03/2015 22:33
    "Aliás, absolutamente nada impede esse arranjo de vigorar atualmente. Nada impede que os sindicatos do ABC, riquíssimos, formem cooperativas e sejam os donos dos seus próprios meios de produção. Por que não fazem isso?"


    Ainda quero estar vivo para ver a resposta desta pergunta. Meu palpite é que comunistas não gostam muito de arriscar seu próprio capital. É bem mais confortável e seguro roubar os meios de produção dos outros, se o empreendimento fracassar não tem problema, é só invadir a fábrica ao lado e recomeçar o ciclo.

    No fim temos apenas uma justificativa barata para roubo de propriedade:

    -Empresa x é privada e administrada pelo senhor y
    -Empresa x seria muito mais justa e eficiente se fosse socializada entre os empregados
    -Senhor y "entregue" imediatamente sua propriedade para seus empregados ou sofra as consequências, estamos fazendo isso pelo bem do coletivo.






  • Matias  31/03/2015 12:32
    Concordo com o Olavo nesse ponto. Essa gente sabe exatamente que o comunismo é economicamente inviável. Exceto o gado é claro.

    O comunismo como regime, como sistema econômico, não existe nem existirá nunca. O comunismo só pode existir como movimento político que vive de parasitar o capitalismo e, por isso mesmo, cresce com ele.

    Mas, por mais que sobreviva e se fortaleça, o corpo parasitado não sai ileso da parasitagem: limitado cada vez mais à função de fornecedor de recursos e pretextos para o parasita, ele vai perdendo todos os valores morais, religiosos e culturais que originalmente o inspiraram e reduzindo-se à mecanicidade do puro jogo econômico, cada vez mais fácil de criticar, enquanto o parasita se adorna de todo o prestígio da moral e da cultura
  • Paulo   30/03/2015 23:30
    trecho do artigo:

    ''A propriedade comunal dos meios de produção (por exemplo, das fábricas) impede a existência de mercados para bens de capital (por exemplo, máquinas). Se não há propriedade privada sobre os meios de produção, não há um genuíno mercado entre eles. ''

    Talvez sera mera questão semântica, mas esse trecho não especificou que se trata de industrias estatais, mas sim de industrias comunais.

    Ora, uma associação entre diversos individuos que sejam donos é uma propriedade comunal. E não individual.

    A palavra final não cabe mais a um único dono, no caso, o patrão.

    E você me pergunta porque elas não surgem por ai aos montes. E eu digo que surgem(hoje não aos montes, mas no passado sim)..

    Há empresas muito bem sucedidas que cresceram nesse arranjo..

    O sistema de saúde, educacional, foram sistemas de cooperativas, a exemplo dos EUA no seu passado. (Que teve muitos sistemas médicos por cooperativas)

    Foi pela demanda de empresas e setores apadrinhados ao governo que meio de organização acabou definhando nesses setores.


  • Teo  18/06/2015 08:34
    Paulo, a definição de comunismo é tudo ser coletivo (tudo ser de todos), em cooperativas (que você descreveu) há uma empresa ou uma fábrica na mão de vários donos (funcionários braçais ou não - geralmente não), ou seja, cooperativas continuam sendo uma propriedade privada de várias pessoas, mas não de toda a sociedade. Algo completamente de acordo e possível existir em um sistema capitalista de livre mercado.
  • Douglas B. Rodrigues  31/03/2015 21:57
    Concordo com esse conceito, cooperativas são uma boa opção para produzir riquezas e distribur renda ao mesmo tempo.
  • Arnaldo  24/02/2017 17:02
    E assim falou o assalariado...
  • Marcos  30/03/2015 21:58

    Não concordo com a parte que fala que Marx não interagiu com economistas sérios. De fato não os refutou, mas há citações a Adam Smith em sua obra. A sua teoria de valor não deixa de se relacionar àquela proposta por Ricardo. É injusto apontar a falta de diálogo.

    A questão é que Marx não os considerava opositores. Pelo contrário, parecia ver sua obra como a evolução natural da ciência econômica. O liberalismo de Adam Smith seria apenas um degrau que a economia deveria passar antes de chegar ao socialismo. Daí a aparente falta de combatividade. Segundo o seu modelo, o próprio capitalismo deveria desaparecer sozinho. Seria incoerente se bater contra uma mera etapa para o advento do comunismo.

    Mas isso não atrapalha em nada o objetivo do texto. De fato, o comunismo é uma utopia tão mal desenvolvida e fora da realidade que o nome deixou de ser usado com o sentido original para passar a ser considerado um sinônimo de socialismo. Daí a confusão que causa hoje em dia.
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  30/03/2015 22:51
    A humanidade mereceu passar pelo domínio do estado. A maioria das pessoas é masoquista.
  • Luis Gustavo Schuck  30/03/2015 23:35
    Sem conhecer muito o trabalho de Marx de fontes diretas estes dias fui atrás do manifesto. Li até a metade e parei por ali, por enquanto. Mas já foi suficiente para entender o recado. Sem querer diminuir as condições econômicas e sociais da época, mas os discurso exposto no texto é lamentável. Lamúrias e mimimi...

    Em uma parte se cita que a burguesia era a classe dominada na idade média e que esta através de sua capacidade intelectual/braçal acabou "tomando" os bens de capital. Aqui pra mim está o que estes dias li "a inveja disfarçada de altruísmo". Quer dizer então que alguém que através de esforço e trabalho não pode possuir estes bens e obviamente uma vantagem em relação aos demais...

    Infelizmente este conceito se alastrou em nossa sociedade...

    Outro ponto interessante ronda a palavra revolucionário/revolução. Os indivíduos lutam contra o sistema em busca de se apoderar dele e expandi-lo. Mas e após, contra quem os revolucionários se voltarão? Não à toa Che foi embora de Cuba em busca de novos desafios...

    Até no comunismo estamos atrasados. Uns 100 anos...
  • José Lamartine Neto  30/03/2015 23:36
    Isto que está escrito no livro "A Ideologia Alemã (1845)":

    "Na sociedade comunista, porém, onde cada indivíduo pode aperfeiçoar-se no campo que lhe aprouver, não tendo por isso uma esfera de atividade exclusiva, é a sociedade que regula a produção geral e me possibilita fazer hoje uma coisa, amanhã outra, caçar da manhã, pescar à tarde, pastorear à noite, fazer crítica depois da refeição, e tudo isto a meu bel-prazer, sem por isso me tornar exclusivamente caçador, pescador ou crítico."

    Parece com a liberdade oferecida pelo mercado capitalista. A oferta de empregos e oportunidades aparecem a todo instante e a inovação estimulada por este mesmo mercado gerando novos campos de atuação.

    Obvio que em se tratando do pensamento dialético de esquerda serão capazes de dizer que foram eles que criaram. Fiquemos atentos a novilíngua.
  • Ovelha Negra  31/03/2015 01:36
    Para Karl Marx o fim da historia e o comunismo e para o Francis Fukuyma e o Estado minimo. Para o Anarcocapitalismo seria o fim do Estado ou isso e tudo baboseira historicista?
  • Nathan  31/03/2015 01:45
    "Só que Marx nunca explicou por que a evolução das etapas seria dessa maneira. Ele nunca explicou por que não haveria outra revolução após a chegada do comunismo supremo, a qual levaria a um modo de produção maior que o comunismo. Era mais conveniente apenas finalizar esse processo linear no comunismo."

    Gostaria de fazer apenas um adendo a esse trecho do texto. Segundo Marx, a evolução seria dessa maneira por causa da luta de classes. Marx enxergava a luta de classes como o motor da história, o gerador de revoluções. Sendo assim, a história evoluiria através de rupturas. Plebeus X Patrícios, Senhores X Servos, e por fim, Burgueses X proletários. Por isso, segundo ele, a história terminaria com o comunismo, porque o elemento que supostamente moveria a história, a luta de classes, desapareceria, já que todos pertenceriam a mesma classe.

    Não sou marxista nem de esquerda. Só contribuindo aqui com o que sei do pensamento.
  • Tiago Vieira  31/03/2015 17:07
    Exatamente, a luta de classes é o motor da "História".
  • Douglas  31/03/2015 02:49
    Excelente texto.

