O mito do superpovoamento e a obsessão com o controle populacional

De acordo com um artigo no site American Dream, intitulado "Al Gore, Agenda 21 and Population Control [Al Gore, Agenda 21 e o Controle Populacional], há gente demais habitando o planeta Terra, e isso está gerando impactos negativos sobre todos nós.  A solução?  Reduzir a população.  É o que eles próprios defendem abertamente, como será mostrado mais abaixo.

Em primeiro lugar, o que é Agenda 21?  A própria ONU define Agenda 21 da seguinte maneira:

Agenda 21 é um abrangente plano de ação a ser empreendido globalmente, nacionalmente e localmente por organizações pertencentes ao Sistema das Nações Unidas, pelos Governos e pelos Grandes Grupos em toda e qualquer área em que o ser humano impacta o ambiente.

Se tal objetivo globalista ainda parece muito abstrato, veja o que disse o Fundo de População das Nações Unidas em seu "Relatório sobre a Situação da População Mundial 2009" intitulado Enfrentando um Mundo em Transição: Mulheres, População e Clima:

Cada nascimento resulta não só nas emissões atribuíveis àquela pessoa ao longo de sua vida, mas também nas emissões de todos os seus descendentes. Assim, a economia de emissões decorrente de nascimentos pretendidos ou planejados se multiplica com o tempo. [...] Nenhum ser humano é genuinamente "neutro em carbono", principalmente quando todos os gases de efeito estufa são levados em conta na equação. Portanto, todas as pessoas são parte do problema, logo todos precisam participar da solução de um modo ou de outro. [...] Programas de planejamento familiar de qualidade são do interesse de todos os países no que se refere às preocupações sobre gases de efeito estufa, bem como às preocupações de bem-estar mais amplas.

O The New York Times concorda.  Em um artigo intitulado "The Earth is Full" [A Terra Está Lotada], de 2008, o colunista Thomas Friedman diz que "O crescimento populacional e o aquecimento global pressionam os preços dos alimentos, o que gera instabilidade política, o que leva ao encarecimento do petróleo, o que leva a novos aumentos dos preços dos alimentos, e assim reiniciando o círculo vicioso."

Já um professor de biologia da Universidade de Austin, Texas, chamado Eric R. Pianka, em um artigo intitulado "What Nobody Wants to Hear, but Everyone Needs to Know" [O que Ninguém Quer Ouvir, Mas Todos Precisam Saber], escreveu que "Não desejo nenhum mal ao ser humano.  No entanto, estou convencido de que o mundo, incluindo toda a humanidade, estaria muito melhor sem vários de nós."

O principal problema, só para começar, é que não há absolutamente nenhuma relação entre um grande número populacional, desastres ambientais e pobreza.  Os entusiastas das políticas de controle populacional devem considerar a República Democrática do Congo e suas míseras 29 pessoas por quilômetro quadrado como sendo o ideal ao passo que Hong Kong e suas 2.510 pessoas por quilômetro quadrado devem ser um pesadelo. 

No entanto, os cidadãos de Hong Kong usufruem uma renda per capita de US$ 52.000, ao passo que os cidadãos da República Democrática do Congo, um dos países mais pobres do mundo, sofrem com uma renda per capita de US$ 648.  E isso não é uma anomalia.  Alguns dos países mais pobres do mundo são aqueles que têm as menores densidades populacionais.

O fato é que o Planeta Terra está repleto de espaço livre, e a esmagadora maioria está desabitada.  Se colocássemos toda a população da terra nos Estados Unidos, teríamos uma densidade de 662 pessoas por quilômetros quadrado.  Tal densidade é bem menor do que a vigente nas principais cidades americanas.  Se toda a população americana vivesse no estado do Texas, cada família formada por quatro pessoas usufruiria mais de 2,1 acres de terra (8.500 metros quadrados).  Igualmente, se toda a população da terra se movesse para os estados do Texas, Califórnia, Colorado e Pensilvânia  , cada família de quatro pessoas usufruiria um pouco mais de 2 acres.

[No Brasil, apenas 0,2% do território está ocupado por cidades e infraestrutura.  E se toda a população mundial fosse para o estado do Amazonas, a densidade populacional seria equivalente à da cidade de Curitiba].

É óbvio que ninguém está sugerindo que toda a população do planeta seja colocada nos EUA, e nem que toda a população dos EUA seja colocada no Texas.  Cito essas figuras apenas para colocar as coisas em perspectiva.

Vejamos outras evidências sobre densidade populacional.  Antes do colapso a União Soviética, a Alemanha Ocidental tinha uma densidade populacional maior do que a da Alemanha Oriental.  O mesmo vale para a Coréia do Sul em relação à Coréia do Norte; para Taiwan, Hong Kong e Cingapura em relação à China; para os Estados Unidos em relação à União Soviética; e para o Japão em relação à Índia.  No entanto, embora fossem mais povoados, Alemanha Ocidental, Coréia do Sul, Taiwan, Hong Kong, Cingapura, Estados Unidos e Japão vivenciaram um crescimento econômico muito mais alto, um padrão de vida muito superior, e um acesso a recursos naturais de qualidade de forma muito mais plena e acessível do que a população daqueles países de menor densidade populacional. 

Aliás, Hong Kong praticamente não tem um setor agrícola, mas sua população come muito bem.

É de se imaginar por que ainda há pessoas que dão ouvidos a catastrofistas que sempre se mostraram consistentemente errados em suas previsões — e não erraram por pouco, mas fragorosamente.

O professor Paul Ehrlich, biólogo da Universidade de Stanford, em seu best-seller de 1968, The Population Bomb [A Bomba Populacional] previu que haveria uma enorme escassez de comida nos EUA e que "já na década de 1970 ... centenas de milhões de pessoas irão morrer de fome neste país".  Ehrlich previu que, entre 1980 e 1989, 65 milhões de americanos literalmente morreriam de fome, e que, até 1999, a população americana encolheria 22,6 milhões de habitantes.

Sua previsão para a Inglaterra era ainda mais desesperadora: "Se eu fosse um apostador, apostaria uma quantia substancial de dinheiro que a Inglaterra deixará de existir até o ano 2000".

No primeiro Dia da Terra, celebrado em 1970, Ehrlich alertou: "Dentro de dez anos, todas as mais importantes vidas animais nos oceanos estarão extintas.  Grandes áreas costeiras terão de ser evacuadas por causa do fedor de peixe morto".  Apesar de todo este notável currículo, Ehrlich continua até hoje sendo um dos favoritos da mídia e do mundo acadêmico.

Em grande medida, a pobreza nos países subdesenvolvidos pode ser diretamente atribuída ao fato de que seus líderes seguiram os conselhos de "especialistas" ocidentais.  O economista sueco e Prêmio Nobel Gunnar Myrdal disse, em 1956, que "Os conselheiros para assuntos especiais dos países subdesenvolvidos, que se dedicaram a estudar e entender os problemas desses países ... todos recomendam o planejamento centralizado como a condição precípua para o progresso".

Em 1957, o economista Paul A. Baran, da Universidade de Stanford, aconselhou que "A implantação de uma economia socialista planejada é uma condição essencial — na verdade, indispensável — para se alcançar o progresso econômico e social nos países subdesenvolvidos."

Para coroar essa série de maus conselhos, os países subdesenvolvidos enviaram seus melhores alunos para estudar economia em Berkely, Harvard, Yale e na London School of Economics, onde aprenderam tolices socialistas sobre crescimento econômico.  Na melhor das hipóteses, as teorias ensinadas não passavam de um emaranhado de lugares comuns. 

Por exemplo, o economista e Prêmio Nobel Paul Samuelson os ensinou que os países subdesenvolvidos "não conseguem emergir sua cabeça de debaixo d'água porque sua produção é tão baixa que eles não conseguem poupar nada para formar capital".  Um raciocínio totalmente circular.  Já o economista Ranger Nurkse é ainda mais profundo: segundo ele, a causa básica do subdesenvolvimento dos países pobres é "o círculo vicioso da pobreza".  Ou seja, um país é pobre porque ele é pobre.

Desnecessário dizer que tais constatações profundas são, por si mesmas, absurdas.  Se elas tivessem a mais mínima validade, toda a humanidade ainda estaria até hoje morando nas cavernas — afinal, dado que toda a humanidade já foi miserável em uma época, dado que a pobreza é algo da qual não se escapa, é impossível ter havido enriquecimento.  Por essa lógica, podemos concluir que estamos vivendo uma mera fantasia de riqueza.  Continuamos, na realidade, tão pobres quanto na época em que vivíamos nas cavernas.

Os entusiastas do controle populacional têm uma visão malthusiana do mundo, a qual vê o ritmo do crescimento populacional superando o ritmo da criação de meios para que as pessoas se sustentem.  No entanto, a própria genialidade da humanidade já mostrou que os malthusianos estavam completamente equivocados.  O homem consegue hoje cultivar volumes cada vez maiores de alimentos em espaços de terra cada vez menores.  Igualmente, a energia utilizada para produzir comida, em termos de dólares por PIB, está em contínuo declínio.  Estamos conseguindo mais com menos, e isso se aplica à maioria dos outros insumos utilizados na produção de bens e serviços.

Pense na seguinte questão: por que a humanidade de hoje usufrui telefones celulares, computadores e aviões, mas não usufruía na época de Luis XIV?  Todos os recursos físicos necessários para a fabricação de celulares, computadores e aviões já existiam àquela época.  Aliás, já existiam quando o homem das cavernas habitava a terra.

Há apenas uma explicação do motivo de usufruirmos essas benesses hoje mas não em épocas passadas: o aumento do conhecimento e da criatividade humana, bem como a especialização, a divisão do trabalho e o comércio — tudo isso em conjunto com a liberdade individual e a propriedade privada.  Foi isso o que levou à industrialização e à melhoria do nosso padrão de vida. 

Em outras palavras, os seres humanos são recursos imensamente valiosos. 

Aqueles que se preocupam com um fictício superpovoamento do planeta tendem a ver os seres humanos como nada mais do que meros consumidores de recursos.  A lógica é simples: os recursos são finitos; os seres humanos consomem recursos.  Logo, menos seres humanos significa mais recursos disponíveis.  Esse é o cerne de todas as ideias contrárias à expansão populacional. 

Porém, embora as premissas desse silogismo sejam verdadeiras, elas são calamitosamente incompletas, fazendo com que a conclusão seja igualmente (e perigosamente) incorreta.

Em primeiro lugar, os seres humanos não são apenas consumidores.  Cada consumidor é também um produtor.  Por exemplo, eu só consigo almoçar (consumir) porque produzi (trabalhei) e alguém me remunerou por isso.  E foi justamente essa nossa contínua produção o que aprimorou sobremaneira o nosso padrão de vida desde o nosso surgimento até a época atual.  Todos os luxos que usufruímos, todas as grandes invenções que melhoraram nossas vidas, todas as modernas conveniências que nos atendem, e todos os tipos de lazer que nos fazem relaxar foram produzidas por uma mente humana. 

Logo, a conclusão óbvia é que, quanto mais mentes existirem, mais inovações surgirão para melhorar nossas vidas.  Uma simples reductio ad absudum revela a óbvia verdade de que a cura para o câncer tem mais chances de ser descoberta em uma sociedade com um bilhão de pessoas do que em uma com apenas um punhado de indivíduos.

Ainda mais importante é o fato de que essas inovações resultam em uma multiplicação de recursos, de modo que o silogismo sofre uma importante alteração: os recursos são finitos; os seres humanos consomem recursos; os seres humanos produzem recursos; logo, se os seres humanos produzirem mais recursos do que consomem, um aumento populacional será benéfico para a nossa espécie.

