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A importância de saber o que realmente se quer

Não, eu não quero golpe.  E não quero a volta dos militares. Também não vejo motivo para que qualquer candidato derrotado nas últimas eleições assuma o poder.

Impeachment?  Depende. Impeachment sem investigação é legalmente um golpe — e golpe é aquilo que eu já disse que não quero, logo na primeira frase desse texto. Se há razões jurídicas para a saída da presidente, aí o jogo muda de figura — e nesse caso, eu confesso que não estou nem aí se quem irá assumir legalmente não esteja tão bem na fita, se isso causará uma instabilidade política momentânea, ou qualquer outra desculpa que você queira dar.

Quando se insiste no discurso de que não deveríamos investigar um presidente porque seu sucessor imediato não é do agrado, ou porque nada irá mudar simplesmente trocando de nomes, ou porque é preciso ter, mais do que isso tudo, "consciência", você está abrindo mão de fortalecer as instituições do país.  Você está permitindo que os piores não sejam penalizados por seus eventuais crimes e criando um incentivo para que políticos permaneçam exercendo seus desmandos, sabendo que nada lá na frente acontecerá a eles.

Eu não chamaria isso exatamente de "consciência", seja lá o que você queira dizer com isso. Quando há razões jurídicas para uma punição, todo o resto não se discute — presidente que comete um crime e permanece no cargo exerce um golpe. E golpe eu já disse duas vezes aqui que não quero.

É bacana ir protestar nas ruas?  Depende.  Protestar contra o quê?  Contra tudo isso que aí está?  Por mais direitos, um termo perigosamente vago? Não, obrigado. Nesse caso, é melhor permanecer esparramado no sofá. Protestar é bacana, é legal, é "exercer a democracia e a liberdade de expressão" e tudo mais — político impopular adora repetir esse discurso —, mas é necessário ter pautas bem definidas, não?

Sabe uma que eu acho bacana? Lutar para que a justiça exerça seu poder de uma forma verdadeiramente independente e que se investigue todo mundo que deva ser investigado.

Só que há um problema nessa história toda: enquanto as instituições brasileiras permanecerem fragilizadas, como são as nossas, talvez isso tudo não passe de um sonho utópico, e continuaremos testemunhando o Legislativo e o Executivo exercendo uma injusta pressão sobre o Judiciário para se livrarem de possíveis incômodos.  Continuaremos vendo ministro do Supremo Tribunal Federal fazendo conluio em salas fechadas um presidente da República; e permaneceremos de mãos atadas ao fato inquestionável de que os políticos ocupam uma casta superior da sociedade, intocáveis, acima do bem e do mal.

Por tudo isso, apenas lutar para que "se investigue" não acrescenta muita coisa. É necessário algo a mais.

Apesar de toda a narrativa oficial, eu não colocaria na conta da corrupção a queda livre na popularidade de Dilma e de seu partido. Sim, você provavelmente não aguenta mais ligar a televisão e encarar aquelas notícias, que mais parecem estar em looping todos os dias, sobre desmandos, esquemas, desvios, e todos os tipos de crimes causados pela classe política.

A corrupção certamente tem um papel nesse bolo todo, mas eu pegaria o velho slogan do então candidato americano Bill Clinton, que virou gabarito e jargão no universo político-econômico, para justificar toda essa comoção em torno do "Fora Dilma":

"It's the economy, stupid!" ("É a economia, idiota!")

É a boa e velha economia: o aumento nas contas de luz e dos impostos, o aumento da inflação de preços, o baixo crescimento, o dólar alto, a dilapidação das contas públicas, o baixo emprego, tudo isso somado aos desmandos na Petrobras, fazem com que apenas 7% da população aprove a atual presidente.

A camada mais pobre da população, a mais afetada por todos esses problemas, simplesmente cansou, desistiu, abriu mão. E sabe por que isso tudo aconteceu? Porque a política econômica defendida pelo Partido dos Trabalhadores se esgotou, provou-se insustentável.

Mas e então, será que existe alguma pauta "simples", objetiva, que permita combater a atual política econômica fracassada ao mesmo tempo em que se luta contra a corrupção?  A resposta é positiva.  Aliás, se você não está satisfeito com a atual situação do país, eis aí um bom motivo para sair do sofá e tomar conta das ruas.

Não pense que a solução é mágica — em economia, mágicas não funcionam, e nem no combate à corrupção.  Economicamente, mais do que lutar contra tudo isso que aí está, de modo a promover o crescimento e aumentar a produtividade do brasileiro, é necessário encampar bandeiras corajosas como a da diminuição da burocracia e da carga tributária, o fim dos subsídios estatais aos empresários amigos do governo (ou você quer continuar pagando pela ascensão e queda de novos Eikes?) e a retirada do estado de setores que ele regula com o claro intuito de proteger empresas e prejudicar o consumidor.

É necessário mudar o atual modelo, no qual o governo exerce um forte e irracional controle econômico, empurrando o país para a 118ª posição no ranking de liberdade econômica e para a 120ª posição no ranking de facilidade para fazer negócios —e permitir algo ainda inédito por aqui: uma maior liberdade econômica.

Onde entra a corrupção nesse bolo todo?  Fácil.  Mais do que melhorar a economia, lutar por liberdade econômica é também lutar contra a corrupção — afinal, quanto menor for o controle do governo sobre a economia, menos os políticos terão para surrupiar

Como demonstrado empiricamente neste artigo, poucas ações são mais contundentes como antídoto à corrupção do que apostar na abertura de mercado. Quanto mais livre economicamente for um país, menos corrupto ele será.

Assim, você mata dois coelhos de uma vez só. A liberdade econômica é a única bandeira capaz de fazer com que o Brasil volte a crescer, solidificando a economia e as nossas instituições, e diminuindo o poder exercido pelos políticos ao mesmo tempo em que se combate a corrupção.  Há uma vasta literatura que comprova que esse foi o caminho seguido pelos países mais desenvolvidos do mundo.

E não se engane: essa pauta (aquilo que o PT chama burramente de neoliberalismo) é a maior inimiga do PT. Poucas coisas traduzem melhor o partido de Dilma do que a oposição ao livre mercado.  Por isso, se há realmente uma forte razão para você sair do sofá, é essa.

Quando for tomar as ruas movido por uma insatisfação com o atual governo e estiver pensando em um país melhor, seja objetivo. Lute pela diminuição dos impostos, pela desburocratização na hora de montar um negócio (se você é um comerciante, sabe melhor do que ninguém como é complicado sustentar todo esse peso estatal), pela diminuição do papel do governo na economia. 

Lutar simbolicamente por menos corrupção pode parecer bacana, mas é a mesma coisa que pedir educadamente para o ladrão parar de roubá-lo, clamando por mais decência (dica: não irá adiantar muito).

Quando você entrega quase 40% da sua renda — a qual você ganha trabalhando dignamente — para políticos que estão mais interessados em dificultar a maneira honesta como você ganha dinheiro, é claro que sobrará pouco para você no fim das contas.

Por tudo isso, não caia no papo furado de gente que rotula insatisfação de "golpismo". Se há um bom motivo para protestar, que um bom protesto se inicie. E se há alguma bandeira para defender contra o atual governo, ela atende pelo nome e sobrenome de liberdade econômica

Nas ruas, essa é a única luta que o PT verdadeiramente abomina e a única que realmente vale a pena.


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autor

Rodrigo da Silva
é o editor do site Spotniks.


  • anônimo  16/03/2015 14:30
    Prestem atenção na mídia que fala que foram protestos pedindo a 'reforma política'.Isso é gente mentirosa querendo enfiar a agenda petista na conversa.
  • PESCADOR  16/03/2015 14:33
    Estive ontem na Avenida Paulista.
    Levei um singelo cartaz escrito:

    MAIS MISES
    menos MARX

    Isso é tudo que eu queria, por enquanto.
  • anônimo  16/03/2015 16:33
    Eu também estive lá e vi dois cartazes com referência ao Mises, sendo que um deles também constava Hayek, Bastiat, Adam Smith e Milton Friedman. Vi também dezenas de adesivos com: "Quem é John Galt?".

    Já é um avanço.
  • Morete  16/03/2015 17:27
    Vi vários cartazes na TV citanto Mises. Inclusive no nordeste.
    Esse é só o começo.
    #menosestadoemaisbrasil
  • André  16/03/2015 18:04
    Fui à Paulista e levei um cartaz "Menos Marx. Mais Mises". Ninguém entendeu muito bem. Fui questionado inclusive por um senhor formado em economia!
  • Bernardo  16/03/2015 18:37
    Economista que não conhece Mises?! Tá precisando de um Pronatec...
  • Felipe  16/03/2015 18:48
    A maioria dos economista realmente não conhecem Mises.

    Digo isso como ex aluno de economia, e posso garantir que nenhum deles deviam conhecer Mises, os liberais que eles conhecem é Friedman e Hayek.
  • gutemberg  17/03/2015 15:34
    Felipe,

    concordo com voce. Também me formei sem conhecer Misses, muito mal ouvi falar de Hayek.
  • Mr Citan  16/03/2015 18:59
    O meu cartaz continha uma referência a Mises, Adam Smith e a Bandeira de Gadsden.

    Interessante é que muitos que leram, depois davam risada.

    Talvez tenham visto a bandeira com a inscrição traduzida, e tenham entendido para não pisar no meu pé. :-D
  • Osvaldo  17/03/2015 00:34
    Bela frase. Vou mandar fazer uma camiseta azul com estas palavras. Muitos vão me perguntar o que significa e terei o maior prazer em explicar.
  • Ricardo Bahia  17/03/2015 04:29
    Olha só o que achei!!!!!!!!
    www.vistadireita.com.br/camisetas/masculino.html

    Já estou encomendado uma para os próximos protestos. QUE ÓTIMA OPORTUNIDADE PARA FAZER UMA PROPAGANDA
  • fabio  18/03/2015 23:02
    Não tem do mises. Alguém poderia lançar uma camiseta com este slogan sugerido ai nos comentários o "mais mises, menos marx."? Seria uma jogada interessante de marketing onde a curiosidade trará a chance de explicações.
  • Diogo  23/03/2015 00:57
    Essa camisa do "mais mises menos marx" ja existia nesse site. Devem fazer uma reedição dela daqui a pouco.
  • Marcel  16/03/2015 14:35
    Para um presidente sofrer impeachment, não precisa de base jurídica; o impedimento é um processo político, que requer à adesão de 2/3 dos Deputados e 2/3 dos Senadores, isto é, interesse político com a devida reivindicação das pessoas. O Ex-Presidente Collor foi absolvido na estância jurídica mas, condenado pelos parlamentares. À constituição brasileira garante isso, portanto, golpe, é desrespeitar, ou, tentar estar acima da "carta maior".
  • Fernando Chiocca  16/03/2015 15:41
    Exato Marcel. A tese de se descartar o impeachment por não haver base jurídica foi e está sendo repetido ad nauseam pelo stablishment. Esse artigo é de uma covardia contumaz em favor do statist quo.
  • Mauro  17/03/2015 12:08
    Aí tá escrito de todo o tamanho no artigo:

    "Se há razões jurídicas para a saída da presidente, aí o jogo muda de figura — e nesse caso, eu confesso que não estou nem aí se quem irá assumir legalmente não esteja tão bem na fita, se isso causará uma instabilidade política momentânea, ou qualquer outra desculpa que você queira dar."

    E o autor depois ainda complementa:

    "Quando há razões jurídicas para uma punição, todo o resto não se discute".

    Tradução para analfabetos funcionais: se há base jurídica para o impeachment, então nem interessa qual é o caráter do vice. A presidente tem de ser destituída.

    Aí vem esse tal Fernando e diz que o autor é contra o impeachment por bases jurídicas...

    A questão é saber se ele é analfabeto funcional ou desonesto.
  • Trader Carioca  16/03/2015 14:40
    Eu discordo de alguns pontos do texto, gostaria de discutí-los:

    O autor diz que só há espaço para impeachment caso seja provado que o(a) presidente(a) ou qualquer outro político cometeu um crime. "Impeachment sem investigação é legalmente um golpe".
    O raciocínio está incorreto. É possível, dentro da lei, alterar aquilo que é ou não crime e mudar as regras do jogo no meio do caminho. Exemplo claro é da lei de responsabilidade fiscal. Dilma não a cumpriu. O congresso aliviou a barra e ficou tudo certo.

    Ou o Nicolas Maduro, que passou no congresso venezuelano a Lei Habilitante Antiimperialista, que lhe dá poderes para governar por decreto em assuntos relacionados à segurança nacional e defesa. O que ele fez está, em tese, dentro da lei. É democrático? Poderiam os venezuelos protestarem e clamarem pela saída de Nicolas Maduro ou eles não devem pedir o impeachment pois seria golpismo?

    Sobre os pedidos e motivos serem difusos, acho que o problema é que a população percebe que o modelo político-econômico está falido, mas não entende qual é a alternativa. Enxerga apenas o PSDB ou os militares porque ambos já foram o governo em um passado recente. Embora as idéias libertárias tenham crescido, ainda não atingiram volume para serem conhecidas pela população como alternativa verdadeira.
  • Especulador Catarinense  16/03/2015 14:50
    Sou totalmente contra um impeachment. Imagina só: nunca na minha vida eu vi a população brasileira ser tão anti-estado igual ela está hoje.

    E só de pensar que esse sentimento anti-estado ainda vai se prolongar por mais quatro anos -- aliás, vai se intensificar! --, isso é um paraíso!

    E aí vêm vocês e querem acabar com essa delícia agora?

    Não, deixem a Dilma ficar ali até que nenhum brasileiro consiga mais nem sequer pensar na estrela do PT. A Dilma e o PT, aliás, merecem um pedestal, pois eles conseguiram fazer o que eu julgava ser impossível: transformaram o brasileiro médio em um ser antigoverno.

    Isso é uma delícia! Curtam o momento!
  • Trader Carioca  16/03/2015 15:08
    Especulador Catarinense.

    Só para deixar claro: estou discutindo teoricamente sobre impeachment e democracia. Não estou dando minha opinião contra ou a favor do impeachment. Eu sou totalmente a favor da redução do Estado até a extinção e ponto final.

    Por favor pare com essa mania de perseguição. Você comentou "E só de pensar que esse sentimento anti-estado ainda vai se prolongar por mais quatro anos -- aliás, vai se intensificar! --, isso é um paraíso! E aí vêm vocês e querem acabar com essa delícia agora?". Isso é tudo o que mais quero. Eu me sinto ofendido quando apontam o dedo pra mim me acusando de algo que não sou. Falar que eu quero "acabar com essa delícia" de sentimento antiestado é bater num espantalho longe do que quero, penso ou acredito. Só para ficar claro: eu e você, nós estamos no mesmo lado.

    Voltando ao assunto, acho que você está enganado sobre sentimento antiestado da população geral. O sentimento é contra a corrupção e contra o PT. Isso provavelmente se traduzirá alguma das opções: pedidos por intervenção militar, entrada do PSDB no governo, mais leis e regulação e fiscalização, financiamento público de campanhas políticas, mais fiscalização das estatais.

    Os únicos que pedem pela redução do governo são os libertários (e eu estou nesse grupo), mas somos minoria. E como eu disse antes, embora tenhamos crescido em número e alcance, ainda somos relativamente inexpressivos dentro do país para que nossa agenda se converta em algo factível.
  • Marcelo  16/03/2015 15:20
    todo politico que tentou capitalizar nos protestos foi sonoramente vaiado! isso mostra que o brasileiro não aguenta mais os políticos em geral, não somente os petistas
  • Rafael R  16/03/2015 16:11
    Concordo. Acho que foi Rothbard ou Hoppe quem escreveu que a mudança deve ser de baixo para cima, e não esperar que a agenda libertária entre na pauta do governo algum dia.

    Creio que antes a população deve se conscientizar das vantagens do livre-mercado e da livre-iniciativa, e não esperar que um governo "melhor" nos salve.
  • Guilherme  16/03/2015 16:18
    Exato, Rafael. E o mais curioso é ver, aqui mesmo nesta seção de comentários, libertários que se dizem seguidores de Hoppe defendendo alterações no regime "de cima pra baixo", que é exatamente o oposto do que pega Hoppe.

    O próprio Hoppe não daria a mínima para quem é o idiota que está na presidência, pois ele estaria concentrado em fazer a mudança na mentalidade das pessoas. Agora, tem gente aqui que acha que, apenas mudando o presidente, tudo se resolve.
  • Marcelo  16/03/2015 15:18
    extremamente competente seu raciocínio! tem total sentido!
    inclusive, aproveito para pedir sugestões de cartazes para a próxima manifestação.
    +Mises, -Marx
    Chega de impostos!
    Privatização Geral e Irrestrita

    e o que mais?
  • Bernardo Emerick  16/03/2015 18:50
    Essas manifestações são a chance de ouro de promover o pensamento austrolibertário. Centenas de milhares de pessoas, milhões de pessoas, foram às ruas contra o PT, o inimigo mais poderoso para a liberdade que existe nesse país. O PT é o grande símbolo da esquerda brasileira: é a criação da intelectualidade uspiana, em junção com os pelegos do sindicalismo paulista, fundido com o assistencialismo moderno.

    O PT está ruindo. Aqueles que querem acabar com o PT tampouco são entusiastas dos tucanos. O PSDB é visto por todo mundo como uma alternativa menos pior. O PMDB é o símbolo do fisiologismo corrupto. E a direita jurássico-militar brasileira também não é apoiada por mais que meia dúzia de malucos, que são vaiados e cujo líder (Bolsonaro) foi impedido de discursar. Enfim, como foi dito em comentários anteriores, esse é o momento em que todos os políticos estão sendo mal vistos.

    Parece-me, portanto, que estamos no momento propício para a divulgação do pensamento liberal. No entanto, para isso, é preciso de uma ação incisiva de propaganda. Propaganda mesmo. Manifestação não é lugar para dar demonstrações lógicas, para travar discussões refinadas, para dar refutações apodíticas. Trata-se, pelo contrário, de seduzir o povo.

    Neste momento, é preciso atrair o povão, tão desgostoso dos rumos políticos nacionais, para a alternativa contra os políticos. Os ventos estão em nosso favor. Essa é a nossa onda, é a nossa vez. No entanto, para pegar uma onda, o surfista precisa remar. Uma vez de pé na prancha, a onda leva. Antes, porém, é preciso o impulso inicial.

    Eis o que nos falta: capitalizar esse momento. Nas próximas semanas, novamente o espetáculo do último domingo será repetido. Mais uma vez, milhões de pessoas sairão às ruas para pedir a queda do governo corrupto e incompetente do PT. Se tudo der certo, os próximos eventos congregarão ainda mais gente, mais oprimidos pelo poder estatal, mais revoltados com os desmandos do estado.

    É preciso, portanto, mostrar que o pensamento liberal e libertário são os mais adequados, os mais alinhados a esse sentimento natural de revolta que despontou nos corações pátrios. É hora de mostrarmos a unidade. Não a unidade nacional, que supõe a estrutura estatal. Mas a unidade da sociedade, dos homens e mulheres honestos que levam suas vidas sustentados pela livre iniciativa, pela amizade, pelo apoio voluntário ao próximo, que se opõem ao roubo, ao vandalismo, à barbárie.

    Quando o povo tornar a sair às ruas, é preciso que estejamos preparados e equipados. Que tenhamos uma estratégia de ação de convencimento e de atração dos indignados, para que essa revolta não seja em vão. Para que o sentimento de indignação, que deveria ser natural, não volte a adormecer. Enfim, para que o povo não pense que as suas reclamações se devam a acidentes de percurso, mas que são resultado essencial da própria atividade estatal.

    Por isso, conclamo a todos os liberais: aproveitemos esse momento de glória! Discutamos estratégias e táticas para a nossa luta. Se desperdiçarmos essa oportunidade, quando outra aparecerá?
  • Trader Carioca  16/03/2015 19:05
    Bernardo Emerick e demais amigos que apresentaram suas idéias.

    Concordo que o PT e os demais partidos foram vaiados. Mas não acho que isso significa guinada na direção do pensamento libertário. Pra mim, o que está acontecendo é apenas a desconfiança nos políticos e partidos. Não acho que passa pela cabeça das pessoas um sistema em que o governo será menor (ou até mesmo inexistente).

    Concordo que é o momento ideal para difundirmos as idéias libertárias, mas discordo de que isso já está ocorrendo de modo automático. Repito minha opinião, a população está de saco cheio de políticos, partidos, corrupção, etc e quer mudança. Mas ainda não sabe exatamente qual mudança e nem que existe o libertarianismo como opção.
  • Bernardo Emerick  16/03/2015 20:41
    Ora, mas o que eu disse foi justamente que isso não irá ocorrer em "piloto automático"! O meu argumento foi que não podemos deixar essa oportunidade passar.

    Sim, os protestos não são libertários. Até porque aqueles que protestam não conhecem o libertarianismo. No entanto, os protestos são libertários! Ou seja, mesmo sem haver uma aderência consciente a um conjunto de ideias libertário, o sentimento subjacente é de repulsa à política partidária. De todos os partidos!

    Ora, se nenhum partido presta, é um pequeno salto até se perceber que há algo profundamente errado na própria atividade política e, portanto, na atuação estatal de modo geral.

    Portanto, é preciso canalizar esses sentimentos protolibertários.
  • Dom Comerciante  17/03/2015 18:02
    Marcelo,
    Mais alguns bons temas, simples e objetivos para cartazes:
    - Desestatize já!
    - menos impostos, menos gastos, mais livre mercado!
    - Menos justiça social, mais liberdade econômica!
    - Liberalize já!
    - Sou mais Mises!
    - + livre iniciativa, - regulamentação!
    - + Mises, - Keyenes
    - Fim do protecionismo já!
    - Fora Agências Reguladoras!
    - +Mercado, -Estado!
    - Chega de estatismo!
    - Queremos Liberdade econômica já!
    - Fora estatistas!
    - Enxuguem o Estado e acabem com os gastos!
    - Voto Facultativo já!
    - Secessão Individual já!
    - Menos Socialismo e Mais Livre Mercado!
    - Xô Impostos, Xô gastos, Xô corrupção!
    - Políticos, parem de querer nos ajudar! Se demitam!
    - Não alimente políticos! Não pague impostos!
    - Chega de 40% em impostos, chega de corrupção e chega de gastos!
    - Estado, ponha-se no seu lugar!
    - Fora lobistas, abaixo o protecionismo!
    - abaixo as regulamentações, abaixo o protecionismo, abaixo as estatais, abaixo os impostos, abaixo os gastos públicos!
    - Chega de bem-estar social, queremos respeito ao indivíduo!
  • Veron  18/03/2015 11:11
    Muito bom, Dom Comerciante.

    Nós libertários devemos aproveitar essas passeatas anti-Dilma e anti-PT para levantarmos nossas bandeiras.

    Não iremos conseguir diminuir o Estado ou acabar com o Estado, apenas sendo ideólogos de Internet, precisamos participar da Política também, mesmo não concordando em existir Eleições.
    Só conseguiremos diminuir ou acabar com o Estado dentro do próprio Estado.
    Chega de pensar como queríamos que o mundo fosse e começar a pensar (e bolar estratégias para mudar isso) de como o mundo realmente é na prática.
  • Alexandre (SEP  18/03/2015 13:34
    1 - Não alimente o Estado.

    2 - Estado é crime.

    3 - Mises, rogai por nós.

    4 - Indivíduo vs Estado

    5 - Estado vs Indivíduo

    6 - Estado, tire a mão de mim.

    7 - As Crônicas de Mises.

  • Alexandre (SEP)  17/03/2015 23:12
    Estado, inimigo número 1.
  • Gerlanno  16/03/2015 20:51
    compartilho esse pensamento... deixa ela aí.. PT tropeçará nas próprias pernas.
  • Gredson  16/03/2015 14:47
    Protestar no fundo é uma humilhação das pessoas diante do estado. A organização chamada estado te rouba, e você vai como um escravo obediente "pedir" para que diminua o roubo?


    Eu acredito que a liberdade está na desobediência ao estado, segundo Henry David Thoureau
    "A desobediência é o verdadeiro pilar da liberdade. Os obedientes devem ser escravos." Está frase está presente neste excelente texto do Paulo kogos, que fala justamente sobre as manifestações que serviram não para diminuir o poder do estado, mas para aumentar ainda mais. https://www.facebook.com/paulo.kogos/posts/949292201748183

    Não importa se o protesto tem foco ou não, no fim do dia, você se sujeitou ao estado e implicitamente fez o jogo dele.

    Eu chego a conclusão, que o melhor protesto que existe é sonegar impostos, como bem lembrou o Daniel fraga neste vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=g_qxIVo7fzo
  • Douglas  16/03/2015 16:59
    Citei esses dias pra uma pessoa que sonegar e legitima defesa, não crime. E a pessoa quis esfregar a constituição na minha cara, e só faltou fazer um pedestal para glorificar o por que de pagarmos impostos...
  • Aaron  16/03/2015 14:49
    Na mosca! A unica reivindicação deveria ser "caros senhores feudais, exijo de forma absoluta e imediata que os senhores parem de enfiar a mão no meu bolso e de tentar controlar minhas finanças e a forma pela qual devo reger minha vida. Obrigado e até nunca mais".
  • Vegas  18/03/2015 14:00
    Toma meu like!
  • Felipe  16/03/2015 15:02
    Concordo totalmente com o texto que o único motivo para protestar é pela liberdade econômica.

    O que quero não é novos políticos mas sim menos políticos.
  • quaseanarca  16/03/2015 15:02
    Tenho tido algumas dúvidas,gostaria de saber se Alguém se Disponibiliza a sanar as mesmas;considero-me um Libertário ,tal como RON PAUL,que no fundo está mais para um minarquista,ultimamente tenho tido cada vez mais dificudades em defender a existência de um governo mínimo ou nao,até porque atualmente concordo que um governo mínimo naõ se sustenta,no fim ele sempre se agiganta e acaba esravizando todo o mundo.Imaginemos entaõ que um país abole o seu governo,neste caso o país seria uma potencia nuclear,como se resolveria o potencial problema da proliferação de armas nucleares.
  • Ainda não  16/03/2015 15:18
    "Imaginemos entaõ que um país abole o seu governo,neste caso o país seria uma potencia nuclear"

    Oi?! Como assim? Armas nucleares só existem -- só são financeiramente viáveis -- quando há um governo financiando tudo a fundo perdido (e com o dinheiro de impostos). Armas nucleares não são viáveis em ambiente de liberdade. Quem é que vai construir? Quem é que que vai se manter nesse mercado?
  • Ainda sim  16/03/2015 15:27
    E se um megalomaniaco bilionário tipo Roman Abramovich ou Donald Trump resolverem financiar a construção de uma bomba nuclear?

    E ai o que eu devo fazer?
  • Também não  16/03/2015 15:32
    Aí eles podem ser legalmente impedidos pela própria jurisdição libertária:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2037

    Aliás, tenha a bondade de levar este assunto para o artigo em questão. O assunto deste artigo é completamente distinto. Favor não tumultuar e poluir.
  • Felipe R  16/03/2015 21:44
    O cara está tentando discutir um ponto importante (e ao meu ver, muito frágil) do libertarianismo e você desvia o assunto? Oi? É isso que vão falar a um iniciante ao pensamento, nas ruas, quando for questionado?
  • Pobre Paulista  17/03/2015 14:04
    Ele não está desviando o assunto, está apenas sugerindo direcionar a discussão para um local mais adequado, justamente para que ele possa ser desenvolvida.

    E não, este ponto não é frágil, trata-se de um dos fundamentos mais sólidos do libertarianismo: O PNA. Pouco importa sua opinião sobre a fragilidade dele.

  • Fernando Chiocca  16/03/2015 15:05
    Os primeiros parágrafos desse artigo foram escritos pela Cristiana Lobo da Globonews?

    Ou simplesmente o autor transcreveu o que ela passou o dia inteiro repetindo ontem na cobertura das manifestações?

    Que artigo mais covarde.
  • Nélson Gonçalves  16/03/2015 16:29
    Olha só quem voltou!

    Ele voltou, o boêmio voltou novamente. Partiu daqui tão contente por que razão quer voltar?
  • José Ricardo C. Monteiro  16/03/2015 15:08
    Saudações, será que conseguiríamos um montar um grupo de liberais com camisetas do IMB para fazer um protesto em altíssimo estilo em Brasília.
    Montaríamos uma barraca educativa, com alguns artigos curtos para destribuição sobre o assunto; poderíamos vender materiais do IMB.
    Seria um protesto elucidativo, uma semeadura grau máximo.
    Vamos tentar virar?
  • Edson   16/03/2015 15:16
    Respaldo jurídico existe sim. Vejam abaixo:


    Ives Gandra da Silva Martins: A hipótese de culpa para o impeachment

    Pediu-me o eminente colega José de Oliveira Costa um parecer sobre a possibilidade de abertura de processo de impeachment presidencial por improbidade administrativa, não decorrente de dolo, mas apenas de culpa. Por culpa, em direito, são consideradas as figuras de omissão, imperícia, negligência e imprudência.

    Contratado por ele –e não por nenhuma empreiteira– elaborei parecer em que analiso o artigo 85, inciso 5º, da Constituição (impeachment por atos contra a probidade na administração).

    Analisei também os artigos 37, parágrafo 6º (responsabilidade do Estado por lesão ao cidadão e à sociedade) e parágrafo 5º (imprescritibilidade das ações de ressarcimento que o Estado tem contra o agente público que gerou a lesão por culpa –repito: imprudência, negligência, imperícia e omissão– ou dolo). É a única hipótese em que não prescreve a responsabilidade do agente público pelo dano causado.

    Examinei, em seguida, o artigo 9º, inciso 3º, da Lei do Impeachment (nº 1.079/50 com as modificações da lei nº 10.028/00) que determina: "São crimes de responsabilidade contra a probidade de administração: 3 - Não tornar efetiva a responsabilidade de seus subordinados, quando manifesta em delitos funcionais ou na prática de atos contrários à Constituição".

    A seguir, estudei os artigos 138, 139 e 142 da Lei das SAs, que impõem, principalmente no artigo 142, inciso 3º, responsabilidade dos Conselhos de Administração na fiscalização da gestão de seus diretores, com amplitude absoluta deste poder.

    Por fim, debrucei-me sobre o parágrafo 4º, do artigo 37, da Constituição Federal, que cuida da improbidade administrativa e sobre o artigo 11 da lei nº 8.429/92, que declara: "Constitui ato de improbidade administrativa que atente contra os princípios da administração pública ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade às instituições".

    Ao interpretar o conjunto dos dispositivos citados, entendo que a culpa é hipótese de improbidade administrativa, a que se refere o artigo 85, inciso 5º, da Lei Suprema dedicado ao impeachment.

    Na sequência do parecer, referi-me à destruição da Petrobras, reduzida a sua expressão nenhuma, nos anos de gestão da presidente Dilma Rousseff como presidente do Conselho de Administração e como presidente da República, por corrupção ou concussão, durante oito anos, com desfalque de bilhões de reais, por dinheiro ilicitamente desviado e por operações administrativas desastrosas, que levaram ao seu balanço não poder sequer ser auditado.

    Como a própria presidente da República declarou que, se tivesse melhores informações, não teria aprovado o negócio de quase US$ 2 bilhões da refinaria de Pasadena (nos Estados Unidos), à evidência, restou demonstrada ou omissão, ou imperícia ou imprudência ou negligência, ao avaliar o negócio.

    E a insistência, no seu primeiro e segundo mandatos, em manter a mesma diretoria que levou à destruição da Petrobras está a demonstrar que a improbidade por culpa fica caracterizada, continuando de um mandato ao outro.

    À luz desse raciocínio, exclusivamente jurídico, terminei o parecer afirmando haver, independentemente das apurações dos desvios que estão sendo realizadas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público (hipótese de dolo), fundamentação jurídica para o pedido de impeachment (hipótese de culpa).

    Não deixei, todavia, de esclarecer que o julgamento do impeachment pelo Congresso é mais político que jurídico, lembrando o caso do presidente Fernando Collor, que afastado da Presidência pelo Congresso, foi absolvido pela suprema corte. Enviei meu parecer, com autorização do contratante, a dois eminentes professores, que o apoiaram (Modesto Carvalhosa, da USP, e Adilson Dallari, da PUC-SP) em suas conclusões.

    IVES GANDRA DA SILVA MARTINS, 79, advogado, é professor emérito da Universidade Mackenzie, da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército e da Escola Superior de Guerra. t




  • edu  16/03/2015 15:24
    Pessoas reclamando da incompetência do governo e ao mesmo tempo querendo mais governo.

    ..os caminhoneiros pedindo coisas como Tabelamento do preço dos fretes..
  • Victor Antunes  16/03/2015 15:42
    Ótimo artigo!

    Peço uma ajuda sobre "Há uma vasta literatura que comprova que esse foi o caminho seguido pelos países mais desenvolvidos do mundo". Quais, por exemplo? Alguma em pt-br?

    Valeus!
  • Filipe Rangel Celeti  16/03/2015 15:46
    "... fortalecer as instituições do país..."

    Sério, Rodrigo? Sério, IMB? Isso é sério? Defendendo mais estado eficiente e com instituições fortes?

  • Aluno  16/03/2015 16:06
    É sério, Filipe. Você sebe o que é uma instituição? O mercado é uma instituição. A propriedade privada é uma instituição. A segurança jurídica é uma instituição. O respeito aos contratos é uma instituição. A punição aos criminosos é uma instituição. A estabilidade econômica é uma instituição.

    Causa-me espanto que você ache que defender instituição forte é defender estado. Mais espantoso ainda é concluir que, por definição, você ache que o certo é defender instituições fracas. Isso prova que você desconhece os mais básicos conceitos econômicos. Hora de abraçar os estudos com mais profundidade e atenção.
  • IRCR  17/03/2015 07:58
    Defender instituições fortes é defender mais estado ?
    HK que é um estado relativamente mais enxuto teve seus pilares institucionais baseado nas instituições britânicas. Ou vai me dizer que tanto faz ter instituições fortes ou fracas ? se for assim Argentina e Venezuela onde as instituições foram destruídas por lunáticos no poder são um paraíso para se viver né ?
  • Adelson Paulo  16/03/2015 16:05
    Em regimes parlamentaristas (como Alemanha, Inglaterra, Itália e Israel), basta a aprovação de um voto de desconfiança pelo Parlamento para que o Primeiro Ministro seja destituído do cargo e sejam convocadas novas eleições. Ou seja, um governante é deposto sempre que não disponha mais de maioria sólida para governar.
    Em regimes presidencialistas, como o Brasil e os Estados Unidos (que aliás são minoria entre as maiores democracias ocidentais), o impeachment está previsto na Constituição para permitir a retirada de um governante que não reúna mais condições morais ou políticas para liderar e administrar uma nação. Um país não pode ficar placidamente esperando por anos a conclusão do mandato de um presidente que não tem mais condições de governabilidade, assistindo a degradação econômica e administrativa da Nação e, em casos mais graves, a convulsão social.
    O julgamento de impeachment é político, não é jurídico. Em um processo jurídico, todos são inocentes até que se prove o contrário, e um processo de investigação judicial, inquérito e julgamento de crimes como corrupção demoraria alguns anos até sua conclusão, "transitado e julgado".
    Há inúmeras evidências de envolvimento de altas autoridades e da atual presidente da República com atos de corrupção, que conduziram a maior empresa do país próximo da bancarrota. O impeachment ainda não é possível pelas atuais correlações de forças, mas o aprofundamento da crise econômica e política tornariam inviável a permanência de Dilma na Presidência.
    O impeachment não é golpe, é um mecanismo legítimo da sociedade para solucionar graves crises institucionais como a que vivemos no momento no Brasil.
  • Carlos  16/03/2015 16:14
    Impeachment, a rigor, é um movimento político. É irrelevante, ao fim, se alguém cometeu algo com dolo ou culpa. É uma queda-de-braço entre os membros da casta dominante. Seu único motivo é apaziguar o gado leiteiro que já não está mais gostando de ser tangido por determinado peão e quer outro.

    Em outras palavras a população, de forma estrondosa e maciça, não desgosta do Estado. Nem está contra ele. Basta notar que todas as soluções ventiladas pela mídia tupi-guarani são um samba de uma nota só: mais Estado, mais leis, mais regulações.

    Não lhes ocorre que o problema maior não é, propriamente, o pobre coitado que encabeça a pirâmide, mas a pirâmide em si.

    Minha família inteira é estatista ao máximo grau. Tudo o Estado tem que investigar, o coletivo sempre está acima do indivíduo, lucro equivale à crime, etc. Aquelas coisas maravilhosas que todos os que visitam essas paragens já conhecem bem.

    Diante dessa situação toda de instabilidade econômica e política, não podia ser outro o tópico da discussão nesse domingo: contra os corruptos, mais estado, mais regulação, etc.

    Eu tentei argumentar e dizer que há outros pontos de vista, que tem um carinha chamado Mises, um outro chamado Hayek, e tem Rothbard de lambuja. A pérola foi quando eu disse que o mercado se auto-regula. Só faltou eu ser escorraçado da casa da minha tia por ter dito isso.

    Relatei esse episódio familiar apenas para ilustrar que, por mais devasso que seja o marionete a ocupar qualquer cargo eletivo, a plebe ignara (ou "arrogantemente esclarecida") crê piamente na santidade do sistema. São incapazes de enxergar aquilo pelo que ele realmente é: uma bela máquina de roubar você para o seu próprio "bem".
  • Silvio  16/03/2015 16:19
    "E se há alguma bandeira para defender contra o atual governo, ela atende pelo nome e sobrenome de liberdade econômica.

    Nas ruas, essa é a única luta que o PT verdadeiramente abomina e a única que realmente vale a pena"


    Se há de fato alguma bandeira para se defender contra o atual governo (e, aliás, contra todos os outros), ela atende pelo nome e sobrenome de extinção do estado. Na inviabilidade de se defender tal bandeira, que se defenda então uma bandeira bem específica contra esse governo, que atende pelo nome e sobrenome de dissolução do PT.
  • Anarcoliberal  16/03/2015 16:56
    Defendo tudo que sujeite o estado ao escrutínio e ao escárnio público. Incluindo golpes e contragolpes, impeachment - especialmente se tudo for executado contrário a lei vigente. Afinal, fruto podre não se recupera, se destrói.
  • anônimo  16/03/2015 17:27
    Disse tudo. Afinal, as leis, Ñ na grande maioria foram feitas para livrar o pescoço desses bandidos.
  • Marcelo  16/03/2015 17:09
    Eis aqui um excelente material para distribuir na próxima manifestação!
    spotniks.com/essa-e-melhor-historia-da-turma-da-monica-que-voce-ja-leu/
  • Marcello   16/03/2015 17:20
    Tenho uma dúvida. Os caras pintadas foram golpistas? Naquela ocasião houve primeiro o "fato jurídico" pra depois começar o "Fora Collor" ou este já ocorria quando apareceu o "fato jurídico"? Não considerem uma provocação, é que realmente não me lembro.
  • Anomalus  16/03/2015 17:24
    Muito bom. Este artigo eu concordo na íntegra.

    Mais Mises,
    Menos Marx
  • anônimo  16/03/2015 17:26
    Eu acho que segurar um cartaz escrito ''Fora corruptos'' é tão eficaz contra os corruptos quanto tentar abater um elefante com um estilingue.
  • Pobre Paulista  16/03/2015 22:00
    Ou com um cartaz "Fora Elefantes".
  • Pedro  16/03/2015 18:14
    O Fernando Chiocca está com razão nessa.

    "Impeachment? Depende. Impeachment sem investigação é legalmente um golpe — e golpe é aquilo que eu já disse que não quero, logo na primeira frase desse texto. Se há razões jurídicas para a saída da presidente, aí o jogo muda de figura — e nesse caso, eu confesso que não estou nem aí se quem irá assumir legalmente não esteja tão bem na fita, se isso causará uma instabilidade política momentânea, ou qualquer outra desculpa que você queira dar".

    Que conversa mole é essa?!?!
    E, para o devido registro. Há razões de sobra. Um dos caras que pegou dinheiro na Petro foi na Câmara e disse claramente que pegou, quem pegou, como e aonde foi o dinheiro, etc.... Disse ate que a campanha da "governanta" recebeu dinheiro estrangeiro por baixo dos panos. E vão me dizer que desejam nota fiscal e cheque nominal de corrupção para "provar" a corrupção? Prova testemunhal nada vale? Tenham pacienica...

    Se deve haver um governo, tal governo deve sempre temer sua população. Nenhuma população deve jamais temer seu governo. Impeachment de governos sim, por que não?



  • Moro  16/03/2015 19:00
    O único problema é o analfabetismo funcional. O autor em momento algum se posicionou contra o impeachment de maneira inflexível. Ele disse que havendo "razões jurídicas para a saída da presidente", perfeito.

    Qual parte não deu pra entender?
  • Ricardo  16/03/2015 19:00
    "Impeachment de governos sim, por que não?"

    Beleza. E se houver um governo genuinamente liberal implantando reformas liberais e acabando com os privilégios nababescos dos funcionários públicos e abrindo geral a economia (desagradando a FIESP, o grande empresariado mercantilista e os poderosos sindicatos)?

    Aí haverá um conluio entre grandes empresários, grandes sindicatos e todo o funcionalismo público (três dos maiores e mais poderosos grupos de interesse) para pedir o impeachment desse presidente genuinamente liberal, que está acabando com os "direitos adquiridos" dessa casta.

    Você vai apoiar? Pela lógica, sim.
  • Anarcoliberal  16/03/2015 20:03
    Não interessa. O impeachment é um processo puramente político e não jurídico. Um presidente liberal pode ser chutado do cargo por esses três grupos de interesse por mais honesto que seja.
  • Ricardo  16/03/2015 20:37
    Então lascou tudo. Não haveria a menor chance de se fazer qualquer coisa minimamente decente. Ficaríamos eternamente presos ao estatismo, e o impeachment seria o instrumento favorito dos estatistas.
  • Diego  16/03/2015 19:26
    O problema é que a maioria das pessoas que lá estavam não tem a menor ideia do que querem.

    Ao mesmo tempo que acusavam o atual governo de comunismo, socialismo e etc, Também davam entrevistas dizendo que querem mais educação, mais saúde, mais transporte público (não, não é pelos vinte centavos!!). Ou seja, estavam pedindo mais governo!!
  • Anomalus  16/03/2015 20:09
    Isto aí é um problema sério, por isso concordo com o autor deste artigo. A melhor solução é reduzir o governo ao mínimo possível com o mínimo de impostos possíveis. Eu não sou contra a existência de governo, mas tendo em vista que as suas atribuições devem ser nada mais do que a segurança pública, defesa a ameaças externas, judiciário e legislativo.
  • Anarcoliberal  16/03/2015 20:10
    Não se pode deixar de apreciar a manifestação antigoverno apenas porque a população não é conhecedora do liberalismo. Todo esforço antigoverno, que sujeite os líderes políticos à degradação pública, que mine e corroa as instituições públicas e mostrem a farsa que elas realmente são - especialmente o judi(lixo)ciário, que ainda é visto com um pouco de bons olhos pela população - é extremamente bem vindo e produtivo. É o passo adiante para a consciência popular finalmente ligar A e B e perceber que o mesmo governo que promete pontes onde não têm rios é o mesmo que promete universidades onde não têm estradas ou luz elétrica.
  • Anomalus  16/03/2015 22:40
    Sim, com certeza manifestações deste tipo são boas. E inclusive alguns dos manifestantes eram pró liberalismo.
  • Brant  16/03/2015 19:45
    Qualquer protesto anti corrupção é contraproducente. O problema não está na ausência de pessoas honestas na política mas sim no volume de recursos e poderes que nós confiamos a eles. Chega de enviar 1 trilhão de reais para políticos e esperar que eles cuidem bem do dinheiro, chega dessa mentalidade servil do brasileiro de dizer que não se importa em pagar altos impostos desde que receba serviços estatais de qualidade. Não se pode esperar que a mudança venha justamente daquele que causa todos os nossos problemas.
  • Rodrigo  16/03/2015 20:07
    Tenho uma pergunta, mas que não tem muita relação com o artigo. Qual a visão libertária sobre financiamento de campanhas políticas? O governo fala de extinguir doação de empresas, isso significaria uso exclusivo do fundo partidário, ou seja, nosso bolso?
  • Santoro  16/03/2015 20:53
    a) financiamento totalmente privado. Quem tem interesse que financie o seu candidato. Do próprio bolso, é claro;

    b) mas com toda a certeza.
  • Bernardo Emerick  16/03/2015 21:00
    A minha resposta decorre da seguinte questão: é legítimo pagar para alguém roubar uma propriedade para você?

    Se não é legítimo pagar para roubar para você, então também uma empresa não pode financiar uma campanha política se for para conseguir negócios com o governo. A minha regra, portanto, seria a de liberdade de financiamento privado, mas apenas por empresas que não mantenham contratos com o governo.
  • Lucas C  16/03/2015 21:04
    Acho que é mais ou menos equivalente à pergunta:
    Qual a sua visão frente ao roubo seguido de morte? É melhor ou pior que o estupro seguido de morte?
  • Renato  16/03/2015 21:11
    Eu acredito que os pequenos e médios empresários poderiam ajudar se mostrassem que eles não querem mais pagar impostos para poder ajudar as pessoas de baixa renda.

    A esquerda conseguiu criar a imagem de que todo empresário é malvado e explorador, então nada melhor do que em manifestações como essas pequenos e médios empresários com cartilhas e folhetos informativos mostrar para a população que eles querem ajudar pessoas carentes sem a interferência do estado e dos políticos.
  • Marcelo Simoes Nunes  16/03/2015 21:49
    Acredito que os libertários não deveriam tentar pegar carona nos protestos. Explico: os protestos de domingo não contam com o apoio da maioria das organizações. Mídia, partidos políticos, igreja católica, OAB, Une, ongs etc. são contra, principalmente quando se fala em impeachment. Há um discreto apoio da maçonaria. Foram convocados por alguns grupos da rede social, com a adesão do cidadão comum. Nuca houve movimento mais espontâneo. O foco do movimento é o anti petismo, com divergências quanto a questão do impeachment e da intervenção militar. Se a Dilma e o petismo caírem, isso se dará contra a vontade de todas as poderosas organizações citadas. Se não caírem, serão mais quatro anos de lenta fritura, sem solução econômica à vista. Uma ou outra alternativa é boa para quem não gosta de intervencionismos estatais. Então o que se deve considerar é o seguinte: a população em protesto desconhece completamente as teses libertárias. O espaço da manifestação é impróprio para divulgação de teses complexas. Idéias diversas apenas enfraquecem o movimento que, pela sua natureza, nada contra a corrente. Os inimigos do movimento a todo instante apontam qualquer divergência observada nos grupos participantes, pretendendo com isso, minimizar sua efetividade. Ontem por exemplo, a Globo entrevistou o ex ministro do supremo Aires Brito, que falou o absurdo de que não havia elementos legais para o impeachment. Basta lembrar como foi o impeachment de Collor para saber que o ministro mentiu. Collor foi destituído do cargo e depois inocentado pelo Supremo.
  • Pobre Paulista  17/03/2015 01:24
    Tem muito PSDBista caindo de paraquedas aqui no Mises. Infelizmente eles estão sendo bem recebidos, ao contrário dos PTistas que em geral levam umas surras. Espero que este cenário não se sustente por muito tempo.

    Protestar = perder tempo. 1 milhão de pessoas em 4 horas de protesto = 4 milhões de homens-hora utilizados para produzir nada. E ainda estão achando que fizeram algo de "útil", algo de "bom" para a "sociedade". E o pior, se por algum acaso derrubarem o Político X para entrar o Político Y ainda vão querer que eu agradeça.

  • Blah  17/03/2015 12:21
    Tirar o Partido X e colocar o Partido Y pode ser melhor, sim. É só você pensar que o Partido Y pode ser um que não bote um Guido Mantega no Ministério da Fazenda. Se você também pensar que o Partido Y pode não colocar na Presidência uma pessoa que não sabe nem fazer articulação política e tem ~pensamento~ econômico quase igual ao do Mantega, então você tem é que rezar para que o Partido Y assuma.

    É como se você tivesse, de um lado, Manga Verde com carne de rato e, do outro lado, um monte de cocô de Rinoceronte.
  • Marcelo Simoes Nunes  18/03/2015 00:20
    Que pobreza mental! Eu PSDBista? Leia o texto e argumente com lógica se discordar. Falei de coisas óbvias. Prefere ficar com o PT? Problema seu. A Paulista é um bom lugar para divulgar Mises etc. Prove. E não tente adivinhar o que os outros são. Será que eternas discussões nesse site, sem ação alguma, mudarão alguma coisa? Duvido.
  • Pobre Paulista  18/03/2015 02:48
    Não me dirigi a você (nem a ninguém em específico), mas a carapuça serviu né?

    A propósito, caros legalistas em geral, o impeachment do Collor foi um absurdo jurídico jamais visto no universo, pois o mesmo RENUNCIOU À PRESIDÊNCIA antes do impeachment. Como se tira da presidência alguém que não é presidente?

    E ainda tem gente procurando "solução" no meio jurídico. É de doer mesmo. É muita fé nas "instituições públicas".

  • Marcelo Simoes Nunes  22/03/2015 17:43
    Pobre filosofia. Boa parte dos estudantes brasileiros são analfabetos funcionais que não conseguem entender o que leram. Mas raro e estupefaciente é encontrar alguém que não consegue entender o que ele próprio escreveu.
  • ANDRE LUIS  17/03/2015 03:22
    Sou capaz de apostar que os protestos irão seguir a linha da desobediência civil quando, passados alguns meses, a população finalmente descobrir que nada irá mudar de fato.

    A situação atual é bem clara: O povo mostrou nas ruas que não deposita mais confiança nos políticos (governo e oposição), mas continua a financiá-los. É absolutamente natural que o próximo passo seja demonstrar na prática a desobediência civil em matéria de impostos. Entendo que sair às ruas num domingo seja bem mais fácil do que arriscar sua liberdade pessoal, mas não é uma hipótese a ser descartada. Só espero que, diante deste cenário, organizações como o IMB possam de fato apoiar a população nesta decisão.

    Aliás, seria de muita valia se este instituto pudesse começar a tratar de forma mais prática este assunto, isto é, mostrar alternativas ainda viáveis para que o cidadão, munido de consciência cívica, possa minimizar seu financiamento compulsório ao estado.

    Posso elencar algumas:

    - Não demandar serviços estatais (escolas, hospitais, bolsas, empréstimos subsidiados, polícia, justiça) - ou o mínimo possível - mostrando que não basta apenas demonstrar posição contrária.

    - Reduzir ao mínimo a utilização de serviços bancários, e que sejam sempre instituições privadas. Mostrar os malefícios do uso de cartões de crédito (dinheiro eletrônico), e o quanto são úteis para facilitar a expansão monetária (inflação) e, por consequência, o financiamento do estado.

    - Jamais pedir notas fiscais (melhor ainda seria pedir que não sejam emitidas). Estimular as relações de confiança no comércio como solução não onerosa ao consumo. Reduzir os gastos com cartões de crédito ao mínimo possível, principalmente serviços, pois impedem a sonegação fiscal.

    - Estimular o uso de moedas alternativas, como bitcoins. Mostrar casos de empresas que já fazem trocas por meio delas.

    - Jamais vender sua força de trabalho ao estado.

    - Mostrar que é possível tirar o estado das relações trabalhistas, desde que empregado e empregador compartilhem da mesma consciência cívica. Enfatizar o quanto isso é benéfico para a economia, e o quanto é prejudicial para os agentes do estado. Mostrar que a postura do empregado deve ser sempre a de recusar a carteira assinada, e este deve deixar claro seus motivos e sua confiabilidade perante o risco de futura demanda judicial.

    - Ignorar normas estatais que limitem a liberdade individual em ambientes privados, sempre que possível.

    - E por fim, DAR O EXEMPLO, e divulga-lo sempre que tiver chance.

    O que proponho aqui é passar do campo da teoria para a prática. Até porque a realidade poderá nos forçar a isso. Como disse, pode ser que o gigante tenha mesmo acordado e esteja decidido a esmagar algumas baratas. Torço para que neste dia estejamos preparados!
  • Isaias Lobao  17/03/2015 17:37
    Olá Andre. Fiquei interessado no questionamento do cartão de crédito. Você poderia indicar algum artigo que aprofunde este tema? Grato pela atenção.
  • ANDRE LUIS  17/03/2015 23:26
    Lamento não poder indicar um artigo sobre os malefícios do uso do cartão de crédito, prezado Isaías. Fica ai a dica para os articulistas do IMB.

    Minha "bronca" dos cartões de crédito e débito tem razões muito simples, até intuitivas:

    Com a popularização dos cartões de crédito, os meios de troca passaram a ser totalmente invisíveis. Onde antes haviam notas de papel-moeda e folhas de cheque, hoje há apenas transferência virtual de dígitos eletrônicos.

    Não é difícil perceber que há ai uma mistura explosiva:

    Primeiro os atores: O governo, com seu saco sem fundo de dinheiro. O BC, intocável e inauditável, e os bancos, subordinados aos dois.

    O teatro: A manipulação dos meios de troca, exercido em última instância por uma entidade que não pode ser auditada por força de lei, e esta é subordinada a um governo cujo interesse maior é gastar o máximo de dinheiro possível, de preferência sem prestar contas a ninguém.

    Fico aqui a pensar, caro Isaías. O que impediria o governo de, juntamente com seus subordinados no BC, de fraudar a emissão de dígitos eletrônicos na praça? O que eu digo é fraude mesmo, daquela mais rasteira, tipo emitir dígitos na surdina e não avisar ninguém!

    Caso isso aconteça, como poderíamos descobrir se é o próprio BC quem informa o mercado sobre tal operação? Como descobrir a fraude se o BC não pode ser auditado? O que seria o BNDES senão uma imensa lavanderia a serviço do governo? Podemos dizer algo melhor sobre a Caixa e o BB? Lembro-me de ter visto um vídeo de uma sessão no congresso dos EUA, há coisa de uns dois anos atrás, onde se questionava um funcionário do FED acerca do sumiço de 1 trilhão de dólares! Cara, se até na maior democracia do mundo isso acontece, que dirá por estas bandas.

    Agora ao ponto. Tudo isso Isaías, só se torna possível justamente por meio do uso de cartões de crédito e débito. Este é o ralo da coisa, onde os fraudadores conseguem transformar o fruto de seus crimes em bens materiais. Caso não existissem cartões, a fraude certamente teria proporções absurdamente menores, pois o aumento de notas de real em circulação seria facilmente detectada pelo mercado, além do fato de cheques serem documentos e possuírem assinatura.

    Na parte fiscal, acho que vc já sabe disso mas vou repetir assim mesmo. Caso uma venda seja feita por meio de cartão (débito ou crédito), bem como ainda aqueles tickets refeição, vale compras e similares, o governo é informado pela operadora, que irá cruzar os dados com a emissão das notas fiscais eletrônicas. Caso as NFe emitidas não atinjam o valor da receita em cartões, o fisco saberá imediatamente e ganhará naquele momento mais um cliente para multas escorchantes e juros. Já as vendas feitas em dinheiro não deixam rastro, por isso normalmente não ensejam emissão de nota fiscal (entram no caixa dois). Este é o dinheiro que movimenta a economia do país, e é urgente protegê-lo da sanha do governo.

    Aos demais experts em economia, por favor fiquem a vontade para apontar eventuais erros no que acabo de escrever, ficarei feliz em aprender mais com vcs. Obrigado.








  • Dam Herzog  17/03/2015 03:34

    Minha sincera opinião é a seguinte: existe uma Constituição totalmente socialista que cria sindicatos pagos obrigatoriamente pelos ditos contribuintes; leis trabalhistas em que o proprietário não é dono do proprio negocio, custo brasil difícil de concorrer no mercado mundial, economia fechada, produtos nacionais de baixa qualidade. Facismo. As leis não tratam as pessoas com isonomia vejam as cotas, ameaças de censura na internet. O PT tira a garra do Povão de lutar por uma melhoria de vida comprando seu terreno construido sua casa, contruindo uma segunda casa para alugar no futuro,quando aposentar. Tudo isto faz os serviços e ações do estado de qualidade horrível como disse meu professor " qualidade abaixo do anus" e o que falta é liberdade economica. Olhem só HongKong, Singapura, Novazelandia,Australia,Suiça, Canadá,..Chile. o que os distingue dos demais é só a liberdade economica. Tomando emprestado a frase do Emerick "Centenas de milhares de pessoas, milhões de pessoas, foram às ruas contra o PT, o inimigo mais poderoso para a liberdade que existe nesse país. O PT é o grande símbolo da esquerda brasileira: é a criação da intelectualidade uspiana, em junção com os pelegos do sindicalismo paulista, fundido com o assistencialismo moderno,e do Gledson"A desobediência é o verdadeiro pilar da liberdade e de novo Gleson: "Os obedientes devem ser escravos. Acho que os protestam contra corrupção, por mais saude, mais educação ou seja estão pedindo um estado maior,mais coletivismo,mais estado, daí mais corrupção,mais desmando da NOVA CLASSE de politicos. Mesmo que sejamos realistas e projetando pelo menos um estado minarquista, teriamos de transformar e Constitução em papel higienico, lutar para diminuir o poder do estado. Tomando as ideias do Gledson emprestadas podemos fazer sonegação e outras formas creativa de pagar imposto: Eu chego a conclusão, que o melhor protesto que existe é sonegar impostos, como bem lembrou vlogueiro Dâniel Fraga neste vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=g_qxIVo7fzo, não pedindo nota fiscal Sem mudar a constituição nada feito, sem diminuir o poder do estado também não iremos a lugar nenhum. Definir protestar contra que? Precisamos de pronunciar a palavra liberdade e também liberdade economica tosos os dias. Os politicos nem mais falam em liberdade.Palavra proibida, so falam na prostituta democracia.
  • IRCR  17/03/2015 08:17
    Não acho que o brasileiro de modo geral se tornou anti ESTADO, mas sim anti GOVERNO, pois odeia politica, políticos, partidos políticos ....
    Mas ainda vê o estado como "pai nosso protetor", que basta colocar as pessoas certas que tudo vai se ajeitar e vê o estado como potencial provedor de direitos a todos desde que acabe com a corrupção.

    Boa parte da população ainda demanda saúde publica, educação publica, transporte publico e quando não benesses/regulações a determinados setores econômicos e classes trabalhadoras.

    Creio que o momento é propicio para difundir as concepções mais "libertárias/liberais" como maior liberdade econômica, menos estado, menos impostos, menos regulações, mais liberdade individual, privatização de estatais, abolição da saúde/educação publica, moeda forte etc...

    Assim, ao contrario dos ancaps, creio ser possível sim melhorar o estado/governo e tudo começa com boas INSTITUIÇÕES para que se possa levar de cabo a rabo os pontos supracitados. Se governos fossem todos iguais vc não faria questão de morar na Suíça, Austrália, Nova Zelândia, Singapura, Alemanha... e preferiria morar na Venezuela, Bolívia, Cuba, Korea do Norte, Rep do Congo... afinal governos são todos iguais ou quase iguais né ?
  • Killarney  17/03/2015 13:59
    Pessoal, eu entendo que o brasileiro mais informado e mais crítico é (não coincidentemente) pertencente à classe média, sendo ela a que mais ressente o peso dos impostos, ao mesmo tempo que, dada sua condição financeira, os serviços ofertados pelo Estado não lhes atendem, havendo, portanto, necessidade de custeá-los. Esses são os reais insatisfeitos. No entanto, essas pessoas, por culpa do 'sistema', do que lhes foi ensinado, da forma que foram criadas, elas acreditam piamente que o ideal é são os vagos termos 'saúde de qualidade', 'educação de excelência'... e tudo de graça, o que pra nós, sabemos que é algo irreal.

    Ontem, conversando com colegas professores numa faculdade particular na qual leciono, falávamos do tamanho do Estado no Brasil, a alta carga tributária para mantê-lo e as imensas oportunidades de corrupção existentes justamente pela ramificação estatal na economia brasileira. Todos concordavam com muito do que eu falava, mas ao final, para minha surpresa, uma colega lembrou da Suécia (altos impostos e serviço público de qualidade [sic]) e quase todos (exceto eu) balançaram a cabeça em concordância. Ou seja, se os impostos forem altos, mas o serviço prestado for, no julgamento delas, de qualidade, pouco importa.

    E é isso que muitos têm como mote para ir às ruas para protestar... Desanimador.

    Por outro lado, ainda que eu ache que o libertarianismo não deva pegar carona nessa situação político-econômica frágil do nosso pais, fiquei com uma ponta de felicidade por ver alguns cartazes exaltando o 'estado cada vez menor'. Acredito que a luz está sendo colocada em local em que possa iluminar cada vez mais pessoas. E isso, de uma certa forma, me conforta.
  • Rennan Alves  18/03/2015 03:30
    Milhares de pessoas foram às ruas pedir mais estado. Incrível como elas desconhecem até o básico.

    Fiquei até um pouco empolgado enquanto fazia minha rotina de domingo, quando vi alguns cartazes com o escrito "Menos Marx mais Mises". No momento pensei em entrar no protesto, em um lapso de "maria vai com as outras", então resolvi perguntar aos donos dos cartazes se eles já leram alguma obra de Mises.

    Um deles disse "quem?", o resto disse "coloquei porque pediram". Depois disso, minha empolgação voltou a zero e continuei meus afazeres.

    Esse país está perdido mesmo.
  • Vinicius  18/03/2015 11:35
    Perdeu uma ótima oportunidade de instruir um libertário em potencial.
  • Marcos  19/03/2015 00:41
    Não creio que seja simples que uma multidão tão grande tenha uma pauta objetiva. São pessoas muito diferentes, com objetivos de vida, posicionamento político e conhecimentos totalmente diversos. De certa forma, é natural uma certa indefinição vinda de uma massa tão grande.

    Cabe aos mais estudiosos elaborar pautas que possam ser apropriadas pelos descontentes. O povão não encontra solução nenhuma. São necessárias horas de estudo e pesquisa para chegar a uma solução adequada.

    O que quero dizer com tudo isso? Que cabe a quem estuda tentar resolver o problema e aos poucos instruir a massa, com o objetivo de realizar uma mudança cultural verdadeira. A solução dada pelo autor do texto é correta: liberdade econômica. Mas devemos ir além, e criar pautas objetivas com o propósito de incrementar a liberdade.

    Exemplos?

    Desestatização da Petrobras nos moldes já adotados em alguns países, com distribuição das ações para a população.

    Fixação de um limite máximo legal de carga tributária


    Claro que há quem diga: "ah, mas o estado vai continuar existindo, então não adianta nada." Isso equivale dizer que é utilitariamente igual viver na Suíça e em Cuba, já que existe estado em ambos os casos, o que é um absurdo. Creio que devemos fazer o possível para o momento, já que o momento é favorável. Se tirarmos um pouco a carga de governo das nossas costas já terá valido de alguma coisa.
  • Amarilio Adolfo d Silva de Souza  21/03/2015 11:28
    Não adianta protestar, pois mesmo que sejam outros políticos, o sistema continua o mesmo. A solução é simples: acabar com o setor público: governos(municipais, estaduais e federal), justiça, polícia, etc, e instituir um Capitalismo Puro. O povo brasileiro tem coragem de fazer isso?
  • Emerson Luís  27/03/2015 19:45

    Muitas vezes temos que escolher o menor de dois males.

    O Brasil já avançou muito na venezuelazação.

    Isso tem que parar e se reverter enquanto ainda não é tarde demais.

    * * *
  • Anarco-Individualista  17/04/2015 19:30
    OS DOIS MALES SÃO RUINS


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