O golpe da neutralidade de rede e o triunfo da classe governante

Nota do IMB: na semana passada, um juiz determinou a suspensão do aplicativo WhatsApp e, segundo o próprio, "todas as decisões judiciais foram tomadas com base na Lei que instituiu o Marco Civil da Internet".

Já faz mais de dois que o IMB vem a repetidamente alertando que a ideia de neutralidade de rede é inerentemente anti-mercado e anti-liberdade.

Já na última quinta-feira, dia 26/02/2015, a FCC (Federal Communications Commission, agência do governo americano que regulamenta a área de telecomunicações e radiodifusão) aprovou as regras para implantação da neutralidade de rede no país.  

O artigo a seguir fala, mais uma vez, sobre o assunto, e explica os reais interesses por trás desta legislação e seus principais ganhadores.

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Mais uma vez, o governo quer consertar um problema que não existe.  De acordo com o governo Obama e com a FCC, é necessário regular provedores de serviços de internet para que eles não impeçam o acesso das pessoas à rede. 

Essa alegação imediatamente leva à inevitável pergunta: quem está tendo seu acesso à rede negado?

Nos últimos vinte anos, o acesso à internet tornou-se cada vez mais amplo e universal, e os serviços hoje são bem mais rápidos para muito mais pessoas — inclusive para as "pessoas comuns" — do que eram há vinte anos, ou há apenas dez anos.  Atualmente, os serviços de banda larga na Europa, onde a internet é mais severamente regulada, têm um alcance menor dos que nos EUA.

Os planos do governo americano são inofensivamente chamados de "neutralidade de rede", mas o fato é que nada têm a ver com neutralidade; tudo não passa de um esquema para aumentar sobremaneira o controle do governo federal sobre a internet.

Os burocratas se referiram à aprovação do projeto como "um triunfo da liberdade de expressão e dos princípios democráticos".  Quão imbecis eles julgam que somos?

Tem sido um verdadeiro sofrimento testemunhar o crescente aperto do controle governamental sobre a internet em nome dessa tal neutralidade de rede.  A decisão da FCC de reescrever as leis e declarar a internet como sendo um mero serviço de utilidade pública — como linhas de ônibus e redes de esgoto — lacrou o caixão. 

O efeito, como ocorre em todas as regulamentações governamentais, será o de cartelizar a indústria e transformar um terreno até então genuinamente livre e voluntário em um sistema gerenciado pelo governo — pelo menos essa é a intenção.

Todo o resto é um mero verniz para cobrir aquilo que, na realidade, é uma tomada de poder.

O roteiro tem todos os elementos típicos.  Tem um nome que soa bacana, e todos os apoiadores dizem que a única intenção é proteger o público.  A medida conta com o apoio de todos os principais nomes do ramo de disponibilização de conteúdo, de Yahoo à Amazon, passando pela Netflix.  Também conta com o apoio silencioso dos principais provedores de serviços à internet.  A decisão de impor a lei foi formulada por um minúsculo grupo de burocratas que não têm de prestar contas a ninguém e que atuam com as bênçãos do executivo.

A oposição, por outro lado, tem sido representada por pessoas sem grande peso na indústria, por provedores de hardware como a Cisco, por institutos pró-livre mercado, por alguns intelectuais desengajados, e por um pequeno grupo de articulistas e comentaristas que entendem um pouco sobre liberdade e economia de livre mercado.  O público em geral já deveria estar protestando veementemente em oposição a essa medida, mas, infelizmente, as pessoas são amplamente ignorantes a respeito desse tema.

Eis o que realmente está acontecendo.  Os atuais líderes da mais emocionante e empolgante tecnologia do mundo se juntaram e decidiram bloquear a livre entrada neste mercado.  O intuito é fechar o mercado em suas condições atuais e se proteger de todos os concorrentes — e potenciais concorrentes — que surgem quase que diariamente neste vibrante mercado.  Impor uma nova regra que é contra a utilização do sistema de preços de mercado como forma de alocar recursos de largura de banda é uma medida que protege as empresas estabelecidas contra possíveis inovações que iriam abalar seu domínio.

O que está sendo vendido como igualdade econômica e um maravilhoso favor aos consumidores é na realidade um procedimento operacional padrão por meio do qual as gigantes do setor obterão livre acesso à sua carteira e também conseguirão acabar com ameaças da concorrência ao seu poder de mercado.  Um conhecido comparou a imposição da neutralidade de rede à criação de um Banco Central: assim como um BC é criado com para cartelizar e proteger o sistema bancário ao mesmo tempo em que alega estar fiscalizando-o, a neutralidade de rede é a criação de um cartel industrial com a desculpa de se estar melhorando o ambiente econômico. 

Voltemos um pouco para entendermos melhor a posição dos grandes fornecedores de conteúdo; assim será possível ver seus óbvios interesses especiais.  Empresas como Netflix, Amazon e todas as outras grandes não querem que os ISPs (Internet Service Provider — Fornecedores de Acesso à Internet) cobrem nem delas nem de seus consumidores pelo conteúdo que elas transmitem, o qual exige uma grande largura de banda.  Elas querem que os próprios ISPs arquem com os altos custos desse serviço. 

