Os triângulos hayekianos e a estrutura do capital

A apresentação a seguir mostra o poder do PowerPoint para transmitir de forma clara o que ocorre com a estrutura da economia durante um ciclo econômico.

Consistentes com a teoria elaborada por Mises e Hayek sobre os ciclos econômicos, as análises gráficas da apresentação demonstram a inevitabilidade da recessão que se segue a uma expansão artificial da economia - além de mostrar por que uma expansão baseada na poupança não provocaria essa subseqüente recessão.

Na visão hayekiana, ao contrário da keynesiana, há um reconhecimento explícito do elemento 'tempo' na atividade econômica, o que leva a um ajuste entre meios e fins da produção e do consumo. Quando a taxa de juros é determinada livremente pelo mercado, a produção se mantém em linha com a disposição que as pessoas têm de poupar, o que permite um crescimento econômico sustentável. Por outro lado, uma interferência na taxa de juros de mercado - derrubando-a artificialmente para uma taxa menor e que estimule algum crescimento econômico - irá levar a economia para um caminho insustentável de crescimento. Essa insustentabilidade se manifesta nas fases de expansão (boom) e recessão (bust) do ciclo econômico.


        Apresentação de PowerPoint: 

        http://www.mises.org.br/files/audio/RogerGarrison.ppt


Observação: a apresentação, que inclui alguns efeitos sonoros (ligue suas caixas de som), foi planejada para rodar nas versões 2003 e 2007 do PowerPoint. Versões mais antigas irão executar insatisfatoriamente as animações, corrompendo a apresentação.

 

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SOBRE O AUTOR

Roger W. Garrison
é professor de economia da Universidade de Auburn, Alabama e um scholar adjunto do Mises Institute. É autor do livro Time and Money: The Macroeconomics of Capital Structure (Routledge, 2001).

Tradução de Leandro Augusto Gomes Roque



As causas da Grande Depressão? Intervencionismo na veia.

Herbert Hoover
aumentou os gastos do governo federal em 43% em um único ano: o orçamento do governo, que havia sido de US$ 3 bilhões em 1930, saltou para US$ 4,3 bilhões em 1931. Já em junho de 1932, Hoover aumentou todas as alíquotas do imposto de renda, com a maior alíquota saltando de 25% para 63% (e Roosevelt, posteriormente, a elevaria para 82%).

A Grande Depressão, na verdade, não precisaria durar mais de um ano caso o governo americano permitisse ampla liberdade de preços e salários (exatamente como havia feito na depressão de 1921, que foi ainda mais intensa, mas que durou menos de um ano justamente porque o governo permitiu que o mercado se ajustasse).

Porém, o governo fez exatamente o contrário: além de aumentar impostos e gastos, ele também implantou políticas de controle de preços, controle de salários, aumento de tarifas de importação (que chegou ao maior nível da história), aumento do déficit e estimulou uma arregimentação sindical de modo a impedir que as empresas baixassem seus preços.

Com todo esse cenário de incertezas criadas pelo governo, não havia nenhum clima para investimentos. E o fato é que um simples crash da bolsa de valores -- algo que chegou a ocorrer com uma intensidade ainda maior em 1987 -- foi amplificado pelas políticas intervencionistas e totalitárias do governo, gerando uma depressão que durou 15 anos e que só foi resolvida quando o governo encolheu, exatamente o contrário do que Keynes manda.

As políticas keynesianas simplesmente amplificaram a recessão, transformando uma queda de bolsa em uma prolongada Depressão.



Crise financeira de 2008? Keynesianismo na veia. Todos os detalhes neste artigo específico:

Como ocorreu a crise financeira de 2008


Seu amigo é apenas um típico keynesiano: repete os mesmos chavões que eu ouvia da minha professora da oitava série.


Sobre o governo estimular a economia, tenho apenas duas palavras: governo Dilma.