Que nós produzimos mais do que consumimos é um fato autoevidente: basta olharmos para o padrão de vida que usufruímos hoje e compará-lo àquele que tínhamos há 50, 100 ou 1.000 anos.  À medida que a população aumentou, aumentou também a nossa prosperidade, e a redução no sofrimento humano foi impressionante.

Aquilo que hoje é rotulado como "consequência do excesso de gente no planeta" é o mero resultado de políticas governamentais socialistas que reduziram a capacidade das pessoas de se educaram, se alimentarem, se vestirem, e se abrigarem das intempéries.  Pode observar: todos os países subdesenvolvidos sofrem com tarifas protecionistas que restringem as importações, moeda fraca (que gera inflação de preços e impede a obtenção de produtos importados de maior qualidade), regulamentações sobre as práticas agrícolas, políticas de controles de preços para alimentos, burocracias que atrapalham o livre empreendedorismo e, principalmente, falta de segurança e brutais violações dos direitos humanos, o que faz com que os mais capazes e mais produtivos emigrem e deixem para trás justamente os menos produtivos. 

A verdadeira lição anti-pobreza para os países pobres é que o caminho mais promissor e seguro para se sair da pobreza e gerar mais riqueza é a liberdade individual, o livre comércio, uma moeda forte, o respeito à propriedade privada e, acima de tudo, um governo limitado.


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SOBRE O AUTOR

Walter Williams
é professor honorário de economia da George Mason University e autor de sete livros.  Suas colunas semanais são publicadas em mais de 140 jornais americanos.



O estado matou a liberdade dos açougues em prol dos empresários corporativistas

Há dez anos havia uma predominância muito maior de açougues de bairro. Eram comércios na maioria das vezes confiáveis e a procedência das carnes normalmente não era tão duvidosa quanto a vendida no supermercado.

Geralmente os donos desses açougues eram pais de família que manipulavam a carne com certo rigor, contratavam gente da vizinhança pra dar aquela força no comércio, faziam o bom e velho fiado pra quem não podia pagar na hora, enfim, era um tempo onde havia maior proximidade entre os produtos de consumo e o consumidor.

Mas eis que apareceu o governo e suas "bondades". E aí o açougueiro foi para o abismo com uma série de taxações, regulações, decretos, portarias, leis inúteis, legislações pesadas e tudo o mais necessário para acabar com um negócio promissor e confiável sob a desculpa de proteger os clientes daquele "malvadão" que – absurdo! – quer trabalhar e lucrar com o comércio de carnes.

E são tantas regras "protecionistas" que, sabendo da impossibilidade dos donos em cumpri-las de forma plena, os fiscais do governo se aproveitam da situação para caçar "irregularidades" como "a cor da parede", pedindo aquele salário mínimo para assinar o alvará de funcionamento.

Enquanto isso, o estado isentou as grandes empresas de impostos e multas sempre que possível, bem como das regras sanitárias que o açougueiro da esquina tem que cumprir. Enquanto o dono do açougue do bairro era impedido de obter uma mísera linha de crédito para investir em seu negócio, o governo fornecia uma gorda verba para as grandes empresas por meio do BNDES.

E veio o período maquiavélico de "aos amigos os favores, aos inimigos a lei", onde não há nada que impeça as grandes empresas. As dívidas caíam de 1 bilhão para 320 milhões, a "fiscalização" sanitária se tornou aliada e o Ministério da Agricultura passou a conceder seus selos livremente para os amigos do governo. Claro que isso teve um custo, pago com aquela verba pra campanha eleitoral para "resolver" tudo.

E o resultado não poderia ser diferente: nos baseando na confiança em um selo estatal e no sorriso técnico do Tony Ramos afirmando que "carne confiável tem nome!".

O corporativismo, ou seja, a aliança entre estado e grandes empresários, nos trouxe resultados deploráveis. Mas o malvado continua sendo o seu José da esquina, aquele que queria vender suas carnes e terminou fechando por excesso de burocracia estatal. Enquanto isso, os corporativistas da JBS, BRF e companhia cairão no esquecimento em breve.

O corporativismo brasileiro é um desastre sem fim.
Prezado Paulo, você reclama que teve emprego e salário, mas não ganhava tanto quanto os funcionários mais antigos e experientes. Você foi contratado a um salário menor e achou isso injusto. Queria já chegar ganhando o mesmo tanto que funcionários melhores e mais experientes, que já estavam lá há anos. É isso mesmo?

Não posso acreditar.

Outra coisa: você teve salário e emprego (e ainda teve plano de saúde!) graças à possibilidade de terceirização. E se fosse proibida a contratação de terceirizados? Será que você teria tido esse emprego e esse salário? Será que você sequer teria tido essa chance?

Desculpe, mas parece que você está cuspindo no prato que comeu. Você teve emprego e renda (e plano de saúde!) graças a uma liberdade de contrato, e agora vem dizer que essa liberdade foi ruim para você? Bom mesmo seria se o mercado de trabalho fosse restrito. Aí sim você já seria contratado como presidente...

É interessante como você parte do princípio de que o mundo não só lhe deve emprego e renda (e plano de saúde!), como ainda lhe deve um emprego extremamente bem-remunerado imediatamente após a contratação (você já quer entrar ganhando o mesmo tanto que os funcionários mais antigos e experientes).

De fato, ainda estamos deitados em berço esplêndido. Aqui todo mundo só quer saber de direitos.


P.S.: ainda no aguardo de você responder à pergunta do Leandro (a que aparentemente te deixou assim tão zangado): a terceirização nada mais é do que permitir que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?
Esse comentário não faz o menor sentido. Vc usa a linguagem jurídica e estatal para condenar pessoas, mas sem nenhum processo. Ter um cargo publico não pode ser crime no regime atual. Se vc se revelasse seria claramente processado por calunia e difamação. Pois não crime sem lei que o prescreva. Que é isso? Os libertários querem se unir aos marxistas para ditar regras de moral ao mundo. A existência de um aparato que extorque e atrapalha o desenvolvimento da população, pode ser imoral mas não pode ser considerado crime no sistema atual. Tente convocar uma assembleia constituinte libertaria e acabe com o sistema atual e talvez no seupais seja crime. Como podemos responder por crimes, contra uma legislação ideológica que ignoramos, que não aprendemos nem em casa e nem na mídia. Embora os recursos da receita federal sejam usados de ma fé, isso não faz da sua existência um crime. Antes de tudo existe um regulamento, produzido pelo consentimento da sociedade que prevê a existência daquele órgão. Pelo seu ponto de vista todas as pessoas são criminosas porque o estado não tributa tudo, mas regulamenta tudo. Então para ser um libertário coerente eu teria que cancelar meu CPF, abrir mão de todo beneficio estatal que veio parar nas minhas mão, mesmo sem que eu ferisse ninguém, renunciar minha cidadania brasileira, o que mais. Resumindo ter pessoas que respeitem os direitos civis e as liberdades individuais dentro do estado, é bem melhor do que ficar se gabando e massageando o próprio ego dizendo pra todo mundo, olha só nós estamos certo, todos vocês são ladroes, sem fazer nada pela liberdade.
Se há custos trabalhistas artificialmente altos e estes puderem ser reduzidos, então eles serão reduzidos.

Se uma empresa opera com custos trabalhistas artificialmente altos -- por imposição do governo -- e estes custos podem ser reduzidos -- porque há outros trabalhadores dispostos a fazer mais por menos --, então eles serão reduzidos.

Se a empresa não fizer isso, então ela estará -- por definição -- operando de forma ineficiente. Ele não durará muito. Com efeito, essa empresa só irá durar se operar com uma reserva de mercado garantida pelo governo. Aí sim. Excetuando-se isso, ela estará queimando capital e comprometendo sua capacidade de investimento e expansão no futuro. Será rapidamente abarcada pela concorrência.

No mais, é interessante notar que as pessoas querem livre concorrência para tudo e todos, menos para elas próprias. Todos nós queremos competição entre empresas para que haja produtos melhores e preços menores, mas não queremos competição para o nosso emprego. Quando a concorrência chega até nós, queremos que políticos criem leis que garantam nossa estabilidade. Agora, querem até proibir empresas de contratar outras pessoas que não nós mesmos. Há totalitarismo maior do que esse?

Vale ressaltar o óbvio: essa lei da terceirização nada mais é do que uma permissão para que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente -- por favor, me digam -- seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?
Ei, Marcelo Siva, quer falar de escravidão? Vamos lá (aliás, é hora de você começar a responder perguntas, como todos fizeram com as suas):

Quem é que adota políticas -- como déficits orçamentários e expansão do crédito via bancos estatais -- que destroem o poder de compra do dinheiro, perpetuando a pobreza dos mais pobres?

Quem é que, além de destruir o poder de compra do dinheiro -- gerando inflação de preços -- ainda impõe tarifas protecionistas para proteger o grande baronato industrial, com isso impedindo duplamente que os mais pobres possam adquirir produtos baratos do exterior?

Quem é que, ao estimular a expansão do crédito imobiliário via bancos estatais, encarece artificialmente os preços das moradias e joga os pobres para barracões, favelas e outras áreas com poucas expectativas de vida?

Quem é que impede que os moradores de favelas obtenham títulos de propriedade, os quais poderiam ser utilizados como garantia para a obtenção de crédito, com o qual poderiam abrir pequenas empresas, fornecer empregos e, de forma geral, se integrar ao sistema produtivo?

Quem é que tributa absolutamente tudo o que é vendido na economia, e com isso abocanha grande parte da renda dos pobres?

Quem é que, por meio de agências reguladoras, carteliza o mercado interno, protege grandes empresários contra a concorrência externa e, com isso, impede que haja preços baixos e produtos de qualidade no mercado, prejudicando principalmente os mais pobres?

Quem é que cria encargos sociais e trabalhistas que encarecem artificialmente e mão-de-obra e, com isso, gera desemprego, estimula a informalidade e impede que os salários sejam maiores?

Quem é que confisca uma fatia do salário do trabalhador apenas para que, no futuro, quando este trabalhador estiver em situação ruim, ele receba essa fatia que lhe foi roubada de volta (e totalmente desvalorizada pela inflação)?

No aguardo das suas respostas.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2383

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Felipe Chierighini  26/03/2015 14:44
    Não confio em ninguem que seja contra o aumento populacional e ainda não cometeu suicídio.
  • Luan R.  26/03/2015 15:16
    Hahaha, genial. A propósito, alguém saberia me indicar onde encontro informações e estatísticas oficiais sobre a quantidade de funcionários públicos no brasil ao longo dos anos?
  • Raposa  26/03/2015 18:29

    epoca.globo.com/ideias/noticia/2014/10/brasil-gasta-demais-com-bfuncionarios-publicosb.html
  • Ed  26/03/2015 15:50
    Pianka está certo. A humanidade estaria mesmo melhor sem vários deles.
  • Harris  26/03/2015 17:11
    Começando por você, talvez...
  • Ed  26/03/2015 18:17
    Eu fui irônico.
  • Pobre Paulista  26/03/2015 16:50
    Os piores são aqueles que tem 3, 4 filhos mas falam "ah, mas eu tenho condições de criá-los".

    Quero ver se estão dispostos a castras as próprias filhas!
  • Livio Luiz Soares de Oliveira  27/03/2015 21:03
    Verdade. Essas pessoas arrogantes que pregam essas teorias equivocadas de redução populacional poderiam ser um pouco mais coerentes e começarem dando o exemplo, se autoextinguindo ou praticando um autoaborto retroativo nelas próprias...
  • Tiago Vieira  26/03/2015 14:55
    Incrível a índole genocida dessa gente. Assustador.
  • Lopes  26/03/2015 15:03
    O argumento malthusiano é exaustor de tão recorrente. O fato de ainda existir é pura miopia (ou desonestidade) intelectual daqueles que o perpetuam. É a completa ignorância dos mecanismos de preço, da história tecnológica dos últimos dois séculos, da escassez de recursos e das milhares de formas já desenvolvidas para suspendê-la através do empreendedorismo.