    O Olavo de Carvalho vive explicando isso direto, mas é muito bom ler economistas explicando esse assunto.
  • Marcelo Simoes Nunes  31/03/2015 06:08
    Há uma frase que diz que grandes homens, quando erram, cometem grandes erros. Dizer que Marx, Cristo, Darwin, Freud, ou Buda eram umas bestas, só mostra a imbecilidade de que diz isso. Marx de certo cometeu grandes erros e a tarefa de um anti marxista, por princípio, é demostrar quais são. Mas para fazer isso é preciso conhecer suficientemente o pensamento a se opor, sem menosprezar o adversário, principalmente quando este tem uma enorme reputação. É uma questão até de bom senso. Os autores do texto não fogem a um lugar comum que venho observando no site do Mises: desconhecimento do adversário. Aliás me parece que muitos não entendem nem mesmo o que Mises disse sobre o cálculo econômico no socialismo. Mises quis dizer (é como interpreto) que a economia socialista estaria em desvantagem com a economia capitalista pela falta do livre mercado, que regula preços e permite cálculos etc. Ele não disse que não haveria um sistema econômico no regime socialista ou que a economia não existiria nesse regime. De outra forma, como explicar que a URSS tenha sobrevivido de 1917 até 1989, por longos 72 anos. E que nesse tempo todo tenha se rivalizado com os EUA no campo militar. Diz-se que ela faliu, mas isso é mera força de expressão, porque o que de fato levou ao fim da URSS foram múltiplos fatores. A incapacidade de dar melhores condições econômicas para sua população pode ter sido a gota d'água, mas quem não se lembra do discurso de Khrushchov admitindo o extermínio em massa e coisas do tipo. E como explicar a economia chinesa, a que mais cresce e ameaça em alguns anos produzir o PIB número um do mundo. Pessoalmente acredito que a China tenha guinado para o nacional socialismo, menos ineficiente que o socialismo marxista leninista, mas, ainda que assim seja, continua sendo uma economia socialista. Se alguém achar que digo besteira, por favor, demostre onde errei. Mas voltando aos autores e ao marxismo, há várias inverdades ou imprecisões no que é dito. Primeiramente, há que se considerar que, depois de morto, qualquer autor não pode mais esclarecer o que disse. Então seus seguidores passam a criar correntes que buscam interpretar o que o autor queria dizer quanto a isso ou a aquilo. Assim podemos dizer, para começo de conversa que não há um marxismo, mas marxismos. Aí complicou, não é? Mas isso é a pura realidade. A ideia, por exemplo, de que Marx defendia um determinismo histórico mecanicista, é chamada de marxismo vulgar por correntes diversas e majoritárias do marxismo. Marx passou a vida tentando organizar o operariado para a sua sonhada revolução. Por quê despenderia tanto esforço se a economia iria caminhar para o socialismo de qualquer modo? A resposta deve ser que ele acreditava haver uma determinação, isto é, uma tendência baseada na existência de alguns pressupostos para que a revolução ocorresse. E alguém pode duvidar disso?
    Seria possível, por exemplo, sair de um sistema tribal, e constituir o capitalismo? É óbvio que não. Seria preciso acumular capital, haver divisão do trabalho, uma cultura pro capital, tecnologia etc. Acho ridículo tentar desconstruir o marxismo dizendo coisas como que ele era um chupim de Engels etc. Seria como tentar desconstruir Sócrates dizendo que ele não passava de um corruptor de menores, pois foi por essa acusação que ele teve de beber cicuta. Vamos nos ater ao que interessa de fato no marxismo. Não é verdade que ele não teve qualquer relacionamento com economistas de sua época. Marx se baseia em Ricardo em muito do que diz.Têm razão quando dizem que Marx pouco falou do futuro. Isso é fato e o texto listado de Ideologia Alemã é simplesmente ridículo. A descrição dos autores de sua idéias sobre socialismo/comunismo, deixam muito a desejar. Essa parte é interessante porque, me parece, diz respeito aos ancap. Antes dele, havia os tais socialistas utópicos. De modo geral eram anarquistas socialistas. Acreditavam que destruindo o governo e os proprietários eles criariam uma sociedade sem Estado e socialista. Marx e Engels argumentaram que não seria possível acabar com o Estado dessa maneira, porque os adversários contra atacariam. Afirmaram que seria necessário criar uma ditadura do proletariado, que possibilitaria aniquilar a burguesia e remover todas idéias que sustentavam o antigo sistema. Seria um processo. Esse processo se chamaria socialismo. Marx disse que o Estado surgiu juntamente com as classes sociais e que ele, o Estado, representava a classe dominante. Completado o processo do socialismo, a classe burguesa estaria extinta. Como ele associava o Estado a existência de classes sociais, achava ele que, uma vez extinta uma classe, somente restaria na humanidade os operários e, portanto, o Estado simplesmente desapareceria. E a essa sociedade ele chamou comunismo. Essa era a lógica de Marx. E Marx era um anarquista. Não como meio, mas como fim da sociedade utópica. Algumas conclusões importantes pode-se tirar desses dados. Primeiro, Marx errou ao prognosticar o fim do Estado. Seria porque o Estado não tem nada a haver com as classes sociais? Acredito que não. Ele errou porque o socialismo conseguiu produzir uma nova classe social no lugar da burguesia, a nomenclatura. Isso é o que eu penso. Acredito que o marxismo pode ser desconstruído de diversas maneiras. Uma delas seria apontar o profundo autoritarismo que subsiste em sua teoria. Autoritarismo que necessariamente levaria às atrocidades cometidas em todo sistema onde existiu o socialismo real. Outra maneira é apontar os erros de seus prognósticos e explicá-los, como tentei fazê-lo. Pode-se também tentar demonstrar que sua teoria econômica e falha etc. De qualquer modo, acredito que essas questões deveriam ser debatidas aqui sem cair para o lado do proselitismo político. Acho impossível, por exemplo, debater o fim do Estado, sem discutir a sua implicação em relação às classes sociais. Sem discutir a origem do Estado e das classes sociais. Vejo boa semelhança entre socialistas utópicos e anarco capitalistas, não no que propõem como ideal, mas nos meios a se chegar lá e talvez na impossibilidade mesma de sua realização. Mais que aceitar refletir sobre esse tema, acho mesmo que isso é mais do que uma obrigação.
  • Mauricio  31/03/2015 17:55
    Às vezes IMB me deixa com essa sensação de propaganda e informação pelo fim, e não pelo conhecimento em si. Quando leio estes artigos, tenho a sensação de que estou sendo persuadido a lutar pelo livre mercado e pelo liberalismo exatamente por onde eu não possa me defender. E os comentários, às vezes recheados de arrogância e irritação, me mostram que muita gente já está convencida de que existe uma verdade inquestionável a ser defendida, do tipo que faz as ponderações e as discussões parecerem perda de tempo.
    Eu gostei do teu ensaio sobre Marx, e gostei da maneira como as ideias foram expostas. Acho que é um bom exemplo de como um diálogo pode ser importante. Mesmo assim, continuo acreditando que uma dose generosa de livre-mercado nessa nossa panqueca só faria bem, e que não importa muito de onde vieram as classes ou o Estado, simplesmente porque não concebo uma força capaz de mudar este arranjo.
  • Marcelo Simoes Nunes  31/03/2015 22:57
    Não há dúvida Maurício, quanto mais livre mercado mais liberdade. Falei do Estado e das classes sociais porque toda a sociologia (me corrijam se estiver errado) relaciona o surgimento do Estado à divisão da sociedade em classes. Isso, me parece, não é uma questão do marxismo, é uma questão de um entendimento universal. Não se considera, por exemplo, que haja Estado numa sociedade tribal, como são as de nossos indígenas, em que não se vislumbram as tais classes. Procurando pelo assunto no site do Mises não encontro nada e fico espantado como anarco capitalistas radicais que propõem e acreditam no fim do Estado, não se interessem em discutir mais a fundo tudo isso. Marx tentou acabar com o Estado extinguindo as classes sociais, não conseguiu nem uma nem outra coisa. Já os ancaps querem acabar com o Estado mantendo as classes sociais, o que, em princípio, parece contraditório.
  • gabriel  01/04/2015 22:28
    Gostei de seu texto, admito conhecer pouco sobre o assunto e é interessante qualquer debate sobre esses assuntos.
    Eu me considero um ancap 'utopico' ao menos nesse momento, mas porque não acho que o problema todo seja o estado, mas sim seu meio de ação, utilizando da coerção e violência. Portanto meu 'mundo utopico' seria um que não tivesse coerção. Admito ser utopico, mas ser uma utopia não é o suficiente pra me desviar desse ideal, e qualquer passo messa direção é um avanço, embora o fim nunca seja alcançado.
    Mesmo assim, acredito ser possivel, nesse caso não utopico, que o nivel de coerção diminua. Em ultima análise o estado é a entidade coercitiva dominante da sociedade e só, acabar com ele não acaba com toda a coerção, mas seria um avanço gigantesco!
    Muito mais importante que o fim do estado, e que vejo como deveria ser o pilar e ideal ancap está o PNA e a auto propriedade.
  • anônimo  01/04/2015 02:20
    "Há uma frase que diz que grandes homens, quando erram, cometem grandes erros. Dizer que Marx, Cristo, Darwin, Freud, ou Buda eram umas bestas, só mostra a imbecilidade de que diz isso."
    Clichê.

    "Marx de certo cometeu grandes erros e a tarefa de um anti marxista, por princípio, é demostrar quais são."
    Justamente o que o IBM tem feito desde que foi fundado no Brasil. Estão disponíveis neste site vários artigos sobre Marxismo.
    É também o que os autores da Escola Austríaca já fizeram exaustivamente: A Escola Austríaca e a refutação cabal do socialismo.

    "Mas para fazer isso é preciso conhecer suficientemente o pensamento a se opor, sem menosprezar o adversário, principalmente quando este tem uma enorme reputação. É uma questão até de bom senso. Os autores do texto não fogem a um lugar comum que venho observando no site do Mises: desconhecimento do adversário."
    Pelo que já foi dito acima, quem está falando sem conhecimento é você.

    "Aliás me parece que muitos não entendem nem mesmo o que Mises disse sobre o cálculo econômico no socialismo. Mises quis dizer (é como interpreto) que a economia socialista estaria em desvantagem com a economia capitalista pela falta do livre mercado, que regula preços e permite cálculos etc. Ele não disse que não haveria um sistema econômico no regime socialista ou que a economia não existiria nesse regime."
    Interpreta errado. Segundo as palavras do próprio Mises:
    "Portanto, em um estado socialista, cada mudança econômica se torna um empreendimento cujo sucesso não pode nem ser estimado antecipadamente e nem ser determinado retroativamente. Há apenas movimentos cegos. O socialismo é a abolição da racionalidade econômica."

    "De outra forma, como explicar que a URSS tenha sobrevivido de 1917 até 1989, por longos 72 anos. E que nesse tempo todo tenha se rivalizado com os EUA no campo militar."
    Simples: durante todo esse tempo a propriedade privada dos meios de produção foi completamente abolida? Não. E foram esses resquícios de propriedade privada dos meios de produção que possibilitaram algum cálculo econômico.
    Além disso, dois outros pontos podem ser ressaltados: 1) O cálculo econômico estava a todo vapor no ocidente e a União Soviética pode usar os preços do comércio no ocidente como ponto de partida, o que contribuiu para a diminuição da irracionalidade econômica. 2) A destruição de riquezas ocorre de forma lenta e gradual e não instantaneamente.

    "Diz-se que ela faliu, mas isso é mera força de expressão, porque o que de fato levou ao fim da URSS foram múltiplos fatores. A incapacidade de dar melhores condições econômicas para sua população pode ter sido a gota d'água, mas quem não se lembra do discurso de Khrushchov admitindo o extermínio em massa e coisas do tipo."
    O extermínio em massa foi consequência da tentativa de estatização dos meios de produção.

    "E como explicar a economia chinesa, a que mais cresce e ameaça em alguns anos produzir o PIB número um do mundo. Pessoalmente acredito que a China tenha guinado para o nacional socialismo, menos ineficiente que o socialismo marxista leninista, mas, ainda que assim seja, continua sendo uma economia socialista. Se alguém achar que digo besteira, por favor, demostre onde errei."
    Em que mundo você vive? Os produtos chineses que inundam o mundo são produzidos nas Zonas Econômicas Especiais, onde os meios de produção são privados e, portanto, existe cálculo ecnômico. Essas zonas especiais não tem nada de socialismo.
  • Marcelo Simoes Nunes  01/04/2015 23:11
    Anônimo, descobri o Mises por acaso navegando pela internet, fugindo do politicamente correto que domina o pensamento nos meios ditos intelectualizados. Já faz um bom tempo que quase diariamente leio o que é publicado. Fora isso já li alguns trechos de livros e artigos mais antigos e artigos que busquei por assunto. Fico grato que tenha me respondido. Me considero um anti marxista e sou simpático às teses defendidas aqui, o que não significa que tenha de concordar com tudo o que é dito. Vou comentar alguns de seus comentários:"Justamente o que o IBM tem feito desde que foi fundado no Brasil. Estão disponíveis neste site vários artigos sobre Marxismo." Sei disso e já li muitos artigos, especialmente os ligados aos meus comentários. Fiz um comentário muito genérico sobre "a falta de conhecimento do marxismo", um pouco para provocar um debate, sem jamais pretender ser arrogante, certo? Para fundamentar o que disse teria de dar vários exemplos e isso agora talvez seja inviável. Mas estarei no futuro comentando questões mais pontuais. No mais, quanto à teoria de Mises: tenho, para ser honesto, de confessar que já conhecia o texto de Mises que você postou, mas não conheço com maior profundidade sua teoria. Pretendo me aprofundar mais no assunto. Mas mesmo assim, na minha ignorância, ouso questionar o seguinte: li suas considerações, mas você ainda não me convenceu de todo. Mesmo antes da queda da URSS, já havia a percepção dentro de um senso comum mesmo de que o capitalismo é mais (muito mais) eficiente do que o socialismo, em termos econômicos. E não seria necessário sequer conhecer a teoria de Mises para entender o porquê disso: 1- qualquer pessoa que tenha o pé no chão, isto é, que ganhe o pão nosso de cada dia com o suor do seu rosto, sabe que as pessoas no geral só se movem no seu próprio interesse. 2- A burocracia soviética se apropriou cabalmente do Estado, gerando enorme descaso e corrupção generalizada. São apenas dois exemplos. Mas vocês entendem que Mises diz claramente que a economia socialista simplesmente não funciona. Sem rodeios, é isso? Então vão consumindo os recursos até que ele se exauram. E isso demora um pouco a acontecer porque ainda resta um pouco de livre mercado. Sem rodeios, é isso? Muito pouca informação chega de países socialistas e o que vem oficialmente é sempre duvidoso. Será que vocês aí do Mises realmente têm um conhecimento profundo da história econômica da antiga URSS? Ou criam argumentos na base do achismo? Vou procurar saber mais de Mises, mas essa teoria, se é como você me apresenta, me parece um tanto obscura e mereceria maiores esclarecimentos. Pense o seguinte: Mises contrapunha capitalismo de livre mercado ao socialismo quando falou sobre esse assunto. Mas e os outros sistemas anteriores. Monarquia mercantilista, feudalismo, república romana, democracia direta escravocrata grega, monarquias escravocratas, sistema hindu de castas etc. Como fica nesses sistemas a teoria de Mises de que sem mercado não é possível a economia? Nessas economias todas, não havia livre mercado. Pelo menos não havia livre mercado como motor da economia. Quanto a questão da China, me parece que você se saiu pela tangente. Tudo bem que existam empresas capitalistas operando na área. Mas, e daí? O país é socialista e detém o controle político absoluto (totalitarismo) de tudo. Só se produz o que o poder central permite e até quando esse poder quiser e do jeito que quiser. Então você vai me dizer que na Alemanha nazista ou na Itália de fascista havia um sistema de livre mercado. Retirando-se o aspecto da ideologia racista, que diferença há entre a Alemanha nazista ou a Itália fascista e o regime Chinês pós Mao Tsé Tung? Gostaria muito que vocês refletissem sobre isso: é o fascismo uma tendência de saída, por sobrevivência, do socialismo marxista leninista? Se for, muitos estão a dormir, enquanto o socialismo vai se adaptando como pode.
  • Jarzembowski  01/04/2015 11:19
    Então a prova de que o modo de produção socialista/comunista funciona é a duração e prosperidade(ignorando os 50 milhões de cadáveres) do regime soviético.
    Você realmente acredita que a industrialização soviética se deve ao modo de produção socialista?
    Então vou te dar a mesma dica que dou pra todo mundo que fala do que não sabe:
    Pare de dar palpite e vai estudar.

    The best enemy money can buy

    Red cocaine - how international drug trade financed the soviet bloc

    Wall Street and the Bolshevik Revolution

    Western Technology and Soviet Economic Development, 1917 to 1930





  • anônimo  01/04/2015 15:42
    'De outra forma, como explicar que a URSS tenha sobrevivido de 1917 até 1989, por longos 72 anos. '

    Ela nunca chegou no comunismo real, e mesmo seu socialismo fazia vista grossa pra um pouco de livre mercado informal que era o que impedia que tudo desabasse de vez
    Quanto à tecnologia, armas, não precisa que o sistema funcione pra isso, basta ter dinheiro e gente inteligente.Mas como dizia Margareth, o socialismo só dura até acabar o dinheiro dos outros...
  • Leandro  01/04/2015 17:32
    "De outra forma, como explicar que a URSS tenha sobrevivido de 1917 até 1989, por longos 72 anos. E que nesse tempo todo tenha se rivalizado com os EUA no campo militar."

    A economia socialista soviética sobreviveu artificialmente graças a três expedientes, em ordem:

    1) A abertura do mercado, feita por Lênin, que atraiu investimentos estrangeiros em quantidade;

    2) a Segunda Guerra Mundial, que, além de ter destruído todas as potências da Europa Ocidental, deu à Rússia (com as bênçãos de Churchill e Roosevelt) o controle de todo o Leste Europeu, o que lhe permitiu espoliar todo o capital destes países, ajudando assim a manter o regime socialista.

    Não fossem estes satélites europeus servindo de vaca leiteira para o comunismo, fornecendo "gratuitamente" (sob a mira de uma arma) bens de capital e mão-de-obra capacitada para a Rússia, não teria como o socialismo russo durar tanto tempo (daí a desesperada invasão do Afeganistão na década de 1980: o capital do Leste Europeu estava exaurido, e a Rússia precisava de novos recursos).

    3) A existência de um mercado negro que vendia ilegalmente de tudo, desde comida e roupas até gasolina e carros (foi desse mercado que surgiram "magicamente" os vários milionários russos após o fim da URSS).

    Mesmo com tudo isso, o cidadão soviético comum da década de 1980 consumia menos proteínas do que um súdito do Czar em 1913, e tinha um padrão de vida, sob muitos aspectos, inferior ao dos negros da África do Sul sob o apartheid.


    Quanto ao "poderio militar", até hoje estou à espera da confirmação desse fato. Que "poderio bélico" foi esse que até hoje ninguém sabe aonde foi parar? Os neoconservadores dizem que a URSS tinha 40 mil armas nucleares, as quais foram adquiridas pela máfia russa e por separatistas chechenos após a dissolução da URSS Nenhuma nunca foi usada até hoje.

    Já os mais realistas simplesmente dizem que estas 40 mil "armas nucleares", que eram repetidamente exibidas nos desfiles militares russos, eram todas de papelão.
  • Marcelo Simoes Nunes  01/04/2015 23:42
    Leandro, acredito que todas as informações de natureza econômica que me passou sejam verdadeiras. O que me parece mais difícil de engolir é a afirmação categórica de que a sobrevivência do regime socialista soviético até 1989 se deva aos efeitos desses fatos. Em boa metodologia científica essa sustentação seria recebida como hipótese plausível, apenas isso. Mais um pouco estaria crendo que na URSS não havia socialismo, mas apenas um capitalismo deformado. Agora, quanto a essa história de armas de papelão, isso me parece uma afirmação mais que leviana. O fato é que Putin é KGB. Como eles mesmos dizem, uma vez KGB, sempre KGB. A Rússia tem planos de construir um império eurasiano em coalizão com a China e Coréia do Norte e acaba de invadir território europeu. Uma afronta à OTAN e aos seus aliados, que reagem simbolicamente de maneira fraca. Estaria a Rússia livre de um retorno ao velho regime? Ou essa história de império eurasiano é um delírio conspiratório de Olavo de Carvalho?
  • Leandro  02/04/2015 01:33
    "O que me parece mais difícil de engolir é a afirmação categórica de que a sobrevivência do regime socialista soviético até 1989 se deva aos efeitos desses fatos."

    Não entendi. Você não aceita que um regime explorar todo o capital de todos os países do Leste Europeu não garante seu prolongamento? Uma economia ter 40% em mãos privadas -- no mercado informal -- também não garante seu prolongamento?

    A economia russa nunca foi 100% estatizada, simplesmente porque isso era, e é, impossível. E os próprios burocratas do Kremlin e do Politburo sabiam disso, e faziam vista grossa para o mercado informal, pois sabiam que era nele que estava a válvula de escape do regime.

    (Leia o livro Ícone, de Frederick Forsyth, que é um mestre em contar estórias utilizando situações que realmente ocorreram. Há um capítulo do livro em que ele narra detalhadamente como isso ocorreu, e como esses mercadores se transformaram na máfia russa.)

    Agora, se você não aceita isso, aí já não é problema meu.

    "Agora, quanto a essa história de armas de papelão, isso me parece uma afirmação mais que leviana."

    Vou lhe contar um segredo que provavelmente irá abalar sua autoestima: o mundo não está interessado se algo lhe "parece leviano"; o que realmente interessa ao mundo são os fatos concretos:

    The Washington Summit : 200 Fake Missiles Included in Initial Total, Soviets Say

    Amid signs that the Kremlin once had "Potemkin village" nuclear missiles, the Soviets have told U.S. officials that about 200 of their medium-range missiles, earlier described as operational weapons, are really just training missiles, many of them filled with concrete.

    In fact, one senior U.S. official said he suspects that many of the so-called dummy missiles were built to deceive U.S. spy satellites. He cited the large number of the dummies and the fact that most of them are replicas of old missiles as evidence that the bogus weapons were deployed to mislead American intelligence estimates.


    A Coréia do Norte, alias, utiliza o mesmíssimo procedimento.

    www.dailymail.co.uk/news/article-2135727/Missiles-paraded-North-Korea-fake-say-scientists.html
  • Marcelo Simoes Nunes  04/04/2015 20:54
    Leandro, obrigado por gentilmente me responder.Tenho amigos da extinta URSS e sei das barbaridades ali cometidas. Compreendi em parte seus comentários. Os textos que me sugeriu não me ajudarão porque não domino o inglês. Então ficou faltando algo. Acho que, quando se faz uma afirmação muito foram do senso comum, como a de que a URSS ou a Russia não têm um arsenal atômico constrangedor, deve-se fundamentar muito bem o que é dito, com exemplos etc. De qualquer modo estou aqui também para aprender: vou ler o livro de Mises sobre a impossibilidade da economia socialista. Amanhã nos encontramos de novo.
  • sergio  27/07/2015 21:15
    Concordo com Marcelo ,otima interpretação ,nada ficou muito claro a partir de Marx e penso que a questão central é relativa a como se distribui a renda já que o acumulo dessa no capitalismo gera abismos sociais ,então não seria utopia supor que uma justa distribuição de renda e um estado mais leve com contole de preços e serviços seria algo mais socialista bem como impor limites de acumulo de renda por grupos privados ou pessoas detentoras de grande capital ,se o comunismo é utópico o capitalismo cruel praticado no Brasil ,onde realmente não ter dinheiro sentencia a pessoa a miséria tb não é o caminho ,acho que os países escandinavos conseguiram a receita que melhor se adapta as necessidades humanas.
  • Edujatahy  28/07/2015 10:53
    Distribuição de renda não é relacionado à pobreza. Ningurm fica rico deixando outro pobre (com exceção de funcionários públicos e amigos do estado).
  • Liberal  28/07/2015 13:07
    "o capitalismo cruel praticado no Brasil ,onde realmente não ter dinheiro sentencia a pessoa a miséria tb não é o caminho ,acho que os países escandinavos conseguiram a receita que melhor se adapta as necessidades humanas"

    Primeiro, você deveria reclamar com a natureza, é ela quem deixa as pessoas na miséria ao nascer e é ela quem mata as pessoas de fome. Depois você deveria agradecer o capitalismo por criar riquezas que impede você de morrer de fome.

    Segundo, não é não ter dinheiro que deixa a pessoa na miserável, mas não produzir. Quem melhor para dar oportunidades para todos? O capitalismo. Isso se o governo não impedir as pessoas de trabalharem com leis de salários mínimos.

    Terceiro, modelo escandinavo é um mito. Sabia que por exemplo as pessoas de origem escandinava nos EUA tem um vida melhor do que os escandinavos em seu próprio país? E que a taxa de pobreza das pessoas de origem escandinava nos EUA é igual a taxa de pobreza dos escandinavos em seu próprio país? Sabia que para manter seu estado inchado eles precisam de um setor privado livre e rico? Sem riqueza não há distribuição? E se concorda tanto em redistribui porque você não está doando seus bens ao invés de fica exigindo que o governo faça isso?
  • Adelson Paulo  31/03/2015 12:15
    Esta confusão programática socialista torna-se ainda mais confusa quando confrontada com a prática política atual. Como exemplo, vou reproduzir trechos de um excelente artigo de Fernando Schuler sobre o aniversário de 35 anos do Partido dos Trabalhadores, disponível em:
    www.insper.edu.br/noticias/pt-o-partido-da-tradicao/

    Revolucionário sem revolução, socialista sem socialismo, o PT aprendeu, desde o início, a não levar muito a sério o que afirmava em seus documentos. As palavras estavam lá a "estatização dos bancos e da indústria farmacêutica", o "rompimento com o FM I". Ninguém sabia bem o que isso significava. Não tinha importância. Na Constituinte de 1987-1988, o PT defendeu posições como a concessão de estabilidade no emprego para todo mundo, no setor privado, aos 90 dias de trabalho. Até hoje, a lenda partidária é que propostas "progressistas" como essa foram barradas pela maioria "conservadora" que dominava a Constituinte.
    A ideologia cumpre, na história do PT, uma função ambivalente, O militante típico acredita que políticas de "austeridade" são coisas do capeta, amaldiçoa os bancos e o "neoliberalismo". Ao mesmo tempo, Joaquim Levy está lá, no comando do Ministério da Fazenda. Foi assim, em 2002, com a "Carta ao Povo Brasileiro" e a posterior nomeação de Henrique Meirelles para o Banco Central. Não há nada errado com isso. A ambivalência, a sabedoria em revisar, de quando em quando, algumas posições, pavimentou os grandes acertos do partido. O problema é a ambivalência moral. O engano sistemático, em que uma "ética da convicção" (para usar a expressão weberiana), fundada em um tipo de discurso, serve à militância, enquanto uma ética da responsabilidade, fundada na negação desse mesmo discurso, serve ao governo.
    Nos anos 1990, os ventos da modernização econômica e da reforma do Estado chegaram ao Brasil. O PT reagiu atirando. Foi contra o Plano Real e a privatização de empresas como Embraer, Vale e CSN. Penso no que teria ocorrido a todas essas empresas caso permanecessem, até hoje, nas mãos do governo. A rejeição à reforma do Estado, nos anos 1990, estabeleceu as bases para a dicotomia que marca, há mais de duas décadas, a política brasileira. De um lado, a aposta na impessoalidade do Estado, na autonomia das agências reguladoras, nos sistemas de parceria público-privada. A ênfase na eficiência e na contratualização da prestação de serviços públicos. Do outro, o dirigismo estatal, a política dos "campeões nacionais" e a defesa do modelo burocrático de gestão pública, da estabilidade rígida de emprego, das autarquias e repartições públicas prestadoras de serviços, da recusa da meritocracia no setor público.
    É interessante como um partido nascido "na sociedade" tenha se tornado, gradativamente, porta-voz de uma espécie de "ideologia do Estado". Talvez isso decorra da influência que as corporações do setor público sempre tiveram, em seu interior. Espécie de status que misturado ao vezo conservador da ideologia. Sua pedra de toque é a permanente confusão entre o "público" e o "estatal".
    O militante típico dessa visão entoa slogans a favor da "educação pública e gratuita". Quando você vai ver o que ele quer dizer, descobre que é só a defesa do modelo estatal de ensino e a agenda dos sindicatos de "trabalhadores da educação", no setor público. A mesmíssima agenda que colocou nossos alunos no 58 lugar na última edição Pisa, entre 65 países avaliados. No caso da saúde, o mesmo eufemismo. O militante defende a "saúde pública e gratuita", mas basta raspar um pouco da tinta ideológica para descobrir que ele fala do sistema tradicional de hospitais estatais. O modelo não funciona, as filas estão cheias, os indicadores de atendimento são pífios, mas não dá nada. A classe média se protege com planos privados de saúde e colégios particulares. Aos mais pobres, que não têm escolha, resta o Estado. O PT não é o único porta-voz da ideologia do Estado. É apenas o seu campeão. Ela pertence ao cerne da nossa cultura política. Forma uma ideologia própria, com justificações à "esquerda" e à "direita". Vai daí o casamento harmonioso entre a liderança petista e nossas velhas oligarquias regionais.
    Alberto Carlos Almeida, em seu livro A cabeça do brasileiro, mostrou a força do viés estatista e antiliberal em nossa cultura: 51% da população mostra-se favorável ao controle estatal dos bancos, 83% acham que o governo deve socorrer empresas em dificuldades e mais da metade acha que o governo deve controlar os preços de todos os produtos. Almeida conclui que o Brasil é "hierárquico, familista, patrimonialista e aprova tanto o jeitinho como um amplo leque de comportamentos similares". Não deveria surpreender a ninguém um discurso antiprivatizações continuar a render votos, ainda que contra toda evidência empírica. Tampouco que o partido consiga reeleger a presidente da Republica, mesmo com seus dois últimos presidentes e seu tesoureiro na cadeia, por corrupção. O PT navega a favor, não contra, a tradição brasileira.
  • Luan R.  31/03/2015 21:00
    Amigos, uma luz, por favor.

    Diariamente me deparo com questões que fazem eu me perguntar como seria em uma sociedade anarco-capitalista. Creio que uma das maiores dificuldades deste exercício mental seja se desfazer de raciocínios que são consequência de séculos de estatismo e décadas de marxismo, maneiras de pensar "taken for granted" que não existiam antes do advento do estado moderno.

    Geralmente, quando não encontro uma solução, deixo-as de lado, ou por achar que em uma sociedade anarco-capitalista consolidada encontraríamos uma resposta, ou por achar irrelevante no final das contas. Mas sempre tento seguir a linha "o que seria moralmente correto?".

    Hoje, meu pai, lendo a respeito do acidente aéreo da Germanwings, comentou que na Alemanha não se indeniza famílias de vítimas por perda ou danos morais (assim dizia a matéria). Ele não achou certo, achou que deveria haver indenização. Como este tipo de indenização é, no atual arranjo, uma imposição estatal por meio da coerção, imediatamente me opus.

    Argumentei que, quando se entra num avião, por mais confiança que se tenha no serviço ofertado, seria insanidade acreditar que seres humanos poderiam eliminar qualquer risco de acidente. Quando entro num avião, quero chegar vivo ao destino, mas tenho plena consciência que falhas podem acontecer e é um risco que assumo. Se há um acidente e eu morro, o dano está causado, não posso ser reparado. Qualquer tentativa de receber indenização por parte de parentes é querer criar prejudicados que não existem. É triste para os meus parentes, sim. Mas eu fiz minha escolha, eu entrei no avião, eu fui prejudicado e não há como reparar.

    Obviamente que empresas não querem que seus clientes morram, isso não seria bom. Qualquer empresa aérea faria de tudo para ofertar o vôo mais seguro. Mas acidentes acontecem, e se a empresa quisesse compensar parentes por vontade própria, legal.

    Meu pai não se convenceu, não conseguiu analisar a questão isento de emoções. Pra ele, a falta de indenização mostra uma face cruel do capitalismo (ele não é nem de longe anti-estado). Então perguntei: quem é mais insensível, a empresa que não indeniza parentes, ou parentes que tentam a todo custo monetarizar a morte de seus entes exigindo indenização?

    Mas até eu fiquei indeciso depois, sem saber o que seria realmente correto.
    O que pensam? Gostaria de algumas opiniões a respeito.
  • Arthur  01/04/2015 00:13
    Neste caso, bastaria que as pessoas optassem por um seguro contra acidentes em um livre mercado. O seguro deverá cobrir os danos do acidente. Ou até mesmo a cia. Aérea poderia incluir nas passagens um valor para seguro. Dessa forma, as pessoas seriam indenizadas sem problema em um livre mercado. Isso já ocorre...
  • Ali Baba  01/04/2015 11:05
    @Douglas B. Rodrigues 31/03/2015 20:32:35

    Cara, você não prestou atenção em como defini soma zero, positiva e negativa? Não estou me referindo à riqueza produzida, estou me referindo à troca de trabalho.

    Cara... correndo o risco de ser condescendente demais - mas como nunca o vi antes por aqui... Eu vou ajudar, mas não devia:

    (1) A economia não pode ser um jogo de soma zero pq a inércia resultante nos impediria de sair da idade da pedra, ou nos jogaria constantemente para lá. A justificativa é simples: se ninguém se beneficiasse em absoluto, teríamos apenas algumas "bolhas" (para usar o termo da moda) de produtividade que seriam rapidamente esvaziadas uma vez que os benevolentes produtores que a inflaram ou morreram ou desistiram uma vez que viram que nunca daria em nada.

    (2) A economia pode ser um jogo de soma negativa toda vez que ela é distorcida a ponto de beneficiar os parasitas em detrimento dos produtores como regra geral e abrangente. Quando produtores percebem que o produto de seu trabalho é direcionado aos parasitas em maior quantidade e qualidade que a eles mesmos, o incentivo para tornar-se um parasita é muito grande. Quando a massa crítica de parasitas é atingida, o tecido social entra em colapso com uma espiral de soma negativa. Ou seja, nesse momento estamos destruindo valor de forma acelerada e transações comerciais deixam de ser feitas. Sociedades que entram nessa espiral, terminam reduzindo a complexidade e a especialização do trabalho e voltam ao trabalho de subsistência: você é obrigado a plantar suas batatas e a caçar sua carne ao invés de adquiri-las no supermercado.

    (3) A economia é um jogo de soma positiva na maioria do tempo, mesmo em países repletos de parasitas como o nosso. Isso é fácil de ser percebido: em toda transação sempre existem dois lados e se ela é voluntária, ambos os lados percebem valor nela. Ambos saem ganhando ou seja, temos uma soma positiva. Mantidas as condições para que trocas voluntárias e desimpedidas sobre quaisquer bens ocorram, os produtores têm incentivo a produzir e os parasitas acabam obrigados a tal: toda vez que um produtor transacionar com um parasita vai perceber de cara que está perdendo e a transação não ocorre... a única saída para o parasita é virar produtor (ou morrer). Isso favorece a especialização e a divisão de trabalho, o que gera uma nova onda positiva e assim numa espiral crescente.

    Observe que, independente de sua corrente filosófica, seu estilo de vida, seu carma, da posição da lua, seu signo, sua religião ou do seu mapa astral, o que escrevi acima é verdade. Não há espaço para interpretações alternativas. Qualquer maneira de descrever a economia que não contemple os pontos acima é pura falácia e é irreal. Pense nas leis da economia como Leis, com L maiúsculo. As Leis da economia são como a Lei da gravidade: elas existem, independente de opinião, quer gostemos ou não. Se existem transações verdadeiramente voluntárias, temos uma soma positiva (criação de valor, especialização do trabalho); se as transações são obrigadas a ocorrer e não ocorreriam em um ambiente voluntário, temos uma soma negativa (destruição de valor, trabalho de subsistência).

    Então veja, todas as suas divagações anteriores sobre soma positiva, negativa ou zero são interpretações sem o menor conhecimento de como as coisas funcionam. Espero ter colaborado para a iluminação de suas interpretações daqui para frente.
  • Emerson Luís  01/04/2015 17:11

    É por isso que o capitalismo não pode vencer o comunismo (na mente dos comunistas): eles comparam uma situação imperfeita, mas que é o melhor que podemos produzir, com uma idealização futurista utópica. Nenhuma realidade jamais poderá superar uma utopia.

    E quando vem os maus resultados das tentativas de se implementar o socialismo, dizem que isso não invalida o marxismo porque aquela experiência não valeu realmente por motivos A, B, C... e até culpam o capitalismo.

    Mas é bom diferenciar as diferentes espécies de cobras venenosas para tomarmos o soro mais adequado.

    * * *
  • Sergio  01/04/2015 22:23
    Na verdade o grande empecilho para a felicidade humana se chama TRABALHO...

    Trabalhadores do Mundo... Relaxem!
    https://www.youtube.com/watch?v=45LXBKC_Q2Q
  • Henrique Zucatelli  02/04/2015 04:33
    Leandro, não lembro onde, nem quando, mas em um dos comentários talvez voce tenha elucidado a vontade verdadeira por trás da utopia de Marx, que onde voce disse mais ou menos assim: Se a humanidade alcançar um nível de automação industrial no qual não precisarmos mais trabalhar manualmente em nada, onde tudo, desde a fabricação dos produtos e serviços, até a criação a manutenção das próprias máquinas for totalmente automático, teremos todo o tempo livre para fazermos o que quisermos, não havendo quase necessidade de empregos. O mundo de escassez terá acabado.

    Bem voce terminou com um "impossível de acontecer".

    Mas o cerne da questão está aí: acredito que no fundo o que Marx queria mesmo, mas não sabia explicar, era o fim do trabalho manual e a liberdade total do ser para ser livre. Naquela época era impossível vislumbrar qualquer tipo de automação, nem em sonhos mais geniais que Leonardo Da Vinci teve isso foi plenamente possível até o advento da informática.

    Sou empresário e formado em Mecatronica; automação é tudo para um cara como eu, não apenas por questões financeiras, mas por questões éticas. Robos e dispositivos não criam hernias, nem pegam cancer ao entrar em contato com produtos químicos, nem deixam filhos para criar se sofrerem um choque de 380 volts trifásico. No máximo trocamos o equipamento, e bola pra frente.

    Agora imagine uma sociedade recém saída do feudo, onde o trabalhador trocou a enxada pela caldeira, trabalhando em ambientes de até 60 graus por horas... minas de carvão, fábricas texteis, fundição, etc... tudo isso era degradante demais. E em alguns lugares do mundo como Bangladesh é até hoje. Trabalho manual já me enoja pelo simples fato de que destrói o humano do ser, e o reduz a um nível abaixo do animal de carga. Pensando nos custos então, aí sim que eu sinto que ainda há escravidão no mundo.

    Imagine voce descrever em pleno sec XIX uma vontade, um desejo nobre, sem ter os recursos necessários para que isso se torne realidade. Frustrante não é verdade? Foi isso que Marx sentiu provavelmente. Ele sabia o que queria, só não sabia como explicar. E aí que entra essa tentativa de juntar o estado.

    Óbvio que o tempo mostrou que o Estado jamais existirá para ajudar, e sim como um remendo, uma gambiarra que ainda perdura por simples conivencia da humanidade. O dia que a maioria abolir todo tipo de intervenção estatal e viver com suas capacidades, será o dia em que tudo será tão fácil de se obter e tão barato que vai ficar claro para quem quiser ver que o estado só existe para sugar, nunca para ajudar.

    E isso só será possível através de criações que facilitem cada vez mais a vida das pessoas. Há 20 anos para uma família ter conhecimentos gerais e passar aos filhos era de praxe comprar uma Enciclopédia Barsa, que custava em torno de R$ 3.000,00. Hoje com a Wikipedia, o custo é zero, bastando estar na frente de um computador ou aparelho com internet, não necessitando necessariamente ser seu. Vamos transferir isso para as listas telefonicas, o FAX, o telegrama, etc.

    Espero que tenha sido produtiva minha contribuição.




  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  03/04/2015 00:53
    Só três tipos de pessoas acreditam em socialismo, comunismo, etc: ingênuos, vagabundos ou desequilibrados mentais. Ou seja, o pior tipo de gente. Quando alguém começa a falar de algum desses assuntos, desconfie.
  • Josef  17/04/2015 19:06
    Stalin foi o maior líder de todos os tempos?

    - Criação dos planos Quinquenais que transformou um país rural e miserável em um país altamente industrializado e moderno em pouquíssimo tempo (Não há nenhum outro país que teve um progresso tão rápido)

    - Estabelecimentos de educação superior e institutos de pesquisas científicas que transformaram a união soviética em um dos países mais inovadores capaz de competir militarmente com os EUA e sendo pioneiro da corrida espacial.

    - Pôs a mulher num pé de igualdade com o homem em todos os setores da vida política, social e econômica, e promoveu centenas de milhares de mulheres trabalhadoras a cargos de direção e postos públicos.

    - Destruiu a Alemanha de Hitler, salvando metade da Europa do nazismo.



    Para saber mais:

    https://www.marxists.org/portugues/tematica/rev_prob/16/stalin.htm
  • Andre  29/04/2015 10:02
    E porque você não foi ainda morar na Rússia ou em Cuba?
  • anônimo  17/06/2015 23:12
    Esse aí anda lendo muito OdC. Russia não é comunista há muito tempo.
    O negócio é que os parasitas políticos americanos precisam de um inimigo imaginário pra fazer os otários, digo os eleitores, acreditarem que precisam deles pra alguma coisa.E a bola da vez é o Putin, que na Russia é mais popular do que nunca.
    Aquela besteira que o Olavo diz, que a Igreja tem que dar o coração do não sei o que pra Russia pros erros dela não se espalharem pelo mundo...o próprio Putin pediu pro papa fazer isso.Isso vc não aprende lendo propaganda neocon, aka a tal da mídia 'direitista'
  • Tiago  17/06/2015 21:13
    O fato de Stalin ter matado mais pessoas que Hitler deve ser convenientemente ignorado?
  • Téo  18/06/2015 08:33
    Josef, políticas populistas e desenvolvimentistas funcionam perfeitamente no começo.
    Hitler também industrializou amplamente a Alemanha e transformou a Alemanha de um país falido por causa da 1ªGG para uma potência econômica e militar em pouquíssimo tempo. O Regime Militar ampliou as indústrias no Brasil e tirou 30 milhões de brasileiros da miséria em um país de 90 milhões de pessoas.

    Mas como eu disse, políticas populistas e desenvolvimentistas funcionam apenas no começo, pois tudo é apenas aparente sem nenhuma base sólida. Há um artigo falando especificamente sobre isso: www.mises.org.br/Article.aspx?id=2106
  • anônimo  18/06/2015 13:38
    É verdade, sua industrialização foi tão boa que os produtos da URSS foram referências em qualidade e inovação, correto?

    E como vai hoje essa tal de URSS mesmo, que é referência em educação, igualdade e uma heroína para os europeus?


  • anônimo  19/06/2015 09:40
    O cara pergunta como vai HOJE uma coisa que morreu em 1991.É brincadeira.
    Mas se é que está falando da Russia, o que os europeus pensam dela pouco importa.São os mesmos europeus retardados que acham lindo entrar na barca furada da união européia, alimentando recessão, crise, dívidas e indo na direção contrária da liberdade, criando um poder a mais acima ao invés de dar mais poder e apoiar a secessão de países, estados, etc, até chegar no ponto de vários estados mínimos.Ou estado nenhum.

    obs: E muito dessa propaganda anti Russia atual é fruto do governo americano, eles precisam fazer os otários acharem que precisam do governo inchado deles pra os defender do malvado Putin.
  • anônimo  19/06/2015 14:20
    "O cara pergunta como vai HOJE uma coisa que morreu em 1991"

    Não entendeu a ironia da pergunta, é burro.

    E você próprio pensou o que devia com a minha pergunta: "morreu em 1991"

    Ou seja, Morreu, morreu por dentro, faliu, modelo soviético foi tão eficiente que não aguentou competir com países inchados como os EUA e a Inglaterra.

    Seu modelo foi tão bom para o povo que hoje a Polônia e a Romênia proíbem partidos comunistas.



  • Arnaldo  24/02/2017 17:23
    de que bueiro você saiu?
  • Ivan  26/06/2015 07:38
    Debilidades

    Olavo de Carvalho
    Diário do Comércio, 2 de junho de 2013

    Em artigo recente, expliquei que um dos mais velhos truques do movimento revolucionário é limpar-se na sua própria sujeira, cuja existência negava até a véspera.

    Desde a queda da URSS, a maneira mais usual de aplicar esse truque consiste em jurar que tudo aquilo que durante setenta anos todos os comunistas do mundo chamaram de comunismo não foi comunismo de maneira alguma: foi capitalismo.

    Mediante essa simples troca de palavras a ideia comunista sai limpa e inocente de todo o sangue que se derramou para realizá-la, e gentilmente solicita da plateia um novo crédito de confiança, isto é, mais sangue, jurando que desta vez vai ser um pouquinho só, um tiquinho de nada. Por exemplo, varrer Israel do mapa ou exterminar a raça branca.

    O apresentador dessa modesta sugestão não explica nunca como bilhões de pessoas inspiradas na teoria histórica mais científica de todos os tempos – insuperável, no dizer de Jean-Paul Sartre –, puderam se enganar tão profundamente quanto àquilo que elas mesmas estavam fazendo, nem como foi que ele próprio, subindo acima de Lenin, de Stálin, de Mao Dzedong e de tantos luminares do marxismo, foi o primeirão a enxergar a luz.

    Nem muito menos explica como é possível, de uma teoria que ensina a unidade substancial de ideia e prática, se pode obter uma separação tão radical dessas duas coisas que uma delas saia inteiramente limpa e a outra inteiramente suja.

    Mas esse pessoal é assim mesmo: quando chega na página seguinte, já esqueceu a anterior.

    Dois exemplos recentes vêm-nos da Sra. Lúcia Guimarães, que é talvez o caso mais típico de ignorância elegante no jornalismo brasileiro, e da srta. Yoani Sanchez, uma abnegada que procura salvar a imagem do comunismo cubano isolando-a de um breve erro de percurso de apenas meio século.

    O argumento das duas é substancialmente o mesmo: não se pode culpar o comunismo por nada do que aconteceu na URSS, na China, no Camboja ou em Cuba, porque o comunismo é a posse e domínio dos meios de produção pelos proletários, e não pelo Estado como se viu nesses lugares.

    Dona Lúcia chega a passar pito no dramaturgo David Mamet porque este diz que a doce promessa de Karl Marx, "De cada um conforme suas possibilidades a cada um conforme suas necessidades" não passa de uma expressão cifrada para justificar a espoliação de todos pelo Estado.

    Em todos os regimes comunistas foi isso o que se deu realmente, mas ainda assim Dona Lúcia assegura que Mamet "levaria nota baixa em marxismo, porque o espantalho invocado por Mamet estava pensando numa utopia do proletariado, não do Estado".

    No mesmo sentido pronuncia-se Yoani Sanchez para jurar que em Cuba nunca houve comunismo, apenas capitalismo de Estado.

    Não é preciso observar que assim, com um estalar de dedos, a teoria que se apresentava como idêntica à sua encarnação histórica se torna uma ideia pura platônica, um ente metafísico separado, imune a toda contaminação deste baixo mundo.

    Eu não seria cruel de esperar dessas duas criaturas a compreensão dessa sutileza, mas elas poderiam ao menos ter lido um dos mais célebres parágrafos de Karl Marx, no Manifesto Comunista:

    "A última etapa da revolução proletária é a constituição do proletariado como classe dominante... O proletariado servir-se-á da sua dominação política para arrancar progressivamente todo o capital da burguesia, para centralizar todos os meios de produção nas mãos do Estado, isto é, do proletariado organizado..."

    Aí não existe, no mais mínimo que seja, o antagonismo que aquelas duas inteligências iluminadas acreditaram enxergar entre o Estado e o proletariado: o Estado é o proletariado organizado, o proletariado organizado é o Estado. E o proletariado organizado não é outra coisa senão o Partido.

    A profecia da "autodissolução do Estado" na apoteose dos tempos é somente uma figura de linguagem, um jogo de palavras, uma pegadinha infernal. Marx explica que, como tudo pertencerá ao Estado, este já não existirá como entidade distinta, mas a própria sociedade será o Estado.

    É uma curiosa inversão da regra biológica de que quando o coelho come alface não é o coelho que vira alface, mas a alface que vira coelho. Se o Estado engole a sociedade, não é o Estado que desaparece: é a sociedade. Que a sociedade dominada, esmagada e anulada não sinta mais o peso da dominação não quer dizer que esta não exista, mas que o dominado está exausto e estupidificado demais para tomar consciência dela. É o totalitarismo perfeito em que, nas palavras de Antonio Gramsci, o poder do Partido-Estado já não é percebido como tal, mas se torna "uma autoridade onipresente e invisível como a de um imperativo categórico, de um mandamento divino".

    Um exame atento dos textos de Karl Marx teria bastado, em plena metade do século 19, para perceber neles o Gulag, o Laogai e centenas de milhões de mortos, todo o terror e misérias dos regimes comunistas como consequências incontornáveis da própria lógica interna da teoria, caso tentasse sair do papel para encarnar-se na História.

    Marx, Engels e Lenin em pessoa reconheceram isso inúmeras vezes, enaltecendo o genocídio e a tirania como "parteiros da História". Que, decorridos cento e sessenta e tantos anos, ainda haja tantas pessoas que insistam em explicar como fruto de desagradáveis coincidências aquilo que a própria teoria exige como condição sine qua non da sua realização é, decerto, uma das provas mais contundentes de uma debilidade intelectual que não deixa de refletir, talvez, alguma debilidade de caráter.
  • anônimo  26/06/2015 21:31
    De fato não dá pra culpar o comunismo por nada porque o comunismo é impossível, não existe nem vai existir nunca, Mises provou isso nos anos trinta.
    O que dá pra culpar é meia dúzia de políticos que usam essas besteiras sociais como desculpa pra mais estado e pra suas atrocidades.
  • Bruno Pacheco   18/07/2015 01:32
    Isso me fez pensar em algo. Vejo alguns esquerdistas retrucando a hipocrisia dos comunistas, de que eles tem retórica socializante, mas bens individuais (iphone, computador, carro), e eles dizem que não existe problema nisso, já que supostamente além de estes bens e tecnologias (no caso da internet e satélites que foram criados por agências militares estatais) um comunista poderia usufruir destes bens "capitalistas" pois eles são é contra a privação de outros terem um bem através de exploração. Fiquei pensando se alguém poderia me responder se está correto ou não meu pensamento: Se estes bens no exemplo da internet e satélites foram lançados por meio de mecanismos diferentes dos do mercado, não apenas tornaram-se possíveis de serem aperfeiçoados através da concorrência, como também só puderam ser utilizados pelo "povão" através do mecanismo do mercado. E outra, se os tais comunistas podem utilizar por exemplo um i-phone ou comer no Mc'Donals sem que haja uma contradição interna, teriam que responder a seguinte pergunta, como pode um comunista (que se pressupõe) ter consciência de classe, utilizar bens que foram produzidos em massa pela iniciativa privada (que supostamente explora o trabalhador), e além do mais, posuí-los e utiliza-los, até porque duvido muito que algum comunista queira compartilhar com a sociedade inteirinha seu celular, carro ou até mesmo casa.
  • Edujatahy  18/07/2015 13:28
    Ser os socialistas fossem condizentes com seu discurso , eles só poderiam comprar itens que tivessem sido produzidos por cooperativas. Nada que tenha gerado a famosa "mais- valia" ao empresário opressor deveria ser comprado. E no caso da impossibilidade, ou seja, de eles precisarem para viver um item do "capitalismo" (que não tenha sido produzido diretamente por um cooperativa), eles deveriam buscar os itens mais baratos possíveis para financiar o mínimo possível este sistema opressor. A contradição existe por exemplo, ao comprar um iPhone eles compram um produto símbolo do capitalismo produzido por uma empresa extremamente rentável (na visão deles espoliadora de uma imensa "mais-valia" dos seus funcionários explorados) por status e não porque eles realmente precisem (se fosse imprescindível o uso do telefone eles deveriam comprar o mais simples e barato possível para não "alimentar o sistema")
  • Bruno Pacheco  19/07/2015 00:42
    Faz sentido, muito Obrigado!
  • anônimo  24/10/2015 13:51
    Sorrisossssssssss
  • Gabriel Costa da Silva  05/05/2016 05:07
    Um detalhe interessante é que as teorias de Marx são bem mais palatáveis do que as teorias de Mises. A ideia de um sistema igualitário como o comunismo, que para ser alcançado deveríamos passar por algumas etapas em prol de sua formação, passando pela luta de classes e controle dos meios de produção pelo proletariado, é absolutamente fantástica! Para um jovem sonhador, fã de Game of Trones e Star Wars, essas ideias parecem ser completamente fascinantes. Para um pobre trabalhador, que foi doutrinado a pensar que seu patrão é seu inimigo, essas ideias surgem para ele como se fosse uma redenção. É por isso que essas ideias "pegam", é muito fácil iludir até uma nação inteira com essas falácias. No entanto, entender Mises é mais complicado para uma sociedade não acostumada a pensar.
  • Luigi  20/07/2016 15:10
    O "único meio de produção" verdadeiro é o cérebro humano, o resto são mera ferramentas de produção.
  • Carlos S Damasceno  27/07/2016 12:26
    O incrível que a historia sempre se repete, e mesmo com um saldo grande de destruição e mortes, homens e mulheres são infectados por esse vírus desgraçado chamado "socialismo/comunismo".

    Sob o falso lema de defender minorias, arrastam para só hordas de miseráveis intelectuais, que em busca de tudo, entregam suas liberdades e vidas ao próprio diabo!
  • anônimo  29/07/2016 06:23
    Uma imprecisão do artigo. Marx esquematizou a história por fases lineares, seriam por ordem: comunismo primitivo, ESCRAVISMO, feudalismo, capitalismo socialismo e comunismo.
  • Gustavo Lima  24/02/2017 13:48
    Quando li o Manifesto Comunista, me espantou o fato de que alguns dos planos para se implantar o comunismo estão na nossa constituição federal, como por exemplo: Expropriação da propriedade fundiária, Impostos Progressivos, Centralização do Crédito nas mãos do Estado, Centralização dos Meios de Transporte, Fábricas Nacionais, Educação pública e "gratuita". Tenso. :-(
  • LUIZ F MORAN  24/02/2017 14:07
    " Lênin abraçava o mantra de Engels que defendia que a ditadura do proletariado deve ser o último Estado: " o proletariado toma o poder do Estado e transforma os meios de produção [...] em propriedade estatal. Mas, ao fazê-lo, dá cabo de si mesmo enquanto proletariado, põe fim a todas as diferenças de classe, aos antagonismos de classe, e põe fim inclusive ao Estado enquanto Estado [...]. O Estado não é "abolido", ele "murcha até sumir".
    O Estado coercitivo - que para Marx e Lênin é o único tipo de Estado - desaparece, portanto, sobrando apenas uma sociedade inteiramente não-coercitiva.
    Segundo Marx, essa sociedade sem Estado "[pode] muito bem escrever em sua bandeira: feita por cada um, conforme suas habilidades, para cada um, conforme suas necessidades". A sociedade então, existe sem um Estado, ninguém é dono de nada porque todos são donos de tudo, e tudo está bem, pela primeira vez na história da humanidade.
    Como sabemos, nada do que essa teoria contém se concretizou, o que se seguiu foi a substituição do antigo Regime Czarista (depois de um breve e provisório governo republicano de Kerensky) por um "novo Estado", desta vez totalitário, e que, ao invés de "murchar", MARCHOU sobre os cadáveres de seus opositores, a maioria de seu próprio povo, dando origem à União Soviética".
    Benjamin Wiker
  • Skeptic  24/02/2017 18:51
    Vale a pena ler O Capital?
  • Will  24/02/2017 18:53
    Sou defensor ferrenho do livre mercado. Não compactuo nem com comunismo tampouco socialismo, mas uma coisa tenho que admiti: achei os poemas de Marx muito bacanas.
    Seria muito melhor para a sociedade se ele tivesse se limitado a escrever poesias, e tenho certeza que isso todos concordam.
  • Bruno Feliciano  25/02/2017 13:27
    As vezes eu me pergunto: Advogado realmente cria riqueza?

    Porque, muitas vezes, ele é uma demanda artificial criada pelo estado, que consequentemente provoca investimentos erroneos.


    O que acham, os serviço que o advogado presta, cria riqueza ou não?
  • Henrique Zucatelli  25/02/2017 16:22
    Boa tarde Bruno., tudo tranquilo?

    Advogados de uma maneira geral tem duas frentes: ou são interlocutores mediante a resolução de conflitos, ou analistas para evitar conflitos. Basicamente são especialistas em detalhes jurídicos, sendo obrigatório o talento nato em retórica, para expor a parte de seu cliente de forma objetiva, lírica e eloquente na mediação, e muita disciplina acadêmica para assimilar todos os enlaces dos códigos a que se propõe atuar.

    Sob a batuta do Estado, apenas formados em direito (e aqui no Brasil postulantes ao exame da OAB) podem representar pessoas e empresas nas demandas da Lei. Basicamente, 90% dos advogados no Brasil são decoradores de Lei, tendo parco saber jurídico para analisar de forma contundente demandas mais complexas.

    Já em um país libertário, basta a pessoa ter um grande saber jurídico, oratória razoável e ser um bom jogador de xadrez que pode advogar tranquilamente, podendo também adquirir títulos e certificados mediante associações privadas, com o único propósito de destacar aqueles que realmente tem o que é necessário para ser advogado para quem quiser contrata-lo.

    Quanto a sua questão, seja pelo monopólio do Estado ou em um país livre, o advogado não propriamente cria riqueza, mas impede que a mesma seja perdida por um descuido na assinatura de um contrato, ou mesmo a ruína causada por uma ex mulher gananciosa. Na assinatura de contratos é como uma companhia de seguros, pois ao analisar os detalhes mitiga os riscos apontando erros e pegadinhas. Por outro lado, se for atuar em uma demanda já existente, seria mais ou menos como o corpo de bombeiros, para apagar o incêndio o mais rápido possível, antes que o fogo consuma tudo.

  • Bruno Feliciano  25/02/2017 23:12
    Henrique como sempre aplausos de pé!

    Obrigado pela resposta e estou de acordo.

    Só acho que o advogado é um investimento erroneo causado pelo estado em certos casos, como por exemplo lei trabalhista, consumidor, ambiental e etc.....

    Os advogados ou evitam conflitos, ou tentam resolve-los de forma em que se perca menos recurso escasso no litígio, porque conflito tem sempre, vizinhos, acidentes, compra e venda, divorcio, disputa de herança, crimes e etc...

    Um conflito pode existir em toda situação, cada relação humano esta sujeita a conflitos...
    E nessa parte eu acho que o advogado, trabalha para que menos riqueza seja perdida em conflitos.....

    Mas ao mesmo tempo, vejo que a demanda por advogados se dá por uma demanda artificial criada pelo estado, que gera investimentos errôneos...



    Grande Abraço e ótimo carnaval pra vc!
  • Jeff  25/02/2017 15:46
    Rir ou chorar?

    noticias.r7.com/blogs/andre-forastieri/2017/02/22/o-golpe-do-fgts-e-um-golpe-no-seu-bolso/
  • Vitor  25/02/2017 18:58
    Perdoe-me se entendi errado, e por favor me corrija caso seja este o caso, mas o meu TL;DR seria isto: O golpe se trata em permitir os trabalhadores retirarem um dinheiro que é seu e utilizar para o que desejarem?
  • Anonimo  26/02/2017 00:02
    Tava vendo o debate do calculo economico, principalmente os argumentos mais recentes, e vi que, apesar de ter achado diversas criticas(e efetivas refutações) feitas pelos austriacos aos autores socialistas, não consegui achar nenhuma menção direta à um sujeito chamado Ernest Mandel.

    Gostaria de receber as ideias de um ''adepto'' da escola austriaca sobre a teoria alocativa dele:
    [...] for what reason could not the congress of workers' councils of the leather industry decide by a majority vote (more likely by consensus, after some discussion) on the allocation of leather (whether the very small quantities in the example should be left to a factory council is another question), once consumer goals for products using leather had been decided by other bodies? Why couldn't it divide the total of – say – 50,000 tonnes of annual leather output among several plants (as in any multi-factory capitalist leather concern today), assigning to each unit its 'customers' (i.e. the destinations of the required quantities of leather)? Wouldn't the delegates of such a congress in fact be more likely to handle such allocations better than any technocrat or computer, because they know their industry better and can take into account a lot of imponderables which no market or central board will include in its calculations, or at best only accidentally?
  • Malthus  26/02/2017 16:00
    Certamente é porque o "argumento" dele é ainda mais tosco e infantil do que os argumentos tradicionais dos defensores do socialismo.

    Como assim um "conselho de trabalhadores da indústria do couro irá decidir por voto majoritário qual será a produção de couro tão logo outros conselhos burocráticos já tiverem estipulado quais deverão ser o consumo de couro"?!

    É sério isso?

    Como, por favor me diga, haveria uma alocação racional de couro sem um sistema de preços? Você realmente acredita que tal arranjo não levaria nem a desperdícios e nem a escassezes?

    Muito bem, vamos supor que os socialistas tenham sido capazes de criar um poderoso exército de cidadãos genuinamente ávidos para seguir todas as ordens de seus mestres, os planejadores socialistas.

    Fica a pergunta: o que exatamente esses planejadores mandariam esse exército fazer? Como eles saberiam quais produtos seus escravos deveriam produzir? Em qual etapa da cadeia produtiva cada exército deveria trabalhar? Quanto de cada produto deve ser produzido em cada etapa da cadeia de produção? Quais técnicas ou quais matérias-primas devem ser utilizadas na produção como um todo? Qual a quantidade de matérias-primas a ser utilizada? Onde especificamente fazer toda essa produção? Como eles saberiam seus custos operacionais ou qual processo de produção é mais eficiente?

    O comitê de planejamento central não tem como responder a essas perguntas, pois o socialismo não dispõe daquela indispensável ferramenta que só existe em uma economia de mercado, e a qual empreendedores utilizam para fazer cálculos e estimativas: existência de preços livremente definidos no mercado.

    Sem propriedade privada dos meios de produção não há como estabelecer preços no mercado. Se os meios de produção (fábricas, máquinas e ferramentas) não possuem proprietários definidos (eles pertencem ao estado), então não há um genuíno mercado entre eles. Se não há um mercado entre eles, é impossível haver a formação de preços. Se não há formação de preços, não há cálculo de lucros e prejuízos e, consequentemente, não há como direcionar o uso de bens de capital para atender às mais urgentes demandas dos consumidores da maneira menos dispendiosa possível.

    Sem preços livres, e sem poder fazer cálculo de custos, é impossível haver qualquer racionalidade econômica, o que significa que uma economia planejada é, paradoxalmente, impossível de ser planejada.

    Sendo assim, as decisões do comitê central necessariamente teriam de ser completamente arbitrárias e caóticas. Caso seja aplicado, o socialismo resultará invariavelmente em uma irracional alocação de recursos na economia devido ao estabelecimento artificial e arbitrário de preços pela autoridade governamental, culminando em escassez generalizada de bens.

    Consequentemente, a existência de uma economia socialista planejada é literalmente "impossível".

    Outra coisa: no mundo real, a informação está dispersa entre uma imensidão de indivíduos. Por isso, somente os indivíduos que possuem esses fragmentos de informação podem estabelecer uma ordem de mercado espontânea e descentralizada capaz de suprir as demandas existentes de maneira eficaz, criando um sistema de preços que coordena as ações individuais das pessoas na sociedade.

    Por exemplo, apenas o proprietário de uma fábrica em Novo Hamburgo pode saber de detalhes muito específicos sobre as máquinas de sua linha de produção; é impossível que os planejadores centrais encastelados em Brasília tenham esse mesmo conhecimento. É impossível que esses planejadores socialistas encastelados em Brasília tenham como levar em conta esses detalhes conhecidos apenas pelo proprietário da linha de produção.

    E é impossível que, não sabendo destes detalhes, eles possam planejar "eficientemente" a economia, direcionando, por meio de decretos, os recursos e os fatores de produção do país para as finalidades que julgam ser as mais desejadas.

    Tentar estabelecer um planejamento central econômico seria não só uma atitude presunçosa, mas extremamente danosa à sociedade, pois impossibilitaria que aqueles que possuem de fato as informações fizessem o melhor uso das mesmas.

    O sistema de preços em uma economia de mercado pode ser visto como um gigante "sistema de telecomunicações", o qual rapidamente transmite os fragmentos essenciais do conhecimento de um ponto localizado até outro. Tal arranjo de "rede" só funciona bem se não for obstaculizado por uma hierarquia burocrática, através da qual cada fragmento de informação teria de fluir até o topo da cadeia de comando, ser processado pelos planejadores centrais, e então fluir de volta até os subordinados.

    Por tudo isso, é impossível que o órgão planejador encarregado de exercer a coerção para coordenar a sociedade obtenha todas as informações de que necessita para fornecer um conteúdo coordenador às suas ordens. O planejador da economia teria de receber um fluxo ininterrupto e crescente de informação, de conhecimento e de dados para que seu impacto coercivo — a organização da sociedade — obtivesse algum êxito.

    Só que é obviamente impossível uma mente ou mesmo várias mentes obterem e processarem todas as informações que estão dispersas na economia. As interações diárias entre milhões de indivíduos produzem uma multiplicidade de informações que são impossíveis de serem apreendidas e processadas por apenas um seleto grupo de seres humanos.
  • anônimo  26/02/2017 19:25
    Existe algum exemplo bem-sucedido de "autogestão democrática" em uma empresa como os socialistas pregam? Outra coisa, o que acham desse tipo de comunidade?

    Auroville, a cidade onde é possível viver totalmente sem dinheiro

    Freetown Christiania



  • Marinaleda  26/02/2017 22:15
    Qual o padrão de vida em Auroville? A população tem acesso a uma grande variedade de bens e serviços? Se a pessoa ficar doente, ela tem pronto acesso a serviços médicos? Há escolas? Há universidades?

    Isso meio que me lembra a experiência da cidade espanhola de Marinaleda, que passou a ser venerada pela esquerda como "exemplo de coletivismo que deu certo".

    Primeiro, assista ao vídeo. É rapidinho.

    Assistiu? Então vamos lá.

    Em primeiro lugar, você deve ter visto que se trata de um arranjo que não tem nada de novo ou original. É como se fosse uma comunidade amish (com 2.700 pessoas não pode ser uma cidade), na qual as pessoas subsistem e trabalham apenas para se alimentar.

    Ali, como relatou a reportagem, há pleno emprego. Qualquer pessoa que quer trabalhar encontra trabalho.

    Só que o padrão de vida ali é extremamente precário. Note o semblante das pessoas e veja se há algum conforto ali. Tem gente ali que nem tem dente (certamente não deve ter dentista na comunidade). O local é parecido com o interior do Piauí. O trabalho agrícola mostrado é totalmente precário e pouco produtivo. Não há nenhuma máquina no campo (ou seja, não há a "temida" acumulação de capital). Tudo o que eles conseguem fazer na cooperativa é transformar a colheita (pimenta, azeitona e alcachofra) em azeite. Isso é vida do século XIX. Isso é algo que pode ser classificado como "imune à crise"?

    A veneração a este arranjo é a prova suprema de como as pessoas perderam completamente o senso de proporção. Não discuto que há quem goste de viver assim, e defendo totalmente a liberdade destas pessoas de fazerem isso. Mas dizer que aquela pobreza maranhense é um oásis invejável é de uma imbecilidade econômica grotesca.

    Ademais, qualquer pessoa que goste de trabalhar muito sem poder usufruir os frutos do trabalho -- isso é, trabalhar duro de sol a sol mas viver sem conforto nenhum e sem usufruir da tecnologia moderna -- é adepta da escravidão voluntária. Nada contra; só uma constatação.

    Mas dizer que quem vive ali sob aquelas condições de trabalho precárias está "bem" e que tal arranjo é um "oásis a ser imitado", bom, aí já é forçar bastante. Isso aí é desejo de retornar às condições de vida do século XIX. Bom proveito pra quem quer. Eu preferiria ser desempregado em Madri. A qualidade de vida é muito mais alta.
  • Jeff  26/02/2017 01:25
    Mainstream e suas mazelas: exame.abril.com.br/economia/ele-esta-pondo-fogo-em-tudo-o-que-voce-aprendeu-sobre-economia/
  • Bridges  26/02/2017 18:14
    Juros não controlam inflação? Vou só deixar esse gráfico aqui, que mostra a variação da SELIC e dos preços livres mensurados pelo IPCA (os preços que são controlados pelo governo, de fato e obviamente, são imunes à SELIC).

    s4.postimg.org/f5pq6k64d/cewolf.png

    Observe que, quanto mais a SELIC (linha vermelha) cai, maiores vão se tornando o nível dos preços livres (linha azul).

    Observe, mais especificamente, a queda ocorrida na linha vermelha de 01/2006 a 06/2013. E veja o que ocorre com a linha azul neste mesmo período.
  • Jeff  26/02/2017 20:47
    www.esquerdadiario.com.br/Oito-bilionarios-capitalistas-possuem-a-mesma-riqueza-que-metade-da-populacao-mundial

    Piketty estava certo, o capital se concentra com uma velocidade absurda nunca vista antes na história do mundo.
  • Daniels  26/02/2017 22:12
    Isso segundo a Oxfam, esse portento da imparcialidade. Pergunta: você por acaso conhece a metodologia utilizada por essa Oxfam?

    Segundo a bizarra metodologia da Oxfam -- que diz que 8 pessoas têm mais dinheiro do que metade da população mundial --, se você tirar um real do bolso e der para seu sobrinho de dez anos, ele vai ter uma riqueza maior do que "2 bilhões de pessoas somadas".

    Sim, seu sobrinho instantaneamente passa a ser um magnata com mais riqueza que bilhões de pessoas juntas.

    Como isso é possível? Porque a metodologia considera apenas a riqueza "líquida" (ou seja: patrimônio menos dívidas) das pessoas. E 2 bilhões de pessoas, tendo dívida, têm riqueza negativa.

    Segundo essa metodologia, alguém que se formou em Harvard, vive num apartamento de cobertura em Nova York e ganha 100 mil dólares por ano mas tem 250 mil dólares em dívidas estudantis é mais pobre do que um camponês indiano que tem uma bicicleta, vive com um dólar por dia e não tem dívida.

    Não importa se o cara de Harvard gasta centenas de dólares tomando McCallahan's 18 anos todas as vezes em que sai para a balada. Para a Oxfam, ele é mais pobre que o camponês indiano.

    Ainda segundo esta metodologia, quando você compra um jatinho, você se torna imediatamente mais pobre. Como? Você acaba de assumir uma dívida de 25 milhões de dólares (incluindo juros) e adquiriu um patrimônio de valor de mercado de uns 20 milhões de dólares. Logo, você está 5 milhões de dólares mais pobre.

    Para a Oxfam, quem viaja de jatinho usando financiamento é mais pobre do que quem viaja de ônibus pagando à vista.


    Dica: não seja apenas mais um desavisado repetindo chavões ignorantes.

    Classificar o "Relatório da Desigualdade" da Oxfam de farsa seria pouco
  • Henrique Zucatelli  27/02/2017 12:29
    Jeff, imagino que esteja começando a descobrir a Escola Austríaca, essa dádiva deixada por Mises ainda pouco divulgada pelo senso comum.

    Vou ser lúdico ao extremo, para que entenda as diferenças entre desigualdade e injustiça - essa sim, combatida pelos austríacos. Adiante:

    - Em economia, existem dois tipos de desigualdade de renda, a seguir:

    1- Desigualdade espontânea: Essa, como o nome pressupõe, é causada pelo enriquecimento do agente por meios próprios. Um exemplo bem comum seria um sujeito que começa a vida poupando uma parte de sua renda, e com essa poupança ano a ano investe em imóveis, comprando barato, reformando e alugando, ou vendendo por um preço mais alto. O lucro realizado é reinvestido em mais negócios. Se ele souber enxergar as distorções no mercado e fizer o correto, provavelmente ele estará muito mais rico que a maioria de seus pares após algumas décadas.

    Seu enriquecimento não faz mal a ninguém, aliás muito pelo contrário: é graças a sua poupança que pessoas podem alugar um imóvel sem ter de compra-lo, ou mesmo comprar um imóvel ou compra-lo sem ter de se preocupar em comprar terreno, construir, etc. Paralelamente mas não menos importante, seu investimento gera empregos diretos e indiretos, seja na obra em si, seja para os fabricantes de insumos para construção, além dos mais indiretos, como corretagem de imóveis, serviço cartorial etc.

    Ou seja, essa desigualdade é BOA. Ela gera riqueza a todos, independente para onde se olhe. É a alquimia de Flamel se fazendo presente em nossas vidas, transformando chumbo em ouro a olho nu.

    2- Desigualdade provocada: Ao contrário da primeira, esta só pode acontecer quando o Estado interfere na economia, gerando distorções que enriquecem alguns e empobrecem a maioria, e vou citar os exemplos mais fáceis para que enxergue bem:

    Barreiras econômicas: Quando se proíbe ou taxa a importação de bens e serviços, o privilégio a certas empresas é certo. E todo privilégio acarreta na obrigatoriedade do consumo, e com isso, a reserva de mercado traz crescimento absurdo a certas empresas, em detrimento do consumidor, que é obrigado a pagar mais caro por produtos e serviços pífios. Os setores mais consagrados são:
    - Telefonia
    - Segurança
    - Medicamentos

    Serviços e obras estatais: Ao passo que o Estado extorque o cidadão com impostos e taxas, ele monopoliza quantias absurdas de capital para realizar obras ao gosto de seus governantes. Nesse meio são escolhidas empresas alinhadas com o Estado, conseguindo concessões e direitos a fornecimento com preços altos e qualidade pífia. O resultado? Enriquecimento compulsório de poucos, em detrimento de muitos.

    Cargos públicos: Se o valor dos salários e a métrica de manutenção dos empregos no livre mercado é o lucro, para o Estado vale o corporativismo e a ideologia. Contrata-se sem necessidade, paga-se mais do que se deve, criam-se empregos por pura força eleitoral. Este movimento injusto gera além de desigualdade, mais pobreza a maioria, pois tais postos são pagos com o dinheiro surrupiado de quem gera riqueza.

    Câmbio: pouco se fala a respeito no senso comum, mas uma das formas mais objetivas de gerar desigualdade em um país é enfraquecendo a moeda, pois uma minoria exportadora enriquece vendendo barato ao exterior em detrimento da grande maioria, que perde poder de compra, logo empobrece.

    Conclusão: enquanto a desigualdade espontânea é justa e depende somente de quem poupa, investe e toma as decisões corretas, carregando implicitamente riqueza a todos, a desigualdade provocada pelo Estado é injusta, pois proíbe pessoas não alinhadas prosperadas, e protege aqueles que estão ao lado do Estado, mantendo castas eternas.

    Abraços,
  • Arquimedes Libertário  27/02/2017 01:33
    Alguém sabe qual é a melhor introdução na parte econômica da Escola Austríaca em artigos do IMB?
  • kiko  27/02/2017 09:01
    gostaria que os anarquistas me explicassem como seria resolvido o
    seguinte problema no mundo sem estado: joao tem muito dinheiro e
    resolveu comprar uma rua, nessa rua existem varias casas com pessoas
    que moram nela em um certo dia joao teve uma briga com carol e para se
    vingar resolveu simplesmente proibir que carol pise na sua rua, diante
    deste cenario pergunto como carol fara para entrar e sair da sua casa
    se ela esta proibida de usar a rua de joão??
  • Madruga  27/02/2017 13:38
    Para João comprar uma rua, todos os moradores desta rua -- proprietários -- têm de estar de comum acordo. Caso um único não esteja, não há negócio, pois sua propriedade -- o espaço que sua casa ocupa -- não pode ser vendida sem seu consentimento.

    Isso é o básico do básico.

    Caso todos os proprietários concordem com a venda, eles certamente farão um contrato, o qual conterá uma cláusula especificando que os moradores daquela rua deverão ter irrestrito acesso a ela, e que João jamais poderá bloqueá-las, por qualquer motivo que seja, inclusive brigas amorosas.

    Básico do básico.

    P.S.: é sempre impressionante como as tentativas de "refutar" o anarcocapitalismo sempre se revelam ou infantis ("ah, e se os dinossauros voltassem?") ou mal informadas (pessoas que desconhecem o significado de contratos).
  • kiko  28/02/2017 06:36
    a solução apresentada por voce-de que todos tem que concordar para que joão compre a rua-gera um grande impasse
    como fica se apenas um morador não concorda com a compra de joão?? o morador que discordar tera que se mudar ou aceitar a vontade da maioria que concordou que joão comprasse a rua??
  • Chaves  28/02/2017 12:51
    Ah, agora você finalmente chegou ao cerne da questão: se há um indivíduo que mora numa rua, e esse indivíduo não quer vendê-la, então fim de papo. Não haverá venda, mesmo que todos os outros queiram vender.

    A propriedade privada não é algo relativo. Ela não depende de votações democráticas. Ela depende única e exclusivamente da vontade do dono.

    Exatamente por isso a democracia é a maior inimiga da propriedade privada. Como você próprio deixou claro, você considera um "absurdo" uma pessoa não ter sua propriedade confiscada de acordo com o desejo da maioria. Pois num arranjo em que a propriedade privada é genuinamente respeitada, esse tipo de autoritarismo não tem vez.
  • kiko  01/03/2017 06:54
    o problema da sua solução é que existem duas propriedades privadas: a 1 é rua de joão-como ele comprou ele é o dono e a 2 é casa de carol como se resolveria o impasse quando as duas propriedades não podem viver no mesmo espaço que elas ocupam?
  • Girafales  01/03/2017 14:48
    Essa sua resposta não pode ser séria. Acabou de ser explicado que, para João comprar a rua, Carol tem de dar o seu consentimento. Caso contrário, nada feito, pois a propriedade de Carol não pode ser vendida contra a vontade dela.

    Consegue entender ao menos isso ou será necessário fazer um desenho bonitinho e colorido?
  • kiko  01/03/2017 21:07
    voce leu o que eu disse?? a casa é de carol e a rua de joão e ai como fica?? e outra quem falou que a propriedade de carol foi vendida?? o que foi vendida foi a rua e não a casa dela-a rua pode dar acesso a casa dela mas isso não significa que carol possa decidir quem compra ou não a rua-ou sera que pra voces carol pode mandar na rua de joão??
  • Jaiminho  01/03/2017 22:02
    Qual parte da cláusula do contrato você ainda não entendeu? Ao vender a rua, os moradores (Carol inclusa) exigirão uma cláusula garantindo liberdade de acesso, incondicional.

    Isso já foi respondido três vezes (ali embaixo), mas você segue ignorando (de propósito). Esse é seu nível de desespero.
  • kiko  28/02/2017 06:42
    tomando com base o exemplo de joão-pra quem não sabe dei o exemplo de que joão comprou uma rua-gostaria de saber como seria resolvida o seguinte caso: joão por ser o dono da rua pode decidiu impedir que carlos pise nela diante disso gostaria de saber como carlos fara para chegar ao seu trabalho-que é localizado na rua de joão
  • Nhonho  28/02/2017 12:57
    Você não leu a resposta?! Se Carlos trabalha na rua, então o dono do estabelecimento (seja ele o próprio Carlos ou outra pessoas qualquer) irá colocar no contrato uma cláusula que garante liberdade de acesso. Sem essa cláusula, nada feito e não há venda.

    Sua repetitividade nas perguntas evidencia seu desespero com a falta de argumentos.
  • Cético  28/02/2017 14:11
    Chega ser cômico os críticos do livre mercado com seus exemplos absurdos.
    Ignoram eles que as ruas já foram privadas no passado. E que existem inúmeras ruas privadas hoje, mesmo no cenário estatal que vivemos.

    O cenário apresentado pelo kiko chega a ser absurdo de tão infantil. Ora, se os moradores de uma rua decidissem vendê-la com certeza o farão pensando que será um bom negócio. E nenhum morador sensato venderia a rua para o "Zé", venderia para uma empresa que focasse na manutenção e melhoria da rua! E esta empresa teria , no mínimo, uma preocupação com sua reputação.
    Ora, esta empresa teria políticas e regras divulgadas e totalmente transparentes na administração da rua. E é no mínimo infantil supor que uma empresa impediria uma pesssoa de transitar para sua casa porque A não gosta de B.

    Que tal retornarmos ao mundo real kiko? Me diga. Quem você preferiria que cuidasse da rua em frente à sua casa? A prefeitura ou uma empresa de seu gosto? Você acha que não é válido você pelo menos PODER escolher? Me diga, então, porque eu não posso escolher quem irá fazer manutenção e cobrar o custo deste serviço da rua em frente à minha casa? Você entende que eu não devo ter esta escolha então?
  • marcela  27/02/2017 10:28
    Amigos do IMB,pesquisem no google essa notícia que acabou de sair sobre a China:Salário médio da indústria da China supera o do Brasil e do México.
    Mais um mito cai por terra!Essa história de que o trabalhador chinês é escravo é balela!
    Outro mito muito repetido é o de que a China manipula a moeda,eu mesma acreditei nisso até começar a ler o IMB.
    Tem ainda o mito de que a China depende de exportação para viver.Pura falácia!A china depende de produção,e é o fato de querer consumir que leva o povo chines a querer produzir,nenhum chines produz por passatempo.Não resta dúvida de que a China poderia consumir sua produção ao invés de exporta-la.
    O salário médio chines é maior que o de toda a america latina com exceção do Chile,e ainda tem gente que diz que o povo chines é pobre e não tem dinheiro para consumir aquilo que produz.
  • Andre  27/02/2017 13:43
    Era só questão de tempo, parabéns aos chineses e seu esforço na busca de uma vida melhor, com constantes aumentos de produtividade, sem CLT, menos impostos e poucas regulações das atividades produtivas o salário dos chineses triplicou em pouco mais de 10 anos, fiquem ligados, o próximo país a passar os níveis brasileiros será o Paraguai.
  • ZzXx  27/02/2017 16:14
    Eu sabia que Marx era um tremendo de um FDP, mas não conhecia o nível de retardo mental que ele tinha, não é a toa que tinha que ser sustentado por outras pessoas.
  • Primo  28/02/2017 21:08
    Estamos a algumas décadas do fim do capitalismo. Os avanços tecnológicos estão crescendo em progressão geométrica enquanto que os desejos humanos crescem em progressão aritmética. O capitalismo está chegando no seu estágio final, a satisfação das necessidades humanas estão sendo atendidas de maneira cada vez mais imediata. Dessa forma, o incremento marginal de satisfação mínima inviabiliza a ação humana. Os preços tendem a zero, a propriedade privada torna-se desnecessária e a organização social comunista torna-se realidade. Todos estão certos, Mises Brasil e Karl Marx, quem está errado é o tempo.
  • Ex-microempresario  01/03/2017 16:42
    Vc está sendo irônico ou acredita que os recursos naturais são ilimitados?
    Necessidades humanas sendo atendidas de maneira cada vez mais imediata? Se "necessidades humanas" se resumirem em smartphones, Facebook e Twitter, pode ser.
    Preços tendem a zero? Vc está falando de petróleo, ferro, cobre, além do lítio para as baterias do smartphone? Tudo isso é finito e não sai do subsolo sozinho.
    Se os desejos humanos crescem em progressão aritmética (eu duvido), a *quantidade* de humanos cresce geometricamente. Já a produção de alimentos, essa tem limites.
    Resumindo, abundância infinita pode existir numa planilha Excel, não no mundo real.
  • Pobre Paulista  01/03/2017 17:07
    Agora vamos todos nos abraçar e cantar kumbaia
  • Primo  02/03/2017 15:09
    Vc está sendo irônico ou acredita que os recursos naturais são ilimitados?

    Eu acredito que em algumas décadas os recursos serão alocados de maneira a atender a satisfação humana em um nível de qualidade maior que sua necessidade. Os alimentos são finitos, mas em questão de qualidade de vida, em muitas regiões o excesso de alimento já está se tornando um problema maior que a falta. O avanço tecnológico proporcionará ganhos de produtividades fantásticas. Profissionais específicos como médicos, engenheiros e professores serão cada vez menos demandados. A comodidade do "faça você mesmo" será a regra geral.
    Você como ex-microempresário deve saber que sua ex-função de assumir riscos e alocar recursos está sendo ultrapassada com o sistema de produção just-in-time. Logo não teremos a necessidade de qualquer tipo de profissional, sendo pois, qualquer trabalhador dispensável, o sistema de preços não seria uma regra sabia para alocação de recursos. A civilização voltará ao seu estado natural e viverá em harmonia com viveu antes do primeiro homem cercar um pedaço de terra e chamar aquilo de seu.
  • Ex-microempresario  02/03/2017 16:58
    Pensei em várias formas de responder. Mas vou concordar com o Pobre Paulista. Vamos nos abraçar e cantar kumbaia.
  • Josédival Néri da Camara  01/03/2017 14:57
    O MUNDO E A METAMORFOSE – Zedival Poeta.
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2063
    Lombard Freitas, parabéns pela publicação dessa matéria. Quero refutar as ideias de Carl Marx, uma que, quem fala sobre ele, não conhece sua historia. Carl Marx nunca foi intelectual, nem capacitado para escrever o que publicou. Ele foi um curioso, preguiçoso, copiador do que via, visto que, de trabalhador mesmo, nunca teve nem uma virgula. Ao chegar na França, quando ela ardia com os ideais socialista, observou todo mecanismo da grande novidade que surgia na Europa após o momento que hoje chamamos de " primavera", ou seja, movimento de libertação. Carl Max, por consequências do envolvimento politico na Alemanha, e o fechamento do Jornal onde trabalhava, foi para Paris, e lá, capitou os ideais socialista, e de plano retorna a Alemanha, para se aliar ao seu carregador de cargas, Friedrich Engels. Foi uma espécie de casamento igual a FHC e Lula. Um era o intelectual e o outro era o burro do intelectual. Como já conhecemos essa parceria brasileira, (FHC e Lula), dispensa comentários. Ao retornar a Alemanha, deram inicio a principal obra de Mar; O CAPITAL. – Das teorias comunistas e socialista, muito já falei na rede e só um tosco, perde tempo discutindo teorias e ideologias, que nunca saíram do campo imaginário. O Comunismo nunca teve projeto econômico, social, nem planejamento. Ele aplicou sempre a mesma nota por onde passou. Acabou com a sociedade produtiva, saqueou os bens de quem tinha, e o país acabou na miséria. O socialismo, até que encontramos países onde ele funciona, e funciona muito bem, entretanto, sua existência como sistema de governo é igual ao comunismo. O socialismo só funciona como projeto social, como tivemos no Brasil de 64/85, temos na Suíça, na França, está sendo introduzido na Inglaterra e Holanda, já existe na Suécia. Nesses países o sistema de governo é outro e o socialismo é apenas projeto social. Ai sim, partindo dessa premissa, onde o sistema de governo é DEMOCRATA ou até REINADO, e a economia é capitalista, o socialismo como forma de distribuir parte da arrecadação, investindo na igualdade social, funciona muito bem. Já como sistema politico é o que estamos assistindo no Brasil. Resume-se apenas a uma corja de ladrões saqueando aquilo que seria o produto do investimento social, para equilibrar a sociedade, eliminando a miséria e com ela, a contravenção. Falar de Marx e suas teorias caducas e inaplicáveis, em tempos de METAMORFE, é o mesmo que, andar de trem bala, e voltar andar de carruagem. As teorias comunistas, foram uma ilusão de ótica. É TEMPO DE COLOCAR CONCRETO EM CIMA DESSAS ABERRAÇÕES. O mundo moderno quer liberdade, trabalho fácil, vida boa, conforto e os robôs trabalhando para o cidadão. Nunca mais, essas ideologias terão espaço como regime politico, em países aculturados. – Zedival Poeta


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