O legado humanitário de Dilma - seu governo foi um destruidor de mitos que atormentam a humanidade
Prezados,
Boa noite.
Por gentileza, ajudem-me a argumentar com um amigo estatista. Desejos novos pontos de vista, pois estou cansado de ser repetitivo com ele. Por favor, sejam educados para que eu possa enviar os comentários. Sem que às vezes é difícil. Desde já agradeço. Segue o comentário:
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" Quanto ao texto, o importante é perceber que sem as medidas formuladas por keynes a alternativa seria o mercado livre, o capitalismo sem a intervenção estatal. Nesse caso, o que os defensores desse modelo não mencionam é que o capitalismo dessa forma tende à concentração esmagadora de capital, o que se levado às ultimas consequências irá destruir a própria sociedade. "O capitalismo tem o germe da própria destruição ", já disse Marx. Os capitalistas do livre mercado focam no discurso que eles geram a riqueza, mas a riqueza é sempre gerada socialmente. Como ja falei uma vez, um grande empresário não coloca sozinho suas empresas para funcionar, precisa de outras pessoas, que também, portanto, geram riqueza. Para evitar que a concentração da riqueza gerada fique nas mãos apenas dos proprietários, o Estado deve existir assegurando direitos que tentem minimizar essa distorção e distribua as riquezas socialmente geradas para todos. Isso não é comunismo, apenas capitalismo regulado, que tenha vies social. Estado Social de Direito que surgiu na segunda metade do século passado como resultado do fracasso do Estado Liberal em gerar bem estar para todos. Para que o Estado consiga isso tem que tributar. O Estado não gera riqueza, concordo. Mas o capitalismo liberal, por outro lado, gera a distorção de concentrar a riqueza gerada socialmente nas mãos de poucos. Essa concentração do capitalismo liberal gera as crises (a recessão é uma delas). O capitalismo ao longo do século 20 produziu muitas crises, a grande depressão da decada de 30 foi a principal delas. A ultima grande foi a de 2007/2008. O Estado, portanto, intervém para corrigir a distorção, injetando dinheiro. Esse dinheiro, obviamente, ele nao produziu, retirou dos tributos e do seu endividamento sim. Quando a economia melhorar o Estado pode ser mais austero com suas contas para a divida nao decolar em excesso e poder se endividir novamente numa nova crise, injetando dinheiro na economia pra superar a recessao e assim o ciclo segue. A divida do estado é hoje um instrumento de gestão da macroeconomia. Um instrumento sem o qual nao se conseque corrigir as distorções geradas da economia liberal. Basta perceber que todos os países mais ricos hoje tem as maiores dividas. Respondendo a pergunta do texto: o dinheiro vem mesmo dos agentes econômicos que produzem a riqueza, da qual o Estado tira uma parcela pelos tributos, com toda a legitimidade. E utiliza tal riqueza para assegurar direitos sociais e reverter crises. E o faz tambem para salvar a propria economia, que entraria em colapso sem a injeção de dinheiro do Estado (que o Estado tributou). Veja o que os EUA fizeram na crise de 2008. Procure ler sobre o "relaxamento quantitativo", que foi a injeção de 80bilhoes de dolares mensalmente pelo governo americano para salvar a economia mundial do colapso, numa crise gerada pelo mercado sem regulação financeira.

Veja esse texto do FMI, onde o proprio FMI reconhece que medidas d austeridade nao geram desenvolvimento e, portanto, reconhece a necessidade do gasto publico. (
www.imf.org/external/pubs/ft/fandd/2016/06/ostry.htm )

Esse artigo do Paul krugman sobre a austeridade, defendendo também o gasto publico:
https://www.theguardian.com/business/ng-interactive/2015/apr/29/the-austerity-delusion .
"
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E aí pessoal, já viram isso? (off-topic, mas ainda assim interessante):


Ancine lança edital de R$ 10 milhões para games


Agora vai... por quê os "jênios" do Bananão não tiveram esta ideia antes? E o BNDES vai participar também! Era tudo o que faltava para o braziul se tornar uma "potênfia" mundial no desenvolvimento de games.

Em breve estaremos competindo par-a-par com os grandes players deste mercado. Aliás, seremos muito MAIORES do que eles próprios ousaram imaginar para si mesmos. Que "horgulio" enorme de ser brazilêro...
"Se um empreendedor construir uma ponte... Ele também consome itens escassos... A única diferença, é a eficiência com que ele gasta esse recurso."

1) Se a obra é estatal -- isto é, se ela é feita de acordo com critérios políticos --, então não há como saber que ela está sendo genuinamente demandada pelos consumidores. Não há como saber se ela realmente é sensata ou não, se ela é racional ou não. (Vide os estádios da Copa na região Norte do país). O que vai predominar serão os interesses dos políticos e de seus amigos empreiteiros, ambos utilizando dinheiro de impostos. Não haverá nenhuma preocupação com os custos.

2) Se a obra é estatal, haverá superfaturamento. (Creio que, para quem vive no Brasil das últimas décadas, isso não necessariamente é uma conclusão espantosa). Havendo superfaturamento, os preços desses insumos serão artificialmente inflacionados, prejudicando todos os outros consumidores. Os preços, portanto, subirão muito mais ao redor do país.

3) Por outro lado, se é o setor privado -- e não o estado -- quem voluntariamente está fazendo a obra, então é porque ele notou que há uma demanda pelo projeto. Ele notou que há expectativa de retorno. (Se não houvesse, não haveria obras). Consequentemente, os preços dos insumos serão negociados aos menores valores possíveis. Caso contrário -- ou seja, caso houvesse superfaturamento --, a obra se tornaria deficitária, e seria muito mais difícil a empresa auferir algum lucro.

Isso, e apenas isso, já mostra por que os efeitos sobre os preços dos insumos são muito piores quando a obra é estatal. Tudo é bancado pelos impostos; não há necessidade de retorno financeiro para quem faz a obra (o governo e suas empreiteiras aliadas); não há accountability; os retornos são garantidos pelos impostos do populacho.

Já em uma obra feita voluntariamente pela iniciativa privada, nada é bancado pelos impostos; a necessidade de retorno financeira pressiona para baixo os custos; há accountability; os impostos da população não são usados para nada.

Qual desses dois arranjos você acha que pressiona para cima os preços dos insumos, prejudicando todos os outros empreendedores do país?

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Gustavo Sauer  28/06/2012 21:28
    Stefan sempre claro e bem humorado. O esquerdista parece não ter o conhecimento básico de economia pra entender o que é um livre mercado e confunde grotescamente a natureza coercitiva do estado, fazendo uma comparação descabida com a instituição da família.
  • Mohamed Attcka Todomundo  19/02/2014 22:49
  • Alexandre M. R. Filho  05/08/2012 11:16
    O cara tem dificuldades com o inglês. Por isso acho que ele teve dificuldades em apresentar seu ponto.\r
    \r
    Mas, claramente, o grande problema dele (e da maioria das pessoas) é entender a noção de "coerção" e de "liberdade". É uma pena...
  • Rafael  06/08/2012 23:19
    Debate fraco, foi mais uma aula do Stefan que um debate propriamente dito. Agora eu gostaria de ver uma conferência com Stefan Molyneux e Luis Felipe Pondé, essa sim prometeria!


  • Rafael  07/08/2012 14:16
    www.youtube.com/watch?v=b72bTrH_PNE
  • Jose  01/01/2013 18:50
    Nesse caso não haveria um debate, porque os dois são de direita e neoliberais. Haveria uma conversa apenas. É que nem falar em debate entre Mises e Hayek.
  • Eduardo Bellani  01/01/2013 23:43
    Nesse caso não haveria um debate, porque os dois são de direita e neoliberais.

    Por favor, apresente citação para embasar essa afirmação.
  • anônimo  02/01/2013 16:43
    Pra esquerda, tudo que não é exatamente igual a eles mesmos = neoliberal
  • Pedro  07/10/2013 14:51
    É incompatível colocar "neoliberal" e "direita" como iguais.
    Crasso erro lógico.
  • mcmoraes  08/08/2012 16:51
    Vocês têm certeza de que isso foi um debate? Pareceu mais uma entrevista.
  • anônimo  02/01/2013 16:34
    Na verdade, eu gostaria de ver um debate de Stefan com Bresser-Pereira, aí sim, veríamos se ele é bom mesmo.
  • anônimo  02/01/2013 17:00
    O Molineux viaja muito.Se fosse um debate bem técnico, só sobre economia, ele não ia se sair muito bem não.
  • Davs Orlandi  12/02/2013 14:43
    O Safatle tentou colocar o Stefan na defensiva mas não teve capacidade para isso. O "debate" acabou sendo apenas uma descrição das lindezas da futura sociedade anarco-capitalista.

    Tudo muito bonito, mas acaba por ser um infortúnio ter um conhecido comunista no palanque e não desmascará-lo.

    "Meus amigos comunistas diriam...", quem não sabe que o cidadão comum no brasil já é por default socialista, quanto mais um apologista da esquerda como esse Vladimir. Era para ter pedido para ele explicar como funciona a sociedade que ele quer ver no Brasil e demostrar o seu aspecto autoritário. Qualquer coisa abaixo disso seria um desserviço.

    Fora isso, achei engraçado o Safatle ter chamado ele de "liberal" em inglês. O Stefan deve ter se perguntado: "esquerdista, eu?".. Serve para mostrar como certas palavras agora significam seu inverso. Alguém precisa avisar os brasileiros..

    Esse debate acabou por ser apenas um papinho de comadres.
  • Rafael  24/03/2013 01:11
  • Levi de davi  26/04/2013 01:16
    Neste debate, fiquei muito orgulhoso com o desempenho do nosso brasileiro! Mandou bem! Principalmente quando ficou calado! Que olhos enigmáticos da nossa
    Ofélia comunista!

  • Paulo Campos  30/05/2013 22:56
    Infelizmente o formato de debate sem um moderador e recurso de tradução simultânea deixa muito a desejar, pois perde-se muito o conteúdo das discussões.
    Não conhecia o Molyneux, ele não é relevante academicamente, mas os argumentos dele são de um Anarquista, não liberal. A pergunta do marxista Safatle sobre o ensino fundamental e sistema de saúde é importante, e demonstra que muito além das visões estatistas ou de mercado, temos a questão gerencial e de eficiência e ninguém na Inglaterra ou Canadá tem coragem de mexer nisso, pois eles funcionam e isso causaria uma guerra civil.
    Ainda que o Molyneux tenha dominado mais o tempo, provavelmente pelo debate ter sido em inglês, as questões colocadas pelo Safatle são muito pertinentes.
    Outro fator complicador, o Molyneux nitidamente não conhece o Brasil, onde as elites econômicas ainda praticam trabalho escravo em fazendas no interior de São Paulo.
  • Marcelo  14/06/2013 18:43
    Amigos,

    Eu lamento que o debate tenha sido em inglês sem legenda. Digo isso porque, apesar de ler e falar inglês o suficiente para acompanhar a conversa, a legenda me ajudaria a "ouvir" melhor os professores. Além do que ainda há muita gente no País que não fala inglês e o Instituto Ludwig von Mises Brasil poderia ampliar o rol de ouvintes desses debates tão ricos.

    Marcelo Henrique
    João Pessoa-PB
  • PC  30/07/2013 01:20
    Preocupa-me o pífio desempenho do aclamado filósofo brasileiro; oxalá a barreira lingüística tenha sido a causa do infortúnio. Argumentos frágeis e sempre defensivos.
  • Blah  30/07/2013 11:47
    Você ficou preocupado com o desempenho do Safatle? Não deveria. Ele é fraco mesmo.
  • Carlos Nigro  10/02/2014 17:25
    Safatle:
    "não acredito na democracia parlamentar, mas na democracia plebiscitária q reflete a opinião pública"
    "o problema do livre-mercado são os trustes".
    "não gostaria de viver nos países comunistas, mas o socialismo/comunismo é uma ideia que precisamos desenvolver"
    "as pessoas se tornam melhores e mais felizes" em Estados assistencialistas e intervencionistas.
    "suspeito muito da ideia de indivíduo"… "a parte do indivíduo que não é do indivíduo"… "é uma ideia que precisamos desenvolver"

    Molyneux:
    "Quanto mais perto chegamos do comunismo, mais pobreza, genocídio e escravidão ocorrem.
    Quanto mais perto do Livre-mercado, mais riqueza e liberdade."
  • Hay  10/02/2014 18:52
    "não gostaria de viver nos países comunistas, mas o socialismo/comunismo é uma ideia que precisamos desenvolver"

    Sim, porque o fato de absolutamente TODOS os países comunistas terem gerado fome, miséria, estagnação e destruição de riquezas quer dizer somente que "precisamos desenvolver" a ideia. E pensar que um cara desses é levado a sério por alguém....


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