    Quanto aos países pobres, repito algo que disse há vários dias:

    Quando disser a alguém que ele não pode fazer alguma coisa, que trate de laborar a certeza do que disse; caso não, a única coisa enjaulando esta pessoa ao seu status quo será o peso de umas poucas palavras.
  • Dalton C. Rocha  26/03/2015 15:23
    Ecologismo e malthusianismo são apenas outros nomes, para eugenismo e racismo.
    A ecologia é uma religião pagã baseada em dois mandamentos:
    1- Todo ecologista é um racista, um preconceituoso e um charlatão.
    2- Todo ecologista deve evitar que percebam ser ele um racista, um preconceituoso e um charlatão.
    É tudo uma mudança, apenas do nome das coisas. A troca de seis, para meia dúzia. Onde os eugenistas/racistas viam uma raça inferior, os maltusianistas passaram a ver "super população" os ecologistas passaram a ver "desmatamento". A consciência racial virou "consciência ambiental". As ameaças raciais passaram a se chamar "ameaças populacionais" e em seguida "ameaças ambientais".
    A raça passou a se chamar natureza, planeta, meio-ambiente e como a tal raça, agora a natureza, planeta, meio-ambiente, etc. querem sacrifícios dos outros.
    É tudo religião pagã, 100% falsa e tendo por sumos sacerdotes picaretas como Al Gore, João Pedro Stédile, etc.
  • Raposa  26/03/2015 15:36
    Qualquer previsão futura de escassez é dada numa condição ceteris paribus.Ou seja, pura especulação. As tecnologias se desenvolvem de forma exponencial. Portanto, é impossível prever quando um recurso se tornará de fato, escasso. Malthus não previu a utilização de métodos contraceptivos nem a agricultura em larga escala, conforme afirma o texto.

    O que me preocupa de verdade são as disparidades entre as taxas de natalidade x nível social/educacional. As pessoas improdutivas se reproduzem de forma irresponsável e desordenada, gerando um exército de dependentes do estado.

    Do outro lado, pessoas com um nível de produtividade maior - com uma alta probabilidade de gerar herdeiros igualmente produtivos - estão cada vez menos tendo filhos. Sabemos-se muito bem a quem interessa o status quo.

    Uma hora a fatura vai chegar. Advinha quem vai pagar?
  • Lebre  26/03/2015 18:09

    "O que me preocupa de verdade são as disparidades entre as taxas de natalidade x nível social/educacional. As pessoas improdutivas se reproduzem de forma irresponsável e desordenada, gerando um exército de dependentes do estado."

    Isso só acontece porque há estado. Se não houvesse o estado, esse exército não seria dependente, correto - eles teriam que se virar para não morrer de fome.

    "Do outro lado, pessoas com um nível de produtividade maior - com uma alta probabilidade de gerar herdeiros igualmente produtivos - estão cada vez menos tendo filhos. Sabemos-se muito bem a quem interessa o status quo."

    Isso só acontece porque esses tais tem os seus ganhos protegidos pelo estado, seja por que são funcionários públicos, seja porque são privados mas com conexões umbilicais com o estado, caso contrário, eles teriam que gerar uma prole suficiente para que ao menos alguns deles tivessem a garantia de sucesso.

    "Uma hora a fatura vai chegar. Advinha quem vai pagar?"
    As populações mais pobres e mais fracas, tanto do ponto de vista físico, como social ou econômico sempre pagaram e sempre pagarão a conta dos desmandos do governo. E, novamente, é só pela existência de um estado-nação com um governo monopolista da justiça sobre um determinado território é que tais pessoas são passíveis de sofrerem tais "injustiças", caso contrário, elas próprias poderiam fazer tudo o que fosse necessário para a sua própria sobrevivência, e que hoje são proibidas pelo estado.

    Resumo da prosa: sem o estado nada dessas mazelas que você coloca sequer existiriam. É fácil defender uma instituição que age assim?
  • PAULO EDUARDO  26/03/2015 15:39
    Parabéns pelo artigo. Simples, verdadeiro.
  • Diego  26/03/2015 15:39
    Discordo. Ter um extensa faixa territorial e uma população elevada faz com que um país seja sobrecarregado, contribuindo para eternos gastos e para que se tenha um estado cada vez maior, paternalista e corrupto. Nem os EUA escapam disso, principalmente agora com aquele socialista do Obama. Em compensação o que dizer sobre Suíça, a Escandinávia, Coreia, Singapura, Nova Zelândia... é muito mais prático governar lugares assim. A China cresceu em parte pq forçou um pesado controle populacional. Claro que sempre vão existir exceções de ambos os lados mas acho que há uma relação clara entre países com população/território pequenos, medianos e riqueza vs países com extensão e população elevados. Imagina o que seria o Brasil sem o Norte e Nordeste, apenas com isso boa parte dos problemas do país seriam resolvidos. Ou alguém acha que não?
  • Washington  26/03/2015 17:18
    Aponto contradições. A maior densidade populacional brasileira está na região Sudeste. Bem como a maior parte da população beneficiada pelo paternalismo do estado também são do Sudeste.

    "Imagina o que seria o Brasil sem o Norte e Nordeste" - Guarde seu desconhecimento para si mesmo.
  • Pedro  26/03/2015 19:51
    De onde você tirou que a China cresceu devido a um pesado controle populacional? A China passou a crescer após as reformas liberalizantes de Deng Xiaoping de 1978. Foi porque ela abriu o mercado que ela cresceu, não porque implantou uma politica de filho único que só tem resultado em barbárie e extermínio de bebês, especialmente do sexo feminino, o que provocou uma tremenda de uma escassez de mulheres no país.
  • vladimir  29/10/2016 15:46
    Quanto a superpopulação a questão não é quantidade e sim qualidade de indolentes esperando pelo ESTADO, quanto a China, bem tá faltando mulher lá e o problema não é a população, mas o governo, e quanto a China imperial eles tinham superpopulação e não vi o governo praticar controle de natalidade.
  • Pedro Nascimento  26/03/2015 15:55
    Engraçado pensar que em todos os artigos que lemos aqui no Mises nos iluminam sobre uma variedade quase infinita de assuntos sobre o mundo contemporâneo, e só quando paramos pra pensar que as soluções pra esses problemas giram em torno SEMPRE dos mesmos princípios que valorizamos,e mais engraçado ainda que são princípios tão simples e lógicos que eu não sei se me sinto esperançoso que de a população inevitavelmente entenderá cedo ou tarde, ou se por ser simples demais eles nunca vão entender. Por mais paradoxal que isso possa parecer.
  • Preocupado  26/03/2015 17:42
    É simples, mas é contra-intuitivo. Nossa reação sempre é querer roubar, proibir, ou matar para resolver problemas pois são processualmente mais simples do que negociar, entender e produzir - ou ao menos assumimos como tal; proibir o álcool, por exemplo, jamais acabou com seu uso. Em quaisquer jardins de infância com crianças problemáticas e sadias unidas em um ambiente para o qual ainda não estão capacitadas (criancinhas não conseguem negociar), o que ocorre é um pesadelo de choradeira, agressividade, raiva e força através da violência quando não há um adulto (impossível que sejam onipresentes) para resolver conflitos. Quaisquer semelhanças com política argentina NÃO são coincidência (peronistas, quando lutam com socialistas nas ruas por pura imbecilidade de manada, geram até brigas de morte - algo que um dia poderá existir no Brasil também se as pessoas continuarem levando esta palhaçada de política a sério como andam fazendo).

    Agredir é fácil e pensar é difícil. Gente menos inteligente nem considera a segunda.
  • Douglas  26/03/2015 18:23
    Entendo plenamente.
    Acho que segue o principio de quando tentamos falar sobre algum assunto relacionado a economia aplicando a EA.
    "Mas vc nao faz economia, se o FMI disse ele ta certo, não e tao simplescomo vc diz".

    Isso serve para todos os assuntos, se parace simples de mais, vivaris pessoas ignorarem, porque assuntos complexos enchem mais as vistas.
  • anônimo  26/03/2015 16:53
    isso vale lá pra suécia, dinarmarca e islândia onde precisa nascer gente, não aqui para o Rio de Janeiro, onde aquelas vadias de favela tem 6, 7, 8 filhos (pelo menos uns 2 ou 3 sempre viram bandidos, q só serve pra aumentar ainda mais os números de criminalidade, mas ok), além de entupirem ainda mais os ônibus (e não adianta falar q a soluação é aumentar a quantidade de ônibus, pois isso só vai gerar um engarrafamento....de ônibus), sujar mais ainda as ruas, mais criança na fila do sus pra gente pagar a conta e etc...
  • Amazonense  26/03/2015 18:18

    "Discordo. Ter um extensa faixa territorial e uma população elevada faz com que um país seja sobrecarregado, contribuindo para eternos gastos e para que se tenha um estado cada vez maior, paternalista e corrupto. Nem os EUA escapam disso, principalmente agora com aquele socialista do Obama. Em compensação o que dizer sobre Suíça, a Escandinávia, Coreia, Singapura, Nova Zelândia... é muito mais prático governar lugares assim."

    Isso porque essas extensas faixas territoriais tem estados fortes (leia-se gigante e corruptos). Sem a presença do estado, as cidades e pequenas aglomerações, ou mesmo grandes cidades, teriam que se reestruturar de outra forma e não haveria essa sobrecarga que citas.

    Daí porque uma das soluções possíveis para se alcançar um ideal libertário é a criação de cidades-estados, independentes do poder central. Veja que neste esquema, até cidades comunistas seriam possíveis (claro que elas acabariam com o tempo porque não conseguiriam produzir nada que os outros quisessem, mas em termos puramente teóricos, vale a ideia)

    "A China cresceu em parte pq forçou um pesado controle populacional."

    Ops! A China cresceu porque ela se abriu, ao menos parcialmente, para o capital estrangeiro, isto é, se abriu parcialmente para o mundo, o que permitiu que empresas investissem lá e começassem o processo de acumulação de capital e novas produções. A China cresceu, mesmo com o controle forte populacional do governo porque, ao se abrir, tinha uma população numerosa que podia ser utilizadas para a produção dos produtos. Se o governo chinês tivesse tido sucesso no seu controle populacional, de fato, a abertura sozinha não teria dado tão certo.


  • Marcus  26/03/2015 18:41
    O que eu vou comentar não tem nada a ver com o assunto,so queria saber o Leandro acha que vai acontecer com essa mundança.

    www.swissinfo.ch/por/o-segundo-maior-banco-do-pa%C3%ADs_mudan%C3%A7a-na-chefia-do-credit-suisse/41314814
  • Adelson Paulo  26/03/2015 19:21
    A questão da demografia tem sérias implicações geo-políticas. O maior crescimento populacional está ocorrendo em países mais pobres, enquanto os países mais ricos da Europa Ocidental (talvez com a exceção da França) vêm apresentando crescimento populacional quase nulo. Isto já está implicando em uma violenta pressão migratória, com milhões de jovens na África e América Latina tentando desesperadamente ingressar na Europa e Estados Unidos, um drama que a Europa está tendo imensas dificuldades de enfrentar. Outro detalhe: o maior crescimento populacional vem ocorrendo em populações muçulmanas, mesmo dentro da Europa, onde a mulher geralmente não trabalha fora de casa e aceita a condição exclusiva de mãe de uma extensa família.
    No Brasil, há um dado ainda mais preocupante: o número de filhos por mulher reduz-se à medida que se sobe na pirâmide de renda. Assim, as famílias mais ricas têm menos filhos e podem investir maciçamente em sua educação, o que deverá inevitavelmente se refletir em desigualdades futuras no mercado de trabalho e na posição social.
    Mas há fortes evidências de cenários em que a população humana vai se estabilizar em torno de 9-10 bilhões de pessoas em torno de 2030-2040. A partir daí a Humanidade vai envelhecer rapidamente, com profundos impactos nos sistemas de saúde e previdência social. Este provavelmente seja um risco muito maior do que a superpopulação do planeta.
  • Pedro  26/03/2015 20:04
    Sem falar que a taxa de natalidade média mundial já está encostada na taxa média de manutenção populacional de 2,3 filhos por mulher e continua caindo. Em outras palavras, se a tendência na redução da taxa fertilidade continuar (e tudo indica que ela não só vai continuar como vai acelerar mais ainda) a população mundial vai atingir um pico em meados desse século e então começará a cair. Alguns países já chegaram a esse ponto faz tempo. Todo esse alarmismo referente a superpopulação não passa de uma fraude que é desmentida com um simples dado demográfico.
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  26/03/2015 20:24
    O estado, além de sua costumeira ineficiência em tudo o que se propõe a fazer, incentiva uma culpa sobre a humanidade, culpa essa que é unicamente do estado e suas decisões desastrosas. Até mesmo em jogos de administração de estados, como Age of Empires, quanto mais população melhor para o reino ou país que escolhemos para jogar. Ao contrário do que a Rede Globo quer nos fazer acreditar, MENOS NÃO É MAIS!
  • Pobre Paulista  26/03/2015 21:36
    Replicando aqui um comentário deste artigo, feito por Andre Cavalcante 16/05/2014 19:57:45



    É interessante como as pessoas se adonam de "verdades" alheias e saem por aí propagando-as sem ao menos se darem o trabalho de verificar tais "verdades".

    Sobre o fato de os recursos da Terra serem escassos, tudo bem, mas vamos ver como é essa escassez:

    ESPAÇO:
    População mundial: 7 bilhões de habitantes.
    Área do Brasil: 8 milhões de quilômetros quadrados
    Se colocássemos toda a população da Terra no Brasil teríamos uma densidade de: 7 bi / 8,5mikm2 ~= 824 habitantes por km2. Só lembrando, 1km2 = 1km x 1km = 1000m x 1000m = 1mi m2 = 100ha, onde 1 ha = 100m x 100m = um campo de futebol. Em outras palavras, teríamos uma densidade da ordem de 824 habitantes em 100 campos de futebol, o que dá, arredondando bem pra cima, 9 habitantes por campo de futebol, que não dá nem um time de futebol.
    Comentário: se toda a população da Terra vivesse no Brasil, uma família (ou duas), totalizando 9 pessoas poderia morar em um área do tamanho de um campo de futebol. Isto é uma área que dá pra construir uma casa de 200m2, ter uma boa horta, árvores frutíferas e até umas vaquinhas tudo junto.
    Conclusão: área para se viver e produzir é um bem escasso, mas o limite do planeta é muito, mas muito superior ao que conseguimos usar atualmente.

    ENERGIA:
    Radiação média solar na Terra: 1KW/m2
    Área de Pernambuco: 98.311 km2 = 98.311 mi m2 = 98,3 bi m2
    Energia solar só em Pernambuco = 98,3,8 bi x 1KW = 98,3 TW (isso mesmo, Tera-Watt).
    Capacidade instalada de geração de energia elétrica (mundo) [segundo anuário estatístico de E.E. 2013] = 5.066,00 GW = 5TW. Ou seja, só o que o Sol manda de energia sobre Pernambuco dava pra alimentar quase 20x o consumo diário de energia elétrica do planeta inteiro.
    Conclusão: energia é um bem escasso, mas o limite do planeta é muito, mas muito acima da necessidade atual dos 7 bilhões de habitantes. De fato, para sustentar toda a civilização atual, bastaria coletores solares (desses que já existem no mercado e que tem eficiência não maior que 25%), cobrindo uma área do tamanho de Pernambuco para suprir toda a nossa necessidade e, de quebra, a sombra formada ainda ajudaria a reduzir o tal do aquecimento global.

    ÁGUA:
    Consumo de 1 norte-americano por dia: 600 litros [Guia do Estudante - Vestibular]
    1 m3 = 1000 litros, logo, o consumo de um norte-americano é de 0,6m3 por dia. Como o dia tem 86400s, temos uma vazão de 0,000006944 m3/s.
    População da Terra: 7 bi * consumo acima = 48.611 m3/s
    Vazão do Rio Amazonas sozinho: 209.000 m3/s
    Comentário: o rio Amazonas sozinho é capaz de suprir uma demanda 4x maior que o mais louco consumo de água que se pode pensar (todos os 7bi consumindo água como um norte-americano). Isso sem falar nos outros grandes rios do planeta e sem levar em conta nenhum dos aquíferos subterrâneos e água em forma de gelo. Ah! e ainda temos 3/4 do planeta na forma de água salgada que, na pior das hipóteses pode ser dessalinizada e, então, usada normalmente.
    Conclusão: água é um bem escasso, mas o limite do planeta é muito, mas muito superior a qualquer uma das nossas necessidades

    MINÉRIOS:
    A crosta da Terra é uma fina película dura flutuando sobre o manto, de 5km a 70km de espessura [Wikipedia]. Ora, não temos tecnologia para chegar nem aos 5km. Então vamos fazer algo mais realista e considerar a extração mineral somente até 2km.
    Área da África do Sul: 1.221 mil km2
    Volume total de terra: 1.221 mil km2 * 2km = 2.442 km3 = 2,4x10^12 m3
    Densidade média da Terra 5,1 g/cm3 = 5100 Kg/m3
    Massa total de terra a minerar: 12,2 trilhões de toneladas
    Para se ter uma ideia: produção de minério de ferro em 2008: 2,1 bilhões de toneladas
    Conclusão: o limite da Terra para a exploração de minérios ainda é muito maior que o consumo atual.
    Comentário: A necessidade de tecnologia, a possibilidade de reciclagem, os custos com a extração, os custos ambientais (custos de oportunidade, pois uma floresta em pé pode ser, em alguns casos, mais vantajoso que o minério sob as raízes das árvores) e vários outros fatores fazem com que alternativas a extração comecem a ser interessantes. A minha preferida, no entanto, não está na Terra, mas na possibilidade de minerarmos asteroides no espaço - já temos tecnologia para isso e empresas privadas que em alguns anos a poucas décadas devem começar o serviço (Este caso é emblemático - uma parte do custo de extração é artificialmente criada pelos governos, através regulações na atividade e por causa das questões ambientais; a medida que tais custos aumentam torna-se muito mais vantajoso reciclar ou pegar minério no espaço que retirá-lo da terra).

    RESUMO DA PROSA: os recursos físicos da Terra são limitados, portanto, escassos. No entanto, as quantidades que a Terra dispõe são tão grandes que ainda estamos muito aquém do que ela pode nos fornecer. Se usarmos de inteligência e técnicas corretas, nunca chegaremos nem perto desses limites. De fato, o maior limite hoje está justamente no recurso mais necessário para poder explorar os demais recursos naturais: falta gente, principalmente os inteligentes e criativos.

    Abraços


  • Tio Patinhas  26/03/2015 22:15
    Ainda estou tentando ler todos os artigos do site e tem gente que conhece até mesmo cada um dos comentários...
  • Silvio  26/03/2015 22:32
    Isso é resultado anos de prática. Além disso, não tem como esquecer esse comentário épico. Aliás, aquele artigo é excelente e há vários comentários interessantes.
  • Lopes  27/03/2015 01:58
    Este comentário do André Cavalcante é um clássico. Há algumas discussões aqui que se tornam clássicas com postagens bastante curiosas, organizadas e detalhadas que valem em muito ser lembradas. Consigo pensar em ao menos três ou quatro. Descanso apenas com meus anseios de um dia criar um comentário tão bom quanto este.

    Há um outro clássico que gosto muito. É do Marcelo Werlang defendendo bravamente o artigo que ele traduziu contra o ímpeto revolucionário do Típico Filósofo. É uma excelente leitura:

    Típico Filósofo, eu sei que você é um fake criado com a finalidade de mostrar — com perfeição, frise-se — aos demais internautas que navegam pelo site do IMB o "pensamento" dominante (majoritário) no meio universitário ("acadêmico") brasileiro, bem como na mídia, nos "círculos políticos" e na sociedade em geral. Mas escrevo esta resposta com a intenção de me dirigir a todos estes pretensos e autoproclamados "intelectuais".

    Você, antes de qualquer coisa, deve ler com atenção (com grande concentração) as seguintes sete listas de textos:

    (1) Sobre quem você realmente é:
    mises.org.br/Article.aspx?id=1487 (Por que os intelectuais odeiam o capitalismo);
    mises.org.br/Article.aspx?id=1418 (O pensamento econômico na Grécia Antiga);
    mises.org.br/Article.aspx?id=1554 (Intelectuais e raça — o estrago incorrigível);
    mises.org.br/Article.aspx?id=1587 (Pensar está se tornando algo obsoleto);
    mises.org.br/Article.aspx?id=1592 (Lugares comuns que substituem o raciocínio crítico);
    mises.org.br/Article.aspx?id=1149 (O intelectualismo anti-intelectual);
    library.mises.org/books/Ludwig%20von%20Mises/The%20Anti-Capitalistic%20Mentality.pdf (The Anti-capitalistic Mentality) ou mises.org.br/files/literature/A%20Mentalidade%20Anticapitalista%20-%20WEB.pdf (A Mentalidade Anticapitalista);
    mises.org.br/Article.aspx?id=1360 (Riqueza e pobreza ao longo da história);
    mises.org.br/Article.aspx?id=1352 (Falácia e grosseria — o homeshooling segundo dois "izpessialistas");

    (2) Sobre o fantástico exemplo intelectual e moral que foi LUDWIG VON MISES, o homem que dá nome a este site:
    mises.org.br/Article.aspx?id=1118 (Ludwig von Mises — defensor da liberdade e do capitalismo);
    mises.org.br/Article.aspx?id=1476 (O brilhantismo e a bravura de Mises);

    (3) Sobre a ideologia que você tanto difunde:
    mises.org.br/Article.aspx?id=1341 (O socialismo na prática — o laboratório da morte);
    mises.org.br/Article.aspx?id=1584 (Marxismo: a máquina assassina);
    mises.org.br/Article.aspx?id=1190 (A história soviética);
    mises.org.br/Article.aspx?id=94 (A China Comunista e os seus campos de morte);
    mises.org.br/Article.aspx?id=1396 (A verdadeira doutrina defendida por Karl Marx);
    mises.org.br/Article.aspx?id=1405 (Karl Marx e o seu caminho escatológico para o comunismo);
    mises.org.br/Article.aspx?id=1408 (Socialismo e retrocesso da civilização);
    mises.org.br/Article.aspx?id=773 (Os verdadeiros amigos e inimigos dos assalariados — um desafio intelectual para a esquerda);
    mises.org.br/Article.aspx?id=1206 (O igualitarismo é uma revolta contra a natureza);

    (4) Sobre a medicina estatal que é tão defendida — com enorme ardor — por você (que, muito sabiamente, nem chega perto dos estabelecimentos públicos de saúde):
    mises.org.br/Article.aspx?id=1344 (O que a medicina soviética nos ensina);
    mises.org.br/Article.aspx?id=923 (Como Mises explicaria a realidade do SUS);
    mises.org.br/Article.aspx?id=349 (A medicina socializada e as leis econômicas);
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1115 (Mitos versus fatos no sistema de saúde sueco: O direito de esperar);

    (5) Sobre o tal "Estado Democrático de Direito" que você advoga, principalmente através da expressão "Bem Comum":
    www.mises.org.br/Subject.aspx?id=11 (Artigos sobre o assunto 'Democracia');
    mises.org.br/Article.aspx?id=1626 (Explicando o que é o governo para um "forasteiro");

    (6) Sobre o estado — que é o aparato de coerção e compulsão (i.e., força física, violência, agressão, opressão) que exerce soberania sobre os indivíduos que vivem em determinado território —, a "instituição" que você mais venera:
    mises.org.br/Article.aspx?id=226 (O estado, o agressor);
    mises.org.br/Article.aspx?id=75 (A natureza do estado);

    (7) Sobre o que realmente são os direitos humanos (já que você usa a expressão "direitos humanos" para justificar as maiores atrocidades, principalmente as dos socialistas de todas as vertentes — comunistas, nazistas e fascistas):
    mises.org.br/Article.aspx?id=619 (Os "direitos humanos" como direitos de propriedade).