É muito óbvio por que pedir que o governo torne ilegal a discriminação de preços é do interesse dessas empresas.  Isso significa que não haverá ameaças ao seu modelo de negócios.

Fazendo uma analogia, imagine que uma mobiliária pudesse obrigar as transportadoras a arcar com todos os custos do envio de seus móveis.  Por meio de um decreto governamental, as transportadoras não poderiam cobrar preços distintos não importa se elas estivessem transportando apenas uma simples cadeira ou todos os móveis de uma mansão.  As mobiliárias seriam a favor de tal arranjo?  Com toda a certeza.  Elas até poderiam chamar isso de "neutralidade de móveis" e ludibriar o público incitando-o a apoiar essa lei, dizendo que, sem essa lei, as transportadoras passariam a controlar o mercado de moveis.

É exatamente o que está acontecendo com a internet.

Mas isso ainda não responde a questão de por que as ISPs (as transportadoras, na analogia) não estão se opondo severamente à neutralidade de rede.  Nesse ponto as coisas se complicam.  Após vários anos de experimentos na oferta de serviços de internet — saímos da internet discada para a de linha fixa, depois para as conexões T1 e hoje já estamos na 4G —, o vencedor no mercado (por enquanto) tem sido as empresas de TV a cabo.  Os consumidores estão preferindo a velocidade e a largura de banda em relação a todas as alternativas.

Mas e quanto ao futuro?  Que tipo de serviços irá substituir os serviços de TV a cabo, os quais são monopólios garantidos pelo estado?  É difícil saber com exatidão, mas já há algumas ideias interessantes sendo ventiladas.  Os custos estão caindo para todos os tipos de serviços wireless e até mesmo para sistemas distribuídos.

Se você é um agente dominante no mercado — nos EUA, Comcast (TV a cabo) e Verizon (telecomunicações); no Brasil, Net (por meio da América Movil) e Oi —, você lida com duas ameaças ao seu modelo de negócios.  Você tem de manter sua atual base de clientes e você tem de se proteger contra novos entrantes que querem capturar uma fatia de sua clientela.  A imposição da neutralidade de rede pode até elevar seus custos, mas há um esplêndido ponto positivo: seus potenciais concorrentes futuros também irão ter de lidar com esses mesmos custos. 

Você, sendo um agente já estabelecido no mercado e usufruindo uma grande clientela cativa, está em uma posição muito mais privilegiada para absorver esses custos.  Já seus potenciais concorrentes, ao contrário, não terão capital para absorver esses custos.  Isso significa que você pode até reduzir seus planos de desenvolvimento, esfriar seus planos de investimentos em fibras óticas, e se dar ao luxo de descansar sobre seus louros.  Sua fatia de mercado está protegida.

Mas como seria possível você vender a ideia desse plano nefasto?  Fazendo conluio com os reguladores.  Você defende a ideia como um todo, educadamente expressando algumas reservas, ao mesmo tempo em que distorce a legislação ao seu favor.  Você sabe perfeitamente bem que isso elevará os custos para seus futuros concorrentes.  Quando a legislação for aprovada, você a classifica como sendo um voto "pela internet livre", o qual irá "preservar o direito de se comunicar livremente online".

No entanto, ao se analisar mais detidamente os efeitos, a realidade se revela exatamente oposta: o mercado foi fechado para a concorrência em geral, e o governo e seus aliados corporativos estão agora no comando, decidindo quem pode e quem não pode atuar no mercado.  A nova legislação erige enormes barreiras à entrada de novas empresas ao mesmo tempo em que vastamente subsidia as maiores e mais prósperas empresas fornecedoras de conteúdo.

E quais serão custos para nós mortais?  Em primeiro lugar, não haverá absolutamente nenhuma redução nos preços dos serviços de internet.  Aliás, pode até haver aumentos.  Haverá uma redução no ritmo do desenvolvimento tecnológico devido à redução na concorrência.  Em outras palavras, será como todas as outras regulamentações governamentais: a maioria dos custos não será vista, e os benefícios serão concentrados nas mãos das classes governantes e de seus amigos corporativos.

Há outra ameaça decorrente do fato de o governo ter reclassificado a internet como um serviço de utilidade pública: o governo agora tem um cheque em branco para controlar o serviço completamente.  Pense nos serviços aéreos, que são regulados pelo governo e controlados por um cartel de empresas ligadas ao governo, as quais não sofrem risco de concorrência externa para vôos domésticos.  Esse é o futuro da internet a sob a neutralidade de rede.

Se você olhar bem, todo esse arranjo em nada difere da maneira como todos os outros setores passaram a ser regulados pelo governo, desde alimentos até a moeda, passando por saúde e educação.  O roteiro é sempre o mesmo: há um público sonolento sendo ludibriado pela propaganda, há um grupo de elite manipulando as regulamentações para proveito próprio, há intelectuais de esquerda ingênuos o bastante a ponto de acreditar em platitudes sobre igualdade e justiça, e há um grupo de direitistas majoritariamente ignorantes e à venda pela maior oferta.

Não, eu não creio que essa legislação significa o fim dos tempos para a internet.  Mas ela significa sim que o progresso na era digital será desacelerado em relação ao que seria sem essa legislação.  As gerações futuras irão rir estupefatas com nossa ingenuidade: estávamos na aurora de uma nova era, e ainda assim acreditávamos que ela poderia ser controlada como todo o resto.  Otários.

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Ouça nosso mais recente podcast a respeito desse assunto:

http://www.mises.org.br/FileUp.aspx?id=370


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SOBRE O AUTOR



www.mises.org.br/Article.aspx?id=454

[link www.mises.org.br/Article.aspx?id=306[/link]
Para começar, sua afirmação é falsa. No entanto, ainda que ela fosse verdadeira, isso seria imaterial.

Essa questão da Previdência brasileira é um assunto bastante interessante pelo seguinte motivo: talvez seja a única área da economia que não está aberta a opiniões ideológicas.

Não importa se você é de esquerda ou de direita; liberal, libertário ou intervencionista. Também pouco importa se você acredita que a Previdência atual seja superavitária (como alguns acreditam). O que importa é que o modelo dela é insustentável. E é insustentável por uma questão puramente demográfica.

E contra a realidade demográfica não há nada que a ideologia possa fazer.

Comecemos pelo básico.

Ao contrário do que muitos ainda pensam, o dinheiro que você dá ao INSS não é investido em fundo no qual ele fica rendendo juros. Tal dinheiro é diretamente repassado a uma pessoa que está aposentada. Não se trata, portanto, de um sistema de capitalização, mas sim de um sistema de repartição: o trabalhador de hoje paga a aposentadoria de um aposentado para que, no futuro, quando esse trabalhador se aposentar, outro trabalhador que estiver entrando no mercado de trabalho pague sua aposentadoria.

Ou seja, não há investimento nenhum. Há apenas repasses de uma fatia da população para outra.

Por motivos óbvios, esse tipo de esquema só pode durar enquanto a fatia trabalhadora for muito maior que a fatia aposentada. Tão logo a quantidade de aposentados começar a crescer mais rapidamente que a fatia de trabalhadores, o esquema irá ruir.

Portanto, todo o arranjo depende inteiramente do comportamento demográfico da população. A qualidade da gestão do INSS é o de menos. Mesmo que a Previdência fosse gerida por anjos probos, sagazes e imaculados, ainda assim ela seria insustentável no longo prazo caso a demografia não cooperasse.

E, no Brasil, ela já não está cooperando. Segundo os dados do IBGE, em 2013, havia 5,5 pessoas com idade entra 20 e 59 anos para cada pessoa com mais de 60 anos. Em 2060, a se manter o ritmo projetado de crescimento demográfico, teremos 1,43 pessoa com idade entre 20 a 59 anos para cada pessoa com mais de 60 anos.

Ou seja, a menos que a idade mínima de aposentadoria seja continuamente elevada, não haverá nem sequer duas pessoas trabalhando e pagando INSS para sustentar um aposentado.

Aí fica a pergunta: como é que você soluciona isso? Qual seria uma política factível "de esquerda" ou "de direita" que possa sobrepujar a realidade demográfica e a contabilidade?

Havendo 10 trabalhadores sendo tributados para sustentar 1 aposentado, a situação deste aposentado será tranquila e ele viverá confortavelmente. Porém, havendo apenas 2 trabalhadores para sustentar 1 aposentado, a situação fica desesperadora. Ou esses 2 trabalhadores terão de ser tributados ainda mais pesadamente para sustentar o aposentado, ou o aposentado simplesmente receberá menos (bem menos) do que lhe foi prometido.

Portanto, para quem irá se aposentar daqui a várias décadas e quer receber tudo o que lhe foi prometido hoje pelo INSS, a mão-de-obra jovem do futuro terá de ser ou muito numerosa (uma impossibilidade biológica, por causa das atuais taxas de fecundidade) ou excessivamente tributada (algo que não é duradouro).

Eis o fato irrevogável: contra a demografia e a matemática, ninguém pode fazer nada.

A não ser mudar totalmente o sistema.

Uma proposta para uma reforma definitiva da Previdência
"Faltou incluir o custo administrativo, o lucro e os impostos da empresa terceirizada."

Abordados explicitamente no artigo (o qual, pelo visto, você nem sequer leu).

"Lembremos que os custos sempre são repassados ao consumidor (nesse caso, seria a empresa contratante)."

Errado. Não tem como empresas repassarem integralmente seus custos ao consumidor. Isso é básico de economia.

Se você tem uma padaria, e repentinamente seus custos sobem (por exemplo, sua conta de luz subiu), você não tem como simplesmente repassar esse custo adicional ao consumidor. Se você fizer isso, perderá fatia de mercado para as padarias concorrentes. Se você aumentar seus preços, perderá clientes para as padarias vizinhas.

Outra coisa: se fosse tão simples assim sair aumentando preços para repassar custos, então por que as empresas não fazem isso (aumentam preços) agora mesmo? Afinal, não é necessário esperar que haja um aumento de custo para haver aumento de preços. Basta aumentar o preço agora mesmo. Por que elas não fazem isso?

Pois é, porque não é tão simples assim.

Aumentos de custos são sempre, em última instância, arcados pela própria empresa. Fosse realmente tão simples assim sair repassando aumento de custos para os preços, então nenhuma empresa jamais quebraria na história.

P.S.: o único mercado em que é possível "repassar custos" -- e, mesmo assim, com parcimônia -- é o mercado de postos de gasolina, que é um mercado extremamente regulado, com baixíssima entrada de novos concorrentes (por causa das regulações estatais, é caríssimo abrir um posto de gasolina), e vendendo um produto cuja demanda é inelástica. E, mesmo assim, isso só funciona em cidades pequenas, em que há poucos postos à disposição.

"Com isso o custo de se terceirizar torna-se maior."

Embora você nada tenha explicado de correto para chegar a essa conclusão, o fato é que, se você realmente acredita que o custo irá se tornar maior, então você nada tem a se preocupar. Absolutamente ninguém irá querer terceirizar.

(O engraçado é que a esquerda diz justamente o contrário: todo mundo vai querer terceirizar porque o custo vai cair. Favor entrarem num consenso).

"E mesmo se a terceirizada conseguir ser mais eficiente (pois isso depende da área de atuação), a empresa contratante não vai economizar em nada, somente na dor de cabeça com a justiça do trabalho."

Então, de novo, você absolutamente nada tem com o que se preocupar. Ninguém vai querer terceirizar. Logo, tal lei será completamente inócua. Nem sei por que você está perdendo tempo com ela.

"Fui orçamentista em uma terceirizada da construção civil. Como nossas atividades tinham que acompanhar as demais atividades, tínhamos que manter nossos operários até o final da obra. Com isso os custos eram os mesmos da empresa contratante se ela tivesse contratado diretamente os operários. Na verdade eram até maiores, porque no nosso preço final estavam embutidos o nosso custo administrativo, o lucro e os impostos."

Ou seja, não apenas a empresa que contratou os seus serviços era completamente imbecil (aumentou os próprios custos), como você próprio perdeu uma grande oportunidade de lucro: caso tivesse você próprio feito essa empreitada no lugar dessa empresa, teria ganhado um belo dinheiro.

Por que não fez? Odeia dinheiro?

"Portanto não vejo vantagem na ideia de terceirização para a empresa contratante."

Então, pela terceira vez, você nada tem com o que se preocupar. Ninguém irá terceirizar. A lei será inócua. Agora, seja coerente, vá a campo e acalme toda a esquerda. Eles estão estressados com nada. Certo?
Acabariam por voltar aos mesmos padrões de corrupção, eventualmente.

Veja bem, a idéia do sistema de freios e contrapesos foi criada justamente com esse intento. Que, ao dividir os poderes governamentais em três, impediriam que o estado fosse abusivo. A idéia funciona, em teoria, mas na prática o que acaba acontecendo é que os três poderes eventualmente acabam se aliando e legitimando um monopólio de poder. (Esse raciocinio está presente no livro do Rothbard, A anatomia do estado).

Entidades privadas policiando governos estariam sempre sob ataque dos mesmos, pois é raro um governo permitir ser controlado por uma entidade externa, já que a lógica governamental é que são entidades supremas em seus respectivos territórios e não aceitariam ter seu poder reduzido. O governo:

A) Iria recusar a entidade.
e/ou:
B) Tentaria ativamente corrompe-la ou sabota-la.

No nosso arranjo atual, a solução mais viável (não é a melhor, mas que é possivel implementar) seria que entidades internacionais (em um mercado irrestrito e de livre entrada) efetuassem ratings do governo baseado em dados já existentes (como IDH e indice de liberdade econômica, indice de corrupção). É a mesma ideia das notas de investimento, mas para estilos de governo, mas isso só funcionaria em um mercado de livre entrada que não fosse subsidiado por governos, pois assim, as empresas desonestas seriam desqualificadas pelos consumidores e perderiam seu mercado.

Embora eu pessoalmente não sei dizer quem seria o consumidor desse tipo de arranjo.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Pobre Paulista  01/03/2015 14:21
    "há um público sonolento sendo ludibriado pela propaganda"

    Em português, burro tem que pastar mesmo. Infelizmente estamos cercado de pessoas comuns, inúteis (ou melhor, idiotas úteis), passivos, burros, que acreditam em qualquer porcaria que é colocada em sua frente.

    A vida dos tiranos é muito, muito fácil. Às vezes sinto que estou dando murro em ponta de faca ao convencer as pessoas que o estado é o grande inimigo. Dá muito desânimo.

  • Leo Rodolfo Schmitz  01/03/2015 15:16
    Bom dia,

    Meu trabalho é ligado à internet e à infraestrutura de rede de grandes corporações.

    Primeiramente, deixo claro que sou completamente contra o marco civil da internet imposto no Brasil, entendo que a internet não deve ser regulada pelo governo (não é e não deve ser tratada como uma concessão pública). Vou além e digo que nenhum governo possui tecnologia ou capacidade de regular a internet, sendo que apenas uma pequena parte desta é regulável. O marco civil só nós traz situações de vergonha perante ao mundo, como mandados judiciais tecnicamente inviáveis que resultam em um extremo de solicitar a desativação de todo um serviço.

    Porém, o exemplo prático que cita os provedores de conteúdo e os provedores de infraestrutura me deixou bastante confuso. Não consegui entender onde o autor do artigo quer chegar com isto, faltam informações e o texto está bastante desconexo.

    Grandes provedores de conteúdos são hoje clientes dos provedores de infraestrutura, da mesma forma que nós, clientes de banda larga ou internet móvel, o somos. Em escala diferente, eles da mesma forma contratam links de acesso, com bandas x ou y, ou então hospedam seus serviços em provedores de computação da nuvem que possuem seus próprios backbones. E pagam muito bem por isto. E nós, como clientes, pagamos aos nossos provedores de acesso por um link (ADSL, acesso discado, 4G), com banda específica, e qualidade de serviço de moderada à ruim. Ou seja, ambas as pontas pagam pelo acesso e pela banda disponível/utilizada.

    Com a regulação da internet nos Estados Unidos, o que muda para os provedores de conteúdo e/ou provedores de infraestrutura afinal? Quem deixa de pagar o que? Por que nossa internet deveria ou não deveria baixar com a mudança?


    Obrigado, um abraço,

    Leo Rodolfo Schmitz
  • Thiago Rodrigues  01/03/2015 15:21
    "Grandes provedores de conteúdos são hoje clientes dos provedores de infraestrutura, da mesma forma que nós, clientes de banda larga ou internet móvel, o somos."

    Correto.

    "Em escala diferente, eles da mesma forma contratam links de acesso, com bandas x ou y, ou então hospedam seus serviços em provedores de computação da nuvem que possuem seus próprios backbones. E pagam muito bem por isto. E nós, como clientes, pagamos aos nossos provedores de acesso por um link (ADSL, acesso discado, 4G), com banda específica, e qualidade de serviço de moderada à ruim. Ou seja, ambas as pontas pagam pelo acesso e pela banda disponível/utilizada."

    Correto. E os provedores de conteúdo não querem mais pagar pros provedores de infraesteutura. Querem que os provedores de infraesteutura arquem com os custos.

    "Com a regulação da internet nos Estados Unidos, o que muda para os provedores de conteúdo e/ou provedores de infraestrutura afinal? Quem deixa de pagar o que? Por que nossa internet deveria ou não deveria baixar com a mudança?"

    Os provedores de conteúdo não mais pagam para os provedores de infraesteutura. Os provedores de infraesteutura arcam com os custos. Isso, de um lado, é ruim pra eles, pois aumenta seus custos. De outro, é bom, pois a elevação dos custos operacionais impede a entrada de novos concorrentes nesse mercado.

    É disso que o texto fala. Se você achou "confuso" é porque certamente não está familiarizado com o assuntomdas regulações governamentais e de como elas beneficiam justamente a quem regulam.
  • Leo Rodolfo Schmitz  02/03/2015 13:18
    Obrigado pelo esclarecimento. Agora ficou claro pra mim.

    O não pagamento, ou a redução dos custos com provedores de infraestrutura por parte dos provedores de conteúdo é algo que está acontecendo sem a regulação do setor. Através de tecnologias de cache e compactação, que reduzem para quase zero o tráfego entre provedor de conteúdo e provedor de infraestrutura. É o mercado regulando a si próprio, sem repassar o custo ao consumidor.

    Com relação ao custo dos entrantes neste mercado, eles são baixos, uma vez que a demanda por largura de banda crescer conforme o número de clientes cresce. Para entrantes, há opções de mercado relativamente baratas usando provedores de nuvem. Não vejo este ponto como uma vantagem aos entrantes no mercado. Até por que, há um critério interessante a ser estabelecido, que é especificar quando um provedor de conteúdo deixa de ser um mero cliente pagante do provedor de infraestrutura para se tornar um beneficiário de caridade.

    E de fato, não estou acostumado com regulações governamentais. Minha posição é de que temos regulações demais, que são abrangentes demais, subjetivas demais, intrusivas demais.


    Obrigado, um abraço
  • Sandro lima  02/03/2015 17:07
    "Correto. E os provedores de conteúdo não querem mais pagar pros provedores de infraesteutura. Querem que os provedores de infraesteutura arquem com os custos."

    Não tão correto, Os provedores de conteúdo querem continuar pagando por banda contratada e os provedores de infraestrutura querem que elas paguem por banda consumida.

    Ex: tenho um link de 10mb, pago R$ 100, posso trafegar o conteúdo que quiser mas, respeitando a taxa de up/down.

    provedores de infraestrutura querem assim: link de 10mb, mas querem receber em cima dos megabytes trafegados.
  • Lopes  01/03/2015 15:59
    É deprimente saber que seu futuro está à disposição de gente tão disposta a compactuar com a violência e até defendê-la. Mas é, ao menos, um incentivo ao libertário: qualquer pessoa de X anos de idade que não entrar em contato com a nossa filosofia poderá facilmente levar mais X anos para ter a mesma oportunidade. Há uma pressão significativa (e libertadora, pois você está ciente da importância de seu ato) em frente ao quão poderoso é o pensamento estatista.

    Continuo acreditando que ideias são importantes. Mas infelizmente, as piores ideias sempre prosperarão onde não precisam funcionar para crescerem (Thomas Sowell); que é justamente no estado e universidades (que fabrica os dirigentes do estado).
  • Brunno  02/03/2015 00:52
    Tenho a mesma sensação. As pessoas não conseguem relacionar os problemas ao Estado não.
  • reflexao  02/03/2015 14:25
    Mais interessante são aqueles que conseguem ver o problema, conseguem relaciona-los ao Estado, mas para a solução do problema pedem mais Estado. Acham, "desse vez vai ser diferente".
    Eu tento mostrar a inutilidade do Estado, porém, me julgam contra a sociedade, tento mostrar para as pessoas que o Estado poderia ser mínimo. Mas não adianta, os mais velhos já foram talhados no Socialismo, estão fechados, as respostas sempre estão prontas.
    Os mais novos seguem o mesmo rumo, resumindo, isto é um ciclo. Estou só esperando o congelamento dos preços, e o otimismo de que dessa vez será diferente.
  • Renzo  01/03/2015 16:02
    Ótimo artigo! Ainda acreditava que a internet seria o começo de uma revolução tecnológica pra chegarmos um dia a vivermos num mundo mais livre, mas já estão dando um jeito de frear a evolução da humanidade novamente.
    O penúltimo parágrafo mostra aquilo que penso: o problema vem das pessoas e seus defeitos de caráter, e o Estado apenas representa essas deficiências. Se o Estado acabasse hoje, as grandes corporações tomariam seu lugar facilmente, já que se tornaram parte do Estado e são tão corruptas quanto o mesmo (apenas iriam acabar com a ilusão das eleições). A prova disso é que poucas empresas são contra essa regulamentação da internet, como diz o artigo.
  • anonimo1  01/03/2015 16:17
    O mercado está se adaptando. A iniciativa abaixo é somente mais umas dos vários projetos para tentar criar uma internet nova, muitos estão focando na descentralização. Da uma olhada nesta Noticia:
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    Kim Dotcom, o criador do Mega – sucessor do finado site Megaupload, acusado de pirataria – está planejando criar sua própria Internet.A rede, chamada Meganet, foi revelada pelo programador em sua conta no Twitter, e teria como seu principal objetivo manter a privacidade dos dados do usuário.

    Seus tuítes apontam que a Meganet usaria redes de telefones móveis e dados criptografados, além de não ser baseada em tecnologias como IP, o que significaria o fim dos ataques em DDoS.

    www.techtudo.com.br/noticias/noticia/2015/02/meganet-depois-dos-servicos-mega-dotcom-quer-sua-propria-internet.html
  • Ivan  01/03/2015 16:33
    Eu discordo respeitosamente. Abaixo, o porque.


    theoatmeal.com/blog/net_neutrality
  • Alan  02/03/2015 04:23
    Ivan,

    As consequências práticas da Net Neutrality serão as seguintes:

    Daqui alguns anos os provedores de internet introduzirão esse tipo de propaganda mostrada no link que você passou de qualquer maneira (o que não é um mal tão grande quanto parece, já explico o porque). Atualmente diversos serviços que utilizamos já apresentam essas propagandas, mas ainda temos recursos como adblocks e etc. nos navegadores para nos salvar. Sigamos.

    Como explicado por esse artigo, as barrerias de entrada de novos provedores será muito custosa, de modo que virtualmente somente os players que já existem no mercado é que continuarão fornecendo seu serviço, disputando um market share já dominado por eles. Novas empresas, que poderiam oferecer um serviço diferenciado em comparação às grandes empresas, não conseguirão entrar no jogo por conta dessas regulamentações, que encarecem os custos operacionais de qualquer empresa que necessite de diversos advogados, contadores, para cuidar que que o empreendimento ande nos trilhos tributários e regulatórios.

    Assim, clientes insatisfeitos com esses provedores por conta das propagandas, por exemplo, NÃO TERÃO SAÍDA, uma vez que todos os provedores estarão jogando o mesmo jogo oferecendo serviços similares para todos os usuários de internet, encurralando-os. Ou seja, para o "average joe", não haverá ESCOLHA a não ser aceitar calado ou cancelar serviços de internet.

    O exemplo claro de como a regulamentação estrangula os consumidores são as TELES aqui no Brasil. A operadora X está ruim? Então mude para a y? Ah mas a y não tem sinal na minha região. Pesquisando, pesquisando, acaba-se concluindo que TODAS SÃO MEDÍOCRES e oferecem o MÍNIMO para se manterem de pé, pois não há pressão de entrada de novos concorrentes. Se fosse fácil abrir uma empresa de teles, eu já subiria uma antena no topo do meu prédio aqui e abriria concorrência na minha cidade.

    Havendo uma gama de opções para o cliente escolher, tão logo os usuários percebessem que as propagandas estão afetando o serviço o cancelamento seria feito prontamente. Ai então, dentre o rol de empresas do setor, seria escolhida aquela que melhor SATISFIZESSE SEUS DESEJOS.

    Entrando na questão dos DESEJOS. A MAIORIA dos usuários de internet NÃO SE PREOCUPA COM AS PROPAGANDAS, aliás, até acham bom algoritmos que "descobrem" suas preferências e direcionam produtos e serviços baseados naquilo que procuram. Eu particularmente não gosto, e por isso utilizo adblocks, mas é inegável que a internet caminha fortemente para ser um facilitador de consumo de conteúdo, e é claro que vai haver propagandas no meio do caminho, como em qualquer meio de difusão de informação que já existiu nessa terra.

    Não entrei muito em detalhes na pesquisa sobre o caso Comcast e Netflix, mas imagine uma situação hipotética em que todos os caminhoneiros do Brasil migrassem para São Paulo, por algum motivo mercadológico, e fizessem frete para o RJ pela via Dutra, diariamente. Nesse arranjo, o espaço para carros transitarem diminuiria, e a insatisfação dos motoristas aumentaria. O papel da administradora da rodovia, neste caso, seria fazer alguma obra de infraestrutura na rede para acomodar a demanda tanto de carros quanto de caminhões. Como a queda na qualidade dos serviços para os carros se deu pelo aumento de consumo da rodovia pelos caminhoneiros, uma das medidas de ajuste possíveis para financiar capital para as obras de infraestrutura seria aumentar o preço do pedágio para esses caminhões. Encaro a situação Comcast e Netflix de forma similar, mas posso estar errado e me corrijam se estiver.

    No fim das contas, toda regulamentação governamental acaba tendo efeito contrário a que se propõe - pense nisso. As propagandas continuarão a popular nossos browsers de qualquer jeito, e o serviço piorará no longo prazo.





  • anônimo  02/03/2015 05:05
    Nesse link que você enviou, há um típico procedimento de mercado que aconteceu.

    Os usuários da Comcast que estavam acessando muito o Netflix estavam trazendo prejuízo para a Comcast, então o procedimento foi abaixar a velocidade para o site Netflix, e negociar diretamente com o Netflix para receber de modo que pudesse elevar a velocidade para esse site.
    Outra possibilidade seria cobrar por Megabyte, um plano que cobraria por megabyte de dados e velocidade.

    Se isso estivesse escrito no contrato de assinatura, não há problema algum, é apenas um modelo de negócio.

    Tirando isso, esse post foi puro terrorismo no estilo do propagandista petista da lei do marco civil do brasil. Ele dizia praticamente que o mundo iria acabar se o marco civil não fosse aprovado, mesmo que tudo demonstrasse que a internet no brasil nunca teve problemas como ele citou, absolutamente nunca.

    Por esse motivo, o ideal é que exista uma flexibilidade total sobre os modelos de negócios de serviços de internet, de modo que isso crie um ambiente que evolui e está em constante competição.

    Respeitosamente, você está sendo feito de otário, pois você está querendo dizer que uma lei, que é apoiada justamente pela Comcast que o seu artigo criticou, está querendo trazer uma solução para ela própria.

    O Ponto é:

    1- Quanto mais liberdade de fazer modelos de negócios melhor.
    2- Empresas não são sua babá, e elas não vão trabalhar no prejuízo, assim como você não faria, então não se faça de vítima
    3- As pessoas são adultas e nao bebezinhos chorões, se um indivíduo sentiu que foi enganado por uma empresa ou outro indivíduo, é ELE que tem que tomar a iniciativa de brigar na justiça por isso. E não ter uma ideia estúpida de transferir mais poder para o governo, pois como é que você vai conseguir entrar em conflito com o governo? Desculpe, mas isso é um estupidez dos diabos. Como este próprio artigo concluiu:

    Se você olhar bem, todo esse arranjo em nada difere da maneira como todos os outros setores passaram a ser regulados pelo governo, desde alimentos até a moeda, passando por saúde e educação. O roteiro é sempre o mesmo: há um público sonolento sendo ludibriado pela propaganda, há um grupo de elite manipulando as regulamentações para proveito próprio, há intelectuais de esquerda ingênuos o bastante a ponto de acreditar em platitudes sobre igualdade e justiça, e há um grupo de direitistas majoritariamente ignorantes e à venda pela maior oferta.
  • Lacroix  01/03/2015 16:44
    Se desviando do assunto...

    Qual a faculdade de economia menos marxista ? Existe ?
  • Gredson  01/03/2015 17:48
    Eu acredito que no Brasil, o ibmec é um dos melhores. O foco pelo menos está no empreendedorismo.
  • anônimo  02/03/2015 03:57
    https://www.youtube.com/watch?v=NAxMyTwmu_M
  • Seja menos ingênuo  02/03/2015 16:16
    E o comentário que mais recebeu "joinhas" do seu vídeo foi:


    Synapse2k
    3 months ago

    The video gives a decent explanation but the underlying premise of trusting government to regulate the internet is naive. Net Neutrality is not about equality. It's about control. Once government gets oversight over regulation, they will need to install their "equipment" to monitor and make sure "all data is being treated equally". With the revelations about spying on citizens, you're looking at this the completely wrong way. Obama's intent is not to help you. It never was and never will be. It is about controlling you.?
    ?


    Por que existem pessoas tão ingênuas??? Se mesmo com políticos bem intencionados (anjos!), intervenção seria um desastre (como mostrou Mises em seu livro Intervencionismo), por que você apoiaria logo barack obama, a Dilma dos EUA???? Barack Obama, o que criou o SUS americano. Barack Obama, o que disse que investimentos externos de americanos deveriam ser considerados crimes fiscais. Barack Obama, aquele que até hoje ninguém confia na certidão de nascimento, e nunca ninguém ouviu falar dele nas universides que ele diz ter frequentado.

    Olha só quem promoveu o marco civil no brasil:



    Olha a forma como o cara fala, esse sujeito é um picareta, mas muito evidentemente!! Quem esse cara pensa que engana com esse papinho furado? Como que você pode ser tão iludido? Por que você está permitindo se fazer de trouxa dessa maneira?????

    A resposta é: NÃO! Você não é um trouxa, você está apoiando isso sabendo que se trata de um esquema de poder, isso é psicopatia. Já ví vários assim, não adianta vim colando link aqui para defender seu partido não, isso é vergonha alheia, se toca cara.
  • Magno  02/03/2015 16:22
    Esse Alessandro Molon é do PT. Isso já basta.
  • Alexandre Melchior  02/03/2015 16:19
    Tiraram o Jeffrey Tucker do sério nessa hein!
  • Joao  02/03/2015 21:32
    Não sou contra, nem a favor, muito pelo contrário, mas essa conversa sobre neutralidade na rede sempre me deixa uma dúvida:

    Se o mercado de ISPs já é fechado, e não pretende mudar nada com relação à isso, não é melhor essa lei para o consumidor final? Se não for, quais os efeitos no médio/longo prazo?
  • Ali Baba  03/03/2015 10:55
    @Joao 02/03/2015 21:32:16

    Se o mercado de ISPs já é fechado, e não pretende mudar nada com relação à isso, não é melhor essa lei para o consumidor final? Se não for, quais os efeitos no médio/longo prazo?

    Meu caro. Você está (deliberadamente ou ingenuamente) incorrendo na típica falácia da falsa dicotomia. Não exite a dicotomia "mercado aberto" e "mercado fechado". Existe um grande espectro entre um e outro. Vamos usar números para responder a sua pergunta.

    Supomos que, entre 0 e 100 (onde 0 é o mercado aberto e 100 é o mercado fechado), o mercado atual esteja em 60 (não está, mas isso não vem ao caso...). Para qualquer pessoa, como você, isso seria considerado um mercado fechado, como de fato você supõe.

    Agora essa legislação ("Lei" é algo muito diferente de legislação) leva o mercado de 60 para 85. Concordamos que o mercado ficou mais fechado? Espero que sim. Compreende agora?

    Quanto a sua segunda pergunta, nesse site temos convicção obtida através do nosso conhecimento na sólida teoria econômica, que quanto mais nos aproximamos de 0 (um mercado aberto), melhor para o consumidor. Observe que não estou dizendo "melhor para a Netflix", ou "melhor para a Oi", estou dizendo melhor para o consumidor (ou seja, eu, você). Se você tem dúvidas quanto a isso, sugiro humildemente que leia os textos desse site e prepare-se para mudar radicalmente todos os seus conceitos: tudo o que disseram para você até hoje não passa de uma grande mentira! (Tecnicamente, uma distorção inteligente da verdade cuidadosamente forjada para ludibriá-lo, mas isso também não vem ao caso...).

    Então, a "médio/longo prazo" os efeitos dessa legislação são claros: aumento dos preços, redução da concorrência e queda da qualidade do serviço (ou uma queda na velocidade de melhoria do serviço). Dica: essa é a consequência de praticamente toda e qualquer legislação. O estado não tem o poder de melhorar absolutamente nada (a não ser com a sua ausência). Toda vez que pensares no estado, pensa em um Rei Midas ao contrário (também conhecido como "toque de Merdas"), que tem o poder de transformar em excremento qualquer coisa em que toque.

    Depois que obtiveres essa convicção e deixares de ver o mundo através de dicotomias inexistentes, você estará pronto para entender por que defendemos a não interferência do governo em quaisquer desses assuntos (de preferência a sua complexa extinção).
  • Reboot mankind  05/03/2015 17:41
    Não vejo a hora da Singularidade chegar! Logo as máquinas dominaram essa merda toda, graças a deus!
  • anônimo  05/03/2015 23:15
    Que triste, agora a internet vai ficar feia e brutalhista.
  • Emerson Luis  18/03/2015 17:13

    "Os burocratas se referiram à aprovação do projeto como "um triunfo da liberdade de expressão e dos princípios democráticos". Quão imbecis eles julgam que somos?"

    No caso da maioria, o suficiente.

    * * *
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  25/03/2015 20:43
    Onde os governos põem as mãos, o produto final se atrofia. A tal "neutralidade de rede" é mais um roubo de pessoas que trabalham para o governo.


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