    Eu frequentei o curso de Direito da UFRGS. Lá encontrei muitos tipos iguais a você, Típico Filósofo. Trata-se de pessoas arrogantes e autoritárias, que se consideram donas da verdade e da razão, com quem não é sequer possível debater e argumentar (sob pena de sofrer represálias graves — perseguição, diminuição de nota e reprovação); ademais, já que nas provas é preciso reproduzir no papel aquilo que é professado pelo (pela) Grande Mestre, então "uma discussão em sala de aula" é, na prática, algo inútil de ser feito. Trata-se de gente que considera ter alcançado o máximo de inteligência a que a humanidade pode chegar; que pensa que, se não dessem "aulas", se não cobrassem presença (fizessem chamada), os seus alunos jamais conseguiriam aprender aquele conteúdo específico. Trata-se de pessoas que poderiam viver muito bem sem um salário de professor (são ricos advogados, ricos juízes/desembargadores, ricos promotores/procuradores...), mas que se tornam docentes para satisfazerem a vaidade, para obterem o "prestígio" (status) de professores universitários, para poderem colocar nos seus livros esse título ("Professor Titular da Cátedra X", por exemplo), para tentarem transformar os infelizes alunos em discípulos das suas brilhantíssimas "ideias" e "concepções". Trata-se, pura e simplesmente, de verdadeiros babacas nojentos (não há, infelizmente, expressão mais branda). Trata-se de indivíduos que jamais seriam professores num ambiente em que imperasse um genuíno livre mercado (i.e., sem intervenção estatal, sem violência/coerção governamental) no setor educacional — enfim, num ambiente em que os alunos não fossem obrigados a adquirir um diploma; em que eles fossem às aulas para justamente obter os conhecimentos que julgam necessários e importantes, não para cumprir o script impingido por políticos e burocratas; em que eles pudessem de fato escolher os professores, as matérias, o método de ensino, etc. Como toda regra geral, há exceções (existem professores bons e decentes); mas elas, lamentavelmente, são bem poucas.

    Um professor dava as notas aos alunos conforme "o que o seu coração sentia" — esse, aliás, é o mesmo raciocínio/critério do atual ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, que uma vez proferiu a seguinte pérola: "Justiça não é algo que se aprende, justiça é algo que se sente. O juiz sente o que é justo." Outro, numa das suas tantas "aulas" (que tinham plateia praticamente absoluta por causa do seu terrorismo com a chamada), falou mal das seguradoras (parecia que ele estava realmente falando do demônio em pessoa) porque teve uma experiência ruim com uma delas numa viagem que fez para um "país frio da Europa" (ele não disse qual era o país — mas é bem provável que tenha ido para a Rússia), professando que o estado deve regular bastante o setor para proteger os clientes das seguradoras. Outro docente "lecionava" com este método extremamente científico (passos "a" e "b"): (a) pegar uma apostila e ficar dizendo, por uma hora e meia, numa voz praticamente inaudível, todos os detalhes que nela estavam; (b) nas provas, perguntar exatamente esses "detalhes dos detalhes". Tal método obrigou a turma a gravar e degravar todas as suas "aulas". Numa breve conversa particular comigo, um famoso e eminente professor disse que a prática das reservas fracionárias por parte dos bancos não é fraude, que ela é algo comum, normal e até vital. Uma ínclita docente, falando do caso de uma família sendo importunada pelos burocratas estatais por causa do fato de educar os seus filhos em casa (homeschooling), passou-nos o entendimento de que a educação domiciliar é ruim porque "cria as pessoas num ambiente fechado". Outro professor chegou até a dizer que Hitler foi um herói para os judeus (sic). Abundam exemplos com todas essas notáveis características — arbitrariedade, imposição de falácias e opiniões cretinas, didática terrível, terrorismo... Eu apenas mencionei alguns.

    Abaixo, reproduzo um fantástico trecho de A Revolta de Atlas, de Ayn Rand:

    Ela revivia a sua infância toda vez em que encontrava os dois filhos da moça que era dona da padaria. Via-os com frequência perambulando pelas trilhas do vale: dois seres destemidos, de 7 e 4 anos. Pareciam encarar a vida tal como ela a encarava quando criança. Não havia neles a expressão que costumava ver nas crianças do mundo exterior — uma expressão de medo, de segredo misturado com zombaria, de proteção contra os adultos, de um ser que descobre que está ouvindo mentiras e aprendendo a odiar. Os dois meninos tinham a confiança aberta e alegre de dois garotinhos que não se sentem ameaçados; tinham uma consciência inocente e natural, sem arrogância ou vaidade, do próprio valor, com uma certeza igualmente inocente de que qualquer estranho seria capaz de reconhecer o seu valor. Tinham aquela curiosidade ansiosa de quem se aventura a ir a qualquer lugar com a certeza de que na vida não há nada que não mereça nem possa ser descoberto. Parecia que, se encontrassem o mal, o rejeitariam com desprezo, não por ser perigoso, mas por ser algo estúpido; que não o aceitariam, resignados, como a lei da existência.
    — Eles representam a minha escolha de profissão, Srta. Taggart. — Disse a jovem mãe em resposta ao comentário de Dagny, enquanto embrulhava um pão, sorridente. — Representam a profissão pela qual optei, a qual, apesar de tanta bobagem que se fala sobre a importância de ser mãe, lá fora é impossível praticar. Creio que a senhorita já conheceu o meu marido; é o professor de economia que trabalha para Dick McNamara. A senhorita sabe, é claro, que neste vale não há compromissos coletivos, que aqui não podem entrar parentes a menos que cada indivíduo faça o juramento do grevista por convicção individual. Vim para cá não apenas por causa da profissão do meu marido, mas por causa da minha. Vim aqui para criar os meus filhos como seres humanos. Eu não seria capaz de entregá-los a sistemas educacionais que têm por objetivo impedir o desenvolvimento do cérebro da criança, convencê-la de que a razão é impotente, de que a existência é um caos irracional que ela é incapaz de enfrentar, e reduzi-la a um estado de terror crônico. A senhorita se surpreende com a diferença que há entre os meus filhos e as crianças do mundo exterior? Mas o motivo é muito simples. É porque aqui no vale de Galt não há quem não considere monstruoso apresentar a uma criança a mais leve insinuação do irracional. (São Paulo: Sextante, 2010, v. 3, p. 96 e 97)

    O relativismo intelectual e moral — o qual, inclusive, é a essência do politicamente correto — é a norma dessa vasta quantidade de pretensos e autoproclamados "intelectuais" (como você, Típico Filósofo), a qual defende todas as obscenidades estatais (segurança péssima; medicina horrorosa; educação compulsória e imbecilizante; intervenção na economia e consequente destruição da riqueza criada e da divisão do trabalho; financiamento estatal — portanto, coercivo — do escatológico cinema brasileiro; e por aí vai), mas usufrui do bom e do melhor que a economia de mercado produz e oferta (hospitais privados bons; restaurantes excelentes; vestimentas finas; caríssimos óculos de grau; incríveis produtos tecnológicos; etc.). Gente como o Típico Filósofo se proclama defensora dos oprimidos, dos humildes, dos necessitados, mas apresenta uma conduta diametralmente oposta, comportando-se como opressores e sentindo profundo prazer com o sofrimento alheio e com os estragos que as suas ideias estatistas de diversos matizes causam à economia e à moralidade (em suma, à civilização humana).

    Por exemplo, o holocausto que ocorreu na boate Kiss — no fatídico dia 27.01.2013, em Santa Maria, uma cidade do interior do Rio Grande do Sul — deve, com absoluta certeza, ter causado orgasmos múltiplos nesses indivíduos idênticos ao Típico Filósofo, já que tal tragédia é, precisamente, uma consequência direta do sistema por eles defendidos.

    Exibo, a seguir, o excelente escrito Sensação de segurança, de
    ROBERTO RACHEWSKY, publicado em 30.01.2013 (mises.org.br/Article.aspx?id=1513):

    O vício de nos evadirmos da realidade cobra sempre o seu preço.
    Muitas vezes, impõe perdas incalculáveis, como ocorreu agora, em Santa Maria, com mais uma tragédia causada pela desídia.
    Uma lição deve ser aprendida de uma vez por todas:
    O estado não pode ser o fiscal da segurança. Nem das pessoas, nem das propriedades, pois nunca perde nada em caso de sinistro.
    Apenas seguradoras privadas poderiam atestar se um determinado local tem a devida e esperada segurança para o público que a frequenta.
    Não podemos nos guiar apenas pela sensação de segurança porque um determinado estabelecimento cumpriu com a burocracia estatal para funcionar.
    Devemos nos certificar de que estamos em um lugar efetivamente seguro e de que, em caso de alguma ocorrência com danos pessoais ou materiais, seremos devidamente indenizados por seus responsáveis.
    Ocorrendo qualquer sinistro, os prejuízos das vítimas serão cobertos pela empresa seguradora.
    Para minimizar a possibilidade de que tenha de arcar com sinistros inesperados, qualquer seguradora responsável incentivará ou exigirá que condições ótimas de redução de riscos sejam aplicadas, o que trará, efetivamente, maior segurança às pessoas e às coisas que a elas pertencem.
    Alvarás ou laudos emitidos por órgãos do governo servem apenas para assegurar o recolhimento de taxas pelo poder público. Quando instados a assumir responsabilidade civil, pecuniária ou criminal, não demoram para se esquivar. Muitas vezes, culpando as próprias vítimas.
    O livre-mercado e as instituições privadas podem e devem ser as fiadoras das condições oferecidas ao público por estabelecimentos como a casa noturna de Santa Maria, através de contratos de seguro bem feitos.
    Imaginarmos que o estado se responsabilizará pelos danos que causar, seja por omissão ou por incompetência, nada mais é do que seguirmos agindo sob efeito do vício da negação da realidade.

    Caso houvesse um genuíno livre mercado de certificadoras e seguradoras privadas, tal catástrofe certamente teria sido evitada. Para mais explicações, devem ser lidos os ótimos comentários de vários internautas na página em que está publicado o texto acima.

    Abaixo, transcrevo outros três geniais trechos de A Revolta de Atlas:

    — Eu parei e aderi à greve dele — acrescentou Hugh Akston — porque não podia me considerar colega de profissão de homens que afirmam que o intelectual é aquele que nega a existência do intelecto. Ninguém daria trabalho a um bombeiro encanador que tentasse provar a sua excelência profissional afirmando a inexistência dos canos. Porém parece que esses padrões não são considerados necessários entre os filósofos. Mas aprendi com o meu próprio aluno que fui eu que tornei possível esse estado de coisas. Quando os pensadores aceitam como colegas de profissão aqueles que negam a existência do pensamento, como membros de uma outra escola de pensamento, então são eles os responsáveis pela destruição da mente. Eles concedem ao inimigo a sua premissa básica, e assim a razão aprova a demência formal. Uma premissa básica é um absoluto que não admite a cooperação com a sua antítese nem tolera a tolerância. Do mesmo modo e pelo mesmo motivo que o banqueiro não pode aceitar nem fazer circular o dinheiro falso como uma mera diferença de opinião, assim também não posso conceder o título de filósofo ao Dr. Simon Pritchett nem entrar em competição com ele. O Dr. Pritchett não possui nada depositado no banco da filosofia, nada senão a sua intenção declarada de destruí-lo. Ele tenta faturar em cima do poder de que a razão goza entre os homens, negando-o. Ele tenta gravar o selo da razão nos planos dos saqueadores a quem serve. Tenta usar o prestígio da filosofia para conseguir a escravização do pensamento. Mas esse prestígio é uma conta que só pode existir enquanto eu estiver lá para assinar os cheques. Ele que se vire sem mim. Dou a ele e àqueles que lhe confiam a formação dos seus filhos exatamente o que exigem: um mundo sem intelecto, com pensadores que afirmam não serem capazes de pensar. Estou fazendo o que pedem. Estou obedecendo. E, quando virem a realidade absoluta do seu mundo sem absolutos, não estarei lá e não serei eu quem pagará o preço das suas contradições. (São Paulo: Sextante, 2010, v. 3, p. 51 e 52)

    — Jim — disse ela certa vez, após uma reunião à qual estiveram presentes os homens considerados os líderes intelectuais da nação —, o Dr. Simon Pritchett é um velho falso, mesquinho e assustado.
    — Ora, o que é isso? — Perguntou ele. — Você se acha em condição de julgar filósofos?
    — Acho que tenho condição de julgar vigaristas. Já vi muito vigarista e sei reconhecer um quando o vejo.
    — É por isso que eu digo que você nunca vai conseguir deixar para trás as suas origens. Se já tivesse conseguido, você seria capaz de apreciar a filosofia do Dr. Pritchett.
    — Que filosofia?
    — Se você não consegue entender, não posso explicar.
    Cherryl não deixou que Taggart encerrasse a conversa com aquela frase da qual ele tanto gostava.
    — Jim, ele é um impostor, ele, o Balph Eubank e todo aquele pessoal. Acho que você foi enganado por todos eles.
    Ela achou que ele fosse ficar zangado. Em vez disso, viu um rápido lampejo de humor em seus olhos quando ele levantou de leve as pálpebras.
    — Isso é o que você pensa. — Respondeu ele. (São Paulo: Sextante, 2010, v. 3, p. 190)

    Dagny caiu na gargalhada.
    Era este, pensou ela, o objetivo final de toda aquela conversa mole, acadêmica, que os empresários ignoravam havia anos, o objetivo de todas as definições improvisadas, de todas as generalizações vagas, das abstrações aéreas, de tudo aquilo que afirmava que obedecer à realidade objetiva é a mesma coisa que obedecer ao Estado, que não há diferença entre uma lei natural e um decreto emitido por um burocrata, que um homem com fome não é livre, que é preciso libertar o homem da tirania da casa, da roupa e da comida — tudo isso, durante anos, para que um dia se pedisse a Nat Taggart, o realista, que encarasse a vontade de Cuffy Meigs como um fato natural, irrevogável e absoluto como o aço, os trilhos e a gravidade, que aceitasse o mundo feito por Meigs como uma realidade objetiva e imutável e que, então, continuasse a produzir a abundância neste mundo. Este era o objetivo de todos esses vigaristas das bibliotecas e das salas de aula, que vendiam as suas revelações como se fossem a razão, os seus instintos como se fossem ciência e os seus desejos como se fossem conhecimento. Este era o objetivo de todos os selvagens do não objetivo, do não absoluto, do relativo, do provisório, do provável, de todos os selvagens que, ao verem um agricultor fazendo a sua colheita, só podem encarar o fato como um fenômeno místico desvinculado da lei da causalidade e criado pela vontade onipotente do agricultor — selvagens estes que, em seguida, apossam-se do agricultor, acorrentam-no, roubam-lhe os instrumentos de trabalho, as sementes, a água, a terra, para depois empurrá-lo até uma rocha nua e lhe dar a ordem: "Agora faça uma plantação e nos dê alimentos!" (São Paulo: Sextante, 2010, v. 3, p. 233)

    Você, por fim, deve compreender que ideias têm consequências, que elas podem ser — e são — materializadas no mundo real, fático. O ilustre LUDWIG VON MISES disse que ideias são mais poderosas do que exércitos. Você, Típico Filósofo, deve aperceber-se do fato de que você, antes de tudo, é um propagador de ideias. Você, portanto, deve assumir a responsabilidade de estudar com profundidade as ideias corretas (tanto do ponto de vista moral quanto do ponto de vista lógico) e de difundi-las entre as pessoas com quem convive. Você, enfim, deve assumir a responsabilidade de deixar de ser um vigarista.

    Espero que você, Típico Filósofo, reflita profundamente sobre o conteúdo da minha resposta. Se, de fato, pensar com seriedade — e, principalmente, com humildade, com honestidade e com responsabilidade — sobre o conteúdo dos artigos listados por mim e dos trechos que escrevi e exibi, você poderá pavimentar o seu caminho rumo ao elevado cognome de Sábio Verdadeiramente Respeitável e Moralmente Correto.

    Um amplexo!
  • Pobre Paulista  27/03/2015 23:12
    Tio Patinhas, é que esse comentário foi épico, não dava para esquecer. Quem me dera lembrar de todos os comentários que já vi por aqui, tem alguns tão bons quanto os artigos...
  • Hudson  27/03/2015 14:53
    Apenas uma pequena correção.

    Se a população do mundo inteiro se movesse para os EUA, a densidade demográfica seria de 747 hab/Km².

    Considerei 7 bilhões de habitantes no mundo e 9.371.175 Km² de área.

    Isto não altera a conclusão do artigo, muito menos invalida o argumento. Os ambientalistas não passam de um grupo terrorista que usa armas ideológicas no lugar de armas de fogo em sua guerra.
  • Adelson Paulo  27/03/2015 15:46
    Com todo o respeito aos colegas, negar os malefícios da "pegada" humana sobre o planeta Terra é obscurantismo. A humanidade já vem causando o esgotamento de vários recursos naturais a níveis críticos, como a própria água doce, o solo arável, as florestas naturais, e alguns recursos minerais. Negar o risco de que o ritmo atual de desenvolvimento humano possa causar uma catástrofe ecológica é negar a própria evolução do conhecimento humano.
    Este tipo de cálculo, de quantas pessoas cabem por quilômetro quadrado, é quase pueril. Se milhões de pessoas vivem em aglomerados urbanos, é porque grandes áreas de terra são destinadas à produção agrícola, com intenso uso de água e fertilizantes, e grandes recursos minerais são retirados todo ano. Além disto, o planeta não existe apenas para usufruto do ser humano: os tigres, elefantes e baleias têm no mínimo o mesmo direito de usufruir da vida na Terra do que o Homo sapiens.
    Isto não é papo de ecochato: é apenas reconhecer que o planeta tem sérias limitações físicas para o desenvolvimento contínuo da humanidade, nos moldes atuais. Mudança climática não é só conversa de hippies. Uma reflexão sobre os modelos de desenvolvimento também é tarefa dos libertários.
  • Marcelo  27/03/2015 18:16
    Concordo. O texto não levou em conta os desertos, geleiras, altas montanhas e áreas com solos não agricultáveis, que são a maior parte das terras emersas.
  • Diego Rodrigo da Silva  30/01/2017 19:28
    Entendo o ponto de vista do texto,porém recursos são limitados e a degradação que o ser humano pode causar ao meio ambiente é evidente.

    Concordo que deva haver um controle de natalidade,do ponto de vista econômico é bom que tenha um crescimento da população,todavia, do ponto de vista ambiental não é bom que a população cresça exponencialmente.

    Deve haver planejamento familiar das famílias sim,num mundo de incerteza as famílias devem ter uma certa estabilidade para ter filhos.Quem tem condições de criar uma vida,mas quem não tem condições financeiras nem para se manter é muito arriscado.

    Sem levar ainda em conta os aspectos sociais como violência,desemprego.

    Ninguem está falando em eugenia ou racismo,hoje em dia está cada vez mais complicado criar um filho.

    Espero em entendam meu ponto de vista.

    Forte abraço!

  • Marcelo  27/03/2015 18:19
    Concordo com o Adelson Paulo.
  • Douglas  27/03/2015 19:40
    Simplesmente fenomenal esse artigo.

    Desde 2009 estava procurando pela internet um artigo que explicasse de forma bem detalhada sobre esse assunto que esquerdistas adoram repetir ad nauseam, mas nunca encontrava. Ironicamente encontrei em um dos meus sites favoritos kkkkk.

  • Patrick Wiens  28/03/2015 13:22
    Hipocrisia pura dessa gente "Para salvar vidas, vamos matar vidas", se eles realmente estão certos de uma catástrofe populacional, então deixe acontecer que as coisas naturalmente vão se ajustar.
    Por que será que as pessoas não percebem que por trás de toda conversa ideológica há uma verdade apenas, um instrumento para se conseguir poder. Lógico que sou a favor da conservação dos ecossistemas, da biodiversidade, etc, mas esta paranóia em relação à emissão de carbono é absurda e impossível de ser provada. Segundo o último relatório do IPCC se nada for feito o mundo vai acabar daqui a 2 anos, por favor!!!
  • João Couvert  28/03/2015 21:39
    Neste texto tem um porem, quando se diz que Hong Kong, consegue viver bem com uma densidade demográfica alta, faltou dizer que os alimentos que ela consome vem de países com densidade demográfica menor, ou seja, países como o Brasil e os Estados Unidos que possuem uma densidade populacional relativamente baixa, propiciam os alimentos que hoje os chineses de Hong Kong consomem, assim caso o mundo inteiro viesse a tiver uma densidade parecida, onde se produziria os alimentos?, se hoje já todo o alimento produzido tem consumo?, nos telhados?.
  • Nill  29/03/2015 16:30
    O que mais contribui para fazer aumentar o mito do superpovoamento da Terra é um número. O número de habitantes do planeta,os seus 7 bilhões de habitantes. As pessoas deparam com este número assombroso,7 bilhões,podendo aumentar para 9,10.11,12... bilhões e ficam apavoradas. Como vai caber essa gente toda no mundo ? Se perguntam !

    Já disse num post anterior com este mesmo assunto,na época afirmei que o século XXI, será um século de números astronômicos e não é só a população mundial é que tem um número assombroso. São muitos os números astronômicos, o leitor Pobre Paulista replicando André Cavalcanti deu uma série de números colossais,o único número pequeno que Pobre Paulista enumerou foi o de pessoas inteligentes e criativas.

    Se formos pesquisar o que não falta é número astronômico neste mundo, neste século XXI. Vamos a pesquisa.

    1_ Produção mundial de grãos 2014/2015 : quase 2 bilhões de toneladas.
    2- Número de automóveis no mundo : Pesquisa de 2010 estima em um bilhão de veículos.
    3- Número de desempregados no mundo 2015: 208 milhões oglobo.globo.com/economia/oit-alerta-que-mundo-tera-208-milhoes-de-desempregados-em-2015-8572224
    4- Número de mulheres solteiras no mundo :br.blastingnews.com/mundo/2015/01/alto-numero-de-mulheres-solteiras-no-pais-preocupa-os-sauditas-00241857.html rsrsrsrs

    5- Quando de água tem no aquífero Alter do Chão (na Amazônia) g1.globo.com/brasil/noticia/2010/04/aquifero-na-amazonia-pode-ser-o-maior-do-mundo-dizem-geologos.html

    6- Número de Planetas no Universo: cerca de 100 bilhões de planetas. noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2013/07/02/qual-e-o-numero-estimado-de-planetas-estrelas-e-galaxias-no-universo.htm


    Eu poderia dar um número exorbitante de números aqui,devido ao cansaço vou parar por aqui. Continue vocês !!!!!
  • Décio  31/03/2015 10:41
    Tá certo. Não precisamos de controle de natalidade, mas eu me sentiria melhor se as pessoas parassem de pôr a culpa de todos os problemas do mundo na agricultura ! Só se produz o q se consome. E como o texto afirma, se a população continuar aumentando, a produção de alimentos vai continuar crescendo.
  • Nill  02/04/2015 02:17
    Décio ! Falando em agricultura. Aposto que jamais algum fazendeiro pensou nisto. Fazenda indoor

    www.tecmundo.com.br/tecnologia/77590-plantacao-high-tech-dentro-maior-fazenda-indoor-mundo.htm


    Outra novidade fazenda vertical :pt.wikipedia.org/wiki/Fazenda_vertical

    https://www.google.com.br/#q=fazenda+vertical
  • Emerson Luís  08/04/2015 17:40

    Incrível como ideias horríveis parecem aceitáveis e até elogiáveis quando apresentadas com um discurso cativante (emocionalista e pseudocientífico). Quem nos salvará de nossos "salvadores"?

    Quando há liberdade econômica (e sua contraparte, a responsabilidade individual), as pessoas adquirem maior qualidade de vida e nível de instrução (formal e/ou informal) e espontaneamente controlam sua quantidade de filhos, administram melhor suas vidas. Assim, a melhor forma de solucionar a ameaça de superpopulação é promover o liberalismo.


    * * *
  • Fylipe  13/08/2015 17:02
    "O homem consegue hoje cultivar volumes cada vez maiores de alimentos em espaços de terra cada vez menores. Igualmente, a energia utilizada para produzir comida, em termos de dólares por PIB, está em contínuo declínio. Estamos conseguindo mais com menos, e isso se aplica à maioria dos outros insumos utilizados na produção de bens e serviços." Veja bem nesse caso, atualmente os alimentos não são mais tão naturais e saudáveis como eram antes, já temos que usar transgênicos e colocar agrotóxicos nos alimentos porque a demanda é alta, injetar hormônios em animais porque é necessário que cresça logo e seja mais resistente. Alimentos modificados entram no nosso corpo e causam doenças como o câncer a longo prazo. Empresas estão trocando funcionários por automação, stress em grandes cidades, poluição, violência. União de empresas terceirizando mão de obra pra pagar menos. Doenças como depressão estão surgindo mais, espécies em extinção pela uso excessivo de recursos sem sustentabilidade. O problema não é o espaço, a terra é enorme. O ponto é viver em um equilíbrio natural. Em relação ao número de pessoas, claro que a possibilidade de inovação é maior... mas nem tanto. A maioria da população não inova e cria, ela só usa. Olhe paras os apartamentos apertados, trânsito. O crescimento está afetando a vida natural sim, é fato. Não discordei de muitos pontos escritos aí, inclusive vou tentar falar sobre isso no meu tcc. Imagine que o mundo inteiro é uma empresa, e todos nós somos seus colaboradores, a empresa precisa de recursos pensando no agora e no depois. Se existem crises, pessoas são cortadas para que não sobrecarregue a empresa, muitas empresas conseguem manter todo mundo na empresa, mas não é lucroso e vai causar piores prejuízos a longo prazo. Acho que um apocalipse causado por superpopulação é pouco provável, mas que a sociedade está piorando isso é um fato. Olhe as estatísticas de desemprego, violência, saúde que fica bem nítido.
  • Adriel Felipe  26/01/2017 18:58
    Fylipe,

    Sei que já passou mais de um ano, mas vou por aqui uma inconcordância nossa: o mundo não está piorando, ele está melhorando. Pode não estar bom, mas com certeza não está pior. Antigamente, a violência era maior, mas poucos tinham informação sobre as maldades da humanidade (antigamente as pessoas tinham prazer em assistir criminosos serem empalados ou assados vivos); a população mundial miserável era de 92% e o trabalho era muito mais duro. Minha bisavó tinha que ir todo dia no rio para lavar roupas, meu bisavô trabalhava 12 horas por dia (e ele nem tinha patrão) pra poder comprar roupa no máximo 2x por ano e ainda por cima não tinham acesso a remédios. Mais antigamente ainda nem existiam remédios eficientes, morria-se até com gripe.

    Pode ser que não seja bom, mas piorando não está.


    Sobre crises, desempregos, pobreza este site tem excelentes artigos com hiperlinks para acessar as fontes e os gráficos.
  • Adriel Felipe  26/01/2017 19:11
    Fylipe,

    Sei que já passou mais de um ano, mas vou por aqui uma inconcordância nossa: o mundo não está piorando, ele está melhorando. Pode não estar bom, mas com certeza não está pior. Antigamente, a violência era maior, mas poucos tinham informação sobre as maldades da humanidade (antigamente as pessoas tinham prazer em assistir criminosos serem empalados ou assados vivos); a população mundial miserável era de 92% e o trabalho era muito mais duro. Minha bisavó tinha que ir todo dia no rio para lavar roupas, meu bisavô trabalhava 12 horas por dia (e ele nem tinha patrão) pra poder comprar roupa no máximo 2x por ano e ainda por cima não tinham acesso a remédios. Mais antigamente ainda nem existiam remédios eficientes, morria-se até com gripe.

    Pode ser que não seja bom, mas piorando não está.


    Sobre crises, desempregos, pobreza este site tem excelentes artigos com hiperlinks para acessar as fontes e os gráficos.
  • Lucas  29/10/2015 19:23
    Eu já percebi que nos maiores sites de divulgação científica a grande maioria dos leitores e dos próprios pesquisadores possuem uma visão neomalthusiana de mundo, mais ou menos igual os pesquisadores criticados no artigo.

    Se ler apenas os maiores sites de divulgação científica, terá uma noção de mundo em que precisamos urgentemente entregar todas as soberanias nacionais e as propriedades para as mãos de intelectuais da ONU administrarem o Planeta.

    Militantes do Superpovoamento e do Aquecimento Global adoram praticar a falácia do "consenso científico" para continuarem a impor suas políticas totalitárias de controle.
  • Wagner  09/02/2016 02:22
    A maioria das instituições e das pessoas que divulgam Ciência são progressistas. É bem fácil perceber isso.

    Infelizmente, o próprio consenso científico não é "neutro", ele está sujeito as mais diversas influências já que é feita por pessoas que possuem ideologias e visão de mundo próprias, além de estarem em um mundo sob governos que possuem ideologia e políticas próprias.
  • anônimo  29/10/2016 23:11
    Também já percebi isso. Essa foi uma das razões por eu ter parado de me interessar por Ciência.

    Os cientistas atuais estão idênticos aos filósofos da Grécia Antiga, acham que são seres iluminados que devem conduzir toda a sociedade para o bem da humanidade.

    https://www.youtube.com/watch?v=mMKdpo4TvTw
    https://www.youtube.com/watch?v=HncKiCKCBD4
  • Lel  26/11/2016 10:45
    anônimo, você falou uma coisa bastante interessante que eu também percebi em meados de 2009.

    Muitos cientistas e intelectuais, arrisco em dizer que são a Maioria deles, possuem uma verdadeira tara em querer fazer uma "administração científica" de todos os setores das sociedades do mundo inteiro. Fora o fato bem evidente que o Wagner falou acima.
  • anônimo  05/12/2016 01:14
    Lel, aqui no Brasil isso não é muito evidente (mas já dá para perceber pelas redes sociais), mas nos EUA em que a Ciência é bem mais avançada que em qualquer outro lugar, isso fica muito evidente.

    www.motherjones.com/authors/chris-mooney

    Como eu bem disse, os cientistas (e seus simpatizantes cientificistas) da Atualidade são idênticos aos filósofos da Grécia Antiga, acham que são seres iluminados que devem conduzir toda a sociedade para o bem da humanidade.

    Não é por acaso que Socialismo, Keynisianismo, Social-Democracia e Comunismo são ideologias cientificistas.
  • anônimo  27/11/2015 21:31
    Vocês acham certo colocar uma criança no mundo para passar fome e miséria?
  • Anonimo  28/11/2015 14:36
    Claro que é errado, mas a miséria não é tão grande assim, e é só deixar o capitalismo agir que ela diminui.
  • anônimo  31/12/2015 13:24
    Quer dizer que é certo, um cara que não tem condições nenhuma de sustentar criança, ter filhos, e deixar crianças sofrer miséria?
  • Antônimo  31/12/2015 13:30
    Quer dizer que você tirou isso de onde?
  • anêmico  31/12/2015 16:01
    E qual a sua autoridade para decidir quem deve nascer ou não? Você não é Deus. Se é errado fazer um filho para viver na miséria, muito mais errado é querer impedir que pessoas, miseráveis ou não, façam filhos.

    Além disso, graças ao capitalismo, sair da miséria não é tão difícil assim, basta um tanto de esforço e disciplina. Bem, esse processo seria muito mais fácil se não houvesse o estado destruindo riquezas e impedindo a acumulação de capital, mas isso já é outra história.
  • Anonimo.  31/12/2015 19:55
    'muito mais errado é querer impedir que pessoas, miseráveis ou não, façam filhos.'
    E quem falou disso? Falácia do espantalho.
  • anônimo  01/01/2016 21:25
    Então um indivíduo que vive no sertão nordestino, que não tem nem água para beber...acha correto colocar filhos no mundo para passar fome e miséria? Vc acredita que é possível um indivíduo que vive lá no sertão nordestino sair da situação de miséria? Acredita que é fácil?
  • anônimo  29/01/2016 16:49
    Quem é você para dizer quem tem condições para ter filho ou não? Tem muitas crianças que nascem no sertão que não morrem de sede ou fome, talvez até passem fome e sede em alguns momentos da vida, mas conseguem crescer, trabalhar e escolher seus caminhos. E você acha que pode julgar se essas pessoas devem ou não viver?
  •   29/01/2016 17:30
    pq os "anônimos" não se identificam para comentar?
  • Cacapava  29/01/2016 19:18
    Porque, felizmente, ainda é considerado feio e imoral ser um eugenista nos dias de hoje. Embora logo isso irá mudar.
  • anonimo  29/01/2016 22:01
    Saber que fazer filhos sem ter condições de criar é condenar uma criança à um sofrimento injusto (e é irrelevante se ela vai escapar disso ou não, depois) não tem nada a ver com eugenia.
    Tem a ver sim com gente que quer ser irresponsável e se escorar no trabalho dos outros pra que os outros paguem a conta dos seus trocentos filhos.Chamar quem se opõe a isso de racista ou eugenista é um truque barato que só cola no meio de gente burra.
  • Pobre Paulista  29/01/2016 23:40
    "...escorar no trabalho dos outros pra que os outros paguem a conta dos seus trocentos filhos..."

    No passado era comum todos terem dezenas de filhos. No trabalho de exatamente quem estas pessoas estavam se escorando?
  • anonimo  30/01/2016 11:22
    É óbvio que o contexto é o mundo de hoje.
  • anonimo  30/01/2016 11:33
    E se for pra voltar no tempo não é honesto omitir que o cara que tinha dez filhos ou mais geralmente queria apenas que os escravos, digo os filhos, fossem os otários que iriam ajudar ele na agricultura.
    Ele estava pensando no que era bom PRA ELE, se isso ia condenar os filhos à um futuro de merda sem acesso aos estudos,(e isso acontecendo ou não é irrelevante quando se olha a intenção dele) é coisa que ele não estava nem aí.

    Essa era a mesma geração que achava lindo a escravidão de africanos e que mulheres não deviam ter direito nenhum. Só um retardado pra tomar esse pessoal como referência de alguma coisa, hoje.

    Um retardado ou um irresponsável que quer fazer dez filhos sem dinheiro pra criar.
  • Pobre Paulista  30/01/2016 15:30
    Caro anônimo,

    Minha bisavó teve 10 filhos. Ela fugiu dos bolcheviques Russos, com meu bisavô, quando tinha apenas 1 filha, pois os vermelhinhos tomaram todas as terras deles. Chegando aqui no Brasil já tinham 3, no total foram os 10 que eu falei, entre eles minha avó.

    Foram morar num cortiço na Mooca, em SP. Meu bisavô conseguiu um emprego de caminhoneiro, onde depois de alguns anos acabou falecendo em um acidente. Minha bisavó ficou com 10 filhos para criar sozinha.

    Nenhum deles, repito, nenhum deles teve um "futuro de merda". Todos foram extremamente pobres na infância: O sapato do mais velho, que era o do meu bisavô, ia para o irmão mais novo sucessivamente. O mesmo para as roupas. Mal tinham brinquedos nem itens de lazer. As meninas ajudavam na cozinha e na limpeza da casa. Os meninos arranjavam trabalhos pontuais, desde auxiliar o descarregamento de caminhões na indústria (a mooca era um bairro essencialmente industrial na época), até engraxar sapatos no centro.

    Todos subiram de vida, graças ao TRABALHO que realizavam. Nenhum deles virou bandido, coitadista ou similar. Uns abriram pequenos negócios, outros viraram policiais, etc. A geração que se seguiu, que inclui minha mãe, seus 2 irmãos e todos seus primos, já nasceu com a cultura de trabalhar para conseguir o que quer, ao invés de exigir dos outros. Essa segunda leva foi capaz de cursar uma universidade e se formar, coisa que deixava a família toda orgulhosa. Formaram-se advogados, médicos e contadores.

    E por fim, vim eu, que cheguei a conhecer minha bisavó, já velhinha e sem muita noção de realidade, morando no MESMO cortiço em que viveu sua vida toda no Brasil. Uma vida bem simples, sem luxos, mas digna; me lembro até das galinhas que criavam, que me davam medo. Graças ao capital acumulado pela minha família, não precisei trabalhar cedo e meus pais sempre me direcionaram para o estudo acadêmico, e assim fui o primeiro da família a entrar numa universidade pública. Tenho pouco contato com meus primos de enésimo grau, mas até onde sei, todos estão bem de vida, assim como eu.

    Enfim, este é apenas um relato, e imagino que existam milhares iguais a esse. Ele sozinho quebra sua tese imbecil, o que dirá dos outros que podem ser até melhores.

    Infelizmente a cultura "progressista" enfiou na cabeça das pessoas que ter filhos é algo ruim. E o pior, as pessoas ainda tem coragem de espalhar essa ideia cretina para frente, sem saber que estão trabalhando de graça para ideais eugênicos e para a formação de um estado totalitário.

    Não quer ter filhos? Legal, não tenha. Mas não vá dizer aos outros como eles devem viver suas próprias vidas.
  • Cacapava  30/01/2016 18:09
    Muito bom, Pobre Paulista.

    Eu também possuo descendência eslava e pobre.
  • anonimo  30/01/2016 21:43
    'Nenhum deles, repito, nenhum deles teve um "futuro de merda". Todos foram extremamente pobres na infância: O sapato do mais velho, que era o do meu bisavô, ia para o irmão mais novo sucessivamente. O mesmo para as roupas. Mal tinham brinquedos nem itens de lazer. As meninas ajudavam na cozinha e na limpeza da casa. Os meninos arranjavam trabalhos pontuais, desde auxiliar o descarregamento de caminhões na indústria (a mooca era um bairro essencialmente industrial na época), até engraxar sapatos no centro.

    Todos subiram de vida, graças ao TRABALHO que realizavam.'


    Meu caro vc é um gênio, começa falando que nenhum teve um futuro de merda e imediatamente depois começa a descrever a vida de merda que tiveram.

    Se alguém pôde escapar da pobreza mesmo sem uma educação decente, e daí? É o mesmo que falar que escapar de cuba apesar do governo repressor deles lá não torna o governo deles uma coisa imoral.
    Vc acha que tem algum mérito jogar uma criança pra um trabalho braçal sem qualificação, coisa que qualquer idiota consegue fazer e, consequentemente, paga pouco?Se eles conseguiram vencer apesar disso, teriam conseguido mais ainda SEM isso.
    Em suma,o que vc quer é justificar os atos dos seus avós pra não ter que admitir que eles foram irresponsáveis sim.Na psicologia isso se chama mecanismo de defesa.

  • Edujatahy  30/01/2016 13:46
    Este é o problema de hoje em dia. As pessoas confundem sintomas com a doença.
    O indivíduo enxerga pessoas miseráveis tendo filhos irresponsavelmente e colocando a conta para o "estado de bem estar social" pagar e como solução sugere implicitamente controlar a natalidade!
    Ora meu caro. Este problema é apenas um sintoma de um problema muito maior que é o estado do bem estar social.
    É errado e imoral querer controlar quantos filhos as pessoas possam ter.
    E TAMBÉM é errado e imoral querer impor a terceiros o custo dos filhos que se tem.

    Liberdade vem com responsabilidade.

    Seu pensamento é mais ou menos assim: tem um ladrão na minha casa, então vou queimá-la para matar o ladrão.
  • Cacapava  30/01/2016 15:17
    Como eu tinha dito, esse pensamento eugenista é bem conhecido.
    Tal pensamento dos progressistas atuais não é novo, é bem antigo e foi abandonado por muito tempo até voltar novamente com força depois dos anos 2000.

    Os casais (que em sua maioria são ignorantes e pobres) terem muitos filhos no passado teve relação DIRETA com o aumento da qualidade de vida da população. Existe um artigo inteiro explicando isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1861
  • anonimo  30/01/2016 20:06
    Esse é o pior artigo do IMB, sem sombra de dúvida.Falar que os ambientalistas que se preocupam com desenvolvimento sustentável querem exterminar a raça humana é um espantalho tão idiota, tão infantil que me impressiona demais isso ter sido publicado aqui.
  • Antônimo  31/01/2016 13:32
    "Falar que os ambientalistas que se preocupam com desenvolvimento sustentável querem exterminar a raça humana"

    Procurei essa frase no artigo e não encontrei.

    Procurei frases que ao menos aludissem a isso, e também não encontrei.

    O que encontrei, isso sim, foram várias citações -- todas elas devidamente respaldadas pro links para as fontes originais -- que mostram que há vários movimentos ambientalistas que pregam a redução da população (que é algo um tantinho diferente de "exterminar a raça humana").

    Sendo assim, não sei se o seu problema é semianalfabetismo ou impulso caluniador. Parece ser o segundo, o que mostra que você tem um defeito grave de caráter.

    Tentativas como essa de rotular um artigo imputando ao autor algo que ele nunca disse representam um espantalho tão idiota, tão infantil, tão imbecil e tão de baixo nível, que me impressiona demais esse comentário ter sido publicado aqui, rebaixando enormemente o nível do site.
  • Antônimo Auxiliar  31/01/2016 15:20
    Exatamente, Antônimo.

    Esse cara é um autista.
  • anonimo  04/02/2016 11:14
    'Como eu tinha dito, esse pensamento eugenista é bem conhecido.'

    Chamar de 'eugenista' não é argumento, é um truquezinho retórico barato, é criar um espantalho pra fugir do tema que o pai que ESCOLHE fazer filhos tem sim a obrigação MORAL de dar as melhores condições possíveis pra eles.
  • anonimo  30/01/2016 16:18
    Edjatahy, da minha parte nunca disse nada sobre controlar quantos filhos os outros podem ter, disse apenas como as coisas são no mundo de hoje.Já da sua parte foi falta de leitura, de interpretação de textos e falácia do espantalho.
  • Edujatahy  30/01/2016 21:44
    Me parece claramente que quem não iterpreta texto é você. Em que momento o texto em questão disse ser certo ou errado alguém ter filho ou não? Não foi esta a sua pergunta original? Desde então você tenta tergiversar falando que é "errado" miseráveis colocarem filhos no mundo para serem sustentados por outros. Vide todos seus comentários. Foi exatamente isto que escreveste.
    Quando retrucado por vários comentaristas você fica nesse ad nauseam repetindo o mesmo mantra o tempo inteiro.

    Então respondendo à sua pergunta original.
    Não é certo nem errado miseráveis terem filhos. Isto é critério de CADA individuo. Ponto!
  • anonimo  31/01/2016 06:08
    Não meu chapa, é vc mesmo.

    'Me parece claramente que quem não iterpreta texto é você. Em que momento o texto em questão disse ser certo ou errado alguém ter filho ou não?'

    Ele não disse nem precisa, basta saber pensar, coisa que vc não sabe, pra inferir que essa é uma das consequencias.

    ' Desde então você tenta tergiversar falando que é "errado" miseráveis colocarem filhos no mundo para serem sustentados por outros. '

    Eu não estou tergiversando nada, se eu entrei nesse ponto foi culpa do analfabetismo funcional que reina por aqui e que começou já no segundo comentário.
  • Edujatahy  31/01/2016 13:54
    Entao anônimo, nos ilumine, qual é o seu ponto?
    Onde você quer chegar? O que você quer argumentar
  • anônimo  31/01/2016 16:37
    Minha avó era muito pobre. Teve 8 filhos. E minha mãe relata a fome e a miséria que passou. Como foi dito, ter filhos sem ter condições de criar, é condená-los a um sofrimento injusto.
  • Edujatahy  02/02/2016 14:35
    Se eu entendi seu argumento você está implicando que você não deveria existir? Seria isso?
  • anonimo  04/02/2016 11:09
    'Então respondendo à sua pergunta original.
    Não é certo nem errado miseráveis terem filhos. Isto é critério de CADA individuo. Ponto!'


    E se isso condenar os filhos à um sofrimento desnecessário, não tem problema nenhum, certo?
    Beleza cara, obrigado por deixar claro a 'ética' de vcs.
  • Edujatahy  23/06/2016 12:26
    Então você não deveria existir de acordo com sua "ética", sabidão?
  • Ze  31/01/2016 14:48
    Esse "anônimo" é o mesmo de sempre: se acha o sabidão q só ele consegue "extrair as implicações" dos textos dos outros, ao passo q os "comentários" dele, quando confrontados em suas implicações, são sempre "defendidos" ao "argumento" de que ele, "anônimo", não quis dar azo a determinadas implicações.

    E qual o procedimento padrão? Sair chamando os outros de "analfabetos funcionais", e dizer q disse o q disse por força "do rumo dos comentários".

    É o descobridor da pólvora.
  • Nwa  31/01/2016 15:04
    Ok, anônimo, muito bem, o texto diz que é errado o controle populacional e que não é errado ter filho.

    E vc constata q, nos dias de hoje, muitos miseráveis fazem filhos visando às esmolas estatais.

    Nossa, grande contribuição. Vc é um gênio mesmo.
  • Batista  29/01/2016 13:03
    Teria alguma ligação entre o assunto do artigo com o que chamam de "fome oculta"?
  • Romulo  05/06/2016 19:03
    Muito bom, basta ver o exponencial aumento de riquezas no último século, proporcional ao aumento da população. Ainda bem que o Bolsomito parou de falar a asneira esquerdista de planejamento familiar!
  • Lel  06/06/2016 18:32
    Ótimo artigo.
  • anônimo  23/06/2016 06:29
    Um dos melhores artigos que eu já li.
  • Marina Guimarães  10/07/2016 13:03
    Muito bom